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LABORATÓRIO DE ANÁLISES PARASITOLÓGICAS 
EXAME DIRETO A FRESCO E EXAME DE SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA – MÉTODO DE HOFFMANN 
ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO 
CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 
E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br 
 
 
EXAME DIRETO A FRESCO E EXAME DE 
SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA – 
MÉTODO DE HOFFMANN 
 
 
 
O exame de fezes é um importante meio de investigação da presença de 
enteroparasitos, sendo essencial para o fechamento de diagnóstico de doenças 
causadas por esses agentes infecciosos, direcionando o médico no planejamento de 
tratamento adequado. Os exames parasitológicos de fezes podem ser feitos a partir de 
amostras de fezes frescas ou coletadas em frascos contendo substâncias conservantes, 
e a escolha da amostra depende da técnica de análise que será utilizada (DE CARLI, 2011; 
OLIVEIRA, 2015; MENEZES et al., 2013). 
A identificação de um parasita intestinal a partir de exames de fezes pode ser 
feita pela associação da análise macroscópica (em que podem ser identificados o odor, 
a consistência e a presença de muco, sangue e fragmentos parasitários), com uma ou 
mais técnicas de análise microscópica, permitindo visualizar diferentes estágios do 
desenvolvimento de protozoários (cistos, trofozoítos, oocistos e esporos) e helmintos 
(ovos, larvas e pequenos adultos) (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013). 
Entre as técnicas de análise microscópica empregadas rotineiramente, o exame 
direto a fresco e o exame de sedimentação espontânea estão entre as mais utilizadas. 
Ambas se destacam pela necessidade mínima de materiais e recursos financeiros. Vale 
lembrar que os dois métodos são qualitativos, permitindo a visualização, mas não a 
quantificação, das estruturas parasitárias (MENEZES et al., 2013). 
 
 
mailto:contato@algetec.com.br
 
 
LABORATÓRIO DE ANÁLISES PARASITOLÓGICAS 
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EXAME DIRETO A FRESCO 
 
Este método, que consiste, basicamente, no preparo e observação ao 
microscópio óptico de uma lâmina com a amostra a ser estudada, é considerado um dos 
mais simples e práticos dentro do contexto de exames parasitológicos de fezes. Por meio 
dessa análise, é possível identificar a presença de protozoários (trofozoítos e cistos) e 
helmintos (ovos, larvas e pequenos adultos). Devido ao preparo e à forma de análise, 
este método costuma ser utilizado para amostras de fezes semiformadas, pastosas ou 
líquidas (GARCIA, 2009; DE CARLI, 2011). 
Para o preparo do arranjo experimental, é utilizada uma lâmina de vidro, 
contendo uma gota de solução salina a 0,85% ou 0,9%. A essa solução, acrescenta-se 
uma pequena quantidade da amostra (cerca de 2mg), e homogeneíza-se até que a 
aparência do preparo seja uniforme. Para espalhamento da gota, pode ser acrescentada 
uma lamínula, porém esta não é indispensável para a análise. Neste preparo, não é 
recomendado o uso de água, pois inviabiliza os eventuais trofozoítos presentes na 
amostra, distorcendo-os, impossibilitando a visualização. Para a identificação de cistos 
de protozoários e larvas de helmintos, é importante acrescentar lugol (iodo) ao preparo 
e, em caso de fezes preservadas com conservantes (como MIF – com coleta de 3 dias, 
por exemplo), o esfregaço é preparado diretamente na lâmina, sem a necessidade de 
solução salina (DE CARLI, 2011). 
O esfregaço deve ser analisado em um microscópio óptico (Figura 1), com 
objetiva de 10x e uma pequena intensidade de luz (vale ressaltar que o esfregaço deve 
permitir a passagem da luz). Em caso de identificação positiva nesse primeiro momento, 
deve-se mudar para a objetiva de 40x e aumentar a passagem de luz. Dessa forma, será 
possível confirmar o resultado obtido (DE CARLI, 2011). 
 
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Figura 1 – Visualização de esfregaço em microscópio óptico. Fonte: Shutterstock. 
 
