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Aula 04
STM (Analista Judiciário - Área
Judiciária) Direito Penal Militar - 2025
(Pós-Edital)
Autor:
Equipe Legislação Específica
Estratégia Concursos
05 de Março de 2025
01341240142 - DEIVISSON PEREIRA DE MEDEIROS
Equipe Legislação Específica Estratégia Concursos
Aula 04
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Penas Principais 3
..............................................................................................................................................................................................2) Aplicação das Penas 9
..............................................................................................................................................................................................3) Suspensão Condicional da Pena 25
..............................................................................................................................................................................................4) Do Livramento Condicional 31
..............................................................................................................................................................................................5) Das Penas Acessórias 33
..............................................................................................................................................................................................6) Dos Efeitos da Condenação 42
..............................................................................................................................................................................................7) Questões comentadas - Das Penas Principais - Cebraspe 44
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Aplicação das Penas - Multibancas 46
..............................................................................................................................................................................................9) Questões comentadas - Suspensão Condicional da Pena - Cebraspe 49
..............................................................................................................................................................................................10) Questões comentadas - Do Livramento Condicional - Cebraspe 52
..............................................................................................................................................................................................11) Questões comentadas - Das Penas Acessórias - Cebraspe 53
..............................................................................................................................................................................................12) Questões comentadas - Dos Efeitos da Condenação - Cebraspe 55
..............................................................................................................................................................................................13) Lista de Questões - Das Penas Principais - Cebraspe 57
..............................................................................................................................................................................................14) Lista de Questões - Aplicação das Penas - Multibancas 59
..............................................................................................................................................................................................15) Lista de Questões - Suspensão Condicional da Pena - Cebraspe 61
..............................................................................................................................................................................................16) Lista Questões - Do Livramento Condicional - Cebraspe 64
..............................................................................................................................................................................................17) Lista de questões - Das Penas Acessórias - Cebraspe 66
..............................................................................................................................................................................................18) Lista de Questões - Dos Efeitos da Condenação - Cebraspe 68
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 D AS P ENAS P RINCIPAIS 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 PENAS PRINCIPAIS 
 Art. 55. As penas principais são: 
 a) morte; 
 b) reclusão; 
 c) detenção; 
 d) prisão; 
 e) impedimento; 
 f) suspensão do exercício do pôsto, 
 graduação, cargo ou função; 
 g) reforma. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 PENAS PRINCIPAIS 
 Art. 55. As penas principais são: 
 a) morte; 
 b) reclusão; 
 c) detenção; 
 d) prisão; 
 e) impedimento; 
 f) suspensão do exercício do pôsto, 
 graduação, cargo ou função; (REVOGADO) 
 g) reforma. (REVOGADO) 
 O Código Penal Militar divide as penas em principais e acessórias. As principais são aquelas 
 cominadas a determinado crime, previstas no preceito secundário, e as acessórias são aquelas 
 que eventualmente podem ser cumuladas. 
 PENA DE MORTE . A primeira e mais importante das penas previstas pelo CPM é a pena de 
 morte . O art. 5°, XLVII, a, determina que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra 
 declarada. O art. 84, XIX, da Constituição, apenas permite a declaração de guerra para fins de 
 defesa contra agressão estrangeira. 
 O CPM, portanto, comina a pena de morte para alguns crimes praticados em tempo de guerra. A 
 deserção, por exemplo, assume, durante a guerra, enormes proporções, e o criminoso pode ser 
 condenado à pena de morte. 
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 A execução da pena de morte dá-se por fuzilamento, conforme art. 56 do CPM, sendo a 
 sentença que a impõe comunicada de pronto ao Presidente da República, não podendo ser 
 executada senão depois de 7 dias (art. 57). 
 Há uma exceção, no entanto, quando ela é imposta em zona de operações de guerra, podendo 
 ser executada de forma imediata, havendo interesse da ordem e da disciplina militar, conforme 
 parágrafo único do art. 57. Os detalhes acerca da execução da pena de morte estão no art. 707 e 
 seguintes do Código de Processo Penal Militar. Há vários detalhes, incluindo a vestimenta dos 
 condenados, o apoio espiritual, etc. 
 A pena de morte é executada por meio de fuzilamento ! Cuidado com as 
 pegadinhas que sugerem a forma de enforcamento! 
 RECLUSÃO E DETENÇÃO . No CPM, há a previsão legal das penas de reclusão e detenção, sem, 
 no entanto, destrinchar sua aplicabilidade. Cabe-nos aplicar, diante da omissão, as disposições 
 normativas do CP, que acabam incluindo as algumas disposições legais da LEP, mesmo que 
 tenhamos as regras do CPPM envolvendo a execução penal castrense. O mesmo entendimento é 
 defendido na doutrina de Neves, que ainda faz menção à progressão de pena: 
 “Em primeiro plano, a ausência de regra distintiva no cumprimento das duas 
 penas – e por consequência de distinção entre as duas penas em essência – leva- DEIVISSON PEREIRA DE MEDEIROS
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 de crime, ou de contravenção reveladora 
 de má índole ou a que tenha sido imposta 
 pena privativa de liberdade; 
 II - não efetua, sem motivo justificado, a 
 reparação do dano; 
 III - sendo militar, é punido por infração 
 disciplinar considerada grave. 
 I – é condenado por crime doloso, na 
 Justiça Militar ou na Justiça Comum, por 
 sentença irrecorrível 
 II - não efetua, sem motivo justificado, a 
 reparação do dano; 
 III - (REVOGADO). 
 São causas de revogação obrigatórias: 
 a) Condenado por crime doloso, na Justiça Militar ou na Justiça Comum, por sentença 
 irrecorrível - Primeiramente, fala-se apenas à condenação por crime doloso, não havendo 
 qualquer comentário no caso de crime culposo ou contravenção penal . Em segundo, a 
 sentença deve ser irrecorrível, ou seja, já há coisa julgada, impossível de ser re discutida 
 b) Não efetua, sem motivo justificado, a reparação do dano - Deve haver a reparação e, não 
 sendo possível, deverá ser justificado, sob pena de ser revogado o sursi 
 c) REVOGADO 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 REVOGAÇÃO FACULTATIVA 
 §1º A suspensão pode ser também 
 revogada, se o condenado deixa de 
 cumprir qualquer das obrigações 
 constantes da sentença. 
 PRORROGAÇÃO DE PRAZO 
 § 2º Quando facultativa a revogação, o juiz 
 pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o 
 período de prova até o máximo, se êste 
 não foi o fixado. 
 § 3º Se o beneficiário está respondendo a 
 processo que, no caso de condenação, 
 pode acarretar a revogação, considera-se 
 prorrogado o prazo da suspensão até o 
 julgamento definitivo. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 REVOGAÇÃO FACULTATIVA 
 §1º A suspensão também pode ser 
 revogada se o condenado deixar de cumprir 
 qualquer das obrigações constantes da 
 sentença ou, se militar, for punido por 
 infração disciplinar considerada grave 
 PRORROGAÇÃO DE PRAZO 
 § 2º Quando facultativa a revogação, o juiz 
 pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o 
 período de prova até o máximo, se êste não 
 foi o fixado. 
 § 3º Se o beneficiário está respondendo a 
 processo que, no caso de condenação, 
 pode acarretar a revogação, considera-se 
 prorrogado o prazo da suspensão até o 
 julgamento definitivo. 
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 Dentro daquilo que já era previsto, também se acrescentou como possibilidade de revogação 
 facultativa do sursi a punição do militar que for punido por infração disciplinar considerada grave . 
 EXTINÇÃO DA PENA 
 Art. 87. Se o prazo expira sem que tenha sido revogada a suspensão, fica extinta a pena privativa 
 de liberdade. 
 NÃO APLICAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 Art. 88. A suspensão condicional da pena não se aplica: 
 I - ao condenado por crime cometido em tempo de guerra; 
 II - em tempo de paz: 
 a) por crime contra a segurança nacional, de aliciação e incitamento, de violência contra superior, 
 oficial de dia, de serviço ou de quarto, sentinela, vigia ou plantão, de desrespeito a superior, de 
 insubordinação, ou de deserção; 
 b) pelos crimes previstos nos arts. 160, 161, 162, 235, 291 e seu parágrafo único, ns. I a IV. 
 Condenado que cumprir todos os requisitos, cumulativamente, temporal, legal e ocasional 
 (opcional ao Juiz), terá extinta a sua pena privativa de liberdade 
 Quanto à não aplicação do sursi da pena, é importante mencionar que existem alguns julgados 
 importantes que você tem que levar para a prova, principalmente se tratando do crime de 
 deserção e o benefício in comento . De acordo com a atual posição do STM, o condenado pelo 
 crime de deserção, mesmo que sobre ele recaia imposição legal de sua não aplicação, se por 
 acaso o militar vier a ser excluído das fileiras da corporação, adquirindo a condição de civil, à ele 
 será possível o usufruto do benefício do sursi da pena, por motivo de política criminal: 
 “EMENTA: APELAÇÕES. MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR. DEFENSORIA PÚBLICA 
 DA UNIÃO. DESERÇÃO. ART. 187 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. PRELIMINAR 
 DE AUSÊNCIA DA CONDIÇÃO DE PROSSEGUIBILIDADE PELA PERDA DA 
 CONDIÇÃO DE MILITAR. REJEIÇÃO POR MAIORIA. MÉRITO. RECURSO 
 MINISTERIAL. REVOGAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 (SURSIS). RÉU LICENCIADO. POLÍTICA CRIMINAL. MANUTENÇÃO DA 
 BENESSE. REVOGAÇÃO DO REGIME INICIAL ABERTO PARA CUMPRIMENTO 
 DA PENA. MANUTENÇÃO. RECURSO DEFENSIVO. ESTADO DE NECESSIDADE. 
 REJEIÇÃO. CONDUTA NÃO AMPARADA POR EXCLUDENTE DE 
 CULPABILIDADE. AÇÃO DELITIVA. CARACTERIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA 
 SENTENÇA CONDENATÓRIA. APELOS DESPROVIDOS. MAIORIA. 1. Este 
 Tribunal, em sua maioria, consolidou o entendimento no sentido de que o status 
 de militar não figura como condição de prosseguibilidade do crime do art. 187 
 do CPM. Cumpridas as condições de procedibilidade, o processo penal militar 
 deve ser iniciado e seguir o curso normal até o julgamento final da causa, ainda 
 que durante o processo o Acusado seja licenciado do serviço ativo. Na legislação 
 castrense, inexiste dispositivo que exima o Réu de responder ao processo por 
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 esse motivo. Rejeitada, por maioria, a preliminar de ausência da condição de 
 prosseguibilidade pela perda da condição de militar. Precedentes. 2. Em caso de 
 licenciamento do militar das Forças Armadas , tendo, portanto, o Acusado 
 readquirido a condição de civil , a regra proibitiva à aplicação da suspensão 
 condicional da pena ao crime de deserção deve ser mitigada . Em decorrência, 
 diante da inexistência de previsão no Código Penal Militar acerca da fixação de 
 regime para cumprimento da pena privativa de liberdade, deve-se aplicar, 
 subsidiariamente, o Código Penal comum e fixar o regime inicialmente aberto em 
 caso de descumprimento das condições do sursis. Precedentes.” 1 
 Da mesma forma, o STM também aplicou a benesse do sursi da pena quando da prática do crime 
 do art. 158 - violência contra oficial de dia, de serviço, ou de quarto, ou contra sentinela, vigia ou 
 plantão : 
 “EMENTA: APELAÇÃO DA DEFESA. DELITO DE VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR 
 DE SERVIÇO. PEDRADA NAS COSTAS DE SENTINELA. LESÃO CORPORAL. 
 LAUDO PERICIAL. MATERIALIDADE E AUTORIA. CONDUTA TÍPICA E ILÍCITA E 
 CULPÁVEL. CRIME APERFEIÇOADO. EMBRIAGUEZ VOLUNTÁRIA. ATIPICIDADE 
 POR INCAPACIDADE DE AUTODETERMINAÇÃO. AUSÊNCIA DE 
 COMPROVAÇÃO. APLICAÇÃO MINORANTE INOMINADA PARA REDUÇÃO DA 
 PENA. I. Incorre na prática do delito de violência contra militar de serviço (art. 
 158, caput, do CPM) o Civil que desfere pedrada nas costas de Sentinela de 
 serviço, causando-lhe lesões corporais atestada por laudo pericial. II. A aptidão 
 do agente para projetar a pedrada nas costas do Sentinela, com pontaria e força 
 suficiente para produção de lesão, demonstra intransponível contradição para 
 aferir a atipicidade (ausência de dolo), bem como de excludente de 
 culpabilidade, ambas escudadas na tesede completa embriaguez que restou sem 
 comprovação nos autos. III. Os princípios da razoabilidade e da 
 proporcionalidade impõem o abrandamento da resposta penal, como expressão 
 de medida adequada, justa e compatível com o mal praticado, com o 
 reconhecimento de minorante inominada. IV. Apelo defensivo provido 
 parcialmente, para minorar a reprimenda e conceder o benefício da suspensão 
 condicional da pena (sursis) . Decisão majoritária.” 2 
 Por fim, mencionar uma recente julgado do STM que, em contrapartida de parte minoritária da 
 doutrina, entende ser possível a aplicação do sursi da pena, nas condições de indulto, que por 
 previsão legal do Decreto nº 11.302/2022 apenas é vedada a aplicação do sursi processual : 
 “EMENTA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. DEFENSORIA PÚBLICA DA 
 UNIÃO. INDULTO. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 5º DO DECRETO Nº 
 11.302/2022. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO INCISO III 
 DO ART. 8º DO MENCIONADO DECRETO. PREVISÃO LEGAL PARA 
 CONCESSÃO. PROVIMENTO. DECISÃO POR MAIORIA. 1. O Plenário desta 
 Corte já decidiu, por maioria, pela constitucionalidade do art. 5º e pela 
 impossibilidade da interpretação extensiva do inciso III, do art. 8º, ao julgar 
 inúmeros Recursos relacionados ao tema do Indulto concedido pelo Decreto nº 
 2 STM, Ap N.º 7000636-53.2020.7.00.0000, Rel. Min. José Coêlho Ferreira, j. 17.06.2021 
 1 STM, Ap N.º 7000077-91.2023.7.00.0000, Rel. Min. Cláudio Portugal De Viveiros, j. 24.05.2023 
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 11.302/2022. 2. O sentenciado não foi condenado em nenhum dos crimes 
 vedados pelo inciso XLIII, do art. 5º da Constituição da República, quais sejam: o 
 crime de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo e os 
 definidos como crimes hediondos, razão pela qual não há vedação constitucional, 
 objetiva, ao direito do Indulto. 3. Ao Recorrente foi concedido o direito à 
 suspensão condicional da execução da pena privativa de liberdade, com período 
 de prova de 2 (dois) anos, instituto outorgado no momento da condenação. 3. A 
 vedação à concessão do indulto refere-se, tão somente, às “pessoas beneficiadas 
 pela suspensão condicional do processo”, situação diversa a do Recorrente, que 
 foi beneficiado com a suspensão condicional da pena privativa de liberdade, 
 sendo institutos processuais distintos. 4. Recurso conhecido e provido. 5. Decisão 
 por maioria.” 3 
 3 STM, RSE Nº 7000138-49.2023.7.00.0000, Rel. Min. Celso Luiz Nazareth, j. 21.09.2023 
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 L IVRAMENTO C ONDICIONAL 
 Art. 89 - O condenado a pena de reclusão ou de detenção por tempo igual ou superior a dois 
 anos pode ser liberado condicionalmente, desde que: 
 I - tenha cumprido: 
 a) metade da pena, se primário; 
 b) dois terços, se reincidente; 
 II - tenha reparado, salvo impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pelo crime; 
 III - sua boa conduta durante a execução da pena, sua adaptação ao trabalho e às circunstâncias 
 atinentes a sua personalidade, ao meio social e à sua vida pregressa permitem supor que não 
 voltará a delinqüir. 
 Por favor, memorize esses requisitos, ok? Eles podem aparecer na sua prova. Perceba que os 
 requisitos temporais em geral são mais rigorosos que os do CP, em que é possível a concessão 
 de livramento condicional com o cumprimento de apenas um terço da pena. 
 O requisito mais severo, de cumprimento de dois terços da pena, se aplica, além dos casos de 
 reincidência, aos casos de crime contra a segurança externa do país, ou de revolta, motim, 
 aliciação e incitamento, violência contra superior ou militar de serviço. 
 É possível que o tempo mínimo seja reduzido para um terço se o condenado for primário e 
 menor de 21 anos ou maior de 70. Assim como na suspensão condicional da penal, a sentença 
 deve estabelecer condições adicionais que devem ser observadas pelo beneficiário da medida. 
 Além disso, é importante saber que não pode haver livramento nos casos de condenação por 
 crime cometido em tempo de guerra . 
