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Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica Benchmarking: Dispensador Automatizado de Medicamentos GUTERRES, Fabricio, fabricio.guterres@ufrgs.br, UFRGS, Porto alegre, Brasil; OHLWEILER, Manuela, manuela.ohlweiler.souza@gmail.com, UFRGS, Porto alegre, Brasil; BELIBIO, Ricardo, ricardobelibio@gmail.com, UFRGS, Porto alegre, Brasil; HEDLER, Rafael, E-mail,Porto alegre, Brasil. RESUMO Este trabalho apresenta a aplicação do processo de benchmarking no desenvolvimento de um dispensador automatizado de medicamentos, com foco em otimizar a administração hospitalar, garantir a segurança dos pacientes e alinhar o produto às regulamentações vigentes, como LGPDFDA e Anvisa. A pesquisa baseia-se na identificação e análise das melhores práticas de mercado, utilizando ferramentas como matriz morfológica e árvore funcional para estruturar o produto. Espera-se que o dispensador automatizado reduza erros de medicação, integre-se a sistemas digitais e incorpore práticas sustentáveis, promovendo avanços técnico-científicos e alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, como saúde e bem-estar (ODS 3) e inovação e infraestrutura sustentável (ODS 9). O estudo reforça a relevância do benchmarking como estratégia para inovação tecnológica no setor hospitalar. Palavras-chave: Benchmarking, automação, dispensador de medicamentos, saúde, inovação. mailto:manuela.ohlweiler.souza@gmail.com mailto:ricardobelibio@gmail.com Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica INTRODUÇÃO A crescente demanda por soluções tecnológicas que otimizem processos hospitalares e garantam maior segurança na administração de medicamentos tem impulsionado o desenvolvimento de dispositivos automatizados no setor da saúde. Nesse contexto, dispensadores automatizados de medicamentos representam uma inovação promissora, combinando automação, inteligência artificial e integração digital para reduzir erros, personalizar tratamentos e melhorar a eficiência operacional. Fatores como o envelhecimento populacional, a digitalização dos sistemas de saúde e a necessidade de conformidade com regulamentações têm acelerado a adoção dessas tecnologias, criando oportunidades significativas para melhorias nos cuidados de saúde e redução de custos. O presente estudo foca no processo de benchmarking como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de um dispensador automatizado de medicamentos, conduzido por um consórcio de empresas. O benchmarking permite identificar e incorporar as melhores práticas do mercado, incluindo interfaces intuitivas, sustentabilidade e integração com sistemas de saúde. A partir de uma abordagem interdisciplinar, este trabalho visa contribuir para o avanço técnico-científico e a inovação no setor da saúde, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como saúde e bem-estar (ODS 3) e inovação e infraestrutura sustentável (ODS 9). Para tanto, as atividades desenvolvidas pela equipe com o processo de benchmarking, objetivaram a realização de levantamentos e comparações de requisitos de equipamentos de dispensação automatizada de medicamentos. Incluem também a análise de informações dos concorrentes, o desenvolvimento de ferramentas como a Matriz Morfológica e a Árvore Funcional, e a verificação de restrições legais sobre o uso de dados de pacientes, garantindo conformidade com regulamentações como Anvisa, FDA, ONA, LGPD e a Lei 13.787/2018. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica JUSTIFICATIVA O presente projeto tem como objetivo o desenvolvimento de um dispenser automatizado de medicamentos, com foco na otimização do processo de distribuição em hospitais. A escolha por esse tema se justifica pela crescente demanda do setor hospitalar por soluções que aumentem a eficiência operacional, melhorem a gestão de estoques, garantam maior segurança para os pacientes, reduzam custos a longo prazo, ofereçam personalização no tratamento e assegurem a conformidade com regulamentações rígidas. A utilização de dispensers automatizados de medicamentos é uma tendência crescente, impulsionada pela digitalização da saúde, pelo envelhecimento populacional e pela necessidade de melhorias na segurança e na eficiência hospitalar. A escolha do Benchmarking como metodologia central deste projeto é fundamental para garantir que as melhores práticas e inovações do setor sejam integradas ao desenvolvimento do dispenser automatizado. Esse processo permite uma análise detalhada das soluções já existentes, oferecendo insights valiosos sobre como superar as limitações atuais e agregar diferenciais competitivos. Ao explorar as lacunas no mercado, o projeto poderá incorporar características inovadoras, como interfaces amigáveis, integração com sistemas hospitalares e foco em sustentabilidade, elementos essenciais para a criação de um produto que se destaque pela eficiência e segurança. Portanto, a implementação deste projeto é justificada pela necessidade em atender à demanda por soluções mais eficientes e seguras no setor hospitalar, aproveitando as vantagens da automação e da digitalização da saúde. A adoção do Benchmarking permite que o projeto se beneficie das melhores práticas já aplicadas, além de incorporar tecnologias emergentes, como inteligência artificial e monitoramento em tempo real, para melhorar ainda mais o desempenho e a segurança do dispenser, alinhando-se às necessidades do mercado e às regulamentações vigentes. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica METODOLOGIA A metodologia adotada para o desenvolvimento do projeto de um dispenser automatizado de medicamentos será centrada no processo de Benchmarking, cujas etapas serão detalhadas a seguir. A escolha por este processo visa identificar e adaptar as melhores práticas do setor, além de explorar lacunas de mercado e incorporar diferenciais competitivos que podem ser decisivos para o sucesso do produto. Com foco na otimização do processo de distribuição de medicamentos em hospitais, visando a melhoria da eficiência operacional, a segurança dos pacientes, a redução de custos, a personalização do tratamento e a conformidade com regulamentações vigentes. O processo de Benchmarking será conduzido de forma a assegurar que as melhores práticas sejam identificadas e adaptadas ao contexto específico do desenvolvimento do dispenser de medicamento automatizado. Para isso, o projeto será realizado em um ciclo contínuo de avaliação e ajustes, com a participação ativa de times multidisciplinares, considerando a complexidade e os desafios envolvidos na implementação de soluções inovadoras. 