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01/02/2024 1 Somestesia e Dor Profa Celina Lotufo 1 4 01/02/2024 2 5 7 01/02/2024 3 Receptores especializados Tipo Axônio Localização Função Adaptação Limiar Terminações livres C Toda a pele, víceras Dor (polimodal) Lenta Muito alto Terminações livres Aδ Toda a pele Temperatura e dor lenta Alto Corpúsculo de Meissner Aβ > pele glabra Tato e pressão (dinâmica) Rápida Baixo Corpúsculo de Pacini Aβ, Aα Tecido subcutâneo, articulações e víceras Pressão profunda e vibração (dinâmica) Rápida Baixo Células de Merkel Aβ > pele glabra Tato e pressão (estática) Lenta Baixo Corpúsculos de Ruffini Aβ, Aα Toda a pele Estiramento da pele Lenta Baixo Receptores de folículos pilosos Aβ Áreas com pelos Movimentação dos pelos rápida baixo Transdução de sinal 9 10 01/02/2024 4 Transdução: Estímulos Térmicos Existem quatro tipos de termoceptores: ❖ Para temperaturas inócuas: 1 - Receptores de frio 2 - Receptores de calor ❖ Para temperaturas nocivas: 3 - Receptores de dor por frio 4 - Receptores de dor por calor Os receptores para frio e morno se adaptam rapidamente, embora não completamente. Portanto são especializados em sentir variações de temperatura e não a temperatura absoluta. Os receptores nociceptivos nunca se adaptam (função protetora). Nociceptores térmicos ❖ Nem todos os termoceptores são exclusivamente ativados por alterações na temperatura ❖ Exemplos de substâncias exógenas que ativam alguns receptores térmicos : 11 12 01/02/2024 5 Aula Prática Sensibilidade Térmica Introduzir a mão esquerda em uma vasilha contendo água a 10°C e a mão direita numa vasilha com água a 45°C, onde devem permanecer por cerca de 2 minutos. Findo esse período, ambas as mãos devem ser introduzidas em uma cuba com água em temperatura ambiente (30°C). DOR Definição: experiência sensorial e emocional desagradável associada ou semelhante àquela causada por um dano tecidual real ou potencial. (IASP - Associação Internacional para Estudo da Dor). A dor funciona como um alarme – chama a atenção para um evento que está sendo nocivo para o organismo. A dor é essencial para a manutenção da vida!! 13 17 01/02/2024 6 DOR Compontentes: -Discriminativo/sensorial – localização, intensidade e modalidade da dor. -Afetivo/emocional – experiência desagradável (leva à ativação do SNA simpático) Componente sensorial e emocional da dor Pacientes hipnotizados foram sugestionados para diminuir a dor . Esses pacientes percebem a dor mas acham que ela não é tão desagradável. SI – córtex somatossensorial primário – detecção do estímulo doloroso. ACC – córtex cingulado anterior – aspecto afetivo ou emocional desagradável da dor. 18 19 01/02/2024 7 Dor rápida e dor lenta A primeira dor (rápida) é aguda, geralmente mais intensa e localizada. A segunda dor (lenta) é percebido depois, dura mais mas é menos intensa e de localização difusa. Substâncias algogênicas – causam dor (ativação dos nociceptores) – bradicinina Substâncias hiperalgésicas – sensibilizam o nociceptor - PGs Os nociceptores podem ser ativados ou sensibilizados – Dor Inflamatória 21 24 01/02/2024 8 Dor e Hiperalgesia A hiperalgesia ocorre pela diminuição do limiar de ativação dos nociceptores – principalmente fibras C A hiperalgesia ocorre pela sensibilização dos nociceptores e faz com que estímulos que não eram suficientes para causar dor passem a causar ou estímulos que causavam uma intensidade baixa de dor causem dor em uma intensidade maior. https://www.semanticscholar.org/paper/The-role-of-central-sensitization-in-chronic-pain.- Nicl%C3%B2s/c6f165ff82db2ac0e1d508b6ce3f23b00044160b/figure/2 25 28 01/02/2024 9 Dor e Hiperalgesia ➢ Bloqueio da dor – anestésicos – cirurgia ou outros procedimentos que causam dor aguda – podem ser locais ou gerais – analgésicos opioides. ➢Bloqueio da hiperalgesia – analgésicos que impedem ou revertem a sensibilização dos neurônios nociceptivos – anti- inflamatórios. A hiperalgesia é um sintoma importante para a detecção de patologias, mas algumas vezes o processo patológico foi curado e os neurônios continuam sensibilizados. Ex: neuropatias e artrite. ❖ Dor Aguda – Temporária e está associada a uma lesão identificável. (Ex: dor do pós-operatório). ❖ Dor Crônica – Pode estar associada a um processo crônico – (Ex: artrite ou câncer) ❖ Dor Persistente - dor que persiste quando não há mais lesão ou patologia associada. ❖ Dor neuropática - Causada por uma alteração nos próprios nervos (Ex: neuropatia diabética, neuralgia do trigêmeo e neuropatia pós-herpética). Principais Tipos de Dor 29 30 01/02/2024 10 Dor Visceral Fibras do tipo Aδ e C (maioria). Todos os órgãos internos – menos o encéfalo (apenas meninges e paredes de vasos sanguíneos). Dor mal localizada – difusa. Dor referida – percebida na superfície do corpo. Dor visceral -Dor Referida 31 33 01/02/2024 11 Modulação Endógena da Dor Embora de caráter protetor, a dor pode em determinadas situações prejudicar funções que são essenciais à vida. O organismo dispões de mecanismos de controle da dor para essas situações especiais – Ex: analgesia induzida por estresse. A dor pode ser modulada endogenamente ou exogenamente (fármacos anestésicos ou analgésicos) nos diversos níveis da transmissão neural. Controle descendente da dor – Opióides endógenos • Descendente - Impulsos do córtex cerebral para a medula. – Subst. Cinzenta Periaquedutal (mesencéfalo) – serotonina. – Núcleo Magno da Rafe (bulbo) • Opióides endógenos – encefalinas, endorfinas e dinorfina. • Analgesia por estresse. • Efeito Placebo. • Acupuntura. A morfina e outros opióides foram utilizados como analgésicos por centenas de anos – apenas recentemente descobriram-se os opióides endógenos. 36 37 01/02/2024 12 Modulação da dor na medula espinal Teoria da Comporta Razão de um estímulo táctil poder aliviar a dor. 38 39 01/02/2024 13 www.dol.inf.br Bibliografia 1) Lent, R. Cem bilhões de neurônios. Atheneu, 2005. 2) Kandel, E. Princípios de Neurociências, 2014. 3) Guyton, AC & Hall, JE. Tratado de Fisiologia Médica (12a edição). Elsevier, 2006. 43 45 Slide 1: Somestesia e Dor Slide 4 Slide 5 Slide 7 Slide 9: Receptores especializados Slide 10: Transdução de sinal Slide 11 Slide 12 Slide 13: Aula Prática Slide 17: DOR Slide 18: DOR Slide 19: Componente sensorial e emocional da dor Slide 21: Dor rápida e dor lenta Slide 24: Os nociceptores podem ser ativados ou sensibilizados – Dor Inflamatória Slide 25: Dor e Hiperalgesia Slide 28 Slide 29: Dor e Hiperalgesia Slide 30 Slide 31: Dor Visceral Slide 33 Slide 36: Modulação Endógena da Dor Slide 37: Controle descendente da dor – Opióides endógenos Slide 38 Slide 39: Modulação da dor na medula espinal Teoria da Comporta Slide 43: www.dol.inf.br Slide 45: Bibliografia