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WBA0130_v2.0
PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO E 
INFORMAÇÕES EM SAÚDE PÚBLICA
APRENDIZAGEM EM FOCO
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Alexandra Bulgarellido Nascimento
Leitura crítica: Fabiane Gorni Borsato
As práticas de planejamento e programação em Saúde Pública 
exigem a atuação de profissionais qualificados e que identifiquem as 
necessidades de saúde da população, dos grupos sociais, das famílias 
e dos indivíduos, a fim de possibilitar que o planejamento ocorra de 
forma assertiva e embasado em informações de qualidade.
Nesta disciplina, serão apresentados e debatidos os conceitos de 
necessidades em saúde, à luz da relevância da disponibilidade de 
dados e informações de qualidade que gerem conhecimento para 
subsidiar as ações de planejamento local, visando readequá-las para 
o alcance daquilo que foi inicialmente planejado.
Dentre essas informações, a compreensão sobre os grupos sociais 
vulneráveis e a caracterização do território faz-se importante, pois é 
a partir desse reconhecimento que as práticas de planejamento local 
em saúde são organizadas.
Os mecanismos de gestão pública, centrados no Plano Municipal de 
Saúde e nos Relatórios Anuais de Gestão em Saúde, serão abordados 
conjuntamente aos sistemas de avaliação em saúde, representados 
pelo Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde (PNASS) 
e o Sistema de Avaliação da Atenção Primária, denotando que o 
processo de planejamento implica no uso de sistemas avaliativos e 
estes permitem identificar fragilidades naquilo que foi planejado de 
forma a readequar as ações planejadas.
Bons estudos!
3
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. 
Vem conosco!
TEMA 1
As escolas clássicas e o 
conceito de estratégia
______________________________________________________________
Autoria: Alexandra Bulgarelli do Nascimento
Leitura crítica: Fabiane Gorni Borsato
5
DIRETO AO PONTO
As necessidades em saúde são influenciadas pelo contexto social em 
que as pessoas estão inseridas. O conceito de território transcende 
os limites geográficos de uma determinada localidade, refere-se à 
análise de como as pessoas vivem e em que contexto estão inseridas. 
O território é um elemento dinâmico, composto pelas pessoas, 
equipamentos sociais (fixos) e os fluxos.
Figura 1 - Ilustração dos elementos que compõem o território
Fonte: elaborada pela autora.
As necessidades em saúde transcendem a ocorrência das doenças 
e agravos. A compreensão ampliada das necessidades em saúde 
é fundamental para a assertividade na proposição das ações 
de planejamento em saúde. As necessidades em saúde são 
6
heterogêneas em decorrência da existência de vulnerabilidades 
sociais.
As vulnerabilidades sociais se relacionam às oportunidades 
de acesso que as pessoas dispõem para se desenvolverem. 
As atividades de planejamento em saúde devem considerar 
a existência de vulnerabilidades sociais e, portanto, que as 
necessidades em saúde são heterogêneas.
A identificação das necessidades em saúde e vulnerabilidades 
deve considerar as características relacionadas à família, ao 
trabalho e renda, à escolaridade, à moradia e ao acesso aos 
serviços de saneamento básico. O diagnóstico local se configura 
como um método que analisa a realidade, com base na 
compreensão do território e das formas de viver das pessoas.
A Epidemiologia Clássica se atém a explicar a ocorrência de 
adoecimento e morte com base na análise dos casos em um 
determinado espaço temporal e localidade. A Epidemiologia 
Crítica explica a ocorrência de adoecimento e morte com base 
na análise dos casos em um determinado espaço temporal 
e localidade, considerando aspectos presentes na realidade 
e no contexto de vida das pessoas. A execução da atividade 
de diagnóstico local pressupõe a participação social e a 
intersetorialidade.
As etapas que compõem o diagnóstico local são: reconhecer 
as potencialidades e fragilidades do território; identificar as 
necessidades em saúde; reconhecer a existência de grupos sociais 
específicos em maior vulnerabilidade; elencar as ações para 
resposta às necessidades em saúde identificadas e enfrentamento 
de vulnerabilidades; priorizar as ações propostas para a resposta 
às necessidades e vulnerabilidades; e organizar as ações 
7
selecionadas para resposta às necessidades e enfrentamento de 
vulnerabilidades.
Referências bibliográficas
ROCHA, J. S. Y. Manual de Saúde Pública e de Saúde Coletiva no 
Brasil. São Paulo: Atheneu, 2012.
SOUZA, I. V.; BRASIL, C. C. P.; SILVA, R. M. et al. Diagnóstico 
participativo para identificação de problemas de saúde em 
comunidade em situação de vulnerabilidade social. Ciência 
& Saúde Coletiva, 2017. 22(12), 3945-3954. DOI: https://doi.
org/10.1590/1413-812320172212.25012017. Disponível em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
81232017021203945&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 15 out. 2020.
PARA SABER MAIS
Para que o diagnóstico local ocorra, a participação social é 
imprescindível, sendo o conselho gestor de saúde um espaço para 
debate e alinhamento das ações a serem propostas.
Os conselhos gestores de saúde, usualmente, estão presentes 
em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, em menor proporção, 
em hospitais gerais, presentes no território e que são sensíveis a 
receber e escutar as demandas trazidas pelos usuários.
A existência deles precede as leis n. 8080/90 e n. 8142/90, que 
estabelecem a criação do Sistema Único de Saúde e enunciam os 
seus princípios, entre os quais está o relacionado à participação da 
comunidade.
https://doi.org/10.1590/1413-812320172212.25012017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?
https://doi.org/10.1590/1413-812320172212.25012017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?
https://doi.org/10.1590/1413-812320172212.25012017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?
https://doi.org/10.1590/1413-812320172212.25012017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?
