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O sistema respiratório é dividido em duas partes: 
● Vias aéreas superiores (cavidade nasal, seios 
paranasais, faringe e laringe), que são 
responsáveis pela condução, filtração, 
umidificação e aquecimento do ar inalado. 
 
● Vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios, 
bronquíolos e alvéolos), onde acontece a troca 
gasosa (na membrana alvéolo-capilar). 
 
 
A respiração é composta por 3 processos, sendo eles: 
● Ventilação 
É a entrada (inspiração) e saída (expiração) de ar, mais 
precisamente de, O2 e CO2, respectivamente. A 
ventilação ocorre mediante diferenças de pressão 
criadas pela expansão e recolhimento torácico. 
 
A inspiração ocorre com a contração do diafragma 
(contrai e desce), dos músculos intercostais externos 
e da abertura das costelas (abrem) -> esse movimento 
é denominado alça de balde! 
 
 
 
 
Ainda, quando os músculos inspiratórios não estão 
dando conta de realizar o seu trabalho temos a 
utilização da musculatura acessória, que são os 
músculos escalenos, ECOM e trapézio superior. 
 
A expiração geralmente é passiva, mas em momentos 
que necessitamos de uma expiração forçada (como em 
um tosse), quem realiza são os intercostais internos e 
abdominais -> Aqui o diafragma relaxa e sobe e as 
costelas descem. 
 
 
● Difusão 
É a troca gasosa (hematose) que ocorre na membrana 
alvéolo-capilar, onde o O2 passa do alvéolo para o 
capilar (e assim o sangue oxigenado supre todo o 
corpo) e o CO2 passa do capilar para o alvéolo (e assim 
o gás carbônico é eliminado na expiração). 
 
 
● Perfusão 
É o mecanismo/circulação sanguínea (pequena 
circulação) que passa ao redor dos alvéolos (os 
capilares sanguíneos) para realizar a troca e 
transporte de gases. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O objetivo da avaliação é reconhecer os indícios 
clínicos, diagnosticar suas disfunções e planejar o 
tratamento. 
 
ANAMNESE 
- Identificação 
- Queixa principal 
- História da moléstia atual (que é o que o levou até 
ali) e pregressa (antecedentes que podem estar 
relacionados) 
- Histórico familiar 
- Doenças associadas (pneumopata, alérgico, HAS, DM, 
etc) 
- Hábitos de vida diária (tabagista, etilista, atividade 
física) 
- Aspectos socioeconômicos e culturais 
- Estado nutricional 
- Medicamentos 
- Histórico de cirurgias. 
 
EXAME FÍSICO 
● Inspeção clínica 
- Observar todos os dispositivos presentes nesse 
pacientes (monitor, sonda, cateter, etc) 
- Nível de suporte ventilatório (ar ambiente, O2, VNI 
ou VM) 
- Nível de consciência (Glasgow, Ramsay e Rass) e 
sinais vitais. 
Escala de Coma de Glasgow
 
Analisa o grau de consciência a partir da abertura 
ocular (olhos abertos), resposta verbal (responde 
perguntas), resposta motora (obedece o comando, ex: 
aperta minha mão) e resposta pupilar (que é a reação 
das pupilas). 
Os estímulos para classificação a partir da Glasgow em 
casos mais graves precisam ser estímulos dolorosos -> 
abaixo estão algumas formas de realizar esse 
estímulo. 
 
O item resposta pupilar é uma atualização da escala, 
feita em 2018, e diferente das variáveis anteriores, 
essa é subtrativa no escore final. 
-> se o paciente não tiver nenhuma reação, subtraímos 
2 pontos; 
-> se apenas uma pupilar reagir, subtraímos 1 ponto; 
-> se a reação for bilateral, pontua 0 pontos. 
 
Avaliação das pupilas 
Deve-se avaliar com a mudança de luz ambiente ou 
lanterna de bolso. 
 
 
Outras escalas utilizadas na UTI 
Escala de Ramsay 
Identifica e classifica a intensidade da sedação do 
paciente. 
 
 
Escala RASS (Escala de agitação-Sedação de 
Richmond) 
Utilizada para avaliar o grau de sedação e agitação de 
pacientes na UTI. 
 
 
Sinais Vitais 
- Pressão arterial: É a força que o sangue exerce 
contra a parede das artérias, necessária para que o 
sangue possa circular por todo o corpo. O valor 
sistólico corresponde à tensão no momento em que o 
órgão se contrai e, portanto, é superior ao diastólico. 
O valor obtido na diástole é mais baixo, pois se refere 
ao instante de relaxamento do músculo cardíaco. 
 
PA: hipotensão hipertensão 
PA média = PAS + 2 PAD / 3 -> 120, não 
realizamos fisio motora! 
 
Instruções para aferição: 
 
 
- Oximetria: é o meio pelo qual podemos determinar a 
frequência cardíaca (FC) e a saturação da hemoglobina 
(Hb) em oxigênio no sangue arterial (SaO2). 
 
 
 
FC: bradicardia taquicardia 
SpO2: hipoxemia taquipneia
 
 
- Temperatura 
T: hipotermia febril 
 
- Dor: Pode ser classificada de 0 a 10 pela EVA.
 
 
● Inspeção estática 
- Alterações tegumentares, musculares, 
osteoarticulares 
- Extremidades (baqueteamento, cianose, edema) 
 
Obs: a cianose ocorre devido à má oxigenação do 
sangue arterial. 
 
- Avaliação do tórax 
Tipo de tórax
 
A avaliação é feita a partir do ângulo formado pelas 
últimas costelas, sendo utilizado para caracterização 
do biotipo do paciente. 
Normolíneo: = 90° 
Brevilíneo: > 90° 
Longilíneo: hiperinsuflado. 
Cifoescoliose: curvatura do tórax posterior 
aumentada. 
Tórax em funil: esterno deprimido, diminuição do 
diâmetro AP. 
Tórax de pombo: esterno projetado anteriormente. 
Tórax escavado ou de sapateiro: depressão no terço 
inferior do esterno. 
 
