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TREINO DE PEÇAS 
 
ANALISE OS SEGUINTES CASOS E RELATE A PEÇA CORRESPONDENTE(NÃO 
PRECISA ENTRAR NO DIREITO, MAS SE QUISER E TIVER TEMPO, 
AJUDA). 
 
1 - Ednalva Macedo, assistida por advogado particular, ajuizou reclamação trabalhista, pelo 
rito ordinário, em face de Pedro de Oliveira (RT nº 0001948-10.2011.5.03.0020), em 5/10/2011, 
afirmando que, após ter concluído o curso superior de enfermagem, foi contratada, em 
13/2/2005, para dar assistência à mãe enferma do reclamado, que com ele coabitava, tendo 
sido dispensada sem justa causa, com anotação de dispensa na CTPS em 8/7/2010. Diz que 
recebia salário mensal correspondente ao piso salarial regional, que sempre foi inferior ao 
salário normativo da categoria profissional dos enfermeiros, conforme normas coletivas 
juntadas aos autos. Alega que trabalhava de segunda-feira a sábado, das 12 às 24 horas, com 
uma hora de intervalo para repouso e alimentação, sem pagamento de horas extraordinárias e 
de adicional noturno. Aduz que o reclamado lhe fornecia alimentação e material de higiene 
pessoal, sem que os valores concernentes a essas utilidades fossem integrados ao seu salário. 
Também salienta que não foram pagas as quotas referentes ao salário-família, apesar de ter 
apresentado a certidão de nascimento de filho menor de 14 anos, o atestado de vacinação 
obrigatória e a comprovação de frequência à escola, nos termos da legislação previdenciária. 
Por fim, disse que o reclamado não efetuou o recolhimento dos depósitos do FGTS e das 
contribuições previdenciárias relativas a todo o período do contrato de trabalho. 
Diante do acima exposto, postula: a) o pagamento das diferenças salariais em relação ao salário 
normativo da categoria profissional dos enfermeiros, com base nos valores constantes nas 
normas coletivas juntadas aos autos, e dos reflexos no aviso prévio, nas férias, nos décimos 
terceiros salários, nos depósitos do FGTS e na indenização compensatória de 40% (quarenta por 
cento); b) o pagamento a título de horas extraordinárias daquelas excedentes à oitava diária, 
com adicional de 50% (cinquenta por cento), e dos reflexos no aviso prévio, nas férias, nos 
décimos terceiros salários, nos depósitos do FGTS e na indenização compensatória de 40% 
(quarenta por cento); c) o pagamento do adicional noturno relativo ao período de trabalho 
compreendido entre as 22 e 24 horas e dos reflexos no aviso prévio, nas férias, nos décimos 
terceiros salários, nos depósitos do FGTS e na indenização compensatória de 40% (quarenta por 
cento); d) o pagamento das diferenças decorrentes da integração no salário mensal dos valores 
concernentes à alimentação e ao material de higiene pessoal fornecidos pelo reclamado, assim 
como dos respectivos reflexos no aviso prévio, nas férias, nos décimos terceiros salários, nos 
depósitos do FGTS e na indenização compensatória de 40% (quarenta por cento); e) o 
pagamento das quotas do salário-família correspondentes a todo o período trabalhado; f) o 
pagamento dos valores atinentes aos depósitos do FGTS relativos ao contrato de trabalho; g) o 
recolhimento das contribuições previdenciárias referentes a todo período contratual e h) o 
pagamento de honorários advocatícios. Considerando que a reclamação trabalhista foi 
distribuída à MM. 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro/RJ, redija, na condição de advogado 
contratado pelo reclamado, a peça processual adequada, a fim de atender aos interesses de seu 
cliente. 
 
 
 
