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.*Artrose de joelho*
● Definição: A artrose do joelho é resultado de um processo degenerativo causado pelo
desgaste na cartilagem da articulação, situação fisiológica associada ao aumento da idade
ou ao excesso de peso. Com repercussões funcionais e redução da mobilidade. A
degeneração articular contribui para a ocorrência de lesões na medula óssea e para o
desenvolvimento de sinovite, fatores que favorecem a instalação de dor, verificada
principalmente durante o movimento da articulação.
Não é uma doença degenerativa, pois ocorre devido ao aumento do metabolismo celular articular
em resposta a uma agressão à cartilagem. Nessa doença, há um desequilíbrio no processo de
degradação e reparação da cartilagem. A sinóvia apresenta leve inflamação e a degradação da
cartilagem evolui com consequente remodelação do osso subcondral. Os fatores relacionados à
insuficiência cartilaginosa são: • mecânicos; • genéticos; • hormonais; • ósseos; • metabólicos. Em
relação à obesidade, existem dois fatores responsáveis pelo dano articular: • sobrecarga mecânica; •
produção de mediadores inflamatórios no tecido adiposo.
● Diagnóstico: Dor localizada mais acentuada em alguns pontos da articulação. Dor que piora
ao movimento. Ausência de sinais sistêmicos inflamatórios. Rigidez pós-repouso é incomum,
quando ocorre dura menos de 30 minutos. Dor na fossa poplítea nos joelhos após algum
tempo sentado. Limitações ao movimento passivo da articulação, instabilidades articulares
decorrentes de fragilidade de ligamentos e/ou músculos, calor local, crepitações, (nódulos de
Bouchard), deformidades como aumento de volume articular, varismo
No RX apresenta esclerose subcondral, diminuição do espaço intra-articular e presença de
osteófitos. Pelos processos de desgaste da cartilagem e de erosão óssea, o paciente tende a evoluir
para um varismo de joelho.
● Tratamento médico: analgésicos; • AINH; • antiartrósicos de ação lenta; • medicação
intra-articular (corticosteroides e ácido hialurônico).
Irrigação salina (tidal irrigation ou irrigação percutânea) - Desbridamento artroscópico -
Osteotomia tibial (varo) ou femoral (valgo) - Artroplastia total - Artrodese (excepcionalmente)
● Conduta FT: Os objetivos incluem alívio sintomático e melhora da mobilidade. Redução de
peso corporal e do excesso de carga articular, atividade física e fisioterapia são a primeira
linha de abordagem. A fisioterapia inclui o uso da eletrotermofototerapia e cinesioterapia com
exercícios para ganho de mobilidade, força muscular e estabilidade articular.
Instruções sobre as atividades da vida diária: - Evitar carregar objetos pesados - Não caminhar em
superfícies irregulares - Evitar subir e descer escadas com frequência - Evitar atividades com longa
permanência em pé - Evitar agachar-se e ajoelhar-se com frequência - Fazer uso contralateral de
bengala nas OA unilaterais - Utilizar muleta ou andador nas OA bilaterais - Adotar emagrecimento
(preventivo nos pacientes predispostos, joelho varo ou valgo, e obrigatório nos casos já instalados) -
Fazer exercícios (principalmente isométricos para os quadríceps) - Evitar evolução para joelhos em
flexão - Usar órteses nos casos de joelhos instáveis - Aplicar gelo, não calor, se houver sinovite - No
tratamento, utilizar correntes elétricas analgésicas, por exemplo, Tens
O questionário de avaliação Womac é utilizado para quadril e joelho e pode servir como ferramenta
para acompanhar a evolução do tratamento no que diz respeito a dor, função e rigidez articular.
*Fibromialgia*
● Definição: síndrome de dor difusa musculoesquelética. Insônia/Fadiga/Distúrbios
psiquiátricos/Distúrbios disfuncionais variados
(dor em queimação; sensação de peso; “exaustão”; dor no esqueleto axial e nas cinturas; dor
articular difusa; rigidez articular matinal por 15 min; sensação de edema articular e de parestesia;
cefaleia; zumbido e tontura; depressão; ansiedade; dificuldade de concentração; irritabilidade;
alterações do hábito intestinal; queixa de fraqueza muscular sem alteração da força).
