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O sistema respiratório é dividido em duas partes: ● Vias aéreas superiores (cavidade nasal, seios paranasais, faringe e laringe), que são responsáveis pela condução, filtração, umidificação e aquecimento do ar inalado. ● Vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos), onde acontece a troca gasosa (na membrana alvéolo-capilar). A respiração é composta por 3 processos, sendo eles: ● Ventilação É a entrada (inspiração) e saída (expiração) de ar, mais precisamente de, O2 e CO2, respectivamente. A ventilação ocorre mediante diferenças de pressão criadas pela expansão e recolhimento torácico. A inspiração ocorre com a contração do diafragma (contrai e desce), dos músculos intercostais externos e da abertura das costelas (abrem) -> esse movimento é denominado alça de balde! Ainda, quando os músculos inspiratórios não estão dando conta de realizar o seu trabalho temos a utilização da musculatura acessória, que são os músculos escalenos, ECOM e trapézio superior. A expiração geralmente é passiva, mas em momentos que necessitamos de uma expiração forçada (como em um tosse), quem realiza são os intercostais internos e abdominais -> Aqui o diafragma relaxa e sobe e as costelas descem. ● Difusão É a troca gasosa (hematose) que ocorre na membrana alvéolo-capilar, onde o O2 passa do alvéolo para o capilar (e assim o sangue oxigenado supre todo o corpo) e o CO2 passa do capilar para o alvéolo (e assim o gás carbônico é eliminado na expiração). ● Perfusão É o mecanismo/circulação sanguínea (pequena circulação) que passa ao redor dos alvéolos (os capilares sanguíneos) para realizar a troca e transporte de gases. O objetivo da avaliação é reconhecer os indícios clínicos, diagnosticar suas disfunções e planejar o tratamento. ANAMNESE - Identificação - Queixa principal - História da moléstia atual (que é o que o levou até ali) e pregressa (antecedentes que podem estar relacionados) - Histórico familiar - Doenças associadas (pneumopata, alérgico, HAS, DM, etc) - Hábitos de vida diária (tabagista, etilista, atividade física) - Aspectos socioeconômicos e culturais - Estado nutricional - Medicamentos - Histórico de cirurgias. EXAME FÍSICO ● Inspeção clínica - Observar todos os dispositivos presentes nesse pacientes (monitor, sonda, cateter, etc) - Nível de suporte ventilatório (ar ambiente, O2, VNI ou VM) - Nível de consciência (Glasgow, Ramsay e Rass) e sinais vitais. Escala de Coma de Glasgow Analisa o grau de consciência a partir da abertura ocular (olhos abertos), resposta verbal (responde perguntas), resposta motora (obedece o comando, ex: aperta minha mão) e resposta pupilar (que é a reação das pupilas). Os estímulos para classificação a partir da Glasgow em casos mais graves precisam ser estímulos dolorosos -> abaixo estão algumas formas de realizar esse estímulo. O item resposta pupilar é uma atualização da escala, feita em 2018, e diferente das variáveis anteriores, essa é subtrativa no escore final. -> se o paciente não tiver nenhuma reação, subtraímos 2 pontos; -> se apenas uma pupilar reagir, subtraímos 1 ponto; -> se a reação for bilateral, pontua 0 pontos. Avaliação das pupilas Deve-se avaliar com a mudança de luz ambiente ou lanterna de bolso. Outras escalas utilizadas na UTI Escala de Ramsay Identifica e classifica a intensidade da sedação do paciente. Escala RASS (Escala de agitação-Sedação de Richmond) Utilizada para avaliar o grau de sedação e agitação de pacientes na UTI. Sinais Vitais - Pressão arterial: É a força que o sangue exerce contra a parede das artérias, necessária para que o sangue possa circular por todo o corpo. O valor sistólico corresponde à tensão no momento em que o órgão se contrai e, portanto, é superior ao diastólico. O valor obtido na diástole é mais baixo, pois se refere ao instante de relaxamento do músculo cardíaco. PA: hipotensão hipertensão PA média = PAS + 2 PAD / 3 -> 120, não realizamos fisio motora! Instruções para aferição: - Oximetria: é o meio pelo qual podemos determinar a frequência cardíaca (FC) e a saturação da hemoglobina (Hb) em oxigênio no sangue arterial (SaO2). FC: bradicardia taquicardia SpO2: hipoxemia taquipneia - Temperatura T: hipotermia febril - Dor: Pode ser classificada de 0 a 10 pela EVA. ● Inspeção estática - Alterações tegumentares, musculares, osteoarticulares - Extremidades (baqueteamento, cianose, edema) Obs: a cianose ocorre devido à má oxigenação do sangue arterial. - Avaliação do tórax Tipo de tórax A avaliação é feita a partir do ângulo formado pelas últimas costelas, sendo utilizado para caracterização do biotipo do paciente. Normolíneo: = 90° Brevilíneo: > 90° Longilíneo: hiperinsuflado. Cifoescoliose: curvatura do tórax posterior aumentada. Tórax em funil: esterno deprimido, diminuição do diâmetro AP. Tórax de pombo: esterno projetado anteriormente. Tórax escavado ou de sapateiro: depressão no terço