Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Resumo para B1 Segunda-Feira 
Endócrino e renal
Sumya El Saifi - Enfermagem.
O corpo humano é organizado em diferentes níveis estruturais, desde os mais simples até os mais 
complexos. Aqui está um resumo detalhado desses níveis:
1. Nível Químico
É o mais básico e envolve átomos e moléculas:
	 •	 Átomos: Unidades fundamentais da matéria, como carbono (C), oxigênio (O), hidrogênio 
(H) e nitrogênio (N).
	 •	 Moléculas: Compostos formados por átomos, como água (H₂O), proteínas, lipídios, 
carboidratos e DNA.
2. Nível Celular
As moléculas se organizam para formar as células, que são as unidades funcionais da vida. Cada 
tipo de célula tem uma função específica. Exemplos:
	 •	 Glóbulos vermelhos (hemácias): Transportam oxigênio.
	 •	 Neurônios: Conduzem impulsos nervosos.
	 •	 Células musculares: Permitem o movimento.
3. Nível Tecidual
Células semelhantes se agrupam para formar tecidos, que desempenham funções específicas:
	 •	 Tecido epitelial: Reveste superfícies e órgãos (exemplo: pele).
	 •	 Tecido conjuntivo: Dá suporte e conexão (exemplo: ossos e sangue).
	 •	 Tecido muscular: Permite a contração e o movimento.
	 •	 Tecido nervoso: Transmite sinais elétricos (exemplo: cérebro e nervos).
4. Nível Orgânico
Os tecidos se organizam para formar órgãos, que desempenham funções específicas no corpo. 
Exemplos:
	 •	 Coração: Bombeia sangue.
	 •	 Pulmões: Realizam trocas gasosas.
	 •	 Estômago: Auxilia na digestão.
5. Nível Sistêmico
Os órgãos trabalham juntos para formar sistemas, que realizam funções complexas. Os principais 
sistemas do corpo humano são:
	 •	 Sistema cardiovascular: Coração e vasos sanguíneos transportam sangue.
	 •	 Sistema respiratório: Pulmões e vias aéreas realizam a respiração.
	 •	 Sistema digestório: Órgãos como estômago e intestinos processam os alimentos.
	 •	 Sistema nervoso: Cérebro, medula espinhal e nervos coordenam funções corporais.
	 •	 Sistema endócrino: Glândulas produzem hormônios para regular funções do corpo.
	 •	 Sistema esquelético: Ossos fornecem suporte e proteção.
	 •	 Sistema muscular: Músculos possibilitam o movimento.
	 •	 Sistema urinário: Rins e bexiga eliminam resíduos do corpo.
	 •	 Sistema imunológico: Defende o organismo contra infecções.
	 •	 Sistema reprodutor: Responsável pela reprodução.
6. Nível do Organismo
É o nível mais complexo, onde todos os sistemas trabalham juntos para manter o funcionamento 
do corpo como um todo.
A homeostase é o processo pelo qual o organismo mantém um ambiente interno estável, apesar 
das variações externas. Esse equilíbrio é essencial para o funcionamento adequado das células, 
tecidos e órgãos, garantindo que todas as funções biológicas ocorram de maneira eficiente.
1. Importância da Homeostase
A homeostase regula condições como:
	 •	 Temperatura corporal (≈ 36,5 – 37,5°C)
	 •	 pH sanguíneo (≈ 7,35 – 7,45)
	 •	 Níveis de glicose no sangue (≈ 70 – 110 mg/dL em jejum)
	 •	 Pressão arterial
	 •	 Osmolaridade e concentração de íons no sangue
2. Mecanismos de Regulação Homeostática
A homeostase é mantida por mecanismos de retroalimentação (feedback), que podem ser:
a) Feedback Negativo (Mais comum)
	 •	 Atua para reverter uma mudança no ambiente interno, restaurando o equilíbrio.
