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Fisioterapia aplicada saúde do idoso Introdução ao estudo do envelhecimento 1980- 62,7 ANOS 2022- 73,1 anos – Homens (IBGE) 2022- 80,1 anos – Mulheres (IBGE) -Ao combate à desnutrição; -Redução da mortalidade materna e infantil; -Ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos; -Melhoria do atendimento às mães e bebês; -Enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas. -Mudanças morfofuncionais ao longo da vida e que progressivamente comprometem a capacidade de resposta dos indivíduos ao estresse ambiental e a manutenção da homeostasia. -Envelhecer é perder a capacidade de adaptação, frente á diminuição de reserva funcional. -O envelhecimento não é um estado, mas sim um processo de degradação progressiva e diferencial. Afeta todos os seres vivos e o seu processo natural é a morte do organismo. • Idade biológica: Está ligada ao envelhecimento orgânico. São as modificações que ocorrem nos órgãos, diminuindo seu funcionamento durante a vida. • Idade social: Refere-se ao papel, estatutos e hábitos da pessoa. • Idade psicológica: Relaciona-se com as competências comportamentais que a pessoa pode mobilizar em respostas ás mudanças do ambiente; Inclui a inteligência, memória e motivação. Pessoas com mais de 60 anos de idade. É o estudo das diferenças adquiridas durante o processo evolutivo, das causas e dos fatores que atenuam ou aumentam a evolução do envelhecimento como também estuda a qualidade de vida da população idosa. É o ramo da medicina que foca o estudo, a prevenção e o tratamento de doenças e da incapacidade em idades avançadas. Senescência ou envelhecimento fisiológico: - É o processo natural de envelhecimento ou conjunto de fenômenos associados a esse processo; - Alterações morfológicas e funcionais atribuídas aos efeitos dos anos sobre o organismo. Senilidade ou envelhecimento patológico: - São danos a saúde associados ao tempo, porém causados por doenças ou maus hábitos de vida. Alterações orgânicas: - Redução de água, de massa celular e do conteúdo mineral ósseo, enquanto se eleva a quantidade de tecido adiposo. Declínio da quantidade de água corporal total: -70% criança; -60% adulto; -52% idoso. Alterações do tecido adiposo: Aumenta em: • 18 a 36% no sexo masculino. • 33 a 48% no sexo feminino. Alterações osteoarticulares: - Achatamento das vértebras; - Redução dos discos intervertebrais; - Cifose dorsal; -Altura: Pico máximo em torno dos 40 anos, diminuindo 1 cm por década até os 70 anos. Alterações Musculoesqueléticas: - Diminuição de fibras musculares: 50% de redução a partir dos 80 anos. - Diminuição de massa óssea após a terceira década de vida; - Tendões e ligamentos, tornam-se mais rígidos e espessos; - Degeneração de cartilagens. Fisioterapia aplicada saúde do idoso Alterações cutâneas: - Fina; -Enrugada; - Degeneração musculoesquelética; - Atrofia de tecidos gordurosos; - Manchas; -Diminuição da elasticidade dérmica; -Diminuição do funcionamento das glândulas sebáceas e sudoríparas; -Diminuição dos receptores sensitivos; -Pêlos mais finos e quebradiços; -Pálpebras inferiores: edema por herniação de gordura e retenção líquida. Alterações cardiovasculares -Diminuição da frequência cardíaca; -Diminuição do volume sistólico máximo; -Diminuição da complacência ventricular; -Diminuição dos componentes elástico dos vasos, ocasionando maior rigidez. Alterações Respiratórias: -Diminuição da elasticidade pulmonar; -Diminuição da capacidade vital; -Diminuição da capacidade de defesa contra processos infecciosos. Alterações do sistema reprodutor: -Os órgãos diminuem em peso e atrofiam; -A vagina diminui de comprimento e de largura (revestimento interno menos umidificado e atrófico; -Os ligamentos que mantém a posição da bexiga, útero e reto podem tornar-se mais fracos; -Diminuição de pêlos pubianos; EFEITOS DO ENVELHECIMENTO NO DESENPENHO COGNITIVO - As pessoas idosas tem maior dificuldade em compreender mensagens longas ou complexas; -Dificuldades na capacidade de reconhecer e reproduzir configurações complexas ou que não lhes sejam familiares; -Dificuldades em repartir a atenção por múltiplas tarefas ou desviar a atenção de um para outro aspecto. Fibromialgia • Síndrome dolorosa musculoesquelética crônica, autoimune, não inflamatória, de etiologia desconhecida, caracterizada pela presença de dor difusa pelo corpo. • Acomete mais o sexo feminino, entre 30 e 55 anos; • FISIOPATOLOGIA: Disfunção no sistema nervoso central em regular a sensibilidade dolorosa, com aumento de estímulos nociceptivos oriundos de músculos, ligamentos e articulações • DIAGNÓSTICO • História, exame físico e exames laboratoriais auxiliando a afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. • Não há alteração dos exames que indicam inflamação; • Exames de imagem: achados da radiologia nem sempre são a causa da dor do paciente; • Pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, e muitas vezes dificulta uma completa melhora destes pacientes. • SINTOMAS: • Dor generalizada; • Queimações e formigamentos; • Cansaço; • Alterações do sono; • Dor de cabeça; • Alteração na memória; • Distúrbios do humor( ansiedade e depressão). • Alterações intestinais e urinárias . • DIAGNÓSTICO (1990) • Estimava-se que a definição de FM baseada na presença de 11 de 18 pontos dolorosos (ACR 1990): identificando apenas 20% das pacientes com dor difusa. • Subjetiva! • Os