Prévia do material em texto
SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO RELATÓRIO PARCIAL ESTÁGIO I: SAÚDE COLETIVA ALEX SANDRA PEREIRA ALVES SANTOS LUIS EDUARDO MAGALHÃES-BA MARÇO 2025 SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO ALEX SANDRA PEREIRA ALVES SANTOS AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO ARACRUZ Relatório Parcial de Estágio Curricular Supervisionado, apresentado a Uniasselvi-SC, como requisito parcial para obtenção do diploma. Orientador: Andreia Maria Liberalesso LUIS EDUARDO MAGALHÃES-BA MARÇO 2025 DADOS DO ESTAGIÁRIO Estagiário: Alex Sandra Pereira Alves Santos Matrícula: 3842334 Data de nascimento: 20/04/1975 Conclusão do curso: Julho 2025 Endereço: Rua das acácias 1255 jardim das acácias Fone:7799819-5619 Curso: Nutrição Endereço: Rua Irecê 231 Bairro: Santa Cruz I Cidade: Luís Eduardo Magalhães CEP: 47855-176 Fone: 7799808-4588 Dados Do Estágio AMA Razão Social: Associação dos Moradores do Aracruz Endereço: Avenida Tancredo neves 172 Bairro: Santa Cruz /Florais Léa Cidade: Luís Eduardo Magalhães Data de fundação:1995 Natureza: Atividades de Associações de defesa de direitos Sociais Área de atuação da empresa: Atua na gestão de projetos sociais e no atendimento a criança Número de empregados: 12 Período de estágio: 05/03 a 05/05 /2025 Representante legal da empresa: José Carlos de Souza SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 5 2. OBJETIVOS 7 2.1 OBJETIVO GERAL 7 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 7 3. DESENVOLVIMENTO 9 3.1 HISTÓRICO DO CAMPO DE ESTÁGIO 9 3.2 DESCRIÇÃO DOS SETORES 9 3.2.1Territorialização 10 3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A EQUIPE 10 3.4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM SEU ESTÁGIO 11 3.4.1 Antropometria 16 3.4.2 Materiais para ações de Educação Alimentar e Nutricional 17 3.4.3 Ações de Educação Alimentar e Nutricional em sala de espera/convivência 17 3.4.4 Orientação Nutricional 20 3.4.5 Grupos de Educação Alimentar e Nutricional 21 3.4.6 Formação continuada com a equipe do local/campo de estágio 21 3.4.7 Demais atividades realizadas 22 3.5 RELATÓRIO DE DÚVIDAS E DE COMO FORAM SANADAS 24 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25 REFERÊNCIAS 26 ANEXOS 27 APÊNDICE 28 1. INTRODUÇÃO Estudos apontam que a qualidade da alimentação escolar influencia diretamente o rendimento acadêmico e a saúde dos estudantes. Pesquisa realizada por Silva et al. (2020) demonstrou que crianças que possuem acesso regular a refeições balanceadas apresentam melhor desempenho cognitivo e menor incidência de problemas de saúde, como anemia e deficiências nutricionais. Além disso, a introdução de programas de educação alimentar e nutricional no ambiente escolar tem se mostrado eficaz na modificação de padrões alimentares inadequados e na formação de escolhas saudáveis a longo prazo (SANTOS; ALMEIDA), 2021. Portanto, a nutrição desempenha um papel essencial na promoção da saúde coletiva, especialmente no ambiente escolar, onde há uma oportunidade significativa de influenciar hábitos alimentares desde a infância. "A alimentação escolar é um importante instrumento para melhorar a segurança alimentar e nutricional dos alunos através da promoção do direito humano à alimentação adequada" (SANTOS, 2016, p. 45). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a alimentação adequada na infância e adolescência é determinante para o crescimento e desenvolvimento saudável, prevenindo doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2021). ▪ Políticas públicas que norteiam o serviço As políticas públicas de saúde e nutrição desempenham um papel essencial na promoção do bem-estar da população, especialmente no ambiente escolar. A alimentação escolar é regulamentada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), criado pela Lei nº 11.947/2009, que estabelece diretrizes para a oferta de refeições equilibradas e adequadas às necessidades nutricionais dos alunos (BRASIL, 2009). Além disso, a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) estruturam a garantia do direito humano à alimentação adequada, conforme estabelecido pelo artigo 6º da Constituição Federal (BRASIL, 2010). Por outro lado, desafios ainda persistem na implementação de políticas alimentares eficazes nas escolas, incluindo a influência da indústria de alimentos ultraprocessados, a resistência de alunos e familiares a mudanças nos cardápios escolares e dificuldades estruturais para a execução de programas educativos (MARTINS et al., 2022). Portanto, a promoção de uma alimentação adequada no contexto escolar requer ações intersetoriais e a participação ativa de nutricionistas, educadores, gestores e famílias, garantindo que as crianças tenham acesso a alimentos saudáveis e a informações que embasam escolhas