inferior do esterno. ● Inspeção dinâmica Avaliação da tosse - Eficaz ou ineficaz (se é capaz ou não de mobilizar secreção) - Seca ou produtiva (indicativo de secreção) - Crônica, noturna, ao realizar esforços… - Cor (verde ou amarelo indicam infecção respiratória, vermelho é sinônimo de sangue e branco/cinza são as mais normais, de caráter inflamatório) - Consistência (espessa, pegajosa…) - Quantidade de secreção (classificamos em PQS, MQS e GQS, que significam pequena, média e grande quantidade de secreção). Padrão respiratório - Respiração torácica, diafragmática ou mista - Padrões patológicos CHEINE-STOKE: Apneia seguida de incursões respiratórias cada vez mais profundas até atingir um máximo, para depois virem descendo até nova pausa. BIOT: Respiração sem padrão e com períodos de apneia. KUSSMAUL: Inspirações profundas seguidas de apneia e uma expiração rápida e breve, acompanhado por outro período de apneia. ● Palpação - Temperatura - Edema - Enfisema subcutâneo - Sinal de CACIFO (é uma depressão anormal da pele que permanece após a cessação da depressão digital) - Percussão MACICEZ = aumento da densidade pulmonar (derrame pleural, pneumonia, atelectasia) associado ao aumento da intensidade dos sons produzidos. TIMPANISMO = diminuição da densidade pulmonar (pneumotórax, enfisema pulmonar) associada à redução da intensidade dos sons gerados - Expansibilidade torácica (é o tanto que o pulmão estende durante a respiração -> o normal é de 3 a 5 cm). Pode ser avaliado das seguintes formas: mãos na parte superior do esterno e clavículas; mãos no meio do tórax próximo aos mamilos; atrás na base do pulmão na altura das últimas costelas. ● Estado geral É a classificação geral do paciente, podendo ser bom, regular ou mal estado geral. BEG - REG - MEG Além das escalas já demonstradas devemos também classificar o nível de consciência do paciente, para incrementar a avaliação do estado geral. - Consciente/alerta: acordado e com respostas adequadas às perguntas - Sonolento: acorda ao ser chamado e responde adequadamente - Torporoso: sonolência profunda, responde parcialmente apenas a estímulos dolorosos - Prostrado: paciente debilitado e com perda de força - Comatoso: não abre o olhosnem responde mesmo com estímulos vigorosos - Sedado: não responde a estímulos devido a sedação AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Tônus - estado de tensão elástica que permite ao músculo a contração. Hipotônico Hipertônico Trofismo - volume de massa muscular. Hipotrófico Hipertrófico Parestesia - refere-se às sensações cutâneas como formigamento, dormência, pressão, frio ou queimação Paresia - perda de parte da motricidade de um ou mais músculos do corpo, de forma temporária ou permanente. Sensibilidade - referente ao sentido, pode estar aumentada, diminuída ou abolida. AVALIAÇÃO MOTORA ● Força muscular - Medical Research Council Scale (MRC) Soma os valores de cada lado do corpo sendo 60 pontos o máximo (indicativo de força normal). *Pontuações maiores ou iguais a 48 são indicativos de que o paciente pode ficar em pé. - Dinamometria (Handgrip) Faz a mensuração quantitativa da força muscular periférica. Homens sons pulmonares presentes ( - em caso de óbito ou atelectasia); esses sons podem estar normais (em ambos HTX ou em AHTX), aumentados (⬆) ou diminuídos (⬇) -> assim que indicar se está aumentado ou diminuído deve-se indicar o local: em base, em ápice ou em parte medial, no pulmão direito (D) ou esquerdo (E). Ex: SP+ em AHTX ⬇ em base. Em uma AP normal, não temos os ruídos adventícios, então a descrição segue-se -> s/RA(sem ruídos adventícios). Ex: SP+ em AHTX, s/RA Em casos de ruídos presentes, devemos descrever qual o ruído e sua localização -> ronco em ápices D, sibilos inspiratórios em ápices, roncos bilaterais difusos, etc. Ex: SP+ em AHTX, com roncos bilaterais difusos. a) Bioquímica do sangue: avalia perfil glicêmico, lipídico, hepático, renal e hormônios. b) Hemograma: avalia as células do sangue propriamente ditas (plaquetas, eritrócitos e leucócitos). Hemograma ERITROGRAMA (analisa os eritrócitos sanguíneos, ou seja, os glóbulos vermelhos) - Hemoglobina, indica anemia. - Hematócrito, em falta significa que o transporte de O2 está diminuído, e em excesso favorece a formação de coágulos (sangue muito espesso). - VGM ou VCM, diferencia o tipo de anemia (por ácido fólico ou ferro) - CHCM e CHGM, indicam peso e concentração de hemoglobina dentro da hemácia. - RDW, diferencia os tamanhos das hemácias. LEUCOGRAMA (é a avaliação da série branca) Uma leucocitose (⬆) pode indicar uma infecção e uma leucopenia (⬇) medicamentos/quimioterapia. - Neutrófilos indicam infecção bacteriana; - Linfócitos indicam infecção viral; - Monócitos indicam infecção viral e bacteriana; - Eosinófilos indicam alergia ou parasita; - Basófilos indicam inflamação crônica ou alergia prolongada. PLAQUETOGRAMA (é a contagem de plaquetas). Plaquetopenia ou Trombocitopenia (⬇): indicativo de hemorragias internas. Trombocitose ou Hiperplaquetose (⬆): fácil formação de coágulos. Quanto mais branco, mais opaco (radiopaco), quanto preto, mais radiotransparente/radiolucente. Radiotransparente -> ar Cinza -> Água Branco acinzentado -> Gordura Radiopaco -> ossos (branco) RAIO X DE TÓRAX A qualidade de um RX de tórax se dá por 3 fatores: 1. Rotação Observa-se que o raio está rodado se a distância entre os processos espinhosos e as clavículas estiverem assimétricas, o que dificulta a correta avaliação da área cardíaca e mediastino. 