1. Etapas do Processo de Benchmarking O processo de Benchmarking será estruturado em diversas atividades sequenciais, conforme descrito abaixo, com cada uma delas possuindo objetivos claros e metas bem definidas. Cada atividade será executada de forma a garantir a coleta de dados, análise crítica das informações e integração dos resultados com as necessidades do projeto. Atividade #1: Familiarização com o Processo de Benchmarking O objetivo desta atividade será familiarizar a equipe com as etapas do processo de Benchmarking. Para isso, será realizado um levantamento não-estruturado de equipamentos de dispensação automatizada de medicamentos, por meio de pesquisa e análise de produtos existentes no mercado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica Atividade #2: Comparativo Preliminar de Requisitos A segunda atividade terá como objetivo criar uma tabela comparativa preliminar dos requisitos dos equipamentos disponíveis no mercado. Para isso, as informações levantadas na Atividade #1 serão estruturadas e comparadas com os requisitos preliminares estabelecidos para o projeto, considerando as necessidadesdo hospital e a especificidade do dispenser automatizado. Atividade #3: Validação do Comparativo e Identificação de Requisitos Adicionais Após a criação do comparativo preliminar, será realizada uma análise crítica dos dados levantados, com o intuito de validar os requisitos e identificar novos pontos que podem ser incorporados ao projeto. Será feita uma análise das características dos concorrentes, identificando inovações e pontos fortes a serem adotados no desenvolvimento do produto. Atividade #4: Levantamento de Informações Adicionais dos Concorrentes O objetivo desta atividade será aprofundar o conhecimento sobre os concorrentes e os produtos existentes no mercado. Para tanto, será elaborado um e-mail solicitando informações adicionais aos fabricantes, como folders do produto, especificações técnicas ou outros materiais de apoio. Esta etapa será importante para a coleta de dados adicionais que possam contribuir para a evolução do projeto. Atividade #5: Obtenção de Respostas dos Concorrentes Após o envio dos e-mails na Atividade #4, caso as respostas não sejam suficientes, será elaborado um plano de ação alternativo. Este plano buscará garantir que todas as informações necessárias sejam obtidas, seja por meio de novos contatos com os fabricantes ou através de outras fontes de dados. Atividade #6: Desenvolvimento da Matriz Morfológica Com base nas informações coletadas nas atividades anteriores, será desenvolvida a matriz morfológica do produto, que consistirá na estruturação das funções e subfunções do Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica dispenser automatizado. Este modelo servirá como uma ferramenta para orientar o desenvolvimento do produto, considerando as diferentes possibilidades de solução para as necessidades identificadas. Atividade #7: Desenvolvimento da Árvore Funcional do Produto A árvore funcional será criada a partir das funções e subfunções do dispenser. Essa árvore detalha a estrutura do produto e permitirá que a equipe identifique as necessidades de implementação, além de garantir que todos os requisitos do projeto sejam atendidos de forma eficiente. Atividade #8: Levantamento de Restrições Legais Uma das últimas atividades será a análise das restrições legais relacionadas ao uso de dados dos pacientes no dispenser automatizado. Será realizada uma pesquisa aprofundada sobre as regulamentações pertinentes, como as normas da ANVISA, FDA, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Proteção ao Histórico Médico (Lei 13.787/2018), a fim de garantir que o produto esteja em conformidade com as legislações brasileiras e internacionais. 2. Materiais de Apoio Para o desenvolvimento das atividades descritas, serão utilizados diversos materiais de apoio, conforme segue: ● Atividade #1: Arquivo “Dispenser Automatizado - Rev. 1.pdf”, enviado por e-mail em 10/out/2024. ● Atividade #2: Arquivo “Dispenser Automatizado - Rev. 1.pdf” e levantamento realizado pela equipe na Atividade #1. ● Atividade #3: Arquivo “Dispenser Automatizado - Rev. 1.pdf” e “Matriz Dispensers.pdf” (Recebido por WhatsApp em 22/out/2024). Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica ● Atividade #6: Informações sobre concorrentes (folders e apresentações obtidas na Atividade #5), Matriz de requisitos da Atividade #3 e apresentação “Dispenser Automatizado – Rev. 1.pdf”. ● Atividade #7: Apresentação “Dispenser Automatizado – Rev. 1.pdf” e o livro "Projeto na Engenharia: Fundamentos do Desenvolvimento Eficaz de Produtos - Métodos e Aplicações" de Gerhard Pahl.. RESULTADOS E DISCUSSÕES Respostas dos fornecedores Matriz de requisitos Matriz Morfológica Limites Jurídicos CONSIDERAÇÕES FINAIS Relacionar, basicamente, objetivos e resultados do trabalho. Manter a fonte Times New Roman, em corpo 12, justificado, com espaçamento de 1,5 entre as linhas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica REFERÊNCIAS Best Practices for Benchmarking: https://hbswk.hbs.edu/archive/best-practices-for-benchmarking Modelo de Matriz Morfológica: https://www.teachengineering.org/content/tcnj_/activities/tcnj_classroom/tcnj_classroom_acti vity1_morphological-chart_v2_tedl.pdf https://hbswk.hbs.edu/archive/best-practices-for-benchmarking https://www.teachengineering.org/content/tcnj_/activities/tcnj_classroom/tcnj_classroom_activity1_morphological-chart_v2_tedl.pdf https://www.teachengineering.org/content/tcnj_/activities/tcnj_classroom/tcnj_classroom_activity1_morphological-chart_v2_tedl.pdf