Prévia do material em texto
www.pciconcursos.com.br Página 14 Secretaria da Educação 35. O Coordenador Pedagógico, como especialista em assuntos educacionais, tem atribuições que o dis- tinguem de outros integrantes da comunidade escolar. São atribuições do Coordenador Pedagógico: 1. Garantir a realização do horário de trabalho pedagógico coletivo, planejando-o, de forma a garantir sua produtividade. 2. Fiscalizar a entrada e saída de alunos. 3. Conferir se as salas de aulas estão limpas e organizadas antes do início das aulas. 4. Fornecer bases teóricas para nortear a refle- xão sobre as práticas. 5. Organizar encontros de docentes por área e por disciplinas. 6. Substituir professores que faltam. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. a. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4. b. ( X ) São corretas apenas as afirmativas 1, 4 e 5. c. ( ) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 6. d. ( ) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5. e. ( ) São corretas apenas as afirmativas 2, 4, 5 e 6. 34. No documento Diretrizes para a Educação Infantil Nacional o MEC expressa deliberações relativas aos Fundamentos Norteadores da Educação Infantil. São eles: 1. Princípios Éticos da Autonomia, da Responsa- bilidade, da Solidariedade e do respeito ao Bem Comum. 2. Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do Exercício da Criticidade e do respeito à Ordem Democrática. 3. Princípios Culturais de Preservação do Patrimônio Artístico e das Manifestações Folclóricas. 4. Princípios Conceituais de Desenvolvimento pleno das capacidades cognitivas e apropria- ção de conteúdos historicamente constituídos pela humanidade. 5. Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, da Ludicidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. Constituem princípios que devem fundamentar as práticas na Educação infantil: a. ( ) 2 e 5 apenas. b. ( ) 1, 3 e 5 apenas. c. ( X ) 1, 2 e 5 apenas. d. ( ) 2, 4 e 5 apenas. e. ( ) 3, 4 e 5 apenas. www.pciconcursos.com.br Função Gratifi cada - COORDENADOR PEDAGÓGICO 2GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - Secretaria de Estado de Educação - SEEDUC Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro - CEPERJ CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA VIZINHO INDISCRETO UM FOTÓGRAFO TEM O DIREITO DE SE POSICIONAR DIANTE DA JANELA, COM UMA LENTE POTENTE, PARA REGISTRAR CENAS PRIVADAS E DEPOIS EXIBI-LAS? Desde que, anos atrás, ouvi as primeiras notícias de uma nova tendência no mundo da fotografi a, a de registrar a vida privada dos vizinhos, mudei meus hábitos dentro de casa. Passo bastante tempo entre paredes íntimas, porque trabalho em casa, e sempre gostei das cortinas abertas, a luz entrando, o máximo bem mínimo de amplitude numa cidade como São Paulo, com prédios, janelas e outros mundos dentro delas por todos os lados. Mas, com medo de uma lente indiscreta, passei a fechar as cortinas de forma que nenhum olhar desconhecido, ninguém que não tenha batido na minha porta pedindo licença para entrar, possa me alcançar. A possibilidade de me descobrir numa exposição de fotos ou num site da internet, mesmo que meu rosto não possa ser reconhecido, alterou a minha vida mesmo antes de se concretizar. A vida privada tem sido confundida com “vida real”, o que expli- ca a obsessão das pessoas ditas comuns com a privacidade das ditas celebridades. Assim como a obsessão dos fotógrafos pela vida privada das celebridades – e mais recentemente pela vida privada dos anônimos. Poucos parecem se importar com o fato de a vida privada das celebridades ser constantemente invadida por paparazzi, exceto algumas celebridades. Como se, pelo fato de serem pessoas “públicas”, que ganham a vida por serem públicas, não pudessem ter uma vida privada, longe dos olhos de todos os outros. Mais do que isso: o público que as torna celebridades teria direito de acesso ao “verdadeiro eu” das pessoas que venera, àquela que seria a sua “verdade verdadeira” e que só poderia ser descoberta com fl agrantes à sua intimidade. Quando aparece um outro tipo de paparazzo, o que espiona a vida das pessoas comuns, para muitos é uma violência bem mais óbvia. Por quê? Ou qual é a diferença para as fotos íntimas de cele- bridades? A suposta verdade dos comuns não interessa a ninguém? Não é o que os preços dessas fotos nas galerias têm mostrado. Ou por que seriam imagens de ninguém em particular ou “representa- ções da humanidade”? Mas se o problema está no fato de as pessoas se reconhecerem na sua singularidade, como alguém com nome, sobrenome, rosto e vida? Se o problema começa na singularização daquele que é, ao mesmo tempo, “representação da humanidade” e algo que ele chama de “si mesmo”? E, nesta