2. Inspiração Para saber se o paciente está em uma inspiração profunda máxima deve-se observar se tem 9 a 10 arcos costais posteriores. 3. Penetração/qualidade Devemos ser capazes de visualizar bem os processos espinhosos até o nível do arco aórtico. Se o raio-X estiver penetrado demais, veremos os processos espinhosos de todos os corpos vertebrais, focando demais na coluna e se estiver penetrado de menos, mal conseguimos visualizar os processos espinhosos. Protocolo de leitura de Raio X 4Q’s -> o que é? de quem? Quando? “Quomo”? Definição das estruturas: A - vias aéreas superiores (desvio traqueal) B - pulmões C - coração (mediastino) D - diafragma (derrames, hérnias, retificação) E - esqueleto e esquecidos (fraturas, enfisema, corpos estranhos e zonas esquecidas) Principais achados radiográficos Atelectasia Pneumotórax Derrame Pleural Pneumonia Edema agudo pulmonar Obs: Algumas situações são contraindicadas a realização das técnicas, como fraturas de costela/clavícula ou o não entendimento (para técnicas ativas). Além disso, alterações hemodinâmicas também podem ser contra indicações relativas. Tem o intuito de melhorar a oxigenação sanguínea e a ventilação pulmonar e consequentemente diminuir o trabalho respiratório. a) Ação da gravidade DRENAGEM POSTURAL Utiliza a ação da gravidade para direcionar a secreção para as vias aéreas centrais, onde podem ser removidas através da tosse .. b)Alteração de fluxo ATIVAS TÉCNICA DE EXPIRAÇÃO FORÇADA (TEF) P.P. - pode ser realizado em todas as posições; P.F. - ao lado do paciente dando comando verbal; EXECUÇÃO - Após inspirar o volume necessário, o paciente deve exalar com força pela boca e a glote aberta, contraindo o abdome para acelerar a saída do ar dos pulmões. Obs: pode ser substituído por uma tosse. DRENAGEM AUTÓGENA (DA) (deslocamento, coleta e eliminação da secreção) P.P. - sentado (pode ser feita em decúbito); P.F. - ao lado do paciente; EXECUÇÃO - paciente deve respirar em diferentes volumes, sendo dividido em 3 fases. 1. Respiração com volume abaixo do VC (mobiliza secreções das vias aéreas periféricas) 2. Respiração com volume próximo do VC, um pouco acima, para coletar as secreções nas vias aéreas de médio calibre. 3. Respiração com VC alto para eliminar as secreções das vias aéreas centrais. Obs: a técnica pode ser finalizada com um TEF. CICLO ATIVO DA RESPIRAÇÃO (CAR) P.P. - sentado; P.F. - ao lado do paciente dando o comando verbal; EXECUÇÃO - consiste em uma série de comandos alternados que irão alterar o fluxo respiratório: ● Controle da respiração (respiração diafragmática): inspirar pelo nariz e expirar pela boca lentamente, com o volume corrente normal. ● Expansão torácica (exercício de expansão): inspirar profundamente e exalar sem esforço. ● TEF: expirar forçadamente com a glote aberta. O ciclo consiste em: CR - ET - CR - ET - CR - TEF - CR - TEF, e cada fase pode ser realizada de 3 a 5x. PASSIVAS AUMENTO DO FLUXO EXPIRATÓRIO (AFE) P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) P.F. - ao lado do paciente; EXECUÇÃO - as mãos posicionadas no tórax devem se aproximar no momento da expiração, permitindo que o paciente continue sua respiração normal. Obs: Se na ausculta a secreção só estiver de um lado, a técnica pode ser realizada somente de um dos lados do tórax. EXPIRAÇÃO LENTA PROLONGADA (ELpr) P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) P.F. - ao lado do paciente; EXECUÇÃO - as mãos posicionadas no tórax devem se aproximar no momento da expiração, mas não permitindo que o paciente continue sua respiração normal -> aumentando o tempo de expiração. ● Pode ser realizado em decúbito lateral EXPIRAÇÃO LENTA TOTAL COM A GLOTE ABERTA EM DECÚBITO INFRALATERAL (ELTGOL) P.P. - decúbito lateral P.F. - ao lado do paciente; EXECUÇÃO - paciente deve ir de uma capacidade residual funcional (CRF) até o volume residual (VR), com a glote aberta, e fisio com as mãos posicionadas no tórax deve acompanhar a expiração. ASPIRAÇÃO Também é uma técnica de remoção de secreção passiva, mas é um método invasivo que deve ser realizado após tentativa de todas as outras. -> Estudada posteriormente c) Choque mecânico (vibração e percussão - tapotagem) VIBRAÇÃO Consiste em usar as mãos ou um aparelho vibratório para estimular a mobilização das secreções nos pulmões por meio de vibração. PERCUSSÃO Consiste