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O que é Psicometria?
Estudo das misturas de ar e vapor d ́água, isto é, o
estudo do ar úmido (no limite, estudo de misturas
binárias nas quais um dos componentes é um vapor
condensável).
Do grego psychro → esfriar, resfriar.
Estudo do ar úmido.
Ar seco é mais pesado: devido ao peso molecular
100% do ar ---- 4% Vapor d’água
62% UR --------------- X
X = 2,48% ar úmido
Temos no máximo 4% de ar úmido
Varia dentro destes 4%
Tenho no mínimo 96% de ar seco.
Ar Seco:
Gases;
Quando junta com o ar úmido transforma em
vapor;
Mistura dos vários gases que compõem o ar
atmosférico (N2, O2, CO2 e outros), formando
mistura homogênea para uma grande faixa de
temperaturas.
Ar Úmido:
Além da mistura de gases, o ar contém vapor
d'água, que pode saturar à temperaturas
ambiente, então condensar.
Pressão Parcial:
Tudo em função dos gases;
Pressão que cada componente exerceria, à mesma
T, se ocupasse sozinho todo o volume da mistura.
Lei de Dalton:
o A pressão total de uma mistura de gases é
a soma das pressões parciais de cada um
dos componentes.
o Patm: soma de todas as pressões;
Aumento a ToC ↑ Pvapor ↑ Volume
Interfere no fluxo de ar.
Métodos de Medição da UR:
♦ Higrômetro de condensação:
o Baseia-se na determinação do ponto de orvalho.
♦ Higrômetro de absorção:
o Um volume de ar conhecido passa através de
uma substância higroscópica.
o O resultado é obtido pela variação do peso
devido a umidade absorvida.
♦ Higrômetro elétrico:
o Baseia-se na variação da resistência elétrica de
um fino filme de condutor eletrolítico contendo
um sal higroscópico, em função da umidade.
♦ Higrômetro de difusão:
o Constam de uma câmara fechada, com uma
placa porosa numa das paredes.
o Constam de uma câmara fechada, com uma
placa porosa numa das paredes.
o A difusão do ar através da placa porosa produz
mudança na pressão interna da câmara, medida
por um manômetro.
♦ Higrômetro ótico:
o Por meio da intensidade de luz refletida, mede a
espessura de um filme higroscópico, a qual varia
com a umidade.
♦ Higrômetro de fio de cabelo:
o O cabelo humano limpo tem a propriedade de
aumentar em comprimento ao absorver umidade
e de diminuir em comprimento quando perde.
o Esta variação ampliada aponta a umidade
relativa.
o Pode ser indicada por ponteiro sobre mostrador
ou por registrador sobre papel.
♦ Psicrômetro:
o Constam de dois termômetros semelhantes, um
dos quais tem o bulbo recoberto por tecido de
algodão umedecido em água destilada.
o Dois termômetros comuns, de parede e giratório;
o Temperatura com gaze: bulbo úmido;
o Temperatura ambiente: bulbo seco.
PRINCIPIOS BÁSICOS DA PSICROMETRIA
Para que serve a Psicrometria?
Dimensionar sistemas de acondicionamento para
animais e plantas;
Estimativa do tempo e da energia necessários para
secagem de produtos agrícolas;
Controlar a umidade do ar dentro de unidades de
armazenamento de hortifrutigranjeiros, cereais,
dentre outros;
Estudar a incidência de pragas em produtos
agropecuários;
Estudar a qualidade do ambiente, incluindo o
conforto térmico.
Variáveis Psicrometricas:
Pressão de vapor de saturação (Pvs);
Pressão de vapor d’água atual (Pv);
Volume específico do ar seco (Ve);
Razão de mistura (Rm);
Umidade relativa (UR);
Umidade absoluta ou densidade do vapor d’água
(Ua);
Densidade absoluta do ar (ρa);
Umidade específica do ar (Ue);
Temperatura do ponto de orvalho (Tpo);
Entalpia específica do ar seco (h).
Aparelhos utilizados para estimar a UR do ar:
♦ Determinação indireta via pressão parcial do vapor
de água na ATM:
o Higrômetro ou Termohigrógrafo:
▪ Fornecem diretamente a leitura da
umidade relativa do ar.
o Psicrômetro ou higrômetro de condensação:
▪ UR será conhecida após operações:
usando dados em determinações
analíticas, tabelas ou gráficos
psicrométricos.
Determinação analítica: a partir de equações
Quando trabalhar com Pressão em bar ou Pascal:
mudar temperatura oC para temperatura absoluta
(Kelvin).
Temperatura Ponto de Orvalho:
o T em que o ar úmido se torna saturado
(começa a condensar), por processo de
resfriamento, mantendo constantes a
pressão e a razão de mistura.
Quando se usa Psicrômetro:
Sendo:
No bulbo molhado:
1 atm. ≈ 1 bar = 760 mmHg = 1013,25 mbar = 1013,25 hPa
= 101,325 kPa
Determinação através de tabelas:
♦ Depressão Psicrométrica: diferença entre a
temperatura dos dois termômetros:
o Bulbo seco;
o Bulbo úmido.
Determinação a partir de gráficos:
♦ Bulbo seco: eixo X;
o Temperatura maior.
♦ Bulbo úmido: linha de saturação;
o Temperatura menor.
♦ Tpo: linha de saturação;
♦ UR: linha côncava (10 em 10%):
♦ Pv: eixo Y (mmHg);
♦ Razão de mistura: eixo Z;
♦ Entalpia: atravessa a linha de saturação (inclinada
em relação ao eixo X);
♦ Volume específico: acaba na linha de saturação.
Ponto de Estado: a partir dele encontro as demais variáveis.
A partir da ToC do bulbo seco e bulbo úmido.
Exercício de Determinação Analítica:
Para as temperaturas de 25 °C e 18 °C lidas em um
psicrômetro aspirado, determinar a Umidade Relativa do ar.
𝑈𝑅 =
𝑃𝑣
𝑃𝑣𝑠
𝑃𝑣 = 𝑃𝑣𝑠𝑚 − [𝐴 𝑥 𝑃 𝑥 (𝑇𝑏𝑠 − 𝑇𝑏𝑢)]
→ Determinar Pvsm:
𝑃𝑣𝑠𝑚 = 4,58 𝑥 10 (
7,5 𝑥 𝑇
237,3 + 𝑇
)
𝑃𝑣𝑠𝑚 = 4,58 𝑥 10 (
7,5 𝑥 18
237,3 + 18
)
𝑃𝑣𝑠𝑚 = 15,476 𝑚𝑚𝐻𝑔
→ Determinação Pv d’água no ar
𝑃𝑣 = 𝑃𝑣𝑠𝑚 − [𝐴 𝑥 𝑃 𝑥 (𝑇𝑏𝑠 − 𝑇𝑏𝑢)]
𝑃𝑣 = 15,476 − [6,7𝑥10−4 𝑥 760 𝑥 (25 − 18)]
𝑃𝑣 = 11,912 𝑚𝑚𝐻𝑔
→ Determinação Pv saturado à T bulbo seco
𝑃𝑣𝑠𝑚 = 4,58 𝑥 10 (
7,5 𝑥 𝑇
237,3 + 𝑇
)
𝑃𝑣𝑠𝑚 = 4,58 𝑥 10 (
7,5 𝑥 25
237,3 + 25
)
𝑃𝑣𝑠𝑚 = 23,752 𝑚𝑚𝐻𝑔
→ Umidade Relativa
𝑈𝑅 =
𝑃𝑣
𝑃𝑣𝑠
𝑈𝑅 =
11,912
23,752
𝑈𝑅 = 52,152%
Operações que Modificam o Ar:
Aquecimento do Ar:
o Deslocamento do PE devido ao aquecimento da
massa de ar;
o Mantém Razão de Mistura;
o Aumenta temperatura;
o Aumentamos entalpia;
o Diminuímos UR;
o Caminho no gráfico para direita.
Resfriamento do Ar com Condensação:
o Razão de mistura diminui;
o Água do ar condensa;
o Seco o ar – ar condicionado.
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Resfriamento:
o Caminho para esquerda;
o Não altero PV e RM;
o Diminui entalpia e volume;
o Aumenta UR.
Secagem:
o Mantém a linha da entalpia constante;
o Aumenta temperatura;
o Secando água do ar;
o Aumenta volume: + poder para secar.
o Ar de exaustão: 90 a 93% UR
Umedecimento:
o Aumenta UR;
o Diminui temperatura;
o Diminui volume;
o Pvsm não altera porque não mudo a
Temperatura base úmida;
o Mantém entalpia.
Processo de Secagem:
♦ Mistura de dois fluxos de ar;
Exemplo:
O processo de mistura de dois fluxos em um secador de fluxo
concorrente de 300 m3 min-1 de ar com temperaturas de Tbs
35°C e Tbu 30°C (ar 1), proveniente da seção de
resfriamento, são misturados na entrada de uma fornalha
com o ar ambiente (ar 2), cuja vazão é de 300 m3 min-1 de
ar, com Tbs 20°C e UR de 80% (Figura 1).
a) Determine a Tbs e Tbu do ar resultante da mistura
(ar 3) que a fornalha devera aquecer:
Ar 1: 35oC (Bulbo seco) 30oC (bulbo úmido).