Por sua variedade de sintomas e manifestações, pode assemelhar-se a uma variedade de
patologias. Por isso, a avaliação médica sempre deve incluir o diagnóstico diferencial com outras
condições, tais como: • artrite reumatoide; • lúpus eritematoso sistêmico; • síndrome de Sjögren; •
espondiloartrites; • polimialgia reumática; • tendinites e tenossinovites.
● Diagnóstico: Critérios de classificação da fibromialgia propostos pelo American College of
Rheumatology em 2016*. Um paciente satisfará os critérios modificados em 2016 se
preencher três das quatro proposições a seguir:
— Índice de dor generalizada (WPI) ≥ 7 e escore de intensidade de sintomas (SSS) ≥ 9
— Dor generalizada, ou seja, em pelo menos quatro de cinco localizações. Dores na mandíbula,
torácica e abdominal não estão incluídas nessa definição
— Sintomas devem estar presentes por, pelo menos, 3 meses
— O diagnóstico de fibromialgia é válido a despeito de outras doenças associadas, inclusive outras
enfermidades reumáticas
Índice de dor generalizada (WPI): observar o número de regiões onde o paciente apresentou dor na
última semana. A dor foi em quantas áreas? Escore variará de 0 a 19.
Região 1 – superior esquerda
- mandíbula esquerda* - ombro esquerdo - braço esquerdo - antebraço esquerdo
Região 2 – superior direita
- mandíbula direita* - ombro direito - braço direito - antebraço direito
Região 3 – inferior esquerda
- quadril (nádega, trocanter), esquerdo - coxa esquerda - perna esquerda
Região 4 – inferior direita
- quadril (nádega, trocanter) direito - coxa direita - perna direita
Região 5 – axial
- pescoço - coluna dorsal - coluna lombar - tórax* - abdome*
Escala de gravidade dos sintomas (SSS)
— Fadiga
— Sono não restaurador
— Sintomas cognitivos
Marque a intensidade dos sintomas, conforme você se sentiu nos últimos 7 dias, usando a seguinte
escala: 0 = nenhum sintoma; 1 = sintomas leves a moderados, geralmente intermitentes; 2 =
sintomas moderados, geralmente presentes; 3 = sintomas graves, persistentes, com prejuízo de
atividades de vida diária.
O SSS é a soma do escore de gravidade dos três sintomas anteriores (variação de 0 a 9) mais a
soma (variação de 0 a 3) da presença ou ausência dos seguintes sintomas: cefaleia (0 ou 1), dor ou
cãibras no abdome (0 ou 1), sintomas de depressão (0 ou 1). Esses três últimos sintomas deverão ter
acontecido nos últimos 6 meses. O escore final de gravidade (SSS) variará de 0 a 12.
Resultado
O índice de gravidade da fibromialgia seria a soma do WPI e da SSS. Quanto mais grave a doença,
maior a soma desses dois índices.
● Tratamento médico: analgésicos; anti-inflamatórios não hormonais; ciclobenzaprina
(miorrelaxante). Os antidepressivos têm sido recomendados, uma vez que
neurotransmissores relacionados à depressão também modulam a dor. O uso desse tipo de
medicamento tende a ter efeito benéfico quando se busca analgesia.
Outros profissionais: Psicoterapia; Enfrentamento da dor, através da religiosidade e
espiritualidade; Educação em dor.
● Conduta FT:
- Massagem (a maioria dos estilos de massagem terapêutica melhora a qualidade de vida dos
pacientes com fibromialgia, por isso podemos utilizar drenagem linfática manual e shiatsu).
- Exercícios aeróbicos de baixa intensidade (caminhada, dança, natação e hidroginástica). Estimular
a liberação de endorfinas e proporcionar sensação de bem-estar.
- Laser de baixa intensidade (é seguro e tolerado; nos quadros de fibromialgia esse recurso tem-se
mostrado eficaz na redução dos níveis de dor e diminuição da fadiga, principalmente quando
associado à prática de exercícios).
