Prévia do material em texto
REVISÃO AV2 - FISIOPATOLOGIA DO IDOSO Esporão de calcâneo Definição: Protuberância óssea que cresce no calcâneo, no local onde a fáscia plantar se prende. Normalmente está relacionado com a fascite plantar. Causa inflamação nos tecidos adjacentes, como a fáscia. Causas: ● Depósitos de cálcio que se acumulam ao longo do tempo devido ao estresse e tensão na fáscia plantar. ● Pode ser resultado de estresse contínuo sobre o pé, lesões repetitivas, ou condições como a artrite. ● Prática de esportes de alto impacto (como a corrida) ● Pés cavos ou chatos, que, por não possuírem grande eficiência para amortecer os impactos Sobrepeso. Sintomas: ● Dor localizada no calcanhar, na sola do pé (maior pela manhã e após ou durante atividades físicas); ● Dor no arco e dor ao alongar a panturrilha (rigidez dos músculos da região); ● Redução de amplitude de movimento dos pés. Diagnóstico: ● Clínico ● Raio – X ● US ● RNM Tratamento: ● Reduzir a carga de exercícios e atividades de alto impacto; ● Perder peso para sobrecarregar menos o sistema musculoesquelético; ● Fazer fisioterapia, que auxiliará na redução dos sintomas; ● Usar palmilhas adequadas ● Uso de anti-inflamatório, auxiliam no controle da dor e inflamação. Fascite plantar Definição: É uma inflamação da fáscia plantar, uma faixa de tecido que percorre a parte inferior do pé, conectando o calcâneo aos dedos. Causas: ● Tensão excessiva na fáscia plantar ● Obesidade ● Corrida ou caminhada excessiva, ● Pés chatos ou arcos altos ● Uso de calçados inadequados. Sintomas: ● Dor aguda na parte inferior do calcanhar, que pode irradiar para o meio do pé. ● A dor é mais intensa ao dar os primeiros passos pela manhã ou após longos períodos de repouso, melhorando com o movimento, mas podendo piorar após atividades prolongadas Diagnóstico: ● Baseado no histórico do paciente e exame físico. ● Radiografias ou ressonâncias magnéticas. Tratamento: ● Corrigir as alterações nos casos de pé chato ou cavo; ● Perder peso; Readaptar a prática esportiva; ● Readequar o calçado (usar um com maior amortecimento e suporte). ● Usar palmilha adaptada. Tratamento conservador: ● Repouso: Evitar atividades que sobrecarregam os pés, especialmente aquelas que envolvam impacto repetitivo como corrida ou salto. ● Gelo: pode ajudar a reduzir a dor e a inflamação. ● Calçados Adequados: Usar calçados que ofereçam bom suporte ao arco do pé e amortecimento adequado. ● Alongamento: Alongar a fáscia plantar e o tendão de Aquiles pode ajudar a aliviar a tensão (Um exercício comum é puxar os dedos dos pés em direção ao corpo enquanto se está sentado com a perna estendida.) ● Fortalecimento dos Músculos do Pé: exercícios que fortalecem os músculos intrínsecos do pé, como apanhar objetos pequenos com os dedos dos pés. ● Palmilhas Ortopédicas personalizadas REVISÃO AV2 - FISIOPATOLOGIA DO IDOSO ● Talas noturnas mantêm o pé em uma posição alongada durante o sono, ajudando a reduzir a dor matinal. ● Medicamentos Medicamentos como ibuprofeno ou naproxeno podem ajudar a reduzir a dor e a inflamação. ● Fisioterapia: exercícios específicos e técnicas de alongamento, além de utilizar métodos como ultrassom terapêutico para acelerar a recuperação. ● Terapia por Ondas de Choque: estimula a cicatrização na área afetada e é considerada em casos persistentes. ● Controle de Peso ● Substituir atividades de alto impacto por atividades de baixo impacto, como natação ou ciclismo. ESPORÃO CALCANÊO X FASCITE PLANTAR ● Localização da dor: Ambos afetam a área do calcanhar, mas a fascite plantar está relacionada à inflamação do tecido, enquanto o esporão calcâneo é um crescimento ósseo. ● Sintomas: A dor da fascite plantar é mais associada ao movimento inicial após repouso e pode se espalhar ao longo do pé, enquanto a dor do esporão calcâneo é mais localizada. ● Causas: A fascite plantar é causada por inflamação e tensão excessiva na fáscia plantar, enquanto o esporão calcâneo resulta de depósitos de cálcio devido ao estresse contínuo. ● Doença de paget Definição: É uma condição