Ar 2: 20oC; 80% UR.
Qar: 300 m3 min-1.
→ Buscar no gráfico psicrométrico:
o RM (ar 1): 25 g vapor d’água/kg ar seco;
o Entalpia (h) (ar 1): 28 kcal/kg de ar seco;
o Volume (ar 1): 0,912 m3 vapor d’água/kg de
ar seco;
o RM (ar 2): 11,9 g vapor d’água/kg ar seco;
o Entalpia (h) (ar 2): 16,2 kcal/kg de ar seco;
o Volume (ar 2): 0,852 m3 vapor d’água/kg de
ar seco.
→ Descobrir m1 e m2
𝑚 =
𝑄
𝑉𝑒
𝑚1 =
300
0,912
𝑚1 = 328,947 𝑘𝑔/𝑚𝑖𝑛
𝑚 =
𝑄
𝑉𝑒
𝑚2 =
300
0,852
𝑚2 = 352,113 𝑘𝑔/𝑚𝑖𝑛
Descobrir Entalpia 3
𝑚1 𝑥 (ℎ3− ℎ1) = 𝑚2 𝑥 (ℎ2 − ℎ3)
328,947 𝑥 (ℎ3 − 28) = 352,113 𝑥 (16,2 − ℎ3)
328,947ℎ3 − 9210,516 = 5704,231 − 352,113ℎ3
328,947ℎ3 + 352,113ℎ3 = 5704,231 + 9210,516
681,06ℎ3 = 14976,747
ℎ3 = 21,902 𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑘𝑔
Descobrindo RM3:
𝑚1 𝑥 (𝑅𝑀3 − 𝑅𝑀1) = 𝑚2 𝑥 (𝑅𝑀2 − 𝑅𝑀3)
328,947 𝑥 (𝑅𝑀3 − 25) = 352,113 𝑥 (11,9 − 𝑅𝑀3)
328,947𝑅𝑀3 − 8223,675 = 4190,145 − 352,113RM3
681,06𝑅𝑀3 = 12413,6675
𝑅𝑀3 = 18,22 𝑔 𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 𝑑′á𝑔𝑢𝑎𝑘𝑔 𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜
Jogando no gráfico, temos:
o Tbu: 23,9oC
o Tbs: 25,9 oC.
Água nos Grãos/Sementes:
• Colhemos quando temos maturidade fisiológica;
o Quando temos um alto teor de água: amassa
o grão.
• Importância:
o Conhecer o teor de água dos Produtos
Agrícolas é fundamental para a
determinação das condições:
▪ Processamento;
▪ Secagem;
▪ Armazenagem;
▪ Comercialização.
o É um dos pontos de classificação dos grãos;
• Produtos com elevada umidade não podem ser
armazenados por muito tempo (somente com baixa T
(°C) ou por pouco tempo).
• Custo elevado para armazenamento em baixa T (°C).
• Armazenamento com grãos secos (11 - 13 % ).
• Comercialização dos grãos é com base na matéria
seca.
• Pequena variação na determinação da umidade,
representa elevação de custo, devido ao volume de
grãos comercializados.
• A massa de grãos úmidos (+ pesada) que grãos secos
(+ leve), transporta-se menor quantidade por carga.
• Determinação da umidade para decisão de retirar ou
não água dos grãos visando facilitar o transporte.
• Alto preço do frete: grão úmido pesa mais.
• Na colheita de grãos:
o Se muito úmido, dificuldade de transporte e
custo de secagem mais elevado.
o Se muito seco, poderá ter trincas e quebras,
depreciando o produto final.
o % de quebra: em relação a umidade.
• Oscilações de umidade do ar durante o dia: faz com
que:
o + umidade: ganha umidade;
o – umidade: perde água.
Disponibilidade de Água:
• Armazenamento:
o Teor de água deve ser tal que o processo
respiratório seja mínimo e o desenvolvimento
de insetos e microrganismos ausente.
o Dos grãos: temperatura e teor de água
afetam o desenvolvimento de microrganismos
e ataque de insetos.
o Preservação da qualidade dos grãos:
temperatura e teor de água;
• Proteína e lipídio: + deterioração ao longo do tempo.
Tipos de Água Contida nos Grãos
❖ Água de Constituição:
o Água quimicamente ligada à matéria seca;
o Faz parte da estrutura celular;
o Não é retirada na secagem.
o Ex: esponja seca
❖ Água Adsorvida ou Água Aderida:
o Água livre, presa por atração molecular,
retirada por adesão de suas moléculas ao
material sólido.
o Existe devido às tensões capilares, sendo
retirada na secagem com mais dificuldade.
o Ex: pouca água.
❖ Água Impregnada ou Água Absorvida:
o Água existente na periferia dos grãos, retirada
com facilidade no início do processo de
secagem.
o Água livre, ocupa espaços intercelulares e
poros do material.
Soja (contém lipídios): menos ligado com a água → posso
utilizar ar mais quente.
Conteúdo de Umidade:
Base Úmida (Ubu): Razão entre o peso da água e o peso
total (% ou decimal)
𝑈𝑏𝑢 =
𝑃𝑎
𝑃𝑡
𝑥 100
A umidade (%) em bu é usada para designações
comerciais e estabelecimento de preços.
Base Seca (Ubs): Razão entre peso da água e peso da
matéria seca (decimal)
𝑈𝑏𝑠 =
𝑃𝑎
𝑃𝑚𝑠
A umidade (%) em bs é usada em trabalhos de
pesquisa e equações de secagem.
Pa - peso da água;
Pms - peso da matéria seca;
Pt - peso total (Pa + Pms)
Mudança de Base:
Base úmida para base seca:
𝑈𝑏𝑠 =
100 𝑥 𝑈𝑏𝑢
100 − 𝑈𝑏𝑢
Base seca para base úmida:
𝑈𝑏𝑢 =
100 𝑥 𝑈𝑏𝑠
100 + 𝑈𝑏𝑠
Porcentagem de Quebra:
No processo de secagem o produto perderá peso de
forma natural ou artificialmente;
A perda da % PQ não poderá ser calculada
diretamente.
𝑃𝑄 =
(𝑈𝑖 − 𝑈𝑓)
(100 − 𝑈𝑓)
𝑥 100
PQ - Porcentagem de Quebra (%);
Ui - Umidade inicial (bu);
Uf - Umidade final (bu)
Resultado obtido significa a %PQ em peso, devido à
evaporação de água dos grãos.
Ex. Um lote de grãos com 25% de umidade foi seco à 14%. A
%PQ não será de 11%, mas de 12,79%.
Exercício: Para o milho colhido com umidade de 25 % bu:
a) Determinar pelo método base úmida a quantidade
de água que deve ser removida durante a secagem
para armazenar os grãos com 13 % bu.
Quantidade de água inicial:
𝑈𝑏𝑢 =
𝑃𝑎
𝑃𝑡
𝑥 100
25 =
𝑃𝑎
𝑃𝑡
𝑥 100
𝑃𝑎 =
25 𝑥 𝑃𝑡
100
𝑃𝑎 = 0,25 𝑃𝑡
Considerando Pt de 1 tonelada:
𝑃𝑎 = 0,25 𝑥 1000
𝑃𝑎 = 250 𝑘𝑔
Água nos grãos após a secagem:
𝑈𝑏𝑢 =
𝑃𝑎
(𝑃𝑎 + 𝑃𝑚𝑠)
𝑥 100
13 =
𝑃𝑎
(𝑃𝑎 + 𝑃𝑚𝑠)
𝑥 100
𝑃𝑎 =
13 (𝑃𝑎 + 𝑃𝑚𝑠)
100
ms = 1000 – 250 = 750kg
𝑃𝑎 = 0,13 𝑥 (𝑃𝑎 + 750)
𝑃𝑎 = 0,13𝑃𝑎 + 97,5
𝑃𝑎 − 0,13𝑃𝑎 = 97,5
0,87𝑃𝑎 = 97,5
𝑃𝑎 = 112,07 𝑘𝑔
Quantidade de água que o grão tem quando
armazenamos a 13%
Peso da água a ser removido:
𝑃𝑎 𝑟𝑒𝑡𝑖𝑟𝑎𝑑𝑎 = 𝑃𝑎𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝑃𝑎𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙
𝑃𝑎 𝑟𝑒𝑡𝑖𝑟𝑎𝑑𝑎 = 250 − 112,07
𝑃𝑎 𝑟𝑒𝑡𝑖𝑟𝑎𝑑𝑎 = 137,93 𝑘𝑔
Peso final do produto:
𝑃𝑓 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 = 𝑃𝑎 + 𝑃𝑚𝑠
𝑃𝑓 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 = 112,07 + 750
𝑃𝑓 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 = 862,07 𝑘𝑔
b) Qual o teor de água em base seca?