- Exercícios de fortalecimento. As intervenções relacionadas ao exercício físico têm sido
recomendadas como um dos principais componentes no tratamento da fibromialgia.
- Hidroterapia, que combina as propriedades físicas da água com os benefícios do exercício e é
eficaz na melhora dos sintomas da dor. É recomendada com o objetivo de melhorar a fadiga e a
qualidade de vida.
Para auxiliar o processo de evolução do paciente,podem ser utilizados instrumentos de avaliação,
como o Questionário de Impacto da Fibromialgia (QIF) e o Índice de Qualidade de Sono de
Pittsburgh, por exemplo.
*Entorse de tornozelo*
● Definição: movimento violento, com estiramento ou ruptura de ligamentos que geralmente
envolve lesão dos ligamentos laterais. A estabilidade lateral do tornozelo é realizada pelos
ligamentos talofibular anterior, posterior e talocalcâneo, associados ao terço distal da fíbula.
As entorses laterais ou por inversão do tornozelo ocorrem quando ele está em flexão plantar
e inversão do pé, durante a aplicação ou supressão de carga, numa intensidade além do
normal que acontece geralmente ao pisar em terreno irregular ou degrau. Esse movimento
proporciona uma lesão inicial do ligamento talofibular anterior e pode progredir para uma
lesão do ligamento calcâneo-fibular, com o aumento da energia do trauma. A lesão do
ligamento talofibular posterior é rara, ocorrendo apenas em luxação e fratura do tornozelo.
Cerca de 90% das entorses do tornozelo são laterais, enquanto 10% são mediais. Fatores que
predispõem a entorses por inversão do pé: maléolo medial mais alto; complexo ligamentar medial
mais forte e músculos mediais mais fortes. E fatores da flexão plantar: inclinação do tálus maior em
flexão plantar e músculos flexores plantares mais fortes.
● Diagnóstico: A classificação de entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área
afetada e divide a lesão em três tipos: • grau I: estiramento ligamentar sem instabilidade; •
grau II: lesão ligamentar parcial com instabilidade moderada; • grau III: lesão ligamentar total
com visível instabilidade (implica imobilização durante 6 a 8 semanas ou reparo cirúrgico do
ligamento ou fratura associada, se houver)
O quadro clínico é de dor, edema localizado na região anterolateral do tornozelo, sensibilidade em
torno do maléolo lateral; a equimose é mais evidente após 48 horas e dificuldade para deambular.
Quanto mais grave a lesão, mais evidentes são os sinais e os sintomas. A associação desses
sintomas com o teste da gaveta anterior positivo permite caracterizar uma lesão grau 3 em 96% dos
casos.
As radiografias são exames complementares para descartar a suspeita de fraturas associadas. A
ressonância magnética pode ser indicada com o objetivo de investigá-las, como lesão osteocondral,
do impacto anterolateral e identificar lesões ligamentares crônicas.
● Tratamento médico: O uso de anti-inflamatórios não hormonais auxilia na diminuição de dor e
edema, com melhora precoce da função articular.
● Conduta FT: na fase aguda, o objetivo do tratamento da lesão ligamentar é: o retorno às
atividades diárias (esporte/trabalho), com remissão da dor, edema e inexistência de
instabilidade articular. aplicação da técnica Price: elevação do membro afetado, repouso por
três dias, aplicação local de gelo, compressão e proteção articular com imobilizador ou tala
gessada. Nas lesões leves, o tratamento é sintomático, com manutenção da imobilização até
a melhora dos sintomas, entre uma e 2 semanas. Já nas lesões completas, a proteção
articular com imobilizadores ou órteses semirrígidas possibilita retorno mais rápido às
atividades físicas e laborativas. Pode ser necessária a utilização de bengala ou muletas.
Alguns pacientes podem permanecer com dor ou instabilidade após 6 meses do tratamento da
lesão ligamentar aguda. As possíveis lesões associadas geralmente são: instabilidade crônica, lesão
osteocondral, impacto com processo inflamatório tibiofibular distal e impacto anterior com exostose
(crescimento ósseo benigno). Cerca de 20% das entorses de tornozelo podem evoluir com algum tipo
de instabilidade após 6 meses da lesão inicial, acompanhada ou não de frouxidão ligamentar. A
instabilidade funcional tem como causa a falha na propriocepção, e os pacientes são tratados
principalmente com um programa intensivo de fortalecimento muscular dos músculos eversores e
dorsiflexores. Os pacientes com instabilidade sintomática persistente podem ser submetidos à
correção cirúrgica.
