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EDUCAÇÃO ESPECIAL 
Deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e 
Altas Habilidade ou Superdotação 
 
✔ Nomenclatura = Pessoa com deficiência - Lei nº 13.146/2015, também conhecida como 
Estatuto da Pessoa com Deficiência. 
 
✔ Deficiência não é sinônimo de dependência! 
 
✔ Acessibilidade - mobilidade - materialidade = são os 3 direitos da educação especial 
 
Seguem algumas patologias que acometem alunos em idade escolar, além de alguns 
encaminhamentos que podem agregar valor ao processo. 
 
CEGUEIRA ou BAIXA VISÃO 
Crianças com cegueira grave ou total devem adotar o sistema Braille, conforme Portaria nº 
2678/02 do MEC. Nos casos de visão subnormal usar recursos pedagógicos, como: 
- material gráfico, material ampliado em A3, lápis com grafite mais larga, usar pranchas de 
plano inclinado, maquetes, mapas em relevo, recursos tecnológicos auditivos, descrição 
oral de imagens, lupas de ampliação, monitor; 
 
SURDEZ ou DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
É considerado deficiente auditivo o indivíduo que apresenta limiares de audição acima de 25 dB. 
- a voz do falante precisa se sobrepor ao ruído do ambiente; 
- pistas visuais, lugar mais à frente, leitura labial, libras; 
 
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (não se usa mais o termo “retardo”) 
A inclusão de alunos com déficit intelectual ou atraso cognitivo exige ações integrativas 
sociopedagógicas, como: 
- mediação do professor ou monitor nas atividades; 
- tempo maior para execução de tarefas; 
- vivências e contextualizações que tornem o conteúdo escolar significativo para o aluno 
(atividades do cotidiano, “vida real”); 
- oferecer multi recursos para o aluno ter acesso à informação por diferentes vias sensoriais; 
- sistema de avaliação que analisa a aprendizagem durante todo o processo, através de 
atividades escritas e orais; 
- usar bastante a repetição; 
- não dar muitos comandos de uma vez só; instruções curtas e claras; 
 
TEA - Transtorno do Espectro Autista / AUTISMO 
Além dos prejuízos vinculados à linguagem e interação social, outros fatores associados se 
encaixam nos critérios diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista (TEA), como 
 
comportamentos repetitivos e interesses restritos, ausência de reciprocidade socioemocional, 
ações imaginárias, dificuldade em flexibilizar rotinas ou ações funcionais (tarefas físicas). 
São necessárias adaptações pertinentes a cada caso, uma vez que o espectro é classificado em 
diferentes níveis e necessidades de apoio. 
- a tecnologia assistiva é uma grande aliada nesses casos; 
- usar bastante recursos visuais; 
- introduzir o novo aos poucos; 
- partir sempre do interesse/do mundo da criança; 
- usar o abafador de ruídos (fone de ouvidos), caso tenha problemas com barulho; 
- Alunos com TEA frequentemente apresentam exagerado apego a rotinas. Dessa forma, o 
professor deve facilitar a previsibilidade da rotina usando preditores visuais como agendas 
ilustradas, calendários e sequência das atividades, indicando o que vai acontecer e em 
quais momentos. 
 
Obs.: o autista dificilmente entende metáforas: “tempestade em copo d´água”, por exemplo. Seja 
claro e direto. 
 
FLEXIBILIZAÇÕES 
 
DISLEXIA 
O disléxico é inteligente, mas há um descompasso entre o que fala e o que escreve; não tem cura, 
não tem medicação, apenas reeducação da leitura e da escrita; normalmente vem acompanhado 
de disortografia (dificuldade com a ortografia). 
Ex.: Não pare! Não, pare! - para o disléxico é tudo igual. 
- não fazer o disléxico ler em público; 
- fazer avaliações orais; o aluno dita e alguém escreve ou ele grava sua resposta; 
- escrever em caixa alta/maiúsculo; 
- letras maiúsculas, caixa alta, espaçamento maior entre as palavras, letras; 
- fazer uso de esquemas, marca-textos, sublinhar palavras-chave, direcionar o estudo; 
- evitar textos e enunciados longos; 
- informar, via agenda escolar, sobre as tarefas que o aluno deve fazer em casa; 
- evitar questões de múltipla-escolha; 
- valorizar os trabalhos pelo conteúdo, não pelos erros de ortografia; 
- procurar sentar mais à frente, perto do professor; evitar lugares com muitos estímulos 
(janela, porta); 
- o professor deve dar informações curtas e espaçadas, pois alunos com Dislexia 
frequentemente apresentam dificuldades para guardar (reter) informações mais longas, o 
que prejudica a compreensão das tarefas. A linguagem também deve ser direta e objetiva, 
evitando colocações simbólicas, sofisticadas ou metafóricas. 
 
DISCALCULIA 
Dificuldade na matemática além do esperado para a idade. É uma dislexia com números. 
 
