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GERENCIAMENTO DO ESCOPO 
 
 
 
 
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Sumário 
 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................... 1 
1.1 METODOLOGIA ........................................................................................ 4 
2. O QUE É GERENCIAMENTO DO ESCOPO? ........................................... 5 
3. QUAL É O OBJETIVO DO GERENCIAMENTO DO ESCOPO? ................ 7 
4. FUNDAMENTOS DO GERENCIAMENTO DO ESCOPO .......................... 7 
5. QUAL O PAPEL DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE ESCOPO? ....... 9 
6. PROCESSOS DO GERENCIAMENTO DO ESCOPO ............................. 10 
7. TÉCNICAS PARA GERENCIAMENTO DE ESCOPO ............................. 24 
8. PORQUE FAZER O GERENCIAMENTO DE ESCOPO DE SEUS 
PROJETOS É IMPORTANTE. ................................................................. 31 
9.CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 32 
10.REFERÊNCIAS ........................................................................................... 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
Neste texto iremos fornecer informações sobre a importância da gestão 
de escopo nos projetos de engenharia. O escopo de um projeto se apresenta 
como o ponto de partida para a realização de um determinado produto do projeto. 
O gerenciamento do escopo do projeto irá definir os caminhos que o 
projeto tem que seguir para alcançar o seu objeto e o sucesso. 
Segundo o Guia PMBOK (2004, p. 103) “O gerenciamento do escopo trata 
principalmente da definição e controle do que é do que não está incluído no 
projeto”. 
Quando se vai gerenciar um projeto, um dos grandes desafios do projeto 
é definir claramente os produtos e/ou serviços relacionados aos seus objetivos, 
os quais serão entregues para o cliente, estabelecendo o escopo de trabalho 
que deve ser realizado pela equipe do projeto. 
Os processos do gerenciamento do escopo do projeto são os seguintes: 
a) Planejamento do escopo; 
b) Definição do escopo; 
c) Criação da EAP; 
d) Verificação do escopo; 
e) Controle do escopo. 
Vamos falar de um dos processos mais importantes do gerenciamento de 
projetos: O Gerenciamento de Escopo. Sem o escopo não existe projeto, pois é 
no escopo que está definido todo o trabalho que devemos realizar garantindo 
que apenas o que foi definido seja realizado. Ou seja, o líder de projeto deve 
assegurar que não haja trabalhos além do que foi planejado, evitando o “Gold 
Plating”, que é o trabalho adicional ao escopo. Muitas pessoas devem achar esse 
conceito estranho, mas vamos parar para analisar, esse trabalho adicional ao 
escopo não foi aprovado pelo patrocinador, portanto seria uma falta de ética 
gastar tempo e dinheiro em funcionalidades que não foram aprovadas. Para que 
um trabalho adicional ao escopo possa acontecer, é necessário passar pelo 
 
 
 
 
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processo de aprovação de mudanças, logo, com a mudança analisada, aprovada 
e com o escopo atualizado, aí sim o trabalho deve ser feito. 
O gerenciamento de escopo do projeto, de acordo com o PMBOK, é a 
segunda área de conhecimento da gestão de projetos. Nele, vamos definir tudo 
o que precisa ser feito para que o projeto possa atingir os resultados esperados, 
além de definir padrões para os entregáveis e previsões, para que estas entregas 
aconteçam dentro do prazo e orçamento definidos. 
Basicamente, quando falamos de gestão de projeto, estamos falando de 
gerenciamento de escopo. O gestor de projetos é responsável por liderar todas 
as partes interessadas e a equipe na direção do sucesso do projeto, e manter-
se dentro do escopo é muito importante. 
O escopo é a soma total de todas as tarefas, requerimentos e 
características de um projeto. Quando alguém solicita uma tarefa que não foi 
planejada, elas geralmente são referidas como “fora do escopo”. Como gerente 
de projetos, é necessário fazer o gerenciamento do escopo durante todo o ciclo 
de vida do projeto para garantir que ele atinja seus objetivos dentro do prazo e 
orçamento definidos. 
Sua importância também pode ser vista com clareza na definição que o 
PMBOK traz, em sua 6ª edição, do que é o gerenciamento de escopo do projeto: 
“Gerenciamento de escopo do projeto inclui os processos requeridos para 
assegurar que o projeto inclua todo o trabalho necessário, e apenas o trabalho 
necessário, para concluir o projeto com sucesso. O gerenciamento do escopo do 
projeto é principalmente focado em definir e controlar o que está e não está 
incluso no projeto.” 
O escopo é o documento mais importante de um projeto, já que contém 
todas as informações necessárias para a execução das atividades. Muitas 
empresas não dão tanta importância para o planejamento do projeto e falham 
em fazer o gerenciamento de escopo, o que acaba gerando resultados 
insatisfatórios, além de perda de tempo e dinheiro. 
 
 
 
 
4 
Se você está com dificuldades para gerenciar o escopo dos seus projetos, 
continue lendo, pois vamos te explicar como implantar essas práticas do jeito 
certo e obter os melhores resultados! 
 
1.1 METODOLOGIA 
 
Para a construção deste material, foi utilizada a metodologia utilizada de 
pesquisa bibliográfica e descritiva, com o intuito de proporcionar um 
levantamento de maior conteúdo teórico a respeito dos assuntos abordados. 
Segundo Gil, a pesquisa bibliográfica consiste em um levantamento de informações e 
conhecimentos acerca de um tema a partir de diferentes materiais bibliográficos já publicados, 
colocando em diálogo diferentes autores e dados. 
Entende-se por pesquisa bibliográfica, a revisão da literatura sobre as 
principais teorias que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que 
chamamos de levantamento bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode 
ser realizada em livros, periódicos, artigo de jornais, sites da Internet entre outras 
fontes. Outro método utilizado foi à metodologia de ensino Waldorf, esta 
metodologia é uma abordagem desenvolvida pelo filósofo Rudolf Steiner. 
Ele acreditava que a educação deve permitir o desenvolvimento 
harmônico do aluno, estimulando nele a clareza do raciocínio, equilíbrio 
emocional e a proatividade. O ensino deve contemplar aspectos físicos, 
emocionais e intelectuais do estudante. 
A pesquisa é descritiva, de campo e histórica, apoiada em técnicas de 
análise documental sobre a legislação e os planos de ensino obtidos, 
bibliográfica (MALHOTRA, 2006; COOPER; SCHINDLER, 2003; VERGARA, 
2003; LUNA, 2002), e de análise de conteúdo (BARDIN, 2004). O planejamento 
e a revisão da literatura ocorreram durante o segundo semestre de 2007; a coleta 
dos dados, a análise e a apresentação dos resultados ocorreu durante 2008. 
Ainda para a construção deste, foi utilizado a etnometodologia, pela 
fenomenologia e pelo legado de Wittgenstein, além de alguns elementos 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Steiner
 