2 - Aos 17 dias do mês de fevereiro de 2011, às 10 horas, na sala de audiências desta Vara do 
Trabalho, o Meritíssimo Juiz proferiu, observadas as formalidades legais, a seguinte S E N T E N 
Ç A Dispensado o relatório, a teor do disposto no artigo 852, I, in fine da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 
DA REVELIA E CONFISSÃO – Malgrado a segunda ré (tomadora dos serviços) não ter comparecido 
em juízo, mesmo citada por oficial de justiça (mandado a fls. 10), entendo que não há espaço 
para revelia nem confissão quanto à matéria de fato porque a primeira reclamada, prestadora 
dos serviços e exempregadora, contestou a demanda. Assim, utilidade alguma haveria na 
aplicação da pena em tela, requerida pelo autor na última audiência. Rejeito. DA INÉPCIA – O 
autor denuncia ter sido admitido dois meses antes de ter a CTPS assinada, pretendendo assim a 
retificação no particular e pagamento dos direitos atinentes ao período oficioso. Apesar de a 
exempregadora silenciar neste tópico, a técnica processual não foi respeitada pelo autor. É que 
ele postulou apenas a retificação da CTPS e pagamento dos direitos, deixando de requerer a 
declaração do vínculo empregatício desse período, fator indispensável para o sucesso da 
pretensão deduzida. Extingo o feito sem resolução do mérito em face deste pedido. DA 
PRESCRIÇÃO PARCIAL – Apesar de não ter sido suscitada pela primeira ré, conheço de ofício da 
prescrição parcial, conforme recente alteração legislativa, declarando inexigíveis os direitos 
anteriores a cinco anos do ajuizamento da ação. DAS HORAS EXTRAS – O autor afirma que 
trabalhava de 2ª a 6ª feira das 8h às 16h com intervalo de 15 minutos para refeição, postulando 
exclusivamente hora extra pela ausência da pausa de 1 hora. A instrução revelou que 
efetivamente a pausa alimentar era de 15 minutos, não só pelos depoimentos das testemunhas 
do autor, mas também porque os controles não exibem a marcação da pausa alimentar, nem 
mesmo de forma pré-assinalada. Contudo, uma vez que confessadamente houve fruição de 15 
minutos, defiro 45 minutos de horas extras por dia de trabalho, com adição de 40%, conforme 
previsto na convenção coletiva da categoria juntada os autos, mas sem qualquer reflexo diante 
da natureza indenizatória da verba em questão. DA INSALUBRIDADE – Este pedido fracassa 
porque o autor postulou o seu pagamento em grau máximo, conforme exposto na peça inicial, 
mas a perícia realizada comprovou que o grau presente na unidade em que o reclamante 
trabalhava era mínimo e, mais que isso, que o agente agressor detectado (iluminação) era 
diverso daquele indicado na petição inicial (ruído). Estando o juiz vinculado ao agente agressor 
apontado pela parte e ao grau por ela estipulado, o deferimento da verba desejada implicaria 
julgamento extra petita, o que não é possível. Não procede. EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
2010.3 – PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO DO TRABALHO Página 3 DA MULTA ARTIGO 
477 da CLT – O reclamante persegue a verba em exame ao argumento de que a homologação 
da ruptura contratual sucedeu 25 dias após a concessão do aviso prévio indenizado. Sem razão, 
todavia. A ré comprovou documentalmente que realizou o depósito das verbas resilitórias na 
conta do autor oito dias após a concessão do aviso, de modo que a demora na homologação da 
ruptura – fato incontestado – não causou qualquer prejuízo ao trabalhador. Não procede. 
ANOTAÇÃO DE DISPENSA NA CTPS – O acionante deseja a retificação de sua CTPS no tocante à 
data da dispensa, para incluir o período do aviso prévio. O pedido está fadado ao insucesso, 
porquanto no caso em exame o aviso prévio foi indenizado, ou seja, não houve prestação de 
serviço no seu lapso. Logo, tal período não pode ser considerado na anotação da carteira 
profissional. Não procede. DO DANO MORAL – O pedido de dano moral tem por suporte a revista 
que o autor sofria. A primeira ré explicou que a revista se limitava ao fato de os trabalhadores, 
na saída do expediente, levantarem coletivamente a camisa até a altura do peito, o que não 
trazia qualquer constrangimento, mesmo porque fiscalizados por pessoa do mesmo sexo. A 
empresa tem razão, pois, se os homens frequentam a praia ou mesmo saem à rua sem camisa, 
certamente não será o fato de a levantarem um pouco na saída do serviço que lhes ferirá a 
dignidade ou decoro. Ademais, a proibição de revista aplica-se apenas às mulheres, na forma do 
artigo 373-A, VI, da CLT. Não houve violação a qualquer aspecto da personalidadedo autor. Não 
procede. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – São indevidos os honorários porque, em que pese 
o reclamante estar assistido pelo sindicato de classe e encontrar-se atualmente desempregado, 
o volume dos pedidos ora deferidos superará dois salários mínimos, pelo que não se cogita 
pagamento da verba honorária almejada pelo sindicato. DOS HONORÁRIOS PERICIAIS – Em 
relação à perícia realizada, cujos honorários foram adiantados pelo autor, já constatei que, no 
mérito, razão não assistia ao demandante, mas, por outro lado, que havia efetivamente um 
agente que agredia a saúde do laborista. Desse modo, declaro que a sucumbência pericial foi 
recíproca e determino que cada parte arque com metade dos honorários. A metade devida ao 
reclamante deverá a ele ser devolvida, sem correção, adicionando-se seu valor na liquidação. 
JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA – Na petição inicial o autor não requereu ambos os títulos, 
pelo que não deverão ser adicionados aos cálculos de liquidação, já que a inicial fixa os 
contornos da lide e da eventual condenação. RESPONSABILIDADE SEGUNDA RÉ – Na condição 
de tomadora dos serviços do autor durante todo o contrato de trabalho, e considerando que 
não houve fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da prestadora, condeno a 
segunda ré de forma subsidiária pelas obrigações de dar, com arrimo na Súmula 331 do TST. 
Contudo, fixo que a execução da segunda reclamada somente terá início após esgotamento da 
tentativa de execução da devedora principal (a primeira ré) e de seus sócios. Somente após a 
desconsideração da personalidade jurídica, sem êxito na captura de patrimônio, é que a 
execução poderá ser direcionada contra a segunda demandada. Diante do exposto, julgo 
procedentes em parte os pedidos, na forma da fundamentação, que integra este decisum. 
Custas de R$ 100,00 sobre R$ 5.000,00, pelas rés. Intimem-se. 
Em face da sentença, você, na qualidade de advogado do reclamante, deverá interpor a peça 
cabível para a instância superior, informando acerca de preparo porventura efetuado. 
 