 
● Inspeção dinâmica 
Avaliação da tosse 
- Eficaz ou ineficaz (se é capaz ou não de mobilizar 
secreção) 
- Seca ou produtiva (indicativo de secreção) 
- Crônica, noturna, ao realizar esforços… 
- Cor (verde ou amarelo indicam infecção respiratória, 
vermelho é sinônimo de sangue e branco/cinza são as 
mais normais, de caráter inflamatório) 
- Consistência (espessa, pegajosa…) 
- Quantidade de secreção (classificamos em PQS, 
MQS e GQS, que significam pequena, média e grande 
quantidade de secreção). 
 
Padrão respiratório 
- Respiração torácica, diafragmática ou mista 
- Padrões patológicos 
CHEINE-STOKE: Apneia seguida de incursões 
respiratórias cada vez mais profundas até atingir um 
máximo, para depois virem descendo até nova pausa. 
 
BIOT: Respiração sem padrão e com períodos de 
apneia. 
 
KUSSMAUL: Inspirações profundas seguidas de 
apneia e uma expiração rápida e breve, acompanhado 
por outro período de apneia. 
 
 
● Palpação 
- Temperatura 
- Edema 
- Enfisema subcutâneo 
- Sinal de CACIFO (é uma depressão anormal da pele 
que permanece após a cessação da depressão digital) 
- Percussão 
MACICEZ = aumento da densidade pulmonar (derrame 
pleural, pneumonia, atelectasia) associado ao aumento 
da intensidade dos sons produzidos. 
TIMPANISMO = diminuição da densidade pulmonar 
(pneumotórax, enfisema pulmonar) associada à redução 
da intensidade dos sons gerados 
 
- Expansibilidade torácica (é o tanto que o pulmão 
estende durante a respiração -> o normal é de 3 a 5 
cm). Pode ser avaliado das seguintes formas: 
 
mãos na parte superior do esterno e clavículas; 
 
mãos no meio do tórax próximo aos mamilos; 
 
atrás na base do pulmão na altura das últimas costelas. 
 
● Estado geral 
É a classificação geral do paciente, podendo ser bom, 
regular ou mal estado geral. 
BEG - REG - MEG 
Além das escalas já demonstradas devemos também 
classificar o nível de consciência do paciente, para 
incrementar a avaliação do estado geral. 
- Consciente/alerta: acordado e com respostas 
adequadas às perguntas 
- Sonolento: acorda ao ser chamado e responde 
adequadamente 
- Torporoso: sonolência profunda, responde 
parcialmente apenas a estímulos dolorosos 
- Prostrado: paciente debilitado e com perda de força 
- Comatoso: não abre o olhosnem responde mesmo com 
estímulos vigorosos 
- Sedado: não responde a estímulos devido a sedação 
 
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA 
Tônus - estado de tensão elástica que permite ao 
músculo a contração. 
Hipotônico Hipertônico 
 
Trofismo - volume de massa muscular. 
Hipotrófico Hipertrófico 
 
Parestesia - refere-se às sensações cutâneas como 
formigamento, dormência, pressão, frio ou queimação 
 
Paresia - perda de parte da motricidade de um ou mais 
músculos do corpo, de forma temporária ou 
permanente. 
Sensibilidade - referente ao sentido, pode estar 
aumentada, diminuída ou abolida. 
 
AVALIAÇÃO MOTORA 
● Força muscular 
- Medical Research Council Scale (MRC) 
Soma os valores de cada lado do corpo sendo 60 
pontos o máximo (indicativo de força normal). 
*Pontuações maiores ou iguais a 48 são indicativos de 
que o paciente pode ficar em pé. 
 
- Dinamometria (Handgrip) 
Faz a mensuração 
quantitativa da força 
muscular periférica. 
 
Homens sons pulmonares presentes ( - em caso de óbito 
ou atelectasia); esses sons podem estar normais (em 
ambos HTX ou em AHTX), aumentados (⬆) ou 
diminuídos (⬇) -> assim que indicar se está aumentado 
ou diminuído deve-se indicar o local: em base, em 
ápice ou em parte medial, no pulmão direito (D) ou 
esquerdo (E). 
Ex: SP+ em AHTX ⬇ em base. 
 
Em uma AP normal, não temos os ruídos adventícios, 
então a descrição segue-se -> s/RA(sem ruídos 
adventícios). 
Ex: SP+ em AHTX, s/RA 
 
Em casos de ruídos presentes, devemos descrever 
qual o ruído e sua localização -> ronco em ápices D, 
sibilos inspiratórios em ápices, roncos bilaterais 
difusos, etc. 
Ex: SP+ em AHTX, com roncos bilaterais difusos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) Bioquímica do sangue: avalia perfil glicêmico, 
lipídico, hepático, renal e hormônios. 
b) Hemograma: avalia as células do sangue 
propriamente ditas (plaquetas, eritrócitos e 
leucócitos). 
 
Hemograma 
ERITROGRAMA (analisa os eritrócitos sanguíneos, ou 
seja, os glóbulos vermelhos) 
- Hemoglobina, indica anemia. 
- Hematócrito, em falta significa que o transporte de 
O2 está diminuído, e em excesso favorece a formação 
de coágulos (sangue muito espesso). 
- VGM ou VCM, diferencia o tipo de anemia (por ácido 
fólico ou ferro) 
- CHCM e CHGM, indicam peso e concentração de 
hemoglobina dentro da hemácia. 
- RDW, diferencia os tamanhos das hemácias. 
 
LEUCOGRAMA (é a avaliação da série branca) 
Uma leucocitose (⬆) pode indicar uma infecção e uma 
leucopenia (⬇) medicamentos/quimioterapia. 
- Neutrófilos indicam infecção bacteriana; 
- Linfócitos indicam infecção viral; 
- Monócitos indicam infecção viral e bacteriana; 
- Eosinófilos indicam alergia ou parasita; 
- Basófilos indicam inflamação crônica ou alergia 
prolongada. 
 
PLAQUETOGRAMA (é a contagem de plaquetas). 
Plaquetopenia ou Trombocitopenia (⬇): indicativo de 
hemorragias internas. 
Trombocitose ou Hiperplaquetose (⬆): fácil 
formação de coágulos. 
 
