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Meu caderno de resumos: Direito Administrativo Agentes Públicos Controle de leitura: ✅✅✅✅ Ponto 04 edital PC/PR: Agentes públicos: espécies e classificação; poderes, deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função públicos; regime jurídico único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição; direitos e vantagens; regime disciplinar; responsabilidade civil, criminal e administrativa É qualquer pessoa responsável, de forma definitiva ou transitória, pelo desempenho de uma função pública. Não importa se a atividade exercida é temporária ou permanente, remunerada ou não, o que caracterizará o agente público será o exercício de uma função pública. FM: A caracterização de agente público traz como resultado algumas consequências: 1. Podem ser controlados judicialmente; 2. Sujeitos ao regime de responsabilidade civil do Estado; 3. Regimes jurídicos específicos. 1. CLASSIFICAÇÃO ▸Agentes políticos; ▸Servidores públicos; ▸Militares; ▸Particulares em colaboração com o Poder público. 1.1 Agentes políticos São os agentes responsáveis pela formação da vontade do Estado. Ex: PR, Governadores e Prefeitos. Segundo essa conceituação, os membros do Poder Judiciário e do MP não estariam inseridos dentro dessa classificação, justamente por faltar o elemento político no desempenho de suas funções, que são essencialmente técnicas. Contudo, nas decisões judiciais, verifica-se que os julgadores sempre classificam os membros dessas instituições como agentes políticos. Membros da Defensoria Pública: não são considerados agentes políticos HLM: Os primeiros escalões dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser considerados como agentes políticos, bem como os membros do MP, TC e representantes diplomáticos (...). Agentes políticos •Chefe do poder executivo e auxiliares diretos (ministros e secretários estaduais e municipais). •Membros do poder legislativo (senadores, deputados federais, estaduais e distritais e vereadores). •Membros da magistratura e MP •Membros dos TC (ministros e conselheiros) •Diplomatas ⚖ Súmula Vinculante de nº 13 veda o nepotismo, inclusive, o chamado nepotismo cruzado (designações reciprocas): vedação ampla. Os atos políticos não se vinculam a súmula vinculante, logo as vedações nela constantes não se aplicam para cargos de políticos. Em resumo: o STF assentou a inaplicabilidade da Súmula Vinculante 13, que veda o nepotismo na Administração Pública, aos agentes políticos. ⚖STF: cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas é caráter administrativo, e assim sendo estaria submetido a vedação da súmula vinculante nº 13. 1.2 SERVIDORES PÚBLICOS São os agentes públicos que possuem vínculo com a Administração Pública direta, autárquica ou fundacional e recebem remuneração paga pelo erário. CABM: Classificação de servidores públicos: 1.2.1 Servidores estatutários Aqueles submetidos a um regime estatutário (lei que estabelece os direitos e obrigações do servidor com o Estado empregador), estabelecido por lei. Essa relação de direitos e obrigações poderá ser unilateralmente modificada pelo Estado, desde que sejam respeitados os direitos adquiridos do servidor. Esses servidores ocupam cargo público. 1.2.2 Empregados públicos Aqueles que ocupam emprego público, contratados pelo regime trabalhista e que, por se tratar de ajuste bilateral de vontade, não pode ser modificado unilateralmente. Só quem possui competência para legislar sobre matéria trabalhista é a União. ⚖STF: Quando se trata de contrato de trabalho regido exclusivamente pela CLT, a competência para julgamento é da Justiça do Trabalho. QC: (Cespe/Juiz 2015): A lei 9962/2 2, que disciplina o regime de emprego público, é aplicável apenas no âmbito da administração federal, não podendo ser utilizada pelos estados ou pelo DF, os quais, ao contratarem por esse regime, deverão obedecer ao disposto da CLT. 1.2.3 Servidores temporários Aqueles que podem ser contratados, sem concurso, por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público. (02 requisitos) ⚖STF: Na contratação de servidores temporários, deverá ser demonstrada: -necessidade temporária de excepcional interesse público, quer para o desemprenho das atividades de caráter eventual, temporário ou excepcional, quer para o desemprenho das atividades de caráter regular e permanentes, e que ainda que se demonstre a inércia da Administração em realizar tempestivamente concurso público, o interesse público não pode ser punido, em reverência ao princípio da continuidade da atividade estatal. ⚖INFO 560/STF: possibilidade de contratação temporária, ainda que para o exercício de atividades permanentes, desde que objetive o atendimento de demanda temporária de excepcional interesse público. Não ocupam cargo e nem emprego público. Exercem a função em virtude de um contrato. Apesar de serem contratados, os servidores temporários serão julgados pela justiça comum. ⚖ STF: inconstitucional lei que institua hipóteses abrangentes e genéricas de contratações temporárias sem concurso público e tampouco especifique a contingência fática que evidencie situação de emergência. 