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Princípios Administrativos – Introdução
DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – INTRODUÇÃO
Princípios Administrativos
Os princípios são os valores fundamentais de determinada matéria. Desse modo, se um 
gestor se afastar desses princípios, praticará um ato ilegal, com isso, terá uma responsabili-
zação civil, penal, administrativa.
Segundo o art. 37 da Constituição Federal, os princípios básicos do Direito Administrativo 
são a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (LIMPE). Contudo, 
há diversos outros princípios que não são expressos, ou seja, são implícitos na CF. Sendo 
assim, é possível observá-los nas entrelinhas, tais como a razoabilidade, motivação, segu-
rança jurídica, legitimidade dos atos administrativos, continuidade dos serviços públicos, con-
traditório, ampla defesa etc.
– Âmbito de aplicação: são aplicados a toda a Administração Pública, tanto direta 
quanto indireta.
Obs.: empresa pública e sociedade de economia mista fazem parte da Administração Pú-
blica indireta, porém são pessoas de direito privado.
– São de observância obrigatória: toda administração pública direta ou indireta deve 
obedecer. 
– Não são absolutos: todos comportarão um certo grau de relativização. Por exemplo, 
é possível nomear uma pessoa diretamente sem concurso, são os casos de cargos 
em comissão, ou seja, trata-se de uma relação pessoal.
– Aplicação imediata: dispensa lei formal para a sua aplicação, pois se está na Cons-
tituição, por exemplo, que se deve agir com moralidade, deve-se agir dessa forma 
sem necessidade de lei.
– Não há hierarquia.
Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, não há hierarquia entre os princípios, mas 
tem dois que são as “Pedras de toque”, ou seja, a base do regime jurídico-administrativo, são 
eles a supremacia do interesse público e a indisponibilidade do interesse público.
Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro, os dois princípios bases são a legalidade e a supre-
macia do interesse público.
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Princípios Administrativos – Introdução
DIREITO ADMINISTRATIVO
O PULO DO GATO
Para a prova, estarão certos os conceitos que aparecerem, ou seja, não estarão presentes 
essas duas ideias concomitantemente, porque geraria anulação da questão.
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��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos de acordo com a aula pre-
parada e ministrada pelo professor Gustavo Scatolino. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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Princípios Administrativos – Legalidade – Impessoalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – LEGALIDADE – 
IMPESSOALIDADE
DIRETO DO CONCURSO
1. (CESPE-CEBRASPE/2020) A Constituição Federal de 1988 impõe à administração pú-
blica obediência aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade 
e eficiência; tais princípios são juízos abstratos de valor que devem orientar a interpre-
tação e a aplicação das regras, bem como pautar todos os atos administrativos.
COMENTÁRIO
A Constituição Federal de 1988 impõe à administração pública obediência aos princípios 
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; tais princípios são ju-
ízos abstratos de valor que devem orientar a interpretação e a aplicação das regras, bem 
como pautar todos os atos administrativos.
Expressos ou básicos
Legalidade
Estão expressos no art. 37 da Constituição Federal. Sendo assim, a legalidade significa 
que o agente público somente pode fazer o que a lei autoriza. 
ATENÇÃO
Legalidade não significa que a lei irá prever todas as suas situações e ações, até porque 
não tem condições para isso.
Existe legalidade para o cidadão comum, desse modo, pode fazer tudo o que a lei não 
proíbe, art. 5º, II.
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Princípios Administrativos – Legalidade – Impessoalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
Reserva legal
Determinados institutos devem ser tratados por meio de lei formal, que é a lei feita pelo 
Poder Legislativo, vedando-se qualquer outra espécie normativa. Por exemplo, a criação de 
uma autarquia somente pode ser criada mediante a uma lei específica, bem como a criação 
de cargos públicos.
Juridicidade
O ato está praticado não apenas de acordo com a lei, mas também com todos os princí-
pios da CF e todas as regras do ordenamento jurídico vigente.
Situações em que a Constituição exige, necessariamente, que a matéria resulte de lei 
(reserva legal):
1) Criar entidades (CF, art. 37, XIX) ou órgãos públicos (CF, art. 61, § 1º, II, e);
2) Criação de cargos, empregos ou funções públicas – art. 61, § 1º, II a;
3) Contratação temporária por prazo determinado – art. 37, IX, CF;
4) Requisitos para ocupação de cargos públicos – art. 37, I, CF;
5) Situações em que estrangeiro pode ocupar cargo público – art. 37, I, CF;
6) Reserva das vagas e critérios de admissão para pessoas portadoras de deficiência em 
concursos públicos – art. 37, VIII, CF;
7) Exercício do direito de greve pelo servidor público – art. 37, VII, CF;
8) Fixação e alteração de remuneração e subsídio – art. 37, X, CF.
Exceções à legalidade?
São elas a medida provisória e o estado de sítio e de defesa, esses dois últimos são situ-
ações de anormalidade em que se podem aplicar decretos, colocando normas de comporta-
mento para o Poder Público. Já a medida provisória não é uma lei, mas tem força de lei ordiná-
ria. Posto isso, tudo o que é feito por meio de lei ordinária pode ser feito por medida provisória. 
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Princípios Administrativos – Legalidade – Impessoalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
DIRETO DO CONCURSO
2. (QUADRIX/2021) Julgue o item, relativos aos princípios do direito administrativo
A integral vigência do princípio da legalidade pode sofrer constrições transitórias em 
circunstâncias excepcionais previstas na Constituição Federal, como, por exemplo, a 
decretação do estado de defesa.
COMENTÁRIO
A integral vigência do princípio da legalidade pode sofrer constrições transitórias em cir-
cunstâncias excepcionais previstas na Constituição Federal, como, por exemplo, a decre-
tação do estado de defesa.
Impessoalidade
A atuação da Administração Pública deve ser impessoal, sem beneficiar pessoas deter-
minadas, porque toda conduta deve ser realizada para satisfazer o fim público, e não o inte-
resse pessoal. Por exemplo, se um prefeito de determinada cidade desapropriar um desafeto 
político por meio da máquina pública, está ferindo o princípio da impessoalidade.
Art. 37, § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos 
públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo 
constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou 
servidores públicos.
Por isso, não se pode colocar o nome ou símbolo que possa caracterizar que foi uma 
autoridade que realizou um feito, exceto quando se trata de pessoa falecida. 
Obs.: isso não se aplica a publicidade de um partido.
De acordo com o STF, é vedado colocar nomes, símbolos, imagens e slogan e frases de 
campanha. Essa decisão ocorreu devido ao caso do Heráclito Fortes que utiliza de sua marca 
e frase depreparada e ministrada pelo professor Gustavo Scatolino da Silva. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conte-
údo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
www.grancursosonline.com.brcampanha para “assinar” a publicação dos atos. Portanto, o Supremo entendeu 
que isso tinha caráter pessoal.
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Princípios Administrativos – Legalidade – Impessoalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
PEGADINHA DA BANCA
Quando constarem nomes, símbolos ou imagens, não está se violando a publicidade, mas 
sim a impessoalidade. Viola-se a publicidade quando algo que deveria ser divulgado não 
está sendo. Desse modo, a banca pode utilizar desses conceitos para trocar ideias e con-
fundir o candidato, por isso é preciso estar atento a essas questões.
3. (CESPE-CEBRASPE/2021) O princípio da impessoalidade não impede que um agente 
público eleito insira, em propaganda oficial da administração pública, o slogan da sua 
candidatura ou do seu partido, porquanto, esses dizeres se referem ao projeto político 
vencedor das eleições.
COMENTÁRIO
O princípio da impessoalidade impede que um agente público eleito insira, em propaganda 
oficial da administração pública, o slogan da sua candidatura ou do seu partido.