alimentares conscientes. A Associação dos Moradores do Aracruz (AMA) está diretamente vinculada a políticas públicas de assistência social destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. Entre essas políticas, destaca-se o Programa Bolsa Família, instituído pela Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que unificou e ampliou programas anteriores de auxílio de renda. O programa visa quebrar o ciclo geracional da pobreza por meio de transferências condicionadas à renda familiar, educação e saúde, exigindo, por exemplo, que os filhos estejam matriculados na escola e com as vacinas em dia. Em 2021, o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, conforme a Lei nº 14.284, de 29 de dezembro de 2021. Entretanto, em 2023, o programa retornou sob o nome original, com a promessa de transferências financeiras de pelo menos 600 reais por família. Estudos recentes demonstram a eficácia do programa de redução da pobreza e de melhoria das condições de saúde. Exemplo, uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine em 2025 revelou que o Bolsa Família impediu em mais da metade dos casos de mortes por tuberculose entre as mais vulneráveis no Brasil. Além disso, o programa tem contribuído para a quebra do ciclo de pobreza entre gerações. Um estudo de 2024 indicou que 64% dos filhos de beneficiários do Bolsa Família não foram entrevistados mais que de ajuda pública, evidenciando a eficácia do programa de promoção da mobilidade social. A AMA, ao atuar em parceria com essas políticas públicas, desempenha um papel crucial na identificação e no encaminhamento de famílias carentes para os programas de assistência social, contribuindo para a melhoria das condições de vida na comunidade. REDE SOCIOASSISTENCIAL, O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) também desempenha um papel fundamental na saúde coletiva, garantindo proteção social para populações em situação de vulnerabilidade. A Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) estruturam a garantia do direito humano à alimentação adequada. Além disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) incentiva a compra de produtos da agricultura familiar para abastecer escolas e instituições públicas, promovendo segurança alimentar e nutricional (BRASIL, 2012). Centros de Educação Infantil, Escola de Ensino Fundamental e Médio, Educação de Jovens e Adultos, Escolas Técnicas (Institutos Federais), O PNAE está diretamente relacionado ao Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que ambos compartilham objetivos comuns na promoção da saúde e no combate às doenças associadas à má alimentação. O programa contribui para a redução de deficiências nutricionais, prevenção de doenças e melhora do estado nutricionaldos estudantes, o que impacta positivamente a saúde pública. A integração entre a Secretaria da Educação e a Secretaria da Saúde é de suma importância para o desenvolvimento de ações conjuntas, como campanhas de educação alimentar, monitoramento nutricional na capacitação de profissionais envolvidos para execução do programa (FERNANDES et al., 2021). Atribuições e importância do nutricionista na área de saúde coletiva (Resolução CFN), aprofundando na Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A atuação do nutricionista na saúde coletiva está regulamentada pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), sendo fundamental no planejamento, execução e monitoramento das ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). Conforme a Resolução CFN nº 600/2018, o nutricionista é responsável pela avaliação nutricional, capacitação de merendeiras e orientação da comunidade escolar, promovendo hábitos alimentares saudáveis e prevenindo doenças crônicas não transmissíveis (CFN, 2020). A intersetorialidade entre as políticas públicas de saúde e educação fortalece a promoção da saúde e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos estudantes (OLIVEIRA et al., 2018). 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Desenvolver habilidades e competências em saúde coletiva, integrando conhecimentos teóricos e práticos, para promover a segurança alimentar e nutricional por meio da Educação Alimentar e Nutricional no território atendido, em colaboração com equipes multiprofissionais, a fim de contribuir para a melhoria das condições de saúde da comunidade. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Reconhecer e analisar a estrutura organizacional, a equipe multiprofissional e o funcionamento do local de estágio, compreendendo a relação desses aspectos com a promoção da saúde coletiva no território. Caracterizar e avaliar o território físico e território vivo do campo de estágio, identificando as necessidades e potencialidades da comunidade atendida, com foco na segurança alimentar e nutricional. Colaborar com as atividades desenvolvidas no campo de estágio, integrando-se às equipes multiprofissionais e contribuindo para a execução de ações que promovam a saúde coletiva e o bem-estar da população. Realizar a coleta e análise de dados antropométricos para a classificação do estado nutricional dos indivíduos do território, utilizando esses dados para direcionar ações de Educação Alimentar e Nutricional. Planejar, executar e avaliar ações educativas em saúde, voltadas para a alimentação e nutrição, tanto em grupos quanto individualmente, visando à promoção da segurança alimentar e nutricional na comunidade atendida. Desenvolver materiais e estratégias de Educação Alimentar e Nutricional, adaptados às necessidades do território e da comunidade atendida, para promover a segurança alimentar e nutricional. Promover ações educativas e formação continuada das equipes locais, com o objetivo de promover a saúde coletiva e fortalecer o trabalho multiprofissional. 3. DESENVOLVIMENTO 3.1 HISTÓRICO DO CAMPO DE ESTÁGIO O estágio teve início dia 05 de março de 2025, foi realizado na Associação dos Moradores do Aracruz (AMA), uma organização comunitária sem fins lucrativos que atua na promoção do bem-estar social, assistência alimentar e desenvolvimento educacional da comunidade local. Fundada em 1995, a AMA surgiu como resposta às demandas de moradores por condições de vida, acesso à alimentação, serviços de saúde e suporte educacional para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Inicialmente, a sede da associação funcionava em um espaço improvisado, sendo posteriormente fornecida para a atual sede em 2012, após uma reforma realizada em parceria com a prefeitura e organizações privadas. A AMA tem capacidade para atender aproximadamente 350 famílias, oferecendo serviços de distribuição de cestas básicas, apoio psicossocial, cursos profissionalizantes e atividades internas e externas para crianças e adolescentes. A relevância da associação para a comunidade se destaca na promoção da segurança alimentar e na articulação com políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que crianças e adolescentes tenham acesso a uma alimentação saudável e assistência nutricional. Além disso, a AMA mantém parcerias com unidades de saúde locais para fornecer suporte em educação alimentar e programas de combate à desnutrição e obesidade infantil. O campo de estágio permitiu compreender a importância do trabalho realizado pela AMA e sua conexão com as políticas públicas de assistência social e saúde, evidenciando seu papel fundamental no desenvolvimento da comunidade e na promoção da equidade social. 3.2 DESCRIÇÃO DOS SETORES Localizada A avenida Tancredo Neves, 172 Bairro: Florais Léa CEP: 47855-354 Município: Luís Eduardo Magalhães Estado: Bahia. A sede da AMA possui uma estrutura organizada para atender às necessidades da comunidade, incluindo: Secretaria e Recepção; responsável pelo atendimento inicial e encaminhamentos dos moradores. Auditório; espaço destinado a palestras, reuniões comunitárias e eventos educativos. Três salas de aula, utilizadas para oficinas, cursos profissionalizantes e reforço escolar. Espaço Recreativo; área ao ar livre para lazer e atividades esportivas das crianças e adolescentes. Sala de Informática; equipada com computadores para cursos de capacitação digital. Refeitório, espaço onde são servidas refeições para os participantes dos programas assistenciais. Banheiros, disponíveis para uso dos frequentadores da instituição. Cozinha utilizada para o preparo das refeições e oficinas de culinária saudável. funcionando de segunda a sexta-feira, das 07h às 18h, sendo que algumas atividades ocorrem em horários específicos, conforme programação semanal, participa do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) e do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), que se reúnem mensalmente na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para discutir políticas públicas e avaliar a execução de programas sociais voltados à comunidade. 3.2.1 Territorialização A localização da AMA apresenta características urbanas mistas, com áreas de infraestrutura consolidada e outras em desenvolvimento. A geografia do território é predominantemente plana, facilitando a locomoção dos moradores e o acesso ao local do estágio. No entanto, algumas áreas ainda carecem de pavimentação adequada. A região conta com sistema de saneamento básico parcial, sendo que algumas áreas possuem abastecimento de água e coleta de esgoto. A iluminação pública cobre a maior parte das ruas, garantindo maior segurança para os moradores durante a noite. O transporte público na região é limitado, o que dificulta o deslocamento de algumas famílias até a AMA. A maioria dos moradores utiliza meios de transporte próprios, bicicletas ou