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FIOS, NÓS E SUTURAS
BPM II / acad. Camila Rabelo
Fios de sutura
finalidades → hemostasia e sutura (unir as bordas de uma ferida com fios específicos para acelerar a 
cicatrização)
origem do fios cirúrgicos 
biológicos/naturais → vegetais (algodão e linho), animais (categute-intestino animal, colágeno e seda-
casulo do bicho da seda)
sintéticos → náilon, dacron, polipropileno, ácido poliglicólico, poliglactina, polidioxanona
mais utilizados na atualidade
metálicos → aço inoxidável
assimilação pelo organismo
absorvíveis
curtíssimo espaço de tempo  7 a 10d → categute simples
curto espaço de tempo  15 a 20d → categute cromado
médio espaço de tempo  50 a 70d → ácido poliglicólico e poliglactina 910
moderado espaço de tempo  90 a 120d → poliglecaprona
longo espaço de tempo  90 a 180d → polidioxanona, poligliconato
não absorvíveis → se tornam encapsulados pelo tecido, mas não são digeridos, alguns são 
biodegradáveis apesar de não serem absorvíveis
algodão, linho, náilon, seda, polipropileno, poliéster, aço inoxidável…
propriedades físicas 
estrutura física
monofilamentares → normalmente menos maleáveis, menos potencial para desenvolver infecção
multifilamentares → vários filamentos torcidos e trançados entre si, maior flexibilidade, mais 
traumatizantes/ásperos, podem vir recobertos por um único filamento, mais vulneráveis ao 
cisalhamento (fácil de romper)
FIOS, NÓS E SUTURAS 1
absorção de líquidos e capilaridade
multifilamentares tem mais capilaridade que monofilamentares → propagam mais o líquido absorvido 
(pode carrear infecções)
⭡capilaridade → categute
⭣capilaridade → poliéster (revestido com teflon/silicone)
diâmetro
6, 5, 4, 3, 2, 1, 0, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100, 110, 120  decrescente
maior diâmetro de um mesmo material, maior resistência/força tênsil
sempre optar pelo fio de sutura mais fino possível para aguentar a força do tecido que se está 
trabalhando!
força tênsil/resistência
resistência → força que os tecidos exercem oposta à sua junção
força tênsil → vence a resistência
para tecidos com grande quantidade de fibras colágenas → fios que mantenham a força tênsil por 
mais tempo
para tecidos muito vascularizados, que cicatrizam rápido → fios de menor força tênsil
⭡ força tênsil → aço inoxidável
⭣ força tênsil → biológicos
força e segurança dos nós
resistência tênsil efetiva → força necessária para que o nó não se desfaça nem rompa
⭣coeficiente de fricção → mais fácil do nó desfazer
⭣coeficiente de fricção → não absorvíveis monofilamentares → precisa fazer vários nós/seminós
memória
capacidade do fio de voltar a forma original → plasticidade (capacidade de se expandir) x elasticidade 
(capacidade de voltar ao normal pós-expansão) → pode causar deslizamento
quanto maior a memória do fio, maior o coeficiente de fricção
polipropileno e náilon monofilamentares → maior memória
manuseio 
flexibilidade e facilidade de manuseio
⭡ flexibilidade → seda
⭣ flexibilidade → aço inoxidável
coeficiente de fricção
⭡ coeficiente de fricção → ⭡dificuldade em deslizar no tecido → ⭡arrasto tecidual
FIOS, NÓS E SUTURAS 2
⭡ coeficiente de fricção → ⭣deslizamento → ⭡estabilidade do nó
arrasto tecidual
⭡rigidez → ⭡coeficiente de fricção → ⭡arrasto
visualização do fio no campo
fios coloridos mais bem visualizados que os incolores
reação tecidual
reação inflamatória tecidual desencadeada
multifilamentares → maior reação
absorvíveis naturais (seda, algodão e linho) são vistos mais como corpo estranho do que os não 
absorvíveis
absorvíveis sintéticos → pouca reação
potencial para multiplicação bacteriana
multifilamentares → propiciam a multiplicação de micro-organismos
antigenicidade e alergenicidade
fios de polímeros do ácido glicólico, polipropileno, náilon e aço monofilamentares → menos 
antigênicos e alergênicos
categute (simples e cromado) → mais antigênico e alergênico
estelização
esterilização fácil, não reutilizar, não usar depois da validade
PRINCIPAIS TIPOS DE FIOS
Absorvíveis
Não absorvíveis
FIOS, NÓS E SUTURAS 3
ESCOLHA DO FIO
escolha de acordo com a característica da sutura e as propriedades dos fios
fio não deve ser mais forte que os tecidos suturados
tecidos que cicatrizam devagar (fáscia, tendões…) → não absorvíveis ou absorvíveis em longo espaço de 