crônica caracterizada por uma remodelação óssea anormal. O processo de reabsorção e formação óssea torna-se desordenado, resultando em ossos que são estruturalmente anormais, aumentados, mais fracos e suscetíveis a deformidades e fraturas. Causas: A causa exata da Doença de Paget não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos e ambientais: ● Genética: A doença tende a ser hereditária em alguns casos, com mutações genéticas específicas associadas ao desenvolvimento da doença. ● Infecção Viral. Fases: 1. Fase Lítica (Reabsortiva) Nesta fase inicial, ocorre uma intensa atividade osteoclástica, onde as células que reabsorvem o osso (osteoclastos) são hiperativas. Características: ● Aumento da reabsorção óssea. ● Aumento no número e tamanho dos osteoclastos. ● Reabsorção óssea rápida e desorganizada, resultando em áreas de osso enfraquecido. Sintomas: Pode ser assintomática ou associada a dor óssea devido ao rápido remodelamento. 2. Fase Mista (Reabsortiva e Formativa) Intermediária é caracterizada pela atividade simultânea de reabsorção óssea e formação óssea, mas de maneira desorganizada. Características: ● Aumento da atividade osteoblástica (células formadoras de osso). ● Formação de novo osso, mas de forma desordenada e irregular. ● O osso recém-formado é mais denso, mas menos compacto e mais propenso a deformidades. Sintomas: Dor óssea continua, podendo haver deformidades e sensação de calor sobre os ossos afetados devido ao aumento do fluxo sanguíneo. 3. Fase Esclerótica (Formativa) A atividade de formação óssea predomina, mas o osso formado continua a ser anormal. REVISÃO AV2 - FISIOPATOLOGIA DO IDOSO Características: ● O osso se torna mais denso e esclerótico (endurecido). ● Apesar da densidade aumentada, a estrutura do osso é anormal, resultando em fraqueza e susceptibilidade a fraturas. ● Os ossos podem se tornar deformados e alargados. Sintomas: Deformidades ósseas são mais pronunciadas. Dor óssea pode persistir e a susceptibilidade a fraturas continua elevada. 4. Fase ● Redução da atividade osteoblástica. Pouca ou nenhuma atividade de remodelação Sintomas: ● Assintomático a sintomas moderados ● Dor, edema e calor local, pior à noite ou ao repouso ● Crescimento ósseo inadequado ● Deformidades (arqueamento, cifose) ● Fraturas patológicas ● Neuropatias compressivas (coluna e base do crânio) Diagnóstico ● História clínica, exames físicos e testes diagnósticos: ● Exames de Sangue: Aumento dos níveis de fosfatase alcalina é um achado comum. ● Exames de Imagem: Radiografias, cintilografia óssea, e ressonância magnética (RM) podem mostrar áreas de remodelação óssea anormal. ● Biópsia Óssea Tratamento: O tratamento visa controlar os sintomas e retardar a progressão da doença ● Medicações ● Bifosfonatos: São a primeira linha de tratamento para reduzir a atividade da doença óssea. Exemplos incluem alendronato e risedronato. ● Calcitonina: Pode ser usada em casos em que bifosfonatos não são adequados. ● Analgésicos e Anti-inflamatórios: Para controlar a dor. ● Fisioterapia: Para melhorar a mobilidade e fortalecer os músculos ao redor das áreas afetadas. ● Cirurgia: Em casos de fraturas graves, deformidades significativas ou compressão nervosa, a cirurgia pode ser necessária para corrigir problemas ósseos. . Osteoartrose Definição: É uma doença degenerativa das articulações caracterizada pela degradação progressiva da cartilagem articular, acompanhada de alterações no osso subcondral e inflamação das estruturas periarticulares. Esta condição leva a dor, rigidez e perda de função nas articulaçõesafetadas. ● Artrose, osteoartrite, doença degenerativa articular, artrite degenerativa ● Afeta principalmente: quadris, joelhos, mãos e pés ● Doença reumática mais prevalente entre indivíduos com mais de 65 anos de idade. Causas ● A osteoartrose é uma condição multifatorial, e suas causas podem incluir: ● Idade ● Genética ● Lesões Articulares ● Obesidade: O excesso de peso aumenta a carga sobre as articulações. ● Sobreuso: Atividades que envolvem uso repetitivo das articulações. ● Outras