 
 
 
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marxistas e outros pensamentos mais contemporâneos, como os desenvolvidos 
por Pierre Bourdieu e Anthony Giddens. 
Segundo Nicolini, Gherardi e Yanow (2003) a noção de prática, na sua 
essência filosófica, está baseada em quatro grandes áreas do saber - na tradição 
marxista, na fenomenologia, no interacionismo simbólico e no legado de 
Wittgenstein, das quais podem ser citados fenômenos como: conhecimento, 
significado, atividade humana, poder, linguagem, organizações, transformações 
históricas e tecnológicas, que assumem lugar e são componentes do campo das 
práticas para aqueles que delas compartilham. 
Com tudo, o intuito deste modelo é possibilitar os estudos e contribuir para 
a aprendizagem de forma eficaz, clara e objetiva. 
 
 
 
 
 
2. O QUE É GERENCIAMENTO DO ESCOPO? 
O gerenciamento do escopo do projeto inclui os processos necessários 
para assegurar que o projeto inclua todo o trabalho necessário, e apenas o 
necessário, para que termine com sucesso. Preocupa-se principalmente emdefinir e controlar o que está incluso no projeto e o que não está (PMI, 2017, p. 
129). Podemos dizer que é o processo pela qual as saídas, benefícios e 
resultados são identificados, definidos e controlados. 
Segundo o guia das melhores práticas do gerenciamento de projetos do 
PMI (Project Management Institute), o PMBOK®, o gerenciamento do escopo do 
projeto, consiste em, principalmente, estar atento com a definição e controle do 
que está ou não está incluído no projeto. 
 
 
 
 
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Segundo o PMBOK®, no gerenciamento de projetos, escopo é “o trabalho 
que precisa ser realizado para entregar um produto, serviço ou resultado com os 
recursos e funções especificados”. 
Mas escopo, em gerenciamento de projetos, pode também estar 
relacionado ao produto entregue. Assim, é preciso definir que o escopo de 
produto é composto pelas características e funcionalidades do resultado final do 
projeto. 
Para que não haja uma confusão sobre esses dois processos é preciso 
que seja realizada uma boa coleta de requisitos com o cliente. 
Pelos padrões do PMBOK® também estão previstos que dentro de um 
projeto haja uma especificação de escopo, no qual estarão citados tanto o 
escopo do projeto, como o escopo do produto. 
O gerenciamento de escopo do projeto é a segunda das 10 áreas de 
conhecimento do Guia PMBOK®, e pode ser considerada uma das mais 
importantes, porque inclui todos os processos necessários para a realização 
bem-sucedida de um projeto. 
Caso um gerente de projeto não faça o gerenciamento do escopo do 
projeto, o trabalho poderá ter grandes chances de fracassar, mesmo tendo 
incluído ferramentas como cronograma e até ter previsto entregas de qualidade. 
O gerenciamento de escopo consiste em uma série de processos focados 
em planejar e monitorar a execução do projeto, garantindo seu sucesso. 
Esses processos ajudam a responder perguntas como “quais os requisitos 
do projeto?”, “quais entregas precisam ser feitas”, “quais os critérios de avaliação 
das entregas?”, “quais os resultados esperados com a execução do projeto?”, 
“quem está envolvido no projeto?”. 
Além disso, o gerenciamento de escopo permite avaliar a viabilidade do 
projeto, ou seja, entender o que é possível entregar (e o que não é) dentro de 
determinado prazo com os recursos disponíveis, sem deixar de atender às 
necessidades do cliente. 
 
 
 
 
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Gerenciamento de Escopo é o conjunto dos processos essenciais. Os 
processos que fazem parte desse conjunto são: planejar o gerenciamento de 
escopo; coletar os requisitos; definir o escopo; criar a EAP; validar o escopo; e 
controlar o escopo. 
O gerenciamento de escopo procura responder às seguintes perguntas: 
• Por que o projeto é importante? 
• Quais problemas o projeto irá resolver? 
• Quais os benefícios que o projeto trará? 
• Quais são as metas SMART do projeto? 
• Qual o resultado esperado do projeto? 
• Qual o trabalho necessário para entregar o projeto? 
• Quais os critérios de validação das entregas? 
• Quais as regras para gerenciar o escopo do projeto? 
3. QUAL É O OBJETIVO DO GERENCIAMENTO DO ESCOPO? 
Gerenciar o escopo do projeto tem como objetivos principais: 
• Definir quais objetivos devem ser atendidos (por que?) e o que será feito 
para atender esses objetivos (Definir o escopo e Coletar os requisitos); 
• Definir como será feito (Criar a EAP) 
• Monitorar o progresso do que está sendo feito e gerenciar as mudanças 
feitas. (Controlar o escopo) 
• Validar se o que foi feito atende os objetivos do projeto (Validar o escopo) 
4. FUNDAMENTOS DO GERENCIAMENTO DO ESCOPO 
Apesar de não existir um processo de gerenciamento do escopo no grupo 
de processos Iniciação. O processo desenvolver o termo de abertura do 
projeto de gerenciamento da integração que consolida as demais áreas de 
conhecimento é responsável pela definição do escopo inicial. Um escopo mal 
definido pode comprometer seu projeto. 
Os primeiros passos do gerenciamento do escopo devem responder as 
três questões essenciais do seu projeto: 
 
 
 