As entorses por eversão ou mediais do tornozelo são menos frequentes (5% a 10%) e a lesão do
ligamento deltoide é rara, pois ele é mais forte e mais compacto. Pode estar associada ainda à
fratura do maléolo lateral, lesão do ligamento tibiofibular inferior e lesão da sindesmose tibiofibular. O
diagnóstico é realizado com base no exame físico, o exame de radiografia elimina a possibilidade de
fraturas associadas. Se houver suspeita de ruptura poderá ser obtida uma radiografia com estresse
de inclinação invertida do tálus, para que seja confirmada se há instabilidade significativa. O
paciente apresentará uma lesão em valgo e pronação do pé, sensibilidade e equimose em torno do
maléolo medial.
*AVC*
● Definição: é possível observar alguns fatores etiológicos para o AVCI: • trombose (grandes,
médias e pequenas artérias); • embolia (cardíaca ou arterial); • hipotensão arterial grave; •
redução do fluxo sanguíneo devido à estenose ou à oclusão arterial; fibrilação atrial; •
aterosclerose de grandes artérias.
Um aneurisma é uma dilatação vascular que geralmente possui forma sacular. Na região do vaso em
que ele se encontra, as paredes são mais delgadas, o que favorece o sangramento ou até mesmo
sua ruptura. Os aneurismas arteriais intracranianos podem ocorrer em qualquer artéria, apesar de
haver preferência nas regiões de bifurcações arteriais e, em especial, da circulação anterior do
cérebro
AVCH - a hemorragia intracerebral espontânea geralmente está relacionada à ruptura de um
vaso intracraniano que resulta no extravasamento de sangue para o tecido cerebral. Na
hemorragia intraparenquimatosa (HIP), a localização do foco hemorrágico está no
parênquima encefálico e resulta do sangramento de uma artéria profunda do encéfalo.
alguns fatores etiológicos associados à hemorragia intraparenquimatosa (HIP): • hipertensão
arterial; • angiopatia amiloide; • malformações vasculares (aneurismas, malformações
arteriovenosas, angiomas cavernosos); • anticoagulantes fibrinolíticos; • fármacos
simpatomiméticos (fenilpropanolamina, isometépteno, anfetaminas, cocaína, crack).
As manifestações clínicas do AVCH são caracterizadas, em grande parte, pelos efeitos súbitos do
aumento da pressão intracraniana (HIC), que incluem cefaleia, vômitos e alteração do nível de
consciência, além dos sinais focais associados à área de lesão.
Já a hemorragia subaracnoide (HSA) é resultado do sangramento de uma artéria situada no
espaço subaracnóideo, podendo ser de natureza espontânea ou traumática.
Como sintomas da HSA, são frequentes intensa cefaleia súbita associada a dor cervical e nucal,
além de vômitos, fotofobia e perda do nível de consciência. A TC de crânio é a imagem eletiva que
evidenciará presença de sangue no espaço subaracnoide nas primeiras horas após o início dos
sintomas. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) pode auxiliar o diagnóstico quando a TC não
for conclusiva. Comprometimento do nível de consciência, idade avançada e grande volume de
sangue na TC são fatores que não favorecem uma evolução positiva para esse tipo de acidente
vascular cerebral. Embora as diferentes condições clínicas envolvidas no acidente vascular cerebral
possam contribuir para o óbito do paciente, a maioria sobrevive, mas com limitações motoras,
sensoriais, cognitivas e até psíquicas que, com frequência, limitam sua independência funcional.
● Diagnóstico: Os sinais e sintomas clínicos dependerão diretamente da extensão da lesão e
da artéria comprometida. Conforme caracterização clínica do AVC, a instalação dos sinais
clínicos é súbita e são comuns a hemiparesia, hemi-hipoestesia, afasia, ataxia, diplopia e
hemianopsia. A cefaleia pode estar presente, porém é mais frequente no AVCH.
