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Tutoria 
3.3- Chikungunya 
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo 
mosquito Aedes aegypti (o mesmo mosquito da 
dengue e zika). Ela é caracterizada por febre alta, dor 
nas articulações e, em alguns casos, erupções 
cutâneas. 
História Natural da Chikungunya: 
• Início da infecção: A infecção começa quando 
uma pessoa é picada por um mosquito infectado 
com o vírus chikungunya. 
O vírus entra no corpo e a pessoa começa a mostrar 
sintomas após 2 a 12 dias. 
Ciclo Urbano: O vírus é transmitido principalmente 
por mosquitos fêmeas do gênero Aedes, 
especialmente Aedes aegypti e Aedes albopictus. A 
infecção ocorre quando um mosquito pica uma pessoa 
infectada, adquirindo o vírus. Após um período de 
incubação de 3 a 7 dias, o mosquito se torna capaz de 
transmitir o vírus a novos hospedeiros. 
Ciclo Silvático: Neste ciclo, o vírus é transmitido entre 
mosquitos e primatas não-humanos em ambientes 
florestais. Os humanos podem ser infectados quando 
entram em áreas onde ocorre essa transmissão, 
embora a maioria dos casos humanos seja resultado 
do ciclo urbano. 
 Após um período de incubação de 3 a 7 dias, o 
mosquito se torna capaz de transmitir o vírus a outras 
pessoas através de novas picadas. A viremia, que é a 
presença do vírus no sangue do hospedeiro, ocorre 
antes e durante os primeiros dias dos sintomas, 
permitindo a transmissão 
Sintomas principais: febre alta e atralgia são uns dos 
principais sintomas da Chikungunya além de aparecer 
erupções cutâneas, mialgia e fadiga 
Com o tempo, os sintomas podem melhorar, mas as 
dores nas articulações podem continuar por meses 
(fase crônica). 
A doença é mais comum em áreas tropicais e 
subtropicais, onde o mosquito transmissor é 
encontrado. A doença é transmitida principalmente 
por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. 
O vírus Chikungunya (CHIKV) entra no corpo pela 
picada do mosquito e se espalha pelo sangue. Ele 
ataca as articulações, causando inflamação e dor 
intensa, principalmente nas mãos, pés e tornozelos. O 
vírus também pode afetar outros órgãos, mas o 
principal sintoma é a dor nas articulações. 
Principais órgãos afetados: articulações, pele, 
músculos, fígado, sistema imune e o sistema nervoso 
são os mais afetados 
Diagnóstico Clínico e Laboratorial: 
Diagnóstico clínico: Baseado nos sintomas típicos, 
como febre e dor nas articulações. 
Diagnóstico laboratorial: Confirmado por exames de 
sangue que detectam o vírus ou anticorpos 
específicos, como: PCR (Reação em Cadeia da 
Polimerase) para identificar o material genético do 
vírus. Sorologia para detectar anticorpos produzidos 
pelo corpo contra o vírus. 
Transmissão: 
- Infecção do mosquito: Quando um mosquito fêmea 
Aedes pica uma pessoa que já está infectada com o 
vírus chikungunya, o mosquito se infecta com o vírus 
ao ingerir o sangue da pessoa doente. 
- Período de incubação no mosquito: Depois de se 
infectar, o vírus se multiplica no mosquito, levando 
cerca de 8 a 12 dias para atingir a saliva do mosquito e 
torná-lo capaz de transmitir a doença. 
- Transmissão para os humanos: Quando o mosquito 
infectado pica uma pessoa saudável, o vírus é 
transmitido pela saliva do mosquito durante a picada. 
A pessoa saudável, então, fica infectada. 
- Ciclo de transmissão: Após a infecção, a pessoa pode 
desenvolver sintomas de chikungunya após um 
período de incubação de 2 a 12 dias. O mosquito, 
agora infectado, pode continuar a transmitir o vírus 
enquanto viver e se alimentar de sangue. 
Quadro clínico: 
A fase aguda é a primeira etapa da doença e dura 
normalmente de uma a duas semanas. Nessa fase, os 
sintomas surgem de forma abrupta, começando com 
febre alta e forte dor nas articulações, especialmente 
nas mãos, pés e tornozelos. Além disso, podem 
ocorrer erupções cutâneas, com manchas vermelhas 
ou pápulas, e sintomas como dor muscular e fadiga. O 
vírus se multiplica rapidamente no corpo, e os 
sintomas são intensos nesse período. 
Após a fase aguda, a pessoa entra na fase subaguda, 
que pode durar semanas a meses. Nessa fase, a febre 
geralmente desaparece, mas a dor nas articulações 
pode continuar e até piorar. As articulações 
inflamadas podem causar dor e rigidez, e os sintomas 
de cansaço e fraqueza também podem persistir. 
