Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DESCRIÇÃO
Conceito de melhoria nos métodos e seu impacto nos processos.
PROPÓSITO
Atualmente, há uma busca constante entre manter a qualidade dos produtos e a produtividade dos processos
produtivos. Novos métodos vêm sendo desenvolvidos e aplicados com esse objetivo, de forma que um
contribua com o outro. Vamos estudar tais iterações, que são fundamentais para o sucesso de sua vida
profissional.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar este conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora, para estudá-lo com mais
eficiência.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Reconhecer a importância da aplicação do desenvolvimento de métodos
MÓDULO 2
Identificar os impactos de novas tecnologias em métodos e no trabalho
MÓDULO 3
Reconhecer o laboratório de métodos
MÓDULO 4
Identificar ferramentas para a melhoria dos métodos
INTRODUÇÃO
PROJETO DE MÉTODOS DE TRABALHO
AVISO: orientações sobre unidades de medida.
AVISO
Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por questões de
tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a
unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais escritos por você devem seguir o
padrão internacional de separação dos números e das unidades.
MÓDULO 1
 RECONHECER A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS
javascript:void(0)
A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DE
MÉTODOS
DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS
SEMPRE QUE “UM NOVO PRODUTO OU SERVIÇO ESTÁ
SENDO PROJETADO OU DESENVOLVIDO, DEVE-SE
CONSIDERAR E ANALISAR O SISTEMA OU PROCESSO A
SER USADO PARA FABRICAR O PRODUTO OU
PROPORCIONAR O SERVIÇO” (BARNES, 1986, P.36).
Portanto, o estudo do trabalho forma a base para o projeto do sistema de produção. O objetivo do projeto do
trabalho é identificar os meios mais eficazes de alcançar as funções necessárias. Visa melhorar as formas
existentes e elaborar propostas de fazer o trabalho de uma forma nova e mais eficaz.
O ESTUDO DO TRABALHO É ENGLOBADO POR DUAS
TÉCNICAS: ESTUDO DO MÉTODO E MEDIÇÃO DO
TRABALHO.
O estudo do método será influenciado por vários fatores, como o volume de produção, a disponibilidade e
tecnologia das máquinas e dos equipamentos, a qualidade desejada, entre outros, que muitas vezes podem
apresentar diferenças entre o projeto (rodada piloto) e o início da produção.
Assim, sempre haverá a possibilidade de melhoria nos processos e/ou métodos, ou seja:
ESTUDO DO MÉTODO
É o registro sistemático e o exame crítico de dados existentes e formas propostas de fazer o trabalho, como
modo de desenvolver e aplicar mais e mais métodos eficazes e redução de custos.
MEDIÇÃO DO TRABALHO
É a aplicação de técnicas destinadas a estabelecer o tempo para um trabalhador qualificado para realizar um
trabalho específico em um nível ou desempenho definido.
 VOCÊ SABIA
Desse modo, existe uma ligação estreita entre o estudo do método e a medição do trabalho. O estudo do
método preocupa-se com a redução do conteúdo do trabalho e busca estabelecer a melhor forma de fazer o
trabalho, enquanto a medição do trabalho está preocupada com a investigação e redução de qualquer tempo
associado ao trabalho e estabelecimento de padrões de tempo para uma operação realizada de acordo com o
método padrão.
PESQUISA DE POSSÍVEIS SOLUÇÕES
É parte importante para o estudo de movimentos e de tempos, conhecer o projeto do método a ser utilizado
para a realização das operações quando um novo produto entrar em produção, ou a melhoria de um método
existente. Como o projeto de métodos é uma forma criativa de resolução de problemas, cinco passos formam
um modo lógico e sistemático de procurar a solução de qualquer problema:

Definição do problema
Análise do problema


Pesquisa de possíveis soluções
Avaliação das alternativas


Recomendação para ação
Imagem: Mauro Rezende Filho
 Estrutura do estudo de trabalho
O ESTUDO DO TRABALHO É UM MEIO DE AUMENTAR A
EFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO (PRODUTIVIDADE) DA
EMPRESA POR ELIMINAÇÃO DE DESPERDÍCIOS E
OPERAÇÕES DESNECESSÁRIAS. É UMA TÉCNICA PARA
IDENTIFICAR O QUE NÃO AGREGA VALOR ÀS
OPERAÇÕES PELA INVESTIGAÇÃO DE TODOS OS
FATORES QUE AFETAM O TRABALHO. É UM
PROCEDIMENTO SISTEMÁTICO ORIENTADO
TECNICAMENTE PARA ESTABELECER PADRÕES DE
TEMPO. ISSO VAI CONTRIBUIR PARA O LUCRO, POIS A
ECONOMIA COMEÇARÁ IMEDIATAMENTE E
CONTINUARÁ AO LONGO DA VIDA DO PRODUTO.
O estudo do método e a medição do trabalho fazem parte do estudo do trabalho. Parte do estudo do método é o
estudo do movimento, a medição do trabalho também é chamada pelo nome de estudo de tempos. No que se
refere ao projeto de métodos de trabalho, é senso comum que o projetista deve basear-se em um método
sistemático de solução de problemas para auxiliá-lo na determinação do método.
Para isso, Slack, Chambers e Johnston (2016) propõem um processo composto por seis etapas:
Etapa 1 Seleção do trabalho
Etapa 2 Registro do método atual
Etapa 3 Exame dos fatos
Etapa 4 Desenvolvimento do novo método
Etapa 5 Implantação do novo método
Etapa 6 Funcionamento do método como planejado
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
Veja os enfoques que devem ser considerados no desenvolvimento de possíveis soluções, a partir dos quais se
selecionará o método preferido:
Eliminar todo trabalho desnecessário.
Combinar operações ou elementos.
Modificar a sequência das operações.
Simplificar as operações essenciais.
É perfeitamente possível se projetar mais de um método, entretanto, é geralmente desejável escolher:
Um método ideal.

Um método prático que possa ser utilizado imediatamente.