8
As reuniões dos conselhos gestores de saúde são sistemáticas e, 
em linhas gerais, de frequência mensal. A representação da sua 
composição é constituída por um representante dos usuários, um 
representante trabalhador do serviço de saúde e outro da gestão 
do serviço de saúde, sendo as sessões abertas ao público em 
geral.
A ideia é que as reuniões dos conselhos gestores de saúde 
se configurem como espaços adicionais para captação da 
realidade local, a fim de subsidiar as práticas de diagnóstico das 
necessidades em saúde da população, coletividades, grupos 
sociais, famílias e indivíduos. Para tanto, a articulação do serviço 
de saúde com o território é fundamental, de modo que as pessoas 
saibam da existência do conselho gestor e da sua finalidade - o 
que oportuniza o processo de participação da comunidade na 
identificação de necessidades em saúde, enfrentamento de 
vulnerabilidades e resposta a elas.
Na prática, isso significa que os serviços de saúde devem se 
apropriar do território, buscando envolver a comunidade, 
desenvolvendo mecanismos de corresponsabilidade sobre 
a identificação das necessidades em saúde, em especial, de 
grupos sociais vulneráveis. Esse movimento de articulação com a 
comunidade e, inclusive, com os representantes de outros setores 
societários, faz com que o diagnóstico local ocorra de forma mais 
aprofundada.
Assim, as demandas trazidas para debate nas reuniões do 
conselho gestor local são refletidas, e os encaminhamentos 
pertinentes e que exigem atuação em âmbito municipal são 
levados pela representação ao Conselho Municipal de Saúde, 
que tem o objetivo de acolher essas demandas e buscar, 
coletivamente, encaminhá-las no âmbito municipal ou articulá-las 
envolvendo o Conselho Estadual e Nacional de Saúde.
9
É importante que você saiba que todas as deliberações realizadasem qualquer dos níveis dos conselhos de saúde, ou seja, local, 
municipal, estadual ou nacional são registrados sistematicamente, 
visando o acompanhamento e monitoramento dos desfechos que 
eles trouxeram aos usuários.
 
Referências bibliográficas
BASINELLO, G. Saúde Coletiva. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2014.
ROCHA, J. S. Y. Manual de Saúde Pública e de Saúde Coletiva no 
Brasil. São Paulo: Atheneu, 2012.
TEORIA EM PRÁTICA
O gerente de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) foi sinalizado 
pelos hospitais de referência sobre o aumento expressivo 
no número de internações de pacientes idosos e acamados 
residentes no território do qual é responsável. 
Diante desta informação, os conceitos sobre identificação de 
necessidades em saúde, enfrentamento de vulnerabilidades 
e diagnóstico local devem ser utilizados na condução do 
planejamento de ações frente a essa situação vivenciada por esse 
gerente de UBS.
Você, na posição desse gerente, conduziria essa situação de que 
forma? 
10
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Autoria: Nome do autor da disciplina
Leitura crítica: Nome do autor da disciplina
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Este artigo teve como objetivo analisar a oferta e a demanda por 
serviços de saúde de um território sanitário, em que mapeou as 
necessidades em saúde e os equipamentos de saúde disponíveis. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na Biblioteca 
Virtual da Kroton e busque pelo título da obra. 
NASCIMENTO, A. B. Análise da oferta e da demanda por serviços de 
saúde de um território sanitário como contribuição para a atenção 
e gestão em saúde. Revista de Gestão em Sistemas de Saúde. 
2015, v. (4):73-86.
Indicação 2
Este material teve o objetivo de promover as atividades de 
territorialização por meio do mapa inteligente e da informação 
da comunidade, reiterando a necessidade de mapeamento do 
território, considerado com base em sua dinamicidade, como 
elemento central das ações de planejamento em saúde. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra no parceiro “Wolters Kluwer”.
Indicações de leitura
11
FONSECA, L. C.; ARAÚJO, B. C.; SILVA, E. V. et al. Planejamento em 
saúde: territorialização e informação da comunidade. Brazilian 
Journal of Tecnology. 2020, 3(2): 85-88.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
1. A compreensão do território é fundamental para subsidiar 
as ações de planejamento em saúde, o que consiste na 
identificação dos equipamentos sociais presentes nele. Um 
exemplo de equipamento social é: 
a. Escola.
b. Doença.
c. Necessidades em saúde.
d. Vulnerabilidade.
e. Família.
2. A participação da sociedade nas etapas do diagnóstico 
local é muito importante e, portanto, deve ser fortalecida 
no setor da saúde, por meio de: 
12
a. Ações de planejamento.
b. Grupos sociais vulneráveis.
c. Conselhos gestores de saúde.
d. Profissionais da saúde.
e. Intersetorialidade.
GABARITO
Questão 1 - Resposta A
Resolução: O território é composto pelas pessoas 
organizadas em núcleos familiares, bem como pelos 
fluxos que se referem às oportunidades de acesso aos 
equipamentos sociais (fixos) e que podem ser exemplificados 
por meio das escolas, igrejas, serviços de segurança pública, 
organizações não governamentais, centros de convivências, 
serviços de saúde etc.
Questão 2 - Resposta C
Resolução: Os Conselhos Gestores de Saúde são espaços 
para acolhimento e escuta das demandas trazidas pelos 
usuários dos serviços de saúde, traduzindo-se em uma 
oportunidade ímpar para compreender a realidade local, 
identificando as necessidades em saúde, em especial de 
grupos sociais vulneráveis, potencializando as ações efetivas 
de diagnóstico local em saúde.