O TDAH - Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - não é considerado uma 
deficiência, uma vez que a capacidade de aprender está preservada. Apresentam baixa 
concentração, inquietude e impulsividade. Necessitam, porém, de algumas flexibilizações, como: 
- enunciados mais curtos; 
- constantemente buscar contato visual para trazer o aluno para o foco de trabalho; 
- menos alternativas no caso de questões de múltipla escolha; 
- dividir as tarefas em etapas: 1º faz isso, depois recebe a próxima tarefa; 
 
- fazer uso de materiais visuais e concretos; 
- deixar fotografar o quadro se não conseguiu copiar a tempo (deve passar para o caderno 
em casa); 
- fraccionar as tarefas;1º faz uma tarefa, depois outra… 
- grifar partes fundamentais do texto; 
- envio frequente de avisos na agenda escolar, lembrando sobre tarefas; 
- incentivar boas atitudes comportamentais e de estudo, encorajando o aluno na 
autoavaliação positiva; 
- procurar sentar mais à frente, perto do professor; evitar lugares com muitos estímulos 
(janela, porta); 
- permita o aluno se movimentar; crie momentos em que o aluno se movimente; peça um 
favor a ele, peça para ir beber uma água, ir ao banheiro; não usar momentos de “ação” 
como o recreio como um castigo; pausas são fundamentais para ajudar no foco dos 
estudantes com TDAH; 
- na criança com TDAH o processo maturacional se dá de forma mais lenta; 
- deixar só o material necessário em cima da mesa; 
- na medida do possível, o professor deve se posicionar próximo ao aluno enquanto 
apresenta a matéria. 
- evitar trabalhos em grupos com mais de 3 alunos; 
- antes de iniciar uma nova matéria, utilizar alguns minutos para recordar a matéria anterior. 
- no livro, apostila, caderno ou provas, outros exercícios que não os executados pela criança 
devem ser encobertos com uma folha para que o aluno se ocupe com um exercício de 
cada vez; 
- professor pode fazer uso de avaliações orais; 
 
 
TOD - Transtorno Opositivo Desafiador - é um distúrbio que ocorre na infância e adolescência e 
provoca sintomas como comportamento desafiador e impulsivo, dificuldade de lidar com 
frustrações, teimosia, entre outros. Às vezes vem associado a autismo ou TDAH. Distúrbio é 
diferente de falta de limite! Exemplo: Não é hora de beber água. O aluno com TOD vai dizer “vou 
beber água”, você não vai dizer “não pode”, você vai concordar com ele “você vai beber água sim, 
quando os outros colegas forem, você também vai”. Você vai concordar com ele, mas vai 
estabelecer regras. Dicas de como trabalhar com este aluno: 
1 - Criar um jogo de cartas com situações reais: Ex: Você pediu uma pizza sem orégano, mas veio 
com. Como você reage? Vai refletir com o aluno sobre o que fazer em situações que podem 
levá-lo a uma crise. 
2 - Usar jogos para se acostumar com regras. 
3 - Reforço positivo: elogiar sempre que consegue. 
 
DICAS GERAIS 
 
● a criança quando baixa a cognição, eleva a área comportamental; aluno não está dando 
conta, se frustra e o comportamento será afetado. 
● às vezes uma hiperatividade pode ser uma depressão: estafa psíquica. Aumenta o grau de 
dificuldade, a cobrança, os estímulos… o aluno fica agitado, vai levando, fica agitado, 
nervoso, agressivo…até surtar. 
● colocar a rotina no quadro, no início de cada aula, ajuda os alunos a terem mais foco; a se 
organizarem; escreva o que irá acontecer na aula e, à medida que vencerem, a tarefa 
poderá ser riscada; não é necessário copiara rotina; 
● faça uso de calendários e marque os dias de avaliações, trabalhos… 
 
● currículo adaptado: ler, escrever, resolver cálculos e conviver! Um currículo mais 
funcional/prático, o que os outros não vão fazer; 
● o monitor não é responsável pelo ensino! 
● para todas as dificuldades/transtornos/deficiências: dar mais tempo nas avaliações, reduzir 
as questões, aceitar a entrega de resumos junto com a prova, deixar consultar o livro ou 
caderno; 
● incentivar boas atitudes comportamentais e de estudo, encorajando o aluno na sua 
autoavaliação positiva e mantendo um vínculo afetivo; encorajamento “você consegue 
fazer”; 
● procurar ajudar a descobrir suas aptidões, pois as suas limitações já são de seu 
conhecimento; 
● respeitar e reconhecer a fadiga - alunos com dificuldades de aprendizagem tendem a fazer 
um esforço maior que os outros alunos e, assim, acabam cansando mais facilmente e 
ficando confusos; 
● usar a tecnologia assistiva (digitar para ser mais rápido, usar programas como por ex. 
aluno dita e o programa escreve…); 
● o aluno da Ed.Especial não pode ser avaliado pela sua caligrafia; 
● dois ou mais textos menores são melhores que um texto longo; 
● fazer uso de jogos pedagógicos; 
● cuidar para não expor o aluno perante seus colegas em virtude de suas dificuldades, 
sobretudo de ler ou escrever em público; 
 
IMPORTANTE: todas as informações relativas aos alunos são confidenciais e de uso 
exclusivamente pedagógico para melhorar o processo ensino-aprendizagem. Jamais devemos 
falar das dificuldades/deficiências dos estudantes em sala de aula.

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