Condições: Doenças como artrite reumatoide ou outras condições inflamatórias articulares podem predispor à osteoartrose. Sintomas ● Dor Articular: Dor que piora com a atividade e melhora com o repouso. ● Rigidez: Rigidez nas articulações, especialmente após períodos de inatividade ou ao acordar. ● Perda de Flexibilidade: Dificuldade em mover a articulação através de sua amplitude completa de movimento. ● Inchaço: Pode haver inchaço ao redor da articulação afetada. ● Crepitação: Sensação ou som de estalos durante o movimento articular. REVISÃO AV2 - FISIOPATOLOGIA DO IDOSO ● Deformidade Articular: Em estágios avançados, pode haver deformidades visíveis na articulação afetada. Diagnóstico ● História Clínica e Exame Físico ● Exames de Imagem: Radiografia: Mostra a diminuição do espaço articular, esclerose do osso subcondral e presença de osteófitos (esporões ósseos). Ressonância Magnética (RM): Pode ser utilizada para avaliar detalhes da cartilagem, osso subcondral e estruturas periarticulares. Quadros Clinícos: QUADRIL • Dor contínua em quadril, pode ser referida em face interna coxa e joelho • Acentua com carga, movimentos do quadril, frio e umidade • Associação com dor lombar • Amplitude de movimentos diminuída, rigidez articular, crepitação e aumento volume articular. JOELHO • Dor no joelho que piora com atividade física e melhora com repouso • Hipotrofia do quadríceps • Déficit de força muscular • Marcha em flexo do joelho com rotação interna da perna (varo) • Crepitação ao movimento ativo e passivo • Limitação da mobilidade MÃOS: nódulos de Bouchard e nódulos de Heberden. Tratamento O tratamento da osteoartrose visa aliviar os sintomas, melhorar a função articular e retardar a progressão da doença: ● Perda de Peso: Reduz a carga sobre as articulações. ● Exercícios: Exercícios de baixo impacto, como caminhada, natação e ciclismo, ajudam a manter a mobilidade e fortalecer os músculos ao redor das articulações. ● Aplicação de Calor e Frio: Pode ajudar a aliviar a dor e a rigidez. ● Medicações:Analgésicos: Paracetamol ou medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para alívio da dor. ○ Corticosteroides: Injeções de corticosteroides podem ser usadas para reduzir a inflamação nas articulações afetadas. ○ Suplementos: Glucosamina e condroitina são frequentemente utilizados, embora a evidência de sua eficácia seja variada. ○ Fisioterapia: Programas de exercícios personalizados para melhorar a força e a flexibilidade. ○ Intervenções Médicas: ■ Viscosuplementação: Injeções de ácido hialurônico para melhorar a lubrificação articular. ○ Cirurgia: Em casos graves, pode ser necessária a cirurgia para realinhamento articular (osteotomia) ou substituição total da articulação (artroplastia). OBJETIVOS • Alívio da dor • Restauração do movimento • Correção da deformidade • Estabilidade Artrite reumatoide Definição: Doença inflamatória sistêmica crônica autoimune, de etiologia desconhecida caracterizada por processo inflamatório crônico que acomete as articulações sinoviais, expressando-se como artrite simétrica, cumulativa, potencialmente erosiva e destrutiva. Causas: ● Genética ● Fatores Ambientais: Exposição a certos agentes infecciosos (bactérias ou vírus) pode desencadear a doença. ● Tabagismo: Fumar é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento e agravamento da AR. REVISÃO AV2 - FISIOPATOLOGIA DO IDOSO ● Hormônios: Podem influenciar a suscetibilidade, uma vez que a AR é mais comum em mulheres. Sintomas ● Dor Articular: Dor nas articulações afetadas, frequentemente simétrica (ambos os lados do corpo). ● Inchaço e Rigidez: Inchaço e rigidez matinal que pode durar várias horas. ● Calor e Vermelhidão: As articulações podem ficar quentes e avermelhadas. ● Perda de Função: Diminuição da amplitude de movimento e da função articular. ● Fadiga e Febre: Fadiga generalizada e, ocasionalmente, febre baixa. ● Nódulos Reumatoides: Nódulos firmes sob a pele, geralmente sobre áreas de pressão, como cotovelos. Diagnóstico ● História Clínica e Exame Físico: Avaliação dos