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PLANO DE ESTUDOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Descrever os principais tipos de operações em uma in-
dústria e apresentar, resumidamente, metodologias de 
gestão.
• Apresentar métodos, aplicativos e processos para gestão 
econômica de empreendimentos.
• Descrever estratégias de montagem de sistemas de in-
formação para empreendimentos públicos ou privados.
• Apresentar os conceitos relativos ao ciclo de vida de pro-
dutos e empreendimentos, levando em conta parâmetros 
de sustentabilidade.
• Descrever como considerar o ser humano como protago-
nista do trabalho e de suas ações no ambiente.
Gestão de Operações
Gestão Econômica Ciclo de Vida
ErgonomiaSistemas de Informação
Dr. José Roberto Castilho Piqueira
Indústria e Produção
Gestão de Operações
• Os fundamentos científicos da engenharia 
de produção foram estabelecidos por Taylor 
(USA) e Fayol (França).
• A gestão de operações em uma indústria se 
divide em: recursos humanos, recursos ma-
teriais, transformações e qualidade.
• O Sistema Toyota de Produção introduziu o con-
ceito de just in time, eliminando o desperdício.
Conforme você deve ter notado nas unidades re-
lativas às Engenharias Civil, Elétrica e Química, 
uma boa parte do trabalho do engenheiro está 
relacionada com o planejamento e controle dos 
processos, com o cumprimento de prazos e com 
a viabilização financeira dos empreendimentos.
Esse tipo de atividade está presente em todos 
os ramos da vida humana, tendo em vista que o 
aumento da população requer racionalidade e 
produção em larga escala dos bens relacionados 
ao dia a dia da espécie humana e de seu ambiente.
177UNIDADE VII
A percepção da necessidade de bases lógicas 
para planejamento e controle da produção, origem 
da chamada Engenharia de Produção ou Indus-
trial, talvez se deva à Frederick Winslow Taylor 
(1856-1915) (Figura 1) que, ao observar o modelo 
de produção da indústria americana do início do 
século XX, pensou em estabelecer bases científicas 
para os processos produtivos.
Nessa época, a indústria automobilística ameri-
cana se fundamentava no modelo de Henry Ford 
(1863-1947), pioneiro da indústria automobilística, 
que preconizava que cada operário deveria fazer uma 
parte específica do produto, tornando-se um especia-
lista, voltado para os detalhes de sua peça (Figura 2).
Taylor era um engenheiro mecânico e foi presi-
dente da ASME (American Society of Mechanical 
Engineering), tendo escrito vários artigos publica-
dos nos periódicos da época. Entretanto sua obra 
seminal é o livro de 1911, Principles of Scientific 
Management, editado pela Harper & Brothers, 
em Londres e Nova York.
Nesse livro, estão colocadas as bases do Tay-
lorismo que defende a especialização e visão de 
tarefas, com rigoroso treinamento para os ope-
rários, além da execução de um controle sobre o 
rendimento de cada um, atribuindo prêmios àque-
les que as executam com maior eficiência. Além 
disso, defendia que o processo de produção era de 
responsabilidade dividida equitativamente entre o 
corpo diretivo da fábrica e seus operários.
Figure 1 – Frederick Winslow Taylor
Fonte: Wikipédia ([2017])1.
Figura 2 – Henry Ford
Fonte: Qad ([2017])2.
178 Indústria e produção
Contemporaneamente a Taylor, porém na França, 
Jules Henri Fayol (1941-1925) (Figura 3), que tinha 
como formação a Engenharia de Minas, propôs o 
que se chama, nos dias de hoje, a Teoria Clássica da 
Administração, composta por 14 princípios: divi-
são do trabalho, disciplina, unidade de comando, 
unidade de direção, subordinação dos interesses 
particulares ao interesse geral, remuneração, cen-
tralização, hierarquia, ordem, equidade, estabilida-
de do pessoal, iniciativa e união do pessoal.
Embora as ideias propostas por Taylor e Fa-
yol apresentem divergências, principalmente em 
relação às hierarquias de comando, ambos con-
juntos de princípios são aplicáveis, considerando 
sua adequação a cada caso particular.
Taylor iniciou trabalhando como operário, 
passou pela função de contramestre e chegou a 
engenheiro chefe. Por isso, seus princípios têm 
um bom olho dos operários e do pessoal de linha 
de produção, combinado com o ponto de vista do 
corpo diretivo da fábrica.
