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Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
Introdução ao estudo do envelhecimento 
 
1980- 62,7 ANOS 
2022- 73,1 anos – Homens (IBGE) 
2022- 80,1 anos – Mulheres (IBGE) 
 
-Ao combate à desnutrição; 
-Redução da mortalidade materna e infantil; 
-Ampliação do acesso a vacinas e medicamentos 
gratuitos; 
-Melhoria do atendimento às mães e bebês; 
-Enfrentamento das doenças crônico-degenerativas 
e das chamadas mortes violentas. 
 
 
 
-Mudanças morfofuncionais ao longo da vida e que 
progressivamente comprometem a capacidade de 
resposta dos indivíduos ao estresse ambiental e a 
manutenção da homeostasia. 
-Envelhecer é perder a capacidade de adaptação, 
frente á diminuição de reserva funcional. 
-O envelhecimento não é um estado, mas 
sim um processo de degradação progressiva e 
diferencial. Afeta todos os seres vivos e o seu processo 
natural é a morte do organismo. 
 
 
 
• Idade biológica: Está ligada ao envelhecimento 
orgânico. São as modificações que ocorrem nos órgãos, 
diminuindo seu funcionamento durante a vida. 
• Idade social: Refere-se ao papel, estatutos e hábitos 
da pessoa. 
• Idade psicológica: Relaciona-se com as competências 
comportamentais que a pessoa pode mobilizar em 
respostas ás mudanças do ambiente; Inclui a 
inteligência, memória e motivação. 
 
Pessoas com mais de 60 anos de idade. 
 
 
 
É o estudo das diferenças adquiridas durante o 
processo evolutivo, das causas e dos fatores 
que atenuam ou aumentam a evolução do 
envelhecimento como também estuda a qualidade 
de vida da população idosa. 
 
 
 
É o ramo da medicina que foca o estudo, a prevenção e 
o tratamento de doenças e da incapacidade em idades 
avançadas. 
 
 
Senescência ou envelhecimento fisiológico: 
 
- É o processo natural de envelhecimento ou conjunto 
de fenômenos associados a esse processo; 
- Alterações morfológicas e funcionais atribuídas aos 
efeitos dos anos sobre o organismo. 
 
Senilidade ou envelhecimento patológico: 
 
- São danos a saúde associados ao tempo, porém 
causados por doenças ou maus hábitos de vida. 
 
 
 
 Alterações orgânicas: 
- Redução de água, de massa celular e do conteúdo 
mineral ósseo, enquanto se eleva a quantidade de 
tecido adiposo. 
 
Declínio da quantidade de água corporal total: 
-70% criança; 
-60% adulto; 
-52% idoso. 
 
Alterações do tecido adiposo: 
Aumenta em: 
• 18 a 36% no sexo masculino. 
• 33 a 48% no sexo feminino. 
 
 Alterações osteoarticulares: 
- Achatamento das vértebras; 
- Redução dos discos 
intervertebrais; 
- Cifose dorsal; 
-Altura: Pico máximo em torno dos 40 anos, diminuindo 
1 cm por década até os 70 anos. 
 
 Alterações Musculoesqueléticas: 
- Diminuição de fibras musculares: 50% de 
redução a partir dos 80 anos. 
- Diminuição de massa óssea após a 
terceira década de vida; 
- Tendões e ligamentos, tornam-se mais rígidos 
e espessos; 
- Degeneração de cartilagens. 
 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
 Alterações cutâneas: 
- Fina; 
-Enrugada; 
- Degeneração musculoesquelética; 
- Atrofia de tecidos gordurosos; 
- Manchas; 
-Diminuição da elasticidade dérmica; 
-Diminuição do funcionamento das glândulas sebáceas 
e sudoríparas; 
-Diminuição dos receptores sensitivos; 
-Pêlos mais finos e quebradiços; 
-Pálpebras inferiores: edema por herniação de gordura 
e retenção líquida. 
 
Alterações cardiovasculares 
 
-Diminuição da frequência cardíaca; 
-Diminuição do volume sistólico máximo; 
-Diminuição da complacência ventricular; 
-Diminuição dos componentes elástico dos vasos, 
ocasionando maior rigidez. 
 
Alterações Respiratórias: 
-Diminuição da elasticidade pulmonar; 
-Diminuição da capacidade vital; 
-Diminuição da capacidade de defesa contra processos 
infecciosos. 
 
 Alterações do sistema reprodutor: 
 
-Os órgãos diminuem em peso e atrofiam; 
-A vagina diminui de comprimento e de largura 
(revestimento interno menos umidificado e atrófico; 
-Os ligamentos que mantém a posição da bexiga, útero 
e reto podem tornar-se mais fracos; 
-Diminuição de pêlos pubianos; 
 
EFEITOS DO ENVELHECIMENTO NO 
DESENPENHO COGNITIVO 
 
- As pessoas idosas tem maior dificuldade em 
compreender mensagens longas ou complexas; 
 
-Dificuldades na capacidade de reconhecer e 
reproduzir configurações complexas ou que 
não lhes sejam familiares; 
 
-Dificuldades em repartir a atenção por 
múltiplas tarefas ou desviar a atenção de um 
para outro aspecto. 
 
Fibromialgia 
• Síndrome dolorosa musculoesquelética crônica, 
autoimune, não inflamatória, de etiologia 
desconhecida, caracterizada pela presença de dor 
difusa pelo corpo. 
• Acomete mais o sexo feminino, entre 30 e 55 anos; 
• FISIOPATOLOGIA: 
 Disfunção no sistema nervoso central em 
regular a sensibilidade dolorosa, com aumento 
de estímulos nociceptivos oriundos de 
músculos, ligamentos e articulações 
 • DIAGNÓSTICO 
 
• História, exame físico e exames laboratoriais 
auxiliando a afastar 
outras condições que podem causar sintomas 
semelhantes. 
• Não há alteração dos exames que indicam 
inflamação; 
• Exames de imagem: achados da radiologia nem 
sempre são a causa 
da dor do paciente; 
• Pode aparecer em pacientes que apresentam 
outras doenças 
reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus 
eritematoso sistêmico, 
e muitas vezes dificulta uma completa melhora 
destes pacientes. 
 
