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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAPIRA 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
 
 
Relatório de Estágio 
 
Comportamento de Consumo e Psicologia do Cotidiano: Análise dos 
Estímulos em Supermercados 
 
 
 
 
 
 
BRYAN DE MELLO GALEGO 7771 
FLÁVIA SILVÉRIO BACELLAR 7691 
GISELE CUNHA BELLINI 7768 
LAURA DE OLIVEIRA BRANDÃO 7706 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAPIRA, 2025
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAPIRA 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
 
Relatório de Estágio 
 
Comportamento de Consumo e Psicologia do Cotidiano: Análise dos 
Estímulos em Supermercados 
 
 
 
 
Estágio Análise do Ambiente de 
Mercado. Trabalho desenvolvido na 
disciplina de Psicologia do Cotidiano, do 
curso de Psicologia do Centro Universitário 
de Itapira, sob orientação do professor 
Patrick Pereira. 
 
 
BRYAN DE MELLO GALEGO 7771 
FLÁVIA SILVÉRIO BACELLAR 7691 
GISELE CUNHA BELLINI 7768 
LAURA DE OLIVEIRA BRANDÃO 7706 
 
 
 
ITAPIRA, 2025
 
1 
 
Sumário 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 3 
2 DESENVOLVIMENTO...................................................................................................................... 5 
Supermercados Geoli ...................................................................................................................... 5 
Primeira Observação, 10:00h às 12:00h, Quarta-Feira 16 de Abril de 2025 ...................... 5 
Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 19 de Abril de 2025 ............................. 6 
Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 22 de Abril de 2025 ........................ 7 
Quarta Observação, 10:00h às 12:00h, Quinta-Feira 24 de Abril de 2025 ......................... 8 
Quinta Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 26 de Abril de 2025 .................................. 9 
Sexta Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 27 de Abril de 2025 ................................. 9 
Sétima Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 29 de Abril de 2025 ........................ 10 
Oitava Observação, 17:00h às 18:00h, Quarta-Feira 30 de Abril de 2025 ....................... 11 
Nona Observação, 10:00h às 12:00h, Sexta-Feira 02 de Maio de 2025 .......................... 12 
Décima Observação, 8:00h às 10:00h, Sábado 03 de Maio de 2025................................ 12 
Décima Primeira Observação, 8:00h às 10:00h, Domingo 04 de Maio de 2025 ............. 13 
Décima Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Quarta-Feira 14 de Maio de 2025 ... 14 
Décima Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Sexta-Feira 16 de Maio de 2025 ....... 15 
Supermercados Cubatão .............................................................................................................. 16 
Primeira Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 19 de Abril de 2025 ............................. 16 
Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 22 de Abril de 2025 ..................... 18 
Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 26 de Abril de 2025 ............................. 19 
Quarta Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 27 de Abril de 2025 ............................. 21 
Quinta Observação, 11:00h às 12:00h, Terça-Feira 29 de Abril de 2025 ......................... 22 
Sexta Observação, 11:00h às 12:00h, Quarta-Feira 30 de Abril de 2025 ........................ 23 
Sétima Observação, 10:00h às 11:00h, Sexta-Feira 02 de Maio de 2025 ........................ 24 
Oitava Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 03 de Maio de 2025 ............................... 25 
Nona Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 04 de Maio de 2025 ............................... 27 
Décima Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 10 de Maio de 2025 ............................. 28 
Décima Primeira Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 13 de Maio de 2025 ....... 29 
Décima Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Sexta-Feira 16 de Maio de 2025 ..... 30 
Décima Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 17 de Maio de 2025 .............. 31 
Décima Quarta Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 18 de Maio de 2025 .............. 32 
Supermercados Penha Center ..................................................................................................... 33 
2 
 
 
 
Primeira Observação, 10h às 12h, Quarta-Feira, 16 de Abril de 2025 .............................. 33 
Segunda Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 22 de Abril de 2025 ............................... 35 
Terceira Observação, 10h às 12h, Quinta-Feira, 24 de Abril de 2025 .............................. 37 
Quarta Observação, 10:30h às 12:30h, Sábado, 26 de Abril de 2025 .............................. 39 
Quinta Observação, 10h às 12h, Domingo, 27 de Abril de 2025........................................ 41 
Sexta Observação, 10:15h às 12:15h, Terça-Feira, 29 de Abril de 2025 ......................... 43 
Sétima Observação, 10h às 12h, Sexta-Feira, 02 de Maio de 2025.................................. 44 
Oitava Observação, 7h às 9h, Sábado, 03 de Maio de 2025 .............................................. 46 
Nona Observação, 7:10h às 8:10h, Domingo, 04 de Maio de 2025 .................................. 47 
Décima Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 06 de Maio de 2025 ................................ 49 
Décima Primeira Observação, 10h às 12h, Quinta-Feira, 08 de Maio de 2025 ............... 51 
Décima Segunda Observação, 7:30h às 9:30h, Sexta-Feira, 09 de Maio de 2025 ......... 53 
Décima Terceira Observação, 10h às 12h, Segunda-Feira, 12 de maio de 2025 ........... 54 
Supermercados Rofatto ................................................................................................................. 56 
Primeira Observação, 10h às 12h, Segunda-Feira, 28 de Abril de 2025 .......................... 56 
Segunda Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 29 de Abril de 2025 ............................... 58 
Terceira Observação, 10h às 11h, Quarta-Feira, 30 de Abril de 2025 .............................. 60 
Quarta Observação, 10h às 12h, Sexta-Feira, 02 de Maio de 2025 .................................. 61 
Quinta Observação, 10h às 12h, Sábado, 03 de Maio de 2025 ......................................... 63 
Sexta Observação, 10h às 12h, Domingo, 04 de Maio de 2025 ........................................ 65 
Sétima Observação, 10h às 12h, Segunda-Feira, 05 de Maio de 2025 ............................ 66 
Oitava Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 06 de Maio de 2025 .................................. 68 
Nona Observação, 10h às 11h, Quarta-Feira, 07 de Maio de 2025 .................................. 70 
Décima Observação, 10h às 12h, Quinta-Feira, 08 de Maio de 2025 ............................... 71 
Décima Primeira Observação, 10h às 12h, Sexta-Feira, 09 de Maio de 2025................. 73 
Décima Segunda Observação, 10h às 12h, Sábado, 10 de Maio de 2025 ...................... 75 
Décima Terceira Observação, 10h às 12h, Domingo, 18 de Maio de 2025 ..................... 77 
Décima Quarta Observação, 10h às 11h, Quinta-Feira, 20 de Maio de 2025 .................. 79 
3 CONCLUSÃO .................................................................................................................................. 80 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 82 
 
 
 
3 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
Consumir vai além de apenas comprar produtos para suprir necessidades 
básicas. Trata-se de um comportamento social influenciado por fatores sensoriais, 
emocionais e simbólicos. No dia a dia, os supermercados se destacam como locais 
onde essas influências se manifestam de forma evidente. Eles não são apenas pontos 
de abastecimento, mas ambientes que estimulam percepções, desejos e decisões 
através de estratégias pensadas. 
Este relatório apresenta uma análise baseada em um estágio de 25 horas, 
realizado entre abril e maio de 2025, como parte da disciplinao valor e sorriu discretamente. Ao lado, um grupo de jovens escolhe 
coxinhas, sonhos e enroladinhos. Um deles brinca: “Sexta-Feira é dia do pecado 
alimentar.” Todos riram. No hortifruti, uma senhora muito bem arrumada escolhe 
tomates com cuidado. Vira cada um nas mãos. Ao lado, um homem de bermuda e 
chinelo pega um abacaxi sem olhar, jogando direto no carrinho. Saindo do Hortifruti e 
indo para a área de limpeza. Uma senhora compara marcas de detergente, ela 
escolhe o que está em promoção. 1.29$. Na seção de congelados, um senhor 
examina pacote de batata. Ele usa óculos e lê com dificuldade as letras pequenas da 
embalagem. Andando para o corredor de doces, chocolates. Vejo uma menina de uns 
cinco anos chorando baixinho, segurando um pacote de chocolate. A mãe tenta 
convencê-la a devolver: “Você já pegou um doce.” A menina insiste. No fim, a mãe 
cede e entrega o chocolate. Andando pelo mercado, vejo interações de funcionários, 
clientes. Poucas pessoas no momento. Agora indo para os caixas. Estou vendo uma 
moça ela organiza os produtos no carrinho. Parece que está com receio de que não 
consiga pagar. Está separando produtos que talvez tenha que deixar para trás. Ao 
sair vejo uma senhora de cabelos presos em coque, com casaco, empurrava um 
carrinho com lentidão. Nele tem feijão, arroz, farinha, um sabão em pó pequeno e um 
pacote de biscoito de coco. 
 
31 
 
 
 
 
 
Décima Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 17 de Maio de 2025 
 
Mais um sábado. manhã fresca, céu limpo. movimento estável. Ao entrar vejo, 
uma jovem mãe com seu bebê no carrinho no setor de frutas. Escolhe 
cuidadosamente maçãs e bananas, enquanto o bebê, curioso, brinca com um 
brinquedo pendurado. A mãe sorri para ele vez ou outra. Perto dali um homem de 
meia-idade na seção de frios comparava os preços. Pegou dois queijos, leu os rótulos, 
olhou o preço, suspirou e escolheu o mais barato. “Economizar é sempre bom”, 
murmurou. Passando pelos laticínios, vi uma promoção de iogurtes que atraiu olhares. 
As prateleiras quase vazias. Uma mulher com uma lista na mão pegou vários potes e 
distribuiu pelo carrinho. Indo para os congelados, permaneci um tempo no local. vejo 
uma senhora idosa observando com calma os congelados. Pegou steaks congelados. 
Lia as embalagens com atenção. Próximo a ela, um casal discutia sobre qual 
hamburguer levar. Na seção de carnes, o burburinho era maior. A fila do açougue com 
mais pessoas. Uma senhorinha com um carrinho cheio de carnes conversava com o 
açougueiro sobre cortes. Ao lado, um moço de fones de ouvido escolhia bandejas de 
carnes. Pegava, devolvia, olhava o celular. No fim, escolheu um pacote mais barato. 
Indo para a seção de bebidas à minha esquerda. Lá no fundo, estou vendo 2 mulheres. 
Estão de shorts, raiban, cropet e chinelo. Estavam falando sobre churrasco e pegando 
umas ice. Uma mulher pegou uma ice vermelha, não sei dizer o sabor. Ela disse “Essa 
aqui é ótima, vamos levar.” Ficando um tempo observando e andando pelo local. 
Pessoas passam, vão. Vi uma mulher derrubar uma cerveja empilhada com o carrinho. 
Ela foi embora, fugiu. Depois de um tempo vejo uma funcionária limpando o local. 
Andando mais a frente, estou agora na sessão de leites. Vejo uma mãe pegando uma 
caixa e colocando no carrinho. Este leite estava na promoção. Indo para o setor de 
cafés. Tudo muito caro. Vejo pessoas pegando das marcas mais baratas. Tem um 
café não muito conhecido em promoção Café Terra da Gente, 21,90$. Bastante 
pessoas estão passando e pegando esse café. Indo para a seção de enlatados, vejo 
pessoas passando e pegando milho que está em promoção. Uma senhorinha passou 
e pegou uns 5 pacotes de milho. A sardinha está na promoção, e o atum também. 
32 
 
 
 
Embora estejam na promoção, estou vendo mais pessoas pegando a sardinha ao 
invés do atum. A sardinha está mais barata. Agora indo pra saída. vi um senhor de 
terno amassado e sapato gasto. Tinha um vaso de florzinha nas mãos, daqueles 
simples, de floricultura de mercado. No carrinho, poucos itens: arroz, leite, um vinho 
barato e o buquê. Pagou tudo com calma e saiu sozinho. Talvez fosse um presente. 
Antes de ir embora, parei perto dos caixas. Vi uma senhora com sacolas cheias 
tentando equilibrar as mãos e os passos. Um funcionário jovem se ofereceu para 
ajudar. Ela aceitou com um sorriso. 
 
Décima Quarta Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 18 de Maio de 2025 
 
dia nublado, vento frio, chegando ao mercado, pouco movimento. Peguei uma 
cestinha e fui caminhando devagar, observando. Logo na entrada, uma mulher 
vestindo moletom e tênis, com expressão cansada, parou para pegar uma das 
promoções expostas: molho de tomate por 1$. Passando pelo hortifruti, sem muito 
movimento. Agora indo para a padaria. Vejo um senhor pegando pão de forma 
integral, olhou a validade, e depois pegou também quatro pães franceses. Na fila da 
pesagem, uma criança olhava a estufa com olhos grandes. A mãe, visivelmente 
desconfortável com a demora, apenas disse: “Escolhe um só.” O menino pegou um 
sonho de creme. Observando o local por um tempo. Indo agora para seção de frios. 
está repleta de pessoas de todas as idades. Um jovem de moletom, um estilo distinto, 
analisava os preços dos queijos e pegou um pacote de presunto. Mais a frente, na 
área de iogurtes, margarinas etc. vejo uma senhora mexer nos potes de margarina e 
requeijão, procurando validade e observando o peso. “Esse aqui rende mais, né?”, 
perguntou a uma atendente que estava repondo produtos. Na área de hortifruti, as 
frutas estavam chamativas. Laranjas, maçãs e uvas organizadas em pirâmides, com 
plaquinhas vermelhas anunciando “oferta”. Vi um rapaz com fone de ouvido, andando 
sozinho, pegar um saco de batatas e alguns tomates. Chegando à seção de limpeza, 
uma moça com uniforme de farmácia estava escolhendo sabão líquido. Pegou dois 
frascos, comparou as informações, e colocou o mais barato no carrinho. Em seguida, 
voltou e pegou mais um. “Pra já deixar em casa”, murmurou. Poucas pessoas estão 
passando por aqui. Indo para os congelados, vejo uma mulher que parece estar com 
33 
 
 
 
pressa pegou lasanha congelada, uma pizza e um pacote de nuggets. Não olhou 
preços. Indo para o setor de bebidas. Pessoas passando pegando sucos, 
refrigerantes. Vejo um pai com dois filhos pequenos organizando os itens no carrinho: 
sucos, leite e refrigerantes. Um dos filhos queria levar uma bebida de caixinha 
diferente. O pai olhou o preço, balançou a cabeça negativamente, e o menino apenas 
largou o item de volta na prateleira. O pai suspirou e disse: “Semana que vem.” Um 
pouco mais a frente tem o setor de vinhos e outros tipos de bebidas. Não vejo pessoas 
por aqui pegando esses produtos. Não tem promoção também. São mais caros. Agora 
estou vendo um senhorzinho passando por aqui. Está olhando os vinhos, mas não 
pegou nenhum. Um pouco mais a frente, indo para o setor de grãos, alimentos 
básicos. O arroz sobradinho está na promoção por 19,90$. Bastante pessoas 
pegaram. Próximo aos caixas, observei uma senhora contando moedas antes de 
colocar os produtos na esteira. Ela reorganizou os itens: tirou o chocolate, mas deixou 
o sabonete e o pacote de arroz. A funcionária do caixa não falou nada e só observou. 
Quando a senhora saiu, ajeitou a sacola no braço com cuidado. Ainda nos caixas, um 
rapaz de moletom e mochila colocava pacotes de macarrão instantâneo e um litro de 
suco. Ele tinha pressa. 
 
Supermercados Penha Center 
Observação – Gisele Cunha Bellini 
 
Primeira Observação, 10h às 12h, Quarta-Feira, 16 de Abril de 2025 
 
Cheguei ao supermercado por volta das 10h da manhã, em uma Quarta-feira, 
horário em que o movimento começava a crescer, mas ainda era possível circular com 
certa tranquilidade pelos corredores. Logo na entrada, me posicionei próximo à área 
dos carrinhos e observei o comportamento das pessoas que chegavam. Muitos já 
chegavamcom lista de compras em mãos, alguns sozinhos e outros acompanhados 
da família. Notei que alguns clientes, mesmo antes de entrar direito na loja, já 
comentavam sobre os preços e promoções expostos nos cartazes da entrada. Depois 
de alguns minutos ali, comecei a andar pelos corredores para ter uma visão mais 
34 
 
 
 
ampla do ambiente e das interações. Passei primeiro pelo setor de limpeza, onde uma 
mulher de aproximadamente 40 anos, vestindo calça jeans, blusa branca e com uma 
bolsa transversal, pediu ajuda a um funcionário que estava repondo amaciantes na 
prateleira. Ela queria saber se o sabão em pó da marca anunciada ainda estava com 
desconto. O funcionário, com uniforme calça jeans e camiseta vermelha de manga 
azul com logo do Penha Center na camiseta, parou o que estava fazendo, respondeu 
com paciência e ainda a acompanhou até o final do corredor, apontando o produto e 
dizendo que restavam poucas unidades. Durante esse trajeto, notei que as prateleiras 
estavam bem-organizadas, com os produtos alinhados e as etiquetas de preços 
visíveis. Alguns espaços já estavam começando a esvaziar, especialmente os que 
tinham sinalização de oferta. Continuei caminhando e fui até o corredor dos enlatados, 
onde vi alguns homens, aparentando uns 60 anos, conversando com um rapaz de 30 
anos sobre o preço do óleo. Um deles disse em tom brincalhão que “desse jeito, dá 
pra fazer farofa só com cheiro”, e o outro riu, respondendo que era preciso comprar 
logo antes que aumentasse de novo. Essa conversa foi curta, mas deu para perceber 
como os preços se tornaram tema de interação até entre pessoas que pareciam não 
se conhecer. Mais à frente, uma senhora pediu ajuda a um repositor para alcançar um 
molho de tomate que estava na prateleira mais alta. Ele prontamente pegou o produto, 
perguntou se queria mais alguma coisa e seguiu reorganizando as latas que estavam 
fora do alinhamento. O cuidado com a organização era evidente — os produtos 
estavam bem-posicionados e as áreas estavam limpas. Fui então para a seção de 
hortifrúti, onde fiquei alguns minutos parado perto da balança de pesagem. O 
ambiente estava bem iluminado e as frutas expostas em bancadas largas. Ali, ouvi 
uma moça dizendo ao rapaz que a acompanhava que a maçã estava com bom preço 
e dava para levar mais. Os dois discutiram rapidamente sobre o orçamento e 
decidiram levar dois sacos. Ao lado, uma cliente comentou com outra: “Essas bananas 
estão verdes demais”, e a outra respondeu: “Tem que escolher bem, senão perde 
rápido”. Pequenos comentários como esse mostravam uma interação simples, mas 
constante, entre as pessoas. Na parte da frente do mercado, observei a quantidade 
de caixas abertos: havia seis caixas funcionando, com uma fila pequena em cada um. 
Os operadores de caixa estavam uniformizados, mulheres com um conjunto social 
azul e crachá e os homens com camisa azul claro, calça azul marinho e conto preto e 
crachás sempre prestativos e educados, cumprimentavam os clientes com um “bom 
35 
 
 
 
dia” e perguntavam se queriam CPF na nota. Um dos caixas, mais novo, aparentando 
ter uns 20 anos, se mostrou bem simpático ao conversar com um cliente mais velho. 
Esse tipo de abordagem humanizada se repetiu em outros caixas que observei, 
mesmo que de forma breve. Ao caminhar para os fundos do supermercado, vi a área 
dos refrigerantes e bebidas, onde alguns clientes paravam por mais tempo, 
comparando preços e marcas. Um casal discutia sobre levar refrigerante comum ou 
zero açúcar, enquanto outro cliente pegava várias garrafas de uma vez, onde se 
encontrava coca cola retornável e preço estava mais em conta. Um funcionário passou 
com um carrinho pequeno, sinalizando com a mão para que os clientes se afastassem 
e seguiu repondo fardos de água mineral, mostrando organização e cuidado com a 
segurança. Terminei a observação circulando novamente pelo corredor de cereais, 
onde notei que a disposição dos produtos facilitava a visualização e escolha. Os 
corredores estavam limpos, sem caixas espalhadas ou carrinhos obstruindo a 
passagem. A organização geral do supermercado era boa, e os funcionários 
demonstravam atenção tanto na reposição quanto no atendimento aos clientes. Ao 
sair, por volta de 12h, percebi que o fluxo de pessoas havia aumentado, devido horário 
do almoço e onde se encontrava a padaria alimentava fluxo de pessoas pedindo duas 
marmitas. Mas o ambiente continuava com interações respeitosas, muitos 
comentários sobre preços, e uma busca constante por economia por parte dos 
consumidores. 
 
Segunda Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 22 de Abril de 2025 
 
Cheguei ao supermercado por volta das 10h da manhã, um horário intermediário 
entre o início do expediente e o horário de almoço, caracterizado por um movimento 
moderado de pessoas. Logo na entrada observei que só três caixas funcionavam duas 
mulheres e um homem, havia um segurança na frente próximo a recepção do 
supermercado e uma funcionária que aparentava ser gerente pois seu uniforme era 
diferenciado, calça azul marinho e uma camisa social azul mais clara com logo do 
Penha Center. Me direcionei ao hortifruti e observei uma senhora idosa que parou em 
frente às frutas e verduras. Ela caminhava devagar, com movimentos calculados, e 
examinava cada item com atenção, vendo se os produtos estavam bons e o preço 
36 
 
 
 
também, falou sobre as alfaces dizendo que não estavam bonitos e que o pé de 
alfaces estavam muito pequenos. Notei que ela optava pelos produtos que pareciam 
mais frescos, muitas vezes ignorando os que estavam em promoção. Notei que ela 
optava pelos produtos mais fresco e bonitos do que pelo preço. Um pouco mais à 
frente, no corredor de produtos de limpeza, um jovem casal discutia sobre qual marca 
de sabão em pó levar. O homem parecia inclinado a escolher o produto mais barato, 
enquanto a mulher insistia em uma marca conhecida. A interação foi pontuada por 
frases como: "Essa é melhor para roupas brancas" e "Mas essa está em oferta." A 
decisão final favoreceu o custo-benefício: levaram a marca conhecida, mas em um 
pacote menor. Na área de congelados, notei um homem mais bem vestido, com roupa 
mais social, calça preta camisa manga longa branca e cinto preto, aparentando estar 
em horário de trabalho. Ele analisava rapidamente os produtos congelados, pegando 
alimentos prontos para aquecer no micro-ondas. Parecia apressado e pouco 
interessado em preços ou marcas, priorizando apenas algo pronto para comer, noto 
que chegou a ir na padaria onde estavam servido as marmitas, mas como estava bem 
cheio saiu e buscou outra coisa. Próximo dali, na seção de biscoitos, um menino de 
cerca de seis anos corria entre os corredores, depois se aproximava da mãe e a 
puxava pela mão, e falou “mãe vamos você disse que seria rápido quero ir na casa do 
vovó”. Observei que a mãe respondeu firme dizendo “calma disse que vamos na vovó 
só que preciso pegar coisas para levar pra ela”. Saiu correndo e voltou com um pacote 
de bolacha pedindo para sua mãe comprar, ela colocou no carrinho. Permaneceram 
por um tempo no ambiente do mercado e o menino mantendo seu comportamento de 
correr pra cá e pra lá. Na área de carnes, algumas pessoas esperavam pacientemente 
serem chamados pelo número das suas senhas, enquanto um senhor de faixa etária 
de 50 examinava os pacotes já expostos. Um senhor de bermuda azul e camiseta 
vermelha comentou em voz alta: "A carne está cada vez mais cara, isso porque hoje 
e dia de promoção”, iniciando uma conversa breve com outra cliente ao lado uma 
moça que aparentava uns 30 anos. Um outro homem de uns 40 anos diz” que de 
todos os mercados ali e onde ele acha as melhores carnes e sempre vem na semana 
de promoção”. Essa troca de diálogo parece aproximar as pessoas e e vejo que assim 
parece que a espera parece mais agradável e um momento de interação social. À 
medida que me aproximava da seção de laticínios,notei uma mulher aparentemente 
na faixa etária de 38 anos parada com um pacote de iogurte na mão, lendo 
37 
 
 
 
atentamente os ingredientes, percebi que depois de ler devolveu o produto na 
geladeira e pegou outra marca. Próximo dela, uma jovem retirava diversos produtos 
de uma prateleira com a promoção. Era os Danone que estavam enrolados em uma 
fita a promoção era leve 4 e pague 2, pois eram produtos que iriam passar da validade 
em 4 dias. Observo que toda semana existe essas promoções de Danone. Observo 
novamente o movimento da padaria que chegando próximo ao horário almoça 
aumenta, mas sempre muitas pessoas que estão saindo no intervalo do trabalho para 
almoçar. Noto 4 homens de uniforme tipo macacão azul bem surrado e com manchas 
brancas parecendo cimento, e botinas pretas sujas com um pó branco. Eles 
conversavam entre si falando “nossa estou faminto hoje, quero almoçar logo para 
poder dar um cochilo.” Ao me dirigir aos caixas por volta de meio-dia, o movimento 
havia aumentado, mais dois caixas estavam funcionando. As filas eram formadas 
principalmente pessoa que vinham buscar marmitas e carregam uma bebida junto, 
refrigerante, e outros estavam com suco, mas observo que a compra de refrigerante 
foi maior. Próximo ao caixa noto gerente juntos com mais dois repositores dialogando 
sem frente a uma prateleira como iriam organizar algumas promoções de papel 
higiênico. 
 
