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Exemplar exclusivo 
dos participantes da 
PBEWeek10 
RESENHAS 
• • 
Você está prestes a mudar a sua mente!
RESENHAS LPPI é um presente especial aos participantes da PBE Week. 
São 4 artigos científicos cuidadosamente selecionados e que trazem 
lições importantes sobre interpretação de estudos clínicos e de Prática
Baseada em Evidências.
Com essa leitura, você vai começar a ligar o filtro da evidência para 
eliminar a sobrecarga de informações e aprender a distinguir, de uma vez 
por todas, a verdadeira ciência em meio a tantos artigos científicos ruins 
e inúteis publicados.
Ao final de cada resenha, você terá o link para baixar o PDF do artigo.
Aproveite o material!
2
ARTIGO #01
A lição da flecainida para estimular
o ceticismo na prática clínica
Um dos exemplos mais impactantes de como o ceticismo é crucial
na prática clínica é a história da flecainida. Este caso ilustra, de
maneira clara, a importância da prática baseada em evidências.
Entenda o contexto
A flecainida já foi considerada o
antiarrítmico de referência para tratar
arritmias cardíacas, especialmente
em pacientes que haviam sofrido um
infarto do miocárdio. A lógica era
simples: se a arritmia cardíaca é uma
complicação comum e perigosa após
um infarto, e a flecainida é eficaz
contra arritmias, então, administrá-la
a esses pacientes deveria melhorar os
resultados clínicos.
O Raciocínio Mecanicista
Inicialmente, a administração de
flecainida parecia ser um sucesso. As
arritmias patológicas desapareciam e
os médicos acreditavam estar
salvando vidas. No entanto, essa
conclusão foi baseada na observação
clínica e em raciocínios mecanicistas
não testados cientificamente.
Ninguém havia realizado um estudo
controlado aleatorizado para verificar
se a flecainida realmente melhorava a
sobrevida dos pacientes infartados e
com arritmia.
O Estudo Decisivo
A situação mudou quando The
Cardiac Arrhythmia Suppression
Trial foi publicado no New England
Journal of Medicine em 1991. O
estudo comparou pacientes que
receberam flecainida com aqueles
que receberam placebo. Os
resultados foram chocantes: a
mortalidade foi estatisticamente
significativamente maior no grupo
3
que tomou flecainida (8%) em
comparação com o grupo placebo
(3%). Estima-se que, nos Estados
Unidos, um em cada 20 pacientes
que tomou flecainida morreu devido
ao medicamento, resultando em
aproximadamente 250 mil mortes.
Não se iluda com a sua
observação clínica
A explicação para esses efeitos
adversos não terem sido percebidos
na prática clínica reside na
observação clínica frequentemente
viciada. Médicos viam pacientes que
estavam vivos e saudáveis após o
tratamento com flecainida, mas não
percebiam os pacientes que não
retornavam porque haviam falecido.
Essa "ilusão de sobrevivência"
mascarou os efeitos negativos do
medicamento.
A história da flecainida serve como
uma poderosa lição para todos os
profissionais de saúde. O ceticismo é
vital. É crucial realizar ensaios
controlados aleatorizados antes de
adotar novos tratamentos. Os
profissionais devem questionar e
testar suas suposições antes de
aplicá-las clinicamente.
O caso demonstra como raciocínios
mecanicistas, por mais lógicos que
pareçam, podem levar a
consequências desastrosas se não
forem rigorosamente testados. A
história da flecainida reforça a
necessidade de humildade e
ceticismo na prática clínica,
incentivando os profissionais de
saúde a basearem suas decisões em
evidências científicas robustas.
Clique aqui para baixar o PDF do artigo.
Publicado emmarço de 1991
Mortality and morbidity in patients receiving
encainide, flecainide, or placebo. The Cardiac
Arrhythmia Suppression Trial
D S Echt, P R Liebson, L B Mitchell, R W Peters, D
Obias-Manno, A H Barker, D Arensberg, A Baker, L Friedman,
H L Greene, et al.
DOI: 10.1056/NEJM19910321324120
4
https://drive.google.com/open?id=1DL7D8Qe6eQQWX74ORjIW0IR2i9ojdvUr&usp=drive_fs
ARTIGO #02
A (não) eficácia das ventosas no
tratamento da dor lombar crônica
Umametanálise publicada no The Journal of Pain, em 2020, trouxe
à tona dados importantes sobre a eficácia das ventosas. Esta
resenha visa analisar criticamente os resultados e discutir suas
implicações para a prática clínica.
Métodos e Resultados
O objetivo dessa revisão era
determinar se o tratamento com
ventosas era mais eficaz do que um
placebo ou nenhuma intervenção.
A metanálise avaliou 11 ensaios
clínicos, totalizando quase 700
participantes.