	 •	 Exemplo: Controle da temperatura corporal
	 •	 Se a temperatura sobe, o corpo libera suor para resfriar.
	 •	 Se a temperatura cai, o corpo gera tremores para produzir calor.
	 •	 Exemplo: Regulação da glicose no sangue
	 •	 Se a glicose aumenta, o pâncreas libera insulina, que faz a glicose entrar nas células.
	 •	 Se a glicose cai, o pâncreas libera glucagon, que estimula a liberação de glicose pelo 
fígado.
b) Feedback Positivo (Menos comum)
	 •	 Atua para amplificar um estímulo, acelerando um processo até que ele seja concluído.
	 •	 Exemplo: Contrações no parto
	 •	 O hormônio ocitocina intensifica as contrações uterinas até o nascimento do bebê.
	 •	 Exemplo: Coagulação sanguínea
	 •	 Quando há um corte, o corpo libera substâncias que estimulam mais coagulação, até 
fechar o ferimento.
3. Sistemas Envolvidos na Homeostase
Vários sistemas trabalham juntos para manter a homeostase:
a) Sistema Nervoso
	 •	 Responde rapidamente a mudanças através de impulsos nervosos.
	 •	 Exemplo: Quando a temperatura corporal cai, o cérebro envia sinais para os músculos 
gerarem calor.
b) Sistema Endócrino
	 •	 Atua mais lentamente, mas com efeitos duradouros, usando hormônios.
	 •	 Exemplo: O pâncreas libera insulina e glucagon para regular a glicose no sangue.
c) Sistema Excretor
	 •	 Regula a quantidade de água e sais no corpo por meio da urina.
	 •	 Exemplo: Quando há pouca água no corpo, os rins reduzem a produção de urina.
5. Consequências da Falha na Homeostase
Se a homeostase for desregulada, podem surgir condições como:
	 •	 Hipotermia (temperatura corporal muito baixa) ou hipertermia (muito alta).
	 •	 Diabetes (descontrole na regulação da glicose).
	 •	 Hipertensão arterial (pressão sanguínea elevada, sobrecarregando o coração).
	 •	 Desidratação (perda excessiva de água).
A homeostase é essencial para a sobrevivência e envolve diversos sistemas regulatórios no corpo. 
O equilíbrio interno é mantido por mecanismos de feedback negativo e positivo, garantindo que 
funções como respiração, circulação e metabolismo ocorram de forma eficiente.
A digestão química é o processo de quebra das macromoléculas dos alimentos em moléculas 
menores por meio de enzimas digestivas. Esse processo ocorre ao longo do trato gastrointestinal, 
começando na boca e terminando no intestino delgado.
A digestão química complementa a digestão mecânica, que fragmenta os alimentos fisicamente 
(mastigação e contrações musculares), facilitando a ação das enzimas.
1. Etapas da Digestão Química
1.1. Boca (Início da Digestão Química)
	 •	 Enzima principal: Amilase salivar (ou ptialina)
	 •	 O que digere? Inicia a digestão do amido (carboidratos complexos), transformando-o em 
maltose e dextrinas.
	 •	 pH ideal: Levemente alcalino (~6,8-7,2).
	 •	 Observação: A digestão química na boca é breve, pois a amilase salivar é inativada pelo 
ácido do estômago.
1.2. Estômago (Digestão Química de Proteínas)
	 •	 Enzima principal: Pepsina (ativada do pepsinogênio pelo ácido clorídrico - HCl).
	 •	 O que digere? Proteínas → Cadeias menores de aminoácidos (peptonas e polipeptídeos).
	 •	 pH ideal: Muito ácido (~1,5-3,5) devido ao HCl.
	 •	 Outros compostos importantes:
	 •	 Renina (quimosina): Atua na digestão do leite em bebês, coagula a caseína.
	 •	 Lipase gástrica: Tem ação limitada na digestão de gorduras, pois o meio é muito ácido.
