Logo Passei Direto
Buscar

Cadernos de Sequências Didáticas da EJA

Caderno de sequências didáticas de Arte para EJA (Ensino Médio). Reúne seis sequências com fundamentação teórica e sugestões de atividades: poesia visual na obra de Ronaldo Fraga; artes visuais e música; simbologia mítica nas danças dos povos originários; “Maria Maria” na dança; Brasil na Bienal de Veneza; arte e meio ambiente.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

2025
2025
Ensino Médio
Arte
ESCOLA DE FORMAÇÃO 
E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 
E DE EDUCADORES 
GOVERNO 
DIFERENTE 
ESTADO 
EFICIENTE
2
Governador do Estado de Minas Gerais
Romeu Zema Neto
Vice-governador do Estado de Minas Gerais
Mateus Simões de Almeida
Secretário de Estado de Educação
Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas
Secretária Adjunta
Fernanda de Siqueira Neves
Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica
Kellen Silva Senra
Superintendência de Políticas Pedagógicas
Rosely Lúcia de Lima 
Diretoria de Ensino Médio
Vanessa Nicoletti Gomes de Oliveira
Coordenação da Educação de Jovens e Adultos
Denise Jacqueline Silva Oliveira
Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e 
de Educadores
Graziela Santos Trindade
Diretora da Coordenadoria de Ensino da Escola de Formação e 
Desenvolvimento Profissional e de Educadores
Tiago Vieira Lima Alves
Elaboração e Construção
Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de 
Educadores
Revisão
Equipe Pedagógica e Professores Formadores da Escola de Formação e 
Desenvolvimento Profissional e de Educadores
Supervisão
Juliano Alves Andrade
Silene Gelmini Araújo Veloso
3
É com imensa satisfação que apresentamos a vocês os Cadernos de Sequências Didáticas 
da EJA. Trata-se de uma iniciativa da Coordenação da Educação de Jovens e Adultos em 
parceria da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas 
Gerais que tem como objetivo apoiar o fazer pedagógico docente alinhado ao público da 
modalidade.
Este material é fruto das demandas apresentadas nas pesquisas da Coordenação EJA ende-
reçadas aos Professores-Referência, membros do grupo de trabalho Educadores EJA.
Neste documento, você irá encontrar sequências didáticas que contemplam parte teórica 
que orienta e fundamenta o trabalho, e sugestões de atividades a serem desenvolvidas com 
os estudantes. Ressaltamos que todas as sequências apresentadas foram elaboradas de 
acordo com as Habilidades Foco da EJA e que as temáticas escolhidas estão intimamente 
relacionadas ao universo jovem, adulto e idoso, público da modalidade. 
Esperamos que o material elaborado e aqui disponibilizado possa ser utilizado por vocês, 
professores, contribuindo para a proposição de aulas contextualizadas, que utilizem de me-
todologias ativas que impulsionem o protagonismo do estudante da EJA ao mesmo tempo 
que valoriza os saberes que os estudantes trazem como bagagem de vida. Também orien-
tamos que conteúdo das sequências possam ser adaptados e/ou enriquecidos a partir das 
experiências dos professores e da realidade de cada turma.
Por fim, desejamos inspirar a construção de novas práticas que considerem o jovem, o adul-
to e o idoso com suas identidades e seus desafios, personalizando cada vez mais o trabalho 
com a modalidade.
Cordialmente,
Coordenação da Educação de Jovens e Adultos
Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais
PREZADO(A) PROFESSOR(A), DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS,
4
SUMÁRIO
ARTE ........................................................................................................5
SEQUÊNCIA DIDÁTICA I: Arte e contexto - A poesia visual na Obra do estilista 
Ronaldo Fraga ............................................................................................. 5
SEQUÊNCIA DIDÁTICA II: Artes Visuais e música - condições deprodução, 
circulação e recepção de discursos ............................................................. 21
SEQUÊNCIA DIDÁTICA III: A simbologia mítica nas danças dos povos origi-
nários - Condições de Produção, Circulação e Recepção de Discursos ............. 33
SEQUÊNCIA DIDÁTICA IV: Arte e Contexto - “Maria Maria” na Dança do 
Corpo ........................................................................................................ 52
SEQUÊNCIA DIDÁTICA V: “Com o coração saindo pela boca”, o Brasil se 
apresenta na Bienal de Veneza - Condições de Produção, Circulação e Recepção 
de Recursos ............................................................................................... 64
SEQUÊNCIA DIDÁTICA VI: Arte e meio ambiente: as questões climáticas em 
perspectiva ................................................................................................ 76
REFERÊNCIAS ........................................................................................... 88
5
REFERÊNCIA
Conhecer e identificar os elementos básicos das Artes Visuais explorando o uso desses 
elementos nas linguagens artísticas. 
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA
Competência específica 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens 
e práticas culturais (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na 
recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diver-
sas mídias, para ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibi-
lidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.
HABILIDADES
(EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de dis-
cursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de 
interesses pessoais e coletivos.
(EM13LGG103) Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir 
criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras e 
gestuais).
(EF69AR04P6) Analisar e nomear os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, 
linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na aprecia-
ção de diferentes produções artísticas.
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo cola-
borativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade 
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos 
plurais.
OBJETIVO
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Processo de produção, análise e compartilhamento de produções textuais, artísticas e 
culturais. Processo de análise crítica de produções textuais, discursos e posicionamen-
tos políticos de candidatos, políticas públicas, programas e propostas governamentais. 
DURAÇÃO
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS 
ÁREA DE CONHECIMENTO
Linguagens
COMPONENTE CURRICULAR
Arte
Ensino Médio
SEQUÊNCIA DIDÁTICA I
Arte e contexto - A poesia visual na Obra do estilista Ronaldo Fraga.
PERÍODO
1° Período 6 aulas de 50 minutos
ANO LETIVO
2025
6
APRESENTAÇÃO: 
Olá Professor(a)!
As Artes Visuais são compostas por expressões artísticas que se fundamentam no sentido 
da visão como forma de fruição. No mundo cada vez mais inundado por imagens, as Artes 
Visuais ganham notoriedade se tornando uma área do conhecimento que deve ser conside-
rada no desenvolvimento do ensino aprendizagem, promovendo a imaginação e a criativida-
de, além de proporcionar uma leitura de mundo de forma sensível em busca da experiência 
estética. As manifestações das Artes Visuais podem ser percebidas por meio de criações 
artísticas clássicas e contemporâneas, que ultrapassam o tempo e se apropriam das mais 
diversas tecnologias inventadas pelo homem ao longo de sua existência. Há milhões de 
anos, o ser humano se comunica por meio dos sentidos, do movimento, da fala, da escrita, 
etc. identificando os signos, o que Charles S. Peirce (1839-1914) denominou Semiótica, um 
processo de aprimoramento comunicativo. Podemos perceber a Semiótica nas Artes Visuais 
como a pintura, o desenho, a arquitetura, a colagem, o grafite, a fotografia, o cinema e em 
uma infinidade de expressões imagéticas. A linguagem visual imprime uma forma imediata 
e eficaz de comunicação que transmite mensagem de modo sensível, cativando a atenção 
do interlocutor. Perceber as Artes Visuais como elemento fundamental de leitura e interpre-
tação do mundo é o desafio que se propõe esse planejamento, no sentido de contemplar 
essa linguagem artística em um percurso de associações e descobertas do universo da Arte 
no cotidiano dos estudantes.
Espera-se com este planejamento,o luto. O 
Kuarup é somente para pessoas importantes para nós, não é para qualquer pessoa”, 
esclarece o cacique.
Kotok também salienta a dificuldade na preparação do Kuarup. “A pescaria [que ante-
cede o início do ritual] tem que ter muito peixe. A gente faz uma pescaria grande para 
poder alimentar o povo que chega das outras aldeias. São nove povos que vieram para 
o Kuarup: Mehinako, Kuikuro, Waura, Aweti, Matipu, Kalapalo, Nahukua e Yawalapiti”, 
além do povo Kamayurá, anfitrião do primeiro evento na temporada.
Fonte: (BRASIL. MINISTÉRIO, 2019).
41
2º Momento
Promova um breve diálogo com a turma sobre as percepções adquiridas com o vídeo e os 
textos apresentados. Proponha a produção de um texto como atividade, fazendo uma com-
paração entre os rituais indígenas com os rituais do homem ocidentalizado. 
Exemplo: Descreva como são os rituais fúnebres, de casamento, de passagem para a ado-
lescência, fazendo uma comparação entre a cultura ocidentalizada e a cultura dos povos 
originários. 
3º Momento
Inicie este momento pedindo aos estudantes que façam a leitura da descrição comparativa 
entre os rituais, solicitado anteriormente. Ao final das leituras, a(o) docente pode reforçar 
a reflexão sobre os diversos elementos que compõem esses rituais, como as vestimentas, 
os utensílios, as pinturas corporais, a culinária, dentre outros. Mais uma vez cabe a compa-
ração com os rituais da cultura “branca” ocidentalizada com a cultura indígena. 
Ex: Trajes, músicas, melodias e cânticos, maquiagem, ambiente, ornamentos e a culinária, 
em rituais de casamentos, bailes de debutantes, funerais, datas comemorativas diversas, 
etc. Desperte nos estudantes o entendimento que todos, indistintamente, possuem formas 
de ser e se portar no mundo, considerando as peculiaridades de cada cultura, reforçando 
o sentido de empatia e o respeito à diversidade cultural. Que eles adquiram com esse pro-
cesso de aprendizagem o reconhecimento e a identificação com os rituais indígenas, como 
forma de legitimação de um povo, que deve e merece ser respeitado e preservado.
Encerre esse momento exibindo o vídeo “Os Indígenas – Raízes do Brasil” indicado no link 
abaixo:
VÍDEO SUGERIDO
Os Indígenas - Raízes do Brasil.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=c-
QkA5PDow2s.
https://www.youtube.com/watch?v=cQkA5PDow2s
https://www.youtube.com/watch?v=cQkA5PDow2s
42
MÓDULO III: 
1º Momento
Desvendando o Toré ou Turé.
Toré é um ritual comum a várias etnias do Nordeste brasileiro, como os Pankararu, Panka-
raré, Ka-riri-Xocó, Xukuru-Kariri, Potiguara, Geripancó e Fulni-ô. Trata-se de uma manifes-
tação cultural de grande importância para os indígenas, envolvendo tradição, música, reli-
giosidade, luta e brincadeira. A cerimônia inclui ainda uma dança circular, em fila ou pares, 
acompanhada por cantos ao som de maracás, zabumbas, gaitas e apitos, podendo variar 
considerando cada etnia. Cada comunidade possui um Toré próprio e singular, apresentando 
variações de toadas, ritmos e expressões. Ao longo do ritual são invocados os “Encantados”, 
entidades espirituais dessas tradições indígenas cuja representação física é o Praiá, veste 
tradicional confeccionada com palha. É uma dança orquestrada por uma melodia chamada 
Toante, onde um cantador ou cantadora, ditam o ritmo e são acompanhados pelos de-
mais participantes com gritos, existindo também uma performance do dançador. Composto 
por duas partes, a máscara ou casaco, chamado Tanam, e a saia, seu objetivo é preservar a 
identidade do dançador, que, ao vesti-la, seguindo os preceitos religiosos, se torna o próprio 
Encantado (BRASIL, 2022).
Professor(a), nesse momento, caso seja possível, é interessante convidar indígenas e/ou 
descendentes da sua região para uma vivência com os estudantes. Pesquise se há algum 
estudante ou funcionário indígena na escola. A vivência pode ser pessoalmente ou por vide-
oconferência. Promova uma entrevista com perguntas elaboradas pela turma, fundamenta-
das nos conteúdos que foram abordados em sala de aula.
43
MÓDULO IV: Rituais indígenas e os atos políticos na Assembleia Constituinte em 
1987.
1º Momento
Em uma análise superficial, as questões indígenas no Brasil sempre foram vistas de forma 
discriminatória e estigmatizadas pelo ranço do jugo colonizador, como um estado de transi-
ção do sujeito entre a “selvageria” e a “civilização”. Nesse sentido, a Assembleia Nacional 
Constituinte (ANC) 1988, foi um marco para a população indígena no Brasil, que vislum-
braram uma possibilidade de reconhecimento e garantias de direitos nunca antes previstos, 
como o direito à própria cultura, a língua e a demarcação de terras. Grupos de diversas 
etnias se reuniram em Brasília e reivindicam seus direitos dentro do plenário da Câmara dos 
Deputados. 
A participação popular na construção da Carta Magna foi uma constatação positiva, quando 
em um momento de transição de um período ditatorial para a democracia, o povo se sentiu 
no dever de se inteirar de suas necessidades primordiais e se manifestar para obter garan-
tias legais. “O direito a ter direito”, em um movimento uníssono entre todas as minorias so-
ciais, colocou os indígenas em evidência, que acompanharam de perto os trâmites políticos, 
considerando a urgência da pauta que pleiteava a inclusão e a defesa dos direitos. Apesar 
de muita luta e enfrentamento com setores do poder, pode-se considerar essa uma batalha 
vitoriosa, que deixa um legado importante no que tange esses povos tão injustiçados.
2º Momento
Um discurso, uma performance
Discurso de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte, Brasília, Brasil
Resumo
Ailton Krenak é líder indígena, ambientalista e escritor. Nasceu em 1953 no estado de 
Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. Aos dezessete anos de idade, mudou-se 
com sua família para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor 
gráfico e jornalista. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movi-
mento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura 
Indígena, que visa promover a cultura indígena. Foi durante a Assembleia Constituinte, 
em 1987, que Ailton protagonizou uma das cenas mais marcantes da mesma: em 
discurso na tribuna, vestido com um terno branco, pintou o rosto com tinta preta
Fo
nt
e:
 (M
ira
nd
a,
 2
02
2)
.
44
pintou o rosto com tinta preta para protestar contra o que considerava um retrocesso 
na luta pelos direitos indígenas. Em 1988, participou da fundação da União dos Povos 
Indígenas, organização que busca representar os interesses indígenas no cenário na-
cional. Em 1989, participou da Aliança dos Povos da Floresta, movimento que busca o 
estabelecimento de reservas naturais na Amazônia onde fosse possível a subsistência 
econômica através da extração do látex da seringueira, bem como da coleta de outros 
produtos da floresta. Retornou a Minas Gerais, onde passou a se dedicar ao Núcleo de 
Cultura Indígena. Desde 1998, a organização realiza, na região da Serra do Cipó, em 
Minas Gerais, um festival idealizado por Ailton: o Festival de Dança e Cultura Indígena, 
promovendo a integração entre as diferentes populações indígenas.
Krenak, Ailton. 2019. “Discurso De Ailton Krenak, Em 04 09 1987, Na Assembleia Constituinte, Brasília, Brasil”. 
GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia 4 (1): 421-22. Disponível em: https://doi.org/10.11606/
issn.2525-3123.gis.2019.162846. Acesso em: 24 set. 2024.
VÍDEO SUGERIDO
Ailton Krenak - Discurso na Assembleia Constituinte. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TYICw-
l6HAKQ
Professor(a), discuta o vídeo com a turma. Questione sobre o que eles sentiram ao se depa-
rarem com a *performance de Ailton Krenak que aplicou tinta preta de jenipapo no rosto 
(representando o luto para a comunidade dos Krenak) ao reivindicar a inclusão dos direitos 
dos povos indígenas na Assembleia Constituinte em 1987. Esse foi um discurso histórico, 
que repercutiu mundialmente e ainda causa impacto ao nos depararmoscom essa cena. De 
forma emblemática, Ailton Krenak junto com outras lideranças indígenas, conseguiu incluir 
um capítulo importantíssimo na nossa constituição.
*Performance:
Forma de arte que combina elementos do teatro, das artes visuais e da música. Nesse 
sentido, a performance liga-se ao happening (os dois termos aparecem em diversas 
ocasiões como sinônimos), sendo que neste o espectador participa da cena proposta 
pelo artista, enquanto na performance, de modo geral, não há participação do público. 
A performance deve ser compreendida a partir dos desenvolvimentos da arte pop, do 
minimalismo e da arte conceitual, que tomam a cena artística nas décadas de 1960 e 
1970. [...]
PERFORMANCE. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Dis-
ponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3646/performance. Acesso em: 30 de setembro de 2024.
https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.162846
https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.162846
https://www.youtube.com/watch?v=TYICwl6HAKQ
https://www.youtube.com/watch?v=TYICwl6HAKQ
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3646/performance
45
Para concluir esse momento, pergunte aos estudantes se acreditam que os direitos dos po-
vos originários, garantidos pela constituição de 1988, seguem sendo respeitados. (Pode-se 
fazer uma pesquisa no laboratório de informática de notícias sobre a situação dos povos 
indígenas atualmente)
Saiba mais!
MG – Povo indígena Krenak segue lutando por reconhecimento e demarca-
ção total de seu território tradicional
O povo Krenak, atualmente, está situado em sua maioria na Terra Indígena Krenak, em 
Resplendor/MG. Entretanto, ao longo de sua história, os Krenak têm sofrido diversos ti-
pos de violência e expropriações culturais e territoriais, o que acontece desde o período 
colonial, quando eram conhecidos ora como Borum, ora como Botocudos (essa última 
é a denominação que os portugueses utilizavam para se referir a eles). [...]
MG – Povo indígena Krenak segue lutando por reconhecimento e demarcação total de seu território tradicional. 
Mapa de Conflitos. [S.l.] 2018. Disponível em: https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/mg-povo-indi-
gena-krenak-segue-lutando-por-reconhecimento-e-demarcacao-total-de-seu-territorio-tradicional/. Acesso em: 24 
set. 2024.
Veja no link a seguir o projeto transdisciplinar “Protagonismo Indígena”, em uma vivên-
cia com estudantes e convidados da comunidade dos Krenak, na Escola Estadual Comen-
dador Nascimento Nunes Leal, realizado pela professora de Língua Portuguesa, Fernanda P. 
Venturin, na cidade de Resplendor – MG.
VÍDEO SUGERIDO
Protagonismo indígena.
Disponível em: https://www.instagram.com/reel/CrixFgM-
gYlW/?igshid=YmMyM-TA2M2Y%3D.
De acordo com Camargo (2020), “Em Minas Gerais há dezenove etnias indígenas. As etnias 
são: Maxakali, Xakriabá, Krenak, Aranã, Mukuriñ, Pataxó, Pataxó hã-hã-hãe, Catu-Awá-
-Arachás, Kaxixó, Puris, Xukuru-Kariri, Tuxá, Kiriri, Canoeiros, Kamakã, Karajá, Guarani e 
Pankararu.”
3º Momento
Pintura corporal de povos indígenas
Fo
nt
e:
 (B
ra
sil
, 2
02
2)
.
https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/mg-povo-indigena-krenak-segue-lutando-por-reconhecimento-e-demarcacao-total-de-seu-territorio-tradicional/
https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/mg-povo-indigena-krenak-segue-lutando-por-reconhecimento-e-demarcacao-total-de-seu-territorio-tradicional/
46
Professor(a), divida a sala em grupos de até 6 estudantes e leve a turma ao laboratório de 
informática para que façam uma pesquisa sobre as pinturas corporais que compõem os ritu-
ais dos povos indígenas. Os grupos devem produzir as tintas utilizadas pelos indígenas, ano-
tando a composição de cada pigmento. Oriente que tragam os ingredientes para a produção 
das tintas na escola, promovendo uma vivência em sala de aula. (Essa etapa pode ser au-
xiliada pelo professor(a) de Química). Peça também, que tragam para o próximo momento, 
maquiagens convencionais e suas composições, a título de comparação com os pigmentos 
naturais produzidos pela turma. As receitas das tintas naturais podem ser compartilhadas 
entre os colegas. Os trabalhos serão apresentados no próximo encontro. Fica a critério de 
cada grupo escolher a forma de apresentação, lembrando que as tintas e pigmentos devem 
estar associadas aos rituais pesquisados.
4º Momento
“Mãos na massa!”
Caro(a) professor(a), inicie esse momento com apresentação dos trabalhos produzidos pe-
los estudantes. Eles devem ser estimulados a experimentarem os pigmentos trazidos (tanto 
os naturais quanto os industrializados). Peça que observem as tonalidades, as texturas e a 
fixação desses pigmentos em diversas superfícies ou suportes e compartilhem as receitas 
das tintas naturais, como também, identifiquem os elementos químicos que compõem as 
maquiagens industrializadas em comparação com as tintas naturais.
Saiba mais!
Índio ou indígena? 
Segundo Santos, (2022) “O que o movimento indígena reivindica é que esse termo 
[índio], que é colonizador, que reproduz um discurso pejorativo que remete à ideia eu-
rocêntrica de que somos atrasados, de que somos todos iguais, no sentido de que as 
diferenças linguísticas e culturais são desconsideradas, seja substituído por como nos 
autodenominamos”.
“A palavra ‘indígena’ diz muito mais a nosso respeito do que a palavra ‘índio’. Indígena 
quer dizer originário, aquele que está ali antes dos outros”, explicou o autor em entre-
vista à BBC News Brasil. Santos, (2022).
SITES SUGERIDOS
Protagonismo indígena.
Disponível em: https://www.instagram.com/reel/CrixFgM-
gYlW/?igshid=YmMyM-TA2M2Y%3D.
https://www.instagram.com/reel/CrixFgMgYlW/?igshid=YmMyM-TA2M2Y%3D
https://www.instagram.com/reel/CrixFgMgYlW/?igshid=YmMyM-TA2M2Y%3D
47
Procedimentos de avaliação: 
De acordo com Contocani, 2023; “Para construir uma avaliação formativa em Arte, que seja 
contínua e processual, além da documentação pedagógica dos processos experienciados 
pelos estudantes, podemos lançar mão de outras ferramentas, como a autoavaliação e o 
portfólio”. 
Considerar a participação individual e coletiva, a pontualidade, a disposição nas proposi-
ções, os registros no caderno, a produção final e a capacidade de refletir sobre os temas 
abordados e a apreciação dos trabalhos de forma empática. 
Fixando o aprendizado:
A simbologia mítica nas danças dos povos originários
1 – Responda as Atividades de acordo com os conteúdos apresentados pelo(a) profes-
sor(a):
1 – Dança do toré
( ) É uma das danças indígenas brasileiras que evocam 
as entidades que controlam o tempo. É dançada na época 
de secas, e seu objetivo é trazer a chuva. Diferente da 
maioria das danças indígenas, tem como personagem 
principal uma mulher, pois segundo a cultura indígena, a 
entidade que controla a seca é feminina.
2 – Atiaru
( ) A dança apresenta como significado a união entre os 
indígenas. É realizada geralmente em uma clareira, e os 
dançarinos distribuem-se formando um grande círculo. 
A dança inicia-se com o tocar dos maracás (chocalhos 
tribais confeccionados a partir de uma cabaça oca, 
contendo grãos, sementes ou pedriscos em seu interior).
