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Byanca Rodrigues Alves Batista- 8º P MED UNISL 2022.2 Anestesiologia- Dra. Sthephane Azevedo · Controle da Dor A dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial- Associação Internacional do Estudo da Dor. O limiar de dor é diferente de pessoa para pessoa. Consequências: Gerais- menor qualidade de vida, piora do estado geral e aumento do uso dos serviços de saúde. Físicas e funcionais; Disfunção de sono; Distúrbios de apetite; Perda de peso; Déficit cognitivo; Limitação nas atividades diárias (principalmente em dor crônica); Psicossocial- depressão, suicídio, ansiedade, isolamento social; Avaliação da dor: Unidimensionais: VAS- escala analógica visual (você ver que o paciente está com dor, fáceis de dor, posição antálgica) ENV- escala numérica verbal (numerar a intensidade da dor em escala de 0 a 10) Adjetival- Multidimensionais: McGill e seus derivados Investigação da dor: História; localização; qualidade, severidade, duração, fatores de exacerbação e alívio; tratamentos realizados (qual medicamento e em que dose utilizou?); impacto na mobilidade; impacto no sono, no apetite, no humor, na vida social; choro; agitação; inquietude; gemidos (principalmente em crianças que não conseguem quantificar a dor); mudanças de atividade e apetite (alguns não comem porque sentem dor) e irritabilidade. Vias da dor: O corno posterior da medula é responsável pela via da dor (é a porção sensitiva)! Tipos de dor: Dor nociceptiva- dor aguda, acontece numa lesão tecidual Dor neuropática- dor crônica, associada a lesão nervosa. Dor mista- tem componente das duas, lesão tecidual e de nervo. Geralmente está associada com parestesia ou dormência. Tipo de dor: Aguda- resolve em dias, geralmente nociceptiva. Crônica- duração indeterminada, geralmente neuropática por lesão nervosa. Vai além de 4 semanas. Tratamento: Medicamentos; terapia física, psicossocial (explicar como vai ser realizada a cirurgia e a dor que pode sentir, pois ele já vai preparado) e educacional e terapias complementares (ablação, injeção intratecal de medicamentos, geralmente para quem apresenta dor crônica). Escala analgésica da OMS: 1- fraca 2- moderada 3- intensa OBS: em pós-cirúrgico o paciente que tem dor não consegue deambular, não consegue respirar direito e faz fisioterapia. Então o cuidado com a analgesia evita complicações no sistema respiratório, cardiovascular (a dor aumenta a hipertensão, infarto tipo 2) e evita a morte! Medicamentos: 1. Paracetamol: é um analgésico não opióide, dose máxima 4g/dia e risco de hepatotoxicidade (hepatite fulminante, não é a 1º opção, a 1º é dipirona); 2. AINES: Uso por curto período, todos com dose máxima, risco de sangramento digestivo (HDA), risco de lesão renal e disfunção plaquetária; ex: em paciente com risco potencial de sangramento como os grandes queimados, não faz o AINES, faz tenoxicam, cetoprofeno e diclofenaco. OBS:Em idosos, ter cuidado! 3. Opióides: agem nos receptores, usado para dor nociceptiva e dor neuropática. Idosos são mais sensíveis a sua analgesia. Fracos- tramadol, codeína; moderado: morfina (disponível VO- sublingual, comprimido e líquido, EV, tópico, intratecal, epidural e retal; Metabolismo hepático e excreção renal e não dialisável- se no 3º dia sem sedação o paciente não acordou e o paciente é dialítico ele só vai acordar depois que conseguir dialisar. Por isso não pode fazer morfina em paciente dialisável); fortes: fentanil (sem metabólitos ativos, não dialisável, idosos são + sensíveis aos efeitos, usado mais em IOT de sequência rápida). A escolha do opióide depende da via de administração disponível e da necessidade de ser intermitente ou contínuo. Início de ação: Oral: 60-90 min pra começar a fazer efeito; Endovenoso: 6-10min; Intramuscular: 30min. Efeitos colaterais: constipação, depressão do SNC- sedação, prurido e delirium. OBS: paciente com íleo paralítico não vai ficar tomando tramal, pois um dos efeitos colaterais é a constipação! 4. Antidepressivos Tricíclicos: evitar, preferir a nortriptilina; usar com cuidado duloxetina, sertralina, venlafaxina e fluoxetina. 5. Anticonvulsivantes: Gabapentina- pode dar sedação e edema periférico; Pregabalina, Carbamazepina (risco de pancitopenia) image2.png image1.png image5.png image3.png image4.png