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Direito Constitucional (Leis Especiais) – Legislação Esquematizada 
 
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2/78 
SUMÁRIO 
LEI Nº 4.717, DE 29 DE JUNHO DE 1965. ................................................................................................................. 3 
LEI Nº. 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985 ................................................................................................................ 12 
LEI Nº 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999 ........................................................................................................ 25 
LEI Nº 12.562, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 ...................................................................................................... 43 
LEI Nº 9.882, DE 3 DE DEZEMBRO DE 1999 .......................................................................................................... 45 
LEI Nº 11.417, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2006 ...................................................................................................... 50 
LEI Nº 12.016, DE 7 DE AGOSTO DE 2009.............................................................................................................. 52 
LEI Nº 13.300, DE 23 DE JUNHO DE 2016 .............................................................................................................. 65 
LEI Nº 9.507, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1997 ........................................................................................................ 69 
LEI Nº 1.579, DE 18 DE MARÇO DE 1952 ............................................................................................................... 74 
 
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Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965. 
 
Ação Popular – CF/88 
CF/88. Art. 5. LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas 
judiciais e do ônus da sucumbência; 
 
Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos 
lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de 
sociedades de economia mista (Constituição, art. 141, § 38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União 
represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou 
fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de 50% do 
patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos 
Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. 
 
§ 1º - Consideram-se patrimônio público para os fins referidos neste artigo, os bens e direitos de valor 
econômico, artístico, estético, histórico ou turístico. 
 
§ 2º Em se tratando de instituições ou fundações, para cuja criação ou custeio o tesouro público concorra com 
menos de 50% do patrimônio ou da receita ânua, bem como de pessoas jurídicas ou entidades 
subvencionadas, as consequências patrimoniais da invalidez dos atos lesivos terão por limite a repercussão 
deles sobre a contribuição dos cofres públicos. 
 
§ 3º A prova da cidadania, para ingresso em juízo, será feita com o título eleitoral, ou com documento que a ele 
corresponda. 
 
§ 4º Para instruir a inicial, o cidadão poderá requerer às entidades, a que se refere este artigo, as certidões e 
informações que julgar necessárias, bastando para isso indicar a finalidade das mesmas. 
 
§ 5º As certidões e informações, a que se refere o parágrafo anterior, deverão ser fornecidas dentro de 15 dias da 
entrega, sob recibo, dos respectivos requerimentos, e só poderão ser utilizadas para a instrução de ação 
popular. 
 
§ 6º Somente nos casos em que o interesse público, devidamente justificado, impuser sigilo, poderá ser 
negada certidão ou informação. 
 
§ 7º Ocorrendo a hipótese do parágrafo anterior (imposição de sigilo), a ação poderá ser proposta 
desacompanhada das certidões ou informações negadas, cabendo ao juiz, após apreciar os motivos do 
indeferimento, e salvo em se tratando de razão de segurança nacional, requisitar umas e outras; feita a 
requisição, o processo correrá em segredo de justiça, que cessará com o trânsito em julgado de sentença 
condenatória. 
 
Quando usar a ação popular? 
Usada para anular os atos lesivos ao (à): 
 - Patrimônio Público (bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico); 
 - Moralidade Administrativa; 
 - Meio ambiente; 
 - Patrimônio Histórico; 
 - Patrimônio cultural. 
OBS: A Ação Popular engloba os direitos difusos, mas não engloba os direitos individuais homogêneos. 
 
STF/Súmula 101 
O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
 
STF/Súmula 365 
Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
 
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Ações Coletivas 
* Direitos e Interesses Difusos; 
* Direitos e Interesses Coletivos Stricto Sensu; 
* Direitos e Interesses Individuais Homogêneos. 
Direitos ou Interesses Conceito 
Difusos 
Consiste em direitos transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam 
titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. 
 
Características: 
 - Indivisibilidade do seu objeto: Não é possível numerar individualmente, 
pessoa por pessoa, em relação ao objeto. Dessa forma, os efeitos da coisa 
julgada alcançam todos. 
 
Ex: Dano ambiental. 
 
 - Situação de fato em comum: Todos estão na mesma situação fática, não 
precisando existir ligação jurídica entre os titulares, que é o que ocorre nos 
direitos coletivos. 
 
Ex: Consumidores que adquirem um veículo com defeito de fábrica. 
 
 - Indeterminabilidade dos titulares: Não tem como determinar os titulares. 
Coletivo Stricto Sensu 
Consiste em direitos transindividuais, de natureza indivisível de que seja 
titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte 
contrária por uma relação jurídica base; 
 
No interesse difuso há uma situação de fato em comum, já no interesse 
coletivo há uma relação jurídica como base, sendo possível a determinação 
dos titulares. 
 
Características: 
 - Indivisibilidade do Objeto: Não é possível numerar individualmente, pessoa 
por pessoa, em relação ao objeto. 
 
 - Relação jurídica em comum: Deve existir um interesse comum entre as 
pessoas criando-se uma relação jurídica. 
 
 - Determinabilidade dos titulares: É possível identificar os titulares do 
interesse coletivo; 
Individual Homogêneo 
Consiste naqueles decorrentes de origem comum, ou seja, são os direitos 
individuais. 
 
Características: 
 
 - Divisibilidade do objeto: É possível numerar individualmente, pessoa por 
pessoa, em relação ao objeto. Os direitos individuais homogêneos não são 
transindividuais. 
 
 - Origem Comum: Existe uma causa em comum que vincular os titulares do 
direito. 
 
 - Determinabilidade dos Titulares: É possível identificar os titulares. 
 
Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: 
 
a) incompetência; 
 
b) vício de forma; 
 
c) ilegalidade do objeto; 
 
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d) inexistência dos motivos; 
 
e) desvio de finalidade. 
 
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ãocoletiva não podem ser aplicadas às ações ajuizadas anteriormente à 
vigência da Lei n. 9494/97. 
 
13) Ajuizada ação coletiva atinente a macrolide geradora de processos multitudinários, suspendem-se as 
ações individuais, no aguardo do julgamento da ação coletiva. 
 
STJ/REsp 1.841.604-RJ 
A decisão em mandado de segurança coletivo impetrado por associação beneficia todos os associados, 
sendo irrelevante a filiação ter ocorrido após a sua impetração. 
 
STJ/REsp 1.372.593-SP 
Na ação civil pública, reconhecido o vício na representação processual da associação autora, deve-se, 
antes de proceder à extinção do processo, conferir oportunidade ao Ministério Público para que assuma 
a titularidade ativa da demanda. 
 
STJ/REsp 1.273.643-PR 
No âmbito do direito privado, é de cinco anos o prazo prescricional para ajuizamento da execução individual 
em pedido de cumprimento de sentença proferida em ação civil pública. 
 
STJ/AREsp 1.688.809/SP 
O Ministério Público Federal é parte legítima para pleitear indenização por danos morais coletivos e 
individuais em decorrência do óbito de menor indígena. 
 
STJ/REsp 1.405.697-MG 
Caso ocorra dissolução da associação que ajuizou ação civil pública, é possível sua substituição no polo 
ativo por outra associação que possua a mesma finalidade temática. 
 
STJ/REsp 1.701.853/RJ 
É patente a legitimidade do Ministério Público Federal para propor Ação Civil Pública em defesa de direitos 
individuais disponíveis de candidatos específicos em exame da OAB, dado o relevante interesse social, na 
medida em que busca a proteção das garantias constitucionais da publicidade e acesso à informação (CF, 
art. 5º, XIV e XXXIII), da ampla defesa (CF, art. 5º, LV), da isonomia (CF, art. 5º, caput) e do direito 
fundamental ao trabalho (CF, art. 6º). 
 
 
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Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999 
 
Controle de Constitucionalidade - Conceito 
Consiste na análise da compatibilidade das normas legais, infralegais ou atos normativos em relação a 
Constituição Federal, sendo levado em conta os requisitos formais e materiais. 
As normas infraconstitucionais e infralegais (Normas Inferiores) devem sempre está de acordo com a 
Constituição Federal (Norma Superior). 
 
Controle de Constitucionalidade - Requisitos 
A existência do controle de constitucionalidade se faz a partir de um (a): 
* Constituição rígida (O processo para modificação e criação deve ser mais dificultoso que as normas 
comuns); 
* Constituição superior em relação às demais normas; 
* Constituição escrita; 
* Órgão controlador que funcione como guardião da constituição; 
 
Inconstitucionalidade – Quando ocorre? 
Pode ocorrer por ação ou omissão; 
A inconstitucionalidade por ação acontece a partir dos atos derivados do Poder Público ou de normas que 
contrariam a Constituição. 
A inconstitucionalidade por omissão ocorre quando o Estado deveria agir, mas acaba não fazendo nada. 
Esse tipo de inconstitucionalidade apresenta-se em relação as normas de eficácia limitada, que são 
aquelas que depende da criação de uma lei para gerar todos os seus efeitos. 
A inconstitucionalidade pode ser: 
* Material (Determinado conteúdo da Constituição Federal é violado); 
 
* Formal (Violação de processo legislativo para criação de norma). 
 
Inconstitucionalidade 
Formal ou Nomodinâmica Material ou Nomoestática 
O processo legislativo de criação da norma não 
está de acordo com o que apresenta na 
Constituição. 
O conteúdo da lei está em desacordo com o que a 
CF apresenta. 
 
Tipos de Inconstitucionalidade 
Inconstitucionalidade Progressiva 
Trata-se de normas consideradas constitucionais, porém que estão transitando para a inconstitucionalidade. 
“Ocorrendo mudança no plano fático, verifica-se o fenômeno denominado de inconstitucionalidade 
progressiva, é dizer, a lei, que nasceu constitucional, vai transitando para a esfera da 
inconstitucionalidade, até tornar-se írrita." (CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito Constitucional. Belo 
Horizonte: Del Rey, 2009, p. 494.). 
A Inconstitucionalidade Progressiva trata-se de uma situação constitucional imperfeita, que é aquela está 
entre uma constitucionalidade plena e uma inconstitucionalidade absoluta, não existindo redução do 
texto constitucional. 
Teoria da Inconstitucionalidade por Atração ou Arrastamento 
É uma exceção ao princípio do pedido, por mais que tenha um vínculo com a Petição Inicial da ADI, o STF 
não se amarra à causa de pedir, podendo declarar a ADI perante um motivo diferente dos apresentados 
na petição inicial. 
A ADI possui uma cauda de pedir aberta. 
A Inconstitucionalidade por Arrastamento ocorre quando uma lei principal é declarada inconstitucional e, 
consequentemente, leis secundárias a principal também se tornam inconstitucionais. 
Inconstitucionalidade Circunstancial 
É quando uma norma considerada válida na maioria dos casos acaba, em determinadas situações 
concretas, tornando-se inconstitucional quando confrontada em determinadas situações concretas. 
Inconstitucionalidade Chapada 
Consiste em uma inconstitucionalidade que é evidente, óbvia, clara, flagrante. 
 
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Órgão Controlador 
Tem a função de analisar a constitucionalidade das normas em relação a constituição. Pode ser classificado 
como: 
* Jurisdicional ou Judicial; (Mais adotado pelo Brasil) 
* Político; 
* Misto. 
 
Controle Jurisdicional 
Trata-se do controle de constitucionalidade realizado pelo Poder Judiciário, sendo feito de forma: 
* Difusa: Controle realizado por qualquer juízo ou tribunal em relação ao caso concreto; 
* Concentrada: Controle realizado por apenas um órgão, em casos abstratos. 
 
Controle Político 
Doutrina de José Afonso da Silva: Trata-se do controle de constitucionalidade realizado por órgãos políticos 
do Poder Legislativo e Executivo. 
 
Doutrina de Alexandre de Moraes: Ocorre em Estados onde o órgão que garante a supremacia da 
Constituição sobre o ordenamento jurídico é distinto dos demais Poderes do Estado. 
Ex: Veto do Presidente da República de norma incompatível com a CF. 
Ex: Impedimento de tramitação projeto de lei considerado inconstitucional por parte da Comissão 
Parlamentar. 
 
Controle Misto 
Trata-se do controle de constitucionalidade realizado por meio do controle político e jurisdicional. 
 
Controle de Constitucionalidade – Preventivo x Repressivo 
Preventivo ou Prévio Repressivo ou Posterior 
Ocorre durante o processo de criação da norma 
(processo legislativo), verificando a compatibilidade 
material do projeto de lei em relação a constituição; 
Consiste no controle de constitucionalidade perante 
a Lei ou ato normativo, tanto no aspecto formal 
(processo de criação), quanto no material (conteúdo 
da lei). 
Tem natureza marcadamente política, mesmo 
quando levado a efeito em juízo, porque atua ainda 
quando do processo de elaboração normativa. 
O Controle de Constitucionalidade Repressivo do 
Judiciário pode ser difuso ou concentrado. 
O controle preventivo pode se dar por meio do: 
 
Legislativo: A partir das Comissões de 
Constituição e Justiça; (Controle Político). 
 
Executivo: A partir do veto, pelo chefe do 
executivo, de determinado projeto de lei; (Controle 
Político). 
 
Judiciário*: A partir do controle do devido 
processo legal realizado pelo Parlamentar na 
tramitação de projeto de lei. 
 
Ex: MS impetrado por parlamentar contra proposta 
de Emenda Constitucional. (Controle Difuso-
incidental) 
O controle repressivo é exercido, normalmente, 
pelo Poder Judiciário. No entanto, o Poder 
Legislativo e Executivo também podem exercê-
lo. 
 
Ex¹: Rejeição de medida provisória do Poder 
Executivo pelo Legislativo. (CF/88. Art. 62) 
 
Ex²: Sustaçãode ato normativo do Poder Executivo 
que não observar os limites do poder regulamentar 
pelo Congresso Nacional. (CF/88. Art. 49. V) 
(Controle Político). 
 
Ex³: O Chefe do Poder Executivo pode negar 
cumprimento a um ato normativo que entenda 
inconstitucional desde que esta negativa seja 
motivada e lhe seja dada publicidade; 
* De acordo com entendimento do STF, o controle jurisdicional prévio ou preventivo de 
constitucionalidade sobre projeto de lei ainda em trâmite somente pode ocorrer de modo incidental, na via 
de exceção ou defesa. 
* O controle judicial preventivo de constitucionalidade é admitido no sistema brasileiro unicamente por 
meio do denominado controle in concreto, de modo incidental. 
* Só é possível o controle de constitucionalidade prévio pelo Poder Judiciário no caso de: 
- Proposta de Emenda Constitucional que ofenda cláusula pétrea; 
- Tramitação de projeto de lei ou de EC que viole a regra constitucional do processo legislativo. 
* O Sistema Brasileiro não contempla o Controle Judicial Preventivo Concentrado. 
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STF/ADI 466 DF 
O direito constitucional positivo brasileiro, ao longo de sua evolução histórica, jamais autorizou – como a 
nova Constituição promulgada em 1988 também não o admite – o sistema de controle jurisdicional 
preventivo de constitucionalidade em abstrato. Inexiste, desse modo, em nosso sistema jurídico, 
a possibilidade de fiscalização abstrata preventiva da legitimidade constitucional de meras proposições 
normativas, pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
Controle Jurisdicional de Constitucionalidade Material de Projeto de Lei 
Regra Exceção 
Não é possível. 
É possível apenas no caso de impetração de MS, 
por parlamentar, para impugnar: 
 
- Inconstitucionalidade formal no processo 
legislativo; 
 
- Proposição tendente a abolir cláusulas pétreas. 
 
STF/MS 23.565-DF 
- O processo de formação das leis ou de elaboração de emendas à Constituição revela-se suscetível de 
controle incidental ou difuso pelo Poder Judiciário, sempre que, havendo possibilidade de lesão à ordem 
jurídico-constitucional, a impugnação vier a ser suscitada por membro do próprio Congresso Nacional, 
pois, nesse domínio, somente ao parlamentar - que dispõe do direito público subjetivo à correta 
observância das cláusulas que compõem o devido processo legislativo - assiste legitimidade ativa ad 
causam para provocar a fiscalização jurisdicional. 
 
- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de recusar, a terceiros que não 
ostentem a condição de parlamentar, qualquer legitimidade que lhes atribua a prerrogativa de 
questionar, incidenter tantum, em sede mandamental, a validade jurídico-constitucional de proposta de 
emenda à Constituição, ainda em tramitação no Congresso Nacional. 
STF/MS 32.033/DF 
1. Não se admite, no sistema brasileiro, o controle jurisdicional de constitucionalidade material de 
projetos de lei (controle preventivo de normas em curso de formação). O que a jurisprudência do STF 
tem admitido, como exceção, é ‘a legitimidade do parlamentar – e somente do parlamentar – para 
impetrar mandado de segurança com a finalidade de coibir atos praticados no processo de aprovação de 
lei ou emenda constitucional incompatíveis com disposições constitucionais que disciplinam o processo 
legislativo’ (MS 24.667, Pleno, Min. Carlos Velloso, DJ de 23.04.04). 
Nessas excepcionais situações, em que o vício de inconstitucionalidade está diretamente relacionado a 
aspectos formais e procedimentais da atuação legislativa, a impetração de segurança é admissível, 
segundo a jurisprudência do STF, porque visa a corrigir vício já efetivamente concretizado no próprio curso 
do processo de formação da norma, antes mesmo e independentemente de sua final aprovação ou não. 
Sintetizando: Embora o sistema brasileiro não admita o controle jurisdicional da constitucionalidade material 
dos projetos de lei, a jurisprudência do STF reconhece, excepcionalmente, que tem legitimidade para 
impetrar mandado de segurança o parlamentar, para impugnar inconstitucionalidade formal no processo 
legislativo ou proposição tendente a abolir cláusulas pétreas. 
 
Controle Repressivo do Legislativo – Sustação de Execução de Norma Inconstitucional 
CF/88. Art. 52 - Compete privativamente ao Senado Federal: 
 
X- suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva 
do Supremo Tribunal Federal;* 
A suspensão realizada pelo Senado Federal: 
* Não é um ato obrigatório, e sim discricionário; 
* É um controle político. 
* É uma matéria de controle difuso de constitucionalidade; 
* É feita por resolução, sendo irretratável; 
* Possuirá efeitos erga omnes (contra todos) e não retroage (ex-nunc); 
 
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Teoria da Abstrativização do Controle Difuso e Papel do Senado Federal – ADI 3.406 e ADI 3.470 
Em recente julgamento, o STF passou a acolher a teoria da Abstrativização do Controle Difuso. O Art. 52. X 
da CF/88 passou por uma possível mutação constitucional por parte do STF. Com a atual interpretação, 
“quando o STF declara uma lei inconstitucional, mesmo em sede de controle difuso, a decisão já tem 
efeito vinculante e erga omnes e o STF apenas comunica ao Senado com o objetivo de que a referida 
Casa Legislativa dê publicidade daquilo que foi decidido.”¹ 
Fonte¹: https://www.dizerodireito.com.br/2017/12/stf-muda-sua-jurisprudencia-e-adota.html 
 
Teoria da Abstrativização do Controle Difuso 
Consiste na possibilidade, em certos casos, de decisões tomadas por meio do controle difuso possuir os 
mesmos efeitos do controle concentrado. Ou seja, os efeitos do controle difuso (inter partes e não 
vinculante), passariam a ter eficácia erga omnes e efeito vinculante. 
Sintetizando, “quando o STF declara uma lei inconstitucional, mesmo em sede de controle difuso, a 
decisão já tem efeito vinculante e erga omnes e o STF apenas comunica ao Senado com o objetivo de 
que a referida Casa Legislativa dê publicidade daquilo que foi decidido.”¹ 
Fonte¹: https://www.dizerodireito.com.br/2017/12/stf-muda-sua-jurisprudencia-e-adota.html 
 
Cláusula de Reserva de Plenário ou Full Bench ou Full Court 
Estabelece que o juízo originário de primeiro grau de jurisdição não tem competência para declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, que só pode ser feito pela maioria absoluta dos membros 
do tribunal pleno ou respectivo órgão especial. 
A regra é que se faz necessária a Cláusula de Reserva de Plenário, no entanto, há algumas exceções 
apresentadas pela Jurisprudência do STF. 
 
Cláusula de Reserva de Plenário – CF/88 
CF/88. Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo 
órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder 
Público. 
 
STF/Súmula Vinculante 10 
Viola a cláusula de reserva de plenário (CF/88, art. 97) a decisão de órgão fracionário de Tribunal que, 
embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, 
afasta sua incidência, no todo ou em parte. 
 
STF/RMS 64.859/ES 
Não há de se falar em ofensa à cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição da República) e ao 
enunciado 10 da Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal quando não haja declaração de 
inconstitucionalidade dos dispositivos legais tidos por violados, tampouco afastamento desses, mas tão 
somente a interpretação do direito infraconstitucional aplicável ao caso, com base na jurisprudência desta 
Corte 
 
Cláusula de Reserva de Plenário – NCPC 
NCPC. Art. 948. Arguida, em controle difuso, a inconstitucionalidade de leiou de ato normativo do poder 
público, o relator, após ouvir o Ministério Público e as partes, submeterá a questão à turma ou à câmara à 
qual competir o conhecimento do processo. 
 
NCPC. Art. 949. Se a arguição for: 
 
I - rejeitada, prosseguirá o julgamento; 
 
II - acolhida, a questão será submetida ao plenário do tribunal ou ao seu órgão especial, onde houver. 
 
Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou ao órgão especial a 
arguição de inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo 
Tribunal Federal sobre a questão. 
 
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Não Aplicação da Cláusula de Reserva de Plenário 
* Manifestação de órgão fracionário em relação à constitucionalidade de normas (STF/RE 636.359); 
 
* Decisões tomadas por turmas recursais de juizado especial (STF/RE 453.744); 
 
* Decisão judicial estiver fundada em jurisprudência do Plenário do STF ou em Súmula deste Tribunal 
(STF/ARE 914.045); 
 
* Interpretação de norma legal para dirimir conflitos (STF/Rcl 10.865); 
 
* Decisão proferida em sede de medida cautelar (STF/Rcl 10.864); 
 
* Discussão da incidência, ou não, da recepção de normas anteriores à Constituição (STF/AI 582.280 AgR); 
 
* Decisões tomadas por magistrados singulares quando no exercício da jurisdição constitucional (STF/HC 
69.921); 
 
* Decisões tomadas pelas turmas do STF (STF/RE 361.829). 
 
Controle de Constitucionalidade – Difuso x Concentrado 
Difuso Concentrado 
Pode ocorrer por qualquer órgão do Poder 
Judiciário (Juízes ou Tribunais); 
 
O controle difuso de constitucionalidade tem sua 
origem histórica no direito norte-americano, no 
caso Marbury versus Madison. 
Ocorre apenas por alguns órgãos do poder 
judiciário. No Brasil, o Controle Concentrado ocorre, 
no âmbito federal, pelo Supremo Tribunal Federal 
em relação a CF; e também pelos TJs em relação às 
Constituições Estaduais. 
 
Foi idealizado por Hans Kelsen e introduzido, em 
1920, na Constituição Austríaca. 
Levará em consideração apenas o caso em 
concreto da ação, tendo efeitos, em regra: 
* Ex tunc; 
* Inter Partes (apenas entre as partes); 
* Não vinculante. 
Levará em consideração todos os casos, tendo 
efeitos: 
* Ex tunc; 
* Erga omnes (Alcança todos); 
* Vinculantes. 
A norma considerada inconstitucional continua 
tendo vigência, salvo no caso concreto. 
A norma considerada inconstitucional é extinta do 
sistema jurídico, possuindo efeitos ex tunc 
(retroativos). 
A inconstitucionalidade se apresenta como questão 
incidente, ou seja, a inconstitucionalidade é 
apresentada durante o processo, não sendo a 
questão principal do processo. 
A inconstitucionalidade é a questão principal da 
causa ou processo. 
Pode ser chamado também de controle incidental, 
concreto, de exceção, de defesa ou processo 
constitucional subjetivo. 
Pode ser chamado também de controle abstrato, 
principal, direto ou de processo constitucional 
objetivo. 
 
Controle de Constitucionalidade Difuso ou Incidental - Legitimados 
O controle difuso de constitucionalidade pode ser provocado: 
* Pelas Partes (Autor ou réu); 
* Por terceiros intervenientes; 
* Pelo MP que oficie no feito; 
* Por Juiz ou tribunal, ex officio, salvo o STF em sede de Recurso Extraordinário. 
 
Controle de Constitucionalidade Incidental – Pontos Importantes 
No âmbito do controle incidental de constitucionalidade, poderá o magistrado reconhecer tanto 
violações materiais quanto violações formais à Constituição, independentemente de requerimento 
apresentado pela parte. 
É possível o controle de constitucionalidade preventivo em sede de controle incidental. O caso ocorre 
quando parlamentar impetra Mandado de Segurança devido a não observância do devido processo 
legislativo constitucional. 
A conversão de proposta normativa em lei retira do parlamentar a legitimidade para continuar no feito, 
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extinguindo-se, sem análise do mérito, o processo de mandado de segurança. 
O controle de constitucionalidade incidental: 
* É cabível contra lei ou ato municipal, estadual ou federal em face da CF; 
* Pode ser realizado em recurso especial; 
* Pode ser realizado por todo e qualquer juiz, ex officio, exceto no caso de RE pelo STF. 
 