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DE CONCEITOS
SITES SUGERIDOS
Falas da Terra - Documentário Completo.
Disponível em: https://www.bing.com/videos/riverview/re-
latedvideo?q=falas+da+terra&mid=A59F399810B5C6D7B-
F09A59F399810B5C6D7BF09&FORM=VIRE.
Ideias para adiar o fim do mundo.
Disponível em: https://cpdel.ifcs.ufrj.br/wp-content/uplo-
ads/2020/10/Ailton-Krenak-Ideias-para-adiar-o-fim-do-mun-
do.pdf.
https://www.bing.com/videos/riverview/relatedvideo?q=falas+da+terra&mid=A59F399810B5C6D7BF09A59F399810B5C6D7BF09&FORM=VIRE
https://www.bing.com/videos/riverview/relatedvideo?q=falas+da+terra&mid=A59F399810B5C6D7BF09A59F399810B5C6D7BF09&FORM=VIRE
https://www.bing.com/videos/riverview/relatedvideo?q=falas+da+terra&mid=A59F399810B5C6D7BF09A59F399810B5C6D7BF09&FORM=VIRE
https://cpdel.ifcs.ufrj.br/wp-content/uploads/2020/10/Ailton-Krenak-Ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo.pdfhttps://cpdel.ifcs.ufrj.br/wp-content/uploads/2020/10/Ailton-Krenak-Ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo.pdf
https://cpdel.ifcs.ufrj.br/wp-content/uploads/2020/10/Ailton-Krenak-Ideias-para-adiar-o-fim-do-mundo.pdf
48
2 – Faça uma ilustração nos espaços em branco do quadro acima, representando 
cada uma das danças descritas na atividade 1. Pode-se ilustrar com desenho ou 
colagem de gravuras que representem cada ritual descrito. Ex.: (Personagens, 
ambiente, objetos, culinária, etc.)
3 – Jacundá
( ) É uma das mais exóticas e curiosas danças indígenas 
brasileiras: é uma representação do jovem que se tornou 
um bravo caçador. O dançarino principal encarna o 
espírito do animal que ele matou sem a ajuda de nenhum 
outro caçador. Entretanto, não pode ser identificado pelos 
outros integrantes da tribo.
4 – Kuarup
( ) É uma das muitas danças indígenas brasileiras que 
possui um significado espiritual: é dançada para afastar 
os maus espíritos, para então atrair os bons. Apesar de 
ser uma dança espiritual, é permitida a participação de 
homens e mulheres.
O evento inicia-se próximo ao pôr do sol, e os dançarinos 
caracterizam-se pelas vestimentas muito bem elaboradas: 
grandes cocares de plumas, colares, pulseiras e chocalhos 
amarrados nos tornozelos.
5 – Kahê-Tuagê
( ) Apesar de ser diretamente relacionada ao povo rural, o 
cateretê tem suas origens culturais nas danças indígenas 
brasileiras, mais precisamente as realizadas pelos tupis. 
A dança então acabou sendo adotada pelos brancos, que 
realizaram suas adaptações culturais. É mais conhecida 
pelos brancos como catira.
6 – Dança da onça
( ) Essa dança faz parte de um ritual tribal em homenagem 
aos mortos, celebrando assim suas memórias. Apesar 
do tema, é uma das mais alegres danças indígenas 
brasileiras, pois de acordo com a cultura das tribos, os 
finados não gostariam de seus companheiros vivos tristes 
por sua passagem.
7 – Cateretê
( ) É uma das danças indígenas brasileiras dedicadas à 
representação da pescaria. Os dançarinos distribuem-se 
de maneira que formem um círculo, sempre alternando 
entre homens e mulheres. No centro do círculo, um 
homem indígena e uma mulher Indígena, dançam como 
se fossem um peixe e, no meio da dança, tentam fugir 
para fora do círculo. Caso um dos que compõem o 
círculo não consiga impedir a fuga de um deles, deverá 
substituir o fujão. É uma dança muito divertida e onde 
todos dão gargalhadas, sendo muito utilizada para o 
lazer e entretenimento.
49
3 – O grafismo indígena é uma linguagem visual que transmite histórias, crenças 
e valores de maneira única. É uma forma de identificação interna dentro das 
sociedades indígenas, além de servir como identificação étnica em comparação 
com outras tribos. Características incluem simetria, formas simples relacionadas 
à natureza e, frequentemente, são criadas por mulheres. As técnicas tradicionais 
variam, mas o grafismo geralmente utiliza linhas e padrões geométricos. Os de-
senhos podem aparecer em pinturas em cavernas, cerâmicas decoradas, têxteis 
e esculturas. Observe a imagem abaixo, escolha quatro modelos de grafismos e 
repita nos espaços em branco até completar a linha
Grafismo indígena
I. 
II. 
III. 
IV. 
Fo
nt
e:
 (M
on
te
iro
, 2
01
9)
.
50
4 – Encontre as palavras escondidas no caça-palavras abaixo:
Caça palavras
6 – Fale com suas palavras o que você entende como uma Performance artística:
7 – Por qual motivo o discurso do líder indígena Ailton Krenak foi considerado 
uma performance? 
8 – Assista o vídeo disponível no link abaixo e descreva a impressão e o senti-
mento que o discurso de Ailton Krenak causou em você?
VÍDEO SUGERIDO
Ailton Krenak - Discurso na Assembleia Constituinte. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TYICw-
l6HAKQ.
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
 in
.:,
 G
en
ia
lIA
, 2
02
4)
.
51
(In)forme-se mais através das ferramentas
Plataforma com conteúdo seguro, interati-
vo, divertido e de qualidade para professo-
res e estudantes.
Disponível em: https://britannica.com.br/.
Plataforma de leitura que apoia a promo-
ção do hábito da leitura e das habilidades 
de compreensão leitora dos estudantes.
Disponível em: https://www.
elefanteletrado.com.br/.
Plataforma que oferece livros digitais, vi-
deoaulas, simulados, correção de reda-
ção, relatórios individuais de desempenho 
e muito mais para auxiliar o estudante na 
preparação para o ENEM.
Disponível em: https://www.enem.
educacao.mg.gov.br/plataforma/login.
Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. 
https://britannica.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
52
Entender as manifestações artísticas como reflexo da sociedade e elemento de engaja-
mento e apresentação de discursos inseridos em contextos contemporâneos. 
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA
Competência 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas 
(artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produ-
ção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para 
ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de expli-
cação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.
HABILIDADES
(EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de dis-
cursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de 
interesses pessoais e coletivos.
(EM13LGG501) Selecionar e utilizar movimentos corporais de forma consciente e in-
tencional para interagir socialmente em práticas corporais, de modo a estabelecer 
relações construtivas, empáticas, éticas e de respeito às diferenças.
(EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes 
argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, frente à análise 
de perspectivas distintas.
OBJETIVO
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Vivência e análise de processos e produções artísticas (espetáculos, apresentações, 
exposições, obras de arte, concertos, shows, festivais, feiras, exibições audiovisuais, 
etc.) e como chegam ao público. 
Apreciação de produções artísticas e posicionamento crítico sobre sua criação, circula-
ção e recepção.
Compreensão e análise de dimensões estéticas e éticas de gestos nas diferentes lin-
guagens artísticas que têm como protagonista a ação corporal (dança, no teatro, per-
formances, dentre outras).
Experimentação de dimensões estéticas e poéticas dos gestos em processos de criação 
artísticocorporais (dança, no teatro, performances, dentre outras).
DURAÇÃOREFERÊNCIA
Ensino Médio
SEQUÊNCIA DIDÁTICA IV
Arte e Contexto - “Maria Maria” na Dança do Corpo. 
PERÍODO
2° Período 8 aulas de 50 minutos
Equipamento multimídia, textos e imagens impressas, laboratório de informática com 
acesso a internet. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS
53
Olá professor(a)!
As linguagens da Arte estão sempre atreladas às circunstâncias históricas. Reconhecer a 
heterogeneidade desse universo é aprender a lidar com a variável do sensível, dentro de 
uma perspectiva em constante diálogo. Nesse sentido, as linguagens corporais na Arte 
acompanham as percepções estéticas de cada momento, sejam eles, poéticos, ideológicos, 
míticos, religiosos, sociais, etc.
“Podemos perceber que a Dança Contemporânea não se concretiza como uma técnica, en-
tendemos que a partir das reflexões geradas por vários autores, a Dança Contemporânea 
é mais uma forma de se pensar a dança a partir de diferentes poéticas do que uma técnica 
restrita. [...]alguns autores que apesar de contribuições pontuais e distintas em alguns pon-
tos, colaboram com a ideia de que a Dança Contemporânea não é uma técnica, mas sim 
uma forma de se pensar a dança. (SOUZA, 2013, p. 8).
Em interlocução com as habilidades propostas, busca-se compreender e analisar processos 
de produção e circulaçãode discursos na linguagem da dança contemporânea, para que 
os estudantes possam fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e 
coletivos, como também apropriar-se do patrimônio artístico e cultural de diferentes tempos 
e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das 
manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica.
Para possibilitar o diálogo entre as habilidades, abordaremos como meio para esse enten-
dimento o balé contemporâneo do Grupo Corpo “Maria Maria” e a emblemática música de 
Milton Nascimento e Fernando Brant, criada especialmente para este espetáculo. (Albu-
querque, 2024).
54
MÓDULO I: 
1º Momento
Olá Professor(a)!
Inicie esse momento, introduzindo o tema “MARIA MARIA” NA DANÇA DO CORPO. Diante 
da ideia de pensar o movimento e o gesto, o Grupo Corpo, companhia de dança contem-
porânea mineira, fundada por Paulo Pederneiras em 1975, na cidade de Belo Horizonte, 
estreia com o espetáculo “Maria Maria”, um ano depois de sua criação, musicado pelo ícone 
da MPB, o artista Milton Nascimento em parceria com Fernando Brant. Esse espetáculo ficou 
uma década em cartaz e se apresentou em 14 países nesse período. O Grupo Corpo é uma 
companhia de dança que traduz a arte contemporânea e se consolida como uma referência 
no mundo, enaltecendo e projetando Minas Gerais como exportadora, não só de commodi-
ties, mas de arte e cultura, sendo este o verdadeiro ouro de Minas. 
Execute a música “Maria Maria” disponível no link abaixo:
Obs: Distribua a letra impressa, para que os estudantes acompanhem a música. 
Maria, Maria
Maria, Maria, é um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, Maria, é o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca, Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca possui
A estranha mania de ter fé na vida
Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca, Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
55
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca possui
A estranha mania de ter fé na vida
Compositores: Fernando Brant / Milton Silva Campos Nascimento
Em seguida, questione a turma o que eles sentiram ao ouvir essa música e o que ela signi-
fica para eles. 
“Maria Maria” retrata um Brasil que mistura a dor e a alegria. Essa música emblemática, foi 
feita sob encomenda para compor o primeiro espetáculo do Grupo Corpo, a maior compa-
nhia de dança contemporânea brasileira, que leva Minas para o mundo. A canção ilustra a 
mulher batalhadora, que encontra forças para vencer todos os obstáculos que a vida possa 
lhe oferecer, com gana, raça e ternura, sem deixar os sonhos de lado. O espetáculo fez 
tanto sucesso que ficou uma década em cartaz. A princípio, a canção – que entrou para 
esse espetáculo do Grupo Corpo – não tinha letra: era apenas a voz de Milton Nascimento 
cantando uma bela melodia em cima da harmonia composta por ele. Só depois, inspirado 
pela história do espetáculo e também por uma mulher real que vivia na beira dos trilhos 
da cidade onde cresceu – Diamantina, no interior mineiro – que Fernando Brant compôs a 
letra. Brant diz ainda que a mulher que foi motivo de inspiração para essa música que é um 
verdadeiro hino ao universo feminino, mesmo em uma situação de abandono, insistia em 
vislumbrar um futuro melhor para os seus filhos se empenhando em mandá-los para a esco-
la. A letra ilustra toda a essência da mulher brasileira, em uma poesia que emana coragem, 
resiliência e fé, caracterizando a força evidente da mulher negra, um retrato das mães que 
assumem a criação de seus filhos sem o apoio dos “pais”.
Professor(a), para encerrar este momento, faça uma roda de conversa com a turma e peça 
para contarem histórias que se encaixam com a poesia de “Maria Maria”. Quantas “Marias” 
estão por aí? 
Ilustre esse momento exibindo as imagens selecionadas no quadro abaixo, fazendo junto 
com a turma, uma leitura das mesmas, identificando o texto visual nelas implícito:
 O Grande Golpe (2021) de Renata Felinto Thaís Basílio, Colo, 2022
Fo
nt
e:
 (N
ac
ca
, 2
02
2)
.
Fo
nt
e:
 (N
ac
ca
, 2
02
2)
.
56
MÓDULO II: 
O Balé
“Quando se vê o GRUPO CORPO dançando, é como se as questões do trânsito entre a na-
tureza e a cultura estivessem sendo bem respondidas. São os diversos Brasis, o passado e 
o futuro, o erudito e o popular, a herança estrangeira e a cor local, o urbano e o suburbano, 
tudo ao mesmo tempo sendo resolvido como arte. Arte brasileira. Arte do mundo”. Helena 
Katz (Grupo Corpo, 2024). 
Histórico
Fundado por Paulo Pederneiras em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo estrearia 
no ano seguinte sua primeira criação, Maria Maria. Com música original assinada por 
Milton Nascimento, roteiro de Fernando Brant e coreografia do argentino Oscar Araiz, o 
balé ficou dez anos em cartaz e percorreu catorze países. Um êxito que se converteria 
na concretude de uma sede própria, inaugurada em 1978. Mas, se a empatia com o 
público, o entusiasmo da crítica e o sucesso de bilheteria foram imediatos, a conquista 
de uma identidade artística própria, a sustentação de um padrão de excelência e a 
construção de uma estrutura capaz de garantir a continuidade da companhia e o esta-
belecimento de metas de longo prazo são fruto de árduo trabalho cotidiano.
De 1976 a 1982, enquanto o sucesso de Maria Maria ainda repercutia em apresenta-
ções pelo Brasil e diversos países da Europa e da América do Sul, o Grupo Corpo não 
se deu descanso. Colocou em cena nada menos que seis coreografias assinadas por 
Rodrigo Pederneiras, que assume o posto de coreógrafo-residente em 1981 e, jun-
tamente com Paulo Pederneiras – diretor artístico da companhia é responsável pela 
iluminação e cenários dos espetáculos – acaba por moldar a personalidade e as feições 
definitivas do grupo. [...]
HISTÓRICO. Grupo Corpo. Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://grupocorpo.com.br/companhia/ Acesso 
em: 24 set. 2024.
VÍDEO SUGERIDO
Grupo Corpo - Maria Maria 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LjIJj9a-
jKhQ.
https://www.youtube.com/watch?v=LjIJj9ajKhQ
https://www.youtube.com/watch?v=LjIJj9ajKhQ
57
MÓDULO III: 
1º Momento
Mãe Solo - uma realidade cruel
“Muitas mulheres compartilham histórias semelhantes: criar, educar e participar da vida de 
um filho sozinha. O termo ‘mãe solo’ hoje é amplamente utilizado para designar mulheres 
que são inteiramente responsáveis pela criação de seus pequenos, deixando o conceito de 
‘mãe solteira’ em desuso, já que estar ou não em um relacionamento com um(a) parcei-
ro(a) não quer dizer necessariamente compartilhar a difícil missão de ter um filho.” (Sonsin, 
2024).
Professor(a), distribua o texto abaixo para a turma:
Cresce quantidade de mães que criam os filhos totalmente sozinhas
O número de mães solo, aquelas que cuidam sozinhas de seus filhos, aumentou 17% 
na última década, passando de 9,6 milhões em 2012 para mais de 11 milhões em 2022. 
Esta situação gera ainda mais dificuldades para o ingresso dessas mulheres no merca-
do de trabalho. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio 
Vargas (FGV). 
De acordo com o estudo, a maior parte dessas mães, pouco mais de 70%, vivem ape-
nas com seus filhos, são formadas por mulheres negras, com um número de quase 7 
milhões, e moram no Norte e Nordeste do país. 
Janaína Feijó, responsável pelo estudo, resume a dificuldade enfrentada por essas 
mães: “essa mãe praticamente não tem com quem contar, ela não tem uma rede de 
apoio e ela não conta também com o cônjuge, que faz com que a sobrecarga da ma-
ternidaderecaia muito mais forte sobre a mãe nestas condições”. 
Janaína também ressalta que esses números refletem em um menor nível de instrução 
dessas mulheres e em dificuldades para se equiparar aos homens no mercado de tra-
balho. A situação é ainda mais crítica para as negras, com mais da metade delas, 58%, 
tendo no máximo o ensino fundamental completo e apenas 8,9% com nível superior. 
Karlielly Alves é mãe solo. Para ela, a parte financeira é a mais difícil, em especial quan-
do a mulher não amamenta e depende do uso de fórmula: “você pensa, ai meu Deus, 
como vai ser na semana, porque o leite de fórmula geralmente dura uma semana, 
então cada semana é um gasto diferente”. 
O estudo também aponta a relação entre idade e presença na força de trabalho. De 
todas as mães solo entre 15 e 60 anos, 29% estão fora da força, 7,2% estão desem-
pregadas e 63% estão ocupadas. No caso de mulheres com filhos até 5 anos de idade 
essa situação piora: as chances delas estarem fora da força aumenta para 32% e de 
estarem desempregadas sobre para 10%.
PESSOA, Carolina. Cresce quantidade de mães que criam os filhos totalmente sozinhas. Radio agência. Brasília, 
2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2023-05/
cresce-quantidade-de-maes-que-criam-os-filhos-totalmente-sozinhas. Acesso em 30 set. 2024.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2023-05/cresce-quantidade-de-maes-que-criam-os-filhos-totalmente-sozinhas
https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2023-05/cresce-quantidade-de-maes-que-criam-os-filhos-totalmente-sozinhas
58
2º Momento
Após a leitura do texto sobre as os índices de mães solo no Brasil, apresente para a turma 
a música “Mãe” do rapper Emicida, disponível no link abaixo e peça que façam no caderno, 
uma analogia entre o texto e essa música. 
Mãe
Emicida
Um sorriso no rosto
Um aperto no peito imposto
Imperfeito, tipo encosto, estreito, banzo, vi tanto por aí
Pranto, de canto chorando, fazendo os outro rir
Não esqueci da senhora limpando o chão desses boy cuzão
Tanta humilhação não é vingança, hoje é redenção
Uma vida de mal me quer, não vi fé
Profundo ver o peso do mundo nas costa de uma mulher
Alexandre no presídio, eu pensando em suicídio aos oito ano, moça
De onde cê tirava força?
Orgulhosão de andar com os ladrão, trouxa
Recitando Malcolm X sem coragem de lavar uma louça
Papo de quadrada, 12, madrugada e pose
As ligação que não fiz tão chamando até hoje
Dos rec no Djose ao hemisfério norte
O sonho é um tempo onde as mina não tenha que ser tão forte
Nossas mãos ainda encaixam certo
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nós
A sós nesse mundo incerto
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nós
Outra festa, meu bem, tipo Orkut
Mais de mil amigo e não lembro de ninguém
Grunge, Alice in Chains
Onde ou você vive Lady Gaga ou morre Pepê e Neném
Luta diária, fio da navalha
Marcas? Várias
59
Senzalas, cesáreas, cicatrizes
Estrias, varizes, crises
Tipo Lulu, nem sempre é so easy
Pra nós, punk é quem amamenta enquanto enfrenta a guerra
Os tanque, as roupas suja, a vida sem amaciante
Bomba a todo instante, num quadro ao léu
Que é só enquadro e banco dos réu, sem flagrante
Até meu jeito é o dela
Amor cego, escutando com o coração a luz do peito dela
Descreve o efeito dela: Breve, intenso, imenso
A ponto de agradecer até os defeito dela
Esses dia achei na minha caligrafia tua letra
E as lágrima molha a caneta
Desafia, vai dar mó treta
Quando disser que vi Deus
Ele era uma mulher preta
Nossas mãos ainda encaixam certo
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nós
A sós nesse mundo incerto
Peço um anjo que me acompanhe
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nós
Nossas mãos ainda encaixam certo (certo)
Peço um anjo que me acompanhe (onde for)
Em tudo eu via a voz de minha mãe (tudo)
Em tudo eu via nós (em tudo eu via nós)
A sós nesse mundo incerto (incerto)
Peço um anjo que me acompanhe (onde for)
Em tudo eu via a voz de minha mãe
Em tudo eu via nós
O terceiro filho nasceu
É homem
Não, ainda é menino
Miguel bebeu por três dias de alegria
Eu disse que ele viria, nasceu
E eu nem sabia como seria
60
Alguém prevenia
Filho é pro mundo
Não, o meu é meu
Sentia a necessidade de ter algo na vida
Buscava o amor das coisas desejadas
Então pensei que amaria muito mais
Alguém que saiu de dentro de mim e mais nada
Me sentia como a terra: Sagrada
E que barulho, que lambança
Saltou do meu ventre, contente, e parecia dizer: É sábado, gente
A freira que o amparou tentava reter seus dois pezinhos sem conseguir
E ela dizia: Mas que menino danado
Como vai chamar ele, mãe?
Leandro
Fonte: (Letras, 2024).
Encerre este momento com a apresentação das análises dos estudantes. Questione se eles 
imaginavam que seriam tantas as mães solo no Brasil, e o que isso impacta na construção 
de uma sociedade mais igualitária e justa, discutindo com a turma para que possam apontar 
possíveis soluções para minimizar esse problema. 
61
MÓDULO IV: 
1º Momento
Vida Maria
“Vida Maria” trata-se de um curta-metragem, feito com a tecnologia da computação gráfica, 
que conta a história de uma menina que carrega o sonho de aprender a escrever, vislum-
brando uma vida mais próspera. É um vídeo sensível, que aborda as dificuldades enfren-
tadas pela pobreza e falta de oportunidade, um reflexo da sociedade desassistida, fazendo 
com que as gerações fiquem presas em um círculo vicioso de “ignorância”. Apesar de se 
passar em um contexto rural nordestino, Vida Maria se encaixa perfeitamente em qualquer 
periferia e aponta o abandono dos estudos pela necessidade de sobrevivência. 
Exiba o vídeo “Vida Maria”, indicado no link abaixo:
VÍDEO SUGERIDO
Vida Maria (com Libras).
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=T9d7g-
8TdwQs 
Atividades sobre o vídeo Vida Maria: responda no caderno:
1 – Você se identificou com a história do vídeo Vida Maria? Justifique:
2 – Em qual momento as circunstâncias da vida lhe impediram de continuar os estu-
dos?
