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Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 201 de cargo efetivo. Já as funções temporárias referem-se às hipóteses de contratação por tempo determinado previstas em lei para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, independentemente da realização de concurso público. 2. Investidura ou provimento e vacância A investidura em cargos, empregos e funções é permitida aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em Lei, assim como aos estrangeiros, na forma da Lei. Em se tratando de cargos efetivos e empregos públicos, a Constituição Federal exige a realização de concurso público, com prazo de validade de até 2 (dois) anos, prorrogável uma vez por igual período. Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo. Para os cargos públicos são ainda previstas as seguintes formas de investidura : • Promoção: situação em que o servidor alça um cargo superior na mesma carreira. • Readaptação: em inspeção médica, é verificada a redução da capacidade física e/ou mental do servidor e ele é investido em cargo com atribuições e responsabilidades compatíveis com sua atual capacidade. • Reversão: é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou no interesse da administração, desde que: a) tenha solicitado a reversão; b) a aposentadoria tenha sido voluntária; c) estável quando na atividade; d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; e) haja cargo vago . Far-se-á no mesmo cargo em que o servidor se aposentou ou no cargo resultante de sua transformação e, em nenhuma hipótese, poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade. • Aproveitamento: retorno obrigatório à atividade do servidor colocado em disponibilidade em virtude da extinção de seu cargo em outro de atribuições e vencimentos compatíveis com aquele anteriormente ocupado. • Reintegração: reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, quando invalidada sua demissão por decisão administrativa ou judicial com ressarcimento de todas as vantagens que desfrutava antes de sua demissão. • Recondução: retorno do servidor ao cargo anteriormente ocupado por força de inabilitação em estágio probatório em outro cargo ou reintegração do anterior ocupante. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. A recondução se dá sem direito a indenização. Já a vacância de um cargo pode decorrer de: • exoneração: desligamento a pedido do servidor ou de ofício pelo administrador, sem que isso represente uma penalidade, quando o servidor não for aprovado em estágio probatório ou quando toma posse e não entra em exercício no prazo legal. • demissão: penalidade aplicada em caso de cometimento de falta grave. • promoção • readaptação • aposentadoria: em relação aos ocupantes de cargo efetivo a aposentadoria segue regime de caráter contributivo e solidário, financiado pelo respectivo ente público, servidores ativos e inativos e pensionistas. Para os demais (cargo em comissão, função temporária e emprego público) é aplicado o regime geral da previdência. A aposentadoria poderá se dar com proventos integrais em caso de invalidez permanente, desde que resulte de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável prevista em Lei; ou quando requerida pelo servidor, desde cumpra 10 anos de serviço público, 5 anos no cargo efetivo em que se dará aposentadoria, 35 anos de contribuição se homem ou 30 se mulher, 50 anos de idade se homem e 55 se mulher. Será com proventos proporcionais ao tempo de contribuição em caso de invalidez permanente decorrente de outras situações não associadas ao serviço; quando solicitada após 65 anos de idade se homem ou 60 se mulher, desde que cumpridos 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo efetivo em que se dará aposentadoria; compulsória, os 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime estatutário, ressalvados, nos termos definidos em Leis complementares, os Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 202 casos de servidores portadores de deficiência, que exerçam atividades de risco ou cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. • posse em outro cargo inacumulável: acumulação de cargos, empregos e funções é permitida somente quando houver compatibilidade de horários e for observado o teto remuneratório, nas seguintes situações: dois cargos de professor; um cargo de professor com outro técnico ou científico; ou dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. É também vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria de servidor com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvadas as hipóteses de cumulação anteriormente apresentadas e os cargos em comissão declarados em Lei de livre nomeação e exoneração. • falecimento. 