A avaliação não substitui a necessidade dos exames como a tomografia computadorizada (TC) de
crânio e pescoço e a ressonância magnética, que confirmarão o acidente vascular cerebral. Todavia,
é importante ressaltar que a imagem da TC durante as primeiras horas após um processoisquêmico
não mostrará alterações, ou, se houver, serão sutis, como apagamento de sulcos corticais ou perda
da diferenciação entre as substâncias branca e cinzenta. A principal alteração na TC será uma
hipoatenuação na área encefálica com infarto, que será observável, geralmente, após 24 horas do
evento vascular
O principal exame de imagem para a confirmação da HIP é a tomografia computadorizada, em que
pode ser evidenciada a extensão da hemorragia e a ocorrência da hidrocefalia.
Com relação à RM, não há grandes diferenças na imagem quando comparada à TC. Vale lembrar
que enquanto a lesão isquêmica é hipoatenuante na TC, o sangue, por conter elevada densidade,
semelhante ao osso, se apresentará como uma “mancha” branca, hiperatenuante
De maneira geral, os sintomas frequentes sugestivos de um acidente vascular cerebral são:
• cefaleia e convulsões;• perda de força muscular em um dos hemicorpos;• alteração do nível de
consciência, principalmente nos quadros hemorrágicos;• comprometimento da fala e de outras
funções cognitivas;• ausência de coordenação motora e equilíbrio;• perda ou alteração na marcha.
Dessa forma, os principais comprometimentos do paciente pós-AVC são: • déficits somatossensoriais
e perceptuais;• deficiências visuais;• carências motores;• alteração do tônus muscular;• distúrbios de
linguagem e de deglutição;• disfunção cognitiva e comportamental.
O comprometimento motor decorrente do AVC é a hemiplegia ou hemiparesia.
● Tratamento médico:
● Conduta FT:
Fase aguda ou flácida é aquela que ocorre imediatamente após o acidente vascular cerebral. Esse
período pode durar horas, dias ou no máximo semanas. As manifestações clínicas primárias nessa
fase são:• flacidez ou hipotonia muscular;• plegia;• anestesia ou hipoestesia superficial e profunda;•
arreflexia tendínea;• ausência dos ajustes posturais e reações de equilíbrio, caracterizando ausência
no controle de tronco.
As manifestações clínicas secundárias da fase flácida são:• complicações vasculares, como
trombose venosa profunda;• complicações respiratórias;• complicações relacionadas à articulação do
ombro, como subluxação. Entre as complicações vasculares, a ocorrência de trombose venosa
profunda
Principais objetivos do tratamento fisioterapêutico na fase aguda do AVC:• Estimular a normalização
do tônus muscular (aumentar), visando à aquisição do seu controle.• Estimular o retorno do
movimento voluntário no lado hemiplégico.• Estimular a aquisição de ajustes posturais e reações de
equilíbrio, sobretudo com ênfase no controle do tronco.• Estimular o retorno da sensibilidade
superficial e profunda no lado hemiplégico.• Estimular a realização independente das trocas posturais
e transferências.• Evitar o desenvolvimento de complicações de natureza vascular e respiratória.•
Evitar a instalação da subluxação de ombro.• Manter a amplitude de movimento das articulações.
• Exercícios de mobilização passiva e ativa-assistida dos membros superior e inferior do lado plégico,
que podem ser combinados à estimulação sensorial (tátil, pressão e proprioceptiva).• Estimulação
sensorial superficial e profunda que podem ser realizadas com objetos e utensílios de textura
diferentes.• Utilização de estímulos proprioceptivos (aproximação articular passiva, descarga de peso
sobre as superfícies articulares) e reflexo de estiramento combinados à mobilização passiva para
facilitar a resposta muscular voluntária dos músculos plégicos.• Facilitação da realização das trocas
posturais, orientando o paciente a recrutar o auxílio do
hemicorpo não acometido.• Realização de desequilíbrios nas regiões de tronco superior e inferior
para recrutar os ajustes posturais e controle do tronco nas posturas como sedestação, decúbito
lateral.