GABARITO
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��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula pre-
parada e ministrada pelo professor Gustavo Scatolino. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
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Princípios Administrativos – Moralidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – MORALIDADE
DIREITO ADMINISTRATIVO
Princípios Administrativos – Moralidade
3. MORALIDADE
Obs.: � Além de respeitar a lei, o gestor deve agir de acordo com a ética administrativa, de 
acordo com a boa-fé e, acima de tudo, de acordo com a honestidade.
ATENÇÃO
A moralidade é uma questão de validade do ato administrativo. Assim, se o ato for legal, mas 
for imoral, será considerado um ato ilegítimo.
Exemplo: Um prefeito recebeu uma verba para utilizar em serviços de utilidade para a socie-
dade. Ao invés de investir em setores que beneficiassem a população do município, como 
saúde e educação, de posse da verba, o prefeito fez uma licitação para a compra de carros 
novos e luxuosos para ele e para seus secretários.
O ato do prefeito pode ser considerado legal, uma vez que a compra dos carros novos se 
deu por meio de processo de licitação. Contudo, considera-se que seu ato foi imoral e, por-
tanto, ilegítimo.
A legalidade, associada à imoralidade, leva à ilegitimidade da conduta do gestor.
A moral administrativa tem o mesmo conceito da moral comum?
A moralidade administrativa é compreendida como moral jurídica. Nesse sentido, com-
preende o conjunto de regras extraídas de condutas internas da Administração.
Obs.: � A moral administrativa não tem o mesmo conceito da moral comum. Nem tudo o que 
é moral para a sociedade é moral para a Administração Pública.
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Princípios Administrativos – Moralidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
A moral pública é definida por padrões de comportamentos internos. São as normas de 
conduta internas que vão impor o padrão de comportamento.
O Código de Ética Federal prevê como o servidor federal deve se comportar de acordo 
com a ética.
Cada Estado tem o seu próprio Código de Ética, e este Código muitas vezes não corres-
ponde à mesma conduta da moral ética adotada pela sociedade. A moral administrativa, por 
vezes, é muito mais rígida do que aquela adotada pela sociedade.
Exemplo 1: Um indivíduo que toma cerveja em público, em uma quinta-feira à tarde, não 
deve sofrer uma reprovação social. As pessoas não devem ver tal ato como uma conduta 
inadequada ou inapropriada.
Exemplo 2: Um servidor público, em uma sexta-feira, após pagar a conta do seu almoço, 
comprou uma cerveja. Após sair do restaurante, voltou para a repartição pública com a lati-
nha de cerveja na mão, ingerindo bebida alcoólica.
Neste caso, haverá uma reprovação moral da conduta do servidor. Além disso, o servidor 
pode responder pela sua conduta ao Código de Ética. De acordo com as normas éticas, é 
proibido ao servidor ficar embriagado no serviço ou fora dele. 
DIRETO DO CONCURSO
1. (CESPE – CEBRASPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE-AP/2021) A mo-
ralidade administrativa não se distingue da moralidade comum, porquanto a sua preo-
cupação central é a distinção entre o bem e o mal.
COMENTÁRIO
A moral administrativa não tem o mesmo conceito da moral comum. Nem tudo o que é 
moral para a sociedade é moral para a Administração Pública.
A moral administrativa é um conjunto de condutas definidas pela própria Administração 
Pública para serem aplicadas internamente.
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Princípios Administrativos – Moralidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
3.1 SÚMULA VINCULANTE N. 13 STF
A NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE, COMPANHEIRO OU PARENTE EM LINHA RETA, COLA-
TERAL OU POR AFINIDADE, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE, DA AUTORIDADE 
NOMEANTE OU DE SERVIDOR DA MESMA PESSOA JURÍDICA INVESTIDO EM CARGO 
DE DIREÇÃO, CHEFIA OU ASSESSORAMENTO, PARA O EXERCÍCIO DE CARGO EM 
COMISSÃO OU DE CONFIANÇA OU, AINDA, DE FUNÇÃO GRATIFICADA NA ADMINIS-
TRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA EM QUALQUER DOS PODERES DA UNIÃO, DOS 
ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS, COMPREENDIDO O AJUSTE 
MEDIANTE DESIGNAÇÕES RECÍPROCAS, VIOLA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Obs.: � Grau de parentesco 
- Pais – parentes de 1º grau.
- Avós / Irmãos – parentes de 2º grau.
- Tios – parentes de 3º grau.
- Primos – parentes de 4º grau.
Obs.: � O chamado “primo primeiro” é parente de 4º grau.
Obs.: � O chamado “primo segundo” é parente de 5º grau.
Parentes afins:
Os parentes por afinidade são aqueles adquiridos quando a pessoa contrai casamento.
- Sogra e sogro (mãe e pai do cônjuge) – Parentes em 1º grau por afinidade.
- Cunhado (irmão do cônjuge) – Parente por afinidade em 2º grau.
ATENÇÃO
Parentesco em 1º grau
Parentesco em 1º grau nunca se desfaz: filho nunca deixa de ser filho, pai nunca deixa de 
ser pai e mãe nunca deixa de ser mãe. Da mesma forma, sogra nunca deixa de ser sogra. 
Grau de parentesco entre cônjuges:
Não existe grau de parentesco entre cônjuges: cônjuge não é parente. Após o casamento, 
tornam-se os dois em uma só carne.
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Princípios Administrativos – Moralidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
1º ponto da súmula: Não pode haver a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente 
em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau.
2º ponto da súmula: Não pode haver a nomeação de autoridade nomeante ou de servidor 
da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o 
exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na admi-
nistração pública.
Exemplo: Gustavo é secretário de Estado e ocupa um cargo em comissão CNE (cargo 
de natureza especial).
Gustavo nomeou uma pessoa para ser seu assessor (chefe de seu gabinete). A pessoa 
nomeada por Gustavo possui um cargo em comissão DAS 6 (Direção de Assessoria Superior).
O assessor de Gustavo lhe pediu que seu filho (filho do assessor de Gustavo) fosse con-
templado com uma vaga de trabalho no gabinete.
De acordo com a Súmula Vinculante n. 13 do STF, não pode haver a nomeação de 
autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargode dire-
ção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, 
ainda, de função gratificada na administração pública.
Nepotismo cruzado:
A súmula condena o nepotismo cruzado.
Uma autoridade não pode fazer acordo com outra autoridade para que seus filhos 
sejam nomeados.
Exemplo: As autoridades A e B não podem nomear seus respectivos filhos. Contudo, um 
acordo entre as autoridades A e B poderia fazer com que a autoridade A nomeasse o filho de 
B, e a autoridade B nomeasse o filho de A. Tal acordo configura nepotismo cruzado, o que 
viola a Súmula Vinculante n. 13 do STF.
Amantes:
Amantes podem ser nomeadas, uma vez que amantes não são cônjuges, nem são com-
panheiras. 
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Princípios Administrativos – Moralidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
ATENÇÃO
O Supremo Tribunal Federal entendeu que a Súmula Vinculante n. 13 não se aplica 
para cargos/funções políticas. Assim, esta Súmula é aplicada apenas para cargos e fun-
ções técnicas.
Exemplo: Um ministro de Estado pode nomear o seu irmão para ser secretário de Estado.
Obs.: � Secretário de Estado, Ministro de Estado e Secretário Municipal são cargos políticos, 
e não técnicos.
Entretanto, um secretário de Estado não pode nomear seu filho para um cargo em comis-
são, pois se trata de um cargo técnico.
O Supremo Tribunal Federal entendeu que conselheiro de Tribunal de Contas é um cargo 
técnico e, assim, não pode haver nomeação de parentes.
Regra Geral:
O Supremo Tribunal Federal permite a nomeação de parentes e cônjuges para cargos polí-
ticos. Contudo, quando o parente nomeado não possuir a mínima habilidade ou tiver total 
falta de idoneidade moral, o Supremo Tribunal Federal, quando provocado, promoverá o 
afastamento da nomeação. 