	 •	 Produto final: Quimo (mistura semilíquida de alimentos parcialmente digeridos e suco 
gástrico).
1.3. Intestino Delgado (Principal Local da Digestão Química)
A maior parte da digestão química ocorre no duodeno, com a ação de enzimas do pâncreas e do 
próprio intestino.
1.3.1. Ação do Suco Pancreático
	 •	 Produzido pelo pâncreas, contém enzimas que digerem carboidratos, proteínas e 
lipídios.
	 •	 Enzimas principais:
	 •	 Amilase pancreática: Quebra o amido em maltose.
	 •	 Lipase pancreática: Atua sobre os lipídios, quebrando-os em ácidos graxos e 
monoglicerídeos.
	 •	 Tripsina e quimotripsina: Continuam a digestão das proteínas iniciada no estômago.
	 •	 Carboxipeptidase: Quebra proteínas em aminoácidos menores.
1.3.2. Ação da Bile (Não é uma enzima, mas auxilia na digestão de gorduras)
	 •	 Produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar.
	 •	 Atua na emulsificação de gorduras, facilitando a ação da lipase pancreática.
1.3.3. Ação do Suco Entérico (Produzido pelo Intestino Delgado)
	 •	 Contém enzimas que finalizam a digestão dos nutrientes:
	 •	 Maltase, sacarase e lactase: Quebram os carboidratos em monossacarídeos (glicose, 
frutose e galactose).
	 •	 Peptidases: Quebram os peptídeos em aminoácidos livres.
	 •	 Lipase intestinal: Continua a digestão de gorduras.
2. ProdutosFinais da Digestão Química
Após a digestão química, os nutrientes são reduzidos às suas formas simples para absorção pelo 
intestino delgado:
A digestão química é um processo essencial para transformar macronutrientes em moléculas 
menores, permitindo sua absorção e uso pelo organismo. Esse processo ocorre de forma 
sequencial, envolvendo enzimas digestivas e sucos digestivos, garantindo a nutrição adequada 
para as células.
Principais Funções do Estômago
2.1. Armazenamento de Alimentos
	 •	 O estômago pode armazenar até 1,5 litro de alimento.
	 •	 Esse armazenamento permite a digestão gradual, evitando sobrecarga no intestino 
delgado.
2.2. Digestão Mecânica
	 •	 As contrações musculares do estômago misturam os alimentos com o suco gástrico, 
formando o quimo (massa semilíquida).
	 •	 Esse movimento ajuda a fragmentar os alimentos e facilita a digestão química.
2.3. Digestão Química
O estômago libera substâncias que iniciam a degradação dos nutrientes:
	 •	 Ácido clorídrico (HCl):
	 •	 Torna o ambiente ácido (pH 1,5-3,5), essencial para ativar enzimas digestivas.
	 •	 Destrói microrganismos ingeridos com os alimentos.
	 •	 Desnaturação de proteínas, facilitando a ação enzimática.
	 •	 Pepsina:
	 •	 Enzima principal do estômago.
	 •	 Quebra proteínas em fragmentos menores (peptonas e polipeptídeos).
	 •	 Lipase gástrica:
	 •	 Atua na digestão inicial das gorduras, embora tenha pouca eficiência no meio ácido.
	 •	 Muco gástrico:
	 •	 Protege a parede do estômago contra a acidez do HCl.
2.4. Absorção de Nutrientes Específicos
Embora a principal absorção ocorra no intestino, o estômago absorve algumas substâncias:
	 •	 Álcool
	 •	 Alguns medicamentos (como aspirina)
	 •	 Pequena quantidade de água
2.5. Controle da Liberação do Quimo para o Intestino
	 •	 O piloro regula a passagem do quimo para o duodeno, liberando pequenas quantidades 
de alimento de cada vez.
	 •	 Esse controle evita sobrecarga do intestino delgado.