Fayol sempre trabalhou ligado à administração 
superior da companhia em que trabalhava e, pos-
teriormente, trabalhou na administração pública 
francesa. Por isso, seus princípios se assemelham 
a um receituário para a alta administração.
Nos dias de hoje, essa metodologia desenvol-
vida no início do século XX deve ser aplicada a 
sistemas produtivos cada vez mais complicados, 
muitas vezes, constituídos por um emaranhado 
de processos de entrada, saída e retroalimenta-
ção. De maneira simplificada, poderíamos dizer 
que processos são atividades ou conjuntos de 
atividades que, a partir de entradas, as transfor-
mam, fornecendo uma saída. Uma maneira mais 
específica de se expressar isso é considerar que 
um processo é um conjunto de recursos mate-
riais e humanos, submetidos a regras, normas e 
transformações, que devem gerar um produto.
Assim, gerir um processo é prover e gerir recur-
sos, projetar e controlar regras de transformação para 
obter um produto específico, dentro de padrões de 
qualidade previamente definidos, veja na figura, a 
seguir, a divisão das tarefas de gestão de um processo.
A gestão de recursos humanos, fundamenta-
da nos modelos de Taylor e Fayol, tem sido exer-
cida de maneira a criar linhas de montagem de 
móveis, com trabalhadores especializados.
Figura 3 – Jules Henri Fayol
Fonte: Wikimédia ([2017, on-line)3.
179UNIDADE VII
Embora essa abordagem seja de sucesso, tem 
como principal desvantagem a pouca flexibilidade, 
pois a cada nova versão ou novo produto, novas fer-
ramentas devem ser projetadas, e a mão de obra trei-
nada novamente aumentando, os custos de produção.
No ambiente industrial dos dias de hoje, os ope-
rários trabalham em grupos colaborativos, com au-
to-gestão, permitindo flexibilidade de funções e de 
atuação, melhorando a eficiência da mão de obra.
A gestão de materiais é, também, um ponto 
em que as estratégias de controle estão sendo for-
temente modificadas. A verticalização e o controle 
de todas as fontes de suprimento estão sendo subs-
tituídos pelo chamado just in time. Nessa modali-
dade, a indústria associa à matéria-prima de seus 
produtos fornecedores dedicados que fornecem 
material apenas quando necessário. É o que se 
pode chamar de combate à cultura do desperdício.
É na gestão das transformações que as in-
dústrias estão se aprimorando a cada dia. O desen-
volvimento de ferramentas computacionais e de 
automação permite uma grande economia, pois 
evita a troca de hardware quando os processos 
precisam ser alterados. Mudanças de softwares e 
ampliações de memória dão conta das atualiza-
ções, mantendo máquinas e pessoas.
As novas maneiras de gerir a fabricação dos 
produtos industriais permitem uma grande re-
dução de custos, proveniente da eliminação de 
desperdícios e de compra de máquinas e fer-
ramentas. Além disso, o uso de ferramentas de 
precisão (lasers e fibras ópticas) controlados por 
software tornou a gerência da qualidade o fator 
primordial da inserção de produtos no mercado.
A indústria automobilística, por exemplo, antes 
dominada pelo alto luxo e alto preço, volta-se para 
a alta qualidade de baixo preço, fundamentada no 
chamado “Sistema Toyota de Produção”, criado por 
Eiji Toyoda (Figura 4a), (1913-2013), da família 
proprietária das indústrias Toyota e de seu enge-
nheiro chefe Taiichi Ohno (Figura 4b), (1912-1990).
O sistema Toyota de Produção, concebido 
pelo Engenheiro Taiichi Ohno, revolucionou 
a indústria em todo mundo. Para saber mais 
sobre ele, assista: .
Figura 4a – Eiji Toyoda
Fonte: Encrypted ([2017], online)4.
Figura 4b – Taiichi Ohno
Fonte: Encrypted ([2017], on-line)5.
180 Indústria e produção
• A gestão econômica, no ambiente industrial, 
está ligada aos custos de fabricação de um 
dado produto.
• Essecusto inclui insumos, como recursos ma-
teriais e humanos, bem como administração, 
depreciação e energia.
A gestão econômica de um negócio comercial foi, 
ao longo do tempo, objeto de um raciocínio simples:
X = Receita, isto é, quanto recebi pelas mer-
cadorias vendidas;
Y = Despesa, isto é, quanto paguei por elas + 
quanto gastei de aluguel + salários de funcio-
nários + impostos + contas de água e energia;
Lucro = X – Y.
