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DESCRIÇÃO Conceito de melhoria nos métodos e seu impacto nos processos. PROPÓSITO Atualmente, há uma busca constante entre manter a qualidade dos produtos e a produtividade dos processos produtivos. Novos métodos vêm sendo desenvolvidos e aplicados com esse objetivo, de forma que um contribua com o outro. Vamos estudar tais iterações, que são fundamentais para o sucesso de sua vida profissional. PREPARAÇÃO Antes de iniciar este conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora, para estudá-lo com mais eficiência. OBJETIVOS MÓDULO 1 Reconhecer a importância da aplicação do desenvolvimento de métodos MÓDULO 2 Identificar os impactos de novas tecnologias em métodos e no trabalho MÓDULO 3 Reconhecer o laboratório de métodos MÓDULO 4 Identificar ferramentas para a melhoria dos métodos INTRODUÇÃO PROJETO DE MÉTODOS DE TRABALHO AVISO: orientações sobre unidades de medida. AVISO Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos números e das unidades. MÓDULO 1 RECONHECER A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS javascript:void(0) A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS SEMPRE QUE “UM NOVO PRODUTO OU SERVIÇO ESTÁ SENDO PROJETADO OU DESENVOLVIDO, DEVE-SE CONSIDERAR E ANALISAR O SISTEMA OU PROCESSO A SER USADO PARA FABRICAR O PRODUTO OU PROPORCIONAR O SERVIÇO” (BARNES, 1986, P.36). Portanto, o estudo do trabalho forma a base para o projeto do sistema de produção. O objetivo do projeto do trabalho é identificar os meios mais eficazes de alcançar as funções necessárias. Visa melhorar as formas existentes e elaborar propostas de fazer o trabalho de uma forma nova e mais eficaz. O ESTUDO DO TRABALHO É ENGLOBADO POR DUAS TÉCNICAS: ESTUDO DO MÉTODO E MEDIÇÃO DO TRABALHO. O estudo do método será influenciado por vários fatores, como o volume de produção, a disponibilidade e tecnologia das máquinas e dos equipamentos, a qualidade desejada, entre outros, que muitas vezes podem apresentar diferenças entre o projeto (rodada piloto) e o início da produção. Assim, sempre haverá a possibilidade de melhoria nos processos e/ou métodos, ou seja: ESTUDO DO MÉTODO É o registro sistemático e o exame crítico de dados existentes e formas propostas de fazer o trabalho, como modo de desenvolver e aplicar mais e mais métodos eficazes e redução de custos. MEDIÇÃO DO TRABALHO É a aplicação de técnicas destinadas a estabelecer o tempo para um trabalhador qualificado para realizar um trabalho específico em um nível ou desempenho definido. VOCÊ SABIA Desse modo, existe uma ligação estreita entre o estudo do método e a medição do trabalho. O estudo do método preocupa-se com a redução do conteúdo do trabalho e busca estabelecer a melhor forma de fazer o trabalho, enquanto a medição do trabalho está preocupada com a investigação e redução de qualquer tempo associado ao trabalho e estabelecimento de padrões de tempo para uma operação realizada de acordo com o método padrão. PESQUISA DE POSSÍVEIS SOLUÇÕES É parte importante para o estudo de movimentos e de tempos, conhecer o projeto do método a ser utilizado para a realização das operações quando um novo produto entrar em produção, ou a melhoria de um método existente. Como o projeto de métodos é uma forma criativa de resolução de problemas, cinco passos formam um modo lógico e sistemático de procurar a solução de qualquer problema: Definição do problema Análise do problema Pesquisa de possíveis soluções Avaliação das alternativas Recomendação para ação Imagem: Mauro Rezende Filho Estrutura do estudo de trabalho O ESTUDO DO TRABALHO É UM MEIO DE AUMENTAR A EFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO (PRODUTIVIDADE) DA EMPRESA POR ELIMINAÇÃO DE DESPERDÍCIOS E OPERAÇÕES DESNECESSÁRIAS. É UMA TÉCNICA PARA IDENTIFICAR O QUE NÃO AGREGA VALOR ÀS OPERAÇÕES PELA INVESTIGAÇÃO DE TODOS OS FATORES QUE AFETAM O TRABALHO. É UM PROCEDIMENTO SISTEMÁTICO ORIENTADO TECNICAMENTE PARA ESTABELECER PADRÕES DE TEMPO. ISSO VAI CONTRIBUIR PARA O LUCRO, POIS A ECONOMIA COMEÇARÁ IMEDIATAMENTE E CONTINUARÁ AO LONGO DA VIDA DO PRODUTO. O estudo do método e a medição do trabalho fazem parte do estudo do trabalho. Parte do estudo do método é o estudo do movimento, a medição do trabalho também é chamada pelo nome de estudo de tempos. No que se refere ao projeto de métodos de trabalho, é senso comum que o projetista deve basear-se em um método sistemático de solução de problemas para auxiliá-lo na determinação do método. Para isso, Slack, Chambers e Johnston (2016) propõem um processo composto por seis etapas: Etapa 1 Seleção do trabalho Etapa 2 Registro do método atual Etapa 3 Exame dos fatos Etapa 4 Desenvolvimento do novo método Etapa 5 Implantação do novo método Etapa 6 Funcionamento do método como planejado Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Veja os enfoques que devem ser considerados no desenvolvimento de possíveis soluções, a partir dos quais se selecionará o método preferido: Eliminar todo trabalho desnecessário. Combinar operações ou elementos. Modificar a sequência das operações. Simplificar as operações essenciais. É perfeitamente possível se projetar mais de um método, entretanto, é geralmente desejável escolher: Um método ideal. Um método prático que possa ser utilizado imediatamente. Um método que possa ser usado se certas restrições forem eliminadas. EXEMPLO DE MÉTODO I Uma empresa fabrica um produto que na montagem necessita de três quadrados de 30cm de lado, dois retângulos e sete triângulos equiláteros de 30cm de lado. O processo de corte está apresentado nas figuras a seguir: Imagem: Mauro Rezende Filho O problema era que, em função da geometria das partes, sempre sobravam triângulos, retângulos ou quadrados. A engenharia de processos resolveu mudar o método para o seguinte: Imagem: Mauro Rezende Filho Resultado: reduziu-se o estoque de peças em 90%, e a perda de material em 40%. EXEMPLO DE MÉTODO II Na montagem de um produto, duas pequenas placas metálicas são unidas com um parafuso. Observe o desenho: Imagem: Mauro Rezende Filho Os operadores estão reclamando que, pela posição das peças no produto, gasta-se um tempo de 30 segundos quando o padrão desejado é de dez segundos. A engenharia de processos foi solicitada a achar um novo método e, após análise e testes, ela propôs a seguinte solução: Imagem: Mauro Rezende Filho Observe que o desenho da segunda placa possibilita um encaixe mais fácil e, com isso, os operadores passaram a gastar o tempo padronizado pelo processo. O ESTUDO DE MÉTODOS DE PRODUÇÃO PODE, EM MUITOS CASOS, TRAZER COMO BENEFÍCIO A REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE. PRODUTIVIDADE Ao analisar um método, deve-se levar em consideração também a produtividade, que é a relação quantitativa entre o que produzimos e como utilizamos recursos para produzi-los, ou seja, a razão aritmética da quantidade produzida (saída) para a quantidade de recursos (entrada). A produtividade pode ser expressa como: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Produtividade se refere à eficiência do sistema de produção. É o conceito que orienta a gestão do sistema de produção. É um indicador de quão bem os fatores de produção (terra, capital, trabalho e energia) são utilizados. A Agência Europeia de Produtividade (EPA) definiu a produtividade como: PRODUTIVIDADE É UMA ATITUDE DE ESPÍRITO. É A MENTALIDADE DO PROGRESSO, DA CONSTANTE MELHORIAS DAQUILO QUE EXISTE. É A CERTEZA DE PODER FAZER MELHOR HOJE DO QUE ONTEM E CONTINUAMENTE. É A ADAPTAÇÃO CONSTANTE DA VIDA ECONÔMICA E SOCIAL Produtividade = Saída Entrada PARA MUDANÇAS NAS CONDIÇÕES. É Ode negócios aprimorado. Os cenários “e se” podem ser desenvolvidos rapidamente comparando mapas do processo “Como está” com o processo “Pode Ser”. FLUXOGRAMA DO PROCESSO Outra ferramenta utilizada na construção de mapas de processos é o fluxograma do processo. Esta é uma técnica poderosa para registrar, na forma de uma imagem, exatamente o que é feito em um processo. Imagem: Department of Trade and Industry - DTI, s.d., p.3, adaptada por Mauro Rezende Filho. Etapas detalhadas de ferramentas e técnicas para melhoria de processamento ANÁLISE DE CAMPO DE FORÇA Identificar forças que podem ajudar ou atrapalhar a realização de uma mudança ou melhoria. Ao avaliar as forças que impedem a mudança, podem ser desenvolvidos planos para superá-las. Também é importante identificar as forças que ajudarão na mudança. Uma vez que essas forças tenham sido identificadas e analisadas, é possível determinar se uma mudança proposta é viável. DIAGRAMAS DE CAUSA E EFEITO Uma maneira útil de mapear as entradas que afetam a qualidade é o diagrama de causa e efeito, também conhecido como “espinha de peixe” ou diagrama de Ishikawa. Também é uma técnica útil para abrir o pensamento na resolução de problemas. Imagem: Mauro Rezende Filho. Diagrama espinha de peixe (Diagrama de Ishikawa). O EFEITO OU PROBLEMA QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO É MOSTRADO NO FIM DE UMA SETA HORIZONTAL; AS CAUSAS POTENCIAIS SÃO, ENTÃO, MOSTRADAS COMO SETAS MARCADAS ENTRANDO NA SETA DE CAUSA PRINCIPAL. CADA SETA PODE TER OUTRAS SETAS INDICANDO PRINCIPAIS CAUSAS, FATORES E/OU SUBCAUSAS; O BRAINSTORMING PODE SER USADO COM EFICÁCIA PARA GERAR AS CAUSAS E SUBCAUSAS. BRAINSTORM O BRAINSTORMING PODE SER USADO EM CONJUNTO COM A FERRAMENTA CAUSA E EFEITO. É UMA TÉCNICA DE GRUPO USADA PARA GERAR MUITAS IDEIAS RAPIDAMENTE E PODE SER USADA EM UMA VARIEDADE DE SITUAÇÕES. Cada membro do grupo, por sua vez, pode apresentar uma ideia a respeito do problema que está sendo considerado. Todas as ideias são bem-vindas e nenhuma crítica ou avaliação deve ocorrer durante o brainstorming. Todas as ideias deverão ser registradas para análise subsequente. O processo continua até que não haja mais ideias e aumenta a chance de originalidade e inovação. Pode ser usado para: Identificação de áreas problemáticas Identificação de áreas de melhoria Projetar soluções para problemas Desenvolvimento de planos de ação BENCHMARKING O BENCHMARKING É UMA FORMA DE DESCOBRIR QUAL É O MELHOR DESEMPENHO QUE ESTÁ SENDO ALCANÇADO, SEJA EM DETERMINADA EMPRESA, POR UM CONCORRENTE OU POR UM SETOR TOTALMENTE DIFERENTE. Essas informações podem então ser usadas para identificar lacunas nos processos de uma organização, a fim de obter uma vantagem competitiva. Logo, é importante que os praticantes: Compreenda totalmente a finalidade e o uso do benchmarking. Entenda a diferença entre benchmarking e pesquisa da concorrência. Obtenha insights para garantir que o benchmarking esteja alinhado com os objetivos de gestão da empresa. No entanto, o benchmarking não é uma ferramenta de processo rápida ou simples. Antes de empreender uma oportunidade de benchmarking, é importante ter um entendimento completo das diretrizes da empresa. Algumas organizações têm diretrizes rígidas sobre quais informações podem ser coletadas e com quem os profissionais podem entrar em contato para obter tais informações. Dependendo do tamanho da empresa, os profissionais podem se surpreender com o que está prontamente disponível internamente. VOCÊ SABIA O benchmarking não é apenas uma questão de fazer perguntas a outras empresas ou visitar e documentar as instalações ou processos de outra empresa. Ao fazer uso do benchmarking, uma empresa não deve limitar o escopo ao seu próprio