2.6. Produção do Fator Intrínseco
	 •	 O fator intrínseco é uma proteína essencial para a absorção da vitamina B12 no intestino 
delgado.
	 •	 Sem ele, ocorre anemia perniciosa.
3. Regulação da Função do Estômago
A secreção gástrica é regulada por hormônios e estímulos nervosos:
Fases da Secreção Gástrica:
	 1.	 Fase Cefálica: O cheiro, visão ou pensamento de comida estimulam a produção de suco 
gástrico.
	 2.	 Fase Gástrica: O estômago distendido (cheio) estimula a secreção de ácido e enzimas.
	 3.	 Fase Intestinal: O intestino delgado controla a liberação gradual do quimo, regulando a 
atividade do estômago.
Hormônios Importantes:
	 •	 Gastrina: Estimula a produção de ácido clorídrico e enzimas.
	 •	 Secretina e Colecistocinina (CCK): Reduzem a atividade gástrica quando o quimo entra 
no intestino.
4. Distúrbios Relacionados ao Estômago
Problemas comuns do estômago incluem:
	 •	 Gastrite: Inflamação da mucosa gástrica devido ao álcool, estresse, bactérias (H. pylori), 
etc.
	 •	 Úlcera Gástrica: Ferida na parede do estômago causada pelo excesso de ácido ou 
infecção.
	 •	 Refluxo Gastroesofágico (DRGE): Retorno do ácido gástrico ao esôfago, causando azia.
O estômago é um órgão essencial para a digestão, atuando no armazenamento, mistura e quebra 
química dos alimentos. Suas funções garantem a preparação dos nutrientes para a absorção no 
intestino delgado. Além disso, sua regulação envolve hormônios e estímulos nervosos, garantindo 
que o processo digestivo ocorra de maneira eficiente e controlada.
1. Partes do Intestino Delgado e Suas Funções
O intestino delgado é subdividido em três regiões, cada uma com funções específicas na digestão 
e absorção:
1.1. Duodeno (≈ 25 cm)
	 •	 É a primeira porção do intestino delgado, localizada logo após o estômago.
	 •	 Função principal: Finalizar a digestão química dos alimentos.
	 •	 Recebe secreções essenciais para a digestão:
	 •	 Suco pancreático (do pâncreas) → Contém enzimas digestivas como amilase 
pancreática, lipase, tripsina e quimotripsina.
	 •	 Bile (do fígado e vesícula biliar) → Atua na emulsificação das gorduras.
	 •	 Suco entérico (do próprio intestino) → Contém enzimas como maltase, sacarase, lactase 
e peptidases.
1.2. Jejuno (≈ 2,5 metros)
	 •	 É a segunda porção do intestino delgado.
	 •	 Função principal: Absorção intensa de nutrientes como glicose, aminoácidos e ácidos 
graxos.
	 •	 Possui muitas vilosidades intestinais e microvilosidades, que aumentam a área de 
absorção.
1.3. Íleo (≈ 3 metros)
	 •	 Última porção do intestino delgado, conectando-se ao intestino grosso.
	 •	 Função principal: Absorção de nutrientes remanescentes, como:
	 •	 Vitamina B12
	 •	 Sais biliares (reciclados para o fígado)
	 •	 Contém o órgão de Peyer, estruturas de defesa contra microrganismos.
2. Funções do Intestino Delgado
2.1. Digestão Química Final
	 •	 No duodeno, ocorre a quebra completa dos nutrientes por meio das enzimas do 
pâncreas, do fígado e do próprio intestino.
2.2. Absorção de Nutrientes
A principal função do intestino delgado é absorver os nutrientes digeridos.
	 •	 Carboidratos → Absorvidos como glicose, frutose e galactose.
	 •	 Proteínas → Absorvidas como aminoácidos.
	 •	 Lipídios → Absorvidos como ácidos graxos e monoglicerídeos.