𝑈𝑏𝑠 =
100 𝑥 𝑈𝑏𝑢
100 − 𝑈𝑏𝑢
𝑈𝑏𝑠 =
100 𝑥 25
100 − 25
𝑈𝑏𝑠 = 33,33%
Após secagem:
𝑈𝑏𝑠 =
100 𝑥 13
100 − 13
𝑈𝑏𝑠 = 14,942%
c) Porcentagem de Quebra:
𝑃𝑄 =
(𝑈𝑖 − 𝑈𝑓)
(100 − 𝑈𝑓)
𝑥 100
𝑃𝑄 =
(25 − 13)
(100 − 13)
𝑥 100
𝑃𝑄 = 13,79%
Fizer x 1000 (lote) = 137,90 kg (Quantidade de água em
peso retirada). Desconto em função da água.
Determinação da água nos Grãos:
➢ Métodos diretos: verificar tempo
o A Água pesada ou medida é relacionada com
a matéria seca ou o Total de Matéria
Original;
o Estufa: recipiente aberto para evaporar a
água;
o Destilação: medem diretamente a água
retirada dos grãos (líquido captado na
proveta)
▪ Medidas diretas de umidade
(destrutivas e não podem ser feitas
rapidamente);
▪ Requer um controle no processo de
destilação;
▪ Método Karl Fisher (mais
preciso/exato para determinação da
umidade de vegetais);
• É um método químico, exige
tempo e profissional
especializado
➢ Métodos Indiretos:
o Utilizam uma propriedade do grão que varia
com o teor de água;
o São sempre calibrados em relação a outros
métodos diretos.
o Métodos baseados nas propriedades
dielétricas do produto;
o Propriedades físicas variam com a umidade;
o Baseado nas propriedades elétricas há dois
tipos de determinadores de umidade:
▪ MÉTODOS DE CONDUTIVIDADE
ELÉTRICA;
▪ MÉTODOS DE CAPACITÂNCIA
ELÉTRICA.
o Medidores de umidade por capacitância
medem a constante dielétrica do grão
colocado entre as duas placas de um
capacitor.
▪ A constante dielétrica é dependente
da umidade.
▪ Independe da temperatura;
▪ Influenciado pela disposição dos
grãos.
o Métodos da condutividade elétrica:
▪ Depende de temperatura;
▪ Disposição dos grãos;
▪ Erros umidade elevada
Características dos medidores:
Confiabilidade dos resultados depende da calibração
feita com o produto específico;
Calibração feita para milho se utilizado para soja,
haverá diferença nos resultados;
Determinação de umidade é automática nos três
modelos inviabilizando a manipulação do operador no
resultado durante a operação;
Dados coletados são apresentados no visor;
Operação em menos de 20 segundos sem destruir a
amostra testada.
Aferição de determinadores de umidade:
Dificuldades:
oEquipamentos importados ou cópias sob
licença;
o Caros;
o Sem escalas para alguns produtos brasileiros;
Credibilidade de Resultados:
o Ambiente de armazenamento;
o Falha no sistema de alimentação;
o Condições laboratoriais.
Estabelecer a faixa de umidade para calibração.
Medidores em tempo real:
Rápidos e precisos;
Colhedoras de grãos com monitor de rendimento
instalado;
Agricultura de precisão;
Necessita de calibração;
Medidores elétricos por capacitância.
Umidade de Equilíbrio
• Grãos são higroscópicos:
o Realizam trocas de água com o ambiente;
o Os processos de troca de umidade são contínuos e
decrescentes em função das diferenças entre:
▪ Pressão de Vapor do grão (Pvg);
▪ Pressão de Vapor do Ar (Pv).
• Isotermas de equilíbrio:
o Relação entre teor de água de determinado
produto e a correspondente UR de equilíbrio, para
uma T.
o Quando:
• Fenômeno da Histerese:
o Velocidade da perda e absorção de água;
o Isotermas de sorção:
▪ Processo de adsorção;
▪ Processo de dessorção.
o Mesma UR do ar: adsorção ≠ dessorção.
o Equilíbrio de umidade depende:
▪ Pressão parcial de vapor do ar em
volta do grão (pv);
▪ Direção em qual ocorre o equilíbrio e
n° de ciclos de adsorção/dessorção
(C1);
▪ Tipo de grão agrícola (C2);
▪ Estádio de maturação do grão (C3).
Determinação da Umidade de Equilíbrio:
o Manutenção do produto em um ambiente cujas
características psicrométricas são conhecidas ou
preestabelecidas.
o Métodos:
▪ Estático:
• É o mais usado;
• Necessita de vários dias ou semanas
para atingir o equilíbrio;
• Usa-se soluções salinas saturadas ou
ácidas em ≠ concentrações.
▪ Dinâmico:
• A umidade de equilíbrio é atingida
mais rapidamente;
• O ar com condições controladas,
circula pela amostra de grãos;
Teor de Água:
o Indica seu grau de hidratação;
o Quantidade de água perdida por
biomassa/substância em equilíbrio com uma Pv =
zero, em condições sem reações que permitam
retirada de água a partir de reações de oxidação.
Atividade de Água:
o Disponibilidade potencial da água para participar
de reações químicas, bioquímicas e atividade
fúngica;
o Relacionada ao tipo de produto, sua composição
química e T.
Umidade de Equilíbrio:
𝑈𝑒 = 𝐸 − 𝐹 𝑥 ln[−(𝑇 + 𝐶) 𝑥 ln(𝑈𝑅)]
Exercícios:
1. Para o milho colhido com umidade de 18 % bu e
sabendo que a T do ar ambiente é de 25 °C e a UR de
75 %, pergunta-se:
a) Determine a Porcentagem de Quebra (PQ), sabendo
que o a umidade inicial do produto é de 18 % bu,
que após a secagem será de 13 %.
𝑃𝑄 =
(𝑈𝑖 − 𝑈𝑓)
(100 − 𝑈𝑓)
𝑥 100
𝑃𝑄 =
(18 − 13)
(100 − 13)
𝑥 100
𝑃𝑄 = 5,747%
b) É possível utilizar o ar ambiente para secagem dos
grãos de milho?
→ Calcular Umidade de Equilíbrio:
𝑈𝑒 = 𝐸 − 𝐹 𝑥 ln[−(𝑇 + 𝐶) 𝑥 ln(𝑈𝑅)]
𝑈𝑒 = 0,33876 − 0,058970 𝑥 ln[−(25 +
30,205) 𝑥 ln(0,75)]
𝑈𝑒 = 0,1757
→ Calcular Umidade Equilíbrio dos Grãos:
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 𝑈𝑒 𝑎𝑟
1 + 𝑈𝑒 𝑎𝑟
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 0,1757
1 + 0,1757
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 = 0,1494 = 14,94%
Secagem parcial, não para armazenamento seguro.
c) O ventilador instalado na condição de trabalho
aquece o ar ambiente em 5°C, podemos secar os
grãos para um armazenamento seguro?
→ Vai no gráfico psicrométrico, e aumenta para 30oC,
com isso temos diminuição da umidade relativa,
que foi para 57%
→ Fazer novamente o cálculo da UE para estas
condições:
𝑈𝑒 = 𝐸 − 𝐹 𝑥 ln[−(𝑇 + 𝐶) 𝑥 ln(𝑈𝑅)]
𝑈𝑒 = 0,33876 − 0,058970 𝑥 ln[−(30 +
30,205) 𝑥 ln(0,57)]
𝑈𝑒 = 0,1311
→ Calcular Umidade Equilíbrio dos Grãos:
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 𝑈𝑒 𝑎𝑟
1 + 𝑈𝑒 𝑎𝑟
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 0,1311
1 + 0,1311
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 = 0,1160 = 11,60%
Nestas condições, conseguimos secar para armazenar em
condições seguras.
d) Qual a quantidade de água (kg), eliminada no
processo de secagem considerando que o lote
entregue foi de 30 t.
𝑃𝑄 =
(𝑈𝑖 − 𝑈𝑓)
(100 − 𝑈𝑓)
𝑥 100
𝑃𝑄 =
(18 − 11,6)
(100 − 11,6)
𝑥 100
𝑃𝑄 = 7,24%
Multiplico pelo lote (30.000) = 2172 kg de água a ser
eliminada no processo de secagem.
2. No silo armazenado com soja verificou-se foco de
elevada T (30°C). O ar noturno em média com T (18°C) e
UR (80%), você recomendaria a utilização desse ar para
resfriar os grãos sem aumentar riscos de deterioração?
→ Calcular Ue:
𝑈𝑒 = 𝐸 − 𝐹 𝑥 ln[−(𝑇 + 𝐶) 𝑥 ln(𝑈𝑅)]
𝑈𝑒 = 0,41631 − 0,071853 𝑥 ln[−(30 +
100,288) 𝑥 ln(0,80)]
𝑈𝑒 = 0,1742
→ Calcular Ue grão:
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 𝑈𝑒 𝑎𝑟
1 + 𝑈𝑒 𝑎𝑟
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 0,1742
1 + 0,1742
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 = 0,1483 = 14,83%
Grão absorveu água: desenvolvimento de fungos. Sendo
assim NÃO RECOMENDARIA.
Indicadores de Qualidade dos Grãos:
• Qualidade → difícil definição;
• Objetivo final do produto;
• Efeito da secagem não é considerado na classificação
comercial de grãos;
• Três ou mais dessas características são consideradas:
o Umidade;
o Peso hectolítrico;
o Teor de proteína;
o Teor de óleo;
o Germinação;
o Presença de insetos;
o Tipo de grão;
o % de grãos quebrados ou danificados;
o % de materiais estranhos e impurezas;
o Dano por calor e/ou outros;
o Susceptibilidade a quebra;
o Características de moagem;
o Contagem de fungos;
Características de Grãos Armazenados:
A. Características de grãos:
♦ Diferentes produtos;
♦ Secagem e armazenamento:
o Deterioração do grão.