setor, nem o benchmarking deve ser um evento único. ANÁLISE DE PARETO A ANÁLISE DE PARETO PODE SER USADA PARA ANALISAR AS IDEIAS DE UMA SESSÃO DE BRAINSTORMING OU DE UM DIAGRAMA. É USADO PARA IDENTIFICAR OS POUCOS PROBLEMAS VITAIS OU AS CAUSAS DOS PROBLEMAS DE MAIOR IMPACTO. Um diagrama ou gráfico de Pareto representa pictoricamente os dados na forma de um gráfico de barras classificado que mostra a frequência de ocorrência de itens em ordem decrescente. Normalmente, os diagramas de Pareto revelam que 80% do efeito é atribuído a 20% das causas; portanto, às vezes é conhecido como regra 80/20. Gráfico: Diagrama de Pareto dos Deméritos. Elaborado por: Mauro Rezende Filho. CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO (CEP) O CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS (CEP) É UM KIT DE FERRAMENTAS PARA GERENCIAMENTO DE PROCESSOS. É também uma estratégia para reduzir a variabilidade de produtos, entregas, materiais, equipamentos, atitudes e processos, que são a causa da maioria dos problemas de qualidade. O CEP revelará se um processo está “sob controle”, ou seja, estável e exibindo apenas variação aleatória, ou “fora de controle” e precisando de atenção. SAIBA MAIS Ele também avisa automaticamente quando o desempenho se deteriora e pode ajudar na redução de defeitos de longo prazo, identificação de causas especiais ou atribuíveis, redução ou eliminação de causas de variação e obtenção de um nível de desempenho o mais próximo possível da meta. No CEP, números e informações formam a base para decisões e ações, e um sistema completo de registro de dados é essencial. Além das ferramentas necessárias para o registro dos dados, existe também um conjunto de ferramentas para analisar e interpretar os dados. Gráfico: Carta de controle . Elaborado por: Mauro Rezende Filho. GRÁFICOS DE CONTROLE UMA DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DO CEP É UM GRÁFICO DE CONTROLE. É USADO PARA MONITORAR PROCESSOS QUE ESTÃO SOB CONTROLE, USANDO MEIOS E INTERVALOS. REPRESENTA DADOS, POR EXEMPLO, VENDAS, VOLUME, NÃO CONFORMIDADES, RECLAMAÇÕES DE CLIENTES, EM ORDEM CRONOLÓGICA, MOSTRANDO COMO OS VALORES MUDAM COM O TEMPO. Em um gráfico de controle, cada ponto recebe um significado individual e é associado a seus vizinhos. Acima e abaixo da média, as linhas superior e inferior de especificação e controle (LSE, LIE, LSC, LIC) são desenhadas. Elas agem como sinais ou regras de decisão e fornecem aos operadores informações sobre o processo e seu estado de controle. Os gráficos são úteis como um registro histórico do processo, conforme ele acontece, e como um auxílio para detectar e prever mudanças. − x FOLHAS DE VERIFICAÇÃO UMA FOLHA DE VERIFICAÇÃO É UMA FORMA ORGANIZADA DE COLETA E ESTRUTURAÇÃO DE DADOS, SUA FINALIDADE É COLETAR OS FATOS DA FORMA MAIS EFICIENTE. Ela garante que as informações coletadas são as solicitadas e que todos estão fazendo isso da mesma maneira. Os dados são coletados e ordenados adicionando contagem ou marcas de verificação em categorias predeterminadas de itens ou medidas. Isso simplifica a tarefa de análise. Produto Contagem Total X III II IIII II I Y II II II III IIII Quadro: Exemplo de folha de verificação. Elaborado por Mauro Rezende Filho. Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal GRÁFICOS DE BARRAS GRÁFICOS DE BARRAS SÃO EXIBIÇÕES VISUAIS DE DADOS EM QUE A ALTURA DAS BARRAS É USADA PARA MOSTRAR O TAMANHO RELATIVO DA QUANTIDADE MEDIDA. As barras podem ser separadas para mostrar que os dados não são diretamente relacionados ou contínuos. Eles podem ser usados para dar impacto visual aos dados, comparar diferentes tipos de dados e comparar os dados coletados em momentos diferentes. Gráfico: Exemplo de gráfico de barras. Elaborado por: Mauro Rezende Filho. DIAGRAMAS DE DISPERSÃO UM DIAGRAMA DE DISPERSÃO É UMA REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE COMO UMA VARIÁVEL MUDA EM RELAÇÃO A OUTRA. As variáveis são plotadas em eixos em ângulos retos entre si e a dispersão nos pontos fornece uma medida de confiança em qualquer correlação mostrada. Gráficos: Exemplos de gráfico de dispersão de dados. Elaborado por: Mauro Rezende Filho. HISTOGRAMA UM HISTOGRAMA É UM GRÁFICO DE VARIAÇÃO OU DISTRIBUIÇÃO, ONDE OS DADOS FORAM AGRUPADOS EM CÉLULAS E SUA FREQUÊNCIAREPRESENTADA COMO BARRAS. É conveniente para grandes quantidades de dados, especialmente quando o intervalo é amplo. Ele dá uma imagem da extensão da variação, destaca áreas incomuns e indica a probabilidade de ocorrência de valores específicos. Gráficos: Exemplo de histograma. Elaborado por: Mauro Rezende Filho. ENGENHARIA SIMULTÂNEA A ENGENHARIA CONCORRENTE (CE) ÀS VEZES É CHAMADA DE ENGENHARIA SIMULTÂNEA, ENGENHARIA INTEGRADA OU ENGENHARIA DE CICLO DE VIDA, SENDO MAIS UMA FILOSOFIA DO QUE UM MÉTODO. O conceito de CE foi inicialmente proposto como um meio de minimizar o tempo de desenvolvimento do produto, ou seja, CE é uma tecnologia de fabricação avançada em projeto e desenvolvimento de produtos modernos, que é um método sistemático compacto e simultâneo de projeto de produtos e seu processo correspondente (incluindo o processo de fabricação e o processo de suporte). SAIBA MAIS O método em que cada fase de projeto começa, principalmente, quando a anterior foi concluída, é chamado de engenharia sequencial (SE) (Veja a figura). A SE também pode ser definida como um processo, em que diferentes etapas, como investigação da necessidade do cliente, a especificação do projeto do produto, o projeto detalhado, a fabricação e os testes são conduzidos separada e sequencialmente. Portanto, alguns problemas que podem surgir durante o processo de desenvolvimento do produto podem fazer com que o produto seja reprojetado e essa atividade de redesenho aumentará o tempo de desenvolvimento e o custo do produto. Além disso, uma questão crítica nesta abordagem é o quanto os requisitos e o projeto foram modificados para serem finalmente aceitos para fabricação e produção. Imagem: Mauro Rezende Filho. Etapas da engenharia simultânea. A CE BASEIA-SE EM DOIS CONCEITOS FUNDAMENTAIS. O PRIMEIRO ESTÁ FOCADO QUE TODOS OS ELEMENTOS QUE COMPÕEM O CICLO DE VIDA DE UM PRODUTO (FUNCIONALIDADE, PRODUÇÃO, MONTAGEM, TESTE, MANUTENÇÃO, IMPACTO AMBIENTAL, DESCARTE E RECICLAGEM) DEVEM SER CUIDADOSAMENTE CONSIDERADOS NAS FASES INICIAIS DO PROJETO. O SEGUNDO É COMO JÁ COMENTADO, CONSIDERA QUE TODAS AS FASES DO PROJETO DEVEM CAMINHAR SIMULTANEAMENTE. Na abordagem de CE, utilizar o recurso humano apropriado no momento certo é crítico e acelera o desenvolvimento, reduzindo o retrabalho ao mínimo. Para ter sucesso na implementação de CE, alguns fatores devem ser considerados: FATOR I O trabalho em equipe é o princípio básico da CE e enfatiza o relacionamento interpessoal, a cooperação, a negociação e a colaboração na tomada de decisões. O trabalho em equipe é parte integrante da CE, pois representa o meio de integração organizacional. FATOR II A CE é baseada em uma equipe multidisciplinar de desenvolvimento de produtos, envolvendo especialistas de todas as fases do processo de desenvolvimento do produto, como projeto, processo, produção, marketing, manufatura etc., são muito importantes para ter sucesso na implementação da CE. As equipes multidisciplinares podem quebrar as barreiras entre os departamentos e fornecer meios de comunicação eficazes. FATOR III A comunicação é o princípio básico para o sucesso na CE. As equipes funcionarão melhor se souberem o que os outros membros estão fazendo. Os membros da equipe devem ter reuniões regulares que permitem uma troca rápida e eficiente de informações. A comunicação entre fornecedores, clientes e fabricante também é um princípio básico na implementação do CE na fase inicial do processo de desenvolvimento do produto. FATOR IV O principal problema durante a prática da CE é o comprometimento da gestão na sua implementação. Assim, a liderança e o apoio da alta administração são importantes para concretizar a implementação de uma CE de sucesso. A alta administração não deve apenas apoiar a iniciativa da CE, mas também participar ativamente na formulação e implementação das metas da CE. FATOR V No projeto e fabricação de um produto, a integração entre os clientes, fornecedores e fabricante é essencial para determinar o sucesso desse produto. Este princípio da CE pode reduzir uma porção significativa de erros de projeto e retrabalho devido a mal-entendidos ou falta de comunicação entre a empresa, os clientes e os fornecedores, no estágio inicial do processo de desenvolvimento do produto. Como apoio para a CE temos: PROJETO AUXILIADO POR COMPUTADOR (CAD) Refere-se aos computadores usados para auxiliar no processo de projeto em todos os tipos de indústrias. Com o software CAD, é possível construir um modelo inteiro em um espaço imaginário, permitindo que você visualize javascript:void(0) propriedades como altura, largura, distância, material ou cor antes que o modelo seja usado para determinada aplicação. ENGENHARIA AUXILIADA POR COMPUTADOR (CAE) É o uso de software para simular desempenho a fim de melhorar projetos de produtos ou auxiliar na resolução de problemas de engenharia para uma ampla gama de indústrias. Isso inclui simulação, validação e otimização de produtos, processos e ferramentas de manufatura. MANUFATURA AUXILIADA POR COMPUTADOR (CAM) É um tipo de método de fabricação que usa software e máquinas automatizadas para criar produtos com alto grau de exatidão e precisão. Máquinas modernas e tecnologias de software permitem criar peças melhores com cada vez mais controle sobre todo o processo. CAM usa um modelo de produto criado em software CAD. O primeiro converte os modelos computacionais em uma linguagem compreendida pela ferramenta de usinagem e se encarrega da produção. A APLICAÇÃO DO CONCEITO CE E SUAS FERRAMENTAS NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS PODE AJUDAR OS PROJETISTAS A FABRICAR PRODUTOS DE FORMA MAIS EFICIENTE E EFICAZ. AS EMPRESAS QUE VÊM IMPLEMENTANDO A FERRAMENTA CE NO DESENVOLVIMENTO DE SEUS PRODUTOS GANHARAM ENORMES BENEFÍCIOS, ESPECIALMENTE EM TERMOS DE REDUÇÃO DE CUSTOS INCORRIDOS, REDUÇÃO DO TEMPO PARA O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS, MELHORIA DA QUALIDADE DO PRODUTO E ATENDIMENTO AOS REQUISITOS DOS CLIENTES. ALÉM DISSO, ALGUMAS INCERTEZAS DE PROJETO PODEM SER REDUZIDAS USANDO ESTE MÉTODO, E O PRODUTO PODE SER PROJETADO EM UM PROCESSO MAIS TRANSPARENTE. javascript:void(0) javascript:void(0) RESUMINDO O estudo do método é o registro sistemático e o exame crítico das maneiras de fazer as coisas para fazer melhorias. A abordagem básica para o estudo do método consiste nas seguintes etapas: Selecionar: O trabalho a ser estudado e definir seus limites. Registrar: Os fatos relevantes sobre o trabalho por observação direta e coletar os dados adicionais que possam ser necessários de fontes apropriadas. Examinar: A maneira como o trabalho está sendo executado e questionar seu propósito, lugar, sequência e método de execução. Desenvolver: O método mais prático, econômico e eficaz, com base nas contribuições dos interessados. Avaliar: Diferentes alternativas para desenvolver um novo método aprimorado comparando a relação custo-benefício do novo método selecionado com o método atual de desempenho. Definir: O novo método como resultado de forma clara e apresentá-lo aos interessados, por exemplo: gerentes, supervisores e trabalhadores. Instalar: O novo método como prática padrão e treinar as pessoas envolvidas na sua aplicação. Manter: O novo método e introduzir procedimentos de controle para evitar um retorno ao método anterior de trabalho. Essas etapas constituem o procedimento lógico que um especialista em estudo de trabalho normalmente poderia aplicar. O procedimento não é tão direto como é apresentado aqui. Por exemplo, ao medir os resultados alcançados pelo novo método, pode-se descobrir que a relação custo-eficácia resultante pode ser insignificante e não garante o investimento adicional de tempo e esforço para desenvolver o método percebido. Nesse caso, a pessoa do estudo de trabalho pode ter que voltar à prancheta para examinar o trabalho mais uma vez e tentar desenvolver outro melhorado. Em outras circunstâncias, a experiência com o novo método aprimorado podetrazer à tona novos problemas, caso em que o processo de exame, desenvolvimento e etapas subsequentes devem ser repetidos. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. UMA FÁBRICA DE COMPONENTES AUTOMOTIVOS VERIFICA O PESO DE SEUS PRODUTOS FABRICADOS, QUE DEVE SER CONTROLADO. PARA ISSO, AMOSTRAS PERIODICAMENTE SÃO COLETADAS E AVALIADAS ATRAVÉS DO HISTOGRAMA A SEGUIR. GRÁFICO: HISTOGRAMA DE OCORRÊNCIAS. ELABORADO POR: MAURO REZENDE FILHO. COM BASE NESSAS INFORMAÇÕES, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA. A) As amostras com menos de 10kg estão fora da especificação. B) Foram analisadas 25 amostras. C) Não foram encontradas amostras com peso superior a 60kg. D) As amostras com peso superior a 55kg devem ser refugadas. E) A maior parte das amostras coletadas tem peso igual a 60kg. 2. A ENGENHARIA CONCORRENTE PODE SER CONSIDERADA UMA FILOSOFIA, TODAVIA, QUANDO APLICADA, APRESENTA UM FORTE DIFERENCIAL NA LINHA DE EXECUÇÃO DE PROJETOS. DIANTE DISSO, SOBRE O CE PODEMOS AFIRMAR QUE: A) A CE delega trabalhos para que sejam desenvolvidos individualmente. B) A CE cuida do chão de fábrica, dispensando assim investimento em comunicação. C) A equipe que compõe a CE é multidisciplinar. D) A CE promove a integração do marketing com o chão de fábrica, para reduzir o custo da fabricação. E) A CE é aplicada no chão de fábrica, tendo como grande atuação o comprometimento dos funcionários envolvidos na manufatura. GABARITO 1. Uma fábrica de componentes automotivos verifica o peso de seus produtos fabricados, que deve ser controlado. Para isso, amostras periodicamente são coletadas e avaliadas através do histograma a seguir. Gráfico: Histograma de ocorrências. Elaborado por: Mauro Rezende Filho. Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA. A alternativa "C " está correta. Como pode ser confirmado no gráfico. 2. A engenharia concorrente pode ser considerada uma filosofia, todavia, quando aplicada, apresenta um forte diferencial na linha de execução de projetos. Diante disso, sobre o CE podemos afirmar que: A alternativa "C " está correta. A CE depende de uma equipe multidisciplinar atuando em conjunto sobre o mesmo projeto. CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Vimos que o estudo do método é usado principalmente para melhorar o método de execução do trabalho, sendo igualmente aplicável a novos processos. Ele visa encontrar melhores métodos de fazer os trabalhos, que sejam econômicos e seguros, exijam menos esforço humano e precisem de menos tempo de preparação/armazenamento. O melhor método envolve o uso otimizado dos melhores materiais e mão de obra adequada para que o trabalho seja realizado de maneira organizada, levando à maior utilização dos recursos, melhor qualidade e menores custos. O estudo de tempos, por outro lado, fornece o tempo padrão, ou seja, o tempo necessário ao trabalhador para concluir um trabalho pelo método padrão. Tempos padrões para diferentes trabalhos são necessários para uma estimativa adequada de: Requisitos de mão de obra, máquinas e equipamentos. Necessidade diária, semanal ou mensal de materiais. Custo de produção por unidade como um insumo para melhor tomar ou comprar decisões. Orçamentos de trabalho. Eficiência do trabalhador e pagamento de salários de incentivo. Pela aplicação do estudo do método e do estudo do tempo em qualquer organização, podemos assim obter maior produção com menor custo e melhor qualidade e, assim, obter maior produtividade. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS BARNES, R. M. Estudo de Movimentos e de Tempos. São Paulo: Edgard Blucher, 1986. Department of Trade and Industry - DTI. Tools & Techniques for Process Improvement. Consultado na internet em: 11 de jul. 2021. FOLHA DE SÃO PAULO. 16 milhões de brasileiros sofrerão com automação na próxima década. Folha de S. Paulo, São Paulo. Publicado em: 21 jan. 2018. KUMAR, S. A.; SURESH N. Production and Operations Management. 2. ed. New Age International, New Delhi, 2008. NITU E. L.; GAVRILUTA, A. C. Lean Learning Factory at the University of Pitesti. IOP Conference Series: Materials Science and Engineering, 2019. Consultado na internet em: 29 jul. 2021. PEINADO, J.; GRAEML, A. R. Administração da Produção. Curitiba: Centro Universitário Positivo, 2007. SLACK N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2016. TELSANG, M. T. Industrial Engineering and Production Management. London: S Chand & Co Ltd, 2006. WEST, D. M. The Future of Work: Robots, AI, and Automation. Washington: Brookings, 2018. EXPLORE+ Para quem deseja se aprofundar neste conteúdo, recomendamos: Portal de Periódicos da Capes. Biblioteca Digital de Domínio Público. CONTEUDISTA Mauro Rezende FilhoESFORÇO CONTÍNUO PARA APLICAR NOVAS TÉCNICAS E MÉTODOS. TELSANG, 2006, p.23 Produtividade pode ser avaliada de diversas formas, a saber: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Em que: Produção tangível total = Valor dos produtos acabados produzidos + Valor parcial das unidades produzidas + Dividendos de títulos + Juros + Outras receitas Entrada tangível total = Valor de trabalho + material + capital + energia + outras entradas usadas. A palavra tangível aqui se refere à mensurável. PRODUTIVIDADE PARCIAL PRODUTIVIDADE DO TRABALHO PRODUTIVIDADE DO CAPITAL PRODUTIVIDADE DO MATERIAL Produtividade total = Produção tangível total Entrada tangível total Produtividade parcial = Total de saídas Entradas individuais Produtividade do trabalho = Total de saídas Trabalho de entrada Produtividade do capital = Total de saídas Capital de entrada Produtividade do material = Total de saídas Material de entrada PRODUTIVIDADE DO ENERGIA ATENÇÃO Ou seja, temos várias formas de mensurar produtividade, mas devemos ter em mente que produtividade é uma das principais métricas para medir o impacto da situação atual, e os benefícios obtidos pela mudança de métodos. EXEMPLO I Uma empresa produz 160kg de peças moldadas de plástico de qualidade aceitável, consumindo 200kg de matéria-prima por determinado período. Para o próximo período, a produção é dobrada (320kg) pelo consumo de 420kg de matéria-prima e, para um terceiro período, a produção é aumentada para 400kg pelo consumo de 400kg de matéria-prima. Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Produtividade do energia = Total de saídas Energiade entrada Produtividadeperíodo 1 = = = 0,8 = 80% Saída Entrada 160 200 Produtividadeperíodo 2 = = = 0,76 = 76% Saída Entrada 320 420 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal A partir dos cálculos acima, é óbvio que, para o segundo período, embora a produção tenha dobrado, a produtividade diminuiu de 80% para 76%; para o terceiro período, a produção é aumentada em 25% de 80% para 100%. EXEMPLO II Observe as seguintes informações sobre a produção e insumos consumidos por determinado período por determinada empresa (valores em R$): Saída 10.000 Trabalho 3.000 Material 2.000 Capital 3.000 Energia 1.000 Outras entradas 500 Calculando os indicadores de produtividade temos: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Produtividadeperíodo 3 = = = 1 = 100% Saída Entrada 400 400 Produtividade do trabalho = = 3,3310.000 3.000 Produtividade do capital = = 3,3310.000 3.000 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal OBJETIVOS DO ESTUDO DO MÉTODO Produtividade do material = = 5,0010.000 2.000 Produtividade do energia = = 10,0010.000 1.000 Produtividade de outras entradas = = 20,0010.000 500 Produtividade total = = 1,05310.000 3.000+3.000+2.000+1.000+500 O estudo do método está essencialmente preocupado em encontrar maneiras mais adequadas de fazer as coisas. ELE AGREGA VALOR E AUMENTA A EFICIÊNCIA, ELIMINANDO OPERAÇÕES DESNECESSÁRIAS, ATRASOS EVITÁVEIS E OUTRAS FORMAS DE DESPERDÍCIO. A melhoria na eficiência é alcançada por meio de: Melhor layout e design do local de trabalho. Procedimentos de trabalho aprimorados e eficientes. Utilização eficaz de homens, máquinas e materiais. Melhor projeto ou especificação do produto. Os objetivos das técnicas de estudo do método são: OBJETIVO 1 Apresentar e analisar fatos sobre a situação. OBJETIVO 2 Examinar esses fatos criticamente. OBJETIVO 3 Desenvolver a melhor resposta possível em determinadas circunstâncias, com base no exame crítico dos fatos. O ESCOPO DO ESTUDO DO MÉTODO NÃO SE RESTRINGE APENAS ÀS INDÚSTRIAS DE MANUFATURA. AS TÉCNICAS DE ESTUDO DO MÉTODO TAMBÉM PODEM SER APLICADAS COM EFICÁCIA NO SETOR DE SERVIÇOS, COMO EM ESCRITÓRIOS, HOSPITAIS, BANCOS ETC. O estudo do método pode ser aplicado para: 1. Melhorar os métodos e procedimentos de trabalho. 2. Determinar a melhor sequência de trabalho. 3. Suavizar o fluxo de material e melhorar o layout. 4. Aprimorar as condições de trabalho e, portanto, melhorar a eficiência do trabalho. 5. Reduzir a monotonia no trabalho. 6. Melhorar a utilização da planta e utilização do material. 7. Eliminar desperdícios e operações improdutivas. 8. Reduzir os custos de fabricação através da redução do tempo de ciclo das operações. Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal A abordagem básica para o estudo do método consiste nas oito etapas a seguir: SELECIONAR REGISTRAR EXAMINAR DESENVOLVER AVALIAR DEFINIR IMPLANTAR CONTROLAR SELECIONAR O trabalho a ser estudado e definir seus limites. REGISTRAR Os fatos relevantes sobre o trabalho por observação direta e coletar os dados adicionais que possam ser necessários de fontes apropriadas. EXAMINAR A maneira como o trabalho está sendo executado e questionar seu propósito, a sequência de locais e o método de execução. DESENVOLVER O método mais prático, econômico e eficaz, valendo-se da contribuição dos interessados. AVALIAR As diferentes maneiras para desenvolver um novo método aprimorado, comparando a relação custo-benefício do novo método selecionado com o método atual. DEFINIR O novo método como resultado de forma clara e apresentá-lo aos interessados, ou seja, gerência, supervisores e trabalhadores. IMPLANTAR O novo método como prática padrão e treinar as pessoas envolvidas em sua aplicação. CONTROLAR O novo método introduzindo procedimentos de controle para evitar um retorno ao método de trabalho anterior. O custo é um dos principais critérios para a seleção de um trabalho, processo e para análise de métodos. Para realizar o estudo do método, um trabalho é selecionado de forma que o método proposto atinja um ou mais dos seguintes resultados: Melhoria da qualidade com menor refugo. Aumento da produção por meio de uma melhor utilização dos recursos. Eliminação de operações e movimentos desnecessários. Layout melhorado, levando a um fluxo uniforme de material e uma linha de produção equilibrada. Melhores condições de trabalho. SAIBA MAIS É importante salientar que na avaliação de um processo e nos novos métodos sugeridos, devemos analisar se as reduções de custos compensam o capital investido, ou seja, fazer uma análise do custo-benefício. Portanto, é essencial que seja feita uma estimativa das economias previstas como resultantes das melhorias dos métodos aplicados, antes que estes sejam postos em prática. É necessário também que seja feito um relatório após o projeto ter sido posto em funcionamento. CONSIDERAÇÕES PARA SELEÇÃO DE ESTUDO DE MÉTODO O trabalho deve ser selecionado para o estudo do método com base nas seguintes considerações: Aspecto econômico, Aspecto técnico e Aspecto humano. ASPECTOS ECONÔMICOS O estudo do método envolve custo e tempo. Se não forem obtidos retornos suficientes, todo o trabalho será desperdiçado. Assim, o dinheiro gasto deve ser justificado pela economia gerada. As seguintes diretrizes podem ser usadas para selecionar um trabalho: a) Operações de gargalo que estão impedindo outras operações de produção. b) Operações envolvendo mão de obra excessiva. c) Operações que produzem lotes com produtos defeituosos. d) Operações com má utilização de recursos. e) Retrocesso de materiais e movimentação excessiva de materiais. ASPECTOS TÉCNICOSQuem está analisando o novo método ou o atual deve selecionar pessoas que tenham conhecimento técnico e experiência. Outros fatores que favorecem a seleção no aspecto técnico são: a) Trabalho com qualidade consistente. b) Operações que geram muitos refugos. c) Reclamações frequentes dos trabalhadores em relação ao trabalho. d) Reclamações de clientes. ASPECTOS HUMANOS O estudo do método significa uma mudança, pois vai afetar a forma como o trabalho é feito atualmente e poderá não ser aceito pelo trabalhador. As considerações humanas desempenham um papel vital no estudo do método. Veja algumas das situações em que se deve dar a devida importância ao aspecto humano: a) Trabalhadores reclamando de trabalho desnecessário e cansativo. b) Maior frequência de acidentes. c) Ganhos inconsistentes. PASSOS PARA FAZER O ESTUDO DE TEMPO O CRONÔMETRO É A TÉCNICA BÁSICA PARA DETERMINAR PADRÕES DE TEMPO PRECISOS, ALÉM DE SEREM ECONÔMICOS PARA O TIPO DE TRABALHO REPETITIVO. As etapas para fazer o estudo de tempo são: ETAPA 1 Selecione o trabalho a ser estudado. ETAPA 2 Obtenha e registre todas as informações disponíveis sobre o trabalho, o operador e as condições de trabalho que possam afetar o trabalho do estudo de tempo. javascript:void(0) javascript:void(0) ETAPA 3 Divida a operação em elementos. Um elemento é uma parte de uma atividade especificada composta de um ou mais movimentos fundamentais selecionados por conveniência de observação e tempo. ETAPA 4 Meça o tempo por meio de um cronômetro (preferencialmente digital) para cada elemento da operação. Tanto o método contínuo quanto o método de ajuste de tempo podem ser usados. ETAPA 5 Avalie a velocidade efetiva de trabalho dos operadores em relação ao conceito do observador de velocidade “normal”. Isso é chamado de classificação de desempenho. ETAPA 6 Ajuste o tempo observado pelo fator de classificação para obter o tempo normal para cada elemento. Adicione os tempos adequados para compensar a fadiga, necessidades pessoais, contingências etc. para fornecer o tempo padrão para cada elemento. Calcule o tempo permitido para todo o trabalho adicionando tempos padrões elementares, considerando a frequência de ocorrência de cada elemento. Faça uma descrição detalhada do trabalho descrevendo o método para o qual o tempo padrão é estabelecido. Teste e analise os padrões sempre que necessário. Normal = Tempo observado × velocidade 100 javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) Imagem: Kumar e Suresh 2008, p. 195. Componentes do tempo padrão. Onde: TO - Tempo Observado FCD - Fator de Classificação de Desempenho TN - Tempo Normal PR - Provisões DPA - Descanso e Auxílio Pessoal AE - Abonos Especiais TC – Concessões (tolerâncias) EXEMPLO I Supondo que o tempo total observado para uma operação da montagem de um interruptor elétrico seja de 1,00min. Se o fator de classificação de desempenho for 120%, encontre o tempo normal. Se uma tolerância de 10% é permitida para a operação, determine o tempo padrão: TO = 1,00min FCD = 120% TC = 10% Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal EXEMPLO II Os dados a seguir foram obtidos por meio de um estudo de trabalho. O operador trabalha 480 minutos por dia, e pergunta-se quantas hora foram efetivamente produtivas? 1. Tempo de manutenção a) Coleta e guarda das ferramentas = 12,0min/dia b) Limpeza da máquina = 5,0min/dia c) Lubrificação da máquina = 5,0min/dia d) Reabastecer o líquido refrigerante = 3,0min/dia 2. Tempo de interrupção a) Interrupção pelo supervisor = 5,0min/dia b) Interrupção do carregador etc. = 4,0min/dia 3. Tempo de atraso Normal = = = 1,20 minutosTO ×FCD 100 1 ×120 100 Tolerâncias = = = 0,12 minutosNormal ×TC 100 1,20 ×10 100 Tempo padrão = Tempo Normal + Tolerâncias = 1,20 + 0,12 = 1,32 minutos a) Tempo de atraso devido à falha de energia etc. = 6,0min/dia 4. Tempo pessoal a) Tempo para necessidades pessoais = 20,0min/dia Perdas apontadas = Tempo total de manutenção + Tempo de interrupção + Tempo de atraso + Tempo pessoal Perdas apontadas = (12,0 + 5 + 5 + 3,0) + (5,0 + 4,0) + 6,0 + 20,0 = 60,0min por dia ∴ Tempo de ciclo total disponível = Período total de trabalho - Total de perdas = 480 - 60 = 420 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal RESUMINDO Se você está alterando um método, está na realidade fazendo experimentos. Ao escolher um projeto experimental, uma consideração importante é qual alteração/melhoria fornece o maior poder estatístico com o menor número de alternativas. Se as questões de pesquisa exigem comparação direta de condições experimentais individuais, como é necessário quando alterações estão sendo comparadas, então esse projeto geralmente será um RCT (randomized controlled trials – ensaios randômicos controlados). Se as questões de pesquisa exigem a avaliação dos efeitos dos componentes individuais de uma intervenção, então esse projeto geralmente será um experimento fatorial. Como exemplo de um experimento de processo, digamos que, para uma empresa produtora de barras de aço, é importante verificar como os comprimentos das barras de aço produzidas por várias máquinas são afetados pelos tratamentos térmicos e a hora do dia em que as barras são produzidas. Um experimento fatorial usando quatro máquinas e dois tratamentos térmicos foi conduzido em três momentos diferentes em um dia. Este é um fatorial de três fatores com fatores, ou seja, os experimentos podem ser: Tratamento térmico Hora do experimento Máquina Com base nos dados a serem colhidos, poderão ser realizadas as análises do experimento, ou seja: O processo estará com uma variabilidade menor? Tempo produtivo (em minutos) por hora = = 52,5 minutos420 8 A qualidade estará melhor? Houve aumento da produtividade? Houve redução dos custos? Como ficou o gráfico do Controle Estatístico do Processo? Melhorou? Lembre-se de que ainda teremos perguntas essenciais que devem ser feitas ao longo do estudo de métodos para que possamos melhorá-lo: Quais são as metas estabelecidas? Qual a importância desse processo? Por que ele existe? Quem são os clientes? Quais são as entradas e as saídas do processo? Em que local o processo é executado? Quando e em quanto tempo é executado? Quem realiza o gerenciamento desses processos? Quem executa? Quem são os fornecedores? Quais são os problemas enfrentados? Quais são os riscos? Como está o andamento do processo planejado? A parte mais importante para se envolver em um estudo de métodos é o time operacional, pois é ele quem vivência de perto o que acontece nos processos produtivos. É necessária a troca de experiências com o maior número de pessoas de dentro da empresa. Além desse compartilhamento ajudar a desenvolver um sentimento de empatia entre os colaboradores, que passarão a compreender melhor o seu papel na empresa, é uma boa técnica para suscitar a compreensão de como o desenvolvimento do trabalho de cada um é importante no cotidiano profissional de seus colegas e no resultado do processo. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. UM OPERADOR FABRICOU 50 PEÇAS EM 6 HORAS E 30 MINUTOS. OS DADOS DE PRODUÇÃO SÃO: • TEMPO DE CONFIGURAÇÃO = 35MIN • TEMPO DE PRODUÇÃO POR PEÇA = 8MIN A EFICIÊNCIA DO OPERADOR FOI DE? A) 95% B) 87% C) 112% D) 98% E) 93% 2. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR: I. CHEGAMOS A DIVERSAS SOLUÇÕES OU SOLUÇÕES PARCIAIS PARA UM PROBLEMA. UM EXAME CUIDADOSO DEVE SER FEITO PARA SE VERIFICAR ATÉ QUE PONTO CADA SOLUÇÃO ATENDE AO CRITÉRIO E AS ESPECIFICAÇÕES ORIGINAIS. II. NO PROJETO DE MÉTODOS NÃO EXISTE UMA RESPOSTA CERTA, MAS GERALMENTE EXISTEM DIVERSAS SOLUÇÕES POSSÍVEIS. III. NO PRIMEIROMOMENTO, NÃO É IMPORTANTE CONSIDERAR O ASPECTO HUMANO NA ESCOLHA DA SOLUÇÃO ESCOLHIDA. IV. EM ALGUNS TIPOS DE PROBLEMAS, A AVALIAÇÃO GIRARÁ EM TORNO DO CAPITAL TOTAL QUE SERÁ INVESTIDO EM CADA UM DOS MÉTODOS PROPOSTOS. ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM: A) I, II e III B) I, II e IV C) II, III e IV D) II e III E) I, III e IV GABARITO 1. Um operador fabricou 50 peças em 6 horas e 30 minutos. Os dados de produção são: • Tempo de configuração = 35min • Tempo de produção por peça = 8min A eficiência do operador foi de? A alternativa "C " está correta. Como Tempo padrão = Tempo de configuração + Tempo por peça × nº de peças produzidas Tempo padrão para fabricação de 50 peças = 35 + 8 × 50 = 435min = 7 horas e 15min. Tempo real = 6 x 60 + 30 = 390min Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Pela regra de arredondamento, temos 112% 2. Observe as afirmativas a seguir: I. Chegamos a diversas soluções ou soluções parciais para um problema. Um exame cuidadoso deve ser feito para se verificar até que ponto cada solução atende ao critério e as especificações originais. II. No projeto de métodos não existe uma resposta certa, mas geralmente existem diversas soluções possíveis. III. No primeiro momento, não é importante considerar o aspecto humano na escolha da solução escolhida. IV. Em alguns tipos de problemas, a avaliação girará em torno do capital total que será investido em cada um dos métodos propostos. Está correto o que se afirma em: Eficiência do operador = × 100 = × 100 = 111,5% Hora padrão Tempo real 435 390 A alternativa "B " está correta. Frequentemente existem fatores de julgamento que devem ser considerados, além da avaliação quantitativa, para chegar ao método de melhor resultado. Embora cada uma das diversas tentativas de soluções possa satisfazer aos padrões, outras soluções poderão ser preferidas se algumas restrições ou especificações forem mudadas. MÓDULO 2 IDENTIFICAR OS IMPACTOS DE NOVAS TECNOLOGIAS EM MÉTODOS E NO TRABALHO IMPACTOS DE NOVAS TECNOLOGIAS EM MÉTODOS E NO TRABALHO IMPACTOS DE NOVAS TECNOLOGIAS EM MÉTODOS E NO TRABALHO Especialistas falam sobre dois cenários possíveis sobre os impactos de novas tecnologias em métodos e no trabalho, que foram resumidos por Darrell