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P3 - Lombalgia 1
P3 - Lombalgia
O que tem de diferente na região lombar em relação ao 
restante da coluna?
A coluna apresenta uma curvatura de lordose na 
região lombar
Hiperlordose é a curvatura lombar acentuada, 
pode resultar de tuberculose óssea ou 
osteomalácia, mas também é comum em 
gestantes
Os discos intervertebrais são mais espessos nas 
regiões cervical e lombar, o que aumenta a 
flexibilidade dessas regiões
Vértebras lombares
Seus corpos vertebrais são maciços
Pedículos e lâminas são mais curtos e espessos
Processos espinhosos são mais curtos e planos 
(adaptados para fixação dos grandes músculos do 
dorso)
O forame vertebral é triangular
As faces articulares superiores são direcionadas 
posteromedial mente e as inferiores são 
direcionadas ântero-lateralmente: Isso serve para 
 
poncava em vista
posterior fizoseO corcunda
o
flordor
ação aiiii
massa
siiiii_Titânio aiiiii 1
iii
Formatode machadinha
igual nas v cervicais
Sup postromedial
S P M
Ing s anterolateral IA L
P3 - Lombalgia 2
manter as vértebras lombares unidas e mais 
estáveis, dificultando o movimento de rotação
Ligamento Amarelo apresenta espessura máxima nas lombares
(encontrado recobrindo a parte posterior do canal vertebral, unindo duas 
lâminas de arcos vertebrais adjacentes e evitando a lesão nos discos IV)
Epidemiologia
Até 70% das pessoas com 
mais de 40 anos e 80 a 90% 
das acima dos 50 anos 
apresentam algum problema 
de coluna
Menos de 1% das pessoas 
que tem lombalgia aguda, 
possuem doença grave, como 
tumor infecções
97% dos casos de dor lombar 
tem origem 
musculoesquelética 
Mais prevalente em mulheres 
Tipos
Dor local - causada por estiramento de 
estruturas com sensibilidade dolorosa que 
comprimem ou irritam terminações nervosas; 
dor (p. ex., dilacerante, repuxante)localizada 
na proximidade da região afetada das costas.
Dor referida- dor originada no abdome ou 
pelve; a dor não se altera com os movimentos 
normais da coluna.
Denominações
Lumbago é uma dor 
lombar média e baixa, 
aguda, que pode ser 
causada por uma 
pequena protusão 
posterolateral nos níveis 
L5-S1
P3 - Lombalgia 3
Dor originada na coluna- restrita às costas 
ou referida aos membros inferiores ou 
nádegas. As patologias da coluna lombar alta 
podem apresentar dor referida à região 
lombar baixa, às virilhas ou coxas. As 
patologias da coluna lombar baixa 
apresentam dor referida às nádegas, região 
posterior da coxa ou, raramente, panturrilhas 
ou pés.
Dor radicular- irradiação da coluna para a 
perna no território de distribuição específico 
da raiz nervosa acometida. Tosse, espirros, 
levantamento de objetos pesados ou esforço 
físico podem desencadear a dor. 
Dor associada a espasmo muscular
A apresentação 
comum é a de dor de 
início agudo na 
região lombar, que, 
com o tratamento, 
pode diminuir após 
alguns dias mas ser 
gradualmente 
substituída por dor 
ciática.
Lombocitalgia (ciática) 
é uma dor na região 
lombar que se irradia 
para a parte posterior da 
coxa até a perna e 
também é causada por 
hérnia de disco, que 
compromete o 
componente L5-S1 do 
nervo isquiático.
Quanto à duração
► Aguda: até 4 semanas (1 mês) 
► Subaguda: entre 4 e 12 semanas (1-3 meses) 
► Crônica: dor por, pelo menos, 12 semanas (3 meses) e dor em pelo menos 
metade dos dias nos últimos 6 meses
Dor aguda
 12 semanas
As causas podem ser 
esclarecidas por exames de 
neuroimagem e EMG
Quando não for encontrado 
uma causa específica, o 
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Tratamento farmacológico inclui: AINEs, 
acetaminofeno, relaxantes musculares 
(ciclobenzaprina; mas causa sono )
Os ensaios clínicos não revelam 
benefício com repouso por mais de 2 
dias
manejo deve ser conservador
O tratamento farmacológico e 
as medidas de conforto são 
semelhantes aos 
recomendados para lombalgia 
aguda
Etiologias
Discopatia Lombar
Quando a dor se estende para perna , 
costumam estar localizadas nos níveis entre L4-L5 
ou L5-S1
Para saber a localização precisa, utiliza-se a 
perda sensorial nos dermátomos, fraqueza nos 
miótomos e perda de reflexos tendinosos
Geralmente a unilateral 
pode ser bilateral nos casos com grandes 
herniações centrais do disco, comprimindo 
diversas raízes nervosas e causando a 
Síndrome da Cauda Equina
Indicação de 
cirurgia:
Fraqueza 
motora 
progressiva ou 
lesão 
progressiva da 
raiz nervosa
Síndrome da 
Cauda equina 
ou compressão 
medular 
(geralmente 
indicada por 
função 
intestinal ou 
vesical 
anormal)
Outras causas
Estenose
Espinhal
- Quando ocorre o estreitamento do canal espinhal - Causa dor lombar, na
nádega ou perna ao caminhar ou ficar de pé, alivia ao sentar
Traumatismo
- Entrose ou estiramento lombar baixo: lesões de menor intensidade,
autolimitadas e ligadas à lombalgia - Fraturas: traumáticas ou não
traumáticas (por osteoporose, osteomalácia, hiperparaoidismo, etc.)