Entretanto essa maneira de calcular, embora útil, 
resume, nos dias de hoje, procedimentos mais 
complicados, uma vez que, no ambiente indus-
trial, a expressão “quanto paguei por elas” pode 
ser difícil de ser calculada, diferentemente de um 
ambiente comercial, em que as mercadorias são 
compradas prontas, diretamente dos fornecedores.
Gestão Econômica
181UNIDADE VII
Até os anos 90, as indústrias fabricavam pro-
dutos submetidos a inovações mais vagarosas, e 
suas máquinas e ferramentas requeriam reno-
vação em ritmo não muito rápido, tornando a 
estrutura de custos de fabricação mais previsível.
O advento dos computadores, da explosiva 
miniaturização da eletrônica e da automação 
mudou totalmente esse panorama. Para manter 
suas posições nos mercados, as indústrias devem 
produzir produtos inovadores e com conteúdo 
tecnológico cada vez mais alto.
Isso requer renovações em produtos e linhas 
de produção flexíveis, que permitam alterações 
constantes, com equipes de trabalho criativas pro-
duzindo softwares renovados para um hardware 
que, na medida do possível, deve ser mantido.
É da gestão da expressão “quanto paguei por 
elas” ou do custo de fabricação que estamos tra-
tando nesta seção, ressaltando que não estamos 
propondo uma abordagem completa e fechada, 
mas algumas noções que podem ser úteis se 
aperfeiçoadas em estudos posteriores.
Iniciamos definindo custo de fabricação como o 
valor dos insumos consumidos na fabricação de um 
dado produto, entendendo por insumos a matéria- 
prima, os recursos humanos, a energia elétrica, as 
máquinas, as ferramentas e os equipamentos. En-
tre os custos de recursos humanos, distinguem-se 
aqueles relativos à mão de obra direta, relacionada 
diretamente com a fabricação, e a indireta, relacio-
nada com os recursos necessários para a adminis-
tração e os cuidados com o ambiente fabril.
É importante ressaltar, também, que máqui-
nas, ferramentas e equipamentos estão sujeitos à 
depreciação, custo relacionado com a sua perda 
de valor, ao longo do tempo.
Exemplo:
Para tornar mais claras essas ideias, vamos con-
siderar que uma certa fábrica que produz dois 
produtos, ao final de um mês de operação, apre-
sentou os seguintes custos:
• Salários: R$ 20 000;
• Materiais de consumo: R$ 8 000;
• Depreciação: R$ 2 000;
• Energia Elétrica: R$ 800.
Os custos, divididos por item de despesa, encon-
tram-se na Tabela 1.
Item Valor (R$)
Administração
Geral
Manutenção Usinagem Montagem
Salários 20 000,00 10 000,00 2 000,00 6 000,00 2 000,00
Materiais 8 000,00 800,00 1 800,00 2 000,00 3 400,00
Energia 800,00 200,00 300,00 200,00 100,00
Depreciação 2 000,00 - 1 500,00 500,00 -
Total 30 800,00 11 000,00 5 600,00 8 700,00 5 500,00
Tabela 1 – Custos de Fabricação 
Fonte: o autor.
182 Indústria e produção
Nesse exemplo, podemos distinguir:
• Custos Fixos: salários + depreciação = 
R$ 22 000,00;
• Custos Variáveis: energia + materiais = 
R$ 8 800,00;
• Custos diretos (relativos à fabricação) = 
usinagem + montagem = R$ 14 200,00;
• Custos indiretos = administração + manu-
tenção = R$ 16 600,00
Análise
Algumas conclusões que podem ser úteis:
• Os maiores custos são os de administração 
(custo indireto);
• Os custos de energia são pouco conside-
ráveis;
• Se a fábrica produzir 200 unidades do pro-
duto A, gastando 60% dos recursos, o custo 
de produção de A será de:
CA = 0,6 . 30 800/ 200 = R$ 92,4, por uni-
dade produzida;
• Se a fábrica produzir 100 unidades do pro-
duto B, gastando 40% dos recursos, o custo 
de produção de B será de:
CB = 0,4 . 30 800/ 100 = R$ 123,2 por uni-
dade produzida.