em dar batidas leves nas costas do paciente para desgrudar a secreção. ----------------------------------------- Quando a secreção está mais distal optamos por técnicas de oscilação mais lenta, isso porque nos sacos alveolares o calibre é menor e a resistência é maior. Quando a secreção está mais proximal, optamos por técnicas mais rápidas, pois as vias áreas são de maior calibre. Técnicas expiratórias forçadas/rápidas: Tosse (assistida), TEF, AFE rápido. Técnicas expiratórias lentas: D.A., ELTGOL, AFE lenta, ELpr. Obs: Isso não é o padrão para bebês, pois se realizarmos uma técnica rápida em bebês podemos gerar um colabamento dos seus alvéolos, devido ao menor calibre de suas vias respiratórias. Tem como objetivo melhorar a ventilação pulmonar, o que é avaliado na ausculta pulmonar por meio de um som pulmonar diminuído. A diminuição dos sons pulmonares estão presentes principalmente em pacientes acamados (perigo de atelectasia), pós operatório, escolioses, pneumonia, derrame pleural etc. As técnicas podem ser divididas em não instrumentais e instrumentais. Recursos não instrumentais Posicionamento do leito Padrões respiratórios (ativos) 1. Inspiração profunda É a inspiração nasal lenta. 2. Inspiração fracionada É a inspiração fracionada em dois ou três tempos com pausas curtas. 3. Expiração abreviada Inspirações sucessivas acompanhadas por breves expirações até atingir CPT 4. Exercício desde o VR Expiração prolongada até o VR. Inspiração nasal e profunda -> expiração máxima + inspiração máxima. 5. Sustentação máxima da inspiração Inspiração nasal lenta até atingir a CI, sustentação da inspiração por 3 segundos, expiração sem esforço. Gráficos da Prof🫁 Exercícios respiratórios 1. Freno labial Inspiração nasal lenta seguida por expiração lenta com os lábios cerrados (“barulhinho de panela de pressão”). 2. Exercício diafragmático Mão dominante sobre a região abdominal e mão não dominante sobre o esterno, deve realizar a inspiração nasal lenta promovendo elevação da região abdominal. 3. Expansão torácica localizada Inspiração nasal lenta e direcionada a expansão para o local de apoio. Manobras respiratórias manuais (passivas) 1. MARP (Manobra de compressão e descompressão) P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) P.F. - ao lado do paciente com as mãos posicionadas em seu tórax; EXECUÇÃO - Aplicar compressão manual lenta no pulmão que deseja ventilar, ao final da expiração, e solicitar uma inspiração nasal profunda. No início da inspiração, retirar a mão abruptamente -> isto gera uma elevação no fluxo de ar devido a mudança repentina de pressão. 2. Contenção manual P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) ou sentado; P.F. - ao lado do paciente com as mãos posicionadas em seu tórax ou segurando um lençol no lado contralateral ; EXECUÇÃO - Fisio deve realizar a contenção do hemitórax contralateral e durante os padrões respiratórios, ocorrerá o direcionamento do ar inspirado para o pulmão contralateral. Obs: associar a padrões ou RPPI! Recursos instrumentais Respiração com Pressão Positiva Intermitente (RPPI) -> reanimador de Muller É qualquer recurso que gere pressão positiva na fase inspiratória a um paciente respirando espontaneamente por meio de uma máscara ou bucal. A pressão positiva aplicada nas vias aéreas eleva as pressões alveolares durante a inspiração, aumenta VC, expande o tórax, melhora troca gasosa e minimiza o trabalho respiratório. Terapia com pressão positiva (Ventilação Mecânica Não Invasiva - VNI) Método de suporte ventilatório que utiliza a pressão positiva sem o uso de tubos traqueais, e sim uma interface externa. A partir disso reduz o trabalho respiratório garantindo o repouso da musculatura respiratória e o conforto do paciente. Empilhamento aéreo com ressuscitador manual/ambu (air-stacking) Utilizando-se o resuscitador manual realiza uma insuflação pulmonar máxima, auxiliando a fase inspiratória. P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) ou sentado; P.F. - atrás do paciente segurando com uma mão a máscara (mão em C na máscara e E no queixo) de forma a ver todo o nariz e boca e com a outra o ambu (em pinça); EXECUÇÃO - Fisio deve apertar ambu e instruir o paciente a inspirar várias vezes (só expira ao fim da técnica) -> Comando: (aperta) puxa! (aperta) puxa! O objetivo das manobras desinsuflativas é melhorar trocas gasosas, melhorar eficiência da bomba respiratória (aumentar a função muscular inspiratória e complacência toracopulmonar), diminuir volumes e capacidade. Obs: A contraindicação(relativa) para sua realização é a necessidade de condutas reexpansivas. Ex: paciente DPOC com presença de pneumonia com necessidade de reexpansão -> primeiro desinsufla, depois reexpande. Terapia Expiratória Manual Passiva (TEMP) É a compressão do tórax, no momento da expiração, para seu devido esvaziamento -> mãos alinhadas próxima à clavícula. CINESIOTERAPIA RESPIRATÓRIA Podem ser realizados exercícios ativos de tronco e MMSS associados com padrões expiratórios e freno labial. FORTALECIMENTO DE ABDOMINAIS Melhora da função diafragmática, aumento do trofismo e do tônus muscular. PADRÕES RESPIRATÓRIOS 1. Expiração profunda com freno labial Realiza-se a inspiração nasal suave e expiração oral ativa resistindo com dentes cerrados (“barulhinho de panela de pressão”). 