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SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO PARCIAL 
ESTÁGIO I: SAÚDE COLETIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALEX SANDRA PEREIRA 
ALVES SANTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 LUIS EDUARDO 
MAGALHÃES-BA MARÇO 
2025 
SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
 
 
 
 
 
ALEX SANDRA PEREIRA ALVES SANTOS 
 
 
 AMA - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO ARACRUZ 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Parcial de Estágio Curricular 
Supervisionado, apresentado a 
Uniasselvi-SC, como requisito parcial 
para obtenção do diploma. 
Orientador: Andreia Maria Liberalesso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 LUIS EDUARDO 
MAGALHÃES-BA MARÇO 
2025 
DADOS DO ESTAGIÁRIO 
 
 
Estagiário: Alex Sandra Pereira Alves Santos 
Matrícula: 3842334 
Data de nascimento: 
20/04/1975 
Conclusão do curso: 
Julho 2025 
Endereço: Rua das 
acácias 1255 jardim das 
acácias 
Fone:7799819-5619 
 
Curso: Nutrição 
Endereço: Rua Irecê 231 
Bairro: Santa Cruz I 
Cidade: Luís Eduardo Magalhães 
CEP: 47855-176 
Fone: 7799808-4588 
 
Dados Do Estágio 
AMA 
Razão Social: 
Associação dos 
Moradores do 
Aracruz 
Endereço: Avenida 
Tancredo neves 172 
Bairro: Santa Cruz /Florais Léa 
Cidade: Luís Eduardo Magalhães 
Data de 
fundação:1995 
Natureza: Atividades 
de Associações de 
defesa de direitos 
Sociais 
Área de atuação da empresa: 
Atua na gestão de projetos 
sociais e no atendimento a 
criança 
Número de empregados: 12 
Período de estágio: 05/03 a 05/05 
/2025 
Representante legal da empresa: José Carlos de Souza 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO 5 
2. OBJETIVOS 7 
2.1 OBJETIVO GERAL 7 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 7 
3. DESENVOLVIMENTO 9 
3.1 HISTÓRICO DO CAMPO DE ESTÁGIO 9 
3.2 DESCRIÇÃO DOS SETORES 9 
3.2.1Territorialização 10 
3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A 
EQUIPE 10 
3.4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM SEU ESTÁGIO 11 
3.4.1 Antropometria 16 
3.4.2 Materiais para ações de Educação Alimentar e Nutricional 17 
3.4.3 Ações de Educação Alimentar e Nutricional em sala de espera/convivência 
17 
3.4.4 Orientação Nutricional 20 
3.4.5 Grupos de Educação Alimentar e Nutricional 21 
3.4.6 Formação continuada com a equipe do local/campo de estágio 21 
3.4.7 Demais atividades realizadas 22 
3.5 RELATÓRIO DE DÚVIDAS E DE COMO FORAM SANADAS 24 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25 
REFERÊNCIAS 26 
ANEXOS 27 
APÊNDICE 28 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
Estudos apontam que a qualidade da alimentação escolar influencia diretamente o 
rendimento acadêmico e a saúde dos estudantes. Pesquisa realizada por Silva et al. 
(2020) demonstrou que crianças que possuem acesso regular a refeições balanceadas 
apresentam melhor desempenho cognitivo e menor incidência de problemas de saúde, 
como anemia e deficiências nutricionais. Além disso, a introdução de programas de 
educação alimentar e nutricional no ambiente escolar tem se mostrado eficaz na 
modificação de padrões alimentares inadequados e na formação de escolhas 
saudáveis a longo prazo (SANTOS; ALMEIDA), 2021. 
Portanto, a nutrição desempenha um papel essencial na promoção da saúde coletiva, 
especialmente no ambiente escolar, onde há uma oportunidade significativa de 
influenciar hábitos alimentares desde a infância. 
"A alimentação escolar é um importante instrumento para 
melhorar a segurança alimentar e nutricional dos alunos através 
da promoção do direito humano à alimentação adequada" 
(SANTOS, 2016, p. 45). 
 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a alimentação adequada na 
infância e adolescência é determinante para o crescimento e desenvolvimento 
saudável, prevenindo doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes 
tipo 2 e doenças cardiovasculares (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2021). 
▪ Políticas públicas que norteiam o serviço 
As políticas públicas de saúde e nutrição desempenham um papel essencial na 
promoção do bem-estar da população, especialmente no ambiente escolar. A 
alimentação escolar é regulamentada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE), criado pela Lei nº 11.947/2009, que estabelece diretrizes para a oferta de 
refeições equilibradas e adequadas às necessidades nutricionais dos alunos (BRASIL, 
2009). Além disso, a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) 
e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) estruturam a 
garantia do direito humano à alimentação adequada, conforme estabelecido pelo 
artigo 6º da Constituição Federal (BRASIL, 2010). 
