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O esmalte dentário é o tecido mais mineralizado do corpo humano. Para compreender como se dá a hipomineralização é necessário o entendimento dos distúrbios de crescimento e desenvolvimento dentário (odontogênese). ODONTOGÊNESE É um processo fisiológico de evolução contínua em que modificações histológicas, fisiológicas e bioquímicas são progressivas e simultâneas. Todas essas fases da odontogênese são sensíveis à indução de fatores modificadores. OBS.: A hipomineralização molar-incisivo ocorre devido a um problema no processo de desenvolvimento do esmalte (amelogênese). AMELOGÊNESE É o processo de desenvolvimento do esmalte e é geneticamente controlado e bastante complexo. • Inicialmente envolve a secreção de matriz orgânica (amelogenina, ameloblastina, enamelina e proteases); • E depois ocorre a mineralização ou maturação dos cristais de fosfato de cálcio na forma de hidroxiapatita. FASES 1) Pré-secretória Ocorre deposição de dentina do manto pelos odontoblastos. 2) Secretória Os pré-ameloblastos alongam-se em células colunares retas. Ameloblastos começam a sintetizar e secretar grandes quantidades de proteínas, formando a matriz proteica. OBS.: É nessa fase que se estabelece a espessura final do esmalte. 3) Mineralização Redução progressiva do conteúdo proteico, o qual vai sendo substituído pelo conteúdo inorgânico. 4) Maturação Os cristais de esmalte crescem em largura e em espessura e o esmalte perde quase toda a sua água e componentes orgânicos. OBS.: Em qualquer uma dessas fases pode ocorrer problemas levando as anomalias dentárias. ANOMALIAS DENTÁRIAS Podem ser classificadas de acordo com o agente causal que a provocou: Crescimento Mineralização Irrupção a) Genéticas (10%); b) Ambientais (10%); c) Idiopáticas (80%). Sensibilização dos ameloblastos na fase INICIAL da amelogênese: Hipoplasia do esmalte (perda de estrutura – depressões no esmalte do dente) Sensibilização dos ameloblastos na fase FINAL da amelogênese: Hipomineralização do esmalte (ausência da mineralização correta – maturação deficiente). HIPOMINERALIZAÇÃO Na hipomineralização, o problema ocorre na fase final da amelogênese, mais especificamente na fase de maturação. Maturação normal Maturação alterada Os cristais de esmalte crescem em largura e em espessura e o esmalte perde quase toda a sua água e componentes orgânicos (degradação da matriz orgânica). Degradação incompleta da matriz proteica (composta por amelogenina) e existência de proteínas extrínsecas (albumida e hemoglobina) se ligam aos cristais de hidroxiapatita, e o crescimento e deposição de minerais é prejudicado. DEFINIÇÃO A hipomineralização é um tipo de defeito de desenvolvimento do esmalte que está relacionada à qualidade da mineralização da matriz do esmalte, que pode ocorrer durante a formação da coroa dentária. Se manifestam clinicamente como opacidades, difusas ou demarcadas, e podem apresentar fraturas pós eruptivas do esmalte, com exposição da dentina em casos severos. TIPOS • HMI (hipomineralização molar incisivo); • HMD (hipomineralização em molares decíduos); • HSMD (hipomineralização de segundos molares decíduos). HMI É uma alteração dentária de origem sistêmica e é caracterizada pela diminuição da mineralização de 1 até 4 primeiros molares permanente, podendo afetar também os incisivos permanentes. OBS.: A HMI pode ocorrer somente em molares, mas nunca ocorre somente em incisivos. a) Quanto mais molares são afetados, maior o risco de acometimento dos incisivos; b) O tipo e a forma de apresentação dependem do estágio de desenvolvimento, da duração e da intensidade do distúrbio. RELEVÂNCIA CLÍNICA Implicações práticas da HMI 1) Maior susceptibilidade a lesões de cárie. • Crianças com HMI tem de 2,1 a 4,6 vezes mais probabilidade de desenvolver cárie na dentição decídua; • Os casos graves de HMI têm prevalência de cárie significativamente maior do que aqueles com HMI leve; • Associação positiva entre cárie e HMI. 2) Comprometimento estético. Grande impacto na qualidade de vida do paciente. 