♦ Constituição e respiração;
♦ Equilíbrio higroscópico;
♦ Migração da umidade;
♦ Capacidade de isolamento;
♦ Características físicas.
B. Matéria-Prima:
♦ Valor da unidade armazenadora x matéria-
prima;
♦ Unidade armazenadora para 18000 t de soja
(300.000 sc):
o U$ 1.480.000;
o Valor do produto (U$): 12.
o Valor armazenado: U$12 * 300.000 sc =
U$ 3.600.000.
C. Propriedades dos Grãos:
1. Constituição dos Grãos:
Depende do produto;
Diferentes cuidados na secagem e
conservação;
Estrutura e função dos grãos:
monocotiledôneas (milho, trigo e arroz) e
dicotiledôneas (feijão, soja e café);
o Formação básica: tegumento e
embrião (cotilédones e eixo
embrionário).
Funcionalmente:
o Cobertura funcional;
o Tecido meristemático;
o Tecido de reserva.
Composição química:
o Amido (carboidratos) → reserva
predominante;
▪ Grupos hidroxilas e pontes
de hidrogênio que possuem
mais ligações e retenção de
água.
o Lipídeos (oleaginosas);
o Proteína (glúten);
o Minerais e vitaminas.
2. Massa Porosa:
Constituída dos próprios grãos e do ar
intersticial.
Ar intergranular: 40-45%;
Oxigênio utilizado no processo respiratório.
Porosidade: espaço vazio entre os grãos – volume de ar
entre os grãos
Massa Específica Aparente: volume de grãos
+ espaços vazios.
𝜌𝑎 =
𝑚 𝑔𝑟ã𝑜𝑠
𝑉𝑔𝑟ã𝑜𝑠
Massa real: peso de grãos + óleo
3. Ângulo de Repouso:
Ângulo máximo do talude formado pela
massa de grãos em relação à horizontal.
Forma-se devido o atrito dos grãos com a
superfície e ao atrito entre grãos.
Quanto a massa jogada de grãos vai
escorregar;
Em função da forma e dimensão dos grãos.
Ângulo de Saída:
o Garante movimentação por gravidade;
o Evita entupimentos em dutos;
o Otimização à altura de equipamentos;
o Indispensável à movimentar por
gravidade.
Determinação do Ângulo de Repouso:
𝛼 = 𝑎𝑟𝑐 𝑡𝑎𝑔
ℎ
𝑟
4. Velocidade Terminal:
É a velocidade de um corpo em queda livre
no momento em que este atinge aceleração
nula.
Trata-se da velocidade que se impõe ao ar
para que, ao passar pelo grão, anule a força
da gravidade que atua sobre ela.
5. Forma e Tamanho dos Grãos
Relacionados às dimensõesortogonais
(circularidade e esfericidade);
Eixos (comprimento, largura e espessura);
Grão em estudo estará próximo ao
círculo/esfera quanto mais os valores se
aproximam a unidade (1).
Dimensionar tamanho e forma de furos em
peneiras dos sistemas de pré-limpeza e
separação de grãos.
Essenciais em projetos de transporte de
sólidos por água ou ar.
Solucionar problemas de carrega e
descarrega de silos, separação eletrostática
de grãos e nos estudos de danos mecânicos
nos grãos.
6. Condutibilidade Térmica
Intensidade de calor que passa de uma
região + quente para uma + fria;
Metal: passagem rápida de forma uniforme;
Massa de grãos:
o Condução de grão para grão no ponto
de contato;
o Micro convecção: fluxo de ar
intergranular.
7. Equilíbrio Higroscópico:
Equilíbrio da umidade com a UR do ar;
Umidade oscila: perda ou ganho de umidade;
Ponto de equilíbrio: Pv d’água do grão = Pv
d’água no ar intersticial.
Variações de °C pequenas amplitudes não
influenciam muito na umidade:
o Ex.: Trigo: ↑ de 10oC , ↓ 0,7 % de
umidade.
Variações em grandes amplitudes: grandes
variações.
Tempo para atingir o equilíbrio higroscópico:
o pequena camada: equilíbrio rápido;
o grande volume de grãos: umidade
desuniforme --- tempo longo.
Migração de umidade:
o massa de grãos apresenta diferenças de
temperatura;
o gradientes de temperatura no silo →
correntes convectivas;
o massa de grãos depositada em um silo
≠ de T.
o camadas próximas às paredes dos silos
e na superfície – variação com a T
externa.
Migração de Umidade:
• Ar intergranular → continuo movimento através de
correntes de convecção (≠ densidade do ar quente e
frio).
• Ar intergranular mais quentes para as partes mais
frias: ar quente arrefecendo na região mais fria
apresenta maior aumento de UR e o ar cede parte da
umidade para os grãos até atingir o equilíbrio
higroscópico.
Minimização dos Efeitos da Migração de Umidade:
Pela operação da aeração promover movimentação
forçada de ar ambiente através da massa de
grãos;
Diminuir e uniformizar a °C.
8. Respiração dos Grãos
Depois de colhidos → respiração;
Condições aeróbias:
o hidrólise de polissacarídeos,
o oxidação de açúcares a ácido pirúvico
(glicólise);
o transformação aeróbica a outros
ácidos;
o liberação de gás carbônico, água e
energia (TCA).
Fermentações: respiração anaeróbia
(microrganismos):
o oxigênio é limitante;
o ácido pirúvico libera acetaldeído e
posterior, álcool;
o morte do tecido e odor desagradável.
Fatores que Afetam a Transpiração dos Grãos:
❖ Umidade dos grãos:
o Grãos secos e frios: qualidade original do
produto.
o Umidade: fator mais importante no controle
de deterioração
o Armazenamento:
▪ aumento da intensidade da
respiração dos grãos;
▪ mudanças nas suas propriedades
físicas e químicas.
o Processo respiratório: acelerado pela
reação (água);
❖ Temperatura:
o Temperatura externa: Interação fatores
bióticos e abióticos;
o Grãos secos, a T se torna fator mais
importante;
o Geração de calor pela respiração:
▪ ↑ eleva a T da massa de grãos
(deterioração);
▪ > T > respiração → 20-45oC.
o T suprimem atividade respiratória
(inativação de enzimas);
o a cada 10oC de aumento da T as reações
metabólicas aumentam (2-3 vezes).
Temperatura no Armazenamento:
o Gradientes de T: correntes convectivas
(migração de umidade);
o Reações químicas aceleradas com a
temperatura:
▪ hidrólise de amido e TAG (controle de
qualidade).
o Aumento da infestação de insetos e
crescimento de fungos.
Aquecimento dos Grãos:
o Pelo processo respiratório dos grãos úmidos
associados à fungos;
o Respiração e aquecimento de uma massa de
grãos:
▪ partes de um mesmo processo
biológico, do qual resultam as
principais deteriorações do produto.
Impurezas:
o Tendem a se separar e formar diferentes
concentrações nos silos ou graneleiros.
o Fenômeno da separação:
▪ Impurezas leves e finas tem
dificuldades de deslocamento,
acumulando–se no centro do
depósito;
▪ Impurezas médias deslocam–se com
certa facilidade e, especialmente os
grãos, situam–se na seção
intermediária;
▪ Impurezas graúdas possuem maior
facilidade de deslocamento devido ao
seu corpo maior e mais pesado, o que
favorece o deslizamento na pirâmide
natural dos grãos.
Suprimento de Oxigênio:
o Microrganismos: anaeróbios, aeróbios e
anaeróbios facultativos.
o Insetos: maior problema de grãos secos em
condições tropicais
o Remoção de oxigênio da massa de grãos
constitui um fator letal para o seu
desenvolvimento e multiplicação.
o Insetos → eliminação ar intergranular cai a
cerca de 2 %.
o Controle de pragas por atmosfera controlada:
▪ Controle químico:
• questões saúde, ambientais e
econômicas;
• ótimos resultados →
segurança.
▪ Resíduos químicos em alimentos
(produtos orgânicos): método
alternativo.
Alterações da Qualidade dos Grãos:
✓ Constituição química e propriedades físicas dos
grãos;
✓ Amostragem e características dos grãos
armazenados;
✓ Efeito da temperatura e do tempo de secagem.
➢ Qualidade:
o Pré-requisito para estudo de secagem e
armazenamento;
o Composição química x equilíbrio
higroscópico;
o Qualidade do armazenamento;
o Qualidade tecnológica.
