Logo Passei Direto
Buscar

ATIVIDADE SENTENÇA - dir. penal

User badge image
Thais Costa

em

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Tício foi denunciado por homicídio doloso, por ter causado a morte de Alberto durante uma competição não autorizada de veículos. Ao término da instrução na primeira fase, restou demonstrado que o acidente ocorreu por imperícia de Tício. O juiz deve
a) absolver Tício porque, pelo princípio da correlação/ congruência entre denúncia e sentença, não pode o juiz reconhecer o dolo eventual não provado.
b) pronunciar Tício, pois denunciado por crime doloso contra a vida, o órgão constitucionalmente competente para decidir é o Tribunal do Júri.
c) condenar Tício por homicídio culposo porque tem pena menos grave do que a do homicídio doloso.
d) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia, no prazo de 5 (cinco) dias.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Tício foi denunciado por homicídio doloso, por ter causado a morte de Alberto durante uma competição não autorizada de veículos. Ao término da instrução na primeira fase, restou demonstrado que o acidente ocorreu por imperícia de Tício. O juiz deve
a) absolver Tício porque, pelo princípio da correlação/ congruência entre denúncia e sentença, não pode o juiz reconhecer o dolo eventual não provado.
b) pronunciar Tício, pois denunciado por crime doloso contra a vida, o órgão constitucionalmente competente para decidir é o Tribunal do Júri.
c) condenar Tício por homicídio culposo porque tem pena menos grave do que a do homicídio doloso.
d) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia, no prazo de 5 (cinco) dias.

Prévia do material em texto

Aluna: Thais Esther Costa – T247HD7 / Turma: DR8Q41 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO – RECURSOS E EXECUÇÃO PENAL 
 
1-O que é uma sentença suicida ? 
É quando a sentença apresenta contradição entre a parte dispositiva e a fundamentação 
 
2-Explique o princípio da correlação da sentença penal ? 
É uma garantia fundamental da defesa, este princípio exige que entre a sentença e o pedido, 
exista uma similitude, não admitindo decisões além do que consta na Petição inicial. 
 
3-Qual a diferença entre mutatio libelli e emendatio libelli? 
Emendatio libelli ocorre quando a denúncia ou queixa descreve exatamente o fato ocorrido, mas 
a classificaçáo do crime é diferente, neste caso o juiz poderá emendar alterando a classificação 
jurídica . Já a Mutatio libelli são os fatos que sofrem alteração, o juiz conclui que o fato narrado 
na inicial não correspondem aos fatos provados na instrução do processo, em razão de novas 
provas o MP deverá aditar a peça. 
 
4-É possível o juiz aplicar a emendatio libelli no ato do recebimento da denúncia? Justifique. 
É possível a realização da emendatio libelli, já na fase de recebimento da denúncia, desde que o 
acusado possa se beneficiar da correção, ou que o a tipificação adequada represente menor 
gravidade se em comparação à classificação inicial. 
 
5.O juiz pode aplicar a mutatio libelli que implique em benefício do réu, sem observar o disposto no 
artigo 384, do CPP? Justifique. 
Não. O juiz não pode aplicar a mutatio libelli que implique em benefício do réu, sem observar o 
disposto no artigo 384, do CPP. A aplicação da mutatio libelli em benefício do réu é uma 
faculdade do juiz, mas que deve ser exercida de acordo com as regras previstas no Código de 
Processo Penal. 
 
6-A emendatio libelli e a mutatio libelli podem ser aplicadas em sede de análise de recurso ? 
Justifique. 
 
1- Sentença absolutória imprópria é aquela fundada 
a) em erro de proibição. 
b) na inexistência do fato imputado na denúncia ou queixa. 
c) em excludente de ilicitude. 
d) na inimputabilidade total do réu ao tempo do delito. 
e) em excludente de ilicitude. 
 
