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Sumário 
 
INTRODUÇÃO À AVALIAÇÃO NUTRICIONAL ..................................................... 4 
ESTADO NUTRICIONAL ............................................................................................ 4 
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL ............................................................. 5 
INQUÉRITOS ALIMENTARES ................................................................................... 8 
RECORDATÓRIO DE 24 HORAS ............................................................................... 9 
REGISTRO ALIMENTAR ............................................................................................ 9 
FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR ......................................................... 11 
AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG) ........................................................... 12 
ANTROPOMETRIA .................................................................................................... 15 
PESO CORPORAL ...................................................................................................... 16 
PESO TEÓRICO OU IDEAL (PT) .............................................................................. 17 
ESTATURA.................................................................................................................. 25 
ALTURA DO JOELHO ............................................................................................... 28 
EXTENSÃO DOS BRAÇOS ....................................................................................... 29 
ESTATURA RECUMBENTE ..................................................................................... 29 
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL ............................................................................. 30 
ALTERAÇÕES ............................................................................................................ 31 
ALTERAÇÃO DE PESO - ASG .................................................................................. 31 
ALTERAÇÃO DA INGESTÃO ALIMENTAR - ASG............................................... 31 
CAPACIDADE FUNCIONAL - ASG ......................................................................... 32 
EXAME FÍSICO........................................................................................................... 32 
MODELO DE AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL ............................................... 34 
COMPOSIÇÃO CORPORAL ...................................................................................... 36 
 
 
MÉTODOS DIRETOS ................................................................................................. 37 
MÉTODOS INDIRETOS ............................................................................................. 37 
MÉTODOS DUPLAMENTE INDIRETOS ................................................................. 39 
BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA .................................................................................. 52 
 
 
 
4 
 
INTRODUÇÃO À AVALIAÇÃO NUTRICIONAL 
 
ESTADO NUTRICIONAL 
 
 Definição: “Condição de saúde de um indivíduo, influenciada pelo consumo de 
nutrientes, identificada pela correlação de informações obtidas de estudos físicos, 
bioquímicos, clínicos e dietéticos” (VASCONCELOS, 2000, p. 67-81). 
O estado nutricional de um indivíduo é o equilíbrio entre a ingestão e a 
necessidade de nutrientes influenciados por diversos fatores, dentre eles: condições 
econômicas, comportamento alimentar, influências culturais, alteração do apetite, 
capacidade de consumir e absorver nutrientes adequadamente, estresse fisiológico, 
processos crônicos ou agudos de doenças, crescimento, gravidez e estresse psicológico. 
 
 
 
O consumo adequado e suficiente de nutrientes promove o crescimento e 
desenvolvimento, atendendo as necessidades diárias do organismo e prevenindo 
possíveis agravos à saúde. Dessa forma, a avaliação do estado nutricional tem como 
objetivo identificar os pacientes em risco nutricional, promover suporte nutricional 
adequado e monitorar sua evolução. 
Em pacientes hospitalizados observa-se aproximadamente de 19% a 80% d’e 
 
5 
 
desnutrição proteico-calórica. Indivíduos que apresentaram desnutrição após a admissão 
hospitalar e/ou pacientes inicialmente desnutridos podem apresentar piora do seu estado 
nutricional durante o período de hospitalização. Dessa forma, torna-se necessário 
estabelecer o diagnóstico nutricional de indivíduos em decorrência da associação da 
desnutrição e complicações à saúde. 
O método para a avaliação do estado nutricional é realizado por meio da 
avaliação nutricional, que utiliza técnicas apropriadas de antropometria, anamnese 
alimentar, história clínica, parâmetros bioquímicos e dados psicossociais. 
A avaliação nutricional é uma importante ferramenta para determinar a presença 
de fatores, condições ou diagnósticos que possam afetar o estado nutricional do 
indivíduo. 
Dessa forma, são fatores determinantes do Estado Nutricional: 
 
» Fatores econômicos (renda, acesso); 
» Fatores sociais (hábitos, modismos, estéticos, mídia, colegas, etc.); 
» Fatores culturais (descendência, costumes); 
» Fatores religiosos (mitos, tabus, crenças); 
» Fatores psicológicos (necessidade, prazer, desconforto, insegurança); 
» Fatores fisiopatológicos. 
 
 
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL 
 
Segundo Christakis (1973), a Avaliação do Estado Nutricional é a condição de 
saúde de um indivíduo, influenciada pelo consumo e utilização de nutrientes, 
identificada pela correlação de informações obtidas de estudos físicos, bioquímicos, 
clínicos e dietéticos. A definição de Avaliação do Estado Nutricional pela “American 
Dietetic Council” é uma abordagem completa realizada pelo nutricionista para 
determinar o estado nutricional utilizando histórico médico, social, nutricional, exame 
físico, medidas antropométricas e dados bioquímicos. 
A avaliação do estado nutricional tem como objetivo identificar os distúrbios 
nutricionais possibilitando realizar uma intervenção de forma a auxiliar na recuperação 
e/ou manutenção do estado de saúde do indivíduo por meio da coleta de dados clínicos, 
dietéticos, bioquímicos e da composição corpórea, com a finalidade de identificar e 
 
6 
 
tratar as alterações do estado nutricional. 
Como parâmetro isolado não classifica o estado nutricional geral de um 
indivíduo, sendo necessária a associação de vários indicadores para melhorar a precisão 
do diagnóstico nutricional. 
A avaliação nutricional tem como objetivo: 
1. Identificar indivíduos que necessitem de apoio nutricional intenso; 
2. Recuperar ou manter o estado nutricional do indivíduo; 
3. Identificar a terapia nutricional adequada; 
4. Monitorar a eficácia da terapia aplicada. 
 
A Avaliação Nutricional é realizada por meio de métodos diretos e indiretos, que 
são complementares entre si e não há um único que possa ser considerado completo por 
si só, por isso devem ser interpretados conjuntamente. 
Os métodos utilizados para a realização da avaliação nutricional são os métodos 
diretos e métodos indiretos. Os métodos diretos são aqueles que exploram as 
manifestações biológicas do organismo humano, por meio de análises antropométricas, 
bioquímicas e clínicas. Os métodos indiretos são aqueles que poderão ser determinantes 
da situação de nutrição e alimentação dos indivíduos, por meio de dados de consumo 
alimentar, estatísticas vitais e socioeconômicas. A tabela mostra os métodos de 
avaliação nutricional. 
 
TABELA - MÉTODOS DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL 
 
 MÉTODOS DIRETOS MÉTODOS INDIRETOS 
Anamnese Alimentar Inquérito de Consumo Alimentar 
Dados Antropométricos Estudos Demográficos 
Exame Físico Inquéritos socioeconômicos e culturais 
 Dados BioquímicosA avaliação do estado nutricional é realizada por meio da Anamnese 
Alimentar, uma ficha utilizada para coletar informações importantes relativas ao 
 
7 
 
indivíduo que está sendo avaliado. 
A Anamnese Alimentar abrange três etapas: 
• História Social; 
• História Clínica; 
• História Dietética. 
 
História Social 
 
 Devem ser investigados os aspectos importantes que podem afetar a aderência 
ao tratamento. Na História Social deve conter: 
• Nome completo do paciente; 
• Idade e Sexo; 
• Estado Civil; 
• Profissão ou Ocupação; 
• Número de componentes na família, tipo de moradia, 
renda familiar; 
• Vícios, como drogas, álcool (etilismo) e fumo 
(tabagismo); 
• Atividade Física (tipo, frequência e duração). 
 