Terceira Observação, 10h às 12h, Quinta-Feira, 24 de Abril de 2025 
 
Quando chego aí mercado por voltas das 10h, observo que hoje 4 caixas abertos 
todas elas mulheres. Segurança próximo a recepção e uma gerente. Observo poucos 
clientes no momento alguns corredores vazios só repositores arrumando as 
prateleiras, organizando produtos de higiene e outro no corredor de pó de café e chás. 
Por volta das 11h15 da manhã, o movimento no supermercado Penha Center 
começou a se intensificar, especialmente nas proximidades da padaria, onde são 
servidas as populares marmitas. O ambiente se enche o cheiro de comida fresca e 
convidativo, o que naturalmente atrai a atenção dos consumidores que já se 
aproximam do horário de almoço. Observo que alguns clientes estão por lá sempre, 
observo algumas mães que foram com as crianças ainda uniformizadas que acabaram 
de sair da escola isso mais presente as 12:00, observei adolescentes que buscam 
comprar salgadinhos e refrigerantes, e o burburinho de vozes todos estão falando ao 
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mesmo tempo, duas mães se encontram e parecem se conhecerem, se abraçam e 
dizem “ nossa quanto tempo”, e falam de casamento e filhos. É possível notar que 
muitos dos clientes já se dirigem diretamente ao balcão de marmitas, formando uma 
fila que cresce rapidamente. A demora, pois, só vejo 3 atendentes na padaria e a fila 
de clientes e grande. A funcionária se dirigi ao cliente perguntando e arroz feijão? Qual 
são as duas misturas? E o complemento? Os funcionários estão sempre com luvas e 
touca, são bem-educadas e prestativas. Observo que os clientes são compostos por 
trabalhadores, donas de casa, idosos e até casais jovens. A escolha entre opções 
como bife acebolado, frango grelhado e peixe. Um senhor de uns 60 anos de bengala 
e passos lentos, aproxima-se com calma. Uma funcionária logo o reconhece e o 
atende com um tom mais acolhedor, ele pede uma marmita dizendo “não estou com 
muita fome, mas saco vazio não para em pé” e sorri para funcionaria que prepara sua 
marmita e olha para demais cliente que sorriem de volta para ele. Um rapaz de 
aproximadamente 25 anos oferece ajuda ao senhor para levar sua marmita o mesmo 
agradece e aceita a ajuda. Noto também durante os diálogos o comentário sobre o 
cheiro da comida. E um homem que estava vestindo uniforme calça cinza e camisa 
cinza mais claro de vítima preta, comenta que "hoje a carne está cheirosa. Outro 
cliente uma senhora de 50 anos que observava, entra na conversa dizendo: “Tem dia 
que compensa mais comprar aqui do que fazer em casa”. Em outro ponto da fila, uma 
mãe com dois filhos pequenos discute com eles o que vão comer, tentando equilibrar 
as vontades das crianças com as opções do dia. Um dos meninos insiste na farofa, 
enquanto o outro diz que quer peixe. A funcionária do balcão sorri para mãe que tenta 
colocar os pedidos na escolha da marmita. Enquanto aguardava serem atendidos noto 
que alguns estão em silêncio e outros tentam iniciar conversar falando sobre a 
marmita ser gostosa, sobre preço e o quanto apreciam a comida feita ali. Alguns 
homens conversam sobre futebol, vejo duas mulheres que falam que as frutas estão 
mais baratas hoje. Uma funcionária da padaria atravessa o espaço empurrando um 
carrinho com pães acabados de sair do forno, cumprimenta alguns clientes pelo nome 
e é rapidamente parada por uma senhora que quer saber “ se no domingo vão ser 
feitos frangos inteiros assados e se precisa encomendar “.Mais ao fundo da padaria, 
dois funcionários conversam brevemente enquanto organizam bandejas: um comenta 
sobre o fluxo grande a semana toda , parece que outro funcionário está a pouco tempo 
trabalhando no supermercado, então ouvi atentamente o que e falado para ele. Ambos 
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demostram agilidade e organização as vezes dão risadas as algo que falaram em tom 
baixo. Quando vai se aproximando, ao meio-dia, o espaço fica visivelmente mais 
cheio. Bastante pessoas também circulam pelo mercado mas o movimento maior 
nesse dia e na padaria, açougue e perto da geladeira de frios. Vejo duas moças de 
carrinho circulando pelos corredores, e algumas de cesta na mão. Nesse momento 
estou perto do corredor onde ficam os pós de café e uma senhora me pedi para pegar 
o pó de marca União que está na última prateleira e ela não alcança, pego para 
mesma e ela sorri e agradece. Algumas pessoas já se conhecem e se cumprimentam, 
ou param para um breve diálogo. Vejo duas adolescentes de uniforme da escola 
Antônio Caio de braços dados, escolhendo chocolate uma ilha para outra e começam 
a rir pois percebem um rapaz com mesma faixa etária delas ali, e dizem “você viu ele, 
ele olhou para mim”. E pegam chocolate e vão para caixa, sempre rindo e falando alto 
e observo que ficam olhando procurando o adolescente que falavam. Nesse momento 
o movimento do caixa e grande, mas com maior número de pessoas com marmita. 
Uma senhora de uns 60 anos coloca suas comprar em dos caixas e derruba uma caixa 
de leite, o rapaz que estava atrás na fila se abaixa e pega o leite para mesma, que 
agradece e sorri. 
 
Quarta Observação, 10:30h às 12:30h, Sábado, 26 de Abril de 2025 
 
Chego no mercado por volta das 10:30h, o ambiente do supermercado 
apresentava um movimento moderado, com consumidores dispersos entre os 
corredores e setores, cada um concentrado em suas escolhas. No corredor destinado 
a produtos de higiene e cuidados pessoais, chamou a atenção a presença de uma 
gestante. Ela usava um vestido longo, listado e colorido, e empurrava calmamente um 
carrinho de compras já com alguns itens. Seu caminhar era tranquilo, mas observo 
que seu andar e bem lento, talvez pelo peso da gravidez. Ela parou por um longo 
período diante das prateleiras onde se organizavam fraldas, shampoos infantis, 
sabonetes e cotonetes. Ali, examinava os rótulos com atenção, pegando e devolvendo 
produtos por mais de uma vez. Primeiro, escolheu um frasco de shampoo, depois um 
pacote de cotonetes, analisando os detalhes e, possivelmente, os preços. Após refletir 
por um momento, colocou ambos no carrinho. Em seguida, analisou cuidadosamente 
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os tamanhos e marcas de fraldas, pegando dois pacotes, e os acomodou sobre os 
outros itens. Mas também noto que seu carrinho continha outros produtos alimentos 
e carnes, estava fazendo uma compra grande. Depois de sair desse setor, ela seguiu 
sua jornada de compras passando por áreas de alimentos e limpeza. A cada corredor, 
repetia o mesmo gesto de quem sabe o que procura,mas ainda assim confere 
alternativas: pegava um produto, examinava o rótulo, comparava com outro e então 
decidia. Sua atenção estava nitidamente voltada para o abastecimento da casa, com 
foco em itens essenciais e, possivelmente, aproveitando para pegar itens para a 
chegada do bebê. No mesmo corredor da gestante, uma senhora com aparência 
tranquila e expressão concentrada carregava uma cestinha azul. Ela estava parada 
diante das prateleiras de leite condensado e creme de leite. Havia sinalização de 
promoção nos produtos, o que talvez tenha sido o motivo de demorar a escolher qual 
produto levar. Pegava uma caixinha, lia a embalagem, colocava de volta, conferia 
outra marca. Depois de algum tempo, decidiu-se por três caixinhas em promoção, que 
cuidadosamente posicionou na cestinha. Em seguida, a senhora caminhou até o setor 
de hortifruti, onde permaneceu um bom tempo diante das bancadas de frutas. Primeiro 
observou as bananas, apalpando algumas, rejeitando outras, até colocar um cacho 
na sacola plástica. Depois se deteve nas maçãs, escolhendo uma a uma, com o 
mesmo critério detalhista. Se manteve por bastante tempo, vejo que escolheu 
mexericas e mangas, sempre cuidadosa na escolha das frutas. Mais adiante, no setor 
do açougue, havia alguns clientes observando as carnes disponíveis no balcão que 
fica na frente do açougue. O ambiente ali estava mais calmo que o habitual, sem o 
movimento intenso dos dias de promoção. Dois funcionários trabalhavam no 
atendimento, ambos com camiseta branca, calça branca, boné branco e aventais 
plásticos transparentes. Um deles limpava a bancada de cortes, enquanto o outro 
conversava rapidamente com uma cliente, explicando que as promoções voltariam na 
próxima eram na quarta e quinta feira dois dias da semana. Apesar da menor procura, 
o setor mantinha a organização e a atenção ao cliente. No geral, o ambiente do 
supermercado naquele final de manhã apresentava um ritmo constante, com 
interações contidas, mas carregadas de pequenas rotinas e escolhas. Cada cliente 
parecia imerso em seus próprios critérios, em um ritual silencioso de abastecimento, 
que revelava hábitos, necessidades e até fases da vida como no caso da gestante 
preparando-se com cuidado para a chegada de um novo membro da família. 
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Quinta Observação, 10h às 12h, Domingo, 27 de Abril de 2025 
 
Assim que chego ao supermercado, dirijo-me diretamente ao setor do açougue. 
O ambiente apresenta-se com uma iluminação fria e clara, e o cheiro característico de 
carne recém-cortada se mistura aos demais aromas do supermercado. No açougue, 
identifico dois funcionários trabalhando. Ambos vestem uniformes padronizados: 
camiseta branca, calça branca, boné branco e botas brancas, além de utilizarem 
aventais transparentes que cobrem a parte frontal do corpo. Noto o ambiente do 
açougue limpo e bem-organizado uma mesa centro, logo a frente duas máquina de 
serra, do lado direto uma máquina de moer carne e as balanças em frente em cima 
do balcão. Eles se dirigem aos clientes dizendo "Bom dia o que vai hoje", são 
atenciosos e educados. Há três clientes próximos ao balcão do açougue. Uma 
senhora, aparentando cerca de 60 anos, aproxima-se da máquina de senhas e retira 
a sua, olhando rapidamente para o painel eletrônico que indica o número atual de 
atendimento. Ela observando os produtos expostos enquanto segura uma cestinha de 
compras na mão. O segundo cliente, um homem de meia-idade, já está sendo 
atendido por um dos açougueiros. Ele aponta para diferentes cortes de carne, fazendo 
perguntas sobre o preço do acém e da costela, demonstrando certo conhecimento e 
interesse pelos produtos. A terceira cliente é uma mulher entre 30 e 40 anos, que 
percorre com o olhar as bandejas de carnes embaladas já prontas para o consumo, 
aparentemente comparando preços e qualidades. Ela segura um pacote de carne 
moída nas mãos, lê a etiqueta atentamente e devolve o produto à geladeira antes de 
continuar observando outras opções. À esquerda do açougue, próximo ao setor de 
laticínios, observo uma funcionária repondo produtos com agilidade, mas também com 
certo cuidado. Ela está uniformizada com calça preta, camiseta com a logomarca do 
supermercado. Utiliza dois carrinhos no processo de reposição: um contém os 
produtos novos potes de margarina, embalagens de requeijão e diversos tipos de 
queijo organizados em caixas de papelão; o outro carrinho é usado para recolher 
produtos que ela retira da geladeira. Ao retirá-los, ela analisa as embalagens, 
provavelmente conferindo datas de validade ou condições de conservação, e depois 
enrola cada item em uma fita adesiva transparente, aplicando-a de forma que fique 
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visível ao consumidor. Esses produtos enrolados são levados para uma área 
específica da geladeira, onde há uma placa de promoção escrita de forma clara: 
"Pague um e leve dois". O espaço é dedicado a itens em promoção, que irão vencer 
em alguns dias geralmente 4 a 5 dias ou pequenas imperfeições nas embalagens, 
como amassados. A disposição dos produtos nessa área e organizada, mas não são 
produtos iguais, as marcas são misturadas, acredito que devido a promoção. Durante 
essa observação, percebo que no ambiente é possível ouvir a conversa dos 
funcionários entre si. O som dos carrinhos deslizando sobre o piso, as rodas fazendo 
um ruído leve e constante, mistura-se às conversas dos clientes que circulam entre 
os corredores. Engraçado que dá para ouvir o barulho das geladeiras, até dos 
produtos que são colocados nas prateleiras pelos repositores. Ando pelos corredores 
e me dirijo aí setor de bebidas. Perto do corredor de bebidas, uma criança pede 
insistentemente um refrigerante para sua mãe, que tenta distrai-la apontando outras 
opções mais saudáveis. Um casal jovem de uns 22 anos, que estão de mãos dadas 
ela veste um short branco e uma blusinha azul e chinelos, ele está de bermuda preta 
e camiseta preta e chinelos, estão escolhendo entre a coca cola e a Fanta e vejo que 
a escolha foi pela coca pedido da namorada. Me desloco para frente do mercado e 
noto que no caixa rápido uma senhora agradece o empacotador pela ajuda ao colocar 
suas compras na sacola. Em outro caixa observo que uma mulher de meia idade 
coloca as comprar mais vai observando o valor que está passando e deixa de levar 
um produto, noto seu semblante preocupado. Perto da recepção observo a entrada 
de clientes que param para pegar um papel que lhes dá o direito de pegar Coca-Cola 
retornável pois deixam o vasilhame nesse local e vejo um senhor deixar um fardo de 
garrafas de vidro de cerveja também, fazendo mesmo procedimento. Um cliente entra 
e cumprimentam e para trocar um breve diálogo com o segurança que estava perto 
da entrada e recepção. Observo uma das caixas sorrindo e conversando com a cliente 
que está passando suas compras, elas parecem se conhecer pois papo e 
descontraído e alegre. 
 
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Sexta Observação, 10:15h às 12:15h, Terça-Feira, 29 de Abril de 2025 
 
Ao chegar ao mercado por voltas das 10:15h noto pequeno movimento de 
clientes, nesse momento só dois caixas estão funcionando. Digo para a seção de 
hortifrúti do supermercado, especificamente diante do expositor de frutas, pude 
observar um senhor, de aproximadamente 62 anos, vestindo calça azul clara e uma 
camisa polo na cor salmão. Ele demonstra ser detalhista em escolher suas bananas. 
Movia-se com calma, analisando os cachos com atenção. Separou três sacos 
diferentes de bananas, umas mais verdes e outras mais maduras amarelinhas com 
pintas escuras. Esses sacos foram colocados com cuidado em seu carrinho. Ao lado 
do senhor, havia uma senhora mais ou menos uns 53 anos v saindo um vestido florido 
com fundo escuro e uma rasteirinha nos pés. Ela observava as frutas com menos 
rigor, mas trocou algumas palavras, sobre os dias que nota que a frutas estão mais 
frescas e o senhor escuta atento.A interação entre os dois ė pareceu breve, se 
dependem e vejo a senhora indo para corredor de leite e o senhor permanece ali por 
mais um tempo escolhendo outras frutas, pega maçãs e laranjas. Enquanto isso, o 
fluxo ao redor da padaria começa a aumentar, noto alguns seguram cestas no braço 
e outros um carrinho pequeno com um item dentro, as pessoas que estão com 
carrinho deixam eles um pouco distante pois espaço entre o hortifruti e balcão da 
padaria e estreito, e nesse horário de marmita ali fica bem cheio de pessoas. Um 
funcionário do supermercado, de calça azul jeans e camiseta vermelha de manga azul 
com logo do mercado, aproximou-se de uma cliente próxima às uvas, ele ofereceu 
ajuda para encontrar um produto e prontamente a conduziu até o local onde ficava as 
cebolas roxas. Nesse trajeto, ele trocou breves cumprimentos com outro cliente que 
empurrava um carrinho cheio de produtos de limpeza, sugerindo familiaridade ou 
talvez um cliente frequente. De volta à seção de frutas, uma senhora com óculos e 
cabelos brancos de mais ou menos uns 50 anos. Coloca em um saquinho alguns 
limões e depois passa a escolher alfaces e pepinos. Noto que cumprimentam algumas 
pessoas próxima a padaria como se conhecesse e troca uma conversa rápida, moro 
que e um local que pessoas se conheçam pois são clientes que vem ao mercado com 
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frequência. Em outro momento, uma funcionária passou com um carrinho de 
reposição. Ela abastecia as prateleiras com mamões e foi interrompida por um homem 
de mais ou menos 39 anos que procurava mangas maduras. Ela respondeu com 
gentileza: “Acabei de colocar umas ali no canto.” ele agradece e se locomove para 
local onde está produto que deseja. Ando pelo mercado, mas noto que fluxo maior de 
clientes está centralizado no hortifruti açougue e padaria. Me desloco até próximo ao 
açougue e observo que o movimento e bom, mas não sei dia de promoção então a 
comprar e menor, uma senhora de 55 anos vestida com uma bermuda amarela e 
camiseta branca e está de sandália branca, pedi por carne moída e filé de frango. 
Uma outra mulher que aparentava 30 e poucos anos estava vestida de calça jeans, 
blusinha de alça preta e os cabelos estavam presos, pedi frango a passarinho o 
atendente pergunta se quer mais alguma coisa ela reponde hoje não. Observo duas 
meninas de mais ou menos uns 15 anos olhando geladeira de congelados, falam alto 
e riem o tempo todo. Uma delas diz assim: " vamos logo o que é que sua mãe pediu 
mesmo ". E riem, vi que pegam um pacote de nuggets e se dirigem para o caixa. A 
gerente chama dois repositores e orienta sobre a organização de alguns produtos do 
setor de panos e papel toalha próximo ali ao açougue. Após noto que os dois saem e 
voltam com um carrinho cheio de pano de chão, guardanapos e vão organizar a 
prateleiras. Na frente do mercado o movimento e moderado, observo que mais dois 
caixas estão funcionando com operadores homens, então são duas mulheres e dois 
homens no caixa e 3 empacotadores. Observo a entrada de pouco clientes. 
 
 Sétima Observação, 10h às 12h, Sexta-Feira, 02 de Maio de 2025 
 
 Entro mais uma vez no mercado e logo de cara já vejo os empacotadores 
trabalhando, ando em direção ao primeiro corredor que vejo, um corredor onde havia 
chinelos, copos e alguns produtos variados, como pequenas ferramentas, pano de 
chão, talheres, entre outros. Neste mesmo corredor, avisto duas garotas, 
aparentemente irmãs, uma que aparenta ter 13 anos e outra mais velha com 18. A 
mais velha ajuda sua irmã a escolher um dos chinelos, prestando atenção aos preços, 
enquanto a mais nova está mais interessada nos com cores vibrantes e 
desenhos. Mais a frente vejo uma mulher escolhendo salgadinhos, ela cochichava pra 
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si mesma: "qual será que ela gosta?", como se pensasse pela filha, visando pegar o 
favorito dela. Logo mais, passando pelas prateleiras de verduras, que estava bem 
vazio, já que algumas das verduras pareciam estar não amadurecidas o suficiente 
para atrair compradores, vejo uma senhora verificando tomates e colocando os 
aprovados em sua sacola. Ao levantar um pouco a visão, vejo a padaria do 
supermercado, que estava bem cheia, ao contrário do corredor de verduras, tendo em 
consideração que estava perto do horário do almoço, assim atraindo pessoas a 
comprarem a marmita que vendia no local. Na fila esperando para escolher os itens 
em sua marmita, um senhor de idade puxava assunto com outros ao seu redor, 
perguntando quais seriam os melhores acompanhamentos para colocar em sua 
comida. Os próximos a ele sugeriram algumas coisas, como: batata, farofa e salada. 
E após alguns segundos de debate, o senhor escolhe colocar as batatas em sua 
marmita. Sorri agradecido para a atendente e sai do local, desejando uma boa tarde 
aos que ali também estavam presentes. Perto dali estava o açougue, mais uma vez 
com promoções destacadas, movimento ali e moderado observo três homens e quatro 
mulheres que aguardavam serem chamados, dentro do açougue estão quatro 
funcionários. Ao lado estava a geladeira de laticínios, com apenas uma garota que 
aparenta no máximo 10 anos, pegando um pacote de iogurte de morango com um 
mascote estampado na embalagem, mesmo mascote que havia em seu belo vestido 
rosa claro, que combinava perfeitamente com seus sapatos. Enquanto caminho pelos 
corredores, avisto um repositor indo em direção ao corredor de bebidas, com vários 
fardos de cerveja em um carrinho. Passo por lá e vejo o mesmo colocando com 
cuidado as garrafas em seu devido lugar, evitando danificar alguma delas. Alguns 
senhores se aproximam e pegam pelo menos 3 garrafas de cerveja cada um, rindo e 
conversando sobre família e trabalho, também reclamando do aumento do preço das 
bebidas. Prestando mais atenção aos sons, noto que apesar do local estar cheio, não 
havia tanto barulho, e era notável os sons de rodas dos carrinhos raspando pelo piso, 
pessoas agradecendo os trabalhadores do local e passos leves dos que andavam 
sem pressa. Porém logo o quase silêncio se quebra, quando uma criança começa a 
chorar, aparentemente no corredor de brinquedos. Chegando mais perto, avisto um 
pai preocupado tentando acalmar seu filho, com algumas pessoas o observando noto 
que fica apreensivo, para evitar a atenção e acalmar a criança, ele pega o brinquedo 
que o garotinho apontava e entrega em sua mão, noto que suspira aliviado e segue 
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em frente às compras. Por fim, indo em direção ao caixa, vejo novamente os clientes 
pagando suas compras. Observo que o caixa rápido a fila é maior, mas a grande 
maioria estão com marmitas na mão e algo para beber refrigerantes e só um está com 
suco de laranja, assim que pagam agradecem o funcionário do caixa e o empacotador. 
Encerrando mais uma vez um dia de observação. 
 
Oitava Observação, 7h às 9h, Sábado, 03 de Maio de 2025 
 
Na manhã deste Sábado , entre 7h e 9h, o movimento no supermercado Penha 
Center se apresentou inicialmente tranquilo, aumentando gradativamente à medida 
que o horário se aproximava das 9h. Logo na abertura, por volta das 7h os primeiros 
clientes já circulavam pelos corredores, em sua maioria trajando roupas mais 
esportivas ou casuais, como bermudas, camisetas e tênis, e passam pelo mercado 
para sinal de que muitos aproveitaram o início do dia para fazer compras rápidas 
antes de suas atividades rotineiras. Um senhor de boné bege e camiseta polo azul 
empurrava um carrinho meio vazio contendo duas bandejas de muçarela e pão 
francês em saco de papel e uma caixa de leite integral. Ele caminhava lentamente 
pelo setor de frutas e legumes. Uma senhora de 58 anos estava de bermuda branca 
e camisetas amarelo claro e um boné feminino que você coloca cabelo por cima, 
estava suada aparentando estar voltando de uma caminhada, empurrava um carrinho 
e conversava ao telefone. Ao passar pela padaria, questionou em voz alta para a 
atendente:“Moça, esses sonhos são de hoje?”. A funcionária, que organizava uma 
bandeja de sonhos na vitrine, respondeu gentilmente: “Dao sim, dona Elza! " Noto que 
a funcionária da padaria a conhecia a cliente. Em seguida, outras duas clientes se 
aproximaram da mesma vitrine; uma delas, usando uniforme de firma, comentou com 
a colega: “Vou levar esse salgado pra comer agora, nem tomei café ainda.” Pegou um 
salgado de queijo e presunto, e amiga que estava junto escolheu um croissant e pão 
de queijo. Por volta das 8:00h, o movimento já era maior, vi alguns clientes com 
carrinhos maiores, outros com o menor, especialmente mulheres algumas 
acompanhadas de filhos pequenos, umas 5 mulheres, vejo também uns 3 homens 
mais ou menos 30 a 40 anos e dois senhores de uns 50 a 60 anos. Uma mulher com 
calça jeans escura e camiseta branca empurrava o carrinho com certa pressa, 
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colocando frutas, uma bandeja de frango e um pacote de arroz. Ao avistar outra cliente 
perto do setor de hortifruti, exclamou: “Ei, não acredito! Você por aqui tão cedo?”. As 
duas se cumprimentaram com um abraço rápido e seguiram conversando: “Ah, eu 
venho cedo pra pegar as frutas boas... depois fica tudo mexido.” Funcionários 
circulavam entre as prateleiras organizando produtos. Próximo ao corredor de cereais, 
dois repositores — ambos uniformizados com camiseta vermelha de manga azul com 
o logo do supermercado e calça jeans, conversavam em voz baixa enquanto 
repunham pacotes de granola. No caixa, uma senhora com sacolas reutilizáveis 
aguardava enquanto a operadora passava suas compras: leite, margarina, pão, ovos, 
sabão em pó e banana. A cliente reclamou: “Esse sabão estava com um preço no 
corredor e aqui tá outro.” A funcionária chamou o fiscal, que logo veio e explicou que 
o desconto e para quem tem o clube do mercado, a senhora não gostou muito da 
resposta e perguntou como fazia para aderir ao clube, a fiscal orienta e auxilia a 
senhora na adesão. Ao final da observação, já próximo das 10h, o supermercado 
apresentava um fluxo constante, com mais clientes entrando do que saindo. No caixa 
o fluxo de pessoas era tranquilo, observo algumas pessoas mexendo no celular 
enquanto aguardavam sua vez, me chama a atenção uma moça de mais ou menos 
uns 23 anos de short jeans e cropd verde e tênis branco, que estava mandando msg 
de áudio pois parecia brava seu tom de voz era bem alto. Outros clientes também 
olhavam para moça no momento que ela gritava para mandava mensagem. 
 