3) Maior porosidade do esmalte. Mais susceptível a invasões bacteriana e inflamações pulpares crônicas e outros problemas. 4) Sensibilidade dentinária. Devido a um acúmulo de biofilme dentário. 5) Dor durante a escovação e secagem com ar. Principalmente logo após a erupção. 6) Dificuldade de adesão dos materiais restauradores. • O condicionamento com ácido fosfórico atua diferente no esmalte dos molares com HMI e pode interferir no mecanismo de adesão; • Isso ocorre devido a variações na composição mineral desse esmalte; • Não há diferença entre adesivos autocondicionantes e de condicionamento total; • A desproteinização com hipoclorito de sódio não apresenta benefícios antes da utilização do ácido. 7) Ansiedade da criança e no núcleo familiar • Usar o manejo da dor e do comportamento para contornar esse problema; • Evitar usar o sugador muito perto do dente; • Sempre tratar esses dentes com uso de anestesia; • Em casos extremos e severos, a administração prévia de ibuprofeno. 8) Aumento das visitas regulares Visitas ao consultório a cada 4-6 meses para verificar as opacidades preservadas (avaliação da integridade superficial) e em dentes restaurados pode ser necessário o retratamento de fraturas. PREVALÊNCIA Número crescente de crianças com hipomineralização idiopática extensa e severa em incisivos e 1° molares permanentes nos serviços odontológicos públicos. • 15,4% das crianças nascidas na década de 70 com hipomineralizações de etiologia não conhecida; A HMI não é um fenômeno recente. Em áreas onde a prevalência de cárie é alta, a HMI pode não ser detectada por causa da rápida progressão da lesão cariosa (a cárie elimina os traços da HMI). • 1 em cada 6 crianças em idade escolar apresentam hipomineralização; • 12 milhões de novos casos por ano; • Risco de cárie 1ox vezes maior para dentes com hipomineralização. Estudos epidemiológicos mostram diferentes dados de prevalência da HMI em diversas partes do mundo. • Mundial varia entre 2,4% - 40,2%; • No Brasil varia entre 2,5 % - 19,8%. Há também divergência no padrão da HMI entre incisivos e molares igualmente afetados X molares mais afetados. A relação entre a severidade do efeito e a área acometida também apresenta divergência. Não há diferença entre os gêneros. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS a) Textura porosa (aspecto de giz); b) Opacidades demarcadas; c) Coloração branca, amarelada ou castanha; d) Havendo perda de esmalte (fratura pós eruptiva), as bordas são irregulares. OBS.: Lembrar que a hipomineralização é um defeito qualitativo e, portanto, não se observa depressões na superfície do esmalte. Apresentam menor dureza e maior porosidade que se deve à: • Menor concentração mineral; • Maior conteúdo orgânico; • Estruturas dos prismas e cristais menos organizados. Dessa forma, as mudanças estruturais levam a problemas clínicos (como a dificuldade de adesão do material restaurador). Existe um padrão assimétrico de distribuição e severidade da doença. • Um mesmo paciente pode apresentar HMI leve em alguns dentes e HMI severa em outros elementos dentais; • Quanto mais molares são afetados, maior é o risco de acometimento dos incisivos. • Ex.: os 4 molares afetados, há de 4 a 7x mais chances de ter também os incisivos afetados. Quanto mais pigmentada, mais porosa e mais frágil é a estrutura do esmalte, maior é o risco de fraturas sob esforços mastigatórios. • Fraturas pós eruptivas extensas e severas dão aparência de que o tecido não foi formado; • Manchasamarelas/marrons tem mais chance de fratura pós eruptiva; Aos 8 anos de idade • Praticamente todos os incisivos permanentes erupcionados; • Todos os primeiros molares permanentes erupcionados; • Molares em boas condições, sem excessivas fraturas pós eruptivas. OBS.: Assim, nessa fase é mais oportuno para identificar e diagnosticar a HMI. SEVERIDADE Até 2010, a severidade era dividida em 3 graus. a) Grau 1: Suave; b) Grau 2: Moderada; c) Grau 3: Severa. Atualmente, a severidade da HMI é dividida em leve e severa. a) Leve • Opacidade demarcada; • Sem fratura pós eruptiva; • Ligeira