 História Clínica 
 
 A história clínica deve obter informações necessárias para diagnosticar e 
realizar o tratamento. Os componentes da história clínica são: 
» História da doença atual (queixa principal); 
» Perda ou ganho de peso recente; 
» Hábito intestinal e diurese; 
» Sinais de doenças gastrintestinais (náuseas, vômito, etc.); 
» Saúde bucal; 
» Fatores que limitam a ingestão de nutrientes (odinofagia, disfagia, anorexia, 
etc.); 
» Uso de medicamentos; 
» Antecedentes médicos (número de cirurgias, doenças crônicas). 
 
8 
 
 
História Dietética 
 
A história dietética é utilizada para identificar o padrão de ingestão alimentar do 
indivíduo, sendo composta por: 
» Hábito alimentar (frequência, tipo, horário, quantidade, etc.); 
» Alimentos prediletos, alimentos excluídos; 
 » Alergias, aversões e intolerâncias alimentares; 
» Ingestão hídrica; 
» Local em que se realizam as refeições (restaurante, casa). 
 
A técnica mais conhecida é o “Recordatório de 24 horas”, método qualitativo 
que investiga tudo o que o paciente consumiu em um período de 24 horas. 
 
INQUÉRITOS ALIMENTARES 
 
 São vários os métodos utilizados para avaliar o consumo alimentar em um 
período estabelecido. Os métodos para avaliação do consumo alimentar são 
classificados em 
Quantitativos e Qualitativos. 
Possibilitam relacionar a dieta ao estado nutricional do indivíduo e pode ser o 
primeiro passo para identificar deficiências nutricionais. 
» Métodos Quantitativos permitem conhecer quantidade de macronutrientes, 
micronutrientes e calorias ingeridas pelo indivíduo. 
» Métodos Qualitativos permitem conhecer o hábito alimentar do indivíduo. 
 
A escolha do método dependerá de recursos disponíveis, do objetivo do 
entrevistador, população alvo, dentre outros. 
O entrevistador deve ter cautela quanto a dois fatores importantes durante a 
aplicação do inquérito alimentar: 
 
1º Indução da resposta pelo entrevistador. O entrevistador não deve influenciar 
na resposta do indivíduo entrevistado. Dessa forma, o entrevistador deve realizar 
 
9 
 
questionamentos diretos, sem expor sua opinião ao entrevistado. 
 
2º Super ou subestimação de ingestão de alimentos. O entrevistado pode omitir 
ou ressaltar alimentos conhecidos como “ruins” e ‘bons”. Dessa forma, é importante 
observar contradição na resposta e, depois, refazer a pergunta. 
 
RECORDATÓRIO DE 24 HORAS 
 
Nesse método o indivíduo é questionado sobre todos os alimentos ingeridos em 
um período de 24 horas, geralmente avalia-se o dia anterior ao inquérito. 
É importante registrar o tipo e quantidade de cada alimento ingerido, bebidas 
ingeridas durante todo o período e horário em que foram realizadas. 
Segundo Duarte (2007, p. 65), para facilitar as respostas do indivíduo, é 
aconselhado iniciar os questionamentos pela última refeição e terminar pela primeira 
refeição realizada nesse período. 
TABELA 
FONTE: Cuppari, 2005. 
 
REGISTRO ALIMENTAR 
Vantagens Desvantagens 
Fácil e rápido de ser aplicado Depende da memória 
Baixo custo 
Requer treinamento do investigador para evitar 
indução 
Quando realizado em série, fornece 
estimativas da ingestão usual do 
indivíduo 
 A ingestão prévia das últimas 24 horas pode 
ser atípica 
Não altera a dieta usual Bebidas e lanches tendem a ser omitidos 
Pode ser utilizado em grupos de baixo 
nível de escolaridade 
 Não fornece dados quantitativos precisos 
sobre a ingestão de nutrientes 
Pode ser usado para estimar o valor 
energético total da dieta e a ingestão de 
macronutrientes 
 Não reflete as diferenças entre a ingestão de 
dias da semana e o final de semana 
- Pode ocorrer sub ou superestimação 
 
10 
 
 
Esse método é utilizado para registrar todos os alimentos e bebidas consumidas 
em um período estabelecido pelo entrevistador. O registro é realizado pelo próprio 
indivíduo. Quando o registro é realizado por criança e indivíduo impossibilitado de 
escrever, a mãe ou responsável faz a anotação do consumo de alimentos. 
O tempo para realizar o registro varia de três a cinco dias, sendo o mais comum 
o registro alimentar de três dias. O indivíduo deve realizar o registro alimentar de pelo 
menos um dia no final de semana, por ser um dia atípico. 
O registro alimentar pode ser realizado de duas maneiras: 
 
TABELA 
 
FONTE: Cuppari, 2005. 
 
1ª Por meio da estimativa de consumo de alimentos. O indivíduo estimará em 
medidas caseiras as quantidades consumidas em cada refeição durante o dia. 
2ª Por meio da quantificação exata das quantidades consumidas durante o dia, 
por meio de pesagem em balança. 
 
 
 
Vantagens Desvantagens 
Não depende da memória Pode interferir no padrão alimentar 
Proporciona maior acurácia e precisão 
quantitativa dos alimentos 
 Requer tempo 
Identifica tipos de alimentos e preparações 
consumidos e horários das refeições 
 Exige que o indivíduo saiba ler e escrever 
- A subestimação é comum 
- Exige alto nível de motivação e colaboração 
- 
Apresenta dificuldade para estimar a 
quantidade ingerida 
 
11 
 
 
 
FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR 
 
 Esse método permite avaliar o indivíduo conforme o consumo usual de 
alimentos ou nutrientes. O questionário é realizado utilizando uma lista de alimentos 
predefinidos baseada nos grupos alimentares com espaço para inclusão de alimentos. A 
lista de alimentos pode sofrer alterações considerando o objetivo do estudo proposto 
pelo entrevistador. 
A utilização de frequência semanal (1 vez/semana, 2 a 3 vezes/semana), 
minimiza erros de aferição desse método. 
O inquérito dietético permite identificar deficiências de nutrientes e hábitos 
alimentares do indivíduo. Não existe um método de avaliação dietética ideal, os fatores 
determinantes para a escolha do método dependerá do propósito a ser estudado e a partir 
disso obter melhores resultados. 
TABELA 
 
FONTE: Cuppari, 2005. 
Vantagens Desvantagens 
Pode ser autoadministrado ou utilizado por 
outros profissionais 
 Não fornece informações sobre a quantidade 
consumida 
Baixo custo 
Não é possível saber sobre a hora ou 
circunstância em que o alimento foi consumido 
Rápido 
Listas complicadas para a população geral 
podem não ser úteis para grupos com diferentes 
padrões alimentares 
Pode descrever padrões de ingestão 
alimentar 
 Bebidas e lanches tendem a ser omitidos 
Gera resultados padronizados 
A análise fica difícil sem o uso de computadores 
e programas especiais 
Pode ser utilizado para estudar a associação 
de alimentos ou nutrientes específicos com 
alguma doença 
 
- 
 
12 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG) 
 
 Inicialmente, a ASG foi desenvolvida para avaliar clinicamente pacientes 
cirúrgicos, determinando moderado ou alto risco nutricional. Por apresentar boa 
correlação com morbidade pós-operatória, hoje, a avaliação é utilizada em diversas 
condições clínicas. 
A ASG é realizada por meio de questões e baseada na história clínica e no 
exame físico do paciente. 
 
1 ª Questão: Alteração de peso 
Verificarde que maneira ocorreu a perda de peso: contínua, em um período de 
seis meses ou intermitente, com períodos de recuperação. A percepção por parte dos 
familiares desta perda de peso é importante para confirmação dos dados obtidos com o 
paciente. O acúmulo ou perda de líquido não deve ser considerado como mudança real 
no peso corporal. 
 