Nona Observação, 7:10h às 8:10h, Domingo, 04 de Maio de 2025 
 
Logo ao entrar no Supermercado Penha Center, por volta das 7:10h, a primeira 
imagem que se apresenta é a dos caixas, posicionados logo na entrada, todos na 
frente são total de 5 caixas, observo que existem funcionários homens e mulheres 
nessa função, uniforme mulheres de calça, blusa social azul marinho com logo do 
mercado na frente da blusa, e sapatos pretos fechado, homens calca azul social, cinto 
preto, camisa de botão azul claro e sapatos pretos. O espaço é bem iluminado, com 
um espaço entre os caixas e o cliente, cada um com um leitor de código de barras, 
balança e uma pequena tela voltada para o consumidor. Àquela hora, apenas dois 
dos caixas estavam em funcionamento, o que era suficiente para o fluxo moderado de 
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clientes naquele momento. O primeiro caixa era operado por uma mulher de 
aproximadamente 40 anos. No segundo caixa, um rapaz de cerca de 23 anos. Ele 
atendia os clientes com Bom dia e sorriso gentil, mantendo uma postura solícita, mas 
discreta. Não havia fila naquele momento, os clientes passavam rapidamente, e o 
atendimento era ágil. Logo ao lado, na recepção, estava uma gerente uniformizada 
com calça azul e camisa azul clara. Ela acompanhava atentamente a movimentação 
da entrada e dos caixas, se posicionando de maneira estratégica, sem interferir 
diretamente no atendimento. Próximo a ela, observando tudo com discrição, um 
segurança vestindo calça jeans e camiseta preta se mantinha parado, atento, sem 
uniforme padronizado. Ao adentrar os corredores, noto a presença de uma moça de 
aproximadamente 30 anos, vestida com calça de ginástica preta e um top lilás, ela 
carrega uma cesta com dois iogurtes e algumas frutas como bananas, maçãs e um 
pacote de uvas. Ela caminha até a gôndola de cereais, onde para por um momento e 
observa atentamente os rótulos, como se comparasse ingredientes ou valores 
nutricionais. Sigo adiante e noto duas repositores em atividade. Uma delas está no 
corredor de higiene pessoal. Ambas vestem calça jeans, coturno preto e camiseta 
vermelha com mangas azuis, com o emblema do supermercado estampado no lado 
esquerdo do peito. Uma delas ajeita potes de creme dental e sabonetes líquidos, 
enquanto a outra, no corredor de massas, repõe pacotes de macarrão e extrato de 
tomate em um carrinho metálico, conferindo cada item. No setor de limpeza, uma 
funcionária passa pano próximo ao corredor de enlatados. Ela posiciona uma placa 
amarela com os dizeres “Cuidado, piso molhado” e se move com cuidado, evitando 
atrapalhar os poucos clientes que passam por ali. Próximo à padaria, o ambiente 
ganha um aroma suave de pão acabado de sair do forno, o local onde fica os pães e 
servido pelos próprios clientes, saquinhos com tamanho diversos ficam organizados 
abaixo do local do recipiente, existe duas portas de correr que mantém o pães bem 
tampados, existe um pegador para que seja utilizado aí pegar os pães. Três pessoas 
se servem: uma senhora escolhe cuidadosamente pães franceses; um jovem ao lado 
pedi a funcionária do balcão da padaria cinco pães de queijo. Uma terceira pessoa 
examina os rótulos de bolos embalados. Mais adiante, na seção de frios, vejo um 
senhor de boné bege escolhendo uma bandeja de mortadela. Ele já segura um saco 
com pães na mão esquerda e examina atentamente os preços das opções. Após 
alguns segundos, coloca uma bandeja no carrinho e segue calmamente seu percurso. 
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No açougue, que fica na lateral do mercado, três funcionários trabalham em atividades 
distintas. Todos vestem calça e camiseta branca, com coturno branco e avental 
plástico transparente. Um deles fatia uma peça de carne com precisão; outro limpa o 
vidro do balcão refrigerado com atenção; e o terceiro reúne sobras e peles de carne 
em um saco, mantendo o ambiente limpo e organizado. O setor está tranquilo, com 
apenas um cliente sendo atendido no momento. Próximo aos congelados, uma 
senhora caminha empurrando um carrinho onde se veem pacotes de frango 
congelado e batata pré-frita. Ao seu lado, uma criança, possivelmente seu neto, 
segura uma caixinha de suco e aponta com entusiasmo para uma embalagem colorida 
dentro do freezer. A avó sorri, pega o produto e coloca no carrinho. Já próximo das 
08h40, o fluxo de clientes começa a aumentar levemente. Na entrada, uma pequena 
fila se forma nos dois caixas ainda ativos. A moça do top e da calça de ginástica agora 
está posicionada no caixa atendido pelo rapaz. Ele sorri ao registrar os iogurtes, e os 
dois trocam uma breve palavra, ela agradece e sai. O ambiente geral é organizado, 
com funcionários atentos e clientes circulando de forma tranquila. 
 
Décima Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 06 de Maio de 2025 
 
Entrando no mercado, percebo um grupo de adolescentes entrando junto a mim, 
com 5 jovens de aparentes 15 anos estão rindo e correndo em direção ao corredor 
dos salgadinhos. Algumas pessoas com mais idade olham eles, mas parece que os 
garotos nem perceberam e continuaram correndo rumo ao corredor. Passo por um 
homem com quase 45 anos usando um uniforme de firma, ele pega uma latinha de 
cerveja e segura junto a sua marmita, indo em direção ao caixa silenciosamente, 
aparentando estar cansado. Mais à frente no corredor de produtos de higiene, 
encontro uma garota olhando para o celular, digitando alguma coisa, logo ela começa 
a gravar um áudio: "qual dessessabonetes é melhor?", e em seguida tira uma foto da 
prateleira com os sabonetes em barra. Logo um som de notificação toca em seu 
celular, ela recebeu um áudio de volta: "esse da embalagem rosinha, filha". A garota 
então pega o sabonete que lhe foi dito ser melhor e coloca na cestinha em que 
carregava. No mesmo corredor, vejo um repositor adicionando mais detergentes na 
prateleira da frente, adicionando as cores iguais em uma mesma fileira. Andando até 
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a padaria, normalmente o lugar mais movimentado do mercado, vejo um homem 
pedindo algumas gramas de presunto e muçarela, outro homem mais velho pede uma 
marmita pequena, logo em seguida uma mulher pede uma marmita média, e assim 
seguem-se normalmente os pedidos. Ao lado, no açougue, vejo uma jovem de pelo 
menos 23 anos pedindo ajuda ao açougueiro para saber qual carne é melhor e rende 
mais para um churrasco, o homem lhe dá algumas sugestões e ela opta pela opção 
mais barata. Ouço atrás de mim algumas risadas e quando me viro vejo os 
adolescentes fazendo piadas com os nomes das marcas de salgadinho, rindo e se 
divertindo, até que um deles exclama: "chega de graça agora, vamos logo escolher 
isso, estamos atrasados para o piquenique!", os outros em sua volta concordam e 
começam a debater sobre qual o melhor sabor, acabam pegando dois pacotes médios 
de salgadinho e depois se dirigindo a geladeira com refrigerantes. Uma senhora com 
aparentemente 70 anos me para no corredor da frente, pedindo ajuda para achar a 
sessão de massas, lhe mostro a direção e ela agradece simpaticamente, me 
desejando um "bom dia". Seguindo em direção a prateleira com itens básicos como: 
arroz, feijão, leite, açúcar, farinha etc. Vejo um casal colocando em seu carrinho 1 
pacote de arroz e 2 de feijão, depois eles seguem em direção as caixas de leite e 
começam a debater qual marca seria mais econômica, chegando a uma conclusão e 
logo adicionando ao carrinho junto aos outros itens. Os 5 jovens passam novamente 
por mim, agora com uma garrafa de refrigerante de 2 litros no colo, com a cestinha 
um pouco mais cheia, eles decidem que já está ótimo e precisam ir embora para 
chegar no horário de um tal de "piquenique de aniversário", como eles mesmo haviam 
dito. Indo em direção aos caixas, vejo que apenas um deles está aberto e funcionando, 
gerando uma grande fila atrás dele, logo na frente, uma mulher aparenta estar 
preocupada e ansiosa, pois seu cartão deu como "inválido" ao tentar pagar suas 
compras. Pessoas atrás dela bufam de raiva e impaciência, uma conversa é gerada 
com alguns que ali estão presentes, dizendo coisas do tipo: "é estressante o fato de 
só ter um caixa funcionando, não é? estou atrasado, e essa fila não anda." A mulher 
decide cancelar as compras, deixando suas sacolas cheias para trás e saindo sem 
nada do supermercado. Os clientes logo atrás suspiram de alívio por finalmente 
conseguirem pagar suas compras e irem embora. Noto que quando a senhora daí 
sem nada, a caixa olha para gerente que pedi para um funcionário pegar as coisas do 
caixa e colocar nos locais corretos. 
51 
 
 
 
 
Décima Primeira Observação, 10h às 12h, Quinta-Feira, 08 de Maio de 2025 
 
Chego no mercado por volta das 10:05, pego um carrinho e assim que entro vejo 
quatro caixas, três mulheres e um rapaz. A minha direita, o balcão de recepção, vejo 
o segurança e ali perto a gerente. Em um caixa próximo a recepção, noto uma 
bancada onde uma funcionária embrulha um presente e uma mulher de pelo menos 
30 anos aguardava em sua frente. Entro no primeiro corredor onde havia uma 
prateleira de copos, talheres, canecas, taças, e cuidadosamente uma funcionária tira 
esses itens, coloca em um carrinho e passa um pano para limpar a prateleira, logo em 
seguida os devolvendo cuidadosamente, organizando em seus devidos lugares. Vou 
andando com meu carrinho em direção ao açougue, vendo que ali havia quatro 
mulheres, do outro lado do balcão dois açougueiros, duas delas já estavam sendo 
atendidas e as outras duas aguardavam com a senha. Não era dia de promoção de 
carne então percebo que naquele momento, o movimento não está tão grande. Do 
meu lado esquerdo, vejo algumas gôndolas onde ficam os pães de forma, biscoitos, 
pão francês, e logo em frente a eles, duas geladeiras onde uma ficam doces, bolos e 
a outra ficam os frios. Ali mesmo avisto um rapaz de aproximadamente 35 anos, com 
bermuda jeans, camiseta preta, boné azul marinho e chinelo com uma pequena 
bandeira do Brasil na tira. Ele segurava um pacote de pães na mão e abria a geladeira 
para escolher quais tipos de frios iria levar. Depois de algum tempo o vejo com uma 
bandeja de mortadela. Vejo uma senhora em frente ao local onde os pães franceses 
ficam armazenados com um carrinho ao seu lado, que já continham dois pacotes 
grandes de pão. Ela estava com um vestido colorido, sandália baixa, cabelo curto e 
grisalho, de óculos. Me olha e dá um sorriso simpático, me deseja um "bom dia". 
Enquanto pego um pacote de pão de forma e adiciono ao meu carrinho, a senhora 
termina de encher seu outro pacote de pães, coloca em seu carrinho e sai dali. Na 
padaria, observo duas funcionárias trabalhando, uma está empacotando alguns frios, 
como: muçarela e presunto, e colocando sobre uma bandeja de isopor, e a outra 
colocando travessas de algumas misturas e acompanhamentos, preparando para o 
começo de venda das marmitas. Ali estavam 5 pessoas, quatro mulheres e um rapaz, 
uma garota de aparentes 15 anos estava escolhendo alguns salgados que vendiam 
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no expositor ao lado do expositor da marmitaria. Ela pede 4 pequenas coxinhas, então 
a atendente coloca em um pacote branco com a logo do supermercado, passa pela 
balança e adiciona a fita com peso e preço do produto. A garota agradece pelo 
atendimento e sai do local. As outras três mulheres e o rapaz estavam aguardando 
com suas senhas a liberação para montagem das marmitas. Levo meu carrinho e vou 
para um pouco atrás, onde ficavam as frutas e verduras. Pego três limões, pepino, 
algumas bananas e fico observando. No hortifruti só vejo um homem alto de em média 
uns 40-50 anos com pouco cabelo, vestindo uma calça branca, camiseta amarela e 
tênis simples pegando bananas e laranjas, ele olha em direção a padaria que estava 
logo a frente e assim que termina de fechar o saquinho com as frutas, se dirige ao 
local de retirada de senhas e pega uma, depois se move até a frente do expositor de 
comida se juntando aos outros que também esperavam a liberação de montagem das 
marmitas. No corredor atrás, a direita, vejo um repositor organizando os pacotes de 
arroz e feijão e na prateleira da frente, outro repositor adicionando e organizando as 
bebidas. Sem fluxo de clientes nesse corredor. No corredor ao lado, onde ficavam os 
produtos em pó, bolachas e cereais, noto um homem e uma mulher decidindo qual 
marca de café em pó iriam levar. Vejo uma mulher mais ou menos uns 35 anos com 
sua filha de 5 anos , noto que são mãe e filha devido a criança chama-la de mãe várias 
vezes. Sua mãe se dirigi a padaria e pega uma senha aguardando atendimento. A 
criança pedi para mãe comprar carne que ela está com fome, a mãe sorri e diz que 
vai comprar. No fundo do supermercado na parte d cima e onde fica o escritório do 
supermercado, pouco observado pois acabei me atentando mais ao fluxo de clientes 
e funcionários. Mas noto que alguns funcionários do escritório descem passando uma 
porta ao lado da padaria, para sair do mercado, observei dois funcionários mulheres, 
suas roupas são iguais da fiscal de caixa, calça azul marinho social e uma camisa 
social azul clara com logo da penha Center na frente. Nesse mesmo acesso ao 
escritório e onde os funcionários repositores entram e saem com os produtos de 
reposição, esse local dá acesso a parte de cima da rua onde fica o armazém dos 
produtos do mercado. 
 
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Décima Segunda Observação, 7:30h às 9:30h,Sexta-Feira, 09 de Maio de 
2025 
Hoje chego ao mercado no horário das 7:30h, e vou direto para fundo onde ficam 
o açougue, a padaria e hortifruti. Noto um grande movimento de repositores todos os 
homens, dois de mais ou menos uns 19 anos e um de mais idade uns 50 anos, todos 
eles viam de uma porta grande tipo faroeste, mas ela e de um plástico transparente 
parece pesada. Onde trazem todos os produtos que vão usar para repor no mercado, 
ali também observo que as funcionárias da padaria entram e saem para levarem 
bandejas de frios e bolos, para geladeiras que ficam fora da padaria. Interessante e 
que todo o acesso para açougue e para escritório acima e todo por essa porta. Os 
funcionários brincam entre si com conversas descontraídas a, dão risadas, noto mais 
uma funcionária da padaria chegando e brinca com depositar que estava na geladeira 
de bebidas, o repositor brinca dizendo:” chegando agora isso e horas” e ri a mesma 
retorna a risada e diz: “ sou parte da elite por isso chego nesse horário.” Isso parece 
deixar o ambiente de trabalho mais leve e descontraído, também percebo que as 
funcionárias da padaria usam máscaras durante o atendimento Estão de calça branca, 
camiseta branca com uma lista azul na manga e logo do mercado na frente da 
camiseta lado esquerdo, usam toquinha com os cabelos presos. Observo também que 
os repositores alguns usam como se fossem uma cinta com suspensório na parte 
abdômen, mas não são todos. Observo a dinâmica entres eles é sempre educada, 
noto que os que parecem estar aqui mais tempo ajudam orientando e ensinado os 
mais novos. E noto que a grande maioria são de repositores são compostas por 
pessoas mais jovens de 19 a 25 anos, só observei um de mais ou menos 50 anos. 
Vejo que a gerente e as vezes passam pelos corredores olhando o trabalho dos 
mesmos e quando algo não está bom ela orienta de forma tranquila, mostrando como 
deveria ser feito. O movimento em frente à geladeira de bebidas noto um casal, 
provavelmente na faixa dos 30 anos, a mulher de cabelos castanhos e comprimento, 
vestia uma blusa de manga curta e calça jeans, enquanto o homem, com camiseta 
preta e calça cargo, examinava atentamente as prateleiras. Eles pararam em frente à 
geladeira de bebidas refrigeradas, discutindo sobre as opções disponíveis, a mulher 
sugeriu a compra de uma água de coco, mencionando que gosta muito e que mais 
refrescante. O homem, por sua vez, parecia hesitante, avaliando as latas de 
refrigerante e respondendo que preferiria algo mais doce. Noto que cada um pegou o 
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da sua preferência, e estavam o tempo todo de mãos dadas, algumas vezes soltavam 
e o rapaz acariciava a cintura da namorada, e noto carinho na fala ambos se 
chamavam por amor. Perto deles, uma adolescente, aparentemente em torno de 16 
anos, se aproximou da geladeira e, com um movimento rápido, pegou uma lata de 
energético, noto que olhos para os lados como quando me vê olhando soro e 
sai. Outro casal chega mas esses estão com carrinho e escolhem cerveja, noto que 
homem pega Heineken e a mulher opta com cerveja Malzbier Bhrama , durante as 
escolhas da cerveja eles falam sobre a carne que irão levar para churrasco a mulher 
fala sobre levar pão f alho também. Os dois se dirigem para açougue a mulher vai a 
geladeira e pega pão de alho 2 pacotes e o marido vai pegar a senha para 
atendimento. Quando volta perto do marido a mesma passa a mão com carinho nas 
costas dele, dizendo qual a seu número e já decidiu qual carne vamos levar, mas 
falam em tom baixo e olham se bastante e com carinho um para outro. No açougue a 
3 funcionários ali aguardando atendimento mais umas 10 pessoas, duas já estavam 
sendo atendidas. Me desloco para frente do mercado as filas no caixas não estão 
grandes, mas noto clientes com carrinhos grandes já sendo atendidos, um fluxo maior 
no caixa rápido. Observo que muitos clientes estão no celular enquanto aguardam na 
fila, outras pessoas que entram no mercado passam e cumprimentam o segurança 
parece já conhecer. Numa das filas observo um senhor apressado que fica irritado 
com demora no caixa, mas a demora e porque uma moça está pagando com Pix e 
está com dificuldade com o acesso ao aplicativo, ela demonstra estar desconfortável 
devido esse ocorrido, seu rosto fica ruborizado. A atendente do caixa tenta acalmar a 
situação dizendo: “as vezes isso acontece o seu Banco do Brasil ele mais lento 
mesmo,” mas por fim, conseguiu fazer o pagamento e sair. 
 
Décima Terceira Observação, 10h às 12h, Segunda-Feira, 12 de maio de 
2025 
Chego no mercado e já vejo três caixas funcionando, várias pessoas nos 
corredores, hoje é segunda-feira e o fluxo de clientes parece bem intenso. Vou em 
direção a padaria e observo que ali havia 5 pessoas, entre eles um homem com barba, 
vestindo uma camiseta preta e branca, bermuda jeans e chinelo, com seu filho que 
aparenta 5 anos que está bem agitado, pulando e correndo em volta do pai, brincando, 
enquanto aguardam com a senha para serem atendidos. Ao lado, outro pai com 
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também seu filho um pouco mais velho que o anterior, no máximo uns 10 anos. O 
garoto segura o carrinho enquanto seu pai escolhe os itens para as marmitas, já 
havendo 5 delas prontas em seu carrinho, esse menino parece ser bem mais calmo e 
só espera silenciosamente seu pai terminar os pedidos. Uma senhora com os cabelos 
grisalhos, com uma calça jeans preta, blusa com estampa florida e sapato baixo se 
aproxima de mim e pergunta se estou na fila e respondo que sim, oriento ela a retirar 
uma senha para ser atendida, ela então parece se lembrar de fazer isso e então se 
dirige ao local onde as senhas são impressas e retiradas, ela pega uma e volta para 
perto de mim. Ela me conta que da última vez, o aparelho de retirar senhas não 
funcionava. Uma outra mulher se aproxima de mim, mais jovem que a anterior, 
aparentes 30 anos, vestia uma blusa verde, calça preta e tênis básico me encara com 
olhos arregalados, porém não diz nada. Observo também um senhor pegando pães 
na gôndola bem ao lado da padaria, aparentes 65 anos, com uma camiseta polo 
amarela, uma bermuda clara desbotada e uma sandália de couro marrom. Acaba 
derrubando um dos pães ao tentar colocar no saquinho, e reclama xingando, não 
muito alto. Está bem bravo, e observo que fala sozinho como se estivesse irritado com 
a dificuldade de colocar o pães no saco, mas continua pegando os pães, tendo em 
vista que haviam outros dois clientes o esperando para andar na fila, uma delas é uma 
senhora com cabelo escuro, vestido azul e sandália, segurando uma cestinha no 
braço e outra é uma jovem de aparentes 25 anos, com algumas tatuagens no braço, 
vestindo um short jeans e uma blusa curta preta e chinelo branco. No açougue existem 
3 pessoas e 2 açougueiros, entre eles uma senhora com uma blusa clara, com cabelo 
preso e grisalho e óculos, falando com alguém ao telefone, parando somente para 
realizar seu pedido e em seguida voltando a conversa, e assim segue até a saída dela 
do local com seu carrinho bem cheio com variações de carnes. Um homem está sendo 
atendido pelo outro açougueiro enquanto os outros aguardam com suas senhas. O 
mercado aparenta estar bem cheio, com repositores em cada sessão, tanto no 
hortifruti, como no corredor de massas, refrigeradores, sessão de higiene e outros. 
Vários carrinhos parados com frutas dentro para serem repostas no hortifruti, como: 
abacaxi, laranja, banana, mamão, com os repositores organizando nos lugares certos. 
Outro funcionário passa com um carrinho de congelados, como: mandioca, peixes, 
lasanhas prontas, entre outros, para a reposição. Uma mulher passa levando um 
carrinho de bebê com três cervejas na mão, ela veste um short colorido, camiseta 
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preta e cabelo preso em coque. A criança no carrinho aparenta ter uns 2 aninhos e a 
mãe 25 ou 26. Ela anda apressada em direção aos pacotes de amendoim e pega um 
destes,depois vai direto ao caixa. Observo que os repositores são duas mulheres e 
cinco homens, uma delas está no corredor de bolachas, cereais e produtos fitness, 
ela está parada conversando com uma supervisora a respeito dos produtos e ao lado 
dela existem dois carrinhos com caixas fechadas, que acredito ser os produtos a 
serem repostos naquela sessão. No corredor de produtos higiênicos, observo um 
rapaz de aproximadamente 35 anos vestindo uma calça jeans, camiseta branca, 
tatuagens em seus dois braços e pescoço, boné também branco e um tênis de uma 
marca famosa, olhando os sacos de lixo. Observo que ele procura nos rótulos dos 
pacotes o tamanho e a capacidade de cada um, acaba pegando o maior deles e vai 
em direção aos detergentes, pegando dois frascos de 500ML e um desinfetante e logo 
em seguida, se direciona ao caixa. Efetua o pagamento por pix e conversa ao telefone 
logo após. Os corredores são bem difíceis de se locomover, levando em consideração 
o fluxo grande de clientes e funcionários. Bastante carrinhos com os repositores em 
quase todos os corredores, principalmente no hortifruti. 
 
 
Supermercados Rofatto 
Observação – Laura de Oliveira Brandão 
 
Primeira Observação, 10h às 12h, Segunda-Feira, 28 de Abril de 2025 
 
 Comecei a observação às 10h da manhã. Assim que entrei no mercado, percebi 
um grande movimento, mesmo sendo início de semana. Logo na entrada, vi alguns 
consumidores pegando os copinhos de frutas frescas, que estavam bem destacados 
numa ilha refrigerada. Uma senhora pegou dois copinhos, olhou atentamente e depois 
devolveu um, como se estivesse avaliando a qualidade ou o preço, e seguiu apenas 
com um deles. Os carrinhos estavam quase todos em uso, o que indicava alta 
rotatividade. Alguns clientes que chegaram logo após pegaram cestinhas ou 
carregavam os produtos nas mãos, como uma jovem que entrou apressada, foi direto 
ao setor de bebidas, pegou um refrigerante e um pacote de salgadinho, e em seguida 
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seguiu para o caixa de autoatendimento. Eu observei que a circulação era constante. 
As pessoas entravam com foco, seguiam direto para setores específicos e evitavam 
paradas longas. A maioria parecia conhecer bem o local. Um senhor com expressão 
séria foi direto ao fundo, onde ficam a padaria e o açougue, passou reto pelas 
gôndolas centrais. Ele pegou um saco de pão francês e depois aguardou na fila do 
balcão de frios. Enquanto isso, uma funcionária reabastecia a estufa da padaria com 
pães de queijo e croissants, e dois clientes esperavam para escolher seus produtos, 
apontando e conversando com a atendente em tom baixo. No setor de frutas e 
verduras, que fica próximo da geladeira de iogurtes e manteigas, vi uma moça 
observando os preços das bananas. Ela pegou um cacho, analisou, colocou no 
carrinho e seguiu direto para os iogurtes. Parou, pegou um da marca mais cara, 
comparou com outro mais simples, devolveu o primeiro e levou o segundo. Logo atrás 
dela, um homem com camisa social e mochila olhava as manteigas, fez uma 
comparação entre três potes diferentes e escolheu uma das marcas mais baratas. A 
área dos salgadinhos e refrigerantes, que ficam lado a lado, teve bastante movimento. 
Dois adolescentes passaram por lá, rindo e comentando sobre os preços. Um deles 
pegou um refrigerante, o outro escolheu salgadinhos em promoção e foram juntos até 
os biscoitos. Eles andavam rápido e pareciam saber o que queriam. Nas gôndolas 
centrais, observei clientes passando sem parar muito. Um casal parou para comparar 
preços de arroz, pegaram dois pacotes e conversaram sobre qual levar, escolhendo 
por fim o de marca conhecida, mesmo sem estar em promoção. Durante esse tempo, 
reparei que os funcionários atuavam de forma discreta. Um deles estava repondo 
prateleiras de produtos de limpeza, sem interagir com os consumidores. Outro limpava 
o chão próximo ao setor de frios. Ninguém foi visto pedindo informação. A 
movimentação fluía bem, com alguns pequenos acúmulos nos corredores mais 
estreitos, especialmente onde estavam os mantimentos e itens de padaria. Mesmo 
assim, as pessoas se ajustavam, se afastavam, pediam licença ou desviavam, sem 
conflitos. Eu também notei que muitos consumidores usavam o celular. Uma mulher 
empurrava o carrinho com uma mão e com a outra segurava o telefone, conferindo 
uma lista. Outro homem, de fones de ouvido, parou para responder uma mensagem 
antes de continuar sua compra. O ambiente estava silencioso, sem música ou 
anúncios promocionais. O único som mais evidente vinha das conversas entre 
acompanhantes e do movimento dos carrinhos. Por volta das 11h30, percebi um 
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aumento no número de clientes na padaria. Um grupo pequeno se formou esperando 
os pães saírem do forno. A funcionária comentou que logo mais sairia pão francês 
quente, e três pessoas decidiram esperar. Enquanto isso, uma mulher passou por mim 
rapidamente com um carrinho cheio, contendo pacotes de carne, refrigerantes e 
alimentos de limpeza — tudo indicava uma compra maior, talvez para a semana. O 
clima geral era de eficiência. As pessoas estavam focadas em concluir suas compras 
com rapidez. As interações sociais eram mínimas, limitadas a gestos, expressões ou 
frases curtas. O espaço, apesar de coletivo, era vivenciado de forma muito individual. 
O tempo inteiro a movimentação se manteve intensa, e a lógica de comportamento foi 
centrada na praticidade e no cumprimento de uma rotina já estabelecida. 
 
