Prévia do material em texto
Exame clinico em paciente com necessidade de reabilitação oral por meio da prótese total removível Oq avaliar em um paciente desdentado total? Anamnese: É uma entrevista que tem por objetivo trazer a mente todos os fatos relativos ao doente e a doença Historia do paciente Condição sistêmica Condição protética Condições dentarias Historia do paciente Capacidade de adaptação do paciente em relação á prótese diminui com avançar da idade Historia do paciente: queixa principal Qual motivo que levou a procura do auxilio profissional expectativa realismo Historia do paciente: perfil psicológico Receptiva Céptico Indiferente Histérico História do paciente: Hábitos parafuncionais Bruxismo Apertamento Hábito parafuncional relacionado á profissão Condições gerais de saúde Na faixa etária mais comum de usuários de prótese, há uma prevalência de doença ou alguns tipos de tratamentos que podem impactar na retenção e estabilidade dos aparelhos protéticos. Está em tratamento médico? Faz o uso de algum medicamento? Qual? Já sofreu alguma doença grave? Traumas? Hábitos? Alergias? Condições gerais de saúde: Deficiência vitamínica ou nutricional Sinais clínicos e sintomas: boca seca, perda de apetite, declínio na sensibilidade gustativa, perda de peso e debilidade em geral. Alterações nas mucosas: susceptibilidade a traumas causados pela prótese. Reduzida resistência à infecção. Considerações protéticas: correta extensão da área basal e também da estabilidade das próteses, para não causar irritação na mucosa. Condições gerais de saúde: Diabetes Sinais clínicos e sintomas: secura na boca, tendência à obesidade, sede e fome aumentadas e perda de peso. Alterações nas mucosas: susceptibilidade ao trauma, redução da tolerância dos tecidos à prótese. Considerações protéticas: atenção à extensão da área basal para evitar ulcerações provocadas pelas bordas Condições gerais de saúde: Osteoporose Sinais clínicos e sintomas: decréscimo na massa esquelética, densidade óssea diminuída radiograficamente. Alterações ósseas: severa reabsorção óssea alveolar com o avanço da idade Considerações protéticas: tendência ao estreitamento da crista óssea maxilar e alargamento da crista mandibular. A oclusão deve ser bem equilibrada e a cobertura da área basal aproveitada ao máximo. Condições gerais de saúde: Terapia por radiações Sinais clínicos e sintomas: secura da boca, necrose, trismo nos músculos da mastigação. Alterações nas mucosas: susceptibilidade aos traumas das próteses totais. Considerações protéticas: dificuldade na moldagem e registro intermaxilar por causa do trismo muscular, extensão adequada da base protética para evitar ulcerações de borda. Condições gerais de saúde: Parkinsonismo Sinais clínicos e sintomas: há uma lentidão que limita os movimentos e estes ficam prejudicados pela rigidez muscular. Alterações nas mucosas: mucosa flácida e facilidade de estomatites provocadas pela prótese. Considerações protéticas: ensinar cuidadosa higiene bucal, ajuste oclusal adequado, possibilidade do uso de dentes não anatômicos, máximo de extensão periférica, carência de coordenação muscular em relação às próteses, obtenção e manutenção da DVO dificil devido ao tremor e à hipertonicidade muscular. História dentária Intervalo de exodontias? Motivo das extrações? Durante o procedimento cirúrgico houve alguma complicação? Qual? História protética Grau de higienização Características dos dentes artificiais Tempo de uso Hábitos parafuncionais Extensão da área basal Motivo da substituição Exame extra oral 1- Formato do rosto Ovoide Quadrado Triangular 2- Perfil facial Reto Côncavo Convexo 3- Articulação temporomandibular e sistema neuromuscular Avaliar por palpação alteração de sensibilidade nos músculos e ligamentos do complexo temporomandibular 4- Simetria facial O domínio muscular com a falta de sensibilidade, assimetrias faciais acentuadas e desníveis do plano bipupilar são condições avaliadas durante o exame físico do paciente 5- Dimensão vertical DVR = EFL + DVO 6- Avaliação dos labios: O comprimento correspondente a distancia subnasal até a borda do lábio superior Curto: 22mm 7- Exame extra-oral: classificação do sorriso 8- Relação labio X rebordo Classificação da mucosa bucal Mucosa mastigatória - Crista do rebordo residual e palato duro Mucosa de revestimento - Lábios, mucosa jugal, Palato mole e assoalho bucal Mucosa especializada - superfície dorsal da língua Mucosa mastigatória Cor Forma Integridade Mobilidade Exame intra-oral: rebordo formato mésio-distal Os rebordos quadrado e ovoide apresentam maior área se compararmos com o triangular quanto maior a área, melhor é a distribuição da força total e consequentemente maior é a estabilidade da prótese total. 