3. Sistema remuneratório A remuneração do servidor pode ser fixada de suas formas: a) Subsídio: parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. São remunerados desta forma o membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais, os membros do Ministério Público, os integrantes da advocacia geral da União, Procuradores dos Estados e do DF e defensores públicos, os Ministros do Tribunal de Contas União e os servidores públicos policiais. A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá (facultativamente) ser fixada na forma de subsídio. b) Remuneração ou vencimentos: integrados por parcela fixa e variável, abrangendo por outras vantagens pecuniárias de naturezas diversas. As principais regras constitucionais aplicáveis aos subsídios e vencimentos são as seguintes: • somente poderão ser fixados ou alterados por Lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices. • ao servidor é assegurado o direito ao salário mínimo que se refere à remuneração total (vencimento básico acrescido das vantagens pecuniárias). • os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo para cargos, empregos ou funções assemelhadas. • é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. • acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. • são irredutíveis, mas tal previsão não autoriza manutenção de vencimentos e subsídios superiores ao teto constitucional. • a remuneração dos cargos e empregos públicos deverá ser anualmente publicada pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. • com exceção dos servidores que integram empresas públicas e sociedades de economia mista que não recebem recursos de nenhumente federativo para despesas de pessoal ou de custeio em geral, os subsídios e vencimentos estarão sujeitos ao teto constitucional. Na esfera federal, o teto é o subsídio dos ministros do STF, aplicável também aos servidores estaduais e municipais. Na esfera estadual, o teto é diferenciado para cada um dos poderes: para o Poder Executivo, é o subsídio mensal do Governador; para o Legislativo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais; e para o Judiciário, corresponde ao subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. Nos municípios, o teto é o subsídio do prefeito. As parcelas de caráter indenizatório (como diárias, ajuda de custo) previstas em Lei, não integram o teto. 4. Responsabilidade O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. Todavia, há reflexos da decisão penal sobre a esfera administrativa e civil. • absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria: a responsabilidade administrativa e civil do servidor será afastada. • absolvição por falta de provas ou porque o fato não constitui o fato infração penal: poderá haver condenação na esfera cível ou administrativa. • condenação penal: não poderá haver absolvição civil ou administrativa Na esfera administrativa, o servidor está sujeito às seguintes penalidades: Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 203 a) advertência: aplicada por escrito, nos casos em que o servidor: ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato; retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição; recusar fé a documentos públicos; opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço; promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição; cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado; coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a partido político; manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil; recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado; inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave. A penalidade de advertência terá seu registro cancelado, após o decurso de 3 anos de efetivo exercício se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar b) suspensão: aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias. Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. A suspensão terá seu registro cancelado, após o decurso de 5 (cinco) anos de efetivo exercício se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar. c) demissão: aplicada nos casos de crime contra a administração pública; abandono de cargo (ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos); inassiduidade habitual (falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses); improbidade administrativa; incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; insubordinação grave em serviço; ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem; aplicação irregular de dinheiros públicos; revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; corrupção; acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública; participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro; receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições; aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro; praticar usura sob qualquer de suas formas; proceder de forma desidiosa; ou utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. d) Cassação de aposentadoria ou a disponibilidade do inativo: aplicada àquele que houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão. e) Destituição de cargo em comissão: aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos de improbidade administrativa, aplicação irregular de dinheiros públicos, lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional e corrupção, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, em caso de valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública; ou atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro, incompatibiliza o ex- servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão em virtude de crime contra a administração pública; improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; e corrupção. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 204 5. Questões do exame da OAB QUESTÃO 37 - (XVII Exame de Ordem Unificado) Fernando, servidor público de uma autarquia federal há nove anos, foi acusado de participar de um esquema para favorecer determinada empresa em uma dispensa de licitação, razão pela qual foi instaurado processo administrativo disciplinar, que resultou na aplicação da penalidade de demissão. Sobre a situação apresentada, considerando que Fernando é ocupante de cargo efetivo, por investidura após prévia aprovação em concurso, assinale a afirmativa correta. A) Fernando não pode ser demitido do serviço público federal, uma vez que é servidor público estável. Incorreto A estabilidade não – impede a demissão do serviço público federal B) Fernando somente pode ser demitido mediante sentença judicial transitada em julgado, uma vez que a vitaliciedade é garantida aos servidores públicos. Incorreto Fernando possui – estabilidade, podendo ser demtido em razão de sentença judicial transitada em julgado; processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; ou procedimento de avaliação periódica de desempenho C) É possível a aplicação de penalidade de demissão a Fernando, servidor estável, mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampladefesa. ALTERNATIVA CORRETA D) A aplicação de penalidade de demissão ao servidor público que pratica ato de improbidade independe de processo administrativo ou de sentença judicial. Incorreto A instauração de – processo administrativo ou sentença judicial é necessária. QUESTÃO 38 - (XXI Exame de Ordem Unificado) O Município Beta verificou grave comprometimento dos serviços de educação das escolas municipais, considerando o grande número de professoras gozando licença maternidade e de profissionais em licença de saúde, razão pela qual fez editar uma lei que autoriza a contratação de professores, por tempo determinado, sem a realização de concurso, em situações devidamente especificadas na norma local. Diante dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta. A) A Constituição da República não autoriza a contratação temporária sem a realização de concurso público. Incorreto É possível a – contratação temporária mediante seleção pública. B) O Município Beta somente poderia se utilizar da contratação temporária para os cargos permanentes de direção, chefia e assessoramento. Incorreto As atribuições de – direção, chefia e assessoramento são reservadas aos cargos em comissão ou funções de confiança. C) A contratação temporária, nos termos da lei, é possível, considerando que a situação apresentada caracteriza necessidade temporária de excepcional interesse público. ALTERNATIVA CORRETA D) A contratação temporária de servidores, independentemente de previsão legal, é possível. Incorreto A contratação – temporária de servidores somente é possível nas hipóteses previstas em Lei. QUESTÃO 39 - (XV Exame de Ordem Unificado) Em determinado estado da Federação, o Estatuto dos Servidores Públicos, lei ordinária estadual, prevê a realização de concurso interno para a promoção de servidores de nível médio aos cargos de nível superior, desde que preencham todos os requisitos para investidura no cargo, inclusive a obtenção do bacharelado. A partir da situação descrita e tomando como base os requisitos constitucionais para acesso aos cargos públicos, assinale a afirmativa correta. A) A previsão é inválida, pois só poderia ter sido veiculada por lei complementar. Incorreto A previsão é inválida – ante a impossibilidade de preenchimento de cargos efetivos em caráter originário sem a realização de concurso público. B) A previsão é válida, pois a disciplina dos servidores Incorreto Todos os entes – Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 205 públicos compete à legislação de cada ente da Federação. federativos estão obrigados a observar a obrigatoriedade de concurso prevista na Constituição Federal. C) A previsão é inválida, por ofensa à Constituição da República. ALTERNATIVA CORRETA D) A previsão é válida, desde que encontre previsão na Constituição do estado. Incorreto Todos os entes – federativos estão obrigados a observar a obrigatoriedade de concurso prevista na Constituição Federal. QUESTÃO 40 (XXII Exame de Ordem Unificado) O Município Beta procedeu ao – recadastramento de seus servidores efetivos e constatou que 6 (seis) bacharéis em contabilidade exerciam variados cargos na estrutura administrativa, todos providos mediante concurso público. Verificou também que existiam 10 (dez) cargos vagos de auditores fiscais de tributos, decorrentes de aposentadorias havidas nos últimos anos. O Município, considerando a necessidade de incrementar receitas, editou lei reorganizando sua estrutura funcional de modo a reenquadrar aqueles servidores como auditores fiscais de tributos. Com