 Art. 93 . Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado, em sentença irrecorrível, a 
 penal privativa de liberdade: 
 I - por infração penal cometida durante a vigência do benefício; 
 II - por infração penal anterior, salvo se, tendo de ser unificadas as penas, não fica prejudicado o 
 requisito do art. 89, nº I, letra a 
 Atenção aqui! As infrações penais mencionadas como motivos para revogação do livramento 
 condicional incluem quaisquer crimes, e não apenas os militares. 
 Assim como na suspensão condicional da pena, aqui há ainda a previsão de revogação 
 facultativa, quando o beneficiário do livramento condicional descumprir as condições 
 estabelecidas pela sentença ou for irrecorrivelmente condenado, por motivo de contravenção, a 
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 pena não privativa de liberdade ou se sofrer punição por transgressão disciplinar grave, se for 
 militar. 
 Uma vez revogado o livramento condicional, não poderá ser novamente concedido e, a não ser 
 que a revogação resulte de condenação por infração penal anterior ao benefício, não se desconta 
 na pena o tempo em que o condenado ficou solto. 
 Por, ressaltar alguns julgados do STM que podem vir a ser objeto de cobrança na sua prova: 
 “EMENTA: AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. DECISÃO QUE NEGOU 
 SEGUIMENTO AO WRIT. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME E 
 LIVRAMENTO CONDICIONAL. COMPETÊNCIA DO JUIZ DA EXECUÇÃO. 
 SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REJEIÇÃO. DECISÃO POR UNANIMIDADE. Nos 
 termos fixados pelo CPPM e pela Lei nº 7.210/1984, a autoridade competente 
 para decidir sobre progressão de regime de cumprimento da pena e de 
 livramento condicional é o juiz da execução. In casu, a via estreita desse writ não 
 permite que se proceda à análise de pedido da defesa, formulado nos autos 
 executórios, ainda não debatido pela instância inferior, sob pena de supressão de 
 instância. Rejeitado o recurso de agravo interno. Decisão por unanimidade.” 1 
 “HABEAS CORPUS". LIVRAMENTO CONDICIONAL. RESSARCIMENTO DO 
 DANO. O benefício de livramento condicional deve ser concedido quando 
 comprovado nos autos que não há dano a ser ressarcido e quando preenchidos 
 os demais requisitos previstos no CPPM, prestigiando o direito à liberdade. 
 Ordem concedida. Decisão unânime.” 2 
 2 STM, HC N.º 0000086-27.2013.7.00.0000, Rel. Min. Artur Vidigal De Oliveira, j. 18.06.2013 
 1 STM, AgI N.º 7000498-23.2019.7.00.0000, Rel. Min. Alvaro Luiz Pinto, j. 27.06.2019 
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 D AS P ENAS A CESSÓRIAS 
 Estas penas estão previstas no art. 98 do CPM e podem ser cumuladas com as penas principais. 
 A maior parte dos doutrinadores diz que estas penas têm natureza extrapenal, pois geram 
 repercussões em outras esferas da vida do condenado (administrativa, civil, etc.). 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 PENAS ACESSÓRIAS 
 Art. 98 . São penas acessórias: 
 I - a perda de posto e patente; 
 II - a indignidade para o oficialato; 
 III - a incompatibilidade com o oficialato; 
 IV - a exclusão das forças armadas; 
 V - a perda da função pública, ainda que 
 eletiva; 
 VI - a inabilitação para o exercício de 
 função pública; 
 VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou 
 curatela; 
 VIII - a suspensão dos direitos políticos. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 PENAS ACESSÓRIA 
 Art. 98 . São penas acessórias: 
 I - a perda de posto e patente; 
 II - a indignidade para o oficialato; 
 III - a incompatibilidade com o oficialato; 
 IV - a exclusão das forças armadas; 
 V - a perda da função pública, ainda que 
 eletiva; 
 VI - a inabilitação para o exercício de função 
 pública; 
 VII - a incapacidade para o exercício do 
 poder familiar, da tutela ou da curatela, 
 quando tal medida for determinante para 
 salvaguardar os interesses do filho, do 
 tutelado ou do curatelado; 
 VIII - a suspensão dos direitos políticos. 
 De início, dizer que a Lei nº 14.688/2023 teve a alteração do inciso V vetada, a qual tirava a 
 hipótese de perda de mandato eletivo , deixando apenas a perda de função pública . Entretanto, 
 como já dito, não prosperou a mudança. 
 Além disso, houve alteração no iuris nomem da pena acessória prevista no art. 98, VII. Em relação 
 ao peso que essa alteração irá dar, e os resultados, resumo a vocês que não há modificação 
 jurídica alguma. 
 1. PERDA DE POSTO E PATENTE 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 PERDA DE POSTO E PATENTE 
 Art. 99 . A perda de posto e patente resulta 
 da condenação a pena privativa de 
 liberdade por tempo superior a dois anos , 
 e importa a perda das condecorações. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 PERDA DE POSTO E PATENTE 
 Art. 99. A perda de posto e patente resulta 
 da condenação a pena privativa de 
 liberdade por tempo superior a 2 (dois) 
 anos, por crimes comuns e militares, e 
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 importa a perda das condecorações, desde 
 que submetido o oficial ao julgamento 
 previsto no inciso VI do § 3º do art. 142 da 
 Constituição Federal 
 Anteriormente, como é de se notar, o dispositivo mencionava apenas a condenação à crime com 
 pena privativa de liberdade superior a 2 anos, sem mencionar o contexto constitucional e suas 
 peculiaridades. Daí, isso acabava por inferir ao leitor que era suficiente ao Juiz sentenciante o 
 quantum da pena exigível, para a aplicação automática da pena acessória conforme art. 107 do 
 CPM. 
 Entretanto, a sua aplicação, por si só, não opera a validação da pena acessória, sob pena de 
 inconstitucionalidade perante a antiga Constituição de 1969 1 , e da atual CRFB/88, já que o art. 
 142, §3º, VI e VII, exige que seja julgado em Tribunal Militar de caráter permanente, por 
 representação de ordem autônoma de membro do MPM 2 , ou seja, por competência originária, e 
 que fosse nessa ocasião considerado indigno ou incompatível com o oficialato, não bastando 
 apenas a condenação à pena privativa de liberdade superior a dois anos, seja crime comum ou 
 militar. 
 Dessa forma, tal dispositivo foi muito bem considerado pela doutrina, em especial de Neves, 
 como um dispositivo que nasceu “morto”, considerado sem eficácia. No entanto, podemos dar 
 ao dispositivo notoriedade de eficácia, desde que fosse interpretado à luz da Constituição 
 Federal. Assim diz o exímio doutrinador: 
 “Em resumo, desde o nascimento do CPM, a perda de posto e de patente era 
 inconstitucional , situação que continuou na Constituição de 1988 . Na 
 Constituição Cidadã a inconstitucionalidade confirmou-se por previsão expressa 
 trazida pelo art. 142, § 3º, VI e VII (agora também aplicável às Forças Auxiliares, 
 por força do art. 42, § 1º, da CF), que condiciona a perda do posto à declaração 
 de incompatibilidade ou indignidade para com o oficialato (mantendo a visão de 
 não autonomia da perda de posto e de patente pela condenação superior a 2 
 anos, que deve passar pelo julgamento ético de indignidade/incompatibilidade), 
 declaração essa que foge à alçada da primeira instância , ou seja, não pode ser 
 levada a efeito na cominação da pena pelo Conselho Especial (ou juízo 
 monocrático, se for o caso), mas requer especial processo junto ao Tribunal de 
 Justiça ou Tribunal de Justiça Militar, nos Estados que o possuem, para os oficiais 
 das Forças Auxiliares. No caso das Forças Armadas , a competência originária é 
 do Superior Tribunal Militar . 
 Essa realidade, em nossa visão, fere de morte o dispositivo que trata da pena 
 acessória de perda de posto e de patente no Código Penal Militar , não mais 
 sendo possível sua utilização . 
 2 Da mesma forma deve ser visto para os oficiais militares, por força do art. 42, §1º da CRFB/88, devendo no entanto ser em 
 Tribunal Militar Estadual ou em Tribunal de Justiça, caso não tenha sido implementado aquele, e que tenha representação do 
 membro do Ministério Público Estadual atuante na Auditoria Militar. 
 1 Exigia julgamento em tribunal competente originário 
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 Todavia, essa inconstitucionalidade evidente do art. 99 do CPM não impede a 
 aplicação do dispositivo constitucional que trata da perda de posto e de patente 
 em razão de condenação superior a dois anos de privação de liberdade, desde 
 que o enxerguemos como dispositivo constitucional (...) Dessa forma, em 
 primeira instância, ou mesmo em sede de tribunal por ocasião de uma 
 confirmação de condenação oriunda do primeiro grau ou em competência 
 originária, a condenação pelo crime (comum ou militar, como dispõe o inciso VII 
 do § 3º do art. 142 da CF) a pena privativa de liberdade superior a dois anos 
 deve ser decidida sem preocupação quanto à pena acessória. Confirmada a 
 condenação, perante o tribunal competente, será inaugurada, por representação 
 do representante do Ministério Público , uma nova questão, não mais de ordem 
 penal militar, mas de ordem ética, materializada pelo julgamento acerca da 
 indignidade ou incompatibilidade para com o oficialato.” 3 
 No entanto, com a nova redação do art. 99, podemos perfeitamente, após muitos anos de 
 discussão, considerar tal dispositivo como norma constitucional, já que tem como parâmetros 
 todos aqueles ditames justamente por mencionar a regra prevista no art. 142, §3º, VI da 
 CRFB/1988. 
 2. INDIGNIDADE E INCOMPATIBILIDADE PARA COM OFICIALATO 
 INDIGNIDADE PARA O OFICIALATO 
 Art. 100 . Fica sujeitoà declaração de indignidade para o oficialato o militar condenado, qualquer 
 que seja a pena, nos crimes de traição, espionagem ou cobardia, ou em qualquer dos definidos 
 nos arts. 161, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 252, 303, 304, 311 e 312. 
 INCOMPATIBILIDADE COM O OFICIALATO 
 Art. 101. Fica sujeito à declaração de incompatibilidade com o oficialato o militar condenado nos 
 crimes dos arts. 141 e 142. 
 A primeira pena acessória decorre dos crimes de desrespeito a símbolo nacional, pederastia ou 
 outro ato libidinoso, furto simples, roubo simples, extorsão simples, extorsão mediante 
 sequestro, chantagem, estelionato, abuso de pessoa, peculato, peculato mediante 
 aproveitamento de erro de outrem, falsificação de documento, falsidade ideológica. 
 Já a segunda é pena acessória decorrente de condenação nos crimes, respectivamente, de 
 entendimento para gerar conflito ou divergência com o Brasil, e o de tentativa contra a soberania 
 do Brasil. 
 Entretanto, é importante mencionar que tais dispositivos não foram recepcionados pela CRFB/88, 
 apesar de estarem mantidos com a Lei nº 14.688/2023 (PASMEM, SENHORES!). 
 O fato é que a indignidade e a incompatibilidade nada mais são que instrumentos para a perda 
 de posto e patente, e não meramente penas acessórias, assim como também ratifica Neves: 
 3 NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Penal Militar. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014, pág. 275 
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 “Dessa forma, só é possível aplicar o que dispõe a Constituição Federal se 
 entendermos a declaração de indignidade/incompatibilidade para o oficialato 
 como simples pré-requisito para a perda do posto e da patente do oficial” 4 
 E seguindo esse pensamento, assim entendeu o STM: 
 “EMENTA: CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. LEI Nº 5.836/72. QUESTÃO DE 
 ORDEM SUSCITADA DE OFÍCIO. PROTOCOLIZAÇÃO DE PETIÇÃO APÓS A 
 APRESENTAÇÃO DA DEFESA ESCRITA. VIOLAÇÃO DO RITO PROCEDIMENTAL. 
 INOVAÇÃO NA ARGUMENTAÇÃO. ART. 100 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. 
 NÃO RECEPÇÃO. RECEBIMENTO DA PEÇA COMO MEMORIAIS. 
 PROSSEGUIMENTO DO JULGAMENTO. MAIORIA. PRELIMINAR DE NULIDADE 
 DA SESSÃO SECRETA DE DELIBERAÇÃO DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. 
 REJEIÇÃO. MAIORIA. PRELIMINAR DE ILEGALIDADE/ILEGITIMIDADE DA 
 REMESSA DOS AUTOS DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO PELO 
 COMANDANTE DA MARINHA SEM A REPRESENTAÇÃO DA 
 ADVOCACIAGERAL DA UNIÃO. REJEIÇÃO. MAIORIA. MÉRITO. DESPACHO 
 DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO EM RELAÇÃO A UM DOS ITENS DO 
 LIBELO ACUSATÓRIO. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CÓDIGO DE PROCESSO 
 CIVIL. NÃO ACOLHIMENTO. CONCORDÂNCIA TÁCITA COM O RELATÓRIO 
 DOS INTEGRANTES DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO. APRECIAÇÃO DA 
 CONDUTA DO OFICIAL SOB O PONTO DE VISTA ÉTICO E MORAL. ESTATUTO 
 DOS MILITARES. EXISTÊNCIA DE OFENSA À IMAGEM DA MARINHA DO 
 BRASIL. OFICIAL NÃO JUSTIFICADO. UNÂNIME. A indignidade para o oficialato 
 descrita no art. 100 do Códex Repressivo Militar não foi recepcionada pela 
 Constituição Federal de 1988 . Além disso, é importante ressaltar que a perda do 
 posto e da patente decorre do quantum da pena para a instauração do Conselho 
 de Justificação, não da natureza do delito perpetrado (...)” 5 
 3. EXCLUSÃO DAS FORÇAS ARMADAS 
 EXCLUSÃO DAS FORÇAS ARMADAS 
 Art. 102 . A condenação da praça a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, 
 importa sua exclusão das forças armadas. 
 Perceba que esta pena acessória somente é aplicável às praças , e não aos oficiais. 
 Parte da doutrina atual, e a posição antiga do STF, conforme RE nº 197.649-7/SP, assentava na 
 inaplicabilidade deste dispositivo às praças das polícias militares e dos corpos de bombeiros 
 militares . Na visão de Neves, a pena acessória seria inconstitucional se fosse aplicada em face 
 dos militares das Forças Auxiliares: 
 “No que concerne às praças das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros 
 Militares, no entanto, cediço nos tribunais, mesmo nos superiores, a 
 inaplicabilidade do art. 102 do CPM, em face do contido no art. 125, § 4º, da CF, 
 5 STM, Con. Just. N.º 7000214-10.2022.7.00.0000, Rel. Min. Carlos Vuyk De Aquino, j. 25.10.2022 
 4 NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Penal Militar. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014, pág. 276 
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 que remete a possibilidade de perda da graduação à competência do Tribunal de 
 Justiça Militar ou ao Tribunal de Justiça, onde não houver órgão de segunda 
 instância castrense. Nesses termos, o art. 102 do CPM deve ser considerado 
 inconstitucional para a aplicação às praças das instituições militares estaduais.” 6 
 No entanto, o STF passou a entender em sentido contrário e, em sede de Tema de Repercussão 
 Geral n. 1200, julgou RE no sentido de dar constitucionalidade à aplicação do art. 102 do CP às 
 Forças Auxiliares, nas condições previstas, além de assentar também outras possibilidade de 
 exclusão da praça policial militar ou bombeiro militar: 
 “Improvimento do Recurso Extraordinário. Fixada, em repercussão geral, as 
 seguintes teses: "1) A perda da graduação da praça pode ser declarada como 
 efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou 
 comum, nos termos do art. 102 do Código Penal Militar e do art. 92, I, "b", do 
 Código Penal, respectivamente. 2) Nos termos do artigo 125, §4º, da 
 Constituição Federal, o Tribunal de Justiça Militar, onde houver, ou o Tribunal de 
 Justiça são competentes para decidir, em processo autônomo decorrente de 
 representação do Ministério Público, sobre a perda do posto e da patente dos 
 oficiais e da graduação das praças que teve contra si uma sentença condenatória, 
 independentemente da natureza do crime por ele cometido".” 7 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA 
 Art. 103 . Incorre na perda da função 
 pública o assemelhado ou o civil : 
 I - condenado a pena privativa de liberdade 
 por crime cometido com abuso de poder 
 ou violação de dever inerente à função 
 pública; 
 II - condenado, por outro crime, a pena 
 privativa de liberdade por mais de dois 
 anos. 
 Parágrafo único . O disposto no artigo 
 aplica-se ao militar da reserva, ou 
 reformado, se estiver no exercício de 
 função pública de qualquer natureza. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA 
 Art. 103. Incorre na perda da função pública 
 o civil: 
 I - condenado a pena privativa de liberdade 
 por crime cometido com abuso de poder ou 
 violação de dever inerente à função pública; 
 II - condenado, por outro crime, a pena 
 privativa de liberdade por mais de dois 
 anos. 
 Parágrafo único . O disposto no artigo 
 aplica-se ao militar da reserva, ou 
 reformado, se estiver no exercício de função 
 pública de qualquer natureza. 