West (2018). O primeiro cenário seria uma distopia, com alto desemprego e aumento da renda desigualdade; o segundo, uma utopia, em que uma sociedade mais inclusiva na qual as pessoas não precisem trabalhar tanto, pelo menos não por dinheiro. Eles teriam mais tempo para perseguir seus interesses ou para fazer o trabalho não remunerado, mas necessário, como paternidade ou serviço comunitário. DARRELL WEST Vice-presidente e diretor de Estudos de Governança e diretor fundador do Center for Technology Innovation no Brookings Institution em Washington, DC PARA QUE LADO IREMOS? OS FATORES DETERMINANTES SERÃO COMO O GOVERNO, AS EMPRESAS E O SISTEMA EDUCACIONAL RESPONDERÃO. WEST, 2018 javascript:void(0) VOCÊ SABIA Os números são impressionantes. Nos últimos 50 anos, a automação permitiu que as empresas trabalhassem mais, com menos pessoas. West (2018) ilustra isso comparando algumas das maiores empresas de 1962, como a AT&T, às maiores empresas de 2017. A Apple, por exemplo, era 40 vezes mais valiosa (em termos de capitalização de mercado) do que a AT&T em 1962, mas sua força de trabalho tinha apenas um quinto do tamanho. Alguns especialistas acreditam que a próxima onda de automação ocorrerá como as anteriores. Eles apontam que a Revolução Industrial tornou muitos empregos obsoletos, mas os substituiu várias vezes, criando mais empregos novos do que destruídos. Mas, desta vez, existem pelo menos três diferenças importantes: A transição está acontecendo muito mais rápido. As máquinas estão substituindo o julgamento e o pensamento humanos, em oposição a tarefas repetitivas ou trabalho manual. A pandemia da Covid-19 destacou instantaneamente um benefício subestimado da automação: ela diminui a necessidade de contato humano e, portanto, retarda a transmissão do vírus. Imagine, por exemplo, ter robôs ou cobots – robôs que interagem diretamente e em proximidade com humanos –, ajudando a processar pacientes infectados com a Covid-19 que chegam a um pronto-socorro. Ou automatizar totalmente a entrega de mantimentos para que os pedidos on-line sejam coletados e embalados por robôs e, em seguida, entregues em carros sem motorista, virtualmente intocados por mãos humanas. Exemplo de produção automotiva robotizada. AS MÁQUINAS ESTÃO SUBSTITUINDO O JULGAMENTO E O PENSAMENTO HUMANOS? A Inteligência Artificial (IA) e a automação estão progredindo três vezes mais rápido do que a Lei de Moore, como pode ser observado pela velocidade dos processadores, a internet 5G, as impressoras 3D etc. Articulada pela primeira vez pelo cofundador da Intel, Gordon Moore, a regra do Vale do Silício é que a velocidade do processador dobre a cada 18 meses SAIBA MAIS A Lei de Moore explica por que o custo da computação caiu tão drasticamente. No início, a IA se desenvolveu no ritmo da Lei de Moore. Mas em 2012, o poder computacional da IA começou a dobrar a cada 3,4 meses. Isso significa que mais tarefas podem ser automatizadas muito antes do que pensávamos. E isso foi antes da pandemia do COVID-19. Em algumas profissões nas indústrias, empregos que antes eram necessários e valiosos tornam-se obsoletos. Quando as tecnologias ou as demandas do consumidor mudam, não há mais necessidade desse trabalho. Foto: Shutterstock.com Os trabalhadores de restaurantes estão entre os maiores segmentos de emprego ameaçados pela futura automação. Em muitas redes de fast-food, os quiosques substituíram os caixas, e os clientes fazem pedidos por touchscreen ou celular. Os únicos humanos são os que cozinham a comida e provavelmente serão futuramente substituídos por robôs. Foto: Shutterstock.com Quando um editor decide encerrar a publicação impressa de uma revista, entregando apenas uma versão digital, a empresa provavelmente demitirá seus designers gráficos, gerente de mala direta e coordenador de produção de impressão. Mas não somente o avanço da tecnologia afeta os empregos. Quando as empresas se fundem, muitas vezes têm funções e empregos redundantes. A empresa nova ou sobrevivente não precisará de dois gerentes de recursos humanos, diretores financeiros, recepcionistas ou diretores de vendas. Algumas empresas fundidas tentam mudar a carga de trabalho, criar novos empregos ou oferecer pacotes de indenização para diminuir os efeitos da fusão sobre os trabalhadores. Isso ajuda a diminuir os problemas de moral e a perda de funcionários- chave que se tornam inseguros quanto ao futuro. Foto: Shutterstock.com A tendência atual de automação foi marcada como Indústria 4.0, uma fase que muitos acreditam ser a próxima revolução econômica. O que está em andamento é a mudança mais substancial na empresa de manufatura desde a segunda revolução industrial, há mais de um século. A Internet das Coisas (IoT) combina o poder de máquinas e computadores, preenchendo a lacuna por meio da conectividade. Será o poder de transformar máquinas operadas por humanos nas indústrias de manufatura, produção, construção e agricultura em uma entidade inteligente. NÃO HÁ DÚVIDA DE QUE ROBÓTICA E DRONES, ALÉM DE PROCESSOS AUTOMATIZADOS, MUDARÃO A INDÚSTRIA PARA SEMPRE. É inevitável que alguns empregos sejam substituídos por automação e robôs, e os primeiros empregos a serem eliminados serão os de baixa qualificação. Da mesma forma que a indústria de telefonia foi afetada quando as funções da central telefônica se tornaram redundantes com o avanço das soluções tecnológicas. Um dos maiores benefícios da tecnologia inteligente combinada com máquinas é o aumento dos níveis de segurança para os trabalhadores. OS SISTEMAS AUTOMATIZADOS SERÃO CAPAZES DE MONITORAR E REGISTRAR TODAS AS FALHAS OU DISCREPÂNCIAS. EM FUNÇÃO DA CONECTIVIDADE E MONITORAMENTOCONSTANTES SERÁ POSSÍVEL MELHORAR A CAPACIDADE E AS HABILIDADES DOS TRABALHADORES, BEM COMO FORNECER GATILHOS PARA TREINAMENTO E EDUCAÇÃO QUANDO NECESSÁRIO. FÁBRICA DO FUTURO As principais tecnologias que compõem a Indústria 4.0 incluem: Imagem: Shutterstock.com Inteligência Artificial Imagem: Shutterstock.com Big Data Imagem: Shutterstock.com Internet das Coisas Foto: Shutterstock.com Robótica Combinadas, essas tecnologias serão usadas no setor de manufatura para criar a Fábrica do Futuro. Esta será uma teia de máquinas interconectadas que criam produtos pré-programados e carregam dados sobre este processo sem envolvimento humano. Por exemplo, as fábricas de bebidas poderiam aproveitar essa tecnologia microchipando suas garrafas. O microchip pode dizer às máquinas de que fluido elas necessitam, que tampa caberá e que etiqueta deve ser afixada à medida que avança pela fábrica. Foto: Shutterstock.com Exemplo de microchip. Muitos profissionais apresentam uma multiplicidade de habilidades, incluindo lógica, perspicácia de gestão e criatividade. No entanto, para todos nós, há tarefas ou aspectos de nosso trabalho que são mais mundanos, comuns ou talvez apenas sigam uma lista de instruções ou critérios. Por exemplo, em Propaganda, usamos programas automatizados para montar recortes de impressão para nossos clientes, uma tarefa que costumava levar horas, ou até dias. Ao remover essa carga de tempo, é criado espaço para fazermos um trabalho mais significativo. Tais tecnologias aumentam nossa capacidade de fazer nosso trabalho com eficiência e, ao nos economizar horas de trabalho, tornam nosso tempo mais produtivo e valioso. No entanto, embora esses fatores sejam positivos, há um lado mais sombrio na Indústria 4.0 e no futuro do trabalho. É indiscutível que as tarefas que seguem processos repetitivos são as mais prováveis de serem automatizadas no futuro. Isso significa que operários de fábrica, funcionários administrativos ou até motoristas de táxi podem encontrar empregos em seus setores cada vez mais restritos ou até mesmo serem eliminados. VOCÊ SABIA Isso levou a um grande debate sobre se os robôs vão tomar nossos empregos. Existem algumas escolas de pensamento, com especialistas afirmando que mais da metade dos trabalhos serão automatizados em 30 anos. Atualmente estão discutindo que a Indústria 4.0 provavelmente terá duas implicações principais para o futuro do trabalho: a necessidade de uma liderança responsável e a introdução da aprendizagem ao longo da vida. LIDERANÇA RESPONSÁVEL É a ênfase nos gestores para fazerem escolhas éticas quando se trata de questões de lucro versus perda de empregos e outros tópicos trazidos por novas tecnologias. APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA É a crença de que todos os trabalhadores se acostumarão a aprimorar suas habilidades e aprender novas informações ao longo da carreira, especialmente quando se trata de perspicácia técnica. O impacto total da Indústria 4.0 ainda é desconhecido, já que muitas das tecnologias em questão estão funcionando nos estágios iniciais de seu desenvolvimento. As mudanças em nossa cultura de trabalho também precisam ser revistas, mas à medida que essas novas tecnologias e métodos se desdobram, certamente alguns setores se tornarão irreconhecíveis. As fábricas em todo o mundo também estão implementando a tecnologia de robôs, incluindo veículos autônomos. A nuvem também é extremamente importante, com as antigas infraestruturas de TI internas sendo substituídas por soluções de nuvem mais flexíveis, adaptáveis e seguras. EM OUTRAS PALAVRAS, A INDÚSTRIA 4.0 NÃO É ALGO QUE COMEÇARÁ EM ALGUM MOMENTO NO FUTURO. EM VEZ DISSO, ESTÁ AQUI E AGORA. A MAIORIA DAS javascript:void(0) javascript:void(0) EMPRESAS CONSIDERA SUA IMPLEMENTAÇÃO ESTÁGIO A ESTÁGIO, MAS VOCÊ PODE TER CERTEZA DE QUE ELES ESTÃO FAZENDO UMA DE DUAS COISAS: IMPLEMENTANDO ATIVAMENTE UMA SOLUÇÃO QUE ESTÁ SOB O GUARDA-CHUVA DA INDÚSTRIA 4.0, OU CONSIDERANDO O PRÓXIMO PROJETO. ELES DEVERIAM DAR LUZ VERDE. TREINAMENTO PARA A INDÚSTRIA 4.0 O SURGIMENTO DA AUTOMAÇÃO E DOS SISTEMAS CONECTADOS TAMBÉM SINALIZA A TRANSFORMAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO. E é aí que começa o dilema dos fabricantes, os quais não só precisam atrair talentos com experiência em tecnologia, mas também precisam requalificar ou aprimorar os recursos existentes para aproveitar o poder das novas tecnologias de fabricação disruptivas. Um ambiente altamente tecnologicamente avançado significa mais contribuições dos funcionários em torno de funções de tecnologia, digital e inteligência. As unidades isoladas e otimizadas precisam trabalhar juntas como unidades automatizadas totalmente integradas com fluxos de produção otimizados. Esses desenvolvimentos mudam as relações de produção tradicionais. Dada a mudança completa no ecossistema de manufatura, torna-se imperativo preparar a força de trabalho e conduzir o planejamento estratégico da força de trabalho. Para isso, as empresas de manufatura precisam buscar recursos qualificados para novas funções, adaptando as funções existentes às novas metodologias e atualizando as habilidades técnicas de todos os recursos. A Indústria 4.0 também significa um foco maior em aspectos de conformidade, regulamentares e de segurança, e exige que todos os investimentos sejam completamente atualizados em todos os novos desenvolvimentos nessas áreas. Como a Indústria 4.0 é uma mudança de paradigma em si, os fabricantes devem garantir que todos os recursos sejam devidamente qualificados para lidar com suas novas funções e responsabilidades, e sejam capazes de gerenciar a mudança nos padrões de trabalho e nos processos. Treinamento e