➢ Ecossistema de Armazenamento:
o Ecossistema → elementos bióticos
afetados por fatores ambientais.
o Fatores ambientais:
▪ Temperatura;
▪ Umidade Relativa;
▪ Composição de gases;
o Impurezas:
▪ Poeiras, grãos quebrados, palha e
outros materiais;
▪ Acumulam em determinados
locais em grandes agregados;
▪ Local adequado a reprodução de
insetos.
o Grãos e sementes:
▪ Sementes de cereais (milho, trigo,
arroz);
▪ Sementes de leguminosas
(ervilha, feijão, grão-de-bico);
▪ Sementes de oleaginosas
(amendoim, soja, algodão);
▪ Objetivo do armazenamento:
manutenção da qualidade;
▪ Componente biótico →
viabilidade reduzida se torna
abiótico e mais susceptível a
deterioração;
▪ Efeito da temperatura depende
da umidade;
▪ Altas temperaturas afetam
viabilidade de sementes.
o Insetos:
▪ Afetados pelo ambiente de
estocagem;
▪ °C afeta a atividade fisiológica
dos insetos (22-32 °C);
▪ Toleram umidades relativas
baixas.
o Microflora:
▪ Fungos → alta UR;
▪ Produção de micotoxinas.
o Ar Intergranular:
▪ 25-40% do volume da massa de
grãos;
▪ Próximo do ar atmosférico;
▪ Se altera com desenvolvimento
de fungos e insetos.
➢ Estrutura de Armazenagem:
o Parte do ecossistema que primeiro entra
em contato com o ambiente;
o Protege dos efeitos negativos do
ambiente;
o Requisitos:
▪ Proteger da entrada de pássaros
e roedores.
▪ Aplicação de trat. químicos e
fumigação
▪ Aeração e secagem.
▪ Isolante térmico
▪ Gases inertes.
Alterações Químicas dos Grãos:
Carboidratos:
o Amido → amilose e amilopectina: variam
com espécie vegetal e grau de maturação;
o Armazenamento → a e b amilase
converte amido em dextrina e maltose.
o Atividade enzimática é maior com elevado
grau de umidade;
o Acima de 15 % → aumento significativo
de açucares redutores → acelera
respiração e reduz peso.
Proteínas:
o Não é afetado o teor, mas reduz
solubilidade proteica.
Lipídios:
o Lipases → ácidos graxos e aumenta
acidez;
o ↑ T e umidade acelera o processo.
Minerais:
o Poucas alterações;
o Aumenta disponibilidade de fósforo.
Vitaminas:
o Perda de caroteno → milho e sorgo;
o Tocoferóis;
o Presença da casca aumenta a proteção.
Efeitos da Secagem na Qualidade dos Grãos:
Características Físicas:
o Evaporação rápida na superfície do grão,
sem retirar umidade interna → teor de
água desuniforme;
o Arroz quebra em altas temperaturas.
Moagem do Milho:
o Secagem acima de 90oC;
o reduza solubilidade das proteínas;
o redução da extração de amido.
Panificação:
o Grão termicamente danificado:
▪ Altera qualidade;
▪ Reduz enzimas.
Causas da Redução dos Grãos:
Condições gerais dos grãos;
Temperatura da massa de grãos;
Teor de água dos grãos;
Grau de umidade dos grãos;
Teor de água dos grãos;
Pragas;
Secagem dos grãos;
Tipo de unidade armazenadora (UBG);
Local e projeto da UBG;
Disponibilidade de Oxigênio na massa de grãos;
Grãos em unidade hermética;
Respiração;
Agentes mecânicos;
Danos por calor (secagem):
o Alta T e resfriamento rápido;
o T elevada e longo tempo na câmara de
secagem.
Integridade física dos grãos;
Cobertura protetora dos grãos;
Requisitos para Manutenção da Qualidade:
Limpeza dos grãos;
Umidade e Temperatura dos grãos;
Aeração correta da massa de grãos;
Equipamentos e operações corretas;
Controle de Pragas;
Capacitação dos recursos humanos.
Sistemas de Armazenamento:
Finalidade do armazenamento;
Qualidade;
Capacidade de armazenamento do Brasil;
Evolução da produção e estimativa da safra;
Estruturas de armazenagem.
Avaliação de Perdas
✓ Durante a colheita mecânica:
o Observar: as regulagens e outros detalhes
operacionais;
o Perda de Soja: 10% ou mais dos grãos
pode permanecer no solo (regulagem e
velocidade). Vagens a pouca altura do
solo: barra de corte especial.
✓ Maturação Fisiológica (30%), mas colheita
satisfatória do ponto de vista mecânico:
o Grãos de sorgo, milho e arroz: 18 a 25%;
o Trigo, aveia, centeio e cevada: 16 a 22%
o + Secagem artificial.
Durante a Colheita Mecânica:
• Disponibilidade de secador: 13 % bu.
• Armazenamento: efeito da alta umidade dos grãos mais
prejudiciais do que as perdas ocorridas antes da
colheita;
• Durante a colheita: avaliar as perdas;
o 180 e 270 grãos m-2 = perda de 60 kg ha-1
• Integridade física do grão: conservação da colheita ao
consumo;
o armazenamento danos são térmicos;
o danos: quando? incidências de defeitos de
classificação ((controle de insetos e roedores).
Sistema de secagem e limpeza;
possibilita passar da armazenagem
em saco para a granel, ou conjunção
dos dois.
▪ Nível C: UA de baixo custo,
aproveitam os recursos locais e
possibilitam o controle de pragas.
Armazenamento feito em sacos ou
espigas e a secagem conduzida em
terreiros ou secadores.
o Retenção de Grãos nas Propriedades
(objetivo/finalidade):
▪ Minimização das perdas que ocorrem
no campo;
▪ Economia em transporte (valor dos
fretes são > na safra);
▪ rendimento na operação de colheita
(sem espera na unidade).
Métodos de Armazenamento:
Convencional;
A granel.
Tipos de unidade armazenadoras:
Armazéns Convencionais:
o Unidade de fundo plano e compartimento
único;
o Armazenagem de grãos em sacos, fardos,
caixas, pallets e bags;
o Construídos em concreto, alvenaria, estruturas
metálicas ou mistas;
o Boas condições de ventilação, movimentação,
drenagem e cobertura;
o Mantém lotes de mesma espécie e
características individualizados.
o Vantagens:
▪ Fácil identificação e separação de
lotes;
▪ Grande flexibilidade para armazenar
produtos ≠ com características ≠;
▪ Maior tolerância à umidade contida
nos grãos.
o Desvantagens:
▪ Limitada mecanização e automação
das operações;
▪ Maior utilização de mão-de-obra;
▪ Desensacar e reensacar grãos para
efetuar secagem ou outras operações;
▪ Menor área útil, em razão de
necessitar espaço para ruas;
▪ Baixa velocidade nas operações de
carga, descarga, expurgo, etc.
Armazém Granelizado:
o Armazéns convencionais adaptados a operar
com grãos a granel.
o Parede lateral com reforço;
o Equipamentos para o transporte horizontal e
vertical dos grãos;
o Fundo plano;
o Apresentam:
▪ > CE
▪ > cadência operacional;
▪ redução de mão-de-obra;
▪ elimina embalagens/sacos.
o Vantagens:
▪ Baixo custo de instalação;
▪ Rapidez de execução;
▪ Aproveitamento da capacidade
ociosa de armazéns convencionais.
o Desvantagens:
▪ Menor versatilidade de movimentação
dos grãos;
▪ Baixa capacidade dinâmica;
▪ Grande quantidade de mão-de-obra
para movimentar os grãos;
▪ Grande possibilidade de infiltração de
água;
▪ Funcionamento inadequado do
sistema de aeração (se existente).
Armazém Graneleiro:
o Armazenagem a granel em sentido horizontal
nos compartimentos;
▪ existência de uma ou mais
divisórias.
o Movimentação automatizada ou semi-
automatizada.
o Construção em concreto armado ou pré-
moldado e com cobertura metálica;
o Fundo de forma plana ou em talude ("V", "W"
semi "V");
o Vantagens:
▪ Menor custo por tonelada
instalada;
▪ Rapidez na execução construtiva da
unidade;
▪ Elevada capacidade em pequeno
espaço;
o Desvantagens:
▪ Versatilidade na movimentação de
grãos limitada;
▪ Número de células reduzido;
▪ Maior possibilidade de infiltração
d’água;
▪ Maior dificuldade no sistema
operacional de aeração.
Silos:
o Unidades caracterizadas por células ou
compartimentos estanques e herméticos ou
semi-herméticos;
o Condições à conservar a massa de grãos por
tempo prolongado;
o Permite controlar as características físico-
químicas/biológicas da massa de grãos
(aeração);
o Equipamentos automatizados/semi-
automatizados à operações simultâneas,
transilagem em circuito aberto ou fechado;
o Baixa utilização de mão-de-obra.
o Vantagens:
▪ Menor tempo de manipulação do
produto;
▪ Dispensa sacarias;
▪ Elevado índice de mecanização e
automação (economia de mão-de-
obra);
▪ > velocidade nas operações
(descarga, carga, expurgo entre
outras).
o Desvantagens:
▪ Investimento inicial alto;
▪ Maior sensibilidade à umidade dos
grãos;
▪ Dificuldade de individualização dos
lotes;
▪ Baixa flexibilidade de armazenagem
(limitado a grãos e “pellets”);
Classificação dos Silos:
A. Quanto a dimensão principal:
♦ Verticais:
o Altura maior que a dimensão da base;
o Metálicos ou de concreto: normalmente
verticais (silos secadores);
o Silo vertical de fundo plano;
o Silo vertical de fundo cônico;
o Silo vertical de fundo cônico elevado.