pontos dolorosos podem ser úteis no diagnóstico da fibromialgia quando avaliados em conjunto com a intensidade de alguns sintomas, particularmente de estresse emocional. Fisioterapia aplicada saúde do idoso ATENÇÃO! Os tender points são pontos presentes na fibromialgia que caracterizam por serem pontos dolorosos em músculos, tendões, bursas e coxim gorduroso. Enquanto os trigger points são pontos sensíveis • DIAGNÓSTICO (2010 – utilizado atualmente) • A presença da dor difusa é fundamental para o diagnóstico de pacientes com suspeita de FM. • O diagnóstico deve ser baseado no número de regiões dolorosas do corpo e na presença e gravidade da fadiga, do sono não reparador e da dificuldade cognitiva. • Um ponto interessante dessa publicação é a exclusão da palpação dos pontos dolorosos. o Índice de dor generalizada (Widespread Pain Index – WPI) •Cintura escapular esquerda; •Cintura escapular direita; •Membro superior esquerdo proximal; •Membro superior direito proximal; •Membro superior esquerdo distal; •Membro superior direito distal; •Quadril (nádega, trocanter) esquerdo; •Quadril (nádega, trocanter) direito; •Membro inferior esquerdo proximal; •Membro inferior direito proximal; •Membro inferior esquerdo distal; •Membro inferior direito distal; •Mandíbula esquerda; •Mandíbula direita; •Região anterior do tórax; •Abdome; •Região posterior do tórax; •Região lombar; •Pescoço. o Escala de severidade dos sintomas (Symptom Severity – SS) Soma da gravidade dos três sintomas principais: Fadiga, sono não reparador e sintomas cognitivos + gravidade dos sintomas somáticos gerais. Para medir sintomas gerais: Ao longo dos últimos 7 dias: 0 = nenhum problema; 1 = problemas leves ou intermitentes; 2 = problemas moderados ou frequentemente presentes; 3 = Problemas intensos ou contínuos. Com relação aos sintomas somáticos gerais, pontuar se o paciente apresenta: 0 = nenhum sintoma; 1 = poucos sintomas; 2 = um número moderado de sintomas; 3 = muitos sintomas. o Distúrbios psiquiátricos na FM: motivo de controvérsia na literatura. Embora vários estudos mostrem que há frequência elevada de diagnósticos psiquiátricos, em especial, depressão e ansiedade,outros autores contestam essa afirmação. • Variáveis psicológicas como a depressão e a ansiedade estão associadas à percepção de maior gravidade de doença e pior incapacidade funcional. • A gravidade dos sintomas psiquiátricos pode ser um fator prognóstico potencial para a FM a ser considerado Exercícios aeróbicos: • Utiliza oxigênio no processo de geração de energia para os músculos; • Movimento constante do corpo e por promover o gasto de calorias. De forma geral: exercícios físicos de baixa intensidade são os mais eficazes, produzindo diminuição do impacto da fibromialgia na qualidade de vida dos pacientes; • Exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e aeróbicos; • Índice de dor generalizada (Widespread Pain Index – WPI) maior ou igual a 7 e pontuação da escala de severidade dos sintomas (Symptom Severity – SS) maior ou igual a 5 OU WPI entre 3 a 6 e pontuação da escala de SS maior ou igual a 9; • Os sintomas devem estar presentes em um nível similar por no mínimo 3 meses; • O paciente não deve ter outra condição de saúde que explicaria a dor. Fisioterapia aplicada saúde do idoso • Melhora dos sintomas, em especial da fadiga! Biofeedback: • Colocação de eletrodos que captam o nível de tensão e o transmite para o aparelho de Biofeedback: transforma estas informações em imagens gráficas; • É possível identificar as respostas ao estresse à medida que elas acontecem no monitor: aprender técnicas de relaxamento que podem ajudar a regular as diferentes reações ATENTAR-SE PARA: • Cada paciente possui suas sensibilidades e limiares de dor; • Aplicar a Escala Análoga da Dor antes e após a consulta; • Verificar técnicas isoladas: piora ou melhora com intervenção; • Fornecer um ambiente de atendimento calmo, com temperatura ambiente. • Redução do quadro álgico; • Funcionalidade; • Redução da rigidez muscular generalizada; • Melhora da qualidade de vida do paciente! • OBS: atenção à QP!!! Síndrome do Impacto • Síndrome dolorosa do ombro, de natureza microtraumática e degenerativa; • Acompanhada ou não, pela diminuição da força; • Quando os tendões do manguito rotador (MR) chocam-se com estruturas suprajacentes. IMPACTO X MANGUITO ROTADOR IMPACTO Fatores biomecânicos e esforço repetitivo. MANGUITO ROTADOR Passagens do MR sob o arco coracoacromial resultam na irritação progressiva do tendão supraespinhal, levando ao aumento da espessura da bursa subacromial por fibrose, reduzindo cada vez mais o espaço comprometido. Lesões do MR em idosos • Causa primária: processo degenerativo relacionado ao envelhecimento natural dos tendões (entesopatia); • Redução da vascularização do manguito ou outras alterações metabólicas associadas com a idade; • “Zona crítica“: tendão do supraespinhoso é o local de maior mudança degenerativa; • Uso excessivo: microtraumas. Conclui-se que: doença do manguito seja uma tendinopatia intrínseca causada por avascularidade, idade e/ou sobrecarga de uso. A dor é o principal sintoma: • Região ântero-lateral do ombro e face lateral do braço e sua intensidade é variável; • Dor noturna e dificuldade ou incapacidade de deitar-se sobre o lado afetado, sendo este um aspecto muito característico e constante da doença do manguito rotador; • Crepitação; • Perda de força; • Perda de ADM. Fisioterapia aplicada saúde do idoso Fase I • Quadro inflamatório reversível; • Ocorre em pacientes jovens devido a um excesso do uso do MS; • Tratamento conservador. Fase II • Fibrose e tendinite do manguito rotador ocorrem de maneira crônica em pacientes com idade entre 25 e 45 anos. • Os sinais clínicos são intermitentes • Tratamento conservador • Acromioplastia Fase III • Ruptura completa do manguito; • Indicação cirúrgica: acromioplastia e a reconstrução do manguito rotador. • Reparo do tendão supra espinhal Cinesioterapia É a parte mais importante do tratamento não- cirúrgico! 