A jurisprudência do STF preconiza que, ressalvada situação de fraude à lei, a nomeação 
de parentes para cargos públicos de natureza política não desrespeita o conteúdo normativo 
do enunciado da Súmula Vinculante 13.” (RE 825682 AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, 
Segunda Turma, julgamento em 10.2.2015, DJe de 2.3.2015) Em hipóteses que atinjam ocu-
pantes de cargos políticos, a configuração do nepotismo deve ser analisado caso a caso, a 
fim de se verificar eventual ‘troca de favores’ ou fraude a lei. 3. Decisão judicial que anula 
ato de nomeação para cargo político apenas com fundamento na relação de parentesco 
estabelecida entre o nomeado e o chefe do Poder Executivo, em todas as esferas da fede-
ração, diverge do entendimento da Suprema Corte consubstanciado na Súmula Vinculante 
n. 13.” (Rcl 7590, Relator Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, julgamento em 30.9.2014, 
DJe de 14.11.2014) (...) Tanto assim que, nessa ocasião, alguns Ministros observaram que a 
caracterização do nepotismo não estaria afastada em todo e qualquer caso de nome-
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Princípios Administrativos – Moralidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
ação para cargo político, cabendo examinar cada situação com a cautela necessária. 
Estou convencido de que, em linha de princípio, a restrição sumular não se aplica à 
nomeação para cargos políticos. Ressalvaria apenas as situações de inequívoca falta de 
razoabilidade, por ausência manifesta de qualificação técnica ou de inidoneidade moral.” (Rcl 
17627, Relator Ministro Roberto Barroso, decisão monocrática, julgamento em 8.5.2014, DJe 
de 15.5.2014)
ATENÇÃO
O STF tem afastado nomeações para cargos políticos quando não há demonstração de 
que tem capacidade técnica. Citando precedentes como a RCL 17627 (de relatoria do mi-
nistro Luís Roberto Barroso), e RCL 11605 (do ministro Celso de Mello).
GABARITO
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DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – PUBLICIDADE – EFICIÊNCIA
4. Publicidade
Publicidade é a divulgação oficial do ato para a produção dos seus efeitos, bem como 
demais atos que demonstrem a transparência da Administração Pública.
Quando a Lei exigir a publicação oficial (divulgação oficial), fica estabelecida a condição 
para que o ato produza os seus efeitos.
Os Estados e os Municípios divulgam seus atos, oficialmente, pelos meios legais (pre-
vistos pela Lei). Em nível federal, em nível estadual e nos grandes municípios, a divulgação 
oficial dos atos da Administração Pública é feita no Diário Oficial.
Quando a Lei não exigir, a publicação dos atos da Administração pode ser feita em outros 
meios de comunicação. Exemplo: a saída de servidor no período de férias deve ser divulgada 
no boletim interno.
Na circunstância em que um servidor receber uma função de confiança, esse ato da 
Administração Pública deve ser divulgado no Diário Oficial.
Condição para Produção de Efeitos
A publicidade é a divulgação oficial do ato. Essa divulgação é feita, geralmente, no Diário 
Oficial, e é uma condição para que os atos venham produzir os seus efeitos.
No Direito, a condição para produzir efeitos significa uma condição de eficácia do ato.
O ato só será eficaz (produzir efeitos) quando acontecer a publicação exigida pela Lei. 
Transparência
A publicidade demonstra transparência da atividade administrativa por meio do Portal da 
Transparência, por meio de propagandas na TV, por meio de programas de rádio, como o 
Voz do Brasil etc.
PEGADINHA DA BANCA
A banca poderá apresentar a seguinte afirmação: “A divulgação de atos no programa Voz 
do Brasil satisfaz o princípio da publicidade”.
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Princípios Administrativos – Publicidade – Eficiência
DIREITO ADMINISTRATIVO
A afirmação é falsa, pois a publicidade é muito mais do que atos no programa Voz do Brasil, 
até mesmo porque o referido programa tem um tempo limitado para a divulgação de atos 
da Administração Pública.
Exceções ao Princípio da Publicidade
Assim aponta a Constituição Federal (art. 5º, XXXIII).
XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da socie-
dade e do Estado;
Obs.: � a Lei apresenta situações que podem restringir a publicidade, por questões de segu-
rança do Estado e da sociedade e por questões de proteção da intimidade e da pri-
vacidade do cidadão.
LAI – Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527/2011)
A Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527/2011) regulamenta as situações que podem 
restringir a publicidade.
DIRETO DO CONCURSO
1. (CESPE/CEBRASPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE-AP/2021) Na 
doutrina, prevalece o entendimento de que a falta de publicação dos atos administrati-
vos não impede que eles adquiram eficácia, embora o agente público responsável por 
essa omissão possa responder por ato de improbidade administrativa.
COMENTÁRIO
A falta de publicação impede que os atos administrativos tenham eficácia e produzam os 
seus efeitos.
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Princípios Administrativos – Publicidade – Eficiência
DIREITO ADMINISTRATIVO
2. (FEPESE/ADVOGADO/PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ-SC/2023) O ato 
administrativo a que não for dado publicidade será considerado nulo em razão de defei-
to na sua formação.
COMENTÁRIO
O ato administrativo a que não for dado publicidade pode não produzir efeitos. Contudo, 
não há que se falar em nulidade.
No momento em que houve uma lei municipal que previa que o servidor municipal pode-
ria ter o seu CPF com a sua remuneração divulgada no portal da transparência municipal, o 
caso foi levado até o conhecimento do Supremo Tribunal Federal. 
O STF considerou que o caso deveria ser discutido com base em dois princípios: o princí-
pio do interesse público (princípio da publicidade) e o princípio da proteção da intimidade (pri-
vacidade do cidadão/servidor). Nessa discussão, teve mais relevância o princípio da publici-
dade, que se sobrepôs ao princípio da privacidade.
Quando uma pessoa sabe que será um servidor, deverá levar em consideração que a sua 
intimidade será um pouco restringida em favor do princípio da publicidade.
Observe o julgado abaixo:
2. Não cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida privada, pois os dados objeto da 
divulgação em causa dizem respeito a agentes públicos enquanto agentes públicos mesmos; 
ou, na linguagem da própria Constituição, agentes estatais agindo “nessa qualidade” (§6º do 
art. 37). E quanto à segurança física ou corporal dos servidores, seja pessoal, seja familiar-
mente, claro que ela resultará um tanto ou quanto fragilizada com a divulgação nominalizada 
dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibi-
ção de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, é o preço 
que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano. SS 
3902 AgR-segundo, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, 
DJe-189 DIVULG 30-09-2011 PUBLIC 03-10-2011 EMENT VOL-02599-01 PP-00055)
5. Eficiência
De acordo com o magistrado Hely Lopes Meirelles, os atos devem ser prestados e prati-
cados com presteza, perfeição, rendimento e com a melhor relação custo-benefício.
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Princípios Administrativos – Publicidade – Eficiência
DIREITO ADMINISTRATIVO
Além de atuar de acordo com a Lei, de forma impessoal, moral e transparente, um gestor 
deve ser eficiente na sua função.
Obs.: a Emenda Constitucional 19/98 acrescentou o princípio da eficiência na Constitui-
ção Federal.
Reforma Administrativa (governo de Fernando Henrique Cardoso)
O princípio da eficiência não estava expresso na Constituição Federal em sua redação ori-
ginal. O Poder Constituinte Derivado reformador da Constituição Federal acrescentou o princí-
pio da eficiência de forma expressa, uma vez que ele encontrava-se de modo implícito na CF.
Obs.: a Emenda Constitucional 45/04 acrescentou o princípio da eficiência dentro do pro-
cesso adm. Art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal. 