Embora os sintomas principais diminuam, as dores nas 
articulações podem ser muito incômodas, 
prolongando o desconforto por um período 
considerável. 
Em alguns casos, a infecção evolui para a fase crônica, 
que pode durar meses ou até anos. Nessa fase, a dor 
nas articulações persiste, se tornando artrite crônica. 
O paciente pode continuar sentindo dor e rigidez nas 
articulações afetadas, o que pode impactar 
significativamente sua qualidade de vida. Além disso, 
podem surgir outros sintomas, como cansaço extremo 
e até depressão. Embora a recuperação completa 
ocorra para a maioria das pessoas, os sintomas podem 
ser prolongados em alguns casos. 
Imunidade e Chikungunya 
A infecção pelo vírus Chikungunya (CHIKV) ocorre 
após a picada de mosquitos Aedes aegypti ou Aedes 
albopictus, que transmitem o vírus para a corrente 
sanguínea, onde se espalha para diversos tecidos, 
como músculos e articulações. O CHIKV entra nas 
células hospedeiras utilizando receptores como CCR2 
e CCR5. A infecção desencadeia uma forte resposta 
inflamatória, com a produção de citocinas e 
quimiocinas, que atraem células imunológicas para o 
local da infecção, causando sintomas como febre e 
dor nas articulações. 
O vírus também provoca efeitos citopáticos, 
destruindo células como endoteliais, fibroblastos e 
macrófagos, o que contribui para a inflamação e 
sequelas, como dor articular crônica. A intensidade da 
resposta inflamatória pode agravar o dano aos 
tecidos, piorando os sintomas. 
A resposta imunológica ao CHIKV resulta na produção 
de anticorpos neutralizantes, proporcionando 
imunidade duradoura. Uma vez infectado, o indivíduo 
geralmente não reinfeta. Embora o vírus possa 
atravessar a barreira hematoencefálica e causar 
complicações graves em casos raros, como morte, a 
maioria dos pacientes se recupera após a infecção. 
Comparação entre as 3 arboviroses 
1. Causa: 
Dengue: Causada pelo vírus da dengue (DENV), com 
quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3, 
DENV-4). 
Zika: Causada pelo vírus zika. 
Chikungunya: Causada pelo vírus chikungunya 
(CHIKV). 
2. Transmissão: Todas são transmitidas pelos 
mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que 
picam uma pessoa infectada e, em seguida, 
transmitem o vírus a uma pessoa saudável. 
3. Sintomas Comuns: 
Dengue: Febre alta, dor atrás dos olhos, dor muscular 
e nas articulações, erupção cutânea, e, em casos 
graves, hemorragias (dengue hemorrágica). 
Zika: Febre baixa ou ausente, erupção cutânea, 
conjuntivite, dor nas articulações, e, em alguns casos, 
pode causar microcefalia em bebês de mães 
infectadas durante a gestação. 
Chikungunya: Febre alta, dor intensa nas articulações 
(especialmente em mãos, pés e tornozelos), erupção 
cutânea e dor muscular. A dor nas articulações pode 
persistir por meses. 
4. Complicações: 
Dengue: Em casos graves, pode causar dengue 
hemorrágica e síndrome de choque da dengue, 
levando a falência circulatória e risco de morte. 
Zika: Pode causar microcefalia e dano cerebral em 
bebês nascidos de mães infectadas. Também pode ser 
associada a síndrome de Guillain-Barré, que causa 
fraqueza muscular e paralisia. 
Chikungunya: A principal complicação é a dor nas 
articulações crônica, que pode durar meses ou até 
anos, afetando significativamente a qualidade de vida 
do paciente. 
5. Imunidade: 
Dengue: A infecção por um sorotipo proporciona 
imunidade duradoura contra esse sorotipo, mas pode 
aumentar o risco de formas mais graves da doença 
(dengue hemorrágica) em infecções subsequentes por 
outros sorotipos. 
Zika: A infecção confere imunidade duradoura aovírus, e reinfecções são raras. 
Chikungunya: A infecção proporciona imunidade 
duradoura, e a pessoa geralmente não é reinfectada. 
6. Tratamento: 
Dengue: Não há tratamento antiviral específico. O 
tratamento é sintomático, com o uso de paracetamol 
para a febre e dor, e reposição de líquidos em casos 
graves. 
Zika: Também não há tratamento antiviral específico. 
O tratamento é sintomático, com antitérmicos e 
analgésicos para controle da febre e dor. 
Chikungunya: Não há tratamento antiviral específico. 
O tratamento é sintomático, com o uso de analgésicos 
e anti-inflamatórios para alívio das dores articulares e 
musculares. 
7. Prevenção: 
Dengue, Zika e Chikungunya: A prevenção envolve o 
controle da população de mosquitos, principalmente a 
eliminação de criadouros (água parada), uso de 
repelentes, mosquiteiros e roupas protetoras. Não há 
vacina amplamente disponível para dengue (apenas 
para alguns sorotipos) e zika, mas existe uma vacina 
em desenvolvimento para chikungunya. 