♦ Horizontais:
o Granelizados ou armazéns graneleiros.
B. Quanto ao projeto de edificação:
♦ Galpões ou depósitos;
♦ Armazéns convencionais;
♦ Silo de concreto;
o Recursos de movimentação;
o Vantagens:
▪ menor espaço ocupado, devido seu
desenvolvimento vertical;
▪ Paredes espessas, evitando
transmissão de calor para a massa de
grãos;
▪ Melhor conservação dos grãos,
permitindo armazenagem por longo
tempo.
o Desvantagens:
▪ Alto custo de implantação e longo
tempo para construção;
▪ Torre de serviço cara;
▪ Grande altura de queda dos grãos,
causando quebra.
♦ Silo metálico;
o Preço competitivo, durabilidade,
conservação, aeração.
o Rapidez de instalação, economia de espaço;
o Década de 50: “Aliança para o progresso”;
o Substituição silos graneleiros - década de 70.
o Vantagens:
▪ Fundações mais simples e baratas;
▪ Custo tonelada inferior ao silo de
concreto;
▪ Capacidade média > flexibilidade
operacional.
o Desvantagens:
▪ Possível infiltração de água;
▪ Vazamento de gases durante o
expurgo;
▪ Transmissão de calor ambiente para
dentro da célula (ocorrer
condensações);
▪ Maior custo de instalação que os
graneleiros.
♦ Silo bolsa:
o Argentina 10%;
o Brasil 5%;
o Tubo flexível de PVC: direto no chão;
o Controle local de temperatura;
o Vantagens:
▪ Baixo custo operacional;
▪ Separar a safra por lotes e qualidades
diferentes;
▪ Otimiza a logística durante a colheita;
▪ Alternativa econômica viável a
manutenção de qualidade.
o Desvantagens:
▪ Colheita na umidade de
armazenamento;
▪ Ação dos efeitos climáticos;
▪ Ação de animais e roedores.
C. Quanto à aplicação:
♦ Silos armazenadores:
o Armazenam grãos a granel, limpos e secos;
o Tempo de permanência x umidade;
o Sistema de aeração: manutenção e
resfriamento.
♦ Silos secadores:
o Mais baixos e de maior diâmetro;
o Silos armazenadores de porte médio e
pequeno.
♦ Silo pulmão:
o Grãos limpos e úmidos: espera para secagem;
o Ventilação de ar natural;
o Próximo ao secador.
♦ Silo Expedição:
o Recebem os grãos do graneleiro por
transportador;
o Armazenam os grãos que vão ser expedidos
(caminhão, vagão).
D. Quanto ao sistema de aeração:
♦ Aeração de manutenção grãos secos:
o Ar natural;
♦ Aeração de resfriamento:
o Grãos secos e quentes.
♦ Aeração de secagem:
o Grãos úmidos (16-17%);
o Aeração de secagem com ar natural;
o Aeração de secagem com ar aquecido (2-
4oC).
E. Quanto a hermeticidade:
♦ Silo não hermético:
o Troca de gases;
o Mais encontrados.
♦ Silo hermético:
o Vedação: não permitem troca de ar externo e
interno;
o Não repõem oxigênio na massa de grãos;
o Opção ao expurgo e transilagem;
o Alto custo;
o Concreto e células com laje, portas vedadas;
o Silos cúpula;
o Não é possível com silos parafusados
(calafetar/ lonas);
o Chapa calandrada: mais fácil.
Problemas na Armazenagem a Granel:
Efeitos da migração de umidade
Aplicação:
Elaboração e construção de projetos;
Operação de equipamentos de limpeza,
processamento, secagem, classificação,
armazenagem e industrialização;
Otimização de operações e equipamentos e/ou
adaptação.
Tudo isto para:
✓ Obter maior rendimento;
✓ Racionalização de energia;
✓ Controle de poluição;
✓ Reduzir custos nas operações de processamento.
Forma e Tamanho dos Grãos:
• Eixos (comprimento, largura e espessura);
o Circularidade e esfericidade dos grãos;
• Dimensionamento de furos de peneiras dos sistemas de
separação de grãos.
• Muda de acordo com o tipo de grão;• Forma e Tamanho - projetos de transporte de materiais
por água / ar.
o Solucionar problemas no
carregamento/descarregamento de silos;
o Na separação eletrostática de grãos;
o Nos estudos envolvendo trincas e quebras nos
grãos.
• Grãos: comprimento e espessura semelhante e LARGURA
DIFERENTE → separação por peneira de perfurações
redondas;
• Grãos: comprimento e largura semelhante e ESPESSURA
DIFERENTE → separação por peneiras de furos
oblongas;
o Largura do furo ligada à espessura do grão.
• Grãos: semelhança na largura e espessura e
COMPRIMENTO DIFERENTE → separados pela máquina
de discos ou separador cilíndrico.
Ângulo de Repouso:
• Ângulo máximo do talude formado pelos grãos em
relação à horizontal;
• Movimento dos grãos até o repouso;
• Capacidade estática dos silos;
• Capacidade de correias transportadoras;
• Dimensionamento de moegas, dutos e rampas de
descarga de grãos;
• Varia com a umidade do produto;
• Varia com a presença de impurezas;
• Limite inferior para movimentar por gravidade.
𝛼 = 𝑎𝑟𝑐 𝑡𝑎𝑔
ℎ
𝑟
h = altura do cone.
• Quanto mais próximo de 2,0, mais caro a estrutura do
silo;
• Cone: talude formado dentro do silo pela massa de
grãos;
• Altura muda de acordo com o raio do silo.
Ângulo de Repouso
• Ângulo de saída:
o Movimentação por gravidade;
o Evita entupimentos em dutos;
o Otimização de altura de equipamentos;
o Indispensável no movimento por gravidade.
Massa Específica Granular ou Aparente:
• Conhecida como peso hectolitro (PH) ou densidade
granular;
• Razão entre a massa e o volume de determinada
quantidade de produto.
• Aplica-se no dimensionamento de secadores, silos,
depósitos, sistemas de transportes e na
comercialização;
• Determinar teor de água e danos causados por insetos
e pragas nos grãos armazenados.
• Massa de grãos + espaços vazios;
• Óleo que sobrou: grãos;
• Vazio: ar.
• Massa Específica Aparente:
𝑚𝜌𝑎 =
𝑚 𝑔𝑟ã𝑜𝑠
𝑉𝑜𝑐𝑢𝑝𝑎𝑑𝑜
• Real: o que é ocupado pelo grão e o que é ocupado pelo
ar.
𝑚𝑟 =
𝑚 𝑔𝑟ã𝑜𝑠 + 𝑚 ó𝑙𝑒𝑜
𝑉𝑟𝑒𝑎𝑙
Porosidade:
• Relação entre o volume ocupado pelo ar na massa
granular e o volume total ocupado pela massa de
grãos.
• Influência na pressão do fluxo de ar que atravessa a
massa de grãos; no dimensionamento dos ventiladores;
nos sistemas de secagem e aeração; na potência dos
motores.
• Determinação dos espaços vazios:
o Método direto → um líquido ocupa os espaços
vazios.
o Método indireto → Picnômetro ou conhecer os
valores da densidade volumétrica dos grãos.
• Determinação pelo método indireto:
o Quando se aplica volume de ar com pressão
conhecida na câmara 1, estando as válvulas 1 e 3
fechadas, ao abrir a válvula 2 a pressão é dividida
para o recipiente 1 e 2, logo a diferença de
pressão indica a porosidade.
Porosidade:
𝑝 =
1
𝜌𝑎𝑝 ÷ 𝜌𝑟
𝑥 100
Massa específica Real:
𝜌𝑟 =
𝜌𝑎𝑝
1 − 𝜌
Velocidade Terminal:
• É a velocidade constante máxima alcança por um corpo
em queda livre quando as forças gravitacionais e
viscosas do ar, que atuam sobre o corpo, se anulam (a
aceleração é nula).
• É a velocidade constante máxima atingida que se pode
impor ao ar para que ele não arraste os grãos durante
sua passagem em determinado processo.
• É utilizada no dimensionamento de sistemas de
separação e limpeza, transportes pneumáticos,
secagem, resfriamento, classificação por peso, etc.
Eu quero a zona de flutuação.
Condutividade Térmica
• Condução de grão para grão no ponto de contato micro
convecção: fluxos de ar intergranulares;
Fissuras
• Durante a secagem, devido a velocidade do vento alta
e muito quente, juntamente com resfriamento rápido.
Coeficiente de Atrito
• Atrito entre grãos e parede;
• Força que vai puxar para dentro da massa.
As propriedades Físicas dos Grãos influenciam:
• Em todas as etapas e processos da cadeia produtiva.