1) Exercícios de alongamento com o objetivo de obter a recuperação completa das amplitudes do movimento; 2) Exercícios de reforço para o manguito rotador e os estabilizadores da escápula e, posteriormente, para o deltóide. • As tendinites do ombro são lesões não traumáticas decorrentes de degenerações graduais dos tendões do manguito rotador que podem ou não ser acompanhadas de depósitos de cálcio nos tendões, podendo durar meses. • Tendinite do supra-espinhal: dor na tuberosidade maior do úmero que se agrava durante a abdução contra resistência. • Tendinite do infra-espinhoso ou redondo menor: dor na tuberosidade maior do úmero exacerbada durante a rotação contra resistência. • Tendinite sub-escapular: dor localizada na tuberosidade menor que pode estar exacerbada durante a rotação medial Capsulite Adesiva • Capsulite Adesiva (CP) ou Ombro Congelado; • Patologia de origem desconhecida; • Acomete pessoas entre 40 e 60 anos de idade; • Acomete mais o sexo feminino; • Dura normalmente de 6 meses a 2 anos. • Cápsula articular: espessa e inelástica; • Perda de movimentos ativos e passivos do ombro; • Rigidez articular fibrosa da articulação glenoumeral; • Relacionada ao desuso do ombro; • Perda de ADM; • Perda de força muscular; • Possui 3 fases. • Dor que piora com a movimentação; • Limitação prolongada ou permanente da função; • Rigidez articular; • Dor em repouso e principalmente a noite. • Primeira fase: Conhecida como dolorosa, o sintoma apresenta início gradual e a dor encontra-se mal localizada no ombro. • Segunda fase: ou fase de congelamento, fase de rigidez, ocorre diminuição progressiva dos movimentos, mesmo para funções simples, como vestir-se e pentear-se. • Terceira fase: ou fase de descongelamento, o ombro vai progressivamente retornando ao seu normal. Fisioterapia aplicada saúde do idoso • Automobilização através de movimentos circulares e pendulares com o braço, alcançados com leves movimentos do tronco, sem qualquer contração muscular do ombro; • Objetivo: aumentar e manter o arco de movimento do ombro e a flexibilidade dos tecidos moles, através da utilização da gravidade para separar o úmero da cavidade glenóide, gerando uma leve tração. Osteoporose ANATOMIA ÓSSEA ▸ Compacto: suporte de peso. ▸ Esponjoso: está constantemente se modificando através de um processo de natureza complexa de destruição e reconstrução das células do osso. ▹ Osteoblastos: construção de osso novo ou pelo reparo ósseo. ▹ Osteoclastos: desestruturação e a reabsorção de osso velho. OSTEOPENIA X OSTEOPOROSE ▸ Osteopenia: Condição relacionada a perda de massa óssea que acontece de forma natural e gradual. ▸ Osteoporose: Perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos enfraquecidos e predispostos a fraturas. FISIOLOGIA ÓSSEA ▸ Se o ritmo de osso novo excede a desestruturação de osso velho, a densidade óssea é aumentada. ▸ A densidade óssea permanece constante se o processo ocorre no mesmo ritmo. Menos ação de osteoblastos + Mais ação de osteoclastos = OSTEOPOROSE TIPOS DE OSTEOPOROSE ▸ Pós-menopausa: atinge mulheres após a menopausa. ▸ Osteoporose senil: atinge pessoas com mais de 70 anos. Tanto a fratura de coluna quanto a de quadril podem ocorrer. ▸ Osteoporose secundária: atinge pessoas com doença renal hepática, endócrina, hematológica ou que usam alguns medicamentos, por exemplo, corticóides. FATORES DE RISCO DA OSTEOPOROSE Fisioterapia aplicada saúde do idoso ▸ Sexo feminino (principalmente acima dos 65 anos); ▸ Baixa massa óssea (DMO); ▸ Fratura prévia; ▸ Inatividade física; ▸ Raça asiática ou branca; ▸ Idade avançada em ambos os sexos; ▸ História materna de fratura do colo femoral e/ou osteoporose; ▸ Menopausa precoce não tratada (antes dos40 anos); ▸ Tratamento com corticóide. SINAIS E SINTOMAS ▸ Fratura recorrentes ou de baixo impacto (principalmente em coluna, quadril e punho); ▸ Achatamento da vértebra; ▸ Diminuição da altura; ▸ Hipercifose torácica; ▸ Pontos de tensão; ▸ Ossos mais finos em radiografia. EXAME COMPLEMENTAR ▸ Exame que realiza a avaliação da Densidade Mineral Óssea (DOM); ▹ Quantidade de mineral ósseo no tecido ósseo. ▸ Faz uso de raios-x para mensurar a perda de massa óssea. INDICAÇÕES DA DENSITOMETRIA ▸ Todas as mulheres de 65 anos ou mais ou homens de 70 anos ou mais, independentemente de outros fatores; ▸ Mulheres > 50 anos com fatores de risco para fratura; ▸ Fratura em indivíduos > 50 anos, para determinar a gravidade da doença; ▸ Monitoramento de pacientes em uso crônico de corticóide a cada 6 meses no 1o ano e, após, a cada 12 meses; ▸ Evidência de osteoporose em radiografia simples. PREVENÇÃO ▸ Exercícios suaves (prescritos pelo fisioterapeuta/profissional EDF); ▸ Nutrição adequada: dieta rica em cálcio. Ex: leite e derivados. ▸ Evitar quedas ▸ Parar de fumar ▸ Evitar