Reforma do Poder Judiciário
De acordo com o art. 5º, LXXVIII, todo processo judicial e administrativo deve ter uma dura-
ção razoável. Os autores entendem que a exigência de uma duração razoável do processo 
judicial e administrativo faz parte do princípio da eficiência dentro do processo administrativo.
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Princípios Administrativos – Publicidade – Eficiência
DIREITO ADMINISTRATIVO
DIRETO DO CONCURSO
3. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT-17ª REGIÃO-ES/2022) 
Com relação aos princípios da Administração Pública,
a. o rol dos princípios da Administração Pública elencados na Constituição Federal é 
exaustivo.
b. os Poderes Legislativo e Judiciário não estão sujeitos aos princípios da Administração 
Pública no exercício de suas funções típicas ou atípicas.
c. o princípio da eficiência não constava da redação original da Constituição Federal, 
sendo posteriormente incluído por meio de uma emenda, quase dez anos após a sua 
promulgação.
d. os princípios da Administração Pública se aplicam somente à administração direta, 
não se aplicando às empresas públicas e às sociedades de economia mista.
e. a obrigação do poder público de disponibilizar para a sociedade a remuneração dos 
servidores públicos está relacionada ao princípio da eficiência.
COMENTÁRIO
a. O rol dos princípios da Administração Pública elencados na Constituição Federal é me-
ramente exemplificativo, pois existem ainda princípios implícitos.
b. Os Poderes Legislativo e Judiciário estão sujeitos aos princípios da Administração Públi-
ca no exercício de suas funções atípicas (função administrativa).
c. A Emenda Constitucional 19/98 acrescentou o princípio da eficiência na Constitui-
ção Federal.
Reforma Administrativa (governo de Fernando Henrique Cardoso)
O princípio da eficiência não estava expresso na Constituição Federal em sua redação 
original. O Poder Constituinte Derivado reformador da Constituição Federal acrescentou o 
princípio da eficiência de forma expressa, uma vez que ele encontrava-se de modo implí-
cito na CF.
d. Os princípios da Administração Pública se aplicam a toda a Administração Pública (Di-
reta e Indireta).
e. A obrigação do poder público de disponibilizar para a sociedade a remuneração dos ser-
vidores públicos está relacionada ao princípio da publicidade.
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Princípios Administrativos – Publicidade – Eficiência
DIREITO ADMINISTRATIVO
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parada e ministrada pelo professor Gustavo Scatolino. 
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ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
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Princípios Administrativos – Princípio da Motivação
DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO
A Constituição Federal de 1988 possui princípios expressos e princípios implícitos (prin-
cípios que estão nas entrelinhas da Constituição).
Princípio Implícito da Motivação
Na prática dos atos, deve haver a indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos que 
autorizam a sua prática. Assim, a motivação é uma justificação do ato.
Conceito Técnico de Motivação
Motivação é a indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos que autorizam a prá-
tica do ato.
Exemplo 1: uma multa de trânsito sempre apresenta as razões pelas quais o condutor 
infrator foi multado. Além disso, uma multa de trânsito indica o dia, a hora e o local onde ocor-
reu a infração.
Exemplo 2: quando um servidor é demitido, é elaborada uma Portaria que descreve as 
razões que justificam a sua demissão.
ATENÇÃO
Motivação x Motivo
Não confundir motivação com motivo.
Motivo são os fatos e fundamentos jurídicos que autorizam o ato a ser praticado. Assim, o 
motivo é aquilo que leva o gestor a praticar o ato.
Exemplo: em uma determinada rua de um ponto da cidade, um condutor de um automóvel 
não respeitou os pedestres que atravessavam sobre a faixa.
Esse fato fez com que uma autoridade de trânsito que passava no local praticasse o ato 
de expedir uma multa. 
Quando a multa chegar à casa do infrator, será acompanhada de uma explicação. A justificação 
feita pela autoridade de trânsito ao expedir a multa é conhecida como motivação do ato.
A motivação de um ato deve corresponderaos reais motivos que levaram o gestor a prati-
car o ato. Em outras palavras, a motivação é a apresentação dos motivos.
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Princípios Administrativos – Princípio da Motivação
DIREITO ADMINISTRATIVO
Teoria dos Motivos Determinantes
Quando um ato for motivado, ele só será válido se os motivos apresentados forem verdadeiros.
Se após a prática de um ato for apresentada uma justificação falsa, indevida e incorreta, 
o ato será considerado ilegal, pois a motivação não corresponde, nesse caso, aos reais moti-
vos pelos quais o ato fora praticado. Portanto, a motivação falsa gera a invalidade do ato. 
Atos que Devem ser Motivados
Havia uma discussão sobre qual ato deveria ser motivado. Para alguns autores, apenas 
os atos discricionários deveriam ser motivados. O ato discricionário é aquele em que o gestor 
possui certa liberdade para decidir sobre o que fazer.
Para outros autores, os atos discricionários não deveriam ser motivados. De outra forma, 
os atos vinculados deveriam ser motivados. Os atos vinculados são aqueles que estão deter-
minados pela Lei. Nesse caso, o gestor não tem liberdade para decidir e, além disso, deve 
justificar seus atos conforme a autorização da Lei.
Essa discussão está totalmente superada. Hoje, em regra, todos os atos devem ser moti-
vados, sejam eles discricionários ou vinculados.
ATENÇÃO
Em regra, todos os atos devem ser motivados. No entanto, essa regra possui exceções.
Todo ato deve ter um motivo, mas nem todo ato possui uma motivação.
Nomeação e exoneração de Cargo em Comissão
A nomeação e a exoneração de cargo em comissão não exigem motivação.
Obs.: se for feita a motivação, deverão ser apresentados os reais motivos, sob pena de 
ilegalidade do ato.
Lei do Processo Administrativo Federal
A Lei do Processo Administrativo Federal traz uma lista de atos que obrigatoriamente 
deverão ser motivados.
Assim aponta a Lei n. 9.784/99 (art. 50):
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Princípios Administrativos – Princípio da Motivação
DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos 
fundamentos jurídicos, quando:
I – neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
II – imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III – decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V – decidam recursos administrativos;
VI – decorram de reexame de ofício;
VII – deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de parece-
res, laudos, propostas e relatórios oficiais;
VIII – importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.
Motivação aliunde ou per relationem (Carvalho Filho e Hely Lopes) é aquela que se 
faz com base em instrumento diverso do ato. É a motivação realizada com base em laudos, 
pareceres ou relatórios anteriormente emitidos como forma de suprimento da motivação e 
tem fundamento no art. 50, § 1º, da Lei n. 9.784/1999. 
Motivação por Referência
A autoridade que faz a motivação não explicita as razões, mas vai apresentar as razões 
por referência. Assim, pratica-se o ato, e as motivações encontram-se em outro ato já prati-
cado (em um parecer, em um relatório ou em um documento técnico).
Exemplo: no Ministério da Fazenda, quando o ministro aplica uma demissão, assim des-
creve: “Tendo em vista o relatório final da Comissão, tendo em vista o parecer da Procurado-
ria-Geral da Fazenda Nacional, estou aplicando a demissão”.
Note que o ministro não motivou. A motivação para a aplicação da demissão encontra-se 
no relatório final da Comissão, com todas as razões fáticas e jurídicas, e no parecer da Pro-
curadoria-Geral da Fazenda Nacional, que analisa a legalidade de todo o processo.
DIRETO DO CONCURSO
1. (FEPESE/ADVOGADO/PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ-SC/2023) A moti-
vação do ato administrativo poderá consistir em declaração de concordância com fun-
damentos de pareceres já proferidos, que, neste caso, serão parte integrante do ato.