Por outro lado, desafios ainda persistem na implementação de políticas alimentares 
eficazes nas escolas, incluindo a influência da indústria de alimentos ultraprocessados, 
a resistência de alunos e familiares a mudanças nos cardápios escolares e 
dificuldades estruturais para a execução de programas educativos (MARTINS et al., 
2022). Portanto, a promoção de uma alimentação adequada no contexto escolar 
requer ações intersetoriais e a participação ativa de nutricionistas, educadores, 
gestores e famílias, garantindo que as crianças tenham acesso a alimentos saudáveis 
e a informações que embasam escolhas alimentares conscientes. 
A Associação dos Moradores do Aracruz (AMA) está diretamente vinculada a políticas 
públicas de assistência social destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. 
Entre essas políticas, destaca-se o Programa Bolsa Família, instituído pela Lei nº 
10.836, de 9 de janeiro de 2004, que unificou e ampliou programas anteriores de 
auxílio de renda. O programa visa quebrar o ciclo geracional da pobreza por meio de 
transferências condicionadas à renda familiar, educação e saúde, exigindo, por 
exemplo, que os filhos estejam matriculados na escola e com as vacinas em dia. Em 
2021, o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, conforme a Lei nº 14.284, de 
29 de dezembro de 2021. Entretanto, em 2023, o programa retornou sob o nome 
original, com a promessa de transferências financeiras de pelo menos 600 reais por 
família. Estudos recentes demonstram a eficácia do programa de redução da pobreza 
e de melhoria das condições de saúde. Exemplo, uma pesquisa publicada na revista 
Nature Medicine em 2025 revelou que o Bolsa Família impediu em mais da metade 
dos casos de mortes por tuberculose entre as mais vulneráveis no Brasil. 
Além disso, o programa tem contribuído para a quebra do ciclo de pobreza entre 
gerações. Um estudo de 2024 indicou que 64% dos filhos de beneficiários do Bolsa 
Família não foram entrevistados mais que de ajuda pública, evidenciando a eficácia do 
programa de promoção da mobilidade social. 
A AMA, ao atuar em parceria com essas políticas públicas, desempenha um papel 
crucial na identificação e no encaminhamento de famílias carentes para os programas 
de assistência social, contribuindo para a melhoria das condições de vida na 
comunidade. 
REDE SOCIOASSISTENCIAL, O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) 
também desempenha um papel fundamental na saúde coletiva, garantindo proteção 
social para populações em situação de vulnerabilidade. A Política Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e o Sistema Nacional de Segurança 
Alimentar e Nutricional (SISAN) estruturam a garantia do direito humano à alimentação 
adequada. Além disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) incentiva a 
compra de produtos da agricultura familiar para abastecer escolas e instituições 
públicas, promovendo segurança alimentar e nutricional (BRASIL, 2012). 
Centros de Educação Infantil, Escola de Ensino Fundamental e Médio, Educação 
de Jovens e Adultos, Escolas Técnicas (Institutos Federais), O PNAE está 
diretamente relacionado ao Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que ambos 
compartilham objetivos comuns na promoção da saúde e no combate às doenças 
associadas à má alimentação. O programa contribui para a redução de deficiências 
nutricionais, prevenção de doenças e melhora do estado nutricionaldos estudantes, o 
que impacta positivamente a saúde pública. A integração entre a Secretaria da 
Educação e a Secretaria da Saúde é de suma importância para o desenvolvimento de 
ações conjuntas, como campanhas de educação alimentar, monitoramento nutricional 
na capacitação de profissionais envolvidos para execução do programa (FERNANDES 
et al., 2021). 
Atribuições e importância do nutricionista na área de saúde coletiva (Resolução 
CFN), aprofundando na Educação Alimentar e Nutricional (EAN). 
A atuação do nutricionista na saúde coletiva está regulamentada pelo Conselho 
Federal de Nutricionistas (CFN), sendo fundamental no planejamento, execução e 
monitoramento das ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). Conforme a 
Resolução CFN nº 600/2018, o nutricionista é responsável pela avaliação nutricional, 
capacitação de merendeiras e orientação da comunidade escolar, promovendo hábitos 
alimentares saudáveis e prevenindo doenças crônicas não transmissíveis (CFN, 2020). 
A intersetorialidade entre as políticas públicas de saúde e educação fortalece a 
promoção da saúde e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos estudantes 
(OLIVEIRA et al., 2018). 
2. OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
 