excesso de álcool ▸ Não se deve da dieta com muito sal. TRATAMENTO CLÍNICO ▸ Suplementação com cálcio ▸ Vitamina D TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ▸ Treino de equilíbrio e coordenação motora; ▸ Treino de fortalecimento; ▸ Exercícios de baixo impacto. TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ▸ EVITAR: Flexão e torção em coluna Osteoartrite Osteoartrose - Artrose ANATOMIA composto de células denominadas de condrócitos + matriz extracelular; Cartilagem fibrosa: vértebras - colégeno Fisioterapia aplicada saúde do idoso função importante na regeneração natural da cartilagem, por meio de várias propriedades como: Propriedades nutricionais. CONCEITO • Tipo de Artrite; • Artropatia crônica Caracterizada pela ruptura e potencial perda da cartilagem articular, juntamente a outras alterações articulares, como hipertrofia óssea (formação de osteófitos). EPIDEMIOLOGIA • Acomete 20% da população mundial; • Estudos mostram que cerca de 60% das pessoas com 65 anos e cerca de 80% das pessoas com 75 anos de idade, apresentam evidencia clínica ou radiológica da doença; • Acomete mais o sexo feminino; • Maior incidência em pessoas acima de 50 anos de idade. FISIOPATOLOGIA • Quebra da homeostase entre degradação e reparação da cartilagem (mecanismo fisiológico), levando a sua insuficiência. • A degradação da cartilagem ocorre pelo aumento de citocinas inflamatórias; • Afilamento da cartilagem hialina, com consequente sobrecarga do osso subcondral, que em resposta torna-se mais denso e aumenta sua superfície (osteófitos) para dissipar carga Artrite Reumatóide 1. Rigidez nas articulações no período da manhã, com duração de pelo menos 1 hora 2. Artrite em pelo menos três áreas articulares 3. Deformidades específicas 4. Articulações quentes, inchadas, avermelhadas FATORES DE RISCO • Idade avançada; • Hereditariedade; • Obesidade; • Atividades esportivas de alto impacto; • Alterações congênitas das articulações; • Tabagismo. DIAGNÓTICO • História clínica; • Raio X; • Tomografia; • Ressonância magnética CIRURGIA SINAIS E SINTOMAS • Dor insidiosa ao iniciar os movimentos ou durante sua realização; • Dor aos esforços, que pode ser acompanhada de rigidez da região acometida. • Incapacidade para cuidados pessoais e atividades funcionais; • Deambulação; • Subir e descer escadas; • Diminuição da habilidade manual; • Diminuição da força de preensão. FISIOTERAPIA • Objetivos da fisioterapia: • Redução do quadro álgico; ! Fisioterapia aplicada saúde do idoso • Redução da rigidez articular; • Aumento da funcionalidade; • Manutenção e ganho de força muscular; • Aumento da propriocepção. • Tratamento fisioterapêutico: • Hidroterapia; • Alongamentos; • Fortalecimento muscular; • Mobilizações. Artrite A artrite é caracterizada por um processo inflamatório que pode atingir uma ou mais articulações do corpo humano, como aquelas que formam os joelhos e o cotovelo, por exemplo. Existem diferentes tipos de artrite, relacionadas aos motivos que causam esses processos inflamatórios nas articulações. O tipo mais comum é a artrite reumatoide. Mas existe ainda a artrite psoriática, que afeta pessoas que têm uma condição chamada psoríase, a artrite séptica, onde a inflamação na articulação acontece por conta da invasão de uma bactéria no local, e a artrite gotosa, causada pela Gota, onde há um acúmulo de ácido úrico na articulação, que é capaz de causar inflamação. A artrite também pode ser causada, por exemplo, por um desgaste na cartilagem que fica na articulação e que impede que um osso tenha contato direto com o outro. Quais os sintomas de artrite? Entre os principais sintomas de artrite, temos: – dor nas articulações do corpo (em uma ou mais); – inchaço nas articulações; – dificuldade de movimentar essa articulação; e – rigidez no corpo, em especial durante as manhãs. Como é o tratamento da artrite? O tratamento da artrite depende diretamente do tipo da condição que a está causando, mas de modo geral, o médico receita medicamentos que removem as dores do paciente e impedem que o corpo sofra danos permanentes. Alguns casos de artrite, requerem ainda uma mudança de comportamento, fazendo com que o paciente passe a realizar atividades físicas adequadas a seu corpo, além de ingerir alimentos que sejam mais saudáveis. Febre Reumática EPIDEMIOLOGIA ▸ Após epidemias de faringite estreptocócica, 3% dos atingidos desenvolvem FR. ▸ + mulheres, 5 aos 15 anos. ▸ + inverno. ▸ + países pobres. CONCEITO ▸ Doença Reumática da Infância - previnível; ▸ Crônica; ▸ É uma complicação tardia não supurativa de uma infecção orofaríngea pelo Streptococcus - faringite estreptocócica; ▸ Processo inflamatório transitório de diversos órgãos (tecido conjuntivo); ▸ Ocorre cerca de 2 a 3 semanas após a infecção estreptocócica – surtos agudos. FARINGITE ESTREPCOCÓCICA • Dor de garganta intensa • Febre alta • Orofaringe e amígdalas hiperemiadas com pontos de pus em palato e úvula • Sem secreção nasal ou tosse Fisioterapia aplicada saúde do idoso DÚVIDA Qualquer criança que tenha infecção na garganta pode apresentar Febre Reumática? Não. Somente aquelas com predisposição para apresentar a doença. A predisposição necessária para apresentar a doença é herdada dos pais e já nasce com a criança. Por quanto tempo a criança terá que tomar a penicilina? Se durante o surto a criança não apresentou comprometimento do coração, deverá ser até os 21 anos ou por