Fase de transição: De maneira geral, são os mesmos delineados para a fase aguda, com a diferença
de que nesse período, o paciente evolui para o aumento do tônus muscular, e nesse contexto, nosso
objetivo é atingir o controle do tônus, que possibilitará a realização de movimentos voluntários
coordenados e mais controle do equilíbrio diante das trocas posturais, transferências e atividades de
vida diária. Agora, além de estimular o movimento voluntário dos músculos plégicos, exercícios para
ganho de força muscular nos músculos espásticos e antagonistas aos espásticos devem ser
realizados. Além disso, à medida que o paciente adquire maior controle no tronco, será muito
importante o incentivo e o treino para a aquisição de posturas mais altas, como a sedestação e a
bipedestação, afora a própria aquisição da marcha.
Fase crônica (espástica): Espasticidade de músculos antigravitacionais, até mesmo deformidades.
Os reflexos tendíneos estão exaltados ou com hiper-reflexia, dependendo do grau da espasticidade.
Sinais de liberação piramidal como clônus muscular e sinal de Babinski podem estar presentes. Com
relação à motricidade, o paciente poderá evoluir para paresia e padrões alterados de recrutamento
muscular que favorecem fraqueza muscular.
• Presença de hipertonia espástica ou elástica.• Aumento dos reflexos tendíneos (exaltados ou com
hiper-reflexia).• Plegia ou paresia.• Diminuição ou retorno da sensibilidade superficial e profunda.•
Sinais de liberação piramidal clônus muscular e sinal de Babinski.• Ajustes posturais e reações de
equilíbrio deficitários.• Fraqueza muscular dos músculos espásticos e seus antagonistas.• Padrões
sinérgicos anormais dos membros no hemicorpo acometido.• Encurtamentos musculares e
deformidades articulares.
Diante desse quadro clínico geral, os principais objetivos de tratamento fisioterapêutico são:
• normalizar o tônus muscular (diminuir);• estimular a aquisição de motricidade voluntária;• ganhar
força muscular nos músculos paréticos e antagonistas aos espásticos;• estimular os ajustes posturais
e reações de equilíbrio, em especial no controle de tronco;• melhorar o equilíbrio nas posturas altas e
em especial durante a marcha;• minimizar os encurtamentos musculares e prevenir as deformidades
articulares;• incentivar a independência para a realização de atividades de vida diária.
Para a obtenção dos objetivos de tratamento nessa fase, o fisioterapeuta, além da cinesioterapia
clássica, poderá utilizar outros recursos, como eletroterapia, termoterapia e hidroterapia, em adição a
outros métodos como terapia do espelho, realidade virtual e até equoterapia.
Outra forma de obtenção dos objetivos terapêuticos através da cinesioterapia, é a utilização das
posturas neuroevolutivas e trocas posturais. Ao solicitar que o paciente adote e se mantenha em
posturas como decúbito lateral, quadrupedia, sedestação, ajoelhado, bipedestação e até durante a
realização da marcha, é possível melhorar o grau de alongamento, de força e ativação dos ajustes
posturais nos grupos musculares do lado hemiplégico.
*PC*
● Definição:
● Diagnóstico:
Na diplegia, o comprometimento motor está presente nos quatro membros, porém os membros
inferiores são mais afetados e o comprometimento dos membros superiores é mais leve e distal, se
encontrando na região de punho e dedos. Esse quadro é observado em crianças com diagnóstico
clínico de paralisia cerebral. A marcha em tesoura é caracterizada pela presença de passos curtos e
cruzamento alternado dos joelhos devido à espasticidade dos membros inferiores por causa do
comprometimento do sistema nervoso central, como na criança com paralisia cerebral do tipo
diplégica (síndrome de Little).
● Tratamento médico:
● Conduta FT:
Método Rood: De maneira geral, através de estímulos cutâneos, procura-se aumentar o grau de
sensibilidade dos receptores fusos musculares e demais proprioceptores para facilitar a contração
voluntária do músculo. A estimulação cutânea pode ser oferecida através de escovação rápida
(tapping), crioterapia, alongamento lento e rápido, além de massagem lenta.