 Desenvolver habilidades e competências em saúde coletiva, integrando 
conhecimentos teóricos e práticos, para promover a segurança alimentar e nutricional 
por meio da Educação Alimentar e Nutricional no território atendido, em colaboração 
com equipes multiprofissionais, a fim de contribuir para a melhoria das condições de 
saúde da comunidade. 
 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
Reconhecer e analisar a estrutura organizacional, a equipe multiprofissional e o 
funcionamento do local de estágio, compreendendo a relação desses aspectos com a 
promoção da saúde coletiva no território. 
Caracterizar e avaliar o território físico e território vivo do campo de estágio, 
identificando as necessidades e potencialidades da comunidade atendida, com foco na 
segurança alimentar e nutricional. 
Colaborar com as atividades desenvolvidas no campo de estágio, integrando-se 
às equipes multiprofissionais e contribuindo para a execução de ações que promovam 
a saúde coletiva e o bem-estar da população. 
Realizar a coleta e análise de dados antropométricos para a classificação do 
estado nutricional dos indivíduos do território, utilizando esses dados para direcionar 
ações de Educação Alimentar e Nutricional. 
Planejar, executar e avaliar ações educativas em saúde, voltadas para a 
alimentação e nutrição, tanto em grupos quanto individualmente, visando à promoção 
da segurança alimentar e nutricional na comunidade atendida. 
Desenvolver materiais e estratégias de Educação Alimentar e Nutricional, 
adaptados às necessidades do território e da comunidade atendida, para promover a 
segurança alimentar e nutricional. 
Promover ações educativas e formação continuada das equipes locais, com o 
objetivo de promover a saúde coletiva e fortalecer o trabalho multiprofissional.
3. DESENVOLVIMENTO 
 
