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SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
Histologia III 
 
Fígado
✓ É a maior glândula do corpo; 
✓ Grande órgão maciço, com aproximadamente 20 cm de diâmetro, 
17 cm de altura e peso médio de 1.4 quilos; 
✓ Localizado no quadrante superior direito da cavidade abdominal, 
logo abaixo do diafragma; 
✓ Realiza várias funções metabólicas no organismo; 
✓ Possui pouco tecido conectivo no seu interior, sendo que ao redor 
das tríades portais há o tecido conectivo periportal; 
✓ É dividido em dois lobos principais: o lobo direito (maior) e o 
lobo esquerdo (menor); 
✓ É recoberto por peritônio; 
✓ É rodeado por uma cápsula de tecido conjuntivo denso não 
modelado: a cápsula de Glisson. A CÁPSULA DE GLISSON não apenas reveste externamente o fígado, mas 
também penetra no órgão, acompanhando os vasos sanguíneos, ductos biliares e nervos. À medida que essa cápsula 
adentra o fígado, ela subdivide a estrutura hepática em pequenas unidades funcionais chamadas lóbulos hepáticos; 
✓ Faz uma Interface entre sistema digestório e sangue: o sangue entra no fígado pela veia porta, depois sai pela veia 
cava e vai para o coração; 
✓ Leva os nutrientes pela veia porta; 
✓ Suas células são os hepatócitos. 
 
FUNÇÃO 
 
• Captar, transformar, acumular metabólitos, neutralizar e eliminar toxinas 
• Produz a maior parte das proteínas plasmáticas que circulam pelo organismo, como a albumina, as lipoproteínas e 
fibrinogênios. 
• Armazena e converte várias vitaminas (A, D e K) e ferro; 
• Degrada fármacos e toxinas; 
• Metaboliza hidratos de carbono (glicogênio); 
• Produz a bile; 
• Modifica a estruturas e a função de muitos hormônios (como a vitamina D e a tiroxina). 
• Produz fatores de coagulação e do sistema complemento; 
• Faz parte do ciclo da ureia; 
• Faz parte do metabolismo do colesterol. 
 
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DO FÍGADO 
 
• Parênquima: consiste em cordões de hepatócitos bem-organizados. 
• Estroma de tecido conjuntivo: se continua com a cápsula fibrosa de Glisson, tem vasos sanguíneos, nervos, vasos 
linfáticos e condutos biliares. 
• Capilares sinusoidais (sinusoides): são vasos entre os cordões de hepatócitos. 
• Espaço perisinusoidal (espaço de Disse): se encontra entre o endotélio sinusoidal e os hepatócitos. 
 Entre as placas celulares se encontram lacunas por onde estão nos sinusoides, separados das placas pelo espaço 
perisinusoidal de Disse. 
 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
LÓBULOS HEPÁTICOS 
 
✓ O fígado é formado por lóbulos hepáticos. Cada lóbulo 
hepático vai ver um formato hexagonal e contém hepatócitos 
organizados ao redor da veia central, que drena o sangue 
processado pelo fígado. Nos cantos do hexágono, há estruturas 
chamadas tríades portais, compostas por uma arteríola 
hepática, uma vênula da veia porta e um ducto biliar. 
Cada lóbulo possui: 
a) Cordões de hepatócitos; 
b) Tríade portal constituída por: 
uma artéria hepática: transporta sangue oxigenado do coração para o fígado; 
uma veia porta-hepática: traz sangue rico em nutrientes do sistema digestivo; 
um ducto biliar: conduz a bile produzida pelos hepatócitos para ser armazenada na vesícula biliar, ou secretada 
no intestino delgado. 
c) Veia central. 
 
 
 
• Há três formas de descrever a estrutura 
do fígado em termos de uma unidade 
funcional: 
a. Lóbulo clássico; 
b. Lóbulo portal; 
c. Ácino hepático: 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
 
 
LÓBULO CLÁSSICO 
 
✓ Está composto por pilhas de cordões anastomosados de hepatócitos, com espessura de uma célula, separados pelo 
sistema interconectado de sinusoides que fornece às células uma mistura de sangue portal (venoso) e arterial. 
 