1.3 Militares São agentes públicos. Regime jurídico disciplinado em lei própria, São agentes públicos, mas não são servidores públicos, dessa forma, ✖NÃO são imediatamente extensíveis aos militares os direitos e as prerrogativas conferidas aos servidores públicos. ✖É vedada a sindicalização, greve e filiação a partidos políticos. 1.4 Particulares em colaboração com o Poder Público HLM: Agentes honoríficos e agentes delegados: pessoas físicas que prestam serviços ao Estado, sem vínculo empregatício, com ou sem remuneração. CABM: Pessoas que, sem perderem sua qualidade de particulares – portanto, de pessoas alheias à intimidade do aparelho estatal (exceto os recrutas), mas que exerce função pública. 1.4.1 Por delegação do poder público Exercem serviços notariais ou de registro, desempenhando função pública em seu próprio nome... sem vínculo empregatício, mas submetidos à fiscalização do Poder Público delegante. Ex: empregados das concessionárias e permissionárias de SP. 1.4.2 Por requisição, nomeação ou designação São os jurados, conscritos e mesários da justiça eleitoral, os quais não necessitam possuir vínculo com o Estado e exercem tais funções sem remuneração (exceto o conscrito). 1.4.3 Gestores de negócios Assumem de forma espontânea, o desempenho de funções públicas em situações de emergência como terremotos, inundações, epidemia, etc. 2. AGENTES PÚBLICOS DE FATO E DE DIREITO Das classificações acima delineadas, podemos retirar ainda duas modalidades gênero de agentes públicos: são os agentes públicos de direito e os agentes públicos de fato. • Agente público de direito: aquele que possui vínculo jurídico formal e legítimo com o Estado, regularmente investidos nos cargos, empregos e funções públicas. • Agentes públicos de fato: são os particulares que, sem vínculos formais e legítimos com o Estado, exercem, de boa-fé, a função pública com o objetivo de atender o interesse público, inexistindo investidura prévia nos cargos, empregos e funções públicas. O AGENTE DE FATO exercerá atividade estatal sem estar regularmente investido por duas causas: erro ou necessidade pública. Se a hipótese for de erro, ele será chamado de agente de fato putativo. Se a hipótese é de uma necessidade pública, ele será chamado de agente de fato necessário. O agente de fato necessário é aquele que vai exercer a função estatal sem regular investidura, em virtude de necessidade pública. ▸ Necessário: Situação de necessidade/excepcional. Ex: calamidades públicas. ▸Putativo: Acredita que possui um vínculo, mas tem vício na investidura. ❔HÁ CONVALIDAÇÃO DOS ATOS??? R: Necessário de boa-fé: SIM! Putativo de boa-fé: SIM! (Teoria da aparência) 3. CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS • Cargo: Local criado por lei dentro do serviço público que possuiatribuições, nomenclatura e remuneração próprias. *Unidade de competências Se divide em: Cargo efetivo Cargo em comissão Cujo provimento decorre de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos. Aquele de livre provimento e exoneração. Devem ser criados por lei apenas para dessem prenho das atribuições de direção, chefia e assessoramento. *Ocupados por servidores de carreira ou por estranhos ao serviço público. Os cargos distribuem-se em classes e carreiras e, excepcionalmente, criam-se isolados: Classe Carreira Quadro Conjunto de cargos da mesma instituição e que possuem as mesmas funções e remuneração. Conjunto de classes da mesma instituição. Conjunto de carreiras, cargos isolados e funções gratificadas de um mesmo serviço, órgão ou poder. • Emprego público: Também é um local no serviço público, criado por lei, possui atribuições, nomenclatura e remuneração próprias, podendo se distinguir do cargo, pelo tipo de vínculo que liga o servidor ao Estado. • Função: Atribuição ou conjunto de atribuições conferidas aos cargos isolados ou organizados em carreira. Criação apenas mediante lei. Sua extinção também mediante lei. *Exceto se estiver vaga, poderá ocorrer mediante decreto. -Funções de confiança: Diferenciam-se dos cargos em comissão pelo fato de que só podem ser desempenhadas por servidores de carreira, que são os efetivos. Todo cargo possui uma função!!! Mas nem toda função corresponde a um cargo. Ex: funções criadas para atendimento de situações excepcionais e temporárias. 