2ª Questão: Alteração da ingestão alimentar 
Classificar se ocorreu alteração na ingestão alimentar e qual a severidade e 
duração da mudança. Caso tenha havido alteração, avaliar a duração (em semanas) e o 
tipo de modificação da ingestão alimentar. A modificação pode ser classificada em 
quantitativa, em que ocorre diminuição da quantidade de alimentos ingerida, ou no tipo 
da dieta (de sólida para líquida, normocalórica, hipocalórica e até mesmo o jejum). 
Quanto mais severa a redução, ou quanto mais longa a duração do declínio da ingestão 
alimentar, mais próximo da desnutrição grave o paciente deve ser classificado. 
 
3ª Questão: Presença de sintomas gastrintestinais significativos 
Serão classificados como significativos caso ocorram diariamente em um 
período de duas semanas. 
A diarreia será caracterizada como sintoma significativo caso haja três 
evacuações líquidas diárias. 
 
13 
 
A hiporexia (menos apetite que o normal) ou mesmo a anorexia (ausência de 
apetite) somente será significativa uma vez que apresente modificações quantitativas ou 
do tipo de alimentação. 
 
4º Questão: Capacidade funcional do paciente 
Avalia modificações ocorridas em conjunto com as alterações dietéticas e 
antropométricas. A perda de peso sem modificações funcionais representa um melhor 
prognóstico nutricional. 
A modificação será leve caso o paciente relate apenas maior cansaço ou grau de 
dificuldade para exercer as atividades cotidianas normais. Moderada, se o paciente se 
vir restrito ao ambiente domiciliar, com suas atividades cotidianas interrompidas e 
necessite permanecer sentado a maior parte do tempo. Grave se o paciente permanecer 
acamado na maior parte do tempo. 
 
5ª Questão: Exame físico 
É utilizado para avaliar a perda de gordura, massa muscular e a presença de 
líquidos. 
O exame físico deve ser feito de maneira objetiva utilizando a inspeção e 
palpação. 
A perda de gordura é classificada: 
Ausência de alteração 0; 
Alterações: 
Leves +, Moderadas ++ e Graves +++ 
Verifica-se perda de gordura subcutânea nas seguintes regiões: 
 
Tríceps 
Observar sobra de pele sobre o braço. 
A palpação da região do tríceps e bíceps fornece dados sobre a intensidade da 
perda de gordura. Visualizar os tendões do músculo tricipital representa importante 
perda de gordura subcutânea. 
Nos idosos a inspeção da sobra da pele deve ser completada pela palpação, a fim 
de não se confundir a perda da elasticidade cutânea com a perda de gordura subcutânea, 
sentindo por meio da palpação do tecido adiposo. 
 
14 
 
 
Linha média axilar no nível das últimas costelas 
Visualizar os arcos costais ou a palpação da dobra cutânea nesta região dá sinais 
de perda significativa de gordura. 
 
Ombro 
A aparência retangular dos ombros em virtude da visualização da clavícula é 
sinal de perda significativa de gordura, como também da musculatura da região. 
Posicione os braços do paciente para baixo, ao lado do corpo. 
Deve ser possível pinçar o tecido muscular da junção do ombro. 
 
Quadríceps 
Embora não seja tão sensível quanto os grupos musculares da parte superior do 
corpo, ele também pode ser examinado para avaliar a deterioração muscular. 
 Posicionar o paciente sentado, pinçar o quadríceps para diferenciar tecido 
muscular do gorduroso. Na palpação deve-se avaliar o volume da massa muscular assim 
como o seu tônus. A perda do tônus muscular pode ser trazida pela sensação de 
empastamento da musculatura (* importante excluir os fatores comuns que levam à 
atrofia muscular, como as alterações neurológicas). 
 
Têmporas 
Para visualizar este músculo, vire a cabeça do paciente para o lado (em alguns 
casos, esta região é mais bem observada de frente). 
 
Região interna da perna: 
Observar o grau de definhamento destes músculos e se houve perda ao redor dos 
joelhos. 
 
Edema 
A presença de líquido no espaço extravascular é avaliada pela presença 
de edema na região do tornozelo e na região sacral, para aqueles que 
permanecem a maior parte do tempo acamado. Quanto maior o cacifo, maior 
será o edema. 
 
 
15 
 
Após obtenção de todas as informações necessárias, o paciente será classificado 
em: 
A. bem nutrido; 
B. moderadamente desnutrido ou com suspeita de desnutrição; 
C. gravemente desnutrido. 
 
 
A ASG é um método de fácil execução e pode ser realizado por todos os 
profissionais da equipe multidisciplinar. Ao mesclar informações sobre alterações de 
peso, ingestão alimentar, sintomas gastrintestinais, ser indicador de pacientes que 
possam sofrer maior risco de complicações associados ao estado nutricional, a ASG 
pode ser classificada como um instrumento tanto prognóstico quanto diagnóstico. 
 
 
ANTROPOMETRIA 
 
 Antropometria é a medida das dimensões corpóreas. As medidas 
antropométricas mais empregadas na avaliação do estado nutricional são: peso, altura, 
circunferências (braço e cintura) e dobras cutâneas (tríceps, bíceps, subescapular, 
suprailíaca). 
Constitui-se em um método de investigação científica em nutrição que se ocupa 
da medição das variações nas dimensões físicas e na composição global do corpo 
humano em 19 diferentes idades e em distintos graus de nutrição. A antropometria 
apresenta as seguintes vantagens: método não invasivo, de fácil execução, baixo custo, 
simples e alta confiabilidade. No entanto, pode sofrer algumas interferências em 
situações limítrofes do estado nutricional, na presença de ascite ou edema. 
A interpretação das medidas antropométricas exige o uso de padrões de 
referência e de pontos de corte definidos, distinguindo os que necessitam e os que não 
necessitam de intervenção, permitindo ainda discriminar níveis de malnutrição. 
Por meio das medidas antropométricas pode-se estimar massa corporal total 
expressada pelo peso, massa corporal gordurosa expressada pelas dobras cutâneas e a 
massa corporal proteica expressada pela circunferência e área muscular do braço. 
 
 
16 
 
PESO CORPORAL 
 
O peso é a soma dos componentes corpóreos e reflete o equilíbrio das reservas 
totais de energia do corpo. Mudanças no peso refletem alterações no equilíbrio entre 
ingestão e consumo de nutriente. 
 
Pesando crianças maiores de 2 anos e adultos: 
 
- Após o calibramento da balança (nivelamento da agulha do braço e do fiel), ela 
deve ser travada e só então a criança/adulto subirá na plataforma para ser feita a 
pesagem; 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 21 de Jun.2013. 
 
- Posicionar a criança/adulto de costas para a balança, descalço, com o 
mínimo de roupa possível, no centro do equipamento; 
- Mantê-lo ereto, com os pés juntos e os braços estendidos ao longo do 
corpo; 
 
 
 
17 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 21 de Jun.2013. 
 
- Destravar a balança e mover os cursores sobre a escala numérica: primeiro, o 
maior para os quilos; depois, o menor para os gramas; 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 21 de Jun.2013. 
 
 - Assim que a agulha do braço e o fiel estiverem nivelados, travar a balança 
novamente e realizar a leitura de frente para o equipamento. 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 21 de Jun.2013. 
 
 O peso corpóreo pode ser medido por três formas: peso teórico ou ideal, peso 
habitual ou usual e peso atual. A seguir, veremos como é realizado o cálculo do peso 
corporal por meio desses três tipos citados anteriormente. 
 