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Princípios Administrativos – Princípio da Motivação
DIREITO ADMINISTRATIVO
GABARITO
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 Princípios Administrativos – Razoabilidade / Proporcionalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
RAZOABILIDADE / PROPORCIONALIDADE
Razoabilidade e Proporcionalidade
Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão implícitos na Constituição 
Federal, mas expressos na Lei n. 9.784/99, art. 2º.
Muitas vezes, os autores tratam esses dois princípios como sendo a mesma coisa. 
Além disso, há decisões do Supremo Tribunal Federal que utilizam um princípio como se 
fosse o outro, e vice-versa. Porém, há autores que estabelecem diferenças entre esses dois 
princípios.
De acordo com a Lei n. 9.784/99, o ato deve respeitar a razoabilidade e também a pro-
porcionalidade.
De acordo com a Lei de Licitações (Lei n. 14.133), nas licitações, devem ser respeitadas 
a razoabilidade e a proporcionalidade.
Razoabilidade
A razoabilidade diz respeito ao bom senso.
Proporcionalidade
A proporcionalidade diz respeito ao equilíbrio entre os meios e os fins.
A razoabilidade e a proporcionalidade são princípios que foram desenvolvidos para que 
houvesse o controle do ato discricionário.
No ato discricionário, o gestor tem uma certa margem de liberdade para fazer um juízo de 
conveniência e oportunidade, além de escolher o que vai fazer.
Mérito Administrativo
O mérito é o juízo de conveniência e oportunidade para a escolha da conduta a ser 
praticada.
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 Princípios Administrativos – Razoabilidade / Proporcionalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
O mérito administrativo está presente em vários atos e, por se tratar de um juízo de con-
veniência e oportunidade, goza de uma certa proteção do Poder Judiciário. Assim, o Poder 
Judiciário não trata do mérito, e sim da legalidade.
O juiz entende de leis (análise jurídica), e não de conveniência e oportunidade. Quem 
sabe o que é mais conveniente e oportuno para a Administração é o gestor, pois é ele quem 
lida com as situações.
Por vezes, os gestores, escondendo atrás do mérito, praticam atos ilegais, o que fere a 
razoabilidade e a proporcionalidade. Quando um ato discricionário for desarrazoado e des-
proporcional, será considerado ilegal, uma vez que o nosso ordenamento jurídico não per-
mite atos desarrazoados ou desproporcionais. Portanto, pode o Poder Judiciário analisar o 
ato discricionário sob o aspecto da legalidade, e não do mérito propriamente dito. 
Exemplo hipotético: um gestor municipal firmou um convênio com a União, por meio do 
qual recebeu uma transferência de verba pública. De posse da verba, o gestor municipal 
fez uma licitação para a compra de carros novos e mais luxuosos para si e para os seus 
secretários.
O ato do gestor municipal pode ser considerado desarrazoado e desproporcional. Caso 
seja provocado, o Poder Judiciáriopode anular o ato desse gestor municipal, visto que houve 
ferimento da razoabilidade e do bom senso.
Caso o gestor do exemplo faça uma licitação para a construção ou reforma de hospitais 
municipais, ao invés de construir ou reformar escolas, estará agindo dentro do seu mérito, 
sem que haja violação da razoabilidade e do bom senso.
Exemplos de provas de concurso público:
Anulação de Questão
Um juiz não pode anular uma questão de concurso que exija do candidato capacidade 
interpretativa, pois trata-se de uma questão de mérito. Porém, caso haja em uma prova do 
concurso uma questão cuja previsão não constava no edital, o juiz pode analisar a prova e o 
edital. Caso o juiz entenda que a banca tenha cobrado um conteúdo não previsto pelo edital, 
poderá anular a questão, visto que houve ilegalidade.
Candidato com Tatuagem
Segundo o Supremo Tribunal Federal, não é razoável excluir candidato de um concurso 
simplesmente por causa de uma tatuagem, a não ser que isso viole preceitos constitucionais, 
ou seja, os valores fundamentais previstos na Constituição Federal. Exemplos: tatuagens 
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 Princípios Administrativos – Razoabilidade / Proporcionalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
preconceituosas, tatuagens que pregam a separação dos Poderes, tatuagens que pregam o 
desequilíbrio entre os Poderes da República etc.
Teste Psicotécnico
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, o teste psicotécnico deve ter previsão em lei 
e deve ser critério objetivo e científico. 
O mérito, quando desarrazoado, sai da esfera de proteção de que goza e torna-se objeto 
de análise do Poder Judiciário, por invadir questões de legalidade.
Aferição da proporcionalidade:
a) adequada: o meio utilizado deve ser o correto, em vista do fim que se deseja alcançar. 
O meio deve ser apto a atingir o fim a que se destina.
Exemplo hipotético: houve uma epidemia de dengue em uma determinada cidade. Nessa 
cidade, há muitas casas fechadas e desabitadas (sem moradores).
O prefeito da cidade baixou um decreto pelo qual ficou autorizado que os agentes da 
vigilância fizessem vistorias nas casas. Caso os agentes da vigilância fossem a uma determi-
nada casa por três vezes e não encontrassem ninguém, a força pública seria requisitada para 
que os agentes entrassem na casa à força para verificar se havia ali algum foco de dengue 
que pudesse prejudicar a coletividade.
b) necessária/exigibilidade: a conduta deve ser a menos gravosa em relação aos bens 
envolvidos.
Exemplo: na praça da prefeitura de uma cidade, há uma estátua antiga. Com frequência, 
as pessoas bebiam próximo da estátua, faziam xixi na estátua e a depredavam de maneira 
constante.
Diante de tal situação, o prefeito baixou um decreto que estabelecia a instalação de uma 
cerca elétrica com potencial de matar em volta da estátua, para preservar aquele patrimô-
nio público.
Embora o ato do prefeito seja adequado, no sentido de poder evitar a violação ao patri-
mônio público, pode-se dizer que não é a conduta menos gravosa. Ao invés da instalação 
de uma cerca elétrica com potencial de matar, seria possível instalar uma cerca com arame 
farpado, colocar um guarda para vigiar a estátua etc.
Além disso, não há um equilíbrio entre os direitos envolvidos (proteção do patrimônio 
público e a vida da pessoa).
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 Princípios Administrativos – Razoabilidade / Proporcionalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
c) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvanta-
gens; deve haver compatibilidade e equilíbrio entre os danos e as vantagens. Proporcionali-
dade entre o grau de restrição a um direito e o grau de realização do direito contraposto.
3. Supremacia do Interesse Público Sobre o Privado
O interesse público, quando conflitar com o interesse particular, deverá prevalecer. Assim, 
o interesse público deve prevalecer sobre o interesse privado. 
O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é um princípio 
fundamental de todo o regime jurídico-administrativo. Esse princípio autoriza a aplicação de 
multas, autoriza a realização de uma desapropriação (tomada da propriedade de um particu-
lar), autoriza uma servidão (utilização da propriedade para algo de interesse público).
Subprincípio – Indisponibilidade do Interesse Público
O interesse público é indisponível. O gestor não pode abrir mão, em toda a sua atividade, 
de pensar sempre no interesse da coletividade. Caso o gestor pratique um ato para interesse 
particular, este será considerado ilegal.
3.1. Interesse Público Primário e Secundário
O interesse público primário é o interesse público propriamente dito: o interesse da 
coletividade.
O interesse público secundário é o interesse público do Estado como pessoa jurídica. 
Como pessoa jurídica, o Estado tem os seus interesses. Contudo, o Estado não pode buscar 
apenas os seus próprios interesses. O Estado deve pensar, sobretudo, no interesse primário 
(interesse da coletividade).
ATENÇÃO
O interesse público secundário deve sempre coincidir com o interesse público primário, 
que é o interesse público propriamente dito (interesse da coletividade).