3.1 ACUMULAÇÃO DE CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS A Constituição Federal ao teor do art. 37, inc. XVII veda a acumulação remunerada de cargos, empregos e funções. A vedação se estende aos servidores celetistas e estatutários, sejam eles da Administração direta ou indireta. Tá na CF: Art. 37. XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. Esquematizando É possível que a pessoa acumule mais de um cargo ou emprego público? REGRA: NÃO. A CF/88 proíbe a acumulação remunerada de cargos ou empregos públicos. EXCEÇÕES: a própria CF/88 prevê exceções a essa regra. • 2 de professor – dois cargos de professor; • 1 professor + 1 técnico ou cientifico – um cargo de professor com outro técnico ou cientifico. • 2 da área de saúde com profissão regulamentada – dois cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde. • 1 efetivo + vereador. • Juiz/promotor + professor. É necessário ainda a comprovação da compatibilidade de horários, ou seja, que o exercício de uma função não impossibilite em termos de carga horaria o exercício da outra. ⚖O STJ tem entendido que deve ser respeitado o limite máximo de 60 horas semanais, nesse sentido, o Informativo 576 do STJ. Cumpre ressaltar ainda que, a soma dos cargos acumuláveis não pode ultrapassar o teto remuneratório. Uma vez verificada a acumulação ilegal de cargos por determinado servidor público, a Administração Pública, nos moldes do art. 133 da lei 8.112/90, notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência. Porém, se o servidor não tomar as devidas providencias dentro do prazo legal, será instaurado processo sumário. Verificada a cumulação ilegal de cargos, o servidor será demitido de todos os cargos. O processo sumário terá duração de no máximo 30 dias, prorrogáveis por mais 15 dias. Cumpre ressaltar que trata-se de prazo impróprio, de modo que a sua inobservância não levará a anulação/nulidade do processo. A Lei 8.112/90 estabelece que nos casos de demissão em virtude da acumulação ilegal de cargos não há necessidade de PAD propriamente, sendo suficiente o processo sumário, diante da facilidade de demonstração da ilicitude. 4. REGIME JURÍDICO DO SERVIDOR •Redação original da CF: Estabelecia o regime jurídico único! •EC nº 19/98: Aboliu a exigência do regime jurídico único! •STF: Declarou inconstitucional a emenda constitucional, e retomou a redação original que estabelecia o regime jurídico único! ⚖STF: SERVIDOR NÃO TEM DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO! Podendo o estado modificá-lo unilateralmente ou transformá-lo em celetista. -Caso o vínculo seja contratual ou celetista, o Estado não poderá obrigar o servidor a adotar o novo regime. Será uma questão de opção que ocorrerá sem solução de continuidade. ⚖SFT: Havendo a transposição do regime celetista para o estatutário, também não haverá direito adquirido às vantagens do regime anterior. 5. CONCURSO PÚBLICO A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público. Ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. ✖ NÃO HÁ NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PARA: -Cargos em comissão; -Cargos vitalícios de ministros ou conselheiros dos TC; -Magistrados dos tribunais superiores; -1/5 dos tribunais de 2ª instância; -Funções temporárias (servidores temporários). CABM: Nas empresas estatais que explorem atividade econômica, pode haver contratação sem concurso nas situações em que, para cumprimento dos seus fins e pelas circunstâncias do momento, o concurso bloquearia o desenvolvimento de suas normais atividades... •Prazo: ATÉ 02 anos, prorrogável 1x por igual período. ⚖STF e STJ: Candidato aprovado dentro do número de vagas previstas no edital tem direito subjetivo a nomeação. Candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previsto no edital tem mera expectativa de direito à nomeação (STJ MS 17.147/DF). ⚖STF. Concurso público e cláusula de barreira: É constitucional a regra denominada “cláusula de barreira”, inserida em edital de concurso público, que limita o número de candidatos participantes de cada fase da disputa, com o intuito de selecionar apenas os concorrentes mais bem classificados para prosseguir no certame. Princípio da eficiência!!! ⚖O STF já se manifestou no sentido de que é admitida a realização do exame psicotécnico em concursos públicos, desde que a lei da carreira preveja expressamente esse teste como um dos requisitos de acesso ao cargo. Nesse sentido, a súmula vinculante 44. Vejamos. Súmula Vinculante 44. Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. 6. ESTABILIDADE, VITALICIEDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO •Estabilidade: É o direito outorgado ao servidor estatutário nomeado em serviço público, de permanecer no serviço público após 03 anos de efetivo exercício. Dependerá de: -Avaliação de desempenho do servidor A estabilidade ocorre no serviço público e não no cargo. Conferida APENAS aos servidores estatutários efetivos. Os empregados de empresas públicas e sociedade de economia mista não são servidores públicos (salvo em situações específicas) e, portanto, não detém a estabilidade. Tendo adquirido a estabilidade, o servidor só poderá ser demitido: 1. Sentença judicial transitada em julgado 2. PAD (ampla defesa/contraditório) 3. Insuficiência de desempenho 4. Gastos com pessoal •Vitaliciedade: Garantia conferida aos membros da Magistratura, MP e TC de