Quanto mais branco, mais opaco (radiopaco), quanto 
preto, mais radiotransparente/radiolucente. 
 
Radiotransparente -> ar 
Cinza -> Água 
Branco acinzentado -> Gordura 
Radiopaco -> ossos (branco) 
 
RAIO X DE TÓRAX 
A qualidade de um RX de tórax se dá por 3 fatores: 
1. Rotação 
Observa-se que o raio está rodado se a distância entre 
os processos espinhosos e as clavículas estiverem 
assimétricas, o que dificulta a correta avaliação da 
área cardíaca e mediastino. 
 
2. Inspiração 
Para saber se o paciente está em uma inspiração 
profunda máxima deve-se observar se tem 9 a 10 
arcos costais posteriores. 
 
3. Penetração/qualidade 
Devemos ser capazes de visualizar bem os processos 
espinhosos até o nível do arco aórtico. Se o raio-X 
estiver penetrado demais, veremos os processos 
espinhosos de todos os corpos vertebrais, focando 
demais na coluna e se estiver penetrado de menos, mal 
conseguimos visualizar os processos espinhosos. 
 
Protocolo de leitura de Raio X 
4Q’s -> o que é? de quem? Quando? “Quomo”? 
 
Definição das estruturas: 
A - vias aéreas superiores (desvio traqueal) 
B - pulmões 
C - coração (mediastino) 
D - diafragma (derrames, hérnias, retificação) 
E - esqueleto e esquecidos (fraturas, enfisema, 
corpos estranhos e zonas esquecidas) 
 
Principais achados radiográficos 
Atelectasia 
 
 
Pneumotórax 
 
 
Derrame Pleural 
 
 
 
 
Pneumonia 
 
 
Edema agudo pulmonar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: Algumas situações são contraindicadas a 
realização das técnicas, como fraturas de 
costela/clavícula ou o não entendimento (para técnicas 
ativas). Além disso, alterações hemodinâmicas também 
podem ser contra indicações relativas. 
 
 
Tem o intuito de melhorar a oxigenação sanguínea e a 
ventilação pulmonar e consequentemente diminuir o 
trabalho respiratório. 
a) Ação da gravidade 
DRENAGEM POSTURAL 
Utiliza a ação da gravidade para direcionar a secreção 
para as vias aéreas centrais, onde podem ser 
removidas através da tosse
..
 
 
 
 
 
 
 
 
b)Alteração de fluxo 
ATIVAS 
TÉCNICA DE EXPIRAÇÃO FORÇADA (TEF) 
P.P. - pode ser realizado em todas as posições; 
P.F. - ao lado do paciente dando comando verbal; 
EXECUÇÃO - Após inspirar o volume necessário, o 
paciente deve exalar com força pela boca e a glote 
aberta, contraindo o abdome para acelerar a saída do 
ar dos pulmões. 
Obs: pode ser substituído por uma tosse.
 
 
DRENAGEM AUTÓGENA (DA) 
(deslocamento, coleta e eliminação da secreção) 
P.P. - sentado (pode ser feita em decúbito); 
P.F. - ao lado do paciente; 
EXECUÇÃO - paciente deve respirar em diferentes 
volumes, sendo dividido em 3 fases. 
1. Respiração com volume abaixo do VC 
(mobiliza secreções das vias aéreas 
periféricas) 
2. Respiração com volume próximo do VC, um 
pouco acima, para coletar as secreções nas 
vias aéreas de médio calibre. 
3. Respiração com VC alto para eliminar as 
secreções das vias aéreas centrais. 
 
Obs: a técnica pode ser finalizada com um TEF. 
 
CICLO ATIVO DA RESPIRAÇÃO (CAR) 
P.P. - sentado; 
P.F. - ao lado do paciente dando o comando verbal; 
EXECUÇÃO - consiste em uma série de comandos 
alternados que irão alterar o fluxo respiratório: 
● Controle da respiração (respiração 
diafragmática): inspirar pelo nariz e expirar 
pela boca lentamente, com o volume corrente 
normal. 
● Expansão torácica (exercício de expansão): 
inspirar profundamente e exalar sem esforço. 
● TEF: expirar forçadamente com a glote 
aberta. 
O ciclo consiste em: CR - ET - CR - ET - CR - TEF 
- CR - TEF, e cada fase pode ser realizada de 3 a 5x. 
 
 
PASSIVAS 
AUMENTO DO FLUXO EXPIRATÓRIO 
(AFE) 
P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) 
P.F. - ao lado do paciente; 
EXECUÇÃO - as mãos posicionadas no tórax devem se 
aproximar no momento da expiração, permitindo que o 
paciente continue sua respiração normal. 
Obs: Se na ausculta a secreção só estiver de um lado, 
a técnica pode ser realizada somente de um dos lados 
do tórax. 
 
EXPIRAÇÃO LENTA PROLONGADA 
(ELpr) 
P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) 
P.F. - ao lado do paciente; 
EXECUÇÃO - as mãos posicionadas no tórax devem se 
aproximar no momento da expiração, mas não 
permitindo que o paciente continue sua respiração 
normal -> aumentando o tempo de expiração. 
 
● Pode ser realizado em decúbito lateral 
 
 
EXPIRAÇÃO LENTA TOTAL COM A 
GLOTE ABERTA EM DECÚBITO 
INFRALATERAL (ELTGOL) 
P.P. - decúbito lateral 
P.F. - ao lado do paciente; 
EXECUÇÃO - paciente deve ir de uma capacidade 
residual funcional (CRF) até o volume residual (VR), 
com a glote aberta, e fisio com as mãos posicionadas 
no tórax deve acompanhar a expiração. 
 
 
 
 
ASPIRAÇÃO 
Também é uma técnica de remoção de secreção 
passiva, mas é um método invasivo que deve ser 
realizado após tentativa de todas as outras. 
-> Estudada posteriormente 
 
c) Choque mecânico (vibração e percussão - 
tapotagem) 
VIBRAÇÃO 
Consiste em usar as mãos ou um aparelho vibratório 
para estimular a mobilização das secreções nos 
pulmões por meio de vibração. 
PERCUSSÃO 
Consiste em dar batidas leves nas costas do paciente 
para desgrudar a secreção. 
 