 
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Por que? 
Justificativa - Passado: Qual problema eu quero solucionar? 
Benefícios – Futuro: Quais os benefícios eu quero obter 
Objetivos 
SMART – Metas objetivas e claras: Quais metas devo atender para obter os 
benefícios esperados 
O que? Escopo do Produto 
O escopo é o que será feito no projeto, descrição detalhada de cada 
produto e/ou serviço com as características e funcionalidades necessárias para 
atender os objetivos do projeto. As condições a serem atendidas pelo produto 
são denominadas Requisitos. 
Como? Escopo do Projeto 
Identifique a melhor forma de estruturar suas entregas criando a Estrutura 
Analítica do Projeto 
A estrutura analítica do projeto (EAP), também conhecida pelo termo em 
inglês, Work Breakdown Structure (WBS), define as entregas do projeto e sua 
decomposição em Pacotes de trabalho. 
A EAP fornece uma visão estruturada das entregas do projeto e é um 
ótimo instrumento para alinhar o entendimento do projeto e integrar todas as 
áreas. Sempre que possível, todos os documentos gerados no projeto devem 
referenciar o Código da EAP. 
A EAP normalmente é representada de forma gráfica para facilitar o 
entendimento e a visualização, mas, quando não existem softwares para gerá-
la, ela pode ser representada de forma identada. 
Para entender melhor o gerenciamento do escopo é fundamental 
conhecer bem os conceitos: 
• Escopo do projeto 
 
 
 
 
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• EAP - Estrutura Analítica do Projeto 
• Dicionário da EAP 
• Pacote de trabalho 
Não deixe de revisá-los caso ainda tenha alguma dúvida sobre algum 
deles. 
5. QUAL O PAPEL DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE 
ESCOPO? 
O plano de gerenciamento do escopo documenta como o escopo do 
projeto será definido, gerenciado, controlado, verificado e comunicado à equipe 
do projeto e os interessados/clientes. 
Nos processos de gerenciamento de escopo, o plano funciona também 
como uma das seções do Plano Geral de Gerenciamento do Projeto. 
Na descrição dos processos de gerenciamento de escopo, o plano pode 
ser muito detalhado e formal ou construído de forma livre e informal dependendo 
das necessidades de comunicação do projeto. 
Mas de qualquer maneira, seja mais detalhado ou informal, para compor 
o plano de gerenciamento de escopo preenchido devidamente é preciso compô-
lo em 6 partes principais, que são realizadas no gerenciamento de escopo de 
projeto: 
Requisitos 
Uma boa parte dos projetos têm uma grande lista de requisitos que 
precisam ser minuciosamente coletados para a composição de um plano de 
gerenciamento de escopo exemplo. 
Um exemplo de plano de gerenciamento de escopo do projeto com coleta 
de requisitos é o da construção de uma casa, que prevê um planejamento que 
abranja regulamentos ambientais, códigos de construção, manuais do projeto, 
entre outros. 
Em uma empresa de TI, por exemplo, os requisitos a serem coletadas são 
completamente diferentes. 
 
 
 
 
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Para esse processo de gerenciamento de escopo são utilizadas várias 
ferramentas e técnicas para obter uma lista bem detalhada de tudo que é 
necessário, porque cada ramo tem suas especificidades. 
Para isso, opiniões especializadas, análises de dados e reuniões vão 
detalhar melhor os fatores ambientais da empresa e os processos 
organizacionais, que são de vital importância em um plano de gerenciamento de 
escopo do projeto exemplo. 
Esse também já é o momento de desenvolver o Termo de Abertura do 
Projeto e utilizar a Matriz de Rastreabilidade. Além disso, é importante ter um 
documento com a Priorização dos Requisitos. 
6. PROCESSOS DO GERENCIAMENTO DO ESCOPO 
Abaixo os seis processos necessários para gerenciar o escopo do seu 
projeto segundo as melhores práticas do Guia PMBOK® (Capítulo 5): 
 Planejar o gerenciamento do escopo 
 
 
 
 
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Consiste em criar um plano de gerenciamento do escopo do projeto, que 
determinará como o escopo será definido,validado e controlado. O planejamento 
define as regras do jogo, ou seja: 
• Como o escopo será realizado? 
• Quais as ferramentas que devo usar? 
• Como o escopo será gerenciado e controlado de acordo com o plano de 
gerenciamento de projetos (que integra todo o planejamento do projeto) 
• Como obter as aceitações das entregas? 
Normalmente, nesse processo são utilizadas as técnicas de opinião 
especializada e reuniões. 
Um exemplo de plano de gerenciamento de escopo do projeto que 
podemos citar é de uma construção. Cada etapa precisa ser pensada e 
planejada porque algumas atividades só podem acontecer depois da realização 
de outras. 
Quando se define a realização de uma obra, o construtor sabe que precisa 
levantar uma cerca para definir os limites da construção. A partir disso, vai ser 
pensado outros aspectos como o escavamento do terreno para produzir as 
fundações, o levantamento das paredes, todos os sistemas que compõem uma 
casa ou edifício, como água, esgoto e parte elétrica; tem também a colocação 
de janelas, acabamentos das partes externas e internas, como a colocação de 
pisos, pinturas e sistema de iluminação decorativa. 
Quanto vai ser preciso de material? Quantas pessoas serão necessárias 
para concluir a obra? Que equipamentos serão necessários para o trabalho bem-
feito? 
Enfim, são muitos processos que vão compor o plano de gerenciamento 
de escopo do projeto exemplo de uma obra. 
Esses procedimentos de planejamento constituem um processo destinado 
a criar um plano de gestão do projeto para documentar como o escopo será 
 
 
 
 
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definido, verificado e controlado. É uma guia fundamental para desenvolver as 
ações posteriores. 
A principal vantagem dessa preparação é o fornecimento de orientações 
e instruções sólidas para definir as formas como o escopo será gerenciado ao 
longo de todo o trabalho a ser desenvolvido. Para realizar essa etapa de maneira 
eficaz, é importante incluir os seguintes processos: 
• detalhar minuciosamente o escopo do projeto; 
• desenvolver os procedimentos que habilita, a criação da EAP a partir das 
especificações detalhadas; 
• construir e aprovar a EAP; 
• desenvolver um meio de especificar como será possível conquistar a 
aceitação formal das entregas do projeto; 
• por fim, delimitar os procedimentos destinados a controlar como as 
solicitações de alterações no escopo serão processadas. 
Segundo Xavier (2006, p. 58) 
“o planejamento do escopo é, portanto, o processo de elaborar 
e documentar a estratégia para o desenvolvimento do trabalho 
(escopo) que irá gerar o produto do projeto”. 
O sucesso do projeto está atrelado à definição e o gerenciamento do 
escopo do projeto. 
Cada projeto exige um balanceamento cuidadoso de ferramentas, fontes 
de dados, metodologias, processos e procedimentos, e de outros fatores, para 
garantir que o esforço gasto nas atividades de determinação do escopo esteja 
de acordo com o tamanho, complexidade e importância do projeto. 
Durante o processo de planejamento do escopo do projeto, é fundamental 
que comecemos pela definição do escopo do cliente, ou seja, que os produtos e 
serviços, relacionados aos objetivos do projeto, serão entregues a ele. 
 Coletar os requisitos 
 