3. Exame intra-oral: rebordo (altura vestíbulo-lingual) O osso que recebe estímulos mecânicos constantes tende a manter a atividade celular equilibrada. Quando o tecido ósseo para de receber estímulos ou lhe é aplicada uma força excessiva, não consegue manter tal equilíbrio, o que pode resultar também em perda de massa calcificada Exame intra-oral: inserções musculares Localização extensão Tensão Exame intra-oral: áreas retentivas Presença de torus tanto palatino quanto mandibular Avaliação da tuberosidade maxilar: não retentiva, retentiva. Exame intra-oral: saliva A saliva espessa é inconveniente para a adesão, sua presença promove um efeito de cisalhamento, tendendo a deslizar a base da prótese sobre a área basal da fibromucosa. A saliva mais fluida, é excelente para a adesão da base da prótese à área basal da fibromucosa. Exame intra-oral: mucosa especializada - língua Volume Consistência Mobilidade Posição (inserção) Hábitos Lesão traumática: Ulcera traumática está relacionada aos pontos de contato inadequados ou a sobre extensão da base da prótese Estomatite protética Tipo 1 Inflamação simples, localizada ou hiperemia em pontos Tipo 2 Área eritematosa generalizada envolvendo a superfície recoberta pela prótese Tipo 3 Tipo I + tipo II hiperplasia inflamatória granular Hiperplasia inflamatória: As lesões estão relacionadas com a irritação crônica causadas por bordas mal adaptadas ou por forças obliquas resultantes de oclusão desajustada Manejo de próteses que apresentam câmera de sucção Quelite angular Em pacientes endentados, essa condição é indicativa de prótese com a dimensão vertical de oclusão diminuída, o que facilitaria o acumulo de saliva no canto dos lábios, criando um meio propicio para a colonização da candida albicans Síndrome da combinação Perda da suporte ósseo na base da ppr Reposicionamento espacial da mandíbula anterior Reabsorção óssea na porção anterior da maxila Exames complementares: Presença ou ausência de anormalidades. Quantidade e qualidade dos tecidos ósseos. Localização do canal mandibular e forame mentoniano. Suporte ósseo dos dentes pilares. Exame complementar: modelo de estudo O modelo de estudo irá auxiliar no diagnóstico, planejamento e confecção da moldeira individual Molde - modelo - moldeira individual Exames complementar: montagem em ASA Diagnostico: é o conhecimento ou determinação de uma doença ou de um estado alterado pelos seus sintomas e sinais mediante exames diversos Plano de tratamento: Reembasamento com matérias rígidos ou macio Confecção de novas próteses Correção da oclusal Correção da dimensão vertical de oclusão e da relação central Correção da estética Moldagem anatômica e obtenção dos modelos de estudo Etapa clinica e laboratoriais: Exame do paciente Moldagem anatômica e confecção dos modelos de estudo Delimitação da área basal e confecção da moldeira individual Moldagem funcional e confecção dos modelos de trabalho Confecção dos planos de orientação Registro intermaxilar, seleção dos dentes e montagem em ASA Montagem dos dentes e prova estetica-funcional Processamento laboratorial Instalação e controles posteriores“O procedimento de moldagem tem como objetivo a obtenção de um molde, por meio do qual constrói-se um modelo, que deve ser a reprodução fiel das estruturas bucais” Moldagem de estudo/Preliminar/anatômica/primária Visa reproduzir os detalhes anatômicos da área de suporte e dos tecidos periféricos bem como obter o modelo de estudo que irá auxiliar no diagnostico, planejamento e confecção da moldeira individual Oque deve ser moldado em prótese removível? Área basal: linha irregular, que determina até onde pode estender-se a borda da prótese para obtenção de um selamento adequado, sem causar irritação aos tecidos, não alterando a fonação nem provocando traumatismo MOLDAGEM FUNCIONAL EM PROTESE TOTAL Oque é a moldagem funcional? É a técnica que garante retenção suporte, estabilidade e estética para a prótese total a ser confeccionada Também é chamada de moldagem de trabalho A partir da moldagem funcional é confeccionada a base de prova e o plano em cera É a cópia negativa do rebordo edentulo do paciente É a “forminha” em que o protético irá produzir a base de prova Oque é modelo funcional? É a reprodução do rebordo alveolar em gesso, que permite avaliar Conformação óssea e áreas retentivas Localização dos freios , bridas e demais acidentes da mucosa oral Relembrando materiais de moldagem... Anelástico: Godiva, pasta zinco-enolica