PESO TEÓRICO OU IDEAL (PT) 
 
 
É aquele peso que o indivíduo deveria ter de acordo com sexo, altura e estrutura 
 
 
 
18PESO EM RELAÇÃO AO TEMPO 
Tempo Perda significativa de peso (%) Perda grave de peso (%) 
 
Perda de Peso (%) = (peso usual – peso atual) x100 
 peso usual 
 
25 
 
1 semana 1 a 2 >2 
1 mês 5 >5 
3 meses 7,5 >7,5 
6 meses 10 >10 
FONTE: Backbum, G.L.& Bistrian, B.R.,1977 apud Cuppari, 2005. 
 
ESTATURA 
 
 
Segundo Acunã e Cruz (2004), a estatura representa o maior indicador do 
tamanho corporal e do comprimento dos ossos. Pode ser utilizada em associação ao 
peso corporal para compor o Índice de Massa Corporal. É medida utilizando-se o 
estadiômetro. 
 
Medindo crianças maiores de 2 anos e adultos: 
 
- Descrever as partes do equipamento: parte móvel, escala numérica, ponto 
para leitura das medidas. 
- Enfatizar a importância do antropômetro: 
* Estar fixado numa parede lisa e sem rodapé; 
* Estar posicionado numa distância correta do chão, de modo a garantir 
uma leitura fidedigna da estatura. 
 
 
26 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 
 
Posicionar a criança/adulto, descalço, no centro do equipamento, com a cabeça 
livre de adereços; ele deve se manter: 
- De pé, ereto, com os braços estendidos ao longo do corpo, a cabeça erguida, 
olhando para um ponto fixo na altura dos olhos (1° passo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 
 
 
- Calcanhares, ombros e nádegas em contato com o antropômetro e parede (2° 
 
27 
 
passo). 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 
 
- Ossos internos dos calcanhares devem se tocar, bem como a parte interna de 
ambos os joelhos; os 
pés unidos mostram um 
ângulo reto com as pernas (3° 
passo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 
 
- Abaixar a parte móvel do equipamento, fixando-a contra a cabeça, com pressão 
 
28 
 
suficiente para comprimir o cabelo. Retirar a criança/adulto, quando tiver certeza de que 
o mesmo não se moveu (4° passo). 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 
 
 
- Realizar a leitura da estatura, sem soltar a parte móvel do equipamento (5° 
passo) e anotar o resultado na ficha da Vigilância Alimentar e Nutricional/prontuário 
(6° passo). 
 
 
FONTE: http://goo.gl/VDedb. 
 
Alguns métodos alternativos são utilizados para estimar a altura de indivíduos 
impossibilitados de utilizar o método convencional. Dentre eles, são utilizadas a altura 
do joelho, a extensão dos braços e a estatura recumbente. A seguir determinaremos a 
medida de cada um dos métodos de estimativa de altura. 
 
ALTURA DO JOELHO 
 
 Para a estimativa de estatura utiliza-se a altura do joelho (AJ), que com o 
paciente sentado com os pés apoiados no chão ou em posição supina, mede-se a altura 
do joelho em relação à altura do chão, a partir do ponto ósseo externo logo abaixo da 
rótula (cabeça da tíbia) até a superfície do chão. 
 
29 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: http://www.rxkinetics.com/height_estimate.html. 
 
A partir da AJ calcula-se o equivalente de estatura: 
 
*Altura do joelho em cm. 
 
 
EXTENSÃO DOS BRAÇOS 
 
Pode-se obter a estimativa de altura de duas formas: 
 
1ª - O paciente deverá estar sentado, em posição ereta, encostado em uma 
parede, com os braços estendidos no nível dos ombros; medir a distância entre as pontas 
dos dedos médios. Esta será a altura do paciente. 
 
2ª - Esta medida é utilizada para pacientes que possuem alguma deformidade em 
uma das extremidades ou presença de acesso venoso: com um dos braços estendido na 
altura do ombro, medir a distância da ponta do dedo médio até o esterno, multiplicar o 
valor obtido por 2, obtendo assim a altura estimada. 
 
ESTATURA RECUMBENTE 
 
 É utilizada nos casos em que o paciente não consegue dobrar o joelho para fazer 
a altura do joelho ou com incapacidade de movimento dos braços. 
 
FONTE: Chumlea, 1985 apud Cuppari, 2005. 
 
HOMENS = 64.19 - (0,04 x idade) + (2,02 x AJ) 
 
 
30 
 
Medida realizada com o indivíduo no leito. Posiciona-se o avaliado em posição 
supina, com o leito completamente na posição horizontal. Fazer marcas no lençol na 
altura do topo da cabeça e da base do pé e medir comprimento entre as marcas, 
utilizando fita métrica. 
 
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL 
 
 
O IMC ou Índice de Quetelet é o indicador simples de estado nutricional, obtido 
por meio da relação entre o peso (em quilos) e a altura (em metros) elevada ao 
quadrado. 
É considerado por diversos autores o melhor indicador de massa corporal no 
adulto, porém outros autores chamam atenção para três limitações do IMC: 
1. Relação com a proporcionalidade do corpo, pessoas com as pernas curtas 
para a sua altura terão IMC aumentado; 
2. Relação com a massa livre de gordura, especialmente em homens, pois 
atletas e indivíduos musculosos podem ter IMC na faixa da obesidade; 
3. Relação com a estatura, que, apesar de baixa, pode ser significativa, 
especialmente em menores de 15 anos. 
Em 1995, os pontos de corte do IMC foram modificados para emagrecimento e, 
em 1998, para obesidade, preconizando sua utilização tanto para diagnóstico de 
desnutrição quanto de obesidade. A classificação do estado nutricional segundo o IMC 
é, tabela: 
 
TABELA - CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL 
 
Classificação IMC (Kg/m2) 
Desnutrição Grave 40 
FONTE: OMS, 1998. 
 
A combinação entre peso e altura são as variáveis mais utilizadas em estudos 
epidemiológicos, no entanto não distingue massa muscular de adiposidade, sendo 
necessária a utilização de métodos complementares para a determinação do diagnóstico 
nutricional. 
 
ALTERAÇÕES 
 
 ALTERAÇÃO DE PESO - ASG 
 
TABELA - CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL A PARTIR DA 
PERDA DE PESO 
 
 
ALTERAÇÃO DA INGESTÃO ALIMENTAR - ASG 
 
 TABELA - CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL A PARTIR DA 
INGESTÃO ALIMENTAR 
 
Estado 
Nutricional 
Eutrófico Desnutrição 
leve/moderada 
Desnutrição grave 
Categoria A- (perda de peso não 
significativa). 
B- (perda de peso 
potencialmente 
significativa). 
C -(perda de peso 
significativa). 
Parâmetros *Perda 
10% nos últimos 6 
meses, porém com 
ganho durante o último 
mês. 
*Perda de 5 a 10 % 
*Declínio de rápido 
peso e > 10%, 
porém com 
recuperação 
evidente. 
*Perda > 10% 
*Declínio grave, rápido 
e contínuo, 
principalmente no mês 
anterior e, sem sinais 
de recuperação. 
 
32 
 
Estado 
Nutricional 
Eutrófico Desnutrição 
leve/moderada 
Desnutrição grave 
Categoria A B 
 
C 
Parâmetros • Ingestão 
alimentar boa. 
 
• Melhorando a 
ingestão. 
• Redução 
moderada na 
ingestão, sem 
melhora aparente. 
 