Exemplo hipotético 1: Gustavo, casado, pai de 4 filhos, após juntar uma certa quantia, 
decidiu comprar um veículo para a sua família.
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 Princípios Administrativos – Razoabilidade / Proporcionalidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
Ao chegar na concessionária, Gustavo, viu a motocicleta dos seus sonhos, que ele 
sonhava em adquirir desde que era criança. Possuído pelo desejo de realizar seu sonho, ao 
invés de comprar um carro que atendesse aos interesses da sua família, Gustavo optou por 
adquirir a moto dos seus sonhos.
Nota-se que Gustavo, ao adquirir a moto, pensou apenas no próprio interesse, e não nos 
interesses do grupo familiar. 
Exemplo hipotético 2: o Estado decidiu instalar um pardal (radar instalado em pontos 
táticos para flagrar veículos em alta velocidade) na estrada. Contudo, o local onde o pardal 
deveria ser instalado era um local sem registro de acidentes e sem muito fluxo de pedestres 
ou animais.
Notadamente, o ato fora tomado para atender aos interesses do Estado em arrecadar 
dinheiro, e não para promover um trânsito mais seguro. Assim, pode-se dizer que esse inte-
resse do Estado (interesse financeiro) não coincide com o interesse da coletividade (inte-
resse de ter um trânsito mais seguro).
Obs.: seria possível, inclusive, anular as multas com base nessa justificativa.
ATENÇÃO
O interesse público secundário é disponível, enquanto o interesse público primário é in-
disponível.
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Princípios Administrativos – Autotutela / Sindicabilidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – AUTOTUTELA / SINDICABILIDADE
Autotutela
A autotutela é o poder que a Administração tem de revogar os seus atos legais, que não 
são mais convenientes e oportunos, e de fazer a anulação dos atos que são ilegais.
4. Autotutela/Sindicabilidade
Poder de:
• Revogação de atos legais.
• Anulação de atos ilegais.
Tutela = controle.
A Administração tem o poderde fazer o controle dos seus atos, seja revogando, seja anu-
lando, sem precisar recorrer ao Poder Judiciário.
Quando a Administração editar um ato legal e, a seguir, perceber se tratar de um ato não 
conveniente, a própria Administração poderá promover a revogação do ato.
Quando a Administração expedir a multa de um condutor que trafegava próximo a um 
pardal a uma velocidade de 90 km/h, quando na verdade o condutor estava a uma velocidade 
de 60 km/h, poderá ser promovida a anulação da multa após a pessoa recorrer da decisão.
ATENÇÃO
A expressão autotutela, muitas vezes, aparece nas provas de concurso como sinônimo de 
sindicabilidade.
Sindicabilidade
De acordo com o princípio da sindicabilidade, a Administração está sujeita a controle. 
Esse controle ocorre por meio da autotutela e por meio do controle do Poder Judiciário.
Súmulas que positivaram o Princípio da Autotutela Administrativa
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Princípios Administrativos – Autotutela / Sindicabilidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
O princípio em estudo foi consubstanciado nas Súmulas 346: “A Administração Pública 
pode declarar a nulidade dos seus próprios atos”; e 473: “A Administração pode anular seus 
próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam 
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”, do STF. 
Posteriormente, a Súmula n. 473 foi positivada no art. 53 da Lei n. 9.784/99, com a 
seguinte redação: “A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício 
de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os 
direitos adquiridos.” A Lei também fixou o prazo de 5 anos para a anulação dos atos ilegais, 
salvo comprovada má-fé.
Obs.: � Convalidação.
 � Segundo o art. 54 da Lei n. 9.784/99, às vezes, um ato ilegal pode ser convalidado 
(consertado).
Súmula Vinculante n. 3
Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a 
ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo 
que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão ini-
cial de aposentadoria, reforma e pensão.
Em regra, nos processos perante o Tribunal de Contas da União, asseguram-se o con-
traditório e a ampla defesa.
Exemplo: uma pessoa recebeu diárias suficientes para 10 dias. Posteriormente, o Tri-
bunal de Contas da União exigiu o reembolso de 2 diárias, alegando que a pessoa deveria 
receber apenas 8 diárias.
A essa pessoa será assegurado o contraditório e a ampla defesa, para que, posterior-
mente, sejam anuladas as diárias que, em tese, o funcionário recebeu como excedente.
Exceção à regra: apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, 
reforma e pensão.
O Supremo Tribunal Federal entende que os atos acima são atos complexos. Atos com-
plexos são os atos administrativos que só se formam quando as vontades dos dois órgãos 
se juntam.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
Aposentadoria
Inicialmente, uma pessoa dá entrada no processo de aposentadoria junto ao órgão. A 
seguir, é estabelecida uma portaria que define a aposentadoria do requerente. O processo 
deve ser enviado para o Tribunal de Contas, para que este analise e homologue a aposen-
tadoria. Somente quando essas duas vontades forem manifestadas, o ato estará formado 
(pronto). 
Se o Tribunal de Contas da União, dentro de um prazo de cinco anos, decidir que a pessoa 
não deveria estar aposentada, mas deveria contribuir por mais dois anos, essa pessoa não 
terá direito ao contraditório e à ampla defesa. Neste caso, a pessoa deve voltar a trabalhar 
para conquistar o direito de aposentadoria.
ATENÇÃO
O Tribunal de Contas da União tem o prazo de até 5 anos para fazer a análise de atos 
complexos (aposentadoria, reforma e pensão). Se dentro desse prazo o TCU não fizer 
essa análise, será considerada uma homologação tácita. Porém, se dentro desse prazo o 
TCU decidir que a pessoa não deveria estar aposentada ou entender que a pessoa tenha 
incorporado, no ato da aposentadoria, valores indevidos, não haverá para essa pessoa o 
direito ao contraditório e à ampla defesa.
A tese fixada no julgamento do RE n. 636.553 foi a seguinte: “Em atenção aos princípios 
da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo 
de 5 (cinco) anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposenta-
doria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas”.
O relator, Ministro Gilmar Mendes, propôs, por analogia, a aplicação do prazo prescri-
cional de cinco anos previsto no Decreto 20.910/1932 para que o administrado acione a 
Fazenda Pública. “Se o administrado tem o prazo de cinco anos para buscar qualquer direito 
contra a Fazenda Pública, também podemos considerar que o Poder Público, no exercício 
do controle externo, teria o mesmo prazo para rever eventual ato administrativo favorável ao 
administrado”, explicou. O Ministro afastou a aplicação do art. 54, da Lei n. 9.784/99.
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Princípios Administrativos – Autotutela / Sindicabilidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
DIRETO DO CONCURSO
1. (CESPE/CEBRASPE/AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO/TCE-PB/2022) Em 
observância aos princípios da segurança jurídica e da confiança, os tribunais de contas 
sujeitam-se a prazo decadencial para o julgamento da legalidade do ato de concessão 
inicial de aposentadoria.
COMENTÁRIO
A tese fixada no julgamento do RE n. 636.553 foi a seguinte: “Em atenção aos princípios da 
segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo 
de 5 (cinco) anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposenta-
doria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas”.
TESE: é prescritível a pretensão de ressarcimento ao erário fundada em decisão de 
Tribunal de Contas. 
O Tribunal de Contas da União e os demais tribunais podem aplicar multas aos gestores 
e administradores ao apreciarem as contas. Essa multa deve ser executada e cobrada pela 
Procuradoria do Estado.
Obs.: essa cobrança está sujeita à prescrição.
Anteriormente, segundo entendimento do STF, quando se tratasse de ação de cobrança 
ou ação de regresso em razão de ato doloso de improbidade, o prazo para cobrança seria 
imprescritível.
Posteriormente, o TCU julgou um caso, aplicou uma multa e fez a inscrição em dívida 
ativa para que a Procuradoria cobrasse. Contudo, a Procuradoria não fez a cobrança no 
prazo certo. A parte, obviamente, alegou que houve prescrição do prazo de cobrança.
