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Semana 04 2024.1 2024.1 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA HEMORRAGIA PUERPERAL 1 PEDIATRIA DESCONFORTO RESPIRATÓRIO PRECOCE DO RECÉM-NASCIDO 7 PREVENTIVA DIABETES 11 CLÍNICA MÉDICA ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL 18 CIRURGIA TRAUMA RAQUIMEDULAR 22 SEMANA 04 SUMÁRIO 1 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA HEMORRAGIA PUERPERAL 2 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA HPP PRIMÁRIA: OCORRE NAS PRIMEIRAS 24 H APÓS O PARTO; DEFINIÇÃO: PERDA DE 500 ML VIA PARTO VAGINAL E 1000 ML EM CESARIANA EM 24 HORAS OU QUALQUER PERDA SANGUÍNEA QUE CAUSA INSTABILIDADE HEMODINÂMICA; HPP SECUNDÁRIA: APÓS 24 HORAS ATÉ 6-12 SEMANAS APÓS O PARTO OU ATÉ 42 DIAS PÓS PARTO; HPP MACIÇA: PERDAS SUPERIORES A 2000 ml/24h OU QUE NECESSITEM DE TRANSFUSÃO DE 1200 ML OU QUEDA DE HB IGUAL OU SEPERIOR A 4 gr POR dL OU CAPAZES DE CAUSAR DISTÚRBIOS DE COAGULAÇÃO; FATORES DE RISCO: • HIPERTENSÃO GESTACIONAL, PRÉ - ECLÂMPSIA; • MULTÍPARA, GEMELARIDADE, POLIDRÂMNIO, MACROSSOMIA; • DPP, ACRETISMO PLACENTÁRIO; • OBESIDADE; • HPP PRÉVIA; • SANGRAMENTO ATIVO; • TRABALHO DE PARTO PROLONGADO, PARTO TAQUITÓCITO; • PARTO INSTRUMENTAL COMO FÓRCEPS; • LIGADURAS VASCULARES; • SUTURAS COMPRESSIVAS (B-LYNCH); • EMBOLIZAÇÃO SELETIVA DOS VASOS PÉLVICOS; • HISTERECTOMIA. ETIOLOGIAS: 4 T’S • TÔNUS (ASSOCIADO A ATONIA UTERINA) • TRAUMA • TECIDO (RESTOS DE MEMBRANAS) • TROMBINA (COAGULOPATIAS) ATONIA UTERINA MUNDIALMENTE APÓS O PARTO DEVEMOS FAZER 10 UI DE OCITOCINA IM NO VL DA COXA; PROFILAXIA: 10 UI OCITOCINA IM APÓS O NASCIMENTO; ATONIA: 5UI EV LENTO EM 3 MINUTOS EM DOSE DE ATAQUE + DOSE DE MANUTENÇÃO DE 20 UI EM 500 ML SF 0,9% CORRENDO 125ML/H POR 4-12 HORAS EM BIC. ATONIA UTERINA • PESAGEM DAS COMPRESSAS SUJAS DE SANGUE; • DISPOSITIVOS COLETORES; • ÍNDICE DE CHOQUE FC/PAS > 0,9 RISCO DE TRANSFUSÃO; • SINAIS VITAIS; HEMORRAGIA PUERPERAL 3 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA CONDUTA TERAPÊUTICA EM ATONIA: • OCITOCINA 5 UI EV LENTO ASSOCIADOS 20-40 UI EM 500 ML SD CORRENDO 250M L/H • MALEATO DE METILERGOMETRINA 0,2 MG INTERVALOS DE 20 MIN (CUIDADO EM HIPERTENSAS) • MISOPROSTOL 800 MCG VIA RETAL • ÁCIDO TRANEXÂMICO 4 AMPOLAS EV (1 GR) LENTO EM 10 MINUTOS; SE NÃO HOUVER RESULTADO… TRATAMENTO INVASIVO NÃO CIRÚRGICO: • MASSAGEM UTERINA BIMANUAL; • BALÃO DE TAMPONAMENTO INTRAUTERINO; HEMORRAGIA PUERPERAL 4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA TRATAMENTOS CIRÚRGICOS: • LIGADURAS VASCULARES • SUTURAS COMPRESSIVAS (B-LYNCH) • EMBOLIZAÇÃO SELETIVA DOS VASOS PÉLVICOS • HISTERECTOMIA HEMORRAGIA PUERPERAL 5 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA INFUSÃO RACIONAL DE LIQUIDOS: AVALIAÇÃO DA PACIENTE E ALIQUIOTAS DE 350 - 500ML CRISTALOIDE; 1500 ML BENEFICIARÁ; MANTER FIBRINOGÊNIO ACIMA DE 200; ALVO HB APÓS TRANSFUSÃO SUPERIOR A 8; TRAUMA: LACERAÇÕES, HEMATOMAS, INVERSÃO UTERINA E ROTURA; TECIDO: RETENÇÃO DE TECIDO PLACENTÁRIO; COÁGULOS; ACRETISMO; TROMBINA: COAGULOPATIAS E USO DE ANTICOAGULANTES; • LACERAÇÕES: SUTURA - REVISÃO DO COLO E CAVIDADE DA VAGINA; • INVERSÃO UTERINA: MANOBRA DE TAXE; LAPAROTOMIA; • ROTURA UTERINA: LAPAROTOMIA - REVISAR SEGMENTO APÓS PARTO VAGINAL DE PACIENTE COM CESARIANA PRÉVIA; TECIDO DEQUITAÇÃO PROLONGADA - EXTRAÇÃO MANUAL DA PLACENTA - CURETAGEM; HEMORRAGIA PUERPERAL 6 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA TROMBINA DIAGNÓSTICO - TRATAMENTO ESPECÍFICO + TRANSFUSÃO - TRATAMENTO ADJUVANTE; GOLDEN HOUR - PRECISO ESTABELECER MINHA CONDUTA ADEQUADA HEMORRAGIA PUERPERAL 7 PEDIATRIA DESCONFORTO RESPIRATÓRIO PRECOCE DO RECÉM-NASCIDO INEP 2014 8 PEDIATRIA SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO (SDR) FISIOPATOLOGIA: ocorre devido a deficiência ou disfunção do surfactante pulmonar. O surfactante pulmonar começa a ser produzido no feto com 20 semanas de idade gestacional, porém só alcançando níveis adequados a partir de 34 semanas. A função do surfactante é diminuir a tensão superficial na superfície líquida do alvéolo evitando que ele colabe. Assim, na deficiência dessa substância formam- se áreas de microatelectasia no pulmão do recém-nascido, fazendo com que existam alvéolos que não são ventilados mas continuam sendo perfundidos, levando ao efeito shunt. Essa dificuldade de ventilação culmina com hipoxemia e desconforto respiratório. FATORES DE RISCO: Prematuridade, asfixia perinatal, hipotermia, hipovolemia, hiperinsulinismo materno, isoimunização Rh, parto cesáreo ou pélvico, DPP, 2º gemelar, sexo masculino, cor branca, assistência ao parto insatisfatória. FATORES DE PROTEÇÃO: Insuficiência placentária crônica, hemoglobinopatia materna, hormônio tireoidiano, sofrimento fetal crônico, restrição de crescimento intrauterino, uso de corticoide antenatal. QUADRO CLÍNICO: Recém-nascido com desconforto respiratório e hipoxemia precoce, logo após o nascimento, evoluindo com piora progressiva com pico dos sintomas em 48-72h. Na maioria das vezes será necessário suporte ventilatório com ventilação mecânica. Na radiografia tórax desses pacientes as microatelectasias são vistas como um aspecto de infiltrado micronodular difusos semelhante a um vidro moído. TRATAMENTO: • Suporte ventilatório: caso seja necessário, fazer ventilação gentil evitando pressões e FiO2 elevada. • Suporte hemodinâmico e nutricional. • Surfactante endotraqueal. PNEUMONIA NEONATAL FISIOPATOLOGIA: a pneumonia neonatal surge num contexto de sepse neonatal. Deve ser suspeitada naqueles recém-nascidos com desconforto respiratório e presença de achados na história que indiquem algum risco infeccioso: • Trabalho de parto prematuro sem causa aparente. • Bolsa rota > 18 horas. • Mãe com colonização pelo Streptococcus beta hemolítico do grupo B (Streptococcus agalactiae) > principalmente naquelas mães que não receberam profilaxia no parto. • Mãe com diagnóstico de corioamnionite. • Presença de invasões como cateter v enoso umbilical, cateter venoso central, cânula orotraqueal. • Uso de nutrição parenteral. QUADRO CLÍNICO: como dito anteriormente, a suspeita vai se dar num recém-nascido com risco infeccioso e presença de desconforto respiratório. Atentar que nessa faixa etária os sinais e sintomas DESCONFORTO RESPIRATÓRIO PRECOCE DO RECÉM-NASCIDO 9 PEDIATRIA de sepse são mais inespecíficos: intolerância alimentar, apneia, hipotermia, hipoglicemia, sonolência, etc. Não é esperado achado de consolidação na radiografia de tórax, sendo que o aspecto mais encontrado é semelhante ao da síndrome do desconforto: infiltrado micronodular difuso com aspecto de vidro moído. AGENTES ETIOLÓGICOS: variam de acordo com o tempo de vida do