TEMA 2
Planejamento estratégico, tático 
e operacional e programação 
local em saúde
______________________________________________________________
Autoria: Alexandra Bulgarelli do Nascimento
Leitura crítica: Fabiane Gorni Borsato 
14
DIRETO AO PONTO
As atividades de planejamento têm o objetivo de possibilitar 
a previsão das ações que serão implementadas. O ‘Processo 
Administrativo’ é composto por quatro etapas: planejamento, 
organização, direção e controle.
• Na etapa de planejamento deve-se antever os recursos que 
serão necessários para a execução das ações idealizadas.
• Na etapa de organização busca-se ordenar os recursos 
disponíveis para que as ações previamente idealizadas sejam 
executadas. O mapeamento de processos e da divisão do 
trabalho, no que se referem às tarefas a serem realizadas, 
ocorre na etapa de organização.
• Na etapa de direção há o envolvimento das pessoas que 
compõem as equipes de trabalho.
• Na etapa de controle, o acompanhamento do desempenho e 
dos resultados das atividades são mensurados, ocasião em que 
se utilizam os indicadores para esse fim.
Para que as ações previamente planejadas transcendam a teoria e 
influenciem a realidade das pessoas, elas devem ocorrer por meio de 
três níveis de planejamento: estratégico, tático e operacional.
• O planejamento estratégico emerge da direção dos serviços ou 
do sistema de saúde.
• O planejamento tático se relaciona às equipes de gerência 
intermediária.
• O planejamento operacional se relaciona às equipes de gestão 
que atuam diretamente com o atendimento ao paciente.
15
As ações de planejamento estratégico, tático e operacional 
ocorrem de forma integrada e interdependente. As ferramentas 
de planejamento em saúde têm um caráter estratégico e visam 
organizar o processo de planejamento. O planejamento estratégico 
analisa os ambientes interno e externo. A análise de ambiente 
interno permite a reflexão introspectiva sobre o serviço ou sistema 
de saúde. A análise de ambiente externo busca a análise do contexto 
político, econômico, tecnológico etc.
Existem várias ferramentas de planejamento estratégico, entre as 
quais estão a Matriz Swot e o Planejamento Estratégico Situacional. 
A Matriz Swot é representada por quatro quadrantes, em que há 
pontos positivos e negativos, provenientes de fatores internos (forças 
e fraquezas, respectivamente) e externos (oportunidades e ameaças, 
respectivamente).
Figura 1 - Etapas da construção da Matriz Swot
Fonte: adaptado de Chiavenato (2007).
16
O Planejamento Estratégico Situacional é composto por 
quatro momentos: explicativo, normativo, estratégico e tático-
operacional.
• No momento explicativo há a análise da realidade e 
identificação das causas dos problemas (nós explicativos).
• No momento normativo, há o estabelecimento das ações a 
serem executadas.
• No momento estratégico, verifica-se se as ações propostas 
são factíveis.
• No momento tático-operacional, realiza-se o 
acompanhamento das ações executadas.
Os mecanismos de planejamento e programação local em saúde 
ocorrem por meio do Plano Municipal de Saúde e dos Relatórios 
Anuais de Gestão em Saúde. Os Planos Municipais de Saúde têm 
vigência de quatro anos, descrevem a realidade do município, são 
construídos coletivamente, apreciados e aprovados no Conselho 
Municipal de Saúde e na Câmara dos Vereadores.
Os Relatórios Anuais de Saúde visam descrever as ações 
implantadas e propostas no Plano Municipal de Saúde, bem 
como os recursos alocados, possibilitando maior transparência à 
programação de saúde local.
 
Referências bibliográficas
BAPTISTA, P. C. P. Governança Corporativa e Gestão 
Estratégica. São Paulo: Senac, 2017.
17
BRASIL. ConselhoNacional de Secretarias Municipais de Saúde. 
Reflexões aos novos gestores municipais de saúde. Brasília: 
Conasems, 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/reflexoes_novos_gestores_municipais.pdf. Acesso 
em: 15 out. 2020.
PARA SABER MAIS
Você sabe o que é identidade organizacional e como ela se 
relaciona com as atividades de planejamento estratégico? 
As atividades de planejamento estratégico devem ter como 
essência a identidade organizacional, que é composta pela missão, 
visão e valores. Em tese, os conhecimentos destes elementos 
surgem com base nas respostas às seguintes perguntas:
• Quem somos?
• O que fazemos?
• Para quem fazemos?
• O que pretendemos?
Por exemplo, ao se pensar numa Secretaria Municipal de Saúde, 
podemos propor que as respostas sejam as seguintes:
• Quem somos?
Resposta: uma secretaria de saúde municipal.
• O que fazemos?
Resposta: cuidamos da saúde da população.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/reflexoes_novos_gestores_municipais.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/reflexoes_novos_gestores_municipais.pdf
18
• Para quem fazemos?
Resposta: para todos aqueles que residem ou estão em trânsito 
no nosso município.
• O que pretendemos?
Resposta: ver as pessoas saudáveis e autônomas para viverem as 
suas vidas.
Diante dessas respostas, a missão, compreendida como a razão 
de ser dessa Secretaria Municipal de Saúde, pode ser a de “Cuidar 
da saúde das pessoas que residem ou estão em trânsito no 
município”.
A visão, que se refere à imagem que a Secretaria Municipal de 
Saúde tem de si projetando o futuro, como, “Oferecer serviços de 
qualidade que permitam às pessoas se manterem saudáveis e 
autônomas para viverem”.
Por fim, os valores partem da reflexão sobre o modo como se 
pretende executar a missão e a visão, por exemplo, com “ética, 
responsabilidade, compromisso e humanismo”.