Princípio de Pareto
O princípio de Pareto é uma técnica para selecio-
nar prioridades quando há vários fatores contri-
buindo para um certo ponto a ser aprimorado. Se-
gundo o economista Vilfredo Pareto (1848-1923), 
os itens significativos, normalmente, pertencem 
a um número pequeno de itens, o que se pode 
identificar no chamado Diagrama de Pareto.
Considerando o exemplo da Tabela 1, pode-
mos fazer um gráfico circular para aplicar o Prin-
cípio de Pareto, analisando os custos de fabricação 
dos produtos exemplificados, conforme mostra a 
Figura 5.
A análise desse gráfico, segundo Pareto, indica 
que um único item (salários) é responsável por 
65% do custo de fabricação. Além disso, salários 
e materiais são responsáveis por 91% dos custos.
A gestão econômica é item fundamental para 
a composição do custo dos produtos que, no 
mercado altamente competitivo como o atual, 
é decisivo para o sucesso do empreendimento.
Para saber mais sobre este assunto, leia o artigo 
do site abaixo: 
.
Figura 5 – 1- Salários; 2- Materiais; 3- Energia; 4 - Depreciação
Fonte: o autor.
65%
26%
6,5%
2,5%
1 2 3 4
Princípio de Pareto: Custos
Tenha sua dose extra de 
conhecimento assistindo ao 
vídeo. Para acessar, use seu 
leitor de QR Code.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/657
183UNIDADE VII
• As arquiteturas computacionais combinam três 
tipos de função: memória, processamento e 
entrada e saída de dados.
• A hiperminiaturização da eletrônica e o proces-
samento digital de sinais criaram ambientes 
virtuais de trabalho de grande eficiência.
Conforme já apresentamos em nossa Unidade 
III, devemos a John Von Neumann (VON NEU-
MANN, 1945) a arquitetura de computadores 
composta por três funções básicas: memórias, 
processamento e entrada e saída de dados.
Em 1965, Gordon Earle Moore (Figura 6), 
nascido em 1929 e fundador da Intel, empresa 
pioneira na fabricação de chips eletrônicos, previu 
que o número de transistores no interior de um 
mesmo chip dobraria a cada 18 meses, levando à 
hiperminiaturização dos componentes eletrôni-
cos, sem aumento de custos.
Sistemas de Informação
184 Indústria e produção
Para efeito de ilustração desse fato, a Figura 
8 mostra o interior de um chip, com as diversas 
camadas de material depositado, formando os 
componentes internos.
Durante esse mesmo período, o processamen-
to digital de sinais revolucionou as telecomuni-
cações e, nos dias de hoje, dispositivos eletrôni-
cos baratos e pequenos se comunicam trocando 
grande quantidade de informação, transformando 
empresas em todo o mundo.
As barreiras físicas acabaram e a arquitetura 
Von Neumann pode ter suas partes descentra-
lizadas e espalhadas pelo mundo. O conceito de 
empresa global está cada dia mais presente na vida 
das pessoas. Aplicativos desenvolvem negócios 
antes impensáveis: empresas líderes em transporte 
de pessoas não possuem veículos; empresas líde-
res na indústria hoteleira não possuem imóveis.
Figura 6 – Lei de Moore Gordon Earle Moore
Fonte: Ethw ([2017], on-line)7.
Figura 7 – Expressão gráfica da Lei de Moore
Fonte: Wikipédia ([2017], on-line)7.
Essa previsão, de fato, materializou-se. A Figura 7 
mostra o crescimento do número de transistores para 
processadores Intel (pontos) e a previsão de Moore 
(linha de cima=18 meses, linha de baixo=24 meses).
185UNIDADE VII
interior de um chip
Figura 8 – O interior de um chip
186 Indústria e produção
Enfim, a automação de proces-
sos comerciais ou industriais, 
as ferramentas de projeto e 
planejamento que tanto nos 
maravilharam no século XX 
são barreiras vencidas. Esta-
mos agora no mundo virtual, 
com arquiteturas em nuvem 
oferecidas por grandes indús-
trias líderes e inovadoras. É do 
uso delas que falaremos aqui, 
brevemente.
O conceito de organiza-
ção virtual consiste no bom 
uso das comunicações entre 
seus diversos componentes: 
recursos humanos, clientes 
e fornecedorespodendo, até 
mesmo, incluir concorrentes.
A distância passa a ser um fator irrelevante e, via dispositivos de 
comunicação, pessoas e organizações se juntam, de maneira tempo-
rária ou duradoura, com nível de burocracia bastante simplificado.