• Consumo de 
dieta líquida 
exclusiva 
• Redução severa 
na ingestão e em declínio 
 
• Jejum ou 
ingestão de líquidos 
hipocalóricos 
 
CAPACIDADE FUNCIONAL - ASG 
 
 
TABELA - CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL A PARTIR DA 
CAPACIDADE FUNCIONAL 
 
 
EXAME FÍSICO 
 
TABELA - CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL A PARTIR DO 
EXAME FÍSICO 
Estado Nutricional Normal Desnutrição 
leve/moderada 
Desnutrição grave 
Estado 
Nutricional 
Normal Desnutrição 
leve/moderada 
Desnutrição grave 
Categoria A B C 
Parâmetros - Nenhuma perda 
de gordura 
subcutânea 
- Sinais de perda 
em algumas 
regiões 
- Perda grande de 
gordura subcutânea 
 
33 
 
Categoria A B C 
Músculos - Sem evidências de 
perda. 
- Sinais de perda em 
algumas regiões. 
- Sinais de perda 
severa em todas ou 
na maioria das 
regiões. 
Têmporas - Músculo aparente 
através da têmpora. 
 
- Depressão leve 
próxima às 
têmporas.- Depressão grande e 
profunda próxima às 
têmporas. 
 - Região reta e plana. 
Clavícula - H: a clavícula não é 
visível. 
- Difícil de 
distinguir. 
- Clavícula bastante 
proeminente. 
 - M: a clavícula 
visível. 
 
Ombros - Ombros redondos, 
especialmente na 
junção entre o 
pescoço e o ombro. 
- Embora os ombros 
não estejam 
quadrados, a 
protusão do acrômio 
pode estar evidente. 
- Ombros quadrados 
- A protusão do 
acrômio é bastante 
proeminente. 
Escápula - Escápula não 
proeminente. 
- Não existem 
depressões ao redor 
do osso. 
- Os músculos 
podem parecer 
definhados. 
- Pode haver 
depressões em todas 
as regiões ao redor 
do 
osso 
- Escápula visível 
- Perda evidente de 
tecidos nas 
depressões acima da 
escápula, entre estas 
e a articulação do 
ombro, e entre esta e 
a espinha dorsal. 
Costelas 
 
- As costelas não 
aparecem. 
- As costelas podem 
estar aparentes, mas 
as depressões não 
estão tão profundas. 
- As costelas estão 
muito aparentes. 
Dorso das mãos - H: músculo 
proeminente. 
- M: músculo 
 - A depressão é 
pequena. 
- Depressão 
profunda entre os 
dedos polegar e 
 
34 
 
normalmente plano. indicador. 
Quadríceps - Aparência normal. - Pouca redução. - Significativamente 
reduzido. 
Região interna da 
perna 
- Aparência normal 
ao redor dos joelhos. 
- Perda moderada ao 
redor dos joelhos. 
- Ossos dos joelhos 
protraídos. 
Panturrilha - Aparência normal. - Difícil de detectar. - Redução acentuada 
deste tecido. 
 
 
MODELO DE AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL 
 
35 
 
 
 
36 
 
Para a obtenção da massa magra, subtrai-se a gordura corpórea do peso total do 
indivíduo. 
 
 
COMPOSIÇÃO CORPORAL 
 
 A avaliação da composição corporal é realizada para quantificar os principais 
componentes do organismo humano: ossos, musculatura e gordura corporal. Dessa 
forma, indivíduos considerados com excesso de gordura por apresentarem elevado peso 
corporal 42 podem ser indivíduos com maior desenvolvimento muscular, como no caso 
dos atletas. 
A composição corpórea é dividida em dois grupos: massa magra (livre de 
gordura e constituída por proteínas, água intra e extracelular e conteúdo mineral ósseo) 
e massa gorda (gordura corpórea). Dessa forma, a análise dos compartimentos 
corpóreos possibilita compreender as modificações resultantes de alterações metabólicas 
e identificar riscos à saúde. 
 
FONTE: Cuppari, 2005 
 
Verifica-se a necessidade da utilização de estratégias que permitam a estimativa 
da quantidade deste componente corporal, a fim de identificar quais as reais 
necessidades dos indivíduos, pois nem sempre seus objetivos ou anseios coincidem com 
o que realmente precisam. Há várias técnicas para a determinação da composição 
corporal. Esses procedimentos de determinação podem ser classificados em métodos 
 
37 
 
diretos, indiretos e duplamente indiretos. 
 
 
MÉTODOS DIRETOS 
 
 São considerados os mais precisos para identificação dos componentes 
corporais, no entanto, envolvem procedimentos de dissecação de cadáveres sendo sua 
aplicabilidade inviável. 
 
 
MÉTODOS INDIRETOS 
 
Há vários métodos para aferição dos compartimentos corpóreos, entretanto, 
muitos apresentam custo elevado, requerem alta tecnologia e são métodos invasivos, 
tornando a sua aplicabilidade limitada. A seguir, discorreremos rapidamente sobre os 
métodos indiretos de alta tecnologia e logo após será apresentada a utilização dos dois 
métodos mais utilizados para avaliação da composição corporal. 
 
Pesagem Hidrostática 
 
 Esse método é realizado seguindo o princípio proposto por Arquimedes, à 
mensuração do volume corporal pode ser calculada por meio do deslocamento d’água. 
Dessa forma, buscase estimar o percentual de gordura corporal a partir da relação entre 
o peso corporal mensurado e o volume corporal (na água). O indivíduo é submerso em 
água com a ajuda de um equipamento específico. 
Mudanças na composição dos fluidos corpóreos interferem negativamente nos 
cálculos da massa magra. 
 
PESAGEM HIDROSTÁTICA 
 
38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Fitness & Performance Journal, setembro de 2009. 
 
 
Absorciometria Radiológica de Dupla Energia (DEXA) 
 
A quantidade de massa magra ou gorda do organismo é medida pelo 
densitômetro, que traduz para porcentagens as imagens obtidas por um tipo especial de 
raios X dos diferentes compartimentos do corpo: tecido ósseo, muscular, de gordura e 
fluidos. Seu uso é limitado para avaliação de pessoas muito magras (em que a proporção 
de ossos é maior em relação à de tecidos moles) ou com desnutrição crônica. 
 
ABSORCIOMETRIA RADIOLÓGICA DE DUPLA ENERGIA (DEXA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/kloKI. Acesso em: 01 de jul.2013. 
 
 
Pletismografia 
 
Determina o volume corporal medindo uma pequena câmara vazia e em 
condições isotérmicas e logo após mede-se o volume da câmara com o indivíduo em seu 
interior, avaliando-se o deslocamento de ar. 
 
Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética 
 
 
A Tomografia computadorizada apresenta alta precisão na configuração da 
massa tecidual e gordura corporal, principalmente na região abdominal. 
Por meio da emissão de radiação identifica-se o tecido adiposo total e 
subcutâneo do tecido muscular. Segue tabela com dados dos métodos indiretos não 
convencionais de avaliação nutricional. 
 
 
 
MÉTODOS DUPLAMENTE INDIRETOS 
 
 
São os métodos mais utilizados por apresentarem baixo custo, não serem 
invasivos e de fácil aplicabilidade, a Antropometria, por meio da utilização das 
circunferências corporais e dobras cutâneas e a Bioimpedância elétrica. 
Apesar de serem menos precisos do que os métodos indiretos possuem erros de 
estimativa de composição corporal aceitáveis. 
 