permanecerem no serviço público, salvo determinação judicial transitada em julgado. Adquirida após 02 anos de exercício: membros da magistratura e MP de primeiro grau. Investidura no cargo: membros da magistratura e MP de segundo grau e membros do TC. •Estágio probatório: Período dentro do qual o servidor é avaliado quanto aos requisitos necessários para o desempenho do cargo. Prazo: 03 anos → servidor público estatutário ou vitalício 2 anos → titular de cargo vitalício 7. PROVIMENTO • Provimento: fato administrativo que retrata o preenchimentode um cargo ou função pública. -Originário: É o provimento inicial. O vínculo do servidor com o cargo não decorre de prévia vinculação com a administração. -Derivado: Depende de um vínculo anterior do servidor com a Administração. Ex: reintegração, promoção... MC: Nas situações de provimento derivado, o cargo público será atribuído a um servidor que já tem uma anterior relação com a Administração Pública. Atenção! Só se admite provimento derivado de outros cargos na mesma carreira em que houve o provimento originário anterior. ⚖Súmula Vinculante 43: É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 7.1 FORMAS DE PROVIMENTO I. NOMEAÇÃO É a mais comum, única forma de provimento originário dos cargos efetivos ou em comissão! A investidura no cargo só ocorrerá com a posse! PosSe = inveStidura ProviMento = noMeação ❔ FOI NOMEADO? 30 dias para tomar posse (a posse poderá ser feita, inclusive, por procuração específica). 15 dias para entrar em exercício. O desrespeito a este prazo enseja a exoneração do agente. QC: (TJSP-2011-VUNESP): Rivaldo Batera prestou concurso público e foi classificado em 1.º lugar. Foi nomeado, passou por inspeção médica, tomou posse e deixou decorrer in albis o prazo para entrar em exercício. Indique a alternativa correta: Rivaldo será exonerado. BL: art. 15, §2º, Lei 8112. OBS: O prazo de 15 dias que Rivaldo teria para entrar em exercício transcorreu sem sua manifestação (in albis), caracterizando, portanto, a sua exoneração do cargo. NOMEAÇÃO → 30 DIAS →POSSE → 15 DIAS → EXERCÍCIO II. PROMOÇÃO VERTICAL Aqui, o servidor sai de seu cargo e ingressa em outro de categoria mais elevada. Não se confunde promoção com progressão funcional (que é a passagem do servidor para o padrão de vencimento imediatamente superior dentro de uma mesma classe). ⚖ INFO 868/STF: A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de ato judicial, à qual atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou progressões funcionais que alcançariam se houvesse ocorrido, a tempo e modo, a nomeação. STF. Plenário. RE 629392 RG/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 8/6/2017 (repercussão geral). III. READAPTAÇÃO Aqui o servidor passa a ocupar cargo diverso do que ocupava, tendo em vista a necessidade de adequar o desempenho da função pública com a limitação física ou psíquica sofrida. LEMBRE-SE: O servidor vai se READAPTAR. Se adaptar novamente... READAPTAÇÃO → LIMITAÇÃO FÍSICA/PSÍQUICA Na readaptação será garantida a equivalência de vencimentos. Desse modo, o agente público que for readaptado não poderá sofrer alteração em sua remuneração. Mesmo na hipótese de não existir cargo vago na carreira, o servidor terá direito a ser readaptado e exercerá suas funções no cargo como excedente. IV. RECONDUÇÃO O servidor está retornando ao cargo que ocupava anteriormente: Qual motivo??? -Inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; -Reintegração de outro servidor ao cargo que teve de se afastar. V. REINTEGRAÇÃO É o retorno do servidor DEMITIDO ILEGALMENTE. ❔Nárria, e se tiver outro servidor no cargo??? Ele será reconduzido ao cargo de origem (isso se ele tiver estabilidade) ou Será aproveitado em outro cargo Posto em disponibilidade → com remuneração proporcional ao tempo de serviço. ❔Nárria, ele terá direito a indenização??? SIM!!! REINTEGRAÇÃO = retorno do servidor DEMITIDO INJUSTAMENTE INocente + INdeniza TUDO REIntegração - O servidor demitido volta como REI direito a tudo, mesmo cargo, condições. VI. APROVEITAMENTO É o reingresso do servidor em disponibilidade, quando haja cargo vago de natureza e vencimento compatíveis com o anteriormente ocupado. ▸ Pressupostos para o aproveitamento: *compatibilidade de cargos e de nível de remuneração; *idade e condições de saúde do servidor. VII. REVERSÃO É o retorno à atividade do servidor aposentado e dar-se-á no interesse da Administração, ou quando cessar invalidez temporária. A reversão pode ocorrer em duas situações: 1) reversão da aposentadoria por invalidez: uma vez cessadas as circunstâncias que deram ensejo a aposentadoria por invalidez, o agente público retornará as suas funções. 