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Princípios Administrativos – Autotutela / Sindicabilidade
DIREITO ADMINISTRATIVO
TESE: É prescritível a pretensão de ressarcimento ao erário fundada em decisão de 
Tribunal de Contas. 
FUNDAMENTO: não aplicação do tema n. 897 (imprescritibilidade referente a atos dolo-
sos de improbidade).
Não estão presentes em relação as decisões do Tribunal de Contas que resultem impu-
tação de débito ou multa os requisitos da tema 897, e, que, nos termos do §3 º, do artigo 71 
da CF, tem eficácia de título executivo; sendo, portanto, prescritível a pretensão de ressarci-
mento ao erário fundada nessas decisões; uma vez que, (a) TCUnão analisa a existência ou 
não de ato doloso de improbidade administrativa; (b) não há decisão judicial caracterizando 
a existência de ato ilícito doloso, inexistindo contraditório e ampla defesa plenos, pois não é 
possível ao imputado defender-se no sentido da ausência de elemento subjetivo.
Após a conclusão da tomada de contas, com a apuração do débito imputado ao jurisdi-
cionado, a decisão do TCU formalizada em acórdão terá eficácia de título executivo e será 
executada conforme o rito previsto na Lei de Execução Fiscal (Lei n. 6.830/1980), por enqua-
drar-se no conceito de dívida ativa não tributária da União, conforme estatui o art. 39, § 2º, 
da Lei 4.320/1964.
Não há que se falar em imprescritibilidade, aplicando-se, integralmente, o disposto no 
artigo 174 do Código Tributário Nacional c/c art. 40 da Lei 6.830/1980, que rege a Execução 
Fiscal e fixa em cinco anos, respectivamente, o prazo para a cobrança do crédito fiscal e para 
a declaração da prescrição intercorrente.
Havendo elementos consistentes da atuação dolosa, há a possibilidade de ajuizamento 
da ação civil pública por ato de improbidade administrativa, na qual (a) os acusados terão 
plenas oportunidades de defesa e (b) a condenação ao ressarcimento, comprovado o agir 
doloso, será imprescritível, na forma da jurisprudência desta CORTE.
AÇÃO: Recurso Extraordinário (RE) 636.886 – Tese 899.
DECISÃO: UNANIMIDADE.
MIN. RELATOR: ALEXANDRE DE MORAES. 
GABARITO
1. C
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��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula pre-
parada e ministrada pelo professor Gustavo Scatolino da Silva. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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 Princípios Administrativos - Segurança Jurídica - Proteção da Confiança 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS - SEGURANÇA JURÍDICA - 
PROTEÇÃO DA CONFIANÇA 
O princípio da Segurança Jurídica e o princípio da Proteção da Confiança são princípios 
sinônimos e decorrentes um do outro.
5. SEGURANÇA JURÍDICA (PROTEÇÃO À CONFIANÇA)
Segurança jurídica quer dizer maior estabilidade das relações jurídicas.
Obs.: � de acordo com a Lei n. 9.784/1999, a Administração tem o prazo de 5 (cinco) anos 
para fazer a anulação dos atos. Após esse prazo, não poderá ser retirado o benefício 
concedido a um particular que tenha agido de boa-fé.
 � Exceção: quando um ato viola a Constituição, não há que se falar em prazo de 5 
(cinco) anos.
 � À medida que o tempo passa, a segurança jurídica prevalece em detrimento da 
legalidade.
 � Exemplo: um particular apresentou o certificado de um curso no intuito de conseguir 
um adicional de qualificação. Contudo, o curso feito pelo particular não tinha a carga 
necessária para que ele tivesse direito ao adicional de qualificação: faltam 30 horas.
 � Embora a carga horária necessária para a obtenção do direito ao adicional de qualifi-
cação estivesse incompleta, o particular agiu de boa-fé ao fazer o curso e apresentar 
o certificado à Administração. A Administração concedeu ao particular o adicional de 
qualificação, não percebendo que lhe faltavam 30 horas para a aquisição daque-
le direito.
 � Após o prazo de 5 anos, caso a Administração perceba que faltava ao particular 30 
horas para que ele tivesse direito ao adicional de qualificação, não poderá retirar o 
seu direito adquirido, por uma questão de segurança jurídica.
O princípio da proteção à confiança ou “proteção à confiança legítima” corresponde ao 
aspecto subjetivo da segurança jurídica, de forma a ser considerado desdobramento deste. 
Conforme ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro, “princípio da proteção à confiança leva em 
conta a boa-fé do cidadão, que acredita e espera que os atos praticados pelo Poder Público 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
sejam lícitos e, nessa qualidade, serão mantidos e respeitados pela própria Administração e 
por terceiros.” 
DIRETO DO CONCURSO
1. (CESPE/CEBRASPE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMO-
ÇÃO/TJ – DFT/2019) No âmbito da atuação pública, faz-se necessário que a adminis-
tração pública mantenha os atos administrativos, ainda que estes sejam qualificados 
como antijurídicos, quando verificada a expectativa legítima, por parte do administrado, 
de estabilização dos efeitos decorrentes da conduta administrativa. A interrupção dessa 
expectativa violará o princípio da
a. legalidade.
b. confiança.
c. finalidade.
d. continuidade.
e. presunção de legitimidade.
COMENTÁRIO
O ato será mantido se for comprovado que o particular estava de boa-fé diante de um ato 
ilegal praticado pelo Poder Público. A interrupção desse ciclo viola o princípio da confiança 
legítima (ou segurança jurídica).
Vedação da Aplicação Retroativa da Nova Interpretação da Lei
Como decorrência, também, do princípio da segurança jurídica, a Lei n. 9.784/99 veda a 
aplicação retroativa da nova interpretação da lei (art. 2º). Com essa regra, se ocorrer nova 
interpretação de dispositivo legal, o entendimento não poderá atingir efeitos pretéritos.
Obs.: � a partir da interpretação de uma Lei, não se deve promover uma aplicação retroativa.
 � Exemplo: a Legislação afirma que um servidor tem direito ao vale-transporte.
 � Um servidor ocupa dois cargos públicos, de maneira legal. Nesse caso, esse servidor 
tem direito a 4 passagens por dia (ida e volta nos dois trabalhos).
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 � Após um tempo, a Administração fez uma nova interpretação da Lei: quem ocupar 
cargos cumulativos não tem direito a quatro passagens por dia, mas apenas três 
(casa-trabalho-trabalho-casa). Além disso, os servidores que ocuparem cargos 
cumulativos deverão devolver o que haviam recebido anteriormente.
 � O ato da Administração não se trata de ilegalidade, mas de interpretação na conces-
são de um benefício.
 � Se uma nova interpretação é feita, ela não pode ter eficácia retroativa (para o passado).
Súmula n. 249 do TCU
Nesse sentido, a Súmula n. 249 do TCU: “É dispensada a reposição de importâncias 
indevidamente percebidas, de boa-fé, por servidores ativos e inativos e pensionistas em vir-
tude de erro escusável de interpretação de lei por parte do órgão/entidade, ou por parte de 
autoridade legalmente investida em função de orientação e supervisão, à vista da presunção 
de legalidade do ato administrativo e do caráter alimentar das parcelas salariais”.
Obs.: � Ilegalidade
 � Exemplo: um órgão definiu que o funcionário que possuísse mestrado teria direito a 
receber um adicional de mil reais (R$ 1.000,00). Contudo, um funcionário que não 
tinha mestrado recebeu o referido adicional.
 � Trata-se de uma ilegalidade e, nesse caso, o funcionário que não possui mestrado 
deverá fazer a devolução do adicional ilegalmente recebido.