desenvolvimento, assim, torna- se uma área fundamental a se concentrar para viabilizar a evolução dessa força de trabalho. ATENÇÃO Na era da Indústria 4.0, os fabricantes precisam preparar toda a sua força de trabalho para aproveitar o poder da tecnologia. Isso significa treinamento frequente e iniciativas de aprendizado e desenvolvimento atualizadas que abordem os pontos problemáticos e as lacunas de aprendizado da força de trabalho existente. Isso também significa integração acelerada e atualizações de habilidades para os novos contratados para torná-los multiqualificados. GOVERNOS E INDÚSTRIA 4.0 Imagem: Shutterstock.com Vemos uma tendência em governos de todo o mundo, que buscam reforçar suas receitas fiscais e elevar a capacidade inovadora de suas economias, oferecendo novos e reformados incentivos fiscais que, em muitos casos, são projetados especificamente para atrair e apoiar empresas estrangeiras que estão investindo na transformação de suas operações. Multinacionais em todos os setores, especialmente no setor de manufatura, podem se beneficiar ao observar as maneiras como essas oportunidades fiscais podem, quando consideradas em conjunto com as necessidades da força de trabalho e metas de presença no mercado, ajudar a impulsionar a digitalização e a inovação. A maioria dos fabricantes não construirá instalações novas e inteligentes, mas quase todas exigirão algumas atualizações e investimentos para competir no novo cenário do 4.0, e os governos reconhecem essa mudança. A seleção global do local deve ser realizada de forma holística, levando muitos fatores em consideração. Os fabricantes muitas vezes perdem os principais incentivos ao considerar investimentos em instalações novas ou existentes. Os incentivos vêm na forma de incentivos fiscais e não fiscais, como dinheiro, isenções, abatimentos etc., e precisam ser analisados em nível nacional e local. Os líderes empresariais precisam fazer sua lição de casa: Primeiro, para encontrar a localização do melhor talento para uma expansão digital. Segundo, para garantir incentivos para compensar os custos de expansão. Para ter sucesso, uma expansão digital deve estar localizada em uma cidade onde cientistas de dados e desenvolvedores de software queiram viver e trabalhar. A maioria desses lugares fica perto de universidadesde classe mundial que incubam startups e têm uma cultura de tecnologia vibrante. Esses locais tendem a ser em cidades caras em termos de aluguel, salários, serviços públicos e outros custos comerciais. COM O OBJETIVO DE ALINHAR AS POLÍTICAS PÚBLICAS À PROMOÇÃO DAS INDÚSTRIAS INTELIGENTES, O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E COMUNICAÇÃO (MCTIC), EM CONJUNTO COM O MINISTÉRIO DA ECONOMIA (ME), CRIOU A CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA 4.0. PARA INTEGRAR PODER PÚBLICO E SETOR PRIVADO, A CÂMARA VAI INTEGRAR REPRESENTANTES DOS SETORES PÚBLICO E PRIVADO E DA ACADEMIA, QUE SERÃO RESPONSÁVEIS POR CRIAR SOLUÇÕES E INCENTIVOS PARA O LEQUE DE ÁREAS QUE HOJE ENGLOBAM OS MODERNOS MODELOS INDUSTRIAIS, COMO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E INOVAÇÃO, CAPITAL HUMANO, DESENVOLVIMENTO DE CADEIAS PRODUTIVAS E FORNECEDORES, REGULAMENTO, HARMONIZAÇÃO TÉCNICA E INFRAESTRUTURA. RESUMINDO A nova revolução industrial já está ocorrendo em alguns países, e eles estão tomando medidas para aproveitar o momento e manter ou aumentar seus mercados de manufatura. Países como Alemanha, Estados Unidos e China apontam a manufatura avançada como um dos principais pilares econômicos do futuro e, por isso, já realizaram pesados investimentos no setor nos últimos anos. O Brasil, país líder em alguns setores industriais, precisa se apressar e iniciar a corrida industrial de forma organizada e focada para surfar essa nova onda e manter ou aumentar seus mercados. A quarta revolução industrial está em seu estágio inicial e suas tecnologias mudaram tudo o que vimos até então. Para países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha, já é uma realidade, tanto por parte do governo quanto das indústrias, embora haja um grande projeto de agregar esforços e gerar massa crítica de mercado de trabalho e qualificação. A Internet com foco industrial transformará muitos setores, incluindo manufatura, petróleo e gás, agricultura, mineração, transporte e saúde. No mundo cada vez mais competitivo em busca de novas tecnologias, a indústria cresce a uma velocidade sem precedentes. Ao contrário de todas as revoluções passadas, essas novas tecnologias estão cada vez mais ágeis e flexíveis e estão mudando não só a indústria, mas também a sociedade, a política, o setor público e a economia. É neste contexto que se insere a quarta revolução industrial, novo conceito que engloba as principais inovações tecnológicas: automação, controle e tecnologia da informação; desde sistemas ciberfísicos, Internet das Coisas e serviços de internet. No Brasil, aos poucos são inseridas as novas indústrias tecnológicas 4.0, por exemplo, a AMBEV e Volkswagen, empresas que já estão na nova fase. Já para o governo federal, foi lançado o plano nacional da Internet das Coisas, e veremos como será aplicada a tecnologia para a melhoria da qualidade do serviço público. A viabilidade e o desenvolvimento da economia 4.0 dependem não apenas de uma sólida capacidade de inovação endógena e doméstica, mas também da possibilidade e capacidade de aproveitar ao máximo o ambiente global, indo ao espaço global em busca de soluções inovadoras, fornecedores adequados, financiamentos, sócios, gestores e até mão de obra especializada. Tudo isso muito distante do clima dominante na indústria e no empresariado brasileiro, que mesmo quando há vontade de se abrir sofre com constrangimentos inerentes às atuais instituições e políticas do país: ainda que motivados por boas intenções, especialmente o desejo de proteger os interesses nacionais, na realidade as instituições e políticas criam dificuldades para segmentos com grande potencial para competir nos mercados internacionais. Há motivos para otimismo? Sim. Mesmo que a quarta revolução industrial traga preocupações quanto ao desemprego, devido à redução ou exclusão de algumas atividades que não envolvem conhecimentos técnicos, haverá maior demanda por profissionais altamente qualificados e com expertise na área tecnológica, biológica, química, entre outras. Uma das soluções para isso seria o governo investir em escolas técnicas e em educação de melhor qualidade. Iniciativas promissoras já estão em andamento em algumas dessas áreas. No entanto, uma resposta eficaz aos desafios abrangentes mencionados exigirá mais do que políticas setoriais. Em particular, dependerá de esforços previsíveis e coordenados de várias entidades governamentais em estreita coordenação com o setor privado. Os formuladores de políticas precisam se concentrar em regras que sejam flexíveis o suficiente para acomodar as mudanças nos modelos de negócios e nas fronteiras setoriais. Ao reconhecer a necessidade de uma abordagem governamental como um todo, a estratégia digital do Brasil oferece uma maneira de enfrentar alguns dos desafios que estão sufocando a transformação digital da economia. O futuro ainda é cinzento, mas não tão negro como pintam alguns. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. (UFPB – 2019 ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO) OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA, HISTORICAMENTE, SÃO UM DOS MOTORES QUE IMPULSIONAM AS TRANSFORMAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO. ISSO PORQUE, COM NOVAS FERRAMENTAS E NOVOS PROCESSOS, O PAPEL DOS FUNCIONÁRIOS SE MODIFICA DENTRO DAS EMPRESAS. COM CICLOS DE MUDANÇAS CADA VEZ MAIS CURTOS, O QUE PODEMOS ESPERAR DO FUTURO DO TRABALHO? QUANDO PENSAMOS EM FUTURO DO TRABALHO É FATO PRESUMIR QUE AS ATIVIDADES RELACIONADAS À TECNOLOGIA E AO MUNDO DIGITAL TERÃO GRANDE IMPACTO NO QUE DIZ RESPEITO A NOVAS PROFISSÕES. NESSE SENTIDO, NOVAS E MAIS FUNÇÕES PODERÃO SURGIR A PARTIR DE CIENTISTAS OU ENGENHEIROS DE DADOS, COMO ESPECIALISTAS EM CLOUD COMPUTING, DESIGNER DE REALIDADE AUMENTADA, ENTRE OUTROS. DE MANEIRA GERAL, A TECNOLOGIA VAI IMPACTAR TODOS OS SETORES DA ECONOMIA, DESDE A ÁREA DE SAÚDE, CIÊNCIAS HUMANAS ATÉ O SETOR DE SERVIÇOS. SE VOCÊ JÁ ESTÁ COM MEDO DE PERDER SEU EMPREGO PARA UMA MÁQUINA, SAIBA QUE O PROFISSIONAL DO FUTURO PRECISA SER ALTAMENTE ESPECIALIZADO, DESENVOLVER HABILIDADES DE ADAPTAÇÃO, EMPATIA E PRINCIPALMENTE CRIATIVIDADE PARA PROPOR SOLUÇÕES A PROBLEMAS AINDA NÃO CONHECIDOS. QUANTO ANTES SE COMEÇAR, MELHOR. O FUTURO JÁ ESTÁ AÍ. DE ACORDO COM O TEXTO ACIMA: A) No futuro, as novas profissões vão impactar sobremaneira os setores que se destacam em atividades relacionadas à tecnologia e ao mundo digital. B) A tecnologia vai afetar diversos setores da economia, gerar novas profissões e, consequentemente, abrir espaço para novos profissionais no mercado de trabalho. C) Os papéis desempenhados dentro das empresas pelos profissionais de hoje e pelos profissionais do futuro apresentam características congêneres. D) O avanço das tecnologias evidencia a latente problemática das relações humanas no mercado de trabalho. E) As máquinas vão dominar o mercado de trabalho, pois as habilidades humanas têm cada vez menos espaço nas novas profissões. 2. (VUNESP - 2018 — AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA POLICIAL) A ELITE POLÍTICA E ECONÔMICA GLOBAL ESTÁ PREOCUPADA COM O FUTURO DO TRABALHO. ALÉM DAS JÁ CONHECIDAS AMEAÇAS GEOPOLÍTICAS E AMBIENTAIS, AS TRANSFORMAÇÕES DO MERCADO DE TRABALHO TAMBÉM GANHARAM LUGAR DE DESTAQUE. SÓ NO BRASIL, 15,7 MILHÕES DE TRABALHADORES SERÃO AFETADOS PELA AUTOMAÇÃO ATÉ 2030, SEGUNDO ESTIMATIVA DA CONSULTORIA MCKINSEY. NO MUNDO, NO PERÍODO ENTRE 2015 E 2020, O FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL PREVÊ A PERDA DE 7,1 MILHÕES DE EMPREGOS, PRINCIPALMENTE AQUELES RELACIONADOS A FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E INDUSTRIAIS. A AVALIAÇÃO DE ESPECIALISTAS DA ÁREA É QUE O MERCADO DE TRABALHO PASSA POR UMA GRANDE REESTRUTURAÇÃO, SEMELHANTE À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. A DIFERENÇA É QUE AGORA TUDO ACONTECE MUITO MAIS RÁPIDO: DESDE 2010, O NÚMERO DE ROBÔS INDUSTRIAIS CRESCE A UMA TAXA DE 9% AO ANO, SEGUNDO A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). A MUDANÇA É POSITIVA NA MEDIDA EM QUE LIBERA PROFISSIONAIS DE TAREFAS MONÓTONAS, QUE, POR SUA VEZ, PODEM SER FEITAS COM MAIOR RAPIDEZ E EFICIÊNCIA QUANDO AUTOMATIZADAS. “A BOA NOTÍCIA É QUE FICA CLARO QUE OS TRABALHOS PARA HUMANOS TERÃO QUE ENVOLVER QUALIDADES HUMANAS, COMOCRIATIVIDADE”, AFIRMA JOSÉ MANUEL SALAZAR-XIRINACHS, DIRETOR REGIONAL DA OIT PARA A AMÉRICA LATINA E CARIBE. “ISSO SOA MUITO LEGAL, MAS A QUESTÃO É: QUANTOS TRABALHOS PARA PESSOAS CRIATIVAS SERÃO GERADOS?”, QUESTIONA. NESSE CENÁRIO DE GRANDE EXTINÇÃO DE TRABALHOS QUE EXIGEM POUCA QUALIFICAÇÃO E DE CRIAÇÃO DE UM NÚMERO MENOR DOS QUE EXIGEM MUITA QUALIFICAÇÃO, A TENDÊNCIA É DE AUMENTO DA DESIGUALDADE, ALERTA A OIT. O FIM DE FUNÇÕES HOJE EXERCIDAS PELA POPULAÇÃO DE BAIXA E MÉDIA RENDA VAI GERAR DESEMPREGO E PRESSIONAR PARA BAIXO O SALÁRIO DAS QUE RESTAREM, DIANTE DA MASSA DE PESSOAS BUSCANDO TRABALHO. “HÁ UMA FORTE PREOCUPAÇÃO COM OS TRABALHADORES DE MENOR QUALIFICAÇÃO, EM TERMOS DO IMPACTO DA TECNOLOGIA. ESSAS PESSOAS NÃO SÃO REALMENTE ALFABETIZADAS DIGITAIS, E NÃO