sensibilidade; • Diferentes colorações (branco, amarelo, marrom-acastanhado); b) Severa • Opacidade com perda estrutural e sensibilidade (a opacidade pode ser leve, moderada ou severa); • Restauração atípica ou lesões de cárie extensas; • Extração por HMI (observar os outros molares presentes na boca). DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL LESÕES DE CÁRIE Lesões ativas: aspecto rugoso e opaco; Lesões inativas: aspecto liso e brilhante, em áreas não retentivas. Com ruptura do esmalte: é um pouco mais difícil pela semelhança com a HMI, mas em volta da ruptura de esmalte observa-se uma linha esbranquiçada opaca que mostra a atividade de cárie. COM PIGMENTAÇÃO Manchamento por sulfato ferroso. Pigmentação por bactérias cromogênicas (mancha extrínseca – é possível raspar e retirar essa mancha). HIPOPLASIA DE ESMALTE • Formação incompleta/defeituosa da matriz orgânica do esmalte; • Defeito quantitativo (redução da espessura do esmalte); • Bordas regulares; • Pigmentação amarelada ou acastanhada. FLUOROSE DENTÁRIA • Opacidades difusas; • Leve salpicado esbranquiçado às descolorações amareladas ou negro acastanhadas; • Ingestão excessiva de fluoreto durante a amelogênese (nascimento até 5-6 anos); • Pode-se observar coloração marrom/perda de estrutura (padrão bilateral e em toda a boca) Na fluorose dentária, se a exposição ao fluoreto for prolongada, ocorre envolvimento de toda a face do dente; Se houve um período de não exposição, as lesões estão restritas ao terço incisal ou cervical; Existem falhas no esmalte e essas áreas são mais propensas ao desenvolvimento de lesões de cárie. AMELOGÊNESE IMPERFEITA (TIPO HIPOMINERALIZADA) • Condição simétrica que afeta praticamente TODOS os dentes; • Tipo mais comum de amelogênese; • Esmalte com consistência de giz; • Cor branco-opaca ao mosqueada amarela-castanha. Dentes recém erupcionados parecem normais em tamanho e forma e tem esmalte com espessura normal. Devido a mineralização deficiente, o esmalte apresenta consistência mole e perde-se logo após o irrompimento. Na radiografia, o esmalte tem densidade similar à dentina (mineralização deficiente). O esmalte é perdido após o irrompimento do dente (dentina exposta sensível). AMELOGÊNESE IMPERFEITA (TIPO HIPOPLÁSICA) • Produção inadequada da matriz orgânica do esmalte; • Maior perda do esmalte envolvida; • Espessura reduzida do esmalte; • Formas lisas, ásperas ou crateriformes; • Os defeitos tem a cor da dentina e podem exibir mais tarde cor castanho-amarelada. Devido ao desgaste dentário acentuado pode haver hipersensibilidade e danos irreversíveis à polpa. HIPOMINERALIZAÇÃO DE SEGUNDOS MOLARES DECÍDUOS • HSMD como preditor da HMI em dentes permanentes; • Crianças com HSMD tem de 4 a 5 vezes mais chances de apresentar HMI; • Desenvolvimento de 2° molares decíduos 1 ° molares permanentes acontece ao mesmo tempo (período de mineralização coincidente de 13 meses); • 2° molares decíduos irrompem pelo menos 4 anos antes dos 1° molares permanentes; • A ausência de HSMD não exclui a HMI. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E DE PREVALÊNCIA • Defeitos similares a HMI observados em molares decíduos; • Prevalência varia de 0,1% a 22,2%; • Afeta de um a quatro segundos molares decíduos; • Manchas opacas que variam em tom entre branco, amarelo e castanho, com ruptura pós eruptiva do esmalte, lesões de cárie extensa e sensibilidade. Na HSMD há uma dificuldade em anestesiar o paciente, dessa forma, não se deve subestimar o desconforto do paciente e usar de técnicas anestésicas suplementares e técnicas apropriada de manejo do comportamento. TRATAMENTO DE HSMD FATORES ETIOLÓGICOS Os defeitos de esmalte são distúrbios na formação do esmalte, ou seja, no período pré eruptivo. • Fatores sistêmicos na gestação; • Primeiros anos de vida; • É uma condição multifatorial. Com relação a cronologia de formação dos incisivos e 1° molares permanentes, a formação completa da coroa dentária se dá desde o nascimento até os 5 anos de idade. A localização do defeito dependerá da parte da coroa que está sendo formada no momento da injúria e de sua intensidade e duração. 