Prevenção: deve ser evitada as picadas de mosquito: 
usando repelentes, roupas longas e telas 
mosquiteiras, eliminar criadouros de mosquitos e 
evitar locais com água parada, como pneus velhos, 
garrafas e caixas d'água e controlar os mosquitos: 
Fumos e larvicidas podem ser usados em áreas com 
surtos para matar mosquitos. 
Tratamento: 
• Não há tratamento antiviral específico para 
Chikungunya, para tratamentos sintomático: é 
feito o uso de analgésicos (para dor) e 
antitérmicos (para febre), como paracetamol. Para 
a dor nas articulações, fisioterapia pode ser 
indicada em casos graves. 
A chikungunya é uma doença transmitida por 
mosquitos que causa febre e dores nas articulações. A 
prevenção é feita combatendo os mosquitos, e o 
tratamento é baseado em aliviar os sintomas, já que 
não existe cura específica. A doença pode ser 
diagnosticada clinicamente e confirmada por exames 
laboratoriais. 
Níveis de prevenção a saúde 
A prevenção de enfermidades busca reduzir o risco de 
doenças e é dividida em quatro tipos principais: 
Prevenção Primária: Foca em evitar que a doença 
aconteça, eliminando fatores de risco. Exemplo: 
vacinas e orientação sobre alimentação saudável. 
Prevenção Secundária: Tem o objetivo de detectar 
doenças precocemente, antes dos sintomas, 
facilitando o tratamento. Exemplo: exames de 
rastreamento como mamografia e teste de glicemia. 
Prevenção Terciária: Busca controlar doenças já 
existentes, evitando complicações e melhorando a 
qualidade de vida. Exemplo: reabilitação após infarto 
ou AVC. 
Prevenção Quaternária: Foca em evitar tratamentos 
desnecessários, protegendo o paciente de 
intervenções médicas excessivas. Exemplo: evitar 
exames ou tratamentos que não sejam necessários ou 
que possam prejudicar o paciente. 
Cada nível tem o objetivo de melhorar a saúde, 
prevenindo doenças, detectando-as precocemente, 
controlando suas consequências e evitando 
tratamentos inadequados. 
Políticas saúde na Chikungunya 
1. Aposentadoria por Incapacidade Permanente: 
A aposentadoria por incapacidade permanente 
(também conhecida como aposentadoria por 
invalidez) é concedida ao trabalhador que, devido a 
uma doença ou acidente, se torna permanentemente 
incapaz de realizar suas atividades profissionais. Para 
obter essa aposentadoria, o trabalhador precisa 
passar por uma perícia médica do INSS (Instituto 
Nacional do Seguro Social) que ateste que ele está 
definitivamente incapacitado para o trabalho. 
2. Auxílio-doença (Licença Médica): 
O auxílio-doença é um benefício pago pelo INSS ao 
trabalhador que fica temporariamente incapaz de 
trabalhar devido a uma doença ou acidente. O 
trabalhador deve apresentar um atestado médico que 
comprove a incapacidade. A duração do auxílio 
depende da avaliação médica e pode ser renovada 
enquanto a pessoa continuar impossibilitada de 
trabalhar. 
3. Atestado Médico: 
O atestado médico é um documento emitido por um 
médico que comprova a condição de saúde de uma 
pessoa, atestando, por exemplo, a necessidade de 
afastamento do trabalho devido a uma doença ou 
acidente. Esse documento pode ser utilizado para 
justificar a licença médica (auxílio-doença), ou para 
comprovar que o trabalhador está temporariamente 
incapaz de realizar suas atividades profissionais. 
Esses benefícios e documentos visam garantir apoio 
financeiro e jurídico ao trabalhador durante períodos 
em que ele não pode trabalhar devido a problemas de 
saúde, sejam temporários ou permanentes. 
Políticas saúde na Chikungunya 
1. Auxílio-Doença (Licença Médica) 
O auxílio-doença é um benefício do INSS concedido a 
trabalhadores que não podem trabalhar devido a 
problemas de saúde temporários. Existem duas 
formas principais de auxílio-doença: 
Auxílio-Doença Previdenciário: Para quem tem 
doenças ou lesões que não são causadas pelo 
trabalho, e que tenha contribuído ao INSS por pelo 
menos 12 meses. 
Auxílio-Doença Acidentário: Para quem sofreu um 
acidente de trabalho ou uma doença ocupacional, não 
exigindo o prazo de 12 meses de contribuição. 
2. Requisitos para Auxílio-Doença 
Para receber o auxílio-doença, o trabalhador deve: 
Ter carência (tempo mínimo de contribuição ao INSS, 
exceto em casos específicos como acidentes de 
trabalho). Estar na qualidade de segurado (ter direito 
de solicitar o benefício). Estar incapacitado de 
trabalhar devido à doença ou lesão. 