TERÃO OPORTUNIDADE PARA APRENDER HABILIDADES ESPECÍFICAS. ELES SERÃO “DEIXADOS PARA TRÁS” E TERÃO UMA EMPREGABILIDADE MUITO PEQUENA, DIZ SALAZAR-XIRINACHS (16 MILHÕES DE BRASILEIROS SOFRERÃO COM AUTOMAÇÃO NA PRÓXIMA DÉCADA. FOLHA DE S. PAULO, SÃO PAULO, 21 DE JAN. 2018). O TEXTO TRAZ UMA DISCUSSÃO SOBRE UM IMPORTANTE TEMA DA ATUALIDADE: A) As consequências ambientais e geopolíticas para os países menos desenvolvidos decorrentes das transformações nos modos de produção. B) A dificuldade de alguns setores brasileiros em se adaptar ao processo de automação de trabalho já implantado com sucesso em outros países. C) As mudanças no mercado de trabalho, em que se observa menor atividade humana na indústria e aumento de sua participação na área administrativa. D) As consequências sociais da automação no trabalho, que passa a delegar ao homem tarefas corriqueiras que requerem pouca ou nenhuma criatividade. E) Os impactos econômicos e sociais da reestruturação do mercado de trabalho em face das transformações decorrentes do processo de automação. GABARITO 1. (UFPB – 2019 Assistente em Administração) Os avanços da tecnologia, historicamente, são um dos motores que impulsionam as transformações no mercado de trabalho. Isso porque, com novas ferramentas e novos processos, o papel dos funcionários se modifica dentro das empresas. Com ciclos de mudanças cada vez mais curtos, o que podemos esperar do futuro do trabalho? Quando pensamos em futuro do trabalho é fato presumir que as atividades relacionadas à tecnologia e ao mundo digital terão grande impacto no que diz respeito a novas profissões. Nesse sentido, novas e mais funções poderão surgir a partir de cientistas ou engenheiros de dados, como especialistas em cloud computing, designer de realidade aumentada, entre outros. De maneira geral, a tecnologia vai impactar todos os setores da economia, desde a área de saúde, ciências humanas até o setor de serviços. Se você já está com medo de perder seu emprego para uma máquina, saiba que o profissional do futuro precisa ser altamente especializado, desenvolver habilidades de adaptação, empatia e principalmente criatividade para propor soluções a problemas ainda não conhecidos. Quanto antes se começar, melhor. O futuro já está aí. De acordo com o texto acima: A alternativa "B " está correta. Algumas profissões serão efetivamente extintas, mas muitas outras serão criadas, e cabe ao profissional se qualificar. 2. (VUNESP - 2018 — Auxiliar de Papiloscopista Policial) A elite política e econômica global está preocupada com o futuro do trabalho. Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do mercado de trabalho também ganharam lugar de destaque. Só no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey. No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais. A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação, semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A mudança é positiva na medida em que libera profissionais de tarefas monótonas, que, por sua vez, podem ser feitas com maior rapidez e eficiência quando automatizadas. “A boa notícia é que fica claro que os trabalhos para humanos terão que envolver qualidades humanas, como criatividade”, afirma José Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe. “Isso soa muito legal, mas a questão é: quantos trabalhos para pessoas criativas serão gerados?”, questiona. Nesse cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca qualificação e de criação de um número menor dos que exigem muita qualificação, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a OIT. O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar desemprego e pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho. “Há uma forte preocupação com os trabalhadores de menor qualificação, em termos do impacto da tecnologia. Essas pessoas não são realmente alfabetizadas digitais, e não terão oportunidade para aprender habilidades específicas. Eles serão “deixados para trás” e terão uma empregabilidade muito pequena, diz Salazar-Xirinachs (16 milhões de brasileiros sofrerão com automação na próxima década. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 de jan. 2018). O texto traz uma discussão sobre um importante tema da atualidade: A alternativa "E " está correta. Neste cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca qualificação e de criação de um número menor dos que exigem muita qualificação, a tendência é de aumento da desigualdade, alerta a OIT. MÓDULO 3 RECONHECER O LABORATÓRIO DE MÉTODOS RECONHECER O LABORATÓRIO DE MÉTODOS LEARNING FACTORY O CONCEITO DA LEARNING FACTORY TEM POR OBJETIVO REUNIR A PESQUISA DO MEIO ACADÊMICO E ECONÔMICO, E REPRESENTA UMA CONCEPÇÃO EFICAZ E EFICIENTE PARA A TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO E TRANSMISSÃO DE CONCEITOS. Na área de melhoria de métodos e processo de manufatura, oferece uma abordagem prática adequada para o desenvolvimento de competências. Para organizar uma Learning Factory, deve-se considerar três direções de desenvolvimento: PRIMEIRA DIREÇÃO Um ambiente de aprendizagem baseado em pesquisa, denominado laboratório de experiências, que se concentra em aplicação de métodos e ferramentas em um pequeno espaço físico de sistema de produção modular em escala. No laboratório de experiências, as pessoas são livres para modificar e reorganizar o processo e equipamentos de produção e para aplicar medidas para experimentar a resposta dinâmica do sistema de produção com todas as interdependências sistêmicas. SEGUNDA DIREÇÃO Laboratório de pesquisa que se concentra na divulgação dos resultados de projetos de pesquisa por meio da implementação de plataformas desenvolvidas em ambientes de fábrica. TERCEIRA DIREÇÃO Learning Factory, que se concentra na transferência de conhecimento em caminhos de aprendizagem predefinidos direcionados a experiências de aprendizagem menos baseadas em pesquisas, porém mais voltadas à aplicação. Foto: Shutterstock.com Foto do laboratório de manufatura de precisão estéril com impressoras 3D. PROJETO DE LAYOUT E MANUFATURA ENXUTA Em um ambiente competitivo, as empresas têm o desafio de desenvolver continuamente novos e mais estratégias complexas, a fim de manter ou aprimorar sua atuação. O projeto de layout e manufatura enxuta pode ser uma estratégia para reduzir custos e aumentar o lucro. Integrar a análise do sistema com o auxílio da modelagem e simulação dinâmica pode ser também um passo importante para aumentar a eficiência e agilidade de uma organização como parte de um complexo sistema de produção. A SIMULAÇÃO TRAZ UMA VISÃO MUITO IMPORTANTE DO IMPACTO DAS MUDANÇAS, IDENTIFICANDO AS VULNERABILIDADES E AS OPORTUNIDADES. EM UMA PERSPECTIVA MAIS AMBICIOSA, AGREGAROS TRÊS ASPETOS (PROJETO DE LAYOUT, LEAN MANUFACTURING E A SIMULAÇÃO DINÂMICA) PODE TRAZER FLEXIBILIDADE E COMPETITIVIDADE ÀS EMPRESAS. TRATA-SE DE UM ESTUDO COM O OBJETIVO DESENVOLVER NOVAS METODOLOGIAS DE MELHORIA DOS FLUXOS PRODUTIVOS DE UMA INDÚSTRIA, INTEGRANDO MODERNOS MÉTODOS, TÉCNICAS E FERRAMENTAS DE GESTÃO DA PRODUÇÃO. O modelo conceitual inicial (Veja a figura) possui três áreas de investigação inter-relacionadas: Projeto de layout, em que o objeto de análise são as instalações (I), e o resultado é o layout da planta (LP). Fluxos de modelagem e simulação, em que o objeto de análise é a produção (P), e o resultado é o modo de operação do sistema (OM). Manufatura enxuta, na qual o objeto de análise é o sistema de produção (SP); os resultados são o plano de layout aprimorado (LP); e o modo de operação do sistema (OM). O elemento de partida da metodologia geral é o desenho do layout do sistema de produção, que pode ser feito de forma estática (S) ou dinâmica (D). O layout da planta resultante é aprimorado, primeiro, pela modelagem e simulação dos fluxos de produção, e depois, de forma contínua (C), utilizando os métodos e técnicas específicas da manufatura enxuta. Imagem: NITU & Gavriluta, 2019, p.3, adaptada por Mauro Rezende Filho. Modelo conceitual para melhorar os fluxos de produção. SAIBA MAIS O conceito experimental pode ser descrito como: Os componentes tecnológicos básicos são integrados para estabelecer que as peças funcionarão juntas. O sistema do laboratório será provavelmente uma mistura de equipamento disponível e alguns componentes para fins especiais que podem requer manuseio especial, calibração ou alinhamento para que funcionem. Para usar este sistema de laboratório para pesquisar os métodos de melhorias nos fluxos de fabricação da indústria, é necessário incluir: Plataformas de pesquisas específicas para cada direção de pesquisa proposta para estudo (desenho de layout, modelagem e simulação de fluxos, manufatura enxuta). Elementos específicos para a aplicação de metodologia de pesquisa na indústria, sendo estes integrados ao laboratório experimental. Os principais elementos dessas plataformas de pesquisa são descritos a seguir: ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO Tubos, acessórios etc., modulares e flexíveis, para construir as estações de trabalho. ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO Tubos, acessórios, porta-etiquetas, caixas etc., modulares e flexíveis, para construir o equipamento de abastecimento da estação de trabalho. ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO Tubos, acessórios, esteiras etc., para construir a transferência entre as estações de trabalho. ELEMENTOS DE SUPORTE Para projetar e analisar o layout do sistema de manufatura, possibilitando projetar modelos em escala de diferentes variantes de layout. As plataformas de pesquisa projetadas para modelagem e simulação de fluxo incluem: Procedimentos de aplicação dos métodos de modelagem para análise dos sistemas de manufatura. Projeto de estações de trabalho equipadas com software de simulação de eventos discretos. As plataformas de pesquisa projetadas para manufatura enxuta incluem: SISTEMAS POKA-YOKE Ferramenta enxuta representada por simples dispositivos e/ou procedimentos que possuem como missão inicial prevenir o surgimento de erros em um processo produtivo através da eliminação de suas causas geradoras. SISTEMAS DOJO Espaço dedicado à preparação e treinamento dos funcionários e prestadores de serviços. PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DOS MÉTODOS DO CONCEITO DE MANUFATURA ENXUTA javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) 5S, Kaizen, Padronização, Gestão Visual etc. PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS DE ANÁLISE DE SISTEMAS DE MANUFATURA, NA PERSPECTIVA DA MANUFATURA ENXUTA Mapeamento do Fluxo de Valor. Além disso, considerando as tendências do atual desenvolvimento industrial, no laboratório serão integrados equipamentos que introduzirão o conceito Indústria 4.0 (PLC (Sigla para Programmable Logic Controller – Controlador Lógico Programável.) HMI (Interface homem-máquina.) , scanner, RFID (Radio frequency identification – identificação por radiofrequência.) , sistemas pick to light (Pick to light: Sistema para selecionar itens.) , sensores, comunicações sem fio etc.). No final do projeto, será possível desenvolver ainda mais estações de trabalho, totalmente automatizadas ou assistidas por automação, que irão comunicar entre si, mas também com níveis superiores de sistemas informáticos. Esses equipamentos permitirão a coleta, armazenamento, síntese e processamento