É considerando a identidade organizacional que todas as ações 
de planejamento local devem ser desenvolvidas, o que exige 
que seja compartilhada com todos os envolvidos no processo de 
planejamento.
Por exemplo, ao se pensar na elaboração do Plano Municipal de 
Saúde é muito importante que todos os envolvidos nesse processo 
conheçam a identidade organizacional da Secretaria Municipal de 
Saúde e da administração pública vigente, pois será ela que dará 
o tom sobre como será construído o Plano Municipal. Ou seja, se 
a gestão local tem, na sua missão, algo relacionado ao controle 
19
acirrado dos gastos públicos, isso consequentemente impactará 
a construção do Plano Municipal de Saúde. Portanto, a clareza 
sobre a identidade organizacional é fundamental para subsidiar as 
práticas de planejamento e programação local em saúde.
 
Referências bibliográficas
BAPTISTA, P. C. P. Governança Corporativa e Gestão 
Estratégica. São Paulo: Senac, 2017.
BUSATO, I. M. S. Planejamento Estratégico em Saúde. 
Curitiba: Intersaberes, 2017. 
TEORIA EM PRÁTICA
O secretário de saúde de um município tem observado um 
número significativo de casos de pessoas infectadas com 
leptospirose. O aumento desses casos ocorre logo após 
situações de chuva intensa com alagamento de algumas 
regiões do município, o que tem exigido de sua equipe ações de 
planejamento estratégico para reverter essa situação. A análise 
deste cenário exige o uso de ferramentas de planejamento 
estratégico, como: o Planejamento Estratégico Situacional.
Como você utilizaria essa ferramenta de planejamento 
estratégico nesta situação apresentada? 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
20
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
O livro indicado traz um importante aprofundamento sobre 
a identidade organizacional – no Capítulo 5 da obra (páginas 
137-156) - e a sua influência sobre as práticas de planejamento 
estratégico.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra. 
REZENDE, D. A. Planejamento estratégico público ou privado 
com inteligência organizacional – guia para projetos em 
organizações de governo ou de negócios. Curitiba: Intersaberes, 
2018. p. 137-156.
Indicação 2
Este artigo relatou a experiência de estudantes no uso 
do Planejamento Estratégico Situacional junto à equipe 
de Estratégia Saúde da Família, destacando os momentos 
explicativo e normativo. Essa leitura é muito relevante para 
compreender a aplicação prática dessa ferramenta de gestão 
estratégica.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra. 
ANDRIGUE, K. C. K. et al. Relato de experiência: utilizando o 
planejamento estratégico situacional (PES) como ferramenta de 
gestão. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research. 
15(4): 160-161, 2016.
Indicações de leitura
21
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
1. O “Processo Administrativo” é composto por quatro 
etapas, sendo elas o planejamento, a organização, 
a direção e o controle. Na etapa de controle, busca-
se realizar o acompanhamento daquilo que foi 
implementado, por meio de:
a. Planejamento estratégico.
b. Nós explicativos.
c. Indicadores.
d. Participação social.
e. Ações.
2. O uso de ferramentas de planejamento estratégico na 
gestão de saúde pública local é relevante e, dentre essas 
ferramentas, a Matriz Swot analisa fatores internos e 
externos, de natureza positiva e negativa. Na análise dos 
fatores internos, levanta-se:
a. Forças e fraquezas.
22
b. Oportunidades e fraquezas.
c. Forças e ameaças.
d. Oportunidades e ameaças.
e. Fraquezas e oportunidades.
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: Na etapa de controle do “Processo 
Administrativo” realiza-se o monitoramento das ações 
implementadas, verificando o desempenho delas e os 
resultados que elas trouxeram. Para tanto, utiliza-se 
indicadores cujo objetivo é permitir a mensuração dos 
resultados alcançados.
Questão 2 - Resposta A
Resolução: A Matriz Swot se propõe a analisar fatores 
internos e externos, sendo eles de natureza positiva e 
negativa. Entre os fatores internos e de natureza positiva 
estão as forças, enquanto os de natureza negativa se 
referem às fraquezas. Já entre os fatores externos e de 
natureza positiva estão as oportunidades, enquanto nos de 
natureza negativa estão as ameaças.
TEMA 3
Sistemas de informação 
em Saúde Pública
______________________________________________________________
Autoria: Alexandra Bulgarelli do Nascimento
Leitura crítica: Fabiane Gorni Borsato
24
DIRETO AO PONTO
As ações de planejamento em saúde demandam a disponibilidade 
de informações de qualidade. As informações são produto 
dos dados processados, por meio de sistemas de informação. 
Os hardwares, softwares e redes de comunicação integram o 
arcabouço da tecnologia informacional.
Os hardwares permitem o processamento dos dados e, portanto, 
se configuram como o equipamento físico para esta finalidade. 
Os softwares são programas que, por meio de linguagem de 
computadores, permitem o processamento dos dados, conforme 
critérios pré-estabelecidos pelo operador.
Para a integração e compartilhamento das informações existem 
as redes de comunicação. A tecnologia informacional disponível 
na atualidade remonta a origem dos computadores (1940), dos 
processos de trabalho automatizados (1960), da implantação 
de redes locais de informação (1970), da internet (1990) e da 
comunicação em nuvem (2010).
A Era da Informação refere-se ao desenvolvimento de meios 
para o registro e processamentodos dados, enquanto a Era 
do Conhecimento tem o objetivo de trazer maior assertividade 
à tomada de decisão, consequentemente, influenciando 
favoravelmente a vida das pessoas.
A inteligência artificial é um exemplo de recurso informacional 
engajado na Era do Conhecimento, em que há valorização do 
profissional em relação aos parâmetros a serem ditados para 
utilização pelo software.