Controle Difuso em Ação Civil Pública – STF/Rcl 1.733 
O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a legitimidade da utilização da ação civil pública como 
instrumento idôneo de fiscalização incidental de constitucionalidade, pela via difusa, de quaisquer 
leis ou atos do Poder Público, mesmo quando contestados em face da Constituição da República, desde 
que, nesse processo coletivo, a controvérsia constitucional, longe de identificar-se como objeto único da 
demanda, qualifique-se como simples questão prejudicial, indispensável à resolução do litígio principal. 
 
Controle de Constitucionalidade Concentrado – Espécies 
* Ação Direta de Inconstitucionalidade Genérica; (CF/88. Art. 102. I. a); 
* Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão; (CF/88. Art. 103. § 2º); 
* Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva; (CF/88. Art. 36. III); 
* Ação Declaratória de Constitucionalidade; (CF/88. Art. 102. I. a); 
* Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. (CF/88. Art. 102. § 1º); 
 
CAPÍTULO I 
DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE 
CONSTITUCIONALIDADE 
 
Art. 1º. Esta Lei dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação 
declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. 
 
CAPÍTULO II 
DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
 
Ação Direta de Inconstitucionalidade (Genérica) 
Âmbito Federal 
A ADI (Genérica) consiste em um Controle de Constitucionalidade Concentrado (Abstrato), realizada pelo 
Supremo Tribunal Federal, que tem a finalidade de eliminar do ordenamento jurídico lei ou ato normativo 
federal ou estadual contrário ao Texto Constitucional Federal(CF). 
CF/88. Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe: 
 
I - processar e julgar, originariamente: 
 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação 
declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; 
Âmbito Estadual 
A ADI (Genérica) consiste em um Controle de Constitucionalidade Concentrado (Abstrato), realizada pelos 
Tribunais de Justiças, que têm a finalidade de eliminar do ordenamento jurídico lei ou ato normativo 
estadual ou municipal contrário ao Texto Constitucional Estadual. 
CF/88. Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta 
Constituição. 
 
§ 1º A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a lei de organização 
judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça. 
 
§ 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos 
normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da 
legitimação para agir a um único órgão. 
CE/RS. Art. 95. Ao Tribunal de Justiça, além do que lhe for atribuído nesta Constituição e na lei, compete: 
 
XII - processar e julgar: 
d) a ação direta da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual perante esta Constituição, e 
de municipal perante esta, inclusive por omissão; 
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Quem tem competência para julgar ADI? 
* Supremo Tribunal Federal; 
* Tribunais de Justiças. 
 
Requisitos Básicos para ADI – Conforme a CF/88 e a Doutrina 
Para ocorrer aADI a norma deverá ser: 
* Contrária a CF e de nível Federal, Estadual ou Distrital; 
* Posterior à criação da CF. (Normas anteriores à CF não são inconstitucionais, mas sim não 
recepcionadas); 
* Vigente, pois sendo essa norma revogada, não há que se falar em ADI. 
 
Objetos da ADI – CF/88 
Podem ser Objetos da ADI Não Podem ser Objetos da ADI 
* Emendas Constitucionais (Poder Constituinte 
Derivado); 
 
* Leis Ordinárias, Complementares e Delegadas; 
 
* Medidas Provisórias; 
 
* Decretos Autônomos; 
 
* Decretos Legislativos; 
 
* Resoluções; 
 
* Regimentos Internos dos Tribunais, Senado 
Federal, Câmara dos Deputados e do Congresso 
Nacional; 
 
* Tratados Internacionais Aprovados; 
* Normas Constitucionais do Poder Constituinte 
Originário; 
 
* Leis ou atos normativos municipais, salvo quando 
se tratar de ADI de Constituição Estadual; 
 
* Leis ou atos normativos discutidos em situação 
concreta e inter partes; 
 
* Leis Revogadas e estabelecidas antes da 
Constituição de 88. 
 
* Súmulas de Jurisprudências dos Tribunais. 
 
* Leis que contrariam outras leis, mas não a CF; 
 
* Normas Infralegais contrárias às normas 
infraconstitucionais (Há o controle de legalidade); 
 
Seção I 
Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 
 
Art. 2º. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade: (Vide artigo 103 da Constituição Federal) 
 
I - o Presidente da República; 
 
II - a Mesa do Senado Federal; 
 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
 
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
 
V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal; 
 
VI - o Procurador-Geral da República; 
 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
 
VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; 
 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 
 
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Legitimados a Proporem ADI – CF/88 
* Presidente da República; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa do Senado Federal; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa da Câmara dos Deputados; (Legitimado Universal) 
 
* Procurador-Geral da República; (Legitimado Universal) 
 
* Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; (Legitimado Universal) 
 
* Partido político com representação no Congresso Nacional; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
 
* Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
 
* Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado Especial) 
Legitimidade Universal Legitimidade Especial 
Não precisa demonstrar pertinência temática. Precisa demonstrar pertinência temática. 
 
O que é pertinência temática? 
Trata-se da necessidade de certos legitimados apresentarem o vínculo em relação ao objeto da ação 
direta de constitucionalidade ou inconstitucionalidade. 
A pertinência temática é um requisito implícito da ADI e ADC. São legitimados que precisão de pertinência 
temática: 
 
* Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
* Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
* Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado Especial) 
 
Legitimados que dependem de advogado para ADI 
* Partido político com representação no Congresso Nacional; (Legitimado Universal) 
 
* Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado Especial) 
 
STF/ADI 6.728 AgR/DF 
Governador de estado afastado cautelarmente de suas funções — por força do recebimento de denúncia 
por crime comum — não tem legitimidade ativa para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade. 
 
STF/ADI 6.465 AgR/DF 
A entidade que não representa a totalidade de sua categoria profissional não possui legitimidade ativa 
para ajuizamento de ações de controle concentrado de constitucionalidade. 
 
A Constituição Federal (CF) estabelece, em seu art. 103, o rol de legitimados para a propositura de ações de 
controle concentrado de constitucionalidade, dentre os quais estão as confederações sindicais e entidades 
de classe. 
 
O Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento de que a legitimidade para o ajuizamento das ações 
de controle concentrado de constitucionalidade por parte de confederações sindicais e entidades de classe 
pressupõe: 
(a) a caracterização como entidade de classe ou sindical, decorrente da representação de categoria 
empresarial ou profissional; 
(b) a abrangência ampla desse vínculo de representação, exigindo-se que a entidade represente toda a 
respectiva categoria, e não apenas fração dela; 
(c) o caráter nacional da representatividade, aferida pela demonstração da presença da entidade em pelo 
menos 9 estados brasileiros; e 
(d) a pertinência temática entre as finalidades institucionais da entidade e o objeto da impugnação. 
 
 
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Art. 3º. A petição indicará: 
 
I - o dispositivo da lei ou do ato normativo impugnado e os fundamentos jurídicos do pedido em relação a 
cada uma das impugnações; 
 
II - o pedido, com suas especificações. 
 
Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, quando subscrita por 
advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter cópias da lei ou do ato normativo impugnado e dos 
documentos necessários para comprovar a impugnação. 
 
STF/ADI 4.541/BA 
A ação direta de inconstitucionalidade não pode ser conhecida no que se refere ao art. 57 da Lei 
Complementar 5/1991 do estado da Bahia, pois não se admite o aditamento à inicial após o recebimento 
das informações requeridas e das manifestações do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral 
da República. 
 
STF/ADI 1.926 
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que o aditamento à inicial somente é possível nas hipóteses 
em que a inclusão da nova impugnação: 
a) dispense a requisição de novas informações e manifestações; e 
 
b) não prejudique o cerne da ação, o que não ocorre no presente caso. 
 
STF/ADI 1.825 
Lei estadual que dispõe sobre criação, incorporação, fusão ou desmembramento de municípios possui 
natureza normativa e abstrata, desafiando o controle concentrado. 
 
STF/ADI 6.051 
É sanável o vício na representação processual consistente na ausência de procuração com poderes 
específicos com expressa referência ao ato normativo questionado. 
 
Art. 4º. A petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente 
indeferidas pelo relator. 
 
Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial. 
 
Art. 5º. Proposta a ação direta, não se admitirá desistência. 
 
Art. 6º. O relator pedirá informações aos órgãos ou às autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo 
impugnado. 
 
Parágrafo único. As informações serão prestadas no prazo de trinta dias contado do recebimento do pedido. 
 
Art. 7º. Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação direta de inconstitucionalidade. 
 
§ 2º. O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por 
despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros 
órgãos ou entidades. 
 
ADI – Participação do Amicus Curiae 
Regra Exceção 
Não é admitida a intervenção de terceiros no 
processo de ADI.. 
Sendo relevante a matéria e a representatividade 
dos postulantes, é possível a manifestação de 
outros órgãos ou entidades no processo de ADI. 
Não se admitirá intervenção de terceiros no 
processo de ação direta de inconstitucionalidade. 
O relator, considerando a relevânciada matéria e a 
representatividade dos postulantes, poderá, por 
despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo 
fixado no parágrafo anterior, a manifestação de 
outros órgãos ou entidades. 
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ADI – Requisitos do Amicus Curiae 
- Relevância da Matéria; 
- Representatividade dos Postulantes; 
- Pertinência Temática. 
 
STF/ADI 3.396 AgR/DF 
No mérito, o Plenário se reportou à jurisprudência do STF no sentido de que a pessoa física não tem 
representatividade adequada para intervir na qualidade de amigo da Corte em ação direta. 
 
STF/ADI 347/DF 
O Tribunal afirmou que o amicus curie, por não ter legitimidade para propositura de ação direta, também não 
tem para pleitear medida cautelar. 
 
Entendeu que houve, de ofício, ampliação do pedido da presente Arguição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental (ADPF). 
 
Explicou que, no controle abstrato de constitucionalidade, a causa de pedir é aberta, mas o pedido é 
específico. 
 
Art. 8º. Decorrido o prazo das informações, serão ouvidos, sucessivamente, o Advogado-Geral da União e o 
Procurador-Geral da República, que deverão manifestar-se, cada qual, no prazo de quinze dias. 
 
Art. 9º. Vencidos os prazos do artigo anterior, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os Ministros, e 
pedirá dia para julgamento. 
 
§ 1º. Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou de notória 
insuficiência das informações existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais, 
designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão, ou fixar data para, em 
audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria. 
 
§ 2º. O relator poderá, ainda, solicitar informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos 
Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma impugnada no âmbito de sua jurisdição. 
 
§ 3º. As informações, perícias e audiências a que se referem os parágrafos anteriores serão realizadas no 
prazo de trinta dias, contado da solicitação do relator. 
 
Princípio do Pedido – ADI 
O STF fica vinculado à Petição Inicial da ADI, sendo assim, se o pedido da ADI se limitar única e 
exclusivamente à declaração de inconstitucionalidade formal, o STF ficará impedido de examinar a 
inconstitucionalidade material da lei. 
 
Teoria da Inconstitucionalidade por Atração ou Arrastamento 
É uma exceção ao princípio do pedido, por mais que tenha um vínculo com a Petição Inicial da ADI, o STF 
não se amarra à causa de pedir, podendo declarar a ADI perante um motivo diferente dos apresentados 
na petição inicial. 
A ADI possui uma cauda de pedir aberta. 
A Inconstitucionalidade por Arrastamento ocorre quando uma lei principal é declarada inconstitucional e, 
consequentemente, leis secundárias a principal também se tornam inconstitucionais. 
 
STF/ADI 5.693 
Os Estados-membros da Federação, no exercício da competência outorgada pela Constituição Federal 
(art. 25, caput, c/c art. 125, § 2º, CF), não podem afastar a legitimidade ativa do Chefe do Ministério Público 
estadual para propositura de ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local. 
 
STF/ADI 5.647/AP 
É constitucional o dispositivo de constituição estadual que confere ao tribunal de justiça local a 
prerrogativa de processar e julgar ação direta de constitucionalidade contra leis e atos normativos 
municipais tendo como parâmetro a Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução 
obrigatória pelos estados. 
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STF/ADI 686/DF 
Ação de controle concentrado de constitucionalidade não pode ser utilizada como sucedâneo das vias 
processuais ordinárias. 
 
STF/ADI 4.711/RS 
A declaração de inconstitucionalidade em abstrato de normas legais, diante do efeito repristinatório que 
lhe é inerente, importa a restauração dos preceitos normativos revogados pela Lei declarada 
inconstitucional, de modo que o autor deve impugnar toda a cadeia normativa pertinente. 
 
Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal exige a impugnação da cadeia de normas revogadoras e 
revogadas até o advento da Constituição de 1988, porquanto o controle abstrato de constitucionalidade 
abrange tão somente o direito pós-constitucional. 
 
Nada obstante, esta Corte admite o cabimento de ação direta de inconstitucionalidade nos casos em que o 
autor, por precaução, inclui, em seu pedido, também a declaração de revogação de normas anteriores à 
vigência do novo parâmetro constitucional. 
 
STF/ADI 5.548/PE 
Não se admite controle concentrado de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais em face 
da lei orgânica respectiva. 
 
STF/ADI 3.481 
A Jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL admite o uso da ação direta de 
inconstitucionalidade contra atos normativos infralegais que inovem originariamente no ordenamento, em 
confronto direto com o texto constitucional. 
 
Seção II 
Da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade 
 
Art. 10. Salvo no período de recesso, a medida cautelar na ação direta será concedida por decisão da maioria 
absoluta dos membros do Tribunal, observado o disposto no art. 22, após a audiência dos órgãos ou autoridades 
dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado, que deverão pronunciar-se no prazo de cinco dias. 
 
§ 1º. O relator, julgando indispensável, ouvirá o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da 
República, no prazo de três dias. 
 
§ 2º. No julgamento do pedido de medida cautelar, será facultada sustentação oral aos representantes judiciais 
do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela expedição do ato, na forma estabelecida no 
Regimento do Tribunal. 
 
§ 3º. Em caso de excepcional urgência, o Tribunal poderá deferir a medida cautelar sem a audiência dos 
órgãos ou das autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado. 
 
Art. 11. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário 
Oficial da União e do Diário da Justiça da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo 
solicitar as informações à autoridade da qual tiver emanado o ato, observando-se, no que couber, o procedimento 
estabelecido na Seção I deste Capítulo. 
 
§ 1º. A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito ex nunc, salvo se o 
Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa. 
 
§ 2º. A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente (Repristinação), 
salvo expressa manifestação em sentido contrário. 
 
Art. 12. Havendo pedido de medida cautelar, o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial 
significado para a ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações, no prazo 
de dez dias, e a manifestação do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República, 
sucessivamente, no prazo de cinco dias, submeter o processo diretamente ao Tribunal, que terá a faculdade 
de julgar definitivamente a ação. 
 
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Efeitos da ADI 
A ADI pode ter uma decisão: 
* Definitiva (Regra); 
* Em Medida Cautelar (Exceção). 
Efeitos em Decisão Definitiva Efeitos em Medida Cautelar 
- Retroativos (Ex-Tunc); 
- Erga Omnes (Alcança Todos); 
- Vinculantes; 
- Não Retroativos (Ex-Nunc); 
- Erga Omnes (Alcança Todos); 
- Vinculantes; 
Lei 9.868/99. Art. 28. Parágrafo único. A declaração 
de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, 
inclusive a interpretação conforme a Constituição e adeclaração parcial de inconstitucionalidade sem 
redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito 
vinculante em relação aos órgãos do Poder 
Judiciário e à Administração Pública federal, 
estadual e municipal.. 
Lei 9.868/99. Art. 11. § 1º. A medida cautelar, 
dotada de eficácia contra todos, será concedida 
com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender 
que deva conceder-lhe eficácia retroativa. 
 
Efeitos da ADI e Poder Legislativo 
A declaração de inconstitucionalidade proferida em ADI não vincula o Poder Legislativo, podendo este 
promulgar lei de conteúdo idêntico ao do texto anteriormente censurado. 
 
ADI – Participação do AGU e PGR 
Advogado Geral da União Procurador Geral da República 
Possui legitimidade passiva perante a ADI, ou seja, 
defenderá a lei ou ato normativo impugnado. 
- Possui legitimidade ativa (autor) para propor ADI; 
 
- Quando não for autor da ADI, atua apresentando 
parecer (opinião) em relação à constitucionalidade 
ou não da lei ou ato impugnado. 
CF/88. Art. 103. § 3º Quando o Supremo Tribunal 
Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de 
norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o 
Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou 
texto impugnado. 
CF/88. Art. 103. Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: 
 
VI - o Procurador-Geral da República; 
 
§ 1º O Procurador-Geral da República deverá ser 
previamente ouvido nas ações de 
inconstitucionalidade e em todos os processos de 
competência do Supremo Tribunal Federal. 
 
Capítulo II-A 
Da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
 
Seção I 
Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
 
Art. 12-A. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade por omissão os legitimados à propositura da ação 
direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade. 
 
Legitimados a Proporem ADI – CF/88 
* Presidente da República; (Legitimado Universal) 
* Mesa do Senado Federal; (Legitimado Universal) 
* Mesa da Câmara dos Deputados; (Legitimado Universal) 
* Procurador-Geral da República; (Legitimado Universal) 
* Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; (Legitimado Universal) 
* Partido político com representação no Congresso Nacional; (Legitimado Universal) 
* Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
* Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
* Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado Especial) 
 
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Direito Constitucional (Leis Especiais) – Legislação Esquematizada 
 
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Art. 12-B. A petição indicará: 
 
I - a omissão inconstitucional total ou parcial quanto ao cumprimento de dever constitucional de legislar ou quanto 
à adoção de providência de índole administrativa; 
 
II - o pedido, com suas especificações. 
 
Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, se for o caso, será apresentada 
em 2 vias, devendo conter cópias dos documentos necessários para comprovar a alegação de omissão. 
 
Art. 12-C. A petição inicial inepta, não fundamentada, e a manifestamente improcedente serão liminarmente 
indeferidas pelo relator. 
 
Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial. 
 
Art. 12-D. Proposta a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, não se admitirá desistência. 
 
Art. 12-E. Aplicam-se ao procedimento da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, no que couber, as 
disposições constantes da Seção I do Capítulo II desta Lei (Admissibilidade e Procedimento da ADI). 
 
§ 1º. Os demais titulares referidos no art. 2º. desta Lei poderão manifestar-se, por escrito, sobre o objeto da ação 
e pedir a juntada de documentos reputados úteis para o exame da matéria, no prazo das informações, bem como 
apresentar memoriais. 
 
§ 2º. O relator poderá solicitar a manifestação do Advogado-Geral da União, que deverá ser encaminhada no 
prazo de 15 dias. 
 
§ 3º. O Procurador-Geral da República, nas ações em que não for autor, terá vista do processo, por 15 dias, 
após o decurso do prazo para informações. 
 
Seção II 
Da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
 
Art. 12-F. Em caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da maioria 
absoluta de seus membros, observado o disposto no art. 22, poderá conceder medida cautelar, após a audiência 
dos órgãos ou autoridades responsáveis pela omissão inconstitucional, que deverão pronunciar-se no prazo de 5 
dias. 
 
§ 1º. A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicação da lei ou do ato normativo questionado, 
no caso de omissão parcial, bem como na suspensão de processos judiciais ou de procedimentos 
administrativos, ou ainda em outra providência a ser fixada pelo Tribunal. 
 
§ 2º. O relator, julgando indispensável, ouvirá o Procurador-Geral da República, no prazo de 3 dias. 
 
§ 3º. No julgamento do pedido de medida cautelar, será facultada sustentação oral aos representantes judiciais 
do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela omissão inconstitucional, na forma estabelecida no 
Regimento do Tribunal. 
 
Art.12-G. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar, em seção especial do Diário 
Oficial da União e do Diário da Justiça da União, a parte dispositiva da decisão no prazo de 10 dias, devendo 
solicitar as informações à autoridade ou ao órgão responsável pela omissão inconstitucional, observando-se, no 
que couber, o procedimento estabelecido na Seção I do Capítulo II desta Lei. 
 
Seção III 
Da Decisão na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
 
Art. 12-H. Declarada a inconstitucionalidade por omissão, com observância do disposto no art. 22, será dada 
ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. 
 
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§ 1º. Em caso de omissão imputável a órgão administrativo, as providências deverão ser adotadas no prazo de 
30 dias, ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal, tendo em vista as 
circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido. 
 
§ 2º. Aplica-se à decisão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, no que couber, o disposto no 
Capítulo IV desta Lei. 
 
Não Confunda! 
Mandado de Injunção ADI por Omissão 
Ação de natureza subjetiva, sendo um instrumento de 
controle concreto ou incidental. 
Ação de natureza objetiva, sendo um instrumento de 
controle abstrato. 
Ação para tornar apta a aplicabilidade de Direitos 
Fundamentais apresentados na CF devido à 
ausência de norma regulamentadora. 
(CF. Art. 5º. LXXI) 
Ação aplicável na ausência de norma 
regulamentadora que esteja direcionada a qualquer 
dispositivo da constituição com eficácia limitada. 
(CF. Art. 103. § 2º) 
Torna aplicável determinado direito fundamental. Torna efetiva norma constitucional, sem precisar ser 
um direito fundamental. 
O Poder judiciário é um meio para tornar aplicável 
determinado direito; 
O Poder Judiciário é o próprio fim para concretizar a 
norma constitucional. 
Não exige o fim de determinado prazo para 
caracterizar omissão. 
Exige a aplicação de prazo para a omissão ser 
aplicável. 
Possui um rol amplo de pessoas para pleitear tal 
direito. Possui um rol restrito (CF/88. Art. 103). 
A competência para julgamento é mais ampla. Apenas o STF e os TJ’s (Constituições Estaduais) 
possuem a competência para julgamento. 
Tanto o MI, quanto a ADO podem apresentar-se quandoocorrer a falta de medida para efetivar determinada 
norma constitucional de direito fundamental. 
 
CAPÍTULO III 
DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 
 
Ação Direta de Inconstitucionalidade (Genérica) 
CF/88. Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe: 
 
I - processar e julgar, originariamente: 
 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória 
de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; 
 
Ação Declaratória de Constitucionalidade 
Possui o objetivo de confirmar a constitucionalidade de determinada lei ou ato normativo federal 
considerados duvidosos, abandonando, assim, a incerteza sobre a norma e garantindo a segurança 
jurídica. 
Tem como pressuposto fático a existência de decisões de constitucionalidade, em processos concretos, 
contrárias à posição governamental. (José Afonso da Silva) 
Trata-se de um controle de constitucionalidade concentrado. 
O objeto da ADC é lei ou ato normativo FEDERAL. 
O conhecimento de ação direta de constitucionalidade está condicionado à existência de decisões judiciais 
divergentes quanto à compatibilidade de uma dada norma jurídica em relação à CF. 
Não foi introduzida pelo Poder Constituinte Originário, sendo criada pela EC 03/93. 
A Ação Declaratória de Constitucionalidade tem a finalidade principal de transformar a presunção relativa 
de constitucionalidade em presunção absoluta, em razão dos seus efeitos vinculantes. 
A ação declaratória de constitucionalidade observa processo objetivo que admite a manifestação de órgãos 
ou entidades a título de amici curiae, ainda que o permissivo legal específico que autorizaria sua 
intervenção tenha sido vetado pelo Presidente da República. 
 
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Manifestação do AGU e PGR 
ADC Lei ou Ato Normativo Federal. 
ADI Lei ou Ato Normativo Federal ou Estadual. 
ADPF Lei ou Ato Normativo Federal, Estadual e Municipal. 
 
Ação Declaratória de Constitucionalidade - Efeitos 
* Produz eficácia contra todos (erga omnes); 
* Efeitos Retroativos (Ex-tunc); 
* Vincula os órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, 
estadual e municipal. (Não vincula o Poder Legislativo). 
 
Ação Declaratória de Constitucionalidade – Medida Cautelar - Efeitos 
Em regra, medida cautelar em ação declaratória de constitucionalidade produz: 
* Efeito vinculante contra todos; 
* Eficácia ex-nunc. 
 
Seção I 
Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Declaratória de Constitucionalidade 
 
Art. 13. Podem propor a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal: (Vide artigo 103 
da CF) 
 
I - o Presidente da República; 
 
II - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
 
III - a Mesa do Senado Federal; 
 
IV - o Procurador-Geral da República. 
 
Legitimados a Propositura de ADC 
* Presidente da República; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa do Senado Federal; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa da Câmara dos Deputados; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
 
* Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
 
* Procurador-Geral da República; (Legitimado Universal) 
 
* Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; (Legitimado Universal) 
 
* Partido político com representação no Congresso Nacional; (Legitimado Universal) 
 
* Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado Especial) 
Legitimidade Universal Legitimidade Especial 
Não precisa demonstrar pertinência temática. Precisa demonstrar pertinência temática. 
 
Art. 14. A petição inicial indicará: 
 
I - o dispositivo da lei ou do ato normativo questionado e os fundamentos jurídicos do pedido; 
 
II - o pedido, com suas especificações; 
 
III - a existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação da disposição objeto da ação declaratória. 
 
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Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, quando subscrita por 
advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter cópias do ato normativo questionado e dos 
documentos necessários para comprovar a procedência do pedido de declaração de constitucionalidade. 
 