Uma outra forma moderna de trabalho são as chamadas redes 
virtuais de colaboração, formadas por pessoas ou organizações 
interessadas em trocar informações com seus pares. A rede What’s 
up é um grande exemplo de sucesso nessa área, reunindo famílias 
e amigos dispersos pelo mundo.
Na indústria brasileira de petróleo há uma importante rede de 
colaboração unindo Petrobrás, USP, PUC-Rio, UFRJ, UFAL e ITA. 
Essa rede tem sido decisiva para a pesquisa e o desenvolvimento na 
área, sendo responsável por importantes progressos do país.
Uma terceira forma interessante é a dos trabalhadores vir-
tuais. Pessoas com compromissos familiares, portadores de defi-
ciência de locomoção ou pessoas localizadas em outras cidades, 
podem trabalhar de suas casas, sem precisar ir aos escritórios. Os 
encontros pessoais podem, até, ser realizados remotamente, uti-
lizando programas de videoconferência. Enfim, é o mundo sem 
distâncias, resultado da criatividade e da inteligência humana.
Novas empresas virtuais surgem diariamente. Se você quer saber 
mais sobre como elas funcionam, leia o artigo de Geraldo Maciel 
de Araújo, encontrado em: .
Chipset
187UNIDADE VII
• O ciclo de vida de um produto compreende: in-
trodução, crescimento, maturidade e declínio.
• A sustentabilidade de uma indústria deve ser 
mantida pelo bom planejamento do declínio 
dos velhos produtos e do crescimento de novos.
Um dos parâmetros importantes na definição de 
um produto é seu ciclo de vida. Produtos são con-
cebidos, inicialmente, como ideias nos cérebros das 
pessoas. Em seguida, passam para o papel como ras-
cunhos para que as ideias possam ser comunicadas 
a possíveis interessados. Do papel para o chamado 
“modelo aranha”, temos uma passagem de definição 
de especificações, materiais, ferramentas e mercado.
Do “modelo aranha” para o protótipo, defi-
nem-se os procedimentos de fabricação, as listas de 
componentes e os possíveis preços de venda. Essa é 
uma fase de preparação que, nos mercados atuais, 
precisa ser rápida e de fácil adaptação, pois novas 
concepções de produtos aparecem todos os dias.
Até o final dos anos 80, essa fase de concep-
ção era bastante cuidadosa, pois se imaginava 
que um produto, uma vez no mercado, teria 
vida muito longa, com produção e venda ga-
rantida e praticamente contínua.
Ciclo de Vida
188 Indústria e produção
O Fusca (Figura 9a) e a máquina de escrever (Fi-
gura 9b), provavelmente, representam, para você, 
peças de museu, mas foram produtos de grande 
sucesso, sobrevivendo mais de 30 anos no mercado.
Nos dias de hoje, pequenos computadores de 
grande capacidade e flexibilidade, embora sejam 
duráveis, são rapidamente substituídos, pois seus 
usuários estão sempre ávidos por novidades.
Esse é um fenômeno que ocorre de maneira ge-
ral para roupas, aparelhos de TV, carros, telefones 
celulares e tantos outros bens de capital e consumo. 
Enfim, parece que a cultura do desperdício passou 
da indústria para o mercado consumidor, com-
prometendo decisivamente o futuro do planeta.
Mesmo diante dessa nova postura industrial e 
do mercado consumidor, podemos dividir o ciclo 
de vida de um produto, após sua concepção, em: 
introdução, crescimento, maturidade e declínio.
A introdução caracteriza-se, normalmente, 
por elevadas despesas e a incorporação de inova-
ções, para que o produto atenda efetivamente o 
mercado. O crescimento caracteriza-se pelo au-
mento de suas vendas e pelo reconhecimento do 
mercado da sua qualidade. Na maturidade, a taxa 
de crescimento das vendas estabiliza-se e o custo 
de produção fica reduzido. É o tempo de picos de 
vendas e lucros, sinalizando, entretanto, necessi-
dade de novas ideias para manter o mercado. Já 
o declínio de um produto é inevitável, as vendas 
e lucros diminuem e um bom planejamento do 
fim do produto se faz necessário para manter a 
rentabilidade global da empresa.
O conceito de ciclo de vida de um produto é fator 
importante na definição de estratégias de mercado. 
Para saber mais sobre o assunto, assista à aula do 
Prof. Aldo Roberto Ometto, disponível em: .