O uso da informação nas atividades de planejamento requer que 
ela tenha qualidade – o que significa que os dados, sua matéria-
25
prima, tenham sido registrados e de forma completa nos sistemas 
de informação.
Além disso, faz-se necessário forte investimento em sistemas de 
informação robustos, bem como na qualificação profissional para 
o manejo de dados e informações de qualidade.
Para operacionalizar a gestão do conhecimento existem 
instrumentos informacionais, como o Big Data, Business Intelligence, 
Inteligência Artificial etc. O manejo desses instrumentais 
informacionais, que possibilitam a gestão do conhecimento, 
demandam profissionais altamente qualificados, pois eles atuam 
no manejo de banco de dados populacionais e na articulação 
entre diferentes variáveis.
Para organizar os sistemas de informação disponíveis no âmbito 
do Sistema Único de Saúde (SUS) tem-se o Departamento de 
Informática do SUS (Datasus).
O Datasus foi criado em 1991 e tem o objetivo de subsidiar as 
atividades de planejamento, operação e controle do SUS. Além 
disso, possibilita acesso às informações em nível federal, de 
estados e municípios, de forma gratuita e democratizada.
Entre os sistemas de informação sob a responsabilidade do 
Datasus destacam-se o Sistema de Informações sobre Nascidos 
Vivos (Sinasc), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), 
Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema 
de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS) e o e-SUS Atenção 
Básica (e-SUS AB).
26
Figura 1 –Sistemas de informação do Datasus
Fonte: elaborada pela autora.
• O Sinasc apura as informações sobre os nascidos vivos com 
base na Declaração de Nascido Vivo (DN).
• O SIM apura as informações sobre os óbitos com base na 
Declaração de Óbito (DO).
• O Sinan analisa os casos de doenças e agravos presentes 
na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, 
agravos e eventos de saúde pública.
• O SIH-SUS acompanha os eventos referentes aos 
pagamentos, em especial, de atendimentos de média e alta 
complexidade em regime de internação hospitalar.
• O Sigtap refere-se ao Sistema de Gerenciamento de 
Materiais, Medicamentos, Órteses e Próteses do SUS – o qual 
também é conhecido como ‘Tabela SUS’.
27
• O e-SUS AB se propõe a articular o percurso de cuidados 
providos no âmbito do SUS, por meio do registro atrelado ao 
Cartão Nacional de Saúde (CNS).
As práticas de planejamento e programação local em saúde exigem 
a disponibilidade de informações de qualidade, a serem extraídas de 
sistemas de informação robustos, o que permite maior assertividade 
das ações propostas e priorizadas, agregando conhecimento ao 
processo.
Referências bibliográficas
BELMIRO, J. N. (Org.). Tecnologia da informação gerencial. São 
Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da 
Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. A experiência brasileira em 
sistemas de informação em saúde, v. 2. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/experiencia_brasileira_sistemas_saude_volume2.pdf. 
Acesso em: 15 out. 2020. 
PARA SABER MAIS
Big Data e Business Intelligence no Planejamento em Saúde 
As atividades de planejamento utilizam-se de informações que 
têm os dados como matéria-prima. Com o objetivo de se fazer o 
melhor uso dos dados, seu manejo inteligente é imprescindível 
e, para tanto, o uso de instrumentos informacionais se mostram 
como relevantes. Entre esses instrumentos informacionais 
destaca-se o Big Data e o Business Intelligence.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/experiencia_brasileira_sistemas_saude_volume2.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/experiencia_brasileira_sistemas_saude_volume2.pdf
28
O Big Data é um conceito utilizado para representar o uso de um 
banco de dados que hospeda uma imensa quantidade de dados. 
Por exemplo, quando se remete à ideia do Sistema de Informações 
sobre Mortalidade (SIM) do Datasus, pode-se dizer que ele atua 
na perspectiva de um Big Data, já que dispõe de dados de todos 
aqueles que faleceram em território nacional, considerando o 
sexo, idade, etnia, localidade de residência, causa primária e 
secundária da morte, presença ou não de comorbidades, entre 
outros dados pertinentes.
Portanto, se uma Secretaria de Saúde Municipal se depara com 
um expressivo quantitativo de mortes entre homens, pardos e 
da faixa etária dos 15 a 29 anos, é possível por meio da análise 
dos dados disponíveis no SIM identificar as causas das mortes 
desse grupo, num espaço temporal específico. Ao considerar 
que a principal causa de morte desses jovens esteja relacionada 
às causas externas, relacionadas à ocorrência de acidentes por 
motocicletas, o município poderá estudar a implementação de 
ações intersetoriais para mitigar essa causa de morte
Além disso, é importante aprofundar nessa realidade e, inclusive, 
investigar se esse grupo está inserido no mercado de trabalho em 
posições de maior fragilidade social, exigindo deles e os expondo 
a condições de trabalho que os predispõem aos acidentes de 
motocicletas, o que também exige ações a serem planejadas 
visando resolver a causa do problema.
No caso do uso do Business Intelligence (BI), em linhas gerais, 
busca-se aprofundar a análise com base em recortes de interesse 
sobre os dados. Considerando o mesmo exemplo, o BI traz 
a sua contribuição ao analisar, por exemplo, entre os jovens 
acidentados, aqueles que sobreviveram, no que se refere ao perfil 
epidemiológico e sociodemográfico, atrelado à presença e ao grau 
de incapacidade em decorrência do evento, conjuntamente ao 
29
gasto com a utilização do SUS durante o período de recuperação e 
reabilitação. A proposta é que com base nesta análise seja possível 
mensurar o impacto do evento acidente com motocicleta sobre 
o SUS, o sistema previdenciário e a qualidade de vida do jovem, 
o que também exige ações de planejamento intersetorial para 
responder as suas necessidades individuais e coletivas.