Art. 15. A petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente 
indeferidas pelo relator. 
 
Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial. 
 
Art. 16. Proposta a ação declaratória, não se admitirá desistência. 
 
Art. 18. Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação declaratória de constitucionalidade. 
 
Art. 19. Decorrido o prazo do artigo anterior, será aberta vista ao Procurador-Geral da República, que deverá 
pronunciar-se no prazo de quinze dias. 
 
Art. 20. Vencido o prazo do artigo anterior, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os Ministros, e 
pedirá dia para julgamento. 
 
§ 1º. Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou de notória 
insuficiência das informações existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais, 
designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão ou fixar data para, em 
audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria. 
 
§ 2º. O relator poderá solicitar, ainda, informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos 
Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma questionada no âmbito de sua jurisdição. 
 
§ 3º. As informações, perícias e audiências a que se referem os parágrafos anteriores serão realizadas no prazo 
de trinta dias, contado da solicitação do relator. 
 
Seção II 
Da Medida Cautelar em Ação Declaratória de Constitucionalidade 
 
Art. 21. O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido 
de medida cautelar na ação declaratória de constitucionalidade, consistente na determinação de que os juízes e 
os Tribunais suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo 
objeto da ação até seu julgamento definitivo. 
 
Parágrafo único. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do 
Diário Oficial da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo o Tribunal proceder ao 
julgamento da ação no prazo de cento e oitenta dias, sob pena de perda de sua eficácia. 
 
Efeitos da ADC 
A ADC pode ter uma decisão: 
* Definitiva (Regra); 
* Em Medida Cautelar (Exceção). 
Efeitos em Decisão Definitiva Efeitos em Medida Cautelar 
- Retroativos (Ex-Tunc); 
- Erga Omnes (Alcança Todos); 
- Vinculantes; 
- Não Retroativos (Ex-Nunc); 
- Erga Omnes (Alcança Todos); 
- Vinculantes; 
 
Manifestação do AGU e PGR 
ADI AGU: Manifesta-se. 
PGR: Manifesta-se. 
ADC AGU: Não se manifesta. 
PGR: Manifesta-se. 
ADO AGU: Pode se manifestar. 
PGR: Se for autor, não se manifesta, se não for, manifesta-se. 
ADPF AGU: Pode se manifestar. 
PGR: Manifesta-se. 
 
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Medida Cautelar 
ADI 
Lei 9.868/99. Art. 11. § 1º. A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será 
concedida com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe 
eficácia retroativa. 
 
Lei 9.868/99. Art. 11. § 2º. A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação 
anterior acaso existente (Repristinação), salvo expressa manifestação em sentido 
contrário. 
ADC 
Lei 9.868/99. Art. 21.O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de 
seus membros, poderá deferir pedido de medida cautelar na ação declaratória de 
constitucionalidade, consistente na determinação de que os juízes e os Tribunais 
suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou do ato 
normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo. 
ADO 
Lei 9.868/99. Art. 12-F. § 1º. A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicação 
da lei ou do ato normativo questionado, no caso de omissão parcial, bem como na 
suspensão de processos judiciais ou de procedimentos administrativos, ou ainda em 
outra providência a ser fixada pelo Tribunal. 
ADPF 
Lei 9.882/99. Art. 4º. § 3º. A liminar poderá consistir na determinação de que juízes e 
tribunais suspendam o andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou 
de qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da arguição de 
descumprimento de preceito fundamental, salvo se decorrentes da coisa julgada. 
ADI 
Interventiva 
Lei 12.562/11. Art. 5º. § 2º A liminar poderá consistir na determinação de que se suspenda 
o andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais ou administrativas ou de 
qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da representação 
interventiva. 
 
CAPÍTULO IV 
DA DECISÃO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE 
CONSTITUCIONALIDADE 
 
Art. 22. A decisão sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo somente será 
tomada se presentes na sessão pelo menos oito Ministros. 
 
Art. 23. Efetuado o julgamento, proclamar-se-á a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da disposição 
ou da norma impugnada se num ou noutro sentido se tiverem manifestado pelo menos seis Ministros, quer se 
trate de ação direta de inconstitucionalidade ou de ação declaratória de constitucionalidade. 
 
Parágrafo único. Se não for alcançada a maioria necessária à declaração de constitucionalidade ou de 
inconstitucionalidade, estando ausentes Ministros em número que possa influir no julgamento, este será 
suspenso a fim de aguardar-se o comparecimento dos Ministros ausentes, até que se atinja o número 
necessário para prolação da decisão num ou noutro sentido. 
 
Art. 24. Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a ação direta ou procedente eventual 
ação declaratória; e, proclamada a inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente a ação direta ou 
improcedente eventual ação declaratória. 
 
Art. 25. Julgada a ação, far-se-á a comunicação à autoridade ou ao órgão responsável pela expedição do ato. 
 
Art. 26. A decisão que declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo em ação 
direta ou em ação declaratória é irrecorrível, ressalvada a interposição de embargos declaratórios, não 
podendo, igualmente, ser objeto de ação rescisória. 
 
Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de segurança 
jurídica ou de excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços 
de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de 
seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. 
 
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Modulação dos Efeitos da Declaração de Constitucionalidade ou de Inconstitucionalidade 
Consiste na limitação dos efeitos apresentados a partir das decisões de constitucionalidade ou 
inconstitucionalidade nos casos de: 
* Questões de Segurança Jurídica; 
* Excepcional Interesse Social. 
Em regra, os efeitos de uma ADIN são retroativos (ex-tunc), no entanto, excepcionalmente, os efeitos 
podem ser prospectivos (ex-nunc). 
A modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade é técnica de aplicação possível tanto no 
controle difuso quanto no concentrado. 
O Supremo Tribunal Federal admite a possibilidade de modulação dos efeitos das decisões nos casos em 
que há declaração de constitucionalidade de lei. 
O Supremo Tribunal Federal admite a modulação dos efeitos das decisões quando estas traduzem uma 
mudança do critério de interpretação de normas, em que essas alterações bruscas violam a segurança 
jurídica. 
 
Requisitos para a Modulação dos Efeitos 
* Maioria de 2/3 dos Ministros do STF; 
* Questões de Segurança Jurídica ou Excepcional Interesse Social. 
 
Modulação dos Efeitos – O que o STF pode fazer? 
* Restringir os efeitos da Declaração de Inconstitucionalidade; 
* Atribuir efeitos não retroativos (ex-nunc) ou pro futuro; 
* Determinar que a eficácia da decisão se inicie em outro momento. 
Em face do princípio da segurança jurídica, as relações estabelecidas de boa-fé com base em norma 
posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, podem ser preservadas pelo que se denomina de 
modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, ou seja, instrumento jurídico que permite 
conferir a nulidade da norma com efeitos para o futuro: a partir do trânsito em julgado ou de outro momento 
que venha a ser fixado. 
 
Art. 28. Dentro do prazo de dez dias após o trânsito em julgado da decisão, o Supremo Tribunal Federal fará 
publicar em seção especial do Diário da Justiça e do Diário Oficial da União a parte dispositiva do acórdão. 
 
Parágrafo único. A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive a interpretação 
conforme a Constituição e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, têm eficácia 
contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública 
federal, estadual e municipal. 
 
Efeitos da ADI 
A ADI pode ter uma decisão: 
* Definitiva (Regra); 
* Em Medida Cautelar (Exceção). 
Efeitos em Decisão Definitiva Efeitos em Medida Cautelar 
- Retroativos (Ex-Tunc); 
- Erga Omnes (Alcança Todos); 
- Vinculantes; 
- Não Retroativos (Ex-Nunc); 
- Erga Omnes (Alcança Todos); 
- Vinculantes; 
Lei 9.868/99. Art. 28. Parágrafo único. A declaração 
de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, 
inclusive a interpretação conforme a Constituição e a 
declaração parcial de inconstitucionalidade sem 
redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito 
vinculante em relação aos órgãos do Poder 
Judiciário e à Administração Pública federal, 
estadual e municipal.. 
Lei 9.868/99. Art. 11. § 1º. A medida cautelar, 
dotada de eficácia contra todos, será concedida 
com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender 
que deva conceder-lhe eficácia retroativa. 
 
 
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Lei nº 12.562, de 23 de dezembro de 2011 
 
ADI Interventiva – CF/88 
CF/88. Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
 
III - de provimento, pelo STF, de representação do Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, 
VII (Princípios Constitucionais Sensíveis), e no caso de recusa à execução de lei federal. 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o processo e julgamento da representação interventiva prevista no inciso III do art. 
36 da Constituição Federal. 
 
Art. 2º A representação será proposta pelo Procurador-Geral da República, em caso de violação aos princípios 
referidos no inciso VII do art. 34 da Constituição Federal (Princípios Constitucionais Sensíveis), ou de recusa, 
por parte de Estado-Membro, à execução de lei federal. 
 
ADI Interventiva – Requisitos 
* Competência Originária do STF; 
 
* Representação do PGR; 
 
* Violação dos Princípio Constitucionais Sensíveis ou de Recusa à execução de lei federal; 
 
Princípios Constitucionais Sensíveis – CF/88. Art. 34. VII 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
 
b) direitos da pessoa humana;c) autonomia municipal; 
 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a 
proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos 
de saúde. 
 
Art. 3º A petição inicial deverá conter: 
 
I - a indicação do princípio constitucional que se considera violado ou, se for o caso de recusa à aplicação de lei 
federal, das disposições questionadas; 
 
II - a indicação do ato normativo, do ato administrativo, do ato concreto ou da omissão questionados; 
 
III - a prova da violação do princípio constitucional ou da recusa de execução de lei federal; 
 
IV - o pedido, com suas especificações. 
 
Parágrafo único. A petição inicial será apresentada em 2 vias, devendo conter, se for o caso, cópia do ato 
questionado e dos documentos necessários para comprovar a impugnação. 
 
Art. 4º A petição inicial será indeferida liminarmente pelo relator, quando não for o caso de representação 
interventiva, faltar algum dos requisitos estabelecidos nesta Lei ou for inepta. 
 
Parágrafo único. Da decisão de indeferimento da petição inicial caberá agravo, no prazo de 5 dias. 
 
Indeferimento de Liminar da Petição Inicial – Hipóteses 
* Quando não for o caso de representação interventiva; 
* Faltar algum dos requisitos na petição inicial; 
* For Inepta. 
OBS: Caberá agravo no prazo de 5 dias. 
 
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Art. 5º O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido 
de medida liminar na representação interventiva. 
 
§ 1º O relator poderá ouvir os órgãos ou autoridades responsáveis pelo ato questionado, bem como o Advogado-
Geral da União ou o Procurador-Geral da República, no prazo comum de 5 dias. 
 
§ 2º A liminar poderá consistir na determinação de que se suspenda o andamento de processo ou os efeitos de 
decisões judiciais ou administrativas ou de qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da 
representação interventiva. 
 
Medida Cautelar 
* Deferida por maioria absoluta do STF; 
* Autoridades a serem ouvidas: Responsáveis pelo ato questionado, AGU, PGR (Prazo: 5 dias); 
* Efeitos da liminar: 
 - Suspensão do andamento do processo; 
 - Suspensão dos efeitos de decisões judiciais ou administrativas; 
 - Suspensão de medidas relacionadas à matéria da representação interventiva. 
 
Art. 6º Apreciado o pedido de liminar ou, logo após recebida a petição inicial, se não houver pedido de liminar, o 
relator solicitará as informações às autoridades responsáveis pela prática do ato questionado, que as prestarão 
em até 10 dias. 
 
§ 1º Decorrido o prazo para prestação das informações, serão ouvidos, sucessivamente, o Advogado-Geral da 
União e o Procurador-Geral da República, que deverão manifestar-se, cada qual, no prazo de 10 dias. 
 
§ 2º Recebida a inicial, o relator deverá tentar dirimir o conflito que dá causa ao pedido, utilizando-se dos 
meios que julgar necessários, na forma do regimento interno. 
 
Art. 7º Se entender necessário, poderá o relator requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de 
peritos para que elabore laudo sobre a questão ou, ainda, fixar data para declarações, em audiência pública, de 
pessoas com experiência e autoridade na matéria. 
 
Parágrafo único. Poderão ser autorizadas, a critério do relator, a manifestação e a juntada de documentos por 
parte de interessados no processo. 
 
Art. 8º Vencidos os prazos previstos no art. 6º ou, se for o caso, realizadas as diligências de que trata o art. 7º , o 
relator lançará o relatório, com cópia para todos os Ministros, e pedirá dia para julgamento. 
 
Art. 9º A decisão sobre a representação interventiva somente será tomada se presentes na sessão pelo 
menos 8 Ministros. 
 
Art. 10. Realizado o julgamento, proclamar-se-á a procedência ou improcedência do pedido formulado na 
representação interventiva se num ou noutro sentido se tiverem manifestado pelo menos 6 Ministros. 
 
Parágrafo único. Estando ausentes Ministros em número que possa influir na decisão sobre a representação 
interventiva, o julgamento será suspenso, a fim de se aguardar o comparecimento dos Ministros ausentes, até 
que se atinja o número necessário para a prolação da decisão. 
 
Art. 11. Julgada a ação, far-se-á a comunicação às autoridades ou aos órgãos responsáveis pela prática dos atos 
questionados, e, se a decisão final for pela procedência do pedido formulado na representação interventiva, o 
Presidente do Supremo Tribunal Federal, publicado o acórdão, levá-lo-á ao conhecimento do Presidente da 
República para, no prazo improrrogável de até 15 dias, dar cumprimento aos §§ 1º e 3º do art. 36 da 
Constituição Federal. 
 
Parágrafo único. Dentro do prazo de 10 dias, contado a partir do trânsito em julgado da decisão, a parte 
dispositiva será publicada em seção especial do Diário da Justiça e do Diário Oficial da União. 
 
Art. 12. A decisão que julgar procedente ou improcedente o pedido da representação interventiva é irrecorrível, 
sendo insuscetível de impugnação por ação rescisória. 
 
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Lei nº 9.882, de 3 de dezembro de 1999 
 
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF 
É uma ação de controle concentrado, abstrato e principal de constitucionalidade com a finalidade de 
atacar as leis e atos normativos federais, estaduais e municipais que forem contra os dispositivos mais 
importantes da Constituição. 
Consiste em uma Ação residual ou subsidiária, sendo cabível apenas quando não existir outro meio eficaz 
capaz de sanar o problema; (Princípio da Subsidiariedade). 
É possível o amici curiae na ADPF, desde que exista relevância da matéria e representatividade; 
Inserida pela EC 3/1995 com a finalidade de proteger os preceitos fundamentais, que são os direitos e 
garantais fundamentais da CF, além dos princípios fundamentais da República. 
CF/88. Art. 102. § 1.º A arguição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta 
Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. 
É possível a fungibilidade entre ADI e ADPF, que consiste no processo de converter a ADPF em ADI, 
quando não for o caso de aplicação (vice-versa). No entanto a fungibilidade não será possível caso o erro 
seja grosseiro. 
É cabível pedido de liminar por maioria absoluta dos membros para suspender andamento do processo ou 
seus efeitos de decisões judiciais, não sendo possível atingir a eficácia das decisões judiciais já transitadas 
em julgado. 
É possível celebrar acordos em ADPF, desde que não ocorra a intervenção de terceiros e a desistência da 
ação após a sua propositura. 
No âmbito da ADPF, conforme entendimento do STF, constituem matéria relacionada a preceito 
fundamental: os princípios fundamentais, os direitos e garantias fundamentais, as cláusulas pétreas, os 
princípios sensíveis. 
 
Preceitos Fundamentais 
* Direitos e garantias fundamentais (CF/88. Art. 5º, dentre outros); 
* Princípios protegidos pela cláusula pétrea (CF/88. Art. 60, § 4°); 
* Princípios sensíveis (CF/88. Art. 34, VII); 
* Proibição de vinculação de salários a múltiplos do salário mínimo; 
* Princípios setoriais da Administração Pública. 
 
ADPF - Modalidades 
A ADPF possui duas modalidades: 
* Autônoma ou Direta; (Lei 9.882/99. Art. 1°.) 
* Incidental ou Indireta. 
ADPF Autônoma ou Direta 
Tem por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resultante de ato do Poder Público (art. 1º, 
caput, Lei 9.882/99). 
Controle abstrato; 
Pode ser: 
 - Preventiva: Tem por objeto evitar lesão a preceito fundamental; 
 - Repressiva: Tem por objeto reparar lesão a preceitofundamental. 
Lei 9.882/99. Art. 1º. A arguição prevista no § 1º. do art. 102 da Constituição Federal será proposta perante 
o Supremo Tribunal Federal, e terá por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resultante 
de ato do Poder Público. 
 
Parágrafo único. Caberá também arguição de descumprimento de preceito fundamental: 
ADPF Incidental ou Indireta 
Cabível quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, 
estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição (art. 1º, parágrafo único, I, Lei 9.882/99). 
Controle concentrado incidental; 
Lei 9.882/99. Art. 1º. Parágrafo único. Caberá também arguição de descumprimento de preceito 
fundamental: 
 
I - quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, 
estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição; 
 
 
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Manifestação do AGU e PGR 
ADC Lei ou Ato Normativo Federal. 
ADI Lei ou Ato Normativo Federal ou Estadual. 
ADPF Lei ou Ato Normativo Federal, Estadual e Municipal. 
 
Controle Concentrado de Constitucionalidade 
Atos Normativos Municipais x CF Atos Normativos Municipais x Const. Estadual 
ADPF no STF ADI no TJ 
 
ADPF 
É cabível contra Não é cabível 
* Ato revogado ou de eficácia exaurida; 
* Decisão judicial, salvo se transitada em julgada; 
* Atos de efeitos concretos; 
* Atos normativos secundários; 
* Norma Constitucional Ordinária; 
* Leis ou atos normativos anteriores à CF/88. 
* Lei ou ato normativo Federal, Estadual ou Municipal 
* atos omissivos e comissivos; 
* Atos políticos (PEC); 
* Atos tipicamente regulamentares; 
* Decisão judicial transitada em julgado. 
* Súmulas (comum ou vinculante); 
* Veto do Chefe do executivo. 
 
Art. 1º. A arguição prevista no § 1º. do art. 102 da Constituição Federal será proposta perante o Supremo 
Tribunal Federal, e terá por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resultante de ato do Poder 
Público. 
 
Parágrafo único. Caberá também arguição de descumprimento de preceito fundamental: 
 
I - quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, 
estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição; 
 
Art. 2º. Podem propor arguição de descumprimento de preceito fundamental: 
 
I - os legitimados para a ação direta de inconstitucionalidade; 
 
ADPF– Legitimados Ativos 
* Presidente da República; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa do Senado Federal; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa da Câmara dos Deputados; (Legitimado Universal) 
 
* Procurador-Geral da República; (Legitimado Universal) 
 
* Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; (Legitimado Universal) 
 
* Partido político com representação no Congresso Nacional; (Legitimado Universal) 
 
* Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
 
* Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Legitimado Especial) 
 
* Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. (Legitimado Especial) 
 
§ 1º. Na hipótese do inciso II, faculta-se ao interessado, mediante representação, solicitar a propositura de 
arguição de descumprimento de preceito fundamental ao Procurador-Geral da República, que, examinando os 
fundamentos jurídicos do pedido, decidirá do cabimento do seu ingresso em juízo. 
 
Art. 3º. A petição inicial deverá conter: 
 
I - a indicação do preceito fundamental que se considera violado; 
 
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II - a indicação do ato questionado; 
 
III - a prova da violação do preceito fundamental; 
 
IV - o pedido, com suas especificações; 
 
V - se for o caso, a comprovação da existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação do 
preceito fundamental que se considera violado. 
 
Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de mandato, se for o caso, será apresentada em 
duas vias, devendo conter cópias do ato questionado e dos documentos necessários para comprovar a 
impugnação. 
 
Art. 4º. A petição inicial será indeferida liminarmente, pelo relator, quando não for o caso de arguição de 
descumprimento de preceito fundamental, faltar algum dos requisitos prescritos nesta Lei ou for inepta. 
 
§ 1º. Não será admitida arguição de descumprimento de preceito fundamental quando houver qualquer outro 
meio eficaz de sanar a lesividade. 
 
§ 2º. Da decisão de indeferimento da petição inicial caberá agravo, no prazo de cinco dias. 
 
Art. 5º. O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido 
de medida liminar na arguição de descumprimento de preceito fundamental. 
 
§ 1º. Em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou ainda, em período de recesso, poderá o 
relator conceder a liminar, ad referendum do Tribunal Pleno. 
 
§ 2º. O relator poderá ouvir os órgãos ou autoridades responsáveis pelo ato questionado, bem como o 
Advogado-Geral da União ou o Procurador-Geral da República, no prazo comum de cinco dias. 
 
§ 3º. A liminar poderá consistir na determinação de que juízes e tribunais suspendam o andamento de 
processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou de qualquer outra medida que apresente relação com a 
matéria objeto da arguição de descumprimento de preceito fundamental, salvo se decorrentes da coisa julgada. 
(Vide ADIN 2.231-8, de 2000) 
 
Art. 6º. Apreciado o pedido de liminar, o relator solicitará as informações às autoridades responsáveis pela 
prática do ato questionado, no prazo de dez dias. 
 
§ 1º. Se entender necessário, poderá o relator ouvir as partes nos processos que ensejaram a arguição, 
requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a 
questão, ou ainda, fixar data para declarações, em audiência pública, de pessoas com experiência e autoridade na 
matéria. 
 
§ 2º. Poderão ser autorizadas, a critério do relator, sustentação oral e juntada de memoriais, por requerimento 
dos interessados no processo. 
 
Art. 7º. Decorrido o prazo das informações, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os ministros, e 
pedirá dia para julgamento. 
 
Parágrafo único. O Ministério Público, nas arguições que não houver formulado, terá vista do processo, por 
cinco dias, após o decurso do prazo para informações. 
 
Art. 8º. A decisão sobre a arguição de descumprimento de preceito fundamental somente será tomada se 
presentes na sessão pelo menos dois terços dos Ministros. 
 
Art. 10. Julgada a ação, far-se-á comunicação às autoridades ou órgãos responsáveis pela prática dos atos 
questionados, fixando-se as condições e o modo de interpretação e aplicação do preceito fundamental. 
 
§ 1º. O presidente do Tribunal determinará o imediato cumprimento da decisão, lavrando-se o acórdão 
posteriormente. 
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§ 2º. Dentro do prazo de dez dias contado a partir do trânsito em julgado da decisão, sua parte dispositiva será 
publicada em seção especial do Diário da Justiça e do Diário Oficial da União. 
 
§ 3º. A decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder 
Público. 
 
ADPF– Efeitos 
A decisão é imediatamente autoaplicável e terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente 
aos demais órgãos do Poder Público. 
Efeitos Ex-tunc. 
Em regra, os efeitos de uma ADPF são retroativos (ex-tunc), no entanto, excepcionalmente, os efeitos 
podem ser prospectivos (ex-nunc) por meio da Modulação dos Efeitos. 
 
Art. 11. Ao declarar a inconstitucionalidadeas seguintes normas: 
 
a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o praticou; 
 
b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades 
indispensáveis à existência ou seriedade do ato; 
 
c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento ou outro ato 
normativo; 
 
d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é 
materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido; 
 
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, 
explícita ou implicitamente, na regra de competência. 
 
Hipóteses de Nulidade do Ato 
Incompetência O ato não se incluir nas atribuições legais do agente. 
Vício de Forma Omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis 
à existência ou seriedade do ato. 
Ilegalidade do Objeto O resultado do ato importa em violação de lei, regulamento ou outro ato normativo; 
Inexistência de 
Motivos 
A matéria de fato ou de direito é materialmente inexistente ou juridicamente 
inadequada. 
Desvio de Finalidade O agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto. 
 
Art. 3º Os atos lesivos ao patrimônio das pessoas de direito público ou privado, ou das entidades mencionadas 
no art. 1º, cujos vícios não se compreendam nas especificações do artigo anterior, serão anuláveis, segundo as 
prescrições legais, enquanto compatíveis com a natureza deles. 
 
Art. 4º São também nulos os seguintes atos ou contratos, praticados ou celebrados por quaisquer das pessoas 
ou entidades referidas no art. 1º: 
 
I - A admissão ao serviço público remunerado, com desobediência, quanto às condições de habilitação, das 
normas legais, regulamentares ou constantes de instruções gerais. 
 
II - A operação bancária ou de crédito real, quando: 
 
a) for realizada com desobediência a normas legais, regulamentares, estatutárias, regimentais ou internas; 
 
b) o valor real do bem dado em hipoteca ou penhor for inferior ao constante de escritura, contrato ou avaliação. 
 
III - A empreitada, a tarefa e a concessão do serviço público, quando: 
 
a) o respectivo contrato houver sido celebrado sem prévia concorrência pública ou administrativa, sem que 
essa condição seja estabelecida em lei, regulamento ou norma geral; 
 
b) no edital de concorrência forem incluídas cláusulas ou condições, que comprometam o seu caráter 
competitivo; 
 
c) a concorrência administrativa for processada em condições que impliquem na limitação das possibilidades 
normais de competição. 
 