2) reversão do servidor aposentado voluntariamente, atendidos os requisitos estabelecidos em lei: ❔COMO LEMBRAR???? REVERSÃO → APOSENTADORIA O retorno do servidor INDEPENDE da existência de cargo vago! (se for no caso de servidor aposentado voluntariamente). Pois a lei estabelece que o servidor poderá exercer suas funções como excedente! ATENÇÃO: Quando o pedido de reversão ocorrer no interesse da administração, é necessário preencher 03 condições: 1. Existência de cargo vago 2. Aposentadoria tiver sido voluntária e ocorrida há menos de 05 anos da reversão 3. Servidor estável • Disponibilidade: é a garantia de inatividade remunerada assegurada ao servidor estável. ❔EM QUE SITUAÇÕES OCORRE A DISPONIBILIDADE??? -Cargo extinto ou declarada a sua desnecessidade. 8. VACÂNCIA Fato administrativo pelo qual o servidor é destituído do cargo. 8.1 Formas de vacância I. EXONERAÇÃO Pode ocorrer a pedido ou de ofício. Nos casos de cargo em comissão ou em inabilitação em estágio probatório. II. DEMISSÃO É uma forma de sanção administrativa. Aplicada pela prática de ilícito administrativo apurado em processo administrativo disciplinar em que sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa. III. PROMOÇÃO IV. READAPTAÇÃO V. APOSENTADORIA VI. POSSE EM OUTRO CARGO INACUMULÁVEL VII. FALECIMENTO A promoção (*errei no qc) e readaptação são formas de provimento derivado e ao mesmo tempo hipóteses de vacância, isso porque a promoção de determinado servidor para outro cargo fará com que aquele cargo fique vago. Por outro lado, ao ser readaptado em virtude da sua limitação física ou mental, aquele cargo, de igual modo, ficará vago. São as únicas hipóteses em que são formas de provimento e vacância simultaneamente. 9. REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO São formas de deslocamento que NÃO configuram provimento ou vacância de cargos públicos. Alteração de lotação. 9.1 REMOÇÃO Deslocamento do servidor dentro do mesmo quadro de pessoal, ocorre dentro da mesma carreira, com ou sem mudança de sede e de domicílio. Trata-se de deslocamento funcional → pode ocorrer mesmo que não haja deslocamento físico. Poder ser: • De ofício: no interesse da administração • Mediante pedido do servidor – critério da administração pública Em ambos os casos a remoção é ato discricionário do agente. • Mediante pedido do servidor – INDEPENDENTEMENTE do interesse da Administração: -Situações em que é vinculado a) Deslocamento do cônjuge do servidor; b) Por motivo de saúde do servidor, cônjuge ou dependente econômico do servidor (comprovado por laudo médico oficial); c) Em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados. Trata-se do concurso de remoção. 9.2 REDISTRIBUIÇÃO Aqui ocorre o deslocamento do cargo público, e não do servidor. O cargo será deslocado de uma localidade para outra, dentro da estrutura administrativa. Pode ocorrer entre órgãos diferentes ou até mesmo entre entidades diferentes, desde que seja DENTRO DO MESMO PODER. Pode incidir sobre cargos ocupados ou vagos. Se tiver ocupado, obviamente enseja também o deslocamento do servidor que o ocupa. A redistribuição é sempre de ofício, ocorre no interesse da Administração. 10. DIREITOS E VANTAGENS No âmbito da Lei nº 8.112, a remuneração é uma expressão ampla englobando o vencimento básico do cargo mais as vantagens. 💡Remuneração: Vencimento básico + vantagens pecuniárias permanentes Existem duas formas de remuneração dos servidores: 10.1VENCIMENTO E SUBSÍDIO • Vencimentos: consistem no pagamento de uma parcela fixa (vencimento) + uma parcela variável (gratificações, adicionais, indenizações); • Subsídio: pago mediante uma parcela única. Assim, subsídio é forma de pagamento em parcela remuneratória única, que não admite acréscimos pecuniários. Determinadas carreiras são pagas através de remuneração e outras por meio de subsídio. No entanto a CF determina que alguns cargos necessariamente devem ser remunerados por subsídio. Ex: membros do PJ, MP, Legislativo, TC, AGU, Defensoria Pública, bem como os primeiros escalões do Poder Executivo. - A EC nª 19/98 proibiu qualquer vinculação ou equiparação de remuneração. (*) - A CF assegura aos servidores públicos uma revisão geral anual. - A CF fixa também como teto máximo o subsídio mensal dos Ministros do STF. Este teto não inclui as parcelas de caráter indenizatório, como diárias e auxílio moradia, por ex. ⚠ O subsídio de Ministro do STF também é aplicado como teto para as empresas públicas e sociedades de economia mista e suas subsidiárias que recebem recursos públicos para custear suas despesas. • Irredutibilidade da Remuneração: A remuneração goza da característica da irredutibilidade. Assim, conforme disposto no art. 37, XV da Constituição da República a remuneração do servidor público, é irredutível. • Descontos: Tá na lei: Art. 45, da Lei nº 8.112/90: Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. Como regra geral, não se admite a incidência de descontos da remuneração dos servidores estatais, já que se trata de verba que tem caráter alimentar. Excepcionalmente, é admitido o desconto: hipóteses taxativas previstas na lei. →Imposição legal; →Mandado judicial. Além dessas hipóteses, é previsto o desconto na hipótese de empréstimo consignado, desde que haja interesse da administração e autorização do servidor. O valor a ser consignado na folha deverá observar o parâmetro de 35% do quantum da remuneração. 