 � Interpretação de Lei
 � Não há que se falar em devolução quando a autoridade cometer um erro justificável 
na interpretação de lei. 
Súmula 34-AGU: Não estão sujeitos à repetição os valores recebidos de boa-fé pelo 
servidor público, em decorrência de errônea ou inadequada interpretação da lei por parte da 
Administração Pública.
Súmula 249 do TCU: É dispensada a reposição de importâncias indevidamente percebi-
das, de boa-fé, por servidores ativos e inativos, e pensionistas, em virtude de erro escusável 
deinterpretação de lei por parte do órgão/entidade, ou por parte de autoridade legalmente 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
investida em função de orientação e supervisão, à vista da presunção de legalidade do ato 
administrativo e do caráter alimentar das parcelas salariais.
TEMA 531 STJ: Quando a Administração Pública interpreta erroneamente uma lei, 
resultando em pagamento indevido ao servidor, cria-se uma falsa expectativa de que os valo-
res recebidos são legais e definitivos, impedindo, assim, que ocorra desconto dos mesmos, 
ante a boa-fé do servidor público.
TEMA 1009: Os pagamentos indevidos aos servidores públicos decorrentes de erro 
administrativo (operacional ou de cálculo), não embasado em interpretação errônea ou equi-
vocada da lei pela Administração, estão sujeitos à devolução, ressalvadas as hipóteses 
em que o servidor, diante do caso concreto, comprovar sua boa-fé objetiva, sobretudo com 
demonstração de que não lhe era possível constatar o pagamento indevido.
Obs.: � Erro Operacional que Resulta Pagamento Indevido
 � Exemplo: um órgão definiu que o funcionário que possuísse mestrado teria direito a 
receber um adicional de mil reais (R$ 1.000,00). Contudo, um funcionário que não 
tinha mestrado recebeu o referido adicional.
 � Esse exemplo retrata um erro operacional cometido pelo sistema ou por alguém. O 
funcionário em questão deveria devolver o adicional indevidamente recebido e comu-
nicar à Administração que, de maneira equivocada, estavam lhe pagando um adicio-
nal do qual ele não tinha direito.
ATENÇÃO
Quando se tratar de interpretação de lei diante de um erro justificável, não há que se falar 
em devolução. Quando se tratar de um erro administrativo, de um erro de cálculo ou de 
um erro operacional que resultar em pagamento indevido, deverá ser feita a devolução do 
valor, salvo se a pessoa demonstrar pela sua boa-fé que não era possível constatar o pa-
gamento indevido em razão do erro operacional.
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
5.1 Teoria do Fato Consumado
Uma decisão em caráter liminar não foi, posteriormente, confirmada na decisão de mérito. 
Se tiver decorrido muito tempo entre a liminar e a decisão de mérito final, mesmo que a deci-
são de mérito final do processo judicial seja diferente da liminar, o servidor não deverá sair 
do cargo. 
Exemplo: uma pessoa prestou um concurso e foi reprovada no exame psicotécnico. 
Diante do fracasso, o candidato entrou com uma ação judicial. O juiz concedeu uma liminar 
(análise superficial), entendendo que houve uma ilegalidade e, portanto, o candidato poderia 
permanecer no concurso. Posteriormente, o candidato passou nos demais testes e conquis-
tou o cargo de policial.
Após 15 anos da liminar que autorizou o candidato a permanecer no concurso, o juiz 
julgou o mérito da questão. A decisão de mérito final entendeu que a liminar não deveria ter 
sido concedida. Porém, em razão da Teoria do fato consumado, a pessoa terá o seu cargo 
mantido, uma vez que passou um tempo razoável entre a liminar e a decisão de mérito final.
ATENÇÃO
Atualmente, como regra geral, por decisão do Supremo Tribunal Federal, não se aplica 
mais a Teoria do fato consumado. Assim, quem é admitido em concurso público por meio 
de liminar, sabe que, quando for julgado o mérito final, caso a decisão seja diferente da 
liminar, perderá o seu cargo.
STF – NÃO APLICAÇÃO – STF. Plenário. RE 608482/RN, Rel. Min. Teori Zavascki, jul-
gado em 7.8.2014 (repercussão geral).
Em casos excepcionais admite:
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. 
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGO DE POLICIAL RODOVIÁRIO 
FEDERAL. EXIGÊNCIA DE APROVAÇÃO EM EXAME DE MOTORISMO. POSSE NO 
CARGO CONCEDIDA POR LIMINAR EM 1999. DECURSO DE MAIS DE 20 ANOS DESDE 
A CONCESSÃO DA LIMINAR. DISTINGUISHING. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 
DO SERVIDOR CONHECIDO PARA DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DO 
PARTICULAR.
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1. A Vice-presidência desta Corte entendeu que o entendimento firmado por esta Corte, 
em princípio, destoa da manifestação exarada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento 
do RE-RG 608.482, cuja tese firmada em repercussão geral consagra que “não é compatível 
com o regime constitucional de acesso aos cargos públicos a manutenção no cargo, sob fun-
damento de fato consumado, de candidato não aprovado que nele tomou posse em decor-
rência de execução provisória de medida liminar ou outro provimento judicial de natureza 
precária, supervenientemente revogado ou modificado” (Tema 476/STF). Por este motivo, 
encaminhou os autos para eventual juízo de retratação. A despeito do douto entendimento da 
Vice-Presidente, entendo que a esta Turma não divergiu do Tema 476/STF.
2. De fato, a Primeira Turma, seguindo a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Fede-
ral em repercussão geral (RE 608.482/RN, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 30.10.2014), 
entendia inaplicável a Teoria do Fato Consumado aos concurso público, não sendo possível 
o aproveitamento do tempo de serviço prestado por força de decisão judicial pelo militar tem-
porário, para efeito de estabilidade.
3. Contudo, a Primeira Turma passou a entender que existem situações excepcionais, 
como a dos autos, nas quais a solução padronizada ocasionaria mais danos sociais do que 
a manutenção da situação consolidada, impondo-se o distinguishing, e possibilitando a con-
tagem do tempo de serviço prestado por força de decisão liminar para efeito de estabilidade, 
em necessária flexibilização da regra (REsp. 1.673.591/RS, Rel. Min. REGINA HELENA 
COSTA, DJe 20.8.2018); caso dos autos, em que a liminar que deu posse ao recorrente no 
cargo de Policial Rodoviário Federal foi deferida em 1999 e desde então o recorrente está no 
cargo, ou seja, há 20 anos.
4. Agravo conhecido para dar provimento ao Recurso Especial do Servidor a fim de asse-
gurar sua manutenção definitiva no cargo de Policial Rodoviário Federal.
(AREsp 883.574/MS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, 
julgado em 20/02/2020, DJe 05/03/2020).
APOSENTADORIA E FATO CONSUMADO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. 
POSSE E EXERCÍCIO DETERMINADOS POR DE DECISÕES PRECÁRIAS. CONCES-
SÃO DE APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INADEQUAÇÃO DO TEMA 476 FIXADO NO 
RE 608.482. (REL. MIN. TEORI ZAVASCKI). 1. Em regra, não produzem fato consumado 
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a posse e o exercício em cargo público decorrentes de decisão judicial tomada à base de 
cognição não exauriente. 2. A marca da excepcionalidade se faz presente no caso concreto, 
autorizando a distinção (distinguish) quanto ao leading case do Tema 476, devendo, unica-
mente por essa razão, ser mantido o aresto recorrido proferido pelo Superior Tribunal de 
Justiça. 3. Agravo interno a que se dá provimento. (RE 740029 AgR, Relator(a): Min. ALE-
XANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 14/08/2018, ACÓRDÃO ELETRÔNICO 
DJe-210 DIVULG 01/10/2018 PUBLIC 02/10/2018). 
GABARITO
1. b
20m
���������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula

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