• SINTOMAS: 
• Dor generalizada; 
• Queimações e formigamentos; 
• Cansaço; 
• Alterações do sono; 
• Dor de cabeça; 
• Alteração na memória; 
• Distúrbios do humor( ansiedade e depressão). 
• Alterações intestinais e urinárias 
. • DIAGNÓSTICO (1990) 
 
• Estimava-se que a definição de FM baseada na 
presença de 11 de 18 pontos dolorosos (ACR 1990): 
identificando apenas 20% das pacientes com dor 
difusa. 
• Subjetiva! 
• Os pontos dolorosos podem ser úteis no 
diagnóstico 
da fibromialgia quando avaliados em conjunto com 
a intensidade de alguns sintomas, particularmente 
de estresse emocional. 
 
 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
ATENÇÃO! 
 
Os tender points são pontos presentes na 
fibromialgia que caracterizam por serem pontos 
dolorosos em músculos, tendões, bursas e 
coxim gorduroso. 
 
Enquanto os trigger points são pontos 
sensíveis 
 
• DIAGNÓSTICO (2010 – utilizado atualmente) 
 
• A presença da dor difusa é fundamental para 
o diagnóstico de pacientes com suspeita de 
FM. 
• O diagnóstico deve ser baseado no número 
de regiões dolorosas do corpo e na presença e 
gravidade da fadiga, do sono não reparador e 
da dificuldade cognitiva. 
• Um ponto interessante dessa publicação é a 
exclusão da palpação dos pontos dolorosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
o Índice de dor generalizada (Widespread 
Pain Index – WPI) 
 
•Cintura escapular esquerda; 
•Cintura escapular direita; 
•Membro superior esquerdo proximal; 
•Membro superior direito proximal; 
•Membro superior esquerdo distal; 
•Membro superior direito distal; 
•Quadril (nádega, trocanter) esquerdo; 
•Quadril (nádega, trocanter) direito; 
•Membro inferior esquerdo proximal; 
•Membro inferior direito proximal; 
•Membro inferior esquerdo distal; 
•Membro inferior direito distal; 
•Mandíbula esquerda; 
•Mandíbula direita; 
•Região anterior do tórax; 
•Abdome; 
•Região posterior do tórax; 
•Região lombar; 
•Pescoço. 
 
o Escala de severidade dos sintomas 
(Symptom Severity – SS) 
 
Soma da gravidade dos três sintomas 
principais: 
 
Fadiga, sono não reparador e sintomas 
cognitivos + gravidade dos sintomas somáticos 
gerais. 
 
Para medir sintomas gerais: 
Ao longo dos últimos 7 dias: 
0 = nenhum problema; 
1 = problemas leves ou intermitentes; 
2 = problemas moderados ou frequentemente 
presentes; 
3 = Problemas intensos ou contínuos. 
 
Com relação aos sintomas somáticos gerais, 
pontuar se o paciente apresenta: 
0 = nenhum sintoma; 
1 = poucos sintomas; 
2 = um número moderado de sintomas; 
3 = muitos sintomas. 
 
o Distúrbios psiquiátricos na FM: motivo de 
controvérsia na literatura. Embora vários 
estudos mostrem que há frequência 
elevada de diagnósticos psiquiátricos, em 
especial, depressão e ansiedade,outros 
autores contestam essa afirmação. 
 
• Variáveis psicológicas como a depressão e a 
ansiedade estão associadas à percepção de 
maior gravidade de doença e pior incapacidade 
funcional. 
 
• A gravidade dos sintomas psiquiátricos pode 
ser um fator prognóstico potencial para a FM a 
ser considerado 
 
Exercícios aeróbicos: 
 
• Utiliza oxigênio no processo de geração 
de energia para os músculos; 
 
• Movimento constante do corpo e por 
promover o gasto de calorias. 
 
De forma geral: exercícios físicos de baixa 
intensidade são os mais eficazes, produzindo 
diminuição do impacto da fibromialgia na 
qualidade de vida dos pacientes; 
 
• Exercícios de alongamento, fortalecimento 
muscular e aeróbicos; 
 
• Índice de dor generalizada (Widespread 
Pain Index – WPI) maior ou igual a 7 e 
pontuação da escala de severidade dos 
sintomas (Symptom Severity – SS) maior ou 
igual a 5 OU WPI entre 3 a 6 e pontuação da 
escala de SS maior ou igual a 9; 
• Os sintomas devem estar presentes em um 
nível similar por no mínimo 3 meses; 
• O paciente não deve ter outra condição de 
saúde que explicaria a dor. 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
• Melhora dos sintomas, em especial da fadiga! 
 
Biofeedback: 
 
• Colocação de eletrodos que captam 
o nível de tensão e o transmite para 
o aparelho de Biofeedback: 
transforma estas informações em 
imagens gráficas; 
 
• É possível identificar as respostas ao 
estresse à medida que elas 
acontecem no monitor: aprender 
técnicas de relaxamento que podem 
ajudar a regular as diferentes reações 
 
 
ATENTAR-SE PARA: 
 
• Cada paciente possui suas sensibilidades e 
limiares de dor; 
 
• Aplicar a Escala Análoga da Dor antes e após 
a consulta; 
 
• Verificar técnicas isoladas: piora ou melhora 
com intervenção; 
 
• Fornecer um ambiente de atendimento calmo, 
com temperatura ambiente. 
 
• Redução do quadro álgico; 
• Funcionalidade; 
• Redução da rigidez muscular generalizada; 
• Melhora da qualidade de vida do paciente! 
 
• OBS: atenção à QP!!! 
 
 
Síndrome do Impacto 
 
• Síndrome dolorosa do ombro, de natureza 
microtraumática e degenerativa; 
 
• Acompanhada ou não, pela diminuição da 
força; 
 
• Quando os tendões do manguito rotador 
(MR) chocam-se com estruturas 
suprajacentes. 
 
IMPACTO X MANGUITO ROTADOR 
 
IMPACTO 
 
Fatores biomecânicos e esforço repetitivo. 
 
MANGUITO ROTADOR 
 
Passagens do MR sob o arco coracoacromial 
resultam na irritação progressiva do tendão 
supraespinhal, levando ao aumento da 
espessura da bursa subacromial por fibrose, 
reduzindo cada vez mais o espaço 
comprometido. 
 
 
 
Lesões do MR em idosos 
 
• Causa primária: processo degenerativo 
relacionado ao envelhecimento natural dos 
tendões (entesopatia); 
 
• Redução da vascularização do manguito ou 
outras alterações metabólicas associadas com 
a idade; 
 
• “Zona crítica“: tendão do supraespinhoso é o 
local de maior mudança degenerativa; 
 
• Uso excessivo: microtraumas. 
 
Conclui-se que: doença do manguito seja uma 
tendinopatia intrínseca causada por 
avascularidade, idade e/ou sobrecarga de uso. 
 