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Espondilolistese Deslizamento anterior de uma ou mais vértebras
Osteoartrite
(espondilose)
Dor nas costas induzida por movimentos da coluna e associada a rigidez.
É o desgaste relacionado à idade dos discos da medula espinhal.
Metástases
Vertebrais
O carcinoma metastático, mieloma múltiplo e os linfomas com frequência
envolvem a coluna.
Osteomielite
vertebral
Causada por infecção principalmente do pulmão, trato urinário ou pele
Aracnoidite
lombar adesiva
Inflamação do espaço subaracnóideo
Doenças imunes
Esondilite anquilosante, artrite reumatóide, síndrome de Reiter, artrite
psoriática e doença inflamatória intestinal crônica
O aumento na produção da prostaglandina pelo endométrio, no período 
pré-menstrual provoca fortes contrações no útero, por conseguinte 
pressiona os vasos sanguíneos a sua volta, o que dificulta o suprimento 
de oxigênio aos tecidos, contribuindo para o aumento da dor lombar. 
As dores lombares durante o período menstrual são, na verdade, 
cólicas do “baixo ventre”
Doenças viscerais
Não há sinais locais 
Os movimentos normais da coluna não 
provocam dor
Uma ruptura contida de aneurisma da 
aorta abdominal pode produzir apenas 
dor nas costas
Durante a Consulta…
1. Avaliar gravidade
2. Descartar doenças 
potencialmente graves 
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(bandeiras vermelhas 
)
a. O médico édico deve 
manter atenção 
redobrada para toda 
pessoa com 
lombalgia com 
qualquer bandeira 
vermelha
3. Resolver a dor (se 
possível)
4. Referenciar para 
especialista
Sinais de alerta amarelo (psicossociais):
► Pensamento catastrófico (antecipa o pior desfecho 
possível para a lombalgia) 
► Presença de sintomas que não apresentem correlação 
com a lombalgia 
► Elevado comprometimento funcional basal 
► Baixo estado geral de saúde 
► Depressão, ansiedade ou pessimismo diante da vida
Anamnese
É importante caracterizar a dor: local, 
mecanismo de lesão, tempo de início, 
como se instalou, tipo de dor 
(mecânica, radicular, claudicante ou 
inespecífica).
Identificar sintomas neurológicos, 
febre, dor noturna, emagrecimento 
e outros podem ajudar no 
diagnóstico. 
Investigar uso de drogas injetáveis, 
tabagismo, tipo de trabalho, 
Regras mnemônicas ajudam a 
organizar o raciocínio na hora da 
avaliação. Um método prático para se 
investigar a dor é a regra mnemômica 
“OPQRST”, cujo significado está 
descrito abaixo: 
• Onset (início). 
• Provocation (provocação da dor). 
• Quality (qualidade da dor). 
• Radiation (irradiação da dor). 
• Simptoms (sintomas associados). 
• Time (tempo de duração).
 
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cirurgias na coluna, histórico de 
neoplasia, imunosupressão (uso de 
corticoides, HIV) etc. 
Classificação
Devem-se ser esclarecidas 3 perguntas para tentar classificar a lombalgia em um de 
3 grupos
Perguntas:
1. Existe uma doença sistêmica grave 
causando a dor?
2. Existe comprometimento 
neurológico que possa exigir 
avaliação cirúrgica?
3. Existe sofrimento social ou 
psicológico que possa amplificarou 
prolongar a dor?
Grupos:
Grupo 1: lombalgia associada à 
radiculopatia 
Grupo 2: lombalgia associada a 
alguma causa específica, como cauda 
equina, neoplasia, infecção, fratura 
vertebral, artrite inflamatória, 
pielonefrite, disfunção sacroilíaca 
Grupo 3: lombalgia inespecífica
Exame físico 
Uma vez que 97% dos casos de lombalgia são de causa mecânico-postural, o 
objetivo maior do exame físico é procurar sinais de gravidade (bandeiras 
vermelhas).
Inspeção – curvatura da coluna (lordose, cifose, escoliose), amplitude de 
movimento (teste de Schober), movimentos que provocam dor, limitações 
funcionais, posicão antálgica, diferença de comprimento dos MMII, vícios de 
postura.
