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● – – – – – – – ● – – – ● ● – – – FORMAS CONSENSUAIS DE SOLUÇÃO DE CONFLITO. AULA 01 - 26/02/2025. Professor(a): Luciana Cardoso de Aguiar. E-mail: luciana@esucri.com.br E-mail: lucardosoaguiar@gmail.com RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE CONFLITOS E CULTURA DA PAZ. MATERIAL DE ESTUDO. Primeira parte: RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Nº 125, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010. Código de Processo Civil (LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015.) especialmente; Artigos 165° a 175°. LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015 (Mediação entre particulares como meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da Administração Pública.). LEI Nº 9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE 1996 (Lei de Arbitragem.), alterada pela LEI Nº 13.129, DE 26 DE MAIO DE 2015. CAHALI, Francisco José. Curso de Arbitragem. 5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, capítulos 1 e 4. Guia de Conciliação e Mediação: Orientações para implantação de C.E.J.U.S.C.’s (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.). Cartilha de Mediação no Direito de Família - OAB/SC 2018. Justiça restaurativa: RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA N° 225, DE 31 DE MAIO DE 2016 (Política Nacional de Justiça Restaurativa.). ZEHR, Howard. Trocando as lentes: Um novo foco sobre o crime a justiça, capítulo 10. Material em vídeo. CONFLITOS E OS MEIOS DE SUA SOLUÇÃO. INTRODUÇÃO SOBRE O TEMA. Mais do que reivindicar direitos, precisamos respeitá-los. Mais que falar, precisamos ouvir. Mais que prolatar sentenças, precisamos solucionar conflitos. Mais que lutar, precisamos pacificar. Afinal, a paz não é um destino, mas se traduz numa forma de caminhar. De modo geral, busca-se o resgate da harmonia nas relações prejudicadas pelos efeitos causados pelo conflito, os quais, de regra, são agravados pela ação do tempo quando não brevemente resolvidos. VISÃO GERAL DA CONCILIAÇÃO - OBJETIVOS DO ESTUDO. A) Promover ampla conscientização sobre a importância da solução consensual dos conflitos. B) Compreender o sentido da conciliação e desenvolver habilidades para bem promovê-la em prol da prevenção e da resolução do conflito ou, no mínimo, da redução dos seus contornos. C) Fomentar a cultura conciliatória preconizada pelo NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, analisando-a a partir das principais mudanças legislativas então advindas. https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.105-2015?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.307-1996?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.129-2015?OpenDocument https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_225_31052016_02062016161414.pdf https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_225_31052016_02062016161414.pdf – ● ◆ ● – – ● – – ◆ 1. – – – ◆ ● – – – – – ● – D) Identificar os aspectos que compõem o conflito e assimilar, a partir disso, a atuação do conciliador, com ênfase para a técnica empregada ao longo de todo o desenvolvimento da conciliação. OBJETIVO PRINCIPAL. Dentre eles, com certeza, o objetivo mais importante é o primeiro: Promover ampla conscientização sobre a importância da solução consensual dos conflitos. JUSTIÇA RESTAURATIVA? INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE JUSTIÇA RESTAURATIVA (Howard Zehr.). JUSTIÇA RETRIBUTIVA: O crime é uma violação contra o Estado, definida pela desobediência à lei e pela culpa. A justiça determina a culpa e inflige dor no contexto de uma disputa entre ofensor e Estado, regida por regras sistemáticas. JUSTIÇA RESTAURATIVA: O crime é uma violação de pessoas e relacionamentos. Ele cria a obrigação de corrigir os erros. A justiça envolve a vítima, o ofensor e a comunidade na busca de soluções que promovam reparação, reconciliação e segurança. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. A Justiça Restaurativa teve início, no Brasil, oficialmente, no ano de 2005, com três projetos-piloto implantados no Estado de São Paulo, no Estado do Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, a partir de uma parceria entre os Poderes Judiciários dessas localidades e a então Secretaria da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (P.N.U.D..). Em 31 de maio de 2016, o CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA publicou a Resolução 225°/2016, que dispõe sobre a Política Nacional de Justiça Restaurativa no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências. https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/conteudo/arquivo/ 2019/06/8e6cf55c06c5593974bfb8803a8697f3.p O CONFLITO E A RESTAURAÇÃO DA PAZ SOCIAL. Harmonia (Convivência humana.) - CONTRATO SOCIAL. A convivência pacífica impõe a aceitação de limites de liberdade. Coerção - ESTADO - REGULAÇÃO SOCIAL (Imposição de regras com sanção pelo descumprimento.). A sociedade não convive sem o Direito - “UNI SOCIETAS IBI JUS”. A SOCIEDADE NÃO CONVIVE SEM O DIREITO - “UNI SOCIETAS IBI JUS”. O DIREITO regula a atividade dos cidadãos, das coletividades e dos órgãos do próprio Estado. Entretanto, é preciso se ter em mente que o conflito é um elemento da vida que inevitavelmente integra as relações humanas. O conflito é exceção (Instala-se quando não se obtém equilíbrio nas relações.). O conflito pode se perpetuar ou ser resolvido. Se resolvido, restabelece-se a harmonia. O conflito resulta da percepção da divergência de interesses. DISTINÇÃO ENTRE CONFLITO E LITÍGIO. Adotando o conceito de lide (Conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida.) entende-se que o conflito é o termo mais adequado porque mais amplo, sendo que os mecanismos de autocomposição abrangem os conflitos – – ● – ● – – – – – – ● ◆ 2. – – – ● – manifestos (Lides.) mas também os latentes e emergentes. Conflito manifesto (Pretensão resistida.) - LIDE. Conhecido e bem conduzido o conflito, pode-se ter nele um importante meio de conhecimento e aprimoramento das relações humanas. CONFLITO E LITÍGIO - PRINCÍPIOS DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO E INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. Importante lembrar: Ocorrendo o conflito, a parte prejudicada pode decidir se ajuizará uma demanda para formular, judicialmente, a pretensão respectiva. E também, no âmbito da demanda, decidir se irá conciliar ou não. Artigo 5°, INCISOS LXXVIII e XXXV, da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. TÍTULO II. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. CAPÍTULO I. DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS. Artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: INCISO LXXVIII: A todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. INCISO XXXV: A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Um conflito pode retratar contornos muito mais amplos que aqueles delineados pela causa de pedir descrita na petição. Importante reconhecer que necessariamente seu objeto pode não ser o mesmo. LIDE ≠ CONFLITO. “Nem sempre a resolução da lide se traduz na solução do conflito, daí porque, embora prolatada a sentença, a pacificação social pode não ter sido alcançada. Por isso, alguns dizem que somente a resolução integral do conflito (Lide sociológica.) é que conduz à pacificação social.” (AZEVEDO, André Gomma de; BACELLAR, Roberto Portugal, 2007, p. 23.). AS POSSÍVEIS SOLUÇÕES PARA OS CONFLITOS. AUTOTUTELA: Solução de conflitos em que uma dar partes impõe o sacrifício do interesse da outra. Nas sociedades organizadas a autotutela é, em regra, proibida,com exceção apenas para situações de urgência ou de proporcionalidade entre valores em jogo (Exemplo: Legítima defesa.) - solução imposta por um dos litigantes. AUTOCOMPOSIÇÃO: Os envolvidos, em atividade de disponibilidade, consentem no sacrifício de seu próprio interesse, unilateral ou bilateralmente, total ou parcialmente. HETEROCOMPOSIÇÃO: Solução imposta por um terceiro. Tanto a autotutela e quanto a autocomposição são soluções parciais e alternativas. A heterocomposição se for por processo judicial (Tutela.) ordinária e imparcial, se por arbitragem será imparcial e alternativa. » AUTOTUTELA/AUTOCOMPOSIÇÃO. – – – – ● – – – ● 3. ● ● ● – – ◆ – – » Soluções parciais e alternativas. » HETEROCOMPOSIÇÃO. » Processo judicial (Ordinária e imparcial.). » Arbitragem (Imparcial e alternativa.). Então os tipos de solução de conflitos: AUTOTUTELA. AUTOCOMPOSIÇÃO. HETEROCOMPOSIÇÃO (TUTELA JURISDICIONAL E ARBITRAGEM.). À exceção da autotutela (Que deve ser a exceção e estritamente nos termos da lei.), importa buscar uma solução ser ADEQUADA. EM QUE CONSISTE A RESOLUÇÃO APROPRIADA DE CONFLITOS? Por certo, será tão mais apropriada a forma escolhida para a resolução da disputa quanto mais eficiente for o resultado alcançado, o qual está diretamente ligada à efetiva resolução do conflito. Esta é a diretriz da política de tratamento adequado dos conflitos, a qual, sob a ótica judiciária, foi criada pelo CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, sendo disciplinada pela Resolução 125°, de 29 de novembro de 2010, atualizada até então por duas emendas. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO? Conciliação: O terceiro facilitador da conversa interfere de forma mais direta no litígio e pode chegar a sugerir opções de solução para o conflito. É usada em casos mais simples, como acidentes de trânsito ou conflito entre vizinhos. Mediação: O diálogo entre as pessoas é facilitado para que elas mesmas proponham soluções. Em regra, é utilizada em conflitos multidimensionais ou complexos, como a disputa pela guarda de filhos ou pagamento de pensão. https://portaldori.com.br/2018/04/23/cnj-maior-empenho-na-formacao-de- conciliadores-e-mediadores/ MATERIAL DE APOIO. Leitura indicada: CAHALI, Francisco José. Curso de Arbitragem. 5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015; capítulo 2: Alternativas adequadas para solução de disputas, a Resolução 125°/2010 do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - Tribunal Multiportas e novo modelo processual introduzido pelo CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015. ● – – ● ◆ 4. ● – – – ● – – – ● ◆ AULA 02 - 05/03/2025. RESOLUÇÃO APROPRIADA DE CONFLITOS. Importante lembrar que os Juizados Especiais foram criados para que fossem prestigiados os mecanismos de autocomposição como forma de assegurar maior efetividade ao ordenamento jurídico- processual (LEI Nº 9.099, DE 26 DE SETEMBRO DE 1995.). Com o Código de Processo Civil (LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015.) difundiu-se ainda mais adoção dos meios não adversariais, desta vez compreendendo também as demais demandas processuais, como se verá no decorrer da disciplina. BUSCA PELA SOLUÇÃO ADEQUADA - NOVAS PRÁTICAS. “A restauração da paz social, os baixos custos, a curta duração da pendência, o grande número de casos e a obtenção de soluções eficientes são os principais motivadores desta política, a qual não confronta nem exclui o sistema da ´jurisdição tradicional´, que se vale do processo e da sentença para dirimir contendas, posto que os meios mais adequados são auxiliares das vias judiciais, guardada a premissa de que o enfrentamento de conflitos singelos de ser promovido com métodos igualmente singelos.” (In.: Brasil. Conselho Nacional de Justiça, 2015. Guia de Conciliação e Mediação: Orientações para implantação de C.E.J.U.S.C.’s, p. 8.). A RESOLUÇÃO ADEQUADA DE CONFLITOS À LUZ DA RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA 125°/2010 E DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Fórum de Múltiplas Portas ou Tribunal Multiportas. A previsão de métodos diferenciados para a resolução de disputas teve início no campo da administração pública, na década de 1970, nos Estados Unidos, em razão de uma proposta do professor Frank Sander, denominada “Multidoor Courthouse” (Fórum de Múltiplas Portas.), adaptada à organização judiciária. “Multidoor Courthouse” - O Fórum de Múltiplas Portas ou Tribunal Multiportas: Constitui uma forma de organização judiciária, na qual o Poder Judiciário funciona como um centro de resolução de disputas, com vários e diversos procedimentos, cada qual com suas vantagens e desvantagens, que devem ser levadas em consideração, no momento da escolha, em função das características específicas de cada conflito e das pessoas nele envolvidas. Em outras palavras, o sistema de uma única “porta”, que é a do processo Judicial, é substituído por um sistema composto de variados tipos de procedimento, que integram um “centro de resolução de disputas”, organizado pelo Estado, composto de pessoas treinadas para receber as partes e direcioná-las ao procedimento mais adequado para o seu tipo de conflito. O Tribunal MULTIPORTAS: Triagem das pessoas. Identificação do conflito. Verificação de qual procedimento se apresenta como o mais adequado ou recomendável no caso. IMPORTANTE: “A resolução adequada do conflito compreende uma série de métodos, os http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.099-1995?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.099-1995?