Segunda Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 29 de Abril de 2025 
 
 Iniciei a observação às 10h em ponto. Logo ao chegar, percebi um perfil 
diferente de consumidores em comparação à segunda-feira. Vi mais casais, mães 
com crianças pequenas e algumas senhoras com carrinhos de compras. Na entrada, 
dois meninos corriam até os copinhos de frutas. A mãe os acompanhava de perto e 
autorizou que escolhessem um cada um. Eles pegaram, mostraram pra ela, e 
seguiram juntos para o setor de iogurtes. Um pouco depois, uma senhora com bengala 
entrou com uma acompanhante, que empurrava o carrinho. Elas caminharam com 
calma pelos corredores e pararam na área das frutas e verduras. A idosa apontava 
para os produtos, e a acompanhante pegava, checava o preço e colocava no carrinho. 
Pararam por vários minutos, comparando maçãs, mexericas e bananas. Em seguida, 
foram para o setor dos frios. Lá, vi a acompanhante pegar uma bandeja de queijo, ler 
a validade em voz alta, e devolver após um comentário da idosa. Observei também 
um casal jovem que parecia ter pressa. Eles se dividiram logo após pegar o carrinho: 
a mulher foi direto para os produtos de limpeza, enquanto o homem seguiu para os 
congelados. Pouco tempo depois, se encontraram na seção de bebidas. Conversaram 
brevemente sobre qual refrigerante levar e decidiram por uma marca em promoção. 
Em seguida, pegaram um pacote de salgadinhos e seguiram para os biscoitos, tudo 
com muita agilidade. Eles usavam o celular o tempo todo, provavelmente conferindo 
lista de compras. Vi uma movimentação significativa nos corredores dos mantimentos, 
com destaque para o arroz e o feijão, que estavam com etiquetas vermelhas indicando 
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promoção. Uma mulher, com cerca de 30 anos, pegou dois pacotes de arroz de 
marcas diferentes, analisou o preço por quilo na etiqueta e escolheu o mais barato. 
Em seguida, comparou tipos de feijão, olhou a validade e optou por uma marca menos 
conhecida, mas também em oferta. Perto das 11h, a área da padaria começou a ficar 
mais movimentada. Um homem se aproximou da estufa, olhou os pães de queijo e 
chamou a atendente. Pediu meia dúzia, e enquanto aguardava, checou o celular. Vi 
outras duas pessoas na fila esperando o pão francês. Uma delas, uma mulher com 
uniforme de trabalho, olhou para a prateleira de pães embalados e comentou com a 
atendente que estavam mais caros que na semana passada, mas ainda assim decidiu 
levar. Nosetor de bebidas, duas adolescentes analisavam os refrigerantes. Uma delas 
falou: “Esse aqui tá na promoção, leva esse, é melhor.” Pegaram dois de dois litros e 
colocaram no carrinho junto com um pacote grande de salgadinhos. Caminharam até 
o corredor de bolachas, pararam rapidamente, escolheram dois pacotes e seguiram 
conversando. O comportamento era descontraído, mas com decisões rápidas, muito 
influenciadas pelas ofertas visuais. Os caixas estavam funcionando normalmente. Um 
dos autoatendimentos foi utilizado por um senhor que levava poucos itens. Ele 
demonstrava certa dificuldade, olhava para a tela com atenção e apertava os botões 
lentamente. Um funcionário se aproximou discretamente, oferecendo ajuda, mas o 
cliente recusou com um gesto e continuou sozinho. Notei que a maioria dos 
consumidores fazia o percurso básico: passava pelas gôndolas centrais, depois pelos 
setores de necessidade imediata — como padaria, laticínios, hortifrúti e bebidas — e 
finalizava rapidamente a compra. Vi poucas pessoas paradas comparando muitos 
produtos. A maioria parecia já ter decidido o que comprar, mas com sensibilidade às 
promoções. O ambiente estava silencioso, sem anúncios ou música. A temperatura e 
iluminação estavam confortáveis. Os funcionários faziam reposição de produtos em 
setores como limpeza e iogurtes, mantendo a organização. Uma funcionária limpava 
os vidros das geladeiras sem interromper a passagem dos clientes. Ao final da 
observação, percebi que, mesmo com mais famílias e casais, o padrão de 
comportamento era semelhante ao do dia anterior: foco, rapidez e pouca interação 
social com estranhos. O ambiente estruturado, as promoções bem visíveis e a 
organização dos setores influenciaram diretamente as escolhas. As pessoas reagiam 
aos estímulos visuais, aos preços promocionais e à disposição prática dos produtos, 
o que facilitava decisões e mantinha o ritmo ágil das compras. 
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 Terceira Observação, 10h às 11h, Quarta-Feira, 30 de Abril de 2025 
 
 Véspera de feriado. Iniciei a observação por volta das 10h. Logo nos primeiros 
minutos, notei que o ritmo do mercado era mais lento do que nos dias anteriores. O 
público predominante era de pessoas mais velhas. Muitos idosos circulavam sozinhos, 
empurrando o carrinho com calma, parando para olhar com mais atenção os produtos 
nas gôndolas. A movimentação geral era constante, mas sem pressa. Logo na 
entrada, uma senhora parou diante dos copinhos de frutas. Pegou um, leu o rótulo 
com atenção, e depois trocou por outro, aparentemente avaliando a aparência das 
frutas. Ao lado, um senhor com boné passou direto pelos carrinhos e foi para os 
setores do fundo. Ele se deteve por vários minutos na padaria. Olhou a estufa, pegou 
um saco de pão francês já embalado, mas depois o devolveu e esperou para comprar 
pão fresco. Enquanto aguardava, ficou observando os preços fixados na parede e 
comentou com outro cliente: “Subiu tudo de novo, né?”. A área do hortifrúti estava 
bem frequentada, principalmente por senhoras. Uma delas segurava o carrinho com 
uma mão e, com a outra, ia pegando frutas com cuidado. Parou nas bananas, pegou 
dois cachos e comparou, depois devolveu um. A mesma cliente seguiu para a 
geladeira de iogurtes, onde ficou um tempo analisando rótulos. Vi que ela pegou um 
iogurte mais caro, leu as informações nutricionais, e depois o trocou por outro mais 
barato. O tempo de escolha foi longo, indicando uma compra bem pensada. No 
corredor dos laticínios, um senhor analisava os potes de manteiga. Ele pegou uma 
marca conhecida, mas ao ver o preço, olhou outras mais baratas. Ficou em dúvida, 
segurando duas embalagens, e ao final escolheu a mais econômica. Esse tipo de 
comportamento se repetiu em outros pontos do mercado: consumidores mais velhos 
priorizando preços, comparando com calma e levando apenas o necessário. Os 
corredores estavam organizados. Vi um funcionário repondo produtos de limpeza e 
outro ajustando as prateleiras de arroz e feijão. Nenhum deles interferia no caminho 
dos consumidores. Não vi ninguém pedindo ajuda, mas uma senhora se aproximou 
para perguntar se um dos produtos estava em promoção. O funcionário respondeu de 
forma simpática, e ela agradeceu e seguiu. O setor de bebidas e salgadinhos estava 
mais vazio. Vi um homem mais jovem pegar um refrigerante, conferir o preço e colocá-
lo no carrinho junto com dois pacotes de pão de forma. Ele circulou rápido e seguiu 
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direto para os caixas. Pouco depois, um casal idoso parou na frente das gôndolas de 
mantimentos. A mulher anotava algo num papel, e o homem buscava os itens. Eles 
conversavam baixo, se dividindo na tarefa. Aparentemente seguiam uma lista e 
conferiam os preços com atenção. Logo a padaria ganhou mais movimento. Alguns 
consumidores esperavam os pães saírem da estufa. Vi três pessoas juntas na fila: 
uma senhora, um homem com uniforme de trabalho e uma mulher que segurava o 
celular com a tela de lista de compras aberta. Todos comentavam sobre o cheiro do 
pão e perguntavam à funcionária o horário de reposição. Os caixas estavam em 
funcionamento normal. Um cliente com carrinho cheio usava o autoatendimento e 
tinha certa dificuldade para passar os produtos, o que atrasou a fila por alguns 
minutos. Mesmo assim, ninguém demonstrou impaciência. O ambiente todo estava 
mais calmo, com um ritmo diferente dos outros dias. Vi menos uso de celular, menos 
barulho e mais atenção aos detalhes dos produtos. No geral, a observação do dia 
reforçou o impacto do público presente sobre a dinâmica do mercado. O maior número 
de idosos influenciou diretamente no ritmo da circulação, nas escolhas e no tempo de 
permanência. O ambiente, com boa sinalização de preços e disposição estratégica 
dos produtos, favorecia a comparação e a escolha criteriosa. As promoções 
chamavam atenção, mas o comportamento era controlado, pautado pelo hábito e pela 
necessidade real. 
 
 Quarta Observação, 10h às 12h, Sexta-Feira, 02 de Maio de 2025 
 
 Iniciei a observação às 10h em ponto e já percebi um aumento visível no fluxo 
de pessoas, diferente dos dias anteriores. Logo na entrada, observei filas nos caixas 
eletrônicos, e os carrinhos estavam quase todos em uso. A área dos copinhos de 
frutas estava vazia, mas era evidente que muitos já haviam passado por ali. Uma 
funcionária repunha as prateleiras com frutas frescas, e rapidamente uma senhora 
pegou dois potinhos, verificou o fundo e colocou um deles de volta, escolhendo o mais 
fresco. Poucos passos à frente, no setor de bebidas e salgadinhos, havia bastante 
movimento. Um homem pegou duas garrafas de refrigerante e olhou para o cartaz de 
promoção fixado acima das prateleiras. Em seguida, buscou os salgadinhos que 
estavam logo ao lado. Vi que ele olhou o preço e comparou tamanhos. Escolheu dois 
pacotes grandes e seguiu para os congelados. Ao mesmo tempo, um grupo de jovens 
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falava alto perto das bebidas. Pegaram cervejas em lata, fizeram piadas sobre o 
churrasco do fim de semana, e um deles comentou: “Essa marca tá mais barata, bora 
levar essa”. Caminhei até a parte central do mercado e vi vários carrinhos cheios. 
Muitos consumidores carregavam carnes, refrigerantes, produtos de limpeza e 
pacotes de arroz e feijão. Um casal me chamou atenção: a mulher lia a lista no celular 
enquanto o homem pegava os itens e colocava no carrinho. Eles se dividiram ao 
chegar na parte de hortifrúti — ela pegou frutas, e ele seguiu para a parte dos frios. Vi 
que ela escolhia com atenção: analisava a textura das frutas e checava os preços nas 
placas promocionais. Pegou uma bandeja de uvas, devolveu, escolheu outra mais 
barata e mais cheia. Na geladeira de iogurtes e manteigas, vi uma senhora parada em 
frente à prateleira. Ela segurava três marcas diferentes de iogurte. Pegou, comparou, 
leu os ingredientes e valores nutricionais. Depois de um tempo, devolveude Psicologia do 
Cotidiano, no curso de Psicologia do Centro Universitário de Itapira. A proposta foi 
realizar uma observação etnográfica em supermercados da cidade, buscando 
compreender como diferentes estímulos — como cores, organização dos produtos, 
promoções e preços — impactam o comportamento dos consumidores. 
Estudos mostram que fatores sensoriais exercem forte influência nas decisões 
de compra. Uma pesquisa do Institute for Color Research aponta que até 90% das 
primeiras impressões sobre um produto ou ambiente têm base nas cores. Por 
exemplo, o vermelho costuma ser usado para provocar sensação de urgência e pode 
aumentar as compras por impulso. Já o amarelo, sendo a cor mais rapidamente 
percebida pelo olho humano, chama atenção de forma eficaz, enquanto o verde 
transmite frescor e tranquilidade, sendo comum nas áreas de hortifrúti. 
Além disso, o preço continua sendo um fator decisivo. Um levantamento da 
Neogrid com a Opinion Box revelou que 66% dos consumidores brasileiros 
consideram o preço como o principal critério de escolha, seguido da qualidade (60,1%) 
e das promoções (59,8%). Cerca de 77% afirmaram procurar sempre lojas com 
promoções, o que mostra como a forma de apresentar preços e descontos influencia 
diretamente o comportamento de compra. 
Durante as observações, percebemos que a forma como os produtos são 
expostos, as cores usadas nas embalagens e os cartazes promocionais realmente 
captam a atenção das pessoas. Em muitos casos, os consumidores olhavam ou até 
compravam produtos que não estavam em sua lista, simplesmente porque algo os 
atraiu visualmente ou parecia uma boa oferta. 
Além das análises teóricas e dados de pesquisas, a prática de observação foi 
conduzida diretamente em quatro supermercados da cidade de Itapira (SP): 
4 
 
 
 
Supermercados Penha Center – Loja 1, Supermercados Cubatão, 
Supermercados Geoli - Loja 2 e Supermercados Rofatto. A escolha por esses 
locais se deu pela diversidade em termos de estrutura, público e posicionamento no 
espaço urbano, o que possibilitou uma compreensão mais ampla e comparativa do 
comportamento de consumo no cotidiano itapirense. 
O Supermercados Penha Center Loja 1 é uma das unidades mais antigas da 
rede, com estrutura de porte médio e clientela composta majoritariamente por 
moradores da região. Apesar de não ser um mercado de grande porte, seu ambiente 
familiar e preços ligeiramente elevados despertam comportamentos de consumo 
baseados em hábito e conveniência. O Supermercado Cubatão, localizado no bairro 
Cubatão, é um dos maiores da cidade. Frequentado por pessoas de diferentes regiões 
de Itapira, apresenta uma grande variedade de produtos e preços, sendo ideal para 
observar uma dinâmica de consumo mais intensa e diversificada. O Supermercado 
Geoli, com duas unidades na cidade, é de porte médio e mantém características mais 
familiares, oferecendo um ambiente mais tranquilo e recorrente. Já o Supermercado 
Rofatto, localizado no centro da cidade e presente também em outros municípios, 
apresenta um perfil mais popular e acessível, atraindo um público amplo e cotidiano. 
Em cada um desses ambientes, foram realizadas observações discretas, 
respeitando o fluxo natural das interações, na maior parte dos dias nos horários das 
10h às 12h e diversos dias da semana, para captar variações de comportamento 
ligadas ao tempo, clima e contexto (como vésperas de feriados ou datas 
comemorativas). Esses dados permitiram não apenas identificar padrões recorrentes, 
mas também perceber sutilezas comportamentais que revelam como o ambiente 
molda as escolhas do consumidor — muitas vezes de maneira quase imperceptível. 
Com isso, o presente relatório visa não apenas relatar as observações 
realizadas, mas também refletir sobre como os espaços comerciais operam como 
agentes ativos na construção das práticas de consumo. Ao entrelaçar teoria, vivência 
de estágio e pesquisa empírica, busca-se ampliar a compreensão do consumo como 
um fenômeno psicossocial, dinâmico e cotidiano. 
 
5 
 
 
 
 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
 
Supermercados Geoli 
Observação – Bryan de Mello Galego 
 
 Primeira Observação, 10:00h às 12:00h, Quarta-Feira 16 de Abril de 2025 
 
Entrei no mercado, horário de almoço, fui direto ao centro, onde ficam os 
carrinhos e cestas. Peguei uma cesta, só para dar a impressão de que seria uma visita 
rápida. Logo nos primeiros corredores, percebi o movimento intenso. Um casal 
discutia em frente à seção de molhos: “Mas você não gosta desse barbecue.” “Não é 
pra mim, é pro churrasco do fim de semana.” As compras, ali, representavam mais 
que necessidade: eram parte de uma programação social, uma antecipação do prazer 
futuro. Passei pela parte de mercearia e vi uma mulher de salto, falando no telefone 
com alguém, aparentemente nervosa. Ela lia uma lista em voz alta: “Leite sem lactose, 
arroz integral, azeite… Qual azeite? Tem uns cinco aqui.” Fazia a compra por outra 
pessoa. O consumo aqui era também cuidado, responsabilidade, talvez por alguém 
doente ou com dieta restrita. Na seção de congelados, uma jovem com fones grandes 
e mochila nas costas examinava pizzas. Pegou duas, depois trocou por lasanhas. 
Depois colocou tudo de volta. Parecia indecisa. Olhou para os preços, para o rótulo 
nutricional. Acabou levando uma porção pequena de legumes congelados. Talvez 
uma tentativa de escolha mais saudável. O consumo também é campo de conflito 
interno. Chegando à parte de bebidas vi um senhor com camisa polo e expressão 
apressada. Pegava garrafas grandes de água mineral e sucos de caixinha. Carregava 
com pressa. A cada garrafa, conferia a validade, e parecia irritado com a falta de 
algumas marcas. Murmurava: “Nunca tem tudo de uma vez.” Na seção de higiene 
pessoal, uma adolescente cheirava xampus. Pegou três, leu os rótulos com atenção. 
Chamou alguém no celular e disse: “Aquele roxo sumiu, só tem esse aqui.” Depois 
pegou um desodorante, ficou indecisa entre dois, e colocou ambos no carrinho. O 
6 
 
 
 
consumo aqui era vinculado à identidade, ao autocuidado, à imagem pessoal. No 
corredor de itens para casa, vi um homem empurrando um carrinho cheio de papel 
higiênico, detergente, amaciante. No fundo, uma caixa de sabão em pó tamanho 
família. Ele usava uniforme de empresa, parecia cansado. Olhou para a lista no 
celular, e suspirou. Chegando ao setor de ovos, reparei na movimentação. Uma 
senhora, com o carrinho quase cheio, comparava os preços dos ovos brancos e 
vermelhos. Pegou uma dúzia de cada, olhou para uma jovem ao lado e comentou: 
“Os vermelhos duram mais, sabia?” A jovem sorriu. Já perto dos caixas, vi uma jovem 
mãe tentando manter o filho quieto enquanto colocava os produtos na esteira. O 
menino pedia um chocolate. Ela dizia não. Ele insistia. Ela resistia. Ele se jogou no 
chão. Com vergonha e pressa, ela pegou o chocolate e disse baixinho: “Só esse, tá?”. 
Na fila, as pessoas estavam impacientes. Uma mulher ao meu lado disse: “Fila de 
sempre, né?” Concordei com a cabeça. Agora sim, hora de ir embora. 
 
Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 19 de Abril de 2025 
 
Entrei no supermercado, sábado, mercado lotado, véspera de Páscoa. fui direto 
para a seção de hortifrútis. Um funcionário repunha tomates com rapidez, colocando 
as bandejas na parte inferior do expositor. Ao lado, uma senhora observava com 
atenção e apontava para os mais maduros: “Esses aqui tão mais bonitos.” Ela pegou 
dois pacotes e colocou no carrinho. Segui para o corredor de massas. Um adolescente 
empurrava o carrinho com uma das mãos e, com a outra, mexia no celular. Vestia 
roupas de time e chinelo. Parou em frente às prateleiras, pegou dois pacotes de 
macarrão instantâneo e um molho pronto, colocou no carrinho e continuou andando. 
Perto da seção de frios, um homem de boné discutia com a atendente atrás do balcão 
refrigerado. “Fatia mais grosso, por favor. Isso aqui vira papel.”dois e ficou 
com um, aparentemente mais barato. Uma adolescente ao lado pegou potes de 
manteiga sem olhar os preços, colocando direto no carrinho, enquanto conversava no 
celular com alguém, talvez checando o que faltava. No setor de limpeza, duas 
senhoras conversavam sobre as promoções. Uma delas disse: “Esse sabão tá em 
oferta, vou levar três.” A outra respondeu: “Eu também, já aproveito e faço estoque.” 
Ambas pegaram os produtos e seguiram conversando até a parte de higiene pessoal. 
Em poucos minutos, cada uma já tinha enchido metade do carrinho com itens em 
promoção, demonstrando comportamento de antecipação para o fim de semana. A 
área da padaria estava lotada. A estufa tinha acabado de ser reabastecida e formou-
se uma fila pequena para pegar pão francês quente. Um homem que estava na fila 
disse em voz alta: “Vale a pena esperar, o cheiro tá ótimo.” Duas pessoas riram e 
concordaram. Vi que os consumidores esperavam pacientemente, mas havia certa 
agitação no ar, como se todos estivessem tentando concluir as compras rapidamente. 
O setor de açougue também registrava movimento intenso. Três clientes aguardavam 
atendimento e conversavam entre si sobre o preço da carne. Um deles comentou: “A 
promoção da costela hoje tá valendo.” O outro respondeu: “Vou levar logo uns dois 
quilos.” A escolha de carnes era mais demorada, com os clientes pedindo cortes 
específicos e interagindo com os atendentes, o que contrastava com o ritmo rápido 
dos demais setores. Os corredores centrais estavam cheios, mas organizados. Havia 
pequenos acúmulos, principalmente entre os produtos de alto giro, como arroz, feijão, 
óleo e café. Vi uma mãe com dois filhos pequenos pedindo ajuda a um funcionário 
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para alcançar um pacote na prateleira de cima. Ele ajudou com rapidez e voltou à 
reposição. Essa foi uma das poucas interações diretas com funcionários. Nos caixas, 
longas filas se formavam, inclusive nos de autoatendimento. Vi pessoas com carrinhos 
cheios e expressão de cansaço. Algumas aproveitavam a fila para revisar os cupons 
ou reorganizar os produtos nas sacolas. Um senhor de camisa polo e expressão 
fechada comentou com outro cliente: “Toda sexta é essa loucura, mas tem que 
aproveitar os preços.” Durante toda a observação, o ambiente manteve sua estrutura 
funcional, com boa iluminação, temperatura estável e disposição estratégica dos 
setores. As promoções estavam claramente sinalizadas, e o comportamento dos 
consumidores era visivelmente orientado por elas. Era possível identificar uma lógica 
de consumo acelerado, com foco em estoque e preparo para o fim de semana. As 
compras eram mais volumosas, e o ambiente influenciava diretamente esse 
comportamento coletivo de pressa e aproveitamento. 
 
 Quinta Observação, 10h às 12h, Sábado, 03 de Maio de 2025 
 
 Iniciei a observação às 10h da manhã e, diferente dos dias anteriores, o 
movimento já estava intenso logo no início. Assim que entrei, percebi que a área dos 
carrinhos estava vazia, o que indicava que quase todos já estavam em uso. A entrada 
do mercado estava cheia, e os primeiros corredores, como o de frutas no copinho e 
os de bebidas, já estavam ocupados por vários consumidores. Vi muitos carrinhos 
cheios, alguns já transbordando com carnes, refrigerantes, salgadinhos, pacotes 
grandes de arroz, produtos de limpeza e bandejas de frios. Era visível que a maioria 
das pessoas fazia compras maiores e mais completas. Os clientes circulavam rápido, 
pegavam os produtos com agilidade e seguiam direto para os próximos setores. Havia 
uma sensação coletiva de urgência no ar, como se todos estivessem tentando garantir 
os itens antes que acabassem. No setor de bebidas e salgadinhos, o movimento era 
intenso. Vários refrigerantes estavam com etiquetas de promoção, o que chamava 
atenção de quem passava. Notei que muitos consumidores nem analisavam marcas: 
apenas pegavam os produtos em oferta e colocavam no carrinho. Próximo dali a 
prateleira de salgadinhos também estava sendo esvaziada rapidamente, 
principalmente os pacotes grandes. A área estava um pouco desorganizada, com 
alguns produtos fora do lugar e carrinhos parados em pontos de difícil passagem. 
64 
 
 
 
Seguindo para o hortifrúti, vi grande concentração de pessoas escolhendo frutas e 
legumes. Alguns consumidores estavam com sacolas já cheias de verduras, enquanto 
outros ainda comparavam preços. As promoções estavam bem-sinalizadas e 
incentivavam a compra em maior quantidade. Percebi também que, mesmo com o 
setor cheio, os consumidores mantinham atenção nos preços e na aparência dos 
produtos. O tempo de permanência ali era um pouco maior do que nos outros setores. 
A geladeira de iogurtes e manteigas, que fica próxima, também estava com muito 
movimento. Vi pessoas pegando rapidamente os potes em promoção, sem comparar 
muito. Um dos iogurtes mais baratos estava quase acabando, e dois clientes 
disputaram o último da frente. As geladeiras estavam visivelmente mais vazias que o 
normal, reflexo da alta rotatividade. Na padaria, a estufa de pães estava sendo 
reabastecida quando cheguei. Vi várias pessoas se aproximando ao mesmo tempo, 
algumas com expressão de expectativa. Muitos pegaram sacos grandes de pão 
francês, enquanto outros optaram por pães de queijo e doces embalados. A fila crescia 
rápido e se dissolvia rapidamente, num ciclo constante. O setor do açougue, ao lado, 
também estava com movimentação intensa. Observei consumidores com senhas nas 
mãos aguardando atendimento, com carrinhos já cheios. A escolha das carnes era 
feita com calma, mas havia pressa no ambiente. No corredor dos produtos de limpeza, 
percebi que os consumidores estavam mais seletivos. Várias promoções do tipo “leve 
3 e pague 2” estavam sendo aproveitadas. Vi pessoas pegando os mesmos itens em 
grandes quantidades, muitas vezes empilhando no carrinho. Era claro o 
comportamento de estoque, diferente dos dias de semana. Os corredores estavam 
mais cheios e dificultavam a circulação. Os funcionários estavam ocupados repondo 
produtos, limpando o chão ou organizando as prateleiras. Não presenciei 
atendimentos diretos aos clientes, pois a maioria já sabia onde buscar os produtos. Vi 
apenas um funcionário orientando sobre o limite de compra de um produto em 
promoção, o que indicava controle por parte da loja para evitar esgotamento. Na parte 
dos caixas, o cenário era de filas longas e movimentação constante. Os 
autoatendimentos estavam todos ocupados, e os caixas tradicionais também. Vi 
clientes reorganizando suas compras dentro dos carrinhos, contando o número de 
itens e separando os produtos em função de pagamento. Alguns olhavam as etiquetas 
ou os cupons, como forma de confirmar os descontos. Durante toda a observação, o 
clima era de intensidade. O ambiente estimulava decisões rápidas e compras em 
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grande volume. As promoções visíveis, os setores bem distribuídos e o 
comportamento de outros clientes influenciavam diretamente as escolhas. Muitos 
compravam o que viam outros pegando, mesmo sem parar para analisar. O sábado 
mostrou o impacto mais direto da estrutura do mercado no consumo coletivo: a 
organização do espaço, a sinalização de ofertas e o próprio fluxo de pessoas 
reforçavam o comportamento de compra acelerada, pouco refletida e guiada pela ideia 
de aproveitar a oportunidade. 
 
