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Anatomia e semiologia do sistema reprodutor feminino Exame ginecológico OBS: Anatomia do sistema reproduto feminino das diferentes espécies Ruminantes: cervix fibrocartilaginoso Eguas: cervix fibromuscular ou muscular Porca: ovário cacho de uva Animais de produção ficam com uma retenção de placenta fisiológica, equino por 3 horas e ruminantes de 6-8 horas; Parto Distocito- dificuldade no parto Parto estocito- ocorreu tudo bem Progesterona- hormônio pró-gestação, não induz contração (progesterona precisa está baixa no parto) Estrogênio e ocitocina- hormônio que induz contração Avaliação ○ Saúde geral do animal ○ Saúde hereditária ○ Saúde do sistema reprodutor: - produção de óvulo - Capacidade de realizar a cópula - Capacidade de gestar Barriga de aluguel (receptoras), Aspiração folicular, transferência de ambrião, inseminação artificial, cerclagem. Se for algo genético não pode passar adiante, apenas se for adquirida. Pseudo Cerclagem: O pessário vaginal é um dispositivo que pode ser usado em alguns casos para substituir a cerclagem do colo do útero. O que é a cerclagem? A cerclagem é um procedimento cirúrgico que consiste em suturar o colo do útero para evitar que ele se dilate antes do tempo. A cerclagem é indicada para gestantes com risco de parto prematuro. Quando realizamos o exame ginecológico? ○ Prognóstico reprodutivo ○ Diagnosticar patologias (geralmente o fazendeiro pede o exame ginecológico já com uma queixa reprodutiva) ○ Diagnóstico de gestação, dosa de hormônio (uma espécie de Beta HCG), em grandes animais palpação retal ○ Acompanhamento do ciclo estral ○ Biotecnologia da reprodução Passo a passo do exame ginecológico: ○ Identificação do animal e proprietário (A ficha deve ser o mais pessoal possível) ○ Anamnese ou história clínica (Numero de crias, ultimo parto, ultimo cio, intervalo entre partos e cio; Abortos, retenção de placenta, distocias, corrimento vaginal; Sanidade do rebanho - femeas e machos, manejo, alimentação) ○ Exame clínico geral (dar grande atenção ao sistema musculo esquelético, pois pode haver algum problema nele, pois ela precisa aguentar a monta do macho); (Defeitos hereditários e score corporal) ○ Exame clínico específico do sistema reprodutor *** preenchimento da ficha de exame ginecológico ou ficha individual de acompanhamento do ciclo estral **** colocar +, de acordo com a quantidade Tamanho de folículo, corpo luteo, edema uterino +++, etc... Identificação do proprietário ○ Nome, endereço do proprietário, telefone, e-mail Identificação do animal ○ Animal: Nome ou número do registro, tatuagem, brinco, mossa, marca de fogo, pelagem, resenha, idade, número de criar, último parto, último cio, intervalos entre partos) Anamnese ou história clínica ○ Deve ser dirigida de acordo com o motivo do exame muito importante ○ Números de crias, último parto e cio, intervalo entre parto e cio - Abortos, retenção de placenta, distocias, corrimento vaginal - Sanidade do rebanho (fêmeas e machos), manejo, alimentação Exame clínico geral ○ Sistema cardíaca e respiratório ○ Sistema digestório ○ Sistema nervoso ○ Músculo esquelético **** (muito importante) Exame clínico específico do sistema reprodutor - defeitos hereditários - escore corporal Avaliação sistema reprodutor externo Anatomia, funcionalidade, detecção de problemas ○ Vulva ○ Períneo ○ Glândula mamária imagem 1: Em vacas de leite não interessante que possuam feridas nas mamas. Imagem 2: Existem vários graus de prolapso vaginal. O prolapso inicial pode ser visto melhor quando o animal está deitado, por conta do aumento da pressão intra-abdominal. Em graus mais avançados já é possível ver o prolapso em posição quadrupedal. O prolapso ocorre mais em vacas de leite por