base na hipótese apresentada, acerca do provimento de cargo público, assinale a afirmativa correta. A) A medida é inválida, porque o provimento originário de cargo efetivo em uma determinada carreira exige concurso público específico. ALTERNATIVA CORRETA B) A medida é válida, porque os servidores reenquadrados são concursados, configurando-se na espécie mera transformação de cargos, expressamente prevista na CRFB/88. Incorreto O preenchimento de – cargos efetivos em caráter originário deve se dar por concurso público. C) A medida é inválida, porque o provimento de todo e qualquer cargo faz-se exclusivamente mediante concurso público. Incorreto Nem todos os cargos – exigem realização de concurso público, como é o caso dos cargos em comissão. D) A medida é válida, porque os servidores reenquadrados são concursados e não há aumento de despesa, uma vez que os cargos preenchidos já existiam. Incorreto O preenchimento de – cargos efetivos em caráter originário deve se dar por concurso público. QUESTÃO 41 (XXII Exame de Ordem Unificado) O governador do estado Alfa, diante de – grave crise financeira que assola as contas estaduais, elaborou numerosos projetos de lei para diminuir os gastos públicos e atender ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Dentre esses projetos encontram-se: i) corte de 25% (vinte e cinco por cento) dos cargos em comissão do Poder Executivo; ii) redução dos subsídios e vencimentos dos servidores públicos estáveis em 10% (dez por cento) de seu valor nominal. Com relação à constitucionalidade de tais projetos, assinale a afirmativa correta. A) Os projetos são constitucionais, porque cabe ao Estado zelar por suas finanças, à luz dos princípios aplicáveis à Administração Pública. Incorreto A Constituição federal – prevê a irredutibilidade de vencimentos. B) O projeto que determina o corte de cargos em comissão é inconstitucional, pois resultará na exoneração dos servidores que os ocupam. Incorreto A constituição prevê a – possibilidade de redução dos cargos em comissão para corte de gastos. C) O projeto que reduz diretamente os subsídios e vencimentos pagos aos servidores públicos é inconstitucional. ALTERNATIVA CORRETA D) Os projetos são inconstitucionais, porque há direito adquirido à imutabilidade de regime jurídico dos servidores públicos. Incorreto Servidores públicos – estatutários não tem direito adquirido ao regime jurídico. QUESTÃO 42 (XVIII Exame de Ordem Unificado) Marcos Paulo é servidor público federal há – Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 206 mais de 5 (cinco) anos e, durante todo esse tempo, nunca sofreu qualquer sanção administrativa, apesar de serem frequentes suas faltas e seus atrasos ao serviço. No último mês, entretanto, as constantes ausências chamaram a atenção de seu chefe, que, ao buscar a ficha de frequência do servidor, descobriu que Marcos Paulo faltara mais de 90 (noventa) dias no último ano. A respeito do caso apresentado, assinale a afirmativa correta. A) Marcos Paulo, servidor público estável, só pode ser demitido após decisão judicial transitada em julgado. Incorreto Marcos Paulo pode ser – demitido após processo administrativo no qual lhe seja assegurado o contraditório e a ampla defesa B) Marcos Paulo, servidor público estável, pode ser demitido pela sua inassiduidade após decisão em processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. ALTERNATIVA CORRETA C) Marcos Paulo, servidor público estável que nunca sofrera qualquer punição na esfera administrativa, não pode ser demitido em razão de sua inassiduidade. Incorreto A situação narrada – configura a inassiduidade habitual, causa para demissão do servidor. D) Marcos Paulo, servidor público estável, não pode ser demitido em razão de sua inassiduidade, pois esta somente autoriza a aplicação das sanções de advertência e suspensão. Incorreto A inassiduidade – habitual é causade demissão QUESTÃO 43 (XX Exame de Ordem Unificado) Paulo é servidor concursado da Câmara de – Vereadores do município Beta há mais de quinze anos. Durante esse tempo, Paulo concluiu cursos de aperfeiçoamento profissional, graduou-se no curso de economia, exerceu cargos em comissão e foi promovido por merecimento. Todos esses fatores contribuíram para majorar sua remuneração. Considerando a disciplina constitucional a respeito dos servidores públicos, assinale a afirmativa correta. A) O teto remuneratório aplicável a Paulo, servidor público municipal, corresponde ao subsídio do prefeito do município Beta. ALTERNATIVA CORRETA B) O teto remuneratório aplicável a Paulo, servidor público municipal, corresponde ao subsídio pago aos vereadores de Beta. Incorreto Ainda que Paulo seja – servidor do Poder Legislativo, o teto corresponde ao subsídio do prefeito. C) Os acréscimos de caráter remuneratório, pagos a Paulo, como a gratificação por tempo de serviço e a gratificação adicional de qualificação profissional, não se submetem ao teto remuneratório. Incorreto As gratificações – submetem-se ao teto. Apenas as verbas indenizatórias não. D) O teto remuneratório aplicável a Paulo não está sujeito a qualquer limitação, tendo