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ANATOMIA DO OUVIDO INTERNO

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ANATOMIA DO OUVIDO INTERNO
O ouvido interno é composto pela cóclea (parte do sistema auditivo) e pelo labirinto (parte importante do sistema vestibular, que é o responsável pelo equilíbrio corporal).
CÓCLEA: assume o papel de transformação do som em um sinal neural. A cóclea (do latim para “caracol”) tem uma forma em espiral que lembra uma concha de caracol. Possui paredes constituídas por osso. O pilar central da cóclea é uma estrutura óssea cônica chamada de MODÍOLO. Seu tubo oco possui 32 mm de comprimento por 2 mm de diâmetro. Na base da cóclea existem dois orifícios cobertos por membrana: a janela oval (está abaixo da platina do estribo) e a janela redonda. A cóclea possui três câmaras preenchidas por fluido: a escala vestibular, média e timpânica. As três escalas enrolam-se ao redor da porção interna da cóclea como uma escada em espiral.
MEMBRANA DE REISSNER: localiza-se entre a escala vestibular e média.
MEMBRANA BASILAR: separa a escala timpânica da média. Sustenta o órgão de corti. Vibra conforme as ondas sonoras. Possui a base estreita e espessa (altas frequências) e o ápice largo e fino (baixas frequências).
ÓRGÃO DE CORTI: contém os neurônios receptores auditivos. Está dividido em células ciliadas externas (responsáveis pela captação e, principalmente, pela ampliação do som), células ciliadas internas (responsáveis pela maior captação dos sons), pilares de corti (sustentação entre a membrana basal e a lâmina reticular), membrana basilar, lâmina reticular (onde as células ciliadas também estão fixadas), membrana tectorial (é fixa e possui uma substância gelatinosa onde estão mergulhados os estereocílios; papel importante na transdução do som), estereocílios (especializações da membrana plasmática das células ciliadas que são responsáveis por detectar o movimento da membrana basilar; seus movimentos indicam despolarização eu hiperpolarização), modíolo.
PERILINFA: fluido na escala vestibular e timpânica. Tem uma constituição iônica similar à do fluido cefalorraquidiano (baixas concentrações de K e altas de Na).
ENDOLINFA: preenche a escala média. Possui concentrações iônicas similares às do fluido intracelular (altas concentrações de K e baixa de Na). Essa diferença na concentração iônica é gerada por processos de transporte ativo que ocorrem na ESTRIA VASCULAR, o endotélio que recobre a parede da escala média. Devido às diferenças de concentração iônica e à permeabilidade da membrana de Reissner, a endolinfa tem um potencial elétrico que é aproximadamente 80mV mais positivo do que o da perilinfa; esse é chamado de POTENCIAL ENDOCOCLEAR.
HELICOTREMA: orifício no ápice da cóclea que faz a comunicação entre a escala vestibular e timpânica. Possui grande importância na fisiologia da cóclea, uma vez que, ao movimento do estribo na janela oval, permite que a perilinfa se mova de uma escala para a outra, movimentando a membrana basilar.
JANELA OVAL: fina membrana que faz a comunicação entre o estribo (pelo platisma) e a cóclea.
JANELA REDONDA: fina membrana que se abaúla para fora quando a janela oval é pressionada pelo estribo. Assim, é possível a movimentação do fluido dentro da cóclea que é uma estrutura rígida.