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Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente ESTÁGIO DE GESTÃO AMBIENTAL ASPECTOS JURÍDICOS OBJETIVO S Apresentar alguns conceitos, considerações e aspectos sobre direito ambiental e a legislação castrense e a sua aplicação na prática. Seção de Meio Ambiente | Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente 1 INTRODUÇÃO SUMÁRIO 2 HIERARQUIA NORMATIVA- PRINCÍPIOS 3 PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL 4 PRINCIPAIS LEIS DE INTERESSE DO EB 5 TRABALHO Constituição Federal Tratado Internacional de Direitos Humanos* Leis Complementares; Leis Ordinárias, MP’s e Tratados internacionais Não de direitos humanos. Decretos Portarias Pirâmide Normativa * Constituição Federal/88 Art. 5º § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Normas internas IG, IR, IN, etc HIERARQUIA NORMATIVA PRINCÍPIOS Princípios são o conjunto de normas ou condutas que servem de base para a construção da ideia jurídica. Assim, seguem alguns dos Princípios do Direito Ambiental que merecem destaque: PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA NATUREZA PÚBLICA DA PROTEÇÃO AMBIENTAL (art. 225, caput, da CF/88): Esse princípio mantém estreita correlação com o princípio geral, de direito público, da primazia do interesse público sobre o particular, e também, com o princípio do direito administrativo da indisponibilidade do interesse público. Consagra o meio ambiente ecologicamente equilibrado como bem de uso comum do povo incumbindo ao Poder Público e à sociedade sua preservação e sua proteção. PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Os recursos ambientais são finitos, tornando-se inadmissível que as atividades econômicas se desenvolvam alheias a essa realidade. O que se busca é a harmonização entre o postulado do desenvolvimento econômico, algo pretendido por todos nós, e a preservação do meio ambiente. A própria CF/88 em seu art. 170, VI, estabelece que a ordem econômica também tem como fundamento a defesa e preservação do meio ambiente. PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO: Busca prevenir o meio ambiente contra riscos de danos que não se tem certeza que não vão ocorrer. Casos de incerteza científica, perigo potencial, desconhecido, dúvida razoável. Medidas de proteção da natureza devem ser adotadas. Exemplo típico da aplicação do princípio da precaução é a obrigatoriedade da realização de estudos de impacto ambiental para o plantio de alimentos transgênicos. As consequências do cultivo de organismos geneticamente modificados para o meio ambiente são mais especuladas do que conhecidas. PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO: Visa evitar a ocorrência de danos ambientais irreversíveis, cientificamente comprovados. Ex: Uma espécie extinta é um dano irreparável. Uma floresta desmatada causa uma lesão irreversível, pela impossibilidade de reconstituição da fauna e da flora e de todos os componentes ambientais PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA PROTEÇÃO DEFICITÁRIA: O direito ambiental tem que andar par-e- passo com as pesquisas científicas a fim de garantir a maior proteção possível ao meio ambiente. PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO RETROCESSO ECOLÓGICO: Pressupõe que a salvaguarda do meio ambiente tem caráter irretroativo e não pode admitir o recuo para níveis de proteção inferiores aos anteriormente consagrados. PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL: Solidariedade entre as gerações. Ex: Declaração de Estocolmo e ECO-92 PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR: Busca evitar a ocorrência de dano ambiental. Ocorrido o dano, visa sua reparação. Impõe ao poluidor o dever de arcar com as despesas para evitar o dano, assim como reparar dano eventualmente verificado em razão da atividade desenvolvida. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DIREITO AMBIENTAL: Disciplina Jurídica que nasceu com o objetivo de proteger legalmente o meio ambiente em favor das presentes e futuras gerações (direitos difusos e coletivos). PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DIREITO AMBIENTAL - Conceito Édis Milare: “conjunto de normas e princípios editados objetivando a manutenção de um perfeito equilíbrio nas relações do homem com o meio ambiente. Especialização do Direito Administrativo que estuda as normas que tratam das relações do homem com o espaço que o envolve.” Luís Paulo Sirvinskas: “direito ambiental é a ciência que jurídica que estuda, analisa e discute as questões e os problemas ambientais e sua relação com o ser humano, tendo por finalidade a proteção do meio ambiente e a melhoria das condições de vida no planeta.” PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Deu ao Meio Ambiente uma extrema importância, dedicando à matéria ambiental um capítulo próprio, sendo considerado um dos textos mais avançados em todo o mundo. Para muitos é considerada a Constituição Verde por ter alçado a proteção a fauna e a flora como marco legal, daí derivaram-se várias leis de proteção ambiental. Começou-se a pensar com consciência ambiental, a preocupação com a degradação do meio ambiente passou a ser tema de acalorados debates no Supremo Tribunal Federal. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Art. 225 Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de protegê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. (...) PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; (...) VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; (...) PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 6.368, DE 31 DE AGOSTO DE 1981, LEI DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Esta lei trouxe para o mundo do Direito o conceito de Meio Ambiente como objeto específico de proteção em seus múltiplos aspectos, além de instituir o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), apto a propiciar o planejamento de uma ação integrada de diversos órgãos governamentais, através de uma política nacional para o setor e estabelecer a responsabilidade objetiva (sem culpa) com respeito a obrigação do poluidor de reparar os danos causados. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985, DISCIPLINOU A AÇÃO CIVIL PÚBLICA A Lei nº 7347 fez da ACP o instrumento processual específico para a defesa do ambiente e outros interesses difusos e coletivos. Apesar de o Ministério Público ser o titular da Ação Civil Pública, as entidades estatais, paraestatais (ex: sistema S) e as associações civis ganharam força para buscar a atividade jurisdicional. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985, DISCIPLINOU A AÇÃO CIVIL PÚBLICA A Lei nº 7.347 efetivou a possibilidade de propositura da ação civil, legitimando o Ministério Público a propor a ação e também colocou sob sua responsabilidade um poderoso instrumento investigatório, o inquérito civil. Com a aprovação da Constituição Federal de 1988, o Ministério Público, de forma aperfeiçoada, obteve a competência para propor a ação civil pública para reprimir ou impedir danos ao meio ambiente. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985, DISCIPLINOU A AÇÃO CIVIL PÚBLICA O artigo 129, inciso III, da CF/88 dispõe que são funções institucionais do Ministério Público: “promover o inquérito civil e ação civil pública, para a proteção do patrimônio públicoe social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985, DISCIPLINOU A AÇÃO CIVIL PÚBLICA O órgão ministerial passou a atuar de modo efetivo na esfera cível, a fim de garantir a proteção ao meio ambiente, que, por sua vez, foi estampada de forma clara no texto constitucional, em seu artigo 225, caput: “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. O próprio cenário de degradação tem ocasionado maior atuação do Ministério Público na esfera ambiental. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985, DISCIPLINOU A AÇÃO CIVIL PÚBLICA -Atenção ao Inquérito Civil Público (ICP); - Recomendações do Ministério Público Federal (MPF); - Ações a realizar para resguardar interesses do Exército (DPIMA- AGU). PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 LEI DE CRIMES AMBIENTAIS A Lei nº 9.605/98 dispõe sobre as sanções penais e administrativas, aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. A Lei dos Crimes ambientais ou Lei da Vida representa significativo avanço na tutela do ambiente, por inaugurar uma sistematização das sanções administrativas e por tipificar os crimes ecológicos e atribuir responsabilidade penal às pessoas jurídicas. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012 CÓDIGO FLORESTAL A Lei nº 12.651, estabelece normas para proteção da vegetação nativa em áreas de preservação permanente, reserva legal, uso restrito, exploração florestal e assuntos relacionados. A aplicação do Código Florestal se insere no arcabouço jurídico e instrumentos legais que orientam e disciplinam o uso da terra e a conservação dos recursos naturais no Brasil. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI Nº 12.651, CÓDIGO FLORESTAL Destaque: Um dos pontos de destaque no Código Florestal, em seu Capítulo X, é a previsão da instituição do "Programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente", que inclui o incentivo para a adoção de tecnologias e boas práticas que conciliem a produtividade agropecuária e florestal, com redução dos impactos ambientais, como forma de promoção do desenvolvimento ecologicamente sustentável. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI NR 12.651, CÓDIGO FLORESTAL Entre os incentivos são destacados o pagamento ou incentivo a serviços ambientais como retribuição, monetária ou não, às atividades de conservação e melhoria dos ecossistemas e que gerem serviços ambientais, e compensação pelas medidas de conservação ambiental necessárias, incluindo benefícios creditícios, fiscais e comerciais. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI NR 12.651, CÓDIGO FLORESTAL Destaque: Art. 3º Para efeitos desta Lei, entende-se por: (...) VIII- Utilidade pública: a) As atividades de segurança nacional e proteção sanitária. (...) PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI NR 12.651, CÓDIGO FLORESTAL Destaque: Art. 6º Consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades: (...) VIII- Auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DECRETO-LEI Nº 227, CÓDIGO DE MINERAÇÃO O Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967, visa estruturar e regulamentar a utilização e desenvolvimento da atividade de exploração dos bens minerais no Brasil. Desta forma, a mineração passou a ser uma questão não só meramente econômica e política, mas também ambiental e jurídica. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DECRETO-LEI Nº 227/67, CÓDIGO DE MINERAÇÃO Destaque: Algumas questões levantadas são acerca de a quem pertencem os bens minerais, se é necessária a autorização estatal para explorar tais bens, se é permitido à terceiro explorar minério descoberto em propriedade alheia, se é possível a participação de estrangeiros na exploração de recursos minerais e como isso se desenvolve. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DECRETO-LEI Nº 227/67, CÓDIGO DE MINERAÇÃO Exploração mineral em área militar para uso militar: A exploração de recursos minerais em área militar pode ser operada pela Administração militar nas hipóteses de emprego imediato na construção civil para uso exclusivo em obras públicas, sendo vedada a comercialização, de sorte que se faz necessário o registro de extração de tais recursos perante a ANM (antigo DNPM), conforme previsto no Decreto nº 9.406, de 12 JUN 18, no artigo 13, parágrafo único, I e no Código de Minas, em seu artigo 2º, parágrafo único. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DECRETO-LEI Nº 227/67, CÓDIGO DE MINERAÇÃO Aplicação da legislação referente à extração mineral para obras de cooperação e obras militares: A legislação mineral não distingue obras de cooperação de obras militares. De tal forma, ambas são compreendidas como espécies de obras públicas, sendo adotados os mesmos regimes (registro de extração ou a dispensa). É de se considerar que o registro de extração é empregado para obras gerais e a dispensa de título aplicável no caso de obras de terraplanagem e abertura de vias. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL DECRETO-LEI Nº 227/67, CÓDIGO DE MINERAÇÃO Destaque: - criação da Agência Nacional de Mineração (DNPM); - Regulamentos Internos - Contato com EB PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL CÓDIGO DAS ÁGUAS E LEI DOS RECURSOS HÍDRICOS: Embora o Código das Águas (Decreto nº 24.643, de 10 de julho de 1934), disponha com muita propriedade sobre o direito da água, não incorpora meios para dar combate ao desconforto hídrico, contaminação das águas e conflitos de uso, tampouco para promover os meios de uma gestão descentralizada e participativa, exigências dos dias atuais. Para atender essas necessidades, debateu-se durante boa parte dos anos 80 e desde o início dos anos 90 até 97 um novo dispositivo legal: “Lei dos Recursos Hídricos” ou Lei nº 9.433, promulgada em 08 de janeiro de 1997. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI DOS RECURSOS HÍDRICOS E CÓDIGO DAS ÁGUAS: A Lei que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamentou art. 21 da Constituição Federal e alterou a Lei nº 8001, de 13/03/1990. Na realidade, complementou o Código das Águas e trouxe uma série de inovações que permitiram dar mais dinamismo e liberdade à gestão dos recursos hídricos do Brasil. A Lei dos Recursos Hídricos regulamenta a exploração de poços artesianos que, no âmbito do Exército Brasileiro deve ser observada. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL Lei nº 9.985/2000 SISTEMA NACIONAL DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (SNUC) A Lei nº 9.985/2000, que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC, é o conjunto de unidades de conservação (UC) federais, estaduais e municipais. Composto por 12 categorias de UC, cujos objetivos específicos se diferenciam quanto à forma de proteção e usos permitidos: aquelas que precisam de maiores cuidados, pela sua fragilidade e particularidades, e aquelas que podem ser utilizadas de forma sustentável e conservadas ao mesmo tempo. PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL Lei nº 9.985/2000 SISTEMA NACIONAL DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (SNUC) O SNUC foi concebido de forma a potencializar o papel das UC, de modo que sejam planejadas e administradas de forma integrada com as demais UC, assegurando que amostras significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas estejam adequadamente representadas no território nacional e nas águas jurisdicionais. Para isso, o SNUC é gerido pelas três esferas de governo (federal, estadual e municipal).PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL Lei nº 9.985/2000 SISTEMA NACIONAL DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (SNUC) Destaque: - Grande importância para o Exército nos casos de criação de UC em áreas de interesse da Defesa Nacional (ex. faixa de fronteira); - atenção para a desapropriação indireta por motivo ambiental (assunto tratado na sequência). PRINCIPAIS LEIS DE DIREITO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nº 140/2011 Fixa normas, nos termos dos incisos III, VI e VII do caput e do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora; e altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 (PNMA). Conclusão CONCLUSÃO 1 INTRODUÇÃO SUMÁRIO 2 LICENCIAMENTO AMBIENTAL 3 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 4 CRIMES AMBIENTAIS 5 CONCLUSÃO PARCIAL INTRODUÇÃO - Preocupação ambiental da Força; - Conduta pautada na legalidade e princípios reinantes no subsistema ambiental; - Proteção do meio ambiente em harmonia com proteção dos interesses da Instituição e do elemento humano. LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR nº 140/11 E PORTARIA NORMATIVA/MD nº 15/16 Normas que estabelecem diretrizes para a declaração do caráter militar de atividades e empreendimentos da união, destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas. LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nº 140, DE 08 DE DEZEMBRO DE 2011 Fixa normas