sintomas, padrão de envolvimento articular e presença de nódulos reumatoides. ● Fator Reumatoide (FR): Presente em cerca de 70-80% dos casos, mas não específico. ● Anticorpos Anti-CCP (Peptídeo Cíclico Citrulinado): Altamente específicos para AR. ● Velocidade de Hemossedimentação (VHS) e Proteína C-Reativa (PCR): Indicadores de inflamação. ● Exames de Imagem: ○ Radiografias: Podem mostrar erosões ósseas e redução do espaço articular em estágios mais avançados. ○ Ultrassom e Ressonância Magnética (RM): Úteis para detectar inflamação precoce e danos articulares. Tratamento O tratamento da artrite reumatoide visa controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir danos articulares e melhorar a função física: ● Medicações: ○ Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Para alívio da dor e inflamação. ○ Corticosteroides ○ Medicamentos Antirreumáticos ○ Biológicos ● células B (rituximabe) ● Fisioterapia e Terapia Ocupacional: Exercícios e técnicas para manter a mobilidade articular e a função. ● Aparelhos Ortopédicos: Talas e outros dispositivos para apoiar e proteger as articulações afetadas. ● Exercícios e Dieta: Manter um estilo de vida saudável, incluindo exercícios regulares e uma dieta balanceada. ● Cirurgia: ● Sinovectomia: Remoção do revestimento inflamado da articulação. ● Artroplastia: Substituição total da articulação em casos de danos graves. Espondilite anquilosante Definição: A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações da coluna vertebral e as articulações sacroilíacas (entre a base da coluna e a pelve). A inflamação leva à dor e rigidez, e, ao longo do tempo, pode resultar na fusão das vértebras, causando perda de mobilidade da coluna. Alterações patológicas ocorrem em 3 estágios: 1 - reação inflamatória com infiltração de linfócitos 2 - formação de tecido de granulação e erosão do osso subjacente 3 - substituição do tecido de granulação por tecido fibroso ● Calcificação do tecido fibroso levando à anquilose da articulação Causas: ● Genética: A maioria das pessoas com EA possui o gene HLA-B27, que está associado a um aumento significativo do risco de desenvolver a doença. ● Sistema Imunológico: A EA é considerada uma doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca erroneamente os tecidos do próprio corpo, levando à inflamação crônica. REVISÃO AV2 - FISIOPATOLOGIA DO IDOSO Sintomas ● Dor e Rigidez nas Costas: Geralmente começa na parte inferior das costas e nas nádegas. A dor é tipicamente pior durante a manhã e após períodos de inatividade. ● Melhora com o Exercício: A dor e a rigidez geralmente melhoram com a atividade física e pioram com o repouso. ● Diminuição da Mobilidade: A inflamação crônica pode levar à fusão das vértebras (anquilose), resultando em uma coluna rígida e menos flexível. ● Dor nas Articulações: Pode afetar outras articulações, como quadris, ombros e joelhos. ● Sintomas Sistêmicos: Fadiga, febre baixa e perda de apetite. ● Entesite: Inflamação nos pontos onde os tendões e ligamentos se conectam aos ossos, causando dor e sensibilidade. Diagnóstico ● HistóriaClínica e Exame Físico ● Exames de Imagem: ○ Radiografias: ○ Ressonância Magnética (RM) Tratamento O tratamento da espondilite anquilosante visa controlar a dor, reduzir a inflamação, melhorar a função e prevenir complicações: ● Medicações: ○ Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Como ibuprofeno e naproxeno, são a primeira linha de tratamento para reduzir a dor e a inflamação. ○ Corticosteróides ● Fisioterapia e Exercícios: ○ Exercícios Regulares: Mantêm a mobilidade e a flexibilidade da coluna vertebral. ○ Exercícios de Postura: Para evitar deformidades e melhorar a postura. ○ Fisioterapia: Programas personalizados para fortalecer os músculos ao redor da coluna e das articulações afetadas. ● Intervenções Não Medicamentosas: ● Terapias Alternativas: Como acupuntura e massagens podem ajudar a aliviar a dor em alguns pacientes. ● Suporte Psicológico ● Cirurgia: ○ Cirurgia de Correção: realinhar a coluna ou substituir articulações danificadas.