Um método que possa ser usado se certas restrições forem eliminadas.
 EXEMPLO DE MÉTODO I
Uma empresa fabrica um produto que na montagem necessita de três quadrados de 30cm de lado, dois
retângulos e sete triângulos equiláteros de 30cm de lado. O processo de corte está apresentado nas figuras a
seguir:
Imagem: Mauro Rezende Filho
O problema era que, em função da geometria das partes, sempre sobravam triângulos, retângulos ou
quadrados. A engenharia de processos resolveu mudar o método para o seguinte:
Imagem: Mauro Rezende Filho
Resultado: reduziu-se o estoque de peças em 90%, e a perda de material em 40%.
 EXEMPLO DE MÉTODO II
Na montagem de um produto, duas pequenas placas metálicas são unidas com um parafuso.
Observe o desenho:
Imagem: Mauro Rezende Filho
Os operadores estão reclamando que, pela posição das peças no produto, gasta-se um tempo de 30 segundos
quando o padrão desejado é de dez segundos. A engenharia de processos foi solicitada a achar um novo
método e, após análise e testes, ela propôs a seguinte solução:
Imagem: Mauro Rezende Filho
Observe que o desenho da segunda placa possibilita um encaixe mais fácil e, com isso, os operadores
passaram a gastar o tempo padronizado pelo processo.
O ESTUDO DE MÉTODOS DE PRODUÇÃO PODE, EM
MUITOS CASOS, TRAZER COMO BENEFÍCIO A REDUÇÃO
DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE.
PRODUTIVIDADE
Ao analisar um método, deve-se levar em consideração também a produtividade, que é a relação quantitativa
entre o que produzimos e como utilizamos recursos para produzi-los, ou seja, a razão aritmética da quantidade
produzida (saída) para a quantidade de recursos (entrada). A produtividade pode ser expressa como:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Produtividade se refere à eficiência do sistema de produção. É o conceito que orienta a gestão do sistema de
produção. É um indicador de quão bem os fatores de produção (terra, capital, trabalho e energia) são utilizados.
A Agência Europeia de Produtividade (EPA) definiu a produtividade como:
PRODUTIVIDADE É UMA ATITUDE DE ESPÍRITO. É A
MENTALIDADE DO PROGRESSO, DA CONSTANTE MELHORIAS
DAQUILO QUE EXISTE. É A CERTEZA DE PODER FAZER
MELHOR HOJE DO QUE ONTEM E CONTINUAMENTE. É A
ADAPTAÇÃO CONSTANTE DA VIDA ECONÔMICA E SOCIAL
Produtividade =  
Saída
Entrada
PARA MUDANÇAS NAS CONDIÇÕES. É Ode
negócios aprimorado. Os cenários “e se” podem ser desenvolvidos rapidamente comparando mapas do
processo “Como está” com o processo “Pode Ser”.
FLUXOGRAMA DO PROCESSO
Outra ferramenta utilizada na construção de mapas de processos é o fluxograma do processo. Esta é uma
técnica poderosa para registrar, na forma de uma imagem, exatamente o que é feito em um processo.
Imagem: Department of Trade and Industry - DTI, s.d., p.3, adaptada por Mauro Rezende Filho.
 Etapas detalhadas de ferramentas e técnicas para melhoria de processamento
ANÁLISE DE CAMPO DE FORÇA
Identificar forças que podem ajudar ou atrapalhar a realização de uma mudança ou melhoria. Ao avaliar as
forças que impedem a mudança, podem ser desenvolvidos planos para superá-las. Também é importante
identificar as forças que ajudarão na mudança. Uma vez que essas forças tenham sido identificadas e
analisadas, é possível determinar se uma mudança proposta é viável.
DIAGRAMAS DE CAUSA E EFEITO
Uma maneira útil de mapear as entradas que afetam a qualidade é o diagrama de causa e efeito, também
conhecido como “espinha de peixe” ou diagrama de Ishikawa. Também é uma técnica útil para abrir o
pensamento na resolução de problemas.
Imagem: Mauro Rezende Filho.
 Diagrama espinha de peixe (Diagrama de Ishikawa).
O EFEITO OU PROBLEMA QUE ESTÁ SENDO
INVESTIGADO É MOSTRADO NO FIM DE UMA SETA
HORIZONTAL; AS CAUSAS POTENCIAIS SÃO, ENTÃO,
MOSTRADAS COMO SETAS MARCADAS ENTRANDO NA
SETA DE CAUSA PRINCIPAL. CADA SETA PODE TER
OUTRAS SETAS INDICANDO PRINCIPAIS CAUSAS,
FATORES E/OU SUBCAUSAS; O BRAINSTORMING PODE
SER USADO COM EFICÁCIA PARA GERAR AS CAUSAS E
SUBCAUSAS.
BRAINSTORM
O BRAINSTORMING PODE SER USADO EM CONJUNTO
COM A FERRAMENTA CAUSA E EFEITO. É UMA TÉCNICA
DE GRUPO USADA PARA GERAR MUITAS IDEIAS
RAPIDAMENTE E PODE SER USADA EM UMA
VARIEDADE DE SITUAÇÕES.
Cada membro do grupo, por sua vez, pode apresentar uma ideia a respeito do problema que está sendo
considerado. Todas as ideias são bem-vindas e nenhuma crítica ou avaliação deve ocorrer durante o
brainstorming. Todas as ideias deverão ser registradas para análise subsequente. O processo continua até que
não haja mais ideias e aumenta a chance de originalidade e inovação. Pode ser usado para:
Identificação de áreas problemáticas
Identificação de áreas de melhoria
Projetar soluções para problemas
Desenvolvimento de planos de ação
BENCHMARKING
O BENCHMARKING É UMA FORMA DE DESCOBRIR
QUAL É O MELHOR DESEMPENHO QUE ESTÁ SENDO
ALCANÇADO, SEJA EM DETERMINADA EMPRESA, POR
UM CONCORRENTE OU POR UM SETOR TOTALMENTE
DIFERENTE.
Essas informações podem então ser usadas para identificar lacunas nos processos de uma organização, a fim
de obter uma vantagem competitiva. Logo, é importante que os praticantes:
Compreenda totalmente a finalidade e o uso do benchmarking.
Entenda a diferença entre benchmarking e pesquisa da concorrência.
Obtenha insights para garantir que o benchmarking esteja alinhado com os objetivos de gestão da empresa.
No entanto, o benchmarking não é uma ferramenta de processo rápida ou simples. Antes de empreender uma
oportunidade de benchmarking, é importante ter um entendimento completo das diretrizes da empresa. Algumas
organizações têm diretrizes rígidas sobre quais informações podem ser coletadas e com quem os profissionais
podem entrar em contato para obter tais informações. Dependendo do tamanho da empresa, os profissionais
podem se surpreender com o que está prontamente disponível internamente.
 VOCÊ SABIA
O benchmarking não é apenas uma questão de fazer perguntas a outras empresas ou visitar e documentar as
instalações ou processos de outra empresa. Ao fazer uso do benchmarking, uma empresa não deve limitar o
escopo ao seu próprio setor, nem o benchmarking deve ser um evento único.
ANÁLISE DE PARETO
A ANÁLISE DE PARETO PODE SER USADA PARA
ANALISAR AS IDEIAS DE UMA SESSÃO DE
BRAINSTORMING OU DE UM DIAGRAMA. É USADO PARA
IDENTIFICAR OS POUCOS PROBLEMAS VITAIS OU AS
CAUSAS DOS PROBLEMAS DE MAIOR IMPACTO.
Um diagrama ou gráfico de Pareto representa pictoricamente os dados na forma de um gráfico de barras
classificado que mostra a frequência de ocorrência de itens em ordem decrescente. Normalmente, os
diagramas de Pareto revelam que 80% do efeito é atribuído a 20% das causas; portanto, às vezes é conhecido
como regra 80/20.
Gráfico: Diagrama de Pareto dos Deméritos.
Elaborado por: Mauro Rezende Filho.
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO (CEP)
O CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS (CEP) É UM
KIT DE FERRAMENTAS PARA GERENCIAMENTO DE
PROCESSOS.
É também uma estratégia para reduzir a variabilidade de produtos, entregas, materiais, equipamentos, atitudes
e processos, que são a causa da maioria dos problemas de qualidade. O CEP revelará se um processo está
“sob controle”, ou seja, estável e exibindo apenas variação aleatória, ou “fora de controle” e precisando de
atenção.
 SAIBA MAIS
Ele também avisa automaticamente quando o desempenho se deteriora e pode ajudar na redução de defeitos
de longo prazo, identificação de causas especiais ou atribuíveis, redução ou eliminação de causas de variação
e obtenção de um nível de desempenho o mais próximo possível da meta.
No CEP, números e informações formam a base para decisões e ações, e um sistema completo de registro de
dados é essencial. Além das ferramentas necessárias para o registro dos dados, existe também um conjunto de
ferramentas para analisar e interpretar os dados.
Gráfico: Carta de controle .
Elaborado por: Mauro Rezende Filho.
GRÁFICOS DE CONTROLE
UMA DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DO CEP É UM
GRÁFICO DE CONTROLE. É USADO PARA MONITORAR
PROCESSOS QUE ESTÃO SOB CONTROLE, USANDO
MEIOS E INTERVALOS. REPRESENTA DADOS, POR
EXEMPLO, VENDAS, VOLUME, NÃO CONFORMIDADES,
RECLAMAÇÕES DE CLIENTES, EM ORDEM
CRONOLÓGICA, MOSTRANDO COMO OS VALORES
MUDAM COM O TEMPO.
Em um gráfico de controle, cada ponto recebe um significado individual e é associado a seus vizinhos. Acima e
abaixo da média, as linhas superior e inferior de especificação e controle (LSE, LIE, LSC, LIC) são desenhadas.
Elas agem como sinais ou regras de decisão e fornecem aos operadores informações sobre o processo e seu
estado de controle. Os gráficos são úteis como um registro histórico do processo, conforme ele acontece, e
como um auxílio para detectar e prever mudanças.
−
x
FOLHAS DE VERIFICAÇÃO
UMA FOLHA DE VERIFICAÇÃO É UMA FORMA
ORGANIZADA DE COLETA E ESTRUTURAÇÃO DE
DADOS, SUA FINALIDADE É COLETAR OS FATOS DA
FORMA MAIS EFICIENTE.
Ela garante que as informações coletadas são as solicitadas e que todos estão fazendo isso da mesma
maneira. Os dados são coletados e ordenados adicionando contagem ou marcas de verificação em categorias
predeterminadas de itens ou medidas. Isso simplifica a tarefa de análise.
Produto Contagem Total
X III II IIII II I
Y II II II III IIII
Quadro: Exemplo de folha de verificação.
Elaborado por Mauro Rezende Filho.
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
GRÁFICOS DE BARRAS
GRÁFICOS DE BARRAS SÃO EXIBIÇÕES VISUAIS DE
DADOS EM QUE A ALTURA DAS BARRAS É USADA PARA
MOSTRAR O TAMANHO RELATIVO DA QUANTIDADE
MEDIDA.
As barras podem ser separadas para mostrar que os dados não são diretamente relacionados ou contínuos.
Eles podem ser usados para dar impacto visual aos dados, comparar diferentes tipos de dados e comparar os
dados coletados em momentos diferentes.
Gráfico: Exemplo de gráfico de barras.
Elaborado por: Mauro Rezende Filho.
DIAGRAMAS DE DISPERSÃO
UM DIAGRAMA DE DISPERSÃO É UMA
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE COMO UMA VARIÁVEL
MUDA EM RELAÇÃO A OUTRA.
As variáveis são plotadas em eixos em ângulos retos entre si e a dispersão nos pontos fornece uma medida de
confiança em qualquer correlação mostrada.
Gráficos: Exemplos de gráfico de dispersão de dados.
Elaborado por: Mauro Rezende Filho.
HISTOGRAMA
UM HISTOGRAMA É UM GRÁFICO DE VARIAÇÃO OU
DISTRIBUIÇÃO, ONDE OS DADOS FORAM AGRUPADOS
EM CÉLULAS E SUA FREQUÊNCIAREPRESENTADA
COMO BARRAS.
É conveniente para grandes quantidades de dados, especialmente quando o intervalo é amplo. Ele dá uma
imagem da extensão da variação, destaca áreas incomuns e indica a probabilidade de ocorrência de valores
específicos.
Gráficos: Exemplo de histograma.
Elaborado por: Mauro Rezende Filho.
ENGENHARIA SIMULTÂNEA
A ENGENHARIA CONCORRENTE (CE) ÀS VEZES É
CHAMADA DE ENGENHARIA SIMULTÂNEA,
ENGENHARIA INTEGRADA OU ENGENHARIA DE CICLO
DE VIDA, SENDO MAIS UMA FILOSOFIA DO QUE UM
MÉTODO.
O conceito de CE foi inicialmente proposto como um meio de minimizar o tempo de desenvolvimento do
produto, ou seja, CE é uma tecnologia de fabricação avançada em projeto e desenvolvimento de produtos
modernos, que é um método sistemático compacto e simultâneo de projeto de produtos e seu processo
correspondente (incluindo o processo de fabricação e o processo de suporte).
 SAIBA MAIS
O método em que cada fase de projeto começa, principalmente, quando a anterior foi concluída, é chamado de
engenharia sequencial (SE) (Veja a figura). A SE também pode ser definida como um processo, em que
diferentes etapas, como investigação da necessidade do cliente, a especificação do projeto do produto, o
projeto detalhado, a fabricação e os testes são conduzidos separada e sequencialmente.
Portanto, alguns problemas que podem surgir durante o processo de desenvolvimento do produto podem fazer
com que o produto seja reprojetado e essa atividade de redesenho aumentará o tempo de desenvolvimento e o
custo do produto. Além disso, uma questão crítica nesta abordagem é o quanto os requisitos e o projeto foram
modificados para serem finalmente aceitos para fabricação e produção.
Imagem: Mauro Rezende Filho.
 Etapas da engenharia simultânea.
A CE BASEIA-SE EM DOIS CONCEITOS FUNDAMENTAIS.
O PRIMEIRO ESTÁ FOCADO QUE TODOS OS
ELEMENTOS QUE COMPÕEM O CICLO DE VIDA DE UM
PRODUTO (FUNCIONALIDADE, PRODUÇÃO, MONTAGEM,
TESTE, MANUTENÇÃO, IMPACTO AMBIENTAL,
DESCARTE E RECICLAGEM) DEVEM SER
CUIDADOSAMENTE CONSIDERADOS NAS FASES
INICIAIS DO PROJETO. O SEGUNDO É COMO JÁ
COMENTADO, CONSIDERA QUE TODAS AS FASES DO
PROJETO DEVEM CAMINHAR SIMULTANEAMENTE.
Na abordagem de CE, utilizar o recurso humano apropriado no momento certo é crítico e acelera o
desenvolvimento, reduzindo o retrabalho ao mínimo. Para ter sucesso na implementação de CE, alguns fatores
devem ser considerados:
FATOR I
O trabalho em equipe é o princípio básico da CE e enfatiza o relacionamento interpessoal, a cooperação, a
negociação e a colaboração na tomada de decisões. O trabalho em equipe é parte integrante da CE, pois
representa o meio de integração organizacional.
FATOR II
A CE é baseada em uma equipe multidisciplinar de desenvolvimento de produtos, envolvendo especialistas de
todas as fases do processo de desenvolvimento do produto, como projeto, processo, produção, marketing,
manufatura etc., são muito importantes para ter sucesso na implementação da CE. As equipes multidisciplinares
podem quebrar as barreiras entre os departamentos e fornecer meios de comunicação eficazes.
FATOR III
