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ATENÇÃO BÁSICA
NO BRASIL
O que é?
 Política Nacional de
Atenção Básica (PNAB)
História
Estratégia de Saúde da Família
(ESF) e sua Evolução
PNAB Atribuições e Atuação
das Equipes da ESF
Refere-se a um conjunto de ações de saúde que têm
como objetivo proporcionar uma assistência integral e
acessível à população. Essas ações são fundamentadas
em princípios como universalidade (atendimento para
todos), acessibilidade (facilidade de acesso aos serviços),
vínculo (relacionamento entre profissional e paciente),
continuidade do cuidado (acompanhamento contínuo da
saúde) e integralidade da atenção (atendimento
abrangente e completo).
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB),
estabelecida pela Portaria n° 2.488/2011, posiciona a
Atenção Básica (AB) como o nível central no Sistema
Único de Saúde (SUS), coordenando a assistência e
articulando em rede. Um exemplo é a Rede Cegonha,
visando reduzir a mortalidade materna e neonatal. As
Unidades Básicas de Saúde (UBS) são referência e
coordenadoras da rede, promovendo a comunicação
eficiente entre os serviços e planejando as redes de
acordo com o perfil epidemiológico e os recursos
disponíveis.
Surgiu com o Relatório Dawson em 1920, que propunha um
modelo de atenção à saúde baseado na delimitação de territórios
e na hierarquização dos serviços de saúde, com foco nos centros
de saúde.
 O termo Atenção Primária à Saúde (APS) foi cunhado a partir
desse modelo e evoluiu ao longo dos anos devido à influência de
diversos pensadores, governantes e profissionais ligados à saúde.
A publicação do livro "Primary Care: Balancing Health Needs,
Services and Technology" em 1998 foi um marco importante, pois
demonstrou os bons resultados da APS em termos de saúde e
custos sustentáveis para os países.
No Brasil, APS e AB são termos equivalentes, conforme definido
pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi
introduzida no Brasil em 1994 como um programa
inovador em Sobral (CE), modelado com base em
iniciativas internacionais como o Programa de
Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Ao longo
do tempo, a ESF se transformou em uma estratégia
mais ampla, visando expandir equipes com maior
integração comunitária e entendimento dos
determinantes de saúde. As equipes de ESF incluem
enfermeiros, médicos, auxiliares ou técnicos de
enfermagem, agentes comunitários de saúde,
podendo ser complementadas por equipes de
Saúde Bucal e Núcleos de Apoio à Saúde da Família
(NASF).
A Atenção Básica (AB) engloba diversas ações de
saúde, desde a promoção até a manutenção da saúde,
utilizando tecnologias de cuidado variadas. É
descentralizada e busca estar próxima da população,
sendo o principal ponto de contato com o sistema de
saúde. Orienta-se pelos princípios do SUS e visa
garantir a universalidade, integralidade, equidade e
participação social. Além disso, coordena o cuidado e
acolhe as demandas da população, decidindo em
conjunto as melhores ações a serem tomadas.
As equipes da Estratégia de Saúde da Família
(ESF) operam alinhadas com as diretrizes do SUS
e da PNAB. Suas responsabilidades abrangem a
definição do território de atuação, programação
de ações de saúde, prevenção de doenças,
atendimento de urgência, promoção da saúde,
apoio à gestão local, ações intersetoriais e
vigilância em saúde. Essas equipes realizam
diagnósticos de saúde dinâmicos, atualizando-os
frequentemente e discutindo-os com a
comunidade, envolvendo diversos profissionais
de saúde.
Serviços na Atenção
Básica (AB)
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem
atendimento primário em diversos modelos, incluindo
UBS Fluviais e Consultórios na Rua. As Equipes de Saúde
da Família (ESF) operam em unidades exclusivas ou
mistas. As UBS realizam uma variedade de atividades,
como imunização e cuidados de enfermagem, dentro e
fora das unidades, seguindo requisitos do Ministério da
Saúde e Anvisa.
Processo de Trabalho
das Equipes da ESF
O trabalho das ESF abrange uma variedade de
atividades, como reuniões administrativas,
consultas individuais ou compartilhadas, visitas
domiciliares, ações educativas e articulações
intersetoriais. Elas buscam compreender o
território de atuação e os problemas de saúde
locais, traçando um perfil epidemiológico e
organizando suas ações de acordo com as
necessidades identificadas. Além disso, lidam
com emergências de saúde, promoção da
qualidade de vida e resolução de problemas
comunitários por meio de ações específicas.
Roberta de Assis Pereira

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