*Parkinson*
● Definição:
Síndrome parkinsoniana
Esse termo é equivalente a parkinsonismo, e corresponde a várias situações clínicas com diferentes
etiologias, sendo a forma mais comum a doença de Parkinson (DP).A DP é um distúrbio neurológico
progressivo, causada principalmente pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos da pars
compacta da substância negra. Seu início é lento e muitas vezes são os familiares que percebem
seus distúrbios motores, que são sutis e consequentes da redução de dopamina no estriado
● Diagnóstico:
Classicamente o quadro clínico da DP é caracterizado pela tétrade composta de acinesia, tremor de
repouso, hipertonia plástica (rigidez) e instabilidade postural. além da manifestação motora, a DP
pode apresentar distúrbios
do sistema nervoso autônomo, alterações do sono, de memória e depressão. Do ponto de vista
social, as pessoas associam a DP ao sintoma do tremor, porém estudos mostram que é a somação
da acinesia com a rigidez que responde pelas limitações funcionais que a doença acarretará à vida
do portador.
acinesia pode ser definida como uma pobreza de movimentos e lentidão para iniciar e executar
atos motores voluntários e automáticos. Esse distúrbio é observado principalmente na dificuldade
progressiva de realização das trocas posturais, das atividades de vida diária e durante a marcha.O
sintoma da acinesia pode ser observado durante a incapacidade de sustentar movimentos
repetitivos, dificuldade de realizar atos motores simultâneos, além de facilitar o desenvolvimento de
uma fatigabilidade anormal
o termo bradicinesia ou oligocinesia refere-se mais especificamente à lentidão na execução de
movimentos. A hipocinesia está associada à pobreza de movimentos observada pela diminuição da
expressão facial (hipomimia), da expressão gestual corporal, incluindo a mobilidade de tronco e
dissociação de membros durante a marcha, da deglutição automática da saliva, o que ocasionará o
seu acúmulo, e a perda pela comissura labial (sialorreia).
Outra alteração relacionada à acinesia e muito observada durante a realização da marcha é a
aceleração involuntária na execução de movimentos automáticos, também conhecida como
festinação.
A acinesia também pode ser súbita, sendo denominada congelamento ou freezing, ou seja, uma
perda abrupta da capacidade de iniciar ou sustentar uma atividade motora específica, mantendo-se
as demais inalteradas. É comum durante a realização da marcha, em que o paciente pode
apresentar hesitação para iniciar ou determinar uma frenação súbita dos membros inferiores, o que
favorecerá a ocorrência de quedas.
Nas lesões extrapiramidais, como na doença de Parkinson, os movimentos involuntários, como
atetose, distonia e tremor, tornam a fala lenta, de baixo volume e monótona.
A hipertonia ainda pode ser do tipo plástica ou rigidez. Trata-se de uma condição específica de tônus
presente em pacientes portadores de doença de Parkinson. Nessa forma de hipertonia, o aumento
da resistência durante o alongamento passivo do músculo é intermitente e independe da velocidade
do alongamento, sendo que esse comportamento lembra o movimento de uma roda de engrenagem.
Por tal motivo, esse sinal é conhecido como roda denteada.
A anosmia é um tipo de disfunção de olfato. Importante apontar que alterações de olfato podem ser
um dos primeiros sintomas de doenças como Parkinson e demência de Alzheimer.
O padrão de marcha nos portadores de doença de Parkinson é característica e nomeada festinante.
Ele é caracterizado pelos passos curtos, atitude em bloco e anteriorização de tronco e cabeça. Em
alguns momentos pode ocorrer a aceleração involuntária, denominada festinação. Ainda ocorre
hesitação para iniciar os passos ou mudar de direção. Todas essas alterações na marcha
parkinsoniana são explicadas pelos sintomas clássicos da doença, como rigidez muscular,
bradicinesia e perda dos
movimentos associados.
● Tratamento médico:
● Conduta FT:
A fisioterapia, de maneira geral, procura maximizar a qualidade do movimento, a independência
funcional e a forma física geral, e minimizar complicações secundárias.