Portanto, o uso de Big Data e Business Intelligence agrega valor à 
análise informacional, contribuindo de forma significativa para as 
ações de planejamento em saúde, o que deve ser estimulado em 
nível local como mecanismo de gestão do conhecimento e que 
potencializa a resposta às necessidades em saúde da população.
Referências bibliográficas
BELMIRO, J. N. (Org.). Tecnologia da informação gerencial. São 
Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.
VIEIRA, R. M. Gestão do conhecimento: introdução e áreas afins. 
Rio de Janeiro: Interciências, 2016.
TEORIA EM PRÁTICA
Um município tem percebido o aumento no número de casos 
de pessoas infectadas com coqueluche, em especial, durante as 
reuniões de equipes dos diferentes estabelecimentos de saúde que 
compõem a Rede de Atenção à Saúde. No entanto, ao consultar 
os dados disponíveis no Sinan sobre esse evento no município, os 
números disponíveis não refletem a percepção dos trabalhadores. 
Com base neste cenário, fica evidente que há fragilidade na tratativa 
dos dados sobre coqueluche neste município.
30
Quais são essas fragilidades e como você conduziria essa situação de 
modo a saná-la?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
O artigo indicado apresenta um outro sistema de informação 
atrelado ao SUS: o Sistema de Informação da Saúde do 
Trabalhador (Sist) – o qual também traz importantes contribuições 
para as práticas de planejamento local em saúde.
Para realizar a leitura, acessea plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra. 
FACCHINI, L. A.; NOBRE, L. C. C.; FARIA, N. M. X. et al. Sistema de 
informação em saúde do trabalhador: desafios e perspectivas 
para o SUS. Ciência & Saúde Coletiva, 10(4), 857-867, 2005. 
Indicação 2
Este artigo de revisão sistemática da literatura abordou sobre o 
uso da gestão do conhecimento na área da Saúde, destacando a 
sua utilização como potencializadora do processo de tomada de 
decisão e do aumento expressivo de publicações nesta temática.
Indicações de leitura
31
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra no parceiro “WoltersKluwer”.
ROCHA, E. S. B.; NAGLIATE, P.; FURLAN, C. E. B. et al. Knowledge 
management in health: a systematic literature review. Revista 
Latino-Americana de Enfermagem, 20(2), 392-400, 2012. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
1. As atividades de planejamento em saúde requerem a 
disponibilidade de informações de qualidade. Neste ponto, as 
informações de qualidade são provenientes de dados:
a. Incompletos.
b. Parciais.
c. Completos.
d. No Big Data.
e. rRgistrados.
32
2. O uso do instrumento informacional de Big Data auxilia 
na implementação de práticas que favorecem a gestão 
do conhecimento, o que potencializa a adoção de práticas 
assertivas de planejamento local em saúde. 
Em relação ao Big Data, é possível afirmar que ele atua na 
perspectiva de:
a. Grandes bancos de dados populacionais..
b. Prontuários dos pacientes.
c. Forte articulação entre sistemas de informações.
d. Dados restritos e quantitativamente menores.
e. Sistemas de informações centrados na inteligência artificial.
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: A disponibilidade de informações de qualidade 
se configura como um desafio ao se considerar o seu uso 
nas ações de planejamento em saúde. Neste sentido, uma 
informação de qualidade é aquela proveniente de dados 
registrados de forma completa nos diferentes sistemas de 
informação. 
Questão 2 - Resposta A
Resolução: O Big Data é um instrumento informacional 
muito relevante para as práticas de planejamento local em 
saúde, uma vez que ele hospeda e organiza um quantitativo 
expressivo de dados de grandes populações, com o objetivo 
de caracterizá-las para compreender realidades específicas.
TEMA 4
Sistemas de avaliação de serviços 
de Saúde Pública
______________________________________________________________
Autoria: Alexandra Bulgarelli do Nascimento
Leitura crítica: Fabiane Gorni Borsato
34
DIRETO AO PONTO
Os três níveis de governança (federal, estadual e municipal) têm 
como atribuição planejar, controlar e avaliar os serviços de saúde, 
atividades preconizadas no Decreto n. 7508 de 2011. O Brasil dispõe 
de sistemas de avaliação de serviços de saúde, entre os quais pode-
se citar o Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde 
(Pnass) e o Sistema de Avaliação da Atenção Primária à Saúde.
A Política Nacional de Regulação estabeleceu os mecanismos de 
acompanhamento da avaliação dos serviços. As práticas de avaliação 
possibilitam identificar fragilidades nas ações planejadas, e assim o 
seu redirecionamento.
O Pnass é direcionado para avaliação dos serviços de atenção 
especializada, que consistem em ambulatórios e hospitais. O Sistema 
de Informação do Programa Nacional de Avaliação de Serviços de 
Saúde (Sipnass) é responsável pela articulação das informações 
geradas pelo Pnass.
O Pnass é executado por meio do uso de três instrumentos: roteiro 
de itens de verificação, questionário aos usuários e conjunto de 
indicadores.
• O roteiro de itens de verificação do Pnass é composto por 
cinco blocos, cada um deles com seis itens de verificação. Os 
blocos que compõem o PnassS são: gestão organizacional; 
apoio técnico e logístico para a produção do cuidado; 
gestão da atenção à saúde e do cuidado; serviços/unidades 
específicas; e assistência oncológica. Os blocos estabelecidos 
pelo Pnass podem ou não serem aplicados em todo o 
seu conjunto na avaliação de um serviço de saúde. Isso 
ocorre, pois apenas deverão ser aplicados os blocos que 
tenham coerência à natureza do serviço prestado pelo 
35
estabelecimento de saúde. A aplicação do roteiro de itens de 
verificação do Pnass ocorre por meio da seleção dos serviços 
de saúde, que se utiliza da técnica de amostragem, com 
a consulta ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de 
Saúde (CNES).