1) Complicações pré-natais Doenças na gestante como diabetes ou infecções urinárias. 2) Complicações perinatais Inclui condições como parto cesárea, parto prolongado, parto prematuro, baixo peso ao nascimento, hipóxia, hipocalcemia, doenças neonatais. 3) Doenças na infância Inclui infecções respiratórias, infecções urinárias, febre alta, exposição a poluentes (dioxina, policlorinato de bisfenol). 4) Pós natais Padrões nutricionais e hábitos dietéticos que afetam a integridade dos dentes como amamentação prolongada, introdução tardia de alimentos (risco de HMI é 5x maior). 4) Uso de antibióticos O uso de antibióticos é um fator etiológico controverso, visto que, o ameloblastos é muito sensível a febre alta (a alta temperatura corporal pode interferir na formação do esmalte), porém, coincidentemente quando há um quadro febril na criança, este resulta de uma infecção que para ser tratada necessita do uso de antibióticos. 5) Genética É razoável a hipótese de que variações genéticas podem estar associadas a alterações na amelogênese, pois o processo de formação do esmalte dentário está sob controle genético. ABORDAGEM TERAPÊUTICA O paciente com HMI (ou outro DDE – defeito de esmalte) é um paciente que apresenta um alto risco de cárie. HIPOPLASIA: Esmalte retentivo para o biofilme; HIPOMINERALIZAÇÃO: Progressão mais rápida da cárie/desgaste dentário erosivo. A atenção odontológica nesses casos deve ser precoce e frequente e deve envolver: Quando houver perda de estrutura dentária ou cárie: a) Procedimentos restauradores com CIV, CIVMR, RC; b) Princípios de mínima intervenção; c) Restauração restrita à área envolvida com término em esmalte hígido; d) Resina composta é o material de eleição; e) Dentes com defeito e parcialmente irrompidos: CIV/Verniz. OBJETIVOS Melhoria da autoestima da criança Manutenção e recuperação da integridade superficial e dimensão vertical de oclusão em decorrência de das fraturas pós-eruptivas. • Conhecimentos aplicados à odontopediatria; • Conhecimentos aplicados aos materiais restauradores; • Preferência e habilidade técnica do operador. A abordagem terapêutica visa: a) Reduzir a sensibilidade; b) Manter a oclusão; c) Manter a saúde periodontal; d) Promover a reabilitação estética; e) “Prevenir” a perda de estrutura. OPACIDADE SEM PERDA DE ESTRUTURA O fluoreto pode ser utilizado em dentes com opacidade sem perda de estrutura, no período eruptivo e no pós eruptivo. • Pasta de dente com concentração maior ou igual a 1000ppm de flúor; • Aplicações semanais de verniz fluoretado (4 semanas seguidas) – não ajuda na remineralização das lesões mas ajuda na sensibilidade dentinária. SENSIBILIDADE DENTINÁRIA VERNIZ FLUORETADO Aplicado em consultório (fluoreto de sódio a 5%). • Profilaxia; • Isolamento relativo; • Secagem; • Aplicação do verniz. Orientações: evitar alimentosduros, não escovar por pelo menos 4h. DESSENSIBILIZANTES DE USO CASEIRO • Pastas fluoretadas contendo arginina e carbonato de cálcio (2x ao dia) - ex.: Colgate pró-alívio. PASTAS DESSENSIBILIZANTES COM PRESCRIÇÃO PROFISSIONAL • A base de fosfopeptídeo de caseína- fosfato de cálcio amorfo (CCP-ACP); • Após a escovação normal, aplicar quantidade de um grão de ervilha da pasta CCP-ACP, deixar agir por 3 min. Espalhar na ponta da língua e nos dentes e deixar agir por mais 2min. Cuspir, não enxaguar (alérgicos à proteína do leite não podem usar); Essas pastas com CCP-ACP promovem um meio supersaturado de cálcio e fosfato na superfície do esmalte que auxiliam na remineralização. OBS.: Algumas gomas de mascar também apresentam esse componente DESSENSIBILIZE É uma solução viscosa neutra que combina dois mecanismos de dessensibilização: oclusão de túbulos dentinários com cloreto de estrôncio e neural com nitrato de potássio. • Profilaxia; • Aplicação do produto; • Esperar de 10 a 20 minutos; • Leve fricção do produto sobre o dente com auxílio de uma escova de Robson ou taça de borracha em baixa rotação. DESSENSIBILIZE NANO P É um agente dessensibilizante