• No volume de grãos armazenado no silo;
• No talude formado pelos grãos durante o carregamento
do silo;
• Na passagem do ar pela massa de grãos no silo;
Exercício:
1) Determine a capacidade estática máxima para
armazenamento em um silo vertical, cuja altura (H) é de 8 m
e o diâmetro (D) é de 6 m. Dados: do trigo = 28° e do arroz
em casca 38°
𝛼 = 𝑎𝑟𝑐 𝑡𝑎𝑔
ℎ
𝑟
→ Achar h do cone:
o Trigo:
28 = 𝑎𝑟𝑐 𝑡𝑎𝑔
ℎ
3
h = tan 28 𝑥 3
h = 1,595 𝑚
o Arroz:
38 = 𝑎𝑟𝑐 𝑡𝑎𝑔
ℎ
3
h = tan 38 𝑥 3
h = 2,3438 𝑚
→ Volume do Cilindro:
𝑉𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 =
𝜋 𝑥 𝐷2
4
𝑥 𝐻
𝑉𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 =
𝜋 𝑥 62
4
𝑥 8
𝑉𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟𝑜 = 226,1946 𝑚3
→ Volume do Cone:
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒 =
𝜋 𝑥 𝐷2
4
𝑥
ℎ
3
o Trigo:
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒 =
𝜋 𝑥 62
4
𝑥
1,595
3
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒 = 15,032 𝑚3
o Arroz:
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒 =
𝜋 𝑥 62
4
𝑥
2,3438
3
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒 = 22,092 𝑚3
Volume Total do Cone: 22,092 + 15,032 = 37,124 m3
→ Quanto você pode produzir a mais em função do pé
direto (margem de segurança):
𝑉𝑐𝑜𝑛𝑒
𝑉𝑐𝑖𝑙í𝑛𝑑𝑟𝑜
15,032
226,1946
= 6,645%
Massa específica trigo = 0,700 t/m3
Massa específica arroz = 0,570 t/m3
→ Capacidade Estática:
o Trigo:
CE = 241,228 m3 (cilindro + cone)
1 m3 --- 0,700 t
241,228 m3 --- X
X = 168,860 t = 281,43 sacas.
o Arroz:
CE = 248,287 m3 (cilindro + cone)
1 m3 --- 0,570 t
248,287 m3 --- X
X = 141,5235t = 235,87 sacas.
2) O produto armazenado em um silo (750 t) ocupa um
volume de 1000 m3. No ar intergranular que ocupa 38 % do
volume do silo, sensores de monitoramento registram
temperatura de 25 °C e UR 65 %. Determine:
a) a massa especifica aparente dos grãos e o volume
ocupado pelo ar intergranular
𝑚𝜌𝑎 =
𝑚 𝑔𝑟ã𝑜𝑠
𝑉𝑜𝑐𝑢𝑝𝑎𝑑𝑜
𝑚𝜌𝑎 =
750
1000
𝑚𝜌𝑎 = 0,75 𝑡/𝑚3
→ Volume ocupado pelo ar:
0,38 x 1.000 = 380 m3
b) volume específico do ar. Dados: Pressão atm. local (100 k
Pa)
→ Procurar no gráfico:
0,867 m3/kg ar seco
c) quantidade de massa de vapor d’água existe no ar
intergranular
→ Procurar no gráfico RM:
12,7 g/kg ar seco = 0,0127 kg água/kg ar seco
→ Calcular massa de ar seco:
𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 =
𝑉𝑎𝑟
𝑉𝑒
𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 =
380
0,867
𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 = 438,2929 𝑘𝑔 𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜
→ Calcular quantidade de massa de vapor
𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 𝑥 𝑅𝑀
𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 438,2929 𝑥 0,0127
𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 5,5663 𝑘𝑔 á𝑔𝑢𝑎
d) quantidade de água (kg) na massa de grãos (750 t)
armazenada com 13 % Ubu
→ Calcular massa de água
𝑚á𝑔𝑢𝑎 = 𝑈𝑏𝑢 𝑥 𝑚𝑔𝑟ã𝑜𝑠
𝑚á𝑔𝑢𝑎 = 0,13 𝑥 750.000
𝑚á𝑔𝑢𝑎 = 97.500 𝑘𝑔 á𝑔𝑢𝑎
e) quantidade de água (kg) nos grãos para cada kg de
água do ar
𝑚á𝑔𝑢𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑔𝑟ã𝑜𝑠
𝑚á𝑔𝑢𝑎 𝑑𝑜 𝑎𝑟
97500
5,5663
17.516,12 𝑘𝑔
Existe 17.516 vezes mais água na massa de grãos do que no
ar.
f) as condições do ar ambiente mantêm a massa de grãos em
equilíbrio na umidade de 13% bu. Considere a UR próximo à
saturação (90 %) para resfriar a massa de grãos, transferindo
umidade para o ar intergranular, determine a Ue do ar e a
Ue do grão.
→ Procurar no gráfico novos valores de:
o Ve = 0,873 m3/kg de ar seco
o RM = 17,8 g/kg de ar seco.
→ Calcular Umidade de Equilíbrio do ar e do grão para o
Trigo:
𝑈𝑒 = 𝐸 − 𝐹 𝑥 ln[−(𝑇 + 𝐶) 𝑥 ln(𝑈𝑅)]
𝑈𝑒 = 0,35616 − 0,06788 𝑥 ln[−(25
+ 50,998) 𝑥 ln(0,90)]
𝑈𝑒 = 0,2380 = 23,80%
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 𝑈𝑒 𝑎𝑟
1 + 𝑈𝑒 𝑎𝑟
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 0,2380
1 + 0,2380
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 = 0,1922 = 19,22%
→ Calcular Umidade de Equilíbrio do ar e do grão para o
Arroz:
𝑈𝑒 = 𝐸 − 𝐹 𝑥 ln[−(𝑇 + 𝐶) 𝑥 ln(𝑈𝑅)]
𝑈𝑒 = 0,29394 − 0,046015 𝑥 ln[−(25
+ 35,703) 𝑥 ln(0,90)]
𝑈𝑒 = 0,2085 = 20,85%
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 𝑈𝑒 𝑎𝑟
1 + 𝑈𝑒 𝑎𝑟
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 =
1 𝑥 0,2085
1 + 0,2085
𝑈𝑒𝑔𝑟ã𝑜𝑠 = 0,1725 = 17,25%
g) qual a quantidade de água transferidapara o grão no
processo do resfriamento
→ Calcular massa de ar seco:
𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 =
𝑉𝑎𝑟
𝑉𝑒
𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 =
380
0,873
𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 = 435,280 𝑘𝑔 𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜
→ Calcular quantidade de massa de vapor
𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 𝑚𝑎𝑟 𝑠𝑒𝑐𝑜 𝑥 𝑅𝑀
𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 435,280 𝑥 0,0178
𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 7,7478 𝑘𝑔 á𝑔𝑢𝑎
Massa de água Total = 97.500 + 7,7478 = 97.507,7478
Massa prod. Final = 750.000 + 7,7478 = 750.007,7478
Quantidade de água = 97.507,7478 / 750.007,7478 =
13,0009% aumentou de água.
Aquecimento dos grãos:
• Processo respiratório dos grãos úmidos associados aos
fungos;
• Teor de água dos grãos acima do nível de
armazenamento;
• Respiração e aquecimento (em conjunto mesmo
processo biológico);
• Aquecimento: bolsa de calor (baixa condutibilidade
térmica).
• Calor produzido se acumula na região: ↑ de T da zona
aquecida respiração acelerada (T e U dos grãos);
• Bolsa de calor: foco de infestação de insetos.
Alternativas:
Transilagem:
o Passagem dos grãos pelo ar
(movimentando dos grãos de uma célula
para outra);
o Grão movimenta para diminuir
temperatura da massa de grãos;
o Elevado custo de instalação;
o Elevado custo operacional;
o Elevado índice de danos mecânicos;
o Maior tempo da operação (repetição para
alcançar os resultados).
Aeração:
o Movimentação de ar ambiente
adequadamente condicionado através da
massa de grãos para melhorar as
condições de armazenamento.
o O ar precisa passar pela massa de grãos
para diminuir a temperatura.
Objetivos da Aeração:
✓ Sem movimentar os grãos:
o Resfriar a massa de grãos;
o Uniformizar a temperatura na massa de grãos;
o Acelerar a movimentação da frente
aquecimento.
✓ Efeitos da aeração:
o Inibir a atividade de insetos;
o Prevenir/evitar a migração de umidade;
o Prevenir o aquecimento dos grãos;
o Promover a secagem dentro de certos limites;
o Remover os odores.
Controle não-químico mais efetivo.
Microclima formado na massa de grãos à conservação dos
grãos.
Trigo e arroz são mais sensíveis a secagem – se seca muito
rápido, com altas temperaturas, temos fissuras, pode
esfarelar o arroz.
Impacto da movimentação dos grãos só vemos no
armazenamento.
Classificação Operacional da Aeração:
♦ Aeração de resfriamento ou clássica;
♦ Aeração de secagem;
♦ Aeração de manutenção ou provisória;
♦ Aeração Corretiva;
o Pior situação, já tenho problemas.
Equipamentos do Sistema de Aeração
• Silos: armazenam a massa de grãos;
• Dutos: insuflação ou sucção de ar;
• Ventilador com motor: fornece ar necessário ao
resfriamento da massa de grãos e à resistência à
passagem de ar pelos grãos;
• Dispositivos de monitoramento: Indicar condições do
ambiente interno/externo da massa de grãos (acionar
ventilação).
o Sistema de termometria.
❖ Dutos:
o Furos de menor dimensão melhor;
o Não pode deixar grãos entrar/assentar que
pode obstruir a aeração;
o Em cima do duto normalmente temos a rosca
transportadora.