----------------------------------------- 
Quando a secreção está mais distal optamos por 
técnicas de oscilação mais lenta, isso porque nos sacos 
alveolares o calibre é menor e a resistência é maior. 
Quando a secreção está mais proximal, optamos por 
técnicas mais rápidas, pois as vias áreas são de maior 
calibre. 
Técnicas expiratórias forçadas/rápidas: Tosse 
(assistida), TEF, AFE rápido. 
Técnicas expiratórias lentas: D.A., ELTGOL, AFE 
lenta, ELpr. 
 
Obs: Isso não é o padrão para bebês, pois se 
realizarmos uma técnica rápida em bebês podemos 
gerar um colabamento dos seus alvéolos, devido ao 
menor calibre de suas vias respiratórias. 
 
 
Tem como objetivo melhorar a ventilação pulmonar, o 
que é avaliado na ausculta pulmonar por meio de um 
som pulmonar diminuído. 
 
A diminuição dos sons pulmonares estão presentes 
principalmente em pacientes acamados (perigo de 
atelectasia), pós operatório, escolioses, pneumonia, 
derrame pleural etc. 
 
As técnicas podem ser divididas em não instrumentais 
e instrumentais. 
Recursos não instrumentais 
Posicionamento do leito 
 
Padrões respiratórios (ativos) 
1. Inspiração profunda 
É a inspiração nasal lenta. 
 
2. Inspiração fracionada 
É a inspiração fracionada em dois ou três tempos com 
pausas curtas. 
 
3. Expiração abreviada 
Inspirações sucessivas acompanhadas por breves 
expirações até atingir CPT 
 
4. Exercício desde o VR 
Expiração prolongada até o VR. Inspiração nasal e 
profunda -> expiração máxima + inspiração máxima. 
5. Sustentação máxima da inspiração 
Inspiração nasal lenta até atingir a CI, sustentação da 
inspiração por 3 segundos, expiração sem esforço. 
 
 
 Gráficos da Prof🫁 
 
 
Exercícios respiratórios 
1. Freno labial 
Inspiração nasal lenta seguida por expiração lenta com 
os lábios cerrados (“barulhinho de panela de pressão”). 
 
2. Exercício diafragmático 
Mão dominante sobre a região abdominal e mão não 
dominante sobre o esterno, deve realizar a inspiração 
nasal lenta promovendo elevação da região abdominal. 
 
 
3. Expansão torácica localizada 
Inspiração nasal lenta e direcionada a expansão para o 
local de apoio. 
 
Manobras respiratórias manuais (passivas) 
1. MARP (Manobra de compressão e descompressão) 
P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) 
P.F. - ao lado do paciente com as mãos posicionadas 
em seu tórax; 
EXECUÇÃO - Aplicar compressão manual lenta no 
pulmão que deseja ventilar, ao final da expiração, e 
solicitar uma inspiração nasal profunda. No início da 
inspiração, retirar a mão abruptamente -> isto gera 
uma elevação no fluxo de ar devido a mudança 
repentina de pressão. 
 
2. Contenção manual 
P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) 
ou sentado; 
P.F. - ao lado do paciente com as mãos posicionadas 
em seu tórax ou segurando um lençol no lado 
contralateral ; 
EXECUÇÃO - Fisio deve realizar a contenção do 
hemitórax contralateral e durante os padrões 
respiratórios, ocorrerá o direcionamento do ar 
inspirado para o pulmão contralateral. 
Obs: associar a padrões ou RPPI! 
 
Recursos instrumentais 
Respiração com Pressão Positiva 
Intermitente (RPPI) 
-> reanimador de Muller 
É qualquer recurso que gere pressão positiva na fase 
inspiratória a um paciente respirando 
espontaneamente por meio de uma máscara ou bucal. 
 
A pressão positiva aplicada nas vias aéreas eleva as 
pressões alveolares durante a inspiração, aumenta VC, 
expande o tórax, melhora troca gasosa e minimiza o 
trabalho respiratório. 
 
 
Terapia com pressão positiva (Ventilação 
Mecânica Não Invasiva - VNI) 
Método de suporte ventilatório que utiliza a pressão 
positiva sem o uso de tubos traqueais, e sim uma 
interface externa. A partir disso reduz o trabalho 
respiratório garantindo o repouso da musculatura 
respiratória e o conforto do paciente. 
 
Empilhamento aéreo com ressuscitador 
manual/ambu (air-stacking) 
Utilizando-se o resuscitador manual realiza uma 
insuflação pulmonar máxima, auxiliando a fase 
inspiratória. 
P.P. - decúbito dorsal (cabeceira elevada em 35/45°) 
ou sentado; 
P.F. - atrás do paciente segurando com uma mão a 
máscara (mão em C na máscara e E no queixo) de 
forma a ver todo o nariz e boca e com a outra o ambu 
(em pinça); 
EXECUÇÃO - Fisio deve apertar ambu e instruir o 
paciente a inspirar várias vezes (só expira ao fim da 
técnica) -> Comando: (aperta) puxa! (aperta) puxa! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O objetivo das manobras desinsuflativas é melhorar 
trocas gasosas, melhorar eficiência da bomba 
respiratória (aumentar a função muscular inspiratória 
e complacência toracopulmonar), diminuir volumes e 
capacidade. 
Obs: A contraindicação(relativa) para sua realização é 
a necessidade de condutas reexpansivas. Ex: paciente 
DPOC com presença de pneumonia com necessidade de 
reexpansão -> primeiro desinsufla, depois reexpande. 
 
Terapia Expiratória Manual Passiva (TEMP) 
É a compressão do tórax, no momento da expiração, 
para seu devido esvaziamento -> mãos alinhadas 
próxima à clavícula. 
 
 
CINESIOTERAPIA RESPIRATÓRIA 
Podem ser realizados exercícios ativos de tronco e 
MMSS associados com padrões expiratórios e freno 
labial. 
 