3 - Contratado pela empresa Clínica das Amendoeiras, em razão de uma reclamação trabalhista 
proposta em 12.12.2012 pela empregada Jussara Péclis (número 1146-63.2012.5.18.0002, 2ª 
Vara do Trabalho de Goiânia), o advogado analisa a petição inicial, que contém os seguintes 
dados e pedidos: que a empregada foi admitida em 18.11.2000 e dispensada sem justa causa 
em 15.07.2011 mediante aviso prévio trabalhado; que a homologação da ruptura aconteceu em 
10.09.2011; que havia uma norma interna garantindo ao empregado com mais de 10 anos de 
serviço o direito a receber um relógio folheado a ouro do empregador, o que não foi observado; 
que a ex-empregada cumpria jornada de 2ª a 6ª feira das 15h às 19h sem intervalo; que recebia 
participação nos lucros (PL) 1 vez a cada semestre, mas ela não era integrada para fim algum. A 
autora postula o pagamento do aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, já que ele foi 
concedido por 30 dias; multa do Art. 477 da CLT porque a homologação ocorreu a destempo; 
condenação em obrigação de fazer materializada na entrega de um relógio folheado a ouro; 
hora extra pela ausência de pausa alimentar; integração da PL nas verbas salariais, FGTS e 
aquelas devidas pela ruptura, com o pagamento das diferenças correlatas. A empresa entrega 
ao advogado cópia do recibo de depósito das verbas resilitórias na conta da trabalhadora, 
ocorrido em 14.08.2011 e cópia dos regulamentos internos vigentes ao longo do tempo, em que 
existia a previsão de concessão do relógio folheado a ouro, mas, em fevereiro de 2000, foi 
substituído por um novo regulamento, que previu a entrega de uma foto do empregado com 
sua equipe. Analisando cuidadosamente a narrativa feita pela empresa e a documentação por 
ela fornecida, apresente a peça pertinente à defesa, em juízo, dos interesses dela, sem criar 
dados ou fatos não informados 
 
 
4 - Zenga Modas Ltda., CNPJ 1.1.0001/00, com sede na Rua Lopes Quintas, 10 – Maceió – AL, 
encontra-se na seguinte situação: Joana Firmino, brasileira, casada, costureira, residente na Rua 
Lopes Andrade, 20 – Maceió – AL – CEP 10.0001-00, foi contratada, em 12- 9-2008, para exercer 
a função de costureira, na unidade de Maceió – AL, sendo dispensada sem justa causa em 11-
10-2012, mediante aviso-prévio indenizado. Naquele dia Joana entregou a CTPS à empresa para 
efetuar as atualizações de férias, e tal documento ainda se encontra custodiado no setor de 
recursos humanos. Joana foi cientificada de que no dia 15-10-2012, às 10 h, seria homologada a 
ruptura e pagas as verbas devidas no sindicato de classe de Joana. Contudo, na data e hora 
designadas, a empregada não compareceu, recebendo a empresa certidão nesse sentido, 
emitida pelo sindicato. Procurado por Zenga Modas Ltda. em 17-10-2012, apresente a medida 
judicial adequada à defesa dos interesses empresariais, sem criar dados ou fatos não 
informados, ciente de que a empregada fruiu férias dos períodos 2008/2009 e 2009/2010 e de 
que, no armário dela, foi encontrado um telefone celular de sua propriedade, que se encontra 
guardado no almoxarifado da empresa. É desnecessária a indicação de valores 
 