 
40 
 
Circunferências Corporais 
 
A distribuição da gordura corporal é considerada um indicador de risco à saúde, 
principalmente para considerar os riscos relacionados à obesidade A classificação do 
tipo de gordura corpórea é determinado de acordo com a sua distribuição, sendo elas do 
tipo androide e ginoide. Determina-se a distribuição corporal do tipo androide quando o 
tecido adiposo está concentrado na área abdominal. A classificação do tipo androide 
pode ser subdividida em gordura abdominal subcutânea e visceral. O acúmulo de 
gordura na região abdominal está relacionado ao aumento de risco de doenças 
cardiovasculares, principalmente pela gordura visceral (armazenada na cavidade 
abdominal ao redor dos principais órgãos) e alterações metabólicas como dislipidemias, 
diabetes tipo II, resistência à insulina e síndrome metabólica. A distribuição corpórea do 
tipo ginóide é determinada quando a concentração de tecido adiposo está localizada nos 
quadris, glúteos e coxas. 
 
OBESIDADE ANDROIDE E GINOIDE 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: 
. Acesso em: 28 set. 
2009. 
 
 
Para avaliar o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas, utiliza-se o 
indicador razão cintura-quadril (RCQ). 
 
Razão Cintura-Quadril 
 
 
 
41 
 
A razão cintura-quadril é o indicador mais utilizado para identificar o tipo de 
distribuição corpórea, sendo determinada pela seguinte equação: 
 
 
 
TABELA - RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS POR MEIO 
DA RAZÃO CINTURA-QUADRIL 
 
Risco de desenvolvimento de doenças 
 
Homens Mulheres 
> 1 0,85 
 
A utilização da medida da cintura isolada é muito comum para avaliar melhor o 
tecido 48 adiposo abdominal visceral quando comparado à razão cintura-quadril. Dessa 
forma, a medida da circunferência da cintura deve ser realizada com o indivíduo em pé, 
utilizando uma fita métrica que deve circundar o paciente no ponto médio entre a última 
costelae a crista ilíaca (aproximadamente dois dedos acima do umbigo), conforme 
mostra a Figura. 
 
MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA 
 
FONTE: Cuppari, 2005. 
 
 
 
RCQ = circunferência da cintura 
 circunferência do quadril 
 
42 
 
É importante ressaltar que pequenas diferenças na medida da cintura podem 
levar a interpretações errôneas, principalmente em obesos e idosos, por isso a técnica 
deve ser padronizada. 
Os dados mostrados na tabela são referentes à circunferência da cintura 
associados ao desenvolvimento de riscos relacionados à obesidade. 
 
TABELA - RISCO DE COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS À OBESIDADE 
Sexo Elevado Muito Elevado 
Homens ≥ 94 cm ≥ 102 cm 
Mulheres ≥ 80 cm ≥ 88 cm 
 
A medida da circunferência do quadril é realizada circundando a região de maior 
perímetro entre a cintura e a coxa (meio dos glúteos), conforme demonstrado na Figura. 
 
MEDIDA CIRCUNFERÊNCIA DO QUADRIL 
 
FONTE: Cuppari, 2005. 
 
Circunferência do Braço (CB) 
 
 Essa medida representa o somatório dos tecidos ósseo, muscular e gorduroso do 
braço. Para iniciar a aferição da circunferência do braço, deve-se localizar o “ponto 
médio do braço”. 
 
Técnica de aferição do ponto médio do braço: 
 
43 
 
 
O ponto médio do braço é obtido a partir da mensuração com uma fita métrica 
apropriada da distância do acrômio até o olécrano. O braço deve formar um ângulo de 
90º e deve estar flexionado em direção ao tórax. 
Após a localização do ponto médio, obtém a circunferência do braço. O braço 
deve ficar estendido ao longo do corpo com a palma da mão voltada para a coxa. Com a 
fita métrica, contornar o ponto marcado, evitando a compressão da pele, de forma que a 
medida fique 50 ajustada, conforme mostra a Figura. 
 
CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO 
 
FONTE: Cuppari, 2005. 
 
 O valor obtido poderá ser interpretado pelos valores de referência do NHANES 
I (National Health and Nutrition Examination Survey) demonstrados na tabela de 
percentis (FRISANCHO, 1990) e por meio da adequação da CB, sendo determinada 
pela equação abaixo: 
 
 
 
O estado nutricional é classificado de acordo com a tabela. 
 
TABELA - ESTADO NUTRICIONAL SEGUNDO A CIRCUNFERÊNCIA 
DO BRAÇO 
 
CB 
Desnutrição 
Grave 
Desnutrição 
Moderada 
Desnutrição 
Leve 
Eutrofia Sobrepeso Obesidade 
Adequação da CB (%) = CB obtida (cm) x 100 
 CB percentil 50 
 
44 
 
120% 
 
Circunferência Muscular do Braço - CMB 
 
Este parâmetro avalia a reserva de tecido muscular, no entanto, não corrige a 
área óssea. É obtida a partir dos valores da circunferência do braço e da prega cutânea 
tricipital por meio da equação: 
 
 
 
A adequação da CMB é realizada segundo fórmula abaixo e o estado nutricional 
classificado conforme a tabela. 
 
 
 TABELA - ESTADO NUTRICIONAL SEGUNDO A CIRCUNFERÊNCIA 
MUSCULAR DO BRAÇO 
 
CMB 
Desnutrição 
Grave 
Desnutrição 
Moderada 
Desnutrição 
Leve 
Eutrofia 
15 Percentil entre 5 e 15 Percentil . Acesso em: 28 set. 2009. 
 
 Há várias medidas de dobras cutâneas que podem ser utilizadas na avaliação 
antropométrica, dentre elas, as mais utilizadas são dobras cutâneas: bicipital, tricipital, 
subescapular e suprailíaca. 
As instruções citadas abaixo irão garantir a exatidão das medidas. 
 
Instruções gerais para aferição de dobras cutâneas: 
 
1. Identificar e marcar o local a ser aferido; 
2. Segurar a prega formada com os dedos polegar e indicador da mão 
esquerda caso seja destro) ou direita (caso seja canhoto) a 1 cm do ponto marcado; 
3. Pinçar a dobra exatamente no local marcado; 
4. Manter a dobra pressionada com os dedos durante a aferição; 
5. A leitura deve ser realizada no milímetro mais próximo, em segundos; 
6. As hastes do compasso estejam perpendiculares à superfície da pele no 
local da medida; 
7. Para melhor confiabilidade dos dados, as medidas devem ser coletadas 
de preferência em triplicata; 
8. Não realizar a aferição das dobras após exercício físico, pois o 
deslocamento de fluidos corporais em direção à pele tende a aumentar a espessura da 
dobra cutânea. 
 
Aferição das Dobras Cutâneas: 
 
LEITURA DO ADIPÔMETRO 
 
 
48 
 
 
FONTE: Flores, 2005. 
 
 
1. O ponteiro indicador “PA” (relógio maior) e “PB” (relógio menor) 
deverão estar sobre o número 0. 
2. O deslocamento do “PA” deverá ser no sentido horário e do “PB” no 
sentido antihorário. Todos em uma medida crescente. 
3. Cada divisão na escala de graduação “A” corresponde a 0,10 mm. 
4. Cada divisão na escala de graduação “B” corresponde a uma volta 
completa, ou seja, 10,0 mm. 
 
 
Dobra Cutânea Tricipital – DCT 
 
 
Utilizando o mesmo ponto médio para a circunferência do braço, separar 
levemente a dobra desprendendo-a do tecido muscular e pinçá-la formando um ângulo 
reto. O braço deve estar relaxado e solto ao lado do corpo. 
 
DOBRA CUTÂNEA TRICIPITAL 
 
49 
 
 
FONTE: http://goo.gl/sYcQt. 
 
Sua medida isolada é comparada ao padrão de referência de Frisancho (1981) 
conforme sexo e idade. A adequação da dobra cutânea tricipital é calculada de acordo 
com a fórmula: 
 
 
 
 
A classificação do estado nutricional é realizada conforme a tabela. 
 