A comunicação é o princípio básico para o sucesso na CE. As equipes funcionarão melhor se souberem o que
os outros membros estão fazendo. Os membros da equipe devem ter reuniões regulares que permitem uma
troca rápida e eficiente de informações. A comunicação entre fornecedores, clientes e fabricante também é um
princípio básico na implementação do CE na fase inicial do processo de desenvolvimento do produto.
FATOR IV
O principal problema durante a prática da CE é o comprometimento da gestão na sua implementação. Assim, a
liderança e o apoio da alta administração são importantes para concretizar a implementação de uma CE de
sucesso. A alta administração não deve apenas apoiar a iniciativa da CE, mas também participar ativamente na
formulação e implementação das metas da CE.
FATOR V
No projeto e fabricação de um produto, a integração entre os clientes, fornecedores e fabricante é essencial
para determinar o sucesso desse produto. Este princípio da CE pode reduzir uma porção significativa de erros
de projeto e retrabalho devido a mal-entendidos ou falta de comunicação entre a empresa, os clientes e os
fornecedores, no estágio inicial do processo de desenvolvimento do produto.
Como apoio para a CE temos:
PROJETO AUXILIADO POR COMPUTADOR (CAD)
Refere-se aos computadores usados para auxiliar no processo de projeto em todos os tipos de indústrias. Com
o software CAD, é possível construir um modelo inteiro em um espaço imaginário, permitindo que você visualize
javascript:void(0)
propriedades como altura, largura, distância, material ou cor antes que o modelo seja usado para determinada
aplicação.
ENGENHARIA AUXILIADA POR COMPUTADOR (CAE)
É o uso de software para simular desempenho a fim de melhorar projetos de produtos ou auxiliar na resolução
de problemas de engenharia para uma ampla gama de indústrias. Isso inclui simulação, validação e otimização
de produtos, processos e ferramentas de manufatura.
MANUFATURA AUXILIADA POR COMPUTADOR (CAM)
É um tipo de método de fabricação que usa software e máquinas automatizadas para criar produtos com alto
grau de exatidão e precisão. Máquinas modernas e tecnologias de software permitem criar peças melhores com
cada vez mais controle sobre todo o processo. CAM usa um modelo de produto criado em software CAD. O
primeiro converte os modelos computacionais em uma linguagem compreendida pela ferramenta de usinagem e
se encarrega da produção.
A APLICAÇÃO DO CONCEITO CE E SUAS FERRAMENTAS
NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
PODE AJUDAR OS PROJETISTAS A FABRICAR
PRODUTOS DE FORMA MAIS EFICIENTE E EFICAZ. AS
EMPRESAS QUE VÊM IMPLEMENTANDO A FERRAMENTA
CE NO DESENVOLVIMENTO DE SEUS PRODUTOS
GANHARAM ENORMES BENEFÍCIOS, ESPECIALMENTE
EM TERMOS DE REDUÇÃO DE CUSTOS INCORRIDOS,
REDUÇÃO DO TEMPO PARA O PROCESSO DE
DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS, MELHORIA DA
QUALIDADE DO PRODUTO E ATENDIMENTO AOS
REQUISITOS DOS CLIENTES. ALÉM DISSO, ALGUMAS
INCERTEZAS DE PROJETO PODEM SER REDUZIDAS
USANDO ESTE MÉTODO, E O PRODUTO PODE SER
PROJETADO EM UM PROCESSO MAIS TRANSPARENTE.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
 RESUMINDO
O estudo do método é o registro sistemático e o exame crítico das maneiras de fazer as coisas para fazer
melhorias. A abordagem básica para o estudo do método consiste nas seguintes etapas:
Selecionar: O trabalho a ser estudado e definir seus limites.
Registrar: Os fatos relevantes sobre o trabalho por observação direta e coletar os dados adicionais que
possam ser necessários de fontes apropriadas.
Examinar: A maneira como o trabalho está sendo executado e questionar seu propósito, lugar, sequência
e método de execução.
Desenvolver: O método mais prático, econômico e eficaz, com base nas contribuições dos interessados.
Avaliar: Diferentes alternativas para desenvolver um novo método aprimorado comparando a relação
custo-benefício do novo método selecionado com o método atual de desempenho.
Definir: O novo método como resultado de forma clara e apresentá-lo aos interessados, por exemplo:
gerentes, supervisores e trabalhadores.
Instalar: O novo método como prática padrão e treinar as pessoas envolvidas na sua aplicação.
Manter: O novo método e introduzir procedimentos de controle para evitar um retorno ao método anterior
de trabalho.
Essas etapas constituem o procedimento lógico que um especialista em estudo de trabalho normalmente
poderia aplicar. O procedimento não é tão direto como é apresentado aqui. Por exemplo, ao medir os resultados
alcançados pelo novo método, pode-se descobrir que a relação custo-eficácia resultante pode ser insignificante
e não garante o investimento adicional de tempo e esforço para desenvolver o método percebido.
Nesse caso, a pessoa do estudo de trabalho pode ter que voltar à prancheta para examinar o trabalho mais
uma vez e tentar desenvolver outro melhorado. Em outras circunstâncias, a experiência com o novo método
aprimorado podetrazer à tona novos problemas, caso em que o processo de exame, desenvolvimento e etapas
subsequentes devem ser repetidos.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. UMA FÁBRICA DE COMPONENTES AUTOMOTIVOS VERIFICA O PESO DE SEUS
PRODUTOS FABRICADOS, QUE DEVE SER CONTROLADO. PARA ISSO, AMOSTRAS
PERIODICAMENTE SÃO COLETADAS E AVALIADAS ATRAVÉS DO HISTOGRAMA A
SEGUIR.
GRÁFICO: HISTOGRAMA DE OCORRÊNCIAS.
ELABORADO POR: MAURO REZENDE FILHO.
COM BASE NESSAS INFORMAÇÕES, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
A) As amostras com menos de 10kg estão fora da especificação.
B) Foram analisadas 25 amostras.
C) Não foram encontradas amostras com peso superior a 60kg.
D) As amostras com peso superior a 55kg devem ser refugadas.
E) A maior parte das amostras coletadas tem peso igual a 60kg.
2. A ENGENHARIA CONCORRENTE PODE SER CONSIDERADA UMA FILOSOFIA,
TODAVIA, QUANDO APLICADA, APRESENTA UM FORTE DIFERENCIAL NA LINHA DE
EXECUÇÃO DE PROJETOS. DIANTE DISSO, SOBRE O CE PODEMOS AFIRMAR QUE:
A) A CE delega trabalhos para que sejam desenvolvidos individualmente.
B) A CE cuida do chão de fábrica, dispensando assim investimento em comunicação.
C) A equipe que compõe a CE é multidisciplinar.
D) A CE promove a integração do marketing com o chão de fábrica, para reduzir o custo da fabricação.
E) A CE é aplicada no chão de fábrica, tendo como grande atuação o comprometimento dos funcionários
envolvidos na manufatura.
GABARITO
1. Uma fábrica de componentes automotivos verifica o peso de seus produtos fabricados, que deve ser
controlado. Para isso, amostras periodicamente são coletadas e avaliadas através do histograma a
seguir.
Gráfico: Histograma de ocorrências.
Elaborado por: Mauro Rezende Filho.
Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA.
A alternativa "C " está correta.
Como pode ser confirmado no gráfico.
2. A engenharia concorrente pode ser considerada uma filosofia, todavia, quando aplicada, apresenta
um forte diferencial na linha de execução de projetos. Diante disso, sobre o CE podemos afirmar que:
A alternativa "C " está correta.
A CE depende de uma equipe multidisciplinar atuando em conjunto sobre o mesmo projeto.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos que o estudo do método é usado principalmente para melhorar o método de execução do trabalho, sendo
igualmente aplicável a novos processos. Ele visa encontrar melhores métodos de fazer os trabalhos, que sejam
econômicos e seguros, exijam menos esforço humano e precisem de menos tempo de
preparação/armazenamento. O melhor método envolve o uso otimizado dos melhores materiais e mão de obra
adequada para que o trabalho seja realizado de maneira organizada, levando à maior utilização dos recursos,
melhor qualidade e menores custos.
O estudo de tempos, por outro lado, fornece o tempo padrão, ou seja, o tempo necessário ao trabalhador para
concluir um trabalho pelo método padrão. Tempos padrões para diferentes trabalhos são necessários para uma
estimativa adequada de:
Requisitos de mão de obra, máquinas e equipamentos.
Necessidade diária, semanal ou mensal de materiais.
Custo de produção por unidade como um insumo para melhor tomar ou comprar decisões.
Orçamentos de trabalho.
Eficiência do trabalhador e pagamento de salários de incentivo.
Pela aplicação do estudo do método e do estudo do tempo em qualquer organização, podemos assim obter
maior produção com menor custo e melhor qualidade e, assim, obter maior produtividade.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
BARNES, R. M. Estudo de Movimentos e de Tempos. São Paulo: Edgard Blucher, 1986.
Department of Trade and Industry - DTI. Tools & Techniques for Process Improvement. Consultado na
internet em: 11 de jul. 2021.
FOLHA DE SÃO PAULO. 16 milhões de brasileiros sofrerão com automação na próxima década. Folha de
S. Paulo, São Paulo. Publicado em: 21 jan. 2018.
KUMAR, S. A.; SURESH N. Production and Operations Management. 2. ed. New Age International, New
Delhi, 2008.
NITU E. L.; GAVRILUTA, A. C. Lean Learning Factory at the University of Pitesti. IOP Conference Series:
Materials Science and Engineering, 2019. Consultado na internet em: 29 jul. 2021.
PEINADO, J.; GRAEML, A. R. Administração da Produção. Curitiba: Centro Universitário Positivo, 2007.
SLACK N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2016.
TELSANG, M. T. Industrial Engineering and Production Management. London: S Chand & Co Ltd, 2006.
WEST, D. M. The Future of Work: Robots, AI, and Automation. Washington: Brookings, 2018.
EXPLORE+
Para quem deseja se aprofundar neste conteúdo, recomendamos:
Portal de Periódicos da Capes.
Biblioteca Digital de Domínio Público.
CONTEUDISTA
Mauro Rezende FilhoESFORÇO CONTÍNUO
PARA APLICAR NOVAS TÉCNICAS E MÉTODOS.
TELSANG, 2006, p.23
Produtividade pode ser avaliada de diversas formas, a saber:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Em que:
Produção tangível total = Valor dos produtos acabados produzidos + Valor parcial das unidades produzidas +
Dividendos de títulos + Juros + Outras receitas
Entrada tangível total = Valor de trabalho + material + capital + energia + outras entradas usadas. A palavra
tangível aqui se refere à mensurável.
PRODUTIVIDADE PARCIAL
PRODUTIVIDADE DO TRABALHO
PRODUTIVIDADE DO CAPITAL
PRODUTIVIDADE DO MATERIAL
Produtividade  total =  
Produção tangível  total
Entrada  tangível  total
Produtividade  parcial =  
Total   de  saídas
Entradas   individuais
Produtividade   do  trabalho =  
Total   de  saídas
Trabalho   de   entrada
Produtividade   do  capital =  
Total   de  saídas
Capital   de   entrada
Produtividade   do  material =  
Total   de  saídas
Material   de   entrada
PRODUTIVIDADE DO ENERGIA
 ATENÇÃO
Ou seja, temos várias formas de mensurar produtividade, mas devemos ter em mente que produtividade é uma
das principais métricas para medir o impacto da situação atual, e os benefícios obtidos pela mudança de
métodos.
 EXEMPLO I
Uma empresa produz 160kg de peças moldadas de plástico de qualidade aceitável, consumindo 200kg de
matéria-prima por determinado período. Para o próximo período, a produção é dobrada (320kg) pelo consumo
de 420kg de matéria-prima e, para um terceiro período, a produção é aumentada para 400kg pelo consumo de
400kg de matéria-prima.
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Produtividade   do  energia =  
Total   de  saídas
Energiade   entrada
Produtividadeperíodo 1 =   =   = 0,8 = 80%
Saída
Entrada
160
200
Produtividadeperíodo 2 =   =   = 0,76 = 76%
Saída
Entrada
320
420
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
A partir dos cálculos acima, é óbvio que, para o segundo período, embora a produção tenha dobrado, a
produtividade diminuiu de 80% para 76%; para o terceiro período, a produção é aumentada em 25% de 80%
para 100%.
 EXEMPLO II
Observe as seguintes informações sobre a produção e insumos consumidos por determinado período por
determinada empresa (valores em R$):
Saída 10.000
Trabalho 3.000
Material 2.000
Capital 3.000
Energia 1.000
Outras entradas 500
Calculando os indicadores de produtividade temos:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Produtividadeperíodo 3 =   =   = 1 = 100%
Saída
Entrada
400
400
Produtividade   do  trabalho =   = 3,3310.000
3.000
Produtividade   do  capital =   = 3,3310.000
3.000
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
OBJETIVOS DO ESTUDO DO MÉTODO
Produtividade   do  material =   = 5,0010.000
2.000
Produtividade   do  energia =   = 10,0010.000
1.000
Produtividade   de   outras  entradas =   = 20,0010.000
500
Produtividade  total =   = 1,05310.000
3.000+3.000+2.000+1.000+500
O estudo do método está essencialmente preocupado em encontrar maneiras mais adequadas de fazer as
coisas.
ELE AGREGA VALOR E AUMENTA A EFICIÊNCIA,
ELIMINANDO OPERAÇÕES DESNECESSÁRIAS,
ATRASOS EVITÁVEIS E OUTRAS FORMAS DE
DESPERDÍCIO.
A melhoria na eficiência é alcançada por meio de:
Melhor layout e design do local de trabalho.
Procedimentos de trabalho aprimorados e eficientes.
Utilização eficaz de homens, máquinas e materiais.
Melhor projeto ou especificação do produto.
Os objetivos das técnicas de estudo do método são:
OBJETIVO 1
Apresentar e analisar fatos sobre a situação.
OBJETIVO 2
Examinar esses fatos criticamente.
OBJETIVO 3
Desenvolver a melhor resposta possível em determinadas circunstâncias, com base no exame crítico dos fatos.
O ESCOPO DO ESTUDO DO MÉTODO NÃO SE
RESTRINGE APENAS ÀS INDÚSTRIAS DE MANUFATURA.
AS TÉCNICAS DE ESTUDO DO MÉTODO TAMBÉM