Embora os objetivos específicos do tratamento fisioterapêutico dependerão de cada paciente e do
estágio da doença, é possível delinear objetivos gerais que incluam capacidade física, transferências,
atividades manuais, equilíbrio e marcha e função respiratória.
O quadro a seguir descreve, de maneira geral, a abordagem fisioterapêutica para os pacientes com
DP, de acordo com seu respectivo estadiamento clínico, segundo a escala de Hoehn e Yahr.
Quadro 36 – Abordagem fisioterapêutica na DP de acordo com a HY
1
Dar apoio ao autocuidado
Prevenir a inatividade
Melhorar a capacidade física
Reduzir a dor e o medo de cair
Retardar o início de limitações de atividades
2-4 Manter ou melhorar transferências, equilíbrio, atividades manuais e marcha
5
Manter função respiratória e sinais vitais
Prevenir úlceras de pressão e contraturas
Dar apoio a cuidadores
A capacidade física engloba a capacidade dos sistemas neuromuscular e cardiorrespiratório e se
expressa por tolerância ao exercício, mobilidade articular, tônus muscular. Para a realização de
atividades de vida diária, são necessárias força e resistência muscular, coordenação e amplitude de
movimento. O paciente com DP, principalmente devido a bradicinesia e rigidez muscular, tende a
evoluir com redução
global de sua capacidade física.
A fisioterapia respiratória para os pacientes com DP deve ser focada em exercícios para
fortalecimento da musculatura inspiratória que podem ser recrutados durante os exercícios para a
mobilidade do tronco. Além disso, o fortalecimento da musculatura abdominal colabora com a
manutenção dos mecanismos de tosse eficaz.
Baseado no conhecimento sobre a função dos gânglios da base no controle motor, a evolução da DP
promove a redução dos movimentos voluntários automáticos. No nosso dia a dia, as atividades
motoras automáticas estão presentes exatamente nos movimentos funcionais, como transferências
(ao se levantar e sentar na cadeira), deitar-se e levantar da cama, virar na cama e atividades
manuais (eficiência, velocidade e destreza dos movimentos finos). Isso implica dizer que são nas
atividades de vida diária que o paciente com DP perde sua independência.
Com relação às condutas fisioterapêuticas que auxiliam na obtenção dos objetivos de tratamento, a
cinesioterapia convencional é citada, em que os exercícios ativos do paciente devem ser
direcionados para alongamento e ganho de força muscular, para marcha, equilíbrio, transferências ou
capacidade física.
A ação do fisioterapeuta deve também estar voltada para a prevenção das complicações
respiratórias e musculoesqueléticas associadas com a progressão da doença.
A abordagem fisioterapêutica ao parkinsoniano deve ser individual, mas as atividades em grupo, sob
supervisão do fisioterapeuta, contribuem com vários aspectos no programa de reabilitação, incluindo
a melhora motora, social e psicológica do paciente.
A fisioterapia individual colabora, de acordo com o estadiamento da doença, para a obtenção
das necessidades específicas de cada paciente. É composta de exercícios ativos visando à
mobilidade funcional (em especial o tronco), às transferências e ao treino da marcha em diferentes
situações (piso
liso e plano, sobre colchonetes de espuma, alternância de velocidade e utilização de obstáculos).
Exercícios globais de alongamento e fortalecimento muscular devem ser solicitados, sendo de
preferência associados às atividades funcionais. Devido à redução da velocidade e da amplitude de
movimento (ADM), os exercícios solicitados ao paciente precisam combinar elevada velocidade e
ADM, somados ao feedback do fisioterapeuta.
Usa também realidade virtual, pistas visuais e auditivas, e realização de dupla tarefa.
*Testes Ortopédicos*
Definição:
Diagnóstico:
Tratamento médico:
Conduta FT:
*Técnicas de Avaliação respiratória*
Definição:
Diagnóstico:
Tratamento médico:
Conduta FT:
*Ruptura ligamentar*
Definição:
Diagnóstico:
Tratamento médico:
Conduta FT:
*Escoliose*
Definição:
Diagnóstico:
Tratamento médico:
Conduta FT:

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