TABELA - ESTADO NUTRICIONAL SEGUNDO A DOBRA CUTÂNEA 
TRICIPITAL 
 Desnutrição 
Grave 
Desnutrição 
Moderada 
Desnutrição 
Leve 
Eutrofia Sobrepeso Obesidade 
PCT 120% 
FONTE: Cuppari, 2005. 
 
Dobra Cutânea Bicipital – DCB 
 
A aferição deve ser feita no mesmo nível da dobra tricipital, na parte anterior do 
braço. Segurar a dobra na posição vertical e pinçá-la. É utilizada em equações de 
 
 
Adequação da PCT (%) = PCT obtida (mm) x 100 
 PCTpercentil 50 
 
50 
 
predição de gordura corporal. 
 
DOBRA CUTÂNEA BICIPITAL 
 
FONTE: http://goo.gl/XTDBF. 
 
Dobra Cutânea Suprailíaca – DCSI 
 
Obtida na direção oblíqua, sobre a linha média axilar no ponto em que se 
encontra logo acima da crista ilíaca, na posição diagonal. 
 
DOBRA CUTÂNEA SUPRAILÍACA 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/9Tav6. 
 
 
Dobra Cutânea Subescapular – DCSE 
 
 
Medida logo abaixo do ângulo inferior da escápula, seguindo a orientação dos 
 
51 
 
arcos costais. 
 
DOBRA CUTÂNEA SUBESCAPULAR 
 
FONTE: http://goo.gl/9Tav6. 
 
Após a aferição das quatro dobras cutâneas, estima-se a composição corporal 
utilizando a somatória das quatro dobras cutâneas, segundo a equação de Durnin e 
Womersley (1974): 
 
 
*Coeficientes elaborados de acordo com idade e gênero para cálculo da 
Densidade Corpórea. 
 
TABELA - CÁLCULO PARA DENSIDADE CORPÓREA UTILIZANDO A 
SOMATÓRIA DAS QUATRO DOBRAS CUTÂNEAS 
Homens (Idade em anos) Mulheres (Idade em anos) 
17 – 1 9 D = 1,1620 – 0.0630 x (log 
E) 
17 - 20 D = 1,1549 – 0,0678 x (log 
E) 
20 - 29 D = 1,1631 – 0,0632 x (log E) 20 - 29 D = 1,1599 – 0,0717 x (log 
E) 
30 - 39 D = 1,1422 – 0,0544 x (log 
E) 
30 - 39 D = 1,1423 – 0,0632 x (log 
E) 
40 - 49 D = 1,1620 – 0,0700 x (log E) 40 - 49 D = 1,1333 – 0,0612 x (log 
E) 
+ 50 D = 1,1715 – 0,0779 x (log E) + 50 D = 1,1339 – 0,0645 x (log 
Densidade Corpórea (DC) = (*A-B) x log ∑ 4 pregas. 
 
52 
 
E) 
FONTE: Durin e Womersley, 1974 apud Cuppari, 2005. 
 
A partir do valor obtido da DC, determina-se a porcentagem de gordura corporal 
total utilizando a fórmula de Siri (1961): 
 
 
 
 
Os valores de referência de gordura corpórea para homens são de até 25% e para 
mulheres de até 30% do peso corpóreo. 
Para a obtenção da massa magra, subtrai-se a gordura corpórea do peso total do 
indivíduo. 
 
BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA 
 
É um método rápido, não invasivo e relativamente barato para avaliar a 
composição corporal. Utiliza-se a condutividade elétrica para realizar a estimativa dos 
compartimentos corpóreos. 
Os tecidos magros são altamente condutores de corrente elétrica em razão da 
grande quantidade de água e eletrólitos, apresentando baixa resistência à passagem da 
corrente elétrica. Por outro lado, a gordura, o osso e a pele constituem um meio de baixa 
condutividade apresentando, portanto, elevada resistência. Dessa forma, a 
bioimpedância elétrica é utilizada para determinar a água corporal total e posteriormente 
estimar a massa livre de gordura e o percentual de gordura. 
A avaliação é realizada com o paciente deitado, com as pernas afastadas e braços 
paralelos ao corpo. Uma corrente elétrica é introduzida por eletrodos distais e captada 
pelos eletrodos proximais, gerando vetores de resistência e reactância. Após identificar 
os níveis de resistência e reactância do organismo à corrente elétrica, o analisador avalia 
 
 
Gordura Corpórea (%) = 4,95 – 4,50 X 100 
 DC 
 
53 
 
a água corporal total e, assumindo uma hidratação constante, prediz a quantidade de 
massa magra. 
Para a realização da BIA, deve-se estar atento a aspectos metodológicos 
importantes: 
» As medidas devem ser realizadas do lado direito do corpo, com o indivíduo 
deitado em decúbito dorsal sobre uma superfície não condutora, em uma sala com 
temperatura ambiente normal (~22°C); 
» A pele onde serão fixados os eletrodos deve estar íntegra e a fixação dos 
mesmos deve ser precedida de limpeza com álcool, para garantir a adesão; 
» Os eletrodos proximais devem ser colocados na superfície dorsal da 
articulação do punho direito, e na superfície dorsal do tornozelo direito; 
» Conectar os cabos de ligação aos eletrodos apropriados. Os cabos vermelhos 
são ligados às articulações do punho e do tornozelo, e os cabos pretos à mão e ao pé; » 
Não deve haver contato entre as coxas e entre os braços e o tronco. 
Ligar o aparelho e fazer a leitura correspondente às medidas de resistência e 
reactância. 
 
POSIÇÃO DOS ELETRODOS PARA REALIZAÇÃO DA BIOIMPEDÂNCIA 
ELÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/OIeCh. Acesso em: 21 de Jun.2013. 
 
 
Se o indivíduo apresentar hiper-hidratação o valor da massa magra será 
superestimado, dessa forma, qualquer alteração no estado de hidratação é a principal 
limitação deste método. Dessa forma, devem ser tomados alguns cuidados para a 
 
54 
 
realização da avaliação, são eles: 
 
» Não comer ou beber a menos de quatro horas do teste; 
» Não fazer exercícios a menos de doze horas do teste; 
» Urinar a menos de 30 minutos do teste; 
» Não consumir álcool a menos de 48 horas do teste; 
» Não tomar medicamentos diuréticos a menos de sete dias do teste; 
» Pacientes do sexo feminino que percebam que estão retendo água durante 
aquele estágio de seu ciclo menstrual não devem realizar o teste. 
 
O uso da bioimpedância elétrica apresenta eficiência na aferição da composição 
corporal em diversas situações clínicas como desnutrição, pré e pós-operatória, 
insuficiência renal, gestação, crianças e atletas. 
A bioimpedância elétrica é um método de avaliação da composição corporal 
altamente aceito e muito utilizado, no entanto, pode ocorrer alteração nos resultados por 
meio da alimentação, exercício físico e a ingestão de líquidos em períodos que 
antecedem a avaliação, desidratação, retenção hídrica, uso de diuréticos e ciclo 
menstrual. 
É importante conhecer as aplicações de cada método de avaliação da 
composição corporal. Todas as medidas requerem treinamento e conhecimento das 
técnicas de aferição e medidas para obter um diagnóstico nutricional correto em 
conjunto com outros métodos de avaliação nutricional. 
 
 
 
 
 
55 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Situação Nutricional da População Brasileira. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 48, n. 3, 
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laboratorial. São Paulo: Manole, 2005. 
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Subjetiva: Parte 2 - Revisão de suas adaptações e utilizações nas diversas especialidades 
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BARROS, D.C.; SAUNDERS, C.; LEAL, M.C. Avaliação nutricional 
antropométrica de gestantes brasileiras: uma revisão sistemática. Rev. Bras. Saúde 
Matern. Infant., v. 8, n. 4, p. 363-376, out/dez 2008. 
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Paulo: Atheneu, 2007. 
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Atheneu, 2004. 
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e puérpera gemelar. Einstein, v. 6, n. 2, p. 212-220, 2008. 
 