 
 
ÁCINO HEPÁTICO 
 
✓ É a unidade estrutural que fornece a melhor correlação entre a perfusão sanguínea e a atividade metabólica e a 
patologia hepática, de formato romboidal, seu limite está entre dois lóbulos de função exócrina. 
✓ Está dividido em três zonas: 
1. Zona 1 (periportal): mais perto do eixo menor, está na periferia do lóbulo clássico. Fica mais perto da tríade 
portal e recebe sangue mais oxigenado e rico em nutrientes. É o principal local de síntese de proteínas e 
metabolismo aeróbico. É menos vulnerável a lesões por hipóxia. Mais resistente a danos tóxicos. 
2. Zona 2 (intermediária): entre a zona 1 e 3, sem limites. 
3. Zona 3 (centrolobular): é a mais distante do eixo menor e mais próxima da veia central, correspondendo ao 
centro lobular clássico. Recebe sangue com menos oxigênio, pois ele já passou pelas zonas anteriores. É 
envolvida na desintoxicação de drogas e metabolismo aeróbico. É mais suscetível a hipóxia e lesão por toxinas 
que dependem do metabolismo hepático, como o paracetamol. 
Obs.: diferentes doenças hepáticas afetam zonas específicas do fígado. 
 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
 
 
 
 
FLUXO SANGUÍNEO NO FÍGADO 
 
✓ O sangue chega pela veia porta hepática e pela artéria hepática e desembocam nas tríades portais, localizadas nos 
cantos dos lóbulos hepáticos. 
✓ O sangue das tríades portais flui por capilares chamados sinusoides, onde ocorre a troca de substâncias com os 
hepatócitos. O fígado metaboliza nutrientes, desintoxica substâncias e regula componentes do sangue. Após passar 
pelos sinusoides, o sangue se reúne na veia central de cada lóbulo hepático. As veias centrais se unem para formar 
as veias hepáticas, que drenam o sangue do fígado para a veia cava inferior, retornando ao coração. 
Obs.: pelos vasos linfáticos ocorre o retorno à circulação. 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
 
 
CAPILAR SINUSOIDE E FUNÇÃO HEPÁTICA: 
 
✓ Os capilares sinusoides do fígado são um tipo especial de 
capilar com paredes descontínuas e espaços (frestas) entre 
as células endoteliais. Essas aberturas permitem que o 
sangue "vaze" para o espaço de Disse, facilitando a troca 
de nutrientes entre o sangue e os hepatócitos (células do 
fígado). 
✓ Funções dos capilares sinusoides: 
• Passagem do sangue: Como os sinusoides são mais 
permeáveis que os capilares normais, os nutrientes 
chegam facilmente aos hepatócitos. 
• Melhoram a captação de nutrientes: Os hepatócitos 
absorvem glicose, aminoácidos, lipídios e outras substâncias úteis para o metabolismo, e é mais fácil fazer isso 
por causa das fenestras dos sinusoides. 
• Eliminação de substâncias não essenciais: O que não for necessário ou for tóxico pode ser transformado em bile, 
que é transportada para os ductos biliares, contribuindo para a digestão e excreção de resíduos. 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
 
 
 
 
HEPATÓCITOS 
 
✓ Formam cordões celulares anastomosados no lóbulo; 
✓ São células poliédricas grandes; 
✓ Constituem em torno de 80% da população do fígado; 
✓ O núcleo é grande e esferoidal, ocupa o centro da célula e muitas 
célula s são binucleadas; 
✓ O citoplasma em geral é acidófilo; 
✓ Se regeneram, consideravelmente. 
✓ Funções: 
• Produzem a bile; 
• Fazem a produção de proteínas do sangue, como albumina, 
protrombina, fibrinogênio, lipoproteínas. 
• Metabolização acontece no retículo endoplasmático liso; 
• Produção de proteínas: acontece no retículo endoplasmático 
rugoso. 
✓ Nos hepatócitos tem o acúmulo de glicogênio (reserva energética de glicose): 
• Há gliconeogênese; 
• Há a produção de ureia por desaminação de aminoácidos; 
• Neutralização de substâncias tóxicas por oxidação, metilação, acetilação; 
• Conjugação de bilirrubina – hemoglobina. 
• Inativação de fármacos, drogas e substâncias. 
 
