DIREITO ADMINISTRATIVO
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DIREITO ADMINISTRATIVO


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Nos Municípios, se não houver o Diário Oficial 
Municipal, a publicidade poderá ser feita através dos jornais de 
grande circulação ou afixada em locais conhecidos e determinados 
pela Administração. 
Por último, a Publicidade deve ter objetivo educativo, informativo e 
de interesse social, não podendo ser utilizados símbolos, imagens 
etc. que caracterizem a promoção pessoal do Agente 
Administrativo. 
 Poderes Administrativos 
O Executivo é quem preferencialmente atua na área administrativa. 
A Administração Pública é dotada de determinados poderes para 
que alguém possa fazer o que nos não podemos, ou seja, são 
instrumentos colocados à disposição da Administração para que ela 
desenvolva atividades objetivando os interesses estatais previstos 
na CF, cuja finalidade é o bem comum. 
O Executivo é essencialmente a Administração Pública, embora o 
Judiciário e o Legislativo existam relativamente ao seu apoio de 
trabalho. A Administração Pública, dotada de supremacia sobre os 
particulares, é dotada também dos seguintes poderes 
administrativos: 
1) Poder Vinculado (ou regrado) -> embora previsto na lei a ponto 
do administrador público ser uma espécie de robô para produção 
deste poder, é só a Administração Pública que o detém. 
Se o administrador público fugir à disciplina da lei, o ato será 
inválido. Esse tipo de poder tem que ser exercido no estrito 
cumprimento da lei. 
Exs.: o Poder Público pode desapropriar um bem particular (isto 
está previsto na CF). No entanto, ele precisa enquadrar esta 
desapropriação na lei. No DL 3365/41 está escrito que o Poder 
Público pode desapropriar para corrigir as vias de circulação da 
cidade para revender aos particulares. Essa desapropriação pode 
ser tanto por interesse social como nas hipótese da lei. 
Quando o Poder Público aposenta um servidor, esse ato de 
aposentar é feito através de um poder vinculado, poder este 
inteiramente previsto na lei. O particular que pretende edificar, tem 
que ter a planta aprovada pelo arquiteto. Este age em conformidade 
com a lei. E essa conformidade com a lei nada mais é do que o 
exercício de um poder vinculado; 
2) Poder Discricionário -> na prática do poder discricionário, o 
Administrador vai exercer sua função com certa margem de 
liberdade, diante de cada caso concreto e segundo critérios 
subjetivos próprios, a fim de realizar os objetivos do ordenamento 
legal. 
Já no poder vinculado, como já vimos, vai exercê-lo inteiramente 
regrado, inteiramente previsto na lei. No poder discricionário, a 
própria lei vai oferecer certa margem de liberdade ao administrador. 
São elementos do poder discricionário o agente competente, 
a forma prevista em lei e a finalidade pública, tal como ocorre num 
ato jurídico. 
No exercício do Poder Vinculado se produz ato administrativo 
vinculado, onde o objeto é a mensagem jurídica, é o que altera a 
ordem jurídica. 
Na demissão por abandono de cargo, o agente competente pode 
ser o Prefeito; a forma, é a demissão por decreto; a finalidade é que 
a demissão é para o aperfeiçoamento do serviço público. Trata-se 
de um ato regrado produzido no exercício do poder vinculado. No 
poder discricionário, o agente, a forma e a finalidade estão previstos 
na lei, menos o objeto e o motivo, que embora presentes, não estão 
regrados, pois, nestes residem a margem de liberdade do 
administrador, que fará uma reflexão de conveniência e 
oportunidade para a produção de uma solução. 
Muitas vezes o administrador tem que avaliar o custo-benefício de 
uma situação para saber se deve ou não utilizar o poder 
discricionário. Se todos os atos fossem vinculados, seria difícil a 
existência do ordenamento jurídico. 