 
 
 
13 
Coletar os requisitos é o processo de definir e documentar as 
necessidades das partes interessadas para atingir os objetivos dos projetos. 
Os requisitos devem ser obtidos, analisados e registrados em detalhes 
suficientes para serem medidos durante a execução do projeto. 
Os requisitos serão a base para construção da EAP. 
O planejamento de custos, tempo e qualidade será construído com base 
nos requisitos. 
Requisitos são o que a parte interessada precisa em um produto ou 
projeto. Os requisitos podem referir sobre uma funcionalidade no produto, podem 
estar relacionados a qualidade, a processos de negócios, à conformidade, ou até 
ao gerenciamento de projetos. Esse é um processo crucial para o projeto, pois 
falhas nele podem resultar em muitas mudanças e até mesmo no fracasso do 
projeto. Algumas ferramentas como entrevistas, revisões de registros históricos, 
brainstorming, podem ser usadas para a coleta de requisitos. 
Consiste em elencar as características e funções que o produto deve ter 
para atender às necessidades dos clientes. A tarefa de converter necessidades 
em requisitos nem sempre é fácil. Entender o que, de fato, o cliente precisa para 
resolver seu problema exige um certo grau de experiência e olhos clínicos. Os 
requisitos podem ser divididos em: 
Requisitos funcionais: estão diretamente ligados ao produto 
Requisitos não funcionais: estão ligados a condições ambientais 
indiretamente descritas 
Normalmente nesse processo são utilizadas as técnicas de entrevistas, 
grupos de discussão, oficinas facilitadas, etc. 
Esse passo se relaciona ao conjunto de processos destinados a implantar, 
documentar e gerenciar devidamente as necessidades, preferências e requisitos 
de todas as partes envolvidas no projeto. 
 
 
 
 
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O desenvolvimento dos requisitos se inicia com um estudo minucioso da 
informação incluída no termo de abertura do projeto e na documentação das 
necessidades das partes interessadas. 
É importante notar que o PMI conceitua o requisito como um componente 
cuja presença em um produto, serviço ou resultado é uma necessidade para o 
cumprimento ideal dos termos de um contrato ou de uma especificação formal. 
Esses requisitos se transformam na fundação da EAP (Estrutura Analítica 
do Projeto), um diagrama que apresenta classes hierárquicas e formado pelos 
pacotes de trabalho que fazem parte de um projeto. 
O planejamento devido do custo, da qualidade e do cronograma é 
realizado com base nesses requisitos. A principal vantagem dessa etapa é 
formar uma base sólida de metas e diretrizes para delimitar e gerenciar o escopo 
geral do projeto e do produto. 
Depois de montar um plano de gerenciamento de escopo, é necessário 
reunir as características que as entregas precisam ter, sempre focando em 
atender às necessidades do contratante. Ou seja, a partir do briefing com o 
cliente, é necessário determinar os requisitos funcionais e não funcionais que 
devem ser desenvolvidos durante a execução do projeto. 
 
 Definir o escopo 
Definir o Escopo é desenvolver uma descrição detalhada do projeto e do 
produto. 
Esse processo refere-se no que está ou não incluído no projeto e nas 
entregas. No gerenciamento, escopo do projeto é a diretriz que vai apresentar a 
quantidade total que deve ser feita. 
De acordo com o guia das melhores práticas do gerenciamento de 
projetos, o PMBOK®, o escopo é “o trabalho que precisa ser realizado para 
entregar um produto, serviço ou resultado com os recursos e funções 
especificados”. 
 
 
 
 
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Após o entendimento das metas do projeto, a definição do escopo com o 
maior detalhamento possível precisa ser realizado já no início do ciclo de vida do 
projeto, para reduzir as possibilidades de mudanças, o que pode gerar mais 
custo e tempo. 
Mas não se esqueça, que também é preciso deixar bem claro o que está 
fora do escopo de um projeto, para não gerar desentendimentos durante a 
execução do trabalho. 
O gerenciamento do escopo em projetos prevê que esse processo de 
definição vai resultar na Declaração de Escopo do projeto e pode incluir: 
• Escopo do produto (o que será feito?) 
• Escopo do projeto (como será feito?) 
• Entregas (para o produto e projeto) 
• Critérios de aceitação 
• O que não faz parte do projeto? 
• Premissas e restrições 
O projeto só deve ter sua construção iniciada após a aprovação formal da 
declaração do escopo. 
Normalmente, para definição de escopo de um projeto são utilizadas as 
técnicas de opinião especializada, análise de produto, geração de alternativas e 
oficinas facilitadas. 
O escopo de um projeto vai servir para descrever todos os produtos e os 
serviços exigidos para executar ospassos necessários para conceber esse 
produto. Além disso, o escopo ainda vai estimar os resultados finais. 
Essa etapa vai esclarecer, ainda, o que é preciso para que os objetivos 
sejam alcançados ao especificar recursos e funções desenvolvidas de acordo 
com a elaboração detalhada desse escopo. Dessa forma, os gestores terão uma 
base para discutir com mais segurança futuras ações dentro do processo geral. 
Os riscos que permeiam as atividades, assim como restrições, são 
analisados para testar a viabilidade e integridade do projeto. Fatores adicionais 
 
 
 