conta da quantidade de partos e afrouxamento dos ligamentos. Imagem 3: Parto distócico (feto com posição incorreta). Dependendo da posição do potro é posição fazer alguma manobra obstétrica para reposicionar o filhote. Mas se não for possível, pode-se fazer uma fetotomia com a utilização de um fio serra. Em pequenos animais é comum o filhote nascer com o posterior primeiro. Em grandes animais não é. É necessário verificar a anatomia, funcionalidade e realizar a detecção de problemas nesse sistema Vulva ○ É a terminação posterior do trato genital ○ Apresenta diferentes formas = espécies ○ Aumento de volume: cio , gestação* ○ Processo inflamatório: vulvite ○ Cio: estro ○ Erro de angulação ○ Pneumovagina: falha de coaptação / Ar represado dentro da vagina Existem 3 barreiras no sistema genital: Primeira: Vulva, segunda: Vestíbulo de vagina (deve estar coaptada também) e terceira: cérvix. Pode haver conformidade ruim na vulva por má nutrição, idade, etc; A vulva deve estar na vertical. Se estiver na horizontal pode haver uma consequente infecção. Pode ocorrer Pneumovagina (acúmulo de ar na vagina). Imagem 1: Vulva com boa conformação, bem coaptada e bem vertical. Imagem 2: Vulva com uma leve abertura. Coaptação não está perfeita. Imagem 3: Vulva com falta de coaptação As 3 imagens mostram vulvas com conformação ruim. Existe uma profundidade no períneo da égua, deixando a vulva em posição diagonal ou horizontal, aumentando a chance de cair fezes dentro, principalmente em vulvas não coaptadas e durante períodos diarreicos. Muito comum encontrar nesses casos fezes em fundo de vagina. Investimento em nutrição também ajudam a preencher esse afundamento do períneo ao engordar um pouco mais o animal. Esse fator é comum em éguas magras e velhas. Barreira física do sistema reprodutor ○ Existem 3 barreiras no sistema genital: Primeira: Vulva, segunda: Vestíbulo de vagina (deve estar coaptada também) e terceira: cérvix. Avaliação sistema reprodutor interno Anatomia, funcionalidade, detecção de problemas ○ vagina ○ útero ○ ovários Vagina ○ Inspeção indireta ○ Uso de espátula vaginal (egua/vacas polansky, tubo, collin- em humanos, kilian) ○ Higienização da vulva e períneo antes do exame ○ Pode-se utilizar: ● Rinoscópio KILLIAN: Mais utilizado em cães ● PLANSKY: Mais utilizado em éguas e vacas ● COLLIN: Mais utilizado em pequenos ruminantes ● Tubo (este vem com uma luz na ponta. Os outros aparelhos precisam do auxílio de uma lanterna). ○ Coloração e umidade da mucosa ○ Vestíbulo (tem que estar funcional, pois é a segunda barreira) ○ Formato e abertura da cérvix (estará aberta dependendo da fase do ciclo estral) ○ Presença de secreções (secreção muito transparente parecendo clara de ovo e em certo período do ciclo é normal) ○ Higienização da vulva e períneo antes do exame** ○ Presença de muco (muco purulento, muco seropurulento e hemo purulento) (muco cervical, semelhante a clara de ovo, é patognomonico de estro; ○ Prolapso incompleto de vagina - em cadelas é reposicionado; ○ Hiperplasia em animais de reprodução, focal é feito cirurgia ○ Hiperplasia vaginal + comum ○ Persistência do hímen ● Deve ser delicada ao fazer a inseminação, para não rasgar o hímen de forma brusca e causar uma hemorragia. A persistência dele vai variar conforme a égua A vagina é dividida em: vagina cranial e vagina caudal. Entre essas duas partes tem a prega convexa. Se houver problema na prega, a urina vai se acumular em fundo de vagina. Uma cirurgia pode resolver esse problema. Prolapso incompleto ou parcial de vagina/ hiperplasia vaginal ○ No canino: reposiciona ○ Nas Vacas: retira Antes da vaginoscopia deve-se fazer uma higienização do períneo com água e sabão neutro (evitar álcool 70% por conta de ardência caso tenha alguma ferida no