IV - As modificações ou vantagens, inclusive prorrogações que forem admitidas, em favor do adjudicatário, durante 
a execução dos contratos de empreitada, tarefa e concessão de serviço público, sem que estejam previstas em lei 
ou nos respectivos instrumentos., 
 
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V - A compra e venda de bens móveis ou imóveis, nos casos em que não cabível concorrência pública ou 
administrativa, quando: 
 
a) for realizada com desobediência a normas legais, regulamentares, ou constantes de instruções gerais; 
 
b) o preço de compra dos bens for superior ao corrente no mercado, na época da operação; 
 
c) o preço de venda dos bens for inferior ao corrente no mercado, na época da operação. 
 
VI - A concessão de licença de exportação ou importação, qualquer que seja a sua modalidade, quando: 
 
a) houver sido praticada com violação das normas legais e regulamentares ou de instruções e ordens de 
serviço; 
 
b) resultar em exceção ou privilégio, em favor de exportador ou importador. 
 
VII - A operação de redesconto quando sob qualquer aspecto, inclusive o limite de valor, desobedecer a normas 
legais, regulamentares ou constantes de instruções gerais. 
 
VIII - O empréstimo concedido pelo Banco Central da República, quando: 
 
a) concedido com desobediência de quaisquer normas legais, regulamentares,, regimentais ou constantes de 
instruções gerias: 
 
b) o valor dos bens dados em garantia, na época da operação, for inferior ao da avaliação. 
 
IX - A emissão, quando efetuada sem observância das normas constitucionais, legais e regulamentadoras que 
regem a espécie. 
 
DA COMPETÊNCIA 
 
Art. 5º Conforme a origem do ato impugnado, é competente para conhecer da ação, processá-la e julgá-la o 
juiz que, de acordo com a organização judiciária de cada Estado, o for para as causas que interessem à União, ao 
Distrito Federal, ao Estado ou ao Município. 
 
§ 1º Para fins de competência, equiparam-se atos da União, do Distrito Federal, do Estado ou dos Municípios os 
atos das pessoas criadas ou mantidas por essas pessoas jurídicas de direito público, bem como os atos das 
sociedades de que elas sejam acionistas e os das pessoas ou entidades por elas subvencionadas ou em relação 
às quais tenham interesse patrimonial. 
 
§ 2º Quando o pleito interessar simultaneamente à União e a qualquer outra pessoas ou entidade, será 
competente o juiz das causas da União, se houver; quando interessar simultaneamente ao Estado e ao 
Município, será competente o juiz das causas do Estado, se houver. 
 
Competência - Interesses Simultâneos 
União x Outros Estado x Município 
Juiz das causas da União. Juiz das causas do Estado. 
 
§ 3º A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações, que forem posteriormente 
intentadas contra as mesmas partes e sob os mesmos fundamentos. 
 
§ 4º Na defesa do patrimônio público caberá a suspensão liminar do ato lesivo impugnado. 
 
STJ/Informativo 662 
Em face da magnitude econômica, social e ambiental do caso concreto, é possível a fixação do juízo 
do local do fato para o julgamento de ação popular que concorre com diversas outras ações individuais, 
populares e civis públicas decorrentes do mesmo dano ambiental. 
 
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DOS SUJEITOS PASSIVOS DA AÇÃO E DOS ASSISTENTES 
 
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art. 1º, contra as 
autoridades, funcionários ou administradores que houverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato 
impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado oportunidade à lesão, e contra os beneficiários diretos do mesmo. 
 
Sujeitos Passivos 
* Pessoas Públicas ou Privadas; 
* Autoridades, funcionários ou administradores; 
* Agente omissivo que deu oportunidade à lesão; 
* Beneficiários diretos. 
 
STJ/REsp. 931.528-SP 
Conforme a jurisprudência do STJ, é necessário o listisconsórcio passivo. 
 
§ 1º Se não houver benefício direto do ato lesivo, ou se for ele indeterminado ou desconhecido, a ação será 
proposta somente contra as outras pessoas indicadas neste artigo. 
 
§ 2º No caso de que trata o inciso II, item "b", do art. 4º, quando o valor real do bem for inferior ao da avaliação, 
citar-se-ão como réus, além das pessoas públicas ou privadas e entidades referidas no art. 1º, apenas os 
responsáveis pela avaliação inexata e os beneficiários da mesma. 
 
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação, poderá 
abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se afigure útil ao interesse 
público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente. 
 
§ 4º O Ministério Público acompanhará a ação, cabendo-lhe apressar a produção da prova e promover a 
responsabilidade, civil ou criminal, dos que nela incidirem, sendo-lhe vedado, em qualquer hipótese, assumir a 
defesa do ato impugnado ou dos seus autores. 
 
§ 5º É facultado a qualquer cidadão habilitar-se como litisconsorte oude lei ou ato normativo, no processo de arguição de 
descumprimento de preceito fundamental, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional 
interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir 
os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de 
outro momento que venha a ser fixado. 
 
ADPF – Modulação dos Efeitos 
* Restringir os efeitos da ADPF; 
* Atribuir efeitos não retroativos (ex-nunc) ou pro futuro; 
* Determinar que a eficácia da decisão se inicie a partir do trânsito em julgado ou em outro momento. 
 
Art. 12. A decisão que julgar procedente ou improcedente o pedido em arguição de descumprimento de preceito 
fundamental é irrecorrível, não podendo ser objeto de ação rescisória. 
 
Art. 13. Caberá reclamação contra o descumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, na 
forma do seu Regimento Interno. 
 
STF/ADPF 134 
A ADPF não tem como função desconstituir a coisa julgada. 
 
STF/ADPF 147 
Não é cabível ADPF para obter interpretação, revisão ou cancelamento de súmula vinculante. 
 
STF/ADPF 165 
É possível a celebração de acordo num processo de índole objetiva, como a ADPF, desde que fique 
demonstrado que há no feito um conflito intersubjetivo subjacente (implícito), que comporta solução por meio 
de autocomposição. 
 
STF/ADPF 216 
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a utilização da ADPF para questionar a interpretação 
judicial de norma constitucional. 
 
STF/ADPF 272 
A arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) é instrumento eficaz de controle da 
inconstitucionalidade por omissão. Com efeito, a ADPF pode ter por objeto as omissões do poder público, 
quer totais ou parciais, normativas ou não normativas, nas mesmas circunstâncias em que ela é cabível 
contra os atos em geral do poder público, desde que essas omissões se afigurem lesivas a preceito 
fundamental, a ponto de obstar a efetividade de norma constitucional que o consagra. 
 
STF/ADPF 449 
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental é cabível em face de lei municipal, adotando-se 
como parâmetro de controle preceito fundamental contido na Carta da República, ainda que também cabível 
em tese o controle à luz da Constituição Estadual perante o Tribunal de Justiça competente. 
 
 
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STF/ADPF 449 
O Tribunal considerou que a revogação da lei objurgada por outra lei local não retira o interesse de agir no 
feito. Isso porque persiste a utilidade da prestação jurisdicional com o intuito de estabelecer, com caráter 
erga omnes e vinculante, o regime aplicável às relações jurídicas estabelecidas durante a vigência da norma 
impugnada, bem como no que diz respeito a leis de idêntico teor aprovadas em outros Municípios. Trata-se 
da solução mais consentânea com o princípio da eficiência processual e o imperativo aproveitamento dos 
atos já praticados de maneira socialmente proveitosa. 
 
STF/ADPF 484 
Cabe ADPF contra o conjunto de decisões judiciais que determinam medidas de constrição judicial em 
desfavor do Estado-membro, das Caixas Escolares ou das Unidades Descentralizadas de Execução da 
Educação UDEs e que recaiam sobre verbas destinadas à educação. 
 
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Lei nº 11.417, de 19 de dezembro de 2006 
 
Súmula Vinculante 
É o instrumento constitucional que tem por finalidade padronizar jurisprudências semelhantes do 
Supremo Tribunal Federal, solucionando conflitos existentes sobre o assunto, passando a ter força normativa 
vinculante perante os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública Direta e indireta, no âmbito 
federal, estadual, distrital ou municipal. 
Um dos objetivos foi diminuir a quantidade de ações judiciais discutidas sobre um mesmo assunto. 
Criada a partir do Poder Constituinte Derivado Reformador por meio da EC 45/2004. 
A súmula vinculante não vincula o Poder Legislativo. 
Não pode ser objeto de ADI. 
 
Súmula Vinculante – Requisitos 
* Decisão de 2/3 dos ministros do STF; 
* Reiteradas decisões semelhantes sobre matéria constitucional; 
* Existência grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. 
 
Súmula Vinculante – Revisão e Cancelamento 
Ocorrerá mediante decisão de 2/3 dos ministros do STF. 
 
Súmula Vinculante – CF/88 
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois 
terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a 
partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder 
Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem 
como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 
 
§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca 
das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública 
que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. 
 
§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de 
súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a 
aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato 
administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou 
sem a aplicação da súmula, conforme o caso. 
OBS: Os legitimados a proporem ADI podem propor a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula 
vinculante. 
OBS: No caso de ato administrativo ou decisão judicial contrária à súmula vinculante é cabível reclamação 
ao STF. 
 
Art. 1º Esta Lei disciplina a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo 
Supremo Tribunal Federal e dá outras providências. 
 
Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre 
matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá 
efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e 
indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na 
forma prevista nesta Lei. 
 
§ 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, 
acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que 
acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. 
 
§ 2º O Procurador-Geral da República, nas propostas que não houver formulado, manifestar-se-á 
previamente à edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante. 
 
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§ 3º A edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula com efeito vinculante dependerão de 
decisão tomada por 2/3 dos membros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária. 
 
§ 4º No prazo de 10 dias após a sessão em que editar, rever ou cancelar enunciado de súmula com efeito 
vinculante, o Supremo Tribunal Federal fará publicar, em seção especial do Diárioda Justiça e do Diário Oficial da 
União, o enunciado respectivo. 
 
Art. 3º São legitimados a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante: 
 
I - o Presidente da República; 
 
II - a Mesa do Senado Federal; 
 
III – a Mesa da Câmara dos Deputados; 
 
IV – o Procurador-Geral da República; 
 
V - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
 
VI - o Defensor Público-Geral da União; 
 
VII – partido político com representação no Congresso Nacional; 
 
VIII – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional; 
 
IX – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
 
X - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
 
XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios, os 
Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais e os 
Tribunais Militares. 
 
§ 1º O Município poderá propor, incidentalmente ao curso de processo em que seja parte, a edição, a revisão 
ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante, o que não autoriza a suspensão do processo. 
 
§ 2º No procedimento de edição, revisão ou cancelamento de enunciado da súmula vinculante, o relator poderá 
admitir, por decisão irrecorrível, a manifestação de terceiros na questão, nos termos do Regimento Interno do 
Supremo Tribunal Federal. 
 
Art. 4º A súmula com efeito vinculante tem eficácia imediata, mas o Supremo Tribunal Federal, por decisão de 
2/3 (dois terços) dos seus membros, poderá restringir os efeitos vinculantes ou decidir que só tenha eficácia 
a partir de outro momento, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público. 
(Modulação dos Efeitos) 
 
Art. 5º Revogada ou modificada a lei em que se fundou a edição de enunciado de súmula vinculante, o Supremo 
Tribunal Federal, de ofício ou por provocação, procederá à sua revisão ou cancelamento, conforme o caso. 
 
Art. 6º A proposta de edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante não autoriza a 
suspensão dos processos em que se discuta a mesma questão. 
 
Art. 7º Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe 
vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos 
recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. 
 
§ 1º Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após 
esgotamento das vias administrativas. 
 
§ 2º Ao julgar procedente a reclamação, o Supremo Tribunal Federal anulará o ato administrativo ou cassará a 
decisão judicial impugnada, determinando que outra seja proferida com ou sem aplicação da súmula, conforme o 
caso. 
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Lei nº 12.016, de 7 de agosto de 2009 
 
Mandado de Segurança – CF/88 
CF/88. Art. 5. LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de 
poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
 
CF/88. Art. 5. LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento 
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
 
Art. 1º. Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas 
corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica 
sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam 
quais forem as funções que exerça. (Vide ADIN 4296) 
 
Mandado de Segurança 
* Usado para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data; 
 
* Agentes: autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público, 
que cometerem a ilegalidade ou abuso de poder. 
 
§ 1º. Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de partidos políticos e 
os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais 
no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
 
Mandado de Segurança – Autoridades Equiparadas 
* Representantes ou órgãos de partidos políticos; 
* Administradores de entidades autárquicas; 
* Dirigentes de pessoas jurídicas ou pessoas naturais que exerçam atribuições do Poder Público. 
 
§ 2º. Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. (Vide ADIN 4296) 
 
§ 3º. Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado 
de segurança. 
 
Art. 2º. Considerar-se-á federal a autoridade coatora se as consequências de ordem patrimonial do ato contra o 
qual se requer o mandado houverem de ser suportadas pela União ou entidade por ela controlada. 
 
Art. 3º. O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de terceiro poderá impetrar 
mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 dias, quando 
notificado judicialmente. 
 
Parágrafo único. O exercício do direito previsto no caput deste artigo submete-se ao prazo fixado no art. 23 desta 
Lei, contado da notificação. 
 
Art. 4º. Em caso de urgência, é permitido, observados os requisitos legais, impetrar mandado de segurança por 
telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico de autenticidade comprovada. 
 
§ 1º. Poderá o juiz, em caso de urgência, notificar a autoridade por telegrama, radiograma ou outro meio que 
assegure a autenticidade do documento e a imediata ciência pela autoridade. 
 
§ 2º. O texto original da petição deverá ser apresentado nos 5 dias úteis seguintes. 
 
§ 3º. Para os fins deste artigo, em se tratando de documento eletrônico, serão observadas as regras da Infra-
Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 
 
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Art. 5º. Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 
 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
 
Impossibilidade de Mandado de Segurança 
* Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 
 
* Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
 
* Decisão judicial transitada em julgado. 
 
* Contra Lei em tese; 
 
* Contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de 
sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público; 
 
* Contra decisões interlocutórias da Lei 9.099.; 
 
* Ato judicial passível de recurso ou correição; 
 
* Na substituição de ação popular; 
 
* Contra matéria interna das casas legislativas. 
 
STJ/MS 18.229 
Da alegada ausência de conduta desidiosa: É firme o entendimento no âmbito do Supremo Tribunal Federal 
e desse Superior Tribunal de Justiça no sentido de que o mandado de segurança não é a via adequada 
para o exame da suficiência do conjunto fático-probatório constante do Processo Administrativo 
Disciplinar - PAD, a fim de verificar se o impetrante praticou ou não os atos que foram a eleimputados e 
que serviram de base para a imposição de penalidade administrativa, porquanto exige prova pré-constituída 
e inequívoca do direito líquido e certo invocado. 
 
STJ/MS 22.157-DF 
Regra Exceção 
É incabível mandado de segurança contra 
decisão judicial transitada em julgado, incidindo, 
portanto, o teor do art. 5º, inciso III, da Lei n. 
12.016/2009 e da Súmula n. 268/STF. 
No entanto, sendo a impetração do mandado de 
segurança anterior ao trânsito em julgado da 
decisão questionada, mesmo que venha a 
acontecer, posteriormente, não poderá ser 
invocado o seu não cabimento ou a sua perda de 
objeto, mas preenchidas as demais exigências 
jurídico-processuais, deverá ter seu mérito 
apreciado. 
 
Art. 6º. A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, será apresentada 
em 2 vias com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade 
coatora, a pessoa jurídica que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições. 
 
§ 1º. No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição ou estabelecimento 
público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por certidão ou de terceiro, o juiz ordenará, 
preliminarmente, por ofício, a exibição desse documento em original ou em cópia autêntica e marcará, para o 
cumprimento da ordem, o prazo de 10 dias. O escrivão extrairá cópias do documento para juntá-las à segunda via 
da petição. 
 
§ 2º. Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-se-á no próprio 
instrumento da notificação. 
 
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§ 3º. Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual emane a ordem 
para a sua prática. 
 
§ 5º. Denega-se o mandado de segurança nos casos previstos pelo art. 267 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 
1973 - Código de Processo Civil. 
 
§ 6º. O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão 
denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
 
STJ/REsp 1.755.047-ES 
Esta Corte Superior firmou entendimento no sentido de ser a petição inicial de mandado de segurança 
passível de emenda, razão por que o magistrado deve abrir prazo para que a parte promova a juntada dos 
documentos comprobatórios da certeza e liquidez do direito alegado, sendo que, somente após o 
descumprimento da diligência, poderá indeferir a inicial. 
 
Art. 7º. Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 
 
I - que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada com as cópias 
dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 dias, preste as informações; 
 
II - que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, enviando-lhe 
cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no feito; 
 
III - que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do ato impugnado 
puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo facultado exigir do impetrante 
caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica. (Vide ADIN 4296) 
 
§ 1º. Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo de instrumento, 
observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil. 
 
§ 2º. Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de 
mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a 
concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. (Vide ADIN 4296) 
 
STF/ADI 4.296 
É inconstitucional ato normativo que vede ou condicione a concessão de medida liminar na via 
mandamental. Sendo assim, o § 2º do Art. 7 da Lei do MS foi declarada inconstitucional. 
 
§ 3º. Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sentença. 
 
§ 4º. Deferida a medida liminar, o processo terá prioridade para julgamento. 
 
§ 5º. As vedações relacionadas com a concessão de liminares previstas neste artigo se estendem à tutela 
antecipada a que se referem os arts. 273 e 461 da Lei no 5.869, de 11 janeiro de 1973 - Código de Processo Civil. 
 
Art. 8º. Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a requerimento do 
Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar obstáculo ao normal andamento do processo 
ou deixar de promover, por mais de 3 dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
 
Perempção ou Caducidade da Medida Liminar - Requisitos 
* Ocorrerá ex officio ou a requerimento do MP; 
* Caso o impetrante: 
 - Crie obstáculo ao normal andamento do processo; 
 - Não promova, por mais de 3 dias úteis, os atos e diligências que o impetrante deveria cumprir. 
 
Art. 9º. As autoridades administrativas, no prazo de 48 horas da notificação da medida liminar, remeterão ao 
Ministério ou órgão a que se acham subordinadas e ao Advogado-Geral da União ou a quem tiver a representação 
judicial da União, do Estado, do Município ou da entidade apontada como coatora cópia autenticada do mandado 
notificatório, assim como indicações e elementos outros necessários às providências a serem tomadas para a 
eventual suspensão da medida e defesa do ato apontado como ilegal ou abusivo de poder. 
 
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Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de 
segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração. 
 
Indeferimento da Inicial - Hipóteses 
* Quando não for o caso de MS; 
* Quando faltar requisito legal; 
* Quando decorrido prazo legal para impetração. 
 
§ 1º. Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a competência para o 
julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um dos tribunais, do ato do relator caberá 
agravo para o órgão competente do tribunal que integre. 
 
Atenção! 
Indeferimento da Inicial por Juiz de 1º Grau Competência Originária do MS nos Tribunais 
Caberá apelação. Caberá Agravo ao órgão competente do Tribunal. 
 
§ 2º. O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. 
 
Não Confundir! 
Mandado de 
Segurança 
O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição 
inicial. 
Ação Civil Pública Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste 
artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. 
Ação Popular É facultado a qualquer cidadão habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor 
da ação popular. 
 
Art. 11. Feitas as notificações, o serventuário em cujo cartório corra o feito juntará aos autos cópia autêntica dos 
ofícios endereçados ao coator e ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, bem como a 
prova da entrega a estes ou da sua recusa em aceitá-los ou dar recibo e, no caso do art. 4º. desta Lei, a 
comprovação da remessa. 
 
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do art. 7º. desta Lei (10 dias), o juiz ouvirá o 
representante do Ministério Público, que opinará, dentro do prazo improrrogável de 10 dias. 
 
Parágrafo único. Com ou sem o parecer do Ministério Público, os autos serão conclusos ao juiz, para a 
decisão, a qual deverá ser necessariamente proferida em 30 dias. 
 
Art. 13. Concedido o mandado, o juiz transmitirá em ofício, por intermédio do oficial do juízo, ou pelocorreio, 
mediante correspondência com aviso de recebimento, o inteiro teor da sentença à autoridade coatora e à pessoa 
jurídica interessada. 
 
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o juiz observar o disposto no art. 4º. desta Lei. 
 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
 
§ 1º. Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição. 
 
§ 2º. Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
 
§ 3º. A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente, salvo nos 
casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
 
§ 4º. O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença concessiva de mandado 
de segurança a servidor público da administração direta ou autárquica federal, estadual e municipal somente será 
efetuado relativamente às prestações que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial. 
 
STJ/REsp 1.868.072-RS 
A técnica de ampliação do colegiado, prevista no art. 942 do CPC/2015, aplica-se também ao julgamento de 
apelação interposta contra sentença proferida em mandado de segurança. 
 
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Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada ou do Ministério Público e para 
evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, o presidente do tribunal ao qual couber 
o conhecimento do respectivo recurso suspender, em decisão fundamentada, a execução da liminar e da 
sentença, dessa decisão caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 dias, que será levado a 
julgamento na sessão seguinte à sua interposição. (Suspensão de Segurança) 
 
Suspensão da Execução da Liminar e da Sentença – Requisitos 
* Requerimento de Pessoa Jurídica de Direito Público interessada ou MP; 
* Evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas; 
* Tomada de decisão do recurso pelo Presidente do Tribunal; 
OBS: Caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 05 dias, da suspensão da execução da liminar e 
da sentença 
 
Atenção! 
STF STJ 
Não se aplica o prazo em dobro. 
O prazo para a Fazenda Pública interpor agravo 
interno em Suspensão de Liminar é de 15 dias e 
deve ser contado em dobro. 
 
§ 1º. Indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo a que se refere o caput deste artigo, caberá novo 
pedido de suspensão ao presidente do tribunal competente para conhecer de eventual recurso especial ou 
extraordinário. 
 
§ 2º. É cabível também o pedido de suspensão a que se refere o § 1o deste artigo, quando negado 
provimento a agravo de instrumento interposto contra a liminar a que se refere este artigo. 
 
§ 3º. A interposição de agravo de instrumento contra liminar concedida nas ações movidas contra o poder 
público e seus agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do pedido de suspensão a que se refere 
este artigo. 
 
§ 4º. O presidente do tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se constatar, em juízo 
prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na concessão da medida. 
 
Efeito Suspensivo Liminar – Requisitos 
* Plausibilidade do direito invocado; 
* Urgência na concessão da medida. 
 
§ 5º. As liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas em uma única decisão, podendo o 
presidente do tribunal estender os efeitos da suspensão a liminares supervenientes, mediante simples aditamento 
do pedido original. 
 
STJ/SLS 1.135/MA 
A concessão de liminar para impedir o pleno funcionamento de estação de tratamento de esgoto, diante das 
peculiaridades do caso, pode ensejar grave lesão aos bens tutelados pela lei de regência. 
 
Os temas diretamente relacionados com o mérito da demanda principal não podem ser examinados na 
presente via, que não substitui o recurso próprio. A suspensão de liminar e de sentença, como cediço, limita-
se a averiguar a possibilidade de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde e à economia públicas. 
 
STJ/SLS 2.564/SP 
O incidente da suspensão de liminar e de sentença, por não ser sucedâneo recursal, é inadequado para a 
apreciação do mérito da controvérsia. 
 
STJ/SLS 1.424 
A legitimidade para postular a contracautela não é dada ao partido político, na qualidade de pessoa 
jurídica de direito privado, mercê da vedação legal disposta no art. 15 da Lei 12.016/2009. 
 
Art. 16. Nos casos de competência originária dos tribunais, caberá ao relator a instrução do processo, sendo 
assegurada a defesa oral na sessão do julgamento do mérito ou do pedido liminar. 
 
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Parágrafo único. Da decisão do relator que conceder ou denegar a medida liminar caberá agravo ao órgão 
competente do tribunal que integre. 
 
Art. 17. Nas decisões proferidas em mandado de segurança e nos respectivos recursos, quando não publicado, 
no prazo de 30 dias, contado da data do julgamento, o acórdão será substituído pelas respectivas notas 
taquigráficas, independentemente de revisão. 
 
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos tribunais cabe recurso 
especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso ordinário, quando a ordem for denegada. 
 
Art. 19. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o mérito, não impedirá que 
o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. 
 
Art. 20. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os 
atos judiciais, salvo habeas corpus. 
 
§ 1º. Na instância superior, deverão ser levados a julgamento na primeira sessão que se seguir à data em que 
forem conclusos ao relator. 
 
§ 2º. O prazo para a conclusão dos autos não poderá exceder de 5 dias. 
 