10.2 VANTAGENS • Indenizações, Gratificações e Adicionais: Tá na lei: Art. 49 da Lei nº 8.112/90: Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I - indenizações; II - gratificações; III - adicionais. § 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. !!!!!!!!!! § 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei. Não integram a remuneração, em regra. 10.2.1 Indenizações: A indenização, por não ter caráter de acréscimo patrimonial e sim de ressarcimento de gastos, jamais poderá ser incorporada à remuneração; por sua vez, as gratificações e adicionais se incorporam, nos termos das leis específicas. A indenização não configura acréscimo patrimonial. O valor da indenização corresponde a um valor fixado em lei para ressarcir o servidor de um gasto que este teve. As indenizações previstas ao teor da Lei nº 8.112/90 podem ser de quatro tipos: DATA Diárias Ajuda de custo Transporte Auxílio-moradia São pagas diante do afastamento temporário do servidor da sua sede. Custos como hospedagem/ alimentação/ deslocamento urbano. Compensar as despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo. Paga ao servidor público que tenha sido deslocado de sua sede, para exercer cargos em comissão. Macete: Recebemos Indenizações na DATA! 10.2.2 Gratificações: Gratificação natalina Gratificação de função Gratificação por encargo de curso ou concurso Trata-se de gratificação paga ao servidor, até o dia 20 de dezembro de cada ano, na proporção de um doze avos da remuneração de dezembro para cada mês de serviço público prestado. Tá na lei: Art. 66. A gratificação natalina ✖não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. Se o servidor público possui um cargo efetivo para o qual há uma função, e se a este mesmo servidor for entregue uma nova função além daquela que possui e pela qual é remunerado, receberá uma GRATIFICAÇÃO, denominada gratificação de função. Esta gratificação tem a finalidade, então, de remunerar a função de confiança que está sendo atribuída ao servidor, além da função pela qual ele já faz jus à remuneração. Configura-se gratificação paga ao servidor público pelo exercício de atividades não inerentes ao exercício do seu cargo. Ex: Aplicador de prova em concurso; Coordenador de prova de concurso; Instrutor em curso de formação; Examinador de banca de concurso. 10.2.3 Adicionais: O pagamento de adicionais pode decorrer de: - Atividades insalubre, periculosidade e penosidade. Não se aplica as regras previstas na CLT, devendo a lei de cada servidor público regulamentar, inclusive os percentuais a serem pagos. Insalubridade e periculosidade são inacumuláveis, assim, em sendo a atividade simultaneamente insalubre e perigosa, deverá optar por uma das gratificações. Ademais, a servidora gestante ou lactante não poderá exercer atividades insalubres, perigosas e penosas, devendo ser afastada de forma circunstancial e consequentemente, deixa de receber o adicional. Adicional pela prestação de serviços extraordinário - horas extras; Adicional pelo trabalho noturno – 25% Férias; Outros (trata-se de rol exemplificativo, admitindo que outros adicionais sejam estabelecidos em lei específica). 10.3 FÉRIAS O servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos → por necessidade do serviço público! •Aquisição: Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. ✖É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço!!! •Parcelamento das férias: Poderão ser parceladas em até três etapas: REQUERIDAS pelo servidor! •Interrupção das férias: -calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço. (O restante do período interrompido será gozado de uma só vez!) Atenção !!! Servidor que opera em Raio X: em virtude da situação de insalubridade possui direito de 20 dias de férias a cada 6 meses de atividade, não podendo ser acumulados. 10.4 LICENÇA Tá na lei: Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença: I - por motivo de doença em pessoa da família; II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; III - para o serviço militar; IV - para atividade política; V - para capacitação; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) VI - para tratar de interesses particulares; VII - para desempenho de mandato classista. 10.4.1 Licença por motivo de doença em pessoa na família É precedida de exame por perícia médica oficial. ✖É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. Somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário Tá na lei: Art. 83. § 2º A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração. Pode ser concedida aos servidores que estejam no estágio probatório, porém suspende a contagem do estágio enquanto estiver gozando da licença. 