A dor é o principal sintoma: 
 
• Região ântero-lateral do ombro e face lateral 
do 
braço e sua intensidade é variável; 
• Dor noturna e dificuldade ou incapacidade de 
deitar-se sobre o lado afetado, sendo este um 
aspecto muito característico e constante da 
doença do manguito rotador; 
• Crepitação; 
• Perda de força; 
• Perda de ADM. 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
 
Fase I 
• Quadro inflamatório reversível; 
• Ocorre em pacientes jovens devido a um 
excesso 
do uso do MS; 
• Tratamento conservador. 
 
Fase II 
• Fibrose e tendinite do manguito rotador 
ocorrem 
de maneira crônica em pacientes com idade 
entre 
25 e 45 anos. 
• Os sinais clínicos são intermitentes 
• Tratamento conservador 
• Acromioplastia 
 
Fase III 
 
• Ruptura completa do manguito; 
• Indicação cirúrgica: acromioplastia e 
a reconstrução do manguito rotador. 
 
• Reparo do tendão supra espinhal 
 
 
Cinesioterapia 
 
É a parte mais importante do tratamento não-
cirúrgico! 
 
1) Exercícios de alongamento com o objetivo 
de obter a recuperação completa das 
amplitudes do 
movimento; 
2) Exercícios de reforço para o manguito 
rotador e os estabilizadores da escápula e, 
posteriormente, para o deltóide. 
 
• As tendinites do ombro são lesões não 
traumáticas decorrentes de degenerações 
graduais dos tendões do manguito rotador 
que podem ou não ser acompanhadas de 
depósitos de cálcio nos tendões, podendo 
durar meses. 
 
• Tendinite do supra-espinhal: dor na 
tuberosidade maior do úmero que se 
agrava durante a abdução contra 
resistência. 
 
• Tendinite do infra-espinhoso ou redondo 
menor: dor na tuberosidade maior do 
úmero exacerbada durante a rotação 
contra resistência. 
 
• Tendinite sub-escapular: dor localizada na 
tuberosidade menor que pode estar 
exacerbada durante a rotação medial 
 
Capsulite Adesiva 
 
• Capsulite Adesiva (CP) ou Ombro Congelado; 
• Patologia de origem desconhecida; 
• Acomete pessoas entre 40 e 60 anos de 
idade; 
• Acomete mais o sexo feminino; 
• Dura normalmente de 6 meses a 2 anos. 
• Cápsula articular: espessa e inelástica; 
• Perda de movimentos ativos e passivos do 
ombro; 
• Rigidez articular fibrosa da articulação 
glenoumeral; 
• Relacionada ao desuso do ombro; 
• Perda de ADM; 
• Perda de força muscular; 
• Possui 3 fases. 
 
 
 
• Dor que piora com a movimentação; 
• Limitação prolongada ou permanente da 
função; 
• Rigidez articular; 
• Dor em repouso e principalmente a noite. 
• Primeira fase: Conhecida como dolorosa, o 
sintoma apresenta início gradual e a dor 
encontra-se mal localizada no ombro. 
 
• Segunda fase: ou fase de congelamento, fase 
de rigidez, ocorre diminuição progressiva dos 
movimentos, mesmo para funções simples, 
como vestir-se e pentear-se. 
 
• Terceira fase: ou fase de descongelamento, o 
ombro vai progressivamente retornando ao seu 
normal. 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
 
 
 
 
 
 
• Automobilização através de movimentos 
circulares e pendulares com o braço, 
alcançados com leves movimentos do tronco, 
sem qualquer contração muscular do ombro; 
 
• Objetivo: aumentar e manter o arco de 
movimento do ombro e a flexibilidade dos 
tecidos moles, através da utilização da 
gravidade para separar o úmero da cavidade 
 glenóide, gerando uma leve tração.
 
 
 
 
Osteoporose 
 
ANATOMIA ÓSSEA 
 
▸ Compacto: suporte de peso. 
 
▸ Esponjoso: está constantemente se modificando 
através de um processo de natureza complexa de 
destruição e reconstrução das células do osso. 
 
▹ Osteoblastos: construção de osso novo ou pelo 
reparo ósseo. 
 
▹ Osteoclastos: desestruturação e a reabsorção 
 de osso velho.
 
 
OSTEOPENIA X OSTEOPOROSE 
 
▸ Osteopenia: Condição relacionada a 
perda de massa óssea que acontece de 
forma natural e gradual. 
 
▸ Osteoporose: Perda progressiva de 
massa óssea, tornando os ossos 
 enfraquecidos e predispostos a fraturas.
 
 
FISIOLOGIA ÓSSEA 
 
▸ Se o ritmo de osso novo excede a 
desestruturação de osso velho, a densidade 
óssea é aumentada. 
 
▸ A densidade óssea permanece constante se 
o processo ocorre no mesmo ritmo. 
 
Menos ação de osteoblastos 
+ 
Mais ação de osteoclastos 
= 
OSTEOPOROSE 
 
 
TIPOS DE OSTEOPOROSE 
 
▸ Pós-menopausa: atinge mulheres após a 
menopausa. 
 
▸ Osteoporose senil: atinge pessoas com mais 
de 
70 anos. Tanto a fratura de coluna quanto a de 
quadril podem ocorrer. 
 
▸ Osteoporose secundária: atinge pessoas com 
doença renal hepática, endócrina, hematológica 
ou 
que usam alguns medicamentos, por exemplo, 
corticóides. 
FATORES DE RISCO DA OSTEOPOROSE 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
 
▸ Sexo feminino (principalmente acima dos 65 
anos); 
▸ Baixa massa óssea (DMO); 
▸ Fratura prévia; 
▸ Inatividade física; 
▸ Raça asiática ou branca; 
▸ Idade avançada em ambos os sexos; 
▸ História materna de fratura do colo femoral 
e/ou osteoporose; 
▸ Menopausa precoce não tratada (antes dos40 anos); 
▸ Tratamento com corticóide. 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
▸ Fratura recorrentes ou de baixo impacto 
(principalmente em 
coluna, quadril e punho); 
▸ Achatamento da vértebra; 
▸ Diminuição da altura; 
▸ Hipercifose torácica; 
▸ Pontos de tensão; 
▸ Ossos mais finos em radiografia. 
 
EXAME COMPLEMENTAR 
 
▸ Exame que realiza a avaliação da Densidade 
Mineral Óssea (DOM); 
▹ Quantidade de mineral ósseo no tecido 
ósseo. 
▸ Faz uso de raios-x para mensurar a perda de 
massa óssea. 
 