• O questionário de satisfação dos usuários do Pnass é 
composto por 23 questões objetivas, as quais são aplicadas 
pelo Departamento de Ouvidoria do SUS. O questionário 
de satisfação dos usuários do Pnass é direcionado à coletar 
a percepção do paciente assistido em nível ambulatorial 
ou hospitalar no SUS. Entre os dados coletados pelos 
questionários de satisfação dos usuários do Pnass estão os 
dados sociodemográficos do paciente, bem como aqueles 
em relação à prestação de serviço e que se referem às 
seguintes características: agilidade no agendamento e no 
atendimento, propriamente dito; acolhimento; confiança; 
ambiência; roupas; alimentação; humanização; e expectativa 
sobre o serviço.
• O Pnass também é constituído por um conjunto de 
indicadores, cujos dados são provenientes do Sistema de 
Informação Ambulatorial (SIA) e do Sistema de Informação 
Hospitalar (SIH). Os indicadores referentes à atenção 
ambulatorial de alta complexidade consistem na análise 
de 29 indicadores, que se referem à análise da proporção 
de óbito nos diferentes procedimentos oferecidos, 
proporção de diagnósticos não informados, proporção de 
transferências, altas a pedido e evasão. Os indicadores 
referentes à atenção hospitalar totalizam 24 e se referem à 
análise da proporção de óbitos, de internações por causas 
mal definidas e de parto normal.
O Sistema de Avaliação da Atenção Primária, atualmente vigente, foi 
instituído em 2019, ao substituir o Programa Nacional de Melhoria 
36
do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB). A Portaria 
MS n. 2.949/2019 estabeleceu novas regras para o financiamento 
da Atenção Básica, o que exigiu a revisão do Sistema de Avaliação 
da Atenção Primária – uma vez que a Portaria determinou o 
financiamento baseado em desempenho.
O Sistema de Avaliação da Atenção Primária é composto pela 
combinação de indicadores e da aplicação de três instrumentos: o 
Primary Care Assessment Tool (PCATool), o Patient-Doctor Relationship 
Questionnaire (PDRQ-9) e o Net Promoter Score (NPS). Os indicadores 
do Sistema de Avaliação da Atenção Primária referem-se à análise de 
alguns cuidados prestados à gestante, à prevenção do colo de útero, 
à vacinação contra poliomielite e o acompanhamento de hipertensos 
e diabéticos.
O Primary Care Assessment Tool (PCATool) é disponibilizado em duas 
versões (completa e reduzida), sendo organizado em domínios, cujos 
questionamentos são analisados por meio de uma escala Likert 
com quatro pontuações. O Primary Care Assessment Tool (PCATool) é 
aplicado para grupos diferentes buscando captar a percepção sobre 
a APS. Esses grupos são: adultos responsáveis por crianças que 
precisaram utilizar a APS, adultos que demandaram utilizar a APS, 
profissionais médicos e enfermeiros atuantes na APS, profissionais 
dentistas atuantes na APS e os gestores atuantes na APS.
O Patient-Doctor Relationship Questionnaire (PDRQ-9) analisa a 
relação médico-paciente, por meio de uma escala Likert com cinco 
pontuações. Os domínios que compõem o Patient-Doctor Relationship 
Questionnaire (PDRQ-9) são: ajuda, tempo, confiança, entendimento,dedicação, acordo, disponibilidade, contentamento e acessibilidade.
O Net Promoter Score (NPS) foi desenvolvido pela área de negócios e 
tem o objetivo de analisar a satisfação do usuário com base em uma 
37
única pergunta: “Qual é a probabilidade de você recomendar esse 
serviço para outra pessoa?”.
Figura 1 –Sistemas de Avaliação de Serviços de Saúde no SUS
Fonte: elaborada pela autora.
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Avaliação de 
Serviços de Saúde (Pnass). Brasília: Ministério da Saúde, 2015. p. 
50-55. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnass_programa_nacional_avaliacao_servicos.pdf
38
pnass_programa_nacional_avaliacao_servicos.pdf. Acesso em: 15 
out. 2020. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual do Instrumento de 
Avaliação da Atenção Primária à Saúde: PCATool-Brasil. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://189.28.128.100/
dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_
preliminar_Final.pdf. Acesso em: 15 out. 2020.
PARA SABER MAIS
A Atenção Primária à Saúde (APS) é reconhecida como a 
coordenadora dos cuidados no âmbito do sistema de saúde. Em 
2001, Bárbara Starfield e colaboradores propuseram atributos 
para as ações desenvolvidas pela APS, os quais são divididos em 
dois grupos: atributos essenciais e atributos derivados.
Os atributos essenciais consistem em compreender a APS como: 
• Acesso do primeiro contato do indivíduo com o sistema de 
saúde, o que significa, na prática, que a Unidade Básica de 
Saúde (UBS) é a principal porta de entrada do usuário ao 
Sistema Único de Saúde (SUS).
• Ao dispor de um acompanhamento longitudinal, ou seja, que 
ele permanece presente ao longo do tempo, monitorando e 
intervindo na condição de saúde do núcleo familiar.