local). É interessante amarrar o rabo da égua ou vaca e se possível colocá-lo dentro de um saco. Ficha Classificar a coloração da mucosa ○ Coloração e umidade da mucosa da vagina (dá para ver com endoscópio) ○ Rósea e brilhosa – normal ○ Avermelhada – cio/infecção(ver rubor, calor e edema para saber sobre infecção) Se o vestíbulo estiver normal não haverá acúmulo de secreção na vagina, diminuindo a possibilidade de infecção. Se não estiver normal pode acumular no fundo de vagina pus, sangue, urina, fezes, ar, etc Classificar a umidade Mucosa Forma da porção vaginal da cérvix ○ Projeção vaginal contraída cônica (C): bem fechada (ocorre no diestro) ○ Projeção vaginal relativamente frouxa em forma de roseta (R) ○ Projeção vaginal frouxa e pendente: frouxa (F) Cervicite cronica: Forma da porção vaginal da cévix (Roseta-Estro; Cônica-Diestro) Prolapso patológico Grau de abertura do óstio da cérvix em vacas Classificação de grau de abertura A cervix também pode ser classificada pelo grau de abertura. Se ela estiver aberta, a vaca ainda não está prenhe Secreções vaginais Urovagina em égua (acúmulo de urina) Útero ● Palpação: - Simetria - Tônus uterino - Espessura Palpação ○ Pode ser feita através de palpação transretal ou com auxílio da ultrassonografia; ○ Avaliar: simetria, tônus uterino, simetria do útero. ○ Classificar e anotar tudo Classificação de simetria Quando perceber um corno assimétrico, devemos classificar a gravidade do mesmo com um + no lado da assimetria. Ex.: Se a assimetria for leve no corno esquerdo será +AS. A AS fisiológica pode ocorrer na gestação, no pós-parto. A AS patológica pode ocorrer por diversos motivos. Obs: Durante a gestação, o corno gestante está maior que o corno não gestante, sendo considerada uma assimetria fisiológica Teste do balotamento (equinos e bovinos) Classificação do tônus uterino (contratilidade) Vaca: Quando está sob ação de muito estrógeno, estará firme. E quando está sob ação de progesterona. Égua: Sob ação de estrógeno o útero estará macio. Sob ação de progesterona (CL) estará bem firme (bastante tônus uterino) Classificação da espessura do Corno Forma de classificação um pouco subjetiva, pois a espessura do dedo das pessoas é diferente Ovários ● Durante a palpação avalia-se o tamanho, a presença de folículos ou CL (na égua não é possível a palpação do CL, pois ela possui a fossa de ovulação. Dessa forma, o CL fica onde seria a parte medular) Folículos ○ Os folículos podem ser classificados pela sua flutuação. Existem os flutuantes e não-flutuantes. Corpo lúteo (Visualização e sentir(palpar) Fossa ovulatória: parenquima de cortical Vacas o corpo luteo é possivel palpar Égua só ovula pela fossa ovulatória Cadela tem a bursa ovariana Ovário da égua Ultrassonografia ( imagem hiperecogênica) Exame auxiliar ○ Egua 11 dias em equinos (diagnóstico de gestão mais precoce das espécies). ○ Em bovinos o diagnóstico é feito com em torno de 25 dias. Podendo avaliar também o coração Certificado de exame ginecológico ○ Emissão de certificado ginecológico ○ Anotações controle ○ Nele deve ter as anotações para o controle diário do ciclo estral e a conclusão (ato para reprodução, não apto, possui patologia, tratamento necessário, etc) ○ Pode ser necessário outros exames complementares, como a citologia vaginal, swab uterino, biópsia uterina (exame histopatológico). ○ Pequenos animais: citologia vaginal para classificar fases do ciclo estral. ○ Grandes animais: citologia uterina para classificar grau de endometrite. Citologia e biópsia de égua com endometrite (presença de neutrófilos) Imagem 1: A presença de muito neutrófilos neste animal indica uma endometrite. Em cadela e gata É feita a citologia vaginal, buscando informações sobre a fase do ciclo estral e patologias