	 •	 Vitaminas e Minerais → Absorvidos de acordo com a necessidade do organismo.
	 •	 Água e Eletrólitos → Cerca de 80% da água ingerida é absorvida no intestino delgado.
A absorção é otimizada pela presença de vilosidades e microvilosidades, que aumentam a 
superfície de contato com os alimentos.
2.3. Transporte de Nutrientes para o Corpo
Após a absorção, os nutrientes são transportados para diferentes partes do corpo:
	 •	 Glicose e aminoácidos → Vão para o fígado pelo sistema porta hepático.
	 •	 Lipídios → Absorvidos pelos vasos linfáticos (quilíferos) e transportados pelo sistema 
linfático antes de entrarem na circulação sanguínea.
2.4. Movimentos do Intestino Delgado
O intestino delgado realiza movimentos musculares para misturar e transportar os alimentos:
	 •	 Peristaltismo → Movimentos que empurram o alimento ao longo do intestino.
	 •	 Segmentação → Movimentos que misturam o alimento e aumentam o contato com as 
enzimas digestivas.
O intestino delgado é o principal órgão da digestão e absorção. Suas três partes (duodeno, jejuno e 
íleo) trabalham juntas para garantir a quebra completa dos alimentos e a absorção eficiente dos 
nutrientes. Sua estrutura altamente especializada, com vilosidades e microvilosidades, garante que 
o corpo obtenha os nutrientes necessários para suas funções vitais.
Enzimas Digestivas por Órgão
2.1. Boca – Enzima da Saliva
	 •	 Amilase salivar (Ptialina)
	 •	 Atua na degradação do amido em maltose e dextrinas.
	 •	 Funciona em pH neutro (≈6,8-7,2).
	 •	 Inativada ao chegar ao estômago devido ao ambiente ácido
2.2. Estômago – Enzimas Gástricas
	 •	 Pepsina
	 •	 Principal enzima digestiva do estômago.
	 •	 Atua na digestão de proteínas, quebrando-as em peptídeos menores.
	 •	 Ativada a partir do pepsinogênio, na presença de ácido clorídrico (HCl).
	 •	 Funciona em pH ácido (≈1,5-3,5).
	 •	 Lipase gástrica
	 •	 Atua na digestão de gorduras (triglicerídeos), mas tem ação limitada devido ao meio 
ácido.
	 •	 Renina (Quimosina)
	 •	 Presente em bebês, ajuda a coagular a caseína (proteína do leite).
2.3. Intestino Delgado – Enzimas Pancreáticas e Intestinais
Enzimas do Suco Pancreático (Produzidas pelo Pâncreas, Atuam no Duodeno)
	 •	 Amilase pancreática
	 •	 Continua a digestão do amido, quebrando-o em maltose.
	 •	 Funciona em pH alcalino (≈7,5-8,5).
	 •	 Lipase pancreática
	 •	 Atua na degradação das gorduras em ácidos graxos e monoglicerídeos.
	 •	 Ação facilitada pela bile, que emulsifica as gorduras.
	 •	 Tripsina e Quimotripsina
	 •	 Degradam proteínas em peptídeos menores.
	 •	 São ativadas a partir do tripsinogênio e quimotripsinogênio por enzimas intestinais.
	 •	 Carboxipeptidase•	 Quebra peptídeos menores em aminoácidos livres.
	 •	 Nucleases (DNAse e RNAse)
	 •	 Digere ácidos nucleicos (DNA e RNA) em nucleotídeos.
Enzimas do Suco Entérico (Produzidas pelo Próprio Intestino Delgado)
	 •	 Maltase → Quebra maltose em glicose.
	 •	 Sacarase → Quebra sacarose em glicose + frutose.
	 •	 Lactase → Quebra lactose em glicose + galactose. (Deficiência causa intolerância à 
lactose).
	 •	 Peptidases (Aminopeptidase, Dipeptidase) → Quebram peptídeos menores em 
aminoácidos livres.
