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Marketing Digital e E-Commerce
Um dos motivos da baixa participação das pequenas no faturamento do comércio eletrônico ainda é a enorme quantidade de empresas que não possui sequer um site e uma presença digital mais consolidada, que são as portas de entrada para o e-commerce. Segundo dados divulgados pelo NIC.br, o índice das empresas que não fazem uso do ambiente on-line é de 40% no Sudeste e 50% no Nordeste
Algumas das conclusões de um estudo feito pelo Grupo Incyte, realizado com proprietários e executivos de empresas norte-americanas de diversos setores, indicam que as companhias pequenas e médias (PMEs) ainda estão em descompasso com as novas tecnologias disponíveis e preocupam-se com a atualização precária de seus websites, o que prejudica a competitividade principalmente em relação às grandes empresas. O estudo também apontou que 68% dos entrevistados acreditam que o site foi importante para o direcionamento de negócios e fortalecimento da marca. Por outro lado, a maioria (51%) ainda não enxerga nas mídias sociais um fator relevante para seus esforços em marketing.
Outro destaque desse estudo foi o fato de as PMEs não criarem sites eficazes, com boa usabilidade, capazes de gerar boa experiência do consumidor e reter visitantes. Isso porque a maioria (75%) dessas empresas não usa ferramentas de análise, como o Google Analytics, por exemplo, para medir o desempenho de seus sites por não acreditarem que análises de sites sirvam para efetuar mudanças que possam garantir melhores resultados. Para completar, apenas 4% aproximadamente das empresas têm sites adaptados para celulares e tablets.
Quando analisados outros pontos, como a publicidade na web, 37% consideram o e-mail útil para aquisição e retenção de clientes, seguido por sites (32%), mídia impressa (16%), mídias sociais (7%), sites de avaliação e links patrocinados (4%). E pior, a maioria (72%) afirmou que menos de 25% das vendas foram provenientes do on-line e 7% nem sabem o quanto de negócios pode ser atribuído à Internet.
No Brasil, o cenário não é diferente. Segundo a pesquisa TIC Empresas, apenas 60% possuem sites próprios, a maioria para informações institucionais (93%); apenas 17% afirmaram ter sistemas de pedidos ou reserva/carrinho de compras; e 12% têm pagamento on-line para completar a transação.
Esses números são similares aos de uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo de 2013, em que também constava que apenas 60% das empresas tinham site. Um dado interessante era que menos de 30% usavam a web para publicidade naquele momento e apenas 17% delas tinham perfis cadastrados em redes sociais, embora 40% dissessem que monitoravam esse canal, mesmo que de forma “caseira”
A escassez de tempo, de recursos e de desconhecimento ainda fazem com que as PMEs pouco invistam em atualização tecnológica e concentrem seus esforços no negócio principal, relegando a presença on-line a um segundo plano.
Esses estudos também nos levam a concluir que é necessário disponibilizar a essas empresas maior conhecimento e condições para realizar negócios, utilizando a web como plataforma para conquistar e reter clientes, aumentar vendas, fortalecer sua imagem e marca e divulgar produtos e serviços, entre outras opções. Uma das principais dificuldades alegadas pelos gestores das PMEs para usar a Internet de forma mais intensa é a falta de tempo, de foco para buscar soluções e de equipe dedicada, tendo em vista que normalmente os microempresários são os responsáveis por grande parte da operação das suas empresas, desde a compra dos produtos, negociações, pagamentos até vendas, enfim, a gestão geral do negócio, o que demanda obviamente muito tempo, pois precisam “jogar em todas as posições”. Em geral, eles não possuem muitos recursos financeiros, tampouco equipes de marketing e de tecnologia ou profissionais que possam contribuir com o desenvolvimento. Assim, a tarefa de buscar inovações e implantá-las acaba ficando em suas próprias mãos, ou então não é feita.
O ponto de partida deve ser o melhor esclarecimento para essas empresas sobre o potencial da web e, em especial, do e-commerce, atividade que apenas no Brasil cresceu aproximadamente 1.800% nos últimos nove anos e que será abordada, com mais detalhes.

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