no mínimo cinco anos caso seja um adolescente; entretanto, se a criança apresentou cardite, poderá ter que fazê-lo até os 25 anos ou por toda a vida, dependendo da gravidade do quadro. FASES ▸ 1 -Infecção de orofaringe ▹ (amigdalite, faringite, febre*, dor de garganta,…) ▸ 2 -Período de latência ▹ (assintomático, varia de 7 a 14 dias) ▸ 3 -Doença propriamente dita ▹ inicial: febre, taquicardia, palidez, sudorese ▹ posteriormente: sinais clássicos Sinais Classicos Artrite (poliartrite migratória) ▸ Inflamação das articulações; ▸ Afeta mais: joelhos, tornozelos, mãos; ▸ Dor intensa, que dificulta o caminhar, e por inchaço e calor discretos; ▸ Permanece de dois a três dias. Pancardite ▸ Inflamação generalizada do pericárdio, miocárdio e válvulas cardíacas; ▸ Sopro cardíaco; ▸ Aumento da FC; ▸ Cansaço; ▸ Comprometimento mais importante porque pode deixar sequelas e limitações. Coréia de Sydenham ▸ Movimentos descoordenados e involuntários; ▸ Fraqueza nos braços e nas pernas; ▸ Sensibilidade emocional; ▸ Piora quando a criança fica tensa ▸ Desaparecemdurante o sono Nódulos Subcutâneos ▸ Duros, indolores, superf. Extensoras Fisioterapia aplicada saúde do idoso Eritema marginado ▸ Bordas nítidas e centro claro DIAGNÓSTICO- Critérios de jones DIAGNÓSTICO TRATAMENTO . TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO – OBJETIVOS • Melhorar ou aliviar a dor; • Manter ou melhorar a força muscular; • Promover relaxamento e alívio do espasmo muscular; • Prevenir ou corrigir contraturas e alterações posturais; • Melhorar a qualidade de vida e estilo de vida funcional; • Orientar sobre posicionamentos, posturas e exercícios domiciliares. Fisioterapia aplicada saúde do idoso AVC O AVC decorre da alteração do fluxo de sangue ao cérebro. Responsável pela morte de células nervosas da região cerebral atingida, o AVC pode se originar de uma obstrução de vasos sanguíneos, o chamado acidente vascular isquêmico, ou de uma ruptura do vaso, conhecido por acidente vascular hemorrágico. – Acidente vascular isquêmico ou infarto cerebral: responsável por 80% dos casos de AVC. Esse entupimento dos vasos cerebrais pode ocorrer devido a uma trombose (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou embolia (quando um trombo ou uma placa de gordura originária de outra parte do corpo se solta e pela rede sanguínea chega aos vasos cerebrais); – Acidente vascular hemorrágico: o rompimento dos vasos sanguíneos se dá na maioria das vezes no interior do cérebro, a denominada hemorragia intracerebral. Em outros casos, ocorre a hemorragia subaracnóide, o sangramento entre o cérebro e a aracnóide (uma das membranas que compõe a meninge). Como conseqüência imediata, há o aumento da pressão intracraniana, que pode resultar em maior dificuldade para a chegada de sangue em outras áreas não afetadas e agravar a lesão. Esse subtipo de AVC é mais grave e tem altos indices de mortalidade. Sintomas e sinais de alerta: Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: – dor de cabeça muito forte, de início súbito, sobretudo se acompanhada de vômitos; – fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos lados do corpo; – paralisia (dificuldade ou incapacidade de se movimentar); – perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar e compreender o que se diz; – perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos. Outros sintomas do acidente vascular isquêmico são: Tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação. Os ataques isquêmicos podem manifestar-se também com alterações na memória e na capacidade de planejar as atividades diárias, bem como a negligência. Neste caso, o paciente ignora objetos colocados no lado afetado, tendendo a desviar a atenção visual e auditiva para o lado normal, em detrimento do afetado. Aos sintomas do acidente vascular hemorrágico intracerebral podem-se acrescer náuseas, vômito, confusão mental e, até mesmo, perda de consciência. O acidente vascular hemorrágico, por sua vez, comumente é acompanhado por sonolência, alterações nos batimentos cardíacos e na freqüência respiratória e, eventualmente, convulsões. O AVC é uma emergência médica. Se achar que você ou outra pessoa está tendo um, é preciso dirigir-se com urgência ao serviço de emergência do hospital mais próximo para um diagnóstico completo e tratamento! Fatores de risco: – hipertensão; – diabetes; – tabagismo; – consumo freqüente de álcool e drogas; – estresse; – colesterol elevado; – doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias; – sedentarismo; – doenças do sangue. Existem fatores que podem facilitar o desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral e que são inerentes à vida humana, como o envelhecimento. Pessoas com mais de 55 anos possuem maior propensão a desenvolver o AVC. Características genéticas, como pertencer a raça negra, e história familiar de doenças cardiovasculares também aumentam a chance de AVC. Esses indivíduos, portanto, devem ter mais atenção e fazer avaliações médicas mais frequentes. Reabilitação: Parte importante do tratamento, o processo de reabilitação muitas vezes começa no próprio hospital, a fim de que o paciente se adeque mais facilmente a sua nova situação e restabeleça sua mobilidade, habilidades funcionais e independência física e psíquica. Esse processo ocorre quando a pressão arterial, o pulso e a respiração estabilizam, muitas vezes um ou dois dias após o episódio