singularização, preferia não ser fotografado secretamente de cueca na frente do espelho? É mais complicado do que parece. O ato de fotografar pode ser julgado em si ou apenas no sentido atribuído a essa fotografi a? A mesma fotografi a que muitos consideram poética numa galeria de arte poderia ser decodifi cada como ridícula e virar motivo de escracho se jogada em determinados sites da internet. Ou, usando um exemplo mais explícito, a foto do bebê no banho, que enternece os pais no álbum de família, pode ser erótica para um pedófi lo. Se o sentido só pode ser dado depois, a fotografi a dos vizinhos nos aproxima e nos conecta na solidão das metrópoles, ao dizer de todos e não apenas de um. Já as fotos das celebridades, mesmo – e talvez principalmente – quando são anunciadas como fl agrantes de cenas que as aproxi- mam das pessoas comuns, o que fazem é marcar a diferença. Ambos estão fotografando cenas privadas sem autorização, mas a oposição de sentidos tornaria aquele que expõe a intimidade de celebridades para o gozo do público um invasor e o que expõe anônimos não? As perdas e ganhos se embaralham. Quem ganha com os re- tratos da vida privada? O fotógrafo, ao transformar cenas íntimas em arte que fala dessa época histórica. Nós, coletivamente, ao ganharmos um retrato de nossa humanidade, que nos faz trans- cender – e que transcenderá nossa vida ao alcançar as gerações futuras. Quem perde? Nós, também, individualmente, porque aquele que virou representação é também aquele que vive e que talvez não quisesse ser exposto abrindo a geladeira descabelado para pegar o leite pela manhã. E nós, coletivamente, na medida em que a única alternativa para não ter a intimidade exposta seja cobrir com cortinas nossas escassas janelas, por onde já entra muito menos luz do que gostaríamos. De novo, como superar esse impasse? Ou o que é mais impor- tante? E quem decide? Quem observa com atenção a cidade, percebe que mesmo moradores de rua constroem paredes e portas invisíveis embaixo de viadutos ou mesmo nas esquinas. Lá dentro, evolucionam por peças sem paredes como se não fossem vistos por todos. Muitas vezes, diante dessas cenas, tão profundamente humanas, desviei os olhos, em sinal de respeito. Acho que nos humanizamos quando conseguimos enxergar – e respeitar – mesmo as paredes invisíveis. Me parece importante bater, mesmo em portas subjetivas, para que o outro tenha a chance de dar ou não sua permissão. Não é porque não enxergamos, que as portas e as paredes não existem. E não é porque a tecnologia permite, que podemos entrar na casa das pessoas, ainda que em nome da arte – ou do jornalismo – sem antes pedir licença. Mesmo que essa casa seja um amontoado de trapos embaixo de uma ponte. (...) Eliane Brum (Adaptado de: epoca.globo.com/colunas-e-blogs/) 01. O emprego da 1ª pessoa do singular no relato presente no primeiro parágrafo provoca o efeito de: A) permitir a generalização da preocupação relatada B) registrar os efeitos de uma frustração individual C) ressaltar aspectos cotidianos da vida de uma celebridade D) contradizer uma tese verdadeira no meio acadêmico E) retifi car a crítica incisiva presente no título 02. “o que explica a obsessão das pessoas ditascomuns com a privacidade das ditas celebridades”. A repetição da palavra “ditas” sugere uma crítica. Essa crítica apresenta-se integralmente no seguinte trecho: A) “anos atrás, ouvi as primeiras notícias de uma nova tendência no mundo da fotografi a, a de registrar a vida privada dos vizinhos” (1º parágrafo) B) “Ou por que seriam imagens de ninguém em particular ou “representações da humanidade”?” (3º parágrafo) C) “a oposição de sentidos tornaria aquele que expõe a intimidade de celebridades para o gozo do público um invasor e o que expõe anônimos não?” (4º parágrafo) D) “De novo, como superar esse impasse? Ou o que é mais im- portante? E quem decide?” (6º parágrafo) E) “Lá dentro, evolucionam por peças sem paredes como se não fossem vistos por todos.” (7º parágrafo) 03. Entre os ganhos indicados no quinto parágrafo, a autora considera: A) a possibilidade de uma pessoa comum se tornar celebridade B) a autoconfrontação com cenas corriqueiras rejeitadas por todos C) o debate sobre as benesses conquistadas pelos famosos D) o registro histórico do modo de vida contemporâneo E) a vantagem da profi ssão de fotógrafo no meio jornalístico 04. “trabalho em casa, e sempre gostei das cortinas abertas, a luz entrando, o máximo bem mínimo de amplitude numa cidade como São Paulo, com prédios, janelas e outros mundos dentro delas por todos os lados”. Uma crítica à metrópole é sugerida, no trecho destacado, a partir do seguinte jogo de palavras: A) abertas/entrando B) máximo/mínimo C) prédios/janelas D) outros/mundo E) dentro/lado