❖ Ventilador:
o Movimentar o ar através da massa de grãos.
o Rotor centrífugo ou axial;
o Fluxo de ar: ar por unidade de tempo e massa
de grãos;
o Pressão estática: vencer a resistência à
passagem do fluxo de ar (Pressão superior à
pressão estática do sistema).
o Unidade armazenadora: vertical ou horizontal;
o Trigo por exemplo é mais crítico: então precisa
dimensionar para ele, que assim atende todos.
o Ar fornecido: insuflação – sopra o ar para
dentro do espaço confinado.
Sistema de aeração
• Conhecer:
o o isolamento térmico da massa de grãos;
o a porosidade da massa de grãos.
• Coeficiente de porosidade caracteriza cada tipo de
grão;
o Influenciado Natureza, forma, dessecação
e compactação dos grãos.
• Perdas de carga podem variar em proporções
consideráveis devido à:
o Vazão do ar aplicado;
o Altura da massa de grãos;
o Dimensões e concepção do sistema de
distribuição.
• Aeração por sucção ou por insuflação:
o Forma do fluxo de ar passar pela massa
de grãos pode gerar algumas
características importantes ao sistema de
aeração
Linha Vertical:
• Aeração de alturas diferentes entre centros e laterais.
Ventilação:
• Operação pela qual o ar é posto em movimento e
forçado a atravessar uma camada de produto/grãos;
• Finalidade:
o Forma mecânica: energia de movimento do ar;
o Forma calórica: energia de remoção da massa.
• Sistemas que usam a ventilação:
o Secagem;
o Aeração;
o Máquinas de separação;
o Máquinas de pré-limpeza e limpeza;
o Transporte.
• Ventiladores:
o São máquinas que por meio da rotação de um
rotor provido de pás adequadamente
distribuídas e acionado por um motor,
permitem transformar a energia mecânica do
rotor em formas de energia potencial de
pressão e energia cinética;
• A escolha dos ventiladores é fundamentada na:
o Vazão de ar a ser fornecida;
o Pressão com que o ar dever ser insuflado.
• Rendimento do conjunto motor/ventilador (ɳ):
o ɳ é definido pela relação entre energia
transmitida do ar e energia consumida pelo
motor.
o Ideal ventilador trabalhar em torno do ɳ
máximo;
o ɳ de 40 a 85 %.
• Classificados quanto:
o Nível energético de pressão:
▪ Baixa Pressão 2.500–10.000) mm
CA (Turbo Compressores).
o Modalidade Construtiva:
▪ Ventiladores axiais: ar passa paralelo ao
rotor na horizontal;
• Máximo de eficiência entre 55 %
e 75 % do volume máximo de ar;
• A curva de Pe possui uma
depressão-característica;
• Aplicação inadequada, oscilação
entre dois fluxos de ar para uma
mesma Pe;
• Tipo de propulsores: movimentar
grandes volumes de ar com
baixa resistência ao escoamento
(baixa Pe).
• tipo turbo axial: demanda de
baixa e média Pe;
• tipo vane axial: demande de
média e alta Pe.
• Vane usado para vencer
Pestática.
▪ Ventiladores centrífugos: saída de ar
perpendicular a entrada, faz curva de
90o.
Tipos de Rotores do Ventilador Centrífugo:
• Rotor de pás curvadas para frente:
o Grandes volumes de ar em baixa pressão com
baixa eficiência.
o Eficiência estática máxima 75 %.
o Limitado a movimentação de ar limpo;
o + eficiente operando (30 % a 50 %) volume
máximo.
o Curva característica apresenta região de
instabilidade.
o Curva de potência aumenta proporcional ao
aumento do volume de ar (sobrecarga do
ventilador).
• Rotores de pás inclinadas para trás:
o Médios/elevados volumes de ar e P média e
elevada.
o Uma rpm a variação de He, Potm, ɳ é função da
Q.
o Pot tem pequena variação em função de
aumentos Q;
o Operação mais eficiente para (50 % - 65 %) Q
máxima;
o Operação na faixa mais eficiente, Potm para
acionar o ventilador decresce (não há problemas
de sobrecarga).
Ventiladores em Série:
Quando o sistema necessita aumentar a pressão
fornecido pelos ventiladores sem alterar a vazão.
Soma-se as pressões de cada ventilador, sendo de
mesma vazão cada ventilador.
Ventilador em Paralelo:
Quando o sistema mantém a pressão, mas exige dobrar
a vazão fornecida pelos ventiladores.
Dois ventiladores funcionam a mesma pressão e a
mesma vazão.
Lei da Semelhança
• Das condições de funcionamento e aplicando as Leis de
Semelhança do ventilador, pode-se determinar os
valores das demais grandezas quando uma ou mais
destas sofrem variação.
o Para um rotor operando com o mesmo fluído.
o Rotores semelhantes operando com mesma rpm
e mesmo fluído (ar);
o Rotores semelhantes operando com mesmo
fluído (ar) e rpm diferentes.
Lei dos Ventiladores
• Permitem comparação de ventiladores da mesma série
ou séries ≠s.
• Para um mesmo Ø de hélice, variando a velocidade do
ventilador;
• Vazãoé diretamente proporcional à velocidade;
• PT diretamente proporcional ao quadrado da
velocidade;
• Consumo de eletricidade (Pot abs. motor) é proporcional
ao cubo da velocidade
• Na prática, não é possível testar o desempenho de
ventiladores.
• Para cada tamanho de ventilador de uma linha de um
fabricante todas as velocidades às quais podem ser
aplicados cada densidade do ar de aspiração.
• Quando tamanho, velocidade ou densidade do fluido
aspirado são alterados, as Leis dos Ventiladores são
usada para determinar as alterações na:
o Vazão;
o Pressão;
o Potência.
Exercícios:
1) O ventilador trabalha com ar a temperatura de 20°C e
com uma vazão de 20.000 m3 h-1. Determine a potência útil
sabendo que a altura útil de elevação é igual a 50 mmca.
Dados: ρágua = 1000 kg m-3; ρar = 1,0 kg m-3; g = 9,81 m s-2
→ Calcular Potência útil
𝑃𝑜𝑡𝑢 = 𝑝 𝑥 𝑔 𝑥 𝑄 𝑥 𝑃𝑒𝑢
𝑃𝑜𝑡𝑢 = 1000 𝑥 9,81 𝑥
20000
3600
𝑥
50
1000
𝑃𝑜𝑡𝑢 = 2.725 𝑤𝑎𝑡𝑡𝑠 = 2,725 𝑘𝑤
→ Em CV, multiplica por 1,36 = 3.706 CV.
2) Um ventilador para ar condicionado operando a uma
velocidade de 600 rpm com uma pressão estática de 500 Pa,
exigindo potência de 6,50 kW está liberando 19.000 m3 h-1
nas condições padrão. Para manusear uma carga térmica de
ar condicionado maior que a planejada, mais ar se faz
necessário. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.500 m3
h-1, quais os novos valores para a rotação, a pressão
estática e a potência do ventilado?
→ Calcular novo valor de rotação:
𝑄2 = 𝑄1
𝑛2
𝑛1
21.500 = 19.000 𝑥
𝑛2
600
21.500
19.000
=
𝑛2
600
19.000 𝑛2 = 12.900.000
𝑛2 = 678,94 𝑟𝑝𝑚
→ Calcular novo valor de Pressão:
𝑃2 = 𝑃1 (
𝑛2
𝑛1
)2
𝑃2 = 500 𝑥 (
678,94
600
)2
𝑃2 = 640,24 𝑃𝑎
→ Calcular novo valor de potência:
𝑃𝑜𝑡2 = 𝑃𝑜𝑡1 (
𝑛2
𝑛1
)3
𝑃𝑜𝑡2 = 6,50 𝑥 (
678,94
600
)2
𝑃𝑜𝑡2 = 9,42 𝑘𝑊
3) Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador
operando a 20oC, com velocidade de 2.715 rpm e pressão
estática de 300 Pa está liberando 3.560 m3 h-1, e requer
2,84 kW. O sistema está com pouca capacidade, porém o
proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.
Qual a capacidade máxima no sistema com o motor 5 kW
existente? O aumento de rotação permitido? A vazão e
pressão estática sob as novas condições?
→ Calcular nova rotação a partir da fórmula da potência:
𝑃𝑜𝑡2
𝑃𝑜𝑡1
= (
𝑛2
𝑛1
)3
𝑛2 = 𝑛1 (
𝑃𝑜𝑡2
𝑃𝑜𝑡1
)1/3
𝑛2 = 2.715 (
5
2,84
)1/3
𝑛2 = 3.278,2761 𝑟𝑝𝑚
→ Calcular nova vazão:
𝑄2 = 𝑄1
𝑛2
𝑛1
𝑄2 = 3560 𝑥
3.278,2761
2.715
𝑄2 = 4.298,5867 𝑚3/ℎ
→ Calcular nova pressão:
𝑃2 = 𝑃1 (
𝑛2
𝑛1
)2
𝑃2 = 300 𝑥 (
3.278,2761
2.715
)2
𝑃2 = 437,3938 𝑃𝑎