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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTEGRADO
CURSO DE FISIOTERAPIA 
ANNABEL FOGAÇA
HELOÍSA BONETE STACIUK
FISIOTERAPIA PARA PACIENTES INSTITUCIONALIZADOS
Campo Mourão, PR
2025
‎1.‎	DESCRITIVO DE ATENDIMENTO
A fisioterapia pacientes institucionalizados é uma modalidade de cuidado em saúde que tem se destacado no atendimento a idosos, por permitir intervenções em um ambiente seguro, familiar e adaptado às suas necessidades. No caso de pacientes com baixa visão ou cegos, esse atendimento possibilita maior personalização do cuidado, promove a autonomia funcional e contribui para a adesão ao tratamento.
A atuação fisioterapêutica nesse contexto exige comunicação clara, atenção às barreiras do ambiente e uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscara, luvas e uniforme (pijama cirúrgico). A avaliação inicial deve considerar as condições físicas, cognitivas e emocionais do paciente, permitindo traçar objetivos terapêuticos realistas, como o fortalecimento muscular, manutenção da mobilidade, prevenção de quedas e melhora da função respiratória.
A participação da família também é essencial na continuidade dos cuidados. Dessa forma, o POP apresentado descreve os procedimentos padronizados para o atendimento fisioterapêutico de idosos com deficiência visual, visando segurança, funcionalidade e humanização.
2. OBJETIVO
Estabelecer um Protocolo Operacional Padrão (POP) para a conduta fisioterapêutica voltada a pacientes idosos com baixa visão ou cegueira, priorizando a segurança, a autonomia funcional e a personalização do cuidado.
3. ESTRUTURA DO ATENDIMENTO PARA PACIENTES INSTITUCIONALIZADOS
3.1 Vestimenta e Biossegurança
· O fisioterapeuta deve utilizar pijama cirúrgico como uniforme durante o atendimento, transmitindo profissionalismo e higiene.
· O uso de luvas descartáveis e máscara facial é obrigatório para garantir a biossegurança tanto do profissional quanto do paciente.
· Deve-se realizar higienização das mãos com álcool 70% antes e após o atendimento.
3.2 Comunicação e Acolhimento
· É fundamental apresentar-se verbalmente ao paciente, mesmo em visitas recorrentes.
· A comunicação deve ser clara, pausada, objetiva e, sempre que possível, com orientações verbais sobre tudo que será feito.
· O tom de voz deve ser tranquilo, acolhedor e respeitoso, criando um ambiente de confiança.
4. CONDUTA FISIOTERAPÊUTICA PADRÃO
4.1 Avaliação Inicial
· Realizar anamnese detalhada, considerando:
· Histórico clínico;
· Diagnósticos prévios;
· Condições cognitivas e emocionais;
· Mobilidade atual e necessidades de auxílio.
· Observar e identificar barreiras físicas no ambiente que possam comprometer a segurança do paciente com deficiência visual.
4.2 Transferência da Cama
· Informar verbalmente cada etapa do processo de mobilização.
· Ajudar o paciente a passar da posição deitada para sentada, com os pés no chão.
· Realizar a transferência com técnica segura, evitando puxões.
· Utilizar apoio tátil e verbal sempre que necessário.
5. ORIENTAÇÃO EM ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA (AVDs)
5.1 Higiene Pessoal
· Conduzir o paciente até o local de higiene (banheiro ou área adaptada), descrevendo o caminho.
· Orientar verbalmente e permitir a exploração tátil dos objetos (sabonete, toalha, escova, etc.).
· Estimular que os itens estejam sempre na mesma posição, facilitando a memorização e promovendo autonomia.
5.2 Reconhecimento do Ambiente
· Descrever a disposição dos móveis e objetos ao redor.
· Verificar se o ambiente está seguro:
· Tapetes antiderrapantes;
· Corredores livres;
· Iluminação adequada para acompanhantes.
· Incentivar o paciente a reconhecer o espaço por meio do tato e da repetição das rotas internas.
6. INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS
As intervenções devem ser adaptadas às limitações sensoriais do paciente, com foco em funcionalidade, independência e prevenção de quedas:
6.1 Alongamento Muscular
· Executar alongamentos passivos ou ativos assistidos para manter a flexibilidade e prevenir retrações musculares.
6.2 Fortalecimento Muscular
· Utilizar faixas elásticas, halteres leves ou peso corporal, sempre com orientação verbal contínua e apoio físico, se necessário.
6.3 Mobilidade e Amplitude de Movimento (ADM)
· Realizar mobilizações articulares para preservar ou melhorar a ADM, respeitando o limite do paciente.
6.4 Analgesia
· Aplicar técnicas leves de massagem, liberação miofascial ou calor local, conforme avaliação prévia.
6.5 Reeducação Neuromotora
· Estimular padrões de movimento funcional, equilíbrio e marcha, com auxílio e correções verbais.
6.6 Treino de Equilíbrio e Coordenação
· Executar exercícios com base ampla de apoio, progredindo conforme a resposta do paciente, priorizando segurança.
6.7 Treinamento Respiratório
· Incluir técnicas de expansão pulmonar e exercícios respiratórios ativos, principalmente para idosos acamados.
7. ORIENTAÇÕES FINAIS E ENCERRAMENTO DO ATENDIMENTO
· Posicionar o paciente em local confortável e seguro após a sessão.
· Confirmar se o paciente necessita de algo mais.
· Higienizar materiais e descartar EPIs conforme normas sanitárias.
· Registrar as atividades realizadas e observações relevantes.
· Reforçar verbalmente a próxima visita ou orientação de continuidade.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O atendimento fisioterapêutico para pacientes institucionalizados com deficiência visual requer uma conduta sensível, segura e adaptada. O uso deste protocolo contribui para padronizar os atendimentos, promovendo funcionalidade, conforto e respeito à pacientes institucionalizados individualidade do paciente. A atuação empática e comunicativa do fisioterapeuta é essencial para o sucesso terapêutico e a melhora da qualidade de vida desses pacientes.
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