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.105-2015?OpenDocument ◆ – ● ◆ – – – – – – – – – – ● – – – – – – – – – quais, de acordo com suas peculiaridades, oferecem opções para se chegar ao consenso. TRATAM-SE, POIS, DOS ‘MÉTODOS ALTERNATIVOS’ AO JULGAMENTO PELO PODER JUDICIÁRIO.” Assim é que, além do processo judicial, há a arbitragem, a conciliação, a mediação, os quais compõem um SISTEMA PLURIPROCESSUAL. MELHOR SOLUÇÃO POSSÍVEL. O que se busca é proporcionar um ordenamento jurídico-processual no qual sejam observadas as características especiais de cada processo para que se proporcione a melhor solução possível para a disputa, de acordo com suas particularidades. “Dentre as particularidades do processo, devem ser observadas as seguintes: Celeridade, custo financeiro, sigilo, manutenção de relacionamentos, flexibilidade procedimental, exequibilidade da solução, custos emocionais na composição da disputa, adimplemento espontâneo do resultado e recorribilidade.” (Brasil. Conselho Nacional de Justiça 2015. Guia de Conciliação e Mediação, p. 30-31.). QUADRO DE RESUMO - FORMAS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS. » AUTOCOMPOSIÇÃO. » METÓDO NÃO ADVERSARIAL DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS. » Caracteriza-se por uma busca conjunta das partes de um resultado que atenda aos interesses de ambas, através do diálogo, prevalecendo a cooperação sobre a competição. » Visa obter a solução por obra dos próprios litigantes, podendo ser obtida espontaneamente ou após o incentivo praticado através de mecanismos apropriados. » Exemplo: Negociação, mediação e conciliação. » HETEROCOMPOSIÇÃO. » MÉTODO ADVERSARIAL DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS. » Leva-se em conta a postura das partes frente ao conflito. » Caracteriza-se pelo enfrentamento das partes e pela imposição de uma decisão por um terceiro (Árbitro, se escolhido pelas próprias partes, ou juíz.). » Exemplo: Arbitragem e prestação jurisdicional. FORMAS DE SOLUÇÃO DO CONFLITO. AUTOCOMPOSIÇÃO pode ser direta (Ou bipolar.), como na negociação, ou indireta (Ou triangular.), também chamada autocomposição assistida, como na conciliação ou na mediação. AUTOCOMPOSIÇÃO pode se dar antes do processo, também como forma de evitá-lo, caso em que será denominada “extraprocessual”, ou no curso dele, portanto, quando já instaurado, caso em que será “endoprocessual”. » Processos não vinculantes. » Controle do processo e do seu resultado cabe às próprias partes. » Tomadade decisão particular pelas próprias partes. » Exemplos: » Negociação. » Mediação. » Conciliação. » Características intrínsecas: » Maior sigilo. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – ● ● – – – – – ● – – – ● » Maior propensão à preservação de relacionamentos. » Maior adimplente espontâneo. » Maior flexibilidade procedimental. » Maior preocupação com a humanização e a sensibilização das partes. » Maior celeridade. » Maior utilização da linguagem cotidiana das partes/interessados. » Processos vinculantes. » Controle do processo e do seu resultado cabe a terceiro(s). » Tomada de decisão extrajudicial por terceiro. » Exemplos: » Decisão administrativa. » Arbitragem. » Tomada de decisão judicial por terceiro. » Exemplo: » Decisão judicial. » Características intrínsecas. » Maior publicidade. » Maior propensão à solução do conflito como sendo uma questão pontual. » Maior exequibilidade diante de facilidades relativas à execução forçada. » Maior rigor com o seguimento de procedimento previamente estabelecido. » Maior desgaste emocional. » Maior recorribilidade. » Maiores custos processuais (Ou operacionais.). DOS PROCESSOS, MÉTODOS OU MEIOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS. NEGOCIAÇÃO. Comunicação voltada à persuasão. Em uma negociação simples e direta, as partes têm, como regra, total controle sobre o processo e seu resultado. Assim, em linhas gerais, as partes: A) Escolhem o momento e o local da negociação. B) Determinam como se dará a negociação, inclusive quanto à ordem e ocasião de discussão de questões que se seguirão e o instante de apresentação das propostas. C) Podem continuar, suspender, abandonar ou recomeçar as negociações. D) Estabelecem os protocolos dos trabalhos na negociação. E) Podem ou não chegar a um acordo e têm o total controle do resultado. IMPORTANTE: A negociação e o acordo variam conforme à matéria tratada. O acordo pode envolver um pedido de desculpas, trocas criativas, valores pecuniários, valores não pecuniários. Dentro dos limites da legislação, todos os aspectos devem ser considerados relevantes e negociáveis. MEDIAÇÃO. Forma de solução de conflitos na qual uma terceira pessoa, neutra e imparcial, facilita o diálogo entre as partes, para que elas construam, com autonomia e solidariedade, a melhor solução para o problema. ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● – – – ● ● ● ● ● ● Em regra, é utilizada em conflitos multidimensionais ou complexos. A mediação é um procedimento estruturado, não tem um prazo definido, e pode terminar ou não em acordo, pois as partes têm autonomia para buscar soluções que compatibilizem seus interesses e necessidades. CONCILIAÇÃO. Conciliação é um método utilizado em conflitos mais simples, ou restritos, no qual o terceiro facilitador (Conciliador.) pode adotar uma posição mais ativa, porém neutra com relação ao conflito e imparcial. É um processo consensual breve, que busca uma efetiva harmonização social e a restauração, dentro dos limites possíveis, da relação social das partes. PRINCÍPIOS NORTEADORES - CÓDIGO DE ÉTICA DA RESOLUÇÃO 125°. CONFIDENCIALIDADE: Tudo o que for trazido, gerado, conversado entre as partes durante a conciliação deve ficar adstrito ao processo. Com isso, se proporciona segurança. IMPARCIALIDADE: O conciliador não deve tomar partido de nenhuma das partes. Com isso, se assegura confiança. VOLUNTARIEDADE: As partes permanecem em tal processo conciliatório se assim desejarem, ou seja, lhes é atribuída a prerrogativa de participar do espaço privilegiado das decisões. Com isso, se confere às partes empoderamento/exercício de cidadania. AUTONOMIA DA VONTADE DAS PARTES: A decisão final, qualquer que seja, caberá tão somente às partes. Com isso, se fortalece a autoconfiança. REDUÇÃO DO ÍNDICE DE LITIGIOSIDADE. Evidentemente, quanto antes celebrada a composição, maiores serão os benefícios proporcionados. A expectativa é reduzir o índice de litigiosidade para: Incrementar a entrega da prestação jurisdicional. Cumprir a promessa constitucional de duração razoável do processo. Assegurar a efetividade de suas decisões. A MEDIAÇÃO COMO MEIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS - CONCEITOS. A mediação é um meio de solução de conflitos, no qual um terceiro facilitador, num ambiente sigiloso, auxilia as partes em conflito no restabelecimento do diálogo. Esse terceiro imparcial, ao buscar a reconstrução da comunicação entre as partes e a identificação do conflito, estimula a negociação (Cooperativa.), sendo as próprias partes as responsáveis pela obtenção de um eventual acordo. A MEDIAÇÃO COMO MEIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS - PROCESSO COOPERATIVO. Em outras palavras, a mediação é um PROCESSO COOPERATIVO, que leva em conta as emoções, as dificuldades de comunicação e a necessidade de equilíbrio e respeito dos conflitantes e que pode resultar num acordo. Para tanto, exige-se que os participantes sejam plenamente capazes de decidir, pautando-se o processo nos princípios já estudados. OBJETIVO PRINCIPAL DA MEDIAÇÃO. O principal objetivo do mediador não é obter um acordo, mas sim restabelecer o diálogo entre as partes, permitindo que melhorem o relacionamento, para que, por si sós, cheguem às soluções de seus problemas. Sua função é a de tentar estabelecer um ponto de equilíbrio na controvérsia, ● ● ● ● ● ● ● ● ● – – – – – ● – ● – ● – – – – – – – ● – ● aproximando as partes e captando os interesses que ambas têm em comum, com a finalidade de objetivar uma solução que seja a mais justa possível para as mesmas. É uma tentativa de um acordo possível entre as partes, sob a supervisão e auxílio de um mediador. MEDIAÇÃO - QUANDO PODE OCORRER? Não é necessário que haja um procedimento ou um processo em andamento para que se instale a mediação; ela poderá ocorrer a qualquer momento, a inteiro critério/vontade das partes. A mediação poderá ocorrer durante um procedimento de negociação, aliás, é o procedimento da negociação com a presença do mediador. A mediação pode e deve ocorrer em qualquer negociação em que haja dificuldades, desde as mais simples questões entre vizinhos, casais, etc; até as grandes questões. MEDIAÇÃO: TERCEIRO FACILITADOR. Na mediação o TERCEIRO funciona como um facilitador, um catalisador. O mediador não decide: Ele aproxima as partes, as quais podem, por si, decidirem o conflito. A mediação representa uma fusão das teorias e das práticas das disciplinas da psicologia, assessoria, direito e outros serviços do campo das relações humanas, sendo interdisciplinar. RESUMO - MEDIAÇÃO. Mediação, o que é? É um procedimento: Voluntário. Informal. Confidencial. Cooperativo. Que visa promove a resolução de um conflito, entre duas ou mais pessoas. O mediador é: Um facilitador imparcial, que através das suas técnicas, ajuda as pessoas a comunicarem, e a identificarem os seus interesses, com vista a obterem um acordo que satisfaça plenamente a ambos. O acordo: É redigido por escrito pelas partes, podendo contar com o auxílio do mediador caso assim o pretendam, e expressa as suas vontades e os seus interesses. Vantagens da mediação: Baixo custo financeiro. Celeridade na resolução do conflito. Proximidade ao cidadão. Eficácia dos resultados. Garantia de privacidade e sigilo. Redução do desgaste emocional. Promoção de ambientes cooperativos, transformando e melhorando os relacionamentos entre as pessoas, fomentando a paz social. Tempo que leva o processo de mediação: Em média tem a duração de 1 mês a um mês e meio. Poderá no entanto, ir até dois meses, dependendo do grau de dificuldade do conflito. Quanto tempo tem a duração de cada sessão: – ● – – – – – – – – Dura de 60 a 90 minutos. Dependendo da dificuldade do conflito, poderá ser necessário uma ou mais sessões, até se chegar à resolução do conflito. CONFLITOS QUE PODEM SER RESOLVIDOS POR MEDIAÇÃO. Tipos de conflitos que podem ser resolvidos pela mediação: Conflitos de vizinhança (Condomínio.). Conflitos familiares, chamada de mediação familiar (Relacionados com regulações do poder paternal,incumprimentos, partilhas de bens por divórcio ou por herança, etc.). Conflitos de consumo (Podendo envolver, por exemplo, compras/vendas, prestações de serviços, etc.). Conflitos escolares (Qualquer tipo de conflito que possa envolver pais/ professores, crianças/professores, crianças/pessoal auxiliar, crianças/crianças.). Conflitos laborais. MATERIAL DE APOIO. Leitura indicada: CAHALI, Francisco José. Curso de Arbitragem. 5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015; capítulo 2: Alternativas adequadas para solução de disputas, a Resolução 125°/2010 do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - Tribunal Multiportas e novo modelo processual introduzido pelo CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015. Guia de conciliação e mediação: Orientações para implantação de C.E.J.U.S.C.’s (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.). ● 1. – – – – 2. – – – – 3. – – – – 4. – – – – ● 5. 6. 7. 8. ● ● ● 9. 10. AULA 03 - 19/03/2025. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO. PARTE 01 - QUESTÕES OBJETIVAS (0,2 PONTOS - 0,05 CADA QUESTÃO.). Assinale a alternativa correta sobre a mediação: A) O mediador impõe uma solução para o conflito. B) A mediação é um método adversarial de resolução de conflitos. C) O mediador auxilia as partes a alcançarem uma solução negociada. D) A mediação só pode ocorrer dentro do âmbito do Poder Judiciário. De acordo com a Resolução - C.N.J. nº 125/2010, qual princípio NÃO faz parte do Código de Ética da Mediação? A) Confidencialidade. B) Imparcialidade. C) Obrigatoriedade. D) Voluntariedade. Sobre o conceito de “Tribunal Multiportas”, é correto afirmar que: A) Representa um sistema onde apenas o processo judicial pode resolver os conflitos. B) Possibilidade de utilização de diferentes métodos de resolução de disputas dentro do Poder Judiciário. C) Se restringe à conciliação e mediação, excluindo outros métodos como a arbitragem. D) Foi criado exclusivamente para resolver conflitos trabalhistas. Qual das seguintes opções é um exemplo de heterocomposição? A) Mediação. B) Conciliação. C) Arbitragem. D) Negociação. PARTE 02 - QUESTÕES TEÓRICAS (0,4 PONTOS - 0,1 PONTO CADA QUESTÃO.). Diferença entre métodos de autocomposição e heterocomposição na resolução de conflitos. Explique o conceito de “Tribunal Multiportas” e como ele contribui para a resolução adequada de conflitos. Quais são os princípios fundamentais da mediação prevista na Resolução - C.N.J. nº 125/2010? Explique a importância de pelo menos dois deles. Analisar as vantagens da mediação em comparação com o processo judicial tradicional. PARTE 03 - ESTUDO DE CASO E APLICAÇÃO PRÁTICA (0,4 PONTOS - 0,2 PONTOS CADA QUESTÃO.). Caso hipotético: Maria e João são vizinhos há cinco anos e sempre tiveram uma convivência mútua. No entanto, João decidiu reformar seu apartamento e, durante as obras, Maria passou a sofrer com ruídos excessivos e poeira constante, que afetavam sua qualidade de vida. Ela conversou com João, mas ele afirmou que a obra está dentro das normas do condomínio e que não pode fazer nada para reduzir os transtornos. O conflito se agravou e Maria cogita acionar a justiça para resolver a situação. Perguntas sobre o caso: Qual seria o método mais adequado para resolver esse conflito? Justifique sua escolha. Como um mediador poderia atuar nesse caso para facilitar a solução do conflito? Cite pelo https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/156 https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/156 https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/156 10. ● 1. – 2. – 3. – 4. – 5. 