de Fisioterapia aplicada saúde do idoso Acidente Vascular Cerebral e é conduzido por equipe multiprofissional, formada por neurologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. O processo de reaprendizagem exige paciência e obstinação do paciente e, também, do seu cuidador, que tem uma função extremamente importante durante toda a reabilitação. Outro aspecto de considerável importância é a reintrodução do indivíduo no convívio social, seja por meio de leves passeios, compras em lojas ou quaisquer atividades comuns à sua rotina normal. Epicondilite A epicondilite é a inflamação dos tendões (tendinite) extensores dos músculos do antebraço, na região do epicôndilo, sendo a dor no cotovelo, que pode variar bastante de intensidade, o principal sintoma. Em termos de anatomia, na articulação do cotovelo convergem três ossos: O úmero que é o maior osso do braço e os dois ossos do antebraço (rádio e cúbito). O úmero estende-se desde o ombro até ao cotovelo, o rádio e o cúbito desde o cotovelo até ao punho (pulso). Veja fotos superiores. Os músculos do antebraço são responsáveis pelos movimentos do punho (pulso) e dos dedos. Os tendões são uma espécie de “fita” ou “cordão” fibroso que conecta o músculo ao osso e são responsáveis pela transmissão de força necessária para “mexer” os músculos. Na região próxima à articulação do cotovelo, o úmero possui duas protuberâncias (veja imagens superiores). Essas protuberâncias são denominadas côndilos. Por isto, e dependendo dos tendões afetados nesta região, podemos identificar dois tipos de tendinite, a saber: Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) - a epicondilite lateral é a inflamação dos tendões na parte lateral ou externa (“parte de fora do cotovelo”), designando-se por epicôndilo (daí a designação epicondilite). O tendão, geralmente envolvido é o do músculo extensor radial curto do carpo. Por isso, a epicondilite lateral é também conhecida como epicondilite externa. A epicondilite lateral é uma patologia dolorosa, bastante frequente no cotovelo quando existe um uso excessivo. Não surpreendentemente, jogar ténis ou outros desportos com raquete é uma das causas frequentes para o surgimento da epicondilite lateral, por isso é frequentemente chamada de cotovelo do tenista. No entanto, há outros desportos e atividades não desportivas que podem originar também a epicondilite lateral. Epicondilite medial ou epitrocleite (cotovelo do golfista) - é a inflamação do tendão (tendinite) do músculo flexor carpo radial e quadrado pronador. A origem destes tendões flexores é a epitróclea. A epitróclea é o côndilo medial ou a “parte de dentro do cotovelo”, por isso a patologia é por vezes referida como epicondilite interna. Esta inflamação do tendão ocorre com maior frequência em praticantes de golf, pelos movimentos exigidos nesta modalidade desportiva, daí ser muitas vezes referido como cotovelo do golfista. Contudo, a epicondilite medial ou epitrocleite pode também surgir com a prática de outros desportos e atividades não desportivas. A epicondilite lateral é uma lesão mais frequente quando comparada com a epitrocleite (epicondilite medial). Uma inflamação de um tendão é na linguagem médica designado por tendinite ou tendinopatia, que pode acometer qualquer tendão. No caso da tendinite do cotovelo, os tendões são os que convergem na regiãodo côndilo (epicôndilo ou côndilo lateral, ou epitróclea ou côndilo medial). Na atualidade, o termo tendinopatia é o mais usado e engloba as inflamações e micro roturas do tendão, apesar do termo tendinite ser frequentemente usado pelos médicos. As tendinites são o principal problema que afetam um tendão e possuem, geralmente, prognóstico favorável. Contudo, em algumas situações, podem ocorrer algumas complicações e dificultar a reabilitação. A epicondilite crónica (tendinites de repetição ou Fisioterapia aplicada saúde do idoso que se prolongam no tempo) são um fator de risco para as roturas (ou rupturas) do tendão (o tendão rompe-se ou rasga de forma parcial ou total). Uma rotura de um tendão é uma lesão mais grave quando comparada com uma inflamação (tendinite). Em alguns casos pode também ocorrer calcificação do tendão. A calcificação está relacionada com processos inflamatórios crónicos ou secundária a hipersolicitações do tendão. As calcificações dos tendões são o resultado das tentativas constantes de cicatrização da lesão crónica. Nestes casos, ocorre a degeneração do tendão e calcificação local das fibras que o constituem. Neste sentido, é muito importante que uma epicondilite aguda seja tratada de forma correta e atempada para evitar complicações, como roturas e dor crónica. Veja mais informação em tratamento. Causas de epicondilite Qualquer pessoa pode desenvolver uma epicondilite. No entanto, as pessoas que realizam os mesmos movimentos de uma forma repetida nas suas profissões, em desportos (principalmente ténis) ou atividades diárias são mais suscetíveis a inflamações dos tendões. Ou seja, o uso excessivo através de movimentos repetitivos é um fator de risco para o surgimento da epicondilite. Desportos que exigem movimentos de repetição como o ténis, ténis de mesa, squash, badminton, paddle, raquetebol, golf, musculação, entre outros, são mais suscetíveis de desencadear a epicondilite (ver mais informação em epicondilite lateral e medial). Pintores, canalizadores e carpinteiros estão particularmente propensos