Figura 9a – Fusca Figura 9b – Máquina de escrever
189UNIDADE VII
• A Ergonomia proporciona métodos de projeto 
para que os processos sejam adequados aos 
seres humanos que deles participam.
• A Ergonomia deve cuidar de fatores físicos e 
psicológicos dos trabalhadores.
Os trabalhos a serem executados em um ambien-
te industrial têm, sempre, alguma ação humana, 
seja na operação direta de uma máquina, seja na 
supervisão de uma ilha robótica de produção.
Dentro do escopo da Engenharia de Produção, 
entendemos por Ergonomia o estudo das intera-
ções dos seres humanos com os outros compo-
nentes do sistema de trabalho (BATALHA, 2008) 
sejam eles máquinas, ferramentas, mobiliário 
sejam outros seres humanos, visando aprimorar 
processos físicos, emocionais e organizacionais.
A ergonomia é assunto tão vasto e multidisci-
plinar que tentar dar a ele um arcabouço formal 
normativo é tarefa quase impossível. Por essa ra-
zão, há várias abordagens, cada uma privilegiando 
algum aspecto das relações de trabalho e condi-
ções de trabalho.
Ergonomia
190 Indústria e produção
Entre essas abordagens, a que mais se aproxima 
do dia a dia de uma fábrica é a chamada ho-
mem-máquina-ambiente, considerando que 
cada operário realiza seu trabalho em postos que 
podem ser de controle de máquinas, de opera-
ção de máquinas e de escritório. Recebendo in-
formações das máquinas e do meio ambiente, 
processa-as e atua sobre seu posto de trabalho 
para a realização das tarefas.
A escola francesa de ergonomia propõe uma 
análise ergonômica do trabalho, isto é, uma 
análise cuidadosa das tarefas a serem realizadas, 
projetando o ambiente adequado ao trabalho.
Essa análise, realizada por equipe multidisci-
plinar que inclui médicos, deve ter a participação 
dos trabalhadores que influenciam no projeto do 
processo, tornando-se protagonistas das ações e 
criando um ambiente colaborativo. Os resultados 
dessa análise proporcionam diagnósticos sobre os 
processos, permitindo alterações nos seus proje-
tos, tornando-os adequados à saúde física e men-
tal dos trabalhadores.
Outro aspecto importante da Ergonomia está 
relacionado com a previsão de lesões que podem 
ser provocadas pelo trabalho constante e repetitivo 
que utiliza alguns órgãos do corpo, de maneira pre-
dominante. Essas lesões podem ser minimizadas 
ou evitadas, projetando-se de maneira adequada 
o sistema de produção, evitando trabalhos que en-
volvam torção do tronco, manipulações com braço 
esticado acima do ombro, ficar em pé por longos 
períodos, empurrar e puxar objetos pesados.
Enfim, cabe à Engenharia de Produção criar 
processos que não atuem contra a saúde e a dig-
nidade do ser humano. Assim terminamos esta 
unidade. Aqueles que vão seguir a Engenharia 
de Produção verão os assuntos aqui descritos 
com muito mais detalhes. Entretanto consi-
deramos que todo engenheiro, de qualquer 
modalidade, deve ter conhecimento do que 
foi estudado aqui.
O trabalho a ser realizado por seres humanos 
requer respeito às suas limitações. O Prof. Laerte 
Idal Sznelwar é um conceituado especialista em 
Ergonomia, e você pode saber mais sobre o 
assunto acessando o link: .
191
1. As bases científicas da Engenharia de Produção tiveram origem:
a) No século XVIII.
b) Na Grécia Antiga.
c) No início do século XXI.
d) No início do século XX.
e) Na Idade Média.
2. Sobre a divisão de responsabilidades na linha de produção, Taylor apregoava:
a) Parcelas equitativas entre operários e corpo diretivo.
b) Totalmente dos operários.
c) Totalmente do corpodiretivo.
d) Parcelas equitativas entre o mercado consumidor e corpo diretivo.
e) Parcelas equitativas entre mercado consumidor e operários.
3. A visão de Fayol sobre a administração da produção apresenta ponto de vista:
a) Voltado para o operário.
b) Centralizador e voltado para o controle pelo corpo diretivo.
c) Descentralizado entre corpo diretivo e operários.
d) Voltado para o mercado.
e) Voltado para a economia de material.