Elástico: Alginato,polieter, silicone de condensação, silicone de adição, polissulfeto Anelástico godiva: Pouco utilizado Material indicado para selamento periférico nas moldeiras durante a moldagem de rebordo edentados Material termoplástico Anelástico pasta zinco-enólica: Material muito utilizado em prótese, relativamente barato Utilizado SOMENTE para moldagem de áreas edentulas Tempo de manipulação: 1 min Tempo de presa incial: 3 a 6 min Tempo de presa final: 10 min Envolver placa de vidro antes de dispensar produto para manipulação Elástico alginato: Hidrocoloide irreversível Relativamente barato Material de moldagem mais utilizado Tempo de manipulação: 1 min Tempo de presa: 3 a 4 min a partir da aglutinação Elástico poliéter: Material de altissima fidelidade de reprodução Custo elevado para uso em prótese totais e parciais Indicado para moldagem unitarias em prótese fixa e para selamento de rebordo em próteses totais Elástico Polissufeto: Material de alta fidelidade de reprodução A base de borracha mercaptana (Odor desagradavel) Pouco utilizada no brasil Indicado para moldagem unitárias em prótese fixa Silicone de condensação Material de alta fiabilidade de reprodução Indicado para moldagem em geral Requer dupla moldagem (1 pesado 2 fluido) Necessita de fio retrator Tempo de manipulação: 30 segundos Tempo de presa: 5 a 8 minutos Permite vazamento em até 72 horas (relativo) Silicone de adição Material de altissima fidelidade de reprodução Requer dupla moldagem (pesado e fluido) Indicado para modelos funcionais de trabalho Necessita de fio retrator Tempo de manipulação: 30 seg Tempo de presa: 5 a 8 seg Permite vazamento em até 7 dias (relativo) Qual o material de eleição para moldagem funcional em pt? Precisamos de um material que... Permita boa fidelidade de reprodução Copie rebordo,freios,bridas e demais detalhes da mucosa sem deslocar os tecidos Possua preço relativamente baixo Pasta zinco-enólica2 Etapas da moldagem funcional Relações maxilo-mandibulares e registro intermaxilares 27/03 Revisando sobre Moldagem Funcional: Material de escolha principal? Resposta? Pasta zinco enolica Deve se fazer pelo menos quantas moldagens? Resposta? pelo menos 2 o selamento periférico e depois o resto da maxila ou mandibula fazemos isso Quais são os movimentos que necessitamos fazer na hora de moldar? Resposta? inserção muscular relaxada, mandar beijinho, chupa canudinho, lingua para um lado para o outro Qual posição do operador? Resposta? maxila - atrás 7hrs a 8hrs mandibula Se fazer a moldagem e expor moldeira significa que ela esta muito alta Terminou a moldagem de trabalho - o protetico faz o encaixotamento da moldagem para confeção do modelo de trabalho ai vaza o gesso de novo Conceitos para oclusão: Dimensão vertical? DVR DVO EFL Dimensão horizontal: ORC Curvas de compensação e trasversa Curva de spee Curva de wilson Dimensão vertical de repouso: Distancia entre maxila e mandíbula quando os lábios se tocam normalmente e os músculos elevadores e abaixadores da mandíbula estão em equilíbrio de contração, ou seja, em uma posição de repouso fisiológico . “Lábios encostados e dentes afastados” Dimensão Vertical de oclusão Distancia vertical entre maxila e mandibula quando os dentes estão em oclusão, que no caso da prótese total corresponderá á oclusão dos planos de cera acontece na deglutição Espaço funcional livre: Representa um espaço entre os dentes mantidos pela postura da mandibula devido a um sinergismo muscular, quando estamos em vigília, tratando-se de uma medida fisiológica espaço usado na fonética Dimensão horizontal ou relação Centrica (RC) Relação horizontal do côndilo com a fossa mandibular do osso temporal em completa harmonia com o disco articular. É uma posição estável e reproduzível pelo equilíbrio fisiológico dos músculos de sustentação da mandibular, e independe do relacionamento dentário. È a posição fisiológica de equilíbrio da posição do côndilo na fossa articular sempre buscamos trabalhar mas nem sempre acontese Curva de Spee Curvatura anatômica no plano oclusal, de sentido antero-posterior do alinhamento oclusal dos dentes que tangencia as pontas das cúspides vestibulares de dentes posteriores e bordas incisais dos incisivos Linha imaginaria que passa da cúspide do canino sup ate a cuspede dos ultimos molares sup, curva ascendente Curva de Wilson Curvatura anatômica de sentido vestíbulo-lingual passando pelas cúspides vestibulares e linguais dos dentes posteriores em ambos os lados Côncava- arco inferior Convexa- arco superior Base de prova Base provisória de uma dentadura, preparada sobre o modelo