 
 
 
 
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WWW.VENES.COM.BR 
http://www.venes.com.br/percentil 50 
 
50 
 
predição de gordura corporal. 
 
DOBRA CUTÂNEA BICIPITAL 
 
FONTE: http://goo.gl/XTDBF. 
 
Dobra Cutânea Suprailíaca – DCSI 
 
Obtida na direção oblíqua, sobre a linha média axilar no ponto em que se 
encontra logo acima da crista ilíaca, na posição diagonal. 
 
DOBRA CUTÂNEA SUPRAILÍACA 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/9Tav6. 
 
 
Dobra Cutânea Subescapular – DCSE 
 
 
Medida logo abaixo do ângulo inferior da escápula, seguindo a orientação dos 
 
51 
 
arcos costais. 
 
DOBRA CUTÂNEA SUBESCAPULAR 
 
FONTE: http://goo.gl/9Tav6. 
 
Após a aferição das quatro dobras cutâneas, estima-se a composição corporal 
utilizando a somatória das quatro dobras cutâneas, segundo a equação de Durnin e 
Womersley (1974): 
 
 
*Coeficientes elaborados de acordo com idade e gênero para cálculo da 
Densidade Corpórea. 
 
TABELA - CÁLCULO PARA DENSIDADE CORPÓREA UTILIZANDO A 
SOMATÓRIA DAS QUATRO DOBRAS CUTÂNEAS 
Homens (Idade em anos) Mulheres (Idade em anos) 
17 – 1 9 D = 1,1620 – 0.0630 x (log 
E) 
17 - 20 D = 1,1549 – 0,0678 x (log 
E) 
20 - 29 D = 1,1631 – 0,0632 x (log E) 20 - 29 D = 1,1599 – 0,0717 x (log 
E) 
30 - 39 D = 1,1422 – 0,0544 x (log 
E) 
30 - 39 D = 1,1423 – 0,0632 x (log 
E) 
40 - 49 D = 1,1620 – 0,0700 x (log E) 40 - 49 D = 1,1333 – 0,0612 x (log 
E) 
+ 50 D = 1,1715 – 0,0779 x (log E) + 50 D = 1,1339 – 0,0645 x (log 
Densidade Corpórea (DC) = (*A-B) x log ∑ 4 pregas. 
 
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E) 
FONTE: Durin e Womersley, 1974 apud Cuppari, 2005. 
 
A partir do valor obtido da DC, determina-se a porcentagem de gordura corporal 
total utilizando a fórmula de Siri (1961): 
 
 
 
 
Os valores de referência de gordura corpórea para homens são de até 25% e para 
mulheres de até 30% do peso corpóreo. 
Para a obtenção da massa magra, subtrai-se a gordura corpórea do peso total do 
indivíduo. 
 
BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA 
 
É um método rápido, não invasivo e relativamente barato para avaliar a 
composição corporal. Utiliza-se a condutividade elétrica para realizar a estimativa dos 
compartimentos corpóreos. 
Os tecidos magros são altamente condutores de corrente elétrica em razão da 
grande quantidade de água e eletrólitos, apresentando baixa resistência à passagem da 
corrente elétrica. Por outro lado, a gordura, o osso e a pele constituem um meio de baixa 
condutividade apresentando, portanto, elevada resistência. Dessa forma, a 
bioimpedância elétrica é utilizada para determinar a água corporal total e posteriormente 
estimar a massa livre de gordura e o percentual de gordura. 
A avaliação é realizada com o paciente deitado, com as pernas afastadas e braços 
paralelos ao corpo. Uma corrente elétrica é introduzida por eletrodos distais e captada 
pelos eletrodos proximais, gerando vetores de resistência e reactância. Após identificar 
os níveis de resistência e reactância do organismo à corrente elétrica, o analisador avalia 
 
 
Gordura Corpórea (%) = 4,95 – 4,50 X 100 
 DC 
 
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a água corporal total e, assumindo uma hidratação constante, prediz a quantidade de 
massa magra. 
Para a realização da BIA, deve-se estar atento a aspectos metodológicos 
importantes: 
» As medidas devem ser realizadas do lado direito do corpo, com o indivíduo 
deitado em decúbito dorsal sobre uma superfície não condutora, em uma sala com 
temperatura ambiente normal (~22°C); 
» A pele onde serão fixados os eletrodos deve estar íntegra e a fixação dos 
mesmos deve ser precedida de limpeza com álcool, para garantir a adesão; 
» Os eletrodos proximais devem ser colocados na superfície dorsal da 
articulação do punho direito, e na superfície dorsal do tornozelo direito; 
» Conectar os cabos de ligação aos eletrodos apropriados. Os cabos vermelhos 
são ligados às articulações do punho e do tornozelo, e os cabos pretos à mão e ao pé; » 
Não deve haver contato entre as coxas e entre os braços e o tronco. 
Ligar o aparelho e fazer a leitura correspondente às medidas de resistência e 
reactância. 
 
POSIÇÃO DOS ELETRODOS PARA REALIZAÇÃO DA BIOIMPEDÂNCIA 
ELÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: http://goo.gl/OIeCh. Acesso em: 21 de Jun.2013. 
 
 
Se o indivíduo apresentar hiper-hidratação o valor da massa magra será 
superestimado, dessa forma, qualquer alteração no estado de hidratação é a principal 
limitação deste método. Dessa forma, devem ser tomados alguns cuidados para a 
 
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realização da avaliação, são eles: 
 
» Não comer ou beber a menos de quatro horas do teste; 
» Não fazer exercícios a menos de doze horas do teste; 
» Urinar a menos de 30 minutos do teste; 
» Não consumir álcool a menos de 48 horas do teste; 
» Não tomar medicamentos diuréticos a menos de sete dias do teste; 
» Pacientes do sexo feminino que percebam que estão retendo água durante 
aquele estágio de seu ciclo menstrual não devem realizar o teste. 
 
O uso da bioimpedância elétrica apresenta eficiência na aferição da composição 
corporal em diversas situações clínicas como desnutrição, pré e pós-operatória, 
insuficiência renal, gestação, crianças e atletas. 
A bioimpedância elétrica é um método de avaliação da composição corporal 
altamente aceito e muito utilizado, no entanto, pode ocorrer alteração nos resultados por 
meio da alimentação, exercício físico e a ingestão de líquidos em períodos que 
antecedem a avaliação, desidratação, retenção hídrica, uso de diuréticos e ciclo 
menstrual. 
É importante conhecer as aplicações de cada método de avaliação da 
composição corporal. Todas as medidas requerem treinamento e conhecimento das 
técnicas de aferição e medidas para obter um diagnóstico nutricional correto em 
conjunto com outros métodos de avaliação nutricional. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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VANNUCCHI, H.; UNAMUNO, M.R.D.L.; MARCHINI, J.S. Avaliação do 
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VITOLO, M.R. Nutrição: da gestação à adolescência. Rio de Janeiro: 
Reichmann & Affonso Editores, 2003. 
WERUTSKY, N.M.A.; FRANGELLA, V.S.; PRACANICA, D.; SEVERINE, 
A.N.; TONATO, C. Avaliação e recomendações nutricionais específicas para a gestante 
e puérpera gemelar. Einstein, v. 6, n. 2, p. 212-220, 2008. 
 
 
 
 
 
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