3. Auxílio-Acidente: Esse benefício é pago a 
trabalhadores que, após se recuperarem de um 
acidente de trabalho, ficaram com sequelas 
permanentes que reduzem sua capacidade de 
trabalho. É uma indenização, e é concedido após o fim 
do auxílio-doença acidentário. 
4. Atestado Médico: É um documento emitido por um 
médico que justifica o afastamento do trabalhador. 
Para atestados de até 15 dias, a pessoa deve entregá-
lo ao empregador. Após esse período, se a 
incapacidade continuar, o trabalhador deve procurar o 
INSS para solicitar o auxílio-doença. 
5. Aposentadoria por Invalidez: É um benefício dado a 
pessoas que se tornam permanentemente 
incapacitadas para trabalhar, sendo incapazes de 
realizar qualquer atividade laboral. O INSS pode fazer 
perícias anuais para verificar se a pessoa ainda está 
incapacitada. 
Esses benefícios são direitos trabalhistas que 
garantem suporte financeiro e apoio ao trabalhador 
em situações de saúde que afetam sua capacidade de 
trabalhar. 
 
Estudos epidemiológicos 
 
Microbiota 
A microbiota intestinal é o conjunto de 
microrganismos (bactérias, vírus, fungos e outros) que 
habitam o nosso trato gastrointestinal, especialmente 
no cólon. Ela desempenha papéis cruciais na saúde, 
como a digestão, absorção de nutrientes, produção de 
vitaminas e regulação do sistema imunológico. A 
microbiota varia entre os indivíduos e pode ser 
influenciada por fatores como genética, estilo de vida, 
dieta, uso de medicamentos e o tipo de parto (vaginal 
ou cesáreo). 
Existem dois tipos principais de microbiota: 
• Microbiota residente: É permanente, 
presente em determinadas áreas do corpo, 
como o trato gastrointestinal (TGI), e é 
essencial para a manutenção da saúde. 
• Microbiota transitória: São microrganismos 
que aparecem por um tempo limitado, mas 
que não permanecem. 
O equilíbrio entre os microrganismos é conhecido 
como simbiose, onde microrganismos benéficos 
coexistem com patogênicos, sem prejudicar o 
organismo. Quando ocorre um desequilíbrio, gerando 
uma predominância de microrganismos patogênicos, 
temos a disbiose, que pode contribuir para doenças 
como obesidade, diabetes, doenças inflamatórias 
intestinais (DII) e até dificuldades no sistema 
imunológico. 
Fatores como estresse podem alterar a microbiota, o 
que leva ao aumento de bactérias patogênicas e 
diminuição das comensais (benéficas). Para manter ou 
restaurar a saúde da microbiota, utiliza-se prebióticos 
(fibras alimentares que favorecemo crescimento de 
bactérias benéficas) e probióticos (bactérias benéficas 
presentes em alimentos como iogurtes). 
Além disso, o transplante de microbiota fecal (ou 
microbiota intestinal) é uma técnica usada para 
restaurar a microbiota de indivíduos com disbiose, 
sendo realizado através da coleta de fezes de um 
doador saudável, que são analisadas e inseridas no 
paciente por meio de diferentes métodos, como 
colonoscopia. 
A microbiota também está diretamente associada à 
obesidade e outras desordens metabólicas. Por 
exemplo, pessoas obesas tendem a ter uma maior 
quantidade de Firmicutes, que são mais eficientes em 
extrair nutrientes da alimentação, contribuindo para o 
ganho de peso. Já as pessoas magras apresentam mais 
Bacteroidetes, que favorecem a produção de 
substâncias anti-inflamatórias. 
Essa interação complexa entre microrganismos e o 
hospedeiro torna a microbiota um fator fundamental 
na saúde geral e no desenvolvimento de doenças. 
 
Laboratório de morfofuncional 
Articulações joelho e tornozelo 
Ligamento: feixe de colágeno 
Articulação: local de contato entre dois ossos 
JOELHO 
1. Anatomia da articulação do joelho 
Estruturas ósseas: O joelho é formado por três ossos 
principais: o fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da 
canela) e a patela (rótula). Esses ossos se conectam e 
formam uma articulação que permite o movimento. 
Ligamentos: Os ligamentos são estruturas que 
conectam os ossos e ajudam a manter a articulação 
estável. No joelho: 
o Ligamento cruzado anterior (LCA) e ligamento 
cruzado posterior (LCP): Eles ajudam a controlar o 
movimento para frente e para trás da tíbia em 
relação ao fêmur. 
o Ligamentos colaterais (medial e lateral): São 
importantes para evitar que o joelho se mova de 
maneira lateral (para dentro ou para fora). 