6. 7. – – 8. – – – – 9. – – – menos três técnicas ou estratégias que poderiam ser utilizadas. GABARITO: ALTERNATIVA C). JUSTIFICATIVA: A mediação é um método de solução de conflitos em que um terceiro imparcial (O mediador.) facilita o diálogo entre as partes para que elas mesmas encontrem uma solução, sem impor uma decisão. ALTERNATIVA C). JUSTIFICATIVA: A mediação é um método voluntário, ou seja, as partes não são obrigadas a participar. O Código de Ética da Mediação prevê princípios como confidencialidade, imparcialidade e voluntariedade. ALTERNATIVA B). JUSTIFICATIVA: O modelo de Tribunal Multiportas propõe que o Judiciário ofereça diversas opções de resolução de conflitos, como mediação, conciliação e arbitragem, permitindo que cada caso seja tratado de forma mais adequada. ALTERNATIVA C). JUSTIFICATIVA: A heterocomposição ocorre quando um terceiro impõe a solução do conflito às partes. Na arbitragem, o árbitro decide o litígio, diferentemente da mediação e conciliação, que são métodos de autocomposição. Autocomposição: As partes chegam a um acordo sem a imposição de uma decisão por um terceiro. Exemplos: Mediação e conciliação. Heterocomposição: Um terceiro impõe a solução do conflito. Exemplos: Arbitragem e decisão judicial. O “Tribunal Multiportas” é um modelo no qual o Poder Judiciário oferece diferentes formas de resolução de conflitos além do processo judicial tradicional, como mediação, conciliação e arbitragem. Ele contribui para a solução mais eficiente dos conflitos, reduzindo a sobrecarga do Judiciário e proporcionando soluções mais rápidas e adequadas às necessidades das partes. Os principais princípios são: Imparcialidade, voluntariedade, confidencialidade, autonomia da vontade e busca pelo consenso. Imparcialidade: Garante que o mediador não favoreça nenhuma das partes, assegurando um ambiente justo. Confidencialidade: Protege as informações compartilhadas na mediação, incentivando um diálogo aberto. As vantagens incluem: Rapidez: A mediação geralmente resolve conflitos de forma mais ágil do que o Judiciário. Menos custos: Evita despesas processuais elevadas. Preservação das relações: Como as partes constroem juntas a solução, há menos desgaste no relacionamento. Maior satisfação: As partes têm mais controle sobre a solução do conflito. O método mais adequado para resolver esse conflito é a mediação. Trata-se de um conflito entre vizinhos, que possuem uma relação contínua e precisam encontrar uma solução que preserve a boa convivência no futuro. A mediação permite que ambas as partes expressem suas preocupações e busquem, juntas, uma solução satisfatória. O mediador pode ajudar a criar alternativas para minimizar os incômodos sem a necessidade de um litígio, que poderia desgastar ainda mais a relação. – 10. – – – Além disso, a mediação é um processo mais rápido e econômico do que uma ação judicial. O mediador pode atuar utilizando as seguintes técnicas: Escuta ativa: O mediador deve ouvir atentamente as preocupações de Maria e João, demonstrando empatia e garantindo que ambos se sintam compreendidos. Isso ajuda a reduzir a tensão e abrir espaço para um diálogo produtivo. Reformulação (Paráfrase positiva.): O mediador pode reformular falas agressivas ou negativas de forma neutra e construtiva, ajudando as partes a enxergarem o conflito de uma perspectiva menos emocional e mais racional. Geração de opções: O mediador pode estimular Maria e João a proporem soluções alternativas, como a realização das obras em horários menos incômodos, uso de materiais que reduzam o ruído ou até mesmo uma compensação temporária para Maria, caso necessário. ● ◆ ● ● ● ● ● ◆ ● ● ● AULA 04 - 02/04/2025. CONCILIAÇÃO. A CONCILIAÇÃO COMO MEIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS - OBJETIVO. A conciliação é um mecanismo para a obtenção da autocomposição, mas que não se confunde com esta, que pode ser obtida através de outros mecanismos de solução de conflitos e ser levada a juízo para homologação, passando a ser denominada de autocomposição judicial. A conciliação, como mecanismo de solução de conflitos, é a atividade desenvolvida por um terceiro facilitador, para incentivar, facilitar e auxiliar as partes a se autocomporem, adotando metodologia que permite a apresentação de proposições às mesmas, visando obtenção de um acordo. A CONCILIAÇÃO COMO MEIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS - CONCEITOS. É um método autocompositivo, pois apesar da presença de um terceiro, este apenas atua como facilitador e condutor do processo de composição, nãodetendo o poder de decisão. Em outras palavras, a conciliação é o método de solução de conflitos, no qual um terceiro imparcial, sem forçar as vontades dos participantes, investiga apenas os aspectos objetivos do conflito e sugere opções para sua solução, estimulando-os à celebração de um acordo. A conciliação, então, é útil para a solução rápida e objetiva de problemas, que, preferencialmente não envolvem relacionamento entre as partes. Diferencia-se da mediação, na medida em que apresenta procedimento mais simplificado, não tendo o conciliador que investigar os verdadeiros interesses e necessidades das partes, subjacentes ao conflito aparente. Importante deixar consignado, por fim, que na literatura especializada, principalmente nos Estados Unidos da América, a conciliação, como técnica de solução de conflitos, vem absorvida pela mediação. CONCILIAÇÃO TÉCNICA. A conciliação, não considerada aquela intuitiva ou informal, mas sim a técnica, pode ser assim definida: “A conciliação consiste num processo composto por vários atos procedimentais pelo qual um terceiro imparcial facilita a negociação entre pessoas em conflito, as habilita a melhor compreender suas posições e a encontrar soluções que se compatibilizam aos seus interesses e necessidades.” (AZEVEDO, André Gomma de; BACELLAR, Roberto Portugal, 2007, p. 19.). Como já dito, a conciliação pode se dar antes do processo, também como forma de evita- lo, caso em que será denominada extraprocessual, ou no curso dele, portanto, quando já instaurado, caso em que será endoprocessual. RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Nº 125, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010. A política judiciária nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses, instituída