3 – Retomar os estudos pode ser parte de um projeto para alcançar os sonhos. Fale 
quais são os seus sonhos e o que representa o retorno à escola para alcançá-los: 
CONSOLIDANDO O APRENDIZADO
De acordo com os conteúdos abordados anteriormente, responda as 
questões a seguir: 
1 – Com base no texto, como a canção “Maria Maria” retrata a mulher brasilei-
ra? Explique usando exemplos específicos da canção e do contexto em que foi 
criada.
2 – Por que uma mulher interpretada na letra de “Maria Maria” é considerada 
um símbolo de coragem e resiliência? Relacione essa característica ao papel da 
mulher na sociedade brasileira.
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DE CONCEITOS
https://www.youtube.com/watch?v=T9d7g8TdwQs
https://www.youtube.com/watch?v=T9d7g8TdwQs
62
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
De acordo com Contocani, 2023; “Para construir uma avaliação formativa em Arte, que seja 
contínua e processual, além da documentação pedagógica dos processos experienciados 
pelos estudantes, podemos lançar mão de outras ferramentas, como a autoavaliação e o 
portfólio”. 
Considere o envolvimento, o compromisso e a disponibilidade em atender as proposições 
do(a) professor(a). O respeito e a apreciação do próprio trabalho quanto os trabalhos dos 
colegas.
3 – A letra de “Maria Maria” foi inspirada em uma mulher real da cidade de Dia-
mantina. De que forma essa inspiração reflete uma realidade social do Brasil, 
especialmente no que se refere à criação dos filhos?
4 – O texto menciona que a música originalmente não possuía letra, apenas me-
lodia. Como a adição da letra de Fernando Brant transformou a canção em um 
“hino ao universo feminino”? Comente o impacto dessa mudança no significado 
da obra.
5 – O Grupo Corpo conquistou sucesso rapidamente com o balé “Maria Maria”, 
mas a consolidação de suas obras artísticas foi umprocesso gradual. Como o 
trabalho conjunto de Paulo e Rodrigo Pederneiras contribuiu para a construção 
dessa identidade?
6 – O balé “Maria Maria” aborda questões sociais, como a resiliência e a força das 
mulheres. De que forma essa temática se relaciona com a realidade das mães 
solo mencionada no segundo texto?
7 – O texto que fala sobre o crescimento de mães que criam os filhos sozinhas, 
revela dados sobre a realidade das mães solo no Brasil. Como o aumento no 
número de mães que criam seus filhos sozinhos pode afetar o acesso dessas 
mulheres à educação e ao mercado de trabalho?
8 – Considerando o crescimento no número de mães solo e a falta de apoio que 
enfrentam, quais políticas públicas ou ações sociais você acredita que poderiam 
amenizar as dificuldades econômicas e profissionais dessas mulheres? Explique 
sua resposta.
63
(In)forme-se mais através das ferramentas
Plataforma com conteúdo seguro, interati-
vo, divertido e de qualidade para professo-
res e estudantes.
Disponível em: https://britannica.com.br/.
Plataforma de leitura que apoia a promo-
ção do hábito da leitura e das habilidades 
de compreensão leitora dos estudantes.
Disponível em: https://www.
elefanteletrado.com.br/.
Plataforma que oferece livros digitais, vi-
deoaulas, simulados, correção de reda-
ção, relatórios individuais de desempenho 
e muito mais para auxiliar o estudante na 
preparação para o ENEM.
Disponível em: https://www.enem.
educacao.mg.gov.br/plataforma/login.
Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. 
https://britannica.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
64
Promover o diálogo ao refletir e avaliar a importância da arte e da cultura histórica e 
tradicional com as linguagens contemporâneas modernas.
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA
Competência 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas 
(artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produ-
ção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para 
ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de expli-
cação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.
HABILIDADES
(EM13LGG103) Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir 
criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras e 
gestuais).
EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em dife-
rentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas formas e 
seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
(EM13LGG305) Mapear e criar, por meio de práticas de linguagens e línguas diversas, 
possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios 
contemporâneos, discutindo seus princípios e objetivos de maneira crítica, criativa, 
solidária e ética.
(EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), 
compreendendo seus princípios e funcionalidades,e utilizá-las de modo ético, criativo, 
responsável e adequado à prática de linguagem em diferentes contextos.
OBJETIVO
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Fruição, apreciação e análise de produções artísticas(espetáculos, apresentações, ex-
posições, concertos,shows, festivais, feiras, exibições audiovisuais, etc.)
Uso de materiais de gêneros textuais/discursivos e digitais diversos (artigos, reporta-
gens, podcast, catálogos, programas de espetáculos, etc.) Sobre arte, suas linguagens 
artísticas e seus diferentes contextos e funções socioculturais, promovendo reflexão e 
entendimento sobre ação na sociedade.
Apreciação de produções artísticas e posicionamento crítico sobre sua criação, circula-
ção e recepção.
Mobilização de conhecimentos de elementos constitutivos das linguagens artísticas (ar-
tes visuais, audiovisual, dança, teatro, artes circenses, música,interartes, performances
DURAÇÃOREFERÊNCIA
Ensino Médio
SEQUÊNCIA DIDÁTICA V
A“Com o coração saindo pela boca”, o Brasil se apresenta na Bienal de Veneza - Con-
dições de Produção, Circulação e Recepção de Recursos.
PERÍODO
3° Período 6 aulas de 50 minutos
65
APRESENTAÇÃO:
A arte deve ser sempre pauta de diálogo em busca de entender nosso lugar, tornando essa 
questão uma forma de oferecer às pessoas a condição de se posicionarem na própria vida. 
Nesse sentido, entender as linguagens da arte e as produções dos artistas é um exercício 
contínuo de leitura, intervenção e invenção do mundo, estimulando a criatividade e a ima-
ginação. (Albuquerque, 2024) 
Prezado(a) professor(a),
Para contemplar o tema e as habilidades propostas, utilizaremos nesta sequência didática a 
instalação “Com o coração saindo pela boca”, do artista alagoano Jonathas de Andrade 
na Bienal de Veneza em 2022 e os ditados populares que serviram de inspiração para essa 
criação, sendo estes patrimônio imaterial do Brasil que de forma metafórica traduz nossa 
cultura e aproxima os estudantes promovendo o senso de identidade e pertencimento. 
Obs: O(a) docente, tem a liberdade de adaptar esse planejamento de acordo com a rea-
lidade a qual está inserido(a), considerando os espaços físicos, as tecnologias disponíveis, 
a maturidade da turma, dentre outros. Os objetos de conhecimento devem ser articulados 
de modo a corroborar com os propósitos pedagógicos de cada escola, com o objetivo de 
atingir o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural dos estudantes. A quantidade de 
aulas necessárias para o desenvolvimento desse planejamento, também fica a critério do(a) 
professor(a), que tem autonomia e expertise para as adaptações necessárias, levando em 
conta as especificidades da turma e do contexto regional, como também a possibilidade de 
estender o planejamento para um possível projeto transdisciplinar, fator importante para 
uma educação dentro dos parâmetros das metodologias ativas. 
Equipamento multimídia, textos e imagens impressas, papel kraft, papel color set A4, 
cola tesoura, revistas para recorte; materiais diversos para montagem de mural. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS
pela tecnologia, dentre outras) na criação artística individual e/ou coletiva em conso-
nância com os contextos e diversidade cultural.
66
MÓDULO I:
1º Momento: A obra
Pavilhão Brasil, 59ª Bienal de Veneza
Quebrar a cara – Dedo podre - Com o 
coração saindo pela boca Entrar por um ouvido e sair pelo outro
Caro professor(a), inicie esse momento contextualizando o tema “Com o coração saindo 
pela boca” o Brasil se apresenta na Bienal de Veneza. Após o período pandêmico, em 2022, 
a 59ª Bienal de Veneza, considerada a mostra de arte mais antiga do mundo, abre para o 
público com exposição inédita. O pavilhão do Brasil apresenta a Instalação “Com o coração 
saindo pela boca”, do artista alagoano Jonathas de Andrade. A exposição que traduz de 
forma literal os ditados populares brasileiros, se torna uma das maiores atrações da Bienal 
naquele ano. Andrade se inspira nos ditados e cria obras que tem o corpo humano traduzido 
em metáforas interativas. ‘Nó na garganta’, ‘cara de pau’, ‘faca nos olhos’, ‘entrar por um 
ouvido e sair pelo outro’, são algumas obras criadas pelo artista. De acordo com Andrade, 
“Existem centenas de expressões populares com partes do corpo para descrever senti-
mentos e situações. Elas envolvem literalidade e absurdo para dar conta da subjetividade, 
o que, para o momento do Brasil, é muito revelador. Usar essas expressões para falar da 
perplexidade do corpo brasileiro diante do presente em tantas instâncias – política, social, 
ecológica – me parece muito potente”. (Sachs, 2022)
2º Momento
Apresente o vídeo indicado no link abaixo:
VÍDEO SUGERIDO
Bienal Arte 2022. Com o coração saindo pela boca.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=v_Msf-
GKEba4
Fo
nt
e:
 (C
om
 o
 c
or
aç
ão
...
, 2
02
2)
.Fo
nt
e:
 (C
om
 o
 c
or
aç
ão
...
, 2
02
2)
.
67
MÓDULO II: 
1º Momento
A História da Bienal de Veneza.
A Bienal 
Desde que foi inaugurada em 1895, a Bienal de Veneza se apresenta como um medidor da 
arte mundial. Nasceu com o objetivo de institucionalizar uma exposição bienal de arte Italia-
na, quando o prefeito daquela cidade aprovou um projeto de criação do evento. A estrutura 
da Bienal foi sendo modificada com o passar do tempo, abrindo espaço para artistas convi-
dados de outros países. Por volta de abril de 1894, foi anunciada a primeira exposição para 
o próximo ano, momento em que se empenharam em construir o ‘Palazzo dell’Esposizione 
(local de exposições) no Giardini di Castello’. De acordo com Nacca, 2022, [...] “em 30 de 
abril, foi inaugurada a I Esposizione Internazionale d’Arte della Città di Venezia (1ª Exposi-
ção Internacional de Arte da Cidade de Veneza), na presença do Rei e da Rainha, Umberto 
I e Margherita di Savoia, e com grande aclamação do público (224.000 visitantes)”.
Hoje em dia, a Bienal é organizada por pavilhões representando dezenas de países que fi-
cam responsáveis por sua construção e manutenção. Cada país apresenta as exposições e 
artistas e arcam com todos os custos de logística e montagem. A Bélgica inaugurou o “Gia-
dini di Castello”, pavilhão pioneiro de muitos que se seguiram, somando hoje 80 pavilhões 
que compõem esse grandioso evento, contando inclusive com países da Ásia Central como 
o Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão. 
O “Giardini” ou “Jardins” que foi criado por Napoleão Bonaparte no começo do séc. XIX, 
acomoda hoje 29 exposições de diversos países, que recebem uma maior visibilidade dentre 
os quais se encontra o pavilhão do Brasil. Nesse sentido, não há como negar que a Bienal de 
Veneza se torna um espaço diplomático de muita relevância, tanto assim que a exposição da 
Rússia foi suspensa em decorrência do seu envolvimento no conflito com a Ucrânia.
Fo
nt
e:
 (N
ac
ca
, 2
02
2)
.
68
2º Momento
Brasil em Veneza
Sabe-se que a primeira participação do Brasil na Bienal de Veneza foi em 1950, na 
25ª edição. Na época, Ciccillo Matarazzo já havia criado o Museu de Arte Moderna de 
São Paulo (MAM) e o projeto para a realização de uma Bienal Internacional no Brasil 
já estava em andamento, por isso, na visão de Ciccillo, era a oportunidade perfeita 
de levar sua própria delegação de artistas brasileiros tanto para o posicionamento do 
país no panorama artístico internacional, quanto para fazer novos contatos com outras 
delegações. 
Cada país tem suas próprias políticas a respeito da escolha do artista que representa-
rá a nação em Veneza. Então de início, o MAM passou a ser oficialmente responsável 
por essa seleção até 1963, quando a Fundação Bienal, recém fundada e separada do 
Museu, passou a coordenar essa atividade. Cinco anos mais tarde, em 1968, com o 
agravamento dos problemas de saúde de Ciccillo, a representação brasileira em Veneza 
passou a ser organizada pelo Ministério das Relações Exteriores até 1993, quando a 
Fundação Bienal de São Paulo retomou a tarefa, que tradicionalmente se mantém até 
hoje. 
No início a Bienal de São Paulo, inspirada na italiana, também tinha espaços dedicados 
a outros países e seus representantes, mas isso mudou na 16ª edição (1981): o críti-
co e ex-diretor do MAC-USP, Walter Zanini, o primeiro curador-geral da mostra, aboliu 
essas categorias.
Neste ano, o artista alagoano Jonathas de Andrade, escolhido pelo ex-curador da 34ª 
Bienal de São Paulo, Jacopo Crivelli Visconti, vai nos representar na 59ª Bienal de Ve-
neza com uma instalação inédita, encomendada para a mostra, cujo tema dialoga com 
o escolhido pela curadora italiana. Expressões populares no Brasil e que se utilizam de 
partes do corpo humano em metáforas como “nó na garganta”, “cara de
pau”, “olho do furacão”, “das tripas coração”, “de braços cruzados”, “empurrar com a 
barriga”, entre dezenas de outras, são a inspiração para a exposição Com o coração 
saindo pela boca.
Jonathas de Andrade na instalação Com o coração saindo pela boca / Con il cuore che 
esce dalla bocca (2022), no Pavilhão Brasileiro. Cortesia: Ding Musa / Fundação Bienal 
de São Paulo
Também vale ressaltar, que Cecília Alemani selecionou cinco artistas brasileiros para a 
exposição principal: o artista indígena Jaider Esbell, morto em novembro do ano pas-
sado, Lenora de Barros, Luiz Roque, Rosana Paulino e Solange Pessoa. Esta foi a maior 
seleção de artistas brasileiros em muitos anos – na última edição, por exemplo, não 
havia nenhum.
Fonte: NACCA, Giovana. O que é a Bienal de Veneza? Arte Que Acontece.[S.l.] 2022. Disponível em: https://
artequeacontece.com.br/o-que-e-a-bienal-de-veneza/. Acesso em: 30 set. 2024. 
https://artequeacontece.com.br/o-que-e-a-bienal-de-veneza/
https://artequeacontece.com.br/o-que-e-a-bienal-de-veneza/
69
MÓDULO III: 
1º Momento
Os ditados populares e as expressões idiomáticas 
De origem conhecida ou não, os ditados populares fazem parte da nossa cultura, que são 
proferidos pela população pelas gerações, de forma democrática, independente de classe 
social, credo ou ideologia. Traduzem a cultura local, regional e nacional, chegando até a ul-
trapassar fronteiras alcançando outros países. São metáforas que utilizam figura de lingua-
gem para expressar determinadas emoções ou sentimentos. Difundem a sabedoria popular 
e a ancestralidade e promovem a diversidade desses dizeres como forma de legitimação, 
podendo ser traduzidos literalmente ou subjetivamente, dando margem para a criatividade 
e imaginação.
Ditado popular
As expressões idiomáticas são caracterizadas pela “figura de linguagem”. São frases curtas, 
contendo duas ou mais palavras que expressam ideias distintas. Habitam o cotidiano das 
pessoas, e denotam subjetividades sendo mais utilizadas de modo informal por possuírem 
um sentido conotativo.
Expressões idiomáticas
Fo
nt
e:
 (N
ac
ca
, 2
02
2)
.
Fo
nt
e:
 (S
ou
za
, 2
02
4)
.
70
“Ironia: Vivendo desse jeito, não vai demorar a fechar o paletó.
Crítica: Vá trabalhar e pare de buscar chifre em cabeça de cavalo.
Confiança: Coloco a mão no fogo pela minha irmã.
Otimismo: Aconteça o que acontecer, sempre dou a volta por cima.
Pessimismo: Hoje levantei com o pé esquerdo.
Indignação: Não te perdoo nem que a vaca tussa.
Cautela: Quando o assunto é namoro, é melhor sempre pôr as barbas de molho.
Sentimento de vingança: Finalmente, Cátia provou do próprio veneno.”
SOUZA, Warley. “Expressões idiomáticas”; Brasil Escola. [S.l.] 2024. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/
portugues/expressoes-idiomaticas.htm. Acesso em 09 de outubro de 2024.
2º Momento
Professor(a), converse com a turma sobre os ditados populares e as expressões idiomáticas 
que eles utilizam. Faça uma lista na lousa, anotando as sugestões dos estudantes e oriente 
que copiem a lista no caderno. Sugira que façam uma pesquisa entre as pessoas que con-
vivem sobre esses ditados e expressões, anotando na frente de cada frase ou termo o seu 
significado.
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/expressoes-idiomaticas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/expressoes-idiomaticas.htm
71
MÓDULO IV: 
1º Momento
Quem não cola não sai da escola!
A colagem artística
Colagem
A colagem é um procedimento técnico artístico de utilizar várias matérias que podem, 
ou não, variar a textura, umas sobre as outras ou lado a lado, formando um motivo ou 
uma nova imagem.
A colagem como técnica tem surgimento datado da história antiga, entretanto teve seu 
valor artístico reconhecido a partir do século XX, com sua utilização no Cubismo, antes 
disso, era considerada ou brincadeira de criança, ou manifestação artística popular e 
desprovida de fundamentação crítica. A utilização de diversos materiais sobre um su-
porte, como madeira, pedaços de jornal e objetos, faz da colagem uma técnica que põe 
em questão os limites entre pintura e escultura.
A partir da Arte Moderna, a técnica passa a ser empregada em diversosmovimentos 
artísticos e escolas artísticas, promovendo sentidos muito variados. A utilização de ma-
teriais muito diferentes de papéis cria uma nova gama de possibilidades de produtos 
artísticos em três dimensões, como se fossem esculturas em quadros.
As novas possibilidades de criação artísticas proporcionadas pela colagem geram adep-
tos em todo o mundo, mas com objetivos bastante distintos entre si. Na Europa, princi-
palmente na França e na Itália, as ideias nascidas da colagem provocam a produção de 
obras de sentido cubista por artistas futuristas. Uma releitura da técnica, e uma nova 
aplicação da mesma.
Temas frequentes nas colagens são violência, tecnologia e velocidade, por conta do 
contexto histórico em que se encontravam os artistas do início do século XX, com 
guerras e a produção tecnológica, a todo vapor, sendo testada nelas. A reflexão ar-
tística sempre monta à época contemporânea ao movimento, não foi diferente com a 
colagem.
Entretanto, não apenas as críticas ao momento vivido foram temas utilizados na cola-
gem, mas também faces e imagens abstratas figuraram muitas obras. A expressividade 
conseguida com a colagem é única e distante de todas as outras texturas. Isso levou 
os artistas a produzirem uma grande quantidade de produtos muito diferentes entre si, 
garantindo uma pluralidade artística muito rica e profunda.
[...]
A colagem, apesar de simples, é uma técnica artística difundida em todo o mundo e 
com relevante papel em diversas escolas e movimentos artísticos da cultura ocidental.
PORTO, Gabriella. Colagem. Info Escola. [S.l.] 2024. Disponível em: https://www.infoescola.com/artes/colagem/. 
Acesso em: 15 out. 2024.
https://www.infoescola.com/artes/colagem/
72
2º Momento
Hora da prática!
Caro(a) professor(a), peça que cada estudante selecione um ditado popular ou uma ex-
pressão idiomática para ser traduzida em forma de imagem, inspirados(as) na obra “Com 
o coração saindo pela boca”, do artista alagoano Jonathas de Andrade.
Após selecionarem a expressão que desejam como inspiração da colagem, sugira que tra-
gam revistas e imagens impressas para serem recortadas, com o propósito de fazer a cola-
gem na sala de aula. 
Após a conclusão das colagens, a turma deve montar um mural com as imagens produzidas 
e um pequeno texto explicando o processo de criação de acordo com o conteúdo abordado.
3º MOMENTO
Colagem digital
[...] Colagem significa combinar imagens diferentes em um gráfico visual. A palavra 
vem do francês “coller”, que literalmente significa “colar”.
Na colagem digital, não colamos literalmente, mas o sentimento permanece o mesmo: 
juntar elementos para criar uma imagem coesa. 
O que é colagem digital?
Assim como a de papel, a colagem digital é criada com o agrupamento de imagens 
virtuais para gerar uma nova arte. A arte da colagem digital está em toda parte; e você 
pode não ter percebido. Quando uma imagem é imposta em um fundo, isso é colagem 
digital. Quando um texto é colocado sobre uma imagem, isso é colagem digital. Quan-
do várias camadas de imagens são agrupadas, isso é colagem digital.
Como qualquer forma de arte, as colagens digitais variam em dificuldade, tamanho, cor 
e estilo. Antes de começar a criar sua própria, veja alguns exemplos de arte de colagem 
digital para ter uma ideia do que você quer projetar.
BROTHERS, Laura. Guia de como fazer uma colagem digital. SKILL SHARE [S.l.] 2022. Disponível em: https://
www.skillshare.com/pt/blog/guia-de-como-fazer-uma-colagem-digital/. Acesso em: 22 out. 2024
Mãos na massa!
Caro(a) professor(a), encaminhe a turma ao laboratório de informática para que experimen-
tem a criação de colagem digital. 
Obs: Pode-se também utilizar os dispositivos móveis para essa atividade. 
Observe no quadro abaixo o passo a passo para a criação da colagem digital no Canva:
https://www.skillshare.com/pt/blog/guia-de-como-fazer-uma-colagem-digital/
https://www.skillshare.com/pt/blog/guia-de-como-fazer-uma-colagem-digital/
73
Como fazer uma colagem digital no Canva?
O Canva é uma ferramenta intuitiva, de fácil acesso e com inúmeras possibilidades de 
criação. 
1. Acesse o Canva: https://www.canva.com/. Abra o site ou o app e faça login. 
2. Escolha um Template: Na página inicial, clique em “Criar um design” e selecione 
o tipo de projeto que você quer fazer (pode ser um tamanho personalizado ou uma das 
opções de colagem que eles oferecem).
3. Adicione Imagens: Clique em “Uploads” no menu lateral esquerdo e carregue as 
imagens que você quer usar na colagem. Depois de carregadas, arraste-as para o seu 
projeto.
4. Organize: Redimensione e posicione suas imagens da forma que desejar. Você 
pode usar as ferramentas de corte e redimensionamento.
5. Customize: Adicione texto, adesivos, formas ou outros elementos disponíveis no 
Canva para dar um toque especial à sua colagem.
6. Salve e Compartilhe: Quando terminar, clique em “Baixar” no canto superior di-
reito e escolha o formato de download (PNG ou JPEG geralmente são boas opções).
Obs: Pode-se criar uma página nas redes sociais para o compartilhamento dos traba-
lhos.
Colagem digital
4º Momento
Consolidando a aprendizagem:
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
, I
n.
: C
an
va
. 