• Meniscos: São dois discos de cartilagem em forma 
de C, localizados entre o fêmur e a tíbia. Eles 
ajudam a distribuir o peso de maneira uniforme e 
a amortecer os impactos. 
• Bolsas sinoviais: São pequenos sacos cheios de 
líquido que ajudam a reduzir o atrito entre os 
ossos e facilitam o movimento. 
2. Movimentos do joelho 
O joelho faz basicamente dois movimentos principais: 
o Flexão: Quando você dobra o joelho, como ao 
sentar ou agachar. 
o Extensão: Quando você estica a perna, como ao 
andar ou ficar em pé. 
Além disso, quando o joelho está flexionado 
(dobrado), ele pode fazer uma leve rotação, para dar 
mais estabilidade e mobilidade. 
3. Função 
• O principal objetivo do joelho é suportar o peso 
do corpo e permitir os movimentos, como 
caminhar, correr, pular e até mesmo agachar. 
• Ele mantém a estabilidade e o equilíbrio, 
principalmente quando você está em movimento, 
seja em pé ou durante atividades como esportes. 
4. Patologias comuns 
• Lesões ligamentares: Como as rupturas do LCA 
(ligamento cruzado anterior), que são bastante 
comuns em esportes. Quando o LCA se rompe, o 
joelho perde estabilidade, e a pessoa sente uma 
sensação de que o joelho "vai sair do lugar". 
• Lesões meniscais: Os meniscos podem ser 
rasgados quando o joelho faz movimentos bruscos 
ou torções. Essas lesões causam dor e dificultam o 
movimento. 
• Osteoartrite: É o desgaste da cartilagem do 
joelho, o que leva a dor e rigidez, geralmente em 
pessoas mais velhas. Isso acontece porque a 
cartilagem que cobre os ossos vai se desgastando, 
e os ossos ficam mais expostos ao atrito. 
• Tendinites e bursites: Inflamações nos tendões ou 
bolsas de líquido (bursas) ao redor da articulação. 
Causam dor, inchaço e dificuldade para se mover. 
5. Exame físico 
• Durante o exame físico, o médico vai observar e 
palpar o joelho para verificar se há sinais de 
inchaço, dor ou deformidade. 
o Também são feitos testes específicos, como: Teste 
de Lachman: Para avaliar a integridade do LCA. 
Teste de McMurray: Para detectar lesões nos 
meniscos. Teste de Drawer: Para verificar lesões 
no LCP. 
• O objetivo do exame físico é identificar qual parte 
da articulação está afetada e como o joelho está 
funcionando. 
6. Aspectos Radiológicos 
• O exame de raio-X é muito importante para 
visualizar fraturas ou sinais de desgaste ósseo 
(como na osteoartrite). 
• A ressonância magnética (RM) é usada para ver 
lesões nos ligamentos, meniscos e tecidos moles 
que não aparecem tão bem em raios-X. 
 
 
 
 
TORNOZELO 
1. Anatomia da articulação do tornozelo 
• Estruturas ósseas: O tornozelo é formado por três 
ossos principais: 
o Fíbula (o osso menor da perna, ao lado da tíbia 
,fora), 
o Tíbia (osso maior, que suporta a maior parte do 
peso do corpo, dentro), 
o Tálus (osso do pé que articula com a tíbia e a 
fíbula). 
• Articulação do tornozelo: O tornozelo é uma 
articulação tipo hinge (dobradiça), que permite 
principalmente movimentos de flexão (levantar a 
ponta do pé) e extensão (apontar os pés para 
baixo). 
1. Articulação Tibiotársica (ou Articulação do 
Tornozelo): Formada pela tíbia e o tálus. É a principal 
articulação do tornozelo e permite os movimentos de 
flexão (dorsiflexão) e extensão (plantarflexão) do pé. 
2. Articulação Tibiofibular Superior: Formada pela 
tíbia e a fíbula na parte superior da perna, perto do 
joelho. Permite uma leve movimentação entre a tíbia 
e a fíbula, importante para a estabilidade da perna, 
principalmente durante a locomoção. 
3. Articulação Tibiofibular Inferior: Formada pela tíbia 
e a fíbula na parte inferior, perto do tornozelo. Esta 
articulação tem movimento limitado, mas fornece 
estabilidade ao tornozelo e ajuda a manter a relação 
entre a tíbia e a fíbula durante o movimento. 
4. Articulação Subtalar (ou talocalcânea): Formada 
entre o tálus e o calcâneo (osso do calcanhar). 
Permite movimentos de inversão e eversão do pé 
(movimentos laterais), que são importantes para o 
equilíbrio e a adaptação do pé ao solo. 
5. Articulação Talocalcaneonavicular: Formada pelo 
tálus, calcâneo e navicular. Contribui para os 
movimentos de rotação do pé e estabilidade do arco 
do pé. 