realiza deslocamentos a pé. Em termos de espaços de lazer, o bairro possui praças e algumas áreas de convivência, porém há carência de espaços estruturados para atividades físicas, como pistas de caminhada, não há ciclovias ou academias ao ar livre, o que limita as opções de práticas esportivas para a população; no entanto em parceria com a secretária de esporte e lazer um dia da semana e levado 20 crianças dos dois turnos para aula de natação e outras participa de treinamento para jogos futebol para participar das olimpíadas escolares. No que diz respeito ao acesso a alimentos saudáveis, a região conta com feiras livres semanais e pequenos mercados de bairro, que oferecem produtos a preços variados. No entanto, hortas comunitárias não estão presentes na área, o que poderia ser uma alternativa para fortalecer a segurança alimentar e nutricional da comunidade. Mapa territorial; Fonte: Google Descrever o território vivo:A AMA atende crianças de 6 a 12 anos, majoritariamente recebidas de famílias de baixa renda, com um auxílio bolsa família ou um salário médio de R$1.512,00 por família A maioria das famílias possui ensino fundamental incompleto, muitos dizem ter dificuldades no acesso à educação pela falta de tempo, no que tange os serviços de saúde tem uma demanda alta e com isso a uma deficiência; no saneamento básico o acesso à água é tratada, mas ainda as famílias usam água das torneiras. A AMA atende em média 280 crianças diariamente, oferecendo reforço escolar, atividades recreativas e um curso básico de bombeiro mirim. Apesar das disponibilidades de recursos básicos as crianças apresentam desnutrição leve ou moderada, refletindo um consumo alimentar inadequado, também apresenta anemia ferropriva, associada ao baixo consumo de ferro e alimentos ricos em nutrientes essenciais. Além disso, as crianças apresentam sobrepeso ou obesidade infantil, resultado do alto consumo de ultraprocessados e sedentarismo, a frequência de doenças respiratórias recorrentes, como sinusites e asma, agravadas também por condições ambientais. Infecções intestinais e parasitoses também são frequentes devido à baixa qualidade da água mesmo sendo tratada pelo saneamento. O consumo de alimentos ultraprocessados é alto, e a ingestão de frutas, legumes e proteínas de qualidade é baixa. A baixa escolaridade dos responsáveis, dificulta a disseminação de informações sobre nutrição e hábitos saudáveis. Apesar da existência de serviço de saúde no bairro, muitas famílias têm dificuldade e não procuram o acesso a serviços de saúde, com isso sendo elevados para doenças infecciosas e parasitárias, poucas opções de lazer e prática esportiva específicas para o aumento do peso infantil. 3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A EQUIPE A Associação de Moradores do Aracruz (AMA) conta com uma equipe composta por 12 profissionais, responsáveis pelo atendimento de 280 crianças com idades entre 6 e 12 anos. A estrutura funcional é organizada da seguinte forma: A coordenação da AMA está sob a responsabilidade de Angela Semonha Costa Araújo, que supervisiona as atividades e organiza o funcionamento geral da instituição. O corpo docente é formado pelas professoras Paula Marina Araujo Pereira, Daniela Trindade de Jesus e Setefane, responsáveis pelas turmas do ensino fundamental. Além disso, a equipe conta com o professor Deisson Rabelo e com Cleiton Strieder Fruhauf, que ministra aulas de educação física, proporcionando atividades físicas e esportivas adequadas às faixas etárias atendidas. No setor de formação extracurricular, a AMA dispõe de Clelma Pereira dos Reis, instrutora do curso Bombeiro Mirim, e de Rosalene, responsável pelas aulas de informática, ambas atuando nos turnos matutino e vespertino. A parte administrativa é composta por Marina Cristina Krever Coracini, que exerce a função de secretária, auxiliando na gestão de documentos e atendimento ao público. A equipe também conta com Will Betânia, responsável pelos serviços gerais da instituição, garantindo a organização e a limpeza do espaço. O setor de nutrição da AMA conta com um nutricionista, parceiro Wangles Glicério dos Santos. Os manipuladores de alimentos possuem jornada de trabalho das 07h00 às 12h00 e das 13h00 às 18h00, sendo a cozinheira Cleoniza Queiroz uma das responsáveis pela preparação das refeições. Os horários destinados às refeições incluem o lanche da manhã às 10h00 e o lanche da tarde às 15h00. O corpo diretivo da AMA é composto por nove diretores executivos e administrativos, que coordenam as estratégias institucionais e asseguram o cumprimento das diretrizes estabelecidas para o atendimento das crianças. A rotina diária da equipe envolve atividades pedagógicas, recreativas e administrativas, promovendo um ambiente educacional seguro e acolhedor. A interação entre os