20
24
).
De acordo com os conteúdos abordados anteriormente, responda as 
questões seguintes: 
1 – Como é a organização dos espaços dos países para as exposições na Bienal 
de Veneza?
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DE CONCEITOS
74
2 – Qual a importância da presença do Brasil na Bienal de Veneza?
3 – A obra do artista alagoano Jonathas Andrade na 59º Bienal de Veneza, faz re-
ferência aos ditados populares, uma das manifestações da cultura do Brasil. São 
dizeres transmitidos na maioria das vezes pela oralidade, atravessam gerações 
e imprimem um saber ancestral, que colaboram para o entendimento de mun-
do e seus contextos, indicando acontecimentos e comportamentos. Cite alguns 
ditados populares que fazem parte da cultura da sua região e faça um pequeno 
texto indicando o significado dos ditados que você selecionou: 
4 – A colagem como técnica tem surgimento datado da história antiga, entre-
tanto teve seu valor artístico reconhecido a partir do século XX, antes disso, era 
considerada ou brincadeira de criança, ou manifestação artística popular e des-
provida de fundamentação crítica. Quais são os materiais e suportes necessários 
para realizar uma colagem artística?
5 – Qual foi o movimento artístico que fez parte das vanguardas europeias ocor-
ridas no início do século XX, que se desenvolveu mais intensamente na pintura, 
cuja as formas são representadas geometrizadas, causando uma sensação de 
pintura escultórica? 
6 – A expressão artística tem sempre uma mensagem a ser passada, seja de 
forma implícita ou explícita. Qual era o contexto histórico vivido pelos artistas 
precursores da colagem no início do século XX e quais eram as mensagens que 
eles imprimiram em suas obras? 
7 – Explique com suas palavras o conceito de colagem artística e as característi-
cas da colagem manual e digital. ticas na sua região? Quais? 
75
(In)forme-se mais através das ferramentas
Plataforma com conteúdo seguro, interati-
vo, divertido e de qualidade para professo-
res e estudantes.
Disponível em: https://britannica.com.br/.
Plataforma de leitura que apoia a promo-
ção do hábito da leitura e das habilidades 
de compreensão leitora dos estudantes.
Disponível em: https://www.
elefanteletrado.com.br/.
Plataforma que oferece livros digitais, vi-
deoaulas, simulados, correção de reda-
ção, relatórios individuais de desempenho 
e muito mais para auxiliar o estudante na 
preparação para o ENEM.
Disponível em: https://www.enem.
educacao.mg.gov.br/plataforma/login.
Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. 
https://britannica.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
76
Compreender a arte como interlocutorade contextos e de engajamento para comuni-
car, sensibilizar, refletir e intervir no mundo de forma positiva. 
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA
Competência 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas 
(artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produ-
ção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para 
ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de expli-
cação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.
HABILIDADES
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideo-
logias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possi-
bilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade.
(EM13LGG603) Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais e 
coletivos nas diferentes linguagens artísticas (artes visuais, audiovisual, dança, música 
e teatro) e nas intersecções entre elas, recorrendo a referências estéticas e culturais, 
conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e políticos) e expe-
riências individuais e coletivas.
(EM13LGG604) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, 
cultural, política e econômica e identificar o processo de construção histórica dessas 
práticas.
(EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em proces-
sos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais.
OBJETIVO
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Reflexão, problematização e proposição da esfera artística como espaço de discussão 
de temas de sua época.
Conhecimento e exploração de possibilidades e potencialidades das tecnologias para a 
criação de trabalhos coletivos e colaborativos em diversas linguagens (videoarte, vide-
odança, videoperformance, fotoperformance, dentre outras).
Experimentação e processos de criação com elementos das linguagens artísticas (artes 
visuais, audiovisual, dança, teatro, artes circenses, música,interartes, performances 
pela tecnologia, dentre outras) em suportes tecnológicos e digitais.
DURAÇÃOREFERÊNCIA
Ensino Médio
SEQUÊNCIA DIDÁTICA VI
Arte e meio ambiente: as questões climáticas em perspectiva.
PERÍODO
3° Período 8 aulas de 50 minutos
77
Olá professor(a)!
A ação humana de forma desrespeitosa com a natureza, vem desencadeando processos 
degenerativos do nosso planeta. Hoje cientistas se preocupam com a impossibilidade de 
retrocesso dessa degradação que vem ocorrendo de forma acelerada, comprovada pelo 
aquecimento global. Nessa sequência didática, abordaremos a forma como os artistas in-
terpretam essas questões, sendo mensageiros de uma distopia cada vez mais próxima da 
realidade e como que por meio de suas expressões, tentam sensibilizar as pessoas da ur-
gência climática.
Para dialogar com as habilidades propostas, conheceremos obras de artistas engajados nas 
questões climáticas, como “The Weather Project”, do dinamarques Olafur Eliasson; “Monu-
mento Mínimo” da brasileira Néle Azevedo; “A menina que se afoga em Bilbao”, de Ruben 
Orozco; e “O grito da natureza” do polonês radicado no Brasil, Franz Krajcberg.
Obs: O(a) docente, tem a liberdade de adaptar esse planejamento de acordo com a rea-
lidade a qual está inserido(a), considerando os espaços físicos, as tecnologias disponíveis, 
a maturidade da turma, dentre outros. Os objetos de conhecimento devem ser articulados 
de modo a corroborar com os propósitos pedagógicos de cada escola, com o objetivo de 
atingir o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural dos estudantes. A quantidade de 
aulas necessárias para o desenvolvimento desse planejamento, também fica a critério do(a) 
professor(a), que tem autonomia e expertise para as adaptações necessárias, levando em 
conta as especificidades da turma e do contexto regional, como também a possibilidade de 
estender o planejamento para um possível projeto transdisciplinar, fator importante para 
uma educação dentro dos parâmetros das metodologias ativas. Esta sequência didática 
pode ser transformada em um projeto transdisciplinar entre as diversas áreas do conheci-
mento. 
Equipamento multimídia, textos e imagens impressas. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS
78
MÓDULO I: 
1º Momento
Prezado(a) Professor(a)!
“A arte responde ao espírito do tempo, e o nosso tempo anda desafiador. Eventos extremos 
ameaçam vidas e patrimônios – naturais, históricos e culturais. Mas a produção artística 
também reflete sobre a emergência climática, que transcende fronteiras, e nos ajuda a ver 
novos mundos e possibilidades de mudança”. (Oliveira, 2023)
Inicie este momento contextualizando o tema promovendo um diálogo com a turma sobre 
o clima. Pergunte o que eles têm percebido de mudança em comparação com anos anterio-
res. Se está mais quente que o normal, se as chuvas estão mais violentas e concentradas 
em determinadas regiões, se os períodos de estiagem estão maiores, etc. Em seguida, leve 
a turma ao laboratório de informática e sugira que realizem uma breve pesquisa sobre as 
mudanças climáticas e seus efeitos no Brasil e no mundo . Peça que anotem as manchetes 
que mais chamaram atenção e promova um breve debate sobre os temas levantados. Sugi-
ra que criem QR Codes dessas manchetes e espalhem pelo ambiente da escola, estimulando 
o letramento digital entre a comunidade escolar. 
Observe no quadro abaixo o passo a passo para criar QR Codes:
Escolha uma Ferramenta: Existem várias ferramentas online como QR Code Gene-
rator, QRStuff ou até mesmo o próprio Canva.
Escolha o Tipo de Código: Pode ser um URL, texto, número de telefone, email, etc. 
Exemplo de URL: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2024/09/03/alerta-
-laranja-e-baixa-umidade-tempo-seco-deixa-bh-com-clima-desertico-previsao-e-de-al-
tas-temperaturas.ghtml 
Texto 
“Alerta laranja e baixa umidade: tempo seco deixa BH com ‘clima desértico’; previsão 
é de altas temperaturas”
Imagem
Clicar em cima da imagem com o botão direito do mouse, abrir a imagem em uma 
nova guia, copiar URL da imagem e colar no gerador de QR code. 
Personalize: Algumas ferramentas permitem que você personalize a cor e o design do 
QR code.(Veja sugestões abaixo)
Gere o Código: Clique em “Gerar” ou algo similar.
Baixe o QR Code: Salve a imagem do QR code no seu dispositivo.
Segue a seguir os links para acessar as ferramentas gratuitas mais populares:
79
2º Momento
O que são as mudanças climáticas?
De acordo com as Nações Unidas Brasil, 2024, “As mudanças climáticas são transformações 
a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. Essas mudanças podem ser naturais, 
como por meio de variações no ciclo solar. Mas, desde 1800, as atividades humanas têm 
sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de 
combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás”.
Distribua o texto abaixo:
Os impactos das mudanças climáticas no Brasil segundo o 4º relatório do 
IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas)
 Ö No nordeste do Brasil as áreas semi-áridas e áridas vão sofrer uma redução dos 
recursos hídricos por causa das mudanças climáticas. A vegetação semi-árida 
provavelmente será substituída por uma vegetação típica da região árida. Nas 
florestas tropicais, é provável a ocorrência de extinção de espécies.
 Ö A recarga estimada dos lençóis freáticos irá diminuir dramaticamente em mais de 
70% no nordeste brasileiro (comparado aos índices de 1961-1990 e da década 
de 2050).
 Ö As chuvas irão aumentar no sudeste com impacto direto na agricultura e no au-
mento da freqüência e da intensidade das inundações nas grandes cidades como 
Rio de Janeiro e São Paulo.
 Ö No futuro, o nível do mar, a variabilidade climática e os desastres provocados 
pelas mudanças climáticas devem ter impactos nos mangues.
 Ö De 38 a 45% das plantas cerrado correm risco de extinção se a temperatura 
aumentar em 1.7°C em relação aos níveis da era pré-industrial.
 Ö Hoje,o planeta já está 0,7ºC mais quente que na época.
SITES SUGERIDOS
CANVA. Modelos de QR codes customizáveis e grátis. 
Disponível em: https://www.canva.com/pt_br/modelos/s/qr-
codes/?form=MG0AV3.
GERADOR de QR Code Gratuito. QR code generator.
Disponível em: https://www.qr-code-generator.
org/?lang=pt&form=MG0AV3.
O GERADOR de QR codes mais prático. QR code.io.
Disponível em: https://qr-code.io/pt-br?form=MG0AV3. 
https://www.canva.com/pt_br/modelos/s/qr-codes/?form=MG0AV3
https://www.canva.com/pt_br/modelos/s/qr-codes/?form=MG0AV3
https://www.qr-code-generator.org/?lang=pt&form=MG0AV3
https://www.qr-code-generator.org/?lang=pt&form=MG0AV3
https://qr-code.io/pt-br?form=MG0AV3
80
Amazônia
 Ö Eventos climáticos extremos altamente inusitados já relatados como a seca de 
2005.
 Ö Potencial aumento da seca foi quantitativamente projetado durante a fase crítica 
de crescimento da vegetação, por causa da elevação da temperatura e da dimi-
nuição das chuvas no verão.
 Ö Nas áreas não fragmentadas da floresta amazônica o efeito direto do CO2 na 
fotossíntese, bem como uma regeneração florestal mais rápida, podem ter cau-
sado um aumento substancial na densidade de lianas – espécie de trepadeiras 
lenhosas – nas duas últimas décadas.
 Ö A conversão de florestas em lavouras afeta o clima porque altera o albedo regio-
nal e o fluxo de calor latente, causando o aumento de temperatura adicional no 
verão em regiões importantes na Amazônia.
 Ö Grandes perdas de biodiversidade ocorrerão com um aquecimento de 2.0°C a 
3.0°C acima dos níveis pré-industriais.
 Ö O aumento na temperatura e a diminuição de água no solo irão levar à savani-
zação na região leste.
[...]
Fonte: WWF. Brasil e as mudanças climáticas. Os impactos das mudanças climáticas no Brasil segundo o 
4º relatório do IPCC. [S.l.] 2024. Disponível em: https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_
impactos2/clima/politicas_de_clima/brasil_mudancas_climaticas/ Acesso em: 18 out. 2024.
Saiba mais!
SITE SUGERIDO
Relatórios Especiais do IPCC. 
Disponível em: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-
-o-mcti/sirene/publicacoes/relatorios-do-ipcc.
https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/relatorios-do-ipcc
https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/relatorios-do-ipcc
81
MÓDULO II: 
Arte e clima- 4 “estações” e uma só urgência. 
1º Momento
A emergência climática é uma pauta que deve permear as discussões em diversos âmbi-
tos sociais. Com a arte não é diferente, pois ultrapassa fronteiras e provoca sentimentos, 
indicando novos olhares para um problema que é de todos, na perspectiva de promover 
mudanças individuais e coletivas. 
Caro(a) Professor(a), apresente para a turma as obras selecionadas abaixo, com intuito de 
provocar um olhar crítico sobre esse tema tão relevante que impacta a vida de todos nós 
proporcionando aos estudante o entendimento de como os artistas se expressam, acenando 
para um problema que precisa ser encarado de frente por todas as esferas sociais.
“The Weather Project”(O clima) Olafur Eliasson, 2003.
O projeto sobre o clima, do artista islandês Olafur Eliasson, exposto em Londres, utilizou a 
iluminação de forma a criar um ambiente incrível. A ideia era projetar um modelo de espaço 
onde se pudesse andar, trazendo elementos como o ar, o vazio ou a atmosfera. Para isso, 
Olafur utilizou a névoa, com o objetivo de bloquear a luz do céu. A grande esfera, por sua 
vez, era metade de verdade, metade espelho. Dessa forma, criou-se uma noção de espaço 
muito maior do que a realidade. A utilização da luz amarela monocromática criou uma sen-
sação transcendental. As reações e experiências dos espectadores foram diversas: algumas 
pessoas entendiam que era sobre o apocalipse, e sentiam uma certa angústia ou tristeza; 
outras, tinham vontade de meditar, refletir sobre suas vidas, com um sentimento de paz e 
autoconhecimento.
Fo
nt
e:
 (E
lia
ss
on
, 
20
24
).
82
“Quando você olha para uma obra de arte é como se ela olhasse para você. É você quem 
está sendo ouvido. Meu trabalho depende completamente do espectador para transformar 
ideias em arte”.
ELIASSON, Olafur. O clima. Brilia. Porto Alegre, 2024. Disponível em: https://www.brilia.com/single-post/olafur-elias-
son-como-a-arte-se-ilumina Acesso em: 18 out. 2024. 
Olafur Eliasson (em islandês: Ólafur Elíasson; Copenhague, 5 de fevereiro de 1967)[1] 
é um artista islandês–dinamarquês conhecido por suas instalações artísticas esculpidas 
e em grande escala, empregando materiais elementares como luz, água e temperatura 
do ar para ampliar a experiência do espectador.
OLAFUR ELIASSON. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2024. Disponível em: 
. Acesso em: 27 mar. 2024.
Monumento mínimo
Essa obra apresenta centenas de figuras humanas de gelo, sentadas com os tornozelos 
cruzados e a cabeça pendente para o lado. Corpos em degelo remetem a mortalidade da 
humanidade diante das emergências climáticas, uma leitura atribuída de forma intuitiva 
pelos espectadores da exposição.
[...] “A questão do aquecimento global e as ameaças das mudanças climáticas no planeta 
como uma questão ética, estamos juntos: terra, água, fogo, ar, animais, plantas e huma-
nos sem hierarquizar o que está vivo. Isso nos mostra uma interdependência entre toda 
espécie viva e nos coloca , os diferentes humanos, na mesma condição e diante de uma 
urgência planetária. Essa urgência requer uma mudança de paradigma no desenvolvimento 
de governos de todas as nações para pensar em outro modelo de desenvolvimento fora do 
nível atual de consumo. Essas ameaças também colocam finalmente o homem ocidental 
em seu lugar, ele não é o “rei” da natureza, mas um elemento constituinte dela. Nós somos 
natureza”. [...]
Fonte: Monumento mínimo. Néle Azevedo. [S.l.] 2005. Disponível em: https://www.neleazevedo.com.br/monumento-
minimo. Acesso em: 19 out. 2024.
Fo
nt
e:
 (M
on
um
en
to
...
, 
20
24
).
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Olafur_Eliasson&oldid=67692904
 https://www.neleazevedo.com.br/monumento-minimo
 https://www.neleazevedo.com.br/monumento-minimo
83
Néle Azevedo é uma artista plástica brasileira.
Nasceu em Santos Dumont - MG , vive e trabalha em São Paulo. Ficou conhecida com 
seu projeto de intervenções urbanas “Monumento Mínimo”, que subverte os cânones 
do monumento convencional: reduz a escala a centímetros, substitui pessoas ilustres 
por cidadãos comuns, troca materiais duradouros por gelo. O “Monumento Mínimo” 
também é tema e título da dissertação de mestrado que a artista defendeu na UNESP, 
em 2002. Néle já levou sua obra a países como França, Itália, Portugal, Cuba, Alema-
nha, Inglaterra, Noruega e Japão.
Fonte: NÉLE AZEVEDO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2024. Disponível em: 
. Acesso em: 19 ago. 2024.
A menina que se afoga em Bilbao, de Ruben Orozco
Um alerta para emergência climática e o planeta como herança viável para as novas gera-
ções, essa escultura hiper realista causa comoção aos espectadores e promove inspiração 
para ação. 
“A intenção com a campanha e a escultura é provocar o público acerca das escolhas insus-
tentáveis adotadas pela sociedade e o futuro que queremos – pensando nas crianças e nos 
jovens, principalmente – para que se conscientize de que “suas ações podem nos afundar 
ou nos manter à tona”, comenta o artista em seu Instagram. (Nunes, 2021).
Fonte: Nunes, 2021 
Exiba o vídeo indicado no link a seguir:
VÍDEO SUGERIDO
A menina que se afoga em Bilbao”, de Ruben Orozco.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=te-
D02Oey3XU.
Fo
nt
e:
 (N
un
es
, 
20
21
).
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=N%C3%A9le_Azevedo&oldid=68473173
https://www.youtube.com/watch?v=teD02Oey3XU
https://www.youtube.com/watch?v=teD02Oey3XU
84
O grito daproporcionar aos estudantes a capacidade de pesquisar, 
apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas e nome-
ar os elementos constitutivos das Artes Visuais na apreciação de diferentes produções ar-
tísticas; relacionando as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social e cultural. 
Para contemplar as habilidades selecionadas, partiremos em conceituar os elementos bási-
cos que constituem as Artes Visuais, e posteriormente identificar esses elementos traduzi-
dos na obra do artista e design mineiro Ronaldo Fraga. 
Obs: O(a) docente, tem a liberdade de adaptar esse planejamento de acordo com a rea-
lidade a qual está inserido(a), considerando os espaços físicos, as tecnologias disponíveis, 
a maturidade da turma, dentre outros. Os objetos de conhecimento devem ser articulados 
de modo a corroborar com os propósitos pedagógicos de cada escola, com o objetivo de 
atingir o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural dos estudantes. A quantidade de 
aulas necessárias para o desenvolvimento desse planejamento, também fica a critério do(a) 
professor(a), que tem autonomia e expertise para as adaptações necessárias, levando em 
conta as especificidades da turma e do contexto regional, como também a possibilidade de 
estender o planejamento para um possível projeto transdisciplinar, fator importante para 
uma educação dentro dos parâmetros das metodologias ativas.
Equipamento multimídia, laboratório de informática com acesso à internet, textos e 
imagens impressas, materiais de arte diversos para o trabalho prático. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS
7
MÓDULO I: 
1º Momento: O analfabetismo visual e o discurso semiótico nas imagens.
Caro(a) Professor(a)!
Tudo começa num ponto. (Wassily Kandinsky). A partir desta frase de Kandinsky, inicie um 
diálogo com a turma perguntando o que é um “ponto” para eles. Deixe que se expressem 
espontaneamente e anote as respostas na lousa. Pontos de vista, ponto de chegada ou de 
partida, ponto cartesiano, pontos do bordado, etc., compõem esse conceito que pode ser 
percebido no cotidiano de todos. 
Em seguida, apresente para a turma o poema indicado no quadro abaixo:
PONTO DE PARTIDA
Fica logo abaixo
da rua de cima,
no princípio do começo
do caminho de ida.
A estrada é aquela
(acho),
piso maleável,
bom estado e clima,
te passo o endereço
em outra poesia,
quem sabe? outra vida.
basta olhar pela janela,
que se mantém fechada,
só abre por dentro.
logo verá o ponto de chegada,
e bem no centro
Uma placa destacada:
meio distraída,
AQUI: PONTO DE PARTIDA.
(Gustavo Drummond) 
DRUMOND, Gustavo. PONTO DE PARTIDA. Janela da Poesia. [S.l.] 2018. Gustavo. Disponível em: https://
janeladepoesia.wordpress.com/2018/08/21/ponto-de-partida-gustavo-drummond/ Acesso em: 05 set. 2024.
[...]”O que é semiótica?
A semiótica é a ciência que estuda os signos, portanto, seu campo de estudo é am-
plo, pois abarca todas as linguagens (verbais e não verbais), já que cada linguagem é 
formada de signos que permitem a comunicação entre os indivíduos. Isso porque os 
signos estão associados a algum tipo de representação. Queremos dizer, com isso, que 
os signos são sinais indicadores de algo, dentro de um determinado contexto sociocul-
tural.” [...] 
Fonte: (SOUZA, 2024). 
8
Na Arte, o ponto é a menor e mais simples unidade de comunicação visual. Ao fazermos 
uma marca em uma superfície, seja com tinta ou um objeto pontiagudo, esse se torna um 
ponto de referência em um espaço.
VÍDEO SUGERIDO
O PONTO. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RwVfI-
b_--5Q.
2º Momento 
Além do “ponto”, apresente à turma os diversos elementos que compõem as Artes Visuais. 
Estes elementos constituem a substância fundamental de tudo que é perceptível pela visão. 
Para Donis A. Dondis, 1991, “Sempre que alguma coisa é projetada e feita, esboçada e 
pintada, desenhada, rabiscada, construída, esculpida ou gesticulada, a substância visual da 
obra é composta a partir de uma lista básica de elementos”. O ponto, a linha, a cor, a forma, 
a textura, a dimensão, a escala e o movimento, são listados por Dondis como matéria-pri-
ma de toda expressão visual. Podemos identificar esses elementos como compositores de 
imagens? 
Obs: O conteúdo do quadro abaixo pode ser impresso e distribuído para a turma ou escrito 
na lousa para copiarem no caderno.
Os elementos visuais são os elementos básicos que compõem a linguagem 
visual da arte. Eles são usados por artistas para criar composições visual-
mente interessantes e expressivas. 
Entre os principais elementos visuais utilizados na arte estão:
Linha: é uma marca que se estende em uma direção e pode ser reta, curva, ondulada 
ou angular. Ela é frequentemente usada para definir formas e contornos.