recém-nascido: • Sepse neonatal precoce ( Streptococcus beta hemolítico do grupo B e E.coli. • Sepse neonatal tardia (> 72 horas de vida): relacionada com cuidados em ambiente hospitalar e germes nosocomiais > Bacilos gram negativos, gram positivos (S.aureus, S. epidermidis). EXAMES COMPLEMENTARES: Avaliar pacientes com risco infeccioso, sobretudo prematuros e aqueles que encontram-se sintomáticos • Hemograma: principais achados relacionados com infecção são neutropenia e índice neutrofílico (neutrófilos jovens / neutrófilos totais) > 0,2. • Hemocultura: padrão ouro para diagnóstico de sepse neonatal. • Proteína C reativa: dosar a partir de 12-18 horas de vida para que sua elevação seja mais correlacionada com quadro infeccioso. • Líquor: coletar naqueles com sepse confirmada (hemocultura positiva), sepse sintomática ou sepse neonatal tardia. • Exame de urina e urocultura: somente nos pacientes com malformação do trato genitourinário ou na sepse neonatal tardia. TRATAMENTO: • Suporte ventilatório, hemodinâmico e nutricional. • Antibioticoterapia endovenosa: • Sepse neonatal precoce: ampicilina + gentamicina ou cefalosporina de 3ª geração. • Sepse neonatal tardia: oxacilina ou vancomicina + gentamicina ou cefalosporina de 3ª geração. TAQUIPNEIA TRANSITÓRIA DO RECÉM-NASCIDO (TTRN) FISIOPATOLOGIA: relacionada com atraso / comprometimento da reabsorção do líquido pulmonar levando a um quadro de congestão e diminuição da complacênciapulmonar. Durante o trabalho de parto, mecanismos hormonais ativam a reabsorção de sódio nos alvéolos levando, consequentemente, a uma reabsorção de água. Além disso, a própria passagem do feto pelo canal de parto contribui para a retirada de líquido dos alvéolos. Nos pacientes nos quais esses mecanismos não estão presentes, há risco de desenvolvimento da TTRN. FATORES DE RISCO: cesárea sem trabalho de parto, prematuridade tardia, macrossomia, mãe com DM ou asma, asfixia perinatal, policitemia. QUADRO CLÍNICO: recém-nascido com taquipneia mais importante do que o desconforto respiratório, podendo haver hipoxemia. O aspecto radiográfico é de um pulmão congesto com hiperinsuflação, retificação de arcos costais e cisurite. DESCONFORTO RESPIRATÓRIO PRECOCE DO RECÉM-NASCIDO 10 PEDIATRIA TRATAMENTO: suporte ventilatório, hemodinâmico e nutricional. SÍNDROME DE ASPIRAÇÃO MECONIAL (SAM) FISIOPATOLOGIA: o mecônio é uma substância espessa e irritativa. Quando aspirado, vai levar a 3 alterações principais do pulmão do recém-nascido: obstrução mecânica dos brônquios e bronquíolos, inativação surfactante e pneumonite química. Tudo isso culmina com áreas de atelectasias difusas nesse pulmão, com alvéolos não ventilados mas bem perfundidos havendo, então, shunt intrapulmonar com hipoxemia, desconforto respiratório e hipercapnia. FATORES DE RISCO: pós-maturidade, retardo de crescimento intrauterino, feto com apresentação pélvica e asfixia perinatal. QUADRO CLÍNICO: de todos os recém-nascidos com líquido amniótico meconial, somente uma minoria aspira esse mecônio e, desse grupo, só uma minoria evolui com SAM. Quando presente, a SAM leva a um quadro de desconforto e hipoxemia precoces e graves com risco de evolução com barotrauma e hipertensão pulmonar. O aspecto radiográfico é um infiltrado grosseiro e retificação de arcos costais. TRATAMENTO: suporte