7- Sobre a correlação entre acusação e sentença, é correto afirmar que 
a) não se aplica a regra da emendatio libelli em grau de recurso, sob pena de supressão de um grau 
de jurisdição e surpresa para a defesa. 
b) ao aplicar a regra da emendatio libelli, o juiz poderá condenar o acusado, sem manifestação 
das partes, aplicando-lhe, se for o caso, pena mais grave. 
c) ao aplicar a regra da mutatio libelli, o juiz deve apenas colher a manifestação das partes, ouvir 
 
 Aluna: Thais Esther Costa – T247HD7 / Turma: DR8Q41 
eventuais testemunhas indicadas e sentenciar. 
d) ao aplicar a regra da mutatio libelli, o juiz deve provocar o aditamento da denúncia, colher a 
manifestação das partes, ouvir eventuais testemunhas indicadas e, após debates, sentenciar. 
 
8- Tício foi denunciado por homicídio doloso, por ter causado a morte de Alberto durante uma 
competição não autorizada de veículos. Ao término da instrução na primeira fase, restou 
demonstrado que o acidente ocorreu por imperícia de Tício. 
O juiz deve 
a) absolver Tício porque, pelo princípio da correlação/ congruência entre denúncia e sentença, não 
pode o juiz reconhecer o dolo eventual não provado. 
b) pronunciar Tício, pois denunciado por crime doloso contra a vida, o órgão constitucionalmente 
competente para decidir é o Tribunal do Júri. 
c) condenar Tício por homicídio culposo porque tem pena menos grave do que a do homicídio 
doloso. 
d) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia, no prazo de 5 (cinco) dias. 
 
9- Encerrada a instrução probatória, se houver o reconhecimento de possibilidade de nova definição 
jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da 
infração penal não contida na acusação, o Ministério Público, no prazo de 5 (cinco) dias, deverá 
aditar a denúncia ou queixa, se 
a) em virtude desta houver nulidade absoluta. 
b) não houve aditamento na fase anterior do processo. 
c) em virtude desta houver sido instaurado novo processo crime. 
d) em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública. 
 
10- A participação de magistrado em julgamento de caso em que seu pai já havia atuado é causa de 
nulidade absoluta, prevista no art. 252, I, do CPP. 
( X ) certo 
( ) errado 
 
11- Escolha a afirmação a seguir que representa o entendimento correto sobre nulidades. 
a) A nulidade do ato não será pronunciada quando o julgamento de mérito for favorável à parte 
beneficiada pelo seu reconhecimento. 
b) O princípio da causalidade significa que não se anula o ato se, embora praticado em desacordo 
com a forma prevista em lei, atingiu o seu fim. 
c) Com o trânsito em julgado, as nulidades absolutas que possam ser reconhecidas em prejuízo do 
acusado podem ser sanadas via habeas corpus ou revisão criminal. 
d) A nulidade absoluta é a que decorre da violação de uma determinada forma do ato, que visava à 
proteção de interesse processual das partes. 
 
12- Em regra, a nulidade absoluta de sentença poderá ser arguida a qualquer tempo, ressalvada a 
hipótese da sentença absolutória, que, uma vez transitada em julgado, não mais comportará a 
referida arguição. 
( X ) certo 
( ) errado 
 
 Aluna: Thais Esther Costa – T247HD7 / Turma: DR8Q41 
 
13- Pessoa denunciada como ROMOPS SOTO, após ser condenada pelo juízo criminal, interpõe 
recurso. Na sua apelação, em preliminar, suscita nulidade ab initio do processo, alegando que seu 
nome verdadeiro é SARDELA SOTO e forneceu o prenome ROMOPS na delegacia, que é de seu 
irmão, porque tinha antecedentes e agiu no exercício de sua autodefesa. O Tribunal de Justiça repele 
a preliminar, pois no tocante às nulidades, não foi observado o princípio do(a): 
a) Tipicidade das formas; 
b) Conservação dos atos processuais; 
c) Causalidade; 
d) Interesse; 
 