 
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que podem influenciar nos resultados finais vão sendo adicionados à elaboração 
conforme forem surgindo novas necessidades. 
Esse gerenciamento inicial do escopo se relaciona, principalmente, à 
definição e controle do que está e o que não está inserido no projeto. 
Nesta etapa, o escopo é propriamente construído, a partir dos requisitos 
coletados nas reuniões de briefing e das entrevistas com os clientes e outras 
partes interessadas. Ou seja, é no momento de definição de escopo que 
estabelecemos quantas etapas vão compor a execução do projeto, qual a equipe 
responsável, quais as datas de entregas, entre outras informações. 
Essa definição inicial servirá de guia e poderá sofrer mudanças diante de 
novas prioridades e redistribuição de recursos, especialmente em projetos ágeis. 
No caso de projetos tradicionais, em que o cenário é mais previsível, é 
interessante que o controle de mudanças seja um pouco maior e realizado por 
um comitê técnico. 
Consiste em efetivamente montar o escopo do projeto, descrevendo de 
forma geral todo o trabalho que precisa ser feito, o que precisa ser entregue e 
quais os limites do projeto. Dependendo do tipo de ciclo de vida de projeto 
adotado, o processo de definição de escopo pode ser bastante iterativo. Isso 
significa que o trabalho é detalhado à medida que as entregas avançam. 
 Criar a EAP 
Criar a EAP é o processo de subdividir os produtos do projeto e o trabalho 
do projeto em componentes menores e mais gerenciáveis. 
A EAP é fundamental para o projeto, pois, fornece uma visão estruturada 
do que será entregue facilitando o entendimento das partes interessadas em 
relação ao que deve ser feito (escopo) no projeto, além, de servir de base para 
o planejamento das outras áreas de conhecimento. 
No gerenciamento do escopo de projetos, a Estrutura Analítica de Projeto 
(EAP) é a decomposição do trabalho do projeto em partes menores, mais 
facilmente gerenciáveis. 
 
 
 
 
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Para o PMI, essa ferramenta é de uso obrigatório, pois facilita aos 
interessados a visualização do escopo, fornecendo uma visão estruturada, 
evitando que as entregas sejam esquecidas, facilita a visualização dos impactos 
de mudanças no escopo, entre outros benefícios. 
Você se lembra da diferença entre WBS e PBS? Pois bem, vale ressaltar 
que uma das principais utilidades da WBS é delimitar e elicitar o escopo do 
projeto 
Desenvolver a Estrutura Analítica do Projeto é nada mais que definir o 
processo de divisão das entregas e do trabalho em componentes menores, 
facilitando o gerenciamento de escopo PMBOK geral. A EAP é uma 
representação hierárquica orientada às entregas de cada tarefa para atingir os 
objetivos do projeto. 
Por meio de uma representação gráfica que facilita a visualização do 
projeto como um todo, é possível identificar todo o trabalho que deve ser 
executado para atingir resultados satisfatórios. 
O trabalho planejado é alocado, dentro da representação gráfica, em um 
nível mais baixo da EAP, em lugares conhecidos como pacotes de trabalho. 
Versáteis, esses elementos podem ser agendados, ter os custos estimados e 
monitorados de perto. 
WBS ou EAP 
No plano de gerenciamento do escopo do projeto, a WBS ou EAP são 
ferramentas que ajudam a execução de um projeto de forma eficaz e organizada. 
A WBS/EAP permite a estruturação de um projeto de forma simples, 
visual e contém todo o trabalho necessário para conclusão do projeto. Ela se 
parece com um organograma, mas seu objetivo é identificar que partes 
compõem um projeto. 
A WBS deve ser completa, organizada e pequena o suficiente para tornar 
possível a medição do progresso. Suas principais utilidades são: 
- Facilitar a identificação dos responsáveis; 
 
 
 
 
18 
- Facilitar a identificação das fases do projeto; 
- Delimitar e elicitar o escopo do projeto; 
- Identificar as atividades do projeto; 
- Orientar a identificação e descrição detalhada das entregas do projeto; 
- Facilitar a estimativa de esforço, duração e custo; 
- Facilitar a identificação de riscos. 
A WBS/EAP normalmente é concebida após o Termo de Abertura do 
projeto , no Planejamento, uma das fases de um projeto. Pode ser incluída na 
Declaração de Escopo. 
Dicionário da EAP 
O dicionário da EAP traz todo detalhe necessário para cada elemento da EAP 
de modo a orientar a equipe do projeto. Contém informações sobre como o 
trabalho será realizado, questões técnicas, ... 
Ele pode servir como parte de um sistema de autorização de trabalho 
descrevendo para os integrantes da equipe cada componente da estrutura 
analítica do projeto (EAP) e pode ser usado para controlar quando um trabalho 
específico é realizado de modo a evitar aumento do escopo e aumento da 
compreensão das partes interessadas sobre o esforço necessário para cada 
pacote de trabalho. 
O dicionário da EAP define limites do que é incluído no Pacote de trabalho. 
 
 
 
 
19 
 
O dicionário da EAP/WBS disponibiliza informação detalhada sobre o 
trabalho que será realizado nos níveis mais baixos da EAP/WBS. Nela inclui-se 
uma narrativa descritiva do trabalho a realizar e referências aos requisitos 
contratuais. 
O dicionário da EAP, por meio da definição das tarefas que são 
necessárias realizar em cada uma das atividades, ajuda a obter estimativas 
precisas para a duração das atividades. Cada equipe de projeto deve criar e 
manter atualizado o dicionário da EAP durante todo o ciclo de vida do projeto. 
O dicionário vai expandir cada uma das atividades existentes no pacote 
de trabalho, com descrição narrativa e bem clara. 
Segundo o Guia PMBOK (2004, p. 112) “A EAP é uma decomposição 
hierárquica orientada à entrega do trabalho a ser executado pela equipe do 
projeto, para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias. A 
EAP organiza e define o escopo total do projeto”. 
Quando se cria uma EAP dentro do gerenciamento do escopo do projeto 
a visualização das entregas a visualização do projeto pelas partes interessadas 
 
 
 
 
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no projeto se tornam mais fácil e mais claras, auxiliando no gerenciamento do 
projeto como um todo. 
A estrutura analítica do projeto é uma ferramenta organizacional que 
mostra visualmente todo o escopo do projeto, dividido em entregas conforme a 
Figura 1: 
Figura -EAP Fonte: Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos 
Quinta Edição 
 
Para o PMI (Project Management Institute) essa ferramenta é de uso 
obrigatório, pois facilita aos interessados a visualização do escopo, fornecendo 
uma visão estruturada, evitando que as entregas sejam esquecidas, facilita a 
visualização dos impactos de mudanças no escopo, entre outros benefícios. 
A EAP (Estrutura Analítica do Projeto) organiza a execução do projeto de 
forma visual e hierárquica. Nessa estrutura, o projeto é dividido em pacotes de 
trabalho, ou seja, subdivisões com foco em uma característica específica do 
 
 
 
 
21 
projeto. Esse agrupamento por afinidade será especialmente útil na hora de 
montar o cronograma do projeto e detalhar as atividades. 
Veja o exemplo da EAP da construção de uma casa: 
Esse diagrama deve ser fácil de entender e, principalmente, simples de 
alterar, já que é comum surgirem alterações repentinas nos pacotes de trabalho 
durante a execução do projeto, ainda mais se o projeto estiver inserido em um 
ambiente de alta instabilidade.Validar o escopo 
Validar o escopo (ou Verificar o Escopo como era chamado na quarta 
edição do Guia PMBOK®) é o processo de formalizar a aceitação das entregas 
do projeto. 
 