ventilatório, hemodinâmico e nutricional • Terapias que podem ser consideradas: surfactante, antibiótico e óxido nítrico se evolução com hipertensão pulmonar DESCONFORTO RESPIRATÓRIO PRECOCE DO RECÉM-NASCIDO 11 PREVENTIVA DIABETES 12 PREVENTIVA Diabetes Mellitus: Definição: Trata-se de uma doença que cursa com hiperglicemia crônica e a longo prazo pode levar lesões em órgãos-alvo e também descompensações metabólicas agudas Pode ser causada por: • Déficit de insulina (absoluto ou relativo) e/ou • Resistência à insulina Classificação do diabetes mellitus: • Diabetes mellitus tipo I (DM-1): ocorre destruição primária das células beta pancreáticas e hipoinsulinismo “absoluto”. Mais comum em crianças e adolescentes. • Diabetes mellitus tipo II (DM-2): inicia com resistência periférica à insulina, que evolui para disfunção progressiva das células beta pancreáticas - hipoinsulinismo “relativo”. • Diabetes mellitus gestacional: intolerância a glicose diagnosticada durante a gestação. ATENÇÃO: Há 2 tipos de diabetes que podem confundir você! “MODY” ou Maturity-Onset Diabetes of the Young – uma forma de diabetes tipo II no jovem em decorrência de problemas genéticos. “LADA” ou Latent Autoimune Diabetes of Adults – uma forma de diabetes tipo I no adulto. Quadro clínico: O diabetes mellitus pode ser assintomático por um longo período, especialmente no DM-2. Por isso é realizado rastreamento para os grupos de risco. Em casos graves de DM-1 ou DM-2 podem ocorrer os 3 P´s do DM ou “polis”: Poliúria, polidipsia e polifagia. Pode haver também emagrecimento nesses casos. Diagnóstico: Critérios diagnósticos de DM 1) Hemoglobina glicada (A1C) ≥ 6,5%* OU 2) Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl OU 3) Glicemia 2h após TOTG-75 ≥ 200 mg/dl OU 4) Glicemia aleatória ≥ 200 mg/dl + sintomas de hiperglicemia (“polis”) O diagnóstico é confirmado com 2 dos testes acima positivos (pode ser o mesmo exame realizado em duas ocasiões diferentes) ATENÇÃO!! Glicemia aleatória ≥ 200 mg/dl + sintomas de hiperglicemia (“polis”) já fecha o diagnóstico e não precisa de exame confirmatório. DIABETES 13 PREVENTIVA DIABETES CRITÉRIOS NORMAL PRÉ-DM DM Glicemia de jejum 125 2 h após TOTG 199 HbA1c 6,4 Glicemia + sintomas - - ≥ 200 mg/dL Estados pré-diabéticos: 1) Glicemia de jejum entre 100-125 mg/dl. 2) “Intolerância à Glicose” = glicemia 2h após o TOTG 75 entre 140-199 mg/dl. 3) Hemoglobina Glicada (A1C) entre 5,7-6,4%. Fatores de risco para DM-2: • Indivíduos com idade ≥ 45 anos; • Obesidade/sobrepeso; • História familiar (1 grau); • Doença cardiovascular; • HAS; • HDL 250 mg/dL; • Sd. Ovários policísticos; • Sedentarismo; • Acantose nigricans; • Pré-DM; • DM gestacional; • HIV +; • Etnias de risco (Afrodescendentes, Hispânicos e Indígenas). 14 PREVENTIVA Rastreio de DM tipo 2 no paciente assintomático: • Idade ≥ 45 anos ou • IMC > 25 (IMC > 23 no asiático) + fator de risco adicional. • Repetir em 3 anos se exames normais. • Repetir e 1 ano se pré-DM! Tratamento: No DM-1 o paciente praticamente não produz insulina, então o tratamento consiste em insulinização plena. Isto é, a insulinização deve simular o feito que o pâncreas do paciente não está conseguindo fazer. A insulinização plena consiste em realizar uma insulina basal (lenta) e uma insulina prandial (rápida ou ultrarápida). Deve-se realizar duas a