dos dados do sistema de manufatura, a fim de determinar sua eficiência e desenvolver melhorias futuras. Para desenvolver as plataformas de pesquisa, é necessário encontrar uma gama de produtos que impliquem fluxos de manufatura específicos da indústria: produtos fabricados em grande variedade, em produção em série. Os fluxos de manufatura devem ser complexos o suficiente para permitir o uso de métodos modernos de gerenciamento de manufatura: fluxos com atividades manuais e BOM (bill of materials – lista de materiais) complexa e diversificada. Imagem: Shutterstock.com Para efeito da pesquisa sobre os modelos utilizados no projeto de layout, deve-se projetar uma linha de montagem que permita a integração dos princípios da manufatura enxuta: Uma alta flexibilidade para as estações de trabalho, de modo que uma maior diversidade de produtos pode ser feita com o mínimo de troca. Estruturas modulares, construídas em postos de trabalho modulares, de forma a diminuir os custos de concepção e fabricação do sistema industrial, bem como diminuir o impacto da reconfiguração do layout e flexibilidade do processo. A possibilidade de adaptar o processo à demanda do cliente — fabricação em one piece flow (fluxo de uma peça) para aumentar a reatividade à demanda do cliente, necessitando de “zero setup” para estação de trabalho. Minimizar as atividades que não agregam valor, principalmente, movimentos e manejos, de forma a atingir a meta de “Não VA = 0”. (VA – Valor Agregado). Imagem: Captura de tela do Software IMPACT. Otimização do fluxo de produção com o Software IMPACT. Para desenvolver e analisar diferentes soluções teóricas de organização de layouts, bem como para otimizá-las, poderão ser utilizados softwares específicos: IMPACT, Tecnomatix FactoryCad, FactoryFlow, Jack etc. O software IMPACT permite, a partir de dados técnicos sobre a produção (artigos, nomenclaturas, estações de carga, faixas), estudar possíveis layouts, propor uploads ou uma implementação, minimizando as distâncias entre máquinas. RESUMINDO Até agora vimos uma breve abordagem para desenvolver tal laboratório, bem como foram descritos sucintamente os principais elementos característicos das plataformas de pesquisa. Essas plataformas são específicas para cada direção de pesquisa considerada: desenho de layout, modelagem e simulação de fluxos, manufatura enxuta. O desenvolvimento de um laboratório permitirá já experimentar alguns métodos de projeto de layout aplicados nos sistemas de manufatura, métodos e modelos desenvolvidos para o projeto. A possibilidade de experimentar e validar os modelos teóricos, utilizando estas plataformas de investigação em ambiente laboratorial, é o elemento inovador e conduzirá ao aumento do nível de maturidade tecnológica do sistema laboratorial. Lean Laboratory é uma abordagem de gestão e organização derivada dos princípios da manufatura enxuta — essencialmente, orientada para a otimização de processos. Um laboratório enxuto é aquele que está focado em entregar resultados da forma mais eficiente, em termos de custo e/ou rapidez, com o uso mais eficiente dos recursos, sendo o objetivo melhorar a competência econômica de uma organização. O sucesso é medido equilibrando os três cantos do "Triângulo Mágico" (qualidade, recursos e tempo). Imagem: Shutterstock.com "Triângulo Mágico" (qualidade, recursos e tempo). Os benefícios potenciais da implementaçãoe manutenção de uma abordagem eficaz do Laboratório são: Processos laboratoriais mais bem definidos, estruturados e controlados. Desempenho de laboratório mais consistente e previsível. Uma compreensão detalhada da capacidade do laboratório e dos requisitos de recursos. Aumento significativo de produtividade e eficiência. Prazos de entrega reduzidos. Custos reduzidos. Níveis reduzidos de trabalho em processo (WIP). Melhorado na primeira vez (RFT). Maior capacitação do pessoal do laboratório. Uma cultura de gestão de desempenho proativa e melhoria contínua. Melhor atendimento ao cliente. Portanto, os laboratórios industriais podem ser classificados em: De trabalho, que se dedicam a controlar materiais, processos e produtos. Industriais, que se empenham em melhoramentos de produtos e processos com vistas a reduzir custos de produção e introduzir novos produtos no mercado. De teoria pura e das ciências básicas associadas ao setor. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. CONSIDERANDO O PROJETO DE LAYOUT E A MANUFATURA ENXUTA, CONSIDERE AS ASSERÇÕES REALIZADAS ABAIXO: I- O CONCEITO EXPERIMENTAL CONSIDERA OS COMPONENTES TECNOLÓGICOS BÁSICOS DE UM SISTEMA FUNCIONANDO DE FORMA INTEGRADA. PORQUE II- SÃO NECESSÁRIAS INCLUSÕES DE PLATAFORMAS DE PESQUISAS ESPECÍFICAS, PARA CADA PESQUISA EXISTENTE NO LABORATÓRIO DA EMPRESA. DIANTE DAS ASSERÇÕES, ASSINALE A OPÇÃO QUE APRESENTA A CORRETA RAZÃO ENTRE ELAS: A) As asserções I e II estão corretas, e a asserção II é uma explicação correta para a asserção I. B) As asserções I e II estão corretas, mas a asserção II não é uma explicação correta para a asserção I. C) A asserção I está correta e a asserção II está incorreta. D) A asserção I está incorreta e a asserção II está correta. E) As asserções I e II estão incorretas. 2. A ANÁLISE EM LABORATÓRIOS DE MÉTODOS ENVOLVE, SISTEMATICAMENTE, UM CONJUNTO DE PASSOS FUNDAMENTAIS. CONSIDERE OS ITENS ABAIXO: I. SELECIONAR O TRABALHO A SER ESTUDADO. II. REGISTRAR TODOS OS FATOS RELEVANTES DO MÉTODO UTILIZADO. III. EXAMINAR OS FATOS CRÍTICA E SEQUENCIALMENTE. IV. DESENVOLVER O MÉTODO MAIS PRÁTICO, ECONÔMICO E EFETIVO. V. IMPLEMENTAR O NOVO MÉTODO. VI. CONTROLAR A IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAR OS RESULTADOS. SÃO PASSOS FUNDAMENTAIS PARA A ANÁLISE DE MÉTODOS AQUELES APRESENTADOS EM: A) I, II, V e VI, apenas B) II, III, IV e V, apenas C) II, III, IV, e VI, apenas D) III, IV, V e VI, apenas E) I, II, III, IV, V e VI GABARITO 1. Considerando o projeto de layout e a manufatura enxuta, considere as asserções realizadas abaixo: I- O conceito experimental considera os componentes tecnológicos básicos de um sistema funcionando de forma integrada. PORQUE II- São necessárias inclusões de plataformas de pesquisas específicas, para cada pesquisa existente no laboratório da empresa. Diante das asserções, assinale a opção que apresenta a correta razão entre elas: A alternativa "B " está correta. O conceito experimental considera que os componentes tecnológicos básicos devem agir integrados para que juntas façam o sistema inteiro funcionar de forma uníssona. Todavia, plataformas de pesquisas específicas são geradas para linhas de experimentais específicas. Por isso, apesar da asserção II estar correta, ela não explica corretamente a asserção I. 2. A Análise em laboratórios de métodos envolve, sistematicamente, um conjunto de passos fundamentais. Considere os itens abaixo: I. Selecionar o trabalho a ser estudado. II. Registrar todos os fatos relevantes do método utilizado. III. Examinar os fatos crítica e sequencialmente. IV. Desenvolver o método mais prático, econômico e efetivo. V. Implementar o novo método. VI. Controlar a implementação e avaliar os resultados. São passos fundamentais para a análise de métodos aqueles apresentados em: A alternativa "E " está correta. Para qualquer análise de novos métodos os passos devem ser: identificar, analisar, diagnosticar, gerar alternativas, escolher alternativa, implantar, avaliar/controlar. Logo, todas as sentenças estão corretas. MÓDULO 4 IDENTIFICAR FERRAMENTAS PARA A MELHORIA DOS MÉTODOS APLICAR FERRAMENTAS PARA A MELHORIA DOS MÉTODOS FERRAMENTAS E TÉCNICAS PARA MELHORIA DE PROCESSOS Compreender os processos para que possam ser melhorados por meio de uma abordagem sistemática requer o conhecimento e o uso efetivo de um simples kit de ferramentas ou técnicas que, por sua vez, requer sua aplicação pelas pessoas que efetivamente atuam nos processos, e seu comprometimento com isso só será possível se tiverem a garantia de que a gestão se preocupa com a melhoria da qualidade. Os gerentes devem mostrar que estão comprometidos, fornecendo o treinamento e o suporte de implementação necessários. As ferramentas e técnicas mais comumente usadas na melhoria de processos são: Metodologia de resolução de problemas, como DRIVE Mapeamento do processo Fluxograma do processo Análise de campo de força Diagramas de causa e efeito CEDAC (diagrama de causa e efeito com adição de cartas) Brainstorm Benchmarking Análise de Pareto Controle estatístico de processo (CEP) Gráficos de Controle Folhas de verificação Gráficos de barra Diagramas de dispersão Histograma Engenharia simultânea DRIVE - METODOLOGIA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DRIVE é uma abordagem para resolução e análise de problemas que pode ser usada como parte da melhoria de processos. Imagem: Shutterstock.com Defina o escopo do problema, os critérios pelos quais o sucesso será medido e concorde com os resultados e os fatores de sucesso. Imagem: Shutterstock.com Analise a situação atual, entenda o histórico, identifique e colete informações, incluindo desempenho, identifique áreas problemáticas, melhorias e "ganhos rápidos". Imagem: Shutterstock.com Identifique melhorias ou soluções para o problema, mudanças necessárias para permitir e sustentar as melhorias. Imagem: Shutterstock.com Verifique se as melhorias trarão benefícios que atendam aos critérios de sucesso definidos, priorize e conduza as melhorias. Imagem: Shutterstock.com Executar, planejar a implementação das soluções e melhorias, concordar e implementá-las, planejar uma revisão, coletar feedback e revisar. Uma das etapas iniciais para entender ou melhorar um processo é o mapeamento de processos. Ao reunir informações, podemos construir um modelo “dinâmico” — uma imagem das atividades que ocorrem em um processo. Os mapas de processos são ferramentas de comunicação úteis que ajudam as equipes de melhoria a compreender o processo e identificar oportunidades de melhoria. ICOR (INPUTS, OUTPUTS, CONTROLS AND RESOURCES — ENTRADAS, SAÍDAS, CONTROLES E RECURSOS) É UMA METODOLOGIA DE ANÁLISE DE PROCESSOS ACEITA INTERNACIONALMENTE PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS. ELE PERMITE QUE OS PROCESSOS SEJAM DIVIDIDOS EM UNIDADES SIMPLES, GERENCIÁVEIS E MAIS FÁCEIS DE ENTENDER. Os mapas definem as entradas, saídas, controles e recursos para o processo de alto nível e os subprocessos. Imagem: Department of Trade and Industry - DTI, s.d., p.2, adaptada por Mauro Rezende Filho. Etapas de ferramentas e técnicas para melhoria de processamento. MAPEAMENTO DO PROCESSO O MAPEAMENTO DE PROCESSOS FORNECE UMA ESTRUTURA, DISCIPLINA E LINGUAGEM COMUNS, PERMITINDO UMA FORMA SISTEMÁTICA DE TRABALHO. As interações complexas podem ser representadas de forma lógica, altamente visível e objetiva. Ele define onde existem problemas ou “pontos de gargalo” e fornece às equipes de melhoria uma estrutura comum de tomada de decisão. Para construir um mapa de processo é preciso: Fazer um brainstorming de todas as atividades que ocorrem rotineiramente dentro do escopo do processo. Agrupar as atividades em 4-6 subprocessos principais. Identificar a sequência de eventos e ligações entre os subprocessos. Definir como um mapa de processo de alto nível e mapas de subprocesso usando ICOR. Os mapas de processos fornecem uma visão dinâmica de como uma organização pode entregar valor