INDICAÇÕES DA DENSITOMETRIA 
 
▸ Todas as mulheres de 65 anos ou mais ou 
homens de 70 
anos ou mais, independentemente de outros 
fatores; 
▸ Mulheres > 50 anos com fatores de risco para 
fratura; 
▸ Fratura em indivíduos > 50 anos, para 
determinar a gravidade 
da doença; 
▸ Monitoramento de pacientes em uso crônico 
de corticóide a 
cada 6 meses no 1o ano e, após, a cada 12 
meses; 
▸ Evidência de osteoporose em radiografia 
simples. 
 
 
 
PREVENÇÃO 
 
▸ Exercícios suaves (prescritos pelo 
fisioterapeuta/profissional EDF); 
▸ Nutrição adequada: dieta rica em cálcio. Ex: 
leite e derivados. 
▸ Evitar quedas 
▸ Parar de fumar 
▸ Evitar excesso de álcool 
▸ Não se deve da dieta com muito sal. 
 
TRATAMENTO CLÍNICO 
 
▸ Suplementação com cálcio 
▸ Vitamina D 
 
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 
 
▸ Treino de equilíbrio e coordenação 
motora; 
▸ Treino de fortalecimento; 
▸ Exercícios de baixo impacto. 
 
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO 
 
▸ EVITAR: Flexão e torção em coluna
 
 
Osteoartrite 
 
Osteoartrose - Artrose 
 
ANATOMIA 
 
 
composto de células denominadas 
de condrócitos + matriz 
extracelular; 
 
 
 
Cartilagem fibrosa: vértebras 
- colégeno 
 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
 
função importante na 
regeneração natural da 
cartilagem, por meio de 
várias propriedades como: 
Propriedades 
 nutricionais.
 
CONCEITO 
• Tipo de Artrite; 
 
• Artropatia crônica 
Caracterizada pela ruptura 
e potencial perda da 
cartilagem articular, 
juntamente a outras 
alterações articulares, 
como hipertrofia óssea 
 (formação de osteófitos). 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 
• Acomete 20% da população mundial; 
• Estudos mostram que cerca de 60% 
das pessoas com 65 anos e cerca de 
80% das pessoas com 75 anos de 
idade, apresentam evidencia clínica ou 
radiológica da doença; 
• Acomete mais o sexo feminino; 
• Maior incidência em pessoas acima de 50 
anos de idade. 
 
FISIOPATOLOGIA 
 
• Quebra da homeostase entre degradação e 
reparação da cartilagem 
(mecanismo fisiológico), levando a sua 
insuficiência. 
 
• A degradação da cartilagem ocorre pelo 
aumento de citocinas 
inflamatórias; 
 
• Afilamento da cartilagem hialina, com 
consequente sobrecarga do osso 
subcondral, que em resposta torna-se mais 
denso e aumenta sua superfície (osteófitos) 
para dissipar carga 
 
 
 
 
 
 
 
Artrite Reumatóide 
 
1. Rigidez nas articulações no período da 
manhã, com duração de pelo menos 1 
hora 
2. Artrite em pelo menos três áreas articulares 
3. Deformidades específicas 
4. Articulações quentes, inchadas, 
avermelhadas 
 
 
FATORES DE RISCO 
 
• Idade avançada; 
• Hereditariedade; 
• Obesidade; 
• Atividades esportivas de alto impacto; 
• Alterações congênitas das articulações; 
• Tabagismo. 
 
DIAGNÓTICO 
 
• História clínica; 
• Raio X; 
• Tomografia; 
• Ressonância magnética 
 
CIRURGIA 
 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
 
• Dor insidiosa ao iniciar os movimentos ou 
durante sua realização; 
• Dor aos esforços, que pode ser acompanhada 
de rigidez da região acometida. 
 
 
• Incapacidade para cuidados pessoais e 
atividades funcionais; 
• Deambulação; 
• Subir e descer escadas; 
• Diminuição da habilidade manual; 
• Diminuição da força de preensão. 
 
 FISIOTERAPIA 
• Objetivos da fisioterapia: 
• Redução do quadro álgico; 
 
! 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
• Redução da rigidez articular; 
• Aumento da funcionalidade; 
• Manutenção e ganho de força 
muscular; 
• Aumento da propriocepção. 
 
• Tratamento fisioterapêutico: 
• Hidroterapia; 
• Alongamentos; 
• Fortalecimento muscular; 
• Mobilizações. 
 
Artrite 
 
A artrite é caracterizada por um processo 
inflamatório que pode atingir uma ou mais 
articulações do corpo humano, como aquelas 
que formam os joelhos e o cotovelo, por 
exemplo. 
 
Existem diferentes tipos de artrite, 
relacionadas aos motivos que causam esses 
processos inflamatórios nas articulações. 
 
O tipo mais comum é a artrite reumatoide. Mas 
existe ainda a artrite psoriática, que afeta 
pessoas que têm uma condição chamada 
psoríase, a artrite séptica, onde a inflamação 
na articulação acontece por conta da invasão 
de uma bactéria no local, e a artrite gotosa, 
causada pela Gota, onde há um acúmulo de 
ácido úrico na articulação, que é capaz de 
causar inflamação. 
 
A artrite também pode ser causada, por 
exemplo, por um desgaste na cartilagem que 
fica na articulação e que impede que um osso 
tenha contato direto com o outro. 
 
Quais os sintomas de artrite? 
Entre os principais sintomas de artrite, temos: 
 
– dor nas articulações do corpo (em uma ou 
mais); 
– inchaço nas articulações; 
– dificuldade de movimentar essa articulação; 
e 
– rigidez no corpo, em especial durante as 
manhãs. 
 
Como é o tratamento da artrite? 
O tratamento da artrite depende diretamente 
do tipo da condição que a está causando, mas 
de modo geral, o médico receita 
medicamentos que removem as dores do 
paciente e impedem que o corpo sofra danos 
permanentes. 
 
Alguns casos de artrite, requerem ainda uma 
mudança de comportamento, fazendo com que 
o paciente passe a realizar atividades físicas 
adequadas a seu corpo, além de ingerir 
alimentos que sejam mais saudáveis. 
 
Febre Reumática 
EPIDEMIOLOGIA 
 
▸ Após epidemias de faringite estreptocócica, 
3% dos 
atingidos desenvolvem FR. 
▸ + mulheres, 5 aos 15 anos. 
▸ + inverno. 
▸ + países pobres. 
 