em vista a necessidade de edição de lei complementar para a instituição do teto previsto na CRFB/88. Incorreto A observância do teto – independe de norma infraconstitucional. QUESTÃO 44 (XXI Exame de Ordem Unificado) João foi aprovado em concurso público para – o cargo de agente administrativo do Estado Alfa. Após regular investidura, recebeu sua primeira remuneração. Contudo, os valores apontados na folha de pagamento causaram estranheza, considerando que a rubrica de seu vencimento-base se mostrava inferior ao salário mínimo vigente, montante que só era alcançado se considerados os demais valores (adicionais e gratificações) que compunham a sua remuneração total. Diante dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta. A) A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário mínimo não é aplicável aos servidores públicos. Incorreto - Ao servidor é assegurado o direito ao salário mínimo. B) A remuneração de João é inconstitucional, porque o seu vencimento-base teria que ser superior ao salário mínimo. Incorreto A garantia do salário – mínimo se refere à remuneração total (vencimento básico acrescido das vantagens pecuniárias). C) A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário mínimo se refere ao total da remuneração percebida. ALTERNATIVA CORRETA Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 207 D) A remuneração de João é inconstitucional, pois todo servidor público deve receber por subsídio, fixado em parcela única. Incorreto Os servidores não são – sempre remunerados por subsídio. QUESTÃO 45 (XVI Exame de Ordem Unificado) Carlos, servidor público federal, utilizou dois – servidores do departamento que chefia para o pagamento de agência bancária e para outras atividades particulares. Por essa razão, foi aberto processo administrativo disciplinar, que culminou na aplicação de penalidade de suspensão de 5 (cinco) dias. Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa corre A) Carlos procedeu de forma desidiosa e, por essa razão, a penalidade aplicável seria a de advertência, não a de suspensão. Incorreto A situação narrada é – causa de demissão. B) A infração praticada por Carlos dá ensejo à penalidade de demissão, razão pela qual se torna insubsistente a penalidade aplicada. ALTERNATIVA CORRETA C) Caso haja conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. Incorreto - A situação narrada é causa de demissão. D) A penalidade aplicada a Carlos terá seu registro cancelado após 3 (três) anos de efetivo exercício, caso e, caso ele não cometa, nesse período, nova infração disciplinar. Incorreto A suspensão terá seu – registro cancelado após 5 anos. QUESTÃO 46 (XII Exame de Ordem Unificado) Cláudio, servidor público federal estável, foi – demitido por suposta prática de ato de insubordinação grave em serviço. Diante da inexistência de regular processo administrativo disciplinar, Cláudio conseguiu judicialmente a anulação da demissão e a reinvestidura no cargo anteriormente ocupado. Ocorre que tal cargo já estava ocupado por João, que também é servidor público estável. A) Sendo Cláudio reinvestido, o ato configura reintegração. Caso João ocupasse outro cargo originariamente, seria reconduzido a ele, com direito à indenização. Incorreto A recondução não dá – direito à indenização. B) Sendo Cláudio reinvestido, o ato configura reversão. Caso João ocupasse outro cargo originariamente, seria reconduzido a ele, com direito à indenização. Incorreto A reinvestidura de – Cláudio por força de decisão judicial é chamada de reintegração. A recondução não dá direito à indenização. C) Cláudio obteve em juízo sua reintegração. João será reconduzido ao cargo de origem, sem indenização, ou será aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. ALTERNATIVA CORRETA D) Cláudio obteve em juízo sua reversão. João será reconduzido ao cargo de origem, sem indenização, ou será aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. Incorreto A reinvestidura de – Cláudio por força de decisão judicial é chamada de reintegração. QUESTÃO 47 (XIV Exame de Ordem Unificado) Manolo, servidor público federal, obteve a – concessão de aposentadoria por invalidez após ter sido atestado, por junta médica oficial, o surgimento de doença que o impossibilitava de desenvolver atividades laborativas. Passados dois anos, entretanto, Manolo voltou a ter boas condições de saúde, podendo voltar a trabalhar, o que foi comprovado por junta médica oficial. Nesse caso, o retorno do servidor às atividades laborativas na Administração, no mesmo cargo anteriormente ocupado, configura exemplo de A) reintegração Incorreto A reintegração consiste – à reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, quando invalidada sua demissão por decisão administrativa ou judicial. B) reversão ALTERNATIVA CORRETA C) aproveitamento Incorreto O aproveitamento é o – Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 208 retorno obrigatório à atividade do servidor colocado em disponibilidade D) readaptação Incorreto é a investidura do – servidor em cargo com atribuições e responsabilidades compatíveis em virtude da redução da capacidade física e/ou mental do servidor verificada em inspeção médica. INTERVENÇÃO DO ESTADO SOBRE A PROPRIEDADE PRIVADA. 