5 - João Cláudio Silva, brasileiro, solteiro, CTPS n. 55555, CPF n. 99999, residente na Rua Gama 
Rosa, 34, Bairro Porto, Salvador/BA, era professor de ensino superior da Faculdade Alpha Ltda., 
pessoa jurídica de direito privado, com sede na Rua Gameleira, 75, Bomfim, Salvador/BA, há 
mais de dez anos ininterruptos, sempre sendo considerado como um excelente professor, 
cumpridor de suas obrigações trabalhistas. Em 2015, João resolveu candidatar-se à eleição para 
Dirigente do Sindicato de sua categoria. Registrou sua candidatura, tendo sido a empresa 
informada corretamente acerca daquele registro, nos termos da Súmula n. 369 do TST. Três 
meses após a sua eleição como Dirigente do Sindicato dos Professores, João Claudio Silva 
começou a desenvolver um comportamento um pouco diferente, faltando sem justificativa, 
chegando atrasado diversas vezes, encerrando a aula muito antes do seu término, liberando 
turmas em dias normais de aula etc. A empresa fez uma consulta a você, Advogado Trabalhista, 
sobre o que fazer para tentar corrigir a situação, sendo informado que a empresa deveria 
advertir por escrito o Professor pelo menos umas 2 ou 3 vezes e, caso não houvesse correção 
da postura, aplicar umas 2 a 3 suspensões. Apesar das condutas punitivas da empresa, João 
Cláudio Silva continuou a falhar no desenvolvimento as atividades, sendo que a Direção da 
Faculdade chegou ao limite e quer demitir o empregado desidioso. Na qualidade de Advogado 
da empresa, ajuíze a ação necessária à dispensa do obreiro. Redija, dessa forma, a medida 
processual adequada. 
6 - José Albino apresentou Reclamação Trabalhista em face da empresa Lanternas Verdes Ltda., 
requerendo a condenação da empresa ao pagamento do adicional de insalubridade. Na 
audiência inicial, o juiz designou a realização de perícia e determinou que a reclamada 
recolhesse no prazo de cinco dias os honorários prévios do perito, sob pena da não realização 
da perícia. Você, como advogado da empresa, proponha medida cabível a fim de revogar a 
decisão. 
7 - Joaquim José Lírio, brasileiro, gerente de vendas, portador do CPF n. 3333, CTPS n. 4444, 
residente na Rua dos Cocais, 87, Centro, Rio de Janeiro/RJ, ex-empregado da empresa Cogumelo 
Azul Produtos Naturais Ltda., com sede na Rua República do Líbano, 800, Centro, Rio de 
Janeiro/RJ, CEP: 34.888-000, dispensado com justa causa em 13-4-2014, ajuizou reclamação 
trabalhista que foi distribuída para a 10ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, postulando o 
pagamento, entre outros títulos, de férias vencidas. O pedido foi julgado totalmente 
improcedente, sob a alegação de que a gravidade da falta praticada – agressão física a superior 
hierárquico – prevista no art. 482 da CLT, afastariaa possibilidade de qualquer crédito ao 
empregado, mesmo sob a rubrica de férias vencidas, já que a dispensa naquela modalidade era 
considerada como a punição mais grave que o empregado poderia receber. Não houve recurso 
da sentença, que transitou em julgado em 20-5-2015. Você foi procurado após o trânsito em 
julgado para analisar o processo e verificar se há alguma medida processual a ser tomada na 
situação. Na qualidade de Advogado de Joaquim, ajuíze a ação cabível. 
 