Os resultados mostraram que o
tratamento com ventosas foi de 1.03
pontos (mensurados numa escala de
100 pontos para dor melhor do que
não fazer nada). Em outras palavras,
as ventosas foram apenas 1% mais
eficazes do que fazer nada. Quando
comparado com o placebo, o
tratamento com ventosas não foi
superior. No entanto, é importante
notar que o grupo controle, que não
recebeu tratamento, simplesmente
ficou em casa sem fazer nada.
Interpretação dos Resultados
Os resultados indicam que, embora o
tratamento com ventosas seja
ligeiramente superior do que não
fazer nada, sua eficácia é
praticamente insignificante. Em
outras palavras, a diferença de 1% não
é clinicamente
relevante,
especialmente quando
se considera o custo e
o tempo envolvidos em
sessões de tratamento
com ventosas. E
quando o tratamento
com ventosas foi
comparado com o
placebo, não foi
observada nenhuma
diferença entre o
tratamento placebo e o
tratamento com ventosas.
5
O Problema do Placebo
Um ponto crucial levantado pela
metanálise é a comparação com o
placebo. O tratamento com ventosas
não mostrou ser significativamente
melhor do que um placebo, que,
neste caso, poderia ser qualquer tipo
de copo, sem qualquer efeito
terapêutico real. Isso levanta
questões sobre a validade e a
utilidade do tratamento com
ventosas na prática clínica.
Implicações para a Prática
Clínica
Dada a falta de eficácia significativa, a
recomendação é que os profissionais
de saúde reconsiderem o uso de
ventosas como tratamento para a dor
crônica. A evidência sugere que o
tratamento não oferece benefícios
substanciais em comparação com
um placebo ou nenhuma
intervenção. Portanto, investir tempo
e recursos em sessões de ventosas
pode não ser justificado.
Lição para levar para casa
A análise crítica dos dados
disponíveis sobre o uso de ventosas
para tratar a dor crônica revela uma
eficácia mínima, que não justifica sua
aplicação clínica. Profissionais de
saúde devem basear suas práticas
em evidências robustas e considerar
alternativas mais eficazes e
comprovadas para o manejo da dor
crônica. A ciência ruim pode trazer
notícias aparentemente boas, mas é
essencial olhar além dos números e
entender o contexto completo dos
estudos para tomar decisões
informadas e responsáveis.
Clique aqui para baixar o PDF do artigo.
Publicado em setembro de 2020
Cupping for Patients With Chronic Pain: A
Systematic Review and Meta-Analysis
Holger Cramer,* Petra Klose,* Michael Teut, Gabriele Rotter,
Miriam Ortiz, Dennis Anheyer,* Klaus Linde and Benno
Brinkhaus
DOI: 10.1016/j.jpain.2020.01.002
6
https://drive.google.com/open?id=1DJx0qXWgHoaLFLTbyepR3XycAWlVqqZz&usp=drive_fs
ARTIGO #03
Oparadoxo
do paraquedas
Se não há estudos que comprovem a eficácia dos paraquedas,
então, teoricamente, não deveríamos usá-los, certo? ERRADO!
Um estudo foi conduzido com um
tom irônico para destacar a
importância do contexto e da
metodologia na interpretação da
evidência. O ensaio controlado
aleatorizado com título "Parachute
use to prevent death and major trauma
when jumping from aircraft" concluiu
que não havia dados suficientes para
provar que paraquedas salvam vidas.
O paradoxo do paraquedas surge
quando se considera que a ausência
de evidência não é evidência de
ausência (parafraseando Carl Sagan).
Em outras palavras, o fato de não
haver estudos suficientes não
significa que o paraquedas não
funcione. No entanto, essa frase tem
sido usada de forma oportunista para
justificar o uso de tratamentos não
comprovados cientificamente.
A Realização do Estudo
Para ilustrar o ponto, foi realizado um
ensaio controlado aleatorizado,
publicado noBritish Medical Journal,
em 2018. O estudo envolveu
inicialmente 92 pessoas, mas apenas
23 participaram efetivamente. Estes
foram divididos em dois grupos: um
grupo utilizou paraquedas e o outro,
mochilas comuns. O desfecho era
simples: contar quantas pessoas
morreriam ou sofreriam traumas
severos após pular de um avião.
Os Resultados
A conclusão do estudo foi que não
houve diferença significativa na
7
quantidade de óbitos ou traumas
severos entre os dois grupos. Isso
poderia levar à interpretação de que
paraquedas não são eficazes para
salvar vidas. No entanto, o detalhe
crucial é que o avião estava no chão
durante os saltos!
O paradoxo do paraquedas serve
como um alerta contra a adoção de
tratamentos baseados em raciocínios
mecanicistas não testados
cientificamente. A ausência de
evidência não deve ser usada como
justificativa para a aplicação de
práticas não comprovadas. Em vez
disso, é essencial usar ensaios
controlados aleatorizados robustos e
bem desenhados para validar
qualquer intervenção antes de sua
adoção na prática clínica.