* Mandado de Segurança Coletivo * 
- Trata-se de um remédio constitucional de natureza cível. 
- Acionado para defender os direitos da coletividade e os direitos individuais homogêneos; 
- Rol de pessoas com o poder de impetrar MS Coletivo é taxativo, sendo possível apenas as pessoas 
apresentadas no Art. 5º, LXX da CF/88; 
- O MS coletivo não pode ser impetrado para defender direitos difusos; 
- É possível a substituição processual; 
- Tratando-se de entidades de classe, associação, organização social, o MS Coletivo não precisa ser em 
favor de todos os membros, sendo possível ser impetrado para defender apenas direito de certa parte 
dos membros. 
Legitimados para Impetrar MS Coletivo – Rol Taxativo 
* Partido Político com representação no Congresso Nacional; 
* Entidade de Classe; 
* Associação em funcionamento há pelo menos um ano; 
* Organização sindical. 
Mnemônico: PEÃO 
 
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no 
Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, 
ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, 
pelo menos, 1 ano, em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou 
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, 
autorização especial. 
 
Parágrafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: 
 
I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza indivisível, de que seja 
titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica; 
 
II - individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de origem comum e da 
atividade ousituação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. 
 
STF/MS 33.801 
A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido de que o requisito taxativo de que a associação 
deva estar legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano da impetração é condição 
para o desenvolvimento válido e regular do mandado de segurança coletivo, sem o qual a impetrante é 
carecedora do direito de ação, acarretando a extinção do processo. Inteligência do art. 5º, inciso LXX, alínea 
b, da Constituição Federal. 
 
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STF/ARE 1.293.130 
É desnecessária a autorização expressa dos associados, a relação nominal destes, bem como a 
comprovação de filiação prévia, para a cobrança de valores pretéritos de título judicial decorrente de 
mandado de segurança coletivo impetrado por entidade associativa de caráter civil. 
 
STJ/REsp 1.865.563-RJ 
A coisa julgada formada no Mandado de Segurança Coletivo 2005.51.01.016159-0 (impetrado pela 
Associação de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro - AME/RJ, enquanto substituta processual) 
beneficia os militares e respectivos pensionistas do antigo Distrito Federal, integrantes da categoria 
substituída - oficiais, independentemente de terem constado da lista apresentada no momento do 
ajuizamento do mandamus ou de serem filiados à associação impetrante. 
 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do 
grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. (Vide ADIN 4296) 
 
§ 1º. O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da 
coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de 
segurança no prazo de 30 dias a contar da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. 
 
§ 2º. No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do representante 
judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. (Vide ADIN 4296) 
 
STF/ADI 4.296 
O § 2º do Art. 22 da Lei do MS é considerado inconstitucional pelo STF, pois considera-se que a exigência 
de oitiva prévia do representante da pessoa jurídica de direito público como condição para a concessão de 
liminar, em MS coletivo, restringe o poder geral de cautela do magistrado. 
 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 dias, contados da ciência, 
pelo interessado, do ato impugnado. (Vide ADIN 4296) 
 
Art. 24. Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código 
de Processo Civil. 
 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos infringentes e a 
condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da aplicação de sanções no caso de 
litigância de má-fé. (Vide ADIN 4296) 
 
Não é cabível no MS 
* Interposição de embargos infringentes; 
 
* Condenação ao pagamento dos honorários advocatícios. 
 
Art. 26. Constitui crime de desobediência, nos termos do art. 330 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 
1940, o não cumprimento das decisões proferidas em mandado de segurança, sem prejuízo das sanções 
administrativas e da aplicação da Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950, quando cabíveis. 
 
Art. 27. Os regimentos dos tribunais e, no que couber, as leis de organização judiciária deverão ser adaptados às 
disposições desta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da sua publicação. 
 
Art. 28. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
STF/Súmula 101 
O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
 
STF/Súmula 248 
É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de segurança contra ato do 
Tribunal de Contas da União. 
 
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STF/Súmula 266 
Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. 
 
STF/Súmula 267 
Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. 
 
STF/Súmula 268 
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. 
 
STF/Súmula 269 
O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. 
 
STF/Súmula 270 
Não cabe mandado de segurança para impugnar enquadramento da Lei 3.780, de 12 de julho de 1960, que 
envolva exame de prova ou de situação funcional complexa. 
 
STF/Súmula 271 
Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais, em relação a período pretérito, 
os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. 
 
STF/Súmula 272 
Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de mandado de 
segurança. 
 
STF/Súmula 299 
O recurso ordinário e o extraordinário interpostos no mesmo processo de mandado de segurança, ou de 
"habeas corpus", serão julgados conjuntamente pelo Tribunal Pleno. 
 
STF/Súmula 304 
Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo coisa julgada contra o impetrante, não 
impede o uso da ação própria. 
 
STF/Súmula 330 
O Supremo Tribunal Federal não é competente para conhecer de mandado de segurança contra atos dos 
tribunais de justiça dos estados. 
 
STF/Súmula 392 
O prazo para recorrer de acórdão concessivo de segurança conta-se da publicação oficial de suas 
conclusões, e não da anterior ciência à autoridade para cumprimento da decisão. 
 
STF/Súmula 405 
Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, dela interposto, fica sem 
efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
 
STF/Súmula 429 
A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança 
contra omissão da autoridade. 
 
STF/Súmula 430 
Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado de segurança. 
 
STF/Súmula 474 
Não há direito líquido e certo, amparado pelo mandado de segurança, quando se escuda em lei cujos 
efeitos foram anulados por outra, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
STF/Súmula 510 
Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de 
segurança ou a medida judicial. 
 
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60/78 
STF/Súmula 512 
Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança. 
 
STF/Súmula 623 
Não gera por si só a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer do mandado de 
segurança com base no art. 102, I, n, da Constituição, dirigir-se o pedido contra deliberação 
administrativa do tribunal de origem, da qual haja participado a maioria ou a totalidade de seus membros. 
 
STF/Súmula 624 
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos 
de outros tribunais. 
 
STF/Súmula 625 
Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
 
STF/Súmula 626 
A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a 
deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo 
recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida 
coincida, total ou parcialmente, com o da impetração. 
 
STF/Súmula 629 
A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados 
independe da autorização destes. 
 
STF/Súmula 630 
A entidade de classe tem legitimaçãopara o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada 
interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
 
STF/Súmula 631 
Extingue-se o processo de mandado de segurança se o impetrante não promove, no prazo assinado, a 
citação do litisconsorte passivo necessário. 
 
STF/Súmula 632 
É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança. 
 
STF/ADI 4.296/DF 
Não cabe mandado de segurança contra atos de gestão comercial praticados por administradores de 
empresas públicas, sociedades de economia mista e concessionárias de serviço público. É constitucional o 
art. 1º, § 2º da Lei nº 12.016/2009. 
 
O juiz tem a faculdade de exigir caução, fiança ou depósito para o deferimento de medida liminar em 
mandado de segurança, quando verificada a real necessidade da garantia em juízo, de acordo com as 
circunstâncias do caso concreto. É constitucional o art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009. 
 
É inconstitucional ato normativo que vede ou condicione a concessão de medida liminar na via 
mandamental. É inconstitucional o art. 7º, § 2º da Lei nº 12.016/2009. 
 
É inconstitucional o § 2º do art. 22, que exigia a oitiva prévia do representante da pessoa jurídica de direito 
público como condição para a concessão de liminar em mandado de segurança coletivo. Essa previsão 
restringia o poder geral de cautela do magistrado. 
 
É constitucional o art. 23 da Lei nº 12.016/2009, que fixa o prazo decadencial de 120 dias para a 
impetração de mandado de segurança. 
 
É constitucional o art. 25 da Lei nº 12.016/2009, que prevê que não cabe, no processo de mandado de 
segurança, a condenação em honorários advocatícios. 
 
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STJ/Súmula 41 
O Superior Tribunal de Justiça não tem competência para processar e julgar, originariamente, mandado 
de segurança contra ato de outros tribunais ou dos respectivos órgãos. 
 
STJ/Súmula 105 
Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em honorários advocatícios. 
 
STJ/Súmula 177 
O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar e julgar, originariamente, mandado de 
segurança contra ato de órgão colegiado presidido por Ministro de Estado. 
 
STJ/Súmula 202 
A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona à interposição de recurso. 
 
STJ/Súmula 213 
O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação 
tributária. 
 
STJ/Súmula 333 
Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de economia 
mista ou empresa pública. 
 
STJ/Súmula 376 
Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
 
STJ/Súmula 460 
É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo 
contribuinte. 
 
STJ/Súmula 628 
A teoria da encampação é aplicada no mandado de segurança quando presentes, cumulativamente, os 
seguintes requisitos: 
a) existência de vínculo hierárquico entre a autoridade que prestou informações e a que ordenou a prática 
do ato impugnado; 
b) manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas; e 
c) ausência de modificação de competência estabelecida na Constituição Federal 
 
STJ/MS 21.081 
A vítima de crime de ação penal pública incondicionada não tem direito líquido e certo de impedir o 
arquivamento do inquérito ou peças de informação. 
 
STJ/RMS 32.482/DF 
O colegiado entendeu que a oitiva do Ministério Público Federal é desnecessária quando se tratar de 
controvérsia acerca da qual o tribunal já tenha firmado jurisprudência. Inexiste, portanto, qualquer vício na 
ausência de remessa dos autos ao “parquet” que enseje nulidade processual, se houver posicionamento 
sólido da Corte. 
 
Nessa hipótese, considerou legítima a apreciação de pronto pelo relator. É nesse sentido o entendimento 
pacífico do Supremo Tribunal Federal. Vencidos os ministros Teori Zavaski e Celso de Mello, que reputaram 
obrigatória a prévia oitiva do Ministério Público quando o órgão ministerial não for o impetrante do 
mandado de segurança. 
 
No mérito, a Turma negou provimento ao recurso ordinário por não considerar o mandado de segurança 
mecanismo adequado para o controle abstrato de constitucionalidade de leis e atos normativos, no caso, o 
do art. 6° da Resolução 12/2009 do STJ. 
 
 
 
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STJ/RMS 67.108-MA 
O Ministério Público possui legitimidade ativa para impetrar Mandado de Segurança a fim de promover a 
defesa dos interesses transindividuais e do patrimônio público material ou imaterial. 
 
STJ/RMS 66.905-SP 
É incabível a interposição de recurso ordinário contra apelação em mandado de segurança. 
 
STJ/REsp 1.348.503-SE 
É inviável a subsunção de dirigentes, unidades ou órgãos de entidades de administração do desporto ao 
conceito de autoridade pública ou exercício de função pública, sobressaindo o caráter privado dessas 
atividades, declarando-se a ilegitimidade passiva a obstar o exame de mérito do mandado de segurança. 
 
Teses do STJ 
Mandado de Segurança I 
01) A indicação equivocada da autoridade coatora não implica ilegitimidade passiva nos casos em que o 
equívoco é facilmente perceptível e aquela erroneamente apontada pertence à mesma pessoa jurídica de 
direito público. 
 
02) Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ele cabe o mandado de 
segurança ou medida judicial. (Súmula n. 510/STF) 
 
03) A teoria da encampação tem aplicabilidade nas hipóteses em que atendidos os seguintes pressupostos: 
subordinação hierárquica entre a autoridade efetivamente coatora e a apontada na petição inicial, 
discussão do mérito nas informações e ausência de modificação da competência. 
 
04) O Governador do Estado é parte ilegítima para figurar como autoridade coatora em mandado de 
segurança no qual se impugna a elaboração, aplicação, anulação ou correção de testes ou questões de 
concurso público, cabendo à banca examinadora, executora direta da ilegalidade atacada, figurar no polo 
passivo da demanda. 
 
05) No Mandado de Segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão proferida em processo 
penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo. (Súmula n. 701/STF). 
 
06) A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão 
veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. (Súmula n. 630/STF) 
 
07) A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados 
independe da autorização destes. (Súmula n. 629/STF) 
 
08) A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de 
recurso. (Súmula n. 202/STJ) 
 
09) A impetração de segurança por terceiro, nos moldes da Súmula n. 202/STJ, fica afastada na hipótese 
em que a impetrante teve ciência da decisão que lhe prejudicou e não utilizou o recurso cabível. 
 
10) O termo inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança, na hipótese de 
exclusão do candidato do concurso público, é o ato administrativo de efeitos concretos e não a 
publicação do edital, ainda que a causa de pedir envolva questionamento de critério do edital. 
 
11) O prazo decadencial para impetração mandado de segurança contra ato omissivo da Administração 
renova-se mês a mês, por envolver obrigação de trato sucessivo. 
 
12) Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
(Súmula n. 376/STJ) 
 
13) O Superior Tribunal de Justiça não tem competência para processar e julgar, originariamente, 
mandado de segurança contra ato de outros Tribunais ou dos respectivos órgãos. (Súmula n.41/STJ) 
 
14) Admite-se a impetração de mandado de segurança perante os Tribunais de Justiça para o exercício do 
controle de competência dos juizados especiais. 
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15) O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar e julgar, originariamente, mandado de 
segurança contra ato de órgão colegiado presidido por Ministro de Estado. (Súmula n. 177/STJ) 
 
Mandado de Segurança II 
01) Compete à justiça federal comum processar e julgar mandado de segurança quando a autoridade 
apontada como coatora for autoridade federal, considerando-se como tal também os dirigentes de pessoa 
jurídica de direito privado investidos de delegação concedida pela União. 
 
02) O impetrante pode desistir da ação mandamental a qualquer tempo antes do trânsito em julgado, 
independentemente da anuência da autoridade apontada como coatora. 
 
03) Ante o caráter mandamental e a natureza personalíssima da ação, não é possível a sucessão de 
partes no mandado de segurança, ficando ressalvada aos herdeiros a possibilidade de acesso às vias 
ordinárias. 
 
04) O prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança tem início com a ciência 
inequívoca do ato lesivo pelo interessado. 
 
05) A verificação da existência de direito líquido e certo, em sede de mandado de segurança, não tem sido 
admitida em recurso especial, pois é exigido o reexame de matéria fático-probatória, o que é vedado em 
razão da Súmula n. 7/STJ. 
 
06) A ação mandamental não constitui via adequada para o reexame das provas produzidas em Processo 
Administrativo Disciplinar - PAD. 
 
07) Não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo ativo a recurso em sentido estrito 
interposto contra decisão que concede liberdade provisória ao acusado. 
 
08) Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. (Súmula n. 
267/STF) 
 
09) A impetração de mandado de segurança contra ato judicial é medida excepcional, admissível somente 
nas hipóteses em que se verifica de plano decisão teratológica, ilegal ou abusiva, contra a qual não caiba 
recurso. 
 
10) O cabimento de mandado de segurança contra decisão de órgão fracionário ou de relator do Superior 
Tribunal de Justiça é medida excepcional autorizada apenas em situações de manifesta ilegalidade ou 
teratologia. 
 
11) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. (Súmula n. 
268/STF). 
 
12) É incabível mandado de segurança que tem como pedido autônomo a declaração de 
inconstitucionalidade de norma, por se caracterizar mandado de segurança contra lei em tese. (Tese 
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 430). 
 
13) É necessária a efetiva comprovação do recolhimento feito a maior ou indevidamente para fins de 
declaração do direito à compensação tributária em sede de mandado de segurança. (Tese julgada sob o rito 
do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 118) (Súmula n. 213/STJ) 
 
14) É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo 
contribuinte. (Súmula n. 460/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 258) 
 
15) O mandado de segurança não pode ser utilizado com o intuito de obter provimento genérico aplicável 
a todos os casos futuros de mesma espécie. 
 
Mandado de Segurança III 
01) Os atos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e pagamento de precatório não 
têm caráter jurisdicional (Súmula n. 311/STJ) e, por isso, podem ser combatidos pela via mandamental. 
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02) É incabível mandado de segurança para conferir efeito suspensivo a agravo em execução interposto 
pelo Ministério Público. 
 
03) O mandado de segurança não pode ser utilizado como meio para se buscar a produção de efeitos 
patrimoniais pretéritos, uma vez que não se presta a substituir ação de cobrança, nos termos das Súmulas 
n. 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal. 
 
04) Não configura ação de cobrança a impetração de mandado de segurança visando a desconstituir ato 
administrativo que nega conversão em pecúnia de férias não gozadas, afastando-se as restrições previstas 
nas Súmulas n. 269 e 271 do Supremo Tribunal Federal. 
 
05) O mandado de segurança é meio processual adequado para controle do cumprimento das 
portarias de concessão de anistia política, afastando-se as restrições das Súmulas n. 269 e 271 do 
Supremo Tribunal Federal. 
 
06) O termo inicial do prazo de decadência para impetração de mandado de segurança contra aplicação de 
penalidade disciplinar é a data da publicação do respectivo ato no Diário Oficial. 
 
07) O termo inicial do prazo decadencial para a impetração de ação mandamental contra ato que fixa ou 
altera sistema remuneratório ou suprime vantagem pecuniária de servidor público e não se renova 
mensalmente inicia-se com a ciência do ato impugnado. 
 
08) O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança não se suspende nem se interrompe 
com a interposição de pedido de reconsideração na via administrativa ou de recurso administrativo 
desprovido de efeito suspensivo. 
 
09) Admite-se a emenda à petição inicial de mandado de segurança para a correção de equívoco na 
indicação da autoridade coatora, desde que a retificação do polo passivo não implique alterar a 
competência judiciária e que a autoridade erroneamente indicada pertença à mesma pessoa jurídica da 
autoridade de fato coatora. 
 
10) O Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão possui legitimidade para figurar no polo 
passivo de ação mandamental impetrada com o intuito de ensejar a nomeação em cargos relativos ao 
quadro de pessoal do Banco Central do Brasil - BACEN. 
 
11) As autarquias possuem autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da 
entidade política à qual estão vinculadas, razão pela qual seus dirigentes têm legitimidade passiva para 
figurar como autoridades coatoras em ação mandamental. 
 
12) Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em honorários advocatícios. (Súmula 
n. 105/STJ). 
 
13) A impetração de mandado de segurança interrompe o prazo prescricional em relação à ação de 
repetição do indébito tributário, de modo que somente a partir do trânsito em julgado do mandamus se inicia 
a contagem do prazo em relação à ação ordinária para a cobrança dos créditos indevidamente recolhidos. 
 
14) A impetração de mandado de segurança interrompe a fluência do prazo prescricional no tocante à 
ação ordinária, o qual somente tornará a correr após o trânsito em julgado da decisão. 
 
 
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Lei nº 13.300, de 23 de junho de 2016 
 
Mandado de Injunção – CF/88 
CF/88. Art. 5º. LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
Mandado de Injunção - Características 
- Remédio constitucional de natureza cível, aplicável em normas constitucionais de eficácia limitada; Não é 
gratuito, sendo necessário o apoio de advogado; 
- Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode impetrar Mandado de Injunção quando existir ausência de 
norma regulamentadora. 
- É cabível tanto o Mandado de Injunção Individual, quanto o coletivo. 
- É cabível o Mandado de Injunção para omissões de caráter total ou parcial. 
- O Mandado de Injunção coletivo tem por função proteger uma coletividade indeterminada de pessoas 
ou determinada por grupo, classe ou categoria. 
- Vale dizer, cabe mandado de injunção tantonas relações de natureza pública como nas relações 
privadas, como, por exemplo, nas relações de emprego privado, hipótese que envolve os direitos 
previstos no art. 7º do texto constitucional.¹ 
- Pode impetrar Mandado de Injunção Coletivo: 
* Partido Político com representação no CN; 
* Organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos um ano; 
* Ministério Público; 
* Defensoria Pública. 
- Não é cabível mandado de injunção quando: 
* Existir norma regulamentadora; 
* Tratar da inexistência norma infraconstitucional; 
* Não for obrigatória a regulamentação; 
* Faltar regulamentação de medida provisória não transformada em lei pelo Congresso Nacional. 
 
Art. 1º Esta Lei disciplina o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo, nos 
termos do inciso LXXI do art. 5º da Constituição Federa l. 
 
Art. 2º Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total ou parcial de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à 
soberania e à cidadania. 
 
Parágrafo único. Considera-se parcial a regulamentação quando forem insuficientes as normas editadas pelo 
órgão legislador competente. 
 
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que 
se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o 
Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora. 
 
Legitimados 
Como Impetrante Como Impetrado 
As pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam 
titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas. 
O Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição 
para editar a norma regulamentadora. 
 
Art. 4º A petição inicial deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual e indicará, além do 
órgão impetrado, a pessoa jurídica que ele integra ou aquela a que está vinculado. 
 
§ 1º Quando não for transmitida por meio eletrônico, a petição inicial e os documentos que a instruem serão 
acompanhados de tantas vias quantos forem os impetrados. 
 
§ 2º Quando o documento necessário à prova do alegado encontrar-se em repartição ou estabelecimento 
público, em poder de autoridade ou de terceiro, havendo recusa em fornecê-lo por certidão, no original, ou em 
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cópia autêntica, será ordenada, a pedido do impetrante, a exibição do documento no prazo de 10 dias, 
devendo, nesse caso, ser juntada cópia à segunda via da petição. 
 
§ 3º Se a recusa em fornecer o documento for do impetrado, a ordem será feita no próprio instrumento da 
notificação. 
 
Art. 5º Recebida a petição inicial, será ordenada: 
 
I - a notificação do impetrado sobre o conteúdo da petição inicial, devendo-lhe ser enviada a segunda via 
apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 dias, preste informações; 
 
II - a ciência do ajuizamento da ação ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, devendo-
lhe ser enviada cópia da petição inicial, para que, querendo, ingresse no feito. 
 
Art. 6º A petição inicial será desde logo indeferida quando a impetração for manifestamente incabível ou 
manifestamente improcedente. 
 
Parágrafo único. Da decisão de relator que indeferir a petição inicial, caberá agravo, em 5 dias, para o órgão 
colegiado competente para o julgamento da impetração. 
 
Indeferimento da Petição Inicial – Motivos 
* Quando a impetração do MI for manifestamente incabível ou improcedente; 
OBS: Caberá agravo, em 5 dias, para o órgão colegiado competente. 
 
Art. 7º Findo o prazo para apresentação das informações, será ouvido o Ministério Público, que opinará em 10 
dias, após o que, com ou sem parecer, os autos serão conclusos para decisão. 
 
Art. 8º Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para: 
 
I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora; 
 
II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas 
reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-
los, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado. 
 
Parágrafo único. Será dispensada a determinação a que se refere o inciso I do caput quando comprovado que o 
impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da 
norma. 
 
Art. 9º A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o advento da norma 
regulamentadora. 
 
§ 1º Poderá ser conferida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso for inerente ou 
indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração. 
 
§ 2º Transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos casos análogos por decisão 
monocrática do relator. 
 
§ 3º O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não impede a renovação da impetração fundada em 
outros elementos probatórios. 
 
Decisão do MI 
* Adota-se a Corrente Concretista (Poder Judiciário declara a omissão do poder público e edita a norma 
regulamentadora ausente ou estabelece que se aplique, no caso determinado, uma norma que já existe em 
situações semelhantes. 
* Poderá ter eficácia limitada às partes (Corrente Concretista Individual), sendo os efeitos da decisão 
produzidos até a criação da norma regulamentadora; 
* Poderá ter eficácia ultra partes ou erga omnes (Corrente Concretista Geral); 
* Os efeitos poderão ser estendidos aos casos análogos por decisão monocrática do relator, no caso de 
decisão transitada em julgado. 
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Mandado de Injunção – Eficácia da Decisão 
Corrente Não Concretista Corrente Concretista (STF Adota) 
O Poder Judiciário reconhece a omissão do Poder 
Público em relação à norma tratada e envia sua 
decisão ao órgão responsável para este editar a 
norma regulamentadora. 
O Poder Judiciário reconhece a omissão do 
Poder Público em relação à norma tratada e efetiva 
a concretização do direito. 
Corrente Concretista Geral 
A decisão do judiciário abrange todos os titulares 
afetados pela omissão. 
Corrente Concretista Individual (Direta) 
A decisão do judiciário abrange apenas quem 
impetrou o Mandado de Injunção. 
Corrente Concretista Individual Intermediária 
Determina que o Judiciário deve, primeiramente, 
declarar a omissão ao órgão responsável pela 
criação da norma reguladora, apresentando um 
prazo para o suprimento da lacuna. Ultrapassado o 
prazo, o Judiciário passa a poder suprir a lacuna 
inter partes. 
 
Art. 10. Sem prejuízo dos efeitos já produzidos, a decisão poderá ser revista, a pedido de qualquer interessado, 
quando sobrevierem relevantes modificações das circunstâncias de fato ou de direito. 
 
Parágrafo único. A ação de revisão observará, no que couber, o procedimento estabelecido nesta Lei. 
 
Art. 11. A norma regulamentadora superveniente produzirá efeitos ex nunc em relação aos beneficiados por 
decisão transitada em julgado, salvo se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável. 
 
Parágrafo único. Estará prejudicada a impetração se a norma regulamentadora for editada antes da decisão, 
caso em que o processo será extinto sem resolução de mérito. 
 
Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser promovido: 
 
I - pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa da ordem jurídica, 
do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis; 
 
II - por partido político com representaçãono Congresso Nacional, para assegurar o exercício de direitos, 
liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade partidária; 
 
III - por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos 1 ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de 
parte de seus membros ou associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, 
dispensada, para tanto, autorização especial; 
 
IV - pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promoção dos direitos 
humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º da 
Constituição Federal . 
 
