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HIBRIDISMO NO ENSINO DAS ARTES VISUAIS POR MEIO DA PERFORMANCE
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RESUMO
A Arte é a representação material da cultura, com sua múltipla diversidade de expressões e linguagem provoca no ser humano, desde criança ao adulto emoções diversas. Assim, o componente curricular Arte na educação básica tem autonomia de despertar no aluno o autoconhecimento, o senso crítico e oportunizar o desenvolvimento da imaginação criadora. Neste sentido, a Artes Visuais, no contexto educacional, possibilita incorporar várias linguagens e com isso, levar para dentro da sala uma ampla diversidade de expressões artísticas, como a dança, a música e o teatro, performances estas que, através de uma proposta híbrida com as Artes Visuais permite criar espaços dentro da sala de aula que possibilitem ao educando expressar suas emoções, manifestações culturais e sua historicidade. Partindo disso, o presente trabalho tem por objetivo geral de verificar como manifestações artísticas podem ser ensinadas nas aulas de artes visuais por meio do hibridismo e da performance. 
PALAVRAS-CHAVE: Hibridismo. Artes Visuais. Performance. Arte Contemporânea.
1. INTRODUÇÃO
A arte é um elemento inerente ao ser humano, que vem acompanhando a humanidade em seu processo de evolução. Desta forma, a arte é um patrimônio cultural da humanidade, e todo ser humano tem o direito ao conhecimento e acesso a esse saber. Além de mexer com as emoções, sensações e sentimentos dos indivíduos, esta, quando trabalhada de maneira adequada na educação, também se torna uma feramente eficaz do autoconhecimento, o desenvolvimento da apreciação estética, o conhecimento de várias expressões da linguagem e a percepção do mundo. 
Assim, a arte permite ao ser humano dialogar com o mundo a que pertence. A arte apresenta uma grande diversidade de linguagens e manifestações como a música, dança, teatro, as artes visuais, esta última que abriga as belas-artes e é constituída por várias manifestações visuais como o desenho, a escultura, a pintura, o vídeo, o cinema, grafite, animações. Assim, as artes visuais como componente curricular na educação básica permitem a incorporação de diferentes linguagens, ou seja, a disciplina de arte tem como ênfase a qualificação de executar projetos estéticos e comunicativos por meio das artes. 
Diante disso, os objetivos presentes no componente artes visuais na educação básica atendem as mais atuais demandas sociais. Em que se espera que o educando desenvolva um raciocínio crítico e reflexivo frente às demandas sociais. Uma vez que, quando a arte é levada para sala de aula possibilita ao educando expressar suas manifestações. O ensino de Arte Visuais, quando trabalhado em sua essência, possibilita ao educando o contato com atividade e conteúdo que o permite, a contribuição com o seu desenvolvimento cognitivo, para que de fato a disciplina de arte seja reconhecida, e, assim, possa ser aplicada em sua potencialidade. 
Entre estes pode-se citar as atividades lúdicas, artísticas que permite atrair a atenção do aluno e aproximá-lo do seu processo de ensino e aprendizagem. No entanto mesmo diante da significativa contribuição que este componente representa para a formação do cidadão, e sendo disciplina obrigatória na educação básica, o que se ver em muitas instituições de ensino é o componente curricular Arte reduzida a mera a teoria, ou seja, a aquisição de regras, bibliografia e técnicas ou como suporte para as demais disciplinas do currículo, ou até mesmo como um recurso em um dado momento, ou chegando, em muitas instituições inexistente. 
E quando é levado a prática dentro da sala de aula é reduzido ao desenho ou a pintura. Assim, o ensino de Arte na educação deve permitir a diversidade e colocar o aluno como criadores e protagonista em seu processo de aprendizagem. Neste contexto ao se pensar na formação da escola, que consiste em promover o ensino e a aprendizagem do conhecimento nos seus vieses políticos, sociais e filosóficos, pode-se pensar o espaço de ensino de artes visuais, como a possibilidade de incluir diferentes linguagens e performance como as que serão mostradas por meio das obras artísticas. 