 
FORTALECIMENTO DE ABDOMINAIS 
Melhora da função diafragmática, aumento do 
trofismo e do tônus muscular. 
 
 
PADRÕES RESPIRATÓRIOS 
1. Expiração profunda com freno labial 
Realiza-se a inspiração nasal suave e expiração oral 
ativa resistindo com dentes cerrados (“barulhinho de 
panela de pressão”). 
 
 
2. Expiração prolongada em tempos 
Realiza-se a expiração com pequenas pausas, 
“fracionando” a eliminação do ar -> pode ser dividido 
até em 4 tempos. 
 
3. Inspiração abreviada 
Parecido com a inspiração fracionada, mas neste há 
uma leve inspiração entre as pausas e não a apneia 
completa -> expira, inspira um pouquinho, expira mais 
um pouco, inspira um pouquinho… 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A tosse ineficaz é a principal 
causa de indicação para uma 
aspiração. Essa, pode ser 
causada principalmente por 
fraqueza muscular, presente 
em: 
- doenças neuromusculares 
- acamados 
- idosos 
- pós cirurgia tóraco abdominal 
 
A aspiração consiste na remoção dos fluidos das vias 
aéreas por meio da aplicação de pressão negativa por 
um cateter extrusado de polivinilcloreto (PVC), com 
pontas arredondadas e orifícios laterais (sonda de 
aspiração), por onde são sugados os fluidos. 
 
A aspiração pode ser endotraqueal, em pacientes 
traqueostomizados (podendo ser em sistema aberto 
ou fechado), ou nasotraqueal. 
 
As contraindicações incluem: 
- lesão nasal/obstrução/oclusão nasal 
- edema de glote 
- laringoespasmo/broncoespasmo 
- infecções respiratórias altas 
- distúrbios de coagulação 
 
Durante a técnica o paciente pode sentir ânsia de 
vômito, ter infecções (em caso de má esterilização do 
material), broncoespasmo (o qual deve ser revertido 
de forma medicamentosa), hipoxemia/hipóxia (se o 
paciente estiver em oxigenoterapia, ao retirar, a SpO2 
pode cair -> ofertar +O2 durante o processo, antes e 
após), hipotensão, arritmia, atelectasia (em 
decorrência de colabamento gerado por uma sucção de 
alta pressão). 
 
O que precisamos para aspirar? 
- Aspirador portátil ou vácuo conectado em rede 
- Sonda (n°12 para adultos - n°6 para bebês) 
- Luva estéril ou de procedimento 
- Prolongamento ou borracha 
- EPI (Óculos de proteção ou Face Shield) 
- Recipiente para armazenamento da secreção 
- Soro ou água destilada 
 
Obs: Para aspiração nasotraqueal ou oral não 
precisamos de luva estéril, mas em tubos ou traqueia 
precisamos (devido ao risco de infecção). 
 
Sempre aspiramos do mais limpo para o mais sujo, 
então: traqueo ou tubo -> nariz -> boca. 
 
------ Aspiração Endotraqueal ------ 
Realizada em pacientes traqueostomizados (com sonda 
metálica em fase de desmame ou sonda traqueal 
definitiva). 
 
● Sistema aberto - ocorre a desconexão do 
ventilador mecânico, perdendo PEEP, FiO2 e 
VC preestabelecidos. 
● Sistema fechado - tem um sistema acoplado 
ao circuito do ventilador, o que é melhor pois 
previne a contaminação, e não há perda de 
PEEP, FiO2 e VC, além de prevenir a perda de 
recrutamento alveolar. 
 
------ Aspiração Nasotraqueal ------ 
É a aspiração via inserção de um cateter por meio do 
nariz, o qual alcança a traqueia. É indicado para 
remoção de secreção em vias aéreas centrais quando 
há incapacidade de eliminação pela tosse. 
 
Pode causar desconfortos, hipoxemia, reflexo vagal 
(desmaio), aumento da pressão intracraniana e 
intratorácica, broncoespasmo, traumatismo de mucosa, 
atelectasia e infecções. 
 
🫁PRÁTICA🫁 
- Fisio devidamente paramentado e com todos os 
materiais necessários preparados e esterilizados - os 
prolongamentos do aspirador podem estar enrolados 
em seu braço e o tubo deve ser inserido fechado 
(fazer dobra no cano); 
- A cabeça do paciente deve estar em uma leve 
extensão e pode ser instruído que mantenha a boca 
aberta durante o procedimento (se consciente); 
- O cateter deve ser inserido no sentido occipital com 
o tubo fechado, e então aberto quando chegar à 
traqueia. 
- Para retirada (momento da aspiração), deve ser 
puxado de forma coordenada com movimentos 
circulares para captar a secreção de todos os lados. 
Obs: o procedimento deve ser rápido -> 15s. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O desfecho clássico da maioria das doenças 
pulmonares é o declínio progressivo da função 
pulmonar. E isso pode estar associado a: 
- Disfunção muscular periférica e respiratória; 
- Inflamação sistêmica; 
- Redução da capacidade de exercício; 
- Limitações nas AVDs; 
- Diminuição na qualidade de vida. 
 
 Os indivíduos portadores de doenças pulmonares 
crônicas, podem apresentar: 
- Diminuição da resposta ventilatória (alterações 
na sensibilidade e na função dos centros 
respiratórios); 
- Diminuição do drive respiratório (que é o 
estímulo do centro respiratório bulbar, o qual 
leva a insuflação pulmonar); 
- Alterações na mecânica respiratória 
(comprometimento da parede torácica e/ou a 
musculatura ventilatória). 
 
A Reabilitação Pulmonar (RP) pode reduzir a 
ocorrência de exacerbações e, consequentemente, de 
hospitalizações -> uma das formas de terapia é o 
Treino Muscular Respiratório (TMR). 
 
A reabilitação pulmonar inclui o treino aeróbico, a 
educação sobre a doença, o suporte nutricional e 
psicológico e as mudanças de hábitos de vida. 
 
TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO 
(TMR) 
É uma das modalidades terapêuticas utilizadas pela 
fisioterapia respiratória e incluída em programas de 
reabilitação pulmonar, pois promove o incremento da 
força, endurance muscular respiratória e da 
qualidade de vida, além da redução da percepção de 
sintomas. 
 
Os resultados do TMR dependem de vários fatores, 
como: 
1. O tipo de equipamento utilizado 
2. O protocolo utilizado (tempo, frequência e 
intensidade de treinamento) 
3. Gravidade da doença 
 
 
 
 
O TMR vai trabalhar principalmente na fraqueza 
muscular respiratória, comum em pacientes asmáticos, 
com fibrose cística e DPOCs. 
● Músculos inspiratórios - diafragma, 
intercostais externos, ECOM e escalenos. 
Sua fraqueza gera dispneia, intolerância ao exercício, 
redução da expansibilidade pulmonar e uso da 
musculatura acessória. 
 
● Músculos expiratórios - reto abdominais, 
intercostais internos, transverso abdominal e 
oblíquos. 
Sua fraqueza gera tosse ineficaz e consequente 
retenção de secreção. 
 
 
----------------Avaliação ----------------- 
Para se avaliar a força muscular respiratória utiliza-se 
as pressões respiratórias máximas estáticas, que, 
indiretamente representam a força. 
 
MANOVACUOMETRIA 
Avalia a força muscular 
respiratória inspiratória e 
expiratória, a partir da Pimáx 
(pressão inspiratória máxima) e 
Pemáx (pressão expiratória 
máxima). 
 
Pimáx - O paciente deve expirar o ar até o nível do 
volume residual (VR) e, em seguida, fazer um esforço 
inspiratório máximo. 
Pemáx - O paciente deve realizar inspiração até 
alcançar a capacidade pulmonar total e fazer um 
esforço expiratório máximo. 
Deve ser realizado 3 a 5 medidas sendo 3 
reprodutíveis com diferença21 anos. 
Pimáx = 100,11 
Pemáx = 102,79 
 
-> Fraqueza muscular inspiratória: 60 cmh2O ou 
70% do predito. 
-> Fraqueza muscular expiratória: 80% do predito. 
 
PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO 
Utilizado para diagnóstico e rastreio de asma a partir 
do peak flow, que é o fluxo mais alto alcançado a 
partir de uma manobra expiratória forçada máxima, 
iniciada sem hesitação em uma posição de insuflação 
pulmonar máxima. 
 
Para realização do teste: 
Primeiro deve ser verificado a idade do paciente e sua 
altura. Paciente sentado com clipe nasal e boca presa 
ao bocal do aparelho, deve inspirar profundamente e 
então assoprar rápido e forte (1 a 2s) 
-> 3x com variação Considerar o valor mais alto das leituras 
 
Valores estimados: 
Para mulheres
 
 
Para homens
 
Para crianças e adolescentes
 
Classificação da asma 
Sinal verde (80-100% do PFE máximo pessoal): asma 
controlada. 
 
Sinal amarelo (50-80% do PFE máximo pessoal): 
sinalizam “atenção”, uma vez que podem indicar o 
estreitamento das vias aéreas. Neste caso, o paciente 
deve implementar o plano de tratamento definido 
junto ao médico. 
 
Sinal vermelho sinalizam alerta…a terapia 
broncodilatadora deve ser iniciada imediatamente. 
Novas medidas de PFE devem ser feitas e, caso elas 
não indiquem melhora, o paciente deve ser 
encaminhado para um serviço de urgência e 
emergência. 
 
 
 
Caso clínico 
 
Paciente Luci de 58 anos, com 1,60 de altura 
realizou 350L/min no PFE e 80cmH2o para Pimáx/ 
60cmH2o para Pemáx. 
PImax (predito) = -0,49x58+110,4 = 81,98 
PImáx (realizado) = 80cmH2O -> 97,58% 
PEmax (predito) = -0,61x58+115,6 = 80,22 
PEmáx (realizado) = 60cmH2O -> 74,79% 
 
PFE (predito) = 399L/min 
PFE (realizado) = 350L/min -> 87,31% 
 
Paciente Gabriela de 20 anos, com 1,80 de altura 
realizou 500L/min no PFE e 100cmH2o para Pimáx/ 
100cmH2o para Pemáx. 
PImax (predito) = -0,49x20+110,4= 100,6 
PImáx (realizado) = 100cmH2o -> 99,4% 
PEmax (predito) = -0,61x20+115,6 = 103,4 
PEmáx (realizado) = 100cmH2o -> 96,71% 
 
PFE (predito) = 473L/min 
PFE (realizado) = 500L/min -> 105,7% do esperado 
(cálculo feito com altura de 1,70m) 
 
---------Princípios do treinamento ----------- 
Sobrecarga - Especificidade - Reversibilidade 
 
A sobrecarga é a evolução com base no aumento 
gradual dos estímulos aplicados -> progressão em 
carga, volume e intensidade. 
 
A especificidade se refere ao treino ser específico à 
individualidade e objetivo do paciente em questão. 
 
A reversibilidade nos diz que, quando não há estímulo, 
o músculo tende a retroceder, por isso a importância 
da manutenção do treinamento. 
 
O TMR é uma intervenção que pode ser aplicada de 
forma isolada ou incluída em programas de RP, cujos 
objetivos abrangem: 
I. ganho de força muscular; 
II. incremento da endurance dos músculos insp ou exp; 
III. possível melhora na capacidade de exercício. 
● Força: alta intensidade e baixa repetição. 
● Endurance: ênfase no tempo de treinamento 
(resistência) -> mínimo 15min. 
 
Atualmente, estão descritas três modalidades de 
TMR: 
1. Hiperpneia voluntária isocápnica 
Requer que o indivíduo realize a hiperventilação 
voluntária, ou seja, respire acima da FR normal -> 15 a 
30 minutos, de 3 a 6 vezes por semana. O efeito é 
identificado entre 4 e 6 semanas. 
Obs: A maior desvantagem é a reinalação do CO2. 
 