a desenvolver a epicondilite. Alguns estudos demonstram que os trabalhadores de automóveis (mecânicos, chapeiros, pintores), cozinheiros, estofadores, talhantes, entre outros estão também entre as profissões de risco para desenvolverem a patologia mais frequentemente do que o resto da população, podendo ser considerada, em alguns casos, uma doença profissional. Pensa- se que a repetição e o levantamento de peso necessários nestas profissões originam as lesões. A maioria dos doentes acometidos pela lesão situa-se entre os 30 e os 50 anos de idade, apesar de qualquer pessoa poder desenvolver a epicondilite, fundamentalmente se faz parte dos grupos de risco atrás enunciados. A epicondilite é mais frequente no membro dominante (cotovelo direito para os destros, cotovelo esquerdo para os canhotos). Afeta homens e mulheres de igual forma. Nos desportos com raquete, como ténis, uma técnica inapropriada ou equipamento inapropriado podem ser fatores de risco. A lesão ocorre também com maior frequência quando se ultrapassam os limites de resistência do corpo ou quando existe um aumento repentino da intensidade do treino. Um aquecimento adequado é também muito importante na prevenção de lesões. A epicondilite pode também ocorrer sem qualquer lesão ou atividade repetitiva reconhecida. Em alguns casos, o risco de lesão pode ser minimizado através da adoção de um conjunto de medidas adequadas. Se pratica um desporto com raquete, o médico pode ajudá-lo a identificar possíveis problemas. As raquetes rígidas ou as muito flexíveis, por vezes, podem reduzir o stress no antebraço, o que significa que os músculos (do antebraço) não precisam de “trabalhar tão fortes”. Se utiliza uma raquete acima do tamanho, mudar para uma mais pequena pode ajudar a evitar que os sintomas se repitam. Nas profissões de risco, o doente deve também tentar evitar as atividades repetitivas de forma contínua, fazendo pausas, alternando as atividades, etc. Sintomas de epicondilite Na epicondilite, o principal sintoma é a dor no cotovelo que pode variar de moderada a forte. Na maioria dos casos, a dor começa de uma forma mais leve e piora com o passar das semanas e meses, podendo tornar-se intensa, mesmo até quando não realiza movimentos com o braço. Em alguns casos, a dor pode Fisioterapia aplicada saúde do idoso irradiar para o antebraço e para o punho (pulso). Para além da dor no cotovelo, pode surgir uma sensação de “queimor ou queimação”. Em alguns casos, a área afetada pode estar vermelha, quente ou “inchada”, dependendo da gravidade da inflamação. Pode também ocorrer falta de força no braço afetado. Os sintomas habitualmente agravam-se com as atividades da vida diária, como segurar uma raquete, girar uma chave ou cumprimentar alguém. Como vimos, o braço dominante é habitualmente o mais afetado. A epicondilite bilateral, quando ambos os membros são afetados é relativamente pouco frequente, apesar de poder também ocorrer. Com base na localização destes sintomas, podemos distinguir entre a epicondilite lateral e medial – na lateral na parte “de fora” do cotovelo, enquanto que na medial na parte de “dentro” do cotovelo. Diagnóstico de epicondilite O diagnóstico de epicondilite é, por norma, feito pelo médico ortopedista (especialista em ortopedia), considerando vários fatores. Estes incluem o modo como os sintomas se desenvolveram, fatores de risco ocupacionais e a participação em desportos recreativos. O médico irá perguntar-lhe sobre as atividades que causam os sintomas e a posição no braço onde estes sintomas ocorrem. Certifique-se de informar o médico sobre se já se lesionou no cotovelo previamente. Se existe história de alguma doença, como artrite reumatóide, etc. informe o médico. Durante o exame médico, poderão se realizados vários testes, por exemplo, o médico pode pedir para tentar endireitar o punho (pulso) e os dedos contra resistência com o braço totalmente esticado para verificar se ocorre dor. Verificando-se dor, é um sinal que existe algum problema com o normal funcionamento dos músculos do antebraço. O médico pode solicitar alguns exames para confirmar o diagnóstico ou para excluir outras causas do problema, a saber: Raio X (radiografia); Ressonância magnética (RMN); Tomografia computorizada (TC ou TAC); Densitometria óssea (DEXA); Cintigrafia óssea; Eletromiografia; Análises de sangue, urina, … Etc. Tratamento de epicondilite Inicialmente, e de forma a debelarmos a lesão, devemos realizar sempre tratamento médico. O tratamento médico conservador (não cirúrgico) permite resolver entre 80% a 95% dos casos de epicondilite. Habitualmente, o tratamento conservador consiste nos seguintes procedimentos: Repouso - O primeiro passo para a recuperação é permitir que o braço descanse. Isto significa que terá de parar de participar em desportos ou trabalhos que façam uso frequente do membro afetado durante várias semanas. No caso dos desportistas, o treino pode ser substituído por atividades de manutenção que não envolvam esforço do membro afetado. Gelo - fazer a aplicação de gelo (frio) na área do cotovelo permite reduzir a inflamação e diminuir as dores. O doente poderá aplicar uma bolsa de gelo de forma protegida, como envolta num pano (toalha por exemplo), para não queimar a pele, durante 15 minutos, findos os quais deverá interromper. Poderá mais tarde repetir a sua aplicação por mais 15 minutos, repetindo este procedimento várias