2. Expiração prolongada em tempos Realiza-se a expiração com pequenas pausas, “fracionando” a eliminação do ar -> pode ser dividido até em 4 tempos. 3. Inspiração abreviada Parecido com a inspiração fracionada, mas neste há uma leve inspiração entre as pausas e não a apneia completa -> expira, inspira um pouquinho, expira mais um pouco, inspira um pouquinho… A tosse ineficaz é a principal causa de indicação para uma aspiração. Essa, pode ser causada principalmente por fraqueza muscular, presente em: - doenças neuromusculares - acamados - idosos - pós cirurgia tóraco abdominal A aspiração consiste na remoção dos fluidos das vias aéreas por meio da aplicação de pressão negativa por um cateter extrusado de polivinilcloreto (PVC), com pontas arredondadas e orifícios laterais (sonda de aspiração), por onde são sugados os fluidos. A aspiração pode ser endotraqueal, em pacientes traqueostomizados (podendo ser em sistema aberto ou fechado), ou nasotraqueal. As contraindicações incluem: - lesão nasal/obstrução/oclusão nasal - edema de glote - laringoespasmo/broncoespasmo - infecções respiratórias altas - distúrbios de coagulação Durante a técnica o paciente pode sentir ânsia de vômito, ter infecções (em caso de má esterilização do material), broncoespasmo (o qual deve ser revertido de forma medicamentosa), hipoxemia/hipóxia (se o paciente estiver em oxigenoterapia, ao retirar, a SpO2 pode cair -> ofertar +O2 durante o processo, antes e após), hipotensão, arritmia, atelectasia (em decorrência de colabamento gerado por uma sucção de alta pressão). O que precisamos para aspirar? - Aspirador portátil ou vácuo conectado em rede - Sonda (n°12 para adultos - n°6 para bebês) - Luva estéril ou de procedimento - Prolongamento ou borracha - EPI (Óculos de proteção ou Face Shield) - Recipiente para armazenamento da secreção - Soro ou água destilada Obs: Para aspiração nasotraqueal ou oral não precisamos de luva estéril, mas em tubos ou traqueia precisamos (devido ao risco de infecção). Sempre aspiramos do mais limpo para o mais sujo, então: traqueo ou tubo -> nariz -> boca. ------ Aspiração Endotraqueal ------ Realizada em pacientes traqueostomizados (com sonda metálica em fase de desmame ou sonda traqueal definitiva). ● Sistema aberto - ocorre a desconexão do ventilador mecânico, perdendo PEEP, FiO2 e VC preestabelecidos. ● Sistema fechado - tem um sistema acoplado ao circuito do ventilador, o que é melhor pois previne a contaminação, e não há perda de PEEP, FiO2 e VC, além de prevenir a perda de recrutamento alveolar. ------ Aspiração Nasotraqueal ------ É a aspiração via inserção de um cateter por meio do nariz, o qual alcança a traqueia. É indicado para remoção de secreção em vias aéreas centrais quando há incapacidade de eliminação pela tosse. Pode causar desconfortos, hipoxemia, reflexo vagal (desmaio), aumento da pressão intracraniana e intratorácica, broncoespasmo, traumatismo de mucosa, atelectasia e infecções. 🫁PRÁTICA🫁 - Fisio devidamente paramentado e com todos os materiais necessários preparados e esterilizados - os prolongamentos do aspirador podem estar enrolados em seu braço e o tubo deve ser inserido fechado (fazer dobra no cano); - A cabeça do paciente deve estar em uma leve extensão e pode ser instruído que mantenha a boca aberta durante o procedimento (se consciente); - O cateter deve ser inserido no sentido occipital com o tubo fechado, e então aberto quando chegar à traqueia. - Para retirada (momento da aspiração), deve ser puxado de forma coordenada com movimentos circulares para captar a secreção de todos os lados. Obs: o procedimento deve ser rápido -> 15s. O desfecho clássico da maioria das doenças pulmonares é o declínio progressivo da função pulmonar. E isso pode estar associado a: - Disfunção muscular periférica e respiratória; - Inflamação sistêmica; - Redução da capacidade de exercício; - Limitações nas AVDs; - Diminuição na qualidade de vida. Os indivíduos portadores de doenças pulmonares crônicas, podem apresentar: - Diminuição da resposta ventilatória (alterações na sensibilidade e na função dos centros respiratórios); - Diminuição do drive respiratório (que é o estímulo do centro respiratório bulbar, o qual leva a insuflação pulmonar); - Alterações na mecânica respiratória (comprometimento da parede torácica e/ou a musculatura ventilatória). A Reabilitação Pulmonar (RP) pode reduzir a ocorrência de exacerbações e, consequentemente, de hospitalizações -> uma das formas de terapia é o Treino Muscular Respiratório (TMR). A