Forma: é uma área dentro de uma linha que pode ser definida por sua borda ou por 
outros elementos visuais. As formas podem ser orgânicas ou cerâmicas.
Cor: é a propriedade que define a aparência de uma superfície em termos de luz re-
fletida. As cores podem ser primárias, secundárias ou terciárias.
Proporção: é a relação de tamanho entre as diferentes partes de uma obra de arte 
ou entre os objetos representados.
Movimento: é a sensação de ação ou direção dentro de uma obra de arte. Ele pode 
ser sugerido através do uso de linhas, formas e texturas. 
https://www.youtube.com/watch?v=RwVfIb_--5Q
https://www.youtube.com/watch?v=RwVfIb_--5Q
9
Textura: nas Artes Visuais desperta o sentido do tato, tornando a experiência visual 
mais atraente e sensorial. Uma imagem pode remeter a essas sensações por meio das 
pinceladas, pelas cores e tons, pela composição do espaço e pela escolha de técnicas 
e materiais, etc. 
Todos esses elementos visuais podem ser usados em conjunto pelos artistas para criar 
uma variedade de efeitos visuais e expressivos em suas obras de arte.
BETTIOL,Veruska. Arte/Artes Visuais – Elementos Constitutivos das Artes Visuais. Prefeitura de Goiânia. Goiânia 
– GO, [2024]. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/arte-artes-visuais-
elementos-visuais/. Acesso em: 22 ago. 2024. 1
3º Momento
Hora da prática! 
Leitura Visual. 
Oriente a turma que identifiquem os elementos básicos das Artes Visuais nas imagens dis-
postas no quadro abaixo, considerando o conteúdo apresentado anteriormente: 
Obs: (As imagens podem ser projetadas para realizar uma atividade coletiva, ou impressas 
para atividade individual) 
Cada estudante deve ter liberdade em se manifestar, analisando as imagens e comentando 
os detalhes percebidos. 
Algumas perguntas podem ser utilizadas no intuito de subsidiar esse momento:
• Escolha uma dessas imagens e responda: qual mensagem ela passa para você?
• Você já havia pensado que imagens são meios de comunicação?
• É possível ler uma imagem? 
• Qual dessas imagens apresenta a textura com maior ênfase?
• Qual dessas imagens evidencia a textura e a dimensão? 
• Qual dessas imagens evidencia a cor e a profundidade? 
• Quais dessas imagens evidenciam as linhas e a dimensão? 
• Você consegue perceber a sugestão de movimento indicado em algumas dessas 
imagens?
https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/arte-artes-visuais-elementos-visuais/
https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/arte-artes-visuais-elementos-visuais/
10
Linhas de interseção, 1923 - Wassily Kandinsky
Café da manhã em pele, da artista suíça Meret Oppenheim, 1936
Desvio para o vermelho - Cildo Meireles
Edifício Niemeyer – Belo Horizonte
Fo
nt
e:
 (A
ID
AR
, 2
02
3)
.
Fo
nt
e:
 (M
EI
RE
LE
S,
 1
96
7)
.
Fo
nt
e:
 (B
er
na
rd
es
, [
20
24
])
Fo
nt
e:
 (K
AN
DI
NS
KY
, 2
02
3)
.
11
Obra: Rodoviária de Brumadinho
A fábula moderna da formiga e do elefante
Bolinhas, Ponto, Yayoi kusama
4º Momento
Exiba o vídeo indicado no link abaixo e peça aos estudantes que observem os elementos 
básicos das Artes Visuais presentes nas imagens:
VÍDEO SUGERIDO
Ponto de ônibus.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=QaDAR-natureza
Franz Krajcberg (1921 - 2017), pintor e escultor polonês, radicado no Brasil desde 1972, 
apresenta em sua obra o encantamento pela natureza e produz esculturas que são um 
pedido de socorro. “Krajcberg dedica sua arte à contestação e à denúncia contra a des-
truição das florestas e a ameaça aos territórios indígenas”. (Krajcberg…, 2012).
Exiba o vídeo indicado no link abaixo:
VÍDEO SUGERIDO
Krajcberg, o grito da Natureza.
Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/expedicoes/epi-
sodio/krajcberg-o-grito-da-natureza.
2º Momento
As obras selecionadas acima são “Instalações”, uma linguagem da arte contemporânea. As 
instalações referem-se a intervenções em espaços internos ou externos, na maioria das 
vezes temporárias (arte efêmera). É uma expressão interativa que incorpora a arquitetura e 
a geografia das cidades, deslocando a arte do seu espaço áureo (intocável), com a intenção 
de proporcionar o acesso às massas que de modo democrático provoca uma consciência co-
letiva. As Instalações selecionadas neste planejamento, são consideradas “arte ativista” ou 
“artivismo1” que têm ecoado a emergência climática pelos quatro cantos do mundo, como 
uma lupa, colocando em perspectiva o cenário catastrófico que se anuncia, fazendo com 
que a população se atente para ações urgentes que minimizem tais impactos.
Saiba mais!
Fo
nt
e:
 (K
ra
jc
be
rg
…
, 2
01
2)
).
SITE SUGERIDO
6 instalações artísticas que alertam para a crise climática.
Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/931872/
arte-e-arquitetura-6-instalacoes-artisticas-que-alertam-para-
a-crise-climatic.
https://tvbrasil.ebc.com.br/expedicoes/episodio/krajcberg-o-grito-da-natureza
https://tvbrasil.ebc.com.br/expedicoes/episodio/krajcberg-o-grito-da-natureza
https://www.archdaily.com.br/br/931872/arte-e-arquitetura-6-instalacoes-artisticas-que-alertam-para-a-crise-climatic
https://www.archdaily.com.br/br/931872/arte-e-arquitetura-6-instalacoes-artisticas-que-alertam-para-a-crise-climatic
https://www.archdaily.com.br/br/931872/arte-e-arquitetura-6-instalacoes-artisticas-que-alertam-para-a-crise-climatic
85
MÓDULO III: 
Hora da prática!
Trabalho coletivo
Professor(a), considerando os conteúdos abordados e o entendimento de que a arte con-
temporânea sempre está relacionada a um contexto, proponha para a turma criar uma 
instalação artística inspirada pelas obras apresentadas nesta sequência didática, sobre o 
impacto que as questões climáticas têm causado na sua região ou pelas manchetes do 
noticiário que abordam as emergências climáticas pelo mundo. Peça que reflitam e expres-
sem nesse trabalho sobre os longos períodos de estiagem que propiciam as queimadas, 
prejudicando as cadeias naturais e afetando as produções agrícolas, a qualidade do ar, o 
impacto na saúde da população, sobre o excesso de chuva como ocorreu no Rio Grande do 
Sul em 2024, a inconstância nas estações no ano que se tornam indefinidas, dentre outras. 
O que é Artivismo?
O artivismo é a junção da arte com o ativismo: artistas utilizam suas criações para 
conscientizar, provocar reflexão e impulsionar mudanças em questões sociais, políticas 
ou ambientais. É uma forma de expressão que transcende os limites convencionais da 
arte e busca impactar diretamente a sociedade. O artivismo abrange diversas formas 
de manifestação, incluindo pintura, escultura, música, teatro, cinema, dança e perfor-
mance. Artivismo: Quando a Arte Encontra a Causa. [S.l.] Disponível em: https://artery.
global/artivismo-quando-a-arte-encontra-a-causa/ Acesso em: 20 out. 2024.
Trabalho individual
Encaminhe os estudantes ao laboratório de informática e oriente que criem panfletos digi-
tais sob a perspectiva do “artivismo”, conscientizando sobre as emergências climáticas de 
acordo com os conteúdos abordados, utilizando o Canva. 
Siga o passo a passo a seguir:
 Ö Acesse o Canva: Abra o site ou app e faça login. 
 Ö Escolha um Template: Na página inicial, clique em “Criar um design” e selecione 
“Panfleto” ou “Flyer”. Você pode escolher entre vários templates disponíveis.
 Ö Personalize o Layout: Comece personalizando o template. Alterne as imagens, 
textos, cores e fontes conforme seu gosto e as informações que você precisa incluir.
SITE SUGERIDO
Modelos de QR codes customizáveis e grátis.
Disponível em: https://www.canva.com/pt_br/modelos/s/qr-
codes/?form=MG0AV3.
86
 Ö Adicione Elementos: Use o menu lateral para adicionar imagens, ícones, gráficos 
e outros elementos visuais. Você pode fazer upload de suas próprias imagens ou 
usar as disponíveis no Canva.
 Ö Organize e Revise: Verifique a disposição dos elementos e ajuste-os para garan-
tir que o panfleto fique claro e atrativo. Revise o texto para correções gramaticais 
e de ortografia.
 Ö Salve e Baixe: Quando terminar, clique em “Baixar” no canto superior direito. 
Escolha o formato de download, como PDF ou PNG, que são boas opções para 
panfletos digitais.
Crie junto com a turma uma página nas redes sociais para a publicação dos pan-
fletos.
87
MÓDULO IV: 
Consolidando o aprendizado
De acordo com os conteúdos abordados anteriormente, responda as 
questões a seguir: 
1 – Como as atividades humanas contribuíram para as mudanças climáticas des-
de o início da Revolução Industrial?
2 – Quais são os impactos esperados das mudanças climáticas nas áreas se-
miáridas e o que você sugere como uma ação que combata esse processo de 
degradação? 
3 – Como a arte pode ajudar a aumentar a conscientização sobre a emergência 
climática?
4 – Quais foram algumas das reações do público à obra de Olafur Eliasson sobre 
o clima?
5 – De que maneira as mudanças climáticas podem afetar a biodiversidade?
6 – O que significa “savanização” e como ela pode impactar as regiões de flo-
resta?
7 – Quais são os principais elementos e conceitos presentes nas obras de “arte 
ativista” mencionadas nos textos?
8 – Como a conversão de florestas em lavouras pode contribuir para o aqueci-
mento global?
9 – Fale com suas palavras o que você entendeu sobre o conceito de Instalação 
Artística: 
10 – Você observa e identifica alguns impactos causados pelas mudanças climá-
ticas na sua região? Quais? 
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DE CONCEITOS
88
A CULTURA Brasileira Através da Moda de Ronaldo Fraga | Domestika Brasil. [S.l.; 
s.n.] 18 de nov. de 2021. 1 vídeo (05:48 min) Publicado pelo canal Domestika Brasil. Dis-
ponível em: https://www.youtube.com/watch?v=strVTt9REvo . Acesso em: 30 ago. 2024.
A CULTURA Brasileira Através da moda de Ronaldo Fraga. Domestika Brasil. [S.l] 2024. 
Disponível em: https://www.domestika.org/pt/blog/9094-a-cultura-brasileira-atraves-da-
-moda-de-ronaldo-fraga Acesso em: 30 ago. 2024.
A FÁBULA moderna da formiga e do elefante. Bolas e Letras. Disponível em: https://bo-
laseletras.blogs.sapo.pt/a-fabula-moderna-da-formiga-e-do-937580. Acesso em 22 ago. 
2024.
Ahearn e Torres, John, Rigoberto. Abre a porta; Rodoviária de Brumadinho. INHOTIM. 
Brumadinho MG, 2006. Disponível em: https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/abre-a-
-porta-rodoviaria-de-brumadinho/ . Acesso em: 22 ago. 2024.
A HISTÓRIA da ‘Maria, Maria’, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Novabrasil. São 
Paulo, 2022. Diponível em: https://novabrasilfm.com.br/notas-musicais/a-historia-da-ma-
ria-maria-de-milton-nascimento-e-fernando-brant Acesso em: 30 set. 2024.
AILTON Krenak - Discurso na Assembleia Constituinte. [ S.l., s.n.] 2018. 1 vídeo (8:28 
min.) Publicado pelo canal Luís Nicácio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?-
v=TYICwl6HAKQ Acesso em: 24 set. 2024.
ALBUQUERQUE, Rogéria Miranda. A simbologia mítica nas danças dos povos originários. 
Se liga na Educação. Belo Horizonte, 2024, págs. 53 a 84 Disponível em: https://drive.
google.com/file/d/1OvV2kBaGhLoxMiSZluUolyXwa_R29pUF/view Acesso 22 set. 2024. 
ALBUQUERQUE, Rogéria Miranda. Imagem 2: Caça palavras gerada por IA – Geniol, 02 
de abr. 2024.
ALBUQUERQUE, Rogéria M. Imagens do acervo pessoal da autora deste planejamento. 
EBA – UFMG - Belo Horizonte,2019.
ALBUQUERQUE, Rogéria. Colagem Digital in.: Canva. Belo Horizonte, 2024.
Armandinho e os Direitos Humanos. Unicamp. Campinas, SP, [2024]. Disponível em: 
https://direitoshumanos.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/36/2021/03/Armandinho-e-
-o-Direitos-Humanos.pdf Acesso em: 03 out. 2024.
Bernardes, Nicoly. Apartamento de 195 m² em edifício de Oscar Niemeyer tem ar minima-
lista. Globo.com. [S.l.] [2024]. Disponível em: https://casavogue.globo.com/interiores/
apartamentos/noticia/2024/01/apartamento-de-195-m-em-edificio-de-oscar-niemeyer-
-tem-ar-minimalista.ghtml . Acesso em: 22 ago. 2024.
BETTIOL,Veruska. Arte/Artes Visuais – Elementos Constitutivos das Artes Visuais. Pref. de 
Goiânia. Goiânia – GO, [2024]. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoes-
cola/ensino_fundamental/arte-artes-visuais-elementos-visuais/ Acesso em: 22 ago. 2024. 
BEZERRA, Juliana. Indústria Cultural. Toda Matéria, [S.l.], 2011. Disponível em: https://
www. todamateria.com.br/industria-cultural/. Acesso em: 27 mar. 2024.
BiennaleArte2022 Com o coração saindo pela boca. Bienal de São Paulo. São 
Paulo, [S.n.] 2022. 1 vídeo (10.00 min.) publicado pelo canal Bienal de São Paulo. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=v_MsfGKEba4 Acesso em 30 
set. 2024.
BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Relatórios Especiais do IPCC. 
Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/
publicacoes/relatorios-do-ipcc Acesso em 19 out. 2024.
REFERÊNCIAS
https://www.youtube.com/watch?v=strVTt9REvo
https://bolaseletras.blogs.sapo.pt/a-fabula-moderna-da-formiga-e-do-937580
https://bolaseletras.blogs.sapo.pt/a-fabula-moderna-da-formiga-e-do-937580
https://bolaseletras.blogs.sapo.pt/a-fabula-moderna-da-formiga-e-do-937580
https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/abre-a-porta-rodoviaria-de-brumadinho/
https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/abre-a-porta-rodoviaria-de-brumadinho/
https://casavogue.globo.com/interiores/apartamentos/noticia/2024/01/apartamento-de-195-m-em-edificio-de-oscar-niemeyer-tem-ar-minimalista.ghtml
https://casavogue.globo.com/interiores/apartamentos/noticia/2024/01/apartamento-de-195-m-em-edificio-de-oscar-niemeyer-tem-ar-minimalista.ghtml
https://casavogue.globo.com/interiores/apartamentos/noticia/2024/01/apartamento-de-195-m-em-edificio-de-oscar-niemeyer-tem-ar-minimalista.ghtml
https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/arte-artes-visuais-elementos-visuais/
https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/arte-artes-visuais-elementos-visuais/
89
BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. Conheça o Toré, ritual de diferentes etnias do 
Nordeste do país. [Brasília]: 18 Jul. 2022 Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/
assuntos/noti- cias/2022-02/conheca-o-tore-ritual-de-diferentes-etnias-do-nordeste-do-
-pais. Acesso em: 11 abr. 2024.
BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. Cultura: Saiba mais sobre o maracá, instrumento 
musical indígena. [Brasília]: 22 Set. 2022 Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/
assuntos/noticias/2022-02/cultura-saiba-mais-sobre-o-maraca-instrumento-musical-indige-
na. Acesso em: 11 abr. 2024.
BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. Pinturas corporais indígenas carregam mar-
cas de identidade cultural [Brasília]: 18 Jul. 2022 Disponível em: https://www.gov.
br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2022-02/pinturas-corporais-indigenas-carregam-mar-
cas-de-identidade-cultural/jogosindigenas_1dia_20111111_3569-edit.jpg/@@images/
f29222ea-5d93-4d19-9084-d06cca1adad6.jpeg. Acesso em: 19 abr. 2024. 
BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. Ritual do Kuarup no Parque do Xingu reúne 
povos indígenas em homenagem a seus ancestrais. [Brasília]: 01 ago. 2019 Disponível 
em: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2019/rituais-do-kuarup-no-parque-
-do-xingu-reune-povos-indigenas-em-homenagem-a-seus-ancestrais. Acesso em: 11 abr. 
2024.
BROTHERS, Laura. Guia de como fazer uma colagem digital. SKILL SHARE [S.l.] 2022. 
Disponível em: https://www.skillshare.com/pt/blog/guia-de-como-fazer-uma-colagem-digi-
tal/ Acesso em: 22 out. 2024.
CAMARGO, Pablo Matos; Povos indígenas em Minas Gerais. Cedefes. [S.l.] 2020. Dispo-
nível em: https://www. cedefes.org.br/artigo-povos-indigenas-em-minas-gerais/. Acesso 
em: 17 abr. 2024.
CANVA. Modelos de QR codes customizáveis e grátis. [S.l.] 2024. Disponível em: https://
www.canva.com/pt_br/modelos/s/qr-codes/?form=MG0AV3 Acesso em: 19 out. 2024.
COM O CORAÇÃO saindo pela boca, 2022. Pavilhão Brasil, 59ª Bienal de Veneza. 
Cargocoletive.com. [S.l.] 2022. Disponível em: https://cargocollective.com/jonathas-
deandrade/com-o-coracao-saindo-pela-boca Acesso em: 04 out. 2024.
CONCEITOS e História da Dança. Pensando o movimento. [S.n.] Recife, 2020. 1 vídeo ( 
1:27 min.) Publicado pelo canal Pensando o Movimento. Disponível em: https://www.you-
tube.com/watch?v=bwOkqQYpYYc Acesso em: 20 set. 2024.
CONTOCANI, Alexandra. DOCUMENTANDO E AVALIANDO: PONTOS A PENSAR PARA O 
ENSINO DE ARTE. Nova Escola. [S.l.] 2023. Disponível em: https://novaescola.org.br/
bncc/conteudo/133/documentando-e--avaliando-pontos-a-pensar-para-o-ensino-de-arte . 
Acesso em: 12 abr. 2024.
Danças indígenas brasileiras – Cultura e significado. Danças Típicas. 14 maio 2019 
Disponível em: https://www.dancastipicas.com/brasileiras/dancas-indigenas-brasileiras . 
Acesso em: 11 abr. 2024.
Danças Típicas. Você sabe o que é o Toré? MIRIM – Povos Indígenas no Brasil, [S.l.] 
2012. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/node/17217. Acesso em: 11 abr. 2024.
DECLARAÇÃO das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Nações Uni-
das. Rio de Janeiro, mar. 2008. Disponível em: https://www.acnur.org/fileadmin/
Documentos/portugues/BDL/Declaracao_das_Nacoes_Unidas_sobre_os_Direitos_dos_Po-
vos_Indigenas.pdf Acesso em: 23 set. 2024.
90
DINO - Divulgador de Notícias. Brasil possui mais de 11 milhões de mães solo, aponta 
estudo. Folha Vitória. [S.l.] 2024. Disponível em: 2024. https://www.folhavitoria.com. 
br/geral/noticia/01/2024/brasil-possui-mais-de-11-milhoes-de-maes-solo-aponta-estudo 
Acesso em: 30 set. 2024
DIVERSIDADE. Canção de Lenine. Letras. Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://
www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_
pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQy-
CQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAg-
FEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gE-
JMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwq-
TR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEj-
Fn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3m-
bSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D. Acesso em 03 set. 2024. 
DRUMOND, Gustavo. PONTO DE PARTIDA. Janela da Poesia. [S.l.] 2018. Gustavo. 
Disponível em: https://janeladepoesia.wordpress.com/2018/08/21/ponto-de-partida-gus-
tavo-drummond/ Acesso em: 05 set. 2024.
DUARTE, Flávia. Ronaldo Fraga reúne em livro memórias que ganharam as passarelas na-
cionais. Correio Braziliense. Brasília, 2015. Disponível em: https://www.correiobraziliense.
com.br/app/noticia/revista/2015/08/30/interna_revista_correio,496350/arte-em-forma-de-
-roupa.shtml Acesso em: 04 set. 2024.
ELIASSON, Olafur. O clima. Brilia. Porto Alegre, 2024. Disponível em: https://www.brilia.
com/single-post/olafur-eliasson-como-a-arte-se-ilumina Acesso em: 18 out. 2024.
ENTENDENDO a dança indígena. [s. l.: s. n.]. 1 vídeo (2min). Publicado pelo canal. 
Lindomar Araújo 3 set. 2013. Disponível em: . Acesso em: 11 de abril de 2024.
FALAS da Terra - Documentário Completo (HD). [S.l., s.n.] 2021. 1 vídeo (43:14 min.) Pro-
duzido pelo canal Rubens Rocha. Disponível em: https://www.bing.com/videos/riverview/
relatedvideo?q=falas+da+terra&mid=A59F399810B5C6D7BF09A59F399810B5C6D7B-
F09&FORM=VIRE Acesso em: 30 set. 2024.
GERADOR de QR Code Gratuito. QR code generator. [S.l.] 2024. Disponível em:https://
www.qr-code-generator.org/?lang=pt&form=MG0AV3 Acesso em 19 out. 2024.
GOV.BR - Ministério da Cultura. “Festejo Tambor Mineiro” reúne Maurício Tizuba, 
Sérgio Pererê e Thiago da Serrinha (RJ) em evento na Funarte MG. Funart. Bra-
sília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/funarte/pt-br/assuntos/noticias/
todas-noticias/201cfestejo-tambor-mineiro201d-reune-mauricio-tizumba-sergio-perere-e-
-thiago-da-serrinha-rj-em-evento-na-funarte-mg Acesso em: 06 de sete. 2024.
GRUPO Corpo - Maria Maria | 1976 [Primeiro espetáculo do Grupo Corpo]. [S.l.;s.n.] 2015. 
1 vídeo (39:50) Publicado pelo canal GrupoCorpoOficial. Disponível em: Https://www.
youtube.com/watch?v=LjIJj9ajKhQ Acesso em: 30 set. 2024.
GRUPO Tambor Mineiro - Rosário Embolado. msbianco. Belo Horizonte, 2010. 1 vídeo ( 
4:16min.) Publicado pelo canal msbianco. Disponível em: https://www.youtube.com/wa-
tch?v=0JMAfLK6MYw Acesso em: 20 set. 2024
Krajcberg, o grito da Natureza. tv Brasil. [S.n.] Brasília, 2012. 1 vídeo ( 25:37 min.) 