10.4.2 Licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro Tá na lei: Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivoe Legislativo. (TJES-2011) (TJDFT-2015) § 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. (TJES-2011) (TJDFT2015) § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 10.4.3 Licença para o serviço militar 10.4.4 Licença para a atividade política A Licença para exercício de atividade política é concedida ao sujeito que quer participar das eleições na qualidade de candidato, e não ao eleito, este último terá direito ao afastamento (para o exercício de mandato eletivo), conforme será visto. A licença divide-se em dois períodos: ➢ o primeiro vai da escolha do sujeito, na convenção partidária, até a véspera do registro da candidatura na justiça eleitoral (neste período, a licença é concedida sem remuneração); ➢ o segundo vem com o registro da candidatura e segue até 10 dias após as eleições (neste período, a licença será concedida com remuneração, não podendo ultrapassar 3 (três) meses). A licença remunerada só pode ser conferida por até 3 meses, ultrapassado esse período, será sem remuneração. 10.4.5 Licença para capacitação Tá na lei: Art. 87: Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) (TJDFT-2015) Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. 10.4.6 Licença para tratar de interesses particulares Tá na lei: Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração. Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço. Trata-se de licença discricionária, a Administração Pública irá analisar as condições de oportunidade e conveniência. Lembre-se: • Não depende de motivação por parte do particular; • É discricionária; • Prazo de até 3 ANOS; • Com prejuízo da remuneração; • É precária, pois pode ser interrompida a qualquer tempo, tanto pela Administração quanto por opção do próprio particular. 10.4.7 Da licença para o desempenho de mandato classista Tá na lei: Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros, observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. 102 desta Lei. § 1º Somente poderão ser licenciados os servidores eleitos para cargos de direção ou de representação nas referidas entidades, desde que cadastradas no órgão competente. § 2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser renovada, no caso de reeleição. 10.5 AFASTAMENTOS MC: As hipóteses de afastamento são mais algumas hipóteses de ausência, previstas na legislação federal, nas quais o servidor se afasta do exercício do serviço público para execução de outras atividades de interesse da coletividade ou de cunho social. 10.5.1 Do afastamento para servir a outro órgão ou entidade O afastamento para servir a outro órgão ocorre quando o servidor é afastado do seu cargo para servir a outro órgão nas hipóteses de exercer cargo em comissão e nas hipóteses definidas em lei específica. No tocante ao afastamento do servidor para servir a outro órgão, questão que ganha discussão relevante incide sobre o ônus da cessão. Como regra, a legislação estipula que, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária (órgão que recebe o servidor), sendo mantido o ônus para o cedente nos demais casos. No caso de servidor da União, se for para outro órgão da União, quem paga é o cedente. Assim, salvo disposição expressa em contrário no ato de cessão, a regra da lei 8112/90, é de que se o servidor estiver sendo cedido a outro órgão da União o ônus será do cedente o ônus, no caso de cessão a outro órgão do DF, Estados e Municípios o ônus será do cessionário. Cumpre destacar que que o servidor, em estágio probatório, somente poderá ser cedido a outro órgão público para o exercício de cargos em comissão ainda, cargos de natureza especial. Trata-se de uma restrição aos servidores que estiverem no estágio probatório. 10.5.2 Do afastamento para o exercício de mantado eletivo Cumpre destacar que nem sempre haverá o afastamento do servidor efetivo de seu cargo, isso porque é possível a acumulação com o exercício das funções em mandato eletivo, sempre que o texto constitucional autorizar. Tá na lei: Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo APLICAM-SE as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital → FICARÁ AFASTADO do cargo; II - investido no mandato de Prefeito → afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; III - investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo; b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. § 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. Obs.1: A contribuição ao regime de previdência é feita, por exigência da CF, necessariamente como se o servidor estivesse em atividade. Obs.2: O tempo de afastamento conta como tempo de serviço para qualquer efeito, menos para promoção por merecimento. Obs.3: O afastamento para o exercício de mandato eletivo pode ser concedido a qualquer servidor efetivo, mesmo durante o período de estágio probatório. 