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ATIVIDADE ADMINISTRATIVO 2 – DESAPROPRIAÇÃO 1. Trata-se de uma desapropriação por interesse social? Se não, por qual motivo? Não. Trata-se de uma desapropriação por utilidade pública, uma vez que a finalidade é a construção de uma barragem para geração de energia hidrelétrica, enquadrando-se no art. 2º do Decreto-Lei 3.365/41. O interesse social se aplicaria em casos voltados a resolver problemas sociais específicos, como reforma agrária ou regularização fundiária urbana. 2. Quem figurará no polo ativo da demanda judicial? Por que? A Concessionária de Geração de Energia figurará no polo ativo da demanda, pois, embora seja uma entidade privada, exerce função delegada de serviço público, conforme autorizado pelo decreto expropriatório e pelo art. 3º do Decreto-Lei 3.365/41. 3. O que é necessário para a imissão de posse? Para a imissão de posse, é necessário que o expropriante (Concessionária) realize o depósito prévio da indenização correspondente ao valor avaliado do imóvel e das benfeitorias, conforme o art. 15 do Decreto-Lei 3.365/41. 4. Qual a indenização justa para a desapropriação? Cálculo dos valores: 1. Área da desapropriação: R$ 2.000.000,00 2. Construções: R$ 500.000,00 3. Plantações: R$ 500.000,00 4. Gado: R$ 500.000,00 5. Fundo de Comércio Rural: R$ 500.000,00 6. Dano moral: R$ 100.000,00 (se reconhecido judicialmente). Total: R$ 4.000.000,00 (ou R$ 4.100.000,00 caso o dano moral seja incluído). Se o remanescente da propriedade for inaproveitável por ser inferior ao módulo rural, o proprietário pode pleitear a indenização pela totalidade da área - R$ 2.300.000,00. 5. Após o depósito há a imissão de posse. A Concessionária pode destruir as benfeitorias sem o trânsito em julgado da desapropriação? Por que? Sim. Após o depósito e a imissão provisória de posse, a Concessionária pode realizar intervenções necessárias, incluindo a destruição das benfeitorias, desde que a finalidade do uso seja mantida conforme o decreto expropriatório. Contudo, é responsável por indenizar todas as benfeitorias, protegendo os direitos do expropriado. 6. É possível ao proprietário levantar o valor do depósito? Quanto? Quais os requisitos? Sim, o proprietário pode levantar até 80% do valor depositado, desde que comprove a legitimidade como titular do imóvel e não haja litígios quanto à titularidade, conforme o art. 34 do Decreto-Lei 3.365/41. 7. Mesmo que o imóvel esteja hipotecado? Sim, o valor depositado substitui os ônus incidentes sobre o imóvel, com a sub-rogação da hipoteca no valor da indenização, conforme o art. 31 do Decreto-Lei 3.365/41. 8. Se não houver pedido de imissão de posse, quando será exigido o depósito do valor? Como se fará a execução? Haverá juros compensatórios? Se não houver pedido de imissão de posse, o depósito será exigido após a avaliação judicial definitiva do bem. A execução será realizada por meio de precatório ou requisição de pequeno valor (RPV), dependendo do montante. Juros compensatórios serão devidos caso o expropriante ocupe o imóvel antes do pagamento total da indenização. 9. É possível retrocessão após a inundação? Se não, quando haveria e quais os requisitos? Não. Após a inundação, a retrocessão é inviável porque o imóvel perde sua identidade física e originalidade. A retrocessão seria possível apenas se a área desapropriada não fosse utilizada para a finalidade prevista ou destinada a obras/serviços públicos, conforme o art. 519 do Código Civil. 10. Crie uma hipótese para a tresdestinação lícita. A Concessionária desapropria a área para construir a barragem. Posteriormente, em razão de mudanças no planejamento energético, utiliza parte da área para construir uma usina solar no mesmo local. Isso seria uma tresdestinação lícita, pois ainda atende ao interesse público inicial, que é a geração de energia. MARIA EDUARDA BORGES (RA- 22008220)