Neste sentido, propõe-se que as atividades desenvolvidas na disciplina de Artes permitam a implantação de outros saberes, possibilitando a articulação, ou seja, a proposta de atividades híbridas, das mais diversas linguagens artísticas, estabelecendo, assim, um diálogo das artes visuais com a dança, o teatro e a música, possibilitando a ampliação do horizonte formativo do educando. 
Diante dessa reflexão deparou-se com o questionamento: Como é possível integrar a música, a dança e o teatro nas aulas de artes visuais por meio do hibridismo presente na performance? Partindo deste questionário o interesse pelo tema surgiu da necessidade de estabelecer possibilidades de introduzir a performance para subsidiar o aprendizado na educação básica, constituindo a identidade e a cidadania dos futuros cidadãos. 
Para tornar estes métodos de ensinamento e aprendizagem em realidade, conta-se com a apropriação do currículo de arte, conforme rege a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB nº. 9.394 de 1996 e as orientações presente na Base Nacional Comum Curricular- BNCC de 2019, assegurando a excelência no ensino e na evolução estética, com base nas habilidades artística dos estudantes nas variadas linguagens na área das artes, principalmente em artes visuais. 
Neste estudo, será abordado as seguintes categorias: artes visuais por meio da performance na educação básica, visto que o ensino de arte pontuar a leitura e produção da linguagem, ação corporal como meio de despertar habilidades, com a finalidade de estimular a sensibilidade concernente ao ser humano. Em decorrência ao fator da importância da inserção da performance com um viés híbrido com as artes visuais no meio educacional, assegura-se a redescoberta do valor humano e artístico das produções, e este é um dos motivos de levar a arte para a escola, mas não apenas como um período isolado durante o recreio, mas como disciplina obrigatória no currículo escolar. 
Partindo dessa reflexão, o presente trabalho apresenta como objetivo primordial verificar como a música, a dança e o teatro podem ser ensinados nas aulas de artes visuais por meio do hibridismo da performance. Desta forma pode-se traçar como objetivos específicos: Conceituar os termos: artes visuais, hibridismo e performance, bem como o hibridismo na arte contemporânea por meio da performance relacionando com as quatro linguagens artísticas e, assim, analisar trabalhos de performance identificando elementos da música, da dança, do teatro e das artes visuais. 
Com esse estudo, professores e demais estudiosos possam partir das reflexões apresentadas e buscar um aprofundamento sobre a importância do ensino de arte na educação e como esse componente curricular pode ser trabalhando de maneira que contribua para o desenvolvimento do aluno, além disso despertar no educador o compromisso que temos enquanto professores diante da missão educar. 
Será discorrido como a Arte está prevista da legislação que rege a educação, sobre a importância desse componente no desenvolvimento do educando, além disso, discutir sobre o cenário da formação do professor em arte. Para tanto será seguido o método qualitativo de cunho bibliográfico, iniciando com a delimitação do tema e com isso foi possível traçar os objetivos que se seguiu como norte, foram utilizados todos os meios possíveis sobre o tema, contidos em livros, revistas, artigos científicos, leis. 
Boas partes dos estudos exploratórios podem ser vistos como pesquisas bibliográficas, dessa forma, a pesquisa exploratória também fez parte do trabalho. Feito isso iniciou-se a busca de bibliografias que trouxessem respostas aos questionamentos levantados. Diante disso, ao selecionar o referencial teórico deparou-se com as mais diversas abordagens e metodologias, no entanto, neste estudo seguiremos o caminho previsto na Legislação e suas influências na atuação emsala de aula no processo de ensino e aprendizagem.
2. ARTES VISUAIS 
Não se pode negar que o ensino de arte como trabalhada em sua essência, torna-se um instrumento importante na construção do sujeito crítico e assim desenvolve habilidades que refletem na meio social. Partindo dessa reflexão, e na busca de garanti um ensino significativo para o aluno, é imprescindível que o professor se questione: para que se deve aprender artes visuais? como se ensina Artes visuais? Para responder as tais questões busca-se definir o que é arte. 