14- Silvana impetrou habeas corpus alegando a nulidade absoluta de processo criminal em que foi 
condenada, porque sua defesa foi realizada por advogado licenciado da OAB, e, por conseguinte, 
seriam nulos os atos por ele praticados. Registra-se que os poderes de representação judicial 
outorgados ao advogado, ainda que licenciado da OAB, foram ampla e livremente conferidos por 
Silvana, ciente de sua licença, mediante instrumento de procuração. 
Considerando a situação hipotética acima e o entendimento atual do STF, assinale a opção correta. 
a) No processo penal, tanto a falta da defesa quanto a deficiência de defesa constituem nulidade 
absoluta. 
b) Na via eleita, Silvana pode tentar demonstrar que não sabia que o patrono constituído estava 
impossibilitado de exercer a advocacia. 
c) O princípio da falta de interesse, tal como estabelecido no CPP, não admite arguição da 
nulidade por quem tenha dado causa ou concorrido para a existência do vício. 
d) O habeas corpus deve ser concedido, porque o patrono de Silvana estava impossibilitado de 
exercer a advocacia e, por conseguinte, seriam nulos os atos por ele praticados. 
 
15- João, que está respondendo criminalmente perante o Tribunal do Júri da Comarca de Poá, pela 
prática do crime de homicídio simples, praticado em conexão com crime de sequestro, foi levado a 
plenário e os jurados consideraram-no inocente em relação ao delito de homicídio, mas culpado em 
relação ao delito de sequestro. O juiz presidente, então, proferiu a respectiva sentença e o MP, 
irresignado, interpôs apelação, sustentando que a decisão dos jurados fora manifestamente contrária 
à prova dos autos. A defesa, de igual modo, apelou, objetivando também a absolvição em relação ao 
delito de sequestro. O Tribunal de Justiça, no julgamento, negou provimento aos apelos, mas 
determinou a anulação do processo (desde o ato viciado, inclusive) com base no Art. 564, III, i, do 
CPP, porque restou verificado que, para a constituição do Júri, somente estavam presentes 14 
jurados. Responda, de forma justificada: 
 
a) A nulidade apresentada pelo Tribunalé absoluta ou relativa? Dê o respectivo fundamento legal. 
A hipótese é de nulidade absoluta, nos termos do artigo 564, III, alínea "i" c/c 572, do CPP. 
 
b) A decisão do Tribunal de Justiça está correta? 
Não foi correta. De acordo com o Verbete 160 da Súmula do STF, o Tribunal de Justiça não pode 
acolher, contra o réu, nulidade não aventada pela acusação em seu recurso. Isso significaria ato 
desrespeito ao princípio da veda a reformatio in pejus indireta. E levando em conta que o réu foi 
 
 Aluna: Thais Esther Costa – T247HD7 / Turma: DR8Q41 
absolvido em relação ao homicídio, o a nulidade implicaria em prejuízo ao réu. 
 
16-O que é coisa soberanamente julgada? 
"Coisa soberanamente julgada" é uma expressão jurídica que se refere a uma decisão judicial 
final e irrevogável, ou seja, um veredicto que não pode mais ser contestado ou alterado. Quando 
uma causa chega a esse ponto, significa que todas as possibilidades de recursos e revisões foram 
esgotadas, e a decisão torna-se definitiva. 
 
17- Em que consiste o instituto da convalidação dos atos processual e quando será aplicado ? 
O instituto da convalidação de atos processuais consiste em uma forma de correção de 
irregularidades que possam ter ocorrido no decorrer do processo, visando a preservação dos atos 
praticados e a validade do processo. 
A convalidação pode ocorrer quando um ato processual é praticado com alguma irregularidade, 
mas que não seja capaz de anular o processo como um todo. Nesse caso, a irregularidade pode 
ser sanada por meio da convalidação, que é a correção ou a repetição do ato de forma regular. 
A aplicação desse instituto depende do tipo de irregularidade cometida e das circunstâncias do 
caso concreto. Em geral, a convalidação é aplicada em situações em que o vício não seja tão 
grave a ponto de anular todo o processo, mas ainda assim seja necessário corrigir o erro para 
garantir a validade dos atos praticados. A decisão de convalidar um ato processual cabe ao juiz 
responsável pelo caso, que deve avaliar as circunstâncias e fundamentar sua decisão.

Mais conteúdos dessa disciplina