 
 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
ÁRVORE BILIAR 
 
✓ A árvore biliar é o sistema tridimensional de ductos de diâmetro 
crescente através dos quais a bile passa dos hepatócitos para a 
vesícula biliar e de lá para o intestino. 
✓ A árvore biliar é revestida por colangiócitos, que monitoram o fluxo 
da bile e regulam seu conteúdo. 
✓ Os colangiócitos são células epiteliais que formam o revestimento 
interno da árvore biliar.✓ Condutos: 
 Canalículos biliares: são os ramos mais pequenos da árvore biliar, 
por onde os quais os hepatócitos secretam a bile. 
 Conduto de Hering: é revestido por dois tipos de célula: hepatócitos e colangiócitos. 
 Conduto biliar: corresponde a parte da árvore biliar que está revestida pelos colangiócitos em sua totalidade; 
 Condutos biliares intra-hepáticos: levam a bile até os condutos hepáticos; 
 Condutos biliares extra-hepáticos: levam a bile até a vesícula biliar e duodeno. 
 
 
 
 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS HEPÁTICAS 
 
✓ Células de Kupffer: macrófagos fixos na luz do sinusoides, sobre o endotélio. 
✓ Células de Ito ou estreladas: lipócitos ou células perisinusoidais. Ficam ao redor do sinusoides, armazenam 
lipídeos, vitamina A. 
• As células estreladas hepáticas, também chamadas de células de Ito, ficam localizadas no espaço de Disse, entre 
os hepatócitos e os sinusoides. Elas têm duas funções principais: 
• Armazenamento de Vitamina A: as células de Ito armazenam vita mina A na forma de lipídios, essencial para 
a visão e outras funções do organismo. 
• Produção de colágeno e resposta ao dano hepático: Quando ocorre um dano tecidual (como inflamação ou 
lesão hepática), as células de Ito se ativam e começam a produzir colágeno; a célula de ITO tem uma embriologia 
comum com os fibroblastos. Isso pode ser útil para reparo, mas em casos de lesão crônica (como hepatite ou 
cirrose), pode levar à fibrose hepática (endurecimento do fígado). 
• Elas também fazem: a captação/armazenamento/liberação de retinóides; síntese e secreção de várias proteínas 
da matriz extracelular; síntese de fatores de crescimento; síntese se citocinas; regulagem do diâmetro do lúmen 
sinusoidal (fatores reguladores – PG, tromboxane). 
 
 
 
✓ Espaço Periportal ou de Möll: espaço entre a tríade portal e a placa limitante dos hepatócitos, 
✓ Espaço perisinusoidal de Disse: é local de intercambio de materiais entre sangue e hepatócitos. 
• É um espaço microscópico localizado entre as células endoteliais dos capilares sinusoides e os hepatócitos no 
fígado. Ele desempenha um papel crucial na troca de substâncias entre o sangue e as células hepáticas. 
• Os capilares sinusoides têm frestas, o plasma sanguíneo extravasa para o espaço de Disse. Isso permite que os 
hepatócitos absorvam glicose, aminoácidos, lipídios e outras substâncias essenciais; 
 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1 
 
DETOXIFICAÇÃO PELO FÍGADO: 
 
✓ Os hepatócitos são ricos em citocromo P450, uma 
família de enzimas que têm a capacidade de 
metabolizar, inativar e facilitar a eliminação pelos 
rins de diversas substâncias. Assim, os metabólitos 
são eliminados: 
• Pela bile: 
Substâncias apolares e lipossolúveis serão 
excretados pela bile e eliminadas pelas fezes. 
• Pela urina: 
Substâncias polares e hidrossolúveis serão 
filtradas pelos rins e excretadas na urina. 
 
 
 
 
LÂMINAS 
 
 
 
SCHEILA WILDNER IDOMED M3 – PR1

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