CONCEITO 
 
▸ Doença Reumática da Infância - previnível; 
▸ Crônica; 
▸ É uma complicação tardia não supurativa de 
uma 
infecção orofaríngea pelo Streptococcus - 
faringite 
estreptocócica; 
▸ Processo inflamatório transitório de diversos 
órgãos 
(tecido conjuntivo); 
▸ Ocorre cerca de 2 a 3 semanas após a 
infecção 
estreptocócica – surtos agudos. 
 
FARINGITE ESTREPCOCÓCICA 
 
• Dor de garganta intensa 
• Febre alta 
• Orofaringe e amígdalas hiperemiadas com 
pontos de pus em palato e úvula 
• Sem secreção nasal ou tosse 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
 
DÚVIDA 
 
 Qualquer criança que tenha infecção na 
garganta pode apresentar Febre 
Reumática? 
Não. Somente aquelas com predisposição 
para apresentar a doença. 
A predisposição necessária para apresentar a 
doença é herdada dos pais e já nasce com a 
criança. 
 
 Por quanto tempo a criança terá que 
tomar a penicilina? 
 
Se durante o surto a criança não apresentou 
comprometimento do coração, deverá ser até 
os 21 anos ou por no mínimo cinco anos caso 
seja um adolescente; entretanto, se a criança 
apresentou cardite, poderá ter que fazê-lo até 
os 25 anos ou por toda a vida, dependendo 
da gravidade do quadro. 
 
FASES 
 
▸ 1 -Infecção de orofaringe 
▹ (amigdalite, faringite, febre*, dor de 
garganta,…) 
▸ 2 -Período de latência 
▹ (assintomático, varia de 7 a 14 dias) 
▸ 3 -Doença propriamente dita 
▹ inicial: febre, taquicardia, palidez, sudorese 
▹ posteriormente: sinais clássicos 
 
Sinais Classicos 
 
 
 
 
Artrite (poliartrite migratória) 
▸ Inflamação das articulações; 
▸ Afeta mais: joelhos, tornozelos, mãos; 
▸ Dor intensa, que dificulta o caminhar, e por 
inchaço e calor discretos; 
▸ Permanece de dois a três dias. 
 
Pancardite 
▸ Inflamação generalizada do pericárdio, 
miocárdio e válvulas cardíacas; 
▸ Sopro cardíaco; 
▸ Aumento da FC; 
▸ Cansaço; 
▸ Comprometimento mais importante porque 
pode 
deixar sequelas e limitações. 
 
Coréia de Sydenham 
▸ Movimentos descoordenados e 
involuntários; 
▸ Fraqueza nos braços e nas pernas; 
▸ Sensibilidade emocional; 
▸ Piora quando a criança fica tensa 
▸ Desaparecemdurante o sono 
 
Nódulos Subcutâneos 
▸ Duros, indolores, superf. Extensoras 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
Eritema marginado 
▸ Bordas nítidas e centro claro 
 
 
DIAGNÓSTICO- Critérios de jones 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
 
TRATAMENTO 
 
 
 
 
 
. 
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO – 
OBJETIVOS 
 
• Melhorar ou aliviar a dor; 
• Manter ou melhorar a força muscular; 
• Promover relaxamento e alívio do espasmo 
muscular; 
• Prevenir ou corrigir contraturas e alterações 
posturais; 
• Melhorar a qualidade de vida e estilo de vida 
funcional; 
• Orientar sobre posicionamentos, posturas e 
exercícios 
domiciliares. 
 
 
 
 
 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
AVC 
 
O AVC decorre da alteração do fluxo de sangue ao 
cérebro. 
Responsável pela morte de células nervosas da 
região cerebral atingida, o AVC pode se originar de 
uma obstrução de vasos sanguíneos, o chamado 
acidente vascular isquêmico, ou de uma ruptura do 
vaso, conhecido por acidente vascular 
hemorrágico. 
 
– Acidente vascular isquêmico ou infarto cerebral: 
responsável por 80% dos casos de AVC. Esse 
entupimento dos vasos cerebrais pode ocorrer 
devido a uma trombose (formação de placas numa 
artéria principal do cérebro) ou embolia (quando 
um trombo ou uma placa de gordura originária de 
outra parte do corpo se solta e pela rede 
sanguínea chega aos vasos cerebrais); 
 
– Acidente vascular hemorrágico: o rompimento 
dos vasos sanguíneos se dá na maioria das vezes 
no interior do cérebro, a denominada hemorragia 
intracerebral. Em outros casos, ocorre a 
hemorragia subaracnóide, o sangramento entre o 
cérebro e a aracnóide (uma das membranas que 
compõe a meninge). Como conseqüência imediata, 
há o aumento da pressão intracraniana, que pode 
resultar em maior dificuldade para a chegada de 
sangue em outras áreas não afetadas e agravar a 
lesão. Esse subtipo de AVC é mais grave e tem 
altos indices de mortalidade. 
 
Sintomas e sinais de alerta: 
 
Muitos sintomas são comuns aos acidentes 
vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: 
 
– dor de cabeça muito forte, de início súbito, 
sobretudo se acompanhada de vômitos; 
– fraqueza ou dormência na face, nos braços ou 
nas pernas, geralmente afetando um dos lados do 
corpo; 
– paralisia (dificuldade ou incapacidade de se 
movimentar); 
– perda súbita da fala ou dificuldade para se 
comunicar e compreender o que se diz; 
– perda da visão ou dificuldade para enxergar com 
um ou ambos os olhos. 
 
Outros sintomas do acidente vascular isquêmico 
são: 
 Tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação. 
 
Os ataques isquêmicos podem manifestar-se 
também com alterações na memória e na 
capacidade de planejar as atividades diárias, bem 
como a negligência. Neste caso, o paciente ignora 
objetos colocados no lado afetado, tendendo a 
desviar a atenção visual e auditiva para o lado 
normal, em detrimento do afetado. 
 
Aos sintomas do acidente vascular hemorrágico 
intracerebral podem-se acrescer 
náuseas, vômito, confusão mental e, até mesmo, 
perda de consciência. 
 
O acidente vascular hemorrágico, por sua vez, 
comumente é acompanhado por sonolência, 
alterações nos batimentos cardíacos e na 
freqüência respiratória e, eventualmente, 
convulsões. 
 
O AVC é uma emergência médica. Se achar que 
você ou outra pessoa está tendo um, é preciso 
dirigir-se com urgência ao serviço de emergência 
do hospital mais próximo para um diagnóstico 
completo e tratamento! 
 