vezes por dia. Pode usar o gelo caseiro (produzido em casa), mantendo sempre os cuidados atrás descritos para evitar queimaduras na pele. Medicação anti-inflamatória - os medicamentos (ou remédios) anti-inflamatórios não-esteróides (AINE’s), como por exemplo o ibuprofeno ou naproxeno permitem aliviar a dor e o edema (inchaço).Este tratamento medicamentoso, habitualmente, são prescritos em comprimidos. Fisioterapia aplicada saúde do idoso Podem também ser usados na sua forma tópica, para a aplicação de pomada na região afetada. Esta medicação pode ter alguns efeitos secundários ou adversos, pelo que o paciente deve tomar a medicação sempre de acordo com as instruções do médico. Injeções de cortisona - a cortisona na sua forma injetável (injeção) é uma poderosa medicação anti-inflamatória. Contudo, as injeções de cortisona nos tendões devem ser criteriosamente administradas dado o risco de poderem originar roturas nos tendões. Fisioterapia – o tratamento fisioterapêutico pode revelar-se bastante importante na redução da inflamação e controlo da dor. O fisioterapeuta pode realizar ultrassons, massagens com gelo ou técnicas de estimulação para melhorar a cicatrização. Alguns exercícios específicos permitem fortalecer os músculos do antebraço. Terapia de ondas de choque extracorporal - as ondas de choque extracorporal são uma técnica que permite emitir impulsos (ondas de choque) de alta energia. Estas ondas sonoras criam um “microtrauma” que promove o processo de cicatrização natural do tendão lesionado. A terapia de ondas de choque extracorporal é uma técnica relativamente recente, estando ainda, a serem desenvolvidos estudos científicos que comprovem a sua eficácia terapêutica. Ortóteses - algumas ortóteses, uma espécie de “cotoveleira ou braçadeira para o cotovelo” funcionam como uma “cinta, banda, tensor ou faixa tensora” de proteção. As ortóteses são um bom complemento aos restantes tratamentos, pois possibilitam proteger o antebraço, permitindo relaxar os músculos e os tendões, por isso, são importantes no processo de reabilitação do tendão lesionado, facilitando uma recuperação mais rápida. Plasma rico em plaquetas - o plasma rico em plaquetas está atualmente a ser investigado pela sua eficácia na aceleração da cicatrização de uma variedade de lesões tendinosas. Trata- se de uma preparação desenvolvida a partir do sangue do paciente. Contém uma elevada concentração de proteínas chamadas fatores de crescimento que são muito importantes para a cura de lesões. Os tratamentos médicos atrás descritos permitem reduzir a inflamação e o alívio da dor, na maioria dos casos. Mesmo com tratamento, a duração dos sintomas pode estender-se por bastante tempo, chegando a demorar alguns meses para debelar definitivamente a dor. Para que a recuperação seja completa, é muito importante manter os tratamentos pelos períodos indicados pelo médico, mesmo que ocorram melhorias significativas. Se os sintomas não regredirem após 6 a 12 meses de tratamento não cirúrgico, o médico pode recomendar tratamento cirúrgico, conforme veremos de seguida. Cirurgia de epicondilite A cirurgia (ou operação) apenas deve ser equacionada no caso de falência do tratamento conservador, após 6 a 12 meses. O tipo de cirurgia a realizar depende bastante do problema subjacente. A maioria dos procedimentos cirúrgicos envolve a remoção de músculo danificado e a recuperação do músculo saudável em volta do osso. A abordagem cirúrgica para cada pessoa depende de vários fatores, como por exemplo a extensão da lesão, outros problemas de saúde, as necessidades pessoais, prática desportiva, etc.. É importante falar com o médico sobre as opções. Tipicamente, podemos considerar as seguintes abordagens cirúrgicas: Cirurgia aberta - a abordagem mais frequente é a cirurgia aberta, através de uma incisão acima do cotovelo. A cirurgia aberta é habitualmente executada em regime de ambulatório, ou seja, raramente exige internamento. Cirurgia artroscópica - a cirurgia também pode ser realizada usando instrumentos “em miniatura”, através de pequenas incisões. Para tal é usado um instrumento cirúrgico (artroscópio) que possui uma câmara de vídeo que permite realizar a intervenção através de Fisioterapia aplicada saúde do idoso uma pequena abertura na pele. É um procedimento realizado em ambulatório. Riscos e complicações da cirurgia Tal como em qualquer cirurgia, há riscos e complicações associados à intervenção. Entre estes, podemos destacar alguns dos mais importantes: Infeção; Dano do nervo e dos vasos sanguíneos; Possível reabilitação prolongada; Perda de força; Perda de flexibilidade; Necessidade de uma nova cirurgia. Reabilitação após a cirurgia No pós-operatório, o braço pode ficar imobilizado temporariamente com uma tala. Uma semana depois, as suturas e a tala são removidas. Depois da remoção da tala, iniciam-se exercícios de alongamento do cotovelo para restaurar a flexibilidade. Os exercícios ligeiros e graduais de fortalecimento começam cerca de 2 meses após a cirurgia. O tempo de recuperação pode estender-se por vários meses após a intervenção cirúrgica. No caso dos atletas, o médico informará quando pode retomar a atividade física. Isto habitualmente acontece 4 a 6 meses após a cirurgia. A cirurgia é bem-sucedida em 80% a 90% dos pacientes. No entanto, tal como descrito anteriormente podem ocorrer algumas compilações, como a perda de força no membro operado.