PODEM SER APLICADAS COM EFICÁCIA NO SETOR DE
SERVIÇOS, COMO EM ESCRITÓRIOS, HOSPITAIS,
BANCOS ETC.
O estudo do método pode ser aplicado para:
1. Melhorar os métodos e procedimentos de trabalho.
2. Determinar a melhor sequência de trabalho.
3. Suavizar o fluxo de material e melhorar o layout.
4. Aprimorar as condições de trabalho e, portanto, melhorar a eficiência do trabalho.
5. Reduzir a monotonia no trabalho.
6. Melhorar a utilização da planta e utilização do material.
7. Eliminar desperdícios e operações improdutivas.
8. Reduzir os custos de fabricação através da redução do tempo de ciclo das operações.
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
A abordagem básica para o estudo do método consiste nas oito etapas a seguir:
SELECIONAR
REGISTRAR
EXAMINAR
DESENVOLVER
AVALIAR
DEFINIR
IMPLANTAR
CONTROLAR
SELECIONAR
O trabalho a ser estudado e definir seus limites.
REGISTRAR
Os fatos relevantes sobre o trabalho por observação direta e coletar os dados adicionais que possam ser
necessários de fontes apropriadas.
EXAMINAR
A maneira como o trabalho está sendo executado e questionar seu propósito, a sequência de locais e o método
de execução.
DESENVOLVER
O método mais prático, econômico e eficaz, valendo-se da contribuição dos interessados.
AVALIAR
As diferentes maneiras para desenvolver um novo método aprimorado, comparando a relação custo-benefício
do novo método selecionado com o método atual.
DEFINIR
O novo método como resultado de forma clara e apresentá-lo aos interessados, ou seja, gerência, supervisores
e trabalhadores.
IMPLANTAR
O novo método como prática padrão e treinar as pessoas envolvidas em sua aplicação.
CONTROLAR
O novo método introduzindo procedimentos de controle para evitar um retorno ao método de trabalho anterior.
O custo é um dos principais critérios para a seleção de um trabalho, processo e para análise de métodos. Para
realizar o estudo do método, um trabalho é selecionado de forma que o método proposto atinja um ou mais dos
seguintes resultados:
Melhoria da qualidade com menor refugo.
Aumento da produção por meio de uma melhor utilização dos recursos.
Eliminação de operações e movimentos desnecessários.
Layout melhorado, levando a um fluxo uniforme de material e uma linha de produção equilibrada.
Melhores condições de trabalho.
 SAIBA MAIS
É importante salientar que na avaliação de um processo e nos novos métodos sugeridos, devemos analisar se
as reduções de custos compensam o capital investido, ou seja, fazer uma análise do custo-benefício. Portanto,
é essencial que seja feita uma estimativa das economias previstas como resultantes das melhorias dos métodos
aplicados, antes que estes sejam postos em prática. É necessário também que seja feito um relatório após o
projeto ter sido posto em funcionamento.
CONSIDERAÇÕES PARA SELEÇÃO DE ESTUDO DE
MÉTODO
O trabalho deve ser selecionado para o estudo do método com base nas seguintes considerações: Aspecto
econômico, Aspecto técnico e Aspecto humano.
ASPECTOS ECONÔMICOS
O estudo do método envolve custo e tempo. Se não forem obtidos retornos suficientes, todo o trabalho será
desperdiçado. Assim, o dinheiro gasto deve ser justificado pela economia gerada. As seguintes diretrizes podem
ser usadas para selecionar um trabalho:
a) Operações de gargalo que estão impedindo outras operações de produção.
b) Operações envolvendo mão de obra excessiva.
c) Operações que produzem lotes com produtos defeituosos.
d) Operações com má utilização de recursos.
e) Retrocesso de materiais e movimentação excessiva de materiais.
ASPECTOS TÉCNICOSQuem está analisando o novo método ou o atual deve selecionar pessoas que tenham conhecimento técnico e
experiência. Outros fatores que favorecem a seleção no aspecto técnico são:
a) Trabalho com qualidade consistente.
b) Operações que geram muitos refugos.
c) Reclamações frequentes dos trabalhadores em relação ao trabalho.
d) Reclamações de clientes.
ASPECTOS HUMANOS
O estudo do método significa uma mudança, pois vai afetar a forma como o trabalho é feito atualmente e
poderá não ser aceito pelo trabalhador. As considerações humanas desempenham um papel vital no estudo do
método.
Veja algumas das situações em que se deve dar a devida importância ao aspecto humano:
a) Trabalhadores reclamando de trabalho desnecessário e cansativo.
b) Maior frequência de acidentes.
c) Ganhos inconsistentes.
PASSOS PARA FAZER O ESTUDO DE TEMPO
O CRONÔMETRO É A TÉCNICA BÁSICA PARA
DETERMINAR PADRÕES DE TEMPO PRECISOS, ALÉM
DE SEREM ECONÔMICOS PARA O TIPO DE TRABALHO
REPETITIVO.
As etapas para fazer o estudo de tempo são:
ETAPA 1
Selecione o trabalho a ser estudado.
ETAPA 2
Obtenha e registre todas as informações disponíveis sobre o trabalho, o operador e as condições de trabalho
que possam afetar o trabalho do estudo de tempo.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
ETAPA 3
Divida a operação em elementos. Um elemento é uma parte de uma atividade especificada composta de um ou
mais movimentos fundamentais selecionados por conveniência de observação e tempo.
ETAPA 4
Meça o tempo por meio de um cronômetro (preferencialmente digital) para cada elemento da operação. Tanto o
método contínuo quanto o método de ajuste de tempo podem ser usados.
ETAPA 5
Avalie a velocidade efetiva de trabalho dos operadores em relação ao conceito do observador de velocidade
“normal”. Isso é chamado de classificação de desempenho.
ETAPA 6
Ajuste o tempo observado pelo fator de classificação para obter o tempo normal para cada elemento.
Adicione os tempos adequados para compensar a fadiga, necessidades pessoais, contingências etc.
para fornecer o tempo padrão para cada elemento.
Calcule o tempo permitido para todo o trabalho adicionando tempos padrões elementares, considerando a
frequência de ocorrência de cada elemento.
Faça uma descrição detalhada do trabalho descrevendo o método para o qual o tempo padrão é
estabelecido.
Teste e analise os padrões sempre que necessário.
Normal =
Tempo   observado   ×   velocidade
100
javascript:void(0)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
Imagem: Kumar e Suresh 2008, p. 195.
 Componentes do tempo padrão.
Onde:
TO - Tempo Observado
FCD - Fator de Classificação de Desempenho
TN - Tempo Normal
PR - Provisões
DPA - Descanso e Auxílio Pessoal
AE - Abonos Especiais
TC – Concessões (tolerâncias)
 EXEMPLO I
Supondo que o tempo total observado para uma operação da montagem de um interruptor elétrico seja de
1,00min. Se o fator de classificação de desempenho for 120%, encontre o tempo normal. Se uma tolerância de
10% é permitida para a operação, determine o tempo padrão:
TO = 1,00min
FCD = 120%
TC = 10%
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
EXEMPLO II
Os dados a seguir foram obtidos por meio de um estudo de trabalho. O operador trabalha 480 minutos por dia,
e pergunta-se quantas hora foram efetivamente produtivas?
1. Tempo de manutenção
a) Coleta e guarda das ferramentas = 12,0min/dia
b) Limpeza da máquina = 5,0min/dia
c) Lubrificação da máquina = 5,0min/dia
d) Reabastecer o líquido refrigerante = 3,0min/dia
2. Tempo de interrupção
a) Interrupção pelo supervisor = 5,0min/dia
b) Interrupção do carregador etc. = 4,0min/dia
3. Tempo de atraso
Normal = = = 1,20  minutosTO  ×FCD
100
1 ×120
100
Tolerâncias = = = 0,12  minutosNormal  ×TC
100
1,20 ×10
100
Tempo  padrão  =   Tempo   Normal   +  Tolerâncias  =  
1,20  +  0,12  =  1,32  minutos
a) Tempo de atraso devido à falha de energia etc. = 6,0min/dia
4. Tempo pessoal
a) Tempo para necessidades pessoais = 20,0min/dia
Perdas apontadas = Tempo total de manutenção + Tempo de interrupção + Tempo de atraso + Tempo pessoal
Perdas apontadas = (12,0 + 5 + 5 + 3,0) + (5,0 + 4,0) + 6,0 + 20,0 = 60,0min por dia
∴ Tempo de ciclo total disponível = Período total de trabalho - Total de perdas = 480 - 60 = 420
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 RESUMINDO
Se você está alterando um método, está na realidade fazendo experimentos. Ao escolher um projeto
experimental, uma consideração importante é qual alteração/melhoria fornece o maior poder estatístico com o
menor número de alternativas. Se as questões de pesquisa exigem comparação direta de condições
experimentais individuais, como é necessário quando alterações estão sendo comparadas, então esse projeto
geralmente será um RCT (randomized controlled trials – ensaios randômicos controlados). Se as questões de
pesquisa exigem a avaliação dos efeitos dos componentes individuais de uma intervenção, então esse projeto
geralmente será um experimento fatorial.
Como exemplo de um experimento de processo, digamos que, para uma empresa produtora de barras de aço,
é importante verificar como os comprimentos das barras de aço produzidas por várias máquinas são afetados
pelos tratamentos térmicos e a hora do dia em que as barras são produzidas. Um experimento fatorial usando
quatro máquinas e dois tratamentos térmicos foi conduzido em três momentos diferentes em um dia. Este é um
fatorial de três fatores com fatores, ou seja, os experimentos podem ser:
Tratamento térmico
Hora do experimento
Máquina
Com base nos dados a serem colhidos, poderão ser realizadas as análises do experimento, ou seja:
O processo estará com uma variabilidade menor?
Tempo produtivo (em minutos) por hora = = 52,5  minutos420
8
A qualidade estará melhor?
Houve aumento da produtividade?
Houve redução dos custos?
Como ficou o gráfico do Controle Estatístico do Processo? Melhorou?
Lembre-se de que ainda teremos perguntas essenciais que devem ser feitas ao longo do estudo de métodos
para que possamos melhorá-lo:
Quais são as metas estabelecidas?
Qual a importância desse processo?
Por que ele existe?
Quem são os clientes?
Quais são as entradas e as saídas do processo?
Em que local o processo é executado?
Quando e em quanto tempo é executado?
Quem realiza o gerenciamento desses processos?
Quem executa?
Quem são os fornecedores?
Quais são os problemas enfrentados?
Quais são os riscos?
Como está o andamento do processo planejado?
A parte mais importante para se envolver em um estudo de métodos é o time operacional, pois é ele quem
vivência de perto o que acontece nos processos produtivos. É necessária a troca de experiências com o maior
número de pessoas de dentro da empresa. Além desse compartilhamento ajudar a desenvolver um sentimento
de empatia entre os colaboradores, que passarão a compreender melhor o seu papel na empresa, é uma boa
técnica para suscitar a compreensão de como o desenvolvimento do trabalho de cada um é importante no
cotidiano profissional de seus colegas e no resultado do processo.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. UM OPERADOR FABRICOU 50 PEÇAS EM 6 HORAS E 30 MINUTOS. OS DADOS DE
PRODUÇÃO SÃO:
• TEMPO DE CONFIGURAÇÃO = 35MIN
• TEMPO DE PRODUÇÃO POR PEÇA = 8MIN
A EFICIÊNCIA DO OPERADOR FOI DE?
A) 95%
B) 87%
C) 112%
D) 98%
E) 93%
2. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:
I. CHEGAMOS A DIVERSAS SOLUÇÕES OU SOLUÇÕES PARCIAIS PARA UM
PROBLEMA. UM EXAME CUIDADOSO DEVE SER FEITO PARA SE VERIFICAR ATÉ QUE
PONTO CADA SOLUÇÃO ATENDE AO CRITÉRIO E AS ESPECIFICAÇÕES ORIGINAIS.
II. NO PROJETO DE MÉTODOS NÃO EXISTE UMA RESPOSTA CERTA, MAS
GERALMENTE EXISTEM DIVERSAS SOLUÇÕES POSSÍVEIS.
III. NO PRIMEIROMOMENTO, NÃO É IMPORTANTE CONSIDERAR O ASPECTO
HUMANO NA ESCOLHA DA SOLUÇÃO ESCOLHIDA.
IV. EM ALGUNS TIPOS DE PROBLEMAS, A AVALIAÇÃO GIRARÁ EM TORNO DO
CAPITAL TOTAL QUE SERÁ INVESTIDO EM CADA UM DOS MÉTODOS PROPOSTOS.
ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM:
A) I, II e III
B) I, II e IV
C) II, III e IV
D) II e III
E) I, III e IV
GABARITO
1. Um operador fabricou 50 peças em 6 horas e 30 minutos. Os dados de produção são:
• Tempo de configuração = 35min
• Tempo de produção por peça = 8min
A eficiência do operador foi de?
A alternativa "C " está correta.
Como Tempo padrão = Tempo de configuração + Tempo por peça × nº de peças produzidas
Tempo padrão para fabricação de 50 peças = 35 + 8 × 50 = 435min = 7 horas e 15min.
Tempo real = 6 x 60 + 30 = 390min
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Pela regra de arredondamento, temos 112%
2. Observe as afirmativas a seguir:
I. Chegamos a diversas soluções ou soluções parciais para um problema. Um exame cuidadoso deve
ser feito para se verificar até que ponto cada solução atende ao critério e as especificações originais.
II. No projeto de métodos não existe uma resposta certa, mas geralmente existem diversas soluções
possíveis.
III. No primeiro momento, não é importante considerar o aspecto humano na escolha da solução
escolhida.
IV. Em alguns tipos de problemas, a avaliação girará em torno do capital total que será investido em
cada um dos métodos propostos.
Está correto o que se afirma em:
Eficiência  do  operador = × 100 = × 100 = 111,5%
Hora  padrão 
Tempo   real
435
390
A alternativa "B " está correta.
Frequentemente existem fatores de julgamento que devem ser considerados, além da avaliação quantitativa,
para chegar ao método de melhor resultado. Embora cada uma das diversas tentativas de soluções possa
satisfazer aos padrões, outras soluções poderão ser preferidas se algumas restrições ou especificações forem
mudadas.
MÓDULO 2
 IDENTIFICAR OS IMPACTOS DE NOVAS TECNOLOGIAS EM MÉTODOS E NO TRABALHO
IMPACTOS DE NOVAS TECNOLOGIAS EM
MÉTODOS E NO TRABALHO
IMPACTOS DE NOVAS TECNOLOGIAS EM
MÉTODOS E NO TRABALHO
Especialistas falam sobre dois cenários possíveis sobre os impactos de novas tecnologias em métodos e no