Sexta Observação, 10h às 12h, Domingo, 04 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado pouco antes das 10h e percebi um ambiente mais tranquilo 
do que no sábado. A entrada estava livre, sem filas, e a movimentação dos carrinhos 
era leve. Vi algumas famílias chegando, mas a maioria dos consumidores estava 
sozinha, com cestinhas nas mãos ou pegando poucos itens diretamente. Logo na 
entrada, notei que os copinhos de frutas estavam bem abastecidos, organizados e 
atrativos. Vi uma moça jovem parar, pegar um dos potes, olhar a data de validade e 
colocá-lo rapidamentena cestinha. Sem hesitar, seguiu direto para a geladeira de 
laticínios. O ritmo era fluido e sem pressa. Observei que muitos consumidores 
passavam pelos setores básicos e compravam itens frescos ou essenciais. Na área 
de hortifrúti, a presença era constante, mas sem aglomeração. Uma senhora escolhia 
legumes com atenção, colocando poucos itens no saquinho. Ela observava bem os 
preços nas placas de oferta, mas optava por quantidades pequenas. Logo ao lado, 
uma mãe com dois filhos pequenos pegava frutas, e os meninos apontavam para as 
uvas e morangos. A mãe analisou os valores e escolheu as bananas, aparentemente 
mais baratas naquele dia. No setor de iogurtes e manteigas, vi movimentação 
moderada. Um homem, com aparência de estar voltando da academia, pegou três 
potes de iogurte, leu o rótulo de um deles e devolveu. Escolheu outro sabor e seguiu. 
As escolhas eram feitas com calma, e o comportamento era mais racional, sem 
impulso. Na padaria, a estufa estava com boa variedade. Vi três clientes pegando pão 
francês em pequenas quantidades. Um senhor colocou apenas cinco unidades num 
saquinho, enquanto outro escolhia pães de forma embalados. Não havia fila, e o 
atendimento acontecia com agilidade. A movimentação no setor era constante, mas 
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silenciosa. Próximo dali, o açougue tinha menos movimento. Um casal analisava os 
preços e conversava sobre os cortes de carne. Pegaram uma bandeja de frango e 
seguiram direto para os frios. Os corredores centrais estavam mais vazios. Vi um 
senhor caminhando devagar com o carrinho quase vazio. Parou por alguns minutos 
na seção de arroz, mas não pegou nada. Seguiu até os produtos de limpeza, pegou 
uma unidade de sabão em pó e um desinfetante. As promoções estavam sinalizadas, 
mas não causavam o mesmo efeito dos dias anteriores. A maioria dos consumidores 
parecia comprar apenas o que precisava. Na área de bebidas, vi pouca 
movimentação. Um jovem pegou uma garrafa de suco, comparou com outra marca e 
escolheu a que estava em oferta. Nos salgadinhos, praticamente não havia ninguém. 
Os pacotes estavam organizados, sem sinais de reposição recente. Isso reforçava a 
ideia de que as compras dominicais eram mais voltadas à reposição semanal e não 
ao consumo por lazer ou impulso. Os caixas estavam livres. Alguns consumidores 
optavam pelo autoatendimento, mesmo com poucos itens. Uma senhora com três 
produtos usou o caixa eletrônico com facilidade e saiu rapidamente. No caixa 
tradicional, vi dois clientes sendo atendidos ao mesmo tempo. Um funcionário 
organizava as sacolas no suporte enquanto outro auxiliava com o leitor de código. 
Durante toda a observação, o ambiente se manteve calmo, com temperatura 
confortável e iluminação suave. Não havia música nem anúncios promocionais. A 
comunicação entre clientes era mínima, e as interações com os funcionários eram 
rápidas, voltadas apenas à finalização das compras. O domingo mostrou um padrão 
de comportamento mais equilibrado, voltado à reposição controlada. As promoções 
ainda influenciavam, mas o ambiente mais vazio e a disposição dos produtos 
reforçavam a lógica de consumo seletivo. As pessoas escolhiam com mais critério, 
evitavam excessos e mantinham um ritmo calmo. O mercado, nesse dia, favorecia 
uma experiência mais racional, sem estímulos para compras impulsivas. 
 
Sétima Observação, 10h às 12h, Segunda-Feira, 05 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado às 10h em ponto. O movimento estava calmo, com entrada 
fluida e poucos carrinhos sendo usados. A maioria dos consumidores optava pelas 
cestinhas ou carregava os produtos nas mãos. Logo percebi que o perfil predominante 
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era de pessoas sozinhas, aparentemente fazendo compras rápidas para o início da 
semana. Na entrada, reparei que a ilha com copinhos de frutas estava bem abastecida 
e arrumada. Uma jovem parou rapidamente, escolheu um pote e seguiu direto para 
os refrigerantes. Pegou uma garrafinha de suco e foi em direção ao autoatendimento 
com apenas esses dois itens. O comportamento era prático e sem hesitação. Passei 
pelos setores centrais e percebi que muitos clientes circulavam direto para áreas 
específicas. No setor de limpeza, uma mulher parou em frente à prateleira de 
detergentes, onde havia uma promoção “leve 3, pague 2”. Ela conferiu os preços, 
pegou quatro unidades da mesma marca, colocou no carrinho e continuou. O 
comportamento indicava que ela já havia planejado essa compra. Caminhei até a área 
de hortifrúti, que estava organizada, mas pouco movimentada. Vi uma senhora 
escolhendo batatas com cuidado. Ela pegava uma a uma, analisava e colocava no 
saco plástico. Próximo dali um homem olhava as verduras rapidamente, pegou dois 
maços de alface e seguiu. As placas de promoção estavam visíveis, mas não 
provocavam aglomeração. No setor de laticínios, vi mais movimento. Uma cliente 
comparava preços de manteiga e revezava as mãos entre dois potes. Após alguns 
segundos de dúvida, escolheu o mais barato. Ao lado, uma senhora pegou três 
iogurtes da mesma marca e os conferiu com a lista no celular. O tempo gasto por 
ambas foi breve, com decisões rápidas e focadas. A padaria estava tranquila. Vi um 
homem pegando pão francês diretamente da estufa. Escolheu com cuidado, colocou 
numa sacola e foi embora sem olhar os outros itens da seção. Mais ao fundo, uma 
cliente analisava os bolos embalados. Pegou um de cenoura, olhou o preço, conferiu 
a validade e decidiu não levar. Seguiu com o carrinho quase vazio. O açougue estava 
quase sem fila. Um único cliente aguardava atendimento enquanto os funcionários 
cortavam carne em silêncio. Ele apontou para uma bandeja, confirmou o preço e 
colocou no carrinho junto com dois pacotes de linguiça. A movimentação ali era rápida 
e objetiva, sem interação entre os clientes. Nos corredores de mantimentos, notei 
algumas etiquetas vermelhas sinalizando ofertas. Um senhor com lista na mão parou 
na seção de feijão, pegou dois pacotes e analisou o valor unitário na etiqueta. Depois 
olhou para o celular, aparentemente checando se aquele era o produto certo. Pegou 
também um pacote de arroz e seguiu direto para os produtos de higiene. Os caixas 
estavam sem fila. Vi um jovem finalizando a compra no autoatendimento com apenas 
quatro itens. Um funcionário da área de suporte estava por perto, mas não houve 
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necessidade de intervenção. No caixa tradicional, duas funcionárias atendiam clientes 
com compras pequenas, como bandejas de frios e itens de limpeza. Durante todo o 
período da observação, o ambiente se manteve calmo, sem música ou estímulos 
visuais chamativos. A iluminação era suave e os corredores estavam organizados, 
com reposições sendo feitas pontualmente, sem atrapalhar a circulação. O 
comportamento dos consumidores nesse dia foi marcado pela praticidade. Muitos 
pareciam estar ali apenas para repor o essencial. As promoções influenciavam, mas 
apenas quando coincidiam com a lista de necessidades. Não houve compras 
impulsivas, nem movimentações desorganizadas. O ambiente favorecia um consumo 
racional e eficiente, adequado ao ritmo de início de semana. 
 
Oitava Observação, 10h às 12h, Terça-Feira, 06 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado às 10h da manhã e encontrei um ambiente ainda mais 
tranquilo que na segunda-feira. A entrada estava livre, e poucos carrinhos estavam 
em uso. Vi a maioria dos consumidores sozinhos, com passos lentos e 
comportamento focado. O clima era silencioso, sem agitação, o que deixava o 
mercado com uma atmosfera quase neutra. Logo na entrada, vi um senhor pegando 
um copinho de frutas e indo direto para os sucos, que estavam próximos dos 
salgadinhos. Ele comparou dois sabores, olhou a validade e escolheu o que estava 
em promoção, sinalizado com etiqueta laranja. A movimentação nesse setor era baixa, 
mas as promoções estavam claramente sinalizadas, influenciando decisões rápidas 
como essa. No hortifrúti, observeiuma senhora escolhendo bananas com muita 
atenção. Pegava os cachos, avaliava o peso, trocava e ajustava no saco plástico. O 
setor estava organizado, com placas indicando preços promocionais. Próximo dali um 
jovem com mochila nas costas pegou algumas laranjas e um pacote de alface, sem 
passar muito tempo comparando. Seu comportamento indicava praticidade e rapidez. 
Segui para a área dos laticínios e encontrei uma movimentação um pouco maior. Uma 
mulher comparava sucos e iogurtes. Ela colocou dois sabores diferentes no carrinho, 
depois voltou para a geladeira, pegou mais um da mesma marca e devolveu um dos 
anteriores. O tempo gasto nessa escolha foi visivelmente maior do que em outros 
setores, sinal de atenção ao preço e ao custo-benefício. Os produtos promocionais 
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estavam posicionados na altura dos olhos, facilitando a escolha rápida. No setor de 
limpeza, vi uma consumidora pegando várias unidades de sabão em pó, aproveitando 
a promoção “leve 3, pague 2”. Ela conferia os rótulos e checava o total de unidades 
na cesta, demonstrando comportamento planejado. Mais à frente, um senhor parou 
nos produtos de higiene pessoal e olhou fixamente para três tipos de sabonete. Pegou 
o de menor preço e seguiu em silêncio. A padaria e o açougue estavam vazios. Vi um 
cliente solitário na frente da estufa, pegando pães com calma. Colocou cerca de cinco 
unidades na sacola e não olhou para os bolos ou doces. No açougue, duas atendentes 
estavam livres, e não havia clientes aguardando. Isso reforçava o padrão de compras 
rápidas, sem procura por itens extras ou em grande volume. Nos corredores de 
mantimentos, observei mais cautela. Um homem com lista no celular andava devagar, 
olhando os preços dos grãos e cereais. Pegou arroz e feijão de marcas conhecidas, 
mesmo com opções mais baratas em destaque. Esse comportamento de preferência 
por marcas familiares, mesmo fora da promoção, se repetiu em outros consumidores. 
Muitos priorizavam confiança no produto, indicando uma compra mais analítica e 
menos impulsiva. Na área dos caixas, tudo estava calmo. Os autoatendimentos 
estavam vazios, com apenas um cliente passando compras. Nos caixas tradicionais, 
uma atendente conversava com outra enquanto aguardavam novos clientes. Um 
homem com dois produtos — uma bandeja de frios e um limpador multiuso — foi 
atendido em menos de dois minutos e saiu sem demora. Ao longo da observação, 
reparei que os consumidores evitavam circular por todo o mercado. Cada pessoa 
seguia um percurso específico, indo direto aos setores de interesse e saindo 
rapidamente. As promoções visíveis chamavam atenção apenas de quem já estava 
com foco no tipo de produto. Não observei compras por impulso ou desorganização 
nos carrinhos. O ambiente seguia limpo, silencioso e funcional. A disposição dos 
produtos facilitava a escolha direta e rápida, e a presença de poucos consumidores 
criava um clima de eficiência. O comportamento predominante foi de foco, economia 
e objetividade — com compras enxutas, controladas e com decisões guiadas por 
necessidade real e familiaridade com os produtos. 
 
 
70 
 
 
 
 
Nona Observação, 10h às 11h, Quarta-Feira, 07 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado às 10h e, logo na entrada, percebi um aumento sutil no 
fluxo em relação à terça-feira. O clima ainda era calmo, mas havia mais circulação 
nos corredores. A área dos carrinhos estava parcialmente ocupada e, logo à frente, vi 
dois funcionários posicionando uma nova pilha de copinhos de frutas na ilha 
refrigerada. A disposição visual chamou atenção de uma senhora, que pegou um 
potinho, olhou o fundo e colocou no carrinho sem hesitar. Notei que as etiquetas de 
promoção estavam bem destacadas em setores estratégicos, como mantimentos, 
laticínios e produtos de limpeza. A movimentação nas bebidas e salgadinhos, que 
ficam próximos à entrada, estava mais baixa naquele momento. Uma funcionária da 
limpeza passava o pano na lateral do corredor, fazendo sinal para os clientes 
passarem com cuidado, e a maioria colaborava com gestos ou pequenos 
agradecimentos. Na área central, observei mais movimentação. Um homem pegava 
arroz e feijão com agilidade, olhando rapidamente para as etiquetas e pegando 
marcas em promoção. Em seguida, colocou dois pacotes de café no carrinho, também 
com selo de oferta. Próximo a ele, uma jovem organizava sua lista no celular enquanto 
o namorado empurrava o carrinho. Eles andavam juntos, mas falavam pouco. O foco 
parecia ser concluir a compra com eficiência. A área de hortifrúti tinha boa presença 
de clientes, especialmente mulheres mais velhas. Uma delas olhava os pimentões 
com atenção, comparando o preço com outras opções. Pegou um, devolveu, e depois 
optou por tomates em promoção. Próximo dali, dois consumidores — que pareciam 
se conhecer — conversavam sobre os preços das frutas, comentando que estavam 
“melhor que semana passada”. Logo depois, seguiram cada um para um setor 
diferente. Nos laticínios, observei uma movimentação maior. O destaque era para os 
iogurtes e os potes de manteiga, ambos com placas de desconto visíveis. Uma 
senhora comparava tamanhos de potes e analisava os rótulos. Próximo a ela, uma 
mãe com duas crianças pequenas olhava sucos. As crianças apontavam para sabores 
diferentes, mas a mãe escolheu os que estavam com desconto, colocando três 
unidades iguais no carrinho. A padaria estava mais agitada. A estufa acabava de ser 
reabastecida, e o cheiro de pão fresco atraiu alguns clientes. Um senhor pegou dois 
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sacos grandes de pão francês. Outra cliente analisava os pães embalados, leu as 
informações nutricionais e colocou um pacote integral no carrinho. Um funcionário da 
padaria limpava a bancada e respondia de forma simpática quando alguém 
perguntava sobre os horários de reposição. No açougue, observei dois atendentes 
trabalhando com agilidade. Havia três clientes aguardando. A interação era rápida, 
com pedidos diretos e pouca conversa. Um deles apontou para a carne em promoção 
e pediu dois quilos. A atendente confirmou o preço e entregou a bandeja prontamente. 
O setor operava com fluidez, e a equipe parecia bem treinada. Nos corredores de 
higiene e limpeza, havia promoções em destaque. Um senhor pegou três unidades de 
sabão líquido e conferiu no celular se era a marca que precisava. Um funcionário 
repunha papel higiênico nas prateleiras, trabalhando com discrição, sem interromper 
a passagem dos clientes. Nos caixas, o movimento era moderado. O autoatendimento 
estava sendo usado por clientes com poucos itens. Vi uma moça tentando escanear 
um pacote de bolacha, mas a máquina não reconheceu. Um funcionário prontamente 
se aproximou, passou o código para ela e voltou à posição de apoio. Nos caixas 
tradicionais, as filas eram curtas. Atendentes conversavam com os clientes de forma 
cordial, perguntando se tinham cupom e desejando bom dia ao final. De modo geral, 
a quarta-feira foi marcada por uma movimentação estável e organizada. O ambiente 
favorecia decisões conscientes. As promoções estavam visíveis, bem aproveitadas 
por consumidores que demonstravam atenção e controle. As interações, tanto entre 
clientes quanto com funcionários, foram pontuais e educadas, reforçando a ideia de 
um consumo funcional, mas humanizado. O mercado, mesmo sendo um espaço 
coletivo, seguia sendo vivenciado de forma prática, com foco na tarefa e na eficiência. 
 
Décima Observação, 10h às 12h, Quinta-Feira, 08 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado às 10h e, logo nos primeiros minutos, percebi um aumento 
gradual de movimento ao longo da manhã. A entrada estava organizada, com 
carrinhos disponíveis e os copinhos de frutas bem visíveis. Vi uma senhora que, ao 
entrar, foi direto até eles, pegou dois potinhos, analisou com calma e deixou um de 
volta, optando por apenas um. Aparentava estar fazendo compras mais rápidas, o que 
se confirmou quando ela seguiu diretamentepara os sucos e laticínios. Na parte 
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central do mercado, observei que as gôndolas de produtos de limpeza e higiene 
estavam em destaque com cartazes promocionais. Uma promoção de sabão líquido 
do tipo “pague 2, leve 3” chamava atenção. Um casal parou diante das embalagens 
e, após uma breve troca de palavras, pegaram seis unidades, aproveitando o 
desconto. O carrinho deles, até então com poucos itens, começou a encher a partir 
dali. Ao lado, um funcionário organizava os panos de limpeza e produtos de banheiro, 
trabalhando com agilidade e sem interferir no fluxo. No setor de hortifrúti, percebi que 
as bananas estavam bem em evidência, com uma placa grande de “Oferta do Dia”. 
Três clientes diferentes pararam nesse ponto. Uma delas pegou dois cachos, 
comparou o preço no visor eletrônico da balança e devolveu um. Outra senhora que 
estava por perto comentou com uma funcionária da reposição que a fruta estava 
“melhor do que na semana passada”. A funcionária sorriu e respondeu com simpatia. 
Pequenas interações como essa marcaram o clima mais leve da manhã. Próximo dali, 
na geladeira dos iogurtes, uma mãe com carrinho infantil observava os preços 
enquanto a criança mexia nas embalagens da prateleira mais baixa. Ela chamou a 
atenção do filho, pegou três unidades de iogurte da mesma marca — que estavam 
com desconto visível — e colocou no carrinho rapidamente. Demonstrava pressa, mas 
mantinha controle da situação. A padaria tinha movimento contínuo, mas sem fila. Um 
senhor escolhia pães de forma embalados, conferindo os valores com calma. Outra 
cliente estava na frente da estufa quente, pegando pães franceses recém-saídos. A 
funcionária responsável pelo setor reabastecia com agilidade e, ao ser questionada 
por uma senhora sobre os bolos embalados, apontou para o local sem interromper 
sua atividade, mantendo o atendimento funcional. No açougue, vi dois atendentes 
lidando com pedidos simples. Um cliente pediu carne moída, apontando para uma 
bandeja em promoção. Pegou duas unidades e seguiu direto para os produtos 
congelados. A movimentação era tranquila, sem fila ou demora. Um outro cliente, ao 
lado, perguntava o valor de uma peça de frango e, ao receber a resposta, optou por 
levar apenas metade do peso previsto, provavelmente ajustando o gasto. Nos setores 
de mantimentos e mercearia, a circulação era estável. As promoções em itens de café, 
açúcar e óleo estavam bem destacadas. Uma senhora pegou dois pacotes de café da 
mesma marca, mesmo sem ser a mais barata, o que indicava preferência pessoal 
sobre preço. Vi outro cliente segurando um pacote de arroz, lendo as informações 
nutricionais com atenção antes de colocá-lo no carrinho. Os caixas estavam com fila 
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leve, tanto nos tradicionais quanto no autoatendimento. Vi um senhor no caixa 
eletrônico com dificuldades para escanear um produto. Um funcionário se aproximou, 
corrigiu o item com calma, e o cliente agradeceu com um aceno. Nos caixas 
convencionais, as funcionárias atendiam de maneira cordial, sempre perguntando 
sobre o uso de cupons ou cartões fidelidade. Durante toda a manhã, o mercado 
manteve uma atmosfera funcional, mas com uma presença mais sensível de 
interações leves entre clientes e funcionários. As promoções continuavam exercendo 
forte influência sobre o comportamento de compra, principalmente nas categorias de 
limpeza e alimentos perecíveis. As decisões de compra eram objetivas, mas o clima 
estava mais ameno, favorecendo trocas rápidas de informação e um consumo mais 
atento, com escolhas baseadas em custo-benefício e familiaridade com o ambiente. 
 
Décima Primeira Observação, 10h às 12h, Sexta-Feira, 09 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado às 10h e, logo ao me aproximar da entrada, percebi o 
ambiente mais movimentado. Os carrinhos estavam quase todos em uso e havia fila 
nos caixas eletrônicos logo na entrada. O espaço já indicava o clima de preparação 
para o fim de semana. A ilha de copinhos de frutas, mesmo bem abastecida, já tinha 
vários espaços vazios. Vi uma moça pegar um dos potes, olhar a validade e colocá-lo 
direto na cestinha junto com um suco de caixinha que ela pegou ao lado, mostrando 
rapidez e praticidade na escolha. Os setores próximos à entrada estavam bastante 
movimentados. Os corredores de bebidas e salgadinhos, que ficam lado a lado, 
concentravam muitos consumidores. Refrigerantes de dois litros com etiquetas 
vermelhas de “oferta” estavam entre os mais escolhidos. Vi diversos carrinhos com 
dois ou mais refrigerantes, além de pacotes grandes de salgadinhos. Um rapaz pegou 
rapidamente três garrafas da mesma marca, enquanto uma mulher comparava o 
preço unitário entre diferentes volumes e optava pelas embalagens maiores, 
aproveitando melhor o custo-benefício. Avancei para a parte central e observei que os 
corredores de mantimentos, produtos de limpeza e higiene estavam mais cheios. Uma 
senhora parou diante da prateleira de sabão em pó, analisou a etiqueta de “leve 3 e 
pague 2” e pegou três unidades. Uma funcionária da reposição estava reabastecendo 
o mesmo setor e ofereceu ajuda para tirar uma embalagem de cima da prateleira. A 
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cliente agradeceu, pegou o produto e seguiu sem hesitação. Vi também um homem 
com carrinho cheio de produtos variados, andando com pressa, usando o celular na 
mão esquerda enquanto empurrava o carrinho com a outra. No hortifrúti, a área das 
frutas frescas estava organizada, mas com movimento constante. Vi uma mulher 
jovem, com fones de ouvido, pegando sacos de mexerica e maçã. Ela analisava bem 
cada item, mas fazia escolhas rápidas, demonstrando costume e familiaridade. Perto 
dali, um senhor parou por mais tempo diante das bananas, que estavam em oferta, 
escolhendo com cuidado. Uma outra cliente passou direto pelas verduras, pegando 
apenas alface e cheiro-verde, e seguiu com o carrinho quase cheio. O setor de 
laticínios também tinha bastante gente. Muitos consumidores se concentravam nos 
iogurtes e sucos refrigerados. Vi uma senhora colocar quatro potes da mesma marca 
no carrinho, sem analisar outras opções. Uma adolescente, ao lado, olhava diferentes 
sabores e valores. Pegou um, leu o rótulo e colocou de volta, optando por um pacote 
com desconto. Um funcionário organizava as prateleiras próximas e, ao ser chamado 
por uma cliente que procurava leite, apenas apontou o caminho com um gesto, sem 
interromper a tarefa. A padaria apresentava o pico de movimento do dia. A estufa 
estava sendo reabastecida com pães franceses, e cerca de cinco clientes aguardavam 
com sacos vazios na mão. Pegavam os pães assim que eram colocados, alguns 
levando em grande quantidade. Próximo à estufa, uma funcionária arrumava os bolos 
embalados, enquanto duas clientes comparavam os preços e tamanhos. Pegaram um 
bolo simples e outro recheado, ambos com etiquetas de oferta. No açougue, a 
movimentação era constante. Havia fila com senha, mas o atendimento era ágil. Os 
cortes com promoção estavam em destaque, e vi três clientes optando por eles. As 
escolhas eram rápidas, e os clientes já chegavam com ideia do que queriam. Os 
funcionários interagiam com objetividade, pesando e entregando com rapidez. Na 
área dos caixas, o fluxo já era intenso por volta das 11h30. As filas eram maiores do 
que nos outros dias, tanto no autoatendimento quanto nos caixas tradicionais. Um 
funcionário organizava a fila e ajudava a direcionar clientes para caixas disponíveis. 
Vi consumidores com carrinhos cheios, alguns reorganizando os itens dentro do 
carrinho durante a espera. Um senhor contava as unidades para facilitar o pagamento 
no autoatendimento, enquanto uma moça revisava os produtos com o cupom de 
descontos em mãos. Durante toda a observação, o ambiente do mercado estava 
dinâmico e funcional. A disposição dos produtos, as promoções visíveis e a 
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proximidade do fim de semana estimularam compras em maior volume ecom foco em 
abastecimento. As escolhas eram rápidas, muitas vezes repetindo comportamentos 
já vistos em outros consumidores, reforçando o papel do ambiente como guia para 
decisões práticas. A lógica do consumo naquele dia era voltada à eficiência e ao 
aproveitamento das ofertas, com pouca hesitação e forte influência da organização do 
espaço. 
 