reabilitação pulmonar inclui o treino aeróbico, a educação sobre a doença, o suporte nutricional e psicológico e as mudanças de hábitos de vida. TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO (TMR) É uma das modalidades terapêuticas utilizadas pela fisioterapia respiratória e incluída em programas de reabilitação pulmonar, pois promove o incremento da força, endurance muscular respiratória e da qualidade de vida, além da redução da percepção de sintomas. Os resultados do TMR dependem de vários fatores, como: 1. O tipo de equipamento utilizado 2. O protocolo utilizado (tempo, frequência e intensidade de treinamento) 3. Gravidade da doença O TMR vai trabalhar principalmente na fraqueza muscular respiratória, comum em pacientes asmáticos, com fibrose cística e DPOCs. ● Músculos inspiratórios - diafragma, intercostais externos, ECOM e escalenos. Sua fraqueza gera dispneia, intolerância ao exercício, redução da expansibilidade pulmonar e uso da musculatura acessória. ● Músculos expiratórios - reto abdominais, intercostais internos, transverso abdominal e oblíquos. Sua fraqueza gera tosse ineficaz e consequente retenção de secreção. ----------------Avaliação ----------------- Para se avaliar a força muscular respiratória utiliza-se as pressões respiratórias máximas estáticas, que, indiretamente representam a força. MANOVACUOMETRIA Avalia a força muscular respiratória inspiratória e expiratória, a partir da Pimáx (pressão inspiratória máxima) e Pemáx (pressão expiratória máxima). Pimáx - O paciente deve expirar o ar até o nível do volume residual (VR) e, em seguida, fazer um esforço inspiratório máximo. Pemáx - O paciente deve realizar inspiração até alcançar a capacidade pulmonar total e fazer um esforço expiratório máximo. Deve ser realizado 3 a 5 medidas sendo 3 reprodutíveis com diferença21 anos. Pimáx = 100,11 Pemáx = 102,79 -> Fraqueza muscular inspiratória: 60 cmh2O ou 70% do predito. -> Fraqueza muscular expiratória: 80% do predito. PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO Utilizado para diagnóstico e rastreio de asma a partir do peak flow, que é o fluxo mais alto alcançado a partir de uma manobra expiratória forçada máxima, iniciada sem hesitação em uma posição de insuflação pulmonar máxima. Para realização do teste: Primeiro deve ser verificado a idade do paciente e sua altura. Paciente sentado com clipe nasal e boca presa ao bocal do aparelho, deve inspirar profundamente e então assoprar rápido e forte (1 a 2s) -> 3x com variação Considerar o valor mais alto das leituras Valores estimados: Para mulheres Para homens Para crianças e adolescentes Classificação da asma Sinal verde (80-100% do PFE máximo pessoal): asma controlada. Sinal amarelo (50-80% do PFE máximo pessoal): sinalizam “atenção”, uma vez que podem indicar o estreitamento das vias aéreas. Neste caso, o paciente deve implementar o plano de tratamento definido junto ao médico. Sinal vermelho sinalizam alerta…a terapia broncodilatadora deve ser iniciada imediatamente. Novas medidas de PFE devem ser feitas e, caso elas não indiquem melhora, o paciente deve ser encaminhado para um serviço de urgência e emergência. Caso clínico Paciente Luci de 58 anos, com 1,60 de altura realizou 350L/min no PFE e 80cmH2o para Pimáx/ 60cmH2o para Pemáx. PImax (predito) = -0,49x58+110,4 = 81,98 PImáx (realizado) = 80cmH2O -> 97,58% PEmax (predito) = -0,61x58+115,6 = 80,22 PEmáx (realizado) = 60cmH2O -> 74,79% PFE (predito) = 399L/min PFE (realizado) = 350L/min -> 87,31% Paciente Gabriela de 20 anos, com 1,80 de altura realizou 500L/min no PFE e 100cmH2o para Pimáx/ 100cmH2o para Pemáx. PImax (predito) = -0,49x20+110,4= 100,6 PImáx (realizado) = 100cmH2o -> 99,4% PEmax (predito) = -0,61x20+115,6 = 103,4 PEmáx (realizado) = 100cmH2o -> 96,71% PFE (predito) = 473L/min PFE (realizado) = 500L/min -> 105,7% do esperado (cálculo feito com altura de 1,70m) ---------Princípios do treinamento ----------- Sobrecarga - Especificidade - Reversibilidade A sobrecarga é a evolução com base no aumento gradual dos estímulos aplicados -> progressão em carga, volume e intensidade. A especificidade se refere ao treino ser específico à individualidade e objetivo do paciente em questão. A reversibilidade nos diz que, quando não há estímulo, o músculo tende a retroceder, por isso a importância da manutenção do treinamento. O TMR é uma intervenção que pode ser aplicada de forma isolada ou incluída em programas de RP, cujos objetivos abrangem: I. ganho de força muscular; II. incremento da endurance dos músculos insp ou exp; III. possível melhora na capacidade de exercício. ● Força: alta intensidade e baixa repetição. ● Endurance: ênfase no tempo de treinamento (resistência) -> mínimo 15min. Atualmente, estão descritas três modalidades de TMR: 1. Hiperpneia voluntária isocápnica Requer que o indivíduo realize a hiperventilação voluntária, ou seja, respire acima da FR normal -> 15 a 30 minutos, de 3 a 6 vezes por semana. O efeito é identificado entre 4 e 6 semanas. Obs: A maior desvantagem é a reinalação do CO2. 