trabalho, que foram resumidos por Darrell West (2018). O primeiro cenário seria uma distopia, com alto
desemprego e aumento da renda desigualdade; o segundo, uma utopia, em que uma sociedade mais inclusiva
na qual as pessoas não precisem trabalhar tanto, pelo menos não por dinheiro. Eles teriam mais tempo para
perseguir seus interesses ou para fazer o trabalho não remunerado, mas necessário, como paternidade ou
serviço comunitário.
DARRELL WEST
Vice-presidente e diretor de Estudos de Governança e diretor fundador do Center for Technology
Innovation no Brookings Institution em Washington, DC
PARA QUE LADO IREMOS? OS FATORES DETERMINANTES
SERÃO COMO O GOVERNO, AS EMPRESAS E O SISTEMA
EDUCACIONAL RESPONDERÃO.
WEST, 2018
javascript:void(0)
 VOCÊ SABIA
Os números são impressionantes. Nos últimos 50 anos, a automação permitiu que as empresas trabalhassem
mais, com menos pessoas. West (2018) ilustra isso comparando algumas das maiores empresas de 1962,
como a AT&T, às maiores empresas de 2017. A Apple, por exemplo, era 40 vezes mais valiosa (em termos de
capitalização de mercado) do que a AT&T em 1962, mas sua força de trabalho tinha apenas um quinto do
tamanho.
Alguns especialistas acreditam que a próxima onda de automação ocorrerá como as anteriores. Eles apontam
que a Revolução Industrial tornou muitos empregos obsoletos, mas os substituiu várias vezes, criando mais
empregos novos do que destruídos. Mas, desta vez, existem pelo menos três diferenças importantes:
A transição está acontecendo muito mais rápido.
As máquinas estão substituindo o julgamento e o pensamento humanos, em oposição a tarefas repetitivas ou
trabalho manual.
A pandemia da Covid-19 destacou instantaneamente um benefício subestimado da automação: ela diminui a
necessidade de contato humano e, portanto, retarda a transmissão do vírus.
Imagine, por exemplo, ter robôs ou cobots – robôs que interagem diretamente e em proximidade com humanos
–, ajudando a processar pacientes infectados com a Covid-19 que chegam a um pronto-socorro. Ou automatizar
totalmente a entrega de mantimentos para que os pedidos on-line sejam coletados e embalados por robôs e,
em seguida, entregues em carros sem motorista, virtualmente intocados por mãos humanas.
 Exemplo de produção automotiva robotizada.
AS MÁQUINAS ESTÃO SUBSTITUINDO O JULGAMENTO
E O PENSAMENTO HUMANOS?
A Inteligência Artificial (IA) e a automação estão progredindo três vezes mais rápido do que a Lei de Moore,
como pode ser observado pela velocidade dos processadores, a internet 5G, as impressoras 3D etc. Articulada
pela primeira vez pelo cofundador da Intel, Gordon Moore, a regra do Vale do Silício é que a velocidade do
processador dobre a cada 18 meses
 SAIBA MAIS
A Lei de Moore explica por que o custo da computação caiu tão drasticamente. No início, a IA se desenvolveu
no ritmo da Lei de Moore. Mas em 2012, o poder computacional da IA começou a dobrar a cada 3,4 meses. Isso
significa que mais tarefas podem ser automatizadas muito antes do que pensávamos. E isso foi antes da
pandemia do COVID-19.
Em algumas profissões nas indústrias, empregos que antes eram necessários e valiosos tornam-se obsoletos.
Quando as tecnologias ou as demandas do consumidor mudam, não há mais necessidade desse trabalho.
Foto: Shutterstock.com
Os trabalhadores de restaurantes estão entre os maiores segmentos de emprego ameaçados pela futura
automação. Em muitas redes de fast-food, os quiosques substituíram os caixas, e os clientes fazem pedidos por
touchscreen ou celular. Os únicos humanos são os que cozinham a comida e provavelmente serão futuramente
substituídos por robôs.
Foto: Shutterstock.com
Quando um editor decide encerrar a publicação impressa de uma revista, entregando apenas uma versão
digital, a empresa provavelmente demitirá seus designers gráficos, gerente de mala direta e coordenador de
produção de impressão.
Mas não somente o avanço da tecnologia afeta os empregos. Quando as empresas se fundem, muitas vezes
têm funções e empregos redundantes. A empresa nova ou sobrevivente não precisará de dois gerentes de
recursos humanos, diretores financeiros, recepcionistas ou diretores de vendas. Algumas empresas fundidas
tentam mudar a carga de trabalho, criar novos empregos ou oferecer pacotes de indenização para diminuir os
efeitos da fusão sobre os trabalhadores. Isso ajuda a diminuir os problemas de moral e a perda de funcionários-
chave que se tornam inseguros quanto ao futuro.
Foto: Shutterstock.com
A tendência atual de automação foi marcada como Indústria 4.0, uma fase que muitos acreditam ser a próxima
revolução econômica. O que está em andamento é a mudança mais substancial na empresa de manufatura
desde a segunda revolução industrial, há mais de um século. A Internet das Coisas (IoT) combina o poder de
máquinas e computadores, preenchendo a lacuna por meio da conectividade. Será o poder de transformar
máquinas operadas por humanos nas indústrias de manufatura, produção, construção e agricultura em uma
entidade inteligente.
NÃO HÁ DÚVIDA DE QUE ROBÓTICA E DRONES, ALÉM
DE PROCESSOS AUTOMATIZADOS, MUDARÃO A
INDÚSTRIA PARA SEMPRE.
É inevitável que alguns empregos sejam substituídos por automação e robôs, e os primeiros empregos a serem
eliminados serão os de baixa qualificação. Da mesma forma que a indústria de telefonia foi afetada quando as
funções da central telefônica se tornaram redundantes com o avanço das soluções tecnológicas. Um dos
maiores benefícios da tecnologia inteligente combinada com máquinas é o aumento dos níveis de segurança
para os trabalhadores.
OS SISTEMAS AUTOMATIZADOS SERÃO CAPAZES DE
MONITORAR E REGISTRAR TODAS AS FALHAS OU
DISCREPÂNCIAS. EM FUNÇÃO DA CONECTIVIDADE E
MONITORAMENTOCONSTANTES SERÁ POSSÍVEL
MELHORAR A CAPACIDADE E AS HABILIDADES DOS
TRABALHADORES, BEM COMO FORNECER GATILHOS
PARA TREINAMENTO E EDUCAÇÃO QUANDO
NECESSÁRIO.
FÁBRICA DO FUTURO
As principais tecnologias que compõem a Indústria 4.0 incluem:
Imagem: Shutterstock.com
Inteligência Artificial
Imagem: Shutterstock.com
Big Data
Imagem: Shutterstock.com
Internet das Coisas
Foto: Shutterstock.com
Robótica
Combinadas, essas tecnologias serão usadas no setor de manufatura para criar a Fábrica do Futuro. Esta será
uma teia de máquinas interconectadas que criam produtos pré-programados e carregam dados sobre este
processo sem envolvimento humano. Por exemplo, as fábricas de bebidas poderiam aproveitar essa tecnologia
microchipando suas garrafas. O microchip pode dizer às máquinas de que fluido elas necessitam, que tampa
caberá e que etiqueta deve ser afixada à medida que avança pela fábrica.
Foto: Shutterstock.com
 Exemplo de microchip.
Muitos profissionais apresentam uma multiplicidade de habilidades, incluindo lógica, perspicácia de gestão e
criatividade. No entanto, para todos nós, há tarefas ou aspectos de nosso trabalho que são mais mundanos,
comuns ou talvez apenas sigam uma lista de instruções ou critérios. Por exemplo, em Propaganda, usamos
programas automatizados para montar recortes de impressão para nossos clientes, uma tarefa que costumava
levar horas, ou até dias. Ao remover essa carga de tempo, é criado espaço para fazermos um trabalho mais
significativo.
Tais tecnologias aumentam nossa capacidade de fazer nosso trabalho com eficiência e, ao nos economizar
horas de trabalho, tornam nosso tempo mais produtivo e valioso. No entanto, embora esses fatores sejam
positivos, há um lado mais sombrio na Indústria 4.0 e no futuro do trabalho. É indiscutível que as tarefas que
seguem processos repetitivos são as mais prováveis de serem automatizadas no futuro. Isso significa que
operários de fábrica, funcionários administrativos ou até motoristas de táxi podem encontrar empregos em seus
setores cada vez mais restritos ou até mesmo serem eliminados.
 VOCÊ SABIA
Isso levou a um grande debate sobre se os robôs vão tomar nossos empregos. Existem algumas escolas de
pensamento, com especialistas afirmando que mais da metade dos trabalhos serão automatizados em 30 anos.
Atualmente estão discutindo que a Indústria 4.0 provavelmente terá duas implicações principais para o futuro do
trabalho: a necessidade de uma liderança responsável e a introdução da aprendizagem ao longo da vida.
LIDERANÇA RESPONSÁVEL
É a ênfase nos gestores para fazerem escolhas éticas quando se trata de questões de lucro versus perda de
empregos e outros tópicos trazidos por novas tecnologias.
APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA
É a crença de que todos os trabalhadores se acostumarão a aprimorar suas habilidades e aprender novas
informações ao longo da carreira, especialmente quando se trata de perspicácia técnica.
O impacto total da Indústria 4.0 ainda é desconhecido, já que muitas das tecnologias em questão estão
funcionando nos estágios iniciais de seu desenvolvimento. As mudanças em nossa cultura de trabalho também
precisam ser revistas, mas à medida que essas novas tecnologias e métodos se desdobram, certamente alguns
setores se tornarão irreconhecíveis.
As fábricas em todo o mundo também estão implementando a tecnologia de robôs, incluindo veículos
autônomos. A nuvem também é extremamente importante, com as antigas infraestruturas de TI internas sendo
substituídas por soluções de nuvem mais flexíveis, adaptáveis e seguras.
EM OUTRAS PALAVRAS, A INDÚSTRIA 4.0 NÃO É ALGO
QUE COMEÇARÁ EM ALGUM MOMENTO NO FUTURO.
EM VEZ DISSO, ESTÁ AQUI E AGORA. A MAIORIA DAS
javascript:void(0)
javascript:void(0)
EMPRESAS CONSIDERA SUA IMPLEMENTAÇÃO
ESTÁGIO A ESTÁGIO, MAS VOCÊ PODE TER CERTEZA
DE QUE ELES ESTÃO FAZENDO UMA DE DUAS COISAS:
IMPLEMENTANDO ATIVAMENTE UMA SOLUÇÃO QUE
ESTÁ SOB O GUARDA-CHUVA DA INDÚSTRIA 4.0, OU
CONSIDERANDO O PRÓXIMO PROJETO. ELES
DEVERIAM DAR LUZ VERDE.
TREINAMENTO PARA A INDÚSTRIA 4.0
O SURGIMENTO DA AUTOMAÇÃO E DOS SISTEMAS
CONECTADOS TAMBÉM SINALIZA A TRANSFORMAÇÃO
DA FORÇA DE TRABALHO.
E é aí que começa o dilema dos fabricantes, os quais não só precisam atrair talentos com experiência em
tecnologia, mas também precisam requalificar ou aprimorar os recursos existentes para aproveitar o poder das
novas tecnologias de fabricação disruptivas. Um ambiente altamente tecnologicamente avançado significa mais
contribuições dos funcionários em torno de funções de tecnologia, digital e inteligência. As unidades isoladas e
otimizadas precisam trabalhar juntas como unidades automatizadas totalmente integradas com fluxos de
produção otimizados. Esses desenvolvimentos mudam as relações de produção tradicionais.
Dada a mudança completa no ecossistema de manufatura, torna-se imperativo preparar a força de trabalho e
conduzir o planejamento estratégico da força de trabalho. Para isso, as empresas de manufatura precisam
buscar recursos qualificados para novas funções, adaptando as funções existentes às novas metodologias e
atualizando as habilidades técnicas de todos os recursos. A Indústria 4.0 também significa um foco maior em
aspectos de conformidade, regulamentares e de segurança, e exige que todos os investimentos sejam
completamente atualizados em todos os novos desenvolvimentos nessas áreas.
Como a Indústria 4.0 é uma mudança de paradigma em si, os fabricantes devem garantir que todos os recursos
sejam devidamente qualificados para lidar com suas novas funções e responsabilidades, e sejam capazes de
gerenciar a mudança nos padrões de trabalho e nos processos. Treinamento e desenvolvimento, assim, torna-
se uma área fundamental a se concentrar para viabilizar a evolução dessa força de trabalho.
 ATENÇÃO
Na era da Indústria 4.0, os fabricantes precisam preparar toda a sua força de trabalho para aproveitar o poder
da tecnologia. Isso significa treinamento frequente e iniciativas de aprendizado e desenvolvimento atualizadas
que abordem os pontos problemáticos e as lacunas de aprendizado da força de trabalho existente. Isso também
significa integração acelerada e atualizações de habilidades para os novos contratados para torná-los
multiqualificados.
GOVERNOS E INDÚSTRIA 4.0
Imagem: Shutterstock.com
Vemos uma tendência em governos de todo o mundo, que buscam reforçar suas receitas fiscais e elevar a
capacidade inovadora de suas economias, oferecendo novos e reformados incentivos fiscais que, em muitos
casos, são projetados especificamente para atrair e apoiar empresas estrangeiras que estão investindo na
transformação de suas operações. Multinacionais em todos os setores, especialmente no setor de manufatura,
podem se beneficiar ao observar as maneiras como essas oportunidades fiscais podem, quando consideradas
em conjunto com as necessidades da força de trabalho e metas de presença no mercado, ajudar a impulsionar
a digitalização e a inovação.
A maioria dos fabricantes não construirá instalações novas e inteligentes, mas quase todas exigirão algumas
atualizações e investimentos para competir no novo cenário do 4.0, e os governos reconhecem essa mudança.
A seleção global do local deve ser realizada de forma holística, levando muitos fatores em consideração. Os
fabricantes muitas vezes perdem os principais incentivos ao considerar investimentos em instalações novas ou
existentes. Os incentivos vêm na forma de incentivos fiscais e não fiscais, como dinheiro, isenções, abatimentos
etc., e precisam ser analisados em nível nacional e local.
Os líderes empresariais precisam fazer sua lição de casa:
Primeiro, para encontrar a localização do melhor talento para uma expansão digital.