 
 
 
22 
Ele ocorre sempre que uma entrega for concluída de modo a verificar e 
documentar o nível e grau de conclusão da entrega em relação aos seus 
requisitos. 
Validar escopo consiste em obter a aceitação formal das entregas durante 
o monitoramento e controle do projeto com o cliente ou patrocinador. Então, 
deve-se planejar reuniões com as partes interessadas, conforme as entregas 
vão ficando prontas, para que o trabalho seja validado. Muitos confundem a 
aprovação da declaração de escopo com a validação do escopo, a diferença é 
que a declaração de escopo deve ser aprovada antes do trabalho ser iniciado, e 
a validação é feita conforme as entregas são finalizadas, o que é melhor do que 
se ter a aprovação apenas ao final do projeto. 
Para o gerenciamento do escopo de um projeto, esse passo consiste em 
formalizar a aceitação das entregas concluídas do projeto. Caso alguma entrega 
não seja aceita, é nesse processo que é feita a solicitação de mudança com os 
reparos necessários. Esse processo normalmente utiliza técnicas como 
inspeção e tomada de decisão em grupo. 
De acordo com o guia PMBOK, validar o escopo constitui o processo de 
aceitação formal das entregas concluídas de cada projeto. 
A principal vantagem dessa etapa é que a validação confere objetividade 
ao processo de aceitação final do produto, aumentando as chances de que a 
entrega satisfaça as partes envolvidas. A validação vai garantir, portanto, uma 
probabilidade elevada de que o serviço, produto ou resultado seja aceito. 
O processo de validação do escopo se diferencia da etapa seguinte, o 
controle de qualidade, por se relacionar mais à aceitação do produto final, 
enquanto a etapa posterior está atrelada, principalmente, à precisão das 
entregas e ao cumprimento dos requisitos de qualidade especificados. 
É interessante notar que os dois processos podem ser executados em 
paralelo, cada um cuidando de um grupo específico de necessidades 
relacionadas à otimização das entregas e da qualidade do produto final. 
 
 
 
 
23 
Depois que as entregas tiverem sido bem definidas, a validação do escopo 
é de responsabilidade do sponsor do projeto. É como se fosse uma aceitação 
formal das entregas do projeto, a partir daí o processo de gerenciamento de 
escopo começa a acontecer. 
 Controlar o escopo 
Controlar o Escopo é o processo de monitorar o status do escopo do 
projeto e do produto e gerenciar as alterações na linha de base de escopo. 
Esse processo envolve medir e avaliar a execução do escopo para 
identificar variações e verificar se são necessárias mudanças. Nesse processo 
o líder deve estar atento para que o trabalho seja executado conforme a definição 
do escopo, evitando o “Gold Plating” e controlando todas as mudanças de 
escopo. 
O controle de escopo gera informações sobre o desempenho do trabalho, 
solicitações de mudanças e atualizações nos documentos do projeto. Além 
disso, com a determinação do escopo, dos recursos e das tarefas prioritárias 
será possível ter uma boa estimativa do tempo que o Ciclo de vida de um projeto 
irá levar. 
Ou seja, o gerenciamento eficaz do escopo do projeto consiste também 
em monitorar cada etapa para saber se tudo está dentro do previsto no plano, 
para não desperdiçar tempo e recursos, ou pior, não conseguir terminar o 
trabalho a contento. 
Esse controle pode ser aplicado simultaneamente com a validação ou até 
mesmo antes. Se trata do processo de monitoramento do desenvolvimento do 
escopo geral tanto do projeto como do produto, cuidando, ainda, do 
gerenciamento das alterações feitas. 
É integrado a outros procedimentos de controle que permeiam as 
atividades. Afinal, em um projeto são realizadas diversas mudanças ao longo de 
sua execução, exigindo, assim, algum tipo de processo mais centralizado de 
controle das alterações. 
 
 
 
 
24 
O controle do escopo do projeto é o conjunto de procedimentos que vai 
garantir que todas as mudanças solicitadas e atos preventivos ou corretivos 
serão devidamente desempenhados e registrados. É utilizado, também, para 
realizar a gestão das mudanças reais no momento em que essas ocorrem. 
É importante notar que o gerenciamento efetivo do escopo requer uma 
comunicação clara entre as partes envolvidas para garantir que as partes 
interessadas e os membros da equipe compreendam as atividades 
desenvolvidas. 
Em muitos casos, logo no início do projeto, o cliente ainda não consegue 
fazer a identificação perfeita de todos os requisitos e objetivos. Além disso, as 
mudanças nos mercados e nos negócios também podem forçar a certas 
modificações de escopo e requisitos. 
Assim, o controle de escopo vai garantir que essas ações corretivas, se 
acontecerem, sejam realizadas por meio de um processo de controle integrado 
de mudanças do projeto. Para que seja efetivo, é preciso: 
- Plano de gerenciamento de escopo; 
- Documentação dos requisitos; 
- Matriz de rastreabilidades dos requisitos; 
- Dados de desempenho do trabalho; 
- Ativos de processos organizacionais. 
7. TÉCNICAS PARA GERENCIAMENTO DE ESCOPO 
As técnicas e ferramentas utilizadas no gerenciamento de escopo variam 
de projeto para projeto. Mas, de forma geral, podemos elencar algumas que são 
mais frequentemente utilizadas nas empresas. São elas: 
1. Opinião Especializada 
É quando consultamos um profissional muito experiente e que possui 
notório saber sobre determinado aspecto técnico do projeto. Isso inclui pessoas 
da própria organização ou uma consultoria, por exemplo. Ter uma opinião de 
 