Importância das Enzimas Digestivas
As enzimas digestivas são essenciais para:
✅ Quebra dos alimentos em moléculas menores para absorção.
✅ Eficiência energética, pois facilitam a liberação de nutrientes.
✅ Saúde digestiva, prevenindo desconfortos gastrointestinais.
✅ Metabolismo celular, fornecendo aminoácidos, glicose e ácidos graxos para as células.
O intestino grosso é a parte final do sistema digestivo, responsável pela absorção de água e 
eletrólitos, formação das fezes e eliminação de resíduos. Embora a maior parte da digestão e 
absorção de nutrientes ocorra no intestino delgado, o intestino grosso desempenha um papel 
essencial na homeostase hídrica e no equilíbrio eletrolítico do corpo.
1. Estrutura do Intestino Grosso
O intestino grosso tem cerca de 1,5 metro de comprimento e é dividido em cinco partes principais:
	 1.	 Ceco
	 •	 Primeira porção do intestino grosso.
	 •	 Possui a válvula ileocecal, que regula a passagem do quimo do intestino delgado para o 
grosso.
	 •	 Contém o apêndice vermiforme, que tem função imunológica.
	 2.	 Cólon
	 •	 É a maior parte do intestino grosso, subdividida em:
	 •	 Cólon Ascendente → Absorção de água e eletrólitos.
	 •	 Cólon Transverso → Processamento do conteúdo fecal.
	 •	 Cólon Descendente → Armazenamento das fezes.
	 •	 Cólon Sigmoide → Transporte das fezes para o reto.
	 3.	 Reto
	 •	 Armazena as fezes até o momento da eliminação.
	 4.	 Ânus
	 •	 Órgão de eliminação dos resíduos, controlado pelos esfíncteres anais interno e externo.
2. Funções do Intestino Grosso
2.1. Absorção de Água e Eletrólitos
	 •	 O intestino grosso absorve cerca de 90% da água que chega a ele, prevenindo a 
desidratação.
	 •	 Ele também regula a absorção de eletrólitos como sódio (Na⁺) e potássio (K⁺).
	 •	 O equilíbrio dessa absorção evita diarreias (excesso de água) ou constipação (pouca 
água nas fezes)
2.2. Formação e Armazenamento das Fezes
	 •	 Após a absorção da água, o resíduo alimentar se transforma em fezes.
	 •	 As fezes são compostas por fibra, células epiteliais descamadas, água, muco e 
bactérias.
	 •	 O reto armazena as fezes até o momento da defecação.
2.3. Flora Intestinal e Produção de Vitaminas
	 •	 O intestino grosso abriga trilhões de bactérias benéficas, formando a microbiota 
intestinal.
	 •	 Essas bactérias auxiliam:
✅ Na fermentação de fibras.
✅ Na produção de vitamina K (importante para a coagulação sanguínea).
✅ Na síntese de algumas vitaminas do complexo B.
✅ Na proteção contra microorganismos patogênicos.
2.4. Movimentos Peristálticos e Eliminação das Fezes
	 •	 O intestino grosso realiza movimentos para transportar o conteúdo fecal:
	 •	 Movimentos de segmentação → Misturam o conteúdo.
	 •	 Movimentos de massa → Conduzem as fezes ao reto.
	 •	 Reflexo da defecação → Controlado pelo sistema nervoso.
2.5. Função Imunológica
	 •	 O intestino grosso contém células do sistema imunológico, protegendo contra infecções 
intestinais.
 
O intestino grosso desempenha um papel crucial na reabsorção de água, equilíbrio de eletrólitos, 
formação das fezes e eliminação de resíduos. Além disso, sua microbiota contribui para a síntese 
de vitaminas e defesa imunológica. Problemas no intestino grosso podem causar condições como 
diarreia, constipação e doenças inflamatórias intestinais.

Mais conteúdos dessa disciplina