10.5.3 Do afastamento para estudo ou missão no exterior O servidor irá se afastar do cargo para fins de estudo ou missão oficial fora do país. •Prazo: A lei determina que a ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período, será permitida nova ausência. →O afastamento será concedido por até 4 anos. Isso significa que não será necessariamente, mas o tempo necessário para o estudo, podendo ser de ATÉ 4 anos. É remunerado nos moldes de seu regulamento. Cumpre ressaltar que, nos termos do art. 95, §2º proíbe que o servidor, ao retornar do estudo ou missão, seja exonerado a pedido ou goze de licença por interesse particular, pelo mesmo tempo que ficou afastado, salvo se optar por ressarcir ao erário por todas as despesas tidas com seu afastamento. Por fim, cumpre destacar que é plenamente possível durante o período de estágio probatório, mas será computado no tempo do estágio. 10.5.4 Do afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país O servidor público poderá, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, no interesse público, para participar em programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. A Pós-Graduação strictu sensu abrange mestrado, doutorado e pós-doutorado. Essa espécie de afastamento ocorre sem prejuízo da remuneração. A lei estabelece que só será concedido este afastamento se não for possível um horário especial de servidor estudante, isso porque a referida espécie de licença tem naturezaresidual. • Neste afastamento há requisitos: 1. Exercício efetivo do cargo: pela lei entende-se que não pode ser concedido no período de estágio probatório. Será concedido em pelo menos 3 anos no cargo nos casos de mestrado e 4 anos no cargo nos casos de doutorado e pós-doutorado. 2. Demonstração de que nos últimos 2 anos não foram concedidas licença particular, licença capacitação e afastamento para mestrado e doutorado, nos casos de mestrado e doutorado. 3. Nos casos de pós-doutorado o requisito será a demonstração de que nos últimos 4 anos não foi concedida ao servidor licença particular ou afastamento para outra pós. Quando o servidor retorna para o cargo depois do afastamento, deverá se manter na mesma função por igual período do afastamento, salvo ressarcimento do erário pelos gastos com o afastamento. Por fim, se o referido servidor retornar as atividades sem o título respectivo, também deverá retribuir os gastos ao erário. 10.6 CONCESSÕES A Lei nº 8112/90 estabelece situações nas quais o servidor pode-se ausentar do serviço, sendo considerada a ausência como efetivo exercício. São as chamadas concessões. As concessões podem ser: •Gerais (conferidas à todos os servidores): •Especiais (apenas aos servidores que cumpram alguns requisitos específicos): -servidor estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo. -ao servidor portador de deficiência, quando comprovada a necessidade por junta médica oficial, independentemente de compensação de horário. SERVIDOR ESTUDANTE = COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO SERVIDOR DEFICIENTE = ✖NÃO PRECISA COMPENSAR. 10.7 TEMPO DE SERVIÇO 10.8 DIREITO DE PETIÇÃO 11. RESPONSABILIDADE DOS SERVIDORES Os servidores públicos, no desempenho de suas funções, podem praticar ilícitos administrativos, penais e causar danos à própria Administração ou a terceiros. • RESPONSABILIDADE CIVIL: Previstas na Lei de improbidade (lei 8429/92). Obriga o servidor a reparar o dano causado no exercício de suas funções, desde que tenha agido com culpa ou dolo. Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva. § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida. • RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA: Responsabilidade decorrente do cometimento de ilícitos administrativas. Trata-se da aplicação do poder disciplinar, pelo qual a própria administração aplica as sanções devidas. Independe da responsabilidade civil ou penal. Haverá comunicação das instâncias → quando houver absolvição criminal pela inexistência do fato ou de sua autoria. ✖A absolvição criminal por falta de provas NÃO tem o poder de afastar a sua responsabilidade a sua responsabilidade administrativa. • RESPONSABILIDADE PENAL Aquela advinda da prática de ilícito penal por servidor público no exercício de sua função ou a pretexto de exercê-la. 12. REGIME DISCIPLINAR · Art. 116: Deveres X Descumprimento do dever · Art. 117: Proibições · I ao VIII e XIX = advertência · XVI e XVII, Reincidência das punidas com advertência = Suspensão · IX a XVI = demissão destituição de cargo ou funções de confiança cassação de aposentadoria ou de disponibilidade · Das penalidades (ART. 127 e ss) São penalidades: Advertência Suspensão Demissão Cassação de aposentadoria ou disponibilidade Destituição de cargo em comissão Destituição de função comissionada Art. 128. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. Art. 131. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar. Servidores públicos Servidores estatutários Servidores temporários Emprgados públicos image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png