6. Articulação Calcaneocuboide: Formada entre o 
calcâneo e o cuboide. Essa articulação contribui para 
a estabilidade do pé e permite movimentos limitados, 
mas é importante na adaptação do pé ao solo. 
7. Articulação Lisfranc: Articulações entre os ossos do 
metatarso e os ossos do tarso (como o cuboide, 
navicular e cuneiformes). Embora não seja 
diretamente no tornozelo, essa articulação é 
fundamental para a estabilidade do pé, influenciando 
os movimentos do tornozelo. 
8. Articulações Interfalângicas (no pé): Entre as 
falanges dos dedos do pé. Embora não estejam 
diretamente no tornozelo, essas articulações são 
essenciais para os movimentos dos dedos, ajudando 
na locomoção. 
9. Articulação Metatarsofalângica: Entre os ossos do 
metatarso e as falanges (nos dedos do pé). Permite os 
movimentos de flexão e extensão dos dedos durante a 
caminhada. 
• Ligamentos: Ligamentos são estruturas que 
conectam os ossos. Os principais ligamentos do 
tornozelo são: 
Ligamento lateral (externo), que ajuda a estabilizar o 
tornozelo, evitando movimentos laterais indesejados. 
Ele inclui três ligamentos: o ligamento talofibular 
anterior, o ligamento calcaneofibular e o ligamento 
talofibular posterior. 
- Ligamento talofibular anterior (LFTA): Conecta a 
fíbula ao tálus, na frente do tornozelo. É o ligamento 
mais frequentemente lesado em entorses. 
- Ligamento calcaneofibular (LCF): Conecta a fíbula ao 
calcâneo (osso do calcanhar), estabilizando o 
tornozelo lateralmente. 
- Ligamento talofibular posterior (LFTP): Conecta a 
fíbula ao tálus, mas na parte de trás do tornozelo. Ele 
é mais forte que o talofibular anterior e ajuda na 
estabilidade do tornozelo durante os movimentos de 
rotação. 
Ligamento medial (ou deltoide), que fica do lado 
interno do tornozelo e também ajuda a manter a 
estabilidade, prevenindo movimentos excessivos para 
dentro. 
- ligamento tibiotalaranterior: Ligam a tíbia ao tálus. 
- ligamento tibiocalcânea: Ligam a tíbia ao calcâneo. 
- ligamento tibionavicular: Ligam a tíbia ao osso 
navicular. 
- ligamento tibiotalar posterior: Ligam a tíbia ao tálus 
na parte posterior. 
Ligamento sindesmótico, entre a tíbia e a fíbula na 
parte inferior da perna, não é uma articulação 
verdadeira localizada em uma área onde os 
ligamentos unem essas duas ossos, dando 
estabilidade à parte inferior da perna e ao tornozelo. 
Tendões: Os tendões conectam os músculos aos ossos 
e são importantes para o movimento. Os principais 
tendões no tornozelo incluem o tendão de Aquiles, 
que conecta os músculos da panturrilha ao calcanhar 
e permite movimentos como caminhar, correr e pular. 
2. Movimentos do tornozelo 
O tornozelo realiza principalmente dois movimentos: 
o Flexão plantar: Quando você empurra o pé para 
baixo (como ao andar ou apontar os pés). 
o Dorsiflexão: Quando você levanta a ponta do pé 
(como ao tentar encostar o pé na canela). 
O tornozelo também pode fazer movimentos de 
inversão e eversão, onde o pé se move para dentro 
(inversão) ou para fora (eversão), mas esses 
movimentos são mais limitados. 
-inversão: é quando a planta do pé gira para dentro, 
em direção à linha média do corpo, e o arco do pé se 
eleva 
- eversão: é o movimento oposto, em que o pé gira 
para fora, afastando-se da linha média e abaixando o 
arco do pé. 
3. Função 
• O principal objetivo do tornozelo é suportar o 
peso do corpo e permitir movimentos como 
caminhar, correr, saltar e se equilibrar. Ele ajuda a 
adaptar os pés a diferentes superfícies e 
movimentações. 
• Além disso, o tornozelo tem a função de absorver 
impacto, já que os pés batem no chão com força 
ao andar ou correr. 
4. Patologias comuns 
• Entorses de tornozelo: São lesões comuns, 
geralmente causadas por torções. Isso pode 
envolver o estiramento ou ruptura dos ligamentos, 
principalmente do lado lateral do tornozelo. As 
entorses podem variar de leves a graves e causam 
dor, inchaço e limitação de movimento. 
• Fraturas: O tornozelo pode fraturar, 
especialmente em quedas ou acidentes. As 
fraturas podem afetar qualquer um dos ossos que 
formam a articulação, e o tratamento pode variar 
desde imobilização até cirurgia. 
• Tendinite do tendão de Aquiles: É a inflamação do 
tendão que conecta a panturrilha ao calcanhar. 
