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CONCEITO: É a súbita incapacidade do sistema 
respiratório em efetuar as trocas gasosas.
Processos envolvidos na IRpA:
• Transferência de oxigênio para os alvéolos.
• Transporte de O2 para os tecidos, através do débito cardíaco.
• Remoção do CO2 do sangue.
• A falência em qualquer um destes processo pode levar à IRA.
Parâmetros 
fisiológicos
Parâmetros 
patológicos
(IR)
PaO2 > ou = 80
mmHg
 50 mmHg
• Parâmetros que classificam um quadro de 
IRA na gasometria:
Classificação :
1 Insuficiência respiratória hipoxêmica (tipo I)
– Há queda acentuada na PaO2.
– A PaCO2 pode estar diminuída ou normal.
– Mecanismo básico: déficit na oxigenação.
Situações relacionadas à IRA tipo I:
• Redução da pressão alveolar de oxigênio, hipoventilação alveolar,
com queda na PaO2 e/ou aumento da PaCO2.
• Desequilíbrio na relação ventilação perfusão (V/Q): doenças
intersticiais pulmonares, pneumonias graves, tromboemorrágicos
pulmonar, congestão pulmonar por insuficiência ventricular
esquerda, hipovolemia, hipertensão pulmonar.
• A utilização de frações elevadas de O2 podem reverter em parte
este quadro.
Shunt direito-esquerdo:
• O sangue que perfunde alvéolos não ventilados passa pelo 
pulmão sem realizar troca gasosa.
Este sangue não oxigenado retorna ao átrio esquerdo com baixa 
pressão parcial de O2.
Nestas áreas a relação V/Q é zero.
2 Insuficiência respiratória hipercápnica (tipo II):
– Há queda na PaO2.
– A PaCO2 estáelevada.
– Mecanismo básico: déficit na ventilação.
Situações onde pode haver IRpA tipo 
II: Alterações no sistema nervoso
central:
• Uso de drogas (opióides), DEV,TU cerebrais, TCE.
• Estas alterações diminuem o drive ventilatório.
• Há diminuição do estímulo à musculatura respiratória.
• Há redução do volume minuto.
Alterações no sistema nervoso periférico:
Alterações na placa muscular:
• Síndrome de Guillain-Barré.
• Miastenia gravis.
• Distrofias musculares.
• Uso de bloqueadores neuromusculares.
• Há diminuição do volume-minuto.
Alterações da caixa torácica:
• Cifoescoliose grave.
• Obesidade mórbida.
• Esclerose lateral amiotrófica.
• Paralisias do nervo frênico.
Alterações das vias aéreas:
• Excesso de secreção e broncoespasmo.
Quadro clínico
Extremamente variado por ser secundária a várias doenças.
Sinais e sintomas iniciais:
• Taquipnéia.
• Sinais de esforço respiratório como:
-Tiragem intercostal.
-Batimento de asa do nariz.
-Uso de musculatura acessória da respiração.
Sinais e sintomas tardios:
Sinais e sintomas de hipoxemia:
• Dispnéia.
• Ansiedade.
• Palpitação e angina.
• Agitação psicomotora.
• Taquipnéia.
• Cianose.
• Taquicardia, bradicardia, depressão miocárdica, choque e 
coma.
Sinais e sintomas de hipercapnia:
• Cefaléia.
• Letargia.
• Miose – diminuição do diâmetro da pupila.
• Papiledema - edema do disco óptico.
• Movimentos de oscilação involuntária das mãos.
• Hipotensão e taquicardia.
• Confusão mental, sonolência e coma.
Diagnóstico
É dado a partir da história e dos achados ao exame
físico, tais como:
• Taquipnéia.
• Cianose.
• Uso de musculatura acessória.
• Confirmação por gasometria em ar ambiente:
-PaO2 menor que 60 mmHg.
-PaCO2 maior que 50 mmHg.
Exames complementares:
Auxiliam no diagnóstico etiológico.
A solicitação é baseada nos achados clínicos.
• Raio-x de tórax: consolidações, opacidades alveolares 
bilaterais difusas, intersticiais, derrames pleurais, 
pneumotórax, deformidades torácicas.
• ECG.
• ECO.
• AngioTC do tórax.
• TC de crânio.
• Coleta do líquor.
• Ressonância nuclear magnética (RNM).
Tratamento
Fundamentos do tratamento:
• Tratar a causa básica.
• Corrigir hipoxemia e hipercapnia.
• Garantir que o O2 chegue aos tecidos.
• O tratamento da IRA é basicamente de suporte.
Parâmetros básicos para orientar a abordagem ao 
paciente com IRA:
• Grau de hipoxemia, hipercapnia e acidemia.
• Existência de comorbidades.
• A manutenção da oferta de O2 pode ser garantida através do:
-Suporte ventilatório.
-Catéteres de oxigênio suplementar.
• Oxigenoterapia
• O objetivo é manter uma PaO2 acima de 60 mmHg.
• Em caso de resposta insatisfatória o paciente deverá ser
entubado.
• Uma vez sob ventilação mecânica deve-se evitar complicações
iatrogênicas tais como:
-Barotrauma.
-Infecções.
-Toxicidade pelo próprio O2 ou drogas.

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