Décima Segunda Observação, 10h às 12h, Sábado, 10 de Maio de 2025 
 
Cheguei ao mercado pouco antes das 10h e, já do lado de fora, era possível 
notar o fluxo intenso de pessoas entrando. É véspera de Dia das Mães. Muitas flores 
na entrada do mercado. Assim que passei pela entrada, percebi que a maioria dos 
carrinhos já estava em uso e a área dos copinhos de frutas estava praticamente vazia, 
com algumas unidades espalhadas e desorganizadas. Uma funcionária se 
aproximava com uma bandeja para repor, enquanto duas pessoas disputavam os 
últimos potes da prateleira. Uma mulher pegou três de uma vez, analisou rapidamente 
os rótulos e colocou todos no carrinho, sem trocar. O clima geral era de movimento 
acelerado e filas visíveis já nas gôndolas principais. O setor de bebidas estava lotado. 
Os refrigerantes em promoção ocupavam as pontas das prateleiras e eram os mais 
escolhidos. Observei vários consumidores pegando mais de duas unidades de uma 
vez, sem nem conferir marcas alternativas. Os salgadinhos, posicionados ao lado, 
também estavam sendo rapidamente esvaziados. Vi jovens e adultos enchendo os 
carrinhos com embalagens grandes, muitas vezes guiados pelas etiquetas de “leve 
mais, pague menos”. A movimentação nos corredores era intensa, dificultando a 
circulação em alguns pontos. Próximo ao setor de frios, uma senhora empurrava um 
carrinho com certa dificuldade entre os demais, desviando com paciência. Já nos 
laticínios, os produtos estavam organizados, mas com muitos espaços vazios nas 
prateleiras. Os potes de iogurte mais baratos estavam quase esgotados. Vi um 
homem pegar cinco unidades e colocá-los direto no carrinho. Próximo dali, uma 
mulher fazia contas no celular enquanto olhava as opções de manteiga. Acabou 
escolhendo uma marca em promoção. A área de hortifrúti estava cheia. Clientes se 
acumulavam nas bancas de frutas e legumes, e o comportamento imitativo era 
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evidente: um pegava, o outro também pegava. Vi várias pessoas olhando os tomates 
que estavam em destaque promocional. Alguns pegavam mais do que aparentavam 
precisar, apenas pelo preço atrativo. Um senhor colocava tudo rapidamente no saco 
plástico, enquanto uma jovem que parecia ter chegado depois pegou o mesmo tipo 
de tomate sem nem olhar outras opções. A padaria era uma das áreas mais 
movimentadas. A estufa com pão francês recém-saído atraía muitos consumidores. 
Alguns já chegavam com os sacos abertos, outros aguardavam com o carrinho parado 
no meio do corredor, o que dificultava ainda mais o trânsito. A reposição acontecia 
rapidamente, mas não dava conta da demanda. Os bolos embalados também 
estavam em destaque com sinalização de oferta, e vários consumidores levavam mais 
de uma unidade. Uma funcionária organizava a vitrine lateral enquanto respondia a 
perguntas de forma breve e direta. No açougue, havia fila com senha. Os cortes de 
carne em promoção estavam posicionados na vitrine e, ao longo da observação, notei 
que a maioria dos clientes pedia justamente esses. A comunicação com os atendentes 
era rápida e objetiva, com foco em quantidade e valor final. Um homem pegou dois 
pacotes grandes de carne e disse que “era pro churrasco de amanhã”. Vi outros com 
o mesmo padrão de compra: carnes, bebidas e itens de preparo rápido. Nos setores 
de limpeza e higiene, promoções chamavam atenção visualmente. Vi uma senhora 
com carrinho cheio de produtos diversos pegando três unidades de desinfetante sem 
nem olhar a validade ou ingredientes. Perto dela, um casal comparava embalagens 
de papel higiênico, mas ao notar a promoção da marca mais conhecida, escolheram 
aquela sem discutir. A lógica era aproveitar os preços baixos e concluir as compras 
com agilidade. Por volta das 11h30, os caixas estavam cheios. Filas se formavam em 
todos os pontos: tradicionais, autoatendimento e até nos atendimentos rápidos. Muitos 
consumidores usavam esse tempo para reorganizar os produtos no carrinho, separar 
frios e limpeza, ou revisar os cupons e promoções. Vi um senhor tentando passar 
sozinho no autoatendimento, mas errando repetidamente o código de barras. Um 
funcionário interveio com paciência, mas o clima era de leve tensão por conta da fila 
atrás. Durante toda a observação, o comportamento dos consumidores foi nitidamente 
influenciado pela estrutura do mercado: disposição dos produtos, placas visuais, 
promoções estratégicas nas pontas das gôndolas e reposições frequentes davam ao 
ambiente um ritmo acelerado. As pessoas pareciam não ter tempo para comparar, 
priorizando quantidade, preço baixo e velocidade. O sábado mostrou um consumo 
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altamente estimulado por fatores externos, com escolhas muitas vezes automáticas, 
motivadas mais pelo momento e pelo ambiente do que pela necessidade real. 
 
Décima Terceira Observação, 10h às 12h, Domingo, 18 de Maio de 2025 
 
Iniciei a observação por volta das 10h da manhã. A entrada estava tranquila, com 
carrinhos disponíveis e poucos clientes chegando ao mesmo tempo. Notei uma 
movimentação mais espaçada e silenciosa. Os consumidores andavam com passos 
lentos e focados, sem a urgência característica dos dias anteriores. Logo na entrada, 
os copinhos de frutas estavam novamente organizados. Vi uma senhora pegar um, 
verificar a validade e deixá-lo de lado, escolhendo outro que aparentava estar mais 
fresco. Próximo dali uma funcionária da limpeza fazia a higienização do chão com o 
aviso de piso molhado visível, sem causar obstáculos aos clientes, que passavam 
com cuidado e respeito ao espaço. Os corredores de bebidas e salgadinhos estavam 
com pouca movimentação. Alguns refrigerantes estavam em promoção, mas não 
havia aquela procura intensa do sábado. Um senhor pegou uma garrafa, conferiu o 
preço e colocou direto no carrinho, que estava praticamente vazio. Um jovem ao lado 
escolheu sucos individuais e passou rapidamente para o setor de frios. A circulação 
no hortifrúti era constante, mas sem aglomeração. Muitos consumidores escolhiam 
frutas frescas, especialmente aquelas em promoção. As placas de ofertas estavam 
visíveis, mas as escolhas eram mais contidas. Vi uma mulher com lista na mão 
pegando maçãs, bananas e tomates em pequenas quantidades. Um senhor passou 
rapidamente pelas verduras, pegando apenas um maço de alface. A maioria das 
pessoas levava o essencial. Na área dos laticínios, as geladeiras estavam bem 
abastecidas. Uma moça parou em frente aos iogurtes e comparou dois sabores de 
uma mesma marca. Escolheu o que estava com desconto e seguiu. Perto dela, uma 
senhora pegava manteiga e observava o preço no visor eletrônico. Ela leu 
atentamente e colocou no carrinho sem hesitar. A movimentação no setor era 
organizada e silenciosa. Na padaria, o clima também era de tranquilidade. Os clientes 
pegavam pão francês em menor quantidade, geralmente cinco ou seis unidades. Vi 
um homem escolher pães integrais embalados e colocar direto na cestinha. A estufa 
estava abastecida e o atendimento ocorria sem filas. A funcionária da padaria 
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organizava a bancada de doces e bolos, mas não houve procura intensa por esses 
itens durante o período de observação. O açougue estava com atendimento normal, 
sem fila. Dois clientes fizeram pedidos breves, solicitando pequenas quantidades de 
carne para o dia. Um deles apontou uma bandeja de frango, conferiu o preço e pediu 
apenas meio quilo. A comunicação com os atendentes foi direta e educada, sem 
demora. Nos corredores centrais, observei comportamentos contidos. As pessoas 
pareciam saber exatamente o que estavam procurando. Muitoscaminhavam 
diretamente até os setores de interesse e retornavam rapidamente para os caixas. Vi 
um casal se dividindo: enquanto um pegava produtos de limpeza, o outro ia em direção 
aos mantimentos. Pouco depois, se encontraram e comentaram algo breve antes de 
seguirem. As promoções estavam visíveis, principalmente em alimentos básicos e 
itens de higiene. Um cliente pegou dois pacotes de sabão em pó em promoção, mas 
deixou um deles após comparar marcas. O comportamento era cauteloso, com foco 
em controle de gastos. Não notei compras em grandes volumes ou impulsivas. Nos 
caixas, o movimento era leve. Os autoatendimentos estavam em uso por clientes com 
poucos produtos. Vi uma atendente ajudando um senhor com dificuldade no leitor de 
código. O atendimento nos caixas tradicionais foi rápido e cordial. A maioria dos 
consumidores saiu com uma ou duas sacolas, indicando compras pequenas e 
pontuais. Durante toda a observação, o ambiente permaneceu calmo, com pouca 
interferência sonora e boa organização visual. A iluminação e temperatura estavam 
agradáveis, contribuindo para uma experiência de compra tranquila. O 
comportamento predominante foi o da racionalidade: os consumidores estavam ali 
para comprar apenas o necessário, aproveitando as promoções de forma moderada 
e focada. O domingo reforçou o padrão de consumo mais consciente, guiado por 
planejamento e controle. O espaço do mercado, mesmo com estímulos visuais, não 
provocava excesso de compras. O ambiente favorecia decisões ponderadas, e a 
lógica do consumo refletia a transição entre o fim de semana e a preparação para a 
rotina da semana seguinte. 
 
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Décima Quarta Observação, 10h às 11h, Quinta-Feira, 20 de Maio de 2025 
 
Cheguei para a observação por volta das 10h e percebi que o movimento estava 
mais fraco em relação aos dias anteriores. A entrada estava tranquila, e a maioria das 
pessoas entrava sozinha, com o celular em mãos ou pegando a cestinha rapidamente. 
Poucos carrinhos estavam em uso, o que indicava compras menores, provavelmente 
voltadas a necessidades pontuais. Logo na entrada, um rapaz de mochila passou 
pelos copinhos de frutas, olhou rapidamente, pegou um e seguiu direto para os 
refrigerantes. Pegou uma garrafa de dois litros, olhou o rótulo, leu o valor na etiqueta 
amarela de “oferta”, hesitou, mas colocou no carrinho mesmo assim. Ali ao lado, nos 
salgadinhos, uma senhora observava os preços. Ela pegou um pacote, conferiu o 
peso e depois devolveu, como se tivesse achado caro. Optou por um menor e seguiu. 
Caminhei em direção ao hortifrúti e vi uma funcionária repondo bananas, maçãs e 
mexericas. As frutas estavam frescas e com uma placa de promoção visível, o que 
atraía alguns consumidores. Vi um senhor parado por mais de dois minutos, 
escolhendo bananas. Ele colocava e tirava cachos do saco, analisando peso e 
aparência. Perto dali uma mulher olhava os preços das verduras com bastante 
atenção. Pegou alface, voltou para devolver, e depois optou por um maço de cheiro-
verde. Seguindo para a geladeira de iogurtes, vi uma jovem com uniforme de 
enfermagem. Ela pegou três potes da mesma marca, colocou no carrinho, deu alguns 
passos e voltou. Pegou outro sabor e devolveu um dos primeiros, comparando rótulos. 
Ao lado, uma senhora escolhia manteigas. Olhou três marcas, pegou a mais barata e 
seguiu. O tempo gasto por ambas foi visivelmente maior do que o normal, o que 
indicava atenção ao custo-benefício. Perto das 11h, uma fila pequena se formava na 
padaria. Dois clientes esperavam o pão francês ser reposto na estufa. A atendente 
informou que mais pães sairiam em cinco minutos. Enquanto isso, uma moça 
analisava os bolos embalados. Pegou um de chocolate, olhou o preço, conferiu a 
validade e devolveu. Optou por um menor, de cenoura. Um senhor mais velho passou 
com pressa, pegou dois pães de queijo da estufa e seguiu direto para o caixa. Nos 
corredores de mantimentos, notei uma movimentação baixa. Um homem com a lista 
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no celular caminhava com o carrinho quase vazio. Ele pegou arroz, analisou três 
pacotes, colocou um de marca mais barata, depois trocou. Em seguida, escolheu o 
feijão e seguiu para os produtos de limpeza. Ali, ficou parado por alguns minutos. 
Pegou três unidades de detergente da mesma marca — que estava com promoção 
do tipo “leve 3, pague 2”. Após conferir no rótulo e nas etiquetas, colocou os produtos 
no carrinho e seguiu. Na área de bebidas e salgadinhos, vi dois homens conversando. 
Um indicava uma marca de refrigerante e dizia: “Esse aqui tá mais em conta hoje”. 
Pegaram duas unidades cada e dividiram os pacotes de salgadinhos entre eles. 
Mesmo com a conversa, a escolha era prática e rápida, sem desvio de atenção. Os 
caixas de autoatendimento estavam ativos, mas pouco usados. Um senhor aguardava 
no caixa tradicional com poucos produtos na mão. Uma senhora, atrás dele, segurava 
apenas dois itens de limpeza e uma bandeja de frios. Ninguém reclamava, mas a 
expressão no rosto mostrava leve impaciência pela fila — havia apenas dois caixas 
abertos. O ambiente do mercado seguia neutro: sem música, sem anúncios, com 
temperatura agradável e organização visual bem distribuída. Os funcionários estavam 
presentes, mas silenciosos. Um deles limpava o chão perto da área de frios, e outro 
organizava os engradados de refrigerante. Não presenciei nenhuma interação direta 
entre clientes e funcionários durante o período. Em geral, o clima da quinta-feira era 
de praticidade. As pessoas entravam com foco, escolhiam com calma, mas sem 
grandes desvios. As promoções influenciavam, mas o comportamento era mais 
contido, voltado à comparação e ao uso racional dos descontos. O tempo de 
permanência dos consumidores foi maior em setores com produtos de reposição 
semanal, como laticínios e limpeza, o que reforça a lógica da compra planejada em 
um ambiente funcional. 
 
3 CONCLUSÃO 
 
Ao longo das 25 horas de observação realizadas em diferentes supermercados 
da cidade de Itapira, foi possível constatar, de maneira clara e consistente, que o 
comportamento do consumidor no ambiente de compra é profundamente influenciado 
por elementos sensoriais, emocionais, organizacionais e simbólicos. Mais do que 
atender a uma demanda por produtos, o ato de consumir revelou-se uma prática 
cotidiana repleta de significados, decisões racionais e impulsos momentâneos, 
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afetados diretamente pela disposição dos produtos, pelas estratégias de marketing, 
pelas cores, pelos preços e até mesmo pela atmosfera geral do local. 
Cada observação contribuiu de maneira única para o entendimento do consumo 
enquanto fenômeno psicossocial. As situações observadas pelo Bryan, por exemplo, 
trouxeram à tona conflitos internos e decisões atravessadas por responsabilidades 
familiares, planejamento financeiro e até dilemas entre o desejo e o cuidado com a 
saúde. Em seus relatos, destacam-se os momentos em que o consumidor hesita, 
troca produtos, volta atrás e reflete diante das prateleiras — atitudes que indicam que 
o consumo, embora estimulado por fatores externos, também é constantemente 
negociado internamente. 
As observações feitas pela Flávia destacaram aspectos emocionais e simbólicos 
fortemente presentes na jornada de compra. A presença de frases como “hoje eu 
mereço”, dita por um senhor ao comprar vinho, demonstra que o ato de consumir não 
é apenas utilitário — ele pode assumir o papel de autor recompensa, autorregulação 
emocional ou mesmo um modo de buscar sentido após um dia estressante. A 
influência das crianças, a escolha por produtos com mascotes, os sons do ambiente, 
o cuidado dos repositores e o comportamento coletivo também foram evidenciados 
com sensibilidade, revelando a riqueza simbólica contida até nos detalhes mais banais 
do cotidiano. 
Gisele contribuiu com observações centradas na lógica da funcionalidade e da 
organização do espaço. A percepçãoda influência do ambiente sobre a rapidez das 
escolhas, da disposição dos produtos nas pontas de gôndola, da iluminação e 
ausência de música — tudo isso revela o quanto o espaço é preparado para estimular 
não apenas a permanência, mas também o giro rápido e eficaz do consumo. Notou-
se que em dias de maior fluxo, as decisões eram mais impulsivas, enquanto em 
horários alternativos havia mais comparações de preço, análise nutricional e cautela 
nas escolhas. 
Já Laura trouxe observações sobre o consumo silencioso, individualizado, 
mesmo em espaços coletivos. Em seus registros, o supermercado aparece como um 
ambiente onde as interações sociais são mínimas e o foco está no cumprimento de 
uma rotina predefinida. As observações de idosos, casais dividindo tarefas, uso de 
celulares para listas de compras e busca por promoções reforçam a ideia de que o 
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consumo se dá dentro de uma racionalidade afetiva, onde a escolha envolve tanto o 
cálculo econômico quanto a rotina emocional e familiar de cada um. 
Também foi possível perceber como diferentes horários e dias da semana 
alteram o perfil de consumo: enquanto os fins de semana concentram um público mais 
diversificado, com maior incidência de compras por volume, agilidade e promoções, 
os dias úteis revelaram comportamentos mais calmos, voltados à reposição e 
planejamento. A análise intergrupal apontou ainda que a idade, o contexto social, a 
presença de crianças ou acompanhantes influenciam diretamente nas decisões 
tomadas — seja pelo tempo de permanência, seja pela interação com promoções e 
com o espaço. 
De maneira geral, o objetivo deste estágio foi plenamente atingido. A partir das 
observações realizadas nos supermercados Penha Center, Cubatão, Geoli e Rofatto, 
foi possível compreender como o consumo cotidiano é moldado por múltiplas 
camadas de estímulo: visuais, auditivos, espaciais, afetivos e simbólicos. A 
experiência prática permitiu perceber que consumir vai muito além do ato de escolher 
e pagar por um produto. É, acima de tudo, um gesto de pertencimento, expressão de 
desejos, adaptação à rotina e reflexo de valores sociais. 
Esse mergulho etnográfico não apenas ampliou a percepção de nós estudantes 
sobre o comportamento de consumo, mas também nos aproximou da complexidade 
da vida cotidiana — onde, entre gôndolas e promoções, se escondem narrativas de 
cuidado, afeto, conflito, desejo, privação e expressão. Ao final, fica o entendimento de 
que todo carrinho carregado é também carregado de histórias. 
 
REFERÊNCIAS 
Colorcom. (s.d.). Why Color Matters. Recurepado de 
https://colorcom.com/research/why-color-matters 
Neogrid. (2024). Preço é o fator que mais influencia a decisão de compra do 
consumidor brasileiro, aponta pesquisa exclusiva. Recuperado de 
https://neogrid.com/noticias/preco-e-o-fator-que-mais-influencia-a-decisao-de-
compra-do-consumidor-brasileiro-aponta-pesquisa-exclusiva/ 
Opinion Box & Neogrid. (2024). Relatório de Bens de Consumo. Recuperado de 
https://materiais.opinionbox.com/relatorio-tendencias-bens-de-consumo 
https://colorcom.com/research/why-color-matters
https://neogrid.com/noticias/preco-e-o-fator-que-mais-influencia-a-decisao-de-compra-do-consumidor-brasileiro-aponta-pesquisa-exclusiva/
https://neogrid.com/noticias/preco-e-o-fator-que-mais-influencia-a-decisao-de-compra-do-consumidor-brasileiro-aponta-pesquisa-exclusiva/Ela assentiu com a 
cabeça, ajustou a máquina e continuou o corte. Na área de limpeza, duas mulheres 
conversavam em voz baixa em frente aos produtos. Uma delas apontou para um 
sabão líquido: “Esse aqui rende mais. Leva esse.” A outra olhou por alguns segundos, 
hesitou, depois pegou o produto e colocou no carrinho. Em um dos corredores 
centrais, vi uma criança sozinha parada em frente à prateleira de ovos de Páscoa. 
Nenhum adulto por perto. Ela esticou o braço, pegou um ovo, olhou para os lados com 
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atenção, depois devolveu o doce ao lugar. Na parte de laticínios, um homem vestindo 
roupa de academia estava parado diante dos iogurtes proteicos. Pegou cinco 
unidades iguais, leu os rótulos, conferiu as informações e depois olhou para o celular. 
Em seguida, devolveu dois deles à geladeira e seguiu com os outros no carrinho. No 
caixa, uma moça estava à minha frente na fila. Passou apenas três itens na esteira: 
pão, refrigerante e cigarro. Pagou em dinheiro. Guardou as compras rapidamente na 
sacola e saiu sem falar nada. 
 
Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 22 de Abril de 2025 
 
Logo na entrada, um anúncio no alto-falante informava sobre a promoção da 
semana: sabão em pó e arroz em oferta. Peguei um carrinho de compras próximo à 
porta e entrei. Na seção de carnes, um senhor com expressão séria estava parado 
diante do balcão do açougue. Usava camisa de botões e segurava uma sacola plástica 
dobrada. Conversava com o açougueiro: “Corta bem fininho, tá? Pra bife acebolado.” 
O funcionário assentiu com a cabeça e começou a cortar a carne. Mais adiante, uma 
mulher empurrava o carrinho devagar. Uma criança pequena dormia no assento. Ela 
colocava os produtos no carrinho com cuidado e em silêncio. Os movimentos eram 
lentos. Parava em frente a cada prateleira, observava com calma e depois decidia o 
que pegar. Na parte de bebidas, dois jovens com camisetas largas e bonés riam alto 
enquanto empilhavam latas de cerveja no carrinho. Um deles pegava as latas, o outro 
organizava. Continuaram andando pelo corredor conversando e apontando para 
outras prateleiras. Perto da padaria, uma funcionária com touca branca e luvas 
embalava pães. Um homem se aproximou, pegou três pães, deu alguns passos, 
voltou e pegou mais dois. Disse em voz alta: “Hoje o pessoal vai jantar em casa.” 
Colocou tudo em um saco de papel e seguiu. Na seção de pet shop, uma mulher de 
moletom observava os pacotes de ração com atenção. Usava tênis e segurava o 
celular na mão. Pegou um pacote de tamanho médio, virou para ler o verso, depois 
colocou o pacote de volta e escolheu um maior. No final da visita, na fila do caixa 
rápido, uma moça com fones de ouvido empacotava suas próprias compras. Colocava 
os itens em uma sacola reutilizável. Levava apenas frutas, barras de cereal e uma 
água de coco. Pagou no cartão e saiu sem tirar os fones. 
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 Quarta Observação, 10:00h às 12:00h, Quinta-Feira 24 de Abril de 2025 
 
Peguei um carrinho na entrada e fui direto para a seção de laticínios. As 
prateleiras estavam organizadas e o corredor estava quase vazio. Um rapaz de 
camiseta branca e bermuda comparava os preços entre dois iogurtes. Olhava as 
etiquetas com atenção. Depois de alguns segundos, colocou o mais barato no carrinho 
e seguiu andando. Na mercearia, uma mulher com cabelo preso e mochila nas costas 
falava ao telefone com o viva-voz ligado. Estava parada em frente à prateleira de óleos 
e azeites. Disse: “Azeite ou óleo? Tem diferença?” Uma voz masculina respondeu: 
“Óleo, o mais barato.” Ela suspirou, pegou uma garrafa de óleo e continuou. Dois 
adolescentes corriam pelos corredores. Empurravam um carrinho com embalagens 
grandes de salgadinhos e duas garrafas de refrigerante. Riam alto enquanto 
passavam pelos produtos. Um funcionário com colete do supermercado os observava 
de longe, parado no final do corredor, mas não se aproximou nem falou nada. Perto 
da área de congelados, uma senhora de cabelos curtos colocava batata frita e carne 
no carrinho. Eram todas com porções individuais. Ela olhava as etiquetas de validade 
e organizava no carrinho antes de seguir. Na seção de bebidas, um homem com 
crachá da empresa pendurado no pescoço pegava latas de energético. Colocou cinco 
latas no carrinho, parou, pegou mais duas. Conferia o relógio no pulso várias vezes e 
andava apressado. Vi uma moça grávida na seção de fraldas descartáveis. Usava 
vestido largo e chinelo. Comparava as marcas nas prateleiras e mexia no celular. 
Digitava e esperava resposta. Depois pegou um pacote de fraldas e também um de 
lenços umedecidos. Colocou no carrinho e saiu do corredor. No caixa, um homem de 
boné e camisa xadrez reclamava do preço dos ovos. Disse em voz alta: “Toda semana 
aumenta.” A funcionária do caixa assentiu com a cabeça sem responder. Atrás dele, 
uma senhora esperava com uma cestinha nas mãos, contando moedas uma por uma. 
 
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Quinta Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 26 de Abril de 2025 
 
O mercado estava cheio. Peguei uma cesta logo na entrada e fui seguindo pelos 
corredores. Na seção de frutas e verduras, uma moça escolhia folhas com muito 
cuidado. Pegava uma a uma, sacudia, analisava e devolvia. Estava concentrada. Um 
rapaz ao lado, também com cesta na mão, observava e disse: “Leva logo, tá tudo 
igual.” Ela não respondeu e continuou escolhendo. Na parte de bebidas, um homem 
colocava várias latas de cerveja Skol no carrinho. Usava camiseta escura e boné. A 
cada nova lata que pegava, olhava para o celular e anotava algo. Continuava andando 
e pegando mais. Uma senhora com cabelo preso empurrava o carrinho devagar. 
Parava em frente a cada prateleira, lia o preço dos produtos, observava com atenção, 
e seguia sem pegar. O carrinho continha poucos itens, todos de uso básico. Na seção 
de congelados, um homem de boné e jaleco escolhia marmitas congeladas. Pegou 
várias embalagens do mesmo tipo e colocou no carrinho. Conferiu os rótulos 
rapidamente antes de seguir. Na fila do caixa, um pai com duas crianças pequenas 
tentava entretê-las com o celular. As crianças pediram um pacote de bala. Ele disse 
que não. As duas insistiram. Ele pegou o pacote e disse: “Só hoje, hein.” As crianças 
se acalmaram. O pai olhava para frente com expressão cansada. 
 