 Alteração pela Lei nº 14.688/2023, que retirou a figura do assemelhado, assim como fez em 
 outros diversos dispositivos. 
 7 STF, ARE 1320744, Rel. Min. Alexandre deMoraes, j. 26.06.2023 
 6 NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Penal Militar. 4.ed. São Paulo: Saraiva, pág. 278 
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 Esta pena acessória, nos termos do caput do art. 103, é aplicável, em regra, apenas ao civil que 
 cometeu crime militar, porém, conforme parágrafo único, há uma exceção na aplicabilidade para 
 militar da reserva ou reforma que esteja exercendo função pública de qualquer natureza. 
 INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA 
 Art. 104 . Incorre na inabilitação para o exercício de função pública, pelo prazo de dois até vinte 
 anos , o condenado a reclusão por mais de quatro anos , em virtude de crime praticado com 
 abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública . 
 TERMO INICIAL 
 Parágrafo único . O prazo da inabilitação para o exercício de função pública começa ao termo da 
 execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição, 
 ou da data em que se extingue a referida pena. 
 A mim parece que o legislador teve a intenção de impedir que o agente público retornasse ao 
 exercício da função na qual praticou o crime. 
 Perceba que, para que esta pena acessória seja aplicável, é necessária a conjugação de dois 
 fatores: 
 - Crime praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública . 
 - Condenação a pena de reclusão por mais de quatro anos . 
 O período de inabilitação começa a ser contado quando o a pena é cumprida, ou quando é 
 extinta. Perceba que o art. 108 do CPM inclui no período de inabilitação o tempo que o 
 condenado passou sendo beneficiado pela suspensão condicional da pena ou pelo livramento 
 condicional , se não houver revogação. 
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 REDAÇÃO ANTERIOR 
 SUSPENSÃO DO PÁTRIO PODER, TUTELA 
 OU CURATELA 
 Art. 105 . O condenado a pena privativa de 
 liberdade por mais de dois anos , seja qual 
 for o crime praticado, fica suspenso do 
 exercício do pátrio poder, tutela ou 
 curatela, enquanto dura a execução da 
 pena , ou da medida de segurança imposta 
 em substituição (art. 113). 
 S USPENSÃO PROVISÓRIA 
 Parágrafo único . Durante o processo pode 
 o juiz decretar a suspensão provisória do 
 exercício do pátrio poder, tutela ou 
 curatela. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 INCAPACIDADE PARA O EXERCÍCIO DO 
 PODER FAMILIAR, DA TUTELA OU DA 
 CURATELA 
 Art. 105. O condenado por cometimento 
 de crime doloso sujeito a pena de reclusão 
 praticado contra outrem igualmente titular 
 do mesmo poder familiar ou contra filho, 
 tutelado ou curatelado poderá, 
 justificadamente e em atendimento ao 
 melhor interesse do menor ou do 
 curatelado, ter decretada a incapacidade 
 para o exercício do poder familiar, da tutela 
 ou da curatela, enquanto durar a execução 
 da pena ou da medida de segurança 
 imposta em substituição nos termos do art. 
 113 deste Código. 
 INCAPACIDADE PROVISÓRIA 
 Parágrafo único. Durante o processo para 
 apuração dos crimes descritos no caput 
 deste artigo, poderá o juízo, 
 justificadamente e em atendimento ao 
 melhor interesse do menor ou do 
 curatelado, decretar a incapacidade 
 provisória para o exercício do poder 
 familiar, da tutela ou da curatela 
 Além do iuris nomem , alteração tem dupla justificativa: 1 - alteração do nome “pátrio”, para 
 apenas poder familiar , tendo em vista que a nomenclatura anterior simbolizava que apenas o pai 
 tinha o poder familiar (mudança política); e 2 - atendimento do interesse do menor, já que a pena 
 acessória tem que se levar em consideração a finalidade que a cumpre, desde que favorece esse. 
 Outro destaque é que a pena acessória será aplicada apenas em caso de crime doloso, punido 
 com pena de reclusão e que seja praticado contra um dos mencionados no dispositivo acima. 
 Seu cumprimento se conjuntura com a pena principal, e a incapacidade do exercício do poder 
 familiar só termina quando a pena for integralmente cumprida, ou então a medida de segurança 
 imposta em substituição. 
 Se for de extrema necessidade, justificado e visando o melhor interesse do menor ou curatelado, 
 durante o decorrer da apuração dos delito regrado da forma que dispõe o caput o juízo poderá 
 decretar, de forma provisória , a incapacidade do exercício do poder familiar, tutela ou curatela 
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 SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS 
 Art. 106 . Durante a execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta 
 em substituição, ou enquanto perdura a inabilitação para função pública, o condenado não pode 
 votar, nem ser votado. 
 A suspensão dos direitos políticos é consequência natural da condenação , conforme art. 15 da 
 Constituição: “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos 
 casos de: (...) III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos”. 
 Chamo sua atenção para o fato de que a suspensão perdura enquanto durar a execução da pena 
 ou medida de segurança, ou enquanto o condenado estiver inabilitado para função pública. A 
 inabilitação, todavia, ultrapassa o período de cumprimento da pena. 
 IMPOSIÇÃO DE PENA ACESSÓRIA 
 Art. 107 . Salvo os casos dos arts. 99, 103, nº II, e 106, a imposição da pena acessória deve 
 constar expressamente da sentença. 
 A regra geral é de que a imposição de pena acessória deve vir expressa na sentença 
 condenatória. As exceções são a perda de posto e patente, a perda de função pública pelo civil 
 que for condenado a pena privativa de liberdade de mais de dois anos , e a suspensão dos 
 direitos políticos (prevista pela própria Constituição). 
 Independência das instâncias, exclusão das Forças Armadas e “bis in idem” 
 EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. SUPOSTA OMISSÃO. EFEITOS 
 INFRINGENTES REFLEXOS. TENTATIVA DE REEXAME DE TESES DEFENSIVAS. 
 CONHECIMENTO DO RECURSO. OPORTUNIDADE PARA REAFIRMAR O 
 ACERTO DO ACÓRDÃO HOSTILIZADO. REJEIÇÃO DOS ACLARATÓRIOS. 
 DECISÃO UNÂNIME. A eventual aplicação de sanção disciplinar correlacionada a 
 fatos ensejadores de Ação Penal Militar não tem o condão de , porventura, 
 obstaculizar a imposição da pena acessória de exclusão das Forças Armadas , em 
 sede judicial. Desmaterialização do brocardo "ne bis in idem" . Nesse cenário, há 
 independência plena entre as Instâncias penal e administrativa, no que tange à 
 perquirida comunicabilidade (abrangência e reflexos) das Decisões. Noutro giro, 
 trata-se de temática suficientemente abordada no Acórdão recorrido.” 8 
 8 STM, EDcl Nº 7000193-05.2020.7.00.0000, Rel. Min. Marco Antônio De Farias, j. 25.06.2020 
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 Já mais que obrigatório ser do seu conhecimento, mas não custa lembrar. 
 SEMPRE LEVE A LETRA DE LEI NAS PROVAS OBJETIVAS! Em situações 
 excepcionais, é necessário que você apresente a versão de algum doutrinador ou 
 jurisprudência de algum Tribunal. Nestas ocasiões, o enunciado irá dar o 
 comando! 
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 D OS E FEITOS DA C ONDENAÇÃO 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 OBRIGAÇÃO DE REPARAR O DANO 
 Art. 109. São efeitos da condenação: 
 I - tornar certa a obrigação de reparar o 
 dano resultante do crime; 
 PERDA EM FAVOR DA FAZENDA 
 NACIONAL 
 II - a perda, em favor da Fazenda Nacional, 
 ressalvado o direito do lesado ou de 
 terceiro de boa-fé: 
 a) dos instrumentos do crime, desde que 
 consistam em coisas cujo fabrico, alienação, 
 uso, porte ou detenção constitua fato 
 ilícito; 
 b) do produto do crime ou de qualquer 
 bem ou valor que constitua proveito 
 auferido pelo agente com a sua prática. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 OBRIGAÇÃO DE REPARAR O DANO 
 Art. 109. São efeitos da condenação: 
 I - tornar certa a obrigação de reparar o 
 dano resultante do crime; 
 PERDA EM FAVOR DA FAZENDA PÚBLICA 
 II – a perda em favor da Fazenda Pública, 
 ressalvado o direito do lesado ou de 
 terceiro de boa-fé: 
 a) dos instrumentos do crime, desde que 
 consistam em coisas cujo fabrico, alienação, 
 uso, porte ou detenção constitua fato ilícito; 
 b) do produto do crime ou de qualquer bem 
 ou valor que constitua proveito auferido 
 pelo agente com a sua prática. 
 Estes são efeitos secundários ou extrapenais da condenação. Os efeitos principais, obviamente, 
 correspondem à imposição da pena cominada para o crime. 
 Os efeitos secundários previstos no art. 109 são de natureza civil . Há ainda outros efeitos, de 
 natureza penal, indicados pela Doutrina e previstos em outros artigos, a exemplo da indução à 
 reincidência, dilação do prazo da prescrição da pretensão executória, lançamento do nome do 
 condenado no rol dos culpados, etc. 
 A perda de bens em favor da Fazenda Pública corresponde a medida de confisco . Essa por sua 
 vez tem dupla finalidade: 
 a) Impedir que haja a difusão de instrumentos para a prática de novos crimes 
 b) Proibir que ocorra o enriquecimento ilícito por parte do criminoso 
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 Muito cuidado, caro aluno, pois o efeito secundário de confisco presente no CPM, não abarca o 
 chamado confisco alargado , advindo após o “Pacote Anticrime”, da Lei nº 13.964/2019, previsto 
 no art. 91-A do CP. 
 Também não é possível abarcar outros efeitos da condenação previstos no CP. De acordo com a 
 doutrina, isso seria uma situação de analogia in malam partem , a qual é vedada no Direito Penal 
 material, seja comum ou militar. 
 Nesse sentido, Neves diz: 
 “ No que concerne aos efeitos da condenação previstos no Código Penal, até 
 mesmo por força do seu art. 12, não resistem eles à previsão da lei penal 
 especial. Assim, em primeira análise, somos contra, por exemplo, a aplicação do 
 confisco alargado em crimes militares, por não haver previsão expressa na lei 
 penal especial, o Código Penal Militar, o que significaria analogia in malam 
 partem” 1 
 No entanto, o supracitado entende ser possível a aplicação de efeitos da condenação que 
 estejam previstos em outras leis especiais, por força da Lei 13.491/2017, como no caso da 
 obrigação de reparar o dano pelo juiz, em valor a requerimento do ofendido, previsto no art. 4º, 
 I, da Lei nº 13.869/2019 - Lei de Abuso de Autoridade: 
 “As leis penais extravagantes, com tipo penais específicos e uma lógica de 
 reprovação própria, com agravantes, atenuantes, efeitos da condenação etc.m 
 podem se encaixar, hoje, nesse espectro, permitindo o translado de institutos de 
 parte geral para o crime militar, sendo especiais em relação ao CPM, o que 
 permite sustentar a prevalência da regra especial. Exemplificativamente, em um 
 crime militar extravagante de abuso de autoridade, um dos efeitos da 
 condenação é o de “tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo 
 crime, devendo o juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor 
 mínimo para a reparação dos danos causados pela infração , considerando os 
 prejuízos por ele sofridos”.” 2 
 2 NEVES, Cícero Robson Coimbra; STREIFINGER, Marcello. Manual de Direito Penal Militar. 7.ed. São Paulo: Editora JusPodivm, 
 2023, pág. 735 
 1 NEVES, Cícero Robson Coimbra; STREIFINGER, Marcello. Manual de Direito Penal Militar. 7.ed. São Paulo: Editora JusPodivm, 
 2023, pág. 734 
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QUESTÕES COMENTADAS
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM RO)/PM RO/Combatente/2022
Em tempos de paz, na lei penal militar, a aplicação, a militar, de pena privativa de liberdade
superior a dois anos deverá ser cumprida em penitenciária militar e, na falta dessa, em
estabelecimento prisional civil. Nesse contexto, considerando o estudo das penas, assinale a
opção correta.
a) O apenado militar que esteja em penitenciária comum estará sujeito ao regime da legislação
penal militar.
b) O tempo de prisão provisória, mesmo que em decorrência de outro crime, desde que
reconhecido o excesso de tempo em decisão irrecorrível e posterior ao crime da condenação,
será computado na pena privativa de liberdade.
c) O civil condenado a pena aplicada em crime militar cumprirá a pena nos mesmos termos do
militar.
d) A condenação de praça da polícia militar a pena superior a dois anos implica, de imediato, a
exclusão dele da corporação.
e) A execução de pena de condenado a pena privativa de liberdade inferior a quatro anos poderá
ser suspensa por quatro a seis anos, desde que preenchidos os requisitos de natureza subjetiva.
Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois, de acordo com o art. 61 do CPM, o militar que estiver
cumprindo pena em estabelecimento prisional civil poderá gozar dos benefícios ali subsistentes.
A alternativa B está correta, pois o militar que está em prisão provisória, no Brasil ou no exterior,
assim como esteja cumprindo pena em excesso por outro crime, cujo reconhecimento seja
prolatado em sentença judicial irrecorrível, terá o tempo em questão computado na posterior
pena privativa de liberdade que venha a cumprir, conforme art. 67 de DPM
A alternativa C está incorreta, pois o civil somente cumprirá a pena, por exemplo, em
estabelecimento prisional militar em tempo de guerra. Em tempo de paz, cumpre em
estabelecimento prisional civil, onde poderá gozar dos benefícios subsistentes.
A alternativa D está incorreta, pois, apesar da aplicação possível pelo STF da pena acessória de
exclusão das Forças Armadas para a praça, reconhecida inclusive no Tema de Repercussão Geral
n° 1200, o art. 107 prevê que deve constarna sentença condenatória a previsão da exclusão do
praça, seja das Forças Auxiliares, seja das Forças Armadas
A alternativa E está incorreta e desatualizada. Isso porque, levando em consideração a legislação
na época da questão, o sursi da pena era possível ao condenado a pena NÃO SUPERIOR A DOIS
ANOS, e que podia ser suspensa de 2 a 6 anos, desde que cumprido os demais requisitos. Com
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a alteração pela Lei n° 14.688/2023, chamada de minirreforma do CPM, passa-se a suspender a
execução da pena aos condenados por crime militar cuja pena privativa de liberdade não é, nos
mesmos moldes, superior a 2 anos, mas que será suspensa de 3 a 5 anos, em caso de pena de
reclusão, e de 2 a 4 anos, em caso de pena de detenção, desde que cumpra os demais
requisitos.
Gabarito: B
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM RO)/CBM RO/Combatente/2022
No que concerne à pena e à sua aplicação, assinale a opção correta.
a) É facultada a atenuação da pena do condenado que, por sua espontânea vontade, antes do
julgamento, tenha reparado o dano causado pela ação criminosa.
b) É incompatível o cumprimento de pena em estabelecimento de região diferente do local em
que foi condenado, em face da repercussão na administração militar.
c) Havendo mais de uma agravante ou mais de uma atenuante, devem ser aplicadas todas elas,
respeitados os limites da pena prevista para o crime.
d) As penas máximas e mínimas constituem diferença formal entre reclusão e detenção, uma vez
que as penas variam entre 1 ano e 30 anos na reclusão, e entre 30 dias e 10 anos, na detenção.
e) No caso de pena de suspensão do exercício do cargo, estando o condenado na reserva
quando da sentença, este deverá apresentar-se para cumprir a suspensão, sem vencimentos.
Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois, a circunstância atenuante prevista no art. 72, III, “b”, é direito
subjetivo do denunciado, caso tenha procurado reparar o dano antes do julgamento
A alternativa B está incorreta, pois, de acordo com o art. 68 do CPM, existe a possibilidade de o
condenado pela Justiça Militar de uma região, distrito ou zona poder cumprir a pena em
estabelecimento de outra região, distrito ou zona.
A alternativa C está incorreta, pois havendo mais de uma agravante ou atenuante, o juiz deve-se
limitar apenas a uma agravante ou atenuante, conforme art. 74 do CPM. No caso, entretanto, de
concurso de causas especiais de aumento de pena ou diminuição de pena, o juiz deve limitar-se a
que mais diminui ou aumenta
A alternativa D está correta, pois, de fato, o mínimo da reclusão é de 1 ano e o máximo de 30
anos; e de detenção o mínimo é de 30 dias e máximo de 10 anos, conforme art. 58 do CPM.
A alternativa E está incorreta e desatualizada, pois: (a) na vigência da redação à época da
questão comentada, quando já estivesse o agente na reserva ou reforma - para militares -, ou
aposentado - para os civis - sua pena seria convertida em detenção de 3 meses a 1 ano; e (b)
com a Lei n° 14.688/2023, foram revogadas as penas de Suspensão de posto, graduação e cargo,
e de reforma.