3.1 HISTÓRICO DO CAMPO DE ESTÁGIO 
O estágio teve início dia 05 de março de 2025, foi realizado na Associação dos 
Moradores do Aracruz (AMA), uma organização comunitária sem fins lucrativos que 
atua na promoção do bem-estar social, assistência alimentar e desenvolvimento 
educacional da comunidade local. Fundada em 1995, a AMA surgiu como resposta às 
demandas de moradores por condições de vida, acesso à alimentação, serviços de 
saúde e suporte educacional para crianças e adolescentes em situação de 
vulnerabilidade social. 
Inicialmente, a sede da associação funcionava em um espaço improvisado, sendo 
posteriormente fornecida para a atual sede em 2012, após uma reforma realizada em 
parceria com a prefeitura e organizações privadas. A AMA tem capacidade para 
atender aproximadamente 350 famílias, oferecendo serviços de distribuição de cestas 
básicas, apoio psicossocial, cursos profissionalizantes e atividades internas e externas 
para crianças e adolescentes. 
A relevância da associação para a comunidade se destaca na promoção da segurança 
alimentar e na articulação com políticas públicas, como o Programa Nacional de 
Alimentação Escolar (PNAE) e o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que 
crianças e adolescentes tenham acesso a uma alimentação saudável e assistência 
nutricional. Além disso, a AMA mantém parcerias com unidades de saúde locais para 
fornecer suporte em educação alimentar e programas de combate à desnutrição e 
obesidade infantil. 
O campo de estágio permitiu compreender a importância do trabalho realizado pela 
AMA e sua conexão com as políticas públicas de assistência social e saúde, 
evidenciando seu papel fundamental no desenvolvimento da comunidade e na 
promoção da equidade social. 
3.2 DESCRIÇÃO DOS SETORES 
Localizada A avenida Tancredo Neves, 172 Bairro: Florais Léa CEP: 47855-354 
Município: Luís Eduardo Magalhães Estado: Bahia. 
A sede da AMA possui uma estrutura organizada para atender às necessidades da 
comunidade, incluindo: 
Secretaria e Recepção; responsável pelo atendimento inicial e encaminhamentos dos 
moradores. 
Auditório; espaço destinado a palestras, reuniões comunitárias e eventos educativos. 
Três salas de aula, utilizadas para oficinas, cursos profissionalizantes e reforço 
escolar. 
Espaço Recreativo; área ao ar livre para lazer e atividades esportivas das crianças e 
adolescentes. 
Sala de Informática; equipada com computadores para cursos de capacitação digital. 
Refeitório, espaço onde são servidas refeições para os participantes dos programas 
assistenciais. Banheiros, disponíveis para uso dos frequentadores da instituição. 
Cozinha utilizada para o preparo das refeições e oficinas de culinária saudável. 
funcionando de segunda a sexta-feira, das 07h às 18h, sendo que algumas atividades 
ocorrem em horários específicos, conforme programação semanal, participa do 
Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) e do Conselho de Segurança 
Alimentar e Nutricional (CONSEA), que se reúnem mensalmente na sede da 
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para discutir políticas públicas e 
avaliar a execução de programas sociais voltados à comunidade. 
3.2.1 Territorialização 
A localização da AMA apresenta características urbanas mistas, com áreas de 
infraestrutura consolidada e outras em desenvolvimento. A geografia do território é 
predominantemente plana, facilitando a locomoção dos moradores e o acesso ao local 
do estágio. No entanto, algumas áreas ainda carecem de pavimentação adequada. 
A região conta com sistema de saneamento básico parcial, sendo que algumas áreas 
possuem abastecimento de água e coleta de esgoto. A iluminação pública cobre a 
maior parte das ruas, garantindo maior segurança para os moradores durante a noite. 
O transporte público na região é limitado, o que dificulta o deslocamento de algumas 
famílias até a AMA. A maioria dos moradores utiliza meios de transporte próprios, 
bicicletas ou realiza deslocamentos a pé. Em termos de espaços de lazer, o bairro 
possui praças e algumas áreas de convivência, porém há carência de espaços 
estruturados para atividades físicas, como pistas de caminhada, não há ciclovias ou 
academias ao ar livre, o que limita as opções de práticas esportivas para a população; 
no entanto em parceria com a secretária de esporte e lazer um dia da semana e 
levado 20 crianças dos dois turnos para aula de natação e outras participa de 
treinamento para jogos futebol para participar das olimpíadas escolares. No que diz 
respeito ao acesso a alimentos saudáveis, a região conta com feiras livres semanais e 
pequenos mercados de bairro, que oferecem produtos a preços variados. No entanto, 
hortas comunitárias não estão presentes na área, o que poderia ser uma alternativa 
para fortalecer a segurança alimentar e nutricional da comunidade. 
 
Mapa territorial; Fonte: Google 
Descrever o território vivo:A AMA atende crianças de 6 a 12 anos, majoritariamente recebidas de famílias de 
baixa renda, com um auxílio bolsa família ou um salário médio de R$1.512,00 por 
família 
A maioria das famílias possui ensino fundamental incompleto, muitos dizem ter 
dificuldades no acesso à educação pela falta de tempo, no que tange os serviços de 
saúde tem uma demanda alta e com isso a uma deficiência; no saneamento básico o 
acesso à água é tratada, mas ainda as famílias usam água das torneiras. A AMA 
atende em média 280 crianças diariamente, oferecendo reforço escolar, atividades 
recreativas e um curso básico de bombeiro mirim. Apesar das disponibilidades de 
recursos básicos as crianças apresentam desnutrição leve ou moderada, refletindo um 
consumo alimentar inadequado, também apresenta anemia ferropriva, associada ao 
baixo consumo de ferro e alimentos ricos em nutrientes essenciais. 
Além disso, as crianças apresentam sobrepeso ou obesidade infantil, resultado do alto 
consumo de ultraprocessados e sedentarismo, a frequência de doenças respiratórias 
recorrentes, como sinusites e asma, agravadas também por condições ambientais. 
Infecções intestinais e parasitoses também são frequentes devido à baixa qualidade 
da água mesmo sendo tratada pelo saneamento. O consumo de alimentos 
ultraprocessados é alto, e a ingestão de frutas, legumes e proteínas de qualidade é 
baixa. A baixa escolaridade dos responsáveis, dificulta a disseminação de informações 
sobre nutrição e hábitos saudáveis. Apesar da existência de serviço de saúde no 
bairro, muitas famílias têm dificuldade e não procuram o acesso a serviços de saúde, 
com isso sendo elevados para doenças infecciosas e parasitárias, poucas opções de 
lazer e prática esportiva específicas para o aumento do peso infantil. 
 