4. As duas principais características do sistema Toyota de produção são:
a) Material em abundância e ferramentas precisas.
b) Eliminação de desperdício e ferramentas dependentes do processo.
c) Eliminação de desperdício e qualidade.
d) Material em abundância e qualidade.
e) Eliminação de desperdício e hardware variável.
Você pode utilizar seu diário de bordo para a resolução.
192
A tabela abaixo se refere às próximas 4 questões:
Item Valor (R$)
Administr.
Geral
Manutenção Usinagem Montagem
Salários 5 000,00 2 000,00 1 000,00 1 000,00 1 000,00
Materiais 2 500,00 200,00 300,00 1 500,00 500,00
Energia 400,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Depreciação 1 000,00 - 500,00 500,00 -
Total 8 900,00 2 300,00 1 900,00 3 100,00 1 600,00
Tabela 1 – Custos de Fabricação 
Fonte: o autor.
5. O valor total dos custos fixos é, em R$:
a) 7 500,00.
b) 5 400,00.
c) 6 000,00.
d) 5 000,00.
e) 1 400,00.
6. O valor total dos custos variáveis é, em R$:
a) 7 500,00.
b) 5 400,00.
c) 6 000,00.
d) 5 000,00.
e) 1 400,00.
7. Os custos diretos de fabricação, em reais, somam:
a) 4 200,00.
b) 3 200,00.
c) 4 700, 00.
d) 4 100,00.
e) 7 200,00.
193
8. Os custos indiretos de fabricação, em reais, somam:
a) 4 200,00.
b) 3 200,00.
c) 4 700, 00.
d) 4 100,00.
e) 7 200,00.
9. Os principais fatores relacionados à expansão da tecnologia da informação foram:
a) Hiperminiaturização da eletrônica e a tecnologia de materiais.
b) Uso das válvulas e processamento digital de sinais.
c) Hiperminiaturização da eletrônica e tecnologia nuclear.
d) Hiperminiaturização da eletrônica e processamento digital de sinais.
e) Desenvolvimento de reatores químicos e digitalização de sinais de voz.
10. A empresa “Amazon” é um exemplo de:
a) Empresa industrial.
b) Empresa de produção de livros.
c) Editora.
d) Empresa acadêmica.
e) Empresa virtual.
11. A fase do ciclo de vida de um produto que envolve maior custo é a:
a) Concepção.
b) Introdução.
c) Crescimento.
d) Maturidade.
e) Declínio.
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12. A fase do ciclo de vida de um produto que envolve maior lucro é a:
a) Concepção.
b) Introdução.
c) Crescimento.
d) Maturidade.
e) Declínio.
13. A Ergonomia se dedica ao estudo das:
a) Relações operário-sociedade.
b) Relações operário-salários.
c) Relações chefe-operário.
d) Relações operário-ambiente de trabalho.
e) Relações entre doenças e sociedade.
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Introdução à Engenharia de Produção
Autor: Mário Otávio Batalha
Editora: Campus – Elsevier – Rio de Janeiro - 2008
Sinopse: o número de cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia 
de Produção vem aumentando rapidamente no Brasil. Hoje já são mais de 200 
cursos de graduação em todo o Brasil. Este número é um dos indicadores da 
vitalidade e da importância desta área para o país.
O engenheiro de produção atua no sentido de projetar, aperfeiçoar e implantar 
sistemas de produção (combinando pessoas, materiais, informações, equipa-
mentos e energia) para a produção sustentável de bens e serviços. Para isso, 
ele dispõe de um conjunto de conhecimentos oriundos das mais diversas áreas 
do saber. É este conjunto de conhecimentos, dividido nas grandes áreas da 
Engenharia de Produção, que é apresentado neste livro.
Este livro, terceira obra da Coleção Livros Didáticos ABEPRO-CAMPUS em En-
genharia de Produção, supre uma lacuna importante na bibliografia nacional. 
Elaborado por uma equipe competente e experiente nas várias disciplinas apre-
sentadas, ele destina-se a estudantes, professores e profissionais que desejam 
conhecer o campo da Engenharia de Produção.
LIVRO
196
MAXMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 2006.
BATALHA, M. O. Introdução à Engenharia de Produção. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2008.
NEUMANN, J. V. First draft of a Report on EDVAC. Moore School of Electrical Engineering, University of 
Pennsylvania, 1945.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
2Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
3Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
4Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
5Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
6Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
7Em: . Acesso em: 23 nov. 2017.
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