Publicado pelo canal tv Brasil EBC. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/expedicoes/
episodio/krajcberg-o-grito-da-natureza Acesso em : 18 out. 2024.
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://www.google.com/search?q=m%C3%BAsica+diversidade+lenine&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=musica+diversidade&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIHCAMQABiABDIICAQQABgWGB4yCAgFEAAYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMgoICRAAGA8YFhge0gEJMTA3MTFqMGo0qAIAsAIA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#wptab=si:ACC90nxRWvuwqTR4TiacZ7sCfkHhcGgWdDOv2v2HxpHAAuIhwd0hqVQcoOD2_2OWmYVP1pgdH0jzUQ-rEjFn9GUn5nEHaxzyIi83JwiW-tvF-pUz_GrgptnFvV565kId-LkBEEAUDwcAWKZCivsc92YleC3mbSyCt0aDV1PSC9EElDYPtPj33rc%3D
https://janeladepoesia.wordpress.com/2018/08/21/ponto-de-partida-gustavo-drummond/
https://janeladepoesia.wordpress.com/2018/08/21/ponto-de-partida-gustavo-drummond/
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2015/08/30/interna_revista_correio,496350/arte-em-forma-de-roupa.shtml
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2015/08/30/interna_revista_correio,496350/arte-em-forma-de-roupa.shtml
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2015/08/30/interna_revista_correio,496350/arte-em-forma-de-roupa.shtml
91
KRENAK, Ailton. 2019. “Discurso De Ailton Krenak, Em 04 09 1987, Na Assembleia Cons-
tituinte, Brasília, Brasil”. GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia 4 (1): 
421-22. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.162846. Acesso 
em: 24 set. 2024.
MARIA Maria. Milton Nascimento. Letras. BH., 2024. Disponível em: https://www.google.
com/search?q=MARIA+MARIA+LETRAS&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=MA-
RIA+MARIA+LETRAS&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEA-
AYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAAGKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE-
1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8 Acesso em: 22 set. 2024. 
MEIRELES, Cildo. Desvio Para o Vermelho - impregnação. INHOTIM. Brumadinho MG, 
2006. Disponível em: https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/galeria-cildo-meireles/ . 
Acesso em: 22 ago. 2024. 
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Ge-
rais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de 
Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.
mg.gov.br/images/ documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20En-
sino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 10 abril 2024. 
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola 
de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2024. 
Disponível em: . Acesso em: 05 mar. 2024.
MIRANDA, Beatriz. Sob ameaça, número recorde de indígenas disputa as eleições.Mongabay. [S.l.] 2022. Disponível em: https://brasil.mongabay.com/2022/09/sob-amea-
ca-numero-recorde-de-indigenas-disputam-as-eleicoes/ acesso em 03 out. 2024.
Monumento mínimo. Néle Azevedo. [S.l.] 2005. Disponível em: https://www.
neleazevedo.com.br/monumento-minimo Acesso em: 19 out. 2024. lcrp=EgZjaH-
JvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEAAYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAA-
GKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8 
Acesso em: 22 set. 2024.
MOREIRA, Suzana. Arte e arquitetura: 6 instalações artísticas que alertam para a crise 
climática. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/931872/
arte-e-arquitetura-6-instalacoes-artisticas-que-alertam-para-a-crise-climatica Acesso em: 
19 out. 2024.
MÚSICA Diversidade. Thalita Elizário. [S.l.; s.n.] 2011. 1 vídeo (5:02 min.) Publicado pelo 
canal Thalita Elizário. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=29Mj-8RdvUE 
Acesso em: 03 set. 2024.
NACCA, Giovana. Como a maternidade impacta a vida de artistas contemporâneas? Arte 
Que Acontece. [S.l.] 2022. Disponível em: https://artequeacontece.com.br/como-a-
-maternidade-impacta-a-vida-de-artistas-contemporaneas/ Acesso em: 30 set. 2024. 
NÉLE AZEVEDO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia 
Foundation, 2024. Disponível em: . Acesso em: 19 ago. 2024.
O GERADOR de QR codes mais prático. QR code.io. [S.l.] 2024. Disponível em: 
https://qr-code.io/pt-br?form=MG0AV3 Acesso em 19 out. 2024.
O QUE são as mudanças climáticas? Nações Unidas Brasil. Brasília 2024. 
Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/175180-o-que-s%C3%A3o-mudan%-
C3%A7as-clim%C3%A1ticas Acesso em: 18 out. 2024. 
https://www.google.com/search?q=MARIA+MARIA+LETRAS&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=MARIA+MARIA+LETRAS&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEAAYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAAGKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8
https://www.google.com/search?q=MARIA+MARIA+LETRAS&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=MARIA+MARIA+LETRAS&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEAAYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAAGKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8
https://www.google.com/search?q=MARIA+MARIA+LETRAS&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=MARIA+MARIA+LETRAS&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEAAYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAAGKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8
https://www.google.com/search?q=MARIA+MARIA+LETRAS&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=MARIA+MARIA+LETRAS&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEAAYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAAGKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8
https://www.google.com/search?q=MARIA+MARIA+LETRAS&rlz=1C1ASVC_pt-BRBR1062BR1062&oq=MARIA+MARIA+LETRAS&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yCAgCEAAYFhgeMgoIAxAAGIAEGKIEMgoIBBAAGKIEGIkFMgoIBRAAGIAEGKIE0gEJNTYzMGowajE1qAIIsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8
https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/galeria-cildo-meireles/
92
OLAFUR ELIASSON. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 
2024. Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 2024.
OLIVEIRA, João Marcos. A diversidade cultural como garantia constitucional. Jusbrasil. 
[S.l.] 2015. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-diversidade-cultural-
-como-garantia-constitucional/213667955 Acesso em: Acesso em: 27 mar. 2024.
OLIVEIRA, Vanessa. Arte e clima: uma combinação que reflete tensões e inspira mu-
danças. Um só planeta. [S.l.] 2023. Disponível em: https://umsoplaneta.globo.com/
cultura-design-e-moda/noticia/2023/12/03/arte-e-clima-uma-combinacao-que-reflete-ten-
soes-e-inspira-mudancas.ghtml Acesso em: 18 out. 2024.
O PONTO. Cecilia Meireles EMEB. [S.l., s.n.] 27 de jun. de 2012. 1 vídeo (20 min.) 
Publicado pelo canal Cecília Meireles. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?-
v=RwVfIb_--5Q . Acesso em 22 ago. 2024.
OS INDÍGENAS – Raízes do Brasil. [S. l.: s. n.]. 1 vídeo (8min). Publicado pelo canal Enrai-
zando. 2015 ; Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=cQkA5PDow2s. Acesso 
em: 19 abr. 2024.
O SOM do Tambor Mineiro - aulas abertas com Tizumba. TV UFMG. Belo Horizonte, 20 
de jul. de 2015. [s.n.] 1 vídeo (1:21 min.) Publicado pelo canal TV UFMG. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=HrsryyD90rQ Acesso em: 06 de set. 2024.
PATRIMÔNIO IMATERIAL, IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 
Brasília, 04 ago. 2000 - Disponível em:. Acesso em: 12 abr. 2024.
PERFORMANCE. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Itaú Cultu-
ral. São Paulo, 2024. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3646/
performance. Acesso em: 30 de setembro de 2024.
PESSOA, Carolina. Cresce quantidade de mães que criam os filhos totalmente sozi-
nhas. Radio agência. Brasília, 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/
radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2023-05/cresce-quantidade-de-maes-que-
-criam-os-filhos-totalmente-sozinhas Acesso em 30 set. 2024.
PONTO de ônibus. Maíra Lemos. Belo Horizonte, 29 jul. 2019. 1 vídeo (10:00 min.) 
Publicado pelo canal Maíra Lemos. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Qa-
DARNb0WNU . Acesso em: 22 ago. 2024.
PORFíRIO, Francisco. “Minorias sociais”; Brasil Escola. [S.l.] 2024. Disponível em: https://
brasilescola.uol.com.br/sociologia/minorias-sociais.htm . Acesso em 03 de setembro de 
2024.
PORTO, Gabriella. Colagem. Info Escola. [S.l.] 2024. Disponível em: https://www.infoes-
cola.com/artes/colagem/ Acesso em: 15 out. 2024.
PUJADE-RENAUD, C. LINGUAGEM DO SILÊNCIO: Expressão Corporal. São Paulo: Editora 
Summus,1982.
RONALDO Fraga / SPFW N52.[S.l.,s.n.] 17 de nov. de 2021. 1 vídeo (16:13 min.) Publi-
cado pelo canal SPFW.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mznbXnPlKVs 
Acesso em 22 ago. 2024.
RONALDO Fraga. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 
2023. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_Fraga Acesso em: 30 ago. 
2024.
https://www.youtube.com/watch?v=RwVfIb_--5Q
https://www.youtube.com/watch?v=RwVfIb_--5Q
https://www.youtube.com/watch?v=QaDARNb0WNU
https://www.youtube.com/watch?v=QaDARNb0WNU
https://www.youtube.com/watch?v=mznbXnPlKVs
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_Fraga
93
SACHS, Ana. ‘Coração saindo pela boca’: Brasil leva expressões nacionais à Bienal de Ve-
neza. Casa e Jardim. [S.l.] 2022. Disponível em: https://revistacasaejardim.globo.com/
Casa-e-Jardim/Arte/noticia/2022/04/coracao-saindo-pela-boca-brasil-leva-expressoes-na-
cionais-bienal-de-veneza.html Acesso em: 04 out. 2024.
SANTOS, Emily g1 — Índio ou indígena? Entenda a diferença entre os dois termos- 
Menu G1.São Paulo, 19 abr. 2022. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/
noticia/2022/04/19/indio-ou-indigena-entenda-a-diferenca-entre-os-dois-termos.ghtml . 
Acesso em: 11 abr. 2024.7
SILVA, Marilza Oliveira da, Danças Indígenas e Afrobrasileiras / Marilza Oliveira. - Salva-
dor: UFBA, Escola de Dança; Superintendência de Educação a Distância, 2018. 74 p.: il. 
Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/430190/2/eBook_Dan%-
C3%A7as_Ind%C3%ADgenas_e_Afrobrasileiras_UFBA.pdf Acesso em: 18 abr. 2024.
SONSIN, Juliana. Mãe solteira? Não, mãe solo! Os desafios e o impacto psicológico de 
criar filhos sozinha. Saúde da Mulher. Telavita. [S.l.] 2024. Disponível em: https://www.
telavita.com.br/blog/mae-solo/ . Acesso em: 25 set. 2024.
SOUZA, Paulo Henrique Alves de; dança contemporânea: percepção, contradição e apro-
ximação. Pensar a Prática, Goiânia, v. 16, n. 4, p. 9561270, out./dez. 2013; Disponível 
em: . Acesso em: 17 abr. 
2024.
SOUZA, Warley. “Expressões idiomáticas”; Brasil Escola.[S.l.] 2024. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/expressoes-idiomaticas.htm. Acesso em 09 de 
outubro de 2024.
TANCREDI, Silvia. “30 ditados populares e seus significados”; Brasil Escola. Disponível 
em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/30-ditados-populares-seus-significados.
htm. Acesso em 08 de outubro de 2024.
TIA NANDA 2023, Protagonismo Indígena. Resplendor, 27 de abril de 2023. Instagram: 
@tianan- da2023. Disponível em: https://www.instagram.com/reel/CrixFgMgYlW/?igshi-
d=YmMyMTA2M2Y= . Acesso em: 08 abr. 2024.
TIMELAPSE PROCESS /DROWNING GIRL SCULPTURE /BILBAO /CABEZA EN LA RIA DE 
BILBAO / BIHAR / ESCULTURA. Ruben Orozco Loza. [Sl.; s.n.] 2021. 1 vídeo (13:21 
min.) publicado pelo canal Ruben Orozco Loza. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=teD02Oey3XU Acesso em: 20 out. 2024.
UNITINS. Dança: expressão, movimento e criatividade na escola. Humanidades e 
Inovação [S. l.], [2024]. Disponível em: . Acesso em: 11 abr. 2024.
VIANNA, Letícia C. R. Dicionário do Patrimônio Cultural: Patrimônio Imaterial - IPHAN - 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Brasília DF, 2014. Disponível em: 
. Acesso em: 25 mar. 2024.7
VIDA Maria (com Libras). Vida Maria. [S.l.;s.n.] 2020. 1 vídeo (8:36 min.) publicado pe-
lo canal Vida Maria. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=T9d7g8TdwQs 
Acesso em: 03 out. 2024.
WWF. Brasil e as mudanças climáticas. Os impactos das mudanças climáticas no Bra-
sil segundo o 4º relatório do IPCC. [S.l.] 2024. Disponível em: https://www.wwf.org.br/
natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/politicas_de_clima/brasil_mudancas_cli-
maticas/ Acesso em: 18 out. 2024.
	Arte e contexto - A poesia visual na Obra do estilista Ronaldo Fraga.
	A simbologia mítica nas danças dos povos originários - Condições de Produção, Circulação e Recepção de Discursos. .
	Arte e Contexto - “Maria Maria” na Dança do Corpo. 
	“Com o coração saindo pela boca”, o Brasil se apresenta na Bienal de Veneza - Condições de Produção, Circulação e Recepção de Recursos.
	Arte e meio ambiente. As questões climáticas em perspectiva.Nb0WNU.
Fo
nt
e:
 (J
oh
n 
Ah
ea
rn
 &
 R
ig
ob
er
to
 T
or
re
s,
 2
00
6)
Fo
nt
e:
 (A
.A
. A
 F
ÁB
UL
A.
..,
 [2
02
4]
) 
Fo
nt
e:
 (K
us
am
a,
 [2
02
4]
)
12
MÓDULO II: 
1º Momento: O ponto, a linha, a cor, a textura e o olhar poético na criação de 
Ronaldo Fraga.
Prezado(a) professor(a)!
Agora que a turma já se apropriou dos elementos básicos das Artes Visuais, iremos conhe-
cer a trajetória e a obra do artista mineiro, Ronaldo Fraga, que integra o cenário da diver-
sidade cultural mineira e brasileira, proporcionando aos estudantes um olhar amplificado, 
identificando a substância das Artes Visuais nos processos criativos deste artista. O reco-
nhecimento e a inserção de contextos é a forma mais eficaz na construção de conhecimen-
to, elevando a cultura dos estudantes, que seguirão capazes de se posicionar no mundo de 
forma crítica e reflexiva ao aguçar seu olhar na leitura visual.
Ronaldo Fraga
Ronaldo Fraga (1967, Belo Horizonte, MG) é estilista, formado pela Universidade Federal 
de Minas Gerais (UFMG), com pós-graduação na Parson’s – The New School for Design, em 
Nova York, e na Saint Martins School, em Londres.
[...] Reconhecido como um dos maiores nomes da moda brasileira, Ronaldo Fraga 
propõe em seus desfiles um diálogo da nossa cultura com o mundo contemporâneo. 
O universo da obra de Carlos Drummond de Andrade, o sertão de Guimarães Rosa, a 
cerâmica das bonecas do Jequitinhonha e o legado da cantora Nara Leão são apenas 
alguns dos temas que já foram retratados em suas coleções-manifestos. Com mais de 
30 coleções no currículo, teve sua contribuição à moda e à cultura brasileiras reconhe-
cida em prêmios relevantes, como o TRIP Transformadores, em 2011.
Além de sua marca própria, Ronaldo Fraga desenvolve projetos de geração de emprego 
e renda baseados na reafirmação cultural junto a cooperativas e comunidades ligadas 
à indústria de confecção. 
RONALDO FRAGA. Cobogó. [S.l.] [2024]. Disponível em: https://www.cobogo.com.br/ronaldo-fraga. Acesso em: 22 
ago 2024.
Fo
nt
e:
 (R
on
al
do
 F
ra
ga
, 2
02
3)
.
https://www.cobogo.com.br/ronaldo-fraga
13
“Em 1997, a vida e obra do artista plástico Arthur Bispo do Rosário serviu de inspiração 
para a coleção Em Nome do Bispo. Em 2001, o engajamento político e a biografia da 
estilista Zuzu Angel, assassinada pela ditadura militar, foi o ponto de partida do desfile 
Quem Matou Zuzu Angel? Os escritores Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Carlos 
Drummond de Andrade, os artistas plásticos Athos Bulcão e Cândido Portinari, os can-
tores Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa e Nara Leão estão entre os nomes de brasileiros 
lembrados em coleções do estilista”. [...] O desfile Costela de Adão, de 2003, foi ins-
pirado no cotidiano do Vale do Jequitinhonha e nas artesãs que moldam as bonecas 
de barro, que são criações típicas e fonte de renda da região. Em 2008, apresentou a 
coleção “Rio São”, inspirado no Rio São Francisco, um local sobre o qual ouvira falar 
constantemente, graças a seu pai. Em 2010, voltou ao tema, dessa vez com uma ex-
posição “Rio São Francisco Navegado por Ronaldo Fraga”. (Fraga 2021).
Coleção Costela de Adão - 2003 Coleção Rio São - 2008
Ronaldo Fraga além de estilista, design, figurinista e cenógrafo, também é ilustrador e autor 
de livros. As histórias e personagens do Brasil profundo estão sempre presentes em suas 
coleções, enfatizando nossa identidade como um bem primordial. A literatura, a música, a 
dança, o teatro e até a geografia e os biomas brasileiros são traduzidos em suas criações 
como fonte de inspiração que reverencia nossa cultura de forma poética e sensível.
No ano de 2021, Ronaldo Fraga lança a coleção “Entre Tramas e Beijos”, inspirada na his-
tória da indústria têxtil no Brasil, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux em Brusque – SC, 
fundada em 1892, trazida por karl Renaux, imigrante alemão, com a intenção de fornecer 
tecidos para as roupas dos europeus que se instalaram naquela região. Uma história que se 
confunde com a história do nosso país. “Entre Tramas e Beijos” é um relato Ronaldo Fraga 
sobre “a resistência e a reexistência” que identifica entre os povos originários a presença 
da tecnologia do tecido que já se fazia presente em suas redes e tramas antes da invasão 
Fo
nt
e:
 (A
 C
ul
tu
ra
...
, 2
02
4)
.
Fo
nt
e:
 (A
 C
ul
tu
ra
...
, 2
02
4)
.
14
dos colonizadores. “A coleção é feita 100% de bases de jacquard, em fios de algodão, seda, 
linho e viscose, o estilista resgata desenhos florais criados há 100 anos, e também “a fan-
tasia tão necessária nesses tempos cinzas e áridos.” (Fraga, 2021) 
Para Ronaldo Fraga, a moda pulsa como herdeira da arte, imprime transformações sociais e 
alcança vida própria no movimento do corpo, traduzindo a emoção e o sentimento de cada 
época. 
“Você pode ter inspiração em qualquer lugar. Se não vir, olhe de novo. Passada a eufo-
ria da globalização, caminha-se em direção ao que é autoral. Valoriza-se o que é feito 
de modo especial. O que justificaria uma mídia espontânea? É aquilo que é caro para a 
gente, que tem valor, mas não tem preço”. (Ronaldo Fraga in.: Duarte, 2015).
2º Momento
Exiba os vídeos indicados nos links abaixo: 
3º Momento
Leve a turma ao laboratório de informática e peça para visitarem as coleções de Ronaldo 
Fraga. Os estudantes podem escolher as coleções de forma aleatória. 
Peça para anotarem no caderno suas impressões e curiosidades sobre as criações do artista. 
Veja lista de coleções no quadro abaixo:
Coleções
1. Eu Amo Coração de Galinha (Inverno 1996)
2. Álbum de Família (Verão 1997)
3. Em Nome do Bispo (Inverno 1997)
RONALDO FRAGA - SPFW N52.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m-
znbXnPlKVs.
A Cultura brasileira através da moda de Ronaldo Fraga - 
Domestika Brasil.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=strVT-
t9REvo. 
VÍDEO SUGERIDO
https://www.youtube.com/watch?v=mznbXnPlKVs
https://www.youtube.com/watch?v=mznbXnPlKVs
https://www.youtube.com/watch?v=strVTt9REvo
https://www.youtube.com/watch?v=strVTt9REvo
15
3º Momento
Leve a turma ao laboratório de informática e peça para visitarem as coleções de Ronaldo 
Fraga. Os estudantes podem escolher as coleções de forma aleatória. 
Peça para anotarem no caderno suas impressões e curiosidades sobre as criações do artista. 
Veja lista de coleções no quadro abaixo:
4. O Império do Falso na Bacia das Almas (Verão 1998)
5. O Jantar (Inverno 1998)
6. O vendedor de Milagres (Verão 1999)
7. A Roupa (Inverno 1999)
8. Bibelôs (Verão 2000)
9. As Células de Louise (Inverno 2000)
10. A Carta (Verão 2001)
11. Rute Salomão (Inverno 2001)
12. Quem Matou Zuzu Angel (Verão 2002)
13. Corpo Cru (Inverno 2002)
14. Cordeiro de Deus (Verão 2003)
15. As Viagens de Gulliver (Inverno 2003)
16. Costela de Adão (Verão 2004)
17. Quantas Noites Não Durmo (Inverno 2004)
18. São Zé (Verão 2005)
29. Todo Mundo e Ninguém (Drummond Inverno 2005)
20. Descosturando Nilza (Verão 2006)
21. A Festa no Céu (Inverno 2006)
22. A Cobra Ri (Verão 2007)
23. A China de Ronaldo Fraga (Inverno 2007)
24. Nara Leão Ilustrada por Ronaldo Fraga (Verão 2008)
25. A Loja de Tecidos (Inverno 2008)
26. Rio São Francisco (Verão 2009)
27. Tudo é risco de Giz (inverno 2009)
28. Disneylândia (verão 2010)
29. Pina Bausch (Inverno 2010)
30. Turista Aprendiz (verão 2011)
16
31. Entre Athos (Inverno 2011)
32. Noel Rosa - O Cronista do Brasil (Verão 2012)
33. Roupas, Memórias e Croquis
34. Turista Aprendiz da Terra do Grao Pará (Verão 2013)
35. O Fim do Sem Fim (Inverno 2013)
36. Futebol (Verão 2014)
37. Carne Seca ou um Turista Aprendiz na Terra Áspera (Inverno 2014)
38. O Caderno Secreto de Cândido Portinari (Verão 2015)
39. Cidade Sonâmbula (Inverno 2015)
40. Fúria da Sereia (Verão 2016)
41. E Por Falar em Amor (Inverno 2016)
42. Re-existência (Verão 2017)
43. El dia que me quieras (Inverno 2017)
44. As praias desertas continuam esperando por nós dois (Verão 2018)
45. As Mudas (Inverno 2018)
46. A colina da primavera (Inverno 2019)
47. Guerra & Paz(Verão 2019)
RONALDO FRAGA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2023. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2023.
17
MÓDULO III
As descobertas e aprendizados como forma de inspiração para o fazer criativo.