três aplicações de insulina basal e duas a três aplicações de insulina prandial. Dose: 0,4-1,0 U/Kg/dia -> 50 % basal e 50% prandial • Insulinas basais: NPH, Glargina, Detemir, Degludeca. • Insulinas prandiais: Regular, Lispro, Asparte, Glulisina. ATENÇÃO: Sobre insulinização para a prova do REVALIDA, o mais importante é saber que o paciente DM-1 precisa de insulinização plena (basal + prandial) e que isso envolve o uso de dois tipos de insulina, uma basal e uma prandial. As aplicações devem ser realizadas ao menos duas vezes ao dia, ou seja, duas aplicações de NPH e duas aplicações de Regular. Exemplo de insulinização para um paciente de 80 Kg: • 0,5 U/Kg/dia: 40 U no total sendo 50% basal e 50% prandial • 20 U de NPH e 20 U de insulina regular • Dividir essa dose em 2-3 aplicações diárias de cada insulina. Como avaliar a insulinoterapia? 1- Glicemia matinal – depende da NPH do jantar da véspera; 2- Glicemia pré-almoço – depende da regular da manhã; 3- Glicemia pré-jantar – depende da NPH da manhã; 4- Glicemia antes de dormir – depende da regular da noite Metas glicêmicas: • Hemoglobina glicada (A1C) 60 anos • IMC > 35 Kg/m2 • DM gestacional prévio • Síndrome metabólica • Glicemia de jejum > 110 mg/dL No paciente DM-2 a droga de escolha inicial é a Metformina (Biguanida) por ser uma medicação com bom perfil de segurança, barata e eficaz. • HBA1c 9,0%: Terapia tripla: Metformina + 2 AD ou terapia baseada em insulina • Reavaliar após 3 meses se HBA1c 300 mg/dl na primeira consulta, pelo menos nas fases iniciais, especialmente naqueles com história de perda ponderal, cetonúria ou cetonemia (alguns desses pacientes são diabéticos tipo 1 LADA). 3- Emagrecimento progressivo atribuído ao diabetes. 4- Durante a gestação, quando os antidiabéticos orais são contraindicados. 5- Em situações de estresse agudo (cirurgia, infecções graves, AVE, IAM etc.). DIABETES 16 PREVENTIVA Atenção: Não é comuma cobrança na prova do REVALIDA a respeito das diferentes classes de antidiabéticos orais, no entanto, devido a relevância do tema sugerimos ao menos conferir a tabela a seguir: VANTAGEM DESVANTAGEM/ EFEITOS ADVERSOS Biguanida (METFORMINA) Primeira linha! ↓ resistência insulínica ↓ custo, sem ganho peso, melhora perfil lipídico. Sintomas TGI, acidose láctica NÃO Sulfonilureias (gliclazida, glibenclamida) Estimula células beta Eficazes no controle glicêmico Hipoglicemia e ↑ de peso. SIM Glitazonas (Pioglitazona) ↑ sens. à insulina ↑ peso, edema, ruim para IC e doença hepática. RARO Agonistas de GLP-1 (Glutidas) ↑ secreção de insulina dependente de glicose ↓ peso, bom para DCV aterosclerótica Intolerância TGI. Custo ↑ NÃO Inibidor DPP- IV(Gliptinas) Não altera peso RARO Inibidor de SGLT- 2 (glifozinas) Impede reabsorção de glicose no rim. ↓ risco CV, mortalidade em DM + DCV e ↓ desfechos renais. ↓ PA e peso. ITU e CAD euglicêmica. NÃO DIABETES 17 PREVENTIVA Não se esqueça que o controle adequado da glicemia nos pacientes diabéticos previne as complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia e neuropatia). Complicações: Podem ser divididas entre microvasculares, macrovasculares e agudas Microvasculares: • Retinopatia • Neuropatia • Nefropatia/doença renal do DM Macrovasculares: • IAM • AVC • Doença arterial obstrutiva periférica Agudas: • Cetoacidose diabética. • Estado