tempo
tecidos que cicatrizam rápido (estômago, intestino, bexiga…) → absorvíveis em médio espaço de tempo
objetivo estético → fio monofilamentar mais fino possível, tentar sutura intradérmica, quando pertinente pode 
se lançar mão de adesivos tópicos ou fitas
sutura em tecido contaminado → fio monofilamentar
usar fios absorvíveis em locais que pode ocorrer litogênese (criar pedra) → trato urinário e biliar
apresentação dos fios
acondicionados por duplo envelope
fios agulhados (fios sertrix) e não agulhados
Agulhas cirúrgicas
aço inoxidável ou liga ferro-carbono
0,001 polegada até 56000 polegadas
agulha de braço único 1 só agulha) ou braço duplo 2 agulhas, uma em cada ponta do fio)
curvatura da agulha  5/8, 1/2, 3/8/ 1/4, semicurva ou reta
1/4 e 3/8  procedimentos superficiais
1/2 e 5/8  feridas profundas e cavidades
FIOS, NÓS E SUTURAS 4
diâmetro deve ser muito semelhante ao do fio
pontas das agulhas  8 tipos
corpo e ponta:
cilíndricas ou redondas → penetração no tecido por divulsão (atraumática) → sutura de tubo digestório e 
de vasos
cilíndrica com ponta romba → tecidos pouco resistentes → baço e fígado
triangulares e espatuladas → arestas cortantes → tecidos resistentes → pele e aponeurose
mistas (corpo cilíndrico e ponta triangular)
Nós cirúrgicos
depois
Suturas
união ou aproximação de estruturas teciduais pela aposição de nós cirúrgicos
contínua (chuleio) e descontínua
para uma linha de sutura eficaz:
manipular e apresentar os tecidos
apresentar/reparar com pinça elástica
→ pinça Adson em tecidos mais delicados → pinça dente de rato em tecidos mais resistentes
FIOS, NÓS E SUTURAS 5
colocar a agulha no porta-agulha
prender na parte média ou mais atrás
posição habitual (aponta para esquerda e para cima) e posição inversa (ponta para direita e para 
cima)
direcionar a linha de sutura
da direita para esquerda em relação ao posicionamento do cirurgião
agulhas curvas → distal para proximal da lesão em relação ao cirurgião
agulhas retas → proximal para distal da lesão em relação ao cirurgião
transfixar as bordas
em um ou dois tempos
tecido mais resistente e agulha curta → melhor passar em dois tempos
englobar o mínimo possível de tecido → manter a vitalidade tecidual!
extrair a agulha
não utilizar os dedos para sustentar ou retirar a agulha, sempre manipular com o porta-agulha e com 
a pinça
suturas descontínuas
um nó não interfere no outro
não são tão impermeáveis quanto as contínuas
mais trabalhosa e demorada
 ponto simples
*boa coaptação
*comum (nó externo) e invertido/ponto de Halsted (nó interno)
*em pele → apenas o comum é utilizado
*ponto simples epidérmico (pega epiderme e um pouco da derme) → sempre comum → bom para apenas 
aproximar as bordas, sem aplicar tensão
FIOS, NÓS E SUTURAS 6
*ponto simples dérmico (pega derme e subcutânea superficial)→ pode ser comum ou invertido → bom 
para apenas aproximar as bordas, sem aplicar tensão, paciente não sente o nó
 ponto em “Uˮ vertical ou Donatti
*usado na pele
*duas transfixações → maior (pele e camada superior do subcutâneo) e menor (transepidérmica) → 
longe-longe, perto-perto
*para suturas sob pequena tensão ou que as bordas tendem a invaginar
*boa hemostasia
 ponto em “Uˮ horizontal ou de colchoeiro (de Wolff)
*sutura com tensão que impede a coaptação perfeita das bordas
*não tem bom resultado estético
*boa para aproximar sem tensionar
 ponto em “Xˮ
*comum (nó externo) e invertido (nó interno)
*é um ponto de transfixação para hemostasia
*começa a fazer como se fosse um chuleio, na segunda laçada faz o nó com a ponta da primeira
começa por fora da lesão começa por dentro da lesão
FIOS, NÓS E SUTURAS 7
 pontohelicoidal duplo
*apoia em dois lugares na mesma borda
*para tecidos delicados, com tendência à fragmentação
 pontos recorrentes ou em polia
*Smead-Jones, Delrio, Wiley, Hans e Wipple
*formar mais de uma alça 
*fechamentos complicados de parede abdominal
 ponto transfixante de estrutura tecidual
*ponto ao redor de uma estrutura
*hemostasia com ligadura em massa (não se sabe qual o ponto de sangramento específico, então se faz 
ligadura em grande região para estancar)
 ponto de contenção ou retenção (capitonagem)
*grandes pontos simples ou em “Uˮ horizontal feitos com fio nº 2 ou 3
*sutura complementar para casos de múltiplas reoperações da parede abdominal