Mandado de Injunção Coletivo – Legitimados 
* Ministério Público; 
 
* Partido Político com representação no Congresso Nacional; 
 
* Organização Sindical e Entidade de Classes; 
 
* Associação Legalmente Constituída e funcionando há pelo menos 1 ano; 
 
* Defensoria Pública; 
 
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Parágrafo único. Os direitos, as liberdades e as prerrogativas protegidos por mandado de injunção coletivo são os 
pertencentes, indistintamente, a uma coletividade indeterminada de pessoas ou determinada por grupo, 
classe ou categoria. 
 
Art. 13. No mandado de injunção coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente às pessoas integrantes 
da coletividade, do grupo, da classe ou da categoria substituídos pelo impetrante, sem prejuízo do disposto nos §§ 
1º e 2º do art. 9º. 
 
Parágrafo único. O mandado de injunção coletivo não induz litispendência em relação aos individuais, mas os 
efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante que não requerer a desistência da demanda individual 
no prazo de 30 dias a contar da ciência comprovada da impetração coletiva. 
 
Art. 14. Aplicam-se subsidiariamente ao mandado de injunção as normas do mandado de segurança, 
disciplinado pela Lei nº 12.016, de 7 de agosto de 2009 , e do Código de Processo Civil, instituído pela Lei nº 
5.869, de 11 de janeiro de 1973 , e pela Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 , observado o disposto em seus 
arts. 1.045 e 1.046 . 
 
Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
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Lei nº 9.507, de 12 de novembro de 1997 
 
Habeas Data 
- Originado nos EUA (1974) com a finalidade de possibilitar que o particular acesse informações de 
registros públicos. 
- É um remédio constitucional gratuito, possui caráter civil, conteúdo e rito sumário; 
 
- É preciso da assistência de advogado; 
- O HD não possui prazo decadencial ou prescricional; 
Conforme SILVA, O Habeas Data é um remédio constitucional que tem por objeto proteger a esfera 
íntima dos indivíduos contra: 
- Usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos, desleais ou ilícitos; 
 
- Introdução nesses registros de dados sensíveis (assim chamados os de origem racial, opinião política, 
filosófica ou religiosa, filiação partidária e sindical, orientação sexual, etc.); 
 
- Conservação de dados falsos ou com fins diversos dos autorizados em lei. 
- O impetrante pode ser qualquer pessoa, física ou jurídica, desde que as informações sejam ao seu 
respeito. No entanto, o STF, como situação excepcional, admite a impetração de Habeas Data para obter 
informações de terceiros, no caso de cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido. 
A legitimatio ad causam para impetração de Habeas Data estende-se às pessoas físicas e jurídicas, 
nacionais e estrangeiras, porquanto garantia constitucional aos direitos individuais ou coletivas. 
- Trata-se de uma ação de jurisdição condicionada, pois o cabimento de HD só é possível depois que 
autoridade administrativa nega o acesso aos dados do impetrante. 
OBS: No caso de obtenção de certidões ou informações de interesse particular, coletivo ou geral, e 
também no caso de acesso aos autos de processo administrativo, o remédio constitucional a ser utilizado 
será o Mandado de Segurança. 
 
Habeas Data – CF/88 
CF/88. Art. 5º. LXXII - conceder-se-á habeas data: 
 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante (Ação 
Personalíssima), constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
 
Art. 1º (VETADO) 
 
Parágrafo único. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que 
sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade 
produtora ou depositária das informações. 
 
Art. 2° O requerimento será apresentado ao órgão ou entidade depositária do registro ou banco de dados e será 
deferido ou indeferido no prazo de 48 horas. 
 
Parágrafo único. A decisão será comunicada ao requerente em 24 horas. 
 
Art. 3° Ao deferir o pedido, o depositário do registro ou do banco de dados marcará dia e hora para que o 
requerente tome conhecimento das informações. 
 
Art. 4° Constatada a inexatidão de qualquer dado a seu respeito, o interessado, em petição acompanhada de 
documentos comprobatórios, poderá requerer sua retificação. 
 
§ 1° Feita a retificação em, no máximo, dez dias após a entrada do requerimento, a entidade ou órgão 
depositário do registro ou da informação dará ciência ao interessado. 
 
§ 2° Ainda que não se constate a inexatidão do dado, se o interessado apresentar explicação ou contestação 
sobre o mesmo, justificando possível pendência sobre o fato objeto do dado, tal explicação será anotada no 
cadastro do interessado. 
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Art. 7° Conceder-se-á habeas data: 
 
I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou 
banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
 
II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
 
III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro 
mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável. 
 
Concessão de Habeas Data 
* Assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante as entidades de caráter 
público; 
 
* Retificação de dados, sendo possível fazer essa retificação por processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
 
* Anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação de dado verdadeiro, mas 
justificável sob pendência judicial ou amigável. 
 
Art. 8° A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código de Processo Civil, 
será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão reproduzidos por cópia na 
segunda. 
 
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova: 
 
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de 10 dias sem decisão; 
 
II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de 15 dias, sem decisão; ou 
 
III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2° do art. 4° ou do decurso de mais de 15 dias sem 
decisão. 
 
Petição Inicial – Comprovação de Recusa 
* Ao acesso às informações ou decurso de mais de 10 dias sem decisão; 
 
* À retificação ou decurso de mais de 15 dias sem decisão; 
 
* À anotação nos assentamentos do interessado ou decurso de mais de 15 dias sem decisão. 
 
Decurso de+ de 10 dias sem decisão + de 15 dias sem decisão 
No caso de acesso às informações; No caso de retificação ou anotação; 
 
Art. 9° Ao despachar a inicial, o juiz ordenará que se notifique o coator do conteúdo da petição, entregando-lhe a 
segunda via apresentada pelo impetrante, com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de dez dias, 
preste as informações que julgar necessárias. 
 
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, quando não for o caso de habeas data, ou se lhe faltar algum dos 
requisitos previstos nesta Lei. 
 
Parágrafo único. Do despacho de indeferimento caberá recurso previsto no art. 15 (Apelação). 
 
Petição Inicial – Indeferimento 
* Quando não for o caso de habeas data; 
 
* Faltar algum dos requisitos previstos em lei. 
É cabível recurso de apelação. 
 
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Art. 11. Feita a notificação, o serventuário em cujo cartório corra o feito, juntará aos autos cópia autêntica do ofício 
endereçado ao coator, bem como a prova da sua entrega a este ou da recusa, seja de recebê-lo, seja de dar 
recibo. 
 
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o art. 9° (10 dias), e ouvido o representante do Ministério Público dentro 
de 5 dias, os autos serão conclusos ao juiz para decisão a ser proferida em 5 dias. 
 
Art. 13. Na decisão, se julgar procedente o pedido, o juiz marcará data e horário para que o coator: 
 
I - apresente ao impetrante as informações a seu respeito, constantes de registros ou bancos de dadas; ou 
 
II - apresente em juízo a prova da retificação ou da anotação feita nos assentamentos do impetrante. 
 
Art. 14. A decisão será comunicada ao coator, por correio, com aviso de recebimento, ou por telegrama, 
radiograma ou telefonema, conforme o requerer o impetrante. 
 
Parágrafo único. Os originais, no caso de transmissão telegráfica, radiofônica ou telefônica deverão ser 
apresentados à agência expedidora, com a firma do juiz devidamente reconhecida. 
 
Art. 15. Da sentença que conceder ou negar o habeas data cabe apelação. 
 
Parágrafo único. Quando a sentença conceder o habeas data, o recurso terá efeito meramente devolutivo. 
 
Atenção! 
* É cabível apelação tanto se a sentença conceder ou negar HD; 
 
* O recurso terá efeito meramente devolutivo no caso de concessão de HD. 
 
Art. 16. Quando o habeas data for concedido e o Presidente do Tribunal ao qual competir o conhecimento do 
recurso ordenar ao juiz a suspensão da execução da sentença, desse seu ato caberá agravo para o Tribunal a 
que presida. 
 
Art. 17. Nos casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos demais Tribunais caberá ao relator a 
instrução do processo. 
 
Art. 18. O pedido de habeas data poderá ser renovado se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o 
mérito. 
 
Art. 19. Os processos de habeas data terão prioridade sobre todos os atos judiciais, exceto habeas-corpus e 
mandado de segurança. Na instância superior, deverão ser levados a julgamento na primeira sessão que se 
seguir à data em que, feita a distribuição, forem conclusos ao relator. 
 
Parágrafo único. O prazo para a conclusão não poderá exceder de 24 horas, a contar da distribuição. 
 
Prioridade do Habeas Data 
O Habeas data terá prioridade sobre todos os atos judiciais, salvo: HC e MS. 
 
Art. 20. O julgamento do habeas data compete: 
 
I - originariamente: 
 
a) ao Supremo Tribunal Federal, contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados 
e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo 
Tribunal Federal; 
 
b) ao Superior Tribunal de Justiça, contra atos de Ministro de Estado ou do próprio Tribunal; 
 
c) aos Tribunais Regionais Federais contra atos do próprio Tribunal ou de juiz federal; 
 
d) a juiz federal, contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais; 
 
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e) a tribunais estaduais, segundo o disposto na Constituição do Estado; 
 
f) a juiz estadual, nos demais casos; 
 
II - em grau de recurso: 
 
a) ao Supremo Tribunal Federal, quando a decisão denegatória for proferida em única instância pelos 
Tribunais Superiores; 
 
b) ao Superior Tribunal de Justiça, quando a decisão for proferida em única instância pelos Tribunais 
Regionais Federais; 
 
c) aos Tribunais Regionais Federais, quando a decisão for proferida por juiz federal; 
 
d) aos Tribunais Estaduais e ao do Distrito Federal e Territórios, conforme dispuserem a respectiva 
Constituição e a lei que organizar a Justiça do Distrito Federal; 
 
III - mediante recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, nos casos previstos na Constituição. 
 
Habeas Data – Julgamento 
Originário Contra atos 
STF 
* Presidente da República; 
* Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; 
* Tribunal de Contas da União; 
* Procurador-Geral da República; 
* Próprio Supremo Tribunal Federal; 
STJ * Atos de Ministro de Estado; 
* Próprio Tribunal; 
TRF * Atos do próprio Tribunal ou de juiz federal; 
Juiz Federal * Ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais; 
TJs * Segundo o disposto na Constituição do Estado; 
Juiz Estadual * Demais casos. 
Recursos Quando a Decisão 
STF Quando a decisão denegatória for proferida em única instância pelos Tribunais 
Superiores; 
STJ Quando a decisão for proferida em única instância pelos Tribunais Regionais 
Federais; 
TRF Quando a decisão for proferida por juiz federal; 
TJs Conforme dispuserem a respectiva Constituição e a lei que organizar a Justiça do Distrito 
Federal; 
OBS: O julgamento do HD compete mediante recurso extraordinário ao STF, nos casos previstos na CF. 
 
Art. 21. São gratuitos o procedimento administrativo para acesso a informações e retificação de dados e para 
anotação de justificação, bem como a ação de habeas data. 
 
Art. 22. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 23. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
STF/HD 87 AgR/DF 
O habeas data não se presta para solicitar informações relativas a terceiros, pois, nos termos do inciso 
LXXII do art. 5º da Constituição da República, sua impetração deve ter por objetivo "assegurar o 
conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante". 
STF/HD 90 
O habeas data não se revela meio idôneo para se obter vista de processo administrativo. 
STF/HD 92/DF 
A ação de habeas data visa à proteção da privacidade do indivíduo contra abuso no registro e/ou 
revelação de dados pessoais falsos ou equivocados. 
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STF/HD 147/DF 
É parte legítima para impetrar habeas data o cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido. 
STF/RE 673.707/MG 
O habeas data é a garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo próprio contribuinte, dos 
dados concernentes ao pagamento de tributos constantes de sistemas informatizados de apoio à 
arrecadação dos órgãos administração fazendária dos entes estatais. 
STF/RE 589.257/DF 
É parte legítima para impetrar habeas data o cônjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido. 
 
STJ/Súmula 2 
Não cabe o habeas data (CF, art. 5º, LXXII, letra "a") se não houve recusa de informações por parte da 
autoridade administrativa. 
 
STJ/HD 84-DF 
A teoria da encampação aplica-se ao habeas data, mutatis mutandis, quando o impetrado é autoridade 
hierarquicamente superior aos responsáveis pelas informações pessoais referentes ao impetrante e, além 
disso, responde na via administrativa ao pedido de acesso aos documentos. 
 
 
Licenciado para - Luciano Tadeu - 06417841634 - Protegidoassistente do autor da ação popular. 
 
MP – Ação Popular 
* Acompanha a ação; 
* Apressa a produção de provas; 
* Promove a responsabilidade, civil ou criminal. 
OBS: É vedado, em qualquer hipótese, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores. 
 
Não Confundir! 
Mandado de 
Segurança 
O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição 
inicial. 
Ação Civil Pública Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste 
artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. 
Ação Popular É facultado a qualquer cidadão habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor 
da ação popular. 
 
DO PROCESSO 
 
Art. 7º A ação obedecerá ao procedimento ordinário (comum), previsto no Código de Processo Civil, 
observadas as seguintes normas modificativas: 
 
I - Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 
 
a) além da citação dos réus, a intimação do representante do Ministério Público; 
 
b) a requisição, às entidades indicadas na petição inicial, dos documentos que tiverem sido referidos pelo autor 
(art. 1º, § 6º), bem como a de outros que se lhe afigurem necessários ao esclarecimento dos fatos, ficando prazos 
de 15 a 30 dias para o atendimento. 
 
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8/78 
§ 1º O representante do Ministério Público providenciará para que as requisições, a que se refere o inciso anterior, 
sejam atendidas dentro dos prazos fixados pelo juiz. 
 
§ 2º Se os documentos e informações não puderem ser oferecidos nos prazos assinalados, o juiz poderá 
autorizar prorrogação dos mesmos, por prazo razoável. 
 
II - Quando o autor o preferir, a citação dos beneficiários far-se-á por edital com o prazo de 30 dias, afixado na 
sede do juízo e publicado 3 vezes no jornal oficial do Distrito Federal, ou da Capital do Estado ou Território em 
que seja ajuizada a ação. A publicação será gratuita e deverá iniciar-se no máximo 3 dias após a entrega, na 
repartição competente, sob protocolo, de uma via autenticada do mandado. 
 
III - Qualquer pessoa, beneficiada ou responsável pelo ato impugnado, cuja existência ou identidade se torne 
conhecida no curso do processo e antes de proferida a sentença final de primeira instância, deverá ser citada para 
a integração do contraditório, sendo-lhe restituído o prazo para contestação e produção de provas, salvo, quanto 
a beneficiário, se a citação se houver feito na forma do inciso anterior. 
 
IV - O prazo de contestação é de 20 dias, prorrogáveis por mais 20, a requerimento do interessado, se 
particularmente difícil a produção de prova documental, e será comum a todos os interessados, correndo da 
entrega em cartório do mandado cumprido, ou, quando for o caso, do decurso do prazo assinado em edital. 
 
V - Caso não requerida, até o despacho saneador, a produção de prova testemunhal ou pericial, o juiz ordenará 
vista às partes por 10 dias, para alegações, sendo-lhe os autos conclusos, para sentença, 48 horas após a 
expiração desse prazo; havendo requerimento de prova, o processo tomará o rito ordinário. 
 
VI - A sentença, quando não prolatada em audiência de instrução e julgamento, deverá ser proferida dentro de 15 
dias do recebimento dos autos pelo juiz. 
 
Parágrafo único. O proferimento da sentença além do prazo estabelecido privará o juiz da inclusão em lista de 
merecimento para promoção, durante 2 anos, e acarretará a perda, para efeito de promoção por antiguidade, de 
tantos dias quantos forem os do retardamento, salvo motivo justo, declinado nos autos e comprovado perante o 
órgão disciplinar competente. 
 
Proferimento da Sentença Além do Prazo – Efeitos ao Juiz 
* Não fará parte da lista de merecimento para promoção, durante 2 anos; 
* Perderá, tantos dias quantos forem os de retardamento, para efeito de promoção por antiguidade, salvo 
motivo justo. 
 
Art. 8º Ficará sujeita à pena de desobediência, salvo motivo justo devidamente comprovado, a autoridade, o 
administrador ou o dirigente, que deixar de fornecer, no prazo fixado no art. 1º, § 5º (15 dias), ou naquele que tiver 
sido estipulado pelo juiz (art. 7º, n. I, letra "b" – 15 a 30 dias), informações e certidão ou fotocópia de documento 
necessários à instrução da causa. 
 
Parágrafo único. O prazo contar-se-á do dia em que entregue, sob recibo, o requerimento do interessado ou o 
ofício de requisição (art. 1º, § 5º, e art. 7º, n. I, letra "b"). 
 
Prazo de Entrega de Documentos 
Autoridade, Administrador ou Dirigente Juiz 
15 dias. 15 a 30 dias. 
 
Art. 9º Se o autor desistir da ação ou der motiva à absolvição da instância, serão publicados editais nos prazos e 
condições previstos no art. 7º, inciso II, ficando assegurado a qualquer cidadão, bem como ao representante do 
Ministério Público, dentro do prazo de 90 dias da última publicação feita, promover o prosseguimento da ação. 
 
Atenção! 
Não é possível ao MP ajuizar inicialmente ação popular, mas ele pode promover o prosseguimento da 
ação, como autor superveniente, quando o autor desistir da ação. 
 
Art. 10. As partes só pagarão custas e preparo a final. 
 
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Art. 11. A sentença que, julgando procedente a ação popular, decretar a invalidade do ato impugnado, condenará 
ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prática e os beneficiários dele, ressalvada a ação 
regressiva contra os funcionários causadores de dano, quando incorrerem em culpa. 
 
Art. 12. A sentença incluirá sempre, na condenação dos réus, o pagamento, ao autor, das custas e demais 
despesas, judiciais e extrajudiciais, diretamente relacionadas com a ação e comprovadas, bem como o dos 
honorários de advogado. 
 
Art. 13. A sentença que, apreciando o fundamento de direito do pedido, julgar a lide manifestamente temerária, 
condenará o autor ao pagamento do décuplo das custas. 
 
Art. 14. Se o valor da lesão ficar provado no curso da causa, será indicado na sentença; se depender de 
avaliação ou perícia, será apurado na execução. 
 
Valor da Lesão 
Provado no curso da causa Se depender de avaliação ou perícia 
Indicado na sentença. Apurado na execução. 
 
§ 1º Quando a lesão resultar da falta ou isenção de qualquer pagamento, a condenação imporá o pagamento 
devido, com acréscimo de juros de mora e multa legal ou contratual, se houver. 
 
§ 2º Quando a lesão resultar da execução fraudulenta, simulada ou irreal de contratos, a condenação versará 
sobre a reposição do débito, com juros de mora. 
 
§ 3º Quando o réu condenado perceber dos cofres públicos, a execução far-se-á por desconto em folha até o 
integral ressarcimento do dano causado, se assim mais convier ao interesse público. 
 
§ 4º A parte condenada a restituir bens ou valores ficará sujeita a sequestro e penhora, desde a prolação da 
sentença condenatória. 
 
Art. 15. Se, no curso da ação, ficar provada a infringência da lei penal ou a prática de falta disciplinar a que a 
lei comine a pena de demissão ou a de rescisão de contrato de trabalho, o juiz, "ex-officio", determinará a 
remessa de cópia autenticada das peças necessárias às autoridades ou aos administradores a quem competir 
aplicar a sanção. 
 
Art. 16. Caso decorridos 60 dias da publicação da sentença condenatória de segunda instância, sem que o autor 
ou terceiro promova a respectiva execução, o representante do Ministério Público a promoverá nos 30 dias 
seguintes, sob pena de falta grave. 
 
Art. 17. É sempre permitida às pessoas ou entidades referidas no art. 1º, ainda que hajam contestado a ação, 
promover, em qualquer tempo, e no que as beneficiar a execução da sentença contra os demais réus. 
 
Art. 18. A sentença terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes" (efeito contra todos), exceto no caso 
de haver sido a açãopor Eduzz.com
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Lei nº 1.579, de 18 de março de 1952 
 
Informações Complementares - CPIs 
Função Típica de fiscalização, investigação. 
Tem a função de exercer o controle político-administrativo, buscando apurar acontecimentos de interesse 
público por meio de investigações parlamentares. 
O Poder Judiciário pode invalidar a criação de uma CPI, caso não tenha atingido os requisitos para sua 
criação. 
As CPIs são consideradas um “direito das minorias”, sendo preenchido todos os requisitos, passa a existir 
o direito público subjetivo da instauração do inquérito parlamentar. 
É inconstitucional o requerimento de criação de CPI à deliberação pelo Plenário, ou seja, é ilegítima a 
rejeição de criação de CPI pelo plenário da Câmara dos Deputados, ainda que por expressa votação 
majoritária, porquanto a Constituição protege a prerrogativa institucional de investigar, especialmente a 
dos grupos minoritários que atuam no âmbito dos corpos legislativos. 
É possível norma regimental impor um limite no número máximo de criação de CPIs que funcionam ao 
mesmo tempo. 
É vedado criar CPIs para investigações genéricas, podendo acarretar insegurança e perigo para as 
liberdades individuais. 
É possível a investigação de fatos conexos ao fato determinado na CPI. 
É vedada a CPI de um Ente federativo investigar fatos de outro Ente da federação, por causa do pacto 
federativo. 
É possível fazer sucessivas prorrogações de uma CPI dentro de uma mesma legislatura. 
 
O que a CPI pode fazer 
* Convocar ministro de Estado; 
* Tomar depoimento de autoridade federal, estadual ou municipal; 
* Ouvir suspeitos (que têm direito ao silêncio para não se autoincriminar) e testemunhas (que têm o 
compromisso de dizer a verdade e são obrigadas a comparecer); 
* Ir a qualquer ponto do território nacional para investigações e audiências públicas; 
* Prender em flagrante delito; 
* Requisitar informações e documentos de repartições públicas e autárquicas; 
* Requisitar funcionários de qualquer poder para ajudar nas investigações, inclusive policiais; 
* Pedir perícias, exames e vistorias, inclusive busca e apreensão (vetada em domicílio); 
* Determinar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de inspeções e auditorias; e 
* Quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados (inclusive telefônico, ou seja, extrato de conta e não escuta ou 
grampo). 
O que a CPI não pode fazer 
* Condenar; 
* Determinar medida cautelar, como prisões, indisponibilidade de bens, arresto, sequestro; 
* Determinar interceptação telefônica e quebra de sigilo de correspondência; 
* Impedir que o cidadão deixe o território nacional e determinar apreensão de passaporte; 
* Expedir mandado de busca e apreensão domiciliar; e 
* Impedir a presença de advogado do depoente na reunião (advogado pode: ter acesso a documentos da 
CPI; falar para esclarecer equívoco ou dúvida; opor a ato arbitrário ou abusivo; ter manifestações analisadas 
pela CPI até para impugnar prova ilícita). 
 
Art. 1º. As Comissões Parlamentares de Inquérito, criadas na forma do § 3º. do art. 58 da Constituição Federal, 
terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com ampla ação nas pesquisas destinadas a apurar fato 
determinado e por prazo certo. 
 
Parágrafo único. A criação de Comissão Parlamentar de Inquérito dependerá de requerimento de um terço da 
totalidade dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em conjunto ou separadamente. 
 
Criação de CPI – Requisitos 
* Apurar fato determinado; 
* Prazo certo; 
* Requerimento de 1/3 dos membros da Câmara e do Senado, em conjunto ou separadamente. 
 
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Art. 2º. No exercício de suas atribuições, poderão as Comissões Parlamentares de Inquérito determinar 
diligências que reputarem necessárias e requerer a convocação de Ministros de Estado, tomar o depoimento de 
quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais, ouvir os indiciados, inquirir testemunhas sob 
compromisso, requisitar da administração pública direta, indireta ou fundacional informações e documentos, e 
transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença. 
 
Atribuições das CPIs 
* Determinar diligências que reputarem necessárias; 
* Requerer a convocação de Ministros de Estado; 
* Tomar o depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais; 
* Ouvir os indiciados; 
* Inquirir testemunhas sob compromisso; 
* Requisitar da administração pública direta, indireta ou fundacional informações e documentos; 
* Transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença. 
 
Art. 3º. Indiciados e testemunhas serão intimados de acordo com as prescrições estabelecidas na legislação 
penal. 
 
§ 1º. Em caso de não comparecimento da testemunha sem motivo justificado, a sua intimação será solicitada 
ao juiz criminal da localidade em que resida ou se encontre, nos termos dos arts. 218 e 219 do Decreto-Lei no 
3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal. 
 
§ 2º. O depoente poderá fazer-se acompanhar de advogado, ainda que em reunião secreta. 
 
Art. 3º-A. Caberá ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, por deliberação desta, solicitar, em 
qualquer fase da investigação, ao juízo criminal competente medida cautelar necessária, quando se verificar a 
existência de indícios veementes da proveniência ilícita de bens. 
 
Art. 4º. Constitui crime: 
 
I - Impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão 
Parlamentar de Inquérito, ou o livre exercício das atribuições de qualquer dos seus membros. 
 
Pena - A do art. 329 do Código Penal. 
 
II - fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, tradutor ou intérprete, perante 
a Comissão Parlamentar de Inquérito: 
 
Pena - A do art. 342 do Código Penal. 
 