profissionais ocorre de forma colaborativa, garantindo a troca de informações e o alinhamento das ações para o desenvolvimento das crianças atendidas. O relacionamento interpessoal na instituição se destaca pela cooperação e pelo comprometimento dos envolvidos em proporcionar um ensino de qualidade e um ambiente propício ao aprendizado. A análise do quadro de funcionários revelou aspectos positivos, mas também desafios na adequação da equipe ao volume de atendimento. Embora a equipe conte com profissionais dedicados, a carga de trabalho dos manipuladores de alimentos pode ser excessiva, comprometendo a qualidade e a segurança das refeições. Segundo a Resolução CFN nº 600/2018, a carga horária mínima recomendada para um nutricionista responsável por até 500 refeições diárias é de 20 horas semanais. Embora a AMA atende esse requisito, a carga horária do nutricionista pode ser insuficiente para realizar todas as atribuições essenciais, como avaliação nutricional individual e controle higiênico-sanitário detalhado. A insuficiência de profissionais na cozinha e a limitação do atendimento nutricional podem impactar negativamente a qualidade das refeições, aumentando o risco de contaminação alimentar e prejudicando o acompanhamento nutricional das crianças. Para garantir a segurança alimentar e nutricional da população atendida, é recomendável a implementação de algumas medidas. A primeira medida envolve a ampliação da equipe de manipuladores de alimentos, o que reduziria a sobrecarga e garantiria maior controle na preparação das refeições. Outra ação necessária é o aumento da carga horária do nutricionista, permitindo um acompanhamento nutricional mais detalhado e frequente. Além disso, recomenda-se a implementação de treinamentos periódicos para a equipe de manipulação de alimentos, reforçando boas práticas higiênico-sanitárias e prevenindo riscos de contaminação. A adoção dessas medidas contribuirá para a melhoria da qualidade das refeições servidas, assegurando uma alimentação mais segura e adequada às necessidades nutricionais das crianças atendidas pela AMA. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, 17 jun. 2009. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2025. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN. Brasília: MDS, 2010. Disponível em: https://www.mds.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2025. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN. Brasília: MDS, 2012. Disponível em: https://www.mds.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2025. CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS (CFN). Resolução CFN nº 600, de 25 de fevereiro de 2020. Dispõe sobre as atribuições do nutricionista na área de alimentação coletiva. Brasília, 2020. Disponível em: https://www.cfn.org.br. Acesso em: 9 mar. 2025. FERNANDES, L. M.; SOUZA, R. C.; ALVES, P. G. A integração entre o PNAE e o SUS: desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Políticas Alimentares, Brasília, v. 5, n. 2, p. 90-105, 2021. MARTINS, J. A.; SILVA, M. R.; PEREIRA, L. S. Desafios da alimentação escolar no Brasil: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Nutrição Escolar, Brasília, v. 28, n. 1, p. 15-30, 2022. OLIVEIRA, M. C.; SOUZA, T. R.; PEREIRA, J. L.; ALMEIDA, F. R. Intersetorialidade entre políticas públicas de saúde e educação: impactos na nutrição escolar. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 12, n. 3, p. 210-225, 2018. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Relatório Mundial sobre Alimentação e Nutrição. Genebra: OMS, 2021. RANGEL, M. A. et al. Bolsa Família reduziu em até 65% o número de mortes por tuberculose no Brasil. Nature Medicine, 2025. Disponível em: https://isc.ufba.br/bolsa-familia-reduziu-em-ate-65-o-numero-de-mortes-por-tuberculose-no-brasil/. Acesso em: 10 mar. 2025. SANTOS, Deborah Maria dos. A alimentação escolar como estratégia de educação alimentar e nutricional: uma revisão integrativa. 2016. 63 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) – Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/23871/1/SANTOS%2C%20Deborah%2 0Maria%20dos.pdf. Acesso em: 10 mar.2025 SANTOS, A. P.; ALMEIDA, R. B. Educação alimentar e nutricional no ambiente escolar: impactos e desafios. Cadernos de Nutrição e Saúde, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 45-60, 2021. SILVA, J. C. COSTA, F. N.; MELO, T. R. Influência da alimentação escolar no desempenho acadêmico dos estudantes. Revista de Ciências da Saúde, São Paulo, v. 15, n. 4, p. 110-125, 2020. ANEXOS APÊNDICE 1.INTRODUÇÃO 2.OBJETIVOS 2.1OBJETIVO GERAL 2.2OBJETIVOS ESPECÍFICOS 3.DESENVOLVIMENTO 3.1HISTÓRICO DO CAMPO DE ESTÁGIO 3.2DESCRIÇÃO DOS SETORES 3.2.1 Territorialização 3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A EQUIPE REFERÊNCIAS ANEXOS APÊNDICE