2. Treino fluxo-resistido Inspirações através de válvulas com orifícios de diferentes tamanhos, possibilitando aumento ou diminuição da resistência à passagem de ar, que induz diferentes níveis de sobrecarga aos músculos respiratórios. -> 12 a 16 ciclos por minuto de 15 a 25 min, 2x por dia todos os dias da semana durante 1 semana. 3. Treino resistido com carga pressórica ou limiar de carga Inspirações ou expirações contra uma resistência na qual um limite de carga/pressão é imposto. Uma vez vencida essa resistência, a válvula se abre e o fluxo entra ou sai. *É o mais utilizado! -> 30 a 70% Pimáx de 10 a 30 min. 1 ou 2x ao dia e de 3 a 7x na semana. Indica-se que o TMR inicie-se com 30% do Pimáx para que progrida até 60-70%, dependendo do objetivo do treinamento. Benefícios: - Aumento da capacidade funcional - Melhora da qualidade de vida - Aumento da força muscular respiratória - Diminuição da dispneia - Aumento da tolerância ao esforço Administração terapêutica de O2 em concentrações maiores das encontradas no ar ambiente, com o objetivo de elevar a quantidade de O2 carreada pelo sangue aos tecidos. O oxigênio (O2) é uma necessidade básica para os seres humanos. O ar que se respira é composto em 21% por O2. Pacientes incapazes de obter o O2 suficiente através da respiração normal necessitam de suplementação deste gás para manter as funções vitais. Histórico: - O O2 foi descoberto como sendo um gás terapêutico no início do século XIX. - Em 1970, foi descrita a redução da mortalidade em pacientes com DPOC submetidos à terapia com O2. - Tal terapêutica tem como objetivo tratar e prevenir a hipóxia (SpO2 Usado de forma indiscriminada, o O2 apresenta risco de toxicidade! Além do oxigênio, tem-se acoplado ao aparelho um umidificador com água destilada, necessária para evitar o ressecamento das vias aéreas. O uso do O2 suplementar é indicado para correção da hipoxemia e para redução do trabalho imposto ao sistema cardiopulmonar na presença de hipóxia. Obs: Hipoxemia é a deficiência anormal de concentração de oxigênio no sangue arterial (baixa PaO2) e hipóxia é a diminuição da oferta de oxigênio aos tecidos. *Hipoxemia = PaO2da pCO2 ● Desidratação das mucosas ● Lesões locais ● Tosse seca e irritativa ● Diminuição da atividade ciliar ● Aumento das espécies reativas de O2 Métodos de administração de O2 Os métodos da oxigenoterapia são classificados em sistemas de baixo fluxo e de alto fluxo. A escolha de cada método da oxigenoterapia depende da dose de O2 necessária, considerando-se também a aceitação do paciente. A quantidade de fluxo de O2 que será oferecido ao paciente é baseada no cálculo da fração inspirada de O2 (que varia de 21 a 100%). FiO2 estimada = 20 + 4x O2 ofertado Baixo fluxo ● Cânula nasal ou cateter tipo óculos Dispositivos de pequeno calibre, de plástico descartável com dois orifícios que se projetam em direção às narinas. Para calcular a FiO2 estimada, fornecida pelas cânulas e cateteres, usa-se a seguinte regra: 1L/min de O2 = 4% de FiO2, além do ar ambiente. ● Máscara simples Cobre boca e nariz e pode aumentar a FiO2 até 60%, tem fluxo entre 5 e 15 L/min, além de ter a vantagem de ser mais acessível e leve. Deve ser retirada para fala e alimentação. Alto fluxo ● Máscara de reservatório É uma máscara como a simples, porém com um reservatório de O2 entre as inspirações (tem orifícios laterais para saída de CO2) -> indicada para concentrações de O2 moderadas a elevadas. Pode ser: Com reinalação parcial (com reservatório de O2 e CO2 juntos que escapam à medida que o reservatório é preenchido) -> fornece 35-60% de O2, com 6-10L/min, mas pode levar a retenção de CO2. De não reinalação (tem uma válvula unidirecional que direciona o ar exalado) -> apresenta concentração de O2 de 80-95%, com fluxo de 10-15L/min sendo indicada para pacientes críticos. ● Máscara de venturi Consegue determinar FiO2 devido a seus orifícios de calibres variáveis (quanto menor o orifício, maior o jato de entrada de ar e consequentemente maior a FiO2), Sistemas Cercados Tem como característica ambiente fechado de O2 controlado (tendas e capacetes). São utilizados em crianças pequenas e lactentes, fornecendo um teor elevado de umidade, além de O2 suplementar. Favorecem a retenção de CO2 e dificultam a manipulação do paciente. As incubadoras também podem ser classificadas como sistemas cercados de O2, com temperatura e concentração de O2 precisos para lactentes. *pesquisar Projeto Coala - HUSM implanta Projeto Coala para reduzir sequelas em bebês prematuros — Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (www.gov.br) . A ventilação mecânica (VM) ou suporte ventilatório, consiste em um método de suporte para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. Tem por objetivos, a manutenção das trocas