Art. 5º. As Comissões Parlamentares de Inquérito apresentarão relatório de seus trabalhos à respectiva Câmara, 
concluindo por projeto de resolução. 
 
§ 1º. Se forem diversos os fatos objeto de inquérito, a comissão dirá, em separado, sobre cada um, podendo 
fazê-lo antes mesmo de finda a investigação dos demais. 
 
§ 2º - A incumbência da Comissão Parlamentar de Inquérito termina com a sessão legislativa em que tiver sido 
outorgada, salvo deliberação da respectiva Câmara, prorrogando-a dentro da Legislatura em curso. 
 
Art. 6º. O processo e a instrução dos inquéritos obedecerão ao que prescreve esta Lei, no que lhes for aplicável, 
às normas do processo penal. 
 
Art. 6º-A. A Comissão Parlamentar de Inquérito encaminhará relatório circunstanciado, com suas conclusões, 
para as devidas providências, entre outros órgãos, ao Ministério Público ou à Advocacia-Geral da União, com 
cópia da documentação, para que promovam a responsabilidade civil ou criminal por infrações apuradas e 
adotem outras medidas decorrentes de suas funções institucionais. 
 
Art. 7º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 
 
 
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76/78 
STF/HC 80.240 
CPI: intimação de indígena para prestar depoimento na condição de testemunha, fora do seu habitat: 
violação às normas constitucionais que conferem proteção específica aos povos indígenas (CF, arts. 
215, 216 e 231). 
 
STF/ADI 3619 
1. A Constituição do Brasil assegura a um terço dos membros da Câmara dos Deputados e a um terço dos 
membros do Senado Federal a criação da comissão parlamentar de inquérito, deixando porém ao próprio 
parlamento o seu destino. 
2. A garantia assegurada a umterço dos membros da Câmara ou do Senado estende-se aos 
membros das assembleias legislativas estaduais --- garantia das minorias. O modelo federal de 
criação e instauração das comissões parlamentares de inquérito constitui matéria a ser 
compulsoriamente observada pelas casas legislativas estaduais. 
3. A garantia da instalação da CPI independe de deliberação plenária, seja da Câmara, do Senado ou da 
Assembleia Legislativa. Precedentes. 
4. Não há razão para a submissão do requerimento de constituição de CPI a qualquer órgão da Assembleia 
Legislativa. Os requisitos indispensáveis à criação das comissões parlamentares de inquérito estão 
dispostos, estritamente, no artigo 58 da CB/88. 
 
STF/ADI 848 
Em juízo de delibação, não é possível a convocação de governadores de estados-membros da Federação 
por Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pelo Senado Federal. 
 
A convocação viola o princípio da separação dos Poderes e a autonomia federativa dos estados-membros. 
 
STF/MS 27483 MC/DF 
O relator asseverou que, sob esse ponto de vista, o qual é o da qualidade e extensão dos poderes 
instrutórios das CPIs, estas se situam no mesmo plano teórico dos juízes, sobre os quais, no exercício da 
jurisdição, que lhes não é compartilhada às Comissões, nesse aspecto, pela Constituição, não têm elas 
poder algum, até por força do princípio da separação dos poderes, nem têm poder sobre as decisões 
jurisdicionais proferidas nos processos, entre as quais relevam, para o caso, as que decretam o chamado 
segredo de justiça, previsto como exceção à regra de publicidade, a contrario sensu, no art. 5º, LX, da CF. 
Esclareceu, no ponto, que as CPIs carecem, ex autoritate propria, de poder jurídico para revogar, 
cassar, compartilhar, ou de qualquer outro modo quebrar sigilo legal e constitucionalmente imposto 
a processo judiciário, haja vista tratar-se de competência privativa do Poder Judiciário, ou seja, 
matéria da chamada reserva jurisdicional, onde o Judiciário tem a primeira e a última palavra. 
 
STF/MS 25.617 
Não se questiona a asserção de que a investigação parlamentar reveste-se de caráter unilateral, à 
semelhança do que ocorre no âmbito da investigação penal realizada pela Polícia Judiciária. Inexiste 
qualquer dúvida, também, de que a natureza do inquérito parlamentar - tanto quanto se verifica com o 
próprio inquérito policial - revela-se incompatível com a prática do contraditório. 
 
STF/ADI 1.635 
1. A restrição estabelecida no § 4º do artigo 35 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que 
limita em cinco o número de CPIs em funcionamento simultâneo, está em consonância com os incisos III 
e IV do artigo 51 da Constituição Federal, que conferem a essa Casa Legislativa a prerrogativa de elaborar o 
seu regimento interno e dispor sobre sua organização. Tais competências são um poder-dever que permite 
regular o exercício de suas atividades constitucionais. 
 
STF/ACO 730 
Poderes de CPI estadual: ainda que seja omissa a LC 105/2001, podem essas comissões estaduais 
requerer quebra de sigilo de dados bancários, com base no art. 58, § 3º, da Constituição. 
 
STF/MS 23.852 QO 
A jurisprudência do STF entende prejudicadas as ações de mandado de segurança e de habeas corpus, 
sempre que – impetrados tais writs constitucionais contra CPIs – vierem estas a extinguir-se, em virtude 
da conclusão de seus trabalhos investigatórios, independentemente da aprovação, ou não, de seu 
relatório final. 
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STF/MS 33.663 MC 
Impossibilidade jurídica de CPI praticar atos sobre os quais incida a cláusula constitucional da reserva 
de jurisdição, como a busca e apreensão domiciliar (...). Possibilidade, contudo, de a CPI ordenar busca 
e apreensão de bens, objetos e computadores, desde que essa diligência não se efetive em local 
inviolável, como os espaços domiciliares, sob pena, em tal hipótese, de invalidade da diligência e de 
ineficácia probatória dos elementos informativos dela resultantes. Deliberação da CPI/Petrobras que, embora 
não abrangente do domicílio dos impetrantes, ressentir-se-ia da falta da necessária fundamentação 
substancial. Ausência de indicação, na espécie, de causa provável e de fatos concretos que, se presentes, 
autorizariam a medida excepcional da busca e apreensão, mesmo a de caráter não domiciliar. 
 
STF/MS 23.480 
Incompetência da CPI para expedir decreto de indisponibilidade de bens de particular, que não é 
medida de instrução – a cujo âmbito se restringem os poderes de autoridade judicial a elas conferidos no art. 
58, § 3º, mas de provimento cautelar de eventual sentença futura, que só pode caber ao juiz competente 
para proferi-la. Quebra ou transferência de sigilos bancário, fiscal e de registros telefônicos que, ainda 
quando se admita, em tese, susceptível de ser objeto de decreto de CPI – porque não coberta pela reserva 
absoluta de jurisdição que resguarda outras garantias constitucionais –, há de ser adequadamente 
fundamentada: aplicação no exercício pela CPI dos poderes instrutórios das autoridades judiciárias da 
exigência de motivação do art. 93, IX, da Constituição da República. 
 
STF/SS 4.147 
"Sobre a matéria discutida na origem, esta Corte entende que autoridade federal pode apenas ser 
convidada para prestar esclarecimentos em CPI estadual, não estando obrigada a comparecer. Daí 
não ser aplicável a regra prevista no art. 58, § 3º, da CF. É o que se observa no julgamento do RE 96.049, 
Min. Oscar Corrêa." 
 
STF/ MS 30.906 MC 
Não se revela legítimo opor, ao advogado, restrições, que, ao impedirem, injusta e arbitrariamente, o 
regular exercício de sua atividade profissional, culminem por esvaziar e nulificar a própria razão de ser 
de sua intervenção perante os órgãos do Estado, inclusive perante as próprias CPIs. 
 
STF/MS 27.483 MC-REF 
CPI não tem poder jurídico de, mediante requisição, a operadoras de telefonia, de cópias de decisão 
nem de mandado judicial de interceptação telefônica, quebrar sigilo imposto a processo sujeito a segredo 
de justiça. Este é oponível a CPI, representando expressiva limitação aos seus poderes constitucionais. 
 
STF/MS 35.216 AgR 
As CPIs possuem permissão legal para encaminhar relatório circunstanciado não só ao Ministério 
Público e à AGU, mas, também, a outros órgãos públicos, podendo veicular, inclusive, documentação 
que possibilite a instauração de inquérito policial em face de pessoas envolvidas nos fatos apurados (art. 
58, § 3º, CRFB/1988, c/c art. 6º-A da Lei 1.579/1952, incluído pela Lei 13.367/2016). 
 
STF/MS 24.817 
O princípio da colegialidade traduz diretriz de fundamental importância na regência das deliberações 
tomadas por qualquer CPI, notadamente quando esta, no desempenho de sua competência investigatória, 
ordena a adoção de medidas restritivas de direitos, como aquelas que importam na revelação (disclosure) 
das operações financeiras ativas e passivas de qualquer pessoa. A legitimidade do ato de quebra do 
sigilo bancário, além de supor a plena adequação de tal medida ao que prescreve a Constituição, 
deriva da necessidade de a providência em causa respeitar, quanto à sua adoção e efetivação, o 
princípio da colegialidade, sob pena de essa deliberação reputar-se nula. 
 
STF/RMS 25.668 
O controle jurisdicional de abusos praticados por CPI não ofende o princípio da separação de 
poderes. O STF, quando intervém para assegurar as franquias constitucionais e para garantir a integridade 
e a supremacia da Constituição, neutralizando, desse modo, abusos cometidos por CPI, desempenha, de 
maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta da República. 
 
 
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78/78 
STF/ MS 23.452/RJÉ que a Comissão Parlamentar de Inquérito, enquanto projeção orgânica do Poder Legislativo da União, 
nada mais é senão a longa manus do próprio Congresso Nacional [...] sujeitando-se, em consequência, 
em tema de mandado de segurança ou habeas corpus, ao controle jurisdicional originário do Supremo 
Tribunal Federal. 
 
STF/ MS 23.868 
A quebra de sigilo, por ato de CPI, deve ser necessariamente fundamentada, sob pena de invalidade. 
 
STF/ MS 26.441 
A maioria legislativa não pode frustrar o exercício, pelos grupos minoritários que atuam no Congresso 
Nacional, do direito público subjetivo que lhes é assegurado pelo art. 58, §3º, da Constituição e que lhes 
confere a prerrogativa de ver efetivamente instaurada a investigação parlamentar, por período certo, 
sobre fato determinado. 
 
STF/HC: 100.341 AM 
É jurisprudência pacífica desta Corte assegurar-se ao convocado para depor perante CPI o privilégio 
contra a autoincriminação, o direito ao silêncio e a comunicar-se com o seu advogado. 
 
CPI – Limite Temporal 
Prazo certo: o Supremo Tribunal Federal, julgando o HC nº 71.193- SP, decidiu que a locução "prazo certo", 
inscrita no § 3º do artigo 58 da Constituição, não impede prorrogações sucessivas dentro da legislatura, 
nos termos da Lei 1.579/52. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Licenciado para - Luciano Tadeu - 06417841634 - Protegido por Eduzz.comjulgada improcedente por deficiência de prova; neste caso, qualquer cidadão poderá 
intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
 
Art. 19. A sentença que concluir pela carência ou pela improcedência da ação está sujeita ao duplo grau de 
jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal; da que julgar a ação procedente 
caberá apelação, com efeito suspensivo. 
 
§ 1º Das decisões interlocutórias cabe agravo de instrumento. 
 
§ 2º Das sentenças e decisões proferidas contra o autor da ação e suscetíveis de recurso, poderá recorrer 
qualquer cidadão e também o Ministério Público. 
 
STJ/REsp 1.925.492-RJ 
Aplica-se à ação de improbidade administrativa o previsto no artigo 19, § 1º, da Lei da Ação Popular, 
segundo o qual das decisões interlocutórias cabe agravo de instrumento. 
 
 
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Ministério Público e Ação Popular 
* É vedado ao MP, em qualquer hipótese, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores. 
* O MP poderá: 
 - Acompanha a ação; 
 - Apressa a produção de provas; 
 - Promove a responsabilidade, civil ou criminal. 
* O MP poderá promover prosseguimento da ação, no caso de desistência do autor ou se este der motivo 
à absolvição da instância; 
* Caso decorridos 60 dias da publicação da sentença condenatória de segunda instância, sem que o autor 
ou terceiro promova a respectiva execução, o representante do Ministério Público a promoverá nos 30 
dias seguintes, sob pena de falta grave. 
 
* Das sentenças e decisões proferidas contra o autor da ação e suscetíveis de recurso, poderá recorrer 
qualquer cidadão e também o Ministério Público. 
 
* O MP não pode habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor da ação popular. 
 
Ação Popular x Ação Civil Pública 
Características Ação Popular Ação Civil Pública 
Legitimidade Qualquer cidadão MP, DP, Adm. Direta e Indireta e 
Associação. 
Objeto 
Anulação ou a declaração de nulidade 
de atos lesivos ao: 
 - Patrimônio Público 
 - Moralidade Administrativa; 
 - Meio ambiente; 
 - Patrimônio Histórico; 
 - Patrimônio cultural. 
Ações de responsabilidade por danos 
morais e patrimoniais causados: 
 - Meio-ambiente; 
 - Consumidor; 
 - Bens e direitos artísticos, estéticos, 
históricos, turísticos e paisagísticos; 
 - Interesse difuso ou coletivo; 
 - Ordem urbanística; 
 - Honra e dignidade de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos; 
 - Patrimônio público e social. 
Pedido 
Preventivo Anulação ou Nulidade. Cumprimento de obrigação de fazer ou não 
fazer. 
Pedido 
Repressivo Anulação ou Nulidade. Condenação em dinheiro para reparar dano. 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas: 
 
a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante orçamento próprio, 
independente do orçamento geral; 
 
b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de interesse público ou 
social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros recursos oriundos do Tesouro Público; 
 
c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para receber e aplicar 
contribuições parafiscais. 
 
Art. 21. A ação prevista nesta lei prescreve em 5 anos. 
 
Art. 22. Aplicam-se à ação popular as regras do Código de Processo Civil, naquilo em que não contrariem os 
dispositivos desta lei, nem a natureza específica da ação. 
 
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STF/Súmula 101 
O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
 
STF/Súmula 365 
Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
 
STF/Pet 5.856 
A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, via de regra, até mesmo do 
Presidente da República, é do juízo competente de primeiro grau. 
 
STJ/REsp 1.352.498/DF 
É possível a declaração incidental de inconstitucionalidade em Ação Popular, desde que a controvérsia 
constitucional não figure como pedido, mas sim como causa de pedir, fundamento ou simples questão 
prejudicial, indispensável à resolução do litígio principal, em torno da tutela do interesse público. 
 
STJ/EREsp 1.220.667-MG 
A sentença que concluir pela carência ou pela improcedência de ação de improbidade administrativa 
está sujeita ao reexame necessário, com base na aplicação subsidiária do art. 475 do CPC/73 e por 
aplicação analógica da primeira parte do art. 19 da Lei n. 4.717/65. 
 
STJ/AREsp 949.377/MG 
No mais, quanto à alegação de que não houve efetivo dano ao Erário, esclareço que, para o cabimento da 
Ação Popular, basta a ilegalidade do ato administrativo por ofensa a normas específicas ou desvios dos 
princípios da Administração Pública, dispensando-se a demonstração de prejuízo material. 
 
STJ/REsp 1.733.540/DF 
A norma específica inserida no microssistema de tutela coletiva, prevendo a impugnação de decisões 
interlocutórias mediante agravo de instrumento (art. 19 da Lei n. 4.717/65), não é afastada pelo rol taxativo 
do art. 1.015 do CPC/2015, notadamente porque o inciso XIII daquele preceito contempla o cabimento 
daquele recurso em 'outros casos expressamente referidos em lei. 
 
 
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Lei nº. 7.347, de 24 de julho de 1985 
 
Ação Civil Pública 
A Ação Civil Pública consiste em um Remédio Constitucional (CF. Art. 129, Inciso III) utilizado para 
responsabilizar os agentes que causaram danos morais e materiais a bens e direitos difusos, coletivos, 
individuais homogêneos, dentre outros. 
 
Ações Coletivas 
* Direitos e Interesses Difusos; 
* Direitos e Interesses Coletivos Stricto Sensu; 
* Direitos e Interesses Individuais Homogêneos. 
Direitos ou Interesses Conceito 
Difusos 
Consiste em direitos os transindividuais, de natureza indivisível, de que 
sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de 
fato. 
 
Características: 
 - Indivisibilidade do seu objeto: Não é possível numerar individualmente, 
pessoa por pessoa, em relação ao objeto. Dessa forma, os efeitos da coisa 
julgada alcançam todos. 
 
Ex: Dano ambiental. 
 
 - Situação de fato em comum: Todos estão na mesma situação fática, não 
precisando existir ligação jurídica entre os titulares, que é o que ocorre nos 
direitos coletivos. 
 
Ex: Consumidores que adquirem um veículo com defeito de fábrica. 
 
 - Indeterminabilidade dos titulares: Não tem como determinar os titulares. 
Coletivo Stricto Sensu 
Consiste em direitos transindividuais, de natureza indivisível de que seja 
titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte 
contrária por uma relação jurídica base; 
 
No interesse difuso há uma situação de fato em comum, já no interesse 
coletivo há uma relação jurídica como base, sendo possível a determinação 
dos titulares. 
 
Características: 
 - Indivisibilidade do Objeto: Não é possível numerar individualmente, pessoa 
por pessoa, em relação ao objeto. 
 
 - Relação jurídica em comum: Deve existir um interesse comum entre as 
pessoas criando-se uma relação jurídica. 
 
 - Determinabilidade dos titulares: É possível identificar os titulares do 
interesse coletivo; 
Individual Homogêneo 
Consiste naqueles decorrentes de origem comum, ou seja, são os direitos 
individuais. 
 
Características: 
 
 - Divisibilidade do objeto: É possível numerar individualmente, pessoa por 
pessoa, em relação ao objeto. Os direitos individuais homogêneos não são 
transindividuais. 
 
 - Origem Comum: Existe uma causa em comum que vincular os titulares do 
direito. 
 
 - Determinabilidadedos Titulares: É possível identificar os titulares. 
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Princípio da Indisponibilidade da Ação Coletiva (LACP. Art. 5º § 3º + LAP Art. 9º) 
Em regra, o objeto da ação coletiva é irrenunciável, desta forma, em caso de desistência infundada ou 
abandono da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a 
titularidade ativa, pois a ação é um interesse da coletividade. No entanto, é possível a mitigação da ação 
por devida justificação ou motivação da desistência do autor. 
 
Princípio da Indisponibilidade da Execução Coletiva (LACP. Art. 15 + LAP Art. 16) 
Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, caso a associação autora não promova a execução da 
sentença, deverá o MP promover a execução, sendo facultada igual iniciativa aos demais legitimados. 
 
Princípio do Interesse Jurisdicional no Conhecimento do Mérito 
Estabelece que a extinção do processo coletivo sem a conclusão do mérito precisa ser evitada, por conta do 
interesse transindividual ser relevante. 
 
Princípio da Prioridade na Tramitação 
Deve existir prioridade no andamento do processo coletivo em relação ao individual. 
 
Princípio do Máximo Benefício da Tutela Jurisdicional Coletiva (Art. 103 §§ 3º e 4º e Art. 104, do CDC) 
O indivíduo não será prejudicado pela coisa julgada coletiva, apenas beneficiado, desta forma, ocorrendo 
decisão contrária aos seus interesses, tal decisão não lhe afetará. Com isso, mesmo ocorrendo coisa julgada 
coletiva, o indivíduo poderá entrar com ação individual para ir atrás dos seus direitos. 
 
Princípio do Ativismo Judicial ou da Máxima Efetividade do Processo Coletivo 
Originado nos EUA, sendo chamado de Defining Function, tal princípio estabelece que o Juiz responsável 
pelo processo coletivo tenha mais poderes que o que está responsável pelo processo individual. Desta 
forma, o do processo coletivo pode flexibilizar certas regras, beneficiando a proteção da coletividade. O Juiz 
do processo coletivo terá alguns poderes instrutórios amplos, como: 
 - Mandar produzir prova necessária ao alcance da verdade processual, ex officio; 
 - Conceder liminar, com ou sem justificação prévia; (LACP. Art. 12). 
 - Conceder antecipação de tutela com ou sem requerimento da parte; (Art. 84, § 3 º, Lei 8.078/90). 
 - Conceder medidas de apoio para assegurar o resultado prático equivalente. (Art. 84, § 3 º, Lei 8.078/90). 
 
Princípio da Máxima Amplitude do Processo Coletivo (CDC. Art. 83; ECA. Art. 212; EI. Art. 82) 
Conforme SOUZA (2013, p 165), para a defesa dos interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos 
são cabíveis todas as espécies de ações (conhecimento, cautelar, execução), procedimentos, provimentos 
(declaratório, condenatório, constitutivo ou mandamental), e medidas, inclusive liminares (cautelares e de 
antecipação de tutela). 
Fonte: SOUZA, Landolfo Andrade. O ônus da prova na ação civil pública: hipóteses de flexibilização. São Paulo, 2013, p. 171. PUC-SP. 
 
Princípio da Ampla Divulgação da Demanda Coletiva (CDC. Art. 94.) 
Estabelece que após a propositura da ação, será publicado edital no órgão oficial, a fim de que os 
interessados possam intervir no processo como litisconsortes, sem prejuízo de ampla divulgação pelos 
meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. 
 
Princípio da Integratividade do Microssistema Processual Coletivo (LACP. Art. 21 + CDC. Art. 90) 
Estabelece que determinados assuntos tratados em um dispositivo de uma lei podem ser aplicados em outra 
lei, de forma harmônica, sendo aproveitados os conceitos de uma em relação a outra. 
 
Art. 1º. Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de responsabilidade por 
danos morais e patrimoniais causados: 
 
l - ao meio-ambiente; 
 
ll - ao consumidor; 
 
III – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 
 
IV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. 
 
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V - por infração da ordem econômica; 
 
VI - à ordem urbanística. 
 
VII – à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. 
 
VIII – ao patrimônio público e social. 
 
Parágrafo único. Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, 
contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS ou outros fundos de natureza 
institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. 
 
Ação Civil Pública 
É Cabível Não é cabível 
* Danos morais e patrimoniais ao (à): 
 - Meio-ambiente; 
 - Consumidor; 
 - Bens e direitos artísticos, estéticos, históricos, 
turísticos e paisagísticos; 
 - Interesse difuso ou coletivo; 
 - Ordem urbanística; 
 - Honra e dignidade de grupos raciais, étnicos ou 
religiosos; 
 - Patrimônio público e social. 
* Tributos; 
* Contribuições Previdenciárias; 
* FGTS; 
* Fundos de natureza institucional cujos beneficiários 
podem ser individualmente determinados; 
 
Ação Popular x Ação Civil Pública 
Características Ação Popular Ação Civil Pública 
Legitimidade Qualquer cidadão MP, DP, Adm. Direta e Indireta e 
Associação. 
Objeto 
Anulação ou a declaração de nulidade 
de atos lesivos ao: 
 - Patrimônio Público 
 - Moralidade Administrativa; 
 - Meio ambiente; 
 - Patrimônio Histórico; 
 - Patrimônio cultural. 
Ações de responsabilidade por danos 
morais e patrimoniais causados: 
 - Meio-ambiente; 
 - Consumidor; 
 - Bens e direitos artísticos, estéticos, 
históricos, turísticos e paisagísticos; 
 - Interesse difuso ou coletivo; 
 - Ordem urbanística; 
 - Honra e dignidade de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos; 
 - Patrimônio público e social. 
Pedido 
Preventivo Anulação ou Nulidade. Cumprimento de obrigação de fazer ou não 
fazer. 
Pedido 
Repressivo Anulação ou Nulidade. Condenação em dinheiro para reparar dano. 
 
Art. 2º As ações previstas nesta Lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo juízo terá 
competência funcional para processar e julgar a causa. 
 
Parágrafo único. A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente 
intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
 
Não Confundir – Competência Funcional 
LACP LAP 
Foro do local onde ocorrer o dano. Origem do ato impugnado. 
 
STJ/CC 113.788-DF 
Na hipótese de ação civil pública, a competência se dá em função do local onde ocorreu o dano. Trata-
se de competência absoluta, devendo ser afastada a conexão com outras demandas. 
 
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15/78 
STJ/CC 155.994-SP 
Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar a ação civil pública fundamentada na não concessão pela 
União de Selo de Responsabilidade Social a empresa pela falta de verificação adequada do cumprimento de 
normas que regem as condições de trabalho. 
 
Art. 3º A ação civil poderá ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de obrigação de fazer ou 
não fazer. 
 
Art. 4º. Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei, objetivando, inclusive, evitar dano ao patrimônio 
público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos, 
à ordem urbanística ou aos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. 
 
Art. 5º. Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: 
 
I - o Ministério Público; 
 
II - a Defensoria Pública; 
 
III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
 
IV - a autarquia,empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; 
 
V - a associação que, concomitantemente: 
 
a) esteja constituída há pelo menos 1 ano nos termos da lei civil; 
 
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao 
consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao 
patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. 
 
Legitimidade para Ação Principal e Ação Cautelar 
* Ministério Público; 
* Defensoria Pública; 
* União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
* Autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; 
* Associação que, concomitantemente: 
 - Tenha pelo menos 1 ano nos termos da lei civil; 
 - Inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção aos objetos de proteção da Ação Civil Pública. 
 