Segundo, para garantir incentivos para compensar os custos de expansão.
Para ter sucesso, uma expansão digital deve estar localizada em uma cidade onde cientistas de dados e
desenvolvedores de software queiram viver e trabalhar. A maioria desses lugares fica perto de universidadesde
classe mundial que incubam startups e têm uma cultura de tecnologia vibrante. Esses locais tendem a ser em
cidades caras em termos de aluguel, salários, serviços públicos e outros custos comerciais.
COM O OBJETIVO DE ALINHAR AS POLÍTICAS
PÚBLICAS À PROMOÇÃO DAS INDÚSTRIAS
INTELIGENTES, O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA,
TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E COMUNICAÇÃO (MCTIC), EM
CONJUNTO COM O MINISTÉRIO DA ECONOMIA (ME),
CRIOU A CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA 4.0. PARA
INTEGRAR PODER PÚBLICO E SETOR PRIVADO, A
CÂMARA VAI INTEGRAR REPRESENTANTES DOS
SETORES PÚBLICO E PRIVADO E DA ACADEMIA, QUE
SERÃO RESPONSÁVEIS POR CRIAR SOLUÇÕES E
INCENTIVOS PARA O LEQUE DE ÁREAS QUE HOJE
ENGLOBAM OS MODERNOS MODELOS INDUSTRIAIS,
COMO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E
INOVAÇÃO, CAPITAL HUMANO, DESENVOLVIMENTO DE
CADEIAS PRODUTIVAS E FORNECEDORES,
REGULAMENTO, HARMONIZAÇÃO TÉCNICA E
INFRAESTRUTURA.
 RESUMINDO
A nova revolução industrial já está ocorrendo em alguns países, e eles estão tomando medidas para aproveitar
o momento e manter ou aumentar seus mercados de manufatura. Países como Alemanha, Estados Unidos e
China apontam a manufatura avançada como um dos principais pilares econômicos do futuro e, por isso, já
realizaram pesados investimentos no setor nos últimos anos. O Brasil, país líder em alguns setores industriais,
precisa se apressar e iniciar a corrida industrial de forma organizada e focada para surfar essa nova onda e
manter ou aumentar seus mercados.
A quarta revolução industrial está em seu estágio inicial e suas tecnologias mudaram tudo o que vimos até
então. Para países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha, já é uma realidade, tanto por parte do
governo quanto das indústrias, embora haja um grande projeto de agregar esforços e gerar massa crítica de
mercado de trabalho e qualificação. A Internet com foco industrial transformará muitos setores, incluindo
manufatura, petróleo e gás, agricultura, mineração, transporte e saúde.
No mundo cada vez mais competitivo em busca de novas tecnologias, a indústria cresce a uma velocidade sem
precedentes. Ao contrário de todas as revoluções passadas, essas novas tecnologias estão cada vez mais
ágeis e flexíveis e estão mudando não só a indústria, mas também a sociedade, a política, o setor público e a
economia. É neste contexto que se insere a quarta revolução industrial, novo conceito que engloba as principais
inovações tecnológicas: automação, controle e tecnologia da informação; desde sistemas ciberfísicos, Internet
das Coisas e serviços de internet.
No Brasil, aos poucos são inseridas as novas indústrias tecnológicas 4.0, por exemplo, a AMBEV e Volkswagen,
empresas que já estão na nova fase. Já para o governo federal, foi lançado o plano nacional da Internet das
Coisas, e veremos como será aplicada a tecnologia para a melhoria da qualidade do serviço público. A
viabilidade e o desenvolvimento da economia 4.0 dependem não apenas de uma sólida capacidade de
inovação endógena e doméstica, mas também da possibilidade e capacidade de aproveitar ao máximo o
ambiente global, indo ao espaço global em busca de soluções inovadoras, fornecedores adequados,
financiamentos, sócios, gestores e até mão de obra especializada.
Tudo isso muito distante do clima dominante na indústria e no empresariado brasileiro, que mesmo quando há
vontade de se abrir sofre com constrangimentos inerentes às atuais instituições e políticas do país: ainda que
motivados por boas intenções, especialmente o desejo de proteger os interesses nacionais, na realidade as
instituições e políticas criam dificuldades para segmentos com grande potencial para competir nos mercados
internacionais.
Há motivos para otimismo? Sim. Mesmo que a quarta revolução industrial traga preocupações quanto ao
desemprego, devido à redução ou exclusão de algumas atividades que não envolvem conhecimentos técnicos,
haverá maior demanda por profissionais altamente qualificados e com expertise na área tecnológica, biológica,
química, entre outras. Uma das soluções para isso seria o governo investir em escolas técnicas e em educação
de melhor qualidade.
Iniciativas promissoras já estão em andamento em algumas dessas áreas. No entanto, uma resposta eficaz aos
desafios abrangentes mencionados exigirá mais do que políticas setoriais. Em particular, dependerá de esforços
previsíveis e coordenados de várias entidades governamentais em estreita coordenação com o setor privado.
Os formuladores de políticas precisam se concentrar em regras que sejam flexíveis o suficiente para acomodar
as mudanças nos modelos de negócios e nas fronteiras setoriais. Ao reconhecer a necessidade de uma
abordagem governamental como um todo, a estratégia digital do Brasil oferece uma maneira de enfrentar
alguns dos desafios que estão sufocando a transformação digital da economia. O futuro ainda é cinzento, mas
não tão negro como pintam alguns.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. (UFPB – 2019 ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA,
HISTORICAMENTE, SÃO UM DOS MOTORES QUE IMPULSIONAM AS
TRANSFORMAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO. ISSO PORQUE, COM NOVAS
FERRAMENTAS E NOVOS PROCESSOS, O PAPEL DOS FUNCIONÁRIOS SE MODIFICA
DENTRO DAS EMPRESAS. COM CICLOS DE MUDANÇAS CADA VEZ MAIS CURTOS, O
QUE PODEMOS ESPERAR DO FUTURO DO TRABALHO? QUANDO PENSAMOS EM
FUTURO DO TRABALHO É FATO PRESUMIR QUE AS ATIVIDADES RELACIONADAS À
TECNOLOGIA E AO MUNDO DIGITAL TERÃO GRANDE IMPACTO NO QUE DIZ
RESPEITO A NOVAS PROFISSÕES. NESSE SENTIDO, NOVAS E MAIS FUNÇÕES
PODERÃO SURGIR A PARTIR DE CIENTISTAS OU ENGENHEIROS DE DADOS, COMO
ESPECIALISTAS EM CLOUD COMPUTING, DESIGNER DE REALIDADE AUMENTADA,
ENTRE OUTROS. DE MANEIRA GERAL, A TECNOLOGIA VAI IMPACTAR TODOS OS
SETORES DA ECONOMIA, DESDE A ÁREA DE SAÚDE, CIÊNCIAS HUMANAS ATÉ O
SETOR DE SERVIÇOS. SE VOCÊ JÁ ESTÁ COM MEDO DE PERDER SEU EMPREGO
PARA UMA MÁQUINA, SAIBA QUE O PROFISSIONAL DO FUTURO PRECISA SER
ALTAMENTE ESPECIALIZADO, DESENVOLVER HABILIDADES DE ADAPTAÇÃO,
EMPATIA E PRINCIPALMENTE CRIATIVIDADE PARA PROPOR SOLUÇÕES A
PROBLEMAS AINDA NÃO CONHECIDOS. QUANTO ANTES SE COMEÇAR, MELHOR. O
FUTURO JÁ ESTÁ AÍ.
DE ACORDO COM O TEXTO ACIMA:
A) No futuro, as novas profissões vão impactar sobremaneira os setores que se destacam em atividades
relacionadas à tecnologia e ao mundo digital.
B) A tecnologia vai afetar diversos setores da economia, gerar novas profissões e, consequentemente, abrir
espaço para novos profissionais no mercado de trabalho.
C) Os papéis desempenhados dentro das empresas pelos profissionais de hoje e pelos profissionais do futuro
apresentam características congêneres.
D) O avanço das tecnologias evidencia a latente problemática das relações humanas no mercado de trabalho.
E) As máquinas vão dominar o mercado de trabalho, pois as habilidades humanas têm cada vez menos espaço
nas novas profissões.
2. (VUNESP - 2018 — AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA POLICIAL) A ELITE POLÍTICA E
ECONÔMICA GLOBAL ESTÁ PREOCUPADA COM O FUTURO DO TRABALHO. ALÉM
DAS JÁ CONHECIDAS AMEAÇAS GEOPOLÍTICAS E AMBIENTAIS, AS
TRANSFORMAÇÕES DO MERCADO DE TRABALHO TAMBÉM GANHARAM LUGAR DE
DESTAQUE. SÓ NO BRASIL, 15,7 MILHÕES DE TRABALHADORES SERÃO AFETADOS
PELA AUTOMAÇÃO ATÉ 2030, SEGUNDO ESTIMATIVA DA CONSULTORIA MCKINSEY.
NO MUNDO, NO PERÍODO ENTRE 2015 E 2020, O FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL
PREVÊ A PERDA DE 7,1 MILHÕES DE EMPREGOS, PRINCIPALMENTE AQUELES
RELACIONADOS A FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E INDUSTRIAIS. A AVALIAÇÃO DE
ESPECIALISTAS DA ÁREA É QUE O MERCADO DE TRABALHO PASSA POR UMA
GRANDE REESTRUTURAÇÃO, SEMELHANTE À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. A
DIFERENÇA É QUE AGORA TUDO ACONTECE MUITO MAIS RÁPIDO: DESDE 2010, O
NÚMERO DE ROBÔS INDUSTRIAIS CRESCE A UMA TAXA DE 9% AO ANO, SEGUNDO
A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT).
A MUDANÇA É POSITIVA NA MEDIDA EM QUE LIBERA PROFISSIONAIS DE TAREFAS
MONÓTONAS, QUE, POR SUA VEZ, PODEM SER FEITAS COM MAIOR RAPIDEZ E
EFICIÊNCIA QUANDO AUTOMATIZADAS.
“A BOA NOTÍCIA É QUE FICA CLARO QUE OS TRABALHOS PARA HUMANOS TERÃO
QUE ENVOLVER QUALIDADES HUMANAS, COMOCRIATIVIDADE”, AFIRMA JOSÉ
MANUEL SALAZAR-XIRINACHS, DIRETOR REGIONAL DA OIT PARA A AMÉRICA
LATINA E CARIBE. “ISSO SOA MUITO LEGAL, MAS A QUESTÃO É: QUANTOS
TRABALHOS PARA PESSOAS CRIATIVAS SERÃO GERADOS?”, QUESTIONA.
NESSE CENÁRIO DE GRANDE EXTINÇÃO DE TRABALHOS QUE EXIGEM POUCA
QUALIFICAÇÃO E DE CRIAÇÃO DE UM NÚMERO MENOR DOS QUE EXIGEM MUITA
QUALIFICAÇÃO, A TENDÊNCIA É DE AUMENTO DA DESIGUALDADE, ALERTA A OIT. O
FIM DE FUNÇÕES HOJE EXERCIDAS PELA POPULAÇÃO DE BAIXA E MÉDIA RENDA
VAI GERAR DESEMPREGO E PRESSIONAR PARA BAIXO O SALÁRIO DAS QUE
RESTAREM, DIANTE DA MASSA DE PESSOAS BUSCANDO TRABALHO.
“HÁ UMA FORTE PREOCUPAÇÃO COM OS TRABALHADORES DE MENOR
QUALIFICAÇÃO, EM TERMOS DO IMPACTO DA TECNOLOGIA. ESSAS PESSOAS NÃO
SÃO REALMENTE ALFABETIZADAS DIGITAIS, E NÃO TERÃO OPORTUNIDADE PARA
APRENDER HABILIDADES ESPECÍFICAS. ELES SERÃO “DEIXADOS PARA TRÁS” E
TERÃO UMA EMPREGABILIDADE MUITO PEQUENA, DIZ SALAZAR-XIRINACHS (16
MILHÕES DE BRASILEIROS SOFRERÃO COM AUTOMAÇÃO NA PRÓXIMA DÉCADA.
FOLHA DE S. PAULO, SÃO PAULO, 21 DE JAN. 2018).
O TEXTO TRAZ UMA DISCUSSÃO SOBRE UM IMPORTANTE TEMA DA ATUALIDADE:
A) As consequências ambientais e geopolíticas para os países menos desenvolvidos decorrentes das
transformações nos modos de produção.
B) A dificuldade de alguns setores brasileiros em se adaptar ao processo de automação de trabalho já
implantado com sucesso em outros países.
C) As mudanças no mercado de trabalho, em que se observa menor atividade humana na indústria e aumento
de sua participação na área administrativa.
D) As consequências sociais da automação no trabalho, que passa a delegar ao homem tarefas corriqueiras
que requerem pouca ou nenhuma criatividade.
E) Os impactos econômicos e sociais da reestruturação do mercado de trabalho em face das transformações
decorrentes do processo de automação.
GABARITO
1. (UFPB – 2019 Assistente em Administração) Os avanços da tecnologia, historicamente, são um dos
motores que impulsionam as transformações no mercado de trabalho. Isso porque, com novas
ferramentas e novos processos, o papel dos funcionários se modifica dentro das empresas. Com ciclos
de mudanças cada vez mais curtos, o que podemos esperar do futuro do trabalho? Quando pensamos
em futuro do trabalho é fato presumir que as atividades relacionadas à tecnologia e ao mundo digital
terão grande impacto no que diz respeito a novas profissões. Nesse sentido, novas e mais funções
poderão surgir a partir de cientistas ou engenheiros de dados, como especialistas em cloud computing,
designer de realidade aumentada, entre outros. De maneira geral, a tecnologia vai impactar todos os
setores da economia, desde a área de saúde, ciências humanas até o setor de serviços. Se você já está
com medo de perder seu emprego para uma máquina, saiba que o profissional do futuro precisa ser
altamente especializado, desenvolver habilidades de adaptação, empatia e principalmente criatividade
para propor soluções a problemas ainda não conhecidos. Quanto antes se começar, melhor. O futuro já
está aí.
De acordo com o texto acima:
A alternativa "B " está correta.
Algumas profissões serão efetivamente extintas, mas muitas outras serão criadas, e cabe ao profissional se
qualificar.
2. (VUNESP - 2018 — Auxiliar de Papiloscopista Policial) A elite política e econômica global está
preocupada com o futuro do trabalho. Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as
transformações do mercado de trabalho também ganharam lugar de destaque. Só no Brasil, 15,7
milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo estimativa da consultoria
McKinsey.
No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de
empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais. A avaliação de
especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação, semelhante à
revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de
robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho
(OIT).
A mudança é positiva na medida em que libera profissionais de tarefas monótonas, que, por sua vez,
podem ser feitas com maior rapidez e eficiência quando automatizadas.
“A boa notícia é que fica claro que os trabalhos para humanos terão que envolver qualidades humanas,
como criatividade”, afirma José Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina
e Caribe. “Isso soa muito legal, mas a questão é: quantos trabalhos para pessoas criativas serão
gerados?”, questiona.
Nesse cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca qualificação e de criação de um
número menor dos que exigem muita qualificação, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a
OIT. O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar desemprego e
pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho.
“Há uma forte preocupação com os trabalhadores de menor qualificação, em termos do impacto da
tecnologia. Essas pessoas não são realmente alfabetizadas digitais, e não terão oportunidade para
aprender habilidades específicas. Eles serão “deixados para trás” e terão uma empregabilidade muito
pequena, diz Salazar-Xirinachs (16 milhões de brasileiros sofrerão com automação na próxima década.
Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 de jan. 2018).
O texto traz uma discussão sobre um importante tema da atualidade:
A alternativa "E " está correta.
Neste cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca qualificação e de criação de um número
menor dos que exigem muita qualificação, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a OIT.
MÓDULO 3
 RECONHECER O LABORATÓRIO DE MÉTODOS
RECONHECER O LABORATÓRIO DE MÉTODOS
LEARNING FACTORY
O CONCEITO DA LEARNING FACTORY TEM POR
OBJETIVO REUNIR A PESQUISA DO MEIO ACADÊMICO E
ECONÔMICO, E REPRESENTA UMA CONCEPÇÃO EFICAZ
E EFICIENTE PARA A TRANSFERÊNCIA DE
CONHECIMENTO E TRANSMISSÃO DE CONCEITOS.
Na área de melhoria de métodos e processo de manufatura, oferece uma abordagem prática adequada para o
desenvolvimento de competências. Para organizar uma Learning Factory, deve-se considerar três direções de
desenvolvimento:
PRIMEIRA DIREÇÃO
Um ambiente de aprendizagem baseado em pesquisa, denominado laboratório de experiências, que se
concentra em aplicação de métodos e ferramentas em um pequeno espaço físico de sistema de produção
modular em escala. No laboratório de experiências, as pessoas são livres para modificar e reorganizar o
processo e equipamentos de produção e para aplicar medidas para experimentar a resposta dinâmica do
sistema de produção com todas as interdependências sistêmicas.
SEGUNDA DIREÇÃO
Laboratório de pesquisa que se concentra na divulgação dos resultados de projetos de pesquisa por meio da
implementação de plataformas desenvolvidas em ambientes de fábrica.
TERCEIRA DIREÇÃO
Learning Factory, que se concentra na transferência de conhecimento em caminhos de aprendizagem
predefinidos direcionados a experiências de aprendizagem menos baseadas em pesquisas, porém mais
voltadas à aplicação.
Foto: Shutterstock.com
 Foto do laboratório de manufatura de precisão estéril com impressoras 3D.
PROJETO DE LAYOUT E MANUFATURA ENXUTA
Em um ambiente competitivo, as empresas têm o desafio de desenvolver continuamente novos e mais
estratégias complexas, a fim de manter ou aprimorar sua atuação. O projeto de layout e manufatura enxuta
pode ser uma estratégia para reduzir custos e aumentar o lucro. Integrar a análise do sistema com o auxílio da
modelagem e simulação dinâmica pode ser também um passo importante para aumentar a eficiência e
agilidade de uma organização como parte de um complexo sistema de produção.
A SIMULAÇÃO TRAZ UMA VISÃO MUITO IMPORTANTE
DO IMPACTO DAS MUDANÇAS, IDENTIFICANDO AS
VULNERABILIDADES E AS OPORTUNIDADES. EM UMA
PERSPECTIVA MAIS AMBICIOSA, AGREGAROS TRÊS
ASPETOS (PROJETO DE LAYOUT, LEAN
MANUFACTURING E A SIMULAÇÃO DINÂMICA) PODE
TRAZER FLEXIBILIDADE E COMPETITIVIDADE ÀS
EMPRESAS. TRATA-SE DE UM ESTUDO COM O
OBJETIVO DESENVOLVER NOVAS METODOLOGIAS DE
MELHORIA DOS FLUXOS PRODUTIVOS DE UMA
INDÚSTRIA, INTEGRANDO MODERNOS MÉTODOS,
TÉCNICAS E FERRAMENTAS DE GESTÃO DA
PRODUÇÃO.
O modelo conceitual inicial (Veja a figura) possui três áreas de investigação inter-relacionadas:
Projeto de layout, em que o objeto de análise são as instalações (I), e o resultado é o layout da planta (LP).
Fluxos de modelagem e simulação, em que o objeto de análise é a produção (P), e o resultado é o modo de
operação do sistema (OM).
Manufatura enxuta, na qual o objeto de análise é o sistema de produção (SP); os resultados são o plano de
layout aprimorado (LP); e o modo de operação do sistema (OM).
O elemento de partida da metodologia geral é o desenho do layout do sistema de produção, que pode ser feito
de forma estática (S) ou dinâmica (D). O layout da planta resultante é aprimorado, primeiro, pela modelagem e
simulação dos fluxos de produção, e depois, de forma contínua (C), utilizando os métodos e técnicas
específicas da manufatura enxuta.
Imagem: NITU & Gavriluta, 2019, p.3, adaptada por Mauro Rezende Filho.
 Modelo conceitual para melhorar os fluxos de produção.
 SAIBA MAIS
O conceito experimental pode ser descrito como: Os componentes tecnológicos básicos são integrados para
estabelecer que as peças funcionarão juntas.
O sistema do laboratório será provavelmente uma mistura de equipamento disponível e alguns componentes
para fins especiais que podem requer manuseio especial, calibração ou alinhamento para que funcionem. Para
usar este sistema de laboratório para pesquisar os métodos de melhorias nos fluxos de fabricação da indústria,
é necessário incluir:
Plataformas de pesquisas específicas para cada direção de pesquisa proposta para estudo
(desenho de layout, modelagem e simulação de fluxos, manufatura enxuta).
Elementos específicos para a aplicação de metodologia de pesquisa na indústria, sendo estes
integrados ao laboratório experimental.
Os principais elementos dessas plataformas de pesquisa são descritos a seguir:
ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO
Tubos, acessórios etc., modulares e flexíveis, para construir as estações de trabalho.
ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO
Tubos, acessórios, porta-etiquetas, caixas etc., modulares e flexíveis, para construir o equipamento de
abastecimento da estação de trabalho.
ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO
Tubos, acessórios, esteiras etc., para construir a transferência entre as estações de trabalho.
ELEMENTOS DE SUPORTE
Para projetar e analisar o layout do sistema de manufatura, possibilitando projetar modelos em escala de
diferentes variantes de layout.
As plataformas de pesquisa projetadas para modelagem e simulação de fluxo incluem:
Procedimentos de aplicação dos métodos de modelagem para análise dos sistemas de manufatura.