Pareyson chamava a atenção para o termo em que afirma que a “arte é vastamente empregado sob as mais distintas perspectivas e finalidades". (1989, p.15). A sociedade pós-moderna tem feito uso exacerbado, evidenciando que ao mesmo tempo posiciona a arte em um pedestal, como nos exemplos "A arte de viver"; "A arte de ser feliz", tornando a arte nessas condições, algo quase inatingível, de difícil realização, que derivaria de uma determinada técnica ou talvez sorte, proveniente do talento individual.
Figura 1: Visão da arte, Segundo Pareyson, (1989)
 
Fonte: (PAREYSON, 1989).
De acordo com Justino (2000), é difícil consenso a respeito do conceito e definição da arte, visto que as diversas definições foram, e ainda são frequentemente estabelecidas alterações de modificações, da sociedade e suas novas concepções acerca de homem e de mundo. A arte instituiu uma variedade comunicação aberta, sem limitação, independente da linguagem. O que distingue a arte de modo geral é que se refere a uma ação humana que busca a criação e a produção de bens culturais que podem acarretar comportamentos como o prazer, o choque ou a admiração. 
Pareyson (1989) define a arte como fazer, como conhecer e como exprimir. Estes elementos, especificamente humanos, direcionam à ideia de que a arte está relaciona-se com a humanidade e de que sua viabilidade de comunicação determina a acessibilidade para os significados para a sua compreensão. Desta forma a arte permeia a vida dos indivíduos através sons, movimentos e os elementos visuais. 
Neste contexto, a artes visuais é compreendida como uma linguagem que leva o indivíduo a uma experiência estética visual. Se manifesta nas mais diversas modalidades artísticas como na pintura, desenho, fotografia, entre outros, ou seja, tem como objeto de estudo a imagem, com isso as artes visuais têm a dimensão do mundo como um todo como objeto de estudo. Neste sentido, Camargo afirma que: 
A ideia de artes visual passa a incorporar diferentes poéticas, tanto àquelas que pertenciam ao contexto das artes plásticas, quando às novas imagem oriundas dos aparelhos como os fotográficos, os cinematográficos e suas decorrências eletroeletrônicas como o vídeo e os sistemas digitais de produção de imagens fixas ou em movimento. O conceito de arte pode abarcar o conceito de artes plásticas, no entanto, o conceito de arte plástica, não pode abarcar o de arte visual. (CAMARGO, 2007, p. 01)
O autor ressalta que o conceito de arte visual é mais amplo que o atribuído as artes plásticas e que essa modalidade está inserida no campo das artes visuais. Assim as artes visuais agrupam uma série de elementos. Desta forma, o professor de arte visual, além de trabalhar com os conteúdos propostos, necessita desenvolver no seu aluno habilidades de leitura desses elementos. A leitura de imagem, de acordo com Campos (2007) consiste em canais de conhecimento, que de certa forma são aprimorados. A imagem é diferente de um texto convencional, mas não mais importante, ambos constituem em veículo de comunicação, transmitindo uma mensagem a pessoa que ler ou observa e o interpreta. 
3. PERFORMANCE
O termo inglês performance é usado nas artes visuais, teatro, dança, moda, indústria, esportes, entre outros, para indicar interpretação, ou evolução de uma atividade. Essa linguagem artística é caracterizada pelo uso do corpo do artista como meio e apoio à criação. Desenvolver-se no espaço e no tempo, às vezes incluindo mídias audiovisuais como projeções de vídeo, músicas ou sons e o uso dos mais variados objetos; entre um número infinito de recursos propostos por artistas. 
As apresentações usam todos os canais de percepção, às vezes simultaneamente e às vezes alternadamente. Através de pesquisas recentes, sabe-se que, de uma maneira ou de outra, a linguagem da performance é praticada como uma ação estética há mais de oito séculos. Especialmente se forem consideradas várias manifestações culturais. A performance usa a estética para atravessar gestos corporais, invocando possíveis linguagens e identidades que parecem não existir na pessoa do artista, mas que são eternamente presentes. 