3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A 
EQUIPE 
A Associação de Moradores do Aracruz (AMA) conta com uma equipe composta por 
12 profissionais, responsáveis pelo atendimento de 280 crianças com idades entre 6 e 
12 anos. A estrutura funcional é organizada da seguinte forma: 
A coordenação da AMA está sob a responsabilidade de Angela Semonha Costa 
Araújo, que supervisiona as atividades e organiza o funcionamento geral da instituição. 
O corpo docente é formado pelas professoras Paula Marina Araujo Pereira, Daniela 
Trindade de Jesus e Setefane, responsáveis pelas turmas do ensino fundamental. 
Além disso, a equipe conta com o professor Deisson Rabelo e com Cleiton Strieder 
Fruhauf, que ministra aulas de educação física, proporcionando atividades físicas e 
esportivas adequadas às faixas etárias atendidas. No setor de formação 
extracurricular, a AMA dispõe de Clelma Pereira dos Reis, instrutora do curso 
Bombeiro Mirim, e de Rosalene, responsável pelas aulas de informática, ambas 
atuando nos turnos matutino e vespertino. 
 
A parte administrativa é composta por Marina Cristina Krever Coracini, que exerce a 
função de secretária, auxiliando na gestão de documentos e atendimento ao público. A 
equipe também conta com Will Betânia, responsável pelos serviços gerais da 
instituição, garantindo a organização e a limpeza do espaço. O setor de nutrição da 
AMA conta com um nutricionista, parceiro Wangles Glicério dos Santos. Os 
manipuladores de alimentos possuem jornada de trabalho das 07h00 às 12h00 e das 
13h00 às 18h00, sendo a cozinheira Cleoniza Queiroz uma das responsáveis pela 
preparação das refeições. Os horários destinados às refeições incluem o lanche da 
manhã às 10h00 e o lanche da tarde às 15h00. 
 
O corpo diretivo da AMA é composto por nove diretores executivos e administrativos, 
que coordenam as estratégias institucionais e asseguram o cumprimento das diretrizes 
estabelecidas para o atendimento das crianças. 
 
A rotina diária da equipe envolve atividades pedagógicas, recreativas e 
administrativas, promovendo um ambiente educacional seguro e acolhedor. A 
interação entre os profissionais ocorre de forma colaborativa, garantindo a troca de 
informações e o alinhamento das ações para o desenvolvimento das crianças 
atendidas. O relacionamento interpessoal na instituição se destaca pela cooperação e 
pelo comprometimento dos envolvidos em proporcionar um ensino de qualidade e um 
ambiente propício ao aprendizado. 
 
A análise do quadro de funcionários revelou aspectos positivos, mas também desafios 
na adequação da equipe ao volume de atendimento. Embora a equipe conte com 
profissionais dedicados, a carga de trabalho dos manipuladores de alimentos pode ser 
excessiva, comprometendo a qualidade e a segurança das refeições. Segundo a 
Resolução CFN nº 600/2018, a carga horária mínima recomendada para um 
nutricionista responsável por até 500 refeições diárias é de 20 horas semanais. 
Embora a AMA atende esse requisito, a carga horária do nutricionista pode ser 
insuficiente para realizar todas as atribuições essenciais, como avaliação nutricional 
individual e controle higiênico-sanitário detalhado. 
 
A insuficiência de profissionais na cozinha e a limitação do atendimento nutricional 
podem impactar negativamente a qualidade das refeições, aumentando o risco de 
contaminação alimentar e prejudicando o acompanhamento nutricional das crianças. 
Para garantir a segurança alimentar e nutricional da população atendida, é 
recomendável a implementação de algumas medidas. 
 