Gabarito: D
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QUESTÕES COMENTADAS
1. DPU - Defensor Público Federal – 2017 – Cespe. Acerca da aplicação da lei penal militar,
dos crimes militares e da aplicação da pena no âmbito militar, cada um do item que se segue
apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Em uma festa de confraternização nas dependências de um quartel, alguns militares,
conscientemente, ingeriram bebida alcoólica. Lá mesmo, apresentando sintomas de
embriaguez, um deles cometeu crime militar e foi preso, o que o tornou réu em ação penal
militar. Nessa situação, o estado de embriaguez do militar será considerado circunstância
para atenuar a pena.
Comentários
Errado! Em se tratando de embriaguez incompleta e voluntária, não prevê o Código Penal
Militar qualquer atenuante para o crime praticado nessa hipótese. Ao contrário, configura
circunstância agravante da pena, conforme o art. 70, inciso II, alínea c.
Art. 70. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou
qualificativas do crime:
(...)
II - ter o agente cometido o crime:
(...)
c) depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre de caso fortuito, engano ou força
maior;
Não confunda!
a) Embriaguez completa, oriunda de caso fortuito ou força maior (art. 49, caput): torna o
agente inimputável.
b) Embriaguez incompleta, oriunda de caso fortuito ou força maior (art. 49, parágrafo único):
o agente ainda é imputável, contudo a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. É causa
de diminuição de pena (não é circunstância atenuante, mas causa de diminuição de pena).
c) Estar o militar embriagado quando cometeu o delito: é circunstância agravante da pena,
salvo se a embriaguez resultar de caso fortuito, força maior ou engano e não constituir elemento
constitutivo ou qualificadora de outro crime.
Ex.: não incide a agravante no crime de embriaguez no serviço (art. 202 do CPM), pois aqui ela
é elemento constitutivo do tipo penal.
Art. 202. Embriagar-se o militar, quando em serviço, ou apresentar-se embriagado para
prestá-lo:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
GABARITO: ERRADO
2. (2021/MPM/MPM - Promotor) NA APLICAÇÃO DA PENA, CONSIDERADA A SEGUNDA
FASE, NA QUAL SE AVALIAM AS CIRCUNSTÂNCIAS LEGAIS E NÃO MAIS AS
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CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS, APLICADO O SISTEMA TRIFÁSICO AO DIREITO PENAL
MILITAR, É CORRETO AFIRMAR-SE:
a) Serão levadas em conta as agravantes e as atenuantes, previstas nos arts. 70 e 72 do
CPM, bem como as previstas no art. 53, § 2º, do CPM, que se referem às agravantes para
os casos de concurso de agentes, variando entre 1/5 e 1/3 , guardados os limites da pena
cominada ao crime;
b) A pena será atenuada, no concurso de agentes, nos casos em que a participação é de
somenos importância, prevista no art. 53, § 3º, do CPM, facultando ao juiz a redução
aquém do mínimo cominado, com idêntico critério da lei penal comum;
c) A agravante do art. 70, II, letra c, depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre
de caso fortuito, engano ou força maior, aplicar-se-á aos agentes militares e civis, embora
prevista apenas no CPM;
d) Só ao militar aplicam-se as agravantes das letra l, m e o, do art. 70 do CPM: estando em
serviço, com emprego de arma de serviço e em país estrangeiro, porque são agravantes
subjetivas.
Comentários
Vamos por alternativa:
A alternativa A é o nosso gabarito, tendo em vista que as agravantes e as atenuantes genéricas
se aplicam na segunda fase da dosimetria da pena, assim como as agravantes previstas no art.
53, §2°, que com aquelas se identificam. Ambas obedecem ao parâmetro adotado no art. 73,
ou seja, aumentando ou diminuindo entre 1/5 e 1/3.
A alternativa B está incorreta, pois, no CPM, aplica-se o art. 73 também, tendo em vista que não
há menção ao mesmo parâmetro adotado no CP.
Na alternativa C, o examinador iria te derrubar, mas você é “safo” e entendeu a maldade.
Inicialmente, nem toda agravante de embriaguez será aplicada aos civis e militares. Aos
primeiros, apenas será considerada a preordenada, enquanto para os outros, qualquer uma
espécie de embriaguez será possível de agravar a pena. Caso você não fosse por esse caminho,
poderia ir pela a ideia de que, no CP, também existe a previsão da embriaguez como agravante,
no entanto, de natureza preordenada.
Por fim, aalternativa D buscou o entendimento do candidato quanto à natureza das agravantes.
Senhores, das alíneas aí comentadas, apenas duas são de natureza subjetiva, já que se revelam
pelos MOTIVOS: em serviço e em país estrangeiro. Já quanto ao emprego de arma de serviço,
nós estamos falando de MEIO, o que a caracteriza como de natureza OBJETIVA. Assim, a
alternativa erra ao falar que todas são subjetivas.
GABARITO: A
3. (2023 - INÉDITA - ESTRATÉGIA) Julgue a afirmativa abaixo de acordo com o CPM e a Lei
n° 14.688/2023.
Aspirante a PM Josefino, em situação inusitada, pegou sua arma e, em local sob administração
militar, apontou sua arma para colegas do alojamento do CFO e, sob grave ameaça, pediu para
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que todos dessem seus pertences sob possibilidade de matar todos. Dessa forma, sem terem
como reagir à situação criminosa, eles entregaram seus pertences, fugindo o Aspirante logo em
seguida. Baseado nesse caso concreto, é possível afirmar que Josefino vai responder em
concurso material de crimes, por ter praticado mais de uma ação e ter subtraído mais de um
pertence, cometendo, assim, vários crimes.
Comentários
Com a alteração da Lei 14.688/2023, agora, o CPM passou a adotar a mesma solução no caso
de concurso de crimes, sejam eles materiais ou formais.
No caso, trata-se de agente que, mediante apenas uma grave ameaça, com o emprego de arma
de fogo, subtraiu vários pertences, o que enseja no concurso formal impróprio, devendo-se
adotar o cúmulo material na unificação das penas.
Não é caso de concurso material, pois, para ser assim, é necessário que o agente pratique mais
de uma ação ou omissão. No nosso caso hipotético, apesar de subtrair vários pertences, ele
efetuou apenas uma grave ameaça que se estende a todos .
GABARITO: ERRADO
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QUESTÕES COMENTADAS
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM SC)/PM SC/2023
Considerando o que dispõe o Código Penal Militar (CPM) acerca de suspensão condicional da
pena, assinale a opção correta.
a) A execução da pena pode ser suspensa pelo prazo máximo de oito anos desde que os
antecedentes, a personalidade e a conduta posterior do agente autorizem a presunção de que
ele não voltará a delinquir.
b) A suspensão condicional da pena pode ser estendida às penas de reforma, suspensão do
exercício do posto, graduação, função ou à pena acessória.
c) A suspensão condicional da pena não pode ser aplicada, por exemplo, ao agente que, em
tempo de paz, tenha praticado crime contra a segurança nacional ou que tenha praticado
violência contra superior.
d) Não é necessário que, na sentença, o juiz especifique as condições a que fica subordinada a
suspensão.
e) Não haverá a revogação da suspensão caso o condenado descumpra qualquer das condições
impostas na sentença.
Comentários:
A alternativa A está incorreta e desatualizada, pois: (a) à época em que foi feita a prova da
questão in comento, a redação previa a suspensão da execução da pena de dois a seis anos, e
não de oito anos, e (b) com a Lei 14.688/2023, a suspensão condicional da pena passa-se para
três a cinco anos, no caso de pena de reclusão, e de dois a quatro anos, no caso de pena de
detenção
A alternativa B está incorreta e desatualizada, pois: (a) à época em que foi feita a prova da
questão in comento, a redação previa no art. 84, parágrafo único do CPM, que a suspensão
condicional da pena não se aplicava às penas de reforma, suspensão do exercício do posto,
graduação ou função, à pena acessória, e sequer impedia o cumprimento da medida de
segurança não detentiva; e (b) com a Lei 14.688/2023, não existe mais a previsão de pena de
reforma nem da suspensão, prevalecendo, no entanto, na nova redação do dispositivo, a
inaplicabilidade do sursi da pena para as penas acessórias e as medidas de segurança não
detentivas.
A alternativa C está correta, pois, de fato, não se aplica o sursi da pena aos crimes narrados, por
força do art. 88, II, “a” do CPM
A alternativa D está incorreta, pois, conforme art. 85 do CPM o juiz deve, sim, especificar as
condições a serem cumpridas no sursi no momento da prolação da sentença.
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A alternativa E está incorreta, pois é facultativa, sim a revogação do sursi da pena quando o
agente deixa de cumprir qualquer condição prevista na sentença, conforme art. 86, §1° do CPM
Gabarito: C
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM RO)/CBM RO/Combatente/2022
A respeito da suspensão condicional da pena (sursis), julgue os itens que se seguem.
I Trata-se de medida alternativa que evita a restrição da liberdade, embora conserve seu
caráter de pena.
II O sursis ostenta a categorização jurídica de medida alternativa, de modo que o período
de prova não se confunde com o tempo de cumprimento de pena.
III O tempo do período de prova pode ser utilizado como requisito para a obtenção de
livramento condicional.
IV Se for reformada a condenação, o período de prova do sursis cumprido pode ser
utilizado para a diminuição da pena, em condenação por outro crime.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas o item III está certo.
d) Apenas o item IV está certo.
e) Nenhum item está certo.
Comentários:
A afirmativa I está incorreta, pois o sursi da pena, realmente, não possui natureza de pena, já que
é instituto que a substitui.
A afirmativa II está correta, pois, de fato, como explicado acima, ela substitui a execução da
pena. Conduto, seu período de prova, não pode ser levado em consideração para cumprimento
de pena, já que, se assim fosse, não seria substitutiva, mas sim impositiva. Além disso, se
revogada, o agente cumprirá integralmente a pena.
A afirmativa III está incorreta, pois não é possível a utilização do período de prova para a
obtenção do livramento constitucional, justamente porque não possui característica de
cumprimento de pena
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A afirmativa IV está incorreta pois, novamente, a suspensão condicional da pena não é
cumprimento de pena e, por isso, não pode ser utilizada como parâmetro para atenuação da
pena.
Gabarito: B
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QUESTÕES COMENTADAS
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM SC)/PM SC/2023
Capitão Martins, integrante da PMSC, foi condenado a uma pena superior a dois anos pela
prática de crime militar. Após o cumprimento parcial da pena, capitão Martins solicitou
livramento condicional da pena.
Considerando a situação hipotética precedente e o que dispõe o Código Penal Militar (CPM)
acerca do assunto, assinale a opção correta.
a) Cumpridas as demais condições, será concedido o livramento condicional ao capitão Martins
caso ele cumpra metade da pena, se reincidente, ou dois terços da pena, se primário.
b) Entre outras condições, é necessário o cumprimento de metade da pena para que se conceda
o livramento condicional ao agente que, em tempo de paz, tenha praticado crime contra a
segurança externa do país, crime de motim ou que tenha praticado violência contra militar de
serviço.
c)O livramento condicional será concedido mediante parecer do Conselho Penitenciário, ouvido
o diretor do estabelecimento em que está ou tenha estado o liberando, sendo desnecessário
ouvir o representante do Ministério Público da Justiça Militar.
d) O livramento condicional que for revogado poderá ser novamente concedido.
e) Terminado o prazo de cumprimento do livramento condicional sem que haja a sua revogação,
a pena privativa de liberdade será considerada extinta.
Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois será concedido o livramento condicional no cumprimento de
metade da pena, se primário, e 2/3 da pena se reincidente.
A alternativa B está incorreta, pois nestes casos não está vinculado ao cumprimento da metade
da pena, mas sim de 2/3 dela.
A alternativa C está incorreta, pois é necessário ouvir o membro do Ministério Público, conforme
art. 91 do CPM
A alternativa D está incorreta, pois, em regra, não pode ser novamente concedida, salvo quando
a revogação resulta de condenação por infração anterior à concessão do benefício. Se a questão
fala-se de forma excepcional, poder-se-ia considerar a alternativa como correta.
A alternativa E está correta, em conformidade com o art. 95, caput do CPM
Gabarito: E
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QUESTÕES COMENTADAS
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM SC)/PM SC/2023
Segundo o que dispõe o Código Penal Militar (CPM), são previstos(as) como pena principal e
pena acessória, respectivamente,
a) a reclusão e a reforma.
b) a prisão e a perda do posto e da patente.
c) a exclusão das Forças Armadas e o impedimento.
d) a indignidade para o oficialato e a incompatibilidade com o oficialato.
e) a suspensão dos direitos políticos e a detenção.
Comentários:
ATENÇÃO PARA A ALTERAÇÃO DA LEI N° 14.688/2023
Não existe mais a previsão das penas principais de reforma e de suspensão do exercício do
posto, graduação ou função!
Alternativa A incorreta. Reclusão e Reforma, são penas principais
Alternativa B correta. Prisão é pena principal e perda de posto e patente é acessória
Alternativa C incorreta. Exclusão das Forças Armadas é pena acessória, e impedimento é
principal. Lembrando que a questão quer na ordem narrada: principal e acessória
Alternativa D incorreta. São penas ACESSÓRIAS
Alternativa E incorreta. A suspensão dos direitos políticos é acessória e a detenção é pena
principal. Lembrando que a questão quer na ordem narrada: principal e acessória
Gabarito: B
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM RO)/PM RO/Combatente/2022
A pena acessória de perda do posto e da patente
a) será automática, independentemente de pena, quando o militar estadual for condenado pelo
tribunal do júri.
b) aplica-se apenas a praças e a oficiais das forças armadas, quando se tratar de pena privativa de
liberdade superior a dois anos.
c) será declarada pelo juiz, de ofício, em sentença condenatória cuja pena seja superior a quatro
anos.
d) dependerá de julgamento próprio por tribunal competente.
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e) será aplicada ao militar estadual quando declarada, em sentença condenatória irrecorrível, sua
indignidade para o oficialato.
Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois a pena acessória de posto e patente é pena acessória, a qual,
por força do art. 99 do CPM, e do art. 142, §3°, VI e VII, depende de julgamento por tribunal
competente, em tempo de paz, e de caráter especial, em tempo de guerra. Sendo assim, não é
automática. Lembrar que, apesar de falar no art. 107 que a pena acessória é de forma
automática, no que tange à esta parte em especial, ela não foi recepcionada pela CRFB/88.
A alternativa B está incorreta, pois ela não se aplica às praças, mas sim aos oficiais, apenas.
A alternativa C está incorreta, pois depende de representação do órgão do Ministério Público, e
ainda assim, não se aplica às condenações com pena privativa de liberdade superiores à 4 anos,
mas sim à 2 anos.
A alternativa D está correta, pois, em conformidade com a CRFB/88, depende de julgamento
próprio em tribunal competente, em tempo de paz, ou de caráter especial, em tempo de guerra.
A alternativa E está incorreta pois, a perda de posto e patente, com relação à pena de
indignidade para o oficialato, prevista também no CPM, em nada se assemelha. No entanto, a
indignidade e incompatibilidade para o oficialato, a luz da CRFB/88, possui a mesma definição e
efeitos da perda de posto e patente do CPM. Entretanto, a alternativa dá a entender que a mera
sentença permite a sua aplicabilidade, sendo que na verdade depende de decisão de Tribunal
competente. Ou seja, em primeiro lugar, depende de representação do Ministério Público e
depois decisão por órgão colegiado.
Gabarito: D
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QUESTÕES COMENTADAS
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM RO)/PM RO/Combatente/2022
Na conclusão de inquérito policial militar, verificada a ocorrência da extinção da punibilidade em
razão da prescrição, poderá o encarregado solicitar ao juiz competente que ordene o confisco
de bens particulares do então investigado, desde que consistam em coisas
a) ocultas ou desaparecidas, quando serviram de instrumento do crime.
b) de valor significativo ou de utilidade às atividades militares.
c) que sejam, por direito, de terceiro de boa-fé.
d) que constituam proveito auferido ou produto da prática do crime.
e) que foram utilizadas para a prática de ilícito.
Comentários:
Em conformidade com o art. 119, III do CPM poderá o encarregado solicitar ao juiz competente
que ordene o confisco de bens particulares do então investigado, desde que consistam em
coisas ocultas ou desaparecidas, quando serviram de instrumento do crime.
Art. 119. O juiz, embora não apurada a autoria, ou ainda quando o agente é
inimputável, ou não punível, deve ordenar o confisco dos instrumentos e
produtos do crime, desde que consistam em coisas:
I - cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitui fato ilícito;
II - que, pertencendo às forças armadas ou sendo de uso exclusivo de militares,
estejam em poder ou em uso do agente, ou de pessoa não devidamente
autorizada;
III - abandonadas, ocultas ou desaparecidas.