para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora. Nessa lei, é indispensável conhecermos a parte a respeito do licenciamento ambiental nas atividades militares e mais especificamente nas atividades que tratam de preparo e emprego das Forças Armadas. LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR nº 140/11 Art. 7º São ações administrativas da União: (...) XIV - promover o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades: (...) f) de caráter militar, excetuando-se do licenciamento ambiental, nos termos de ato do Poder Executivo, aqueles previstos no preparo e emprego das Forças Armadas, conforme disposto na Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999; (...). LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 PREPARO Art. 13. Para o cumprimento da destinação constitucional das Forças Armadas, cabe aos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica o preparo de seus órgãos operativos e de apoio, obedecidas as políticas estabelecidas pelo Ministro da Defesa. LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 PREPARO Art. 13. § 1º O preparo compreende, entre outras, as atividades permanentes de planejamento, organização e articulação, instrução e adestramento, desenvolvimento de doutrina e pesquisas específicas, inteligência e estruturação das Forças Armadas, de sua logística e mobilização. Exemplo emblemático: OMS LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 PREPARO Art. 13. § 2º No preparo das Forças Armadas para o cumprimento de sua destinação constitucional, poderão ser planejados e executados exercícios operacionais em áreas públicas, adequadas à natureza das operações, ou em áreas privadas cedidas para esse fim. (...) LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 PREPARO Art. 14. O preparo das Forças Armadas é orientado pelos seguintes parâmetros básicos: I - permanente eficiência operacional singular e nas diferentes modalidades de emprego interdependentes; II - procura da autonomia nacional crescente, mediante contínua nacionalização de seus meios, nela incluídas pesquisa e desenvolvimento e o fortalecimento da indústria nacional; III - correta utilização do potencial nacional, mediante mobilização criteriosamente planejada. LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 EMPREGO Art. 15. O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na participação em operações de paz, é de responsabilidade do Presidente da República, que determinará ao Ministro de Estado da Defesa a ativação de órgãos operacionais, observada a seguinte forma de subordinação(...) LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 EMPREGO Art. 15. § 2º A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal. LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nr 97/99 EMPREGO Art. 15. (...) § 7º O emprego e o preparo das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem são considerados atividade militar para fins de aplicação do art. 9º, inciso II, alínea c, do Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969 - Código Penal Militar. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Estabelece diretrizes para a declaração do caráter militar de atividades e empreendimentos da União, destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas. O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e na alínea "f" do inciso XIV do art. 7º da Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 1º A presente Portaria Normativa estabelece diretrizes para a declaração do caráter militar de atividades e empreendimentos, incluídos os imóveis já existentes, destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas, sob a responsabilidade do Ministério da Defesa e Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Obs: cada Força tem autonomia para declarar (não depende do MD). LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 2º Com base na Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e para o fim previsto nesta Portaria Normativa, empreendimentos e atividades de caráter militar previstos para o preparo e emprego são aqueles executados, normalmente, no interior das áreas militares, para o atendimento eficaz do emprego e da permanente eficiência operacional das Forças Armadas no cumprimento da destinação constitucional de defesa da Pátria, da lei e da ordem, e das suas atribuições subsidiárias particulares e geral, de cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa civil. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 2º Obs. Atenção para atividade de apoio realizadas no âmbito da OM por terceiros, ou outras atividades realizadas em áreas militares cedidas a terceiros – NÃO POSSUEM CARÁTER MILITAR VOLTADO PARA PREPARO E EMPREGO! LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 3º Cabe ao Ministério da Defesa, no que se refere à Administração Central e à Escola Superior de Guerra, e aos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, no que concerne à estrutura organizacional e regimental das Forças Armadas, declarar o caráter militar das atividades e empreendimentos, incluídos os seus imóveis já existentes, destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas. Obs: no Exército, cabe aos Comandantes Militares de Área a declaração do caráter militar voltado ao preparo e ao emprego da Força no âmbito de sua competência territorial. LICENCIAMENTO AMBIENTALPORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 3º § 1º Os empreendimentos de caráter militar destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas envolvem a construção, a instalação, a ampliação, a modificação e a produção e manutenção dos meios orgânicos necessários ao cumprimento da destinação constitucional e atribuições subsidiárias, pelas Forças Armadas, ou por terceiros contratados por elas, nas organizações militares. Obs: diferente de atividades de apoio realizadas no âmbito das OM. Ex. Construção de um quartel ou pavilhão por empresa privada (via licitação). LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 3º § 2º As atividades de caráter militar destinadas ao preparo e emprego das Forças Armadas envolvem a instrução e o adestramento, o planejamento, os exercícios operacionais, a operação dos empreendimentos de caráter militar, a organização e a articulação, o desenvolvimento de doutrina e pesquisas específicas, a inteligência e a estruturação, e a logística e mobilização das Forças Armadas. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 3º § 3º Os empreendimentos e atividades de caráter militar destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas são executados sob a responsabilidade de comando, direção, coordenação, supervisão, orientação, planejamento, controle, gestão ou administração do Ministério da Defesa, e de órgão componente das estruturas organizacional ou regimental das Forças Armadas. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 3º § 4º Os empreendimentos e as atividades de caráter militar destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas são executados, normalmente, em áreas reservadas à administração militar federal sob a responsabilidade ou jurisdição do Ministério da Defesa, ou dos Comandos da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, tais como: I - os arsenais, as bases, os campos de instrução; II - os comandos ou complexos de organizações militares; e III - as estações, os estaleiros e os quartéis. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 4º Os empreendimentos e atividades de caráter militar destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas incluem, nos termos da Lei Complementar nº 97, de 1999, dentre outros, aqueles necessários para: I - patrulhar o território nacional, o espaço aéreo e as águas sob jurisdição nacional; II - cooperar com os órgãos federais na repressão aos delitos de repercussão nacional e internacional, na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicações e de instrução; III - prover a segurança da navegação aquaviária e da navegação aérea; Obs: o rol não é exaustivo. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 4º (...) IV - cooperar com órgãos públicos federais, estaduais e municipais e, excepcionalmente, com empresas privadas, na execução de obras e serviços de engenharia; V - salvaguardar a soberania e os interesses nacionais nas questões territoriais e extraterritoriais, como aqueles relacionados à defesa dos recursos naturais e à manutenção da paz, dentre outros; VI - garantir a autonomia nacional crescente, mediante contínua nacionalização de seus meios, nela incluídas pesquisa e desenvolvimento e o fortalecimento da indústria nacional, bem como a manutenção dos meios orgânicos necessários ao cumprimento da destinação constitucional e atribuições subsidiárias das Forças Armadas; LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 4º (...) VII - elevar o nível de prontidão operacional para o emprego das Forças Armadas, diante da imprevisibilidade de suas missões, privilegiando o início do emprego no menor espaço de tempo possível; VIII - instalar, operar e fazer a manutenção de equipamentos para monitoramento, controle, e fiscalização da faixa de fronteira, do espaço aéreo e das águas jurisdicionais brasileiras; IX - executar o apoio logístico realizado entre as áreas militares; e X- realizar exercícios operacionais em outras áreas públicas e privadas, nos termos da Lei Complementar nº 97, de 1999. LICENCIAMENTO AMBIENTAL PORTARIA NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA Nr 15, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 Art. 5º O caráter militar dos empreendimentos e atividades destinados ao preparo e emprego das Forças Armadas não exclui, mitiga ou afasta a adoção de mecanismos de proteção apropriados, por parte desta Pasta e dos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, para a manutenção do patrimônio histórico, cultural e ambiental que forem aplicáveis em cada caso, observados os prejuízos para a capacidade operacional das Forças. LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO DE PREPARO E EMPREGO ATENÇÃO: -Necessidade de declaração de que a obra/empreendimento/atividade é de caráter militar voltada para o preparo e emprego da Força. - Atribuição para declaração: Cmt Mil A - Usualmente tal declaração tem sido encaminhada ao órgão ambiental federal IBAMA (conforme LC nº 140/11) para ratificar a desnecessidade do licenciamento ambiental. LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO DE PREPARO E EMPREGO Exemplos de declaração de caráter militar de preparo e emprego: -MCH Tiriós: CMN - Óbidos-PA; -Brigada da Foz: CMN – Macapá-AP; -HMR: CML – Resende-RJ; -HMAPA: CMS – Porto Alegre-RS. LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO - MCH TIRIÓS LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO - MCH TIRIÓS LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO - MCH TIRIÓS LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO – BRIDAGA DA FOZ LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO – HOSPITAL MILITAR DE RESENDE ENTENDIMENTO IBAMA (OF 02001.010665/2016-12 DILIC/IBAMA) LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO – HOSPITAL MILITAR DE RESENDE ENTENDIMENTO IBAMA (OF 02001.010665/2016-12 DILIC/IBAMA) LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO – HOSPITAL MILITAR DE RESENDE ATENÇÃO: ESTA DECLARAÇÃO FOI ANTERIOR A PORTARIA 1200 CMT EX. ATUALMENTE QUEM DECLARA É O Cmt Mil A ENTENDIMENTO IBAMA (OF 02001.010665/2016-12 DILIC/IBAMA) LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO – HOSPITAL MILITAR DE RESENDE ENTENDIMENTO IBAMA (OF 02001.010665/2016-12 DILIC/IBAMA) LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO ATENÇÃO 1) A declaração de caráter militar voltada para o preparo e emprego não exclui outras licenças e autorizações: Ex: Outorga de poços; Posturas municipais; Exploração de postos de abastecimento lavagem e lubrificação; e Autorização de Supressão Vegetal. LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO ATENÇÃO 2) Os órgãos componentes do SISNAMA continuam tendo atribuição para fiscalização ambiental nas obras, empreendimento e atividades do Exército; LICENCIAMENTO AMBIENTAL DECLARAÇÃO ATENÇÃO 3) Por consequência, todos os procedimentos de proteção/compensação/mitigação de danos ambientais devem ser rigorosamente obedecidos pelos administradores militares, nos termos da PN - MD nº 15/16. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL Esfera preventiva: âmbito administrativo. Esfera reparatória: âmbito civil. Esfera repressiva: âmbito penal. V E R T E N T E S RESPONSABILIDADE AMBIENTAL RESPONSABILIDADE: OBJETIVA – independe de prova de culpa; há verdadeira presunção de culpa do agente X SUBJETIVA – é fundamental a prova de culpa ou dolo do agente que praticou o dano. PRINCIPAL – o causador do dano responde em primeiro plano X SUBSIDIÁRIA – o garantidor responde caso o devedor principal não o faça. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL RESPONSABILIDADE: SOLIDÁRIA - é aquela onde a responsabilidade pela dívida contraída ou outro compromisso é partilhada por várias partes (devedores solidários), sendo possível ao reclamante (credor) cobrar a dívida integralmente a qualquer uma delas. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL Lei 6938/81- PNMA Art. 14 § 1º - Sem obstar a aplicação das penalidadesprevistas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL JURISPRUDÊNCIA: conjunto de decisões do poder judiciário. Modo de pensar dos tribunais. JURISPRUDÊNCIA AMBIENTAL: visão dos tribunais no que tange à proteção do meio ambiente. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL JURISPRUDÊNCIAS DOMINANTES NOS TRIBUNAIS SUPERIORES (STF e STJ) Responsabilidade objetiva por ação ou omissão: independente de dolo ou culpa do causador esse deverá responder pelo dano. O Superior Tribunal de Justiça afirma que a responsabilidade ambiental além de objetiva é solidária pela aplicação da teoria do risco integral ao poluidor/pagador prevista no artigo 14, parágrafo 1º da Lei nº 6.938/81, combinado com o artigo 942 do Código Civil. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL JURISPRUDÊNCIA DOMINANTES NOS TRIBUNAIS SUPERIORES (STF e STJ) Reconhecimento do risco integral: nada exclui a responsabilidade pelo dano ambiental do poder público. Hely Lopes Meirelles (1999, p. 586): “Para essa fórmula radical, a Administração ficaria obrigada a indenizar todo e qualquer dano suportado por terceiros, ainda que resultante de culpa ou dolo da vítima.” RESPONSABILIDADE AMBIENTAL RESPONSABILIDADE: O STJ sintetiza essa posição da seguinte forma: "Para o fim de apuração do nexo de causalidade no dano ambiental, equiparam-se quem faz, quem não faz quando deveria fazer, quem deixa fazer, quem não se importa que façam, quem financia para que façam e quem se beneficia quando outros fazem." (REsp nº 650.728/SC) RESPONSABILIDADE AMBIENTAL O Supremo Tribunal Federal admite responsabilização por dano ambiental da Pessoa Jurídica de direito público e da Pessoa Jurídica de direito privado. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL STJ: Reconhece a responsabilidade civil do Estado até por atividades licenciadas (REsp 1071741/SP): O nexo causal é normativo: averigua a ineficiência do Estado e o dano que sua omissão pode ter gerado (com aplicação do princípio in dúbio pro natura) Se o ato administrativo não propicia uma máxima proteção ambiental dentro da evolução científica na área de conhecimento pode ser tido como desvio de finalidade. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL Reflexo para o EB: o uso da Portaria MD Nr 15 não pode prescindir de todos os cuidados com o Meio Ambiente exigidos pela legislação, sob pena de correr o risco de responsabilização do EB. CRIMES AMBIENTAIS CONCEITO São considerados crimes ambientais toda e qualquer ação que causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde ou que provoque a mortandade da fauna, a destruição significativa da flora, de recursos naturais e até mesmo do patrimônio cultural. Da mesma forma, pode ser considerado crime ambiental a omissão ou sonegação de dados técnico-científicos durante um processo de licenciamento ou autorização ambiental, ou, ainda, a concessão por funcionário público de autorização, permissão ou licença em desacordo com as leis. CRIMES AMBIENTAIS Crimes contra a fauna; Crimes contra flora; Poluição e outros crimes ambientais; Crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural; Crimes contra a administração ambiental; e Infrações administrativas TIPOS DE CRIMES AMBIENTAIS De acordo com a Lei nº 9.605/98, os crimes ambientais são classificados em seis tipos: CRIMES AMBIENTAIS Lei nº 9605/98 - crimes ambientais: possibilidade de responsabilização da pessoa física e/ou pessoa jurídica(PJ): Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la. Amplia as responsabilidades. CRIMES AMBIENTAIS Lei nº 9605/98 - crimes ambientais: possibilidade de responsabilização da pessoa física e/ou pessoa jurídica (PJ): Art. 3º (...) Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co- autoras ou partícipes do mesmo fato. CRIMES AMBIENTAIS Lei de crimes ambientais, Lei nº 9605/98, não faz distinção se é Pessoa Jurídica de Direito Público ou Privado (visão prevalente). Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei (...) CONCLUSÃO PARCIAL - Exacerbação da proteção ambiental e o aumento da responsabilização do Estado (de forma pessoal e institucional); - Aumento da participação do Ministério Público e Poder Judiciário; e - Necessidade de adaptação do EB e dos Comandantes- Importância do ASSESSORAMENTO. Conclusão CONCLUSÃO leonardo@dec.eb.mil.br Ritex 860-4082 (61) 3415-4082 1 INTRODUÇÃO SUMÁRIO 2 DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL 3 ÁREA DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL 4 SUBSISTEMA DE MEIO AMBIENTE DO EXÉRCITO 5 CONCLUSÃO INTRODUÇÃO - Preocupação ambiental da Força; - Foco na proteção dos interesses do Exército; - Segurança Nacional – Soberania – Estado Brasileiro. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL CONCEITO Desapropriação indireta Francisco Carlos Duarte: A desapropriação indireta, também chamada “inversa”, “irregular” ou “de fato”, se caracteriza por provocar os efeitos da desapropriação, sem contudo submeter- se ao processo formal de desapropriação, isto é, na prática o proprietário se vê privado do bem e/ou de seu uso, mesmo sem ter sido efetivado um processo de desapropriação. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL Decreto Nº 3.365, de 21 de junho de 1941 O Decreto Nº 3.365/41 prevê a impossibilidade de ente de esfera inferior (município e estado) desapropriar ente de esfera superior (União). Interpretação a contrário senso: “Art. 2o (...)§ 2o Os bens do domínio dos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios poderão ser desapropriados pela União, e os dos Municípios pelos Estados, mas, em qualquer caso, ao ato deverá preceder autorização legislativa. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL Demandas de criação de gravame ambiental em área da União/Exército. Exemplos: 1- Coudelaria de Campinas (Órgão Estadual); 2- Parque Natural Municipal Paisagem Carioca (Órgão Municipal); 3- Campo de Instrução Gericinó/Mendanha (Órgão Estadual). DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL 1-Coudelaria de Campinas: Foi proposta pelo Estado de São Paulo a aprovação junto ao Conselho Estadual do Meio Ambiente – CONSEMA, relatório final sobre o Plano de Manejo da Floresta Estadual Serra D’Água - FESSEDA, vizinho à Coudelaria de Campinas. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL 2-Parque Natural Municipal Paisagem Carioca (Órgão Municipal): Foi proposta pelo município do Rio de Janeiro, por intermédio de Decreto Municipal, a criação do Parque Natural da Paisagem Carioca em áreas jurisdicionadas à União/Exército (Leme / Morro da Babilônia/Chapéu Mangueira). DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL 3- Campo de Instrução Gericinó/Parque Estadual do Mendanha: Foi proposto pelo Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA), a criação de parque ecológico, em área sobreposta ao Campo de Instrução de Gericinó, por intermédio de Decreto Estadual. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL Consequências para o Exército: - Obstrução do registro dos imóveis em questão; - Restrição/inviabilidade do uso dos imóveis. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA POR MOTIVO AMBIENTAL ORIENTAÇÕES - Buscar a conciliação; - Caso não seja possível, acionar a Advocacia Geral da União no estado para entrar com medida judicial que proteja o patrimônio da Força. ÁREAS DE PROTEÇÃOX SEGURANÇA NACIONAL CONCEITO Segurança Nacional Áreas de proteção ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL CONCEITO Segurança Nacional: é uma série de medidas de defesa e de prevenção, em dimensão global, que visam garantir a paz social e política. (PESSOA, 1971, p.1119) Fragoso (1983, p.62) ensina que o conceito prevalente no direito internacional liga a segurança nacional diretamente à soberania, à independência e à própria existência do Estado. ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL CONCEITO Defesa Nacional: é uma das formas de expressão da Segurança Nacional. A Política Nacional de Defesa define o termo Defesa Nacional como: “o conjunto de medidas e ações do Estado, com ênfase no campo militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou manifestas”. ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL CONCEITO Áreas de proteção - Lei 9.985/00 Sistema Nacional Unidades de Conservação (SNUC) Art. 7o As unidades de conservação integrantes do SNUC dividem-se em dois grupos, com características específicas: I - Unidades de Proteção Integral; II - Unidades de Uso Sustentável. ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL CONCEITO Áreas de proteção - Lei nº 9958/00 (SNUC) Art. 8o O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto pelas seguintes categorias de unidade de conservação: I - Estação Ecológica; II - Reserva Biológica; III - Parque Nacional; IV - Monumento Natural; V - Refúgio de Vida Silvestre. ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL As unidades de proteção integral não podem ser habitadas pelo homem, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais - em atividades como pesquisa científica e turismo ecológico. ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL CONCEITO Áreas de proteção - Lei 9958/00 (SNUC) Art. 14. Constituem o Grupo das Unidades de Uso Sustentável as seguintes categorias de unidade de conservação: I - Área de Proteção Ambiental; II - Área de Relevante Interesse Ecológico; III - Floresta Nacional; IV - Reserva Extrativista; V - Reserva de Fauna; VI – Reserva de Desenvolvimento Sustentável; e VII - Reserva Particular do Patrimônio Natural. ÁREAS DE PROTEÇÃO X SEGURANÇA NACIONAL - Crescimento de demandas sobretudo em áreas de fronteira (GSI- Presidência da República) - Atentar para possibilidade de sobreposição com área militar (pode dificultar o uso do patrimônio castrense) - Importância do contato com a DPIMA; - Se possível buscar argumentos para ponderar bem Ambiental x Segurança nacional. SUBSISTEMA DE MEIO AMBIENTE DO EXÉRCITO BRASILEIRO A DPIMA no âmbito do Exército – Atribuições e responsabilidades dos participantes da estrutura funcional do EB (SIGAEB) - Adequação dos P Distr Cl III (Postos de Abastecimento);e - Participação no Amazon Log. - Adequação dos P Distr Cl III (Postos de Abastecimento);e - Participação no Amazon Log. - Interação na Área da Geoinformação. - Interação na Área da Geoinformação. - Educação ambiental. CEAC (CIJF) e CEA (CIEng) - Educação ambiental. CEAC (CIJF) e CEA (CIEng) - Normatização dos Assuntos Patrimoniais e Ambientais. - Normatização dos Assuntos Patrimoniais e Ambientais. - Gestão Ambiental das operações militares; - Disponibilização de imagens para a DPIMA; e - Estágios setoriais e gerais. - Gestão Ambiental das operações militares; - Disponibilização de imagens para a DPIMA; e - Estágios setoriais e gerais. - Assessoramento Técnico na Gestão Patrimonial e Ambiental ; - Respostas ao Poder Judiciário; e - Atendimento ao Poder Legislativo e Executivo. - Assessoramento Técnico na Gestão Patrimonial e Ambiental ; - Respostas ao Poder Judiciário; e - Atendimento ao Poder Legislativo e Executivo. - Adequação ambiental das OM Saúde do EB. Atribuições e responsabilidades dos participantes da estrutura funcional do EB (SIGAEB) – Órgão Externos Gestão do Patrimônio da União. Gestão do Patrimônio da União. Instrumentos de parcerias na área patrimonial; e Solicitações de transferência de expertises. Instrumentos de parcerias na área patrimonial; e Solicitações de transferência de expertises. Legado patrimonial/contrapartidas dos jogos olímpicos Rio2016. Legado patrimonial/contrapartidas dos jogos olímpicos Rio2016. Licenciamentos em áreas indígenas Licenciamentos em áreas indígenas Acompanhamento das obras militares e de cooperação. Acompanhamento das obras militares e de cooperação. Relação no trato das áreas rurais jurisdicionadas ao Exército Brasileiro. Relação no trato das áreas rurais jurisdicionadas ao Exército Brasileiro. Governos Estaduais e Municipais Assessoramento técnico na confecção de legislações Assessoramento técnico na confecção de legislações Acompanhamento das obras militares e de cooperação. Acompanhamento das obras militares e de cooperação. Cadastramento Ambiental Rural para áreas militares. Cadastramento Ambiental Rural para áreas militares.Tratativas sobre áreas no DFTratativas sobre áreas no DF controle) MODELAGEM GOVERNO FEDERAL (Alinhamento com os órgãos de controle) MENSAGEM AO CONGRESSO NACIONAL EM 2017 DPIMA – Relações Externas 5 (cinco) SPIMA em Grupamentos de Engenharia - 1º Gpt E (João Pessoa/PB) - 2º Gpt E ( Manaus/AM) - 3º Gpt E (Campo Grande/MS) - 4º Gpt E (Porto Alegre/RS) - 5º Gpt E (Rio de Janeiro/RJ) 3 (três) SPIMA em Regiões Militares - 11ª RM (Brasília/DF) - 8ª RM (Belém/PA) - 2ª RM (São Paulo/SP) 5 (cinco) Destacamentos Técnicos de Engenharia ligados aos Grupamentos de Engenharia - 1º Gpt E (João Pessoa/PB) - DTE Fortaleza - DTE Recife - DTE Salvador - 4º Gpt E (Porto Alegre/RS) - DTE Curitiba - 5º Gpt E (Rio de Janeiro/RJ) - DTE Belo Horizonte 1 (uma) Diretoria - DPIMA SUBSISTEMA DE PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO E MEIO AMBIENTE SUBSISTEMA DE PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO E MEIO AMBIENTE DPIMA GOVERNAN ÇA POR MEIO DA GESTÃO GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS GESTÃO DO MEIO AMBIENTE GESTÃO DO PATRIMÔNI O IMOBILIÁRI O GESTÃO DE RECURSOS FINANCEIR OS REALIZADA POR MEIO: - Reuniões Trimestrais; - Calendário Anual de Atividades; - Calendário Anual de Obrigações; - Melhoria Contínua dos Processos; - Atendimento dos indicadores. ASSISTÊNCIA TÉCNICA EDUCAÇÃO INTERAÇÃO COM ÓRGÃOS PÚBLICOS Gestão do Meio Ambiente CONCLUSÃO - Informação oportuna faz a DIFERENÇA; - Importância do Canal Técnico; - Atuação sempre pautada na legalidade; - Cuidados ambientais; - Necessidade de adaptação do EB e dos Comandantes - ASSESSORAMENTO EFICAZ! Conclusão MUITO OBRIGADO! Ritex 860-4082 (61) 3415-4082