pelo “C.N.J.” por meio da Resolução nº 125/2010, se preocupa com a MEDIAÇÃO e a CONCILIAÇÃO, porquanto diretamente relacionadas à pacificação social. CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO - DISTINÇÕES. Tratamos a conciliação e a mediação como métodos consensuais de solução de conflitos https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf ● – – – – – ● 1. ● 2. ● ◆ ● ● ● distintos, em grande parte, devido à evolução histórica desses métodos no Brasil, tendo o Código de Processo Civil (LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015.), reafirmado essa diferenciação no Artigo 165°: Seção V. Dos Conciliadores e Mediadores Judiciais. Artigo 165°: Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. §1º: A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. §2º: O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. §3º: O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. TEORIAS PARA DISTINÇÃO ENTRE MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO. Existem várias teorias relativas à diferenciação dos dois métodos, sendo as mais comuns as que se baseiam: NA MAIOR OU MENOR INGERÊNCIA DO TERCEIRO FACILITADOR NA SOLUÇÃO DO CONFLITO. Na CONCILIAÇÃO, o terceiro facilitador, no caso o conciliador, interfere de forma mais direta na solução do conflito, auxiliando as partes, chegando a sugerir opções de solução para o conflito. Já na MEDIAÇÃO, o mediador apenas facilita o diálogo entre as partes, permitindo que elas encontrem as causas do conflito e, por elas mesmas, cheguem a uma solução. NA OBJETIVIDADE OU SUBJETIVIDADE DO CONFLITO. A outra diferenciação pauta-se no tipo de conflito. Para conflitos objetivos, mais superficiais, nos quais não existe relacionamento duradouro entre os envolvidos, aconselha-se o uso da CONCILIAÇÃO; e para conflitos subjetivos, nos quais existe uma relação entre os envolvidos ou o desejo de que tal relacionamento perdure, indica-se a MEDIAÇÃO. Ambas (As diferenciações.) são contempladas pelo Código de Processo Civil. NEGOCIAÇÃO DIRETA, MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO. A negociação direta apresenta-se como o método adequado quando as partes mantêm bom relacionamento e conseguem tratar objetivamente das questões a decidir. A mediação é o mecanismo adequado quando há conflitos que envolvem inter-relações duradouras e nos quais preponderam os aspectos subjetivos, pois este método privilegia a retomada do diálogo entre as partes e o estímulo à obtenção de possíveis soluções por elas mesmas, favorecendo a autodeterminação. O que se busca com esse método é a pacificação das partes, e não necessariamente o acordo. Quando, porém, o conflito é eminentemente objetivo, pois não há aspectos resolvê-lo com http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.105-2015?OpenDocument ● ● ● ● ● – – – – brevidade, o método recomendado é a conciliação, tradicionalmente utilizada entre nós, que objetiva a obtenção de um acordo. LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015 - LEI DA MEDIAÇÃO. A RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Nº 125, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010, do Conselho Nacional de Justiça, que regulamenta a conciliação e a mediação em todo o país, estabelecendo diretrizes aos Tribunais. A partir da RESOLUÇÃO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Nº 125, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010, surgiram novas propostas de regulamentação da mediação no Brasil, através de projetos de lei, que acabaram sendo unificados na LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. O Código de Processo Civil (LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015.) regulamenta a conciliação e mediação judiciais, prevendo, logo no início do processo, uma sessão de conciliação/mediação, que apenas pode ser afastada se houver manifestação expressa de ambas as partes pelo desinteresse na composição consensual, sendo que, se as partes não se manifestarem e não comparecerem à sessão designada, o juíz aplicará multa por litigância de má-fé. “C.E.J.U.S.C.” - CENTRO JUDICIÁRIO DE SOLUÇÃO CONSENSUAL DE CONFLITOS E CIDADANIA. A sessão é realizada no Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania e pode ser desdobrada em tantas quantas as partes entenderem necessárias, desde que respeitado o prazo de 60 (Sessenta.) dias. Também há previsão de cadastramento de conciliadores e mediadores, devidamente capacitados e de câmaras privadas de conciliação e mediação, perante o Tribunal e num cadastro nacional (Artigo 167°, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.), e sua remuneração, atendendo a parâmetros estabelecidos pelo CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, podendo ser concursados; sendo considerados em todas as hipóteses, auxiliares da Justiça. Artigo 167°: Os conciliadores, os mediadores e as câmaras privadas de conciliação e mediação serão inscritos em cadastro nacional e em cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal, que manterá registro de profissionais habilitados, com indicação de sua área profissional. §1º: Preenchendo o requisito da capacitação mínima, por meio de curso realizado por entidade credenciada, conforme parâmetro curricular definido pelo Conselho Nacional de Justiça em conjunto com o Ministério da Justiça, o conciliador ou o mediador, com o respectivo certificado, poderá requerer sua inscrição no cadastro nacional e no cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal. §2º: Efetivado o registro, que poderá ser precedido de concurso público, o tribunal remeterá ao diretor do foro da comarca, seção ou subseção judiciária onde atuará o conciliadorou o mediador os dados necessários para que seu nome passe a constar da respectiva lista, a ser observada na distribuição alternada e aleatória, respeitado o princípio da igualdade dentro da mesma área de atuação profissional. §3º: Do credenciamento das câmaras e do cadastro de conciliadores e mediadores constarão todos os dados relevantes para a sua atuação, tais como o número de processos de que participou, o sucesso ou insucesso da atividade, a matéria sobre a qual versou a controvérsia, bem como outros dados que o tribunal julgar relevantes. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2011/02/Resolucao_n_125-GP.pdf http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.105-2015?OpenDocument – – – ● ◆ ● ● ● – – – ● – ● – – ● – – – ● ● ◆ §4º: Os dados colhidos na forma do §3º serão classificados sistematicamente pelo tribunal, que os publicará, ao menos anualmente, para conhecimento da população e para fins estatísticos e de avaliação da conciliação, da mediação, das câmaras privadas de conciliação e de mediação, dos conciliadores e dos mediadores. §5º: Os conciliadores e mediadores judiciais cadastrados na forma do caput , se advogados, estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem suas funções. §6º: O tribunal poderá optar pela criação de quadro próprio de conciliadores e mediadores, a ser preenchido por concurso público de provas e títulos, observadas as disposições deste Capítulo, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. “C.E.J.U.S.C.” EM CRICIÚMA - NOTÍCIA DE 21/02/2020. “C.E.J.U.S.C.” da comarca de Criciúma obtém êxito em mais de 70% das mediações familiares. https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/cejusc-da-comarca-de-criciuma- obtem-exito-em-mais-de-70-das-mediacoes-familiares? inheritRedirect=truecomeço CONCILIAÇÃO. Conciliação é um método utilizado em conflitos mais simples, ou restritos, no qual o terceiro facilitador (Conciliador.) pode adotar uma posição mais ativa, porém neutra com relação ao conflito e imparcial. É um processo consensual breve, que busca uma efetiva harmonização social e a restauração, dentro dos limites possíveis, da relação social das partes. RESUMO - CONCILIAÇÃO. Conciliação, o que é? Um dos mecanismos para a obtenção da autocomposição. Atividade desenvolvida por um terceiro facilitador visando obtenção de um acordo. Pode se dar antes do processo (Extraprocessual.) ou no curso dele (Endoprocessual.). E se a outra parte não aceitar? Como fica? Não tem acordo. Não se pode obrigar ninguém a conciliar. Que tipo de conflito pode ser resolvido com a conciliação? A conciliação volta-se para a solução rápida e objetiva de problemas superficiais, que não envolvem relacionamento entre as partes. Apresenta procedimento mais simplificado. Diretrizes da Conciliação: Flexibilidade procedimental. Informalidade. Linguagem acessível. RESUMO CONCILIAÇÃO. O resultado da conciliação tem validade jurídica? Os acordos obtidos por meio da conciliação têm força de decisão judicial, pois serão homologados por um juíz (Artigo 515°, INCISO II, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.) Lembrar: Os acordos gerados na mediação extrajudicial terão força de título executivo extrajudicial. Na hipótese de descumprimento, pode-se levar o título a protesto. Levado o termo de acordo à homologação judicial, conforme Artigo 515°, INCISO III, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/cejusc-da-comarca-de-criciuma-obtem-exito-em-mais-de-70-das-mediacoes-familiares?inheritRedirect=true https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/cejusc-da-comarca-de-criciuma-obtem-exito-em-mais-de-70-das-mediacoes-familiares?inheritRedirect=true https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/cejusc-da-comarca-de-criciuma-obtem-exito-em-mais-de-70-das-mediacoes-familiares?inheritRedirect=true ◆ – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – constituirá título executivo judicial (Artigo 20°, da LEI DE MEDIAÇÃO.). Apenas em se tratando de matéria que envolva direitos indisponíveis, mas transigíveis, é que o acordo deve necessariamente ser homologado em Juízo, sendo exigida ainda, a oitiva do Ministério Público (§2º, do Artigo 3°, da LEI DE MEDIAÇÃO.). TÍTULO II. DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. CAPÍTULO I. DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 515°: São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os Artigos previstos neste Título: INCISO I: As decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa. INCISO II: A decisão homologatória de autocomposição judicial. INCISO III: A decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza. INCISO IV: O formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal. INCISO V: O crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou honorários tiverem sido aprovados por decisão judicial. INCISO VI: A sentença penal condenatória transitada em julgado. INCISO VII: A sentença arbitral. INCISO VIII: A sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. INCISO IX: A decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo Superior Tribunal de Justiça. INCISO X: VETADO. §1º: Nos casos dos INCISOS VI a IX, o devedor será citado no juízo cível para o cumprimento da sentença ou para a liquidação no prazo de 15 (Quinze.) dias. §2º: A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CAPÍTULO I. DA MEDIAÇÃO. Seção I. Disposições Gerais. Artigo 3°: Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação. §1º: A mediação pode versar sobre todo o conflito ou parte dele. §2º: O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público, da LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015. Seção III. Do Procedimento de Mediação. Subseção I. Disposições Comuns. Artigo 20°: O procedimento de mediação será encerrado com a lavratura do seu termo final, quando for celebrado acordo ou quando não se justificarem novos esforços para a obtenção de consenso, seja por declaração do mediador nesse sentido ou por manifestação de qualquer das partes. Parágrafo Único: O termo final de mediação, na hipótese de celebração de http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument – ● – – – – – – – ● 1. – – – – 2. – – – – 3. – – – – 4. – acordo, constitui título executivo extrajudicial e, quando homologado judicialmente, título executivo judicial, da LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015. CONFLITOS QUE PODEM SER RESOLVIDOS POR CONCILIAÇÃO. Tipos de conflitos que podem ser resolvidos pela conciliação: Pensão alimentícia, guarda dos filhos, divórcio; etc. Partilha de bens. Acidentes de trânsito. Dívidas em bancos. Danos morais. Demissão do trabalho. Questões de vizinhança; etc. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO. PARTE 01 - QUESTÕES OBJETIVAS (0,2 PONTOS - 0,05 CADA QUESTÃO.). Acerca dos meios adequados de solução de conflitos, assinale a afirmativa correta. A) O ordenamento jurídico brasileironão admite, em hipótese alguma, a autotutela. B) A mediação consiste no meio adequado aos casos em que haja vínculo anterior entre as partes. Cabe ao mediador auxiliar os interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. C) O conciliador atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, sendo-lhe vedado apresentar soluções para o litígio. D) A arbitragem consiste em meio heterocompositivo, sendo certo que os árbitros e tribunais arbitrais possuem todos os poderes típicos da jurisdição estatal. Sobre a conciliação como meio de solução de conflitos, assinale a alternativa CORRETA: A) A conciliação é um método heterocompositivo, pois o terceiro facilitador tem poder de decisão sobre o conflito. B) A conciliação é um método autocompositivo, no qual o terceiro imparcial sugere opções para solução do conflito. C) A conciliação deve ser utilizada apenas nos casos em que há vínculo duradouro entre as partes. D) A conciliação é um método exclusivamente judicial, pois só pode ser realizada dentro de um processo. Em relação à diferença entre conciliação e mediação, marque a alternativa INCORRETA: A) Na conciliação, o terceiro facilitador interfere de forma mais direta na solução do conflito, podendo sugerir alternativas de acordo. B) A mediação é indicada para conflitos em que há vínculo duradouro entre as partes, enquanto a conciliação é recomendada para conflitos objetivos e pontuais. C) A conciliação e a mediação são tratadas como métodos distintos pelo Código de Processo Civil, mas podem ser utilizadas indistintamente em qualquer tipo de conflito. D) Na mediação, o terceiro facilitador auxilia as partes no restabelecimento do diálogo, sem sugerir diretamente soluções para o conflito. Qual das seguintes opções não é um exemplo de autocomposição? A) Mediação. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.140-2015?OpenDocument – – – ● 5. 6. ● ● 7. ● ● – – 8. ● ● – – ● 1. – 2. – 3. – B) Conciliação. C) Arbitragem. D) Negociação. PARTE 02 - QUESTÕES TEÓRICAS (0,4 PONTOS - 0,2 PONTO CADA QUESTÃO.). Apresente e explique os critérios de diferenciação entre mediação e conciliação. Analise as vantagens da mediação em comparação com as vantagens da conciliação. PARTE 03 - ESTUDO DE CASO E APLICAÇÃO PRÁTICA (0,4 PONTOS - 0,2 PONTOS CADA QUESTÃO.). CASO HIPOTÉTICO: Caso prático - conflito empresarial: Uma pequena empresa fornecedora de materiais de construção firmou contrato com uma construtora para o fornecimento de insumos. Após algumas entregas. a construtora alegou problemas de qualidade e se recusou a pagar pelos materiais já recebidos. A fornecedora por sua vez, afirma que os produtos estavam dentro dos padrões contratados e ameaça ajuizar uma ação judicial para cobrar os valores devidos. Antes disso, ambas as partes aceitam tentar uma conciliação no “C.E.J.U.S.C.”. Perguntas sobre o caso: A) Considerando a natureza do conflito e os objetivos da conciliação, como o conciliador poderia conduzir a sessão para que as partes cheguem a um consenso? B) Quais os princípios que devem nortear essa conciliação, e quais os possiveis resultados que poderiam ser alcançados? Caso prático - demissão sem justa causa e verbas rescisórias: Maria trabalhou por cinco anos em uma empresa do setor varejista e foi demitida sem justa causa. No momento da rescisão, a empresa efetuou o pagamento das verbas rescisórias, mas Maria alega que o valor pago está incorreto, pois não inclui algumas comissões sobre vendas realizadas nos últimos meses. A empresa argumenta que os valores foram calculados corretamente e que as comissões não eram devidas naquele período. Diante do impasse, Maria decide buscar uma solução por meio da conciliação no âmbito da Justiça do Trabalho. Perguntas sobre o caso: A) Como o conciliador deve conduzir essa sessão para facilitar um entendimento entre as partes? B) Quais princípios da conciliação podem ser aplicados nesse caso e quais vantagens esse método pode oferecer em comparação ao litígio judicial? GABARITO: ALTERNATIVA B). JUSTIFICATIVA: A mediação se aplica a conflitos em que as partes possuem um relacionamento prévio e duradouro (Exemplo: Relações familiares, societárias e de vizinhança.). O mediador não impõe soluções, mas auxilia no diálogo e na construção conjunta de um acordo. ALTERNATIVA B). JUSTIFICATIVA: Na conciliação, o conciliador pode sugerir soluções para encurtar o processo. Diferente da mediação, a conciliação é mais indicada para conflitos pontuais e de menor complexidade. ALTERNATIVA D). JUSTIFICATIVA: Na mediação, o mediador tem um papel mais passivo e não sugere – 4. – 5. 6. 7. 8. soluções diretas, mas sim incentiva as partes a encontrarem um acordo. Porém, na conciliação, o conciliador pode intervir e propor soluções para resolver a disputa. ALTERNATIVA C). JUSTIFICATIVA: A arbitragem é um método heterocompositivo, pois um terceiro (Árbitro.) impõe a solução do conflito, substituindo a decisão estatal. Na autocomposição, as partes chegam ao acordo por si mesmas, como ocorre na mediação, conciliação e negociação. A mediação e a conciliação são métodos autocompositivos de resolução de conflitos que se diferenciam principalmente pelo vínculo entre as partes e pelo papel do terceiro facilitador. A mediação é utilizada quando há uma relação prévia entre os envolvidos, como em disputas familiares ou empresariais, e busca restabelecer o diálogo para que as próprias partes encontrem uma solução. O mediador atua apenas como facilitador, sem sugerir acordos. Já a conciliação é mais comum em conflitos pontuais, como questões trabalhistas e de consumo, e permite que o conciliador tenha um papel mais ativo, podendo propor soluções para acelerar a negociação. Enquanto a mediação prioriza a reconstrução da comunicação e a busca por soluções sustentáveis, a conciliação foca na resolução rápida do problema, promovendo acordos eficazes e diretos. Em relação às vantagens, a mediação promove soluções mais duradouras e sustentáveis, pois incentiva a construção conjunta do acordo, enquanto a conciliação tende a ser mais rápida e objetiva, resolvendo impasses de maneira prática. A conciliação também é mais comum no âmbito judicial, especialmente em “C.E.J.U.S.C.’s” e na Justiça do Trabalho. ALTERNATIVA A): Diante do impasse entre a fornecedora e a construtora sobre o pagamento de materiais, o conciliador deve conduzir a sessão garantindo um ambiente neutro e permitindo que ambas as partes exponham suas versões. Ele pode identificar os reais interesses envolvidos e sugerir alternativas como desconto parcial, parcelamento do pagamento ou nova vistoria dos materiais. ALTERNATIVA B): Os princípios que norteiam essa conciliação incluem imparcialidade, oralidade e confidencialidade. O resultado esperado é um acordo que atenda parcialmente às demandas de ambos os lados, evitando um processo judicial mais custoso e demorado. ALTERNATIVA A): No conflito entre Maria e sua ex-empregadora sobre o pagamento de comissões, o conciliador deve criar um ambiente equilibrado, permitindo que ambas as partes apresentem seus argumentos e documentos comprobatórios. Com base nisso, ele pode sugerir alternativas como pagamento parcial das comissões ou um acordo de parcelamento. ALTERNATIVA B): Os princípios aplicáveis são boa-fé, flexibilidade e celeridade, garantindo um processo mais ágil e menos oneroso que um litígio judicial. A conciliação oferece vantagens como rapidez na solução, menor custo e maior adesão ao acordo pelas partes, evitando um longo processo na Justiça do Trabalho.