Gabarito: A
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM RO)/CBM RO/Combatente/2022
Ao realizar a fiscalização noturna, durante o serviço ordinário na função de oficial de dia, o
tenente Moraes observou o cabo Duarte dormindo durante seu plantão, na guarita de entrada
do 20º Grupamento de Bombeiros Militar de Rondônia. Não conseguindo conter sua indignação,
o tenente Moraes desferiu golpes com seu próprio capacete de combate a incêndio no rosto do
cabo Duarte, vindo a quebrar-lhe os dentes frontais. Considerando a situação hipotética
apresentada e, diante da condenação pela prática do crime militar de violência contra militar de
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serviço, prevista no artigo 158 do Código Penal Militar, e dos efeitos dela advindos, assinale a
opção correta.
a) Será certa a perda do instrumento utilizado no crime em favor da Fazenda Nacional, ainda que
haja direito de terceiro de boa-fé.
b) O tenente Moraes fica livre de reparar os danos causados ao cabo Duarte, tendo em vista que
a conduta praticada foi consequência óbvia do comportamento do subordinado.
c) Será certa a perda do capacetedo tenente Moraes em favor da Fazenda Nacional, já que o
instrumento foi utilizado no crime.
d) Será certa a obrigação do tenente Moraes de reparar o dano causado ao cabo Duarte, todavia,
não haverá perda do instrumento do crime em favor da Fazenda Nacional.
e) Será certa a obrigação do tenente Moraes de reparar o dano causado ao cabo Duarte e a
perda do capacete em favor da Fazenda Nacional.
Comentários:
ATENÇÃO PARA A ALTERAÇÃO PELA LEI 14.688/2023
Na questão, usa-se o termo Fazenda Nacional, que realmente estava previsto na antiga redação
do CPM. Entretanto, com a minirreforma do CPM, passou-se a chamar FAZENDA PÚBLICA.
Cuidado com este detalhe!
A afirmativa A está incorreta, pois, se existir direito de terceiro de boa-fé, este deve ser
preservado!
A afirmativa B está muito incorreta, pois é obrigação do agente em reparar os danos causados
pelo crime, conforme art. 109, I do CPM
A afirmativa C está incorreta, tendo em vista que a perda para a Fazenda Pública deve se dar
diante do uso de instrumento de natureza ilícita, o que não ocorre com o capacete.
A afirmativa D está correta, pois, em conformidade com as explicações anteriores, existe a
obrigação de reparar os danos causados, mas como o capacete não constitui instrumento de
natureza ilícita, não haverá perda para a Fazenda Pública, em conformidade com o art. 109, I e II
“a”.
A afirmativa E está incorreta, pois apenas a reparação do dano causado é obrigatória.
Gabarito: D
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LISTA DE QUESTÕES
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM RO)/PM RO/Combatente/2022
Em tempos de paz, na lei penal militar, a aplicação, a militar, de pena privativa de liberdade
superior a dois anos deverá ser cumprida em penitenciária militar e, na falta dessa, em
estabelecimento prisional civil. Nesse contexto, considerando o estudo das penas, assinale a
opção correta.
a) O apenado militar que esteja em penitenciária comum estará sujeito ao regime da legislação
penal militar.
b) O tempo de prisão provisória, mesmo que em decorrência de outro crime, desde que
reconhecido o excesso de tempo em decisão irrecorrível e posterior ao crime da condenação,
será computado na pena privativa de liberdade.
c) O civil condenado a pena aplicada em crime militar cumprirá a pena nos mesmos termos do
militar.
d) A condenação de praça da polícia militar a pena superior a dois anos implica, de imediato, a
exclusão dele da corporação.
e) A execução de pena de condenado a pena privativa de liberdade inferior a quatro anos poderá
ser suspensa por quatro a seis anos, desde que preenchidos os requisitos de natureza subjetiva.
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM RO)/CBM RO/Combatente/2022
No que concerne à pena e à sua aplicação, assinale a opção correta.
a) É facultada a atenuação da pena do condenado que, por sua espontânea vontade, antes do
julgamento, tenha reparado o dano causado pela ação criminosa.
b) É incompatível o cumprimento de pena em estabelecimento de região diferente do local em
que foi condenado, em face da repercussão na administração militar.
c) Havendo mais de uma agravante ou mais de uma atenuante, devem ser aplicadas todas elas,
respeitados os limites da pena prevista para o crime.
d) As penas máximas e mínimas constituem diferença formal entre reclusão e detenção, uma vez
que as penas variam entre 1 ano e 30 anos na reclusão, e entre 30 dias e 10 anos, na detenção.
e) No caso de pena de suspensão do exercício do cargo, estando o condenado na reserva
quando da sentença, este deverá apresentar-se para cumprir a suspensão, sem vencimentos.
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GABARITO
1. Letra B
2. Letra D
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LISTA DE QUESTÕES
1. DPU - Defensor Público Federal – 2017 – Cespe. Acerca da aplicação da lei penal militar,
dos crimes militares e da aplicação da pena no âmbito militar, cada um do item que se segue
apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Em uma festa de confraternização nas dependências de um quartel, alguns militares,
conscientemente, ingeriram bebida alcoólica. Lá mesmo, apresentando sintomas de
embriaguez, um deles cometeu crime militar e foi preso, o que o tornou réu em ação penal
militar. Nessa situação, o estado de embriaguez do militar será considerado circunstância
para atenuar a pena.
2. (2021/MPM/MPM - Promotor) NA APLICAÇÃO DA PENA, CONSIDERADA A SEGUNDA
FASE, NA QUAL SE AVALIAM AS CIRCUNSTÂNCIAS LEGAIS E NÃO MAIS AS
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS, APLICADO O SISTEMA TRIFÁSICO AO DIREITO PENAL
MILITAR, É CORRETO AFIRMAR-SE:
a) Serão levadas em conta as agravantes e as atenuantes, previstas nos arts. 70 e 72 do
CPM, bem como as previstas no art. 53, § 2º, do CPM, que se referem às agravantes para
os casos de concurso de agentes, variando entre 1/5 e 1/3 , guardados os limites da pena
cominada ao crime;
b) A pena será atenuada, no concurso de agentes, nos casos em que a participação é de
somenos importância, prevista no art. 53, § 3º, do CPM, facultando ao juiz a redução
aquém do mínimo cominado, com idêntico critério da lei penal comum;
c) A agravante do art. 70, II, letra c, depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre
de caso fortuito, engano ou força maior, aplicar-se-á aos agentes militares e civis, embora
prevista apenas no CPM;
d) Só ao militar aplicam-se as agravantes das letra l, m e o, do art. 70 do CPM: estando em
serviço, com emprego de arma de serviço e em país estrangeiro, porque são agravantes
subjetivas.
3. (2023 - INÉDITA - ESTRATÉGIA) Julgue a afirmativa abaixo de acordo com o CPM e a Lei
n° 14.688/2023.
Aspirante a PM Josefino, em situação inusitada, pegou sua arma e, em local sob administração
militar, apontou sua arma para colegas do alojamento do CFO e, sob grave ameaça, pediu para
que todos dessem seus pertences sob possibilidade de matar todos. Dessa forma, sem terem
como reagir à situação criminosa, eles entregaram seus pertences, fugindo o Aspirante logo em
seguida. Baseado nesse caso concreto, é possível afirmar que Josefino vai responder em
concurso material de crimes, por ter praticado mais de uma ação e ter subtraído mais de um
pertence, cometendo, assim, vários crimes.
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==92980==
GABARITO
01 02 03
Errado A Errado
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LISTA DE QUESTÕES
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM SC)/PM SC/2023
Considerando o que dispõe o Código Penal Militar (CPM) acerca de suspensão condicional da
pena, assinale a opção correta.
a) A execução da pena pode ser suspensa pelo prazo máximo de oito anos desde que os
antecedentes, a personalidade e a conduta posterior do agente autorizem a presunção de que
ele não voltará a delinquir.
b) A suspensão condicional da pena pode ser estendida às penas de reforma, suspensão do
exercício do posto, graduação, função ou à pena acessória.
c) A suspensão condicional da pena não pode ser aplicada, por exemplo, ao agente que, em
tempo de paz, tenha praticado crime contra a segurança nacional ou que tenha praticado
violência contra superior.à possibilidade de aplicação da lei processual penal comum, em que incluímos a 
 execução penal (LEP), por força do que dispõe a alínea a do art. 3º do CPPM. Em 
 segundo aporte, parece--nos evidente que, por exemplo, a progressão de 
 regime, sendo ela a essência da distinção entre detenção e reclusão, como 
 veremos, está inerente ao estudo das penas principais, ou seja, não é possível, 
 pela lacuna do CPM e do CPPM, conceituar detenção e reclusão, 
 diferenciando-as, sem que se reporte à diferença nos regimes de cumprimento.” 1 
 Por outro lado, deve-se destacar que não são possíveis as Penas Restritivas de Direito no Direito 
 Penal Militar, já que ele apenas aplica as legislações penais anteriormente citadas para 
 complementar as Privativas de Liberdade. No entanto, há um precedente jurisprudencial do STF, 
 entendendo que, quando o agente cumpre pena em estabelecimento penal comum, lá é possível 
 submeter-se às regras INTEGRAIS da LEP, incluindo as restritivas de Direito. Nesse sentido: 
 “EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME MILITAR. SUBSTITUIÇÃO DE PENA 
 PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE NA 
 ESPÉCIE. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. É firme a jurisprudência deste 
 Supremo Tribunal Federal no sentido de não se admitir a aplicação da Lei n. 
 1 NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Penal Militar. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014, pág. 251. 
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 9.714/98 para as condenações por crimes militares, sendo esta de aplicação 
 exclusiva ao Direito Penal Comum. Precedentes. 2. A conversão da pena privativa 
 de liberdade aplicada pela Justiça Militar por duas restritivas de direito poderá 
 ocorrer, pelo menos em tese, desde que o Paciente tenha de cumprir pena em 
 estabelecimento prisional comum e a pena imposta não seja superior a dois anos, 
 nos termos previstos no art. 180 da Lei de Execução Penal, por força do que 
 dispõe o art. 2º, parágrafo único, daquele mesmo diploma legal. 3. Na espécie, 
 contudo, a pena fixada ao Paciente foi de dois anos, nove meses e dezoito dias 
 de reclusão. Não há, portanto, como ser reconhecido a ele o direito de 
 substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito. 4. Habeas 
 corpus denegado .” 2 
 Assim, recorrendo ao Código Penal comum, tanto a pena de reclusão como a de detenção terão 
 que obedecer os requisitos do art. 33 do CP, sendo a primeira cumprida nos regimes fechado, 
 semiaberto e aberto, a segunda apenas no regime semiaberto e aberto 
 PENA REGIME DEFINIÇÃO QUANTIFICADOR 
 Reclusão 
 Fechado Execução da pena em 
 estabelecimento de 
 segurança máxima ou 
 média 
 Condenado a pena superior a 8 
 anos 
 Semiaberto Execução da pena em 
 colônia agrícola, 
 industrial ou 
 estabelecimento 
 similar 
 Não reincidente, cuja pena seja 
 superior a 4 anos e não exceda a 8 
 anos 
 Aberto Execução da pena em 
 casa de albergado ou 
 estabelecimento 
 adequado 
 Não reincidente, cuja pena seja 
 igual ou inferior a 4 anos 
 MODALIDADE REGIMES CONCEITO REQUISITO QUANTITATIVO 
 Detenção 
 Semiaberto 
 Execução da pena em 
 colônia agrícola, 
 industrial ou 
 estabelecimento 
 similar 
 Não reincidente, cuja pena seja 
 superior a 4 anos e não exceda a 8 
 anos 
 2 STF, HC 91.709/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 16.12.2008 
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==92980==
 Aberto 
 Execução da pena em 
 casa de albergado ou 
 estabelecimento 
 adequado 
 Não reincidente, cuja pena seja 
 igual ou inferior a 4 anos 
 Deve-se reforçar, no entanto, a ideia de que a imposição de regime fechado, ou regime mais 
 gravoso, não se deve apenas ao fato do quantum da pena, mas, sim, de análise da gravidade dos 
 fatos em concreto conforme entendimento do Juiz ou do Conselho de Justiça. 
 Da mesma forma, é possível o cumprimento da pena de reclusão em regime semiaberto , mesmo 
 que o indivíduo seja reincidente - Súmula 269 STJ. 
 No tocante ao mínimo e o máximo das penas de reclusão e detenção, o CPM, e somente ele, 
 previu que, para a primeira, o máximo são 30 anos, com mínimo de 1 ano, enquanto para a 
 segunda, o máximo é de 10 anos, com mínimo de 30 dias. 
 PRISÃO . A pena de prisão baseia-se no quantum que foi aplicado para as penas de reclusão e 
 detenção, quando o agente é condenado a uma das duas até 2 anos, desde que não seja cabível 
 sursis penal. Funciona, a grosso modo, como uma espécie de pena substitutiva , cumprida da 
 seguinte maneira: 
 a) Oficial - recinto de estabelecimento militar. 
 b) Praça - estabelecimento penal militar, no qual ficará privado dos demais que estejam em 
 cumprimento de pena disciplinar ou privativa de liberdade superior a 2 anos. 
 Quanto à separação das praças, essa determinação segue o princípio da hierarquia . As praças 
 graduadas são o soldado, o cabo, o sargento e o subtenente. As praças especiais são os cadetes 
 (alunos das academias militares) e os aspirantes a oficial (recém-formados que ainda não são 
 tenentes). 
 IMPEDIMENTO . O impedimento é a pena prevista para o crime de insubmissão . O criminoso 
 permanece restrito à organização militar (menagem), participando normalmente das instruções 
 militares (art. 63). A Doutrina diz que essa pena tem “nítido caráter ressocializador e educativo”. 
 1. O CPM não prevê a aplicação de pena de multa. 
 2. A Lei nº 14.688/2023 revogou as penas de reforma e suspensão do posto, 
 graduação, cargo e função , assim como os arts. 64 e 65, os quais dispunham 
 sobre a aplicação delas, respectivamente. 
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 3. Revogou-se o art. 60, que falava da pena do assemelhado, pessoa não mais 
 prevista no CPM, inclusive por revogação do art. 21, que o conceituava. 
 PENA SUPERIOR A DOIS ANOS, IMPOSTA A MILITAR 
 Art. 61 - A pena privativa da liberdade por mais de 2 (dois) anos, aplicada a militar, é cumprida 
 em penitenciária militar e, na falta dessa, em estabelecimento prisional civil, ficando o recluso ou 
 detento sujeito ao regime conforme a legislação penal comum , de cujos benefícios e concessões, 
 também, poderá gozar. 
 Como já mencionado, o CPM aplica algumas disposições legais do CP e da LEP, de forma a 
 regular o cumprimento da Pena Privativa de Liberdade. Entretanto, não é possível aplicar as 
 regras dessas legislações no tocante às Restritivas de Direito ou Multa, abrindo precedentes para 
 inovações que não fossem da vontade do Legislador Originário. 
 Por outro lado, cumprindo pena em estabelecimento penal comum, é possível submeter-se 
 integralmente às normas da LEP, incluindo a conversão da Pena Privativa de Liberdade em 
 Restritiva de Direito, conforme já defendido anteriormente neste material, pautando-se na 
 posição do STF. 
 PENA SUPERIORd) Não é necessário que, na sentença, o juiz especifique as condições a que fica subordinada a
suspensão.
e) Não haverá a revogação da suspensão caso o condenado descumpra qualquer das condições
impostas na sentença.
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM RO)/CBM RO/Combatente/2022
A respeito da suspensão condicional da pena (sursis), julgue os itens que se seguem.
I Trata-se de medida alternativa que evita a restrição da liberdade, embora conserve seu
caráter de pena.
II O sursis ostenta a categorização jurídica de medida alternativa, de modo que o período
de prova não se confunde com o tempo de cumprimento de pena.
III O tempo do período de prova pode ser utilizado como requisito para a obtenção de
livramento condicional.
IV Se for reformada a condenação, o período de prova do sursis cumprido pode ser
utilizado para a diminuição da pena, em condenação por outro crime.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
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c) Apenas o item III está certo.
d) Apenas o item IV está certo.
e) Nenhum item está certo.
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==92980==
GABARITO
1. Letra C
2. Letra B
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LISTA DE QUESTÕES
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM SC)/PM SC/2023
Capitão Martins, integrante da PMSC, foi condenado a uma pena superior a dois anos pela
prática de crime militar. Após o cumprimento parcial da pena, capitão Martins solicitou
livramento condicional da pena.
Considerando a situação hipotética precedente e o que dispõe o Código Penal Militar (CPM)
acerca do assunto, assinale a opção correta.
a) Cumpridas as demais condições, será concedido o livramento condicional ao capitão Martins
caso ele cumpra metade da pena, se reincidente, ou dois terços da pena, se primário.
b) Entre outras condições, é necessário o cumprimento de metade da pena para que se conceda
o livramento condicional ao agente que, em tempo de paz, tenha praticado crime contra a
segurança externa do país, crime de motim ou que tenha praticado violência contra militar de
serviço.
c) O livramento condicional será concedido mediante parecer do Conselho Penitenciário, ouvido
o diretor do estabelecimento em que está ou tenha estado o liberando, sendo desnecessário
ouvir o representante do Ministério Público da Justiça Militar.
d) O livramento condicional que for revogado poderá ser novamente concedido.
e) Terminado o prazo de cumprimento do livramento condicional sem que haja a sua revogação,
a pena privativa de liberdade será considerada extinta.