*se faz a capitonagem (passar o fio no interior de tubos plásticos) para evitar a impressão do fio na pele
suturas contínuas
FIOS, NÓS E SUTURAS 8
mais rápidas
mais hemostáticas
gastam mais fio (maior reação tecidual)
problema em uma laçada interfere em toda sutura
suturas circulares (chuleio simples, chuleio ancorado…) → causam estreitamento de calibre
suturas lineares (intradérmica, barra grega…) → causam enrugamento
 chuleio simples (sutura de peleteiro)
*mais fácil e rápida
*para tecidos de bordas não muito espessas e pouco separadas
*laçadas ficam oblíquas à ferida
 chuleio ancorado (festonado)
*chuleio simples com ancoragem sucessiva na alça anterior
*raramente empregado
 em barra grega (sutura de colchoeiro contínua/ˮUˮ horizontal)
*série de pontos em “Uˮ horizontais
*pode ser feita como intradérmica ou transdérmica (efeito estético ruim)
 em bolsa
*sutura circular invaginante
*sepultamento do coto apendicular e de saco herniário direto
FIOS, NÓS E SUTURAS 9
 perfurante total invaginante ou de Connel-Mayo
*sutura invaginante usada em cirurgia gastrointestinal
*serosa-mucosa-serosa de um lado, serosa-mucosa-serosa de outro
 perfurante parcial invaginante ou de Cushing
*igual a de Connel-Mayo, mas pegando somente a superfície da mucosa (não atravessa a parede intestinal 
inteira)
https://youtu.be/0xQgRSsMDGw?si=cuugsrQ
q7v7eV2nR
 total não invaginante ou de Schmieden
*sutura gastrointestinal com finalidade de evitar a inversão da mucosa 
*muscular da mucosa-serosa de um lado, muscular da mucosa-serosa de outro
 total não invaginante ancorada ou Cúneo
*igual a de Schmieden só que ancorando
 recorrente ou de Smead-Jones
*sutura contínua em massa → síntese do plano muscular com a aponeurose
FIOS, NÓS E SUTURAS 10
https://youtu.be/0xQgRSsMDGw?si=cuugsrQq7v7eV2nR
https://youtu.be/0xQgRSsMDGw?si=cuugsrQq7v7eV2nR
 intradérmica longitudinal
*excelente coaptação das bordas
*excelente resultado estético
tipos de suturas preferenciais em diferentes tecidos
pele
ponto simples e Donatti → sem tensão, fios não absorvíveis ou absorvíveis em moderado ou longo 
espaço de tempo  40 ou 50
intradérmica longitudinal → melhor efeito estético → fios não absorvíveis ou absorvíveis em longo 
espaço de tempo  50 ou 60
crianças e mucosas → categute 30 ou 40  evitar precisar retirar os pontos
bolsa escrotal e períneo → absorvível 0, 20 ou 30  evitar precisar retirar os pontos
feridas extensas em planta dos pés  1 ou dois pontos para orientar a linha de cicatrização
tecido celular subcutâneo
não fechar caso as bordas da pele estejam bem coaptadas
pacientes obesos com muito tecido subcutâneo é necessário fechar
pontos simples, fio absorvível em médio espaço de tempo, 30 ou 40
aponeurose
fios não absorvíveis ou absorvíveis em longo espaço de tempo, 0, 1 ou 2
pedaços de sutura contínua ou pontos simples
pontos em “Uˮ horizontal → extras, para evitar deiscência
musculatura
ponto simples ou em “Uˮ → aproximar bordas sem tensionar
fio absorvível em curto ou moderado espaço de tempo, 20 ou 30
peritônio
chuleio simples, fio absorvível em curto ou moderado espaço de tempo, 0, 20
vasos sanguíneos
chuleio simples, fio não absorvível, 50, 60  adultos
pontos simples → vasos de pequeno calibre e crianças
tubo digestório
sutura em um ou dois planos
plano único (sem incluir a mucosa, só a parte “de foraˮ) → ponto simples ou chuleio simples com fio 
não absorvível ou absorvível em médio ou longo espaço de tempo, 30, 40
FIOS, NÓS E SUTURAS 11
plano duplo (sutura total + sutura seromuscular) → sutura total em chuleio simples com fio absorvível 
30 e sutura seromuscular igual a de plano único (fio absorvível ou não absorvível, 30, 40
vias biliares
fio absorvível em moderado ou longo espaço de tempo, 40, 50, 60
anastomoses com menor diâmetro → pontos descontínuos
evitar multifilamentares → risco de litogênese
fígado e baço
fígado com ferida traumática → fio absorvível, ponto separados ou chuleios interrompidos, 2, 1 ou 0
baço → fio absorvível, pontos separados ou chuleios interrompidos, 0 ou 20
vias urinárias
ureteres e bexiga → absorvíveis em médio espaço de tempo
anastomose ureter-ureter → pontos separados, 40, 50
sutura vesical → chuleio contínuo, 20, 30
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