1º Momento
Caro(a) professor(a), esse é o momento de colocar em prática o que foi aprendido. Vamos 
criar uma coleção de moda nos moldes dos processos criativos de Ronaldo Fraga, explo-
rando os elementos básicos das Artes Visuais nas criações. Converse com a turma sobre as 
características culturais, econômicas, sociais, geográficas, religiosas, etc., da sua cidade ou 
região e extraia as ideias dessas referências locais.
2º Momento
A partir das análises feitas anteriormente (características culturais, econômicas, sociais, 
geográficas, religiosas, etc., da sua cidade ou região), divida a turma em grupos de até 4 
pessoas. Oriente que se reúnam e que escolham um tema para a criação de uma coleção 
de moda, explorando os elementos fundamentais das Artes Visuais, tendo como inspiração 
o processo de criação do estilista Ronaldo Fraga. O suporte para as criações pode ser 
bonecos ou bonecas de plástico ou a forma humana recortada em papelão. Os materiais 
necessários serão determinados e providenciados pelos grupos, de acordo com os temas 
escolhidos. Não esquecendo que as coleções devem receber um título criativo. (Explore as 
metáforas como na coleção “Costela de Adão” de Ronaldo Fraga) . Por que Ronaldo Fraga 
escolheu esse nome para representar a arte característica do Vale do Jequitinhonha? 
A produção poderá ocorrer na sala de aula, reservando uma ou duas aulas para este pro-
pósito. Ao final do processo, a turma organizará uma exposição para toda a comunidade 
escolar. Faça o registro do processo por meio de fotografias e crie junto com a turma um 
texto que deve ser afixado no local da exposição. Os textos para exposição devem ser cur-
tos, interessantes e inspirados nas experiências vividas nesse planejamento. (Essa produ-
ção textual poderá ser feita com o auxílio dos(as) professores(as) de Língua Portuguesa, 
promovendo a transdisciplinaridade). 
Inventando moda – EBA – UFMG 2019
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
., 
20
19
).
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
., 
20
19
).
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
., 
20
19
).
18
3º Momento
Montagem da exposição e convite para a visitação da comunidade escolar. 
Caro(a) professor(a), veja no quadro abaixo sugestão de atividades de fixação que podem 
ser reportadas aos estudantes: 
Consolidando o aprendizado
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
., 
20
19
).
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
., 
20
19
).
Fo
nt
e:
 (A
lb
uq
ue
rq
ue
., 
20
19
).
1 – Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira, utilizando o espaço em 
branco para fazer a ilustração do elemento sugerido: 
A. Proporção
( ) É a propriedade que define a aparência de uma 
superfície em termos de luz refletida. As cores podem 
ser primárias, secundárias ou terciárias.
B. Movimento
( ) É uma marca que se estende em uma direção e 
pode ser reta, curva, ondulada ou angular. Ela é fre-
quentemente usada para definir formas e contornos.
C. Forma
( ) Nas Artes Visuais desperta o sentido do tato, 
tornando a experiência visual mais atraente e senso-
rial. Uma imagem pode remeter a essas sensações por 
meio das pinceladas, pelas cores e tons, pela composi-
ção do espaço e pela escolha de técnicas e materiais, 
etc.
D. Ponto ( ) É a relação de tamanho entre as diferentes 
partes de uma obra de arte ou entre os objetos re-
presentados.
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DE CONCEITOS
19
Conclusão
Para se obter um bom resultado do ensino aprendizagem de Arte, deve-se sempre trazer o 
assunto o mais próximo possível do cotidiano dos estudantes, promovendo a reflexão e um 
sentido de identidade com os processos e o resultado. É importante considerar o intercâm-
bio entre os estudantes na apreciação tanto das próprias produções, quanto da produção 
dos colegas, estimulando o respeito e a empatia com o trabalho do outro.
Procedimento de avaliação
De acordo com Contocani, s/d; “Para construir uma avaliação formativa em Arte, que seja 
contínua e processual, além da documentação pedagógica dos processos experiencia-
dospelos estudantes, podemos lançar mão de outras ferramentas, como a autoavaliação 
e o portfólio”. Nesse sentido, deve-se considerar o envolvimento individual, a disposição e 
organização do trabalho coletivo, a pontualidade e a fundamentação das produções. 
 
F. Cor
( ) É a sensação de ação ou direção dentro de uma 
obra de arte. Ele pode ser sugerido através do uso de 
linhas, formas e texturas.
G. Textura
( ) É uma área dentro de uma linha que pode ser de-
finida por sua borda ou por outros elementos visuais. 
Podem ser orgânicas ou cerâmicas.
E. Linha
( ) É a menor e mais simples unidade de co-
municação visual. Ao fazermos uma marca em uma 
superfície, seja com tinta ou um objeto pontiagudo, 
esse se torna a referência em um espaço.
2 – Quais são as fontes de inspiração do artista e estilista Ronaldo Fraga para criar 
suas coleções?
3 – Ronaldo Fraga tem na literatura uma forma de se inspirar. Você considera 
importante a leitura como fator preponderante para ampliar o seu repertório? 
Justifique.
4 – Em qual livro você se inspiraria para criar uma obra de arte?
5 – A moda é uma maneira de auto expressão, que diz de um contexto, indicando 
um tempo e um lugar, sendo um modo de se reconhecer e pertencer aos diversos 
grupos sociais. Para você o que representa a moda e qual seu estilo preferido?
6 – Cite as marcas que você usa ou gostaria de usar e qual o sentido elas fazem 
para você:
7 – Quais elementos básicos das Artes Visuais, como linha, forma, cor e textura, 
você identifica nas criações de Ronaldo Fraga, e como eles contribuem para trans-
mitir a identidade cultural brasileira e as histórias que ele conta em suas coleções?
20
(In)forme-se mais através das ferramentas
Plataforma com conteúdo seguro, interati-
vo, divertido e de qualidade para professo-
res e estudantes.
Disponível em: https://britannica.com.br/.
Plataforma de leitura que apoia a promo-
ção do hábito da leitura e das habilidades 
de compreensão leitora dos estudantes.
Disponível em: https://www.
elefanteletrado.com.br/.
Plataforma que oferece livros digitais, vi-
deoaulas, simulados, correção de reda-
ção, relatórios individuais de desempenho 
e muito mais para auxiliar o estudante na 
preparação para o ENEM.
Disponível em: https://www.enem.
educacao.mg.gov.br/plataforma/login.
Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. 
https://britannica.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
21
1) Identificar e compreender como as linguagens artísticas se articulam com os contex-
tos aos quais se integram, sejam eles sociais, culturais, históricos, etc., considerando a 
importância dos signos e as diversas leituras que se estabelecem. 
2) Analisar de forma crítica e reflexiva as relações de poder que se apresentam por 
meio das linguagens, despertando o entendimento e a apropriação do discurso implíci-
to na expressão artística. 
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA
Competência específica 2: Compreender os processos identitários, conflitos e rela-
ções de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversi-
dades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios 
e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando 
o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e 
combatendo preconceitos de qualquer natureza.
HABILIDADES
(EM13LGG201) Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais) em di-
ferentes contextos, valorizando-as como fenômenosocial, cultural, histórico, variável, 
heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
(EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos 
discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compre-
endendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re) produzem signifi-
cação e ideologias.
(EM13LGG204) Dialogar e produzir entendimento mútuo, nas diversas linguagens (ar-
tísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum pautado em princípios e 
valores de equidade assentados na democracia e nos Direitos Humanos.
(EM13LGG205MG) Conhecer e compreender os saberes, as tradições, os costumes, os 
modos e perspectivas de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, quilombolas, 
ciganos, imigrantes e refugiados, sobretudo em Minas Gerais, para a integração de 
suas culturas e fortalecimento do sentimento de pertencimento.
(EM13LGG206MG) Analisar diferentes textos (legais e jurídicos) para o desenvolvi-
mento de postura crítica e analítica da condição social de diferentes grupos em uma 
sociedade plural e garantidora de direitos que refletem a valorização de grupos sociais 
amparados nas legislações vigentes.
(EF69AR16P6) Analisar e identificar, por meio da apreciação musical, usos e funções da 
música em seus contextos de produção e circulação, relacionando as práticas musicais 
às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética 
e ética.
OBJETIVO
DURAÇÃOREFERÊNCIA
Ensino Médio
SEQUÊNCIA DIDÁTICA II
Artes Visuais e música - condições de produção, circulação e recepção de discursos.
PERÍODO
1° Período 7 aulas de 50 minutos
22
(EF69AR34P6) Analisar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, 
em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de 
diferentes épocas.
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Conhecimento e análise de contextos históricos, sociais e culturais de produções nas 
linguagens artísticas que demarcam visão de mundo e disputas de sentidos entre dife-
rentes grupos culturais.
Valorização de identidades, tradições e patrimônio culturais (manifestações artísticas e 
culturais, festejos, celebrações, comunidades tradicionais, arte indígena, africana, afro-
-brasileira) por meio de apreciação, fruição e posicionamento crítico em arte
no contexto social.
Reflexão, problematização e proposição da esfera artística como espaço de discussão 
de temas de sua época.
Apreciação de produções artísticas e posicionamento crítico em relação a temas, visões 
de mundo e ideologias veiculados em produções de arte.
Equipamentos multimídia, laboratório de informática ou aparelhos móveis com acesso 
a internet e textos impressos. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS
Diversidade Cultural na Expressão Artística
A diversidade é uma marca característica da nossa cultura devido a inúmeros fatores, dentre 
os quais a mistura dos povos originários, os colonizadores e os africanos escravizados, além 
de povos que fazem fronteira e os que imigraram para o Brasil ao longo da nossa história. 
Diante disso, torna-se evidente a promoção do entendimento entre os estudantes sobre 
temas sensíveis da sociedade. 
Entender a arte e suas linguagens como um reflexo social, seja no grafite, na dança, na 
música, no teatro, etc., expressões essas que dialogam com a realidade de cada contexto, 
como formas de identidade cultural, torna-se urgente no desenvolvimento de sujeitos cien-
tes do seu papel para uma vida mais igualitária e justa. Esse objetivo pode ser alcançado, 
ao promover o acesso a uma educação significativa, que aproxime os conteúdos à realidade 
dos(as) estudantes. Abordaremos nesta sequência didática a “Diversidade Cultural e as Ex-
pressões Artísticas”, explorando os discursos implícitos nas obras que celebram o multicul-
turalismo e a miscigenação, criando conexões que rompem fronteiras e ampliam repertório 
criativo e imaginativo. 
Para alcançar as habilidades selecionadas, partiremos em conceituar o termo “Diversidade”, 
tendo como referência a música, do artista pernambucano Lenine. Apresentaremos textos 
conceituais e legais, como forma de fundamentar e significar o aprendizado e promover a 
cidadania para todos e todas indistintamente. Para finalizar, conheceremos o “Tambor Mi-
neiro” e sua ancestralidade, representado pelo artista Maurício Tizumba, em busca de legi
23
timação da diversidade presente na arte mineira, considerando a importância da expressão 
artística como elemento de resistência utilizado pelas minorias que contribuem de forma 
extraordinária para a nossa cultura. 
MÓDULO I
1º Momento
Prezado professor(a), inicie esse momento escrevendo na lousa a palavra “Diversidade” 
e questione a turma o que entendem sobre esse termo. Anote as respostas na lousa. Em 
seguida, escreva o conceito de diversidade e peça para anotarem no caderno. “De acordo 
com o dicionário, o conceito de diversidade é definido como “um substantivo feminino que 
caracteriza tudo aquilo que é diverso, que tem multiplicidade”, ou seja, é tudo aquilo que 
apresenta pluralidade e que não é homogêneo”. (Nascimento, 2024)
Obs: Caso seja possível, o texto relacionado abaixo pode ser impresso e distribuído para os 
estudantes. 
[...]
O que é diversidade? 
[...]
No contexto social, a diversidade é justamente isso: a convivência de indivíduos di-
ferentes em relação à etnia, orientação sexual, cultura, gênero etc., em um mesmo 
espaço.
Porém, tornar um ambiente diverso é uma tarefa muito mais complicada quando apli-
cada no contexto social, pois existem estruturas sociais que impedem ou dificultam de-
terminados indivíduos a terem acessos a certos espaços, seja pela história de opressão 
a um grupo, que foram marginalizados para determinados espaços físicos e simbólicos, 
ou por preconceitos da sociedade. As razões são as mais diversas. 
É possível entender melhor essas relações ao se pensar em convenções sociais, que, 
resumidamente, são crenças e costumes que moldam os comportamentos das pessoas 
que fazem parte de uma comunidade. Essas normas são transmitidas de geração em 
geração e criam um senso de pertencimento àqueles que as seguem.
Além disso, essas normas, em muitos casos, vão para além da tentativa de moldar 
comportamentos e também ditam como deve ser a aparência, a orientação sexual, 
o gênero e várias outras características que fogem do controle do indivíduo, gerando 
uma sensação de inadequação aos que não se adaptam. 
Ou seja, aqueles que não condizem com os padrões vigentes sofrem uma pressão 
social para se encaixar e, caso não consigam, muitas vezes são levados direta ou in-
diretamente à marginalidade pelos que tentam manter o status quo. Esse grupo é 
conhecido como minoria. 
Vale ressaltar que minorias não são necessariamente grupos em menor quantidade 
numérica na sociedade, o termo diz respeito às relações de dominação de um grupo 
em relação ao outro.
24
Nesse sentido, o grupo “maioritário” é respeitado e visto como aquele que deve ser 
imitado pelos outros, enquanto o grupo “minoritário” é o que pode ser alvo de compor-
tamentos discriminatórios e preconceituosos justamente por não se adequar à norma. 
De modo geral, o conceito está atrelado a uma busca por integrar grupos diferentes 
em um mesmo ambiente, tendo em mente a pluralidade brasileira, por exemplo, que 
raramente é representada nos espaços.
NASCIMENTO, Thaís do. Diversidade: significado, exemplos e como funciona no trabalho. Gupy Blog. [S.l.] jun. 
2024. Disponível em: https://www.gupy.io/blog/significado-de-diversidade#:~:text=De%20acordo%20com%20
o%20dicion%C3%A1rio,e%20que%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20homog%C3%AAneo. Acesso em 05 set. 2024. 
2º Momento: As garantias constitucionais para a promoção da diversidade.
 O Brasil, como um país democrático, tem o dever de assegurar a igualdade como premissa 
para oferecer dignidade ao seu povo. Pode-se observar esse compromisso firmado na cons-
tituição de 1988, garantindo por meio das leis a promoção a diversidade cultural e o direitode cada cidadã ou cidadão existir em sua plenitude, como forma de legitimar as identidades 
individuais e coletivas e o sentimento de pertencimento, de maneira ampla, geral e irrestri-
ta, como veremos no artigo 5º, disponível no quadro abaixo: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantin-
do-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI 
– é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício 
dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e a 
suas liturgias; VIII – ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa 
ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação 
legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX 
– é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; § 2º Os direitos e garantias expressos 
nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja 
parte. (CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, p. 9-11)
OLIVEIRA, João Marcos. A diversidade cultural como garantia constitucional. Jusbrasil. [S.l.] 2015. Disponível em: 
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-diversidade-cultural-como-garantia-constitucional/213667955. 
Armandinho e os direitos humanos
Fo
nt
e:
 (A
rm
an
di
nh
o,
 [2
02
4]
)
https://www.gupy.io/blog/significado-de-diversidade#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20dicion%C3%A1rio,e%20que%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20homog%C3%AAneo
https://www.gupy.io/blog/significado-de-diversidade#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20dicion%C3%A1rio,e%20que%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20homog%C3%AAneo
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-diversidade-cultural-como-garantia-constitucional/213667955
25
 
SITE SUGERIDO
PArmandinho e os Direitos Humanos. 
Disponível em: https://direitoshumanos.unicamp.br/wp-con-
tent/uploads/sites/36/2021/03/Armandinho-e-o-Direitos-
-Humanos.pdf
3º Momento
Apresente para a turma a letra e o vídeo clipe da música “Diversidade”, do artista Lenine, 
indicada no link abaixo: 
VÍDEO SUGERIDO
Música Diversidade - Lenine
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=29Mj-
-8RdvUE.
Diversidade – Lenine
Foi pra diferenciar
Que Deus criou a diferença
Que irá nos aproximar
Intuir o que ele pensa
Se cada ser é só um
E cada um com sua crença
Tudo é raro, nada é comum
Diversidade é a sentença
O que seria do adeus
Sem o retorno?
O que seria do nu
Sem o adorno?
O que seria do sim
Sem o talvez e o não?
O que seria de mim
Sem a compreensão?
A vida é repleta
https://direitoshumanos.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/36/2021/03/Armandinho-e-o-Direitos-Humanos.pdf
https://direitoshumanos.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/36/2021/03/Armandinho-e-o-Direitos-Humanos.pdf
https://direitoshumanos.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/36/2021/03/Armandinho-e-o-Direitos-Humanos.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=29Mj-8RdvUE
https://www.youtube.com/watch?v=29Mj-8RdvUE
26
A vela no breu
A chama da diferença
A vida é repleta
E o olhar do poeta
Percebe na sua presença
O toque de Deus
A vela no breu
A chama da diferença
A humanidade caminha
Atropelando os sinais
A história vai repetindo
Os erros que o homem traz
O mundo segue girando
Carente de amor e paz
Se cada cabeça é um mundo
Cada um é muito mais
O que seria do caos
Sem a paz?
O que seria da dor
Sem o que lhe apraz?
O que seria do não
Sem o talvez e o sim?
O que seria de mim?
O que seria de nós?
A vida é repleta
E o olhar do poeta
Percebe na sua presença
O toque de Deus
A vela no breu
A chama da diferença
Compositores: Oswaldo Lenine 
Macedo Pimentel
Fonte: (Diversidade, 2024)
27
Análise da letra
Por meio da poesia, o artista celebra a diversidade, exaltando a importância em acolher 
as diferenças sociais, étnicas, culturais, etc., como fonte de riqueza na troca mútua de 
saberes para uma existência harmoniosa. A alusão à divindade e a intenção em criar 
um mundo diverso, estimula nossa necessidade de promover a empatia no trato com 
todos e todas de forma respeitosa, nos fazendo criar uma conexão com as intenções 
de Deus. O artista nos faz entender a singularidade de cada pessoa e que essa carac-
terística individual é carregada de crenças, saberes, perspectivas, etc., tornando a 
existência de cada indivíduo única e indispensável diante dos propósitos de Deus. A 
música enfatiza as diferenças tão necessárias por meio de questões contrastantes e 
ao mesmo tempo complementares, proporcionando o verdadeiro sentido da vida. A 
sensibilidade se apresenta nas palavras do poeta, tendo Deus como uma referência de 
conduta, “uma vela no breu”. A canção ainda aborda o problema da humanidade em 
não aprender com os próprios erros, enfatizando a importância de promover o amor 
genuíno que é a ação ética na construção de alianças e na percepção do impacto ge-
rado por cada indivíduo em interlocução com a evolução coletiva. 
Questione a turma sobre as referências culturais e os artistas da sua comunidade, ci-
dade ou região. (Ex.: grupos de congado, capoeira, feiras livres, artistas da música, 
poetas, etc.)
Pergunte se identificam nessas expressões culturais alguma forma de resistência ou 
engajamento na propagação de um saber ou um movimento de luta contra o apaga-
mento cultural e o esforço de promoção da diversidade e legitimação do direito de 
existir. 
Essas questões são importantes para os estudantes entenderem as relações de poder 
e a importância da arte e da cultura como forma de empoderamento e identidade de 
um povo.
28
MÓDULO II
1º Momento
O que são as minorias?
Minorias sociais
O conceito de minoria social refere-se, na sociologia, a um grupo social (muitas vezes em 
maior número expressivo) que vive à margem da sociedade e dos núcleos de poder. 
“O conceito de minoria social diz respeito, nas ciências sociais, a uma parcela da população 
que se encontra, de algum modo, marginalizada, ou seja, excluída do processo de sociali-
zação. São grupos que, em geral, são compostos por um número grande de pessoas (na 
maioria das vezes, são a maioria absoluta em números), mas que são excluídos por ques-
tões relativas à classe social, ao gênero, à orientação sexual, à origem étnica, ao porte de 
necessidades especiais, entre outras razões.”
Grupos de minorias
As sociedades capitalistas contemporâneas tendem a desenvolver certos padrões elitistas 
de categorizar o que é “normal”. Há um padrão de vida vendido como o melhor, além de ha-
ver um padrão de comportamento socialmente considerado como a norma. Isso é chamado 
de normatização. As minorias são setores sociais que fogem das diversas normatizações 
impostas e, por mais contraditório que pareça, elas são a maioria em números absolutos.
O capitalismo vende a ideia de que quem não atende à classificação normativa do sistema 
não tem valor, é um ser reduzido. O interessante é que os padrões normativos servem como 
modo de se manter a hegemonia das classes dominantes. O padrão normativo de exce-
lência nesse sistema é mantido por pessoas brancas, com altos resquícios de um sistema 
misógino, de classe média para a alta, heterossexuais, consideradas produtivas, etc.
A exclusão das minorias sociais são um problema no mundo contemporâneo, que requer 
mais integração e igualdade.
Os grupos minoritários, nesta seara de padrões normativos, são vários. Há uma busca pela 
representatividade desses grupos no cenário de dominação. 
Veja abaixo uma listagem de alguns desses grupos:
 Ö “Minorías étnicas”
 Ö “Minorias nacionais”
 Ö “População de baixa renda”
 Ö “Minorias sociais e a luta por direitos”
Fonte: Porfírio, 2024.
Professor(a), para dar sequência ao assunto, divida a turma em 4 grupos e direcione um 
trabalho de pesquisa sobre as minorias,utilizando o laboratório de informática da escola ou 
por meio dos aparelhos celulares. Faça um sorteio dos temas (as minorias citadas acima) 
para serem apresentados em forma de seminário na sala de aula. Agende a data para a 
apresentação do seminário. 
29
FESTEJO TAMBOR MINEIRO – A legitimação da diversidade pelas mãos do artista 
Maurício Tizumba.
Quem é Maurício Tizumba? 
Maurício Tizumba é um artista plural: ator, músico, compositor e instrumentista. Em 
2019 completará 62 anos de vida e 47 anos de carreira. Formado em teatro, como ator, 
pelo Teatro Universitário da UFMG, em 1991, tem feito um percurso de grande rele-
vância para a arte afro-brasileira. Sua trajetória marca também a luta e a conquista de 
ampliar o acesso à cultura em Minas Gerais, democratizando a arte a todas as classes e 
grupos sociais. Seus trabalhos sempre buscaram as ruas, praças, e povo, com o objeti-
vo de sensibilização para a arte, para a cultura negra, e cultura em geral. Além de artis-
ta negro, Maurício Tizumba traz consigo o congado mineiro (Manifestação religiosa de 
matriz africana com mais quatro séculos de existência em Minas Gerais) e o candomblé 
como religião. Suas crenças pessoais reverberam e transparecem em seus trabalhos e, 
portanto, não há como deixar de lado toda a tradição e memórias pessoais, coletivas e 
identitárias do artista para ler, analisar e interpretar a sua obra. [...] 