A primeira medida envolve a ampliação da equipe de manipuladores de alimentos, o 
que reduziria a sobrecarga e garantiria maior controle na preparação das refeições. 
Outra ação necessária é o aumento da carga horária do nutricionista, permitindo um 
acompanhamento nutricional mais detalhado e frequente. Além disso, recomenda-se a 
implementação de treinamentos periódicos para a equipe de manipulação de 
alimentos, reforçando boas práticas higiênico-sanitárias e prevenindo riscos de 
contaminação. 
 
A adoção dessas medidas contribuirá para a melhoria da qualidade das refeições 
servidas, assegurando uma alimentação mais segura e adequada às necessidades 
nutricionais das crianças atendidas pela AMA. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da 
alimentação escolar aos alunos da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, 
17 jun. 2009. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2025. 
 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Sistema Nacional 
de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN. Brasília: MDS, 2010. Disponível em: 
https://www.mds.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2025. 
 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Sistema Nacional 
de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN. Brasília: MDS, 2012. Disponível em: 
https://www.mds.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2025. 
 
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS (CFN). Resolução CFN nº 600, de 25 
de fevereiro de 2020. Dispõe sobre as atribuições do nutricionista na área de 
alimentação coletiva. Brasília, 2020. Disponível em: https://www.cfn.org.br. Acesso em: 
9 mar. 2025. 
 
FERNANDES, L. M.; SOUZA, R. C.; ALVES, P. G. A integração entre o PNAE e o 
SUS: desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Políticas Alimentares, Brasília, v. 5, 
n. 2, p. 90-105, 2021. 
 
MARTINS, J. A.; SILVA, M. R.; PEREIRA, L. S. Desafios da alimentação escolar no 
Brasil: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Nutrição Escolar, Brasília, v. 28, 
n. 1, p. 15-30, 2022. 
 
OLIVEIRA, M. C.; SOUZA, T. R.; PEREIRA, J. L.; ALMEIDA, F. R. Intersetorialidade 
entre políticas públicas de saúde e educação: impactos na nutrição escolar. Revista de 
Saúde Pública, São Paulo, v. 12, n. 3, p. 210-225, 2018. 
 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Relatório Mundial sobre Alimentação e 
Nutrição. Genebra: OMS, 2021. 
 
RANGEL, M. A. et al. Bolsa Família reduziu em até 65% o número de mortes por 
tuberculose no Brasil. Nature Medicine, 2025. Disponível em: 
https://isc.ufba.br/bolsa-familia-reduziu-em-ate-65-o-numero-de-mortes-por-tuberculose-no-brasil/. Acesso em: 10 mar. 2025. 
 
SANTOS, Deborah Maria dos. A alimentação escolar como estratégia de educação 
alimentar e nutricional: uma revisão integrativa. 2016. 63 f. Trabalho de Conclusão de 
Curso (Graduação em Nutrição) – Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de 
Santo Antão, 2016. Disponível em: 
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/23871/1/SANTOS%2C%20Deborah%2
0Maria%20dos.pdf. Acesso em: 10 mar.2025 
 
SANTOS, A. P.; ALMEIDA, R. B. Educação alimentar e nutricional no ambiente 
escolar: impactos e desafios. Cadernos de Nutrição e Saúde, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 
45-60, 2021. 
 
SILVA, J. C. COSTA, F. N.; MELO, T. R. Influência da alimentação escolar no 
desempenho acadêmico dos estudantes. Revista de Ciências da Saúde, São Paulo, v. 
15, n. 4, p. 110-125, 2020. 
 
ANEXOS 
 
 
APÊNDICE 
 
 
	1.​INTRODUÇÃO 
	2.​OBJETIVOS 
	2.1​OBJETIVO GERAL 
	2.2​OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
	3.​DESENVOLVIMENTO 
	3.1​HISTÓRICO DO CAMPO DE ESTÁGIO 
	3.2​DESCRIÇÃO DOS SETORES 
	3.2.1 Territorialização 
	3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR E RELACIONAMENTO COM A EQUIPE 
	REFERÊNCIAS 
	ANEXOS 
	APÊNDICE

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