Sexta Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 27 de Abril de 2025 
 
 Logo ao entrar, vi um grupo de funcionários ajustando uma prateleira na lateral 
direita. Um deles esbarrou em um pacote de arroz, que caiu no chão. Outro funcionário 
pegou imediatamente e recolocou no lugar. Uma mulher com roupa de academia 
estava na seção de hortifrútis. Pegava bandejas de frutas vermelhas, colocava no 
carrinho e depois devolvia. Repetiu esse movimento duas vezes. No final, pegou uma 
garrafa de água de coco e seguiu. Na parte de higiene pessoal, um homem observava 
a prateleira de sabonetes. Pegou três unidades diferentes. Tinha uma tatuagem visível 
no antebraço direito. Colocou dois no carrinho e devolveu um para a prateleira. Dois 
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rapazes estavam em frente à seção de queijos. Conversavam olhando os produtos. 
Um deles segurava um queijo gorgonzola e disse: “Leva esse gorgonzola, vai 
impressionar.” O outro respondeu rindo: “Impressionar quem?” Continuaram olhando 
a prateleira. Mais à frente, uma criança tentava alcançar uma bandeja em uma das 
prateleiras. Estava esticando os braços com dificuldade. A mãe, que empurrava o 
carrinho ao lado, disse: “Deixa que eu pego, senão quebra tudo.” Pegou duas 
bandejas e colocou no carrinho. Na parte de bebidas, uma moça com roupa de 
escritório analisava garrafas de vinho. Segurou duas, olhou os preços, leu os rótulos 
e devolveu uma. Colocou no carrinho a opção que era o segundo valor mais baixo na 
prateleira. No caixa, um senhor atrás de mim reclamava: “Sempre falta caixa aberto 
nesse horário.” Estava com as mãos nos bolsos. A atendente àfrente dele digitava na 
máquina registradora sem responder. 
Sétima Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 29 de Abril de 2025 
Peguei um carrinho e entrei. Logo perto da entrada, na seção de produtos de 
limpeza, um homem com uniforme organizava desinfetantes em uma prateleira. 
Segurava o telefone no ombro e falava: “Faltam três só.” Continuava empilhando os 
frascos enquanto olhava para o estoque. Na padaria, uma moça examinava os bolos 
prontos. Passou os olhos por toda a prateleira, pegou um de laranja, cheirou a 
embalagem fechada, observou o rótulo e colocou o bolo no carrinho. Na seção de 
massas, um casal mais velho estava parado diante das prateleiras. Discutiam em voz 
baixa. “Sempre levamos penne”, disse o homem. A mulher respondeu: “Mas esse está 
na promoção.” Depois de alguns segundos, pegaram os dois tipos e colocaram juntos 
no carrinho. Perto dos biscoitos, uma adolescente parou diante de uma fileira de 
pacotes coloridos. Pegou um, fotografou a embalagem com o celular, digitou algo 
rapidamente e ficou parada, esperando a resposta. Na parte de carnes, um homem 
com prancheta observava atentamente os preços nas plaquinhas. Passava os olhos 
pelas bandejas de frango, carne moída e bife. Não pegou nenhum item. Apenas 
anotava. Na fila do caixa, uma mulher com fones de ouvido retirava os produtos da 
cesta com movimentos rápidos. Levava leite, pão, margarina e café. Olhava para o 
visor da máquina enquanto organizava os itens na esteira 
 
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Oitava Observação, 17:00h às 18:00h, Quarta-Feira 30 de Abril de 2025 
 
 Entrei no mercado no fim da tarde. Mercado lotado, véspera de feriado. Peguei 
uma cesta pequena e caminhei pelos primeiros corredores. Logo na entrada, um rapaz 
com roupa de treino, ainda visivelmente suado, parou em frente à prateleira de 
bebidas. Pegou três garrafas de isotônico de sabores diferentes. Seguiu para a seção 
de frutas, escolheu uma banana e, logo depois, pegou uma barra de proteína na parte 
de produtos funcionais. Fez tudo de forma rápida, sem hesitar. Na área de massas, 
uma senhora examinava atentamente os pacotes. Lia os rótulos com cuidado, 
procurando informações nos ingredientes. Comentou sozinha, em tom de leve 
frustração: “Sempre escondem esses especiais.” Estava buscando massas sem 
glúten. Perto dos congelados, uma jovem caminhava devagar com o celular na mão. 
Enquanto trocava mensagens, abriu um dos freezers, analisou os sorvetes disponíveis 
e pegou dois potes. Observou os sabores, leu os rótulos e devolveu um deles. Ficou 
apenas com um picolé, que colocou na cestinha antes de continuar. Em um corredor 
lateral, um homem alto vestindo paletó empurrava o carrinho com pressa. Dentro, 
havia apenas três itens: um pacote de pão de forma, queijo fatiado e latas de cerveja. 
Parou por alguns segundos diante dos refrigeradores, pegou um pacote de gelo e 
seguiu direto para a fila do caixa, sem olhar para os outros produtos ao redor. No setor 
de produtos de limpeza, duas mulheres usando uniforme de trabalho empurravam um 
carrinho e conversavam entre si. Pegaram garrafas de desinfetante, papel toalha e 
panos multiuso. A conversa era sobre a rotina de trabalho. Uma delas comentou: “Hoje 
foi um caos.” Elas seguiam andando e pegando os itens de forma coordenada. Já na 
fila do caixa, uma mãe com um bebê no colo tentava organizar e passar as compras 
com uma mão só. A criança estava acordada e se movimentava. O atendente do caixa 
notou a dificuldade e ajudou a passar alguns itens. A mãe agradeceu com um sorriso 
discreto, visivelmente cansada. 
 
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Nona Observação, 10:00h às 12:00h, Sexta-Feira 02 de Maio de 2025 
 
Entrei no supermercado com uma cesta. Uma mulher estava parada na parte de 
biscoitos, comparava dois pacotes, leu os ingredientes, colocou um no carrinho. Um 
homem olhava os preços dos azeites, pegou dois diferentes, virou as embalagens, 
colocou só um no carrinho. Mais à frente, uma adolescente tirava fotos de rótulos de 
chocolates e mandava por mensagem. Um rapaz com fones empurrava um carrinho 
com pacotes de macarrão, molho pronto e refrigerante. Parou, digitou algo no celular, 
seguiu andando. Na seção de carnes, um senhor com boné esperava o atendente. 
Apontou para uma peça, pediu para fatiar. Perto dos frios, uma jovem olhava queijos 
embalados. Pegou três diferentes, comparou os pesos e os preços, escolheu dois. 
Um casal com uniforme de empresa colocava presunto e iogurtes no carrinho, falavam 
pouco. Um homem de mochila retirava bandejas de ovos da prateleira, verificava uma 
por uma, levou duas. No setor de limpeza, uma mulher abaixava-se para pegar um 
desinfetante da prateleira de baixo. Um senhor com uma lista de papel marcava os 
itens enquanto colocava sabão em pó, esponjas e um desengordurante no carrinho. 
Um rapaz colocava vários rolos de papel toalha no carrinho, conferia o número. Na 
parte de bebidas, um grupo de jovens ria enquanto escolhia refrigerantes. Pegaram 
duas garrafas de dois litros cada. Uma moça escolhia sucos, leu os rótulos, colocou 
dois de uva no carrinho. Um homem com mochila nas costas colocou três águas com 
gás na cesta. Na fila, um homem tirava pacotes do carrinho com calma. Uma mulher 
segurava a carteira na mão enquanto organizava os produtos na esteira. Um 
adolescente tentava passar no caixa automático, chamou ajuda. Uma senhora passou 
poucos itens e contou as cédulas antes de pagar. 
 
Décima Observação, 8:00h às 10:00h, Sábado 03 de Maio de 2025 
 
Cheguei no horário da manhã. Entrei com uma cesta e fui observando os 
corredores. Um homem com uniforme de obra escolhia pacotes de macarrão e 
colocava diretamente na cesta, sem hesitar. Uma mulher colocava pacotes de farinha 
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e fermento no carrinho, lia os rótulos antes de cada escolha. Um rapaz pegava várias 
latas de atum e sardinha, conferia o prazo de validade em todas. Na seção de carnes, 
uma mulher analisava bandejas de frango, pegou duas e colocou com cuidado no 
carrinho. Um jovem falava ao telefone enquanto segurava uma bandeja de linguiça, 
assentiu e colocou no carrinho. Perto dos frios, uma adolescente com fone de ouvido 
escolhia presunto e queijo, colocou tudo em um carrinho. Uma senhora pegava a 
manteiga e revezava entre marcas antes de decidir. No setor de limpeza, duas 
mulheres escolhiam alvejantes diferentes. Uma apontava para a embalagem e 
comentava algo, depois colocaram os dois tipos no carrinho. Um rapaz olhava 
embalagens de sabão em pó, pegou o maior que encontrou e carregou nos braços. 
Na seção de bebidas, uma moça pegava garrafas de suco e organizava por sabor 
dentro do carrinho. Um homem com celular na mão colocava latas de energético e 
refrigerante. Um senhor empilhava garrafas de água mineral e ajeitava para que não 
tombassem. No caixa, uma mulher organizava as sacolas por tipo de produto. Um 
adolescente tirava moedas do bolso e contava com o atendente. Um homem mais 
velho colocava suas compras na esteira com rapidez, olhando o relógio entre os 
movimentos. 
 
Décima Primeira Observação, 8:00h às 10:00h, Domingo 04 de Maio de 2025 
 
Peguei uma cesta e comecei a andar pelos corredores. Logo no início, vi um 
rapaz colocando pacotes de arroz e feijão no carrinho com movimentos rápidos. 
Usava fone de ouvido e não olhava ao redor. Perto dali uma mulher olhava diferentes 
marcas de óleo de soja. Pegou dois frascos iguais, leu os rótulos e colocou de volta, 
escolhendo outro depois. Na seção de enlatados, uma senhora analisava latas de 
milho e ervilha. Ela segurava uma lista e riscava os itens com uma caneta. Um homem 
mais velho, de boné, pegava latas de extrato de tomate direto da prateleira sem olhar 
muito. Na parte de higiene pessoal, uma adolescente cheirava shampoos e 
comparava frascos. Demorou alguns minutos entre dois e escolheu o menor. Mais 
adiante, um homem testava desodorantes em spray, pressionando levemente a tampa 
parasentir o cheiro. Perto da seção de frios, uma jovem pegava potes de requeijão e 
manteiga. Conferia os preços, segurava o celular com a outra mão, tirava foto de uma 
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das embalagens. Um rapaz pediu na padaria fatias de queijo e peito de peru. Na parte 
de bebidas, um homem organizava várias garrafas de refrigerante e sucos no fundo 
do carrinho e carregava um fardo de cerveja no ombro. Na seção de congelados, uma 
mulher analisava embalagens de vegetais. Pegou uma de cada tipo, depois devolveu 
todas, ficando com um pacote de brócolis. Um senhor colocava pizzas congeladas no 
carrinho com rapidez, depois voltou e trocou por outras. Na parte de pet shop, um 
adolescente escolhia brinquedos para cachorro. Segurava dois e fazia movimentos 
com a mão, testando os sons. Uma senhora pegava ração com cuidado, conferindo o 
peso de cada pacote. Na fila do caixa, um homem organizava as compras por tipo e 
colocava as sacolas do mercado no suporte. Uma jovem conferia o valor no visor a 
cada item passado. Um senhor atrás dela segurava só duas latas e batia o pé, 
impaciente. 
 
Décima Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Quarta-Feira 14 de Maio 
de 2025 
Peguei um carrinho e segui direto para o interior da loja. Logo percebi um rapaz 
repondo pacotes de açúcar em uma das prateleiras. Uma senhora se aproximou, 
escolheu um pacote e conferiu a validade antes de colocá-lo no carrinho. Perto dela, 
um homem colocava pacotes de farinha sem olhar os preços, empilhando 
rapidamente. Na seção de biscoitos, uma adolescente analisava os sabores, lia os 
ingredientes e guardava um pacote no carrinho. Um garoto ao lado dela pegava 
pacotes de chocolate e colocava no carrinho sem olhar. No setor de massas, uma 
mulher pegava macarrões de tipos diferentes, organizando por ordem no carrinho. Um 
homem de boné procurava molho pronto, segurava dois potes e comparava os rótulos 
com calma. Na área de limpeza, duas senhoras conversavam enquanto pegavam 
sabão em pó e alvejantes. Uma delas apontava para a prateleira e comentava sobre 
o preço. Um funcionário próximo empurrava um carrinho de reposição com água 
sanitária e detergentes. Na seção de carnes, um homem esperava ser atendido no 
balcão e apontava cortes de frango. Um rapaz com lista na mão pegava bandejas de 
carne moída, conferindo o peso. Uma moça ao lado segurava uma embalagem e 
digitava algo no celular. Perto dos frios, uma mulher pegava bandejas de queijo 
fatiado, passava por presuntos e voltava para trocar o que tinha escolhido. Um senhor 
com carrinho cheio pegava manteiga e requeijão e seguia sem parar. Na parte de 
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cereais, uma jovem com roupas esportivas escolhia granolas. Pegou dois pacotes 
diferentes, leu os ingredientes e colocou um de volta. Um rapaz atrás dela pegava 
aveia, colocava direto no carrinho e continuava com fone no ouvido. Na seção de 
bebidas, dois adolescentes riam enquanto escolhiam refrigerantes. Um deles pegou 
uma garrafa, trocou por outra maior e seguiu. Um homem com expressão séria 
colocava garrafas de água uma a uma, alinhando no carrinho. Na fila do caixa, uma 
mulher separava os produtos sobre a esteira com atenção. Um senhor atrás dela tinha 
apenas pão e leite e olhava o relógio com frequência. Uma criança pedia um pacote 
de bala ao lado da mãe, que ignorava e olhava para o visor do caixa. 
 
Décima Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Sexta-Feira 16 de Maio de 
2025 
Peguei um carrinho e entrei. Um homem estava parado em frente às bandejas 
de ovos, levantava-se uma por uma, observando contra a luz, depois colocava duas 
no carrinho. Ao lado, uma mulher analisava potes de margarina, leu os rótulos de três 
marcas diferentes e escolheu uma. Anotou algo em uma folha dobrada que carregava 
na mão. Na seção de massas, uma moça tirava fotos de diferentes pacotes de 
macarrão. Enviava pelo celular e ficava olhando a tela, aguardando resposta. Um 
senhor pegava cinco pacotes iguais de espaguete e colocava rapidamente no 
carrinho. Conferia o rótulo de um molho e colocou dois vidros no fundo do carrinho. 
Nos frios, um adolescente com fones no pescoço comparava pesos e preços nas 
bandejas de peito de frango. Pegou a menor e olhou novamente para a etiqueta. Uma 
senhora selecionava salsichas, presunto e queijo. Conferia os preços nas prateleiras 
e retirava produtos do carrinho para trocar por marcas mais baratas. Na parte de 
cereais, uma adolescente com uniforme escolar lia atentamente os rótulos das caixas. 
Escolheu duas. Uma mulher ao lado, com pressa, puxava um pacote de granola e 
seguia adiante sem parar. Na área de produtos infantis, uma mãe com duas crianças 
pequenas empurrava o carrinho com uma mão e escolhia mamadeiras com a outra. 
Uma das crianças puxava um pacote de chupetas da prateleira. A mãe tirou da mão 
e disse: “Não hoje.” Pegou lenços umedecidos e fraldas e passou para o próximo 
corredor. Na seção de limpeza, uma funcionária com uniforme pegava sabão líquido 
e desinfetante. Conferia rótulos, quantidade e preço. Consultava um pequeno caderno 
várias vezes. Um rapaz com mochila retirava um frasco de amaciante, conferia com 
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outro frasco já no carrinho, e trocou de marca. Perto da padaria, uma senhora escolhia 
pães franceses. Um homem com aparência cansada colocava dois pacotes de pão de 
forma e um bolo embalado no carrinho. Na parte de bebidas, um jovem pegava latas 
de refrigerante, organizando-as por sabor. Uma moça comparava sucos de caixinha. 
Conferia a tabela nutricional e colocou três no carrinho. Na fila do caixa, um homem 
retirava os itens do carrinho com organização. Separava por tipo: produtos de café, 
cereais, sucos e pães. Atrás dele, uma moça com mochila tirava da cestinha dois 
pacotes de pão, uma manteiga e um suco. Digitava no celular enquanto aguardava. 
Na saída, um casal dividia as sacolas entre si. Falavam pouco. Caminhavam em 
silêncio para o estacionamento. 
 
Supermercados Cubatão 
Observação – Flávia Silvério Bacellar 
 
Primeira Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 19 de Abril de 2025 
 
Entrei no mercado, e caminhei ao meio do Mercado, onde havia carrinhos e 
cestas empilhados, levando o início da jornada de consumo. Peguei uma cesta, para 
disfarçar e pegar algumas coisas enquanto observo. A música ambiente era 
instrumental, calma, em volume baixo. Parece uma estratégia também, algum tipo de 
influência para que tranquilize o cliente, e este ficando mais tempo no local. Ao 
caminhar pelos corredores, comecei a prestar atenção nas pessoas. Um senhor com 
camisa social, aparentando ter vindo direto do trabalho, empurrava um carrinho quase 
vazio, mas parou diante das prateleiras de vinho. Ele pegou uma garrafa, olhou o 
preço, torceu o nariz, devolveu. Pegou outra, mais cara. Olhou para os lados, como 
se procurasse alguém. Suspirou e colocou no carrinho. Murmurou: “Hoje eu mereço”. 
Parece que o consumo pode servir como uma recompensa. Ele não comprava só 
vinho. Comprava o direito de se sentir bem após um dia cansativo. Passei pela seção 
de doces e salgadinhos. A embalagens coloridas, cores chamativas. Vi uma criança, 
cerca de quatro anos, parada diante das prateleiras desses salgadinhos. Ela olhava 
fixamente uma embalagem com um desenho de um personagem sorrindo. A mãe, 
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apressada, tentava puxá-la, dizendo que precisavam ir embora. A menina se agarrou 
à prateleira. Chorou. Insistiu. A mãe, cansada, olhou ao redor, pegou o pacote e disse: 
“Tá bom, mas só esse.” Ela não comprava o salgadinho, mais que isso, ela comprava 
o silêncio da criança. No corredor ao lado, na parte de doces, também é chamativo. 
Gondolas cheias de chocolates e outros doces. E nas gondolas à frente, algo que 
parece ser estratégico, uma área com brinquedos. Massinhas de modelar, carrinhos, 
bonecas, algo chamativo para as crianças. Fiquei nesse corredor por um tempo, 
observando as pessoas que passavam. Os bombons estavam em promoçãopor 10$ 
a caixa, notei que a prateleira desses bombons estava com poucas caixas, ou seja, 
as pessoas foram influenciadas pelo preço e produto. Notei mais algumas pessoas 
passando por lá e pegando caixas. Como a época é de Páscoa, as pessoas estão 
pegando chocolates, ovos de Páscoa e essas caixas também, notei bastante pessoas 
pegando essas caixas de bombons, provavelmente por serem mais baratas. Noto um 
casal de jovens, com um carrinho bem grande, nesse carrinho tem ovos de Páscoa, e 
vejo eles pegando também as caixas de bombons. A mulher pergunta para o homem 
“vai ser suficiente?” e o homem apenas abana a cabeça que sim. Estou andando por 
bastante setores, analisando o ambiente e as pessoas. E hoje como é véspera de 
Páscoa, vejo que o mercado está mais lotado que o comum. Estou indo para a área 
de sucos e refrigerantes, estou vendo um grande movimento de pessoas nesse local, 
tem um grupo de adolescentes, eles estão pegando latinhas, e estão lendo os rótulos 
em voz alta, comentam sobre sabores novos e estão falando: “Esse aqui tá na 
promoção, bora levar.” A promoção, mesmo pequena é um gatilho, é coisa de 
centavos. A etiqueta verde com o preço menor do club plus destaca entre os demais, 
no mercado tem placas de promoção vermelhas também, mas parece que as 
promoções do club plus chama mais a atenção das pessoas. Vejo promoções também 
leve 3 e pague 2. O suco de uva está com esta promoção, é um preço chamativo, mas 
não vejo pessoas pegando muito esse produto. Indo pra área de carnes, tem muita 
gente. Muita gente esperando na frente com a senha na mão. As pessoas estão 
comprando carnes. Uma senhora baixinha e gordinha está com o carrinho cheio de 
carnes. Daria carne pra mais de um mês. Tem carnes na promoção também, vejo 
placas de promoção de carne. suínos, frango. Mas muita gente comprando carne 
principalmente vermelha. No setor de carnes e comidas congeladas tem um grande 
fluxo de pessoas, tem bastante carrinho nas passagens, isso está atrapalhando a 
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passagem de outros. Indo para o setor de laticínios agora, tem poucas pessoas aqui, 
vejo algumas promoções de iogurtes, requeijão e manteiga. Os requeijões estão todos 
espalhados, jogados um em cima do outro. Vi duas pessoas pegando, uma senhora 
e uma mulher mais nova. muitos produtos na promoção aqui ficam empilhados em 
grande quantidade, e tem muito produto leve 3 e pague 2. Perto desses laticínios tem 
vários produtos nessas promoções, bolachas amontoadas, bolinhos, molho de tomate 
e até brinquedos de pra animais. Não vejo muitas pessoas pegando esses produtos, 
só o bolinho Ana Maria, onde a promoção é de levar 4 Pcts por 10$. Vejo mais 
mulheres com crianças pegando esses bolinhos. Fiquei por aqui por mais um tempo, 
vendo o fluxo de pessoas, pessoas interagindo e pegando produtos. Agora hora de ir 
embora. 
 
Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 22 de Abril de 2025 
 
Voltando ao mercado em outro dia, e no horário de almoço. cenário era bem 
diferente. O movimento é equilibrado. Não está muito lotado, mas também não está 
vazio. Indo para o setor de pães e salgados, algumas pessoas fazendo fila para pegar 
pão. Os próprios clientes se servem do pão, colocando-os no saquinho. Isso da mais 
liberdade de escolha, vejo que há a parte de pães morenos e claros. A maioria das 
pessoas estão optando pelo claro. Hoje, estou vendo mais senhoras se servindo do 
pão. Uma deixou um pão cair no chão, e outra está tendo dificuldade de pesar o pão. 
Não vejo promoções aparente, pelo menos nesse setor. Só vejo alguns produtos perto 
do vencimento que estão com o preço mais em conta. Algumas pessoas estão 
optando por esse produto. Vejo um senhor, em torno de 50 anos, observando os bolos 
perto de vencimento. O Sr pega o bolo, e fica virando a embalagem, olhando o bolo 
ao todo. No fim vi que ele não pegou. É um preço acessível, mas aparentemente, não 
estão muito bons. Vou indo para a parte de Hortifruti. Também sem muitas promoções. 
O ambiente está mais ameno. Vejo apenas algumas pessoas caminhando em volta, 
olhando e escolhendo os produtos. Perto do Hortifruti tem a parte de temperos e grãos. 
Tem uma mesinha com alguns amendoins para a degustação. Os potinhos estão 
quase vazios. O que significa que pessoas passaram por aqui e degustaram dos 
amendoins. Fiquei um tempo observando esta área, mas não vi mais nenhuma pessoa 
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pegar amendoim. Voltando para o Hortifruti, a melancia está em promoção. Vejo 
algumas pessoas pedindo para o funcionário cortar a melancia. Uma Senhora alta, de 
cabelos grisalhos, e uma roupa formal, está nessa fila. Na vez dela, o funcionário 
cortou uma nova melancia, porém ela não gostou. Ela disse “ahh não está com uma 
cara muito boa, não tá vermelhinha, parece estar verde”, a Senhora recusou. Isso está 
me fazendo pensar que não só questão de preços, mas a aparência do produto 
influencia muito na decisão de consumo do cliente. Ao contrário, os tomates também 
estão com um preço menor, estão bonitos, e vejo bastante pessoas pegando. Uma 
Sra pegou um sacão cheio de tomates. Como eles estão bonitos, estão chamando a 
atenção das pessoas. Saindo agora do Hortifruti e indo para a seção de produtos de 
limpeza. O detergente está em promoção 1$, algumas pessoas pegam do detergente. 
Na seção de limpeza não estou vendo muita gente passar, mais senhoras, mulheres, 
aparentemente donas de casa. Indo para o setor de Shampoos. Tem uma moça, 
acredito que funcionaria ou alguma prestadora de serviços. Ela está mostrando sobre 
a marca Haskell. Explicando para os clientes a eficácia do produto e os incentivando 
a comprar. Ela me abordou, mas recusei atendimento e fingi estar olhando para outras 
marcas. Duas adolescentes estão sendo atendidas pela moça, parecem interessadas. 
A adolescente que aparenta ser mais jovem, decidiu levar, parece que é um creme 
hidratante. Esses produtos são caros, mas estão em promoção. E a fala da mulher 
atendente influenciou a moça. Andando pelo mercado, bastante pessoas parecem 
pegar mais alimentos, vejo pessoas com carnes, comidas prontas, massas, 
refrigerantes nos carrinhos. Está em horário em almoço. Deduzo ser por esse motivo. 
Hoje o mercado não tem muitas promoções e também não muito movimento, mas 
mesmo assim estou vendo influências acontecendo ao redor. Fique observando por 
mais algum tempo. Agora é hora de ir embora! 
 