• Ao garantir a integralidade do cuidado, com a integração 
dos diferentes níveis de atenção à saúde para responder às 
necessidades em saúde das pessoas, por meio de linhas de 
cuidado.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnass_programa_nacional_avaliacao_servicos.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_preliminar_Final.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_preliminar_Final.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_preliminar_Final.pdf
39
• Coordenadora do cuidado, o que significa que ela deve 
mapear o território, compreender as formas de viver das 
pessoas, a organização e disponibilidade dos diferentes 
equipamentos sociais e, por fim, os articular para 
responderem às necessidades individuais e coletivas.
Já os atributos derivados são aqueles que apontam como a 
assistência na APS deve ocorrer, considerando os seus atributos 
essenciais. Os atributos derivados consistem em possibilitar:
• Orientação familiar, ou seja, que as ações não sejam 
direcionadas única e exclusivamente ao indivíduo, mas 
considerando a sua inserção em um núcleo familiar.
• Orientação da comunidade, o que exige da APS apropriação 
sobre o território, inclusive, reconhecendo as lideranças 
comunitárias e oportunizando meio para o desenvolvimento 
social local.
• Competência cultural ao compreender a existência e 
convivência com diferenças culturais no território, que 
devem ser consideradas em todas as ações propostas pela 
APS.
Diante disso, Bárbara Starfield e colaboradores propõem um 
método de avaliação do desempenho da APS considerando 
a presença dos atributos essenciais e derivados, por meio do 
Primary Care Assessment Tool (PCATool) – que se configura como 
uma escala psicométrica que busca avaliar o desempenho da APS.
Referências bibliográficas
BASINELLO, G. Saúde Coletiva. São Paulo: Pearson Educational do 
Brasil, 2014. 
40
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual do Instrumento de 
Avaliação da Atenção Primária à Saúde: PCATool-Brasil. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://189.28.128.100/
dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_
preliminar_Final.pdf. Acesso em: 15 out. 2020.
TEORIA EM PRÁTICA
Um município tem percebido o aumento no número de 
internações hospitalares decorrentes de complicações do diabetes 
mellitus. Durante o processo investigativo dessa situação, a 
equipe da Secretaria Municipal de Saúde analisou os indicadores 
do Sistema de Avaliação da Atenção Primária e identificou que o 
percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada 
está abaixo da meta estabelecida em todas as Unidades Básicas 
de Saúde (UBS).
Com base no apresentado, é possível afirmar que as equipes 
atuantes nas UBS não estão realizando o acompanhamento clínico 
adequado dos pacientes diabéticos, o que pode estar impactando 
no aumento do número de pacientes diabéticos com complicações 
da doença.
Como você conduziria essa situação? 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_preliminar_Final.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_preliminar_Final.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/20200506_Pcatool_versao_preliminar_Final.pdf
41
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
O artigo indicado apresenta o relato de experiência de 
pesquisadores que atuaram na execução do Programa Nacional 
de Avaliação de Serviços de Saúde (Pnass), durante o ano de 
2015.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra. 
PERIN, G.; BOZZETTI, G.; KAUSS, B. Percepções da realidade 
dos serviços de saúde a partir do Programa Nacional de 
Avaliação dos Serviços de Saúde (Pnass): um relato de 
experiência. NAU Social. 7(13), 2016. 
Indicação 2
Este artigo de revisão integrativa da literatura localizou 
evidências do uso do Primary Care Assessment Tool (PCATool) 
no Brasil e no mundo, demonstrando a sua importância como 
instrumento de avaliação da Atenção Primária à Saúde.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra no parceiro “Wolters Kluwer”.
D’AVILA, O. P. et al. O uso do PrimaryCare Assessment Tool 
(PCAT): uma revisão integrativa e proposta de atualização. Ciênc. 
saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 22, n. 3, p. 855-865, 2017. 
Indicações de leitura
42
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Um serviço ambulatorial de hemodiálise está desenvolvendo 
mecanismos de avaliação, visando embasar a assertividade 
das suas práticas de planejamento. O sistema de avaliação 
indicado para esse serviço é o:
a. PCATool.
b. NPS.
c. Pnass.
d. Roteiro de verificação.
e. Conjunto de indicadores.
2. O Primary Care Assessment Tool (PCATool) foi desenvolvido para 
avaliar o desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS) por 
meio de duas categorias de atributos, denominados: 
a. Essenciais e derivados.
b. Básicos e derivados.
c. Essenciais e decorrentes.
d. Básicos e decorrentes.
e. Essenciais e decorridos.
43
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: O Programa Nacional de Avaliação de Serviços 
de Saúde, instituído em 2015, é o sistema de avaliação 
direcionado para serviços ambulatoriais de alta complexidade 
e para os hospitais, o qual é composto por três instrumentos 
avaliativos: roteiro de verificação, satisfação do usuário e 
conjunto de indicadores.
Questão 2 - Resposta A
Resolução: A pesquisadora Barbara Starfield e colaboradores, 
em 2001, propôs que a Atenção Primáriaà Saúde (APS) estava 
alicerçada sobre atributos essenciais e derivados. Os atributos 
essenciais referem-se ao primeiro contato do indivíduo 
com o sistema de saúde, longitudinalidade, integralidade e 
coordenação do cuidado. Já os atributos derivados são aqueles 
que envolvem a orientação familiar, orientação da comunidade 
e competência cultural. 
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	Botão TEMA 5: 
	TEMA 2: 
	Botão 158: 
	Botão TEMA4: 
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 6: 
	TEMA 3: 
	Botão 159: 
	Botão TEMA5: 
	Inicio 3: 
	Botão TEMA 7: 
	TEMA 4: 
	Botão 160: 
	Botão TEMA6: 
	Inicio 4: 
	Botão TEMA 8: 
	TEMA 5: 
	Botão 161: 
	Botão TEMA7: 
	Inicio 5:

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