Fatores de risco: 
 
– hipertensão; 
– diabetes; 
– tabagismo; 
– consumo freqüente de álcool e drogas; 
– estresse; 
– colesterol elevado; 
– doenças cardiovasculares, sobretudo as que 
produzem arritmias; 
– sedentarismo; 
– doenças do sangue. 
 
Existem fatores que podem facilitar o 
desencadeamento de um Acidente Vascular 
Cerebral e que são inerentes à vida humana, como 
o envelhecimento. Pessoas com mais de 55 anos 
possuem maior propensão a desenvolver o AVC. 
Características genéticas, como pertencer a raça 
negra, e história familiar de doenças 
cardiovasculares também aumentam a chance de 
AVC. Esses indivíduos, portanto, devem ter mais 
atenção e fazer avaliações médicas mais 
frequentes. 
 
Reabilitação: 
 
Parte importante do tratamento, o processo de 
reabilitação muitas vezes começa no próprio 
hospital, a fim de que o paciente se adeque mais 
facilmente a sua nova situação e restabeleça sua 
mobilidade, habilidades funcionais e independência 
física e psíquica. Esse processo ocorre quando a 
pressão arterial, o pulso e a respiração estabilizam, 
muitas vezes um ou dois dias após o episódio de 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
Acidente Vascular Cerebral e é conduzido por 
equipe multiprofissional, formada por 
neurologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e 
terapeutas ocupacionais. 
 
O processo de reaprendizagem exige paciência e 
obstinação do paciente e, também, do seu 
cuidador, que tem uma função extremamente 
importante durante toda a reabilitação. Outro 
aspecto de considerável importância é a 
reintrodução do indivíduo no convívio social, seja 
por meio de leves passeios, compras em lojas ou 
quaisquer atividades comuns à sua rotina normal. 
 
Epicondilite 
A epicondilite é a inflamação dos tendões 
(tendinite) extensores dos músculos do 
antebraço, na região do epicôndilo, sendo a 
dor no cotovelo, que pode variar bastante de 
intensidade, o principal sintoma. 
 
Em termos de anatomia, na articulação do 
cotovelo convergem três ossos: 
O úmero que é o maior osso do braço e os 
dois ossos do antebraço (rádio e cúbito). 
 
O úmero estende-se desde o ombro até ao 
cotovelo, o rádio e o cúbito desde o cotovelo 
até ao punho (pulso). Veja fotos superiores. 
 
Os músculos do antebraço são responsáveis 
pelos movimentos do punho (pulso) e dos 
dedos. Os tendões são uma espécie de “fita” 
ou “cordão” fibroso que conecta o músculo ao 
osso e são responsáveis pela transmissão de 
força necessária para “mexer” os músculos. 
 
Na região próxima à articulação do cotovelo, o 
úmero possui duas protuberâncias (veja 
imagens superiores). Essas protuberâncias 
são denominadas côndilos. Por isto, e 
dependendo dos tendões afetados nesta 
região, podemos identificar dois tipos de 
tendinite, a saber: 
 
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) - a 
epicondilite lateral é a inflamação dos tendões 
na parte lateral ou externa (“parte de fora do 
cotovelo”), designando-se por epicôndilo (daí a 
designação epicondilite). O tendão, geralmente 
envolvido é o do músculo extensor radial curto 
do carpo. 
Por isso, a epicondilite lateral é também 
conhecida como epicondilite externa. A 
epicondilite lateral é uma patologia dolorosa, 
bastante frequente no cotovelo quando existe 
um uso excessivo. Não surpreendentemente, 
jogar ténis ou outros desportos com raquete é 
uma das causas frequentes para o surgimento 
da epicondilite lateral, por isso é 
frequentemente chamada de cotovelo do 
tenista. No entanto, há outros desportos e 
atividades não desportivas que podem originar 
também a epicondilite lateral. 
 
Epicondilite medial ou epitrocleite (cotovelo do 
golfista) - é a inflamação do tendão (tendinite) 
do músculo flexor carpo radial e quadrado 
pronador. A origem destes tendões flexores é 
a epitróclea. A epitróclea é o côndilo medial ou 
a “parte de dentro do cotovelo”, por isso a 
patologia é por vezes referida como 
epicondilite interna. Esta inflamação do tendão 
ocorre com maior frequência em praticantes de 
golf, pelos movimentos exigidos nesta 
modalidade desportiva, daí ser muitas vezes 
referido como cotovelo do golfista. Contudo, a 
epicondilite medial ou epitrocleite pode 
também surgir com a prática de outros 
desportos e atividades não desportivas. 
 
A epicondilite lateral é uma lesão mais 
frequente quando comparada com a 
epitrocleite (epicondilite medial). 
 
Uma inflamação de um tendão é na linguagem 
médica designado por tendinite ou 
tendinopatia, que pode acometer qualquer 
tendão. No caso da tendinite do cotovelo, os 
tendões são os que convergem na regiãodo 
côndilo (epicôndilo ou côndilo lateral, ou 
epitróclea ou côndilo medial). Na atualidade, o 
termo tendinopatia é o mais usado e engloba 
as inflamações e micro roturas do tendão, 
apesar do termo tendinite ser frequentemente 
usado pelos médicos. 
 
As tendinites são o principal problema que 
afetam um tendão e possuem, geralmente, 
prognóstico favorável. Contudo, em algumas 
situações, podem ocorrer algumas 
complicações e dificultar a reabilitação. A 
epicondilite crónica (tendinites de repetição ou 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
que se prolongam no tempo) são um fator de 
risco para as roturas (ou rupturas) do tendão 
(o tendão rompe-se ou rasga de forma parcial 
ou total). Uma rotura de um tendão é uma 
lesão mais grave quando comparada com uma 
inflamação (tendinite). Em alguns casos pode 
também ocorrer calcificação do tendão. 
 
 A calcificação está relacionada com 
processos inflamatórios crónicos ou 
secundária a hipersolicitações do tendão. As 
calcificações dos tendões são o resultado das 
tentativas constantes de cicatrização da lesão 
crónica. Nestes casos, ocorre a degeneração 
do tendão e calcificação local das fibras que o 
constituem. 
 
Neste sentido, é muito importante que uma 
epicondilite aguda seja tratada de forma 
correta e atempada para evitar complicações, 
como roturas e dor crónica. Veja mais 
informação em tratamento. 
 