hiperglicêmicohiperosmolar • Hipoglicemia Rastreio microvasculares: As complicações microvasculares devem ser rastreadas e podem ser prevenidas por meio do controle glicêmico adequado. O manejo específico de cada complicação nunca foi cobrado na prova do REVALIDA. No entanto, vale a pena destacar a indicação de bloqueio do sistema angiotensina-renina- aldosterona com inibidores da ECA (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) nos pacientes diabéticos com hipertensão e/ou que apresentam microalbuminúria positiva (> 30 mg/g). O uso de IECA/BRA é capaz de prevenir e desacelerar a nefropatia do DM (doença renal do DM). Em paciente com microalbuminúria positiva também está indicado o uso de inibidores de SGLT-2 como antidiabéticos orais. O rastreio das complicações microvasculares deve se inicar 5 anos após o diagnóstico nos pacientes com DM-1 e após 5 anos nos pacientes com DM-2. Isso porque, o DM-2 pode ser assintomático e muitas vezes não se sabe precisamente o tempo de duração do DM. • DM1: após 5 anos do diagnóstico do DM. • DM2 rastreio no momento do diagnóstico. • Retinopatia: fundo de olho. • Neuropatia: história, exame físico e monofilamento. • Nefropatia: Microalbuminúria (+ se > 30 mg/g) e função renal. • Tratamento nefropatia: • Se microalbuminúria + IECA/BRA • Utilizar preferencialmente inibidores de SGLT-2 DIABETES 18 CLÍNICA MÉDICA ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL 19 CLÍNICA MÉDICA DEFINIÇÃO Déficit focal ou global da função cerebral - de instalação súbita - durando 24 horas ou mais ou gerando alterações em exames de imagem 2ª causa de morte no mundo, maior causa de incapacidade • 80-85%: isquêmicos • 15-20%: hemorrágicos ABORDAGEM 1º PASSO: ESTABILIZAÇÃO 2º PASSO: ANAMNESE E EXAME 3º PASSO: DEFINIÇÃO DE CONDUTAS ABC + monitorização Anamnese AVCi ou AVCh? Glicemia NIH Controle pressórico Coleta de exames TOMOGRAFIA DE CRÂNIO Reperfusão ITENS IMPORTANTES DA ANAMNESE • Última vez visto bem • Hora do reconhecimento • Hora do déficit • Antecedentes • Medicações em uso • Contra-indicações à trombólise SINAIS PRECOCES DE ISQUEMIA • Sinal da corda ou sinal da artéria cerebral média hiperdensa • Apagamento de sulcos • Perda de diferenciação de substância branca e cinzenta • Perda da diferenciação dos núcleos da base ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL 20 CLÍNICA MÉDICA TEVE SANGRAMENTO? Calcular ICH ESCALA DE GLASGOW 3-4 (2) 5-12 (1) 13-15 (0) IDADE >80 Sim (1) Não (0) VOLUME >30ML Sim (1) Não (0) HEMORRAGIA NO VENTRÍCULO Sim (1) Não (0) HEMORRAGIA INFRATENTORIAL Sim (1) Não (0) CONDUTAS – AVC isquêmico CONTROLE PRESSÓRICO Preferir drogas intravenosas e tituláveis, no Brasil a principal medicação disponível é o nitroprussiato. Alvo até a tomografia, controlar para manter 18 anos CONTRA-INDICAÇÕES DE TROMBÓLISE • História de AVCh (antiga ou atual) • TCE nos últimos 3 meses • Coagulopatia (incluindo uso de DOACs) • Plaquetas 1,7 • Dissecção de aorta • Endocardite • Neoplasia intra -axial intracraniana • AVCi extenso nos últimos 3 meses ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL 21 CLÍNICA MÉDICA Cuidados pós fase aguda • Encaminhar para unidade de AVC • Manejo pressórico • Manejo da PIC (avaliação pela neurocirurgia) • Identificação de convulsões • Manutenção de vias aéreas pérvias • Evitar febre, disglicemias