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GABARITO
1. Letra E
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==92980==
LISTA DE QUESTÕES
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM SC)/PM SC/2023
Segundo o que dispõe o Código Penal Militar (CPM), são previstos(as) como pena principal e
pena acessória, respectivamente,
a) a reclusão e a reforma.
b) a prisão e a perda do posto e da patente.
c) a exclusão das Forças Armadas e o impedimento.
d) a indignidade para o oficialato e a incompatibilidade com o oficialato.
e) a suspensão dos direitos políticos e a detenção.
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM RO)/PM RO/Combatente/2022
A pena acessória de perda do posto e da patente
a) será automática, independentemente de pena, quando o militar estadual for condenado pelo
tribunal do júri.
b) aplica-se apenas a praças e a oficiais das forças armadas, quando se tratar de pena privativa de
liberdade superior a dois anos.
c) será declarada pelo juiz, de ofício, em sentença condenatória cuja pena seja superior a quatro
anos.
d) dependerá de julgamento próprio por tribunal competente.
e) será aplicada ao militar estadual quando declarada, em sentença condenatória irrecorrível, sua
indignidade para o oficialato.
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GABARITO
1. Letra B
2. Letra D
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==92980==
LISTA DE QUESTÕES
1. CEBRASPE (CESPE) - Of (PM RO)/PM RO/Combatente/2022
Na conclusão de inquérito policial militar, verificada a ocorrência da extinção da punibilidade em
razão da prescrição, poderá o encarregado solicitar ao juiz competente que ordene o confisco
de bens particulares do então investigado, desde que consistam em coisas
a) ocultas ou desaparecidas, quando serviram de instrumento do crime.
b) de valor significativo ou de utilidade às atividades militares.
c) que sejam, por direito, de terceiro de boa-fé.
d) que constituam proveito auferido ou produto da prática do crime.
e) que foram utilizadas para a prática de ilícito.
2. CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM RO)/CBM RO/Combatente/2022
Ao realizar a fiscalização noturna, durante o serviço ordinário na função de oficial de dia, o
tenente Moraes observou o cabo Duarte dormindo durante seu plantão, na guarita de entrada
do 20º Grupamento de Bombeiros Militar de Rondônia. Não conseguindo conter sua indignação,
o tenente Moraes desferiu golpes com seu próprio capacete de combate a incêndio no rosto do
cabo Duarte, vindo a quebrar-lhe os dentes frontais. Considerando a situação hipotética
apresentada e, diante da condenação pela prática do crime militar de violência contra militar de
serviço, prevista no artigo 158 do Código Penal Militar, e dos efeitos dela advindos, assinale a
opção correta.
a) Será certa a perda do instrumento utilizado no crime em favor da Fazenda Nacional, ainda que
haja direito de terceiro de boa-fé.
b) O tenente Moraes fica livre de reparar os danos causados ao cabo Duarte, tendo em vista que
a conduta praticada foi consequência óbvia do comportamento do subordinado.
c) Será certa a perda do capacete do tenente Moraes em favor da Fazenda Nacional, já que o
instrumento foi utilizado no crime.
d) Será certa a obrigação do tenente Moraes de reparar o dano causado ao cabo Duarte, todavia,
não haverá perda do instrumento do crime em favor da Fazenda Nacional.
e) Será certa a obrigação do tenente Moraes de reparar o dano causado ao cabo Duarte e a
perda do capacete em favor da Fazenda Nacional.
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GABARITO
1. Letra A
2. Letra D
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==92980==A DOIS ANOS, IMPOSTA A MILITAR 
 PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE IMPOSTA A CIVIL 
 Art. 62 - O civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar, em estabelecimento prisional civil , 
 ficando ele sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e 
 concessões, também, poderá gozar. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) 
 CUMPRIMENTO EM PENITENCIÁRIA MILITAR 
 Parágrafo único - Por crime militar praticado em tempo de guerra poderá o civil ficar sujeito a 
 cumprir a pena, no todo ou em parte em penitenciária militar , se, em benefício da segurança 
 nacional, assim o determinar a sentença. 
 O civil condenado por crime militar cumpre a pena em estabelecimento civil, e a ele aplica-se a 
 Lei de Execução Penal. Caso o civil, entretanto, pratique crime militar em tempo de guerra , 
 poderá cumprir sua pena em penitenciária militar, mas, nesse caso, a sentença precisa ser 
 específica. 
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 Em regra, o militar condenado a pena superior a 2 anos deve cumpri-la em 
 penitenciária militar . Se não for possível, deve cumpri-la em estabelecimento 
 civil , ficando sujeito à legislação comum quanto ao cumprimento da pena. O civil, 
 em regra, cumpre pena em estabelecimento prisional civil , sujeitando-se ao 
 regime comum quanto ao cumprimento da pena. Todavia, poderá cumpri-la em 
 penitenciária militar , caso pratique crime em tempo de guerra e desde que a 
 sentença assim o determine. 
 SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL 
 Art. 66 . O condenado a que sobrevenha doença mental deve ser recolhido a manicômio judiciário ou, na 
 falta deste, a outro estabelecimento adequado, onde lhe seja assegurada custódia e tratamento. 
 O condenado que sofra de doença mental superveniente deve ser recolhido a manicômio 
 judiciário ou outro estabelecimento adequado. O CPPM prevê, nesse caso, a transferência do 
 condenado do estabelecimento prisional para hospital psiquiátrico. 
 TEMPO COMPUTÁVEL 
 Art. 67 . Computam-se na pena privativa de liberdade o tempo de prisão provisória , no Brasil ou no 
 estrangeiro, e o de internação em hospital ou manicômio , bem como o excesso de tempo , reconhecido 
 em decisão judicial irrecorrível, no cumprimento da pena, por outro crime, desde que a decisão seja 
 posterior ao crime de que se trata. 
 Esse é o dispositivo que autoriza a detração penal . O período em que o criminoso esteve em 
 prisão provisória ou internado deve ser considerado para fins de cumprimento da pena definitiva. 
 Também pode ser contado o tempo de pena que o condenado cumpriu em excesso , quando 
 passou mais tempo preso do que o devido. Obviamente, essa hipótese somente é aplicável 
 quando a decisão que reconhecer o excesso de tempo for posterior ao novo crime, pois, se assim 
 não fosse, o condenado ficaria com “crédito” perante a Justiça Militar, e isso não é possível. 
 O CPM, assim como o CP, autoriza a detração penal, devendo ser deduzido da 
 pena privativa de liberdade o tempo de prisão provisória e o de internação em 
 hospital ou manicômio, bem como o excesso de tempo . 
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 A PLICAÇÃO DA P ENA 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 PENA BASE 
 Art. 77. A pena que tenha de ser 
 aumentada ou diminuída, de quantidade 
 fixa ou dentro de determinados limites, é a 
 que o juiz aplicaria, se não existisse a 
 circunstância ou causa que importa o 
 aumento ou diminuição. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 CÁLCULO DA PENA 
 Art. 77. A pena-base será fixada de acordo 
 com o critério definido no art. 69 deste 
 Código e, em seguida, serão consideradas 
 as circunstâncias atenuantes e agravantes e, 
 por último, as causas de diminuição e de 
 aumento de pena. 
 Parágrafo único. Salvo na aplicação das 
 causas de diminuição e de aumento, a pena 
 não poderá ser fixada aquém do mínimo 
 nem acima do máximo previsto em abstrato 
 para o crime. 
 Seria irresponsabilidade do professor, caro Estrategista, iniciar o estudo de aplicação da pena 
 base do CPM sem antes conversar um pouco sobre essa alteração do art. 77, a sua importância e 
 como era antes de sua atual redação. 
 Trata-se de dispositivo relacionado com a dosimetria da pena , ou seja, o caminho perseguido 
 pelo juiz ao sentenciar pessoa alvo de processo criminal, seja no âmbito da Justiça Comum ou 
 Militar. No CP, podemos enxergar a adoção do sistema trifásico , pela simples redação do art. 68, 
 tracejando o cálculo da pena da seguinte forma: 
 1º) Fixa-se a pena base, com base no art. 59. 
 2º) Aplicam-se as agravantes e atenuantes genéricas. 
 3º) Aplicam-se as causas especiais de aumento e diminuição. 
 Tal sistema, no entanto, antes da alteração da Lei nº 14.688/2023, não encontrava guarida legal 
 para sua aplicação no Direito Penal Militar, o que nos fazia recorrer, de forma integrativa, à 
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 disposição prevista do sistema trifásico do CP. Veja como se posiciona Ronaldo Roth nesse 
 sentido: 
 “Inicialmente, é de se afirmar que o cálculo da pena segue o método trifásico, 
 aplicando-se nesse sentido a norma do art. 68 do Código Penal Comum 
 (CPComum), diante da lacuna sobre o tema no Código Penal Militar (CPM)” 1 
 Não só na doutrina, mas também na jurisprudência, vinha se fixando o mesmo posicionamento, 
 tanto que foi fomentando, no Informativo n. 482 do STF , a mesma posição de adoção ao sistema 
 trifásico ao CPM, entendo que, mesmo sem dispositivo específico explicando, a topografia no 
 capítulo de Aplicação da Pena já mostrava razoável essa forma de cômputo: 
 “A aplicação da pena deve obedecer, em se tratando de crimes comuns, ao 
 critério trifásico adotado pelo Código Penal nos artigos 59 e 68. Em um primeiro 
 momento , após concluir de modo afirmativo pela materialidade e pela autoria do 
 crime, o Juiz deve fixar a quantidade da pena a ser aplicada dentro dos limites 
 estabelecidos pelo legislador . Nessa tarefa cumpre-lhe observar a culpabilidade, 
 os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os 
 motivos, as circunstâncias e as conseqüências do ilícito, e o comportamento da 
 vítima. Em um segundo momento , o Juiz deve majorar ou diminuir a pena-base 
 fixada conforme verifique a existência de circunstâncias atenuantes , previstas no 
 artigo 65, ou agravantes , previstas nos artigos 61 e 62 do Código. Na terceira e 
 última fase de aplicação da pena tem lugar a incidência das causas de diminuição 
 e de aumento , em geral previstas na parte especial do Código Penal, e cuja 
 expressão é previamente estabelecida dentro de uma margem expressamente 
 estabelecida pelo próprio legislador. 
 O Código Penal Militarapresenta-nos sistemática em tudo semelhante . O artigo 
 69 desse diploma estabelece que "Para fixação da pena privativa de liberdade, o 
 juiz aprecia a gravidade do crime praticado e a personalidade do réu, devendo 
 ter em conta a intensidade do dolo ou grau da culpa, a maior ou menor extensão 
 do dano ou perigo de dano, os meios empregados, o modo de execução, os 
 motivos determinantes, as circunstâncias de tempo e lugar, os antecedentes do 
 réu e sua atitude de insensibilidade, indiferença ou arrependimento após o 
 crime". No artigo 70, o Código Penal Militar esclarece as "circunstâncias que 
 sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do crime". No 
 artigo 72, as "circunstâncias que sempre atenuam a pena"; e o artigo 76 trata da 
 aplicação das causas especiais de aumento e de diminuição de pena .” 2 
 Com a alteração advinda da minirreforma do CPM , atingiu-se o pretendido, que era a legalidade 
 e a segurança dos entendimentos acima mencionados, mesmo que já de notória aplicação. 
 Posto isso, passamos para o estudo das 3 fases, começando pela Fase de Fixação da Pena Base 
 2 STF, HC 92.116/RJ, Rel. Min. Menezes Direito, j. 25.09.2007. 
 1 ROTH, Ronaldo João. O cálculo da pena no processo penal militar. Revista Direito Militar , Santa Catarina: AMAJME, n. 67, 2007. 
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 FIXAÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE 
 Art. 69. Para fixação da pena privativa de liberdade, o juiz aprecia a gravidade do crime praticado e a 
 personalidade do réu, devendo ter em conta a intensidade do dolo ou grau da culpa, a maior ou menor 
 extensão do dano ou perigo de dano, os meios empregados, o modo de execução, os motivos 
 determinantes, as circunstâncias de tempo e lugar, os antecedentes do réu e sua atitude de 
 insensibilidade, indiferença ou arrependimento após o crime. 
 DETERMINAÇÃO DA PENA 
 § 1º Se são cominadas penas alternativas, o juiz deve determinar qual delas é aplicável. 
 LIMITES LEGAIS DA PENA 
 § 2º Salvo o disposto no art. 76, é fixada dentro dos limites legais a quantidade da pena aplicável. 
 FASE DE FIXAÇÃO DA PENA BASE . Na fixação da pena base, o Juiz deve enumerar 
 fundamentadamente as circunstâncias previstas no art. 69 do CPM, que normalmente são 
 chamadas de circunstâncias judiciais. 
 Entretanto, conforme a redação do dispositivo, estão presentes duas espécies de circunstâncias 
 judiciais, sendo uma de natureza objetiva e outra de natureza subjetiva. 
 1. Circunstâncias de natureza objetiva: são aquelas relacionadas com o fato , ou seja, a maior 
 ou menor extensão do dano ou perigo de dano, os meios empregados, o modo de 
 execução e as circunstâncias de tempo e lugar. 
 2. Circunstâncias de natureza subjetiva: são relacionadas com a pessoa do autor, ou seja, a 
 intensidade do dolo ou grau da culpa, os motivos determinantes, os antecedentes do réu 
 e sua atitude de insensibilidade, indiferença ou arrependimento após o crime. 
 No Código Penal comum , a culpabilidade substitui a intensidade do dolo e o 
 grau de culpa , já que as teorias mais modernas consideram os dois elementos em 
 conjunto. 
 Considerando as circunstâncias narradas, no entanto, deve o juiz sentenciante obedecer aos 
 limites máximos e mínimos do tipo legal. A depender, podem ser tipos simples, privilegiados 
 (quando não atenuantes específicos) ou qualificados. A simples, como o próprio nome diz, “é 
 simples!”. Ou seja, não há uma situação que sobre ele sopese para mais ou menos. Já quanto ao 
 conceito das demais, é importante ressaltar a forma como Neves coloca: 
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==92980==
 “ Qualificadoras , é bom que se tenha em mente, são circunstâncias legais (não 
 judiciais) expressas no tipo penal incriminador que elevam a faixa de aplicação da 
 pena para determinado crime, ou seja, a pena mínima e a pena máxima serão 
 maiores do que na modalidade simples do delito. Como exemplo de 
 qualificadora, tome-se o art. 157, § 1º, do CPM: a pena para a forma simples do 
 delito de violência contra superior (art. 157, caput) é de detenção, de três meses 
 a dois anos, enquanto a pena para a forma qualificada do § 1º é de reclusão, de 
 três a nove anos. Privilégios , por outro lado, são circunstâncias legais (não 
 judiciais) expressas no tipo penal incriminador que diminuem a faixa de aplicação 
 da pena para determinado crime, ou seja, a pena mínima e a pena máxima serão 
 menores do que na modalidade simples do delito. Como exemplo de privilégio, 
 tome-se o art. 308, § 2º, do CPM: a pena para a forma simples do delito de 
 corrupção passiva (art. 308, caput) é de reclusão, de dois a oito anos, enquanto a 
 pena para a forma privilegiada do § 2º é de detenção, de três meses a um ano.” 
 Lembrando que é possível que a forma privilegiada se apresente como uma atenuante por si só, 
 ao invés de estipular uma pena no preceito secundário. Nessas ocasiões, opera como uma 
 atenuante específica, computada na terceira fase da dosimetria. 
 CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES 
 Art. 70 . São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do 
 crime: 
 I - a reincidência; 
 II - ter o agente cometido o crime: 
 a) por motivo fútil ou torpe; 
 b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; 
 c) depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre de caso fortuito, engano ou força maior; 
 d) à traição, de emboscada, com surpresa, ou mediante outro recurso insidioso que dificultou ou tornou 
 impossível a defesa da vítima; 
 e) com o emprego de veneno, asfixia, tortura, fogo, explosivo, ou qualquer outro meio dissimulado ou 
 cruel, ou de que podia resultar perigo comum; 
 f) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; 
 g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; 
 h) contra criança, velho ou enfermo; 
 h) contra criança, pessoa maior de 60 (sessenta) anos, pessoa enferma, mulher grávida ou pessoa com 
 deficiência (ALTERAÇÃO 14.688/2023) 
 i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade; 
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 j) em ocasião de incêndio, naufrágio, encalhe, alagamento, inundação, ou qualquer calamidade pública, 
 ou de desgraça particular do ofendido; 
 l) estando de serviço; 
 m) com emprego de arma, material ou instrumento de serviço, para esse fim procurado; 
 n) em auditório da Justiça Militar ou local onde tenha sede a sua administração; 
 o) em país estrangeiro. 