gasosas, ou seja, correção da hipoxemia e da acidose respiratória associada à hipercapnia. Isso, a partir do alívio do trabalho da musculatura respiratória que, em situações agudas de alta demanda metabólica, está elevado; reverter ou evitar a fadiga da musculatura respiratória; e diminuir o consumo de oxigênio. A ventilação mecânica pode ser NÃO INVASIVA ou INVASIVA. Nas duas situações, a ventilação artificial é conseguida com a aplicação de pressão positiva nas vias aéreas. A diferença entre elas fica na forma de liberação de pressão: Ventilação Não Invasiva - máscara de interface externa que tem efeito momentâneo e necessita da colaboração do paciente. Ventilação Mecânica Invasiva - prótese introduzida na via aérea (tubo oro ou nasotraqueal ou uma cânula de traqueostomia), pode ser usada por tempo indeterminado e é independente da colaboração do paciente. https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros Obs: A ventilação atua na movimentação do gás dentro dos pulmões podendo diminuir a pressão alveolar (ventilação por pressão negativa) ou aumentar a pressão da via aérea proximal (ventilação por pressão positiva). A última é a mais comum. Durante a ventilação controlamos a: - Concentração de O2 (FiO2); - Velocidade que o ar será administrado (fluxo inspiratório); - Tempo expiratório* *Pode ser definido pelo paciente (ventilação assistida) ou pelo aparelho (ventilação controlada). - Onda de fluxo (descendente, quadrada, ascendente ou sinusoidal) - Número de ciclos respiratórios (FR) 🫁 INDICAÇÕES VNI 🫁 - Hipoventilação e apneia (⬆PaCo2 com acidose respiratória) - DPOC descompensado - Crise Asmática - Edema Agudo de Pulmão - IRpA - Desmame Ventilatório - Cuidados Paliativos - Apneia Obstrutiva do Sono - Pós operatórios 🫁OBJETIVOS TERAPÊUTICOS🫁 - Alívio dos sintomas - Redução do trabalho ventilatório - Aumentar oxigenação/trocas gasosas - Aumentar ventilação alveolar (BiPAP) - Reduzir necessidade IOT e suas complicações - Conforto do paciente 🫁CONTRA INDICAÇÕES🫁 - RNC (rebaixamento do nível de consciência) - Agitação (não colaborativo) - Instabilidade hemodinâmica com necessidade de DVA´s - Obstrução de VAS (vias aéreas superiores) - Sangramento ativo de VAS - Trauma ou PO de cirurgia de face - Náuseas e vômitos - Incapacidade de proteção de VAS - Assincronia paciente-ventilador - Necessidade de IOT imediata Ventilação Não Invasiva Interfaces: Máscara nasal - menor sensação de claustrofobia, redução de risco de aspiração e manuseio fácil, mas pode ter uma despressurização oral, irritação nasal e ressecamento. Máscara facial - indicada em pacientes com maior demanda ventilatória (IRpA), permite menor vazamento oral, entretanto causa maior claustrofobia, probabilidade de úlcera de pressão. Máscara facial total - indicada para hipoxemia grave por permitir uma maior pressurização das vias aéreas e é mais confortável 🫁MODOS VENTILATÓRIOS🫁 CPAP x BiPAP BiPAP - Recomendada para pacientes com hipercapnia aguda, para repouso da musculatura, pacientes com EAP cardiogênico e imunossuprimidos com infecções. São utilizados 2 níveis de pressão 1) Pressão positiva inspiratória (IPAP) É a pressão responsável pela insuflação pulmonar, que gera volume corrente, auxilia na expansibilidade, recupera fibras musculares fatigadas e auxilia na regulação do pH. 2) Pressão expiratória positiva no final da expiração (EPAP ou PEEP) Tem a finalidade de manter as vias aéreas e alvéolos abertos a fim de melhorar a oxigenação. Obs: EPAP sempre menor para facilitar ao máximo a expiração, ou seja, ter menor esforço expiratório. CPAP (Pressão contínua nas vias aéreas) - é utilizada uma pressão constante durante a inspiração e expiração. A PEEP é responsável pela oxigenação e será mantida contínua em todo o ciclo respiratório e a ventilação é realizada de forma espontânea (ou seja, paciente necessita do drive respiratório). Obs: usado em período noturno em casos de SAOS para evitar que o paciente pare de respirar enquanto dorme, ou ainda em doenças neuromusculares e problemas respiratórios. Ventilação Mecânica Invasiva É o fornecimento de O2 a nível da traqueia a partir de uma intubação (orofaríngea, nasofaríngea ou traqueostomia). Tem como objetivo melhorar aoxigenação, diminuir o esforço respiratório, oferecer tempo de recuperação ao paciente e diminuir a mortalidade. 🫁CICLO VENTILATÓRIO🫁 Tempo de entrada e saída de ar do pulmão, dividido em fase inspiratória, expiratória e suas transições. Modo controlado - iniciado e finalizado pelo VM (aqui o controle neural está abolido) Modo assistido/controlado - iniciado pelo paciente (drive respiratório) e finalizado pelo VM. Modo espontâneo - iniciado e finalizado pelo paciente. 🫁PARÂMETROS DA VM🫁 Volume corrente (volume de gás a cada inspiração), entre 8 a 10ml/kg (baseado no peso ideal do paciente). Pressão inspiratória (pressão utilizada para gerar o VC), deve ser 90%. Obs: PaO2/FiO2 (normal >300 e SDRA