Causas de epicondilite 
 
Qualquer pessoa pode desenvolver uma 
epicondilite. No entanto, as pessoas que 
realizam os mesmos movimentos de uma 
forma repetida nas suas profissões, em 
desportos (principalmente ténis) ou atividades 
diárias são mais suscetíveis a inflamações dos 
tendões. 
 
Ou seja, o uso excessivo através de 
movimentos repetitivos é um fator de risco 
para o surgimento da epicondilite. Desportos 
que exigem movimentos de repetição como o 
ténis, ténis de mesa, squash, badminton, 
paddle, raquetebol, golf, musculação, entre 
outros, são mais suscetíveis de desencadear a 
epicondilite (ver mais informação em 
epicondilite lateral e medial). Pintores, 
canalizadores e carpinteiros estão 
particularmente propensos a desenvolver a 
epicondilite. Alguns estudos demonstram que 
os trabalhadores de automóveis (mecânicos, 
chapeiros, pintores), cozinheiros, estofadores, 
talhantes, entre outros estão também entre as 
profissões de risco para desenvolverem a 
patologia mais frequentemente do que o resto 
da população, podendo ser considerada, em 
alguns casos, uma doença profissional. Pensa-
se que a repetição e o levantamento de peso 
necessários nestas profissões originam as 
lesões. 
 
A maioria dos doentes acometidos pela lesão 
situa-se entre os 30 e os 50 anos de idade, 
apesar de qualquer pessoa poder desenvolver 
a epicondilite, fundamentalmente se faz parte 
dos grupos de risco atrás enunciados. A 
epicondilite é mais frequente no membro 
dominante (cotovelo direito para os destros, 
cotovelo esquerdo para os canhotos). Afeta 
homens e mulheres de igual forma. 
 
Nos desportos com raquete, como ténis, uma 
técnica inapropriada ou equipamento 
inapropriado podem ser fatores de risco. A 
lesão ocorre também com maior frequência 
quando se ultrapassam os limites de 
resistência do corpo ou quando existe um 
aumento repentino da intensidade do treino. 
Um aquecimento adequado é também muito 
importante na prevenção de lesões. 
 
A epicondilite pode também ocorrer sem 
qualquer lesão ou atividade repetitiva 
reconhecida. 
 
Em alguns casos, o risco de lesão pode ser 
minimizado através da adoção de um conjunto 
de medidas adequadas. Se pratica um 
desporto com raquete, o médico pode ajudá-lo 
a identificar possíveis problemas. As raquetes 
rígidas ou as muito flexíveis, por vezes, podem 
reduzir o stress no antebraço, o que significa 
que os músculos (do antebraço) não precisam 
de “trabalhar tão fortes”. Se utiliza uma raquete 
acima do tamanho, mudar para uma mais 
pequena pode ajudar a evitar que os sintomas 
se repitam. Nas profissões de risco, o doente 
deve também tentar evitar as atividades 
repetitivas de forma contínua, fazendo pausas, 
alternando as atividades, etc. 
 
Sintomas de epicondilite 
 
Na epicondilite, o principal sintoma é a dor no 
cotovelo que pode variar de moderada a forte. 
Na maioria dos casos, a dor começa de uma 
forma mais leve e piora com o passar das 
semanas e meses, podendo tornar-se intensa, 
mesmo até quando não realiza movimentos 
com o braço. Em alguns casos, a dor pode 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
irradiar para o antebraço e para o punho 
(pulso). 
 
Para além da dor no cotovelo, pode surgir uma 
sensação de “queimor ou queimação”. Em 
alguns casos, a área afetada pode estar 
vermelha, quente ou “inchada”, dependendo 
da gravidade da inflamação. Pode também 
ocorrer falta de força no braço afetado. 
 
Os sintomas habitualmente agravam-se com 
as atividades da vida diária, como segurar uma 
raquete, girar uma chave ou cumprimentar 
alguém. Como vimos, o braço dominante é 
habitualmente o mais afetado. A epicondilite 
bilateral, quando ambos os membros são 
afetados é relativamente pouco frequente, 
apesar de poder também ocorrer. 
 
Com base na localização destes sintomas, 
podemos distinguir entre a epicondilite lateral e 
medial – na lateral na parte “de fora” do 
cotovelo, enquanto que na medial na parte de 
“dentro” do cotovelo. 
 
Diagnóstico de epicondilite 
 
O diagnóstico de epicondilite é, por norma, 
feito pelo médico ortopedista (especialista em 
ortopedia), considerando vários fatores. Estes 
incluem o modo como os sintomas se 
desenvolveram, fatores de risco ocupacionais 
e a participação em desportos recreativos. 
 
O médico irá perguntar-lhe sobre as atividades 
que causam os sintomas e a posição no braço 
onde estes sintomas ocorrem. Certifique-se de 
informar o médico sobre se já se lesionou no 
cotovelo previamente. Se existe história de 
alguma doença, como artrite reumatóide, etc. 
informe o médico. 
 
Durante o exame médico, poderão se 
realizados vários testes, por exemplo, o 
médico pode pedir para tentar endireitar o 
punho (pulso) e os dedos contra resistência 
com o braço totalmente esticado para verificar 
se ocorre dor. Verificando-se dor, é um sinal 
que existe algum problema com o normal 
funcionamento dos músculos do antebraço. 
 
O médico pode solicitar alguns exames para 
confirmar o diagnóstico ou para excluir outras 
causas do problema, a saber: 
 
Raio X (radiografia); 
Ressonância magnética (RMN); 
Tomografia computorizada (TC ou TAC); 
Densitometria óssea (DEXA); 
Cintigrafia óssea; 
Eletromiografia; 
Análises de sangue, urina, … 
Etc. 
 
Tratamento de epicondilite 
 
Inicialmente, e de forma a debelarmos a lesão, 
devemos realizar sempre tratamento médico. 
O tratamento médico conservador (não 
cirúrgico) permite resolver entre 80% a 95% 
dos casos de epicondilite. Habitualmente, o 
tratamento conservador consiste nos seguintes 
procedimentos: 
 
Repouso - O primeiro passo para a 
recuperação é permitir que o braço descanse. 
Isto significa que terá de parar de participar em 
desportos ou trabalhos que façam uso 
frequente do membro afetado durante várias 
semanas. No caso dos desportistas, o treino 
pode ser substituído por atividades de 
manutenção que não envolvam esforço do 
membro afetado. 
 