 Parágrafo único . As circunstâncias das letras c , salvo no caso de embriaguez preordenada, l , m e o , só 
 agravam o crime quando praticado por militar. 
 CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES 
 Art. 72 . São circunstâncias quesempre atenuam a pena: 
 I - ser o agente menor de vinte e um ou maior de setenta anos; 
 II - ser meritório seu comportamento anterior; 
 III - ter o agente: 
 a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral; 
 b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe 
 as conseqüencias, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano; 
 c) cometido o crime sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima; 
 d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime, ignorada ou imputada a 
 outrem; 
 e) sofrido tratamento com rigor não permitido em lei. Não atendimento de atenuantes 
 Parágrafo único . Nos crimes em que a pena máxima cominada é de morte, ao juiz é facultado atender, ou 
 não, às circunstâncias atenuantes enumeradas no artigo 
 AGRAVANTE E ATENUANTES GENÉRICAS . Entrando na segunda fase da dosimetria da pena, 
 nós temos, inicialmente, as previstas no art. 70, como agravantes, e, no art. 72, as atenuantes. 
 Entretanto, como já comentamos na parte de Concurso de Pessoas, as agravantes dele 
 decorrentes computam-se, igualmente, na segunda fase. 
 1. Circunstâncias agravantes: 
 a) Reincidência - é a situação em que o agente se encontra após ter cometido outro crime 
 depois de transitar em julgado a sentença em que, no país ou no estrangeiro, 
 condenou-o por crime anterior. Não são considerados para fim de reincidência as 
 condenações em que, entre a data de sua extinção ou cumprimento de pena, tenha se 
 passado tempo superior a 5 anos em relação ao novo crime cometido. Assim, um 
 agente que tenha sido condenado por furto em dezembro de 2010 e praticado outro 
 crime em janeiro de 2016 já não pode mais ser considerado reincidente. 
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 Atente-se, no entanto, ao fato de que, se a pessoa é reincidente, mas o juiz já fixou a 
 pena base acima do mínimo legal, considerando a reincidência como fator de 
 antecedente, na segunda fase, não será mais possível utilizar a agravação da pena, pois 
 estaria o magistrado incorrendo em bis in idem . Assim, ou utiliza-se nas circunstâncias 
 judiciais desfavoráveis na pena base, na primeira fase, ou como agravante genérica, na 
 segunda. Veja a posição do STM nesse sentido: 
 “APELAÇÃO. CRIME DE DESERÇÃO. DEPENDÊNCIA QUÍMICA. INCIDENTE DE 
 INSANIDADE MENTAL. PATOLOGIA. SUPRESSÃO PARCIAL DA CAPACIDADE 
 DE AGIR CONFORME O ENTENDIMENTO SOBRE A ILICITUDE DE SUA 
 CONDUTA. COMPROVAÇÃO PERICIAL NOS AUTOS. SEMI-IMPUTABILIDADE. 
 REDUÇÃO DA PENA. Militar que se ausenta da Unidade em que servia, 
 sucessivas vezes, à revelia de qualquer permissão, sob a justificativa de que não 
 conseguia controlar o alcoolismo.Constatação, em exame psiquiátrico, quanto à 
 dependência química do agente, a lhe reduzir a capacidade de entendimento 
 sobre a ilicitude de sua conduta. Configurado, pois, o estado de 
 semi-imputabilidade que autoriza a redução da pena. Se o apelante foi 
 diagnosticado como portador da Síndrome de Dependência do Álcool e não 
 recebeu tratamento durante o período em que esteve preso em virtude de duas 
 deserções anteriores, indispensável considerar que a enfermidade teve sim 
 influências obre a capacidade de autodeterminação do acusado. Na dosimetria da 
 pena, a reincidência foi considerada como causa de aumento de pena, 
 apartando-se das circunstâncias judiciais, de modo a evitar bis in idem. A 
 jurisprudência majoritária repele, com veemência, a tese de inexigibilidade de 
 conduta diversa quando não resta demonstrada a existência de perigo certo e 
 atual, o que desfigura a hipótese de exclusão de culpabilidade aventada pela 
 Defesa.Recurso provido parcialmente.Decisão majoritária.” 3 
 Por outro lado, sendo caso do agente ser multirreincidente , pode usar uma para os 
 antecedentes e outra para a reincidência, conforme a Súmula 241 do STJ - “a 
 reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, 
 simultaneamente, como circunstância judicial.” 
 b) Cometido o crime - 
 b.1) por motivo fútil ou torpe: se o fato é considerado como qualificador, não é possível 
 como agravante na segunda fase da pena. Motivo fútil é o insignificante, enquanto o 
 motivo torpe é o repugnante. A vingança, por si só, não é hábil para caracterizar a 
 torpeza. 
 b.2) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de 
 outro crime: repousa na ideia de crimes conexos. Pode ser teleológico , quando se 
 comete um crime para assegurar ou facilitar a execução de outros; ou consequencial , 
 quando se comete um crime para assegurar a ocultação, impunidade ou vantagem de 
 outros. 
 3 STM, Ap 0000017-25.2009.7.10.0010, Rel. Min. Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, j. 09.02.2011. 
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 b.3) depois de embriagar-se, salvo se a embriaguez decorre de caso fortuito, engano ou 
 força maior: a leitura do dispositivo em questão sugere que qualquer embriaguez agrava 
 a pena, o que de fato é correto, sendo tal entendimento diverso do previsto no CP 
 comum. Entretanto, por força do parágrafo único, somente a embriaguez preordenada 
 agrava a pena de civil, ao passo que, para militar, é qualquer uma. Nesse sentido, Neves 
 coloca: 
 “Outra agravante prevista no art. 70, II, c, do CPM, sem correlata no Código 
 Penal comum, está na prática do delito depois de embriagar-se, salvo se a 
 embriaguez decorre de caso fortuito, engano ou força maior. No Código Penal 
 comum, apenas a embriaguez preordenada agrava a pena (alínea l do inciso II do 
 art. 61), enquanto, em uma primeira leitura, no CPM a embriaguez, preordenada 
 ou não – claro, se não sofrer avaliação autônoma, como a embriaguez completa 
 não voluntária a afastar a imputabilidade –, agravaria a pena. Todavia, 
 combinando essa previsão com o parágrafo único do art. 70 do CPM, chega-se à 
 conclusão de que, para o agente civil, apenas a embriaguez preordenada é 
 circunstância agravante, enquanto para o agente militar (limitando-se ao militar 
 da ativa por interpretação autêntica contextual trazida pelo art. 22 do CPM), 
 mesmo a embriaguez não preordenada importa em agravação da pena.” 4 
 b.4) à traição, de emboscada, com surpresa, ou mediante outro recurso insidioso que 
 dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima: a traição refere-se à deslealdade; 
 emboscada refere-se à tocaia, cilada; e a surpresa o elemento que o agente age de 
 forma inesperada . Perceba que o dispositivo se utiliza da ideia de uma interpretação 
 analógica , ou seja, utiliza-se uma regra casuística anterior (traição, emboscada e elemento 
 surpresa ) que, depois, é seguida por uma fórmula genérica ( mediante outro recurso 
 insidioso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima ).b.5) com o emprego de veneno, asfixia, tortura, fogo, explosivo ou qualquer outro meio 
 dissimulado ou cruel, ou de que poderia resultar perigo comum: veja que, na parte final, 
 ele utiliza-se da mesma ideia da interpretação analógica . 
 b.6) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge : o agente utiliza-se da relação 
 familiar, na qual apresenta certa apatia moral, por ser um facilitador na prática do crime. 
 b.7) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou 
 profissão : são termos diferentes, apesar de caracterizarem a mesma agravante genérica. 
 Pressupõem que o agente é funcionário público ou particulares que estejam 
 devidamente ligados a cargos públicos. Não prevalece a agravante quando o termo 
 abuso de poder e violação do dever aparece como elemento de algum delito autônomo. 
 Assim, não é possível a agravante genérica in comento quando o agente pratica crime de 
 abuso de autoridade, Lei 13.869/2019. 
 b.8) contra criança, pessoa maior de 60 (sessenta) anos, pessoa enferma, mulher grávida 
 ou pessoa com deficiência: foi alterado pela Lei nº 14.688/2023, a fim de abarcar uma 
 melhor redação da agravante, que antes se referia ao idoso como “velho”. Assim, sua 
 redação buscou condicionar a forma iuris nomem do CP. 
 4 NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Penal Militar. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014, pág. 266 
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 b.9) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade: a proteção a que 
 se refere é aquela em que o Estado tem, sob sua guarda, pessoa a quem exerce 
 proteção imediata . 
 b.10) em ocasião de incêndio, naufrágio, encalhe, alagamento, inundação, qualquer 
 calamidade pública ou desgraça particular do ofendido: é importante destacar, mais uma 
 vez, o uso da interpretação analógica . 
 b.11) estando de serviço: só agrava a pena no caso de ser cometido por militar. Se o fato 
 de estar de serviço já é parte integrante do tipo, não se aplica a agravante sob pena de 
 bis in idem. 
 b.12) com emprego de arma, material ou instrumento de serviço, para esse fim 
 procurado: só agrava a pena quando cometido por militar. Se o emprego de arma, 
 material ou instrumento de serviço já for parte integrante do tipo penal, não se aplica a 
 agravante sob pena de bis in idem . 
 b.13) em auditório da Justiça Militar ou local onde tenha sede a sua administração: só 
 agrava a pena quando cometido por militar. 
 b.14) em país estrangeiro. 
 2. Circunstâncias atenuantes: 
 a) Ser o agente menor de vinte e um ou maior de setenta - a doutrina sustenta, 
 respectivamente, a atenuante em razão da imaturidade e da senilidade . Diferencia-se 
 do CP, pois, neste, a redução do menor de 21 anos é ao tempo do fato, enquanto no 
 CPM, é ao tempo da sentença. 
 b) Ser meritório seu comportamento anterior - em resumo, significa dizer que o agente 
 tem boa conduta, seja no meio familiar ou em convívio em sociedade. 
 c) Ter o agente - 
 c.1) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral: valor social é o que 
 atende aos quesitos sociais, ou seja, anseios da sociedade (ex.: pessoa que mata o 
 estuprador da rua em que vive). Valor moral é o que diz respeito à figura do agente, em 
 que sua ação encontra amparo na moralidade e princípios éticos (ex.: pessoa mata alguém 
 que estava a torturando). Lembrando que os motivos em que se sustentam os valores 
 devem ser relevantes . 
 c.2) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe 
 ou minorar-lhe as conseqüencias, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano: aqui, 
 parte da doutrina castrense sustenta como uma ideia de arrependimento posterior 
 impróprio , pois, assim como no instituto, presente apenas na legislação penal comum, a 
 pessoa repara o dano após a prática do crime. Sustento, no entanto, que é forçoso tal 
 posicionamento, já que a atenuante teria um impacto menor na atenuação que o instituto 
 inaplicado do Direito Penal Castrense. 
 c.3) cometido o crime sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da 
 vítima: atenção, pois não se deve confundir a presente descrição de atenuante genérica 
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 com a forma privilegiada do art. 205, §5º do CPM. Neste, o indivíduo pratica homicídio 
 doloso, mas privilegiado, diante de DOMÍNIO de violenta emoção, que é muito amplo e 
 tão forte que influencia. Outro destaque é que, na atenuante genérica, basta ser 
 provocada a violenta emoção por ato injusto da vítima, enquanto na privilegiada, necessita 
 ser uma injusta provocação . 
 c.4) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime, ignorada ou 
 imputada a outrem: aqui, senhores, há um abismo de diferença em relação ao CP, apesar 
 de que, na primeira leitura, muitos de vocês não a notarão. Veja como está disposto no 
 CP: 
 CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES 
 Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena: 
 d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime; 
 Agora, reparem que, no art. 72, III, “d” do CPM, ele também dispõe da mesma informação 
 inicial acima, mas com o seguinte complemento “ignorada ou imputada a outrem” . Dessa 
 forma, senhores, somente será possível utilizar a atenuante prevista na legislação penal 
 castrense se a autoria ainda não é conhecida ou imputada previamente a alguém, seja em 
 âmbito administrativo ou judicial, ou se se já existe pessoa imputada, mas o agente nega 
 que este tenha praticado, sendo ele o autor do delito. Essa é a posição predominante no 
 STM: 
 “APELAÇÃO. DROGAS. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO INCIDÊNCIA. 
 PRINCÍPIO DA ALTERIDADE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA Nº 14 DO STM. 
 CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO APLICAÇÃO. CONCORRÊNCIA DE 
 CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTE E AGRAVANTE. PREVALÊNCIA DA ATENUANTE 
 DA MENORIDADE. Esta Corte Castrense tem entendimento pacífico no sentido 
 da inaplicabilidade do princípio da insignificância aos delitos perpetrados em 
 local sujeito à Administração Militar. A inadequação da bagatela justifica-se 
 porque os efeitos do uso das drogas comprometem, além da saúde pública, a 
 integridade física do indivíduo. Esses efeitos no organismo de um soldado, 
 mesmo em quantidade pequena, podem acarretar danos incomensuráveis às 
 Forças Armadas. Por igual, impossível o reconhecimento do princípio da 
 alteridade, porquanto a conduta do ex-soldado efetivamente atinge bens 
 consistentes na regularidade das Forças Armadas e na saúde pública. A 
 especialidade da norma processual castrense se sobrepõe às regras de 
 procedimentos previstas na legislação ordinária, ainda que mais favoráveis ao 
 agente, consoante o enunciado nº 14 do STM. Concernente à aplicabilidade da 
 atenuante da confissãoespontânea, o CPM, diferenciando-se do comum, exige 
 que a autoria delitiva seja ignorada ou imputada a outrem, o que não ocorreu na 
 hipótese.” 5 
 5 STM, Ap 0000102-65.2014.7.09.0009, Rel. Min. Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, j. 22.03.2016. 
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 c.5) sofrido tratamento com rigor não permitido em lei: caso o agente tenha cometido o 
 delito por ter sofrido um rigor não permitido, será possível a sua atenuação. Entretanto, 
 muito cuidado, pois são duas as hipóteses que tiramos daqui: (a) agente sofre rigor e 
 comete crime em repulsa a agressão - não será punido; (b) agente sofre rigor não 
 permitido, mas age desproporcionalmente, porém ainda dentro das possibilidade de 
 atenuar a pena - atenuante genérica. 
 Não atendimento de atenuantes: por fim, se for caso de pena de morte, o juiz pode ou 
 não atender às circunstâncias atenuantes. 
 Não existe atenuante inominada no CPM , ao contrário do CP, em que está 
 prevista no art. 66. 
 Súmula 231 STJ - A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à 
 redução da pena abaixo do mínimo legal ! 
 MAJORANTES E MINORANTES ESPECIAIS . Por fim, na última fase da dosimetria, o Juiz verifica 
 as majorantes ou atenuantes específicas. A maior parte delas estão na parte especial, porém é 
 possível encontrar algumas na parte geral, como no caso da atenuação no crime tentado, de 1/3 
 a 2/3. Cuidado apenas com os delitos que o CPM chama de modalidade qualificada, mas, na 
 verdade, são situações de majorante específica! 
 QUANTUM DA AGRAVAÇÃO OU ATENUAÇÃO 
 Art. 73. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o quantum , deve o 
 juiz fixá-lo entre um quinto e um terço, guardados os limites da pena cominada ao crime. 
 MAIS DE UMA AGRAVANTE OU ATENUANTE 
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 Art. 74. Quando ocorre mais de uma agravante ou mais de uma atenuante, o juiz poderá limitar-se a uma 
 só agravação ou a uma só atenuação. 
 CONCURSO DE AGRAVANTES E ATENUANTES 
 Art. 75. No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas 
 circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do 
 crime, da personalidade do agente, e da reincidência. Se há equivalência entre umas e outras, é como se 
 não tivessem ocorrido. 
 MAJORANTES E MINORANTES 
 Art. 76. Quando a lei prevê causas especiais de aumento ou diminuição da pena, não fica o juiz adstrito 
 aos limites da pena cominada ao crime, senão apenas aos da espécie de pena aplicável (art. 58). 
 Parágrafo único. No concurso dessas causas especiais, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só 
 diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua 
 Quando o CPM traz uma situação de majorante ou minorante, seja parte geral ou especial, ou 
 mesmo de agravante genérica ou atenuante genérica, porém não diz o quanto reduz ou 
 aumenta, então utiliza-se o parâmetro de um quinto a um terço. Por exemplo, no art. 53, §2º, as 
 agravantes do concurso de pessoas não dizem o quanto se aumenta a pena na segunda fase. 
 Assim, cabe ao juiz fazê-lo da forma prevista no art. 73. 
