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Assistência de Enfermagem 
Anny Karoliny das Chagas Bandeira
MANEJO DE DELIRIUM
• DISCENTES:
• Andréa Alves do Vale 
• Ariane Silva Batista de Santana 
• Edicleide do Nascimento Santos
• Marie Stephanie Sales Evangelista
• Naiara dos Santos Matos
CONCEITO
Delirium é uma complicação comum em pacientes em Unidade
de Terapia Intensiva (UTI), caracterizada por alterações do
estado de consciência transitórias e flutuantes, acompanhadas
de compromisso cognitivo, falta de atenção, pensamentos
desorganizados ou um nível de consciência alterado.
FISIOPATOLOGIA 
As causas não são totalmente esclarecidas;
Envolve disfunções corticais e subcorticais;
Alterações em neurotransmissores, fatores inflamatórios
e genes contribuem;
A deficiência de acetilcolina é central; 
A atividade colinérgica reduzida favorece o quadro;
Pacientes com demência (Alzheimer, corpos de Lewy,
Parkinson) têm maior risco;
Aumento da dopamina também pode estar envolvido;
POSSÍVEIS CAUSAS DA 
PERSISTÊNCIA
Causas não tratadas: infecções, falência de órgãos,
encefalites, distúrbios metabólicos.
Dano cerebral: hipóxia, inflamação ou trauma cerebral.
Medicamentos: uso prolongado de sedativos e
analgésicos pode causar dependência e manter
sintomas.
Distúrbios do sono: privação e alteração do ciclo sono-
vigília, comuns na UTI.
Doenças neurodegenerativas: pode ser manifestação
precoce de Alzheimer ou outras demências.
O QUE FAZER?
1. Investigar a causa subjacente: É fundamental que a equipe
médica realize uma investigação completa para identificar a causa
subjacente do delirium prolongado. Isso pode envolver exames de
sangue, exames de imagem, e avaliação neurológica.
2. Tratar: Uma vez identificada a causa, o tratamento adequado é
essencial para tentar reduzir o delirium e melhorar o estado do
paciente.
3. Monitorar os sintomas: É importante monitorar continuamente os
sintomas, como alterações de consciência, atenção e cognição, para
identificar quaisquer mudanças e ajustar o tratamento.
4. Reabilitação cognitiva: Se persistir por um longo período, pode ser
necessário buscar a ajuda de um profissional de reabilitação cognitiva
para ajudar o paciente a recuperar habilidades cognitivas perdidas.
Idade avançada; 
Demência;
Deficit visual ou auditivos
prévios; 
Episódio prévio de delirium; 
Grande quantidade de
comorbidades; 
Contenção mecânica; 
Uso de drogas de adicção; 
Cirurgia ou internação
hospitalar prolongada;
Presença de infecção;
Distúrbios metabólicos;
Dispositivos invasivos; 
Dor;
FATORES DE RISCO
SINTOMAS
Cognitivos Comportamentais1 2
3
● Desorientação; 
● Incapacidade de manter a atenção;
● Memória recente prejudicada; 
● Habilidade visuo-espacial prejudicada; 
● Nível reduzido de consciência e
perseveração;
● Distúrbio do ciclo sono-vigília;
● Irritabilidade; 
● Alucinações; 
● Delírios;
O delirium pode se manifestar de maneira diferente entre
os pacientes e, por isso, foi classificado em subtipos
motores:
● Hiperativo: que inclui agitação e hipervigilância;
● Hipoativo: que se manifesta com alerta diminuído e
movimentos lentos;
● Misto: que engloba manifestações dos dois subtipos
anteriores.
DIAGNÓSTICO
O delirium requer triagem ativa com ferramentas de avaliação como CAM-ICU
para chegar ao diagnóstico e possui um quadro clínico amplo. 
Então, em um paciente que você suspeita que possui delirium, lembre-se de:
1. História Clínica (Anamnese)
Coletada com familiares/cuidadores.
Distingue delirium de demência e
transtornos mentais.
Avalia início recente, flutuação e atenção.
Investiga uso de álcool, drogas,
medicamentos e suplementos.
2. Exame Físico
Sinais vitais, hidratação, infecções, cabeça/pescoço e
exame neurológico.
Indicativos específicos:
Febre + rigidez nucal → infecção do SNC
Tremores/mioclonias → insuficiência hepática/renal,
toxicidade
Ataxia + oftalmoplegia → encefalopatia de Wernicke
Déficits focais → lesões estruturais
Traumas visíveis → TCE
3. Exames Complementares
TC/RM, exames infecciosos, eletrólitos,
glicemia, função hepática, triagem
toxicológica.
Outros: LCR, amônia, metais pesados, EEG
(se suspeita de atividade epiléptica).