Gelo - fazer a aplicação de gelo (frio) na área 
do cotovelo permite reduzir a inflamação e 
diminuir as dores. O doente poderá aplicar 
uma bolsa de gelo de forma protegida, como 
envolta num pano (toalha por exemplo), para 
não queimar a pele, durante 15 minutos, findos 
os quais deverá interromper. Poderá mais 
tarde repetir a sua aplicação por mais 15 
minutos, repetindo este procedimento várias 
vezes por dia. Pode usar o gelo caseiro 
(produzido em casa), mantendo sempre os 
cuidados atrás descritos para evitar 
queimaduras na pele. 
 
Medicação anti-inflamatória - os medicamentos 
(ou remédios) anti-inflamatórios não-esteróides 
(AINE’s), como por exemplo o ibuprofeno ou 
naproxeno permitem aliviar a dor e o edema 
(inchaço).Este tratamento medicamentoso, 
habitualmente, são prescritos em comprimidos. 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
Podem também ser usados na sua forma 
tópica, para a aplicação de pomada na região 
afetada. Esta medicação pode ter alguns 
efeitos secundários ou adversos, pelo que o 
paciente deve tomar a medicação sempre de 
acordo com as instruções do médico. 
 
Injeções de cortisona - a cortisona na sua 
forma injetável (injeção) é uma poderosa 
medicação anti-inflamatória. Contudo, as 
injeções de cortisona nos tendões devem ser 
criteriosamente administradas dado o risco de 
poderem originar roturas nos tendões. 
 
Fisioterapia – o tratamento fisioterapêutico 
pode revelar-se bastante importante na 
redução da inflamação e controlo da dor. 
O fisioterapeuta pode realizar ultrassons, 
massagens com gelo ou técnicas de 
estimulação para melhorar a cicatrização. 
Alguns exercícios específicos permitem 
fortalecer os músculos do antebraço. 
 
Terapia de ondas de choque extracorporal - as 
ondas de choque extracorporal são uma 
técnica que permite emitir impulsos (ondas de 
choque) de alta energia. Estas ondas sonoras 
criam um “microtrauma” que promove o 
processo de cicatrização natural do tendão 
lesionado. A terapia de ondas de choque 
extracorporal é uma técnica relativamente 
recente, estando ainda, a serem desenvolvidos 
estudos científicos que comprovem a sua 
eficácia terapêutica. 
 
Ortóteses - algumas ortóteses, uma espécie 
de “cotoveleira ou braçadeira para o cotovelo” 
funcionam como uma “cinta, banda, tensor ou 
faixa tensora” de proteção. As ortóteses são 
um bom complemento aos restantes 
tratamentos, pois possibilitam proteger o 
antebraço, permitindo relaxar os músculos e 
os tendões, por isso, são importantes no 
processo de reabilitação do tendão lesionado, 
facilitando uma recuperação mais rápida. 
 
Plasma rico em plaquetas - o plasma rico em 
plaquetas está atualmente a ser investigado 
pela sua eficácia na aceleração da cicatrização 
de uma variedade de lesões tendinosas. Trata-
se de uma preparação desenvolvida a partir do 
sangue do paciente. Contém uma elevada 
concentração de proteínas chamadas fatores 
de crescimento que são muito importantes 
para a cura de lesões. 
Os tratamentos médicos atrás descritos 
permitem reduzir a inflamação e o alívio da 
dor, na maioria dos casos. Mesmo com 
tratamento, a duração dos sintomas pode 
estender-se por bastante tempo, chegando a 
demorar alguns meses para debelar 
definitivamente a dor. Para que a recuperação 
seja completa, é muito importante manter os 
tratamentos pelos períodos indicados pelo 
médico, mesmo que ocorram melhorias 
significativas. 
 
Se os sintomas não regredirem após 6 a 12 
meses de tratamento não cirúrgico, o médico 
pode recomendar tratamento cirúrgico, 
conforme veremos de seguida. 
 
Cirurgia de epicondilite 
 
A cirurgia (ou operação) apenas deve ser 
equacionada no caso de falência do 
tratamento conservador, após 6 a 12 meses. O 
tipo de cirurgia a realizar depende bastante do 
problema subjacente. A maioria dos 
procedimentos cirúrgicos envolve a remoção 
de músculo danificado e a recuperação do 
músculo saudável em volta do osso. 
 
A abordagem cirúrgica para cada pessoa 
depende de vários fatores, como por exemplo 
a extensão da lesão, outros problemas de 
saúde, as necessidades pessoais, prática 
desportiva, etc.. É importante falar com o 
médico sobre as opções. 
 
Tipicamente, podemos considerar as seguintes 
abordagens cirúrgicas: 
 
Cirurgia aberta - a abordagem mais frequente 
é a cirurgia aberta, através de uma incisão 
acima do cotovelo. A cirurgia aberta é 
habitualmente executada em regime de 
ambulatório, ou seja, raramente exige 
internamento. 
 
Cirurgia artroscópica - a cirurgia também 
pode ser realizada usando instrumentos “em 
miniatura”, através de pequenas incisões. Para 
tal é usado um instrumento cirúrgico 
(artroscópio) que possui uma câmara de vídeo 
que permite realizar a intervenção através de 
Fisioterapia aplicada saúde do idoso 
uma pequena abertura na pele. É um 
procedimento realizado em ambulatório. 
Riscos e complicações da cirurgia 
Tal como em qualquer cirurgia, há riscos e 
complicações associados à intervenção. Entre 
estes, podemos destacar alguns dos mais 
importantes: 
 
Infeção; 
Dano do nervo e dos vasos sanguíneos; 
Possível reabilitação prolongada; 
Perda de força; 
Perda de flexibilidade; 
Necessidade de uma nova cirurgia. 
Reabilitação após a cirurgia 
No pós-operatório, o braço pode ficar 
imobilizado temporariamente com uma tala. 
Uma semana depois, as suturas e a tala são 
removidas. 
 
Depois da remoção da tala, iniciam-se 
exercícios de alongamento do cotovelo para 
restaurar a flexibilidade. Os exercícios ligeiros 
e graduais de fortalecimento começam cerca 
de 2 meses após a cirurgia. 
 
O tempo de recuperação pode estender-se por 
vários meses após a intervenção cirúrgica. No 
caso dos atletas, o médico informará quando 
pode retomar a atividade física. Isto 
habitualmente acontece 4 a 6 meses após a 
cirurgia. 
A cirurgia é bem-sucedida em 80% a 90% dos 
pacientes. No entanto, tal como descrito 
anteriormente podem ocorrer algumas 
compilações, como a perda de força no 
membro operado.

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