Terceira Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 26 de Abril de 2025 
 
Chegando ao mercado, mais um sábado. O estacionamento já está lotado. Sinal 
de quem o mercado estará o mesmo. No setor de carnes, a disputa por espaço era 
quase desconfortável. Muita gente reunida, vozes se cruzando, carrinhos batendo. 
Mas o que me chamou atenção foi um diálogo entre duas mulheres. Uma dizia: “Esse 
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preço tá bom, mas será que vai ter amanhã?” E a outra: “Melhor garantir agora, né?” 
Nenhuma das duas sabia se precisaria daquela quantidade de carne, mas estavam 
ali, presas na armadilha do “garantir”. O medo da falta sobrepõe a consciência do 
excesso. Andei pelo mercado. Agora estou no setor de frios. Num canto, vi uma 
senhora parada diante da prateleira de queijos, indecisa. Pegou um, colocou de volta. 
Pegou outro, comparou. Murmurou para si mesma: “Esse mês tá apertado, mas eu 
gosto tanto desse aqui…” Por fim, colocou o mais caro no carrinho e seguiu. 
Aparentemente não era só o queijo, parecia ter algum valor afetivo pra essa mulher. 
Até agora estou percebendo que o poder de compra das pessoas é moldado a cada 
instante. Não é uma decisão puramente racional. Mas sim emocional também. O 
mercado é um espaço projetado para que a pessoa se sinta confortável o suficiente 
para ceder, suscetível às influências deste ambiente. Andando pelo mercado estou 
percebendo que tem muito mais mulheres que homens. Vejo mulheres com carrinhos 
maiores, com bastante produtos distintos, mas caseiros. E os homens normalmentecom cestinhas, com menos produtos. A Pascoa passou e os ovos estão mais baratos. 
No setor de ovos de Páscoa, tem um moço com uma cestinha. Ele está pegando uns 
2 ovos na promoção. E tem uma mulher com um carrinho, ela está pegando uns 5,6 
ovos. O homem só viu o preço, pegou os ovos e foi embora e a mulher parece estar 
observando as embalagens e rótulos do ovo. Parecem serem mais detalhistas. Não 
está sendo só nisso. Mais pra frente, na área de congelados, tem uma senhorinha 
olhando para os sacos de batatas congeladas. Parece estar vendo se estão bonitas. 
Se um produto está feio, mesmo com um preço mais acessível, a maioria das pessoas 
optam por não levar. Por isso vejo, e estou vendo constantemente funcionários 
organizando os produtos e deixando da melhor maneira o possível, para cativar o 
cliente. Uma mulher, funcionária, está arrumando as bandejas de linguiça. Estou 
percebendo que as mais “feias”, ela está deixando atrás, menos visível. Estou vendo 
mais adultos no mercado, e idosos também. Algumas pessoas mais velhas estão 
andando entre as prateleiras com mais calma. Alguns casais andam juntos, discutindo 
o que levar. Um senhor com cerca de 65 anos empurra um carrinho vazio, mas parava 
de corredor em corredor para olhar tudo – não parecia estar ali para comprar, mas sim 
para se distrair. Era como se aquele espaço oferecesse uma forma de contato com o 
mundo, uma rotina, uma sensação de pertencimento. 
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Quarta Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 27 de Abril de 2025 
 
Voltando domingo, hoje está um pouco mais lotado. Vi uma mulher que, após 
pegar arroz e feijão parou na prateleira de óleos e jogou 4 no carrinho sem nem olhar 
o preço. Em seguida pegou dois pacotes de farinha e comentou para a filha 
adolescente: “Nem sei pra quê, mas tô levando.” Nesse mercado sempre está tendo 
uma promoção ou outra. A presença das etiquetas promocionais, mais do que nunca, 
influencia o comportamento. Quando vi uma prateleira com o aviso “Leve 3, pague 2”, 
percebi que ao menos cinco pessoas pararam ali em menos de cinco minutos. Dessas, 
três colocaram o produto no carrinho, mesmo não tendo pegado ele antes. E, mais 
uma vez, eram mulheres. Um padrão reforçado em todas as minhas visitas: as 
mulheres pareciam comprar mais, carregar mais e se envolver mais emocionalmente 
com o ato de consumir. Indo para o setor de iogurte, duas senhoras conversavam. 
Uma disse: “Tá tudo caro, mas não consigo deixar de levar o que gosto. Já basta o 
resto da vida, né?” A outra concordou com a cabeça, em silêncio, e sorriu triste. Mais 
à frente, um homem de camisa social suada fazia contas na calculadora do celular 
enquanto segurava um pacote de frango congelado. Ele olhava entre o frango e um 
pacote de salsicha, como se ambos representassem mais do que uma simples 
escolha de proteína. Logo a frente fica os congelados, e de longe observando, uma 
moça falava no celular, rindo alto. Disse: “Comprei coisa demais de novo, vou ter que 
fazer mágica no cartão.” Ainda assim, continuava andando pelos corredores, como se 
fosse difícil parar de comprar quando se está cercada de tantas pequenas tentações. 
Também vi uma mulher com uniforme de trabalho — talvez doméstica ou cozinheira 
— olhando para uma lasanha pronta. Pegou, leu os ingredientes, devolveu. Fez isso 
três vezes. Na quarta, colocou no carrinho com expressão resignada, como quem 
desiste de cozinhar naquele dia. Perto, está o açougue. Estou vendo duas senhoras 
conversando. Estão falando sobre os tempos em que “carne moída era coisa barata”. 
As duas riram, meio amargas. Uma delas contou que agora só faz mistura com ovo e 
salsicha: “Meu neto já sabe que domingo é dia de invenção.” Domingo, almoço, um 
pouco mais movimentado que o normal. Ainda na parte de congelados e carnes, vejo 
até que bastante pessoas circulando. Um senhor de cabelo grisalho, sozinho, passa 
lentamente pelas gôndolas, parando mais tempo do que os outros. Olha os pacotes 
com atenção, lê os rótulos, e parece checar a data de validade. Escolheu um pacote 
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de iscas de peixe, virou para o lado como se esperasse alguém aprovar a escolha. 
Mas ninguém respondeu. Ainda assim, ele colocou o pacote no carrinho e seguiu. 
 
Quinta Observação, 11:00h às 12:00h, Terça-Feira 29 de Abril de 2025 
 
Indo ao mercado no horário de almoço. Dessa vez preciso ficar menos tempo, 
para depois voltar ao trabalho. Peguei uma cestinha para aproveitar e pegar algo pro 
meu almoço. Vou andando pelo mercado. Movimento hoje está tranquilo. Estou 
passando primeiramente pelo corredor de grãos. Não vejo promoções. Quase 
ninguém aqui, apenas funcionários. Andando para outros setores, vejo mais gente. 
Tem pessoas com uniforme de trabalho. Aparentemente vieram comprar algo para o 
almoço. O mercado possui algumas comidas prontas, o cliente pode escolher e pegar. 
Estou vendo um senhor, em torno de 60 anos pegando marmitas. Ele fica escolhendo, 
parece que está procurando algo mais em conta. No fim ele pegou uma marmita mais 
simples, aparentemente com menos coisas. Não estou vendo nenhum item em 
promoção aqui. Aqui perto, no hortifruti, estou vendo os funcionários abastecendo. 
Tem pilhas de frutas. Uma pilha de melancia, pilha de batata, pilha de cenoura. Parece 
que tem mais que o normal. Provavelmente esses produtos vão ficar em promoção, 
hoje ou amanhã. Andando um pouco mais, estou agora na parte de pães e salgados. 
Uma moça está pedindo uma coxinha pra atendente. A Atendente pega a coxinha pra 
moça. O ambiente hoje tá bem tranquilo, não estou vendo quase nada. Tem bem 
pouca pessoa mesmo. Estou vendo mais funcionários. Continuo andando e chego na 
seção de laticínios, onde vejo uma senhora escolhendo iogurtes. Ela pega alguns 
potes e coloca na cestinha. Parece estar aproveitando para comprar algo saudável 
para o almoço. Ao lado dela, um jovem pega uma garrafa de leite e alguns queijos. 
Ele olha rapidamente os preços e escolhe os produtos sem muita hesitação. Chego 
na área de carnes, onde há poucas pessoas. Um homem com uniforme de uma 
empresa de segurança está escolhendo bifes. Ele conversa com o açougueiro, 
pedindo cortes específicos. O açougueiro atende prontamente, entregando os bifes 
embalados. Na seção de congelados, vejo uma mulher pegando uma pizza 
congelada. Ela olha o rótulo e coloca na cestinha. Parece estar planejando um almoço 
rápido e prático. Ao lado dela, um jovem pega um pacote de batatas fritas congeladas. 
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Ele olha para o relógio, provavelmente preocupado com o tempo. Agora indo pra 
seção de bebidas. Vejo algumas pessoas pegando garrafas de água e refrigerantes. 
Um homem com uniforme de uma empresa de construção pega uma garrafa de água 
e uma lata de refrigerante. Ele parece estar com pressa, provavelmente aproveitando 
o intervalo do almoço para fazer suas compras. 
 
Sexta Observação, 11:00h às 12:00h, Quarta-Feira 30 de Abril de 2025 
 
Mal entrei no mercado, e já vejo muita gente. O estacionamento aqui está 
praticamente lotado. Um monte de carro entrando e saindo. Entrando no mercado 
agora, vejo um monte de gente. Nem carrinho e cestinha tem mais aqui pra pegar. As 
pessoas pegaram tudo. Entrando na parte de Hortifruti, estou vendo um monte de 
promoções. Melancia 1$ o KG, Cenouras 1$ a Bandejinha, Batatas 2,50$ KG. Cheio 
de gente aqui. As pessoas parecem desesperadas. Passo pela seção de laticínios, 
onde há várias promoções de iogurtes, requeijão e manteiga. Os produtos estão 
empilhados em grandes quantidades, e as pessoas estão pegando tudo que podem. 
Uma mulher com uma lista de compras na mão pega vários potes de iogurte e coloca 
no carrinho. Ela parece estar aproveitando ao máximo as ofertas disponíveis. Ao lado 
dela, um homem pega pacotes de queijo e leite, enchendo seu carrinho com produtos 
em promoção. Continuo andando e chego na seção de carnes. Há uma grande placa 
anunciando promoções: acém 37,90$ o kg, coxãomole 39,90$ o kg. A fila no açougue 
está enorme, com pessoas segurando senhas e esperando. Vejo uma senhora com 
um carrinho cheio de carnes, provavelmente aproveitando para abastecer o freezer 
antes do feriado. Ela conversa com o açougueiro, pedindo cortes específicos e 
verificando os preços. Os açougueiros trabalham rapidamente para atender todos. Na 
seção de bebidas, há promoções de refrigerantes e sucos. As pessoas estão pegando 
garrafas e latas, aproveitando os preços reduzidos. Um casal está escolhendo 
refrigerantes e comentando sobre os sabores. Eles parecem animados com as ofertas 
e enchem o carrinho com várias garrafas. Ao lado deles, um homem com uniforme de 
trabalho pega garrafas de água e sucos, provavelmente para levar para casa. Passo 
pela seção de doces, onde há promoções de chocolates e balas. As prateleiras estão 
quase vazias, com poucas caixas restantes. Vejo crianças correndo e pegando 
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pacotes de balas e chocolates. Uma menina, com um sorriso no rosto, mostra um 
pacote de balas para sua mãe, que acaba cedendo e colocando no carrinho. 
Provavelmente toda essa correria e promoções podem ser por conta do feriado, que 
é amanhã e o mercado não vai abrir. 
 
Sétima Observação, 10:00h às 11:00h, Sexta-Feira 02 de Maio de 2025 
 
Passando pelo corredor de grãos, noto que há algumas promoções de arroz e 
feijão. As prateleiras estão bem abastecidas, e algumas pessoas estão comparando 
preços e marcas. Um casal jovem está discutindo qual tipo de arroz levar, enquanto 
um senhor ao lado deles pega rapidamente um pacote de feijão. Chego na seção de 
hortifruti, onde há uma grande variedade de frutas e verduras frescas. Vejo uma 
senhora escolhendo tomates e alfaces, provavelmente para preparar uma salada. Ao 
lado dela, um homem pega várias maçãs e bananas, enchendo sua cestinha com 
frutas. As promoções de melancia e cenoura estão atraindo bastante atenção, com 
muitas pessoas pegando esses produtos. Na seção de pães e salgados, o movimento 
está constante. Uma moça está pedindo uma empada para a atendente, que 
rapidamente atende o pedido. O ambiente está agitado, com muitas pessoas 
conversando e escolhendo seus produtos. Vejo um grupo de amigos pegando pães 
frescos e bolos, provavelmente para um lanche da tarde. Passando pela seção de 
bebidas, noto que há promoções de refrigerantes e sucos. As pessoas estão pegando 
garrafas e latas, aproveitando os preços reduzidos. Um homem com uniforme de uma 
empresa de construção pega uma garrafa de água e uma lata de refrigerante. Ele 
parece estar com pressa, provavelmente aproveitando o intervalo do almoço para 
fazer suas compras. Na seção de laticínios, vejo uma senhora escolhendo iogurtes. 
Ela pega alguns potes e coloca na cestinha. Ao lado dela, um jovem pega uma garrafa 
de leite e alguns queijos. Ele olha rapidamente os preços e escolhe os produtos sem 
muita hesitação. Chego na área de carnes, onde há muitas pessoas. Um homem com 
uniforme de uma empresa de segurança está escolhendo bifes. Ele conversa com o 
açougueiro, pedindo cortes específicos. O açougueiro atende prontamente, 
entregando os bifes embalados. O homem agradece e segue para o caixa. Na seção 
de congelados, vejo uma mulher pegando uma pizza congelada. Ela olha o rótulo e 
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coloca na cestinha. Ao lado dela, um jovem pega um pacote de batatas fritas 
congeladas. Ele olha para o relógio, provavelmente preocupado com o tempo. 
 
Oitava Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 03 de Maio de 2025 
 
Chegando no mercado por volta das 10h. O tempo está fechado, nublado, 
provavelmente irá chover. O estacionamento está quase cheio, mas não caótico. 
Peguei cestinha. Pare ser mais um dia comum de compras. Indo para o meio do 
mercado. Vejo uma mulher de branco, com pressa, passando com um carrinho. Usa 
fones de ouvido e parece distraída. Quase esbarrou num senhor que estava parado 
olhando a gôndola de biscoitos. Ele não reclamou, apenas recuou um passo e 
continuou examinando um pacote. Pegou um recheado e um de água e sal, olhou o 
preço de ambos e guardou o recheado de volta. “Muito açúcar”, murmurou. Parece 
que o preço não foi o único critério. O corpo também pesa nas escolhas. Fui até o 
corredor de grãos. Um funcionário organizava pacotes de arroz e feijão em pilhas. 
Ajeitava com cuidado, virando os rótulos para frente. Um outro funcionário passou 
empurrando um carrinho de reposição, cheio de macarrões. Pediu licença e passou 
apertado entre uma senhora e um jovem casal que discutia qual tipo de arroz levar. O 
rapaz dizia: “Esse aqui é mais barato e rende mais.” Ela: “Mas o outro cozinha mais 
rápido.” Acabaram levando os dois. Indo para o hortifruti, vejo um senhor bem vestido 
examinava maçãs. Pegava uma a uma, olhava, virava, devolvia. Uma senhora ao lado 
dele pega os tomates sem olhar muito, enchendo o saquinho com rapidez. “Depois eu 
vejo em casa, né? Tem que ser rápido aqui.” Ela disse isso a uma moça que parecia 
ser sua filha, que ria e respondia: “É, a senhora não tem paciência mesmo.” As frutas 
estavam frescas, coloridas. Passei por uma pilha de cenouras em promoção e vi uma 
funcionária trocando os preços nas plaquinhas. “Tá baixando mais”, comentou para 
outra funcionária. Talvez seja estoque sobrando, talvez estratégia. O fato é que aquilo 
chamou atenção. Vi três pessoas se aproximarem depois que a placa foi trocada. Mais 
ao fundo, um homem de moletom carregava uma cestinha quase vazia. Ele parou 
diante dos refrigerantes, pegou uma lata e depois colocou de volta. Olhou ao redor, 
parecia estar esperando alguém. Parou e pegou celular, rolou a tela e, depois de 
alguns minutos foi embora. Indo para mais ao meio do mercado, perto dos doces vejo 
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uma mulher loira, vestida com roupa social e salto, carregava uma cestinha com pão 
integral, queijo branco e um suco verde. Parecia querer mostrar saúde no carrinho. 
Mas na última hora, pegou um bombom e olhou pros lados antes de colocar. Como 
se não quisesse ser julgada nem por si mesma. Mais à frente, na parte de congelados, 
uma mãe e um filho adolescente discutiam. Ele queria pizza de calabresa, ela dizia 
que não dava, estava caro. O menino retrucou: “Mas toda semana você compra essas 
verduras que estragam na geladeira.” A mãe ficou em silêncio por um momento e, no 
fim, pegou a pizza. Um funcionário passava com um rodo limpando o chão. Um 
menino escorregou um pouco, e o pai ralhou: “Presta atenção, vai acabar quebrando 
alguma coisa.” O menino abaixou a cabeça. O pai voltou os olhos para o celular, 
enquanto empurrava o carrinho cheio de refrigerantes e salgadinhos. Na seção de 
produtos de limpeza, vi uma senhora perguntando para uma atendente onde estavam 
os sabões em barra. A funcionária, paciente, levou ela até os sabões. Passaram por 
uma gôndola de detergentes em promoção. A senhora desviou o olhar, parou, pegou 
dois e disse: “Ah, por esse preço eu levo também.” Foi o poder da cor vermelha na 
etiqueta, mais uma vez, se mostrando eficaz. Andando para outros setores, na parte 
de higiene pessoal, uma adolescente testava desodorantes em uma das prateleiras. 
Cheirava, fazia careta, colocava o frasco de volta. Ao lado dela, uma mulher de meia-
idade procurava desodorantes. Pegava as embalagens, comparava as quantidades, 
preços, e dava uma olhada na composição. Estava decidida a escolher com base no 
custo-benefício. Indo para os caixas, por perto, vejo um homem de moletom cinza e 
boné segurando apenas uma caixa de leite e um pão francês. Olhava para os lados 
como se procurasse uma fila menor. Quando encontrou, parou e suspirou. Parece 
cansado, com olhos fundos. Uma senhora de cabelos bem brancos empurra o 
carrinho com calma. No carrinho, tem arroz, feijão, leite, sabão em pó e um pacote de 
biscoitos. Pouca coisa. Mas ela sorri para todos que cruzam seu caminho. 
Estou mais um tempo parada perto dos caixas, só observando a movimentação.O fluxo é constante, pessoas indo e vindo, algumas apressadas, outras com tempo 
de sobra. 
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Nona Observação, 10:00h às 12:00h, Domingo 04 de Maio de 2025 
 
Domingo. Logo na entrada, vejo uma funcionária reabastecendo garrafas de 
suco em promoção, colocando em um carrinho a frente. Ao lado, um homem com 
roupa de ciclismo, aparentemente voltando de um pedal, pega duas garrafas, paga no 
autoatendimento e vai embora. Seguindo pelos corredores, vejo uma mulher com 
vestido florido e chinelos. Empurra um carrinho quase vazio com movimentos lentos. 
Dentro, há apenas um pacote de arroz, um sabão em pó e algumas frutas. Mais ao 
meio, quando chega na prateleira de bolachas recheadas, parou. Ficou olhando mas 
não pegou nada, sua mão permaneceu imóvel. Após alguns segundos, suspirou e 
seguiu em frente. Indo para a Padaria, vejo um senhor de boina e bengala e estava 
comendo um pão de queijo que comprou ali mesmo. Um grupo de três mulheres, 
possivelmente amigas, aproximam da estufa de salgados. Riem e comentam sobre os 
salgados. “Esse de queijo tá uma perdição!” disse uma delas. Elas pegam pães e 
bolinhos, comentando entre si sobre “o café da tarde garantido”. No hortifruti, as cores 
estão chamativas. frutas e legumes contrastam. Uma mãe com dois filhos pequenos 
tentava negociar o que levar: “Escolhe só duas frutas, tá bom?” O menor apontava 
para uma caixa de morangos, o mais velho queria uvas. Ela hesitou, mas cedeu aos 
morangos. No setor de iogurtes, um casal discutia baixinho em frente aos iogurtes. 
Ela segurava um da marca mais cara, ele apontava para um mais barato. Após alguns 
segundos, cada um colocou sua escolha no carrinho. Indo para a seção de limpeza, 
uma mulher com uniforme branco olha atentamente para os frascos de sabão líquido. 
Vira os rótulos, confere o peso, analisa a validade. Por fim, escolhe um que está na 
promoção e colocou no carrinho. Logo depois, pega o celular e sorri. Ao lado, um 
homem jovem empurra o carrinho com expressão tensa. O carrinho tem apenas o 
básico: arroz, feijão, macarrão e um sabonete. Mais no fundo, no setor de bebidas, 
um senhor de camisa polo escolhe garrafas de refrigerante. Ele analisa os preços com 
calma. Ao lado, uma adolescente pega latas de energético, distraída com o celular. 
Voltando para a frente do mercado, perto dos caixas vejo uma criança com vestido 
rosa segurava um pacote de chocolate com firmeza. A mãe tenta negociar: “Você já 
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pegou um doce.” A menina não larga. A moça do caixa sorriu discretamente, como 
quem já viu aquilo mil vezes. No fim, o chocolate foi passado. O silencio foi comprado 
Antes de sair, cruzei com um senhor com boné de time e expressão serena. Ele 
andava devagar, observando o movimento do mercado. 
 
Décima Observação, 10:00h às 12:00h, Sábado 10 de Maio de 2025 
 
Véspera de Dia das Mães. clima misto. Logo na entrada, cartazes coloridos, 
flores, cestas de presente prontas com chocolates e flores. Tudo e estrategicamente 
posicionado. As cores vibrantes. Um garoto de uns 8 anos, de mãos dadas com o pai, 
olha para as flores. “A gente vai comprar presente pra vó?”. O pai respondeu sem 
olhar nos olhos: “Vamos ver se dá.” Perto da floricultura, uma funcionária com um 
sorriso paciente ajudava um senhor a escolher uma flor. Ele parecia perdido entre 
tantas opções. “É pra minha esposa. Ela ainda gosta, mesmo depois de 40 anos.” Ele 
escolheu uma vermelha e colocou no carrinho. Na seção de cosméticos, duas 
adolescentes olhavam shampoos. Uma delas disse: “Vou dar esse pra minha mãe, 
mas vou usar também.”. Uma mulher próxima fala ao telefone, preocupada: “Tô aqui 
no mercado. Não sei se vai dar tempo de tudo.” Mais ao meio, indo para o setor de 
congelados, vejo um homem empurrando um carrinho com frango assado, batatas 
prontas, refrigerante e sorvete. Ele pegava, comparava os preços, colocava no 
carrinho e em certo momento tirou uma lasanha e devolveu. Por perto, na parte das 
carnes duas mulheres conversavam. Uma falava: “Vou fazer macarronada com queijo 
e frango desfiado. Ela adora.” A outra respondeu: “Lá em casa vai ser lasanha pronta 
mesmo. O importante é a gente estar junto.” Voltando para os caixas, vejo um senhor 
mais velho organizando seus produtos: arroz, feijão, leite, uma caixa de bombons e 
um sabonete perfumado. Ele separa o que iria passar no débito e o que poderia passar 
no crédito. Disse à moça do caixa: “Esse vai no azul... esse no vermelho.” Ela apenas 
assentiu. A conta passou. Ele respirou fundo, pegou as sacolas e saiu em silêncio. No 
caixa ao lado, uma moça jovem pagava flores e um vinho. Quando o cartão foi 
recusado, ela riu constrangida. Disse: “Vou passar só as flores então.” A funcionária 
olhou com empatia. A moça saiu com as flores. Já do lado de fora, na rotatória de 
cimento, um casal com a filha pequena descansava com sacolas nos pés. A menina 
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fazia carinho no cabelo da mãe. O pai bebia água. A mãe comia um pão de queijo 
comprado ali mesmo. 
 
Décima Primeira Observação, 10:00h às 12:00h, Terça-Feira 13 de Maio de 
2025 
O movimento não para, mas não é exatamente uma correria. É um vai e vem 
contínuo, famílias, listas de compras. Logo na entrada, um garotinho corre entre os 
carrinhos parados, rindo alto. A mãe grita: “Cuidado, menino!” Ele para. Ela suspira 
fundo, ajeita a bolsa no ombro e segue com ele pela mão. Nos corredores de massas, 
duas mulheres andavam lado a lado. Uma falava com entusiasmo: “Vou fazer nhoque 
amanhã. Minha filha adora.” A outra respondeu: “Ah, eu só faço macarrão mesmo. É 
rápido e resolve.” Ambas riram. Indo mais ao meio na área de carnes. um homem 
conversa com o açougueiro. Pergunta se o colchão duro da promoção estava bom 
mesmo. O açougueiro garantiu: “É carne nova.” O homem pediu para fatiar em bifes 
finos. Indo para a parte de bebidas, uma funcionária repunha latas de suco enquanto 
conversava com outro funcionário. Famílias passavam por ali. Muitos pegando 
refrigerantes. Outros pegando bebidas, como cerveja. Agora indo para outro setor. No 
setor de pães, vejo um senhor. Ele pega os pães franceses com muita calma. Pegava 
um a um, examinava, colocava na sacola. Próximo a ele, vejo uma moça apressada 
pegando os pães com rapidez, quase sem olhar. Perto da padaria, um pai e uma filha 
pequena escolhem trufas. A menina aponta várias. O pai limita. No fim, pegam uma 
só. Na área de laticínios, uma adolescente compara os rótulos de iogurtes com uma 
amiga. “Esse tem menos açúcar, mas o outro é mais gostoso”, dizia. No fim, ela pegou 
os dois. Andando pelo mercado. Está um movimento considerável. Vejo bastante 
famílias, crianças. Indo para o setor de shampoos, uma mulher com uniforme do 
Bairral escolhe com atenção shampoos e sabonetes. Ao lado, uma criança pedia uma 
escova de dente com desenho de super-herói. A mãe hesitou, mas cedeu. O menino 
abraçou a escova de dente. Agora indo para os caixas. Vejo um adolescente com fone 
de ouvido rindo de algo no celular enquanto passava no autoatendimento. Ele está 
passando três refrigerantes e um pacote de salgadinho Lays. Este salgadinho está na 
promoção por 10$. Atrás dele, uma senhora com a cesta lotada faz contas de cabeça, 
somando com os dedos. Ao sair, vi um homem sentado no banco dentro do 
estacionamento. Segura um saco de pão e uma caixa de leite. 
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Décima Segunda Observação, 10:00h às 12:00h, Sexta-Feira 16 de Maio de 
2025 
Sexta-Feira, dia frio. Mercado mais lento. Pouco movimento. Logo na entrada, 
um homem de meia-idade, com mãos nos bolsos do moletom e olhar cansado, 
caminha devagar até as cestinhas. Passando pelo Hortifruti, no setor de frios, uma 
moça observa atentamente os rótulos dos queijos. Fica um tempo segurando cada 
embalagem. escolheu um mais caro. “Hoje eu mereço”, disse baixinho, quase como 
um desabafo. Na parte de pães, um senhor solitário escolhia quatro pães franceses. 
Pesou, conferiu

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