 
 
 
25 
fora é muito interessante porque nos tira da zona de conforto e proporciona 
novas perspectivas sobre o projeto. 
A opinião de um especialista pode ser muito útil para estimar o 
cronograma e nas aplicações de técnicas específicas como o Gerenciamento 
do valor agregado. 
2. Reuniões 
Encontros em que dois ou mais membros discutem sobre questões do 
projeto. As reuniões podem ocorrer para troca de informações, geração de ideias 
(brainstorming) ou tomada de decisões. Normalmente participam dessas 
reuniões os stakeholders como gerente de projeto, equipe de projeto e cliente do 
projeto. É uma das técnicas mais tradicionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
Atualmente, os gerentes de projetos passam mais tempo em reuniões do 
que em qualquer outro tipo de atividade. Muitas vezes, em reuniões pouco 
produtivas que se perde muito tempo e pouco se resolve. 
Abaixo algumas boas práticas para tornar sua reunião mais produtiva. 
Prepare-se - Planejamento-Pré: 
• Definir pauta (objetivos e tópicos a serem discutidos) 
• Escolher participantes e convocá-los com a pauta 
• Preparar a reunião (Informações necessárias) 
 
Realização-Durante 
• Esclarecer quem conduz, quem faz a ata, e critérios de tomada de decisão 
• Registrar principais decisões, ações c/ responsável e prazo 
• Determinar data da próxima reunião quando necessário 
 
Acompanhamento-Pós 
• Distribuir ata rapidamente 
• Monitorar as ações e comunicar correções de desvios, progressos, ... 
 
Outro tipo de reunião, também, mais frequente a cada dia que passa, é a 
conferência via vídeo e áudio. Abaixo, algumas dicas específicas: 
• Deixe muito claro no convite os procedimentos e pré-requisitos 
• Teste antes e solicite o mesmo para os participantes 
• Certifique que os participantes possuem os pré-requisitos 
 
Más práticas: 
Existem alguns erros que se repetem constantemente nas organizações 
que você deve ficar atento para evitá-los: 
 
 
 
 
27 
• Reuniões sem pauta ou planejamento 
• Reuniões extensas e sem objetividade 
• Reuniões com mais pessoas que o necessário 
o Não convoque uma pessoa que você não precisa dela. Nadúvida, 
respeite o tempo das pessoas na sua organização. O tempo é o 
recurso mais escasso, o tempo perdido em uma reunião fará falta 
para executar outras atividades. 
o Lembre-se que grupos de 5 a 11 pessoas têm um número mais 
fácil de gerenciar e tomam decisões mais exatas. 
 
 
3. Entrevistas 
É quando um entrevistador aplica um roteiro de perguntas a um 
entrevistado. Trata-se de uma maneira formal de extrair respostas de alguém. 
As entrevistas também podem envolver mais de um entrevistado e mais de um 
entrevistador. Elas são bastante indicadas para obter informações confidenciais 
sobre a gestão do projeto. 
4. Grupos de Discussão 
Consiste em reunir os stakeholders para que eles debatam sobre 
determinado aspecto do projeto. Normalmente a discussão possui a intervenção 
de um mediador, que conduz a conversa. Esse mediador deve ser experiente e 
os stakeholders qualificados. Grupos de discussão são um pouco menos 
informais que reuniões e entrevistas. 
5. Oficinas Facilitadas 
São sessões de trabalho envolvendo os principais participantes do 
projeto. Normalmente as oficinas são utilizadas para levantar requisitos do 
projeto, mas podem ser aplicadas também em outras etapas, como a própria 
definição do escopo. Geralmente projetos que adotam as práticas do Design 
 
 
 
 
28 
Thinking realizam muitas dessas oficinas, pois elas aproximam as pessoas e 
melhoram a comunicação. 
6. Análise de Produto 
A análise de produto é um conjunto de técnicas para examinar um produto 
e encontrar respostas sobre ele. A Análise de produto tem como principal 
objetivo analisar um produto para obter respostas sobre ele. 
Ela pode ser feita por especialista ou até pelos próprios usuários do produto 
Pode envolver várias outras técnicas como: 
• Decomposição do produto; 
• Análise de sistemas; 
• Análise de requisitos; 
• Engenharia de sistemas; 
• Engenharia de valor e 
• Análise de valor. 
7. Geração de Alternativas 
É uma técnica utilizada para desenvolver muitas opções e abordagens 
sobre o trabalho do projeto. Para isso podem ser utilizadas ferramentas como o 
brainstorming e a análise de alternativas. 
8. Decomposição 
Consiste em “quebrar” ou “subdividir” uma parte maior em partes 
menores. Essa técnica é frequentemente utilizada na criação da estrutura 
analítica do projeto (EAP). 
Decomposição é a divisão de um componente maior em componentes 
menores. 
No processo Criar a EAP, divide-se as entregas do projeto em 
componentes menores e mais gerenciáveis, até que as entregas do trabalho 
estejam definidas no nível de pacotes de trabalho (último nível da EAP). 
 
 
 
 
29 
Para uma decomposição de qualidade, deve ser possível estimar custo e 
duração de cada pacote de trabalho com um bom nível de precisão. 
Para o processo Definir as Atividades, divide-se o pacote de trabalho da 
EAP em componentes menores, que são as atividades necessárias para 
executar o pacote de trabalho 
 
Processos: 
Veja abaixo um exemplo de uma EAP e a decomposição de dois pacotes 
de trabalho. 
 