Pode ocorrer devido a esforço excessivo, 
especialmente em atividades esportivas. 
• Artrite do tornozelo: A osteoartrite pode afetar a 
articulação do tornozelo, causando dor crônica, 
rigidez e dificuldade de movimento. Isso ocorre 
especialmente em pessoas mais velhas ou após 
lesões repetidas na articulação. 
5. Exame físico: durante o exame físico, o médico vai 
observar o tornozelo para verificar sinais de inchaço, 
hematomas ou deformidades. Também pode realizar 
testes específicos, como: 
o Teste de estresse do tornozelo: Para avaliar a 
integridade dos ligamentos. 
o Teste de estabilidade: Para verificar a estabilidade 
geral da articulação, que é crucial após lesões 
como entorses. 
• O exame físico ajuda a identificar o tipo de lesão 
(ligamentar, óssea, tendínea) e determinar o 
tratamento adequado. 
• algumas lesões de tecidos moles, como tendões 
ou ligamentos danificados. 
7. Aspectos Radiológicos 
• A radiografia (raio-X) é usada para verificar 
fraturas ou sinais de osteoartrite no tornozelo. 
• A ressonância magnética (RM) é útil para avaliar 
lesões em ligamentos, tendões ou outras 
estruturas moles que não aparecem bem no raio-
X. 
8. Prevenção de lesões: é necessário fazer 
fortalecimento muscular: Manter os músculos das 
pernas e tornozelos fortes ajuda a prevenir lesões e 
além disso o aquecimento antes das atividades físicas: 
Fazer alongamentos e aquecer os músculos 
corretamente pode evitar distensões e entorses. 
 
 
 
LEMBRAR: para subir morro/escada: é mais usado o 
LCA 
Para descer morro/escada: é o mais usado LCP 
Em corrida virando pra esquerda: colaterais laterais pé 
direito e ligamento colateral lateral direito do joelho 
direito 
E na corrida direita: são os ligamentos mediais pé 
esquerdo e ligamento colateral medial do joelho 
esquerdo 
Medicina laboratorial 
Exoparasitoses 
As exoparasitoses são doenças causadas por parasitas 
que vivem na superfície do corpo ou sobre a pele do 
hospedeiro. Eles podem ser vetores de outras doenças 
e geralmente causam prurido (coceira) e outros 
sintomas dermatológicos. Abaixo estão algumas 
exoparasitoses comuns: 
1. Febre Maculosa 
• Sintomas Principais: Febre alta, dor de cabeça, 
dor muscular, manchas vermelhas ou petequiais 
na pele (geralmente nas extremidades), náuseas e 
vômitos. Pode causar sérios danos aos órgãos se 
não tratada a tempo. 
• Vetores e Transmissão: O vetor principal é o 
carrapato Amblyomma cajennense, que transmite 
a bactéria Rickettsia rickettsii. 
• Transmissão: A infecção ocorre quando o 
carrapato infectado morde o ser humano e 
transmite a bactéria. 
2. Escabiose (Sarna) 
• Sintomas: Prurido intenso, especialmente à noite, 
com lesões de escoriação (feridas na pele devido à 
coceira), inflamação e formação de crostas. 
• Nome Popular: Sarna. 
• Causa: Infecção pela Sarcoptes scabiei, um ácaro 
que penetra na pele para depositar seus ovos, 
causando a coceira. 
• Tratamento: O tratamento envolve o uso de 
medicamentos tópicos como permetrina ou 
ivermectina. 
3. Babesiose 
• Sintomas: Febre, dor de cabeça, cansaço, 
calafrios, suores e anemia. Em alguns casos, pode 
causar complicações graves como falência renal. 
• Vetores: O vetor principal é o carrapato 
Rhipicephalus sanguineus, que transmite o 
protozoário Babesia. 
• Transmissão: A babesiose é transmitida pela 
picada de carrapatos infectados com o 
protozoário. O parasito ataca os glóbulos 
vermelhos do sangue, levando à destruição das 
células sanguíneas. 
4. Piolho do Púbis 
• Sintomas: Coceira intensa na região pubiana e 
áreas com pelos (como axilas, coxas e barba). 
Pode causar lesões na pele devido à coceira. 
• Nome Popular: Chato, piolho pubiano ou piolho 
do púbis. 
• Tratamento: O tratamento geralmente envolve o 
uso de cremes ou loções pediculicidas, como 
permethrin ou ivermectina, para matar os piolhos. 
5. Fitiríase 
• Sintomas: Prurido intenso na região afetada, 
semelhante à infecção por piolho pubiano, pois é 
causada pelo Pthirus pubis (mesmo piolho). 
• Tratamento: O tratamento é o mesmo do piolho 
pubiano, com o uso de pediculicidas tópicos. 
6. Tipos de Piolho 
• Piolho da Cabeça (Pediculus humanus capitis): 
Causa prurido no couro cabeludo e é transmitido 
por contato direto com a cabeça de uma pessoa 
infestada. 