O exame da lâmina requer um alto nível de atenção, devendo ser sistemático e 
completo. É importante seguir uma sequência horizontal, visualizando todas as partes 
do esfregaço (Figura 2). 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Caminho da visualização do esfregaço ao microscópio. Fonte: Modificada de De Carli (2011). 
 
É importante observar que, para a realização deste método, não é necessário 
nenhum tipo de concentração da amostra (além de utilizar uma quantidade pequena 
dela). Por isso, em alguns casos, pode ser insuficiente para revelar a presença de 
 
 
 
 
 
 
 
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parasitos, sendo, então, importante, sempre que possível, associá-lo a outros métodos 
de análise (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013). 
 
EXAME DE SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA 
 
O exame de sedimentação espontânea está entre as diversas técnicas baseadas 
na concentração da amostra. Esse tipo de técnica é indicado para possibilitar a 
separação de cistos e oocistos de protozoários e ovos de helmintos do excesso de 
detritos fecais. Além da sedimentação -dividida em sedimentação simples e centrífugo-
sedimentação, as técnicas de concentração incluem também a flutuação - dividida em 
flutuação simples, centrífugo-flutuação (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013). 
As técnicas de sedimentação têm por objetivo principal aumentar o número de 
estruturas que podem ser identificadas, além de separar as gorduras e óleos da maioria 
dos detritos. As técnicas fundamentam-se, de maneira geral, na sedimentação dos 
organismos pela gravidade ou centrifugação, que retém as estruturas parasitárias no 
fundo do tubo e promove a flutuação dos detritos. O excesso de detritos pode prejudicar 
a eficiência da análise (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013). 
O método de sedimentação espontânea, também conhecido como de Hoffman, 
Pons e Janer (HPJ), é amplamente utilizado, tendo como vantagens principais o amplo 
espectro de utilização e o baixo custo, e como fundamento a sedimentação espontânea 
em água, sendo aplicado na pesquisa de ovos, larvas e cistos (MENEZES et al., 2013). 
Ao contrário do exame direto, neste método a quantidade utilizada da amostra 
é grande (entre 2g e 5g), favorecendo o diagnóstico mesmo que o número de 
organismos presentes seja pequeno. A técnica HPJ destaca-se, também, por necessitar 
de pouca vidraria e dispensar o uso de reagentes, além de permitir o uso de fezes frescas 
ou conservadas (MIF – com coleta de 3 dias ou equivalente) (NEVES, 2005; DE CARLI, 
2011). 
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No arranjo experimental deste método, são utilizados de 2 a 5g da amostra, um 
Becker ou copo plástico (Figura 3), água, tela metálica ou tecido de náilon com cerca de 
80 a 100 malhas por cm2, água para mistura da amostra e lavagem dos detritos contidos 
na tela, náilon ou gaze, bastão de vidro ou palito de madeira e um cálice cônico graduado 
(DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013). 
 
 
 Figura 3 – Preparo da amostra para sedimentação espontânea. Fonte: Shutterstock. 
 
Ao contrário do que ocorre com o exame direto a fresco, este método é o maisrecomendado para pesquisa de parasitos em fezes formadas (DE CARLI, 2011). 
Pode-se concluir que os dois exames mencionados, embora façam parte do 
conjunto de análises microscópicas de fezes, apresentam importantes diferenças entre 
si. Uma das mais notáveis está no volume da amostra necessário para cada exame, 
sendo da ordem de miligramas para o exame a fresco e de gramas para o de 
sedimentação, o que, conforme já mencionado, acaba favorecendo o diagnóstico, 
mesmo que o número de organismos presentes seja pequeno. A técnica de preparo da 
amostra é outra diferença notável, visto que, como o nome já sugere, o exame direto a 
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fresco é realizado com a amostra sem nenhum tipo de concentração ou preparação 
prévia, enquanto o exame de sedimentação requer um preparo da amostra para análise 
final. Na rotina laboratorial, as duas técnicas podem ser utilizadas de forma 
complementar, permitindo um diagnóstico mais abrangente, levando em conta, 
principalmente, que nenhuma técnica é capaz de diagnosticar, ao mesmo tempo, todas 
as formas parasitárias (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
CAMARA, B. Principais metodologias utilizadas no exame parasitológico de fezes. 
Biomedicina Padrão. 2015. Disponível em: 
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2015/02/principais-metodologias-utilizadas-
no.html. Acesso em: 24 fev. 2021. 
 