8 - Após ter sido aprovado em concurso público, Marcos foi contratado por uma companhia de 
saneamento básico, sociedade de economia mista, para exercer o cargo de auxiliar técnico. 
Quando iniciou suas atividades na empresa, Marcos passou a exercer as atribuições de cargo 
hierarquicamente superior ao daquele para o qual fora contratado. Frente a tal situação, ele 
ingressou com ação na justiça do trabalho, pleiteando o pagamento do salário correspondente 
ao cargo exercido bem como o seu reenquadramento na função que passou a desempenhar. O 
juiz julgou integralmente procedentes os pedidos formulados pelo reclamante. A reclamada 
recorreu ao TRT, tendo sido o recurso improvido e mantida a decisão em seus exatos termos. 
Novamente a empregadora recorreu, dessa vez ao TST, para ver reformado o acórdão regional, 
tendo a primeira turma negado provimento, oportunidade em que enfrentou todos os 
argumentos contidos na peça recursal. 
9 - Após sentença com trânsito em julgado, na reclamação trabalhista movida por SAMPAIO 
CORREA, que condenou a empresa Alpha Serviços Ltda. ao pagamento de R$ 12.000,00 (doze 
mil reais), o MM. Juiz da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, determinou a expedição de mandado 
de penhora e avaliação, que foi devidamente cumprido, penhorando-se um veículo de valor 
aproximado de R$ 30.000,00. Após a efetivação da penhora, a executada apresentou embargos 
à execução, sustentando, nos termos do art. 11-A da CLT, a ocorrência de prescrição 
intercorrente, aduzindo que o exequente, intimado, não apresentou meios para o 
prosseguimento da execução, viabilizando a hasta pública do bem penhorado. Após regular 
processamento, o MM. Juiz julgou procedente os embargos à execução, reconhecendo a 
alegada prescrição e, por consequência, extinguiu a execução. O reclamante/exequente busca 
a reforma da decisão proferida nos embargos. Na qualidade de Advogado, redija a peça 
processual adequada. 
10 - Pedro ingressou com reclamação trabalhista contra o Estado de São Paulo para ver 
reconhecido o vínculo de emprego entre ambos, ainda que não tenha havido prévia aprovação 
em concurso público. A ação foi julgada improcedente pelo juiz do trabalho. Foi interposto 
recurso ordinário contra a sentença, repetindo-se os argumentos trazidos na petição inicial, e, 
sucessivamente, solicitando-se a condenação do reclamado ao pagamento das verbas 
decorrentes do contrato de trabalho havido entre as partes (aviso-prévio, 13º salário 
proporcional, férias em dobro e simples acrescidas de um terço, depósitos do FGTS e 
indenização de 40% sobre o saldo do FGTS). O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deu 
provimento ao recurso, por entender caracterizada a existência de relação de emprego, na 
forma dos arts. 2º e 3º da CLT, mesmo diante da previsão do art. 37, II e § 2º , da CF/88, pois o 
serviço foi prestado de forma pessoal, onerosa e com subordinação, cabendo ao ente público 
arcar com as verbas decorrentes do contrato de trabalho. Ao reformar a sentença, o TRT 
reconheceu a existência do contrato nulo, mas entendeu ser ele capaz de gerar efeitos jurídicos, 
pelo que determinou o retorno dos autos à vara de origem para exame dos demais pedidos da 
inicial. Dessa decisão interpôs o Estado recurso de revista, cujo seguimento foi negado, sob o 
argumento de que as decisões interlocutórias são irrecorríveis (art. 893, § 1º , da CLT e Súmula 
214/TST). 
11 - Rômulo Delgado Silva, brasileiro, viúvo, empresário, portador da identidade 113, CPF 114, 
residente e domiciliado na Avenida Brás Montes, casa 72 – Boa Vista – Roraima – CEP 222, em 
entrevista com seu advogado, declara que foi sócio da pessoa jurídica Delgado Jornais e Revistas 
Ltda., tendo se retirado há 2 anos e 8 meses da empresa; que foi surpreendido com a visita de 
um Oficial de Justiça em sua residência, que da primeira vez o citou para pagamento de uma 
dívida trabalhista de R$ 150.000,00, oriunda da 50ª Vara do Trabalho de Roraima, no Processo 
0011250-27.2013.5.11.0050 e, em seguida, 48 horas depois, retornou e penhorou o imóvel em 
que reside, avaliando-o, pelo valor de mercado, em R$ 180.000,00; que tem apenas esse imóvel, 
no qual reside com sua filha, já que viúvo; que o Oficial de Justiça informou que há uma execução 
movida pela ex-empregada Sônia Cristina de Almeida contra a empresa que, por não ter 
adimplido a dívida, gerou o direcionamento da execução contra os sócios; que foi ao Fórum e 
fotocopiou todo o processo, agora entregue ao advogado; que nas contas homologadas, sem 
que a parte contrária tivesse vista, foi verificado que a correção monetária foi calculada 
considerando o mês da prestação dos serviços, ainda que a sentença fosse omissa a respeito; 
que, ao retornar para penhorar o imóvel, o oficial informou que a dívida havia aumentado em 
10%, porque o juiz aplicou a multa do art. 475-J do CPC. Diante do que foi exposto, elabore a 
medida judicial adequada para a defesa dos interesses do entrevistado, sem criar dados ou fatos 
não informados.

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