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Universidade do Estado do Pará Centro de Ciências Biológicas e de Saúde II Bacharelado em Fonoaudiologia Bioética e Deontologia Docente: Prof. Dr. Gionovaldo Freire Rafaela Paes Cordovil RESENHA ACERCA DO ARTIGO “O PRONTUÁRIO DO PACIENTE E O DEVER LEGAL E ÉTICO DE REGISTRO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE: UMA REVISÃO LITERÁRIA” Belém/PA 2023 Registrar as informações dos pacientes é uma dentre tantas atividades que o profissional da área da saúde faz quando se está prestando assistência a uma pessoa. Essas informações podem ser passadas tanto pelo próprio paciente, pelo responsável ou por ambos. E os elementos que compõe esses registros são aqueles coletados pelo profissional que relatem sobre a evolução, além de terapias abordadas para o tratamento do paciente. Ou seja, o prontuário é uma coleção de informações que são coletadas e armazenadas a fim de ajudar dentro do quadro terapêutico. Os elementos coletados que auxiliaram na elaboração do prontuário do paciente são fornecidos em atendimento individualizado, sigilosamente e que por este motivo não devem vir à tona, a não ser que se tenha o pleno consentimento de tal ato com autorização do paciente ou seu responsável, de forma legal ou justa causa. O prontuário é visto como um elencado de informações relativas ao quadro do paciente, que é armazenado em total segurança e de livre acesso ao paciente e a quem mais for autorizado. Portanto, este documento possui um real valor ético e com isso resguardam os profissionais ética e juridicamente para sua defesa quando necessário. Então, preenchê-lo de forma inadequada é um desserviço, podendo se tornar uma infração grave, já que tal documento possui informações essenciais para a saúde do paciente, dessa forma, deixar o seu preenchimento mal realizado se torna até um possível risco a vida desse paciente além de uma violação de sua intimidade. Na Constituição Federal de 1988, no artigo 5°, inciso X diz que em casos de violação da intimidade a vida privada, a honra e a imagem podem ser passiveis de penas com indenização pelo dano moral e material. Sendo a assim, a Constituição garante ao paciente segurança em suas informações repassadas para o prontuário, e que acima de tudo a inviolabilidade da intimidade e do sigilo das informações devem ser asseguradas. É cabível ressaltar também sobre atos diversos cometidos pelos profissionais, sendo aqueles éticos e morais, mas principalmente os ilícitos como por exemplo a falsificação do prontuário, ou ainda a omissão de informações e declarações falsas, afim de prejudicar ou alterar a verdade, como cometer crime de falsidade ideológica. Sendo que percebido a discordância do paciente com o registro, caberá ao mesmo (profissional), comprovar a falta de veracidade a imprecisão do que consta. É necessário se esclarecer que quem pode preencher o prontuário com o dever ético e moral sobre o documento são os profissionais que fazem parte de uma equipe multidisciplinar e prestam assistência ao paciente em suas necessidades e em seus diversos âmbitos. Sendo essa função fundamentada no código de ética de cada profissão. O tempo de preservação dessa documentação também se é discutido no âmbito legal, onde se deve conservar por no mínimo cinco anos, podendo ser aumentado esse tempo para 20 anos de guarda em casos previstos por lei. Mesmo com toda qualificação para o preenchimento do prontuário, pesquisas constataram que em sua generalidade a forma como vem sendo preenchido esse documento é desanimador e necessita de urgentes medidas, podendo até se chegar a uma qualificação a mais voltada para o preenchimento de forma satisfatória desses prontuários. Portanto, deve fazer parte do cotidiano e do desenvolvimento dos profissionais, principalmente nas universidades, um acompanhamento no desenvolvimento desses prontuários, para que não haja lacunas que impeçam a qualidade desse registro. image1.png