funcional, que permite a realização de todas as operações prévias para confecção de uma prótese sem se deformar ou romper. Cuspedes de trabalho VI - PS Construção da base de prova: 1) cerra 7 espessura 1 mm Duas placas de vidro de espessura média 2) Manipulação da resina autopolimerizável Porporção 21 pra 7 3) Amassar uma bola de resina até o limite esperando 1 mm 4)Colocar a placa de resina sobre o modelo e recortar no limite da área chapeavel 5) eliminação dos excessos “rebarbas” 6) Base de prova concluída com todas as bordas arredondadas 7) Retenção e estabilidade adequada Confecção planos de orientação Base de prova concluída com todas as bordas arredondadas Retenção e estabilidade adequada Respeito aos limites da área chapeavel Plano de oclusão/Cera/Mordida/Oclusão Objetivo - São os responsáveis pela reconstituição da fisionomia, que consiste na reabilitação facial do paciente desdentado total e envolve a parte estética e funcional das estruturas perdidas. Construído sobre a base de prova Plano de orientação: Testar a finalidade das moldagens Determinar a DV Determinar e registrar a relação central Possibilitar a montagem dos dentes artificiais e as subsequentes provas clinicas Desempenhar a função de matrizes das futuras dentaduras Confecção dos roletes de cera 1) 1mm de largura, dobrar em forma de samfona até que fique em formato de ferradura 2) Demarcar a crista do rebordo Adaptação do plano superior 3) O plano irá acompanhar o formato da demarcação sendo adptado no perímetro externo da base de prova Adaptação do plano inferior 4) O plano de cera irá incidir exatamente sobre a linha demarcada Demarcação da papila piriforme 5) A altura do plano de cera não deve exceder ⅔ da altura da papila piriforme 6) Alisamento da cera e finalização do plano Individualização do Plano de cera superior Objetivo de recuperar, com o contorno do plano de orientação a sustentação do terço inferior da face perdidacom a remoção dos dentes naturais Irá seguir PARAMETROS ESTÉTICOS Consiste em: Ajuste do plano Suporte labial Altura incisal Plano oclusal Corredor bucal Dimensão vertical Curva de compensão Linhas de referencias Relação centrica Suporte labial Em princípio, deve-se procurar obter um ângulo de aproximadamente 90° entre a superficie do lábio superior e a base do nariz. 1. ANGULO MENOR QUE 90° * ASPECTO DE BOCA CHEIA - APARÊNCIA CARICATA 2. ANGULO MAIOR QUE 90° * REDUÇÃO DO VERMELHÃO DO LABIO E APROFUNDAMENTO DO SULCO NASOLABIAL - APARÊNCIA ENVELHECIDA Altura incisal Corresponde à determinação da porção visível dos dentes com o lábio em repouso. * 1 a 2mm do lábio superior * Pode variar com a idade e sexo* * 2mm abaixo do tubérculo para pacientes jovens: * 1-1,5mm para pacientes de meia-idade; * Ao nivel ou um pouco acima para pacientes idosos; Plano oclusal Linha do sorriso - uma curva suavemente ascendente que acompanha a borda do lábio superior Posição do plano anterior e posterior tem significados estéticos Paralelismo do plano sup com o labio inferior no sorriso Corredor bucal É o espaço existente entre a superfície vestibular dos dentes posteriores e a mucosa interna das bochechas, influenciado pela somba da mesma, que altera progressivamente a iluminação dos dentes, auxiliando no efeito de gradação antero- posterior Plano de orientação superior seguiu o perimetro externo da base de boca O corredor bucal pode ser observado como um espaço escuro que aparece lateralmente na cavidade oral durante o sorriso e na abertura da boca. Estabelecimento da Dimensão vertical Altura do terço inferior da face ou a relação espacial da mandibula em relação a maxila no plano vertical Definição dos espaços protéticos para possibilitar a função correta das próteses e garantir estética e conforto ao paciente Métado métrico Compasso de willis Distancia do canto externo do olho até a comissura labial Caincide com a DVR 13 de correlação Harmonia entre os três terços da face; tecidos moles sem falta de sustentação ou muito extendidos Erros na tomada da DVO: DVO Aumentada Espaço funcional livre diminuido Dificuldade de selamento labial Desconforto Dor Alteração na função Perda óssea Estética Desgaste da PT Individualização do Plano de Cera Inferior Altura da cera em 2/3 da altura da papila piriforme Aquecimento da cera inferior, para que ela seja ocluida com o plano superior Deformação da cera a medida que o paciente oclui Até onde ocluir? resposta = DVO DO PACIENTE * Remoção dos excessos e nivelamento dos planos inferiores com os superiores Obtenção das linhas de referência Linha média Distância Inter canina Linha alta do sorriso Linha baixa do sorriso