e remineralizante desenvolvido com base na tecnologia de fosfato de cálcio nanoestruturado. • O produto poderá ser aplicado com auxílio de um micro aplicador descartável; • Com disco de feltro, friccionar o produto na superfície dental por 10 segundos; • Deixar o produto em contato com o dente por 5 minutos; • Remover o excesso com bolinha de algodão; • Solicitar ao paciente que se abstenha de comida de bebida por 30 minutos. PASTAS A BASE DE ACETATO DE ESTRÔNCIO Creme dental de uso diário que promove o alívio rápido e duradouro da sensibilidade nos dentes. • Alívio rápido: massagear a base do dente sensível com uma pequena quantidade do creme dental por 60 segundos; • Alívio duradouro: escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia. • Ex.: Sensodyne. ENXAGUANTE BUCAL Com fluoreto de sódio e fluoreto de amina. • Usar 2x ao dia. FOTOBIOMODULAÇÃO Através do uso de um laser de baixa potência. • Isolamento relativo; • Uso do laser (780-980 nm) e 1J (10 segundos) por ponto. OPACIDADE COM PERDA DE ESTRUTURA Se o dente estiver na fase de erupção, podem ser utilizados selantes a base de ionômero de vidro. Se o dente estiver totalmente erupcionado, sem cárie e sem sensibilidade pode-se fazer o uso de selantes resinosos. DENTES CARIADOS PREPARO CAVITÁRIO Manutenção ou remoção completa da mancha de HMI O esmalte afetado tem prismas desorganizados, maior quantidade de matéria orgânica e propriedades mecânicas e adesivas alteradas → bordas do preparo em superfície hígida. Em muitos casos, as opacidades e perda de estrutura decorrente da HMI se estendem por toda a superfície, afetando o esmalte em sua tonalidade → remoção da estrutura desintegrada + tecido cariado. Materiais empregados CIV Resina composta • Reconstrução provisória; • Dentes sensíveis; • Como base e forramento; • Liberação de flúor; • Bom vedamento marginal; • Possibilita reparo; • Evolução dos compósitos; • Grande variedade de cores e características ópticas; • Dificuldade de adesão; • Controle e reintervenções. RESTAURAÇÃO DEFINITIVA A restauração definitiva só deve ser realizada após o estabelecimento da dimensão vertical, com completa erupção dentária, término do crescimento e preparo do paciente para receber uma restauração com isolamento absoluto, direta ou indireta. MANCHAS INTRÍNSECAS Nos casos de manchas intrínsecas decorrentes de fluorose, hipoplasia ou hipocalcificação localizada pode ser realizada a microabrasão. Indicação: manchas leves amarronzadas e brancas na superfície do esmalte; Contraindicação: manchas profundas no esmalte /dentina, dentingogênese imperfeita e manchamento por tetraciclina. Técnica operatória 1) Profilaxia (pedra pomes e água); 2) Proteção dos tecidos moles (isolamento ou vaselina); 3) Ácido fosfórico a 37% + pedra pomes extra fina (1:1); 4) Movimentos circulatórios (espátula de madeira ou taça de borracha) 10 a 12 aplicações de 5 a 10 segundos intercaladas com lavagem com água; 5) Polimento (pasta e feltro) + ATF neutro e incolor (1 minuto) e recomendação em relação a dieta. OBS.: Deve ser feita seguindo o tempo e o número de aplicações indicadas pelo fabricante. OBS.: Opalustre (Ultradent) ou Whiteness RM (FGM). Após a microabrasão, o esmalte apresenta-se mais delgado gerando uma coloração amarelada por transparecer o tecido dentinário subjacente. Dessa forma, há uma uniformização da coloração dos dentes. RESTAURAÇÃO INDIRETA Podem ser realizadas na forma de restaurações parciais ou totais. Restaurações parciais: Inlay, Onlay; Restaurações totais: coroas, cerâmicas. EXTRAÇÃO SIMÉTRICA • Molares permanentes extensamente destruídos; • Observar a classe de Angle e espaço disponível nas arcadas; • Dificuldade de anestesia adequada; • Motivação do paciente; • Idade ideal entre 8,5 e 9 anos (migração intraóssea do 2° molar permanente); OBS.: é recomendada a extração do homólogo para evitar desvio de linha média. CONSIDERAÇÕES FINAIS 1) Sempre realizar o diagnóstico precoce; 2) Escolher o tratamento adequado para cada caso; 3) Melhor prognóstico; 4) Mais estudos sobre HMI são necessários.