1. Espécies São admitidas as seguintes formas de intervenção do Estado na propriedade privada: a) Limitação administrativa: traduz-se na imposição de obrigações de fazer e não fazer de caráter geral a proprietários indeterminados que incide sobre bens móveis, imóveis e serviços. b) Ocupação temporária: utilização remunerada ou gratuita de bens móveis e imóveis para execução de obras, serviços ou atividades públicas ou de interesse público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano. c) Requisição administrativa: utilização remunerada ou gratuita de bens móveis e imóveis em situações de perigo público iminente, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano. d) Servidão administrativa: o direito real instituído por entidade pública ou por seus delegados sobre um imóvel em favor de um bem ouserviço público que afeta as faculdades de uso e gozo sobe o bem. A servidão pode gerar o direito à indenização na hipótese de acarretar prejuízos ao proprietário. e) Tombamento: registro do bem móvel ou imóvel, público ou privado que tenha especial valor cultural, sujeitando o proprietário a restrições parciais no exercício de seus direitos. Resulta de um processo administrativo, iniciado pelo Estado ou pelo proprietário. São efeitos do tombamento: • os bens públicos não poderão ser alienados, apenas transferidos entre os entes da federação; • o proprietário deverá conservar o bem, ficando impedido de destruí-lo; • em caso de alienação onerosa o proprietário deverá comunicar o Poder Público para que este, querendo, exerça o direito de preferência no prazo de 30 dias. • em caso de bens imóveis, o proprietário deverá transcrever o tombamento na respectiva matrícula. • os proprietários não poderão criar quaisquer obstáculos à fiscalização a ser desenvolvida pelo Poder Público. • não se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade. • na hipótese de o proprietário do bem tombado não dispor de condições para a conservação do bem, o Poder Público deverá conservá-lo ou desapropriá-lo. • o Poder Público deverá vigiar de forma permanente os bens tombados. f) Desapropriação: única das formas de intervenção que acarreta a perda da propriedade. Por isso trata- se de forma originária de aquisição da propriedade por parte do Estado. Pode recair inclusive sobre bens públicos. Bens do domínio dos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios, poderão ser desapropriados pela União, e os dos Municípios pelos Estados. Será analisada adiante. 2. Desapropriação A competência para legislar sobre desapropriação é privativa da a União (art. 22, II da CF). A lei disciplina diferentes espécies de desapropriação: a) Desapropriação pelo descumprimento da função social da propriedade urbana: é de competência exclusiva dos Municípios e a indenização será prévia, em títulos da dívida pública de Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 209 emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais de seis por cento ao ano. O valor real da indenização terá por base o valor de cálculo do IPTU, mas não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios. A desapropriação nesta hipótese, é realizada somente após a adoção das seguintes providências: b) Desapropriação pelo descumprimento da função social da propriedade rural, para fins de reforma agrária: feita exclusivamente pela União e a indenização será prévia, em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei. Somente as benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária a pequena e a média propriedade rural, desde que o seu proprietário não possua outra propriedade rural. c) desapropriação por interesse social: possuem correlação direta com a melhoria de condições de vida das camadas mais carentes. A indenização é prévia, justa e em dinheiro. Ex: desapropriação para construção de casa populares. d) desapropriação por necessidade ou utilidade pública: refere-se a situações nas quais a desapropriação é conveniente e vantajosa ao interesse coletivo, ou existe um problema inadiável e premente que depende da desapropriação para ser solucionado. A indenização é prévia, justa e em dinheiro. Ex: a abertura, conservação e melhoramento de vias ou logradouros públicos. A desapropriação consiste em um procedimento administrativo, pois envolve a prática de sucessivos atos por parte do expropriante e do proprietário. O particular terá assegurada a ampla defesa e o contraditório, sem a observância dos quais a desapropriação é nula. O processo de desapropriação tem duas fases: a) Fase declaratória: declaração de utilidade pública ou interesse social que poderá ser feita pelo Poder Executivo mediante decreto ou pelo Legislativo, mediante a edição de Lei específica. Em se tratando de bens públicos a Lei é obrigatória. São efeitos da declaração: • autorizar a administração pública a penetrar nos prédios compreendidos na declaração, podendo recorrer, em caso de oposição, ao auxílio de força policial; • fixar o estado do bem para cálculo da indenização; • dar