Três são os fundamentos do poder discricionário: 
I- Intenção deliberada do legislador em dotar a Administração de 
certa liberdade para que possa decidir diante do caso concreto, 
tendo em conta a sua posição mais favorável para reconhecer 
diante da multiplicidade dos fatos administrativos, a melhor maneira 
de realização da finalidade legal. É o legislador que 
intencionalmente reservou este campo de liberdade. Atende muito 
melhor o interesse da coletividade do que a lei, em relação a 
realidade local; 
II- Impossibilidade material do legislador prever todas as situações 
fazendo com que a regulação seja mais flexível para possibilitar a 
maior e melhor solução dos acontecimentos sociais; 
III- Inviabilidade jurídica de suprimir-se a discricionariedade no 
regime de poder tripartido, porque o legislador para evitá-la teria de 
afastar-se da abstração que é própria das leis e acabaria invadindo 
o campo de individualização que não lhe é próprio por ser área 
administrativa. 
Se o legislador tivesse que prever tudo pela lei, a lei não seria esta 
norma abstrata. Como já vimos, a discricionariedade é uma marca 
do Executivo. Os administradores, com certa margem de 
subjetivismo, vão dar a solução para cada caso concreto. Por 
exemplo, as ruas, avenidas , praças e calçadas são bens comuns 
que têm uma utilização comum que é institucional. 
O Poder Público, com discricionariedade, avaliando o interesse 
coletivo, num dado momento pode autorizar a colocação de uma 
banca de frutas no meio da praça. Ele discricionariamente permite 
isso porque entendeu que naquele determinado momento era 
importante para a coletividade que assim se fizesse acontecer. 
Essa atividade discricionária partiu do agente competente, com 
forma legal para atingir aquela finalidade pública. 
O motivo e o objeto, embora presentes, não estavam previstos na 
lei, o que permitiu que o administrador pudesse refletir o que devia 
ser feito. 
O juiz não poderá mandar retirar a banca de frutas da praça, ainda 
que ele entenda que a Administração não foi feliz na adoção de tal 
critério. A Administração só sacrifica o bem particular se há 
interesse coletivo. Se há abuso de poder, ultrapassa-se da 
discricionariedade para a arbitrariedade. 
Torna-se importante dizer que se a discricionariedade preencher 
todos os requisitos legais, nem mesmo o Poder Judiciário pode 
revisar os atos ou substituir o critério do Administrador Público. 
Existem algumas limitações quanto ao uso do poder discricionário. 
Externamente, tais limitações localizam-se no ordenamento jurídico 
e internamente, nas exigências do bem comum e da moralidade 
administrativa. Se a atividade se afastar dessas situações, gerando 
atos com excesso de poder, a Administração pode revisar esses 
atos para conformizá-los com a lei ou serão anulados pelo 
Judiciário. O comportamento do administrador leva em 
consideração o bom senso, o senso de justiça, 
a proporcionalidade e arazoabilidade. 
Se uma empresa, num dado momento, passa a produzir gêneros 
alimentícios perecíveis que não são de boa qualidade, ela poderá 
ser lacrada ou essas mercadorias poderão simplesmente ser 
recolhidas. Mas, se era suficiente recolher e o administrador lacrou, 
não foi um ato razoável. No entanto, se o sistema de refrigeração 
da empresa estava quebrado, a lacração foi apropriada. 
3) Poder Hierárquico -> a Administração Pública tem um modelo 
de estrutura hierarquizada, simbolizada por alguns como trapézio, e 
por outros, como pirâmide, cuja base comporta um determinado 
número de integrantes que vai diminuindo até o vértice. 
Esta estrutura representa os órgãos públicos, espalhados por toda a 
Administração. Eles têm suas hierarquias. 
Os Poderes Legislativo e Judiciário não apresentam hierarquias 
senão para o seu funcionamento. Esta hierarquia é própria da 
Administração. 
Poder hierárquico é aquele utilizado pelo Executivo para distribuir 
e escalonar as funções de seus órgãos e