Lição para levar para casa
O caso deste artigo destaca a
importância de uma análise crítica e
contextualizada das evidências
científicas. A prática baseada em
evidências deve ser fundamentada
em estudos robustos e
metodologicamente sólidos, evitando
interpretações equivocadas que
possam comprometer a eficácia e a
segurança dos tratamentos. Este
exemplo serve como um lembrete de
que a ciência deve ser conduzida
com rigor e ceticismo, sempre
buscando a verdade por meio de
dados confiáveis e interpretados de
forma correta. E, lembre-se: Leia a
P#### do Paper Inteiro!
Clique aqui para baixar o PDF do artigo.
Publicado em dezembro de 2018
Parachute use to prevent death and major trauma
when jumping from aircraft: randomized controlled
trial
Robert W Yeh, Linda R Valsdottir, Michael W Yeh, Changyu
Shen, Daniel B Kramer, Jordan B Strom, Eric A Secemsky,
Joanne L Healy, Robert M Domeier, Dhruv S Kazi, Brahmajee
K Nallamothu
DOI: 10.1136/bmj.k5094
8
https://drive.google.com/open?id=1DKeY9FLPbp0yjNg9YOsjFIFkGYyyAlKM&usp=drive_fs
ARTIGO #04
Para o paciente, omecanismo
não importa: o Tongxinluo
Um exemplo fascinante que ilustra a complexidade e a necessidade
de humildade na PBE é o caso do Tongxinluo, ummedicamento
tradicional chinês.
Tongxinluo é um composto que
inclui pós e extratos de múltiplas
plantas e insetos (e até escorpião).
Embora a combinação possa parecer
exótica e até mesmo improvável, um
ensaio controlado aleatorizado
envolvendo 3.797 pessoas foi
publicado na JAMA (Journal of the
American Medical Association). O
estudo revelou umamelhora
significativa nos desfechos clínicos de
pacientes com infarto agudo do
miocárdio (IAM) que utilizaram o
medicamento, com uma redução de
39% nos eventos adversos cardíacos e
cerebrovasculares maiores em 30
dias e 35% em um ano.
A Surpresa dos Resultados
Os resultados do estudo foram
surpreendentes, especialmente
porque os autores admitiram não
entender completamente o
mecanismo de ação do Tongxinluo.
Este é um exemplo claro de como a
ciência pode, às vezes, produzir
resultados que desafiam nossa
compreensão inicial. A eficácia do
Tongxinluo foi comprovada, mesmo
que os mecanismos permaneçam
desconhecidos.
Pode soar contraintuitivo
Este caso sublinha a importância da
humildade científica. Muitas vezes, na
busca por tratamentos eficazes, os
profissionais de saúde podem se
deparar com intervenções que
funcionam, mas cujos mecanismos
não são completamente
compreendidos. Isso não deve ser um
impedimento para a sua utilização,
desde que a eficácia seja
demonstrada por meio de ensaios
clínicos robustos.
Outros casos conhecidos
O exemplo do Tongxinluo pode ser
comparado a outras práticas, como a
acupuntura, que também possui
evidências de eficácia em certos
contextos (como em dores crônicas,
por exemplo), apesar de mecanismos
9
de ação não totalmente elucidados. A
ciência, portanto, deve ser conduzida
com umamente aberta, mas cética,
sempre buscando validar as
intervenções por meio de estudos
rigorosos.
A única maneira de determinar a
eficácia de um tratamento é por
meio de ensaios controlados
aleatorizados. Como o próprio nome
diz, esse desenho de estudo permite
comparações precisas entre o
tratamento em questão e um
placebo (ou outro tratamento, ou
nada). No caso do Tongxinluo, a
redução significativa nos eventos
adversos foi um resultado que não
poderia ser ignorado.
Lição para levar para casa
Mesmo quando os mecanismos de
ação não são totalmente
compreendidos, a eficácia
demonstrada por meio de ensaios
clínicos robustos deve guiar a prática
clínica. Esse exemplo demonstra a
necessidade contínua de rigor
científico e ceticismo na busca por
tratamentos eficazes e seguros.
Clique aqui para baixar o PDF do artigo.