2. Treino fluxo-resistido 
Inspirações através de válvulas com orifícios de 
diferentes tamanhos, possibilitando aumento ou 
diminuição da resistência à passagem de ar, que induz 
diferentes níveis de sobrecarga aos músculos 
respiratórios. 
-> 12 a 16 ciclos por minuto de 15 a 25 min, 2x por dia 
todos os dias da semana durante 1 semana. 
 
3. Treino resistido com carga pressórica ou 
limiar de carga 
Inspirações ou expirações contra uma resistência na 
qual um limite de carga/pressão é imposto. Uma vez 
vencida essa resistência, a válvula se abre e o fluxo 
entra ou sai. 
*É o mais utilizado! 
-> 30 a 70% Pimáx de 10 a 30 min. 1 ou 2x ao dia e de 3 
a 7x na semana. 
 
Indica-se que o TMR inicie-se com 30% do Pimáx para 
que progrida até 60-70%, dependendo do objetivo do 
treinamento. 
Benefícios: 
- Aumento da capacidade funcional 
- Melhora da qualidade de vida 
- Aumento da força muscular respiratória 
- Diminuição da dispneia 
- Aumento da tolerância ao esforço 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Administração terapêutica de O2 em concentrações 
maiores das encontradas no ar ambiente, com o 
objetivo de elevar a quantidade de O2 carreada 
pelo sangue aos tecidos. 
 
O oxigênio (O2) é uma necessidade básica para os 
seres humanos. O ar que se respira é composto em 
21% por O2. Pacientes incapazes de obter o O2 
suficiente através da respiração normal necessitam de 
suplementação deste gás para manter as funções 
vitais. 
 
Histórico: 
- O O2 foi descoberto como sendo um gás terapêutico 
no início do século XIX. 
- Em 1970, foi descrita a redução da mortalidade em 
pacientes com DPOC submetidos à terapia com O2. 
- Tal terapêutica tem como objetivo tratar e prevenir 
a hipóxia (SpO2 Usado de forma indiscriminada, o O2 
apresenta risco de toxicidade! 
 
Além do oxigênio, tem-se 
acoplado ao aparelho um 
umidificador com água destilada, 
necessária para evitar o 
ressecamento das vias aéreas. 
 
O uso do O2 suplementar é 
indicado para correção da hipoxemia e para redução do 
trabalho imposto ao sistema cardiopulmonar na 
presença de hipóxia. 
 
Obs: Hipoxemia é a deficiência anormal de 
concentração de oxigênio no sangue arterial (baixa 
PaO2) e hipóxia é a diminuição da oferta de oxigênio 
aos tecidos. 
*Hipoxemia = PaO2da pCO2 
● Desidratação das mucosas 
● Lesões locais 
● Tosse seca e irritativa 
● Diminuição da atividade ciliar 
● Aumento das espécies reativas de O2 
 
Métodos de administração de O2 
Os métodos da oxigenoterapia são classificados em 
sistemas de baixo fluxo e de alto fluxo. A escolha de 
cada método da oxigenoterapia depende da dose de 
O2 necessária, considerando-se também a aceitação 
do paciente. 
 
A quantidade de fluxo de O2 que será oferecido ao 
paciente é baseada no cálculo da fração inspirada de 
O2 (que varia de 21 a 100%). 
FiO2 estimada = 20 + 4x O2 ofertado 
 
Baixo fluxo 
● Cânula nasal ou cateter tipo óculos 
Dispositivos de pequeno 
calibre, de plástico 
descartável com dois 
orifícios que se projetam 
em direção às narinas. 
 
Para calcular a FiO2 
estimada, fornecida 
pelas cânulas e 
cateteres, usa-se a 
seguinte regra: 
 
1L/min de O2 = 4% de FiO2, além do ar ambiente. 
 
 
 
● Máscara simples 
Cobre boca e nariz e pode aumentar a FiO2 até 60%, 
tem fluxo entre 5 e 15 L/min, além de ter a vantagem 
de ser mais acessível e leve. Deve ser retirada para 
fala e alimentação. 
 
 
Alto fluxo 
● Máscara de reservatório 
É uma máscara como a 
simples, porém com um 
reservatório de O2 entre as 
inspirações (tem orifícios 
laterais para saída de CO2) -> 
indicada para concentrações 
de O2 moderadas a elevadas. 
 
Pode ser: 
Com reinalação parcial (com 
reservatório de O2 e CO2 juntos que escapam à 
medida que o reservatório é preenchido) -> fornece 
35-60% de O2, com 6-10L/min, mas pode levar a 
retenção de CO2. 
 
De não reinalação (tem uma válvula unidirecional que 
direciona o ar exalado) -> apresenta concentração de 
O2 de 80-95%, com fluxo de 10-15L/min sendo 
indicada para pacientes críticos. 
 
 
● Máscara de venturi 
Consegue determinar FiO2 
devido a seus orifícios de 
calibres variáveis (quanto 
menor o orifício, maior o jato 
de entrada de ar e 
consequentemente maior a 
FiO2), 
 
 
Sistemas Cercados 
Tem como característica ambiente fechado de O2 
controlado (tendas e capacetes). São utilizados em 
crianças pequenas e lactentes, fornecendo um teor 
elevado de umidade, além de O2 suplementar. 
Favorecem a retenção de CO2 e dificultam a 
manipulação do paciente. 
 
As incubadoras também podem ser classificadas como 
sistemas cercados de O2, com temperatura e 
concentração de O2 precisos para lactentes. 
 
 
*pesquisar Projeto Coala - HUSM implanta Projeto 
Coala para reduzir sequelas em bebês prematuros — 
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares 
(www.gov.br) 
. 
 
 
 
 
 
 
A ventilação mecânica (VM) ou suporte ventilatório, 
consiste em um método de suporte para o tratamento 
de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou 
crônica agudizada. 
 
Tem por objetivos, a manutenção das trocas gasosas, 
ou seja, correção da hipoxemia e da acidose 
respiratória associada à hipercapnia. Isso, a partir 
do alívio do trabalho da musculatura respiratória que, 
em situações agudas de alta demanda metabólica, está 
elevado; reverter ou evitar a fadiga da musculatura 
respiratória; e diminuir o consumo de oxigênio. 
 