4. Exame do Estado Mental
Avalia atenção (ex.: repetição, dias da semana);
Diferencia desatenção de perda de memória de curto prazo;
Testes adicionais apenas se paciente registrar informações;
DSM-5 (usado por psiquiatras)
Atenção e consciência prejudicadas;
Início agudo e curso flutuante;
Alteração cognitiva;
Causa identificável (doença, substância,
abstinência);
Critérios Diagnósticos
CAM-ICU (mais usado em UTIs)
1. Alteração aguda ou flutuação;
2. Desatenção (teste com a palavra
“CASABLANCA”);
3. Nível de consciência (RASS);
4. Pensamento desorganizado (perguntas
simples e comandos);
Tratamento do Delirium
Tratamento base:
Identificar e tratar a causa
subjacente
Infecção, dor, distúrbios
metabólicos, disfunções
orgânicas;
Revisar medicamentos e drogas;
Solicitar exames conforme
necessário (ex: TC de crânio);
Medidas Não Farmacológicas:
Cuidado humanizado à beira-leito;
Explicar a internação ao paciente;
Estímulo cognitivo (quando possível);
Garantir uso de óculos e próteses auditivas;
Ambiente propício ao sono (ex: reduzir luzes
à noite);
Mobilização precoce/deambulação;
Envolver a família (visita ampliada);
Evitar contenção mecânica sempre que
possível;
Medidas Farmacológicas (casos graves de agitação)
Antipsicóticos: haloperidol, quetiapina, risperidona;
Cuidado com propofol (risco de depressão
cardiorrespiratória);
Kit para agitação/abstinência: risperidona +
clonazepam + metadona;
Abstinência alcoólica: diazepam EV/VO, considerar
precedex;
⚠ Antipsicóticos tratam sintomas, mas não previnem delirium.
CASO CLÍNICO
IDENTIFICAÇÃO: Masculino, 28 anos, técnico de informática, sem
comorbidades prévias conhecidas.
HISTÓRIA CLÍNICA: Admitido na UTI após acidente de moto com
traumatismo abdominal fechado. Foi submetido a laparotomia
exploradora com esplenectomia devido a ruptura esplênica.
Evoluiu bem no pós-operatório imediato.
CONDIÇÕES: Recebeu analgesia com morfina IV contínua e
doses intercaladas de fentanil. Apresentava dificuldade para
dormir e foi prescrito midazolam (S/N). No 2º dia pós-operatório,
passou a apresentar comportamento estranho.
Evolução clínica (3º dia de UTI): Paciente agitado, ansioso, com
discurso incoerente, fala sozinho e tenta sair do leito dizendo que
“precisa voltar para o trabalho urgente”. Refere ver “um homem
com capuz dentro do quarto”. Não reconhece a equipe nem
familiares.
Sinais Vitais: 
PA: 124/82 mmHg
FC: 102 bpm
FR: 20 irpm
SpO₂: 96%
Temperatura: 36,8°C
CAM-ICU: Positivo
Escala de Glasgow: 14 (responde a tudo, mas desorientado)
Construa 2 diagnósticos de enfermagem + 3 intervenções
voltado ao caso.
1 - Padrão de sono prejudicado relacionado a alteração na
qualidade do repouso, caracterizado por relato de dificuldade
para dormir.
- Evitar intervenções desnecessárias no período noturno.
- Oferecer técnicas não farmacológicas de relaxamento, se
possível.
- Monitorar efeitos colaterais de medicamentos sedativos.
Respostas
2 - Risco de síndrome de abstinência a substâncias, relacionado
ao uso contínuo de opioides e sedativos.
- Avaliar sinais como tremores, sudorese, hipertensão, agitação.
- Reduzir gradualmente sedativos conforme protocolo.
- Comunicar equipe médica para ajuste medicamentoso se
necessário.
Delirium hiperativo em paciente jovem,
com provável origem iatrogênica
(induzido por medicações
sedativas/opioides).
Discussão diagnóstica: Fatores contribuintes:
Uso de morfina e fentanil em dose
elevada;
Uso de benzodiazepínico (midazolam);
Privação de sono;
Ambiente fechado e estressante da UTI;
Estresse emocional do trauma;
HUANG, J. Delirium. Disponível em:
.
LAPORTE, L. Delirium no paciente crítico - Educa Cetrus.
Disponível em: .
SANAR. Delirium. SanarMed, [S. l.], [s.d.]. Disponível em:
https://sanarmed.com/delirium/#elementor-toc__heading-
anchor-2. Acesso em: 28 abr. 2025.
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Referências
https://sanarmed.com/delirium/#elementor-toc__heading-anchor-2
https://sanarmed.com/delirium/#elementor-toc__heading-anchor-2

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