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Estudo dirigido Farmacoterapia do Sistema Cardiovascular e da Diabetes 1 - Sr. A.B é um homem de 67 anos que foi internado no departamento de emergência com queixa de falta de ar crescente, de forma que, acorda várias vezes durante a noite com dificuldade respiratória, apresentou também dificuldade de andar, com respiração ofegante e cansaço após percorrer 20 metros. Durante a hospitalização o paciente apresentou P.A de 160/90 mmHg. Exames laboratoriais revelaram também, hipertrofia do músculo cardíaco. Após análise detalhada dos exames e do quadro clínico do paciente a equipe registrou no prontuário o diagnóstico de Hipertensão arterial e insuficiência cárdica no estágio C. Diante do exposto, responda: a) Caso o tratamento com diuréticos, IECAS e beta-bloqueadores não seja eficaz na remissão dos sintomas, qual classe poderia ser utilizada? b) Descreva os principais riscos relacionados ao uso desta classe. 2 - Mulher de 56 anos é hospitalizada por episódio de dispnéia aos esforços e edema nos pés e tornozelos. Ao exame físico, pulso regular de 96 bpm; pressão arterial de 150/90 mmHg. Eletrocardiograma revelou também disfunção sistólica. Foi medicada com furosemida (diurético de alça) e enalapril (IECA). De acordo com as informações relacionadas a farmacoterapia das doenças cardiovasculares assinale a alternativa correta: a) O enalapril foi escolhido, pois, é um fármaco que apresenta efeito farmacológico imediato b) A furosemida apresenta efeito farmacológico de diurese lenta e sustentada c) Considerando a prescrição e o quadro clínico do paciente é possível constatar que o mesmo pode sofrer uma hiperpotassemia d) A hipertensão não é capaz de agravar o quadro clínico do paciente e) A paciente pode ter como resultado da terapia reações adversas como a tosse seca. 3- A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão), tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude. Diante deste contexto assinale a alternativa correta. a) A produção de renina diminuída em pacientes negros é um dos motivos para a menor probabilidade de falha na terapêutica destes pacientes com os Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina b) A diminuição do débito cardíaco através do bloqueio dos receptores Beta-2 é o mecanismo de ação hipotensor dos bloqueadores dos receptores da angiotensina c) A pressão arterial sistêmica não é influenciada diretamente pelo débito cardíaco e pela resistência periférica d) A primeira escolha para o tratamento da hipertensão sem comorbidades associadas são os bloquadores dos canais de cálcio. e) A hipertensão secundária pode ser definida como aquela em que há um único fator etiológico 4) Sra. R.G.A apresenta hipertensão arterial diagnosticada e tratada há mais de 10 anos, atualmente faz uso de hidroclorotiazida (diurético tiazídico), losartana (bloqueador dos receptores da angiotensina II). Ao conversar com o médico reclamou de fraqueza muscular e câimbras. Dessa forma, o profissional de saúde prescreveu o fármaco aespironolactona (diurético poupador de potássio). Diante do exposto responda: Foi adequada a inclusão do medicamento espironolactona na terapia? (SIM/NÃO) por quê? 5) Sr. A.B é um homem de 67 anos que foi internado no departamento de emergência com queixa de falta de ar crescente, de forma que, acorda várias vezes durante a noite com dificuldade respiratória, apresentou também dificuldade de andar, com respiração ofegante e cansaço após percorrer 20 metros. Durante a hospitalização o paciente apresentou P.A de 160/90 mmHg. Exames laboratoriais relaram também, hipertrofia do músculo cardíaco. Após análise detalhada dos exames e do quadro clínico do paciente a equipe registrou no prontuário o diagnóstico de Hipertensão arterial e insuficiência cárdica no estágio C. Diante do exposto, responda: a) Considerando a comorbidade associada hipertensão, quais classes anti-hipertensivas poderiam ser utilizadas pelo paciente para o tratamento inicial? b) Caso seja necessária a inclusão de um beta-bloqueador, qual o tipo de beta-bloqueador mais adequado? Por quê? c) Em casos onde o tratamento inicial falha e o paciente entra no estágio D, os sintomas da insuficiência cardíaca são refratários ao tratamento, qual classe poderia ser incluída ao tratamento? 