DE CARLI, G. A. Diagnóstico laboratorial das parasitoses humanas, métodos e técnicas. 
Rio de Janeiro: Medsi, 2011. 
 
 GARCIA, L.C. Practical Guide to Diagnostic Parasitology. 2th ed, A.S.M. Press, 
Washington, D.C. USA., 288-289, 2009. 
 
LIMA, F. L. O. et al. Um século do exame parasitológico de Lutz e sua relevância 
atual. Revista Brasileira de Análises Clinicas, Bahia, v.52, n.1, p.32-34, 2020. Disponível 
em: http://www.rbac.org.br/artigos/um-seculo-do-exame-parasitologico-de-lutz-e-
sua-relevancia-atual/. Acesso em 24 fev. 2021. 
 
LIMA, L. M. et al. Exame Parasitológico de Fezes. Atlas de parasitologia clínica e doenças 
infecciosas associadas ao sistema digestive. Florianópolis: Universidade Federal de 
Santa Catarina - Programa FUNGRAD, Centro de Ciências da Saúde, 
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https://www.biomedicinapadrao.com.br/2015/02/principais-metodologias-utilizadas-no.html
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2015/02/principais-metodologias-utilizadas-no.html
http://www.rbac.org.br/artigos/um-seculo-do-exame-parasitologico-de-lutz-e-sua-relevancia-atual/
http://www.rbac.org.br/artigos/um-seculo-do-exame-parasitologico-de-lutz-e-sua-relevancia-atual/
 
 
LABORATÓRIO DE ANÁLISES PARASITOLÓGICAS 
EXAME DIRETO A FRESCO E EXAME DE SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA – MÉTODO DE HOFFMANN 
ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO 
CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 
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Departamento de Análises Clínicas, 2011. ISBN: 978-85-908673-1-9. Disponível 
em: https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/diagnostico/helmint
oses-protozooses/parasitologico-fezes/. Acesso em: 24 fev. 2021. 
 
MENEZES, R. A. O. et al. Sensibilidade de métodos parasitológicos para o diagnóstico das 
enteroparasitoses em Macapá – Amapá, Brasil. Bioterra, v. 13, n. 2, p. 66-73, 2013. 
 
NEVES, David Pereira. Parasitologia humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2005. 
 
OLIVEIRA, W. J. Análise e comparação da sensibilidade e especificidade entre 
diferentes métodos de diagnóstico para Schistosoma mansoni: Gradiente Salino, 
Helmintex®, Centrífugo-Sedimentação, Kato-Katz e Teste Rápido Urina (Poc-Cca). 
Dissertação (Mestrado em Parasitologia) – Departamento de Parasitologia, 
Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, p. 105. 2015. 
 
SANTOS, C.R. Parasitoses intestinais em amostras fecais encaminhadas ao laboratório 
municipal de análises clínicas de Oriximiná, Pará. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Bacharelado em Biomedicina) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020. 
Disponível: https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/15969/1/Claudijane%20Ramos%20do
s%20Santos%202020.1.pdf. Aceso em: 24 fev. 2021. 
 
TIBIRIÇA, S.H.C. et al. Validação do número de lâminas para realização do método de 
sedimentação espontânea das fezes. HU Revista, Juiz de Fora, v. 35, n. 2, p. 105-110, 
abr./jun, 2009. Disponível em: https://www.ufjf.br/ppgpmi/files/2012/09/2009-HPJ-e-
l%c3%a2minas.pdf. Acesso em: 24 fev. 2021. 
 
mailto:contato@algetec.com.br
https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/diagnostico/helmintoses-protozooses/parasitologico-fezes/
https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/diagnostico/helmintoses-protozooses/parasitologico-fezes/
https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/15969/1/Claudijane%20Ramos%20dos%20Santos%202020.1.pdf
https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/15969/1/Claudijane%20Ramos%20dos%20Santos%202020.1.pdf
https://www.ufjf.br/ppgpmi/files/2012/09/2009-HPJ-e-l%c3%a2minas.pdf
https://www.ufjf.br/ppgpmi/files/2012/09/2009-HPJ-e-l%c3%a2minas.pdf

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