STF/Súmula 601 
O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais 
homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público. 
 
STJ/AREsp 1.688.809/SP 
O Ministério Público Federal é parte legítima para pleitear indenização por danos morais coletivos e 
individuais em decorrência do óbito de menor indígena. 
 
STJ/REsp 1.701.853/RJ 
É patente a legitimidade do Ministério Público Federal para propor Ação Civil Pública em defesa de 
direitos individuais disponíveis de candidatos específicos em exame da OAB, dado o relevante 
interesse social, na medida em que busca a proteção das garantias constitucionais da publicidade e acesso 
à informação (CF, art. 5º, XIV e XXXIII), da ampla defesa (CF, art. 5º, LV), da isonomia (CF, art. 5º, caput) e 
do direito fundamental ao trabalho (CF, art. 6º). 
 
STJ/REsp 1.978.138-SP 
A legitimidade ativa na ação civil pública das pessoas jurídicas da administração pública indireta depende da 
pertinência temática entre suas finalidades institucionais e o interesse tutelado. 
 
 
 
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STF/ADI 3.943 
A Defensoria Pública tem legitimidade para propor ação civil pública, na defesa de interesses difusos, 
coletivos ou individuais homogêneos. 
 
STF/RE 612.043/PR 
Em ação civil pública proposta por associação, na condição de substituta processual, possuem legitimidade 
para a liquidação e execução da sentença todos os beneficiados pela procedência do pedido, 
independentemente de serem filiados à associação promovente. 
 
STJ/REsp 1.405.697-MG 
Caso ocorra dissolução da associação que ajuizou ação civil pública, não é possível sua substituição no 
polo ativo por outra associação, ainda que os interesses discutidos na ação coletiva sejam comuns a 
ambas. 
 
Associações – Autorização Expressa para Ajuizar Ação Coletiva 
Ação Coletiva em Geral Ação Coletiva na Defesa de Direitos Difusos, 
Coletivos ou individuais homogêneos 
Há necessidade de autorização expressa dos 
associados. 
Independe de autorização expressa dos 
associados. 
STF/RE 573.232/SC STJ/REsp. 1.796.185/RS 
O disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da 
República encerra representação específica, não 
alcançando previsão genérica do estatuto da 
associação a revelar a defesa dos interesses dos 
associados. 
 
As balizas subjetivas do título judicial, formalizado 
em ação proposta por associação, é definida pela 
representação no processo de conhecimento, 
presente a autorização expressa dos associados e 
a lista destes juntada à inicial. 
A jurisprudência do STJ entende que tais entes 
possuem legitimidade para defesa dos direitos e dos 
interesses coletivos ou individuais homogêneos, 
independentemente de autorização expressa dos 
associados. 
 
Restrição dos Julgamentos RE 612.043/PR e RE 573.232/SC 
STF/RE 573.232/SC STF/RE 612.043/PR 
O disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da 
República encerra representação específica, não 
alcançando previsão genérica do estatuto da 
associação a revelar a defesa dos interesses dos 
associados. 
 
As balizas subjetivas do título judicial, formalizado 
em ação proposta por associação, é definida pela 
representação no processo de conhecimento, 
presente a autorização expressa dos associados e 
a lista destes juntada à inicial. 
Em ação civil pública proposta por associação, na 
condição de substituta processual, possuem 
legitimidade para a liquidação e execução da 
sentença todos os beneficiados pela procedência 
do pedido, independentemente de serem filiados à 
associação promovente. 
STJ/REsp 1.649.087/RS 
As teses de repercussão geral resultadas do julgamento do RE 612.043/PR e do RE 573.232/SC tem seu 
alcance expressamente restringido às ações coletivas de rito ordinário, as quais tratam de interesses 
meramente individuais, sem índole coletiva, pois, nessas situações, o autor se limita a representar os 
titulares do direito controvertido, atuando na defesa de interesses alheios e em nome alheio. 
 
STJ/REsp 1.325.857-RS 
É desnecessária a apresentação nominal do rol de filiados para o ajuizamento de Ação Civil Pública por 
associação. 
 
STJ/REsp 1.841.604-RJ 
A decisão em mandado de segurança coletivo impetrado por associação beneficia todos os associados, 
sendo irrelevante a filiação ter ocorrido após a sua impetração. 
 
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§ 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da 
lei. 
 
§ 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como 
litisconsortes de qualquer das partes. 
 
Não Confundir! 
Mandado de 
Segurança 
O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição 
inicial. 
Ação Civil Pública Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste 
artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. 
Ação Popular É facultado a qualquer cidadão habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor 
da ação popular. 
 
§ 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou 
outro legitimado assumirá a titularidade ativa. 
 
§ 4.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interesse social 
evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. 
 
Dispensa de Pré-constituição de mais de um ano para associação 
* Manifesto interesse social pela: 
 - Dimensão ou característica do dano; 
 - Relevância do bem jurídico a ser protegido. 
 
STJ/REsp 1.600.172-GO 
É dispensável o requisito temporal (pré-constituição há mais de um ano) para associação ajuizar ação 
civil pública quando o bem jurídico tutelado for a prestação de informações ao consumidor sobre a existência 
de glúten em alimentos. 
 
§ 5.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal e dos 
Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. 
 
§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua 
conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial. 
 
Características da Legitimidade no Processo Coletivo 
Rol Taxativo de Legitimados 
1) Rol Taxativo de Legitimados: 
 
* Ministério Público; 
* Defensoria Pública; 
* União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
* Autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; 
* Associação que, concomitantemente: 
 - Tenha pelo menos 1 ano nos termos da lei civil; 
 - Inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção aos objetos de proteçãoda Ação Civil Pública. 
 
2) Legitimidade Concorrente: Cada um dos legitimados pode propor a ação. 
 
3) Legitimidade Disjuntiva: Para ajuizar a ação não é preciso ter vínculo de dependência entre os 
legitimados, sendo a ação ajuizada individualmente. 
 
4) Legitimidade Mista: Consiste na possibilidade de tanto pessoas jurídicas de direito público, quanto 
pessoas jurídicas de direito privado serem legítimos para ajuizar Ação Civil Pública. 
 
5) Quanto a natureza jurídica no processo coletivo, ela pode ser: 
 - Ordinária: A legitimidade é instituída por lei por conta do interesse coletivo. Desta forma, os legitimados 
podem defender seus próprios interesses e interesses alheios; 
 
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 - Extraordinária: O legitimado defende direito alheio em seu nome, de forma exclusiva ou concorrente ao 
legitimado ordinário (considerado titular do direito material); (Classificação aceita pelo CPC). 
 
 - Autônoma para condução do processo: Não há vínculo com o direito material, sendo de natureza 
processual. 
 
Legitimidade do Ministério Público - ACP 
Direitos Difusos O Ministério Público possui legitimidade ampla. 
Direitos Coletivos O Ministério Público possui legitimidade ampla. 
Direitos Individuais 
Homogêneos 
O MP possui legitimidade ampla, se os direitos forem indisponíveis. 
 
Sendo os direitos individuais homogêneos disponíveis, o Ministério Público 
apresentará legitimidade apenas nos que houver relevância social. 
 
Legitimidade da Defensoria Pública - ACP 
Direitos Difusos Direitos Coletivos e Individuais Homogêneos 
Legitimidade ampla em propor a ação coletiva, 
levando em consideração que beneficiará as 
pessoas hipossuficientes. 
Legitimidade mais restrita, sendo indispensável que 
os beneficiados da decisão sejam pessoas 
hipossuficientes. 
 
Art. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Público, 
ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os elementos de 
convicção. 
 
Provocar a Iniciativa do MP 
Provocação Facultativa Provocação Obrigatória 
Qualquer Pessoa. Servidor Público. 
 
Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar 
a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis. 
 
Art. 8º Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e 
informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 15 dias. 
 
§ 1º O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, de qualquer 
organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou perícias, no prazo que assinalar, o qual não 
poderá ser inferior a 10 dias úteis. 
 
§ 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo, poderá ser negada certidão ou informação, hipótese em 
que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles documentos, cabendo ao juiz requisitá-los. 
 
MP 
Poderá instaurar, sob sua presidência, Poderá requisitar 
Inquérito civil Certidões, informações, exames ou perícias 
 
STJ/REsp 1279586-PR 
Admite-se emenda à inicial de ação civil pública, em face da existência de pedido genérico, ainda que já 
tenha sido apresentada a contestação. 
 
Art. 9º Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se convencer da inexistência de 
fundamento para a propositura da ação civil, promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das 
peças informativas, fazendo-o fundamentadamente. 
 
§ 1º Os autos do inquérito civil ou das peças de informação arquivadas serão remetidos, sob pena de se incorrer 
em falta grave, no prazo de 3 dias, ao Conselho Superior do Ministério Público. 
 
§ 2º Até que, em sessão do Conselho Superior do Ministério Público, seja homologada ou rejeitada a promoção de 
arquivamento, poderão as associações legitimadas apresentar razões escritas ou documentos, que serão juntados 
aos autos do inquérito ou anexados às peças de informação. 
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§ 3º A promoção de arquivamento será submetida a exame e deliberação do Conselho Superior do Ministério 
Público, conforme dispuser o seu Regimento. 
 
§ 4º Deixando o Conselho Superior de homologar a promoção de arquivamento, designará, desde logo, outro 
órgão do Ministério Público para o ajuizamento da ação. 
 
Art. 10. Constitui crime, punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa de 10 (dez) a 1.000 
(mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN, a recusa, o retardamento ou a omissão de dados 
técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público. 
 
Art. 11. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz determinará o 
cumprimento da prestação da atividade devida ou a cessação da atividade nociva, sob pena de execução 
específica, ou de cominação de multa diária, se esta for suficiente ou compatível, independentemente de 
requerimento do autor. 
 
Art. 12. Poderá o juiz conceder mandado liminar, com ou sem justificação prévia, em decisão sujeita a agravo. 
 
§ 1º A requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, 
à segurança e à economia pública, poderá o Presidente do Tribunal a que competir o conhecimento do respectivo 
recurso suspender a execução da liminar, em decisão fundamentada, da qual caberá agravo para uma das 
turmas julgadoras, no prazo de 5 dias a partir da publicação do ato. 
 
§ 2º A multa cominada liminarmente só será exigível do réu após o trânsito em julgado da decisão favorável ao 
autor, mas será devida desde o dia em que se houver configurado o descumprimento. 
 
Mandado Liminar 
* Com ou sem justificação prévia; 
* Sujeita a agravo; 
* Sua execução pode ser suspensa: 
 - Por pessoa jurídica de direito público interessada; 
 - Para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública; 
* Caberá agravo da suspensão de execução da liminar a uma das turmas julgadoras no prazo de 5 dias. 
 
Art. 13. Havendo condenação em dinheiro, a indenização pelo dano causado reverterá a um fundo gerido por um 
Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participarão necessariamente o Ministério Público e 
representantes da comunidade, sendo seus recursos destinados à reconstituição dos bens lesados. 
 
§ 1º. Enquanto o fundo não for regulamentado, o dinheiro ficará depositado em estabelecimento oficial de crédito, 
em conta com correção monetária. 
 
§ 2º. Havendo acordo ou condenação com fundamento em dano causado por ato de discriminação étnica nos 
termos do disposto no art. 1o desta Lei, a prestação em dinheiro reverterá diretamente ao fundo de que trata o 
caput e será utilizada para ações de promoção da igualdade étnica, conforme definição do Conselho Nacional de 
Promoção da Igualdade Racial, na hipótese de extensão nacional, ou dos Conselhos de Promoção de Igualdade 
Racial estaduais ou locais, nas hipóteses de danos com extensão regional ou local, respectivamente. 
 
Art. 14. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano irreparável à parte. 
 
Art. 15. Decorridos 60 dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a associação autora lhe 
promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. 
 
Art. 16. A sentença civil fará coisa julgada erga omnes (contra todos), nos limites da competência territorial do 
órgão prolator, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que 
qualquer legitimado poderá intentar outra açãocom idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
 
 
 
 
 
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STF/RE 1.101.937/SP 
I - É inconstitucional a redação do art. 16 da Lei 7.347/1985, alterada pela Lei 9.494/1997, sendo 
repristinada sua redação original. 
 
II - Em se tratando de ação civil pública de efeitos nacionais ou regionais, a competência deve observar o 
art. 93, II, da Lei 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor). 
 
III - Ajuizadas múltiplas ações civis públicas de âmbito nacional ou regional e fixada a competência nos 
termos do item II, firma-se a prevenção do juízo que primeiro conheceu de uma delas, para o julgamento de 
todas as demandas conexas. 
CDC. Ressalvada a competência da Justiça Federal, é competente para a causa a justiça local: 
II - no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal, para os danos de âmbito nacional ou regional, 
aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. 
 
STJ/EREsp 1.134.957-SP 
É indevido limitar, aprioristicamente, a eficácia de decisões proferidas em ações civis públicas coletivas 
ao território da competência do órgão judicante. 
 
STJ/REsp 1.807.990-SP 
A prescrição para execução individual em ações civis públicas contra plano de saúde é de cinco anos. 
 
Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da 
ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem prejuízo da 
responsabilidade por perdas e danos. 
 
Litigância de Má-fé 
* Associação autora e os diretores responsáveis serão solidariamente condenados: 
 - Em honorários advocatícios; 
 - Décuplo das custas; 
 - Responsabilidade por perdas e danos. 
 
Art. 18. Nas ações de que trata esta lei, não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais 
e quaisquer outras despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em 
honorários de advogado, custas e despesas processuais. 
 
Atenção! 
Não haverá adiantamento nem condenação da associação autora em honorários, custas, emolumentos e 
despesas processuais, salvo comprovada má-fé. 
 
STJ/Pet 9.892-SP 
Ante a necessidade de conferir às regras de isenção tributária interpretação restritiva (art. 111 do CTN), as 
disposições dos arts. 18 da Lei n. 7.347/1985 e 87 da Lei n. 8.078/1990 só impediriam o adiantamento das 
custas judiciais em ações civis públicas, em ações coletivas que tenham por objeto relação de consumo e na 
ação cautelar prevista no art. 4º da Lei n. 7.347/1985, não tendo o condão de obstar a antecipação das 
custas nos demais tipos de ação, como, por exemplo, em ações rescisórias ou em incidentes processuais. 
 
STJ/REsp 1.974.436-RJ 
Não se aplica às ações civis públicas propostas por associações e fundações privadas o princípio da 
simetria na condenação do réu nas custas e nos honorários advocatícios. 
 
Inicialmente cumpre salientar, que a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no EAREsp 962.250/SP, 
fixou, quanto ao tema, a seguinte tese: "em razão da simetria, descabe a condenação em honorários 
advocatícios da parte requerida em ação civil pública, quando inexistente má-fé, de igual sorte como ocorre 
com a parte autora, por força da aplicação do art. 18 da Lei n. 7.347/1985". 
 
Ao analisar-se o inteiro teor do voto, é possível aferir que a União, embargante, pretendia que prevalecesse 
o entendimento no sentido de que seria cabível a condenação em honorários advocatícios, em ação civil 
pública, sendo isento de tal verba apenas o autor, salvo quando atuasse de má-fé. Assim, a União pretendia 
a reforma do acórdão embargado, para condenar o vencido ao pagamento de honorários advocatícios em 
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21/78 
seu favor. 
 
Para solucionar o caso em apreço, o argumento de acesso à justiça se afigura de primaz importância. Isso 
porque a legitimação da justiça está subordinada ao efetivo poder de o indivíduo dela se avizinhar. Dessa 
maneira, para se atingir a efetiva composição dos litígios, faz-se mister permitir o acesso, sem embaraço, ao 
Poder Judiciário. Exprime-se, nesse sentido, a noção de acesso à justiça. 
 
Nessa linha de intelecção, é imperioso ressaltar que o entendimento proclamado no EAREsp 962.250/SP 
não se aplica às ações civis públicas propostas por associações e fundações privadas, pois, do contrário, 
barrado estaria, de fato, um dos objetivos mais nobres e festejados da Lei n. 7.347/1985, qual seja viabilizar 
e ampliar o acesso à justiça para a sociedade civil organizada. 
 
Art. 19. Aplica-se à ação civil pública, prevista nesta Lei, o Código de Processo Civil, aprovado pela Lei nº 5.869, 
de 11 de janeiro de 1973, naquilo em que não contrarie suas disposições. 
 
Art. 20. O fundo de que trata o art. 13 desta Lei será regulamentado pelo Poder Executivo no prazo de 90 dias. 
 
Art. 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos, coletivos e individuais, no que for cabível, os 
dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor. 
 
Atenção! 
Regra (STJ/REsp 1.108.542/SC) Exceção (STJ/REsp 1.374.232/ES) 
Por aplicação analógica da primeira parte do art. 19 
da Lei nº 4.717/65, as sentenças de improcedência 
de ação civil pública sujeitam-se indistintamente ao 
reexame necessário. 
A remessa necessária não é aplicada para as ações 
coletivas dos direitos individuais homogêneos. 
 
STJ/REsp 1.709.093-ES 
O Ministério Público não tem legitimidade ativa para ajuizar ação civil pública objetivando a restituição de 
valores indevidamente recolhidos a título de empréstimo compulsório sobre aquisição de automóveis de 
passeio e utilitários. 
 
Art. 22. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 23. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
STF/Súmula 643 
O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil pública cujo fundamento seja a ilegalidade de 
reajuste de mensalidades escolares. 
 
STJ/Súmula 329 
O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa do patrimônio público. 
 
STJ/Súmula 489 
Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça Federal as ações civis públicas propostas nesta e 
na Justiça estadual. 
 
STF/RE 612.043/PR 
A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por 
associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no 
âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da 
demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento. 
 
STF/ADI 3.943 
A Defensoria Pública tem legitimidade para propor ação civil pública, na defesa de interesses difusos, 
coletivos ou individuais homogêneos. 
 
 
 
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STF/RE 733.433/MG 
Defensoria Pública tem legitimidade para a propositura de ação civil pública que vise a promover a tutela 
judicial de direitos difusos e coletivos de que sejam titulares, em tese, pessoas necessitadas. Desta forma, a 
Defensoria Pública não possui legitimidade irrestrita. 
 
STF/409.356/RO 
O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública (ACP) que vise anular ato administrativo 
de aposentadoria que importe em lesão ao patrimônio público. 
 
STF/ARE 945.846/RS 
O TAC (Termo de Ajuste de Conduta) é título executivo extrajudicial, que pode ser tomado por qualquer 
órgão público legitimado à ação civil pública, na defesa do meio ambiente, do consumidor, dascrianças e 
adolescentes, de idosos e de demais interesses transindividuais (difusos, coletivos ou individuais 
homogêneos), conforme prevê o art. 5° da Lei 7.347/85 e o art. 82 do CDC. 
 
Teses do STJ 
Processo Coletivo I – Legitimidade 
01) O Ministério Público tem legitimidade para atuar em defesa dos direitos difusos, coletivos e individuais 
homogêneos dos consumidores. 
 
02) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública visando tutelar direitos dos 
consumidores relativos a serviços públicos. 
 
03) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o objetivo de assegurar os 
interesses individuais indisponíveis, difusos ou coletivos em relação à infância, à adolescência e aos 
idosos, mesmo quando a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada. 
 
04) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o objetivo de assegurar 
assistência médica e odontológica à comunidade indígena, em razão da natureza indisponível dos bens 
jurídicos salvaguardados e o status de hipervulnerabilidade dos sujeitos tutelados. 
 
05) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o objetivo de assegurar os 
interesses individuais indisponíveis, difusos ou coletivos em relação às pessoas desprovidas de 
recursos financeiros, mesmo quando a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada. 
 
06) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses e direitos 
individuais homogêneos pertencentes a consumidores decorrentes de contratos de cessão e concessão 
do uso de jazigos em cemitérios. 
 
07) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o fim de impedir a cobrança 
abusiva de mensalidades escolares. 
 
08) O Ministério Público Estadual não tem legitimidade para ajuizar ação civil pública objetivando defesa 
de bem da União, por se tratar de atribuição do Ministério Público Federal. 
 
09) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública objetivando a cessação dos jogos 
de azar. 
 
10) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa do patrimônio público. 
(Súmula n. 329/STJ) 
 
11) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública objetivando o fornecimento de 
medicamentos e tratamentos médicos, a fim de tutelar o direito à saúde e à vida. 
 
12) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa dos interesses de 
mutuários do Sistema Financeiro da Habitação, visto que presente o relevante interesse social da 
matéria. 
 
13) O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil pública, a indenização 
decorrente do seguro obrigatório (DPVAT) em benefício do segurado. (Súmula n. 470/STJ) 
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14) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública com o objetivo de anular concurso 
realizado sem a observância dos princípios estabelecidos na Constituição Federal. 
 
 
Processo Coletivo II – Legitimidade 
01) O integrante da categoria tem legitimidade para ajuizar execução individual de sentença proveniente de 
ação coletiva proposta por associação ou sindicato, independentemente de filiação ou autorização expressa 
no processo de conhecimento. (Tese superada). 
 
02) Os sindicatos e as associações têm legitimidade ativa para atuar como substitutos processuais na 
defesa de direitos e interesses dos integrantes da categoria nas fases de conhecimento, liquidação e 
execução. (As associações precisam de autorização expressa dos associados para defender seus 
direitos). 
 
03) A Defensoria Pública detém legitimidade para propor ações coletivas na defesa de direitos difusos, 
coletivos ou individuais homogêneos. 
 
04) A Defensoria Pública tem legitimidade ampla para propor ação coletiva quando se tratar de direitos 
difusos e legitimidade restrita às pessoas necessitadas nos casos de direitos coletivos em sentido estrito 
e individuais homogêneos. 
 
05) Os sindicatos e as associações, na qualidade de substitutos processuais, têm legitimidade para atuar 
judicialmente na defesa dos interesses coletivos de toda a categoria que representam, sendo dispensável a 
relação nominal dos afiliados e suas respectivas autorizações. (Parcialmente Superada). 
 
06) A apuração da legitimidade ativa das associações e dos sindicatos como substitutos processuais, em 
ações coletivas, passa pelo exame da pertinência temática entre os fins sociais da entidade e o mérito da 
ação proposta. (Parcialmente Superada). 
 
07) A ilegitimidade ativa ou a irregularidade da representação processual não implica a extinção do 
processo coletivo, competindo ao magistrado abrir oportunidade para o ingresso de outro colegitimado no 
polo ativo da demanda. 
 
Processo Coletivo III – Legitimidade 
01) Por critério de simetria, não é cabível a condenação da parte vencida ao pagamento de honorários 
advocatícios em favor do Ministério Público nos autos de ação civil pública, salvo comprovada má-fé. 
 
02) É possível a inversão do ônus da prova da ação civil pública em matéria ambiental a partir da 
interpretação do art. 6º, VIII, da Lei 8.078/1990 c/c o art. 21 da Lei n. 7.347/1985. 
 
03) No âmbito do Direito Privado, é de cinco anos o prazo prescricional para ajuizamento da execução 
individual em pedido de cumprimento de sentença proferida em ação civil pública. (Tese julgada sob o rito do 
art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 515) 
 
04) Na execução individual de sentença coletiva contra a Fazenda Pública, quando já iniciada a 
execução coletiva, o prazo quinquenal para a propositura do título individual, nos termos da Súmula n. 
150/STF, interrompe-se com a propositura da execução coletiva, voltando a correr, após essa data, pela 
metade. 
 
05) O art. 18 da Lei n. 7.347/1985, que dispensa o adiantamento de custas, emolumentos, honorários 
periciais e quaisquer outras despesas, dirige-se apenas ao autor da ação civil pública. (Tese superada). 
 
06) Não é possível se exigir do Ministério Público o adiantamento de honorários periciais em ações civis 
públicas, ficando o encargo para a Fazenda Pública a qual se acha vinculado o Parquet. (Tese julgada 
sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 510) 
 
07) A liquidação e a execução individual de sentença genérica proferida em ação civil coletiva pode ser 
ajuizada no foro do domicílio do beneficiário, porquanto os efeitos e a eficácia da sentença não estão 
circunscritos a lindes geográficos, mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido, levando-
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se em conta, para tanto, sempre a extensão do dano e a qualidade dos interesses metaindividuais postos em 
juízo (arts. 468, 472 e 474, CPC e 93 e 103, CDC). (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - 
TEMA 480) 
 
08) A eficácia subjetiva da sentença coletiva abrange os substituídos domiciliados em todo o território 
nacional desde que a ação tenha sido: 
a) proposta por entidade associativa de âmbito nacional; 
b) contra a União; e 
c) no Distrito Federal. 
 
09) A abrangência nacional expressamente declarada na sentença coletiva não pode ser alterada na fase 
de execução, sob pena de ofensa à coisa julgada. 
 
10) Os efeitos e a eficácia da sentença no processo coletivo não estão circunscritos a lindes geográficos, 
mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido. 
 
11) A sentença proferida em ação coletiva somente surte efeito nos limites da competência territorial do 
órgão que a proferiu e exclusivamente em relação aos substituídos processuais que ali eram domiciliados à 
época da propositura da demanda. 
 
12) As limitações da sentença