6) Farmacêutico hospitalar visita paciente em enfermaria para avaliar a terapia medicamentosa e fornecer aconselhamentos farmacêuticos, nesta visita foi constada as seguintes informações: Sr. A.H, 50 anos de idade, sexo masculino, fumante, obeso. Foi internado há uma semana por conta de um infarto do miocárdio que sofreu quando assistia a um jogo de futebol. Exames preliminares revelam hematomas no braço e coxa esquerdos, lhe foi prescrito ibuprofeno para alívio das dores. Apresentou no momento da visita pressão arterial de 165/90 mmHg, e freqüência cardíaca de 110 batimentos por minuto (normal 60 a 100), além disso, já existia no prontuário um diagnóstico de Hipertensão arterial. Desta forma, responda: a) Considerando a comorbidade associada à hipertensão, qual classe anti-hipertensiva poderia ser utilizada pelo paciente para o tratamento inicial? b) Relate as contra-indicações ou reações adversas da classe respondida na letra a). c) Após a terapia medicamentosa explique detalhadamente como avaliar se a terapia sugerida é capaz de diminuir a possibilidade de novas comorbidades relacionadas à hipertensão (AVEs, Infartos, retinopatia, doença renal). 7 – J.F.L, 49 anos de idade, diagnosticado com hipertensão arterial há 4 anos, procurou serviço de Atenção Farmacêutica da Unidade Básica de Saúde. Possui atualmente prescrição de Atenolol 50 mg, hidroclorotiazida 25mg, em dose única, pressão arterial mal controlada, presença de edema. Sedentário, relata em entrevista com o farmacêutico que, cumpre o tratamento só nos finais de semana, pois o efeito diurético da hidroclotiazida o incomoda. Quais a medidas que devem ser tomadas? Troca dos medicamentos? Promover adesão terapêutica? Explique. 8- Assinale a alternativa que apresenta os melhores candidatos para o tratamento com os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida. a) Pacientes com gota b) Pacientes que apresentam baixa concentração sérica de potássio c) Pacientes com dislipidemias d) Pacientes com a função renal debilitada e) Pacientes negros e que apresentam hipertensão não relacionada ao outras comorbidades 9- A pressão arterial sanguínea pode ser determinada de forma geral por dois fatores, são eles: a carga cardíaca e a resistência periférica, desta forma assinale a alternativa que contém um fármaco/classe que promove a diminuição da pressão arterial sem influenciar na resistência periférica: a) Nifedipino – bloqueador dos canais de cálcio b) Anlodipino – bloqueador dos canais de cálcio c) Propranolol - Beta-bloqueadoresd) Captorpil - Inibidores da enzima conversora de angiotensina e) Clonidina – Agonista dos receptores alfa-2 10- Com relação a associação entre diuréticos poupadores de potássio e inibidores da enzima conversora de angiotensina, assinale a alernativa correta: a) É comumente utilizada e apresenta vantagens no controle da pressão arterial, de forma que existe diminuição da pressão arterial por dois mecanismos fisiológicos distintos b) É aconselhada devido ao sinergismo farmacológico existente entre estas duas classes c) Não é aconselhada, pois, existe risco de risco de hipotensão d) Não é aconselhada, tendo em vista que pode trazer como resultado a inibição do sistema renina angiotensina aldosterona e) Não é aconselhada, pois existe risco de hiperpotassemia 11- Com relação à utilização das biguanidas (metformina) assinale a alternativa verdadeira: a) A metformina é capaz de produzir frequentemente reações adversas como a hipoglicemia b) A metformina produz ação farmacológica através da diminuição da glicogenólise e gliconeogênese hepática, além do aumento da sensibilidade