Projeto de estações de trabalho equipadas com software de simulação de eventos discretos.
As plataformas de pesquisa projetadas para manufatura enxuta incluem:
SISTEMAS POKA-YOKE
Ferramenta enxuta representada por simples dispositivos e/ou procedimentos que possuem como missão inicial
prevenir o surgimento de erros em um processo produtivo através da eliminação de suas causas geradoras.
SISTEMAS DOJO
Espaço dedicado à preparação e treinamento dos funcionários e prestadores de serviços.
PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DOS MÉTODOS DO
CONCEITO DE MANUFATURA ENXUTA
javascript:void(0)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
5S, Kaizen, Padronização, Gestão Visual etc.
PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS DE
ANÁLISE DE SISTEMAS DE MANUFATURA, NA PERSPECTIVA
DA MANUFATURA ENXUTA
Mapeamento do Fluxo de Valor.
Além disso, considerando as tendências do atual desenvolvimento industrial, no laboratório serão integrados
equipamentos que introduzirão o conceito Indústria 4.0 (PLC (Sigla para Programmable Logic Controller –
Controlador Lógico Programável.) HMI (Interface homem-máquina.) , scanner, RFID (Radio frequency
identification – identificação por radiofrequência.) , sistemas pick to light (Pick to light: Sistema para selecionar
itens.) , sensores, comunicações sem fio etc.). No final do projeto, será possível desenvolver ainda mais
estações de trabalho, totalmente automatizadas ou assistidas por automação, que irão comunicar entre si, mas
também com níveis superiores de sistemas informáticos. Esses equipamentos permitirão a coleta,
armazenamento, síntese e processamento dos dados do sistema de manufatura, a fim de determinar sua
eficiência e desenvolver melhorias futuras.
Para desenvolver as plataformas de pesquisa, é necessário encontrar uma gama de produtos que impliquem
fluxos de manufatura específicos da indústria: produtos fabricados em grande variedade, em produção em
série. Os fluxos de manufatura devem ser complexos o suficiente para permitir o uso de métodos modernos de
gerenciamento de manufatura: fluxos com atividades manuais e BOM (bill of materials – lista de materiais)
complexa e diversificada.
Imagem: Shutterstock.com
Para efeito da pesquisa sobre os modelos utilizados no projeto de layout, deve-se projetar uma linha de
montagem que permita a integração dos princípios da manufatura enxuta:
Uma alta flexibilidade para as estações de trabalho, de modo que uma maior diversidade de produtos
pode ser feita com o mínimo de troca.
Estruturas modulares, construídas em postos de trabalho modulares, de forma a diminuir os custos de
concepção e fabricação do sistema industrial, bem como diminuir o impacto da reconfiguração do layout e
flexibilidade do processo.
A possibilidade de adaptar o processo à demanda do cliente — fabricação em one piece flow (fluxo de
uma peça) para aumentar a reatividade à demanda do cliente, necessitando de “zero setup” para estação
de trabalho.
Minimizar as atividades que não agregam valor, principalmente, movimentos e manejos, de forma a atingir
a meta de “Não VA = 0”. (VA – Valor Agregado).
Imagem: Captura de tela do Software IMPACT.
 Otimização do fluxo de produção com o Software IMPACT.
Para desenvolver e analisar diferentes soluções teóricas de organização de layouts, bem como para otimizá-las,
poderão ser utilizados softwares específicos: IMPACT, Tecnomatix FactoryCad, FactoryFlow, Jack etc. O
software IMPACT permite, a partir de dados técnicos sobre a produção (artigos, nomenclaturas, estações de
carga, faixas), estudar possíveis layouts, propor uploads ou uma implementação, minimizando as distâncias
entre máquinas.
 RESUMINDO
Até agora vimos uma breve abordagem para desenvolver tal laboratório, bem como foram descritos
sucintamente os principais elementos característicos das plataformas de pesquisa. Essas plataformas são
específicas para cada direção de pesquisa considerada: desenho de layout, modelagem e simulação de fluxos,
manufatura enxuta.
O desenvolvimento de um laboratório permitirá já experimentar alguns métodos de projeto de layout aplicados
nos sistemas de manufatura, métodos e modelos desenvolvidos para o projeto. A possibilidade de experimentar
e validar os modelos teóricos, utilizando estas plataformas de investigação em ambiente laboratorial, é o
elemento inovador e conduzirá ao aumento do nível de maturidade tecnológica do sistema laboratorial.
Lean Laboratory é uma abordagem de gestão e organização derivada dos princípios da manufatura enxuta —
essencialmente, orientada para a otimização de processos. Um laboratório enxuto é aquele que está focado em
entregar resultados da forma mais eficiente, em termos de custo e/ou rapidez, com o uso mais eficiente dos
recursos, sendo o objetivo melhorar a competência econômica de uma organização. O sucesso é medido
equilibrando os três cantos do "Triângulo Mágico" (qualidade, recursos e tempo).
Imagem: Shutterstock.com
 "Triângulo Mágico" (qualidade, recursos e tempo).
Os benefícios potenciais da implementaçãoe manutenção de uma abordagem eficaz do Laboratório são:
Processos laboratoriais mais bem definidos, estruturados e controlados.
Desempenho de laboratório mais consistente e previsível.
Uma compreensão detalhada da capacidade do laboratório e dos requisitos de recursos.
Aumento significativo de produtividade e eficiência.
Prazos de entrega reduzidos.
Custos reduzidos.
Níveis reduzidos de trabalho em processo (WIP).
Melhorado na primeira vez (RFT).
Maior capacitação do pessoal do laboratório.
Uma cultura de gestão de desempenho proativa e melhoria contínua.
Melhor atendimento ao cliente.
Portanto, os laboratórios industriais podem ser classificados em:
De trabalho, que se dedicam a controlar materiais, processos e produtos.
Industriais, que se empenham em melhoramentos de produtos e processos com vistas a reduzir custos de
produção e introduzir novos produtos no mercado.
De teoria pura e das ciências básicas associadas ao setor.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. CONSIDERANDO O PROJETO DE LAYOUT E A MANUFATURA ENXUTA, CONSIDERE
AS ASSERÇÕES REALIZADAS ABAIXO:
I- O CONCEITO EXPERIMENTAL CONSIDERA OS COMPONENTES TECNOLÓGICOS
BÁSICOS DE UM SISTEMA FUNCIONANDO DE FORMA INTEGRADA.
PORQUE
II- SÃO NECESSÁRIAS INCLUSÕES DE PLATAFORMAS DE PESQUISAS ESPECÍFICAS,
PARA CADA PESQUISA EXISTENTE NO LABORATÓRIO DA EMPRESA.
DIANTE DAS ASSERÇÕES, ASSINALE A OPÇÃO QUE APRESENTA A CORRETA
RAZÃO ENTRE ELAS:
A) As asserções I e II estão corretas, e a asserção II é uma explicação correta para a asserção I.
B) As asserções I e II estão corretas, mas a asserção II não é uma explicação correta para a asserção I.
C) A asserção I está correta e a asserção II está incorreta.
D) A asserção I está incorreta e a asserção II está correta.
E) As asserções I e II estão incorretas.
2. A ANÁLISE EM LABORATÓRIOS DE MÉTODOS ENVOLVE, SISTEMATICAMENTE, UM
CONJUNTO DE PASSOS FUNDAMENTAIS. CONSIDERE OS ITENS ABAIXO:
I. SELECIONAR O TRABALHO A SER ESTUDADO.
II. REGISTRAR TODOS OS FATOS RELEVANTES DO MÉTODO UTILIZADO.
III. EXAMINAR OS FATOS CRÍTICA E SEQUENCIALMENTE.
IV. DESENVOLVER O MÉTODO MAIS PRÁTICO, ECONÔMICO E EFETIVO.
V. IMPLEMENTAR O NOVO MÉTODO.
VI. CONTROLAR A IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAR OS RESULTADOS.
SÃO PASSOS FUNDAMENTAIS PARA A ANÁLISE DE MÉTODOS AQUELES
APRESENTADOS EM:
A) I, II, V e VI, apenas
B) II, III, IV e V, apenas
C) II, III, IV, e VI, apenas
D) III, IV, V e VI, apenas
E) I, II, III, IV, V e VI
GABARITO
1. Considerando o projeto de layout e a manufatura enxuta, considere as asserções realizadas abaixo:
I- O conceito experimental considera os componentes tecnológicos básicos de um sistema funcionando
de forma integrada.
PORQUE
II- São necessárias inclusões de plataformas de pesquisas específicas, para cada pesquisa existente no
laboratório da empresa.
Diante das asserções, assinale a opção que apresenta a correta razão entre elas:
A alternativa "B " está correta.
O conceito experimental considera que os componentes tecnológicos básicos devem agir integrados para que
juntas façam o sistema inteiro funcionar de forma uníssona. Todavia, plataformas de pesquisas específicas são
geradas para linhas de experimentais específicas. Por isso, apesar da asserção II estar correta, ela não explica
corretamente a asserção I.
2. A Análise em laboratórios de métodos envolve, sistematicamente, um conjunto de passos
fundamentais. Considere os itens abaixo:
I. Selecionar o trabalho a ser estudado.
II. Registrar todos os fatos relevantes do método utilizado.
III. Examinar os fatos crítica e sequencialmente.
IV. Desenvolver o método mais prático, econômico e efetivo.
V. Implementar o novo método.
VI. Controlar a implementação e avaliar os resultados.
São passos fundamentais para a análise de métodos aqueles apresentados em:
A alternativa "E " está correta.
Para qualquer análise de novos métodos os passos devem ser: identificar, analisar, diagnosticar, gerar
alternativas, escolher alternativa, implantar, avaliar/controlar. Logo, todas as sentenças estão corretas.
MÓDULO 4
 IDENTIFICAR FERRAMENTAS PARA A MELHORIA DOS MÉTODOS
APLICAR FERRAMENTAS PARA A MELHORIA DOS
MÉTODOS
FERRAMENTAS E TÉCNICAS PARA MELHORIA DE
PROCESSOS
Compreender os processos para que possam ser melhorados por meio de uma abordagem sistemática requer o
conhecimento e o uso efetivo de um simples kit de ferramentas ou técnicas que, por sua vez, requer sua
aplicação pelas pessoas que efetivamente atuam nos processos, e seu comprometimento com isso só será
possível se tiverem a garantia de que a gestão se preocupa com a melhoria da qualidade. Os gerentes devem
mostrar que estão comprometidos, fornecendo o treinamento e o suporte de implementação necessários.
As ferramentas e técnicas mais comumente usadas na melhoria de processos são:

Metodologia de resolução de problemas, como DRIVE
Mapeamento do processo


Fluxograma do processo
Análise de campo de força


Diagramas de causa e efeito
CEDAC (diagrama de causa e efeito com adição de cartas)


Brainstorm
Benchmarking


Análise de Pareto
Controle estatístico de processo (CEP)


Gráficos de Controle
Folhas de verificação


Gráficos de barra
Diagramas de dispersão


Histograma
Engenharia simultânea

DRIVE - METODOLOGIA DE RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS
DRIVE é uma abordagem para resolução e análise de problemas que pode ser usada como parte da melhoria
de processos.
Imagem: Shutterstock.com
Defina o escopo do problema, os critérios pelos quais o sucesso será medido e concorde com os resultados e
os fatores de sucesso.
Imagem: Shutterstock.com
Analise a situação atual, entenda o histórico, identifique e colete informações, incluindo desempenho, identifique
áreas problemáticas, melhorias e "ganhos rápidos".
Imagem: Shutterstock.com
Identifique melhorias ou soluções para o problema, mudanças necessárias para permitir e sustentar as
melhorias.
Imagem: Shutterstock.com
Verifique se as melhorias trarão benefícios que atendam aos critérios de sucesso definidos, priorize e conduza
as melhorias.
Imagem: Shutterstock.com
Executar, planejar a implementação das soluções e melhorias, concordar e implementá-las, planejar uma
revisão, coletar feedback e revisar.
Uma das etapas iniciais para entender ou melhorar um processo é o mapeamento de processos. Ao reunir
informações, podemos construir um modelo “dinâmico” — uma imagem das atividades que ocorrem em um
processo. Os mapas de processos são ferramentas de comunicação úteis que ajudam as equipes de melhoria a
compreender o processo e identificar oportunidades de melhoria.
ICOR (INPUTS, OUTPUTS, CONTROLS AND RESOURCES
— ENTRADAS, SAÍDAS, CONTROLES E RECURSOS) É
UMA METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PROCESSOS
ACEITA INTERNACIONALMENTE PARA MAPEAMENTO
DE PROCESSOS. ELE PERMITE QUE OS PROCESSOS
SEJAM DIVIDIDOS EM UNIDADES SIMPLES,
GERENCIÁVEIS E MAIS FÁCEIS DE ENTENDER.
Os mapas definem as entradas, saídas, controles e recursos para o processo de alto nível e os
subprocessos.
Imagem: Department of Trade and Industry - DTI, s.d., p.2, adaptada por Mauro Rezende Filho.
 Etapas de ferramentas e técnicas para melhoria de processamento.
MAPEAMENTO DO PROCESSO
O MAPEAMENTO DE PROCESSOS FORNECE UMA
ESTRUTURA, DISCIPLINA E LINGUAGEM COMUNS,
PERMITINDO UMA FORMA SISTEMÁTICA DE TRABALHO.
As interações complexas podem ser representadas de forma lógica, altamente visível e objetiva. Ele define
onde existem problemas ou “pontos de gargalo” e fornece às equipes de melhoria uma estrutura comum de
tomada de decisão. Para construir um mapa de processo é preciso:
Fazer um brainstorming de todas as atividades que ocorrem rotineiramente dentro do escopo do
processo.
Agrupar as atividades em 4-6 subprocessos principais.
Identificar a sequência de eventos e ligações entre os subprocessos.
Definir como um mapa de processo de alto nível e mapas de subprocesso usando ICOR.
Os mapas de processos fornecem uma visão dinâmica de como uma organização pode entregar valor

Mais conteúdos dessa disciplina