 Podem ocorrer situações em que o agente incorrerá em duas ou mais atenuantes ou agravantes e 
 situações em que terá uma agravante e uma atenuante genéricas. Na primeira situação, cabe ao 
 juiz decidir, podendo ele mesmo limitar-se a apenas uma causa. Já na segunda, tanto podem as 
 causas subsistirem em conjunto quanto uma anular a outra, por terem o mesmo peso, da forma 
 como entender o magistrado. 
 Na hipótese das causas especiais de aumento e diminuição, o juiz não está adstrito ao mínimo e 
 máximo da pena em abstrato do delito, mas apenas ao limite imposto no art. 58 do CPM. Ou 
 seja, mínimo de 1 ano e máximo de 30 na reclusão; e mínimo de 30 dias e máximo de 10 anos na 
 detenção. 
 CRIMINOSO HABITUAL OU POR TENDÊNCIA (REVOGADO LEI Nº 14.688/2023) 
 Art. 78. Em se tratando de criminoso habitual ou por tendência, a pena a ser imposta será por 
 tempo indeterminado. O juiz fixará a pena correspondente à nova infração penal, que constituirá 
 a duração mínima da pena privativa da liberdade, não podendo ser, em caso algum, inferior a 
 três anos. 
 LIMITE DA PENA INDETERMINADA 
 § 1º A duração da pena indeterminada não poderá exceder a dez anos, após o cumprimento da 
 pena imposta. 
 HABITUALIDADE PRESUMIDA 
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 § 2º Considera-se criminoso habitual aquêle que: 
 a) reincide pela segunda vez na prática de crime doloso da mesma natureza, punível com pena 
 privativa de liberdade em período de tempo não superior a cinco anos, descontado o que se 
 refere a cumprimento de pena; 
 HABITUALIDADE RECONHECÍVEL PELO JUIZ 
 b) embora sem condenação anterior, comete sucessivamente, em período de tempo não superior 
 a cinco anos, quatro ou mais crimes dolosos da mesma natureza, puníveis com pena privativa de 
 liberdade, e demonstra, pelas suas condições de vida e pelas circunstâncias dos fatos apreciados 
 em conjunto, acentuada inclinação para tais crimes. 
 CRIMINOSO POR TENDÊNCIA 
 § 3º Considera-se criminoso por tendência aquêle que comete homicídio, tentativa de homicídio 
 ou lesão corporal grave, e, pelos motivos determinantes e meios ou modo de execução, revela 
 extraordinária torpeza, perversão ou malvadez. 
 RESSALVA DO ART. 113 
 § 4º Fica ressalvado, em qualquer caso, o disposto no art. 113. 
 CRIMES DA MESMA NATUREZA 
 § 5º Consideram-se crimes da mesma natureza os previstos no mesmo dispositivo legal, bem 
 como os que, embora previstos em dispositivos diversos, apresentam, pelos fatos que os 
 constituem ou por seus motivos determinantes, caracteres fundamentais comuns. 
 O Art. 78 foi revogado pela Lei nº 14.688/2023 , devido ao dispositivo não ter sido recepcionado 
 pela CRFB/88! 
 CONCURSO MATERIAL 
 Art. 79. Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos 
 ou não, aplicam-se-lhe cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. 
 Parágrafo único. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se 
 primeiro aquela. 
 CONCURSO FORMAL 
 Art. 79-A. Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou 
 não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em 
 qualquer caso, de 1/6 (um sexto) até metade. 
 § 1º As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes 
 concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no art.79 deste Código. 
 § 2º Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 79 deste Código.” 
 CRIME CONTINUADO 
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 Art. 80. Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma 
 espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os 
 subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se 
 idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois 
 terços). 
 Parágrafo único. Nos crimes dolosos contra vítimas diferentes cometidos com violência ou grave ameaça à 
 pessoa, poderá o juízo, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a 
 personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos 
 crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as regras dos §§ 1º e 2º do art. 
 79-A e do art. 81 deste Código. 
 Alteração fundamental, aplicando a mesma regra do CP ao CPM. O fato positivo é que, agora, 
 não será mais necessário recorrer à legislação penal comum, tendo em vista que, antes, em se 
 tratando de crime continuado, a legislação penal castrense era extremamente desarrazoada e 
 muito rígida na cumulação das penas. 
 CONCURSO MATERIAL. Temos um concurso material de crimes quando o agente, mediante 
 mais de uma ação ou omissão, pratica dois crimes ou mais, idênticos ou não. Por exemplo, nós 
 temos o caso de um agente que, ao ingressar em uma casa, dispara tiro contra 4 integrantes (4 
 condutas comissivas), praticando, assim, 4 crimes idênticos. A consequência é o cúmulo material , 
 ou seja, somando a pena de cada um dos crimes. No caso de haver uma pena de reclusão e 
 outra de detenção, executa-se a primeira inicialmente. 
 CONCURSO FORMAL. O concurso formal é a modalidade de concurso de crimes em que o 
 agente, mediante uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. 
 Entretanto, ele é subdividido em outras duas espécies: impróprio ou imperfeito e próprio ou 
 perfeito . 
 1. Concurso formal impróprio ou imperfeito - o agente, mediante uma ação ou omissão, 
 pratica dois crimes COM desígnios autônomos, o que significa dizer que os dois são 
 crimes dolosos, seja direto ou eventual. Ex.: Sargento Cássio, em posse de uma arma 9 
 mm, desejando matar seu desafeto, Sargento Almir, disparou contra este duas vezes, em 
 que um dos projéteis o traspassou e acertou um outro militar que se encontrava atrás dele. 
 Era possível prever o resultado, e Sargento Cássio anuiu com essa possibilidade, já que as 
 vítimas estavam muito próximas. 
 Nessa situação, somam-se as penas dos crimes, aplicando a regra do cúmulo material . 
 2. Concurso formal impróprio ou imperfeito - o agente, mediante uma ação ou omissão, 
 pratica dois crimes SEM signos autônomos, o que significa dizer que são dois crimes 
 culposos, ou um crime culposo e outro doloso. Ex.: Tenente Dalton atira contra seu 
 desafeto, Tenente Nine, só que o projétil transpassa este, ricocheteia na parede e acerta 
 outra pessoa também que passava pelo local, matando as duas. Nesse exemplo, nós 
 temos, no primeiro caso, um crime doloso e, no segundo, outro culposo. 
 Nessa situação, aplica-se a regra da exasperação , na qual aplica-se-lhe a mais grave das 
 penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de 
 1/6 (um sexto) até metade. 
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 Assim, fica esquematizado: 
 CRIMES IGUAIS CRIMES DIFERENTES 
 Aplica-se a pena de qualquer um dos 
 crimes 
 Aplica-se a pena do mais grave 
 Aumenta-se de 1/3 a metade Aumenta-se de 1/3 a metade 
 O STJ, recentemente, em âmbito do Direito Penal comum, mas que tem total aplicação no 
 nosso caso, entendeu que o quantitativo presente entre 1/6 e 2/3 vai depender de 
 quantos crimes o agente praticou. Veja: 
 “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM 
 RECURSO ESPECIAL. CRIMES DE VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL. 
 ABSOLVIÇÃO. AUSÊNCIA DE DOLO. SÚMULA 7/STJ. PENA-BASE. 
 EXASPERAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONCURSO FORMAL. NÚMERO 
 DE INFRAÇÕES. REGIME MAIS GRAVOSO E IMPOSSIBILIDADE DA 
 SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE 
 DIREITOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS NEGATIVAS. AGRAVO REGIMENTAL 
 NÃO PROVIDO (...) 5. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior, a 
 exasperação da pena do crime de maior pena, realizado em concurso formal, será 
 determinada, basicamente, pelo número de infrações penais cometidas, 
 parâmetro este que especificará no caso concreto a fração de aumento, dentro 
 do intervalo legal de 1/6 a 2/3. Assim, aplica-se a fração de aumento de 1/6 pela 
 prática de 2 infrações; 1/5, para 3 infrações; 1/4 para 4 infrações; 1/3 para 5 
 infrações; 1/2 para 6 infrações e 2/3 para 7 ou mais infrações. Precedentes. No 
 caso, considerando a prática de 6 condutas criminosas, correta a elevação da 
 pena a 1/2, com fundamento no art. 70 do CP e na jurisprudência desta Corte.” 6 
 CRIME CONTINUADO. O agente que, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica mais de 
 um crime, da mesma espécie, cujo lapso temporal, meio de execução, local do crime e outras 
 semelhantes, evidencia ser um subsequente do outro. Isso leva a entender que o agente não 
 responderá por quantos forem os crimes, mas apenas por um delito, porém com a exasperação 
 6 STJ, 5ª T, AgRg no AREsp 1.910.762/RJ, Rel. Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, j. 09.11.2021. 
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 da pena em 1/6 a 2/3 em relação à pena, se iguais, de um dos crimes ou àquela mais grave. 
 Assim, por exemplo, digamos que eu saia para cometer furto, todos os dias, durante um período 
 de 10 dias, os quais foram praticados de forma semelhante e em locais que guardem 
 similaridade, responderei apenas por um delito. Levando em consideração que todos têm a 
 mesma pena, pega-se apenas uma, majorando entre 1/6 e 2/3. 
 Quanto ao lapso temporal, o STF entende que, passado um intervalo de 30 dias, não será mais 
 possível aferir continuidade delitiva: 
 “EMENTA: "HABEAS CORPUS". CRIME CONTINUADO: UNIFICAÇÃO DE 
 PENAS: INEXISTÊNCIA DOS REQUISITOS ESPACIAL E TEMPORAL. 1. Não 
 atendem os pressupostos do instituto da unificação de penas, os delitos, ainda 
 que da mesma espécie, cometidos em comarcas diversas, desatendendo, dessa 
 forma, a condição de lugar como um dos requisitos previstos no art. 71 do 
 Código Penal. 2. Ainda que se superasse a questão espacial, restaria a temporal, 
 não se reconhecendocomo continuidade delitiva a pratica de delitos num lapso 
 de tempo superior a trinta dias. 3. Precedente: HC n. 69.896, Rel. Min. Marco 
 Aurélio, DJ. 02.04.93, pag. 5620. 4. "Habeas Corpus" indeferido.” 7 
 LIMITE DA PENA UNIFICADA 
 Art. 81. A pena unificada não pode ultrapassar de trinta anos, se é de reclusão, ou de quinze anos, se é de 
 detenção. 
 REDUÇÃO FACULTATIVA DA PENA 
 § 1º A pena unificada pode ser diminuída de um sexto a um quarto, no caso de unidade de ação ou 
 omissão, ou de crime continuado. 
 GRADUAÇÃO NO CASO DE PENA DE MORTE 
 § 2° Quando cominada a pena de morte como grau máximo e a de reclusão como grau mínimo, aquela 
 corresponde, para o efeito de graduação, à de reclusão por trinta anos. 
 CÁLCULO DA PENA APLICÁVEL À TENTATIVA 
 § 3° Nos crimes punidos com a pena de morte, esta corresponde à de reclusão por trinta anos, para 
 cálculo da pena aplicável à tentativa, salvo disposição especial. 
 RESSALVA DO ART. 78, § 2º, LETRA B 
 Art. 82. Quando se apresenta o caso do art. 78, § 2º, letra b , fica sem aplicação o disposto quanto ao 
 concurso de crimes idênticos ou ao crime continuado. (Vide Lei nº 14.688, de 2023) Vigência (REVOGADO 
 14.688/2023) 
 PENAS NÃO PRIVATIVAS DE LIBERDADE 
 Art. 83. As penas não privativas de liberdade são aplicadas distinta e integralmente, ainda que previstas 
 para um só dos crimes concorrentes. 
 7 STF, HC 73.219/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa, j. 23.02.1996. 
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 Da unificação da pena, seja no concurso de crimes, seja no crime continuado, a pena unificada 
 não poderá passar dos 30 anos, na reclusão, e dos 15 anos, na detenção. 
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 S USPENSÃO C ONDICIONAL DA P ENA 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 Art. 84 - A execução da pena privativa da 
 liberdade, não superior a 2 (dois) anos, 
 pode ser suspensa, por 2 (dois) anos a 6 
 (seis) anos, desde que: 
 I - o sentenciado não haja sofrido no País 
 ou no estrangeiro, condenação irrecorrível 
 por outro crime a pena privativa da 
 liberdade, salvo o disposto no 1º do art. 71 
 II - os seus antecedentes e personalidade, 
 os motivos e as circunstâncias do crime, 
 bem como sua conduta posterior, autorizem 
 a presunção de que não tornará a delinqüir. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 Art. 84 - A execução da pena privativa de 
 liberdade não superior a 2 (dois) anos pode 
 ser suspensa por 3 (três) a 5 (cinco) anos, no 
 caso de pena de reclusão, e por 2 (dois) a 4 
 (quatro) anos, no caso de pena de 
 detenção, desde que: 
 I - o sentenciado não haja sofrido no País ou 
 no estrangeiro, condenação irrecorrível por 
 outro crime a pena privativa da liberdade, 
 salvo o disposto no 1º do art. 71 
 II – a culpabilidade, os antecedentes, a 
 conduta social e a personalidade do agente, 
 bem como os motivos e as circunstâncias do 
 crime, autorizem a concessão do benefício 
 Alteração fundamental no CP, tendo em vista a orientação de reequilíbrio da dignidade da 
 pessoa humana na aplicação do Direito Penal Militar, e adequação à política criminal de sustentar 
 ideias diferentes de aplicação de determinados benefícios, a depender se o fato é punido com 
 detenção ou reclusão. 
 O dispositivo não guarda semelhança com o Direito Penal comum, ao verificar o art. 71 do CP. Lá 
 fala-se em suspensão de 2 a 6 anos, independente da espécie de pena, ao passo que aqui fala-se 
 em suspensão de 3 a 5 anos, para reclusão, e 2 a 4 anos para detenção. Muita atenção para não 
 confundir! 
 O inciso I faz referência ao réu não poder ter sido condenado no Brasil ou no estrnageiro, pouco 
 importa se crime militar ou não. No entanto, lembrar do período depurador de 5 anos, no qual, 
 havendo condenação após um lapso de mais de 5 anos entre aquele momento e uma anterior 
 extinção de punibilidade, ou cumprimenro de pena, de fato preterito, não há que se falar em 
 reincidência para fins de aplicação do sursi da pena. 
 No inciso II, faço menção ao que foi dito no primeiro parágrafo. Ou seja, tal orientação 
 mencionada, infere perfeitamente a ideia de que tal presunção de que alguém possa delinquir ou 
 não fere a CRFB/88, pois retoma a ideia de responsabilidade penal objetiva. Dessa forma, a Lei n. 
 14.688/2023 muito bem suprimiu a ideia de presunção, e trouxe um reequilíbrio com o direito 
 penal do fato , não mais do autor. 
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 REDAÇÃO ANTERIOR 
 RESTRIÇÕES 
 Parágrafo único. A suspensão não se 
 estende às penas de reforma, suspensão 
 do exercício do pôsto, graduação ou 
 função ou à pena acessória, nem exclui a 
 aplicação de medida de segurança não 
 detentiva. 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 RESTRIÇÕES 
 § 1º A suspensão não se estende à pena 
 acessória nem exclui a aplicação de medida 
 de segurança não detentiva. 
 § 2º A execução da pena privativa de 
 liberdade não superior a 4 (quatro) anos 
 poderá ser suspensa por 4 (quatro) a 6 (seis) 
 anos, desde que o condenado seja maior 
 de 70 (setenta) anos de idade ou existam 
 razões de saúde que justifiquem a 
 suspensão. 
 Com a exclusão das penas principais de reforma e suspensão do exercício de posto, graduação 
 ou função, não faria sentido manter a antiga redação do §1º do art. 84. No entanto, quanto à 
 aplicação para as penas acessórias e medidas de segurança, estas restrições se mantiveram. 
 Houve também alteração a fim de aplicar as hipóteses do sursi etário e o sursi humanitário , 
 previstas anteriormente unicamente no CP. Agora, sendo maior de 70 anos - etário - ou se 
 existem justificadas razões de saúde, será possível o sursi da pena, por 4 a 6 anos, (detenção ou 
 reclusão) desde que o indivíduo não tenha sido condenado à pena superior a 4 anos. 
 A suspensão deve também conter determinadas condições que precisarão ser atendidas pelo 
 condenado. Tais condições devem ser estabelecidas na sentença. 
 CONDIÇÕES 
 85. A sentença deve especificar as condições a que fica subordinada a suspensão. 
 O juiz fixará na sentença as condições que ficará o beneficiário a cumprimento obrigatório, 
 podendo, ou não, em caso de descumprimento ser revogado o sursi 
 REDAÇÃO ANTERIOR 
 REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA DA 
 SUSPENSÃO 
 Art. 86. A suspensão é revogada se, no 
 curso do prazo, o beneficiário: 
 I - é condenado, por sentença irrecorrível, 
 na Justiça Militar ou na comum, em razão 
 REDAÇÃO LEI N. 14.688/2023 
 REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA DA 
 SUSPENSÃO 
 Art. 86. A suspensão é revogada se, no 
 curso do prazo, o beneficiário: 
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