da insulina nos tecidos. c) A metformina é metabolizada primariamente pelo fígado, não existem restrições ao seu uso quando administrada em pacientes nefropatas d) A metformina não pode ser associada às sulfoniluréias e) A eficácia da metformina é diminuída quando existe uma dieta pobre em carboidratos 12 - Uma jovem de 21 anos de idade, que tinha diabetes tipo 1 diagnosticada há mais de 5 anos, foi conduzida a um hospital em coma. Ela não havia administrado sua insulina por um período de 48 horas (92 unidades eram requeridas diariamente para a manutenção da concentração da glicose sanguínea dentro de valores aceitáveis e para prevenir excessiva glicosúria), sendo que o cheiro de acetona podia ser percebido em sua respiração. Ela tinha sinais físicos de uma desidratação que podia ser considerada de moderada a intensa. Apresentou Glicose sanguínea de 990 mg/dL, além disso, apresentou também uma amostra de urina fortemente positiva para corpos cetônicos. a) Descreva os riscos relacionados este quadro clínico. b) Descreva tratamento farmacológico adequado. 13- Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde. a) Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações. Diante disso, assinale a alternativa correta b) a) O aumento da concentração de glicose no sangue após as refeições estimula o pâncreas a liberar o glucagon c) b) Pacientes em que as células beta pancreáticas foram destruídas, necessitam da reposição de insulina e da utilização de hipoglicemiantes orais como a metformina d) c) A glicogenólise (síntese de glicose a partir do glicogênio) e a gliconeogênese (síntese de glicose a partir de aminoácidos) são processos que acontecem no tecido hepático estimulados pela insulina. e) d) Durante os períodos de jejum o pâncreas promove aumento da liberação de glucagon. 14- A metformina é um antidiabético oral da classe das biguanidas, comercializada como Glifage, Dimefor, Glucoformin, Glucophage, entre outras marcas, é o medicamento de escolha no tratamento inicial do diabetes mellitus tipo 2, especialmente em pessoas obesas ou com sobrepeso e pessoas sem problemas renais. É o antidiabético mais usado no Brasil e nos Estados Unidos (onde foi prescrita quase 35 milhões de vezes em 2006). a) Descreva o mecanismo de ação deste fármaco. As reações adversas de hipoglicemia com esta classe são frequentes? Explique. 15- Mulher de 68 anos, viúva, faz tratamento com glibenclamida 5 mg duas vezes ao dia. Apresenta taxa de glicose plasmática de 80 mg/dl. Tem forte história familiar de diabetes mellitus em ambos os lados da família. Não apresenta obesidade, está com estabilidade hemodinâmica, PA de 120/80, faz uso do Captopril 25 mg, duas vezes ao dia. Esta sob dieta hipocalórica e programa de exercícios sob supervisão de um preparador físico. No entanto, nos últimos dias tem sentido pela manhã ansiedade, calafrios, confusão, pele pálida e fria, taquicardia, cefaléias, náuseas, nervosismo, cansaço e debilidade não habituais. a) Qual seria o provável motivo para os sintomas apresentados pela paciente no período da manhã? b) Considerando que a glibenclamida é uma sulfoniluréia de elevada meia-vida, qual a sua sugestão para a farmacoterapia da paciente supra-citada? 16- Com relação ao uso das insulinas, assinale a alternativa verdadeira: a) As insulinas apresentam caracteristicamente pequeno potencial de promover hipoglicemia b) As insulinas devem ser administradas em horários pré-determinados, mesmo quando existem variações nos horários das refeições c) As insulinas de ação intermediária apresentam absorção em velocidade adequada para que possam exercer ação farmacológica principalmente no período pós-prandial d) As insulinas de ação curta, como a regular humana, não podem ser administradas pela via intravenosa nas situações de crise hiperglicêmica e) Os pacientes diabéticos tipo II poderão fazer uso da insulina nas situações de crise hiperglicêmica, com quadro clínico de ceto-acidose diabética