A ventilação mecânica pode ser 
NÃO INVASIVA ou INVASIVA. 
 
Nas duas situações, a ventilação artificial é conseguida 
com a aplicação de pressão positiva nas vias aéreas. A 
diferença entre elas fica na forma de liberação de 
pressão: 
Ventilação Não Invasiva - máscara de interface 
externa que tem efeito momentâneo e necessita da 
colaboração do paciente. 
 
Ventilação Mecânica Invasiva - prótese 
introduzida na via aérea (tubo oro ou nasotraqueal ou 
uma cânula de traqueostomia), pode ser usada por 
tempo indeterminado e é independente da colaboração 
do paciente. 
 
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/comunicacao/noticias/husm-implanta-projeto-coala-para-reduzir-sequelas-em-bebes-prematuros
Obs: A ventilação atua na movimentação do gás dentro 
dos pulmões podendo diminuir a pressão alveolar 
(ventilação por pressão negativa) ou aumentar a 
pressão da via aérea proximal (ventilação por 
pressão positiva). A última é a mais comum. 
 
Durante a ventilação controlamos a: 
- Concentração de O2 (FiO2); 
- Velocidade que o ar será administrado (fluxo 
inspiratório); 
- Tempo expiratório* 
*Pode ser definido pelo paciente (ventilação assistida) 
ou pelo aparelho (ventilação controlada). 
- Onda de fluxo (descendente, quadrada, ascendente 
ou sinusoidal) 
- Número de ciclos respiratórios (FR) 
 
🫁 INDICAÇÕES VNI 🫁 
- Hipoventilação e apneia (⬆PaCo2 com acidose 
respiratória) 
- DPOC descompensado 
- Crise Asmática 
- Edema Agudo de Pulmão 
- IRpA 
- Desmame Ventilatório 
- Cuidados Paliativos 
- Apneia Obstrutiva do Sono 
- Pós operatórios 
 
🫁OBJETIVOS TERAPÊUTICOS🫁 
- Alívio dos sintomas 
- Redução do trabalho ventilatório 
- Aumentar oxigenação/trocas gasosas 
- Aumentar ventilação alveolar (BiPAP) 
- Reduzir necessidade IOT e suas complicações 
- Conforto do paciente 
 
🫁CONTRA INDICAÇÕES🫁 
- RNC (rebaixamento do nível de consciência) 
- Agitação (não colaborativo) 
- Instabilidade hemodinâmica com necessidade de 
DVA´s 
- Obstrução de VAS (vias aéreas superiores) 
- Sangramento ativo de VAS 
- Trauma ou PO de cirurgia de face 
- Náuseas e vômitos 
- Incapacidade de proteção de VAS 
- Assincronia paciente-ventilador 
- Necessidade de IOT imediata 
 
Ventilação Não Invasiva 
Interfaces: 
Máscara nasal - menor sensação 
de claustrofobia, redução de 
risco de aspiração e manuseio 
fácil, mas pode ter uma 
despressurização oral, irritação 
nasal e ressecamento. 
 
Máscara facial - indicada em 
pacientes com maior demanda 
ventilatória (IRpA), permite 
menor vazamento oral, entretanto 
causa maior claustrofobia, 
probabilidade de úlcera de 
pressão. 
 
Máscara facial total - indicada para hipoxemia grave 
por permitir uma maior pressurização das vias aéreas 
e é mais confortável 
 
🫁MODOS VENTILATÓRIOS🫁 
CPAP x BiPAP 
BiPAP - Recomendada para pacientes com hipercapnia 
aguda, para repouso da musculatura, pacientes com 
EAP cardiogênico e imunossuprimidos com infecções. 
São utilizados 2 níveis de pressão 
1) Pressão positiva inspiratória (IPAP) 
É a pressão responsável pela insuflação pulmonar, que 
gera volume corrente, auxilia na expansibilidade, 
recupera fibras musculares fatigadas e auxilia na 
regulação do pH. 
 
2) Pressão expiratória positiva no final da 
expiração (EPAP ou PEEP) 
Tem a finalidade de manter as vias aéreas e 
alvéolos abertos a fim de melhorar a oxigenação. 
Obs: EPAP sempre menor para facilitar ao máximo a 
expiração, ou seja, ter menor esforço expiratório. 
 
CPAP (Pressão contínua nas vias aéreas) - é 
utilizada uma pressão constante durante a inspiração 
e expiração. A PEEP é responsável pela oxigenação e 
será mantida contínua em todo o ciclo respiratório e a 
ventilação é realizada de forma espontânea (ou seja, 
paciente necessita do drive respiratório). 
Obs: usado em período noturno em casos de SAOS 
para evitar que o paciente pare de respirar enquanto 
dorme, ou ainda em doenças neuromusculares e 
problemas respiratórios. 
 
Ventilação Mecânica Invasiva 
É o fornecimento de O2 a nível da traqueia a partir 
de uma intubação (orofaríngea, nasofaríngea ou 
traqueostomia). Tem como objetivo melhorar aoxigenação, diminuir o esforço respiratório, oferecer 
tempo de recuperação ao paciente e diminuir a 
mortalidade. 
 
🫁CICLO VENTILATÓRIO🫁 
Tempo de entrada e saída de ar do pulmão, dividido em 
fase inspiratória, expiratória e suas transições. 
Modo controlado - iniciado e finalizado pelo VM (aqui 
o controle neural está abolido) 
 
 
Modo assistido/controlado - iniciado pelo paciente 
(drive respiratório) e finalizado pelo VM. 
 
Modo espontâneo - iniciado e finalizado pelo paciente. 
 
 
🫁PARÂMETROS DA VM🫁 
Volume corrente (volume de gás a cada inspiração), 
entre 8 a 10ml/kg (baseado no peso ideal do paciente). 
 
Pressão inspiratória (pressão utilizada para gerar o 
VC), deve ser 90%. 
Obs: PaO2/FiO2 (normal >300 e SDRA

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