9. Inspeção 
 
 
 
 
30 
Consiste em examinar, medir e validar o trabalho e as entregas do projeto 
para assegurar que eles atendem aos requisitos e aos critérios de aceitação do 
produto. Essa técnica é muito utilizada durante a validação e controle de escopo. 
A inspeção é usada para manter os erros fora das mãos do cliente, 
enquanto, a prevenção é usada para manter os erros fora do processo. 
O ideal é sempre atuarmos de forma preventiva, evitando os custos 
relacionados aos problemas identificados na inspeção. Por isso, a "Qualidade 
deve ser planejada, não inspecionada." 
A inspeção avalia as entregas com o intuito de identificar não 
conformidades (defeitos). Portanto, os produtos devem ser inspecionados antes 
da entrega ao cliente final determinando pela: 
• Entrega do produto; 
• Retrabalho ou 
• Descarte dos itens defeituosos. 
Inspeções periódicas garantem que o processo está indo conforme 
planejado e revelam deficiências mais cedo. Abaixo, algumas das atividades de 
inspeção: 
• Medir características físicas do produto 
• Examinar montagem dos produtos 
• Testar desempenho dos produtos 
 
 
 
 
31 
10. Tomada de Decisão em Grupo 
Técnicas para avaliar múltiplas alternativas que serão usadas para gerar, 
classificar, e priorizar os requisitos do produto. Chegar a uma decisão em grupo 
pode envolver diversos métodos: unanimidade (todos concordam), maioria (mais 
da metade das pessoas concordam), pluralidade (o maior bloco do grupo decide) 
e ditadura (uma única pessoa decide). 
11. Análise de Variação 
Técnica utilizada para diferenciar o grau de variação entre a linha de base 
do projeto e o desempenho real do projeto. Mais do que isso, a análise de 
variação busca identificar a causa e os impactos das variações. 
 
 
 
 
32 
8. PORQUE FAZER O GERENCIAMENTO DE ESCOPO DE 
SEUS PROJETOS É IMPORTANTE. 
Lidar com as expectativas dos patrocinadores e stakeholders em seu 
projeto pode ser uma das tarefas mais difíceis que o gerente de projetos pode 
encontrar. Um escopo bem definido não apenas controla os custos diretos e 
indiretos e os prazos no seu projeto, mas também irá ajudar a trazer as 
expectativas de todos os envolvidos no projeto para um mesmo nível durante o 
ciclo de vida do projeto. Com isso, você poderá evitar alguns problemas comuns 
no gerenciamento de projetos, como: 
• Requerimentos que mudam constantemente; 
• Requerimentos que precisam ser repensados durante o projeto; 
• O resultado final não ser o esperado pelo cliente; 
• Adicionar esforço no projeto que não faça parte do escopo; 
• Exceder o orçamento estabelecido; 
• Ultrapassar os prazos definidos. 
Um gerenciamento de escopo eficiente pode ajudar a evitar todos esses 
problemas ao definir e comunicar com clareza o escopo do projeto para todos os 
envolvidos nele. Ele irá ajudar a distinguir o que faz e não faz parte do projeto e 
controlar o esforço que é permitido ou não durante a sua execução. 
O gerenciamento de escopo irá estabelecer fatores de controle que serão 
usados para lidar com elementos que resultem em mudanças inesperadas 
durante o ciclo de vida do projeto 
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O gerenciamento do escopo é a base para a construção dos demais 
processos de gerenciamento de projeto, pois sem o gerenciamento do escopo, 
torna-se muito complicado gerenciar a verificação e controle de custos, tempo e 
mudanças de escopo, pois não fica clara para as partes interessadas qual é o 
limite do projeto, quais são as premissas do projeto, quais os pacotes de 
trabalhos, quais são as entregas, etc. 
 
 
 
 
33 
A definição do escopo é, talvez, a parte mais importante do processo de 
definição e planejamento antecipado já que se não soubermos com certeza o 
que vamos estar fornecendo e quais são os limites do projeto, não teremos 
qualquer possibilidade de sucesso, pois se não tivermos realizado um bom 
trabalho para definir o escopo, o seu gerenciamento será quase impossível. 
A definição do escopo de um projeto é uma das etapas mais importantes 
da gestão de projetos, conforme já mencionado anteriormente, portanto 
podemos concluir que este processo dentro dos projetos de engenharia é o 
marco inicial para a execução dos serviços e/ou produtos. 
Quando um projeto de engenharia não se tem um escopo definido, 
podemos concluir por experiência própria e através de pesquisas que tal projeto 
tem grandes chances de ser um fracasso. 
Um plano de gerenciamento do escopo preenchido de forma adequada 
sempre vai garantir mais respaldo para o sucesso de um projeto, porque permite 
uma estrutura compreensível e gerenciável para todos os envolvidos no trabalho. 
Esse documento vai trazer as ferramentas de gerenciamento de escopo 
mais acertadas e mostrar quais são os processos de gerenciamento de escopo 
do projeto para atingir um objetivo no alvo. 
Entendeu do que se trata umplano de gerenciamento de escopo? Então, 
não deixem de utilizar nunca! 
 
 
10.REFERÊNCIAS 
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Acessado em: 01 de novembro de 2020. Disponível em: 
 
CAMARGO, Robson. Gerenciamento de escopo do projeto: qual a importância?. 
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ESPINHA, Roberto Gil. Gerenciamento de Escopo em 6 passos: descubra por 
que planejar seus projetos não é perda de tempo. Acessado em: 01 de 
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importância e como fazer. Acessado em: 01 de novembro de 2020. 
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https://flowup.me/blog/como-fazer-escopo-do-projeto/
 
 
 
 
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Projetos: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2020. 
 
GIDO, Joe; CLEMENT, James. Gerenciamento de Projetos: Uma Abordagem 
Prática. 5. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2017. 
 
PINTO, Jeffrey K.; SERRADOR, Pedro. O Guia do Gerente de Projetos: Como 
Gerenciar Projetos com Sucesso. 2. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2018. 
 
SILVA, Ricardo; ALMEIDA, Felipe. Gestão de Projetos: Fundamentos e 
Práticas. 3. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2019. 
 
CAVALCANTE, Fernanda; PESSOA, Roberto. Fundamentos do gerenciamento 
do escopo em projetos: uma revisão da literatura brasileira. Revista Brasileira 
de Gestão e Desenvolvimento, v. 10, n. 4, p. 25-40, 2023. 
 
MARTINS, Lucas; FERNANDES, Ana. Técnicas de gerenciamento do escopo e 
suas aplicações em projetos de engenharia civil. Revista Brasileira de 
Engenharia e Gestão, v. 15, n. 2, p. 100-115, 2021. 
 
OLIVEIRA, Carla; SOUZA, André. A importância do gerenciamento do escopo 
na gestão de projetos: um estudo de caso em empresas brasileiras. Revista de 
Gestão e Projetos, v. 11, n. 1, p. 45-60, 2020.

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