Publicado em outubro de 2023
Traditional Chinese Medicine Compound
(Tongxinluo) and Clinical Outcomes of Patients With
Acute Myocardial Infarction
The CTS-AMI Randomized Clinical Trial
Yuejin Yang, MD, PhD1; Xiangdong Li, MD, PhD1; Guihao
Chen, MD, PhD1; et al
DOI:10.1001/jama.2023.19524
10
https://drive.google.com/open?id=1DK9ZL423dEVs10XTSMdh-8MCRXKRc0Dj&usp=drive_fs
https://jamanetwork.com/searchresults?author=Yuejin+Yang&q=Yuejin+Yang
https://jamanetwork.com/searchresults?author=Xiangdong+Li&q=Xiangdong+Li
https://jamanetwork.com/searchresults?author=Guihao+Chen&q=Guihao+Chen
https://jamanetwork.com/searchresults?author=Guihao+Chen&q=Guihao+Chen
ARTIGO BÔNUS
Terapia manual cura morte: acho 
que li isso em algum lugar
Leia a tradução do editorial da JOSPT de 2018, que descreve a 
facilidade com que informações falsas podem ser publicadas em 
revistas predatórias.
O problema das revistas 
predatórias
Todos os dias, abrimos nosso e-mail e 
encontramos de 10 a 20 mensagens 
que começam com "Saudações do 
dia!" incentivando-nos a submeter 
nossas "excelências científicas" ao seu 
"estimado" periódico. Essas revistas 
predatórias são uma fraude e sua 
existência ameaça infectar a 
literatura científica com pesquisas 
falsas ou de baixa qualidade. Dentro 
do mundo da publicação científica, 
esses jornais se encaixam no gênero 
dos panfletos de supermercado. Um 
jornal predatório é um periódico de 
acesso aberto que ativamente solicita 
e publica rapidamente artigos sem a 
devida revisão por pares, desde que o 
autor pague uma taxa.
O Golpe
A maioria das revistas predatórias 
afirma oferecer uma revisão por 
pares robusta. Baseados em nossa 
experiência, duvidamos muito que a 
revisão ocorra. Em setembro de 2018, 
decidimos testar nossa hipótese 
escrevendo um artigo envolvendo 
um paciente fictício. Aceitamos a 
primeira solicitação que recebemos 
após escrever nosso artigo. Em nosso 
"manuscrito fabricado", o paciente 
estava morto há 5 anos; improdutivo 
no trabalho; não se beneficiando de 
cuidados anteriores (porque estava 
morto). Esse paciente foi tratado com 
terapia manual e acabou 
ressuscitando com o tratamento. O 
paciente seguiu em tratamento por 
sua família com o mesmo 
procedimento por mais 3 meses 
(programa de exercícios em casa). 
Concluímos que os resultados não 
foram positivos, porque apesar de ter 
nascido de novo, a melhora clínica 
não foi clinicamente relevante.
Como se essas características óbvias 
não fossem suficientes, recheamos o 
artigo com descobertas ridículas, 
incluindo a palavra-chave "gouda", 
uma pontuação de qualidade de vida 
inicial de "0", um teste de "levantar e 
ir" de "infinito" e uma pontuação de 
força de preensão pós-tratamento de 
14 quilotons. Incluímos figuras 
complicadas envolvendo germinação 
de sementes ao longo do tempo e 
uma pintura de Piet Mondrian não 
relacionada, apesar de não ter 
relevância para o caso. Fizemos de 
tudo para "sinalizar" o artigo como 
uma farsa, para que qualquer ser 
humano que o lesse pudesse 
perceber que era falso.
Por que você deve se importar?
Publicar em uma revista séria é uma 
honra e contribui para a distribuição 
do conhecimento científico, o que 
pode potencialmente influenciar o 
cuidado prestadoaos pacientes. 
Infelizmente, informações falsas têm 
influenciado a disseminação de 
pesquisas legítimas de pelo menos 3 
maneiras: 1) uma ampla gama de 
resultados científicos são falsos e 
estudos bem citados são raramente 
replicados, 2) os resultados são 
notavelmente influenciados por 
conflito de interesses, e 3) as 
retratações de artigos científicos 
aumentaram significativamente nos 
últimos anos.
As revistas predatórias 
comprometem o processo tradicional 
de publicação acadêmica e têm o 
potencial de propagar "ciência falsa". 
Argumentamos que a facilidade de 
publicar informações falsas e sua 
potencial interação com a "amnésia" 
de fonte podem levar a uma riqueza 
de artigos citados com resultados 
inúteis. Trememos ao pensar nas 
ramificações de nosso artigo de farsa 
sendo publicado e imaginamos 
charlatães proclamando que a 
terapia manual pode ressuscitar os 
mortos. Mesmo informações falsas 
podem infiltrar-se na prática clínica, 
ou quando informações 
potencialmente falhas estão 
abertamente disponíveis ao público.
 Clique aqui para baixar o PDF do artigo.
Publicado em novembro de 2018
Manual Therapy Cures Death: I Think I Read That 
Somewhere
Chad E Cook, Joshua A Cleland, Paul E Mintken
DOI: 10.2519/jospt.2018.0107
https://drive.google.com/open?id=1KnP7QbMD9uTw2ukhO6EOuhSlWdjpuIdK&usp=drive_fs
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