e hipóxia • Profilaxias de úlcera de pressão e tromboses • Evitar procedimentos invasivos por 4h • Não iniciar terapia antiagregante ou anticoagulante por 24h CONDUTAS – AVC hemorrágico CONTROLE PRESSÓRICO Preferir drogas intravenosas e tituláveis, no Brasil a principal medicação disponível é o nitroprussiato. Se sangrou, PAS alvo é entre 140-160, em geral. CONTROLE DE COAGULOPATIAS Heparina Varfarina DOAC Plaquetas Protamina Complexo protrombínico Complexo protrombínico EVITAR TRANSFUSÃO! Vitamina K Idarucizumabe (se dabigatrana) Intubação orotraqueal (IOT) Não consegue realizar IOT : cricotireoidostomia por punção/cirúrgica Se impossibilidade: máscara laríngea Indicações de via aérea artificial: • Apnéia • Proteção va • Tce grave = glasgow protocolo transfusão maciça Ácido tranexâmico (transamin) • 1 dose em 3 horas, 2 dose depois de 8 horas Sonda nasogástrica + Sonda vesical (0,5ml/h) Obs: contraindicações a sonda vesical: sangue no meato, bexigoma, hematoma perineal. Hemorragia Externa Compressão direta - evitar torniquete Hemorragia Interna Raio-x de tórax e pelve Fast ou lavado peritoneal D - Disfunção Neurológica Escala de Glasgow Avaliação de pupilas Avaliação neurológica TRAUMA RAQUIMEDULAR 24 CIRURGIA E - Exposição + Controle do ambiente Expor todo o paciente Prevenção de hipotermia : cristalóide aquecido, manta térmica, controle do ambiente; Trauma Raquimedular Epidemiologia Coluna cervical (55% dos casos) - 7 vértebras cervicais Coluna torácica - 12 vértebras torácicas Transição toracolombar (15% dos casos) Lombar - 5 vértebras lombares Sacral - 5 vértebras sacrais Cóccix - 4 vértebras coccígeas Imobilização da coluna cervical Ocorre na avaliação primária na letra A (colar cervical e prancha rígida) Quando retirar a prancha rígida? Em no máximo 2 horas pelo risco de úlcera de decúbito Colar Cervical Fluxo: • Paciente consciente e orientado? Se Sim: Posição supina - retire colar cervical e palpação de vértebras. Realize a manobra de logroll/rotação em bloco • Solicitar que faça movimentos laterais - negou dor? • Solicitar que faça movimentos de extensão e flexão - negou dor? Se a reposta foi sim para as 3 perguntas, não é necessário exames de imagem; Se dúvida ou relato de dor ? Raio x de coluna cervical : lateral, ântero-posterior e transoral; Avaliar se: • deformidade óssea • fx dos processor/corpo vertebral • desalinhamento da face posterior dos corpos vertebrais • aumento da distância entre os processos espinhosos c1 ou estreitamento do canal vertebral; • espaço das partes moles pré- vertebrais; Se dúvida ou alteração: tomografia computadorizada axial Como determinar o nível da lesão? Miótomos Dermatomos TRAUMA RAQUIMEDULAR 25 CIRURGIA Choque Neurogênico relacionado a alteração vascular • acima de c6 1) Perda do tônus vasomotor - Vasodilatação - hipotensão. Conduta: Reposição volêmica + vasopressor (cloridrato de fenilefrina, dopamina ou noradrenalina). Cuidado com edema pulmonar. 2) Perda inervação simpática do coração - Bradicardia. Conduta: Atropina. Choque Medular • Flacidez (perda do tônus muscular) • Perda do reflexo Tratamento: • Metilprednisolona - não tem suporte científico TRAUMA RAQUIMEDULAR HEMORRAGIA PUERPERAL DESCONFORTO RESPIRATÓRIO PRECOCE DO RECÉM-NASCIDO DIABETES ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL TRAUMA RAQUIMEDULAR