 
Fonte: MOREIRA, Júlia Dias Lino. MAURÍCIO TIZUMBA: Caras e caretas de um Teatro Negro Performativo. 
Dissertação de Mestrado da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 
2019. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30613/1/Dissertac%cc%a7a%cc%83o%20
Ju%cc%81lia%20Tizumba%20-%20vers%c3%a3o%20final.pdf. Acesso em: 06/set. 2024.
“O Festejo do Tambor Mineiro”, nasceu em julho de 2002, tendo como mentor e compositor 
Maurício Tizumba. As ruas do bairro Prado, na cidade de Belo Horizonte capital de MG, é 
o palco para o evento que marca um longo percurso da manifestação artística e cultural 
que exalta as raízes do povo preto, reverenciando o Congado e os Reinados de Minas 
Gerais, reconhecidos como patrimônio cultural imaterial que celebram a ancestralidade 
como forma de identidade do nosso povo. O festejo completa 22 anos com evento realizado 
em 08 de setembro de 2024, na FUNART – MG. “Para Tizumba — compositor, cantor, multi-
instrumentista, ator, diretor musical e capitão de congado — a realização do Festejo Tambor 
Mineiro é uma oportunidade de celebrar uma das principais manifestações da cultura afro-
mineira mostrando sua influência sobre a música produzida no estado”. (Gov.Br, 2024). 
[...] Congado ou Congada é uma forma de celebração da devoção a Nossa Senhora do 
Rosário ou São Benedito, Santa Efigênia e outros santos da devoção católica. Como em 
outras experiências religiosas no Brasil, o Congado também guarda relações com as 
formas expressas na religiosidade africana. Muitos congadeiros preferem dizer Reinado 
de Nossa Senhora do Rosário. O Iphan está realizando o Inventário Nacional de Refe-
rências Culturais dessa manifestação cultural. [...]
Fonte: VELOSO, Victor. Governo de Minas Gerais torna congado patrimônio imaterial do estado. CNB Globo.com. 
Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://cbn.globo.com/belo-horizonte/noticia/2024/08/03/governo-de-mi-
nas-gerais-torna-congado-patrimonio-imaterial-do-estado.html. Acesso em: 10 set. 2024. 
https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30613/1/Dissertac%cc%a7a%cc%83o%20Ju%cc%81lia%20Tizumba%20-%20vers%c3%a3o%20final.pdf
https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30613/1/Dissertac%cc%a7a%cc%83o%20Ju%cc%81lia%20Tizumba%20-%20vers%c3%a3o%20final.pdf
https://cbn.globo.com/belo-horizonte/noticia/2024/08/03/governo-de-minas-gerais-torna-congado-patrimonio-imaterial-do-estado.ghtml
https://cbn.globo.com/belo-horizonte/noticia/2024/08/03/governo-de-minas-gerais-torna-congado-patrimonio-imaterial-do-estado.ghtml
30
Exiba os vídeos indicados nos links a seguir e convide a turma para acompanhar o ritmo do 
tambor com palmas.
VÍDEOS SUGERIDOS
O Som do Tambor Mineiro. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Hrsryy-
D90rQ.
Grupo Tambor Mineiro.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0JMA-
fLK6MYw.
Maurício Tzumba (Casa Aberta).
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GBsq_
dvW1Uk. 
https://www.youtube.com/watch?v=HrsryyD90rQ
https://www.youtube.com/watch?v=HrsryyD90rQ
https://www.youtube.com/watch?v=0JMAfLK6MYw
https://www.youtube.com/watch?v=0JMAfLK6MYw
https://www.youtube.com/watch?v=GBsq_dvW1Uk
https://www.youtube.com/watch?v=GBsq_dvW1Uk
31
MÓDULO IV
CONSOLIDANDO APRENDIZAGENS
1 laico 
adjetivo. 
1. Que não sofre influência ou controle por parte da igreja ou de uma religião (ex.: 
ensino laico; estado laico; sociedade laica; tribunal laico). 
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [S.l.], 2008-2024. Disponível em:https://dicionario.priberam.org/laicos. 
Acesso em: 16 set. 2024.
1 – O que é diversidade cultural e quais são os fatores que caracterizam a diver-
sidade brasileira? 
2 – Cite algumas estruturas sociais que impedem ou dificultam determinados in-
divíduos a terem acesso a certos espaços: 
3 – Os grupos de poder tendem a moldar comportamentos sociais, ditando nor-
mas e comportamentos padronizados. Quem não se encaixa nesses padrões são 
marginalizadas e denominadas “minorias” pela classe opressora. Cite algumas 
dessas minorias sociais:
4 – Quais são as garantias previstas e asseguradas por lei no Artigo 5º da cons-
tituição de 1988?
5 – A trajetória do artista Maurício Tizumba marca também a luta e a conquista 
de ampliar o acesso à cultura em Minas Gerais, democratizando a arte a todas 
as classes e grupos sociais. De que forma o artista proporciona a todos e todas o 
acesso às apresentações do Tambor Mineiro democratizando a arte?
6 – Reverenciado pela Festa do Tambor Mineiro, o Congado é considerado uma 
das mais importantes expressões culturais de Minas Gerais, com relações pauta-
das nas religiões cristã católica e as de matriz africana, oficializado recentemente 
como Patrimônio Imaterial do Estado. Você é devoto de alguma religião ou cren-
ça? Qual? Caso siga alguma religião o que ela representa para você?
7 – “Em 7 de janeiro de 1890, foi promulgado o Decreto 119-A, que tornava o 
Brasil (já desde o golpe de 1889) um país laico 1. No ano seguinte, foi promulgada 
a Constituição Federal de 1891, a primeira da República. Esse documento também 
garantia a liberdade religiosa e retirava do governo e do Estado a adoção de uma 
posição religiosa oficial”. (Porfírio, 2024). Diante disso, você considera importante 
ou mesmo imprescindível, respeitar as todas as religiões e crenças para uma vida 
em harmonia, buscando o bem comum? Justifique:
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DE CONCEITOS
https://dicionario.priberam.org/laicos
32
(In)forme-se mais através das ferramentas
Plataforma com conteúdo seguro, interati-
vo, divertido e de qualidade para professo-
res e estudantes.
Disponível em: https://britannica.com.br/.
Plataforma de leitura que apoia a promo-
ção do hábito da leitura e das habilidades 
de compreensão leitora dos estudantes.
Disponível em: https://www.
elefanteletrado.com.br/.
Plataforma que oferece livros digitais, vi-
deoaulas, simulados, correção de reda-
ção, relatórios individuais de desempenho 
e muito mais para auxiliar o estudante na 
preparação para o ENEM.
Disponível em: https://www.enem.
educacao.mg.gov.br/plataforma/login.
Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. 
https://britannica.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
33
REFERÊNCIA
Reconhecer a dança como elemento de identidade e engajamento sócio cultural nas 
manifestações ritualísticas dos povos originários. 
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA
Competência Específica 02: Compreenderos processos identitários, conflitos e rela-
ções de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversi-
dades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios 
e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando 
o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e 
combatendo preconceitos de qualquer natureza.
HABILIDADES
(EM13LGG302) Posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo pre-
sentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de 
produção e de circulação.
(EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes 
argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, frente à análise 
de perspectivas distintas.
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideo-
logias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possi-
bilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade.
(EM13LGG503) Vivenciar práticas corporais e significá-las em seu projeto de vida, 
como forma de autoconhecimento, autocuidado com o corpo e com a saúde, socializa-
ção e entretenimento.
OBJETIVO
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Investigação e fruição de obras artísticas de diferentes linguagens (artes visuais, au-
diovisual, dança, teatro, artes circenses, música, etc.), épocas, lugares e matrizes cul-
turais;
Conhecimento e análise de contextos históricos, sociais e culturais de produções nas 
linguagens artísticas que demarcam visão de mundo e disputas de sentidos entre dife-
rentes grupos culturais.
Apreciação de produções artísticas e posicionamento crítico em relação a temas, visões 
de mundo e ideologias veiculados em produções de arte.
Participação, observação e posicionamento crítico em manifestações artísticas, ativida-
DURAÇÃO
Ensino Médio
SEQUÊNCIA DIDÁTICA III
A simbologia mítica nas danças dos povos originários - Condições de Produção, Cir-
culação e Recepção de Discursos.
PERÍODO
2° Período 8 aulas de 50 minutos
34
des culturais e produções artísticas diversas, atentando-se para a diversidade e plura-
lidade.
Problematização de estereótipos, preconceitos, etc., em produções artísticas de grupos 
minorizados socialmente (negros, indígenas, mulheres, LGBTQIA+, ETC) em diferentes 
linguagens de arte (artes visuais, dança, teatro, música, dentre outras).
Equipamento multimídia, laboratório de informática com acesso à internet, textos e 
imagens impressas.
MATERIAIS NECESSÁRIOS
A simbologia mítica nas danças dos povos originários
Prezado(a) Professor(a)!
As circunstâncias históricas da Arte se tornam objeto de conhecimento da própria trajetó-
ria de vida da humanidade. As linguagens artísticas são o arcabouço das ideologias míti-
cas, sociais, ideológicas e políticas que implementam a vida em sociedade, com toda sua 
complexidade de sentimentos e emoções, determinados pela estética que a caracteriza. O 
contexto histórico nunca deve ser deixado de lado ao nos referirmos a Arte, para promover 
uma leitura de mundo crítica e reflexiva que leva o indivíduo a se reconhecer como agente 
determinante do meio em que está inserido. Diante disso, devemos nos ater às práticas 
artísticas que desenharam o ser social desde suas origens e que continuam sendo o suporte 
para esse construir e reconstruir humano, tendo como referência nossa ancestralidade para 
o surgimento do novo.
A dança é uma das primeiras expressões artísticas que se tem registro. Com a evolução hu-
mana, a dança adquire características míticas e ritualísticas. Na antiguidade a dança servia 
como auxílio nas lutas e nas conquistas, como também na tonificação do corpo. Na Idade 
Média, a dança foi demonizada se tornando uma forma de profanação do sagrado. A dança 
ressurge no período do Renascimento como forma legítima de diálogo com o mundo, pro-
porcionando fruição e experiência estética, tanto a quem a pratica quanto ao espectador. A 
dança é uma atividade humana que envolve corpo, mente, coração e alma, proporcionando 
um estado de bem estar e alegria.
De acordo com as habilidades propostas, pretende-se com esse planejamento, conhecer e 
compreender os saberes, as tradições, os costumes, os modos e perspectivas de vida dos 
povos indígenas, sobretudo em Minas Gerais, para a integração de suas culturas e fortale-
cimento do sentimento de pertencimento.
Para tanto, abordaremos aqui, a simbologia mítica nas danças dos povos originários, com 
intuito de construir um diálogo com a habilidade proposta, oferecendo aos estudantes a 
possibilidade de se reconhecerem e se identificarem com essas expressões artísticas e cul-
turais ancestrais. (Albuquerque, 2024)
Obs: O(a) docente, tem a liberdade de adaptar esse planejamento de acordo com a reali-
dade a qual está inserido(a), considerando os espaços físicos, as tecnologias disponíveis, a 
maturidade da turma, dentre outros. Os objetos de conhecimento devem ser articulados de
35
modo a corroborar com os propósitos pedagógicos de cada escola, com o objetivo de atingir 
o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural dos estudantes. A quantidade de au-
las necessárias para o desenvolvimento desse planejamento, também fica a critério do(a) 
professor(a), que tem autonomia e expertise para as adaptações necessárias, levando em 
conta as especificidades da turma e do contexto regional, como também a possibilidade de 
estender o planejamento para um possível projeto transdisciplinar, fator importante para 
uma educação dentro dos parâmetros das metodologias ativas.
36
MÓDULO I: 
1º Momento: O analfabetismo visual e o discurso semiótico nas imagens.
Tudo tem uma história!
“Antes do ser humano falar, ele dançou!” (Conceitos..., 2020)
Inicie este momento contextualizando o tema de acordo com o texto introdutório, em se-
guida converse com a turma sobre os diversos tipos de dança que eles possam conhecer 
e em quais contextos cada dança acontece. Depois da conversa inicial, apresente o vídeo 
sobre a história da dança, do canal “Pensando o Movimento”, disponível no quadro abaixo:
Discuta o vídeo com a turma, destacando as curiosidades e fazendo uma análise da presença da 
dança na história da humanidade como forma de expressão, identidade e significação da própria 
existência.
VÍDEO SUGERIDO
Conceitos e História da Dança.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bwOkq-
QYpYYc.
https://www.youtube.com/watch?v=bwOkqQYpYYc
https://www.youtube.com/watch?v=bwOkqQYpYYc
37
MÓDULO II: 
1º Momento: “A simbologia mítica nas danças dos povos originários”.
A expressão corporal na dança é um elemento artístico que envolve uma infinidade de 
movimentos. Considerando a dança indígena, observa-se que ela possui peculiaridades ri-
tualísticas envolvendo um conjunto de manifestações rítmicas e visuais para compor um 
determinado objetivo. A variedade desses rituais será ditada pelos eventos a serem “come-
morados”, como: expulsar os males do corpo e da alma, agradecer a fartura da colheita e 
da caça, marcar a passagem dos jovens para a fase adulta, rituais fúnebres, dentre outros. 
Habitualmente, a dança indígena é manifestada de forma democrática, com a participação 
de todos e todas da comunidade. 
Exiba o vídeo indicado no link abaixo: 
VÍDEO SUGERIDO
Entendendo a dança indígena.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=20Y-
gX5k_FQk&t=1s.
Professor(a), outras informações podem ser apresentadas. Confira os textos abaixo e, se 
possível, compartilhe-os com os estudantes.
Danças indígenas brasileiras – Cultura e significado
As danças indígenas brasileiras são de grande importância e inspiração para a cultura e 
folclore nacional. Afinal, muitas das danças folclóricas ou mesmo festas populares foram 
inspiradas pelas mesmas.
Sempre presentes no cotidiano das tribos, apresentam movimentos e balanços caracteriza-
dos principalmente pela inspiração na fauna e flora brasileiras, pois as danças indígenassão 
as principais conexões entre os índios com as entidades e espíritos da floresta.
Características das danças indígenas brasileiras
Esses tipos de dança podem ser realizados em diversos eventos: desde a celebração de uma 
pesca bem-sucedida até um ritual fúnebre. Podem ser realizadas em grupos ou mesmo por 
um único indivíduo, entretanto, algumas das danças indígenas sagradas são exclusivamente 
destinadas aos homens da tribo, ficando as mulheres de fora.
Vários são os apetrechos utilizados: desde colares e amuletos até máscaras e pinturas 
específicas para determinada celebração. A seguir, apresentaremos 7 exemplos de danças 
indígenas brasileiras.
1 – Dança do toré
A dança do toré apresenta como significado a união entre os índios. É realizada geralmente 
em uma clareira, e os dançarinos distribuem-se formando um grande círculo. A dança ini-
https://www.youtube.com/watch?v=20YgX5k_FQk&t=1s
https://www.youtube.com/watch?v=20YgX5k_FQk&t=1s
38
cia-se com o tocar dos maracás (chocalhos tribais confeccionados a partir de uma cabaça 
oca, contendo grãos, sementes ou pedriscos em seu interior).
A partir de então, os dançarinos iniciam os movimentos, caracterizados por pequenos pas-
sos para os lados, de modo que o círculo comece a “girar” em torno do próprio eixo. Tudo 
isso sempre tocando os maracás, com as cabeças baixas e sempre cantando.
2 – Atiaru
A dança do atiaru é uma das muitas danças indígenas brasileiras que possui um significado 
espiritual: é dançada para afastar os maus espíritos, para então atrair os bons. Apesar de 
ser uma dança espiritual, é permitida a participação de homens e mulheres.
O evento inicia-se próximo ao pôr do sol, e os dançarinos caracterizam-se pelas vestimentas 
muito bem elaboradas: grandes cocares de plumas, colares, pulseiras e chocalhos amarra-
dos nos tornozelos.
Os dançarinos são distribuídos em trios: no meio, um índio tocando um yapurutu (flauta 
tribal com cerca de 1 metro de comprimento), com um índio de cada lado, ambos com a 
mão apoiada no ombro do que vai no meio. Os movimentos são rápidos, com passadas para 
a direita e esquerda, acompanhando o ritmo do chocalho.
3 – Jacundá
A dança do jacundá é uma das danças indígenas brasileiras dedicadas à representação da 
pescaria. Os dançarinos distribuem-se de maneira que formem um círculo, sempre alter-
nando entre homens e mulheres.
No centro do círculo, um índio e uma índia dançam como se fossem um peixe e, no meio 
da dança, tentam fugir para fora do círculo. Caso um dos índios que compõem o círculo não 
consiga impedir a fuga de um deles, deverá substituir o fujão. É uma dança muito divertida 
e onde todos dão gargalhadas, sendo muito utilizada para o lazer e entretenimento.
4 – Kuarup – Danças indígenas em homenagem aos mortos
Essa dança faz parte de um ritual tribal em homenagem aos mortos, celebrando assim suas 
memórias. Apesar do tema, é uma das mais alegres danças indígenas brasileiras, pois de 
acordo com a cultura das tribos, os finados não gostariam de seus companheiros vivos tris-
tes por sua passagem.
A dança do kuarup está relacionada às tribos que habitam a região do Alto Xingo, em Mato 
Grosso do Sul. Kuarup é o nome de uma espécie de madeira encontrada na região, sendo 
este material uma representação dos espíritos de seus antepassados. Algumas toras de 
kuarup são ornamentadas com pinturas em referência aos finados e, em seguida, estacadas 
ao chão de maneira que formem uma linha.
Inicia-se então a dança: homens e mulheres, com os corpos pintados, iniciam os passos, de 
acordo com o ritmo dos maracás e das cantigas. A velocidade dos passos vai aumentando 
conforme a intensidade dos maracás.
39
5 – Kahê-Tuagê
Kahe-tuagê é uma das danças indígenas brasileiras que evocam as entidades que controlam 
o tempo. É dançada na época de secas, e seu objetivo é trazer a chuva. Diferente da maio-
ria das danças indígenas, o kahê-tuagê tem como personagem principal uma mulher, pois 
segundo a cultura indígena, a entidade que controla a seca é feminina.
A dança é composta da seguinte maneira: a índia posiciona-se no meio de uma fila compos-
ta por outras índias que nunca tiveram filhos. Ao ritmo do maracá, as índias permanecem 
na mesma posição, mas balançando os braços e o corpo para frente e para trás, batendo 
palmas, e com os joelhos levemente flexionados.
6 – Dança da onça
Uma das mais exóticas e curiosas danças indígenas brasileiras: a dança da onça é uma re-
presentação do jovem índio que se tornou um bravo caçador. O dançarino principal encarna 
o espírito da onça que ele matou sem a ajuda de nenhum outro caçador. Entretanto, não 
pode ser identificado pelos outros índios da tribo.
Para isso, veste-se com a pele do animal e utiliza uma máscara confeccionada com folhas 
de palmeiras. O índio em questão passa a dançar pelo terreiro com movimentos de batidas 
de pé e pequenos pulos, sendo seguido pelo pajé e pelo resto da tribo.
7 – Cateretê
Apesar de ser diretamente relacionada ao povo rural, o cateretê tem suas origens cultu-
rais nas danças indígenas brasileiras, mais precisamente as realizadas pelos tupis. Seus 
movimentos são caracterizados principalmente pelas batidas de pé no chão acompanhadas 
pelo ritmo do chocalho.
Seu primeiro registro histórico data por volta do século XIX: conta-se que, na época da 
catequização indígena, padre Anchieta tenha levado os movimentos e passos presenciados 
por ele às festas promovidas pela igreja católica da época. A dança então acabou sendo 
adotada pelos brancos, que realizaram suas adaptações culturais. É mais conhecida pelos 
brancos como catira.
DANÇAS TÍPICAS. Danças indígenas brasileiras – Cultura e significado. 14 maio 2019 Disponível em: https://www.dan-
castipicas.com/brasileiras/dancas-indigenas-brasileiras/. Acesso em: 11 abr. 2023.
Dança ritual indígena
Fo
nt
e:
 (B
ra
sil
, 2
01
9)
.
40
Ritual do Kuarup no Parque do Xingu reúne povos indígenas em homenagem 
a seus ancestrais
Ao celebrar a passagem do espírito dos que partiram para a aldeia dos mortos, o ritual 
do Kuarup marca o fim de um período de um ano de luto e celebra a memória daqueles 
que morreram. Pais, avós, tios e amigos são lembrados com rezas, choro e saudade no 
mais importante cerimonial de todos os povos xinguanos. As celebrações começaram 
em julho e se estendem até setembro.
A cerimônia de despedida é feita durante uma noite inteira em um lugar onde as rezas 
e cânticos indígenas são entoados. Na tradição do Parque Indígena do Xingu, cada 
tronco enfeitado com adornos coloridos representa uma pessoa falecida a ser homena-
geada. Esses troncos ocupam o lugar central no ambiente em que indígenas rezam e 
choram a morte de seus entes queridos.
Para organizar todas as cerimônias que fazem parte do Kuarup, as aldeias levam até 
um ano de preparação. A celebração envolve praticamente todos os integrantes das 
comunidades, a começar pelas índias adolescentes que participam do rito que marca 
o início da vida adulta. E é justamente no Kuarup em que acontece o fim do período 
pelo qual elas precisam permanecer isoladas nas ocas de suas famílias, sem contato 
com a aldeia.
Fonte: (BRASIL. MINISTÉRIO, 2019). 
Luto e luta
Outro tradicional ritual realizado dentro das celebrações é a luta Huka Huka, disputada 
entre duplas de guerreiros de diferentes aldeias. Com os corpos pintados de urucum 
(cor vermelha) e jenipapo (cor preta), cada guerreiro tem o objetivo de derrubar seu 
oponente segurando-o pela perna. Depois que o ritual das lutas termina, os enfeites 
dos troncos são entregues aos familiares das pessoas falecidas. Depois, cada tronco 
é jogado na lagoa próxima à aldeia. Com isso, a alma representada no tronco estará 
livre para partir.
Em 2019, o povo Kamayurá organizou a primeira celebração entre os dias 23 e 24 de 
julho. Estiveram presentes aproximadamente dois mil indígenas de nove comunidades. 
É nas palavras do cacique Kotok que os rituais ganham a dimensão do que represen-
tam para os povos do Parque do Xingu: “ É importante para poder terminar

Mais conteúdos dessa disciplina