início à contagem do prazo decadencial que, em se tratando de desapropriação por interesse social, será de 2 (dois) anos para efetivar a aludida desapropriação e iniciar as providências de aproveitamento do bem expropriado e, no caso da desapropriação por necessidade ou utilidade pública, 5 (cinco) anos para efetivar a desapropriação ou ajuizar a ação. b) Fase executória: fase em que Poder Executivo efetiva a medida podendo ser desenvolvida na esfera administrativa ou judicial. Por autorização expressa, constante de lei ou contrato, os concessionários de serviços públicos e os estabelecimentos de caráter público ou que exerçam funções delegadas de poder público poderão executar as desapropriações. Será realizada na esfera administrativa quando houver acordo com relação ao valor da indenização. Inexistindo tal consenso, ou sendo desconhecido o proprietário do imóvel, a desapropriação deverá ser feita judicialmente, mediante iniciativa do Poder Público. Na esfera judicial, o expropriante poderá requerer a imissão provisória na posse, desde que demonstre urgência e deposite caução. Na ação de desapropriação somente será discutida a existência de vício do processo judicial ou o valor da indenização. Havendo outras questões a serem analisadas, o expropriado deverá lançar mão de ação direta. Administração exige do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento. Determinação de parcelamento ou edificação compulsórios. Aplicação de imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no tempo. Desapropriação. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:37:14 210 A desapropriação poderá ser também declarada em ação ajuizada pelo proprietário, quando o Poder Público lhe impuser severas restrições à utilização de seu imóvel em virtude de servidões ou limitações administrativas. Nesta situação, chamada de desapropriação indireta, a indenização é posterior à imissão do Poder Público na posse. A utilização do imóvel desapropriado para finalidade diversa daquela constante do ato declaratório é conhecida como tredestinação. Se a finalidade almejada não for pública ocorrerá tredestinação ilícita que autoriza a retrocessão (retorno do bem ao proprietário mediante a devolução do valor da indenização). A desapropriação poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina e as zonas que se valorizarem extraordinariamente, em consequência da realização do serviço. Nestas hipóteses, a declaração de utilidade pública deverá compreendê-las, mencionando-se quais as indispensáveis à continuação da obra e as que se destinam à revenda. Enfim, o proprietário pode pleitear a ampliação da área a ser desapropriada quando o remanescente não possuir nenhum com fundamento no direito de extensão. 3. Questões do exame da OAB QUESTÃO 48 (XVII Exame de OrdemUnificado) O Município W, durante a construção de – avenida importante, ligando a região residencial ao centro comercial da cidade, verifica a necessidade de ampliação da área a ser construída, mediante a incorporação de terrenos contíguos à área já desapropriada, a fim de permitir o prosseguimento das obras. Assim, expede novo decreto de desapropriação, declarando a utilidade pública dos imóveis indicados, adjacentes ao plano da pista. Diante deste caso, assinale a opção correta. A) É válida a desapropriação, pelo Município W, de imóveis a serem demolidos para a construção da obra pública, mas não a dos terrenos contíguos à obra. Incorreto A desapropriação – poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina. B) Não é válida a desapropriação, durante a realização da obra, pelo Município W, de novos imóveis, qualquer que seja a finalidade. Incorreto A desapropriação – poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina. C) É válida, no curso da obra, a desapropriação, pelo Município W, de novos imóveis em área contígua necessária ao desenvolvimento da obra. ALTERNATIVA CORRETA D) Em relação às áreas contíguas à obra, a única forma de intervenção estatal da qual pode se valer o Município W é a ocupação temporária. Incorreto A desapropriação – poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina. QUESTÃO 49 (XII Exame de Ordem Unificado) O Município de Barra Alta realizou a – desapropriação de grande parcela do imóvel de Manoel Silva e deixou uma parcela inaproveitável para o proprietário. No caso descrito, o proprietário obterá êxito se pleitear A) a reintegração de posse de todo o imóvel em função da má- fé do Município. Incorreto O proprietário pode – pleitear a ampliação da área a ser desapropriada com fundamento no direito de extensão. B) o direito de extensão da desapropriação em relação à área inaproveitável. ALTERNATIVA CORRETA C) a anulação da desapropriação em relação à parcela do imóvel suficiente para tornar a área restante economicamente aproveitável. Incorreto O proprietário pode – pleitear a ampliação da área a ser desapropriada com fundamento no direito de extensão. D) a anulação integral da desapropriação, pois a mesma foi ilegal. Incorreto O proprietário pode – pleitear a ampliação da área a ser desapropriada com fundamento no direito de extensão.