Santos define a performance em poucas palavras como: “Devido às suas características “emprestadas” das demais linguagens artísticas, a performance é, por natureza, uma arte multidisciplinar, uma arte de fronteira, podendo também ser definida como uma arte híbrida.” (SANTOS, 2008, p. 02). Performance na arte é uma forma de livre expressão e surge como mais uma alternativa a se manifestar na arte. 
Nasceu em 1916, juntamente com o movimento Dadaísta sob o nome de Arte Conceitual. Originalmente liderado por Triztan Tzara, um dos fundadores da corrente da DADA. O dadaísmo surge com a intenção de destruir todos os códigos e sistemas estabelecidos no mundo da arte. É um movimento antiartístico, pois questiona a existência de arte, literatura e poesia. 
É apresentado como uma ideologia total, como um modo de vida e como uma rejeição absoluta de qualquer tradição ou esquema anterior. É contra a beleza eterna, contra a eternidade de princípios, contra as leis da lógica, contra a imobilidade do pensamento e contra o universal. A performance é uma questão completa, é a arte em sua expressão máxima, um meio que salva a consciência pela consciência através de situações que são até certo ponto absurdas ou surreais que despertam outros estados metálicos na consciência do espectador e que estão diretamente ligadas para a sociedade em que vivemos. Santos (2008) citando Phelan (1997) diz que: 
Devido à efemeridade e a característica de arte híbrida dessa linguagem, definir, conceituar ou classificar performance é para muitos teóricos uma tarefa árdua e até mesmo impossível. Sabemos que “tentar escrever sobre o evento indocumentável da performance é invocar as regras do documento escrito e, logo, alterar o evento em si mesmo” (PHELAN, 1997, p.173). No entanto, o que mais importa para muitos artistas performáticos não são as definições, os conceitos, muito menos as classificações e teorias relacionadas à arte da performance. A ação é o mais importante, o ato de elaborar, exibir, e, sempre que possível ou necessário, “performar”. (SANTOS, 2008, p. 05)
O traço característico dessa linguagem é o uso do corpo do artista como meio e apoio à criação. Desenvolver-se no espaço e no tempo, às vezes incluindo mídias audiovisuais como projeções de vídeo, músicas ou sons e o uso dos mais variados objetos; entre um número infinito de recursos propostos por artistas. As apresentações usam todos os canais de percepção, às vezes simultaneamente e às vezes alternadamente.
4. HIBRIDISMO
A arte híbrida está situada nos limites dos gêneros tradicionais e novos. Sua proposta é abolir fronteiras e, por esse motivo, ela gera projetos difíceis de classificar. O híbrido na arte nos leva a olhar e refletir sobre referências cruzadas com outras disciplinas, nos insere em um processo interdisciplinar: artes visuais, cinema, literatura, arquitetura. Um projeto híbrido é interpretado como aquele que não busca especificidade de gênero ou se delimita dentro de uma disciplina. Trabalho heterogêneo, mídia mista, caráter múltiplo, que rompe com os gêneros tradicionais. Como resultado, há a integração de várias mídias, a mistura de materiais, gêneros e objetos (pintura, fotografia, escultura, vídeo, performance) e a hibridização das linguagens. 
O termo híbrido passou a ser aplicado à arte contemporânea a partir das produções experimentais inauguradas na década de 1960e 1970 em todo o mundo, os limites conceituais entre áreas foram se diluindo, e os artistas passaram a utilizar diferentes meios e suportes para seus processos criativos. A arte conceitual escancarou as portas da experimentação, possibilitando aos artistas reinvenções conceituais e a inserção do corpo como objeto de arte, body art. (SILVA; COSTA, 2020, p. 06)
A arte híbrida pode ser a desconstrução das linguagens icônicas da representação da arte moderna. A crítica ao conceito tradicional de arte fez com que as obras introduzissem a hibridação e usassem novas mídias, como uma fratura com os gêneros plásticos artísticos produzidos através da tradição. As noções de singularidade, artística, aura original e autoria da arte estão perdidas. 