Palpação – musculatura paraespinhal, processos espinhosos, articulações 
sacroilíacas, posição dos ossos pélvicos (deformidades da pelve).
Avaliação neuromuscular – reflexo patelar, aquileu, flexão do tornozelo e 
halux, força muscular, sensibilidade (lateral, medial e dorsal do pé), Laseg (com 
o paciente deitado, eleva-se a perna esticada até um angulo de 60º; dor antes 
de se elevar ao ângulo de 60º indica acometimento do nervo ciático), exame 
motor (caminhar sobre os calcanhares e ponta dos pés).
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Lasègue
Produz estiramento das raízes de L5/S1 e 
do nervo ciático
Quando fazer? Caso haja descrição 
ou suspeita de radiculopatia
Teste da elevação da perna reta (Lasègue): dor 
neste membro a 30 a 60 graus 
Teste de elevação da perna oposta: dor no membro 
não elevado a 30 a 60 graus.
Teste de Patrick ou FABER: 
Posiciona-se o maléolo lateral de um pé 
encostado na patela contralateral e 
pressiona-se para baixo o joelho da perna 
fletida, estabilizando a pelve contralateral 
com a outra mão;
Dor associada a esse teste pode 
indicar origem na articulação 
sacrilíaca.
Testes para saber nível de lesão em radiculopatia
Testar miótomos e 
dermátomos
EX: Levantar da cadeira em uma 
perna ou subir em banqueta de 18 
cm com uma perna: essa 
avaliação do quadríceps 
diferencia lesão de L3-L4 e L5-S1; 
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teste positivo sugere lesão de L3-
L4.
Diagnóstico diferencial
Exames 
Quando Fazer? 
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Nos casos agudos ( 50 ou se a dor 
estiver presente po mais de dois meses sem melhora com o tratamento.
Quais exames fazer?
Para definição anatômica das patologias 
da coluna: RM e Mielo-TC 
Para avaliação funcional do SNP: EMG e 
estudos de condução nervosa
Alto risco de
câncer
Radiografia e VH
RM
● Risco de infecção ●
Síndrome da cauda equina ●
Déficit neurológico severo
MIELOGRAFIA: avalia a medula espinhal, aplicação de contraste no local 
e realização de uma radiografia ou TC depois
Conduta
Recomendações 
Para a maioria dos pacientes, a melhor 
recomendação é um retorno lento e gradual as 
suas atividades normais, sem repouso no leito ou 
exercícios na fase aguda. Essa orientação acelera 
a recuperação, mas se deve respeitar a tolerância 
de cada indivíduo
Incentivar a participação em grupos de atividade 
física ou grupos de práticas integrativas (que visam 
ao fortalecimento da coluna, educação postural, 
alongamento e/ou relaxamento) desen- volvidos 
Prognóstico e 
complicações 
possíveis
Há uma escala validada 
no Brasil para predição 
do risco de cronificação 
ou recorrência e que, 
portanto, é útil para 
categorizar as pessoas 
com lombalgia 
inespecífica chamada 
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pela UBS. Caso não existam estas atividades, 
discutir com a equipe do NASF a necessidade da 
implantação dessas atividades.
Conversar sobre os riscos de efeitos adversos 
decorrentes do uso contínuo de Aines. Oferecer 
alternativas para alívio da dor, como o uso de calor 
local. Reforçar a importância da prevenção da dor 
por meio de exercícios de fortalecimento da coluna.
Subgroups Target 
Treatment Back 
Screening Tool 
(STarT).20 Das nove 
questões, quatro 
abordam a dor e cinco, 
aspectos psicossociais, 
como catastrofização, 
medo e depressão
Tratamento 
Farmacológico 
 SOBREDIAGNÓSTICO: 
Ocorre muita medicação. Um 
dos medicamentos anti-
reumáticos mais 
comercializados (infliximabe) 
é usado para espondilite e 
há pressão da indústria 
farmacêutica para aumentar 
seu uso.
Principais riscos:
Opioide Abuso, adição, overdose e morte
AINE
- Evento trombótico cardiovascular,
incluindo IAM e AVC -
Sangramento gastrintestinal e
úlcera
Antidepressivo
Pensamento e comportamento
suicida
Encaminhamento
Qualquer paciente que 
não melhorou após um 
mês de tratamento 
conservador deve ser 
reavaliado e, se 
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necessário, 
encaminhado.
Se houver suspeita que a dor esteja associada às condições/atribuições do trabalho 
(sobrecarga física, movimentos repetitivos, posturas inadequadas, monotonia ou 
sobrecarga mental, ritmo intenso do trabalho, pressão por produção, ausência de 
condições ergonômicas), encaminhar para serviço de referência de Saúde do 
Trabalhador do município/região para investigação de nexo causal.
não aguento
mais
to
cansada
demais
vei do
ceu
socorro
que
canseira
ai ai
Thayná
ThaynáThayná
Thayná Thayná

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