• Piolho do Corpo (Pediculus humanus corporis): 
Causa prurido no corpo, geralmente em áreas de 
contato com roupas e é transmitido pelo contato 
direto ou compartilhamento de roupas e camas. 
• Piolho Pubiano (Pthirus pubis): Piolho que afeta a 
região pubiana, sendo transmitido sexualmente 
ou por contato com roupas e lençóis infestados. 
7. Miíase 
• Sintomas: Lesões na pele com presença de larvas 
de moscas, com secreção purulenta e dor. Pode 
ocorrer inchaço e sensação de movimento sob a 
pele. 
• Nome Popular: Bicheira (em algumas regiões) ou 
berne (em outras). 
• Causa: As larvas de moscas (geralmente Callitroga 
hominivorax ou Cochliomyia hominivorax) 
penetram na pele, onde se desenvolvem. 
• Classificação: 
o Berne: Larvas que se desenvolvem sob a pele, 
geralmente em áreas como o pescoço e as 
costas. 
o Bicheira: É o estágio mais avançado da 
infecção, onde as larvas saem da pele para 
formar casulos. 
• Tratamento: A remoção das larvas é feita 
manualmente ou com o auxílio de medicamentos 
tópicos, como pomadas antimicrobianas e 
antibióticas. Em casos graves, pode ser necessário 
procedimento cirúrgico. 
Tratamento Geral das Exoparasitoses 
• Antiparasitários: Em muitas exoparasitoses,o uso 
de medicamentos antiparasitários tópicos (como 
permetrina ou ivermectina) ou orais (como 
albendazol e outros anti-helmínticos) são comuns. 
• Cuidados Locais: Limpeza das áreas afetadas, uso 
de cremes calmantes para reduzir a coceira, e em 
alguns casos, antibióticos para tratar infecções 
secundárias causadas pela escoriação da pele. 
Essas condições envolvem a infestação por parasitas 
que vivem fora do corpo humano e causam sintomas 
como coceira, dor e, em alguns casos, infecções mais 
graves. A prevenção geralmente inclui medidas de 
higiene, controle de vetores e, quando necessário, o 
uso de medicamentos específicos. 
 
Tbl 
A microbiota intestinal é o conjunto de 
microrganismos (bactérias, vírus, fungos e outros) que 
habitam o nosso trato gastrointestinal, especialmente 
no cólon. Ela desempenha papéis cruciais na saúde, 
como a digestão, absorção de nutrientes, produção de 
vitaminas e regulação do sistema imunológico. A 
microbiota varia entre os indivíduos e pode ser 
influenciada por fatores como genética, estilo de vida, 
dieta, uso de medicamentos e o tipo de parto (vaginal 
ou cesáreo). 
Existem dois tipos principais de microbiota: 
• Microbiota residente: É permanente, 
presente em determinadas áreas do corpo, 
como o trato gastrointestinal (TGI), e é 
essencial para a manutenção da saúde. 
• Microbiota transitória: São microrganismos 
que aparecem por um tempo limitado, mas 
que não permanecem. 
O equilíbrio entre os microrganismos é conhecido 
como simbiose, onde microrganismos benéficos 
coexistem com patogênicos, sem prejudicar o 
organismo. Quando ocorre um desequilíbrio, gerando 
uma predominância de microrganismos patogênicos, 
temos a disbiose, que pode contribuir para doenças 
como obesidade, diabetes, doenças inflamatórias 
intestinais (DII) e até dificuldades no sistema 
imunológico. 
Fatores como estresse podem alterar a microbiota, o 
que leva ao aumento de bactérias patogênicas e 
diminuição das comensais (benéficas). Para manter ou 
restaurar a saúde da microbiota, utiliza-se prebióticos 
(fibras alimentares que favorecem o crescimento de 
bactérias benéficas) e probióticos (bactérias benéficas 
presentes em alimentos como iogurtes). 
Além disso, o transplante de microbiota fecal (ou 
microbiota intestinal) é uma técnica usada para 
restaurar a microbiota de indivíduos com disbiose, 
sendo realizado através da coleta de fezes de um 
doador saudável, que são analisadas e inseridas no 
paciente por meio de diferentes métodos, como 
colonoscopia. 
A microbiota também está diretamente associada à 
obesidade e outras desordens metabólicas. Por 
exemplo, pessoas obesas tendem a ter uma maior 
quantidade de Firmicutes, que são mais eficientes em 
extrair nutrientes da alimentação, contribuindo para o 
ganho de peso. Já as pessoas magras apresentam mais 
Bacteroidetes, que favorecem a produção de 
substâncias anti-inflamatórias. 
Essa interação complexa entre microrganismos e o 
hospedeiro torna a microbiota um fator fundamental 
na saúde geral e no desenvolvimento de doenças.