Para arte híbrida, qualquer meio pode ser usado para construir uma obra; superação de categorias e limites artísticos. Como resultado, podemos obter uma infinidade de resultados, a partir da escolha de diferentes elementos de diferentes disciplinas. (SILVA; COSTA, 2020). A hibridação ocorre através do cruzamento de dispositivos, no sentido de intervir, de atravessar, de mutar, no sentido de conversão substancial, de uma substituição, e seu resultado não distingue mais limites ou diferenças. A arte de hoje consiste em peças de conceito e forma, que constituem fenômenos complexos de entrelaçamento, resultado do pós modernismo.
5. ARTES VISUAIS E A MÚSICA 
 O ensino de Artes visuais apresenta uma diversidade em suas expressões, visando garantir o contato com aluno a diversidade pode-se pensar em levar atividades hibridas que relacionem a artes visuais com outros elementos como a performance. Essa mistura recebe o nome Blended (blended, em inglês, significa misturado, mesclado), cuja tradução para o português é Ensino Híbrido. 
A proposta do ensino híbrido está levando muitas áreas do conhecimento a refletir sobre suas metodologias. Trabalhar com conteúdo insolados não mais atende as exigências sociais. Neste cenário, trabalhar com as artes visuais com uma metodologia híbrida permite que as atividades artistas ofereçam outros saberes, possibilitando a articulação com outras linguagens artística. Neste sentido delimitou-se a trabalhar a artes visuais em diálogo com a dança, o teatro e a música, uma mescla de modalidades artística que permite ampliar o horizonte formativo dos discentes. Neste contexto, o ensino de música na educação permite levar para dentro da sala de aula um elemento que faz parte do cotidiano do aluno. Segundo Cava (2009):
A música permeia nossas vidas, ela está presente no nosso dia a dia, na televisão, nas ruas, nas igrejas, consultórios, no cinema, no carro, nas escolas, dentre outros e nós, como algumas exceções, nos relacionamos muito bem com ela. Dessa forma, podemos dizer que a música torna-se uma “companheira” para todas as horas, pois, quem nunca fez uma faxina com o aparelho de som ligado? (CAVA, 2009, p.14)
	
Os professores, faz usa da música em vários momentos durante sua prática pedagógica, como, por exemplo, como um recurso para o ensino de uma fórmula matemática, ou para decorar conceitos, ou seja, como metodologia que atrai a atenção do aluno e assim ele possa compreender o conteúdo de maneira mais próxima do aluno. No entanto, é necessário refletir sobre o papel, bem como o valor, do ensino de música na escola. 
6. ARTES VISUAIS E O TEATRO
Toda vez que o ser humano se expressa por meio de gestos e linguagem mostrando as fases da vida, os acontecimentos, expressando ou manifestando algo, ideias ou sensações, já se pode se chamar de atores. Assim diz (BOAL, 2008): “Teatro é algo que existe dentro de cada ser humano, e pode ser praticado na solidão de um elevador, em frente a um espelho, no Maracanã ou em praça pública.” 
De e acordo com Bandoch, (2012) quando a criança se envolve e participa de atividades que incluem as expressões, ela unifica ações que abrange toda sua extensão corporal, sua imaginação, intuição e raciocínio. Estas condutas consistem em formas de expressão imprescindíveis para sua evolução, O teatro e uma atividade que estimula a criatividade da criança, por meio do imaginário. 
O conceito teatral está sendo praticado eficazmente na educação e no trabalho com crianças e adolescentes ressalta Bandoch, (2012), a autora ressalta ainda que este, vem sido inserido no contexto da educação básica das instituições escolares, repercutindo positivamente na educação, socialização e aprendizagem. Bandoch, (2012) afirma que a criança demonstra expressivamente (na infância), período que antecede a educação básica, grande inclinação para a arte teatral, por meio de brincadeiras espontâneas, praticando o teatro em sua vivência em seu mundo imaginário. 
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ensino do componente curricular Arte Visuais na educação básica possibilita levar para sala de aula conteúdos que promovem o desenvolvimento da imaginação, elemento este que atraí o aluno para dentro do seu processo de aprendizagem e agregar valor as atividades, favorecendo o trabalho com uma ferramenta importante para o desenvolvimento da criticidade do aluno. 
Desta forma, o ensino de arte é firmado como disciplina obrigatória pelos documentos oficiais que regem a educação, como LDB (1996) e a BNCC (2019), por ampliar o repertório cultural do aluno, proporcionando-o o autoconhecimento. No entanto o ensino de artes na educação básica, como um todo, ainda é muito limitado, e muitas vezes é reduzido a uma atividade em algum momento da aula. 
Diante disso, deve-se buscar metodologias que possibilitem que o ensino de arte na educação básica atenda o que está previsto nos documentos que regem a educação. Assim, tem-se a proposta do ensino híbrido, como metodologia que busca mesclar a artes visuais com elementos como o teatro, a música e a dança. A formação do professor também é um aspecto de extrema importância no que se refere ao ensino de Arte, mas uma vez que o professor não tenha o domínio necessário das intervenções pedagógicas e dos conteúdos a serem desenvolvidos em sala de aula, todo o processo poderá ser comprometido. 
Assim, a falta de formação do professor conduz a aulas que não despertam o interesse do aluno, e este, por sua vez, não consegue construir o sentido do ensino de arte para sua vida. Com essa compreensão, à docência em arte torna-se um desafio do qual o professor deve ser o mediador entre o conhecimento e o aluno provocando a ação do discente no processo ensino aprendizagem. Dessa forma, pode-se concluir que o trabalho teve como finalidade o de abordar algumas questões importantes sobre o ensino de educação artística com foco em artes visuais, levando em consideração que o professor poderá abordar em sala de aula. A performance e o hibridismo são comportamentos artísticos que podem ser produzidos pelos alunos. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (5º ao 8º ano): arte. Brasília, DF, 1998.
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BIÃO, Armindo; GREINER, Cristine. Etnocenologia - textos selecionados. [s.n] São Paulo: Annablume. 1998.
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CAMPOS, Haroldo de. Concretismo: que importância teve o suplemento dominical. Jornal e poesia, 2007. Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/har17.html. Acessado em: 12 de setembro de 2021. 
CAVA, Laura Célia Sant’ Ana Cabral. Artes: fundamentos teóricos-metodológicos. Londrina: Secretaria da educação. Proposta Pedagógica do Município de Londrina, 2009. 
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FERREIRA, A. Arte, escola e inclusão: atividades artísticaspara trabalhar com diferentes grupos. Petrópolis: Vozes, 2010.
FREIRE, I. M. Ação política e afirmativa: dança e corpo no discurso educacional sul-africano pós-apartheid. Revista O Teatro Transcende, Blumenau, v. 16, n. 2, p. 30-42, 2011.
SANTOS, José Mario Peixoto. Breve histórico da “performance art” no brasil e no mundo. Revista Ohun, ano 4, n. 4, p.1-32, dez 2008. Disponível em: 
http://www.revistaohun.ufba.br/pdf/ze_mario.pdf. Acessado em: 11 de setembro de 2021. 
SILVA, Jerônimo Vieira de Lima; COSTA, Robson Xavier da. Corporeidades híbridas na cena/arte contemporânea. 2020. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/anais/40441.pdf. Acessado em: 11 de setembro de 2021. 
Contudo, essa sociedade também valoriza e coloca a arte em um espaço privilegiado, como a arte para poucos e a arte como algo caro, inundado pela lógica da sociedade de consumo e pelas regras de mercado. 
Por outro lado, possivelmente as pessoas em geral parecem não valorizar a arte como algo essencial à sobrevivência ou à vida humana, e esses elementos são escancarados na realidade escolar.
A arte na escola é muitas vezes deixada como elemento secundário, menos necessário que as outras disciplinas.

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