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Resumo Sindrome de Guillain Barré 1. INTRODUÇÃO Contextualização rápida sobre o Zika vírus e o aumento de casos de Guillain- Barré. Importância do tema para a saúde pública. A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polineuropatia em que o sistema imunológico ataca os nervos, geralmente após uma infecção, causando fraqueza nos membros e perda de reflexos. Vírus como Zika, Dengue, Chikungunya, HIV e hepatites podem estar associados à SGB. Em 2015, o Brasil registrou um aumento de casos, possivelmente ligado ao surto de Zika, embora a relação não esteja totalmente esclarecida. O tratamento requer cuidados de enfermagem para manter funções vitais, reabilitação e prevenção de complicações, seguindo a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e o suporte de uma equipe multidisciplinar. 2. O QUE É A SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ Definição e mecanismo autoimune. A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença autoimune rara e grave que afeta o sistema nervoso, causando fraqueza muscular, perda de reflexos e, em alguns casos, paralisia dos músculos respiratórios, além dos membros e da face. Geralmente, a SGB é desencadeada por infecções anteriores, como a causada pelo vírus Zika. Em 2015, um surto de Zika no Brasil coincidiu com o aumento de casos de SGB, sugerindo uma relação entre as doenças. A infecção pelo Zika pode levar a uma resposta autoimune descontrolada, ativando excessivamente o sistema imunológico e desencadeando a SGB. 3. MANIFESTAÇÕES CLINICAS E DIAGNOSTICO DA GUILLAIN BARRE Principais sintomas: fraqueza progressiva, paralisia, comprometimento respiratório. Exames diagnósticos (líquor, eletroneuromiografia) MANIFESTAÇÕES: A síndrome de Guillain-Barré é uma reação autoimune que afeta os nervos periféricos, geralmente começando com fraqueza nas pernas e subindo para o corpo. A eletromiografia e os estudos de condução nervosa ajudam no diagnóstico. A causa é uma reação do sistema imunológico que ataca a bainha de mielina (que envolve os nervos) ou o axônio (parte que envia mensagens). A síndrome pode surgir de infecções leves, como após o vírus Zika ou COVID-19. A fraqueza piora em 3 a 4 semanas e, se persistir por mais de 8 semanas, é considerada polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC), uma condição onde a fraqueza piora continuamente. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré é baseado nos sintomas, mas exames são feitos para confirmá-lo. Se houver suspeita, a pessoa é internada para monitoramento, pois a síndrome pode afetar os músculos respiratórios rapidamente. Os exames incluem punção lombar (análise do líquido cefalorraquidiano), eletromiografia, estudos de condução nervosa, ressonância magnética e exames de sangue. Esses testes ajudam a descartar outras